Sábado, 6 de Janeiro de 2018

Gondar - Chaves - Portugal

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Como ainda há dias tive oportunidade de deixar por aqui, este blog tem 13 anos. Aquilo que inicialmente não tinha nenhuma pretensão, bem cedo se tornou um espaço para divulgar, principalmente em imagem, a cidade de Chaves. Com o tempo e a pedido de várias famílias, começaram a surgir as aldeias, ocasionalmente uma aqui, outra ali, também sem intenção de as percorrer todas, no entanto, e para ser justo, todas acabariam por passar por aqui logo após 1 ou 2 anos de existência do blog.

 

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Penso que a primeira ronda que fiz por quase todas as aldeias, foi há coisa de 25 anos, ainda sem blog e sem andar à caça de fotografias. E tenho pena de então não levar a máquina comigo, mas também nunca imaginei e muito menos esperei que as aldeias chegassem ao estado em que hoje se encontram. Então, há 25 anos, nas aldeias ainda se construíam escolas onde não as havia, construíam-se salas de ordenha, centros sociais, saneamentos, abastecimentos de água, pavimentavam-se ruas, eletricidade e telefones chegavam até aos locais onde não havia e, principalmente os nossos emigrantes, botaram-se a construir a casa com que sempre sonharam para poderem gozar uma reforma digna. Nas ruas então, havia gente, crianças, animais… havia vida.

 

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Uma casa em Gondar - 2008

 

Há coisa de 10 anos, quando por obrigação voluntária do blog me botei eu à estrada para registar todas as aldeias, comecei a notar que já poucas pessoas havia nas ruas, alguns idosos, outros de meia idade, crianças poucas, as casas mais velhas sofriam com o abandono, as novas ansiavam por gente dentro, as escolas iam fechado, o mesmo com as salas de ordenha. Também era assim Gondar quando lá entrei em 2008 para fazer o post da aldeia. Crianças não as vi, idosos vi dois, um pelo caminho com o seu cão e uma senhora no centro da aldeia, fora isso, um casal de meia idade com quem tive a oportunidade de falar e registar em fotografia a degranhar o milho, que por ausência de viaturas e circulação na rua, se aproveitava a mesma para por o milho a secar.

 

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Gondar - 2008

 

Em algumas casas mais antigas mas ainda em estado razoável de conservação para a idade, ia aparecendo a placa “Vende-se”. Já então por aí se ia falando em desertificação do mundo rural. Lembro que em tom de brincadeira irónica eu dizer por aqui que isso não correspondia à realidade, que era mentira, pois os campos cada vez tinham mais mato e bem espesso, daqueles que os incêndios gostam, campos despidos de vegetação não havia, daí a terra estava bem longe de ser um deserto.  Quando muito, e isso sim eu era testemunha, o mundo rural estava a ficar despovoado, sem gente, onde apenas resistiam os resistentes.  Também dizia eu então que as aldeias, a sua gente, as tradições com os seus sabores e saberes estavam a entrar num período de ponto de não retorno.

 

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Uma casa em Gondar - 2008

 

Para o blog acabei por passar por todas as aldeias pelo menos duas ou três vezes. Gondar também não foi exceção e em 2015 regressei lá. Vi duas pessoas, curiosamente as mesmas com quem falei aquando da minha passagem em 2008, mantendo ainda a simpatia de então. Dos poucos resistentes da aldeia, no mesmo trabalho do dia a dia. Penso que perguntei quantas pessoas ainda havia na aldeia, mas já não recordo quantas eram, sei que falou numa irmã já reformada e pouco mais, recordo, isso sim, que me disseram que na aldeia vizinha de Nogueira da Montanha, sede de freguesia que em tempos tinha umas centenas de pessoas, apenas lá vivia um casal de idosos e um viúvo. 3 pessoas. Isto foi há quase três anos, hoje não sei quantas resistiram.

 

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A mesma casa em Gondar - 2015

 

Quanto ao casario, algum ainda se vai mantendo, principalmente aquele que têm menos anos em cima. Recordo de em 2008 ter fotografado uma das casas antigas que me chamou a atenção pela sua traça de casa tipicamente transmontana com meia dúzia de escaleiras em pedra e um patamar a terminar em varanda de madeira, coberta, onde, quando habitadas, os donos nas noites quente de verão tomavam a sua dose de um arzinho da noite, e onde também o milho e outras coisas da terra como o feijão, o grão, etc, se punham a secar, ficando protegidas de um possível orvalho das noites mais frescas. Encantei-me com essa casa. Tinha uma placa de “Vemde-se” e sinceramente, só não a comprei porque já na altura era um teso…. Para trás ficam 6 imagens dessa casa, 3 do anos de 2008 e outras 3 do ano de 2015. Descubra as diferenças. A placa de “vemde-se” ainda lá estava.       

 

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Em bom estado de conservação ou pelo menos de trato, felizmente, vão-se mantendo as igrejas e capelas das aldeias. Perde-se a gente, as tradições, os sabores e saberes das aldeias, mas enquanto houver resistentes há fé, e o povo sempre disse que a fé é a última a morrer. Pois a muitas destas aldeias já quase e só lhes restam a fé, em Deus, pois a fé no regresso dos que partiram, essa abalou, foi-se… que povo este! Fica a deixa para o parágrafo seguinte, onde mais uma vez não resisto recorrer outra vez a Miguel Torga.

 

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Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão.

Miguel Torga, In Diário X

 

E imitando Bento de Cruz... Com esta me vou!…

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:28
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Sábado, 23 de Dezembro de 2017

France - Chaves - Portugal

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Há uns bons anos atrás, passar por France era passar pela sua intimidade, por uma rua/estrada cheia de vida, de gente, começava por se apreciar as alminhas e o cruzeiro, depois entrava-se na rua/estrada por entre o casario, deitava-se um olho à igreja, passava-se pelo fontanário, um dos maiores que conhecia, e logo de seguida a rua do casario terminava e continuava a estrada depois de uma fechada e perigosa curva, pelo menos para os desprevenidos.

 

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Tudo isto terminou com a construção da variante à “rua da aldeia”. Suponho que a rua ficou bem mais calma e nós livrámo-nos de uma curva complicada, mas também deixámos de lado a intimidade da aldeia e a sua vida. É, as variantes são sempre assim, servem para passar ao lado… claro que temos sempre a opção de continuar a passar pela intimidade da aldeia, mas quando temos o objetivo de um destino, esse, está sempre primeiro.

 

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Mas também há vezes em que o nosso destino é mesmo France. O primeiro é quase de paragem obrigatória, na estação de serviço das bombas de combustível, nem que seja e só para um café,  mas esta não fica bem na aldeia, mas um pouco antes. Quanto à aldeia já calhou no nosso destino duas vezes, pouca coisa, é verdade, mas deu para recolher as fotos de que precisávamos para dedicar o devido post(s) à aldeia. Mas isso já foi há um tempito, ou melhor, há uns anos. A primeira vez foi em outubro de 2007 e a segunda em janeiro de 2012.  Passaram uns anos, é certo, noutros tempos significaria que a aldeia se teria modificado um bocado, hoje, penso que não, mas um dia destes passo por lá para verificar.

 

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Sim, pode ser que a aldeia se mantenha mais ou menos igual, mas uma coisa é certa, os putos das bicicletas que aparecem nesta última foto ficaram congelados numa imagem de há 10 anos, mas hoje já devem ser homens nos seus vinte e poucos anos. Pois é, a fotografia tem esta magia de congelar momentos, que parecem de hoje, de agora, mas o tempo é implacável e nunca para. Daí, também já entenderam que o presépio que fico atrás em imagem também não é de agora, aquele é o de 2012.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:48
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Domingo, 17 de Dezembro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Torgueda

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Durante o meu tempo de criança/adolescência, a ligação “oficial “  à Vila de Montalegre fazia-se via EN103 nas carreiras de cor cinza de Braga do “Tio Magalhães”, com paragem obrigatória em todas as aldeias do percurso. Obrigatória porque havia sempre gente para deixar ou recolher em todas as paragens, o que, aliada à ansiedade de chegar a Montalegre, fazia que esta pequena viagem de quatro dezenas de quilómetros demorasse uma eternidade.

 

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Num itinerário em que a seguir a uma curva havia sempre outra curva, com o ram-ram lento da carreira, os inevitáveis enjoos e o para-arranca das paragens, aumentavam sempre a ansiedade e o desejo de chegar ao destino. Ia somando e deixando para trás as minhas referências. Primeiro Curalha, depois a passagem (ponte) sobre o Rio Terva, a seguir a paragem de ligação a Boticas em Sapiãos, mesmo antes da longa subida até ao Alto Fontão e depois as três pontes, uma delas sobre Rio Beça para logo a seguir, aí sim, um pequeno respiro de alívio com dez minutos de paragem numa espécie de estação de serviço que se chamava (e chama) Barracão.

 

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No Barracão o pessoal que ia para Montalegre tinha de apanhar outra carreira, pois a nossa até então seguia para Braga. Daí a Montalegre era um tiro, só mais duas aldeias (Gralhós e a Gorda) e duas paragens. Isto no início, pois com o tempo a mudança de carreira passou a fazer-se em S.Vicente, com uma viagem um pouco mais longa mas com a vantagem de se poder apreciar a imponência da Barragem dos Pisões. Entre S.Vicente e Montalegre, apenas uma aldeia – Medeiros, pois a Chã (S.Vicente da Chã) vem a ser o mesmo que S.Vicente.

 

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Todo este introito para chegarmos à nossa aldeia de hoje – Torgueda. Isto porque Torgueda fica a uns escassos 800m de S.Vicente, no entanto, as viagens de carreira não passavam por lá nem nos permitiam a liberdade de fazer alguns desvios, como hoje o fazemos quando a viatura em que nos deslocamos é nossa e nos apetece fazer esses desvios. Pois por essa razão, da carreira não fazer desvios, só mesmo em maio do ano passado é que conheci Torgueda, indo pela estrada interior entre a Chã e Torgueda.

 

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Na receção, surpreendeu-nos um caminho transformado em rio. Coisa que já não nos espanta nestas terras com esta riqueza de água, principalmente por correr ainda assim livremente pelos caminhos e valetas, sempre limpinha, transparente, cristalina, sempre a convidar ser bebida, prazer que guardámos sempre até a fonte mais próxima que nunca tarda a aparecer.

 

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Vamos então até Torgueda, com partida a partir da cidade de Chaves. Para Torgueda a opção é a EN103, a recordar as tais antigas viagens nas carreiras de Braga, ainda hoje com as antigas referências atrás mencionadas e quase sempre com uma paragem no Barracão. Pois de Chaves até Torgueda não há nada que enganar, é seguir mesmo a EN103 até S.Vicente da Chã, aí deixa-se a estrada de Braga e vira-se em direção a Montalegre, aqui tem duas opções, uma no próprio cruzamento com a estrada de Braga tem a estrada que liga a Montalegre e uma outra que vai para Torgueda, no entanto penso ser mais interessante entrar mesmo na estrada que liga a Montalegre e 200m à frente entrar na aldeia da Chã, nem que seja e só para visitar a Igreja, pois não se vai arrepender, e a partir de aí tomar o caminho interior para Torgueda. A distância para as duas opções é igual, mas pela segunda opção tem, como bónus, a aldeia da Chã.

 

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A distância entre Chaves e Torgueda é de aproximadamente 41 km, trajeto para demorar menos de uma hora, mesmo com a paragem no Barracão.

As coordenadas de Torgueda são:

41º  47’ 15.93” N

7º  47’ 38.10” O

 

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Vamos agora as nossas pesquisas e a primeira ligação que encontrámos a Torgueda é o de uma jovem de 17 anos, chamada Carina Luís, numa notícia que encontrei no site Desportivo Transmontano, que passo a transcrever:

 

“ É mais um emblema de orgulho barrosão. Carina Luís, natural de Torgueda, concelho de Montalegre, atleta de futsal, atingiu o pico da modalidade: representar a Seleção Nacional (Sub-17). A jogar atualmente no Grupo Desportivo de Chaves, a jogadora não esquece o início do percurso (ADC Colmeia) ao mesmo tempo que vaticina fé para o seu futuro. Por estes dias realizou um estágio de preparação com a equipa das “quinas”, em Rio Maior, Santarém.”

 

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Ainda na mesma notícia pode-se ler:

 

“Depois de ter sido convocada para representar Portugal, pela primeira vez, em 2016, para o Torneio de Desenvolvimento da UEFA, a jovem atleta Carina Luís, voltou a ser lembrada pelo selecionador nacional, Luís Conceição, para vestir a camisola da Seleção Nacional de Futsal Sub-17 Feminina. A UEFA está a organizar estes torneios de desenvolvimento na sequência da decisão da FIFA de integrar esta modalidade em vez do futebol nos Jogos Olímpicos da Juventude que terão lugar em 2018, em Buenos Aires (Argentina).” E continua… a notícia completa está aqui.”

 

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Outra das referências que encontrámos é a de Torgueda a fazer parte do trilho de percurso perdeste do Ourigo, com partida de Montalegre e chegada a Montalegre, com passagem por Torgueda, Castanheira da Chã, Cambezes do Rio, entre outros locais e sítios singulares, como o fojo do lobo no Avelar. Sem dúvida que para quem gosta dos trilhos e percursos perdestres, o Trilho do Ourigo é para não perder.

 

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No Livro Montalegre encontrámos duas referências a Torgueda, a primeira onde é mencionado um natural da aldeia, num acontecimento ocorrido no ano de 1846 em Montalegre, durante a revolução de Maria da Fonte, que passamos a citar:

“Aclamação de D. Miguel I, rei absoluto de Portugal” - ano 1846

Fez há dias 160 anos (18 de Junho de 1846) que a Ponte Medieval da vila assistiu ao espectáculo mais triste, ocorrido em Barroso, durante a Guerra Civil da Maria da Fonte que passou à história com o nome de ‘’Guerra da Patuleia’’.

Desde vários anos antes que se sucediam os pronunciamentos militares, as insurreições e os motins de agitadores e criminosos. Em Barroso também germinavam bigorrilhas e morgados lorpas, amanuenses corruptos e curas estúpidos.

 

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E continua o livro “Montalegre”:

Apareceram em Montalegre 150 homens (1/3 com armas de fogo e os restantes com gadanhas e fouces roçadouras) comandados pelo Padre António Teixeira das Quintas, o  ex alferes ‘’picador de cavalaria’’, natural das Lavradas, Manuel Joaquim Teixeira e Bento Gonçalves dos Santos Moura, natural de Medeiros. Sobem aos Paços do concelho, proclamam Rei de Portugal D. Miguel I e lavram Auto de Aclamação nomeando Nova Câmara:

João Manuel, de Medeiros – Presidente

José Martins, do Cortiço – Vogal

António Alves, de Firvidas – Vogal

José Martins, de Medeiros – Procurador do Concelho.

 

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E ainda no livro “Montalegre”:

Assinam o Auto Bento dos Santos Moura, de Medeiros, o abade João Batista Rosa, de Codessoso da Chã, o Padre António Teixeira, das Quintas, Manuel Joaquim Teixeira, das Lavradas, o Padre António Alves, de Cepeda, João Alves Dias, de Torgueda e António Monteiro, de Pinho.

Logo no dia 18 uma força de cavalaria comandada pelo Major António Teixeira Sarmento marcha sobre Montalegre. Aliciados pelos acima nomeados conspiradores uns ‘’trinta ou quarenta paisanos que ali se achavam dispararam alguns tiros contra a guarda avançada e dispersaram precipitadamente’’ quando o pelotão de cavalaria entrava na Portela. Perseguidos os agressores que fugiam pelos juncais junto à ponte ‘’lograram alcançar 6’’ que pagaram com a vida o seu louco atrevimento.

Pobres tolos de quem nem se sabem os nomes!”

 

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A segunda referência do livro Montalegre é apenas à aldeia Torgueda fazer parte da freguesia da Chã. E com esta, passamos já para a Toponímia de Barroso para sabermos o que por lá se diz a respeito do topónimo da aldeia. Começa assim:

 

Torgueda

Nome da família toponímia radicada no latino TORICA > TORGA ou –mesmo TORICANA > TORGA(N)A + EDA (sem a preocupação de apresentar todos os passos evolutivos. Tal hipótese de trabalho justifica-se porque em:

- 1258 INQ 1518, este mesmo topónimo aparece grafado “Torgaeda” pelo que nos aforma ter nas suas metamorfoses. Torcaneta > Torganeda > Torgaeda > e, por fim Torgueda.

Muitas pessoas pronunciam Trogueda – apenas uma anormal metátese.

 

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E como sempre, a “Toponímia Alegre” também incluída na “Toponímia de Barroso”, onde consta:

 

Chã –São Vicente

Ruim sítio, ruim gente,

Coelheiros de Medeiros,

Ciganos de Peireses,

Pretinhos de Travaços de Chã,

Cruza-veigas de Gralhós,

Viajantes de Penedones,

Carvoeiros de Castanheira,

Torgueiros de Torgueda,

De Fírvidas são salta-pocinhos e

Arranca-torgos de Codessoso da Chã.

 

(…)

 

Montalegre está no alto,

Sarraquinhos na portela;

Quem quer ver as moças lindas

Vai ao lugar de Torgueda.

 

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 E por hoje vai sendo tudo. Resto-nos dizer que ficámos agradados com Torgueda, o conjunto da aldeia com os seus traços de aldeia transmontana e barrosã, com vida nas ruas e gente nos campos, hospitaleiros e gosto de conversar. Claro que também é notório o despovoamento e envelhecimento da população, mas também da modernidade, bem visível no abandono das infraestruturas e tarefas mais comunitárias e que tanta vida e alegria davam às aldeias, como os lavadouros públicos.

 

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E por fim só faltam mesmo as referências às nossas consultas e os links para as anteriores abordagens a aldeias e temas do Barroso.

 

Sítios da Internet

 

http://www.desportivotransmontano.com/barrosa-na-selecao-nacional-de-futsal/

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cela-1602755

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Covelães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-covelaes-1607866

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Friães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-friaes-1594850

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Peneda de Cima, do Meio e de Baixo, as Três Penedas: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sexta-Freita - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-bento-de-1614303

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

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Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Fornos - Chaves - Portugal

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Ao nível de imagens, o post de hoje sobre a aldeia convidada, Fornos,  talvez resuma aquilo que se aprecia (ou eu aprecio/observo/me leva ao clique), ou seja, na abordagem de uma aldeia desconhecida ou quando pela primeira vez a abordamos, as primeiras impressões são da sua envolvência do meio onde ela está implantada e integrada, o que dela se vê e o que se vê dela, à distância.

 

1600-fornos (166)

 

Depois vem o conjunto da aldeia, do casario, de como ela se adapta ao terreno, se integra nele, como o usa e o que usa dele para erguer as suas construções.

 

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Já dentro dela, vai-se apreciando aquilo que mais se destaca, que mais chama a atenção, o que mais e melhor a caracteriza.

 

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Por fim os pormenores, o fator humano, o imaterial, as estórias, a História, os sabores e saberes, a vida da aldeia.

Simples, não é!? – Assim aqui resumido na brevidade de meia dúzia de palavras e quatro imagens, até parece que sim, e embora tudo que atrás disse não deixe de ser verdade, para se conhecer verdadeiramente uma aldeia, para ela nos surpreender e dela tirar o seu encanto,  é preciso muito mais…

 

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Sábado, 18 de Novembro de 2017

Faiões - Chaves - Portugal

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E porque é sábado, vamos até Faiões e embora o momento aqui no blog seja dedicado à aldeia, hoje quero fazer uma dedicatória especial aos rapazes e meninas de Faiões num regresso às minhas memórias do bairro onde nasci – a Casa Azul.

 

1600-faioes (174)

 

Uma dedicatória em palavras, pois as imagens são para todo o pessoal de Faiões e também para quem gosta de apreciar as nossas aldeias, esta, a funcionar quase como mais um bairro da cidade. Mas as palavras vão mesmo para aquela rapaziada que aos bandos, descia de bicicleta a reta de Faiões e passava na curva da Casa Azul todas as manhãs na hora de ir para as aulas, sempre barulhentos, resultado das conversas entre eles e da troca dos tocares de campainhas entre elas, as bicicletas. Para mim, ainda puto, era um encanto vê-los passar, mas também um aviso de que estava atrasado para o meu percurso a pé, primeiro até à escola Primária do Caneiro, depois para o ciclo da Escola Industrial e Comercial e finalmente para o Liceu, já quando as bicicletas aguardavam pelo regresso dos donos, quer encostadas ao lado do Antunes ou do Rui, ambos das bicicletas.

 

1600-faioes (84)

 

Rapaziada, alguma,  com a qual momentos mais tarde e durante alguns anos fui tendo como colegas na sala de aulas ou na nossa escola, principalmente mais tarde no Liceu, ou mais tarde ainda como colegas de trabalho. Boa rapaziada, por sinal, com os quais ainda partilho, às vezes, momentos e estórias passadas naquelas bandas com gente que conhecemos daquele tempo, embora Faiões já ficasse fora do meu território que tinha limites no Lameirão, mas com passagem dos de Faiões  pela Casa Azul, o que fazia deles também pessoal da nossa rapaziada, com um obrigado especial por me permitirem, assim, regressar também às minhas origens.

 

 

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Terça-feira, 14 de Novembro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Covelães

1600-covelaes (130)

montalegre (549)

 

Ontem ao fim da noite deixei aqui no blog uma imagem da nossa aldeia de hoje, dizia eu que tinha tudo pronto para mais um post sobre o Barroso, mas faltavam-me as palavras, e era verdade, pois abordarmos uma aldeia barrosã só com imagens, estaríamos a atraiçoá-la, e o contrário também é verdade, pois só com palavras, poderíamos deixar aqui a alma do seu ser, mas por muito bonitas e descritivas que as palavras fossem, a essa alma, continuaria a faltar um corpo para habitar.

 

1600-covelaes (106)

 

Pois aqui ficam algumas palavras e algumas imagens para vos dar a conhecer ou reviver, conforme os casos, a nossa aldeia de hoje – Covelães, que a bem dizer (e isto sou eu que o digo) deveria ser Covelães do Rio, e assim já ficaríamos com a tarefa da sua localização simplificada, por exemplo poderíamos dizer que Covelães, fica entre Travassos do Rio e Paredes do Rio, como vai acontecendo um pouco ao longo da proximidade do Rio Cávado.

 

1600-covelaes (131)

 

Iniciemos então pela localização e como chegar até Covelães. Como sempre o nosso ponto de partida é na cidade de Chaves. Então para Covelães aconselho o itinerário mais curto, com apenas 54 quilómetros, via EM507, ou seja a estrada do S.Caetano/Soutelinho da Raia, como passagem por Vilar de Perdizes, Montalegre e depois a M308 que se vai desenvolvendo quase sempre a par do Rio Cávado, primeiro pela sua margem esquerda e depois pela direita. Em termos de tempo, poderemos dizer que Covelães fica a uma hora e pico de distância, podendo o pico ser mais comprido ou curto dependendo das paragens que fizermos pelo caminho, pois afinal de contas vamos em passeio.

 

1600-covelaes (83)

 

Para sermos mais precisos, deixamos de seguida o nosso habitual mapa e as coordenadas da aldeia, que tal como já dissemos fica próxima do Rio Cávado, na sua margem esquerda, a apenas 150 m deste (na distância mais próxima), mas com uma passagem muito discreta ao lado da aldeia, aliás para quem não souber, nem dá pela sua conta. Quanto à altitude, a aldeia implanta-se entre os 925 e os 1000 metros de altitude. Ficam então as coordenadas e o mapa:

 

 41º 48’ 08.78” N  e  7º 53’ 54.58” O

 

mapa-covelaes.jpg

 

Já sabemos onde fica Covelães, aliás para nós é uma velha conhecida, nem que fosse apenas de passagem, pois a aldeia fica num dos pontos obrigatórios de passagem para ir até duas aldeias famosas do Barroso, mais propriamente Pitões das Júnias e Tourém. Assim para quem já foi a estas aldeias, teve de passar obrigatoriamente por Covelães, isto se a abordagem a elas for feita a partir de Portugal, pois há quem as aborde a partir da Galiza.

 

1600-covelaes (57)

 

Embora também de passagem, Covelães pode ser ponto de paragem sem propriamente abordarmos a aldeia. Acontece que junto à estrada existe um bar/restaurante onde um café sabe sempre bem, uma cervejinha em dia quente cai ainda melhor e o comer também agrada e conforta barriguinhas vazias, também já por lá parámos para as três coisas.

 

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E com tanta passagem e há tanto tempo que andamos a passar por esta aldeia, e eu que me lembro já o faço há pelo menos desde 40 anos, dirão que desta aldeia não faltarão fotografias, quer antigas, quer atuais. Pois não, nem por isso, pois como é uma aldeia de passagem frequente, a recolha de fotografias foi ficando sempre para trás, além de ter sido mesmo sempre aldeia de passagem, em que para lá vai-se com pressa de chegar ao destino e para cá, já se vem tarde e mal. O Barroso é assim, o tempo nunca sobra.

 

1600-covelaes (79)

 

Pois fotografias só da era digital. Penso que em tempos, ainda no tempo da analógica ainda fiz algumas, mas se existem, não sei onde param. Da era digital, sim, mas mesmo assim a recolha foi complicada. Costuma-se dizer que à terceira é de vez. Acontece que com Covelães teve de ser à quarta vez. Segundo os meus registos de arquivo tenho uma breve recolha em agosto e outra em setembro de 2013. Coisa pouca para um post, pois ambas foram tomadas em vinda de Pitões e Tourem, já pelo anoitecer e cansadinhos.

 

1600-covelaes (98)

 

A terceira abordagem foi em maio deste ano, num dia que já tive oportunidade de contar passagens neste blog, naquele dia em que depois de passarmos Montalegre o nevoeiro/chuva resolveu cair a terra. Fotos possíveis, só mesmo desde dentro do carro, pois nem sequer prevenidos estávamos para um dia de chuva. Mesmo assim ainda deu para umas tantinhas delas.

 

1600-covelaes (112)

 

À quarta vez sim, bom tempo, até em demasia, pelo menos para a fotografia, sobretudo em certas direções de contraluz, mas sem queixas, pois nesse dia todas as fotografias eram possíveis, decorria então o início do dia de 14 de junho deste ano.

 

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Quanto à aldeia já sabíamos que nos ia agradar. Ao longe, embora agradável de ver, engana. Aliás ao longe todas enganam, mas felizmente a intimidade desta aldeia é bem mais interessante do que aquilo que aparente parece ser ao longe ou a certa distância.

 

1600-covelaes (137)

 

Geralmente abordamos a intimidade das aldeias sem saber o que nos espera. Gostamos mais de fazer a abordagem assim, em verdadeira descoberta com a inocência de uns olhos virgens. Gostamos mais assim do que ser conduzidos por outras descobertas. É certo que por causa desta nossa atitude, às vezes, perdemos alguns motivos de interesse, mas ganhamos outros e depois, para aquilo que nos escapa, uma nova visita é sempre possível.

 

1600-covelaes (90)

 

Pois de interesse, além de alguns motivos que já fomos deixando para trás em imagem e palavras, temos a envolvência da aldeia, por um lado, e o conjunto do seu casario com um aglomerado bem definido e à margem das duas principais vias que a servem.

 

1600-covelaes (138)

 

Pormenores, muitos. Canastros há alguns, maioritariamente os de estrutura em madeira que infelizmente não lhes dá tanta resistência como os que têm estrutura em granito, mas que lhe dá formas interessantes, principalmente com o vergar do tempo. Casario tradicional rural mais antigo também não falta e algum com maior nobreza também há.

 

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Depois o habitual e tipicamente transmontano e barrosão como tanques, fontes, alminhas, cruzes, etc., típico e também traços da nossa cultura. Deixei propositadamente para o fim a Igreja digna de realce pela sua beleza, com torre sineira frontal separada da igreja, mas unida por um alpendre, como muitas com cemitério em anexo, depois do abandono dos cemitérios/campas dentro da própria igreja ou adro.

 

1600-covelaes (73)

 

Quanto à igreja só temos mesmo um lamento – não haver ângulo possível para captar uma imagem com toda a sua beleza e grandeza. Conseguimos uma, com todos os defeitos de uma montagem (embora automática-photomerge) feita a partir de 5 fotos, foi o possível, mas dá para ficar com uma pequena ideia do seu conjunto. Mas há sempre motivos para pormenores.

 

1600-covelaes (47)

 

Passemos ao que dizem os livros e outros documentos, com início na “Toponímia de Barroso” onde consta:

 

COVELÃES

Desde 2013 – União de freguesias de Sezelhe e Covelães.

 

É um topónimo de significação orográfica: Vem por covelas e não de covas, que, nesse caso, daria Covões. De covella, pelo plural covellaes (ais), aes – ães, após a nasalação que é muito comum. A forma mais antiga que se conhece aparece três vezes.

 

1600-covelaes (68)

 

E continua a “Toponímia de Barroso”:

- 1258 “Covelaes” INQ 1512, 1513 e 1519, por sinal ao lado de Feaes (Fiães do Rio, que sofre fenómeno fonológico semelhante) sem que nem um nen outro topónimo, como se prova, se tenha alatinado em anes – seguindo assim a regra geral que o Povo rejeita.

 

O “Arquivo Histórico Português , sob título Povoação de Trás-os-Montes no XVI século, cadastro feito em 1530, que a A. Braancamp Freire publicou em 1909, vol. 7, p. 271 e seg. refere Covelas, por Covelães e atribui-lhe 23 moradores” fogos.

 

1600-covelaes (54)

 

Como sempre e ainda na “Toponímia de Barroso” há a toponímia alegre, onde consta:

 

Pelo rio Mau acima

Quarenta ferreiros vão:

Cada um leva forquilha

Para matar uma rão

 

Boticário de Paredes,

Diga-me se sabe e pode:

Duma pontinha dum corno

Pode sair um charope?

 

O padre de Covelães

Fazia muitas misturas

Molhava o pão em azeite

Deixava o Cristo às escuras.

 

1600-covelaes (60)

 

Do livro Montalegre:

Serve-lhe parcialmente de fronteira o rio Cávado que recebe águas de vários ribeiros do Parque e fazem, em cada recanto, a sedução dos visitantes: o Rio Mau que une as freguesias de Seselhe e Covelães;

 

1600-covelaes (51)

 

É a primeira das freguesias que circuitam a serra da Mourela. Esta serra, verdadeiro planalto de altitude média a caminho dos 1100 metros, é e foi, desde os tempos megalíticos, um local muito apto para a transumância ascendente. Com efeito, as povoações próximas aí conduzem numerosas vezeiras de gado que por lá demoram todo o verão. Tal costume há-de ter origem nos ancestrais pré - históricos que encheram aquele espaço de mamoas, sinal de que aí viveram e morreram. O que também já morreu ou quase (nos dias que correm!) foi a raríssima perdiz cinzenta, também conhecida por charrela! Devíamos envergonharmo-nos de tal notícia! A actual freguesia compõe-se de dois lugares: Covelães e Paredes do Rio. Ambos foram sede de freguesia, aquele sob o orago de Santa Maria e este de Santo António. Nesta localidade existe um pisão, com outras curiosidades dignas de visita, entre as quais uma sala que servirá de polo na rede informática do Ecomuseu.

 

1600-covelaes (53)

 

E penso que vai sendo tudo, pelo menos por hoje, pois como em todas as aldeias, fica sempre em aberto uma nova passagem por esta aldeia onde pela certa continuaremos a passar com alguma frequência e a parar para fazer uns registos, um cafezinho, uma mini ou satisfazer a barriguinha.

 

1600-covelaes (11)

 

E por fim as habituais referências às nossas consultas e links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cela-1602755

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Friães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-friaes-1594850

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Peneda de Cima, do Meio e de Baixo, as Três Penedas: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

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Sábado, 11 de Novembro de 2017

Escariz - Chaves - Portugal

1600-escariz (112)

 

O nosso destino de hoje é Escariz, uma aldeia que muitos conhecem por vê-la desde a estrada, lá na outra encosta da montanha, mas que poucos são os que já lá foram, isto no universo daqueles que passam na estrada desde onde a aldeia se avista. Já agora, a estrada, é a que liga o Peto de Lagarelhos a Vidago, com passagem por Loivos e Vila Verde de Oura.

 

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Pois comigo também aconteceu o mesmo, muitos anos a vê-la desde a estrada até ao dia em que decidi descer e subir até ela, pois é mesmo assim, primeiro tem de descer-se até ao início do vale da ribeira de Oura e depois subir até à aldeia.

 

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Um dia que nunca mais vou esquecer por um pequeno incidente sem incidentes, porque, tal como diria Torga, não por mim, que entrei lá cheio de boas intenções, mas por uma civilização de má-fé que nem ao menos lhes dá a simples proteção de as respeitar…

 

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Quanto à aldeia, é tal e qual se vê da estrada, ou seja, pequena e arrumadinha num pedacinho da encosta da montanha, com alguma vida ainda, pelo menos quando lá fui, uma única vez, que embora parecendo que foi ontem, já lá vão nove anos, que para história de uma aldeia, pode parecer coisa pouca ou quase nada,  e se  assim foi durante muitas dezenas, talvez algumas centenas de anos, nos últimos 20 a 30 anos a história das aldeias tem sido escrita de maneira diferente, tudo por ter sido acrescentada mais uma palavra à sua história, uma palavra que faz toda a diferença e que dá pelo nome de DESPOVOAMENTO.

 

 

 

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Domingo, 5 de Novembro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Cela

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Hoje iniciamos com um pedido de desculpas para quem nos dois últimos domingos esperava aqui no blog uma aldeia do Barroso. Não foi por falta de material, pois esse já o temos, incluindo o levantamento fotográfico de todas as aldeias, a verdade,  é que não tivemos tempo para trabalhar o material que temos. Mas regressamos ao “Barroso aqui tão perto” e isso é o que interessa, ficando a promessa já antiga de que todas as aldeias e vilas do Barroso passarão por aqui.

 

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 Cela, ao fundo do lado esquerdo

Vamos então até à nossa aldeia de hoje – a Cela.  Aldeia que foi das primeiras a fotografar ainda sem sabermos que aldeia era. Eu explico melhor, acontece que nos nossos itinerários para o Baixo Barroso, com passagem pela Barragem de Paradela, tomávamos sempre a estrada da margem esquerda do Rio Cávado, e logo a seguir a Paradela há um alto convidativo a lançar uns olhares sobre a barragem, onde geralmente parávamos para tomar umas fotos. Desde esse alto avistavam-se duas pequenas aldeias na margem direita do Cávado, logo após o paredão da barragem. Aldeias que fomos fotografando, à distância, sem sabermos de que aldeias de tratava e sem termos a curiosidade de as identificar no mapa, pois já sabíamos que quando os nossos itinerários passassem para a margem direita do rio, aí iriamos passar por elas. E assim foi, só quando passámos para o outro lado do rio é que soubemos que essas duas aldeias eram Sirvozelo e a Cela.

 

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Vamos então até à Cela e como chegar até lá, sempre a partir da cidade de Chaves. Pois para a Cela o nosso itinerário favorito é via Montalegre, ou seja, apanhando a estrada do S.Caetano/Soutelinho da Raia (EM507). A seguir a Montalegre basta seguir a estrada que ora de um lado ou do outro, vai acompanhando o Rio Cávado, isto até a aldeia de Paradela que dá nome à Barragem de Paradela. Aí temos que atravessar o paredão da barragem que o mesmo é dizer que temos de atravessar o Rio Cávado para a margem direita e seguindo a estrada encontramos primeiro Sirvozelo e logo a seguir a Cela, que não fica junto à estrada, mas muito perto. De Chaves até à Cela, por este nosso itinerário, são 65 quilómetros, coisa para se demorar de 1H30 a 2H00, dependendo das paragens que fizermos pelo caminho.

 

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A titulo de informação, estas nossas descobertas do Barroso eram programadas para um dia, com saída de Chaves logo de manhazinha, bem cedo, e regresso ao fim da tarde. No início tínhamos a preocupação de os nossos itinerários coincidirem à hora de almoço com uma localidade que soubéssemos ter restaurante para tratar das nossas barriguinhas. Com o tempo fomos dando conta que, estivéssemos onde estivéssemos, havia sempre próximo um restaurante. Dizemos isto para quem queira ir pelo Barroso de Montalegre, pois onde comer, não é problema, às vezes, com a oferta que há, o  problema está  em escolher qual deles irá tratar das nossas barriguinhas.

 

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Ainda quanto à localização de Cela, deixamos de seguida o nosso habitual mapa e as coordenadas da aldeia, contudo deixamos também uma informação para quem queira abordar o Barroso a partir de outras origens que não seja a da cidade de Chaves e não conheça muito bem a região. Pois aí o melhor é mesmo ter a Estrada Nacional 103 como referência, uma vez que é a principal via que atravessa o Barroso e a partir da qual há ligações para todas as aldeias. Ficam então as coordenadas da Cela, que está implantada já em plena Serra do Gerês a uma altitude que varia entre os 700 e os 750m de altitude:

41º 46’ 04.53” N  e  7º 58’ 27.66” O     

 

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Passemos a abordar o topónimo Cela. A verdade é que esta aldeia aparece grafada tanto com Cela como com Sela. Para nós não tivemos qualquer dúvidas ao optarmos pelo topónimo Cela, isto, talvez, por influência da nossa aldeia da Cela, aqui do concelho de Chaves, alí ao lado de S. Loureço. Mas vamos ver o que diz a “Toponímia de Barroso”:

 

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Sela ou Cela?

“Diminutivo de Sá < Sala < Saella ou < Salella, pequena sala ou casa  - se escrita com S inicial.

Tenho muitas dúvidas na análise deste topónimo geresiano. De tal modo que me atrevo a aconselhar a sua grafia: Cela ou Sela? É que não há documentação que nos dê luz apesar das INQUIRIÇÕES falarem de vários casais na freguesia de Outeiro, antigamente São Tomé de Parada (1258) e, depois, São Tomé de Parada do Gerês.

Se for Cela, como  geralmente se escreve , poder-se-á filiar no latino cella < cela, significando armazém, celeiro, o que implica a existência de uma villa próxima.

Se for Sela decorrerá do também latino “Sallela” < Saella < Sela, no sentido de local abrigado, exposto ao calor solar, próprio para velhinhos ao soalheiro. Nada de pensar em cavalos, burros ou zebros como asnaticamente alguns fazem! A falta de formas escritas do vocábulo coarcta-nos  a decisão mas aceitamos as duas hipóteses: por um lado, dada a apetência e até necessidade que as povoações da zona têm de proceder à transumância de gados para a serra do Gerês e de aí edificarem os seus apriscos, currais e armazéns: por outro lado, a identificação do local com os abrigos naturais da serra e a sua exposição excelente aos raios solares.

 

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Ainda antes de irmos à “Toponímia Alegre”, façamos um regresso ao que se diz atrás, numa passagem a respeito do topónimo, onde se diz: “ (…) Nada de pensar em cavalos, burros ou zebros como asnaticamente alguns fazem! (…)” – Esta é forte!, mas os barrosões são assim, quanto têm uma coisa a dizer, dizem-na, quer doa ou não. No entanto, e embora estas coisas da evolução da palavras a partir do latim não sejam da minha praia,  nem sempre o significado original que se vai buscar ao latim tem a ver com o(s) significado(s) da palavra atual.  Por exemplo “cela” também tem o significado de um pequeno compartimento, como a cela da cadeia ou os aposentos das freiras e dos frades. Quanto a “sela” o significado mais comum é mesmo o da sela dos cavalos, burros e afins… mas também pode ser do verbo selar (um cavalo ou colocar um selo de correio, por exemplo),  Contudo os que “asnaticamente” pensam em cavalos… talvez o seu pensamento não seja descabido de todo, pois é sabido que bem próximo da aldeia de Cela ou Sela, existe a cascata de Cela Cavalos,  e um pouco mais à frente, bem próxima, existe também uma aldeia que tem o topónimo de Cavalos. 

 

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De qualquer forma o autor da “Toponímia de Barroso” começa logo por afirmar no início da descrição do topónimo que:  “ … Tenho muitas dúvidas na análise deste topónimo …). Assim, e até que não tenha dúvidas, deveria deixar abertura para outras opiniões, e que desculpe esta minha “ousadia”, mas deve ser a minha costela barrosã que me faz dizer aquilo que penso, sem com isto querer retirar credibilidade ou qualidade ao trabalho que fez na “Toponímia de Barroso”. Posto isto, voltemos então à toponímia, agora a alegre:

 

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Ó Santinho Santo Ouvido

Onde tens a tua morada:

Entre Sela e Outeiro

Sirvoselo e Parada!

 

Adeus lugar de Parada

Ai Jesus, quem me la dera!

A culpa tive-a eu

Se lá estava não viera.

 

Menina, se tem tanto fastio

Apegue-se a Santo Ouvido;

Se não apegue-se a mim

Que ao pé do Santo resida!

 

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Ficam mais algumas referências à aldeia de Cela que encontrámos no livro "Montalegre":

 

“ Barroso constitui um mosaico de paisagens edénicas. Podemos dizer que em cada canto há um novo encanto. Basta percorrer as nossas estradas municipais ou vicinais através do planalto para redescobrirmos mil recantos admiráveis. A título de exemplo referimos a estrada de Fafião a Cabril e daqui aos Padrões ou a Cela e Sirvoselo; o trajecto de Paradela do Rio a Outeiro e Parada; (…)”

 

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Ainda do livro "Montalegre":

"São célebres por conterem inscrições ou gravados e, portanto, históricos: O penedo de Rameseiros, o afloramento de Caparinhos, o Altar de Pena Escrita (Vilar de Perdizes), O Penedo dos Sinais (Viveiro-Ferral), o Penedo do Sinal, o Penedo da Ferradura e a Pedra Pinta (Vila da Ponte), o Penedo de Letra (Gralhas), o Penedo de Pegada (Ferral). São igualmente célebres por serem incomuns: o penedo do Esporão (S. Lourenço Cabril), a Laje dos Bois (Lapela-Cabril) o Penedo da Pala (Cela-Outeiro) o Penedo da Caçoila (Pedrário-Sarraquinhos)"

 

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Ainda do livro "Montalegre":

De Cabril subimos pelo Miradouro da surreira do meio-dia, passamos na terra do navegador Cabrilho – Lapela. Se estiver calor dê um mergulho nas cascatas de Cela de cavalos e siga até Sirvozelo, aldeia integrada na “ rocha”.

 

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Atrás, numa das referências do livro Montalegre, fala-se de alguns penedos. Pois penedos é coisa que não falta nesta região, e Cela não é exceção. Mas há penedos e penedos e com alguma frequência conseguem-se ver reproduzidas figuras nos penedos. Nem sempre, pois às vezes dependem das sombras que a determinada hora do dia transforma o penedo numa figura. Em Penedones, por exemplo, vimos por lá a cabeça de um gorila reproduzido numa rocha, em Ponteira conseguimos ver o chapéu de Fernando Pessoa. Na subida da serra do Larouco é conhecida a cabeça do cão perdigueiro, pois em Cela, a ilusão de ótica,  ou  “Viés cognitivo”, ou “Apofenia” ou ainda “Oareidolia”, levou-nos a ver outras duas figuras, uma reproduzida na foto anterior onde nos parece ver um rosto humano ou máscara, com uma pedra na cabeça e esta coberta por um lenço, e na fotografia seguinte vemos por lá a cabeça de um sapo tipo Cocas dos Marretas ou então uma tartaruga com carapaça.

 

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Lamentamos não poder reproduzir aqui imagens da cascata de Cela cavalos, não por falta de tentativa de chegar até lá, pois tentar, tentámos, mas não tínhamos viatura apropriada para chegar até ela e para ir a pé, não tínhamos tempo.  Não foi só esta cascata que fomos deixando para trás, outras ficaram, mas ficou decidido que quando terminarmos a ronda por todas as aldeias do Barroso (agora já andamos nas de Boticas), iremos visitar as cascatas e outros locais menos acessíveis, nem que tenhamos que demorar todo o santo dia para cumprir a nossa missão, mas ir lá, haveremos de ir.

 

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Já atrás, numa referência do livro “Montalegre”,  foi referido que “Barroso constitui um mosaico de paisagens edénicas. Podemos dizer que em cada canto há um novo encanto.” . Nós confirmamos que é verdade, e neste itinerário que nos leva até à Cela, mais propriamente no trajeto da M308 entre Paradela e Cabril, em plena Serra do Gerês e entre o Rio Cávado o Rio Cabril, podemos desfrutar daquilo que mais belo há em termos de paisagens de montanha, aqui e ali enfeitadas com pequenas pérolas,  como Sirvozelo, Cela, Lapela, Azevedo, Xertelo, entre outras. Pequenas pérolas para quem passa por lá com olhos de apreciação, já não o são tanto para quem lá vive, daí que o despovoamento rural seja uma realidade.

 

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E por hoje vai sendo tudo, só nos faltam as referências às nossas consultas e os habituais links para anteriores abordagens a terras do Barroso.

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Friães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-friaes-1594850

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Peneda de Cima, do Meio e de Baixo, as Três Penedas: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:20
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Sábado, 4 de Novembro de 2017

Eiras - Chaves - Portugal

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E nesta nova ronda pelas nossas aldeias de Chaves, hoje toca a vez às Eiras, uma das aldeias da periferia da cidade de Chaves, instalada à beirinha da veiga mas já nas faldas da Serra do Brunheiro, como quem sobre para S.Lourenço.

 

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Embora as Eiras tenham alguns, até bastantes,  pontos de interesse que merecem uma visita, principalmente para quem gosta da nossa História, eu destacava quatro deles. Um bem visível para quem entra nas Eiras, pois está mesmo ao centro do seu principal largo/cruzamento. Claro que me refiro ao seu cruzeiro, pela sua singularidade e beleza, bem diferente dos habituais cruzeiros.

 

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Os outros pontos de interesse não estão assim tão ao dispor das nossas vistas, é necessário ir até eles. Um é a sua igreja, numa localização recatada de enquadramento bem interessante. Outro é a calçada romana onde ainda se podem apreciar alguns troços em bom estado de conservação e que tão esquecidos têm sido nos nossos roteiros turísticos, a par do miradouro que fica ao lado. Por último, destacam-se as vistas que se alcançam desde alguns pontos das Eiras, principalmente se entrarmos um bocadinho pela serra adentro,

 

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Estes pontos de interesse mencionados são para o turista comum, mas para nós, e este nós sou eu e outros como eu, há outros interesses, principalmente o das recordações de infância e primeiras adolescências, do tempo em que as Eiras pertenciam aos nossos domínios ou limites das nossas brincadeiras e outros afazeres, sobretudo a ver a imagem seguinte que penso ter sido tomada desde o Alto da Forca, já não recordo, mas recordo bem todos os cantinhos visíveis na imagem.

 

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Pois na imagem que fica atrás faz-me regressar uns bons anos ao passado. Logo na base da foto, ao centro, está a casa onde nasci e a nova casa azul, construída no lugar da antiga que sempre se supôs dar nome ao bairro. à Direita, ainda na base da foto, está a torre sineira da igreja dos maristas, onde tinham uma quinta e onde ia ao leite que me ajudou a criar e que a Srª Emília mugia na hora, quase diretamente das tetas da vaca para a leiteira. Isto quando o fornecedor de leite na era da quinta dos Caetanos, do Sr. Manuel, este mesmo ao lado da casa azul, do outro lado da estrada. E do leite passamos para o vinho, pois na base da foto, pode-se ver ainda um bocadinho da Adega Cooperativa, que em tempo de vindimas fazia a delicia das crianças do bairro com o assalto que se faziam às dornas cheias de uvas carregadas ainda (muitas delas) em cima de carros de bois. Logo a seguir à base da foto vê-se o   verde dos campos cultivado do Prado, verde que se prolonga depois pela restante veiga. O casario que aprece em segundo plano são as Eiras, onde se ia fazer a aguardente com o bagaço, após as vindimas. Logo a seguir, o casario em terceiro plano que hoje em dia está ligado à Eira, é a aldeia do Castelo que se foi prolongando e entrando pela serra adentro, coisa dos últimos trinta anos, pois antes existiam os núcleos bem definidos.

 

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Ainda na mesma foto das vistas gerais tomadas sobre a Casa Azul até ao Castelo, pode-se ver à direita das Eiras uma elevação com pinhal, que separava as Eiras da Quinta da Condeixa. Era então o meu monte preferido para ir “roubar” o pinheirinho de Natal e onde às vezes fazíamos incursões de descoberta da serra, isto logo a partir dos 6 anos de idade. Liberdades que nos tempos de hoje são impossíveis de, os putos de agora, gozarem, onde as suas liberdades de descobertas estão “limitadas” aos écrans dos computadores ou de um tablet/ipad, sem os sons, cheiros, calor ou frio da natureza, que,  diga-se a verdade, em muito contribuíram para a nossa formação, com a tal aprendizagem informal.  

 

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Claro que muita mais coisa haveria para contar, mas além de não termos espaço para tantas estórias vividas, também não é aqui, num post dedicado às Eiras, que as podemos contar. Vão se contando ao longo da vida quando vêm a propósito de qualquer coisa e depois, são omentos nossos que vivemos sempre com uma emoção impossível de a transmitir aqui, reservados só a alguns que connosco os viveram.

 

E daqui, assim o espero, vamos até ao Barroso que amanhã estará cá com mais uma aldeia.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:15
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Sábado, 28 de Outubro de 2017

Dorna - Chaves - Portugal

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Dita a ordem alfabética das nossas aldeias flavienses que a seguir a Dadim seja a Dorna. Ora como no último sábado fomos até Dadim, hoje fica aqui a Dorna. Curiosamente duas aldeias de montanha nas ordem dos 900m de altitude,  embora Dadim fique ligeiramente abaixo dessa altitude a  Dorna acima.

 

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Também ambas as aldeias ficam no limite do concelho de Chaves, Dadim a cerca de 4 km da fronteira com a Galiza e a Dorna bem mais perto do limite, a apenas 500m do concelho de Valpaços. No entanto, e embora estas duas aldeias comunguem destas identidades, também têm as suas singularidades e na prática, em comum, apenas têm ser ambas do concelho de Chaves.

 

1600-dorna (83)

 

E uma vez que a prosa de hoje deu para iniciar por falar em Dadim, das terras da Castanheira, os castanheiros são mais da Dorna. Aliás de fizermos o exercício de ver a fotografia aérea da região da Dorna, facilmente verificamos uma enorme macha de arvoredo metodicamente plantado e planeado que por conhecimento sei serem castanheiros, uns valente hectares, na ordem dos 1200 ha, embora a maioria pertença ao concelho de Valpaços.

 

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Castanha que é o principal rendimento da população daquela pequena região de castanheiros que, pelo que por aí se vai ouvindo, este ano é para esquecer, com baixa produção e castanha de menores dimensões. Esperemos ao menos que sejam saborosas, pois o S. Martinho está à porta e nesse dia, manda a tradição que se faça um magusto. Esperemos então que haja castanhas que cheguem para tanto magusto e que, repito, sejam saborosas para a jeropiga correr melhor.

 

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E é com esta de castanhas e jeropiga que vos deixo, contudo antes do S.Martinho ainda temos a grande festa de Chaves – a Feira dos Santos – já com barracas espalhadas pela cidade.

 

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Sábado, 21 de Outubro de 2017

Dadim - Chaves - Portugal

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Embora na minha formação a disciplina de geografia me tivesse acompanhado sempre até ao 12º ano, e fosse uma das que até gostava e daí até ter sido sempre um aluno razoável, a verdade é que nunca me questionei ou me lembro de ter abordado, pelo menos a fundo, a diferença que há entre uma montanha e uma serra. Daí ao longo da minha vida pensar que as serras são a elevações mais altas, reforçada por aquela que nos enfiavam logo na primária de a Serra da Estrela ser a serra mais alta de Portugal.

 

1600-dadim (143)

 

Com o tempo, vim a saber que a Serra da Estrela não é a mais alta de Portugal e que as montanhas, afinal, são mais altas que as serras, pelo menos a julgar pela definição em que serra é uma grande extensão de montanhas ligadas umas às outras, e montanha é um monte muito alto e extenso. Daí, quando ao longe avistamos (por exemplo) os pontos mais altos da Serra do Larouco, se calha, em vez de dizemos “ e ao fundo vemos a Serra do Larouco” deveríamos dizer “ e ao fundo vemos a montanha mais alta da Serra do Larouco”.

 

1600-dadim (48)

 

 

Ora bem, esta de ter começado com a definição de serras e montanhas tem a ver com a nossa aldeia de hoje – Dadim, tudo porque geralmente quando por cá algum pessoal se refere à montanha, está a referir-se a estas terras lá de cima, do planalto da castanheira, que abrange todas aquelas aldeias do planalto desde a Bolideira, Tronco, Travancas, Argemil, Dadim, Cimo de Vila da Castanheira, Sanfins, S.Cornélio e Roriz, penso que é tudo, pois a partir de aí já são terras inclinadas de além planalto. Claro que aqui fica de fora o planalto de Monforte, que embora seja o mesmo já fica do outro lado da estrada…  

 

1600-dadim-art

 

Seja como for, ainda a montanha ou a serra, estamos em terras altas, pelo menos para o concelho de Chaves em que o ponto mais alto ronda os 900 metros. Aqui no planalto, em Dadim, andamos a rondar os 855 metros, ou seja bem próximos do ponto mais alto do concelho.

Quanto às fotos, são algumas que escaparam às anteriores seleções para anteriores posts que este blog dedicou à aldeia, no entanto é uma aldeia à qual temos de ir por lá outra vez, pois sinceramente só fui lá uma única vez em recolha de imagens e isso já foi em 2008, e pelo que conheço da aldeia, sinto que me escaparam alguns olhares que merecem ser registados, tanto mais que recordo ter sido uma aldeia simpática na receção que nos fizeram há nove anos atrás. Fica a promessa para um deste dias voltarmos por lá.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:50
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Sábado, 14 de Outubro de 2017

Curral de Vacas - Chaves - Portugal

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Na nossa habitual ronda dos sábados pelas nossas aldeias, hoje toca a vez a Curral de Vacas, uma das aldeias vizinhas do vale de Chaves embora já em plena montanha.

 

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Ficam cinco olhares de cinco momentos que escaparam ou sobraram das últimas seleções em que fomos até esta aldeia, não só para o seu devido post, mas também para o post da freguesia, pois acontece que Curral de Vacas aldeia é também freguesia, mas aqui adota outro topónimo, o de S. António de Monforte.

 

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Mas também Miguel Torga foi pretexto para termos ido até esta aldeia, pois nos seus diários faz algumas referências a Curral de Vacas, quer pela Pedra da Pitorga quer pelo Auto da Paixão.

 

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Pedra da Pitorga que ainda continua por lá no meio do monte, a caminho de Vila Frade. Quanto ao Auto da Paixão, ao qual ainda fui em finais do anos 60, deixam saudades por tudo que o envolvia. Uma representação popular feita pelo povo de Curral de Vacas para quem quisesse juntar-se à celebração, pois embora “teatro” popular,  tinha um forte cariz religioso. Pena que já não se realize e que vá ficando esquecido no tempo.

 

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Quanto à aldeia, é interessante, com interessantes motivos para fotografar. Aldeia ainda com vida, não é das que mais sofre com o despovoamento, talvez pela proximidade da cidade, dos bons acessos,  mas não só, pois outras aldeias há bem mais próximas que estão mais despovoadas. É uma das aldeias pela qual gostamos de passar e “roubar” alguns olhares para memória futura e para deixar por aqui alguns.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:27
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Sábado, 7 de Outubro de 2017

Curalha - Chaves - Portugal

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As nossas aldeias, vilas e cidades não ocuparam o seu território por mero acaso, houve uma série de razões que levou os nossos antepassados a construir, não só os seus abrigos, mas também construções de defesa, de comunicação etc. Em suma, construiram onde tinham melhores condições de vida e de sobreviver a ela.

 

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Daí os rios, os vales mas também as elevações terem sido locais que atraíram população e os convidou a fixarem-se, mas como em tudo também houve algumas exceções que levou população a locais de vida improvável.

 

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As nossas aldeias, vilas e cidades têm inúmeros testemunhos do seu povoamento ao longo do tempo, testemunhos que a História nos ajuda a compreender, tetemunhos que hoje em dia fazem a identidade dos locais e lhes dão uma ou mais imagens de marca.

 

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Curalha, a nossa aldeia de hoje, é uma aldeia cheia de testemunhos, mais recentes ou mais distantes, testemunhos separados por dois mil ou mais anos, desde o seu Castro pré-romano, o testemunho mais antigo, a alguns vestígios romanos até aos mais recentes de há apenas 100, 200 ou 300 anos, nos quais se incluem os seus moínhos, o pontão sobre o rio Tâmega, uma estação, uma ponte e alguns vetígios da existência, passagem e paragem do comboio, onde existem uma composição com máquina a vapor e carruagens de passageiros e mercadorias.

 

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É disto que as aldeias também são feitas, além de outras imagens de marca que as marcam, às vezes até sem importância histórica, como é o caso do pinheiro manso que se mostrava aos olharares de alguns quilómetros de distância dada a sua localização, mesmo na croa de uma pequena elevação e mesmo no centro do Castro de Curalha. Uma referência feita com apenas um pinheiro manso, que segundo conta, está à beira da sua morte. Pela certa não fará parte da história do local mas da qual já não se livra. tudo por estar registado em muitos documentos que fazem a história, mais propriamente em fotografia.

 

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O rio, o castro, os moinhos, o pontão e a ponte, o comboio, a antiga via romana, a mais recente Nacional 103 e ainda o mais recente nó da autoestrada, mas também a terra fértil, o amor ao berço e a proximidade da cidade, fazem com que Curalha continue a sua caminhada pela história.

 

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Ficam algumas imagens para ilustrar algumas das palavras de hoje, mas não só, pois estes testemunhos não fazem só parte da história e identidade de Curalha, mas também da beleza desta aldeia.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:34
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Domingo, 1 de Outubro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Mourilhe

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Como já é hábito aqui no blog,  aos domingos vamos até ao Barroso aqui tão perto. Hoje vamos até Mourilhe, mais uma das aldeias do Barroso de Montalegre e por sinal bem próxima de Montalegre.

 

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Iniciemos então pela localização de Mourilhe,  que já sabemos ser do Barroso, ficando a Noroeste de Montalegre a pouco mais de 4,5 km desta. Tem como aldeias mais próximas a aldeia de Sabuzedo ( a 1 Km) e Donões ( a 2.3Km)  mas também a raia galega  a 2,6 Km mas sem ligação direta por estrada embora com caminhos que cheguem até ao outro lado da raia.

 

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Quanto ao melhor itinerário para chegar a Mourilhe a partir de Chaves, hoje não há dúvidas, recomendamos a Estrada Municipal 507, estrada do S.Caetano, via Soutelinho da Raia. Este itinerário tem 47,1Km e faz-se em menos de 1 hora. Claro que o tempo gasto nesta pequena viagem depende sempre das paragens que fizermos pelo caminho. Se forem como as nossas viagens em que temos paragens obrigatórias, por exemplo uma de contemplação da Serra do Larouco, outra para um café em Montalegre  e outras ocasionais provocadas por convites a um clique fotográfico, então aí o tempo de viagem alarga-se um pouco, mas neste itinerário nunca irá além das 2 horas.

 

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Mas como sempre ficam também as coordenadas de Mourilhe e o nosso habitual mapa:

41º 50’ 16.71”N e 7º 50’ 32.73”O. Quanto à altitude, já sabemos que são terras altas localizando-se a aldeia entre os 966 e os 1015 metros de altitude.

 

mapa-mourilhe.jpg

 

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Quanto ao topónimo Mourilhe, vamos espreitar o que diz a “Toponímia de Barroso”:

Mourilhe

Desde 2013 – União das Freguesias de Cambezes, Donões e Mourilhe.

“Não dá lugar a qualquer incongruência toponímica como a que já escutei “ o mesmo que Mouril, sítio onde se fixaram mouros!” Nada mais ridículo!

É o nome pessoal Maurellus que, pelo genitivo, Maurelli – Maurilli, donde “villa” Maurilli > Mourili > Mourilhe.

- 1258 de Sancti Jacibi de Mourili” – faltava apenas palatalizar!

Recebeu carta de foro do reguengo de D.Afonso III em Mourilhe, em:

- 1258, um tal “João Lopes e sua mulher Maior Pires”

 

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E continua a toponímia:

"Já Mourela, se não é feminino de Mourelo (Maurelus, e não creio que o seja), poderá ser o diminutivo de Mouro/a no sentido de serra pequena. Com efeito a serra da Mourela é muito menor que as adjacentes, mas revela muitos mais sinais  da presença de povos antigos a que normalmente o povo chama “mouros”. Daí a propriedade com que lhe aplicaram o nome! Sítio de “ mouros “ como Mouraria."

 

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E quanto ao topónimo, sua origem e significado, estamos conversados e postas as coisas como foram na “Toponímia de Barroso”,  desta vez nem sequer nos atrevemos  a divagar sobre o assunto, curiosamente e sinceramente, também não tínhamos nenhuma ideia sobre tal.

 

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Quanto à população da aldeia, tal como a grande maioria das nossas aldeias da região, o despovoamento também atacou Mourilhe. Segundo os dados dos CENSOS desde 1864 até 1970 a aldeia andou sempre a rondar os 500 habitantes, tendo atingido mesmo os 613 habitantes nos CENSOS de 1950. A partir dos anos 70 a queda da população foi vertiginosa, passando para 295 habitantes em 1981, para 197 em 1991, para 144 em 2001 e finalmente para 117 habitantes em 2011.

 

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Mas entremos em Mourilhe. Antes de deixar por aqui aquilo que encontrámos nas nossas pesquisas, vamos às nossas impressões pessoais.

 

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Para quem está em Montalegre e sobe ao Castelo, se lançar vistas a partir de aí, observa facilmente que a Nordeste a Serra do Larouro e o seu grande planalto dominam a paisagem e se lhe virarmos costas, a Sudoeste, é o pequeno vale do Cávado que nos atrai o olhar. Mourilhe fica nesta transição a cair mais para o Vale do Cávado.

 

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Mourilhe que aquando das nossas deslocações para fazer o levantamento fotográfico já não era novidade para nós. Já lhe conhecíamos a Igreja, pois desde que a vimos chamou-nos à atenção pela sua beleza, o largo da fonte/tanque e o Hotel Rural “Senhora dos Remédios” ou se preferirem o Hotel do Padre Fontes, aliás foram estes (Padre e Hotel)  que nos levaram lá, integrado num grupo de Animadores Socioculturais do qual o Padre Fontes também faz parte.

 

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Confesso que nessas primeiras visitas não houve muito tempo para dedicar à aldeia de Mourilhe, pois o menu da “Ceia das Bruxas Encantadas” era mais convidativo. Daí o termos lá voltado mais duas vezes sem hotel e sem ceia. Mas não resisto a deixar aqui a ementa da “Ceia” que para nós até foi almoço:

 

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Ceia das Bruxas encantadas:

- Presunto afumado nas lareiras do INFERNO

- Pão que o diabo amassou no forno do povo

- Caldo de urtigas malditas colhidas nas bordas do paraíso

- Vitela embruxada e batata com murro de bruxa branca

- Rabanada com leite e mel de bruxa voadora

- Vinho excomungado do outro Verão

- Café negro como o Diabo, quente como o Inferno

- Levanta o pau do diabo

-  Queimada monumental na lareira

 

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Nem de propósito, a 13ª imagem de Mourilhe aparece após esta ementa da “Ceia das Bruxas”. Tempo também para anunciar que o próximo dia 13 de outubro é numa sexta-feira, ou seja, sexta-feira 13, dia grande, dia das bruxas, dia de festa em Montalegre que já leva milhares de pessoas até esta vila Barrosã, tal é o bruxedo, pois depois de se ir lá uma primeira vez, fica-se fã das festas das sextas-feiras 13 para todo o sempre. Se não acredita, vá lá, e depois conversamos…

 

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 Passemos agora às nossas pesquisas, iniciando por aquilo que se diz na página da NET do Padre Fontes:

"Mourilhe

Mourilhe (S. Tiago) junto com Sabuzedo, são aldeias antigas de granito escuro, ruas a convergir ao centro e pouco povoadas como todas as do interior do concelho. Um belo cruzeiro em Mourilhe e alminhas, em Sabuzedo atraem o visitante. Mourilhe, de belas casas que arderam por 2 vezes no sec. XIX, é terra de encosta, casas típicas, Igreja, relógio de Sol, Cruzeiro, fontenários. São monumentos de valor regional. A festa de S. Brás com relicários é em 3 de Fevº e ponto de encontro para provar a água de S. Brás. A casa do Outão, com fama de assombramentos, é um Solar séc. XVlll, com linda capela particular, em 2001 transformada em Hotel rural paradisíaco. O altar da Moura na serra indica uma tradição de lendas esquecidas S. Paio e Santiago encaminhavam o peregrino para Compostela. Aldeia raiana com terras do Couto Misto e de Vilar Galego, conserva costumes e tradições ancestrais."

 

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Quanto ao Hotel Rural  que nasceu da Casa do Outão com fama de assombramentos e é verdade, sou testemunha disso mesmo, pelo menos eu fiquei assombrado com a vistas que desde ele se apreciam, com beleza da sua capela,  com a sua biblioteca de temas regionais, com museu profano, mítico, e sacro do Séc. XVIII, com peças raras e belas e claro, com a “Ceia das Bruxas Encantadas” que com o remate do “Levanta o pau do diabo” e a “Queimada monumental na lareira”, para ficar assombrado de todo só me faltou ficar lá a dormir…

 

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Já quase podia ficar por aqui, mas como hoje fui generoso nas fotografias (27 no total sem contar o mapa e o cabeçalho) vou ter que acrescentar mais alguma coisa. Pois é, ao começar a ver os motivos registados na aldeia, não resisto a acrescentar mais um, depois mais outro, e por aí fora. O Barroso é assim, também nos deixa assombrados com as suas belezas e aldeias.

 

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No livro Montalegre encontrámos as seguintes referências a Mourilhe (os negritos e sublinhados são meus):

“Os cruzeiros são mais de 60 e se lhes juntarmos os calvários ainda existentes com as cruzes das estações da via sacra serão três vezes mais.

Destacam-se o de Salto, Pondras, Mourilhe, Codessoso de Meixedo, de Montalegre, o da Interdependência da Vila da Ponte, Negrões, Meixedo, Sabuzedo, Santa Marinha, Santo André, Penedones, Antigo de Serraquinhos, Sezelhe, Travasços do Rio, Vila da Ponte, Bustelo e Parafita!

 

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Mais à frente, num capítulo intitulado “As àguas” diz-se o seguinte:

 

“As Águas

Para além do Parque Nacional a natureza continua presente em Barroso. Nos grandes planaltos nascem os rios, como é o caso: na segunda maior serra nacional – o Larouco, nasce o segundo maior rio nacional – o Cávado; ali bem perto nasce o Regavão e logo ao lado o Beça – três rios extremamente ricos que a administração pública alienou prejudicando os montalegrenses: neles se fizeram enormes barragens para fornecer energia aos grandes centros e às zonas industrializadas mas o fornecimento de energia que nos reservaram é deplorável; depois, via Serviços Florestais e Aquícolas, lançaram nas nossas águas espécies assassinas de peixes que levaram à extinção os maravilhosos e incomparáveis escalos e trutas indígenas; as gigantescas albufeiras ocuparam alguns dos nossos melhores vales de cultivo e de forragens. Enquanto isso, o barrosão emigra…e “come o pão que o diabo amassou pelo mundo além”! Agora vem aí outra “agressão” se os homens bons desta terra (a começar pelo Presidente da Câmara) se não acautelarem!...A mãe de todas as barragens barrosãs – a Barragem de Pisões – vai dar água a metade do distrito de Vila Real! Primeiro ficámos sem os campos, agora pagamos a energia (fraca e incerta) tão cara como os mais e, mais tarde, nem campos, nem peixes, nem água!!! A ver vamos! (…)

 

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E continua:

(…) Apesar de tudo ainda temos mais de mil fontes por esses recantos e algumas, que abasteceram as povoações, merecem uma visita! São as fontes de mergulho ou de chafurdo: em Mourilhe, Arcos, Vila da Ponte, Meixedo, Telhado, Viade de Baixo… Quase todas as povoações tinham a sua.

 

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Num outro capítulo intitulado “Factos” vem um triste facto do qual já tínhamos dado conta mas sem pormenores:

“Factos

(…)

 

“Incêndios de Mourilhe” - anos 1854 e 1875

No dia 4 de abril de 1854 a povoação ficou reduzida a cinzas.

Reconstruída por subscrição pública, no Minho e Trás-os-Montes, voltou a ser devorada pelas chamas, em 4 de julho de 1875, salvando-se apenas quatro casas e a igreja de s. Tiago.

 

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Aos pirómanos que ainda por cá vão resistindo, damos como exemplo esta mártir povoação. No dia 4 de Abril de 1854, ficou reduzida a cinzas, a igreja incluída. Reconstruída por subscrição pública, em terras do Minho e Trás-os-Montes, voltou a ser devorada pelas chamas, em 4 de Julho de 1875, apenas se salvando desta vez quatro casas e a igreja!

 

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E continua:

 

O Aquilégio Medicinal dá notícia dos efeitos curativos da fonte desta Igreja que foi benzida “(consagrada) por São Braz” e produz milagrosas curas nas moléstias da garganta. Não conseguimos descobrir como é que o bispo Arménio São Braz cá teria chegado trezentos anos depois de Cristo, visto que foi martirizado, em 316. Em lembrança do seu martírio, as cardadeiras e tecedeiras escolheram-no para seu patrono e advogado das gargantas doentes. Por isso, se diz, quando a criança se engasga:

 

São Braz te desafogue

Já que Deus não pode!

 

Em tempos, Mourilhe foi Comenda de Cristo e levantava rendas em metade

da povoação de São Pedro da freguesia de Contim.

 

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Pela certa que mais haveria para dizer e muitas estórias para contar sobre Mourilhe, mas ficamo-nos por aqui, pois tal como os mais velhos me ensinaram a respeito das refeições, ou seja,  em terminá-las antes de ficarmos saciados para assim saberem melhor e não perdermos o apetite às próxima refeições. Pois também por aqui devemos deixar um bocadinho para termos um pretexto para de futuro tornarmos a ir por Mourilhe e pelo Barroso.

 

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Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2006), “Montalegre” : Edição do Município de Montalegre.

 

1600-p-fontes-mouri (320)

 

Sites

http://padrefontes.com/default.asp

 

 

1600-mourilhe (104)

 

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:59
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Sábado, 30 de Setembro de 2017

Couto de Ervededo - Chaves - Portugal

1600-COUTO (558)

 

Hoje é dia das aldeias mas também dia de reflexão, num dos dias e momentos mais altos que a democracia tem, o de podermos refletir e decidir livremente em quem votar e desta vez é nos nossos, na nossa gente, na gente do nosso concelho, daí termos responsabilidade acrescida, pois é o nosso futuro mais próximo que está em causa, dai o nosso direito ao voto ser também um dever.

 

1600-COUTO (559)

 

Deveres e direitos que nos deixam com algumas expectativas mas também com alguns receios, não quanto aos candidatos às freguesias mas pelos candidatos à Câmara Municipal, pelas suas propostas e pela ausência delas, principalmente no que diz respeito ao mundo rural e a uma proposta de um futuro sustentável. Muita cidade, pouco mundo rural. Somos transmontanos, vivemos no seu interior, vivemos duplamente o interior e a interioridade e quer queiramos ou não, Chaves é um concelho rural.

 

1600-COUTO (533)

 

E passemos à nossa aldeia de hoje, ao Couto de Ervededo, que já várias vezes passou aqui pelo blog mas que já há algum tempo que não trazíamos aqui, não pela falta de motivos, mas porque não tem calhado.

 

1600-COUTO (567)

 

Pois hoje o Couto está aqui novamente  com mais alguns motivos que escaparam às anteriores escolhas e que merecem ser conhecidos, não só estes motivos mas muitos mais, bem como a aldeia no seu conjunto e que facilmente se podem incluir num dos roteiros mais interessantes para um passeio de uma manhã ou tarde de fim-de-semana.

 

1600-COUTO (195)

 

E disse num dos roteiros porque para aquelas bandas há vários roteiros interessantes, onde além das aldeias mais próximas como a Agrela e a Torre, temos também Calvão, Castelões, Soutelinho da Raia e Seara Velha, por um lado, mas também Vilela Seca, Vilarelho da Raia e Cambedo, mas ainda o roteiro dos santuários da Srª da Aparecida, Srº do Engaranho e S.Caetano, Pense nisso, e até pode ser hoje, dia de reflexão para poder também refletir um pouco sobre as nossas aldeias. E amanhã não deixe que os outros decidam por si e vote.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:25
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