Sábado, 25 de Fevereiro de 2017

Agrações, Chaves, Portugal

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Tal como tinha sido prometido no último sábado, hoje vamos até Agrações, uma das aldeias  pela qual gostamos de passar de vez em quando, talvez por estar arrumadinha lá no alto, talvez por não calhar no itinerário de nada, talvez para contabilizar a resistência.

 

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Seja como for e mesmo não calhando no itinerário de nada, continuará a fazer parte dos meus itinerários para lançar uns olhares e fazer uns registos que, no outono e inverno são únicos e na primavera e verão sempre diferentes.

 

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Registos que ficarão para memória futura como o testemunho de que ali existiu uma aldeia, gente e vida, pois assim será e dela só restará a memória , tudo por um dia ter acreditado que lá em cima, na montanha, no itinerário de nada,  o futuro também era possível …

 

 

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Sábado, 21 de Maio de 2016

Uma aldeia, uma imagem - Agrações

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:24
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Sábado, 10 de Janeiro de 2015

Agrações - Chaves - Portugal

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Sábado, dia de ir por aí fora à procura de mais uma das nossas aldeias e hoje, tocou, calhou, a Agrações, uma daquelas que fica na croa de um monte, envolvida e misturada com ele, mas bem lá no cimo desde onde tudo se deveria ver, mas nem por isso se vê. Talvez assim se defenda, talvez assim seja esquecida.

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Seja para se defender ou ser esquecida, não o sei, como aliás há muita coisa que ainda não sei, mas sei que Agrações está lá, sempre está lá, parada, há muito tempo parada como se quisesse que não dessem por ela.

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 Mas nem tudo que parece é e nem tudo que é o é porque se quer, isso também o sei, mas às vezes é no esquecimento que fica a genuinidade das coisas.

 

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Domingo, 27 de Janeiro de 2013

Agrações - Chaves - Portugal

 

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Domingo, 3 de Outubro de 2010

De Novo em Agrações - Para Cumprir uma Promessa

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Agrações – Para cumprir uma promessa


 

Sei que hoje deveria ficar por aqui mais um mosaico de freguesia ou uma das duas aldeias que ainda faltam passar por cá, mas motivos mais nobres, fazem com que hoje, esteja por aqui de novo a aldeia de Agrações.

 

Há 25 anos que calcorreio todo este nosso concelho de Chaves, inicialmente por motivos profissionais e ultimamente, mais em pormenor, para recolher fotografias que têm ilustrado os posts aqui publicados sobre as aldeias e freguesias.  Uma a uma fui descobrindo e conhecendo as 142 aldeias distribuídas pelas 51 freguesias e a todas, dediquei mais que uma visita.

 

Se por um lado 25 anos são muito pouco ou pouco contam para a história, nos nossos últimos 25 anos, muita coisa aconteceu e na história, vão pela certa ter direito a um cantinho especial.

 

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Há 25 anos atrás estávamos em pleno boom do crescimento das aldeias, com novas construções a surgirem quase diariamente e quase todas elas dos nossos emigrantes que então ainda sonhavam em regressar e terminar os seus dias na terra que os viu nascer. Exigia-se então que as aldeias e as ligações à cidade e entre aldeias fossem pavimentadas, que a água fosse tratada e canalizada onde a havia, ou captada onde ela já faltava, saneamento e escolas onde não as havia ou melhoria das existentes, eram entre muitos outros, os pedidos e exigências das populações rurais. Aos poucos, essas infra-estruturas foram aparecendo e com a ajuda dos fundos comunitários, foi-se fazendo o que faltava em termos de infra-estruturas básicas, principalmente em pavimentações, algumas novas ligações e abastecimento de água, pois quanto a saneamentos, só nós últimos anos é que se deu o grande passo. É um facto e quem calcorreou todo este nosso concelho há 25 anos atrás sabe que muitas das ligações às aldeias e entre elas, eram feitas ainda em terra batida. Hoje estão pavimentadas, a maioria das aldeias têm saneamento básico e água canalizada, em suma, pode-se dizer que os anseios das populações de há 25 e mais anos atrás foram cumpridos, e o registo na história, teria uma página de elogios se não fosse a realidade actual, ou seja, faz-me lembrar a história da igreja velha e a igreja nova de Vilela Seca em que a nova foi construída porque a velha era pequena e não suportava toda a população, depois de construída a nova, ficou sem população para a encher. Com as aldeias e a história das infra-estruturas que não tinham (salvo raras excepções), foi a mesmíssima coisa, enquanto as aldeias tinham gente, não tinham estradas, nem água canalizada nem saneamento, agora que vão tendo tudo, não têm gente e uma prova disso, são os actuais e principais anseios das populações, que já não passam pelo pavimentar das estradas, nem da água nem do saneamento, hoje, pedem sobretudo, lares de terceira idade, casas mortuárias e alargamento de cemitérios…penso que está tudo dito. Mas isto, para o que hoje me trás aqui com a repetição de uma aldeia que já por cá passou, até são contas de outro rosário.


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Tudo isto para deixar por aqui aquilo que é a realidade do concelho rural e um pouco das preocupações do concelho, mas também que é necessário entrar pelas aldeias adentro para as compreender e conhecer as suas necessidades e também ,para finalmente entrar na aldeia de Agrações, conhecer a sua realidade e o seu principal anseio, que me escapou das últimas vezes que a aldeia foi convidada do blog, pois já é repetente e por aqui passou no dia 20-02-2008 (http://chaves.blogs.sapo.pt/251127.html ), no dia

4-10-2009 (http://chaves.blogs.sapo.pt/428339.html ) , e no dia 19-06-2010 (http://chaves.blogs.sapo.pt/511718.html ) e confesso, que tenho por esta aldeia um carinho especial, pelas mais fortes razões, sem contudo ter qualquer ligação familiar ou afectiva a ela, mas já lá vamos.

 

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Sempre que me é possível dedico os sábados à fotografia. Antigamente era uma tarefa que fazia sozinho, principalmente para ter a liberdade de me poder demorar onde era preciso demorar, falar onde era preciso falar, conhecer e descobrir onde era preciso descobrir. Descobertas e registadas as tais 142 aldeias e mais meia-duzia de lugares, agora já me posso dar ao “luxo” de fazer novas visitas fotográficas na companhia de alguns fotógrafos amigos. Foi o que aconteceu ontem, sábado.

 

 

Iniciamos a visita, que já é quase obrigatória, por Stª Bárbara, em Ventuzelos. Dali lançamos olhares em todas as direcções do concelho mas fixamos o olhar nas povoações da Serra da Padrela, terras de Agrações (Pereiro, Póvoa e Agrações). Descemos ao vale de Oura, atravessamo-lo e em Loivos iniciamos a subida pela Padrela acima. Primeira paragem no Pereiro de Agrações, muitos clicks, vimos pisar o vinho (as uvas) na casa do polícia onde até botamos um copo e ainda houve tempo para uma larga faladura com o Pastor Fernando.

 

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De seguida subimos mais uns quilómetros pela Padrela acima e chegamos a Agrações. Esta aldeia é das mais curiosas e bonitas que conheço. Apenas tem 7 habitantes residentes no entanto, há sempre muita vida nas ruas onde a gente, à maneira antiga, se vai cruzando nas ruas entre cães à solta, galinhas, ovelhas e outros animais e a nossa chegada, que dum momento para o outro fez com que a  população presente duplicasse, passou por tudo menos desapercebida. Claro que a curiosidade se impunha.

 

- Afinal o que é que andam  “filmar”!?  Surgiu a resposta de uma das idosas resistentes.


- As coisas bonitas da aldeia. Respondemos.


- Só se forem bonitas para vocês, pois para nós são misérias, nem água temos em casa nem forças para a carrar e água não falta por aí, era só canaliza-la. Misérias é o que nós temos, era isso que deviam “filmar” e mostrar, mas estamos para aqui esquecidos, sozinhos, ninguém nos liga nem ninguém tem pena de nós. Nas eleições todos nos prometem que metem a água, mandam cá os engenheiros e tudo, há anos até veio cá um presidente e um vereador ali de Vidago e disseram que sim senhor, que todos íamos ter água e, olhe, continuamos na miséria. A este (presidente), já lá foram e diz que se não temos água à culpa é do nosso presidente da junta, pois eles nem se falam e nós é que as pagamos. Isto é uma miséria, uma vergonha e era isso que deviam “filmar” e contar a todos, à televisão, para ver se alguém tinha vergonha. Uma miséria, é o que nós temos. Olhe que a mim não me apanham mais nenhum voto, já não acredito neles.

 

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Fiquei mudo, em silêncio, durante uns largos segundos sem palavras. Afinal o que poderia eu dizer? Que palavras lhe poderiam servir de consolação?

 

Um dos companheiros de fotografia, adiantou:

 

- Sabe porque é que não têm água? – Porque só valem 7 votos e isso não conta para nada.



- Ora, agora o senhor é que disse tudo e a mim, não me apanham mais nenhum.


 

Voltando a mim e saindo do silêncio a que me tinha remetido, de consolação apenas me ocorreu:


 

- Pois se até aqui nunca ninguém os ouviu, prometo-lhe que falo eu. Sei que as minhas palavras de pouco valem, mas prometo-lhe que muita gente vai ficar a saber e conhecer a vossa “miséria”, e esta não é promessa de político.


- Promete mesmo!?


- Prometo!


- Que Deus o ajude! – foram estas as sua últimas palavras, já ditas à distância e também em jeito de despedida.


 

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Se há coisa que gosto é de honrar a minha palavra e cumprir aquilo que prometo.

 

Pois aqui fica. A aldeia de Agrações, da freguesia da Póvoa de Agrações, concelho de Chaves, onde residem 7 pessoas, em pleno Século XXI, não tem água canalizada, ou seja, as pessoas que lá vivem não têm água nas suas habitações porque não existe rede de abastecimento de água. Sei que são apenas 7 pessoas e que nas contabilidades políticas, o seu voto (tal como dizia um colega dos clicks) nada vale, mas são cidadãos como qualquer outro, com os mesmos direitos e que de certeza não estão isentos das suas obrigações perante o estado, por isso, têm os mesmos direitos, principalmente a um que é dos mais básicos para a dignidade humana – Direito à ÁGUA em suas casas, como penso que todas as aldeias do concelho têm, para tormento, já lhes basta viverem apenas 7 pessoas isoladas, numa das aldeias em que viver não é fácil, lá no alto da Serra da Padrela onde os invernos são sempre rigorosos de autêntico inferno. Estes são os verdadeiros resistentes, que vivem conformados com as dificuldades da vida, do viver lá isolados em plena serra, sem um caminho decente e transitável que os ligue à sede de freguesia, Póvoa da Agrações, ali a dois passos, mas vão-se conformando com isso, só não se conformam e revolta-os, não terem água em casa para poderem ter ao menos, uma casa de banho e já nem querem falar em máquinas de lavar, que bom jeito lhes dava.

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Pois para que conste a aldeia de Agrações não tem água canalizada e água, é coisa que não falta por lá, nas fontes, mas os resistentes, também idosos, já lhes faltam as forças para a “carrar” para as suas casas. Mais que um direito, é quase uma obra de misericórdia, e fazer uma rede de abastecimento de água, numa aldeia tão pequena, faz-se quase sem investimento, pois quase e apenas, é necessária a boa vontade e reconhecer que aqueles 7 habitantes existem e têm direitos, como qualquer humano.

 

Bastava numa obra qualquer da cidade poupar uns euros num ou outro devaneio que só servem para o povo ver, e o abastecimento de água a Agrações podia ser uma realidade e, já nem sequer quero aqui chamar os milhões de euros que se gastam em obras inúteis (como os que se gastaram na Estrada Nacional 213 para tudo ficar igual ou na Plataforma Logística, que construída há anos, continua fechada sem se saber afinal para o que é que aquilo serve ou algum dia vai servir).

 

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Fica também um apelo à Iberdrola, que, quem sabe se para além de servir de mecenas às obras de restauro das Igrejas Românicas, não quer ser também o mecenas da água canalizada de Agrações, ainda para mais que os seus negócios na região têm a ver precisamente com a água, muita da qual passa por Agrações.

 

Cumpri a minha promessa e esta, independentemente de não ser político, tinha mesmo de a cumprir.


Por um ou outro motivo, há aldeias que me marcaram mais, e o motivo de hoje, está mais que justificado.

 

Até amanhã, com "Quem conta um ponto..."

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:22
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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Agrações - Chaves - Portugal

 

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E nestes dias de imagens, não poderia deixar de passar aqui aquela que é uma belíssima aldeia onde se conjuga no seu todo o ser transmontano.

 

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Alta, entre montanhas de onde só montanhas se avistam. É sem qualquer dúvida uma das aldeias mais puras e íntegras, testemunha de toda a interioridade possível.

 

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É também por tudo isso uma séria candidata ao despovoamento total, e vamos ter pena, de perder assim aquilo que de melhor, simples e puro temos, quase parece que os deuses andam distraídos.

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

a preto e branco - 1

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Embora já todas as aldeias tivesse passado aqui pelo blog, há ainda algumas (poucas) às quais devo um post alargado. Infelizmente este inverno não tem sido muito convidativo para a fotografia e confesso que estou sem material fotográfico para trazer aqui as aldeias em falta. Esta falta abre-me a porta para uma nova rubrica no blog dedicado às aldeias, uma rubrica que há muito andava para trazer aqui e que se irá chamara simplesmente “a preto e branco”.

 

Pois neste novo espaço só cabem fotografias a preto e branco, às vezes (quando muito) com uma nesga de cor. Será um espaço dedicado simplesmente à fotografia, com apenas duas ou três palavras de embalar e, só caberão aqui as fotos que não couberam no post da respectiva aldeia, aquelas fotos das quais eu gosto, mas que por falta de espaço não puderam entrar na devida altura.

 .

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Será mais uma oportunidade para mais uma volta por todas as aldeias, algumas, até mais que uma vez desde que haja fotos que eu considere dignas deste novo espaço.

 

Fotos que eu gosto e não couberam no respectivo post e o velho fascínio pela fotografia a preto e branco, que sem cor, sempre teve o seu encanto.

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Estes Domingos “a preto e branco” irão alternar com os posts normais de domingo dedicados a uma aldeia e também estarão aliados à falta de tempo ou de material, como é o caso de hoje em que se aplica a ambas as condicionantes, principalmente porque ontem foi dia (ou melhor – noite) da blogosfera flaviense. Pela certa que irão perceber isso pelos próximos posts da blogosfera cá da terrinha e não só.

 

Espero que gostem deste novo espaço “a preto e branco”.

 

Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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