Sábado, 9 de Julho de 2016

Alanhosa - Chaves - Portugal

1600-alanhosa (265)

 

E porque hoje é sábado vamos até mais uma das aldeias do nosso concelho, privilegiando a imagem, porque essa será a que fará memória futura de como foram as nossas aldeias.

 

1600-alanhosa (260)

 

Eu sei que a palavra escrita não é qualquer vento que a leva, mas por muito descritiva que seja, nunca conseguirá vencer a força da imagem e depois estou farto de andar por aqui a dizer o mesmo e por muita razão que até possa ter, como julgo que tenho, os poderes instituídos estão-se a marimbar (para não dizer outra palavra) para as nossas aldeias, para o interior e para a nossa gente.

 

1600-alanhosa (253)

 

Os políticos  apenas falam das preocupações do mundo rural e do interior  quando se propõem ser eleitos, e não importa ser de esquerdas ou direitas, aqui ou em S.Bento, após chegados ao poder, os seus interesses passam a ser outros, mas há interesses  que eles sempre salvaguardam e outros nos quais se empenham em construir  – os seus próprios interesses e o futuro após poder. E se querem exemplos, basta ver o que fazem hoje os ex-governantes e ex-presidentes de Câmara.

 

1600-alanhosa (250)

 

Embora não prometa silêncio, pois há vezes que temos mesmo de explodir em palavras, as aldeias continuarão a marcar aqui presença,  a dizer presente e a mostrar que, embora pouca, ainda têm gente dentro, como é o caso da nossa aldeia de hoje, no planalto da Serra do Brunheiro e que dá pelo topónimo de Alanhosa.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:36
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Sábado, 30 de Janeiro de 2016

Imagens de Alanhosa, palavras de confissão

1600-alanhosa (264)

Fez no início deste mês 11 anos que venho aqui ao blog com imagens da cidade de Chaves, mas, logo desde início, que tive necessidade de trazer também aqui imagens das nossas aldeias. Muitas vezes me pergunto o porquê dessa necessidade de mergulhar de vez em quando na nossa ruralidade mais profunda e a verdade é que não sei ao certo qual é a resposta, embora conheça a sua origem, ou melhor, penso conhecer. Mas tudo isto não é fácil de explicar, precisamente porque não tenho certezas de qual a razão desta minha paixão pelas aldeias, pelo mundo rural, pelas pessoas das aldeias. Sei que tudo começa na idade de ser criança, o que por um lado é estranho, pois nasci e sempre vivi na cidade ou nos seus arredores, mas sei que a minha ligação ao mundo rural começou precisamente em criança, na aldeia do meu pai, nos poucos dias que lá passava mas onde tudo era uma descoberta, como de noite viver à luz da candeia, não haver água canalizada em casa, as estrelas de noite serem mais brilhantes, as lareiras e os escanos, os potes ao lume e, durante o dia, o chiar dos carros de bois ou os bois, ovelhas e cabras, galinhas, burros, cães e pessoas a circular nas mesmas ruas, respeitado cada um os espaços dos outros, mas sobretudo o que melhor recordo, era a liberdade que tinha para andar pelas ruas da aldeia ou nas aventuras de explorar os montes num constante tropeçar com a vida selvagem, sobretudo dos animais e destes as aves nas mais variadas e espécies. Enfim, mais que imagens que vos deixo aqui aos fins-de-semana, são uma série de memórias que se revivem ao recolhê-las ou ao trazê-las aqui.

 

1600-alanhosa (243)

 

Mas a vida é muito complexa e cheia destas e de outras paixões que nos levantam muitas questões e às vezes nos fazem viver aquilo que parecem ser contradições. Eu explico melhor ou troco em miúdos aquilo que quero dizer — Gosto no nosso mundo rural mas também gosto da cidade, e parto com a mesma paixão à descoberta do mais profundo da ruralidade como à descoberta de uma grande cidade. Em suma, e valendo-me das palavras dos outros sem recorrer aos filósofos, pensadores ou intelectuais das palavras, cito as palavras de Fernando Mendes cantadas por Marco Paulo: “ Eu tenho dois amores/que nada são iguais/mas não tenho a certeza/de qual eu gosto mais”. Pode ser pimba mas é a melhor descrição para o meu sentir, E com esta me vou!

 

Até amanhã, e se perderam tempo com a minha confissão, espero que o não tivessem perdido com as imagens de hoje.

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:49
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Sábado, 6 de Junho de 2015

Alanhosa - Chaves - Portugal

1600-alanhosa (62)

 

"O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim

é esse olhar de quem por ele passa indiferente. E assim é com a vida,

você mata os sonhos que finge não ver."

Mário Quintana

 

Para um bom entendedor meia palavra basta, diz o povo e o povo é sábio. Assim, Apetecia-me ficar pela citação de Mário Quintana mas quero reforçar um pouco as suas palavras, ou mesmo apenas uma palavra – a indiferença. A indiferença com que todos assistem à morte lenta das nossas aldeias, à morte lenta do nosso mundo rural, à morte lenta da nossa cultura interior e transmontana, a indiferença com que assistimos à nossa própria morte.

1600-alanhosa (73)

Gostamos muito de culpar os outros dos nossos males, mas somos tanto ou mais culpados que eles se assistirmos às suas maldades e não dissermos ou fizermos nada. Um dia quando as aldeias deixarem de existir e tudo for igual a história encarregar-se-á de nos apontar o dedo, isto se ainda houver dedos para apontar…

 

As fotos de hoje são de Alanhosa, ali do planalto do Brunheiro, pertença de um reino que está a deixar de ser maravilhoso.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 17:52
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Domingo, 11 de Março de 2012

Estou solidário com as freguesias

Seguindo a tradição do blog, os domingos são para as aldeias.

 

Hoje trazemos por cá Adães e Alanhosa.

 

 

Esta primeira fotografia é de Adães de uma casa que já tivemos oportunidade de visitar e à qual prometemos um post alargado e por duas razões. A primeira porque então estava a ser alvo de uma recuperação daquelas a que eu chamo exemplar, onde o gosto e o respeito pelo passado predominavam e onde tudo estava a ser feito com mestria. A segunda razão prende-se com os antepassados desta casa. A promessa foi feita e será cumprida, para quando é que ainda não sei.

 

 

Uma das notícias nacionais de ontem tinha a ver com as freguesias e com elas não concordarem com a reforma administrativa que Lisboa quer levar avante. Não concordam e com toda a razão, pois o mal de Portugal não está nas freguesias onde aliás, salvo raras exceções, os eleitos são os verdadeiros representantes do povo e onde a democracia se cumpre e tudo, porque nas freguesias vota-se nas pessoas em quem os cidadãos acreditam pela sua honestidade, idoneidade e porque os conhecem, independentemente dos partidos políticos que os propõem.  Será um rude golpe para a democracia mas também para o mundo rural a abolição das freguesias que se propõem abolir, só olhando a números sem conhecer as realidades no terreno.

 

 

Ainda digo mais, em vez de se acabar com muitas das freguesias, dever-se-ia reforçar os seus poderes e competências, dando-lhes mais autonomia financeira, em vez de estarem tão dependentes como estão das vontades dos respetivos municípios (Câmaras), que na maior parte das vezes fazem dos Presidentes das Juntas e respetivas freguesias, autênticos mendigos, principalmente se não forem da cor política das Câmaras.

 

O mal de Portugal, todos nós sabemos, não está no número de freguesias existentes.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:46
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Domingo, 2 de Maio de 2010

O Florir da Mãe Natureza

Alanhosa

 

 

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Já sei que a mãe é universal, ou seja, tanto é mãe na cidade como no campo, em Portugal como na China ou outro país qualquer e, hoje foi o seu dia. No entanto, aqui o blog também tem os seus dias temáticos e hoje é dedicados às aldeias do concelho e, não quis terminar o dia sem por aqui deixar qualquer coisa em imagem das nossas aldeias.

 

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Bustelo

 

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Voltando à mãe, também na natureza há outras mães que precisamente por esta altura estão no auge da sua fertilidade com a festa da flor que, um pouco por todo o lado, enchem a paisagem de cor.

 

Ficam então alguns momentos do florir da natureza, em três aldeias ao acaso, pois em qualquer uma das nossas aldeias encontraria este despertar e florir da natureza.

 

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Loivos

 

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Até já, pois daqui a pouco estará aqui o Chaves de ontem e de hoje, com mais duas imagens para comparar.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:59
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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Aldeias de Chaves - Portugal

Alanhosa

 

 

 

Carregal

 

 

 

Vila Nova de Monforte

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:04
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Sábado, 15 de Novembro de 2008

Alanhosa - Chaves - Portugal

 

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É sempre com agrado que volto às aldeias, onde tudo é mais puro e simples, onde existe o verdadeiro espírito de comunidade e inter ajuda , onde as pessoas e as famílias se conhecem de geração em geração que passa e herda valores, onde as leis existem como nas cidades, mas que sempre se regem pelo que é e esta bem feito, ou não se faz, por não está correcto e, principalmente onde as pessoas são verdadeiras, simpáticas e hospitaleiras, desde (claro) que se vá por bem e sobretudo, porque há palavras que desconhecem porque nunca por lá se usaram ou viveram, tal como a palavra hipocrisia que alguns dos da cidade gostam de vestir e que todos conhecem.

 

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Gente que pode não ter grandes estudos, ou apenas saber ler e escrever ou até nem isso, mas que tem formação e é muito mais (bem) formada que muitos dos “doutores” das cidades que, por terem sentado o cú nas universidades (públicas ou não), pensam que o mundo roda em redor das suas cabeças e nada mais vêem para além do seu umbigo e que como valores, apenas transportam consigo a ambição, as influências e o poder, seja qual seja a forma e o meio.

 

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Assim é sempre com agrado que regresso às aldeias, como também é com agrado que hoje vamos até Alanhosa, bem lá no alto da montanha, onde ela se desfaz para dar lugar ao planalto onde até os rigores dos dias, doem, mas são bem vindos e aproveitados nas suas lides da vida.

 

Alanhosa é mais uma das onze aldeias de Nogueira da Montanha, fica a 14 quilómetros de Chaves, tendo como mais próximas as aldeias de Gondar, Capeludos e Santiago do Monte.

 

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Quanto aos acessos à aldeia já sabem, já sabem que para a maioria, desde Chaves, há que tomar a Nacional 2, a Nacional 103 ou a Nacional 314, ou (para quem não gosta de números) a Estrada de Braga-Bragança, de Vila Real ou de Carrazedo de Montenegro.

 

Para a Alanhosa há que seguir pela 314 acima, passagem obrigatória pelo Peto de Lagarelhos e a partir de aí, os próximos três desvios para estradas municipais, vão todos dar a Alanhosa. Para os distraídos para quem os desvios lhes passa à margem, tenham France como referência, pois a partir de aí, ou entraram para terras da freguesia de Nogueira da Montanha, ou então seguem alegremente enganados e pasmados com a paisagem.

 

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Quem é apreciador do nosso concelho rural, ou seja, das nossas aldeias, não chega passar por lá, mesmo porque (geralmente) junto à estrada de passagem, não é onde se encontra a aldeia no seu melhor. Há que apear-se, sentir os cheiros, falar com as pessoas, principalmente as mais idosas pois têm sempre qualquer coisa para nos ensinar, apreciar as aquitecturas e soluções que os antigos “engenheiros” sempre encontraram para os seus problemas estruturais e até, porque não, apreciar as inúmeras aplicações do fio azul, o melhor, mesmo que o laranja às vezes, também lhe queira fazer frente.

 

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Há por aí quem visite este blog e descubra coisas, que eu mesmo como autor, não as consigo descortinar. Assim, aquilo que aqui se escreve é aquilo que aqui se escreve e quando falo em fios azuis e laranjas, estou mesmo a falar de fios e de cores. Apenas um aparte para alguns da cidade que não sabem ler.

 

E quanto a povoamento, quando anda Alanhosa!?

 

Para povoamentos e despovoamentos temos que nos valer dos números que existem, que sendo uma aldeia de montanha, são mais que sabidos. Mas há aldeias e aldeias, mesmo sendo da montanha, e se algumas estão à beira do despovoamento total, noutras ainda vai havendo alguma esperança, pelo menos ainda vai havendo vida e mais ou menos resistentes.

 

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Mas vamos aos números, com que os políticos tanto gostam de brincar e justificar as suas incompetências e com os quais tanto gostam de nos aldrabar. Pena é que não olhem para eles com a realidade que eles transmitem e que tirem deles o que eles verdadeiramente dizem, em vez de serem arranjados e contabilidades enganadores com os malabarismos que as matemáticas lhes permitem. Assim, diz-me a experiência de vida e a minha maturidade política, que cada vez que um político agarra em gráficos e nos fala ou mostra os números, é porque já nos aldrabou tanto que já não encontra mais palavras para continuar a aldrabar e, agarra-se ao malabarismo e jogo dos números para se justificar e continuar a iludir que se deixa iludir.

 

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Os números por aqui são reais, ou talvez até nem tanto. São pelo menos os números oficiais que existem, próximos da realidade, contando sempre que a realidade é bem pior que os números, e, o próximo Censos de 2011 (suponho) concerteza que confirmarão as minhas palavras. Nem há como dar uma volta pelas nossas aldeias para ver que a realidade de hoje é bem diferente da realidade de há 20 anos atrás, e já nem sequer a comparo com a de há 40 anos atrás, que conheço só dos números e não a conheci pessoalmente, mas conheci a de há 20 anos atrás.

 

Dizem os números que Alanhosa tinha em 2001, segundo o Censos,  76 habitantes residentes, dos quais 5 tinham menos de 10 anos e 15 habitantes mais de 65 anos, ou seja, contando que as 11 aldeias da freguesia somavam na altura um total de 693 habitantes, a Alanhosa é uma das aldeias que na freguesia não é das que mais sofreu esse fenómeno do despovoamento, o mesmo que os senhores de Lisboa e os imitadores locais,  teimam em querer ignorar e a fazer todos os convites para que as aldeias fiquem totalmente despovoadas.

 

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Na realidade, e dando uma volta rápida pela freguesia de Nogueira da Montanha, nota-se que na Alanhosa ainda há muitos resistentes e que quanto a povoamente sai um bocadinho fora da regra, mas sofre na mesma do mal. Só em termos comparativos, o Censos de 1991 atribuíam à aldeia 102 habitantes residentes.

 

Quanto ao casario, também é o costume, com o seu núcleo, bem interessante e bonito, das construções tradicionais do granito maioritariamente abandonado e em ruínas. Algumas casas mais recentes ou arranjadas, abrigam as vinte e poucas famílias que por lá ainda resistem.

 

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E números aparte, vamos até mais um pouco de aldeia, como o seu topónimo.

 

Claro que todos os topónimos têm uma razão de ser e existir e alguns ao longo dos tempos até sofrem algumas alterações. Temos como um bom exemplo o nome da nossa cidade, a qual em 2000 anos passou de Aquae Flaviae para Chaves, onde aparentemente não há qualquer relação nos dois topónimos, mas que todos sabemos que Chaves resulta da evolução ao longo dos tempos e do latim para a nossa língua actual.

 

O topónimo Alanhosa também teve a sua evolução ao longo dos últimos séculos, pois  o nome desta aldeia, como referem documentos escritos, antigamente era Lenhosa. Supõe-se que o topónimo estará relacionado com a produção de lenhas, que concerteza eram de carvalho dados os seus 840 metros de altitude e que ainda hoje é abundante por lá e quase única, mas tudo isto são suposições dada a semelhança dos termos Lenhosa e lenha. Até melhor explicação do topónimo este serve.

 

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Carvalhos, mas também alguns castanheiros e campos de boa terra para batata de qualidade fazem com que estas terras e aldeias de montanha tenham também uma paisagem única, aliada ao planalto, onde nos “entardeceres” de quase a totalidade do ano fazem subir o encanto, não só no espectáculo que é ver o pôr-do-sol lá de cima a esconder-se entre as montanhas distantes, mas também pelas colunas de fumo das chaminés que aqui e ali se repetem nalgumas aldeias vizinhas, pois por aqui, tal como já referi no blog, é comum avistar-se o aglomerado da aldeia vizinha.

 

Quando a condições climáticas, a localização e altitude, fazem com que a aldeia conheça bem o que é o rigor dos Invernos, ainda para mais, que por aqui, os Invernos costumam ser de nove meses, só interrompidos por três meses de inferno. Rigor e Invernos que fica bem marcado nos seus rostos.

 

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E para terminar só falta mesmo referir a capela da aldeia, com um pequeno e bonito campanário, capela de Santa Catarina, é este o seu nome, onde o campanário se faz ver acima dos telhados do velhinho núcleo de habitações e que não fica alheia a qualquer passante, pois está situada num pequeno largo à beira da estrada. A capela foi construído em 1888 a expensas de J. L. F. da Costa, nome que consta em placa na frontaria. Ainda perguntei na aldeia que era J.L.F. Costa, mas os presentes não me souberam dizer. Concerteza que alguém saberá. Seja como for deixou à aldeia uma pequena mas bela capela, com padroeira que festejam em 25 de Novembro, e que segundo apurei, ainda é uma festa que se faz anualmente e que até junta muita gente e concerteza também muito frio.

 

Até amanhã pelo nosso concelho rural.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:56
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