Sábado, 22 de Julho de 2017

Carregal - Chaves - Portugal

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Hoje vamos mais uma vez até Carregal, uma das nossas aldeias limite de concelho, neste caso na fronteira com o concelho de Valpaços, como quem vai para Carrazedo de Montenegro ou mais além, até Murça.

 

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Hoje vamos até lá com quatro imagens e algumas, poucas, palavras, mas Carregal é das poucas aldeias que não se pode queixar deste blog, pois quase desde o início da nossa existência que tem tido aqui um embaixador e contador das suas estórias e das suas gentes, a par de outras aldeias vizinhas e de quase todo o planalto da Serra do Brunheiro, embaixador esse que dá pelo nome de Gil Santos que todas as últimas sextas-feiras de cada mês traz aqui um novo conto. Pena outras aldeias não terem outros Gil para contar as suas estórias que não são mais que a própria história mas também uma radiografia da cultura rural deste interior transmontano, muito idêntico no seu seio, mas com as suas singularidades que fazem de cada aldeia uma aldeia única.

 

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Claro que com o despovoamento rural também estas estórias se vão perdendo, tanto mais que a grande maioria têm a ver com a vida do dia a dia dos seus atores e personagens que mais não são que as pessoas que as habitam, estórias com dias felizes e outros nem tanto ou mesmo  nada, pois o contrário também fazem parte dessas estórias, com dias difíceis de muita pobreza à mistura, mas todas elas castiças.

 

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Assim, e mesmo sem imagens, as palavras também valem, e muito, pois aquela coisa que se costuma dizer que uma imagem vale mais que mil palavras, não é tão verdadeira assim,  há histórias de vida que nunca conseguirão ter tradução em imagem.

 

E se hoje ficamos com mais uma aldeia do concelho de Chaves, amanhã vamos até mais uma do Barroso.

 

Até amanhã!

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:24
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Sábado, 15 de Julho de 2017

Capeludos - Chaves - Portugal

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Neste andar pelas aldeias, no último sábado ficámos no Cando. Pois hoje descemos ao vale, atravessamo-lo, subimos o Brunheiro e já no seu planalto entramos na aldeia de hoje – Capeludos.

 

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É uma das onze aldeias da freguesia de Nogueira da Montanha, e não devo errar muito, se é que cometo erro, se disser que é a freguesia que  mais tem sofrido dessa maleita que se chama despovoamento.  Viver lá em cima, quase a mil metros de altitude, não é tarefa fácil, principalmente de inverno, o que faz com que, com mais facilidade, aceitem o convite da partida.

 

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Ficam três imagens de Capeludos, de arquivo, mais propriamente do ano de 2009. Começa a ser tempo de passar por lá outra vez, mesmo porque tenho a impressão que ficou muito por registar.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:25
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Sábado, 24 de Junho de 2017

Calvão, Chaves, Portugal

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Hoje vamos fazer uma breve passagem por Calvão, com duas imagens da aldeia e uma do Santuário da Nossa Senhora da Aparecida.

 

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Calvão que não duvido nada em apontá-la como uma das aldeias  mais interessantes do concelho de Chaves, com alguns ponto de interesse que se destacam, como o conjunto do casario, o largo do cruzeiro com o respetivo cruzeiro e fonte, a capela do cemitério, alminhas, as cruzes da Via Crúcis, as fontes de mergulho e restantes fontes do Estado Novo.

 

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Mas penso que o destaque principal vai mesmo para o Santuário da Nossa Senhora da Aparecida construído para celebrar e acolher os devotos do aparecimento da Virgem Maria a três pastores: Manuel, Maria Rosa e Teresa Fernanda. Muito semelhante ao que aconteceu em Fátima, mas com uma diferença importante, em Calvão aconteceu em 1833, quase 100 anos antes do aparecimento de Fátima, ou seja, esta de sermos vítimas da interioridade já vem de há muito, mas também a Igreja, por outros interesses, não valorizou o aparecimento da Virgem Maria em Calvão. Mas não deixa de ser curioso que os acontecimentos de Fátima seja uma cópia dos acontecimentos de Calvão, até nos pastores, no número de pastores e no sexo.

 

 

 

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Sábado, 3 de Junho de 2017

Bóbeda - Chaves - Portugal

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E hoje vamos passar por Bóbeda com os três olhares do costume. Sei que são poucos olhares para uma aldeia, mas relembro que todas as aldeias do concelho de Chaves já passaram por aqui várias vezes com pelo menos um post alargado.

 

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Mas há sempre um olhar que escapou às nossas anteriores seleções e outros, que embora já tivessem passado por cá, agora têm uma nova apresentação com um novo tratamento.

 

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Mas são sempre imagens que, por uma ou outra razão, despertaram o nosso interesse e o nosso clique e que esperamos serem do vosso agrado.

 

 

 

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Sábado, 20 de Maio de 2017

Avelelas - Chaves - Portugal

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Esta coisa de andar aqui pelo blog já vai a caminho de 13 anos. Inicialmente apenas dedicado à cidade de Chaves, cedo me dei conta que este espaço não focaria completo se não incluísse aqui as nossas aldeias. A ideia tinha pernas para andar, apenas era necessário ir por essas aldeias adentro à caça de algumas imagens que melhor as caracterizasse.

 

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Foi um trabalho ao qual me dediquei intensamente nos primeiros anos do blog, pelo menos até completar o levantamento das nossas quase cento e cinquenta aldeias, mas, com o tempo, fui-me dando conta  que na recolha inicial, a algumas aldeias  faltavam alguns pormenores, noutras alguma inspiração, noutras faltou algum tempo para ter sido uma recolha completa.

 

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Claro que teria que repetir as minhas voltas a algumas, para ser sincero a muitas aldeias, e retomei a caminha de nova recolha, esta feita com mais calma e até com outro olhar, mais apurado, pois ao longo do tempo também fui apurando o olhar, principalmente no saber aquilo que queria captar, mas mesmo assim, algumas aldeias foram ficando para trás. Avelelas foi uma dessas aldeias que foi ficando para trás, mesmo assim, passei por lá pelo menos três vezes em três anos diferentes, para ser mais preciso e segundo a data dos aquivos das fotos, fui lá de dois em dois anos (2006, 2008 e 2010) mas sempre me pareceu faltar alguma coisa.

 

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Assim, há dois anos atrás (2015) numa das tardes disponíveis, em finais de agosto de 2015, decidi completar o levantamento fotográfico com aquilo que me parecia faltar, não só nas Avelelas, como também em Oucidres e Vilar de Izeu, mas parece que o destino estava traçado a não ser ainda nesse dia que iria completar tal levantamento, e não aconteceu mesmo.

 

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Acontece que quando comecei a aproximar-me  da aldeia  vi que um  grande incêndio a rodeava e ameaçava até entrar pela aldeia adentro, incluindo a própria estra de acesso estava cortada com chamas de ambos os lados e um grande aparto de bombeiros. Aqui por ficar onde me era possível ficar, no cruzamento para a Sobreira e para o Castelo de Monforte e daí não arredei pé até ao anoitecer. Claro que as Avelelas ficaram novamente adiadas e nesse dia na recolha de imagens, apenas contava terra queimada, fumo, chamas e bombeiros. Assim, mais uma vez vamos até às Avelelas, mas com imagens de arquivo com a promessa de um dia lá voltar.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:05
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Sábado, 13 de Maio de 2017

Aveleda, o mito dos três efes, o Papa, o Benfica e Salvador Sobral

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Não podia deixar de cumprir a promessa de trazer aqui mais uma das nossas aldeias, como acontece todos os sábados, e só o faço agora, no final da noite, por fortes razões que tem a ver com o ego, não o meu em particular, mas o meu ego de ser português HOJE, sem qualquer necessidade de fazer renascer o passado de há 500 anos, sem necessidade de recorrer ao Camões, sem necessidade de fantasmas e esperanças sebastianistas. Valemos apenas por aquilo que somos hoje e valemos muito, começa a ser tempo de acreditarmos em nós, na nossa língua, naquilo que é nosso e, que ninguém duvide que temos daquilo que é melhor, e hoje, Portugal em várias frentes, demonstrou-o, tanto, que se fosse eu quem mandasse, fazia deste dia, o 13 de maio, um dia de feriado nacional.

 

Sim, este dia 13 de maio já faz parte da história de Portugal, escrita com a pena do orgulho português em que faz renascer o mito dos três efes – Fátima, Futebol e Fado – mas ao contrário de areia para os olhos, como antigamente acontecia, hoje foi, é, por justa causa, com três efes merecidos porque conquistados por nós, com a grandeza da nossa humildade.

 

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Hoje o Papa Francisco esteve em Fátima para canonizar os seus dois pastorinhos Francisco e Jacinta, tornando cada vez mais oficial aquilo que já era oficial na fé de muitos, as aparições de Fátima, e mesmo que não se acredite, ninguém pode duvidar da fé de quem acredita, e este triplo efe de Francisco,  Fátima e Fé, cada vez mais reforçam o Santuário de Fátima como um Santuário de peregrinação mundial.

 

O segundo F, o do Futebol também se consagrou hoje com a vitória do campeonato pelo Benfica, reforçando assim o nome que o Benfica tem a nível nacional e internacional. Mas o segundo F do Futebol, hoje em dia marca ponto em todo o mundo e se outrora houve um Eusébio que se escrevia internacionalmente, hoje em dia temos um montão de jogadores de craveira internacional entre os melhores do mundo, além de termos mesmo o melhor do mundo que dá pelo nome de Cristiano Ronaldo, mas também nos treinadores que exportamos, Portugal está nos melhores do mundo, ou a julgar pelo número de portugueses com essa função, somos mesmo os melhores do mundo. Pelo menos, o F do Futebol cumpre-se aos sermos os atuais Campeões da Europa

 

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O terceiro F de Fado já recebeu a sua consagração como património imaterial da humanidade, porque é único, porque é nosso, porque se canta em português, mas no dia de hoje também ficou para a história com outro “fado”, o da música portuguesa, cantada em português por Salvador Sobral ao ficar em primeiro lugar no Festival da Eurovisão, sem qualquer margem de dúvidas, com a maioria destacada dos votos do Júri e do Público europeu. Portugal venceu o Festival da Eurovisão porque acreditou naquilo que era nosso, nas nossas palavras e poesia, nas nossas melodias e música e na nossa língua portuguesa.

 

Sem acreditar no destino, quis o destino que isto tudo acontecesse num único só dia e no mesmo dia 13 de maio, mas isto é apenas um pequeno exemplo da nossa grandeza, só há que acreditar e tal como acontece em Fátima, termos fé que conseguimos, que somos grandes e que em muita coisa temos aquilo que é melhor no mundo, principalmente naquilo que faz parte da nossa cultura e do sermos portugueses. O único problema, o nosso problema, é não acreditarmos naquilo que temos e pior que isso, desprezarmos aquilo que temos de melhor, de genuíno, aquilo que faz de nós portugueses e Portugal, que mais depressa embarca na fácil sedução dos interesses da globalização e da aculturação que nos interesses daquilo que é nosso e que faz de nós grandes com aquilo que nós somos, com a nossa cultura.

 

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Todo este discurso pode parecer desapropriado nesta rubrica dedicada às nossas aldeias, mas não o é, antes pelo contrário, pois as nossas aldeias, a vida das nossas aldeias, o espirito comunitário, saberes e sabores rurais, fazem parte da nossa cultura, da cultura rural portuguesa que está a morrer lentamente sem ninguém que lhe deite uma mão. A tudo continuar assim, com este desprezo pelo mundo rural, Portugal num futuro próximo vai arrepender-se, vai perder parte da sua cultura mais genuína, vai tornar-se igual a tantos iguais, vai tornar-se desinteressante, vamos deixar de sermos nós.

 

Ainda ontem fizemos mais uma incursão no Barroso, mais propriamente no Baixo Barroso para recolher imagens de mais algumas aldeias e abordámos uma que nos tinha dito estar completamente despovoada, e assim nos pareceu quando nela entrámos, mas no entretanto vimos uma figura humana que desde logo abordámos com  um  “ e pensávamos nós que já não havia aqui ninguém” e a resposta foi num “mau” português de quem não é de cá, como de facto assim era, um casal de holandeses com um filho ainda criança, há quatro anos encantou-se pela aldeia e por lá ficou a criar cavalos e a receber pequenos grupos de holandeses para passarem lá uns dias, tendo como mais valia uma paisagem incrível, um clima generoso e uma albufeira por perto. Talvez esta seja uma solução para as nossas aldeias mais típicas, uma má solução por sinal. Certo que talvez contribuam para o não despovoamento dessa aldeia, inclusive até são respeitadores pela tipicidade da aldeia, adaptando-se e valorizando as condições existentes sem as alterarem e até lhes temos de estar reconhecidos e agradecidos por fazerem daquela aldeia a sua nova terra, nova casa, novo lar, mas é a cultura deles que trazem com eles e a nossa, morreu, com o último habitante que lá nasceu e a abandonou.

 

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Hoje fala-se muito em empreendedorismo como uma solução do nosso Portugal. Claro que este empreendedorismo também se aponta como solução para o interior de Portugal e para as nossas aldeias, e verdade se diga, pessoalmente também concordo, mas empreendedorismo sim, com respeito por aquilo que existe, respeito pela cultural dos lugares, respeito pelos saberes, sabores e tradições desses lugares,  e não o dito empreendedorismo que se está a tentar fomentar e a implementar por aí, falseando a nossa cultura dando-lhe um rótulo de origem genuína por ser feito por gente da terra – Pura mentira e falseamento daquilo que era genuíno. Tomemos como exemplo a maioria do fumeiro que hoje se faz por aí,  em cozinhas certificadas,  e inunda as nossas feiras do fumeiro, com fumeiro certificado, onde até se vão cumprindo as formas artesanais de o fazer, já nem tanto o de o curar, com as ditas cozinhas a funcionar nas nossas aldeias e gente da aldeia a fazer o fumeiro. Tudo igual ao de antigamente à exceção do reco que é feito em “estufa” à base de ração e outras coisas mais que se calha nem sequer imaginamos, sem as coisinhas boas da horta e o carinho dos tratadores. No produto final, lá temos a chouriça igualmente fumada e até o presunto que igualmente passou pela salgadeira e foi curado pelos processos tradicionais, com bom aspeto e o mesmo cheiro a fumo, mas que não enganam que andou muitos anos a comer fumeiro e presuntos genuínos de recos mesmo recos criados na corte lá de casa.

 

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Se respeitarmos os nossos saberes, sabores, tradições e cultura, seremos grandes e vencedores como o fomos hoje em três frentes nos três efes, caso contrário não passaremos de medíocres e aldrabões que mais não fazemos que contribuir para a nossa aniquilação e a aniquilação daquilo que é bom e faz a nossa grandeza. Por vezes vale a pena acreditar em impossíveis, tal como aconteceu hoje com o Salvador Sobral, pois toda a gente dizia por aí que a nossa canção era linda mas não era festivaleira  para um festival como o da Eurovisão, e ganhou-o.

 

E termino com a última quadra do poema infante de Fernando Pessoa:

 

Quem te sagrou criou-te português,
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal.

 

Pois cumpra-se Portugal com aquilo que temos, com aquilo que é verdadeiramente nosso!

 

E viva o 13 de maio de 2017 e viva PORTUGAL!

 

E com esta me vou, se calha sem tempo para amanhã trazer aqui uma aldeia do Barroso, mas veremos aquilo que se pode arranjar.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:59
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2017

Adães em três imagens

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Seguindo a ordem alfabética das nossas aldeias, hoje toca a vez de trazer aqui Adães com três imagens, que tal como aconteceu com a Abobeleira, fica uma a cores, uma a p&b e outra em arte digital.

 

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Três olhares sobre Adães, de arquivo, resultantes de algumas passagens pela aldeia à qual falta ainda um post prometido e que um dia destes acontecerá.

 

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Post prometido sobre a Casa dos Candeias da qual hoje fica uma imagem da sua capela.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:06
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Sábado, 19 de Novembro de 2016

Seara Velha com duas gerais e um pormenor

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Às vezes, de tão ocupados e preocupados que andamos com a beleza dos pormenores, esquecemos a beleza do conjunto. Tem-nos acontecido isso com Seara Velha que já trouxemos aqui muitas vezes, mas quase sempre com os pormenores das suas casas e ruas.

 

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Pois hoje vamos tentar corrigir essa nossa distração, trazendo aqui um pouco do todo desta aldeia, contudo, não resistimos também a um pormenor da sua igreja.

 

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Mas ficam também duas vistas gerais sobre Seara Velha tomadas de lados opostos, uma de Nascente para Poente e a outra de Poente para Nascente. Se um dia conseguirmos outras distintas, também as traremos aqui. Para já ficam estas três imagens.

 

 

 

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Sábado, 16 de Julho de 2016

As nossas aldeias - uma nova realidade

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Este blog já vai a caminho dos seus doze anos de existência e desde início que as nossas aldeias do concelho têm marcado aqui presença. Até há bem pouco tempo atrás com presenças aos sábados  e domingos e ultimamente só aos sábados. Reduzimos um dia por duas razões, a primeira porque todas as aldeias já marcaram aqui presença várias vezes, umas mais que outras, é certo, mas o facto deve-se à dimensão das próprias aldeias e aos motivos de interesse que oferecem. A segunda razão é a de darmos oportunidade a outras aldeias da região marcarem também aqui presença, daí, ultimamente, dedicarmos os domingos às aldeias de aqui ao lado, do Barroso aqui tão perto, não só pelo interesse dessas aldeias mas também para despertar o apetite à sua descoberta.

 

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Ao longo da existência do blog fui dizendo tudo que havia a dizer sobre cada aldeia e, insistentemente, fui batendo na tecla do despovoamento e do envelhecimento da população rural. Um facto e uma realidade que nos leva a outras realidades daí resultantes e que, ao longo destes últimos anos (duas a três dezenas de anos) foi também transformando a arquitetura das aldeias.

 

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Primeiro as reconstruções e o aparecimento de novas construções nas periferias das aldeias. Isto era no tempo em que os nossos emigrantes ainda apostavam num regresso às suas aldeias e o ser possível fazer aí o resto das suas vidas. E se os primeiros emigrantes, que é parte da população envelhecida de hoje, foram ficando, os mais novos, deram volta atrás, partiram para a cidade ou regressaram de novo à condição de emigrante. Com a ausência de população jovem e o aumento da população envelhecida, as necessidades das aldeias passaram a ser outras. Fecharam-se as escolas, entrando algumas em abandono e outras vendidas a particulares ou cedidas para associações e centros de dia. Ampliaram-se os cemitérios e em várias aldeias foram construídos lares para a terceira idade. Entretanto as casas abandonadas começaram a cair com o peso do seu abandono e as ruas foram ficando desertas de gente e animais, as fontes secaram e os tanques, na maioria vazios, ou mesmo cheios, não passam de depósitos de lixo, deles restando apenas a memória dos lavadouros , ficando para exercício da imaginação a vida e alegria que outrora existia em seu redor.

 

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Embora na maioria das aldeias os resistente se tenham demitido da vida comunitária, mesmo porque sem comunidade é impossível a sua prática, existe também um desleixo e desinteresse pela coisa pública ou comum, em parte porque os novos tempos, erradamente, atribuem essas responsabilidades às Juntas de Freguesia ou à Câmara Municipal onde o poder do povo ou da comunidade na gestão da coisa comum deixo de existir, o mesmo que outrora  era geralmente regulado pelo bom senso da maioria no interesse da aldeia. Esse “poder” foi cedido ou exigido pelas junta de freguesia onde, em vez dos interesses da população se passou a olhar mais pelos interesses dos fregueses, principalmente dos fregueses seus eleitores, gerando-se nas aldeias e freguesias dois grupos de população, os da situação e os do contra a situação. No entanto, ao menos isso, há uma coisa que nunca deixou de ser do interesse de toda a população , onde em seu redor pode estar tudo a cair ou em ruínas, ou cheio de lixo, ou silvas, ou mato – em suma – abandonado e desprezado, mas essa coisa tem sempre os mimos da população. Falo-vos das capelas e igrejas, e não é só por uma questão religiosa, mas por ser uma das poucas coisas que fica fora da gestão do poder político e das politiquices e que, na realidade é verdadeiramente comunitária, de todo o povo, tal como as ruas e os largos, os tanques, as fontes, os fornos comunitários e etc. deveriam ser.   

 

As imagens de hoje poderiam ser de uma qualquer adeia, mas são da Amoínha Velha.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:27
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Domingo, 26 de Junho de 2016

O Barroso aqui tão perto... Telhado

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21 de abril de 2016, quinta-feira, logo pela manhã, não muito cedo nem muito tarde, arrancámos em direção ao Barroso de Montalegre para mais uma incursão de caça à fotografia. O destino era andar à volta da barragem dos Pisões ou Alto Rabagão (como preferirem).  As condições meteorológicas apontavam para um dia incerto, daqueles em que o dia se apresenta com várias caras em mudança constante. Chuva, sol, nublado, zerbadas, frio, calor, ameno, enfim, era conforme lhe dava na mona, mas fotograficamente falando, são os meus dias preferidos, desde que os períodos de chuva não sejam muito longos, mas mesmo com chuva, estamos lá.

 

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Embora o destino fosse à volta da Barragem dos Pisões, àquele que eu lhe chamos o seu lado interior, o menos conhecido e oposto ao da Estrada Nacional 103, entre a Barragem e a Serra do Barroso, por sinal o mais interessante, tínhamos dois objetivos principais – Negrões e Vilarinho de Negrões – penetrando na sua alma mas também vistas dos miradouros naturais que ao longo da estrada municipal vão aparecendo. Cumprimos este objetivo principal após o qual até poderíamos regressar à terrinha com o espirito de missão cumprida, mas não, o dia prometia muito mais e ainda nem sequer tínhamos almoçado.

 

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Almoçar no Barroso é uma tarefa difícil, não pela falta de oferta mas antes pela dificuldade na escolha, pois em todas as mesas se come bem, a dificuldade está mesmo escolher onde se come melhor, no entanto, só a boa mesa não chega, pois a simpatia da receção conta muito e em tempo de crise o pilim também tem uma palavra a dizer e há mesas em que se come bem, atendem bem e na hora de pagar também se cobram ainda melhor, com tanto entusiasmo que às vezes até exageram. Mas como nestas incursões ao Barroso já não somos maçaricos e temos um amigo infiltrado que nos vai recomendado os locais de boa mesa, já sabemos onde temos de ir e onde não devemos entrar. No entanto, estando onde nós estávamos a decidir a escolha da nossa mesa do dia (Vilarinho de Negrões), a tarefa era fácil – o restaurante da Albufeira, na Lama da Missa, onde a D. Aldina e D. Adelaide sempre nos receberam, nos serviram ainda melhor e no final saímos satisfeitos. Recomendo e a publicidade é gratuita.

 

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Pois bem, já entenderam onde fomos almoçar. À saída o dia apresentava-se de céu azul, sol intenso e quente. Ideal para subir um bocadinho da Serra do Barroso até aos 1050 metros, mais metro menos metro e entrarmos na aldeia do Telhado, a pouco mais de 2 quilómetros da Lama da Missa, mas sempre a subir. Claro que pelo caminho fomos parando em apreciação daquilo que se nos apresentava para apreciar e num de repente o dia entoldou, escureceu e despejou uma carga de água por cima de nós, ou quase, pois encontrámos poiso num pequeno abrigo no largo do tanque com cruzeiro, mas nem por isso foi razão para de vez em quando debaixo de chuva tomarmos mais algumas fotos, de uma aldeia que parecia uma coisa e se nos revelou outra, bem mais interessante do que aquilo que parecia. Pena a chuva não deixar saír as pessoas à rua e não nos permitir grandes aventuras, pois o material fotográfico não é lá muito fã de chuva.

 

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Mas vamos então ao Telhado, uma aldeia meio escondida mas bem perto da Barragem dos Pisões, da Lama da Missa, no limite do concelho de Montalegre, no meio do Barroso e quase em cima dos Cornos do Barroso com Alturas do Barroso na vertente oposta da serra, mas a apenas dois ou três quilómetros. Penso que melhor localização não será possível, só mesmo a do GPS, mas se as quiserem também cá ficam, as do Google Earth – 41º42’15.17”N – 7º49´18.43”O.

 

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Nas pesquisas que fizemos pouco encontrámos sobre esta aldeia. Apenas uma referência a uma fonte de mergulho que no local nos passou despercebida, ou seja, não a vimos. Assim, o que poderemos dizer sobre a aldeia é apenas o resultante da nossa observação.

 

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Quanto ao conjunto da aldeia visto ao longe não se apresenta muito interessante, mas lá entrados, as coisas mudam de figura. O casario tradicional de granito marca uma forte presença. Dele, destacamos algumas construções em perpianho de granito com junta seca e uma construção com acabamento mais cuidado e mais nobre, também em perpianho de junta seca com granito à vista com a arte da cantaria a ser aplicada nos cunhais, nas molduras das portas carrais e janelas, e nos interessantes óculos ao nível do rés-do-chão. Arte de cantaria daquela que hoje, infelizmente, já não se usa. Por último a igreja também se apresenta interessante, no centro da aldeia como mandam as “regras” nas aldeias tradicionais do interior, também ela em pedra à vista, uma torre sineira e avançado coberto na entrada principal.  

 

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Atentados ou pecados também os há. Inevitáveis como sempre por falta de planos diretores ou falta de interesse em preservar os núcleos das aldeias, mas também por falta de incentivos para que tal aconteça. O mal é geral e não é só desta aldeia ou deste concelho ou região. O mal estende-se por todo este nosso Portugal e, com falta de argumentos, é politicamente e legalmente mais fácil permitir que proibir.

 

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Também alguns dos traços da nossa cultura estão patentes nesta aldeia, quer nas alminhas que se encontram na entrada da aldeia ou num dos seus largos, nos fontanários e tanques públicos e cruzeiros, por exemplo. Curiosamente nesta aldeia temos um dois em um, ou seja tanque com cruzeiro dentro, este último com uma base recente embora a cruz nos pareça ser mais velhota. Vale pela originalidade e antes acrescentar algo ao tanque/fonte do que demoli-lo, tal como já aconteceu em algumas aldeias que conhecemos aqui na nossa terrinha (Chaves).

 

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Para finalizar falta realçar a beleza da envolvência da aldeia com os seus pastos verdes, a água em abundância e muito gado bovino, com a raça barrosã a marcar presença por entre outras raças. Agradou-nos ver que na aldeia ainda se usa a tradicional capa de burel, a qual tivemos sorte de a apanhar em imagem e em uso.  

 

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E por hoje é tudo, ou quase, pois só falta mesmo referir as anteriores abordagens deste blog a aldeias ou temas do Barroso:

 

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A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

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Sábado, 25 de Junho de 2016

Seara Velha não consta, mas devia constar...

1600-seara-velha (287)

 

Mais de uma vez que me passou pela cabeça de intitular estes sábados dedicados ao mudo rural com “Sábados das Lamentações” e quem acompanha o blog sabe bem o porquê, mas nunca me canso de o repetir, quer dizer, de lamentar, de vir aqui com os lamentos do mundo rural, não só do despovoamento e do seu envelhecimento, mas sobretudo das consequências desse despovoamento que nos levam à perda, morte, desse mundo rural e de toda uma cultura que é muito da cultura do povo português do interior.

 

1600-seara-velha (450)

 

Claro que esta lamentação não é  por estarmos a perder um passado feito de muita pobreza e muita necessidade de um povo maioritariamente iletrado ou iliterato que aos olhos de hoje, mais que viver, subsistia. Esse passado não deixa saudades e é por conhecê-lo  que os jovens começaram a fugir dele, porque sabiam que nele não teriam um futuro mas antes continuar a subsistir tal como os seus pais e avós.

 

1600-seara-velha (276)

 

Mas um novo mundo rural era possível se a tempo e com novas políticas se tivesse adaptado ao mundo de hoje, criando condições e oportunidades para que os mais jovens,  se o desejassem,  se mantivessem ou regressassem após a sua formação, às suas aldeias ou dando-lhes condições para que delas pudessem fazer aldeias dormitório, principalmente as mais próximas da cidade.

 

1600-seara-velha (213)

 

Infelizmente nada se tem feito pelas nossas aldeias e todos, os que têm responsabilidades, nada fazem para salvar o mundo rural, antes pelo contrário, a maioria das medidas e politicas adotadas são um convite ao abandono.

 

1600-seara-velha (12)

 

Mas não era por aqui que eu queria ir hoje, mas antes pela riqueza de um património único e singular que se está a perder com o despovoamento, não só um património cultural feito de usos, costumes, saberes, tradições, folclore de um povo castiço, mas também o de um património arquitetónico de conjunto que o são a maioria das aldeias, com a sua igreja ou capela, os seus tanques, fontes e fontanários, os fornos, alminhas, moinhos, cruzeiros e o casario tradicional do granito ou do xisto que se vai aconchegando um ao outro com as suas paredes meeiras ao longo das suas ruas estreitas, ou com os seus pátios e quintais divididos pelos muros de pedra solta. Aldeias que elas próprias são património de um património mais alargado que o são todas as aldeias do interior rural português. Mas nem todos pensam assim, ao que parece…

 

aldeiasdonorte.JPG

 

O  mapa que atrás fica em imagem foi retirado de uma publicação da entidade responsável pelo turismo Porto e Norte, cujo título é “Aldeias Norte de Portugal”. Independentemente de todas as aldeias que constam da publicação merecerem constar dela, nota-se que quem orienta a publicação são outros interesses que não são os do turismo nem os das aldeias. Outro interesses haverá para que na dita publicação não conste nenhuma aldeia de Chaves, nem de Vinhais, nem de Valpaços, por exemplo e que do Barroso apenas constem a aldeia de Vila da Ponte de Montalegre e Vilarinho Seco de Boticas. Aliás se observarem bem o mapa nota-se o grande vazio que existe entre aldeias em todo Trás-os-Montes. Pelos vistos Trás-os-Montes e principalmente a nossa região do Alto-Tâmega e Barroso, turisticamente falando tem pouco interesse, dizem eles os responsáveis por… pois meus senhores, para que conste, há muitas mais aldeias para além do Vilarinho Seco e Vila da Ponte, aliás a grande maioria das aldeias do Barroso, do Alto-Tâmega e de Trás-os-Montes mereciam constar dessa e de muitas mais publicações turísticas.  

 

1600-seara-velha (894)

 

Mas tudo isto, o meu post de hoje, vem ao respeito de agora a cidade de Chaves ter entrado para o roteiro onde existem obras de arquitetura de interesse mundial, tudo graças ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso ter sido projetado por um arquiteto premiado com um Pritzker, o Arquiteto Álvaro Siza Vieira. Então não seria de aproveitar esta mais-valia para oferecermos aos futuros visitantes interessados em arquitetura um roteiro das aldeias interessantes da região. Pois se alguém responsável pensar nisso não se esqueçam de nela incluir Seara Velha, entre outras de Chaves e do Barroso. Mas hoje só fica o nome de Seara Velha por ser ela a que empresta as imagens a este post.  

 

 

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Sábado, 21 de Maio de 2016

Uma aldeia, uma imagem - Agrações

1600-agracoes (466)

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:24
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Sábado, 14 de Maio de 2016

Chaves rural, era uma vez...

1600-reco-abob-15 (4)

 

Hoje comi favas, é tempo delas, de chegarem à mesa para serem mais uma das nossas iguarias. Uma sopinha de favas ou uma fabada, não há melhor. Ontem quando as vi em cru cresceu-me água na boca, mas hoje quando as comi, fiquei desconsolado… pois ainda me lembro das favadas que a minha avó e a minha mãe faziam quando eu ainda era miúdo, feitas com alguma arte, é certo, mas com outros acrescentos que a(o)s cozinheira(o)s de hoje já não têm, e daí, o discurso de hoje sobre o nosso mundo rural, mais que de saudade é de desilusão.

 

Este discurso de fins-de-samana sobre o nosso mundo rural tende cada vez mais a ser pessimista, a cada vez mais ser deprimente. Todos os sábados farto-me de aldrabar por aqui com imagens e estórias de um mundo que já acabou, que já não existe mais, que não será possível recuperar. Aqui e ali vão restando uns resquícios da cultura do povo transmontano, apenas isso em dois ou três resistentes já meios tolhidos pela idade,  um povo por excelência que se apoiava na sua terra, na sua singularidade e genuinidade, nos seus saberes e no comunitarismo, pois a vida difícil de viver atrás dos montes numa terra ingrata,  a isso obrigava.

 

1600-dorna (106)

 

Na distância e ausência da coisa fácil das cidades que a troco de dinheiro se compra(vam) sabores, saúde, educação, diversão, sensações e até a própria vida, o mundo rural trabalhava os pequenos vales e montes para deles tirar o sustento da sua sobrevivência e vivia em comunhão com gente, porcos, vacas, ovelhas, cabras, burros, gatos, galinhas, cães, cavalos, patos, perus e demais animais que um dia também eles pudessem ir à mesa das refeições ou pudessem ajudar no árduo trabalho de revirar a terra para todos os anos, por volta do mesmo dia, semearem e colherem os seus frutos.

 

E assim a gente lá ia andando na sua roda viva dos afazeres diários, que eram mesmo diários sem semana à inglesa, pois a bicheza assim o exigia, e todos, os animais, pessoas adultas, crianças e idosos, tolhidos dos membros, maleitas ou até da cabeça, sem exceção, contribuíam para a mesa lá de casa e quando nas colheitas eram necessárias muitas mais mãos e corpos para o trabalho, os vizinhos apareciam sempre para dar uma ajuda. Entretanto os porcos na corte faziam estrume para as terras enquanto engordavam para no inverno irem ao banco, as vacas e bois, quando não tinham de fazer parelha para puxar os carros de trabalho, ou individualmente puxarem ao arado, eram tocadas para os lameiros, a ovelhas e cabras iam para o monte, os cães faziam de companhia, davam alarmes,  marcavam e  guardavam o seu território e os do seu dono, guardavam e protegiam o gado do ataque dos lobos,   galinhas, patos e perus além de um dia servirem de manjar, punham ovos e comiam os restos das refeições, cascas, sementes e fruta rejeitada, os gatos lordes que são, dormiam ao sol mas de olho na casa e nos baixos que mantinham livres da bicheza pequena dos roedores, cavalos e burros serviam para o transporte de mercadorias e pessoas.

 

1600-casteloes (558)

 

Tudo isto era suficiente para se viver e se mais terras houvessem, mais se cultivavam, e mais filhos se faziam para as trabalhar. Vida dura e difícil, feita de sol a sol, onde só as noites, os dias de chuva intensa ou os grandes nevões davam algum descanso, no entanto, à sua maneira, viviam felizes, e com a fé que todos tinham, rezavam e agradeciam o pão que sempre chegava à mesa e que Deus e a natureza os livrasse, a eles, às suas culturas e à bicheza lá da terra das pragas e doenças, preces que ouvidas ou não, eram sempre agradecidos ao santo de devoção ou padroeira da aldeia, acrescidos de festa rija, com missa e procissão, foguete no ar, banda no coreto, cabrito e outros pormenores à mesa.

 

1600-bustelo (178)

 

Mas o que mais surpreendia era a criatividade que este povo, cultura, rural tinha. Nos tempos menos abastados ou de escassez do que a terra dava,  inventava sabores para não ter à mesa, todos os dias, apenas, o pão que o diabo amassou. Do porco, animal sagrado sem direito a devoção, aproveitava-se tudo, sem exceção, e, pelo menos, desde o Natal até à Páscoa garantia ricas iguarias á mesa, qual delas a melhor. Cabritos, cordeiros e leitões, para os dias de festa, embora os últimos dessem sempre algum dinheiro que dava sempre algum jeito e depois havia que guardar alguns para engordar. Frangos e coelhos enquanto os havia, para o dia a dia, as galinhas poedeiras escapavam ao repasto e apenas depois de velhas davam boas canjas,  galo para dias especiais, o peru para o natal e por aí fora… Isto quando havia bicheza para ir à mesa. As invenções aconteciam quando como quase do nada faziam verdadeiras iguarias, que hoje, algumas, são imitadas com mais sustento. Os milhos, fabadas, palhadas, omeletes, tomatadas, castanhas, tortulhos, batatas à espanhola e as punhetas de bacalhau, sopas e caldos, para além daquilo restava na salgadeira ou dos fumados de porco que durante todo o ano, regados ou cozinhados com o azeite, cebola e alhos da colheita iam dando sabor a autênticas iguarias feitas de quase nada, onde até a carne gorda podia ser um petisco, sem esquecer a magia das ervas aromáticas que tinham sempre à mão.   

 

1600-fernandinho (105)

 

O engraçado disto tudo é que estes pratos considerados pobres e de pobres, hoje são servidos em bons e finos restaurantes como entradas, ou mesmo como prato principal, que embora não sejam maus, estão a anos luz do sabor e mestria com que eram confecionados com os produtos genuínos que a gente genuína do mundo rural tinha e que saiam das suas hortas e cortes, ao contrário dos de hoje, de estufas, aviários e outros que tais.

 

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Engraçado também, com graça deprimente, é que esses pratos pobres, poulas, hortas, cortes e muito suor deste povo do mundo rural deram de comer e pagaram muitos estudos a doutores e engenheiros que, hoje chegados ou estando no poder (politico ou outro) depressa se esqueceram de como eram bons os milhos comidos à luz da candeia e deixam morrer o mundo rural que lhes permitiu hoje, engravatados,  estarem onde estão.    

 

1600-escariz (134)

 

De vez em quando, lá de Lisboa e de outros locais onde os poderosos se apoleiram, dizem ser urgente agir contra o despovoamento do interior e do mundo rural. Palavras ditas sem sentir e sem sentido, pois o que lhes vai na mente são outras ambições. Àquilo a que poderíamos e deveríamos apelar, já é muito tarde para o fazer. Já se perdeu, quase toda,  a genuinidade da cultura do povo rural, Já lhes começa faltar-lhe tudo e os pouco resistentes que resistem já não têm tempo ou estão tolhidos para salvar o que resta dessa cultura. Aquilo que supostamente hoje se possa fazer pela cultura deste povo interior, é o que se poderá fazer e oferecer em qualquer parte do mundo, de forma igual, globalizada, cómoda, muito cómoda porque onde quer que formos teremos mais do mesmo, o mesmo sabor, o mesmo saber, sem a singularidade e genuinidade das terras, dos produtos, do modo de fazer e outras singularidades que fazia os seus sabores diferentes, feitos com diferentes saberes e uma cultura, não uma coisa desinteressante, globalizada,  chata  e que se repete em todas as esquinas, sempre desenxabidas e artificiais.

 

1600-folares-16 (324)

 

Também por cá, na terrinha, de vez em quando, se vem com a treta de se ter de olhar para o mundo rural, para o presunto de Chaves, para a couve penca, o grelo da veiga e a batata da montanha, para o  pastel de Chaves, o melhor fumeiro e folar de Portugal e arredores, o mesmo que outras terras desse nosso Portugal dizem, mas a realidade é que quando queremos comprar um desses afamados produtos regionais,  o presunto de Chaves nem vê-lo nem cheirá-lo, as couves são da mesma estufa que fornecem Lisboa e o Algarve, as batatas vêm de Espanha, os grelos de genuínos só tem o fio azul com que fazem os molhos, folar já começa a ser igual em qualquer terrinha a que se vá. Quanto ao fumeiro, com as exigências da lei e as preocupações que se tem com o pessoal que o faz e onde se faz, com cozinhas xpto, gorro na cabeça, luvas nas mãos, qualquer dia, em vez do reco do matadouro,  já se faz sem reco e sem fumo, e quer seja aqui ou no Barroso, em Vinhais, nas Beiras ou no Alentejo, o fumeiro certificado começa a ser todo igual e bem longe das chouricinhas e alheiras que a minha avó fazia com o reco da corte, sem luvas e touca na cabeça e fumado com a boa lenha do monte, em lareiros colocados por cima dos escanos a pingar gordura sobre as cabeças de quem o fazia.

 

1600-folares-16 (376).jpg

 

Restam os famosos pastéis de Chaves que sobre eles dava para escrever meia dúzia de romances e muitos mais livros de ficção. Pena que a origem dos pastéis de Chaves não fosse um tema obrigatório para os contos que os escritores galegos e outros deste Portugal,  foram convidados há dias pelo Altino para  às custas do município passarem uns dias em Chaves. Seria um bom desafio. Seja como for o pastel está certificado e como diz o nosso amigo do Celeiro que tem lá quatro pastéis dentro duma gaiola – “Não cantam mas são uma delícia” (penso que é isto que diz, se não for é parecido). Pois quanto à sua genuinidade, a acreditar pelo que dizem as dezenas de casas que o fazem em Chaves e não só, cada uma delas diz fazer o verdadeiro pastel de Chaves, quer isto dizer que deve haver por aí muito pastel falso e que os outros que fazem nas outras casas não é o verdadeiro, é parecido, bom, mas não é verdadeiro. Pois eu vou mais longe, e tal como o resto (fumeiro, presunto, etc), todos são pastéis de Chaves e embora, repito,  sejam bons, nenhum é genuíno pela simples razão de os ingredientes não o serem. E fico-me por aqui.

 

1600-folares-16 (98)

 

Quanto às imagens de hoje, é um pouco ao calhas, uma foto daqui, outra dali, mas todas de cá,  do nosso mundo rural flaviense, esta sim, genuínas, tal como os nossos resistente e o despovoamento também bem verdadeiro.

 

Resto de um bom fim de semana, hoje com muita festa cá por Chaves e em várias frentes, mas a maior, claro, é a do regresso de Chaves à I Divisão, com reco no espeto, foguete no ar e música nos palcos.  

 

 

 

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Domingo, 8 de Maio de 2016

O Barroso aqui tão perto... Padroso

1600-padroso (30)

 

montalegre (549)

 

Continuando as nossas voltas pelo Barroso aqui tão perto, vamos continuar pelas aldeias da raia seca com a Galiza e das imediações da Serra do Larouco, ainda antes de entrarmos ou passarmos Montalegre para ou outro lado, ou seja, continuamos pelo Alto Barroso, hoje de visita a Padroso.

 

1600-padroso (8)

 

Nos anos setenta do século passado ia com frequência a Montalegre, mais em tempo de férias escolares, onde de verão passava por lá uns dias em casa de familiares. Já então aproveitava, sempre que surgia a oportunidade, para ir pelas aldeias do concelho de Montalegre. Conheci algumas mas como então, hoje pena minha,  ainda não utilizava o registo da fotografia para memória futura, pouco retenho das aldeias de então, a não ser um fim de Tarde em Tourém em que assisti pela primeira vez à chegada de uma vezeira. Esse foi um momento inesquecível.

 

1600-padroso (45)

 

Mas nesses anos, tal como disse, conheci algumas aldeias, que no geral do que ainda recordo delas, eram mais ou menos idênticas, ainda com algumas casas cobertas de colmo, muitas pessoas e animais na rua. Mas não recordo de então ter ido a Padroso, embora tivesse ido a Sendim, um pouco mais além. É o problema, sé é que é um problema, das aldeias não ficarem junto às estradas principais, onde sempre se vai deitando um olho sobre elas.

 

1600-padroso (5)

 

Assim, no passado mês de abril, andando por aquelas bandas, resolvemos ir a Padroso pela primeira vez, embora ao me cruzar com o Rio Cávado recordar que afinal aquele troço de rio e o moinho não me eram estranhos, e não eram, mas também nos tais anos setenta em que fui por ali, não passei do Cávado nem do moinho.  

 

1600-padroso (15)

 

Pois em abril entrámos pela primeira vez na aldeia, já passavam das cinco da tarde e a luz do dia não era lá grande coisa para a fotografia.  Aliás quando entramos pela primeira vez numa aldeia entramos sempre às escuras, mas aqui a luz é outra, pois entramos às escuras porque estamos a entrar no desconhecido, mas as luzes vão-se acendendo quando começamos a entrar nas suas ruas e a trocar dois dedos de conversa com os seus habitantes.

 

1600-padroso (28)

 

Se a entrada em Padroso não desperta para nós muito interesse, pois é a parte nova da aldeia, o início da primeira rua mais antiga idem aspas, pois somos recebido pelo casario abandonado, algum em ruinas, e uma ou duas intervenções mais recentes que quebram a harmonia do casario tradicional, mas isto é no início da rua, pois conforme vamos avançando para o núcleo da aldeia, em torno da capela e do forno do povo, aí as coisas começam a melhorar no que ao casario típico e tradicional diz respeito, mas também à vida da aldeia, pouca, é certo, mas agradável nos curtos contactos que tivemos.

 

1600-padroso (39)

 

Claro que os lamentos dos poucos residentes, aqui também resistentes,  é o do costume nas aldeias do interior em geral, aqui acrescido pelo facto de ser uma aldeia da raia, onde a abertura das fronteiras retirou alguma importância a estas aldeias, mas também pelo rigor dos invernos onde a neve é visita frequente. Neve que nós apreciamos tanto mas que tolhe os movimentos a quem é obrigado a conviver com ela.

 

1600-padroso (41)

 

E como de costume vamos ver o que a página oficial do município diz sobre a aldeia, que aliás, com a última restruturação das freguesias, passou a fzer parte da União de freguesias de Montalegre e Padroso:

“Como todas as freguesias da raia seca também Padroso sofreu as agruras das agressões castelhanas e gozou com os benefícios ocasionais do contrabando. Foi uma das honras de Barroso. Mas Padroso tem outras glórias para passar à posteridade. Desde logo o ter sido lugar propício para a emigração clandestina – actos heróicos que salvaram da fome e da morte muitas famílias pobres do norte. E justo é recordar agora o Padre Domingos de Donões que foi vilipendiado e condenado ao ostracismo, perdendo o sacerdócio e o seu estatuto social, apenas por ter espírito cristão, caritativo e solidário. Quantos dos que o acusaram, foram mil vezes piores que ele! Padroso e um tal Júlio, cabo da Guarda Fiscal aí colocado, foram o sítio azado e a mão da justiça para “armar o laço” a um prepotente oficial que a agitação social, saída da “monarquia do Norte”, designara administrador do concelho de Montalegre. Este, tenente do exército, dos lados de Viseu, chamado Aurélio Cruz, trazia o povo aterrorizado, com ameaças, perseguições e multas incompreensíveis, com sovas e até com dias de prisão! Certo dia, ao ouvido do Dr. Custódio Moura, o tenente revelou intenção de oferecer à sua criada um xaile de veludo galego. Foi quanto bastou para o apanharem na esparrela. Como o cabo de Padroso lhe levantasse um auto de notícia, ao apanhá-lo em flagrante com o xaile de contrabando, o governo de então decidiu exonerá-lo, por indecente e má figura, despachando-o para setenta léguas de distância.”  

 

1600-padroso (43)-1

 

E por Padroso é tudo. Em resumo, saímos de lá agradados, principalmente com o seu núcleo mais antigo que se desenvolve à volta da capela e do forno do povo.

 

Como  de costume ficam os sítios da net consultados para recolha de informação:   

http://www.cm-montalegre.pt/

 

Anteriores abordagens deste blog a aldeias ou temas do Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:34
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Sábado, 19 de Março de 2016

Ventuzelos - Chaves - Portugal

1600-ventuzelos (247)

 

A vista geral de Ventuzelos com olhares lançados desde a Santa Bárbara, quase por magia a objetiva fixa sempre este cenário.

 

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Lá (cá) em baixo, os pormenores das casas, das ruas, poucas, e da gente, ainda alguma.

 

1600-ventuzelos (259)

 

E onde há gente há vida e as nossas aldeias foram construídas para isso mesmo, para terem gente com vida dentro, por isso, é sempre com agrado que de vez em quando vou passando por lá.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:20
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