Quinta-feira, 11 de Maio de 2017

Ocasionais

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ocasionais

 

“Os bearnesbaques do Arrabalde”

 

 

Ali no Arrabalde, um grupo de bearnesbaques que falavam entre si ao mesmo tempo que olhavam para todos os lados, como que atingido por um raio, que não parte, antes, une, quando eu, em passeio pela cidade, chegava ao fundo da rua Direita, atravessou-se-me na frente.

 

Dos figurões do grupo salientou-se o que me pareceu o mais aperaltado. Dirigiu-me a palavra ao mesmo tempo que esticava o braço direito e levantava a mão, em sinal de «alto!»:

 

- Se os meus olhos não me enganam e a memória não me falha, o «amigo» é o tal que faz «Discursos sobre a cidade» a desancar nos da «cambra» e escreve umas «Crónicas Ocasionais» a dar fisgadas num «pavão», umas sapatadas em «lalões» e «lalõezinhos», e umas chibatadas nuns tais «poneyzinhos-de-Tróia»!

 

Senti-me um D’Artagnan apanhado numa cilada dos beatos-falsos de Richelieu.

 

Mas logo, loguinho, apanhei a satisfação de compor um multicolorido ramo com as caras  e os modos do grupo.

 

Ditas e ouvidas aquelas palavras do «capitão do Arrabalde», e absorvida a atenção que lhes dispensei, aquela meia dúzia de «fediolas» juntou-se bem juntinha no passeio, fazendo uma parede dupla à minha frente: na primeira, ao centro, o aperaltado «capitão do Arrabalde»; atrás, espreitando por cima dos ombros dos primeiros, os restantes três.

 

A surpresa e a piada que se me pintaram na cara, e que o ar de riso certificou, fez-lhes arregalar um bocado os olhos e suspender a respiração.

 

- Muito me apraz que alguém me reconheça pelo que escrevo!

 

- E se é acerca dos meus escritos e da cidade que os «amigos» querem conversar, então convido-os a molhar a palavra! – atirei-lhes, com alguma solenidade e muita franqueza.

 

O olhar de “espadachins” de língua foi pelos ares.

 

O «capitão do Arrabalde» virou-se para a esquerda, virou-se para a direita e revirou-se para trás.

 

Voltou-se para mim, e disse:

 

- Ora aqui está a melhor notícia e as «mais boas» palaβras que hoje ouβi!

 

Ali ao lado, por baixo da antiga Casa de Saúde do Dr. Alcino, além de umas boas cadeiras de barbeiro também há outras com boas mesas.

 

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Em formação de combate, o «capitão do Arrabalde» colocou-se ao meu lado. Cuidou de não vir nenhum carro para subir a Rua Direita. Deu um toque no chapéu, e pronunciou:

 

- Por aqui!

 

Com três passadas atravessámos a rua. Seguimos garbosamente pelo passeio do Postigo das Manas e, quase em linha com a esquina do “Sotto Mayor”, o «capitão do Arrabalde» fez «direita volver». Abriu a porta da entrada de uma bodega, de boa fama antiga, e, atenciosa, venerada e respeitosamente, voltando-se para mim, proferiu:

 

- Fa-ça faβor!

 

O taberneiro saiu apressado detrás do balcão. Juntou duas mesas à que estava encostada à parede e mais próxima da caixa registadora.

 

Pensei para comigo:

 

- Que diabo! Será que nos estão a confunfir com “Os 7 Magníficos”?!

 

Ou será com “Os Sete anões”?!

 

O taverneiro voltou com um copo para cada um de nós os «Sete» e duas canecas com uma canada de «tinto», cada uma.

A hora andava pelas onze da manhã.

 

- Ora, meus senhores, o que βai mais ser?  - pergunta, alegremente, o taberneiro.

 

Passando a língua pela beiça, os «arqueiros do Arrabalde» (ou “espadachins”?!), disseram ao «capitão» aperaltado que estavam ali «às ordes»!

 

Demorei uns segundos a perscrutar  as «arqueiras» e «capitãs» expressões.

 

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E, quando o aperaltado «capitão do Arrabalde» ia abrir a boca para mais uma «voz de comando», agarrei-lhe o pulso para lhe abafar a voz.

 

Virei-me para o taverneiro, e ordenei:

 

- “Fachaβor” (tal e qual), traga azeitonas, pão centeio, «trigo de 4 cantos», uma travessa com presunto e queijo. Prepare umas moelas com piri-piri e duas codornizes para cada um de nós. “Se o senhor for servido”, junte-se a nós   -  é meu convidado!

 

Ajeitei-me na cadeira.

 

Soltei o pulso do «capitão do Arrabalde».

 

Eu ia para pegar na caneca, mas um dos «arqueiras» (ou «espadachins»?) adiantou-se-me, e disse:

 

- Se me dá licença, eu boto o βinho!

 

Percebi esta uma boa oportunidade para que o grupo  soltasse a língua.

 

Probou-se o centeio, o trigo, as azeitonas e o presunto, tudo bem benzido com o primeiro e segundo gole de vinho, com que se esvaziaram os copos.

 

- Não os deixem ganhar bafio! – avisei eu, mal engoli a última gota do meu copo.

 

Outro dos «espadachins» (ou «arqueiras»?), não querendo ficar-se atrás, botou a mão a outra caneca e, começando pelo meu (sinal de respeito?), encheu os copos.

 

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Da cozinha já chegava o cheirinho das moelas e o cantar das codornizes nas sertãs!

 

Clientes, que pelo andar e pelo olhar me pareceram habituais, iam entrando e ocupando as outras mesas.

 

Uns saudavam-nos só com um «bom-dia»!

 

Outros acrescentavam um «olá» ao nomearem alguém da minha “Companhia de «lanceiros»” ... ou de «armas dentadas».

 

Depois da primeira rodada das duas canecas e da segunda dentada nos aperitivos, claro está, consumada só depois das três primeiras provas a certificar a qualidade dos produtos, os «arqueiras» (ou «espadachins»?) já falavam uns com os outros, mas com os olhos postos no que estava posto na mesa, gabando as azeitonas e o queijo; garantindo que o «trigo de 4 cantos» era mesmo de FAIÕES; o pão centeio fora cozido no forno a lenha do João Padeiro.

 

Chegaram os pratinhos das moelas e mais duas canecas de canada.

 

Dirigi-me ao «espadachim» (ou «arqueiro»?) mais parecido com “Porthos”, pois, embora com ar vaidoso, era o menos falador, e perguntei-lhe:

 

- Ouça, amigo, que tal acha o molho das moelas?

 

Se o «trigo de 4 cantos« não calhar tão bem, mando vir «sêmea da Engrácia»!

 

O “Porthos” entendeu a ordem. Deitou a mão a um dos «4 cantos», corou-o, partiu-o ao meio, molhou-o bem molhado no molho das moelas, e meteu-o na bainha, quer-se dizer, à boca.

 

Ainda com a beiça colorida pelo piri-piri oleado, olhou para mim, e opinou:

 

- “Trás-d’orelha”, amigo!

 

Coradinhas, as codornizes foram servidas.

 

- Que linda cor! – exclamou o «fediola- arqueira» (ou «espadachim»?), parecido com “Errol Flyn”.

 

- Tem pimentos do vinagre? – perguntei ao taberneiro.

 

Ao sinal de assentimento, fiz sinal de quantidade, levantando dois dedos para o tecto e mexendo os lábios a soletrar:

- dois pratinhos!

 

Esta flaviense guarnição flaviense, legítima herdeira dos “Dragões de CHAVES” (séc. XVIII) e hoje consagrada Ala dos “Defensores de CHAVES”,  aquartelada no forte do Postigo das Manas, estava mesmo bem guarnecida de material de combate contra a falta de apetite.

 

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Vendo-nos entretidos na emboscada às codornizes, no golpe de mão aos «4 cantos», no ataque bucal ao «tinto», o taverneiro cuidou de começar a distribuir fumegantes pratos de caldo pelos outros clientes.

 

Foi assim que dei contar de se estar na hora do Jantar.

 

Porra! Almoço!

 

Antigamente (e eu já sou antigo) é que era «Jantar»!

 

Agora, a moda é «almoço»!

 

Desculpem!

 

Levantei a mão:

 

- PssssT!

 

-Imaginei-me o General Custer e o seu “7º de Cavalaria”, erguendo, tão garbosamente o braço a ordenar «Alto!», ao chegar a «Washita river».

 

- Meus senhores, acho que a hora dos aperitivos acabou.

 

Espero que se lhes tenha aberto o apetite.

 

Vamos almoçar?

 

Depois, querendo meter graça, acrescentei:

- Se algum tiver medo d’ao chegar a casa levar uma trepa da mulher, com o rolo da massa ou com os atilhos do avental, pode desertar!

 

Todos se riram a bandeiras despregadas.

 

Até os outros clientes!

 

Fiz sinal ao taberneiro (ele estava sempre muito atento à nossa mesa) para se aproximar. Ele aproveitou para trazer mais duas dionisíacas canadas.

 

Pareceu-me ter ouvido «entrecosto» e «bifana».

 

Como não estávamos numa 4ª feira, não estranhei a ausência de «feijoada».

 

Disse para o taverneiro:

 

- Para mim, e para começar, uma malga de caldo quentinha. Bem quentinha!

 

Reparei que, pelo silêncio, o caldo «furava a barriga» ao «capitão» e «espadachins» (ou «arqueiras»?) do Arrabalde!

Insisti:

 

Bem, uma malga de caldo para mim. E “fachabor” de trazer «bifanas» e, depois, «entrecosto» para todos.

 

“Os Santos, de CHAVES” [-na βerdade, não há outra Feira que se lhe compare, assegurou o «arqueiro» (ou «espadachim»?) muito parecido com o “Verdinho” das Casas-dos-Montes], o S. Caetano, a Srª da Saúde e a da Azinheira, o S. Pedro de Agosto (d’Águas Frias); as Verbenas; “Os Pardais”, “Os Canários” e o “Calypso”; os «bailes nos Bombeiros»; “os “Lázaros”; o «comboio batateiro»; o chincalhão, «as copas», o «sapo»; o contrabando ... do “Tabu”, dos caramelos e ... do resto; as cheias do rio; os «pic-nics» no Açude; as «tripas», no “Central», as almôndegas, no Mondariz, depois do cinema; e a Senhora das BROTAS quantos elogios e arroubos de eloquência mereceram naquela mesa!

 

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Ao vir levantar os pratos e as travessas, o taberneiro, reparando nos copos vazios, sopesou as canecas.

 

- “Atão” este fica pra cerimónia?!- falou, referindo-se ao vinho que restava nas vasilhas de canada.

 

- Bem, disse o «espadachim» (ou «arqueiro»?) muito parecido com “Guevara” (usava boina galega, bigode à “Cantinflas e barbicha por aparar!), a mim quer-me parecer que parece mal esse restito ir para trás. É melhor aliβiar as canecas!

 

Pegou nelas, e escorropichou-as pelos copos dos cinco «arqueiros» (ou «espadachins»?)   -   eu e o «capitão aperaltado» havíamos tapado os nossos copos com a palma da mão.

 

- Bagaço!  – reclamou o «capitão do Arrabalde».

 

O taverneiro lá voltou, «rápido e depressa», à nossa mesa com duas garrafas e sete copinhos bagaceiros.

 

Apresentou as garrafas, uma em cada mão, e com elogios:

 

- Esta é uma «marelinha» das EIRAS; e esta é uma com ervas aromáticas!

 

- Deixe as duas, «fachaβor»!   -  ordenei.

 

Apanhei o meu copo bagaceiro, e falei para o taberneiro:

 

- Para mim, um copo dos grandes.

 

Tem Geropiga?

 

- O senhor está com sorte! Ontem mesmo, o meu compadre da Ribeira de Oura veio à cidade e trouxe-me uma garrafinha dela.

 

Um momento!

 

Lépido, o tavernerio correu a buscar a doirada bebida de OURA.

 

- Como vê, ‘inda não foi «incertada».

 

«Fachaβor» de se servir.

 

Peguei na garrafa. Levantei-a contra a luz e a contra-luz.

 

O saca-rolhas mostrou-se afinado.

 

Meei bem meado, que é como quem diz: quase enchi o copo, avaliei, na ponta da língua, a doçura; no meio, a acidez; e atrás, o amargo.

 

Ficou aprovada.

 

Com distinção!

 

Voltei a encher o copo (desta vez mais cheiinho) e bebi um gole a escorregar bem pela garganta abaixo.

 

Que bem me assentou no estômago!

 

O taberneiro mantinha-se ao meu lado, com enorme curiosidade pelos meus gestos, trejeitos e olhares.

 

Reparei no seu ar vaidoso, por ter um «rico» compadre!

 

E, para se certificar da satisfação que sentia com a oportunidade de exibir aquela preciosidade perante um «entendido», pergutou-me:

 

- “Atão”, que acha deste «achado»?

 

- Oh! Amigo! Isto é diamante puro!

 

E, se me dá licença. Agora que já a provei, vou beber um copo dela!

 

Meu dito, meu feito!

 

O «capitão do Arrabalde» e os «espadachins» (ou «arqueiras»?) iam alternando a «marelinha» com a «aromática»!

Quando eu ia para botar, após a «proβa», claro está, o segundo copo, reparei que as garrafas do bagaço já estavam vazias.

 

“Diligis, cadis cum faece sicutis, amici”!

 

Merenda comida, sociedade desfeita!  -  dizia-se no “intigamente”.

 

Seguindo o meu olhar, o taverneiro topou o mesmo que eu.

 

- “Tá tudo”?!  -  perguntou e exclamou o taberneiro.

 

Levantámo-nos da mesa.

 

O «capitão do Arrabalde» mais os «arqueiras» (ou espadachins»?) quase se engaliavam a ver qual deles era o primeiro a puxar da carteira, teimosa e casmurra a não sair do bolso, e a refilarem o «pago eu!».

 

Pisquei o olho ao taberneiro, homem fino que nem um alho!

 

Imperioso, imperativo e com aprumo de imperador (não fosse ele, taverneiro, descendente de Trajano!), berrou:

 

- Não adianta discutirdes!

 

A despesa já ‘stá paga!

 

Discretamente, passei para as mãos do taberneiro um rolo de notas a arredondar bem redondinha a «conta».

 

Eu ainda não tinha chegado à porta de saída e já o taverneiro estava a tentar meter-me no bolso do casaco uma garrafa.

Sussurou:

 

- O meu compadre da Ribeira de Oura traz-me sempre DUAS.

 

Tome. Esta é especial para o senhor.

 

E quando voltar a CHAVES «fachaβor» de me «βisitar»!

 

Agradeci, todo contente.

 

No LARGO do ARRABALDE despedi-me dos «garibaldis» flavínios.

 

As declarações, as «receitas», as opiniões, as queixas, as revelações, as «noβidades», as intenções e os testemunhos do aperaltado «capitão do Arrabalde» e dos «espadachins» (ou «arqueiras»?) guardei-os bem guardados na minha “Pasta de Documentos”, para «memórias futuras»!

 

Fui dizer adeus às “Freiras”.

 

Do Brunheiro, na aragem fresca que dele descia, um queixume de saudade espalhou-se pela cidade.

 

Mozelos, dezassete de Fevereiro de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:02
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