12 anos

Sábado, 24 de Junho de 2017

Calvão, Chaves, Portugal

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Hoje vamos fazer uma breve passagem por Calvão, com duas imagens da aldeia e uma do Santuário da Nossa Senhora da Aparecida.

 

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Calvão que não duvido nada em apontá-la como uma das aldeias  mais interessantes do concelho de Chaves, com alguns ponto de interesse que se destacam, como o conjunto do casario, o largo do cruzeiro com o respetivo cruzeiro e fonte, a capela do cemitério, alminhas, as cruzes da Via Crúcis, as fontes de mergulho e restantes fontes do Estado Novo.

 

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Mas penso que o destaque principal vai mesmo para o Santuário da Nossa Senhora da Aparecida construído para celebrar e acolher os devotos do aparecimento da Virgem Maria a três pastores: Manuel, Maria Rosa e Teresa Fernanda. Muito semelhante ao que aconteceu em Fátima, mas com uma diferença importante, em Calvão aconteceu em 1833, quase 100 anos antes do aparecimento de Fátima, ou seja, esta de sermos vítimas da interioridade já vem de há muito, mas também a Igreja, por outros interesses, não valorizou o aparecimento da Virgem Maria em Calvão. Mas não deixa de ser curioso que os acontecimentos de Fátima seja uma cópia dos acontecimentos de Calvão, até nos pastores, no número de pastores e no sexo.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 18:27
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Sábado, 17 de Junho de 2017

Bustelo - Chaves - Portugal

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Na nossa ronda pelas aldeias de Chaves, hoje toca a vez a Bustelo, uma das aldeias da periferia de Chaves, encostada à montanha para deixar livre um pequeno mas fértil vale.

 

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O que tínhamos a dizer sobre a aldeia já o fomos dizendo em posts anteriores dedicados a Bustelo, aldeia e freguesia. Para não nos repetirmos ficam aqui os links para alguns desses posts:

 

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http://chaves.blogs.sapo.pt/285549.html

http://chaves.blogs.sapo.pt/765714.html

http://chaves.blogs.sapo.pt/365205.html

 

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Hoje ficam mais quatro olhares sobre a aldeia entre os quais uma vista geral tomada desde terras de Outeiro Seco.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:06
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Sábado, 3 de Junho de 2017

Bóbeda - Chaves - Portugal

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E hoje vamos passar por Bóbeda com os três olhares do costume. Sei que são poucos olhares para uma aldeia, mas relembro que todas as aldeias do concelho de Chaves já passaram por aqui várias vezes com pelo menos um post alargado.

 

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Mas há sempre um olhar que escapou às nossas anteriores seleções e outros, que embora já tivessem passado por cá, agora têm uma nova apresentação com um novo tratamento.

 

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Mas são sempre imagens que, por uma ou outra razão, despertaram o nosso interesse e o nosso clique e que esperamos serem do vosso agrado.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:36
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Sábado, 27 de Maio de 2017

Bobadela de Monforte - Chaves - Portugal

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Mais um sábado e cá fica mais uma das nossas aldeias. Hoje, manda a ordem alfabética que seja Bobadela e para que não haja confusões com outras Bobadelas, esta é a de Monforte, lá no alto planalto de Monforte onde o Castelo com o mesmo nome é Rei e Senhor.

 

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No limite do concelho de Chaves tem as terras de Valpaços como vizinhas, já com ares de terra quente, mas nem por isso deixa de sobre dos rigores dos nossos frios Invernos.

 

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É mais uma das aldeias que tem a Est. Nacional 103 com principal ligação à cidade de Chaves, mas sem que esta passe pela aldeia, mas nas proximidades, tal como próximas são as aldeias de Tronco, Vilar de Izeu, Bolideira e Nozelos, esta última já do concelho de Valpaços.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 16:22
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Sábado, 20 de Maio de 2017

Avelelas - Chaves - Portugal

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Esta coisa de andar aqui pelo blog já vai a caminho de 13 anos. Inicialmente apenas dedicado à cidade de Chaves, cedo me dei conta que este espaço não focaria completo se não incluísse aqui as nossas aldeias. A ideia tinha pernas para andar, apenas era necessário ir por essas aldeias adentro à caça de algumas imagens que melhor as caracterizasse.

 

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Foi um trabalho ao qual me dediquei intensamente nos primeiros anos do blog, pelo menos até completar o levantamento das nossas quase cento e cinquenta aldeias, mas, com o tempo, fui-me dando conta  que na recolha inicial, a algumas aldeias  faltavam alguns pormenores, noutras alguma inspiração, noutras faltou algum tempo para ter sido uma recolha completa.

 

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Claro que teria que repetir as minhas voltas a algumas, para ser sincero a muitas aldeias, e retomei a caminha de nova recolha, esta feita com mais calma e até com outro olhar, mais apurado, pois ao longo do tempo também fui apurando o olhar, principalmente no saber aquilo que queria captar, mas mesmo assim, algumas aldeias foram ficando para trás. Avelelas foi uma dessas aldeias que foi ficando para trás, mesmo assim, passei por lá pelo menos três vezes em três anos diferentes, para ser mais preciso e segundo a data dos aquivos das fotos, fui lá de dois em dois anos (2006, 2008 e 2010) mas sempre me pareceu faltar alguma coisa.

 

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Assim, há dois anos atrás (2015) numa das tardes disponíveis, em finais de agosto de 2015, decidi completar o levantamento fotográfico com aquilo que me parecia faltar, não só nas Avelelas, como também em Oucidres e Vilar de Izeu, mas parece que o destino estava traçado a não ser ainda nesse dia que iria completar tal levantamento, e não aconteceu mesmo.

 

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Acontece que quando comecei a aproximar-me  da aldeia  vi que um  grande incêndio a rodeava e ameaçava até entrar pela aldeia adentro, incluindo a própria estra de acesso estava cortada com chamas de ambos os lados e um grande aparto de bombeiros. Aqui por ficar onde me era possível ficar, no cruzamento para a Sobreira e para o Castelo de Monforte e daí não arredei pé até ao anoitecer. Claro que as Avelelas ficaram novamente adiadas e nesse dia na recolha de imagens, apenas contava terra queimada, fumo, chamas e bombeiros. Assim, mais uma vez vamos até às Avelelas, mas com imagens de arquivo com a promessa de um dia lá voltar.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:05
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Sábado, 15 de Abril de 2017

Argemil da Raia - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado, cá fica mais uma aldeia que para uns é simplesmente Argemil mas muitos, exigem, que seja como deve ser – Argemil da Raia.

 

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E ser da raia não é apenas ter a Galiza ali ao lado, pois é muito mais que isso, é mesmo ter a Galiza ali ao lado, é ter mais um povo irmão, é fazer parte da História da Raia, é ter muitas estórias que só na raia podiam acontecer, por isso, ser Argemil da Raia é muito mais que ser simplesmente Argemil.

 

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Mas também este ser da Raia começa a ser coisa da História, coisa do passado, embora recente. Contudo, tudo continua igual, ou quase. A Galiza continua ali ao lado, o povo irmão também continua lá, a História da Raia ficou registada e as estórias continuam a existir para serem contadas,  apenas a clandestinidade do atravessar de uma linha se tornou legal, mas fez toda diferença.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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Sábado, 18 de Março de 2017

Almorfe - Chaves - Portugal

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Toma-se a Nacional 314 em direção à Serra do Brunheiro, passa-se o Peto e Lagarelhos, e lá em cima, já no planalto a caminho das Terras de Montenegro, um pouco antes de France e um pouco depois do posto de abastecimento de combustível há uma placa de estrada que aponta para a direita onde diz “Almorfe”. É essa a nossa aldeia de hoje.

 

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Na minha tarefa de percorrer todas as aldeias do concelho de Chaves, Almorfe foi a última a ser visitada. Não por qualquer razão em especial, mas foi ficando para o fim e acabou por ser a última, isto há 10 anos atrás e, confesso, que foi a única vez que lá fui.

 

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E se as nossas aldeias estão cada vez mais esquecidas, despovoadas e envelhecidas no que toca à sua população, mas também às próprias aldeias, pois também elas envelhecem, estas, como Almorfe, que não calham junto a estradas principais ou no caminho de outras terras, são muito mais esquecidas.

 

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Poderão ser aldeias pequenas e esquecidas por muitos, mas aqui o blog não se esquece delas e quando toca a fazer uma ronda por elas, vamos a todas, nem que seja com recurso às nossas imagens de arquivo, como é o caso de hoje.

 

No próximo sábado toca a vez à Amoinha Velha, curiosamente bem perto de Almorfe, lá em cima, no Planalto do Brunheiro.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:41
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2017

Adães em três imagens

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Seguindo a ordem alfabética das nossas aldeias, hoje toca a vez de trazer aqui Adães com três imagens, que tal como aconteceu com a Abobeleira, fica uma a cores, uma a p&b e outra em arte digital.

 

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Três olhares sobre Adães, de arquivo, resultantes de algumas passagens pela aldeia à qual falta ainda um post prometido e que um dia destes acontecerá.

 

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Post prometido sobre a Casa dos Candeias da qual hoje fica uma imagem da sua capela.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:06
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Sábado, 6 de Agosto de 2016

Fernandinho!

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Hoje em jeito de provocação começo com esta, com a grafia da oralidade passada a escrita. “Fernandinho vai ó binho, parte o copo p’lo caminho, ai do copo ai do binho, ai do cu do Fernandinho”. É a minha “vingança” para todos os que aquando puto me cantavam isto à minha passagem. Mas como sempre, de bom encaixe, eu até gostava desta lengalenga, até a achava simpática. Claro que isto nada tem a ver com a nossa aldeia de hoje – Fernandinho – a não ser a coincidência que o topónimo da aldeia tem com a personagem da lengalenga. Contudo, graças ao topónimo, sempre senti um certo carinho e curiosidade por esta aldeia.

 

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Confesso que das primeiras vezes que lá fui saí de lá com impressões confusas. Aldeia pequena, com uma rua de risca ao meio a passar por meia dúzia de casas, uma fonte interessante e a terminar lá no alto da Capela, de onde as vistas eram interessantes. Lembro-me ter brincado com imagem do burro que tinha ficado esquecido no recreio da escola e pouco mais. Fui por lá três a quatro vezes e saí de lá sempre com as mesmas sensações, mas a insistência vale a pena, pois uma das sensações era a de que a aldeia tinha de ser mais do que aquilo que aparentava, é de facto é verdade, na nossa última visita, em maio passado, tivemos a sorte de encontrar a aldeia com gente dentro, coisa que nas últimas visitas não tinha acontecido, e fez toda a diferença.

 

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Penso que ainda devia este post à gente que nos recebeu. Este e outros que pela certa ainda acabarão por acontecer num futuro próximo destes sábados dedicados às nossas aldeias flavienses e à sua gente. Gente que até nos levou ao “binho”,  que entornei com toda a satisfação do mundo para poder ser apreciado na frescura da adega.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 15:45
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Sábado, 9 de Julho de 2016

Alanhosa - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado vamos até mais uma das aldeias do nosso concelho, privilegiando a imagem, porque essa será a que fará memória futura de como foram as nossas aldeias.

 

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Eu sei que a palavra escrita não é qualquer vento que a leva, mas por muito descritiva que seja, nunca conseguirá vencer a força da imagem e depois estou farto de andar por aqui a dizer o mesmo e por muita razão que até possa ter, como julgo que tenho, os poderes instituídos estão-se a marimbar (para não dizer outra palavra) para as nossas aldeias, para o interior e para a nossa gente.

 

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Os políticos  apenas falam das preocupações do mundo rural e do interior  quando se propõem ser eleitos, e não importa ser de esquerdas ou direitas, aqui ou em S.Bento, após chegados ao poder, os seus interesses passam a ser outros, mas há interesses  que eles sempre salvaguardam e outros nos quais se empenham em construir  – os seus próprios interesses e o futuro após poder. E se querem exemplos, basta ver o que fazem hoje os ex-governantes e ex-presidentes de Câmara.

 

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Embora não prometa silêncio, pois há vezes que temos mesmo de explodir em palavras, as aldeias continuarão a marcar aqui presença,  a dizer presente e a mostrar que, embora pouca, ainda têm gente dentro, como é o caso da nossa aldeia de hoje, no planalto da Serra do Brunheiro e que dá pelo topónimo de Alanhosa.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:36
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Sábado, 14 de Maio de 2016

Chaves rural, era uma vez...

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Hoje comi favas, é tempo delas, de chegarem à mesa para serem mais uma das nossas iguarias. Uma sopinha de favas ou uma fabada, não há melhor. Ontem quando as vi em cru cresceu-me água na boca, mas hoje quando as comi, fiquei desconsolado… pois ainda me lembro das favadas que a minha avó e a minha mãe faziam quando eu ainda era miúdo, feitas com alguma arte, é certo, mas com outros acrescentos que a(o)s cozinheira(o)s de hoje já não têm, e daí, o discurso de hoje sobre o nosso mundo rural, mais que de saudade é de desilusão.

 

Este discurso de fins-de-samana sobre o nosso mundo rural tende cada vez mais a ser pessimista, a cada vez mais ser deprimente. Todos os sábados farto-me de aldrabar por aqui com imagens e estórias de um mundo que já acabou, que já não existe mais, que não será possível recuperar. Aqui e ali vão restando uns resquícios da cultura do povo transmontano, apenas isso em dois ou três resistentes já meios tolhidos pela idade,  um povo por excelência que se apoiava na sua terra, na sua singularidade e genuinidade, nos seus saberes e no comunitarismo, pois a vida difícil de viver atrás dos montes numa terra ingrata,  a isso obrigava.

 

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Na distância e ausência da coisa fácil das cidades que a troco de dinheiro se compra(vam) sabores, saúde, educação, diversão, sensações e até a própria vida, o mundo rural trabalhava os pequenos vales e montes para deles tirar o sustento da sua sobrevivência e vivia em comunhão com gente, porcos, vacas, ovelhas, cabras, burros, gatos, galinhas, cães, cavalos, patos, perus e demais animais que um dia também eles pudessem ir à mesa das refeições ou pudessem ajudar no árduo trabalho de revirar a terra para todos os anos, por volta do mesmo dia, semearem e colherem os seus frutos.

 

E assim a gente lá ia andando na sua roda viva dos afazeres diários, que eram mesmo diários sem semana à inglesa, pois a bicheza assim o exigia, e todos, os animais, pessoas adultas, crianças e idosos, tolhidos dos membros, maleitas ou até da cabeça, sem exceção, contribuíam para a mesa lá de casa e quando nas colheitas eram necessárias muitas mais mãos e corpos para o trabalho, os vizinhos apareciam sempre para dar uma ajuda. Entretanto os porcos na corte faziam estrume para as terras enquanto engordavam para no inverno irem ao banco, as vacas e bois, quando não tinham de fazer parelha para puxar os carros de trabalho, ou individualmente puxarem ao arado, eram tocadas para os lameiros, a ovelhas e cabras iam para o monte, os cães faziam de companhia, davam alarmes,  marcavam e  guardavam o seu território e os do seu dono, guardavam e protegiam o gado do ataque dos lobos,   galinhas, patos e perus além de um dia servirem de manjar, punham ovos e comiam os restos das refeições, cascas, sementes e fruta rejeitada, os gatos lordes que são, dormiam ao sol mas de olho na casa e nos baixos que mantinham livres da bicheza pequena dos roedores, cavalos e burros serviam para o transporte de mercadorias e pessoas.

 

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Tudo isto era suficiente para se viver e se mais terras houvessem, mais se cultivavam, e mais filhos se faziam para as trabalhar. Vida dura e difícil, feita de sol a sol, onde só as noites, os dias de chuva intensa ou os grandes nevões davam algum descanso, no entanto, à sua maneira, viviam felizes, e com a fé que todos tinham, rezavam e agradeciam o pão que sempre chegava à mesa e que Deus e a natureza os livrasse, a eles, às suas culturas e à bicheza lá da terra das pragas e doenças, preces que ouvidas ou não, eram sempre agradecidos ao santo de devoção ou padroeira da aldeia, acrescidos de festa rija, com missa e procissão, foguete no ar, banda no coreto, cabrito e outros pormenores à mesa.

 

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Mas o que mais surpreendia era a criatividade que este povo, cultura, rural tinha. Nos tempos menos abastados ou de escassez do que a terra dava,  inventava sabores para não ter à mesa, todos os dias, apenas, o pão que o diabo amassou. Do porco, animal sagrado sem direito a devoção, aproveitava-se tudo, sem exceção, e, pelo menos, desde o Natal até à Páscoa garantia ricas iguarias á mesa, qual delas a melhor. Cabritos, cordeiros e leitões, para os dias de festa, embora os últimos dessem sempre algum dinheiro que dava sempre algum jeito e depois havia que guardar alguns para engordar. Frangos e coelhos enquanto os havia, para o dia a dia, as galinhas poedeiras escapavam ao repasto e apenas depois de velhas davam boas canjas,  galo para dias especiais, o peru para o natal e por aí fora… Isto quando havia bicheza para ir à mesa. As invenções aconteciam quando como quase do nada faziam verdadeiras iguarias, que hoje, algumas, são imitadas com mais sustento. Os milhos, fabadas, palhadas, omeletes, tomatadas, castanhas, tortulhos, batatas à espanhola e as punhetas de bacalhau, sopas e caldos, para além daquilo restava na salgadeira ou dos fumados de porco que durante todo o ano, regados ou cozinhados com o azeite, cebola e alhos da colheita iam dando sabor a autênticas iguarias feitas de quase nada, onde até a carne gorda podia ser um petisco, sem esquecer a magia das ervas aromáticas que tinham sempre à mão.   

 

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O engraçado disto tudo é que estes pratos considerados pobres e de pobres, hoje são servidos em bons e finos restaurantes como entradas, ou mesmo como prato principal, que embora não sejam maus, estão a anos luz do sabor e mestria com que eram confecionados com os produtos genuínos que a gente genuína do mundo rural tinha e que saiam das suas hortas e cortes, ao contrário dos de hoje, de estufas, aviários e outros que tais.

 

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Engraçado também, com graça deprimente, é que esses pratos pobres, poulas, hortas, cortes e muito suor deste povo do mundo rural deram de comer e pagaram muitos estudos a doutores e engenheiros que, hoje chegados ou estando no poder (politico ou outro) depressa se esqueceram de como eram bons os milhos comidos à luz da candeia e deixam morrer o mundo rural que lhes permitiu hoje, engravatados,  estarem onde estão.    

 

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De vez em quando, lá de Lisboa e de outros locais onde os poderosos se apoleiram, dizem ser urgente agir contra o despovoamento do interior e do mundo rural. Palavras ditas sem sentir e sem sentido, pois o que lhes vai na mente são outras ambições. Àquilo a que poderíamos e deveríamos apelar, já é muito tarde para o fazer. Já se perdeu, quase toda,  a genuinidade da cultura do povo rural, Já lhes começa faltar-lhe tudo e os pouco resistentes que resistem já não têm tempo ou estão tolhidos para salvar o que resta dessa cultura. Aquilo que supostamente hoje se possa fazer pela cultura deste povo interior, é o que se poderá fazer e oferecer em qualquer parte do mundo, de forma igual, globalizada, cómoda, muito cómoda porque onde quer que formos teremos mais do mesmo, o mesmo sabor, o mesmo saber, sem a singularidade e genuinidade das terras, dos produtos, do modo de fazer e outras singularidades que fazia os seus sabores diferentes, feitos com diferentes saberes e uma cultura, não uma coisa desinteressante, globalizada,  chata  e que se repete em todas as esquinas, sempre desenxabidas e artificiais.

 

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Também por cá, na terrinha, de vez em quando, se vem com a treta de se ter de olhar para o mundo rural, para o presunto de Chaves, para a couve penca, o grelo da veiga e a batata da montanha, para o  pastel de Chaves, o melhor fumeiro e folar de Portugal e arredores, o mesmo que outras terras desse nosso Portugal dizem, mas a realidade é que quando queremos comprar um desses afamados produtos regionais,  o presunto de Chaves nem vê-lo nem cheirá-lo, as couves são da mesma estufa que fornecem Lisboa e o Algarve, as batatas vêm de Espanha, os grelos de genuínos só tem o fio azul com que fazem os molhos, folar já começa a ser igual em qualquer terrinha a que se vá. Quanto ao fumeiro, com as exigências da lei e as preocupações que se tem com o pessoal que o faz e onde se faz, com cozinhas xpto, gorro na cabeça, luvas nas mãos, qualquer dia, em vez do reco do matadouro,  já se faz sem reco e sem fumo, e quer seja aqui ou no Barroso, em Vinhais, nas Beiras ou no Alentejo, o fumeiro certificado começa a ser todo igual e bem longe das chouricinhas e alheiras que a minha avó fazia com o reco da corte, sem luvas e touca na cabeça e fumado com a boa lenha do monte, em lareiros colocados por cima dos escanos a pingar gordura sobre as cabeças de quem o fazia.

 

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Restam os famosos pastéis de Chaves que sobre eles dava para escrever meia dúzia de romances e muitos mais livros de ficção. Pena que a origem dos pastéis de Chaves não fosse um tema obrigatório para os contos que os escritores galegos e outros deste Portugal,  foram convidados há dias pelo Altino para  às custas do município passarem uns dias em Chaves. Seria um bom desafio. Seja como for o pastel está certificado e como diz o nosso amigo do Celeiro que tem lá quatro pastéis dentro duma gaiola – “Não cantam mas são uma delícia” (penso que é isto que diz, se não for é parecido). Pois quanto à sua genuinidade, a acreditar pelo que dizem as dezenas de casas que o fazem em Chaves e não só, cada uma delas diz fazer o verdadeiro pastel de Chaves, quer isto dizer que deve haver por aí muito pastel falso e que os outros que fazem nas outras casas não é o verdadeiro, é parecido, bom, mas não é verdadeiro. Pois eu vou mais longe, e tal como o resto (fumeiro, presunto, etc), todos são pastéis de Chaves e embora, repito,  sejam bons, nenhum é genuíno pela simples razão de os ingredientes não o serem. E fico-me por aqui.

 

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Quanto às imagens de hoje, é um pouco ao calhas, uma foto daqui, outra dali, mas todas de cá,  do nosso mundo rural flaviense, esta sim, genuínas, tal como os nossos resistente e o despovoamento também bem verdadeiro.

 

Resto de um bom fim de semana, hoje com muita festa cá por Chaves e em várias frentes, mas a maior, claro, é a do regresso de Chaves à I Divisão, com reco no espeto, foguete no ar e música nos palcos.  

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 18:58
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Sábado, 7 de Maio de 2016

Santiago do Monte e Companhia...

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Nem sei por onde começar. É sempre assim quando vou pelas aldeias e é sempre assim com as trago aqui ao blog, e o porquê é muito simples - é tudo uma questão de sentimentos.  Posto assim o problema pode parecer fácil de resolver, pois é só uma questão de dar liberdade a esses mesmos sentimentos e eles começariam a fluir em escrita. Pois, só que, quando os sentimentos são contraditórios, aí tudo se complica.

 

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Antes de começar a escrever este post trazia na algibeira meia dúzia de palavras que me poderiam servir de mote. Esbarrondar, amor, partir, abandonar, resistentes, saudade, tristeza, solidão, recordar, revolta, ingratidão… e até sei onde as usaria, mas com nenhuma conseguiria transmitir aquilo que verdadeiramente se sente, ou sinto, quando vou pelas aldeias e quando as trago aqui ao blog.

 

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 Imagem de arquivo do ano de 2008

Estive para começar pela palavra esbarrondar por ser o verbo que mais oiço conjugar pelos resistentes. O esbarrondar das casas e veio-me depois à lembrança o provérbio:  "A casa é a sepultura da vida". Um provérbio que dá para pensar e foi nesse mar de pensamentos que me perdi para arranjar as palavras deste post. Mas cheguei a algumas conclusões, e uma delas,  é o amor que as casas têm por nós, tanto quanto o amor que nós temos por elas, e quando esse amor deixa de ser correspondido, ou lhe retiram a vida que abrigavam, sente-se abandonadas, desamadas, entristecem, desleixam-se, deprimem-se e esbarrondam-se, que é como quem diz – morrem – e transformam-se na sua própria sepultura.

 

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 Imagem de arquivo de julho de 2015

Vem-me agora à lembrança um poema do nosso grande poeta na pessoa de Álvaro de Campos, precisamente um que se refere à vida e à morte, mas de gente,  e que a página tantas diz: “(…) Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!/Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém…/ sem ti correrá tudo sem ti./”. Se com a gente assim é, com as casas não, e tudo será diferente sem as casas no sítio em que nasceram, sem as pessoas lá dentro, sem vida. Mas bem pior que a morte de uma casa, é a morte de outra casa, a sua vizinha, e depois outra e depois a seguinte, como um mal que se pega e que leva tudo a eito. E isto já não é ficção, começam a ser palavras de um mundo que acabou.

 

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Mas vamos então até à nossa aldeia de hoje, onde os sinais dos novos tempos cada vez se acentuam mais, onde as casas começaram a morrer, tal como na grande maioria das nossas aldeias, principalmente as de montanha e lá diz o povo “o mal de muitos consolo é” mas convém não esquecer que o mesmo povo também diz “Mal de muitos, triste consolo”.

 

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Penso que ficou bem explicada a tal contradição de sentimentos nesta coisa de ir pelas nossas aldeias e de as trazer aqui ao blog, e nem é tanto pela morte das casas, pois outras poderiam nascer no seu lugar, mas antes, e aí sim lamento e todos iremos lamentar, pela morte da cultura de um povo, das suas tradições, dos seus saberes, da sua genuinidade e singularidade.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:26
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Sábado, 30 de Abril de 2016

Matosinhos - Chaves - Portugal

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Hoje vamos abrir a porta a Matosinhos, uma aldeia de montanha do nosso concelho de Chaves.

 

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E uma vez aberta a porta damos uma voltinha pela aldeia. Mais uma, pois já não é a primeira vez que vamos por lá e também não será a última.

 

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Porta que já não abre é a da escola. Infelizmente, tal como quase todas as escolas das nossas aldeias, uma a uma, foram fechando as suas portas. Sinais da baixa taxa de natalidade mas também sinal de despovoamento rural. Males dos tempos modernos.

 

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E temos pena ver assim a morte lenta das nossas aldeias. Pois temos, não temos é o poder de resolver o problema, mas pelo menos podemos denunciá-lo.

 

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 Resta-nos a natureza, que essa, sempre nos vai surpreendendo pela positiva.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:30
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Sábado, 23 de Abril de 2016

Sanjurge, Bairro ou Aldeia?

1600-sanjurge (215)

 

Depois de tratar as imagens de hoje, estive tentado a fazer um discurso sobre a fotografia, mas não, não vou por aí pela simples razão de hoje trazer aqui … de hoje trazer aqui. Pois, se fosse há uns poucos anos atrás não hesitaria em dizer  que hoje trazia aqui a aldeia e freguesia de Sanjurge, mas hoje questiono-me se poderei dizer o mesmo, pois graças às ordenanças  de Lisboa, àquela de ter de diminuir ao número de freguesias para sairmos da crise, ou contribuir para, teoricamente Sanjurge deixou de ser aldeia e freguesia para passar a fazer parte de uma sociedade urbana, do tipo Santa Cruz/Trindade e Sanjurge, Ldª. O Ldª é meu, o resto é real.

 

1600-sanjurge (44)-f

 

Há coisas que nunca chegarei a entender. Uma é a da realidade não ser absoluta, pelo menos aqui em Portugal  onde há sempre duas realidades, por exemplo nesta questão das aldeias do  interior e o próprio interior no seu todo versus litoral. Há quem lhe chame o Portugal de duas velocidades, mas eu vou mais longe e chamo-lhe de duas realidades – uma aquela com que nos vemos e outra aquela com que desde Lisboa nos veem, uma são os nossos interesses, outra são os interesses de Lisboa e, começo a pensar que esta do despovoamento rural foi planeada à má fé desde Lisboa. Mas esta minha teoria dava páginas de discussão, mas a realidade, e aqui é absoluta, a continuar tudo como até aqui, as aldeias vão passar à história.

 

1600-sanjurge (32)

 

Mas vamos de novo a Sanjurge e à tal sociedade Santa Cruz/Trindade e Sanjurge, Ldª., pois este negócio também não o entendi. Então há anos atrás a freguesia de Outeiro Seco era composta pela aldeia de Outeiro Seco e Santa Cruz. Cozinhou-se então um negócio em que Outeiro Seco perdia Santa Cruz e esta unia-se à Trindade (um bairro da cidade), para formarem uma nova freguesia. Até aqui tudo bem, pois além de, religiosamente falando,  se juntar a Santa Cruz à Trindade, os dois bairros estavam na realidade (absoluta)  juntos, e Outeiro Seco ficava lá com a sua ruralidade e as suas poulas mas também, pela certa, ganhou alguma coisa com o negócio.  Mas para concluir, aquando da recente união de freguesias, o mais lógico seria que a aldeia de Outeiro Seco retomar de novo Santa Cruz mais a Trindade, em vez de Sanjurge, que geograficamente até está separada de Santa Cruz/Trindade. Mas enfim, quem manda, manda, e manda bem, mesmo que isto não seja verdade.

 

1600-sanjurge (27)

 

Mas ainda há mais para eu não dar como entendido o tal negócio, pois fisicamente o território da nova freguesia de Santa Cruz/Trindade e Sanjurge está dividido por uma barreira chamada autoestrada em que deixa Sanjurge de um lado e Santa Cruz Trindade do outro. Mas enfim, quando os negócios são tratados por políticos, nunca são para entender, pois há sempre coisas (interesses) ocultas que os regem, e já diz o ditado que “o segredo é a alma do negócio” e se é segredo ninguém tem nada que saber.

 

1600-sanjurge (30)

 

Pois seja como for e negócios à parte, eu continuo a ir até a aldeia de Sanjurge, porque isto de ser aldeia não é bem o mesmo que ser um bairro da cidade. Podem ter certa parecença mas não é bem a mesma coisa. As aldeias têm alma própria, os bairros são arrabaldes.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:17
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Sábado, 16 de Abril de 2016

Curalha - Chaves - Portugal

1600-CURALHA (233)-1

 

Há locais e aldeias que frequento mais amiúde e hoje deixo-vos aqui oito motivos e outros tantos registos que me levam a isso.  Simultaneamente são imagem de marca de uma aldeia e da sua envolvência – Curalha, é a nossa aldeia de hoje.

 

1600-CURALHA (9)

 

Felizmente não é o único local e aldeia que tenho na manga como trunfo a puxar quando dele necessito. Não só pelas composições que proporciona onde há sempre uma nova para descobrir, mas também porque são locais onde vamos e regressamos sempre formatados, limpos, para encarar a cidade e o seu dia-a-dia.

 

1600-CURALHA (42)

 

Não que a cidade seja stressante e nos pressione como eventualmente pode acontecer com mais frequência nas grandes cidades. Chaves não é tão grande assim, felizmente ainda é uma cidade de província, mas também a vida destas mexem connosco, e,  de vez em quando, precisamos de respirar outros ares.

 

1600-CURALHA (445)

 

Os rios, a croa das montanhas e das serras, locais onde só o murmúrio das águas, do vento, das variadas melodias da passarada ou de um chocalhar perdido no meio de uma pastagem são possíveis e suficientes para silenciar e esquecer os ruídos da urbanos, quer sejam sonoros ou não.

 

1600-CURALHA (481)

 

Curalha tem algumas dessas ofertas. Muito rio, moinhos, a coroa do castro com a sua imagem de marca do pinheiro manso, mas também uma aldeia, onde nunca resistimos a deixar à margem e onde há também sempre um ou outro motivo que merece um registo.

 

1600-CURALHA (139)

 

Mas há também a memória de uma linha férrea, a Linha do Corgo e as estação do Tâmega, umas das mais importantes da altura, a par das estações das cidades e das vilas que a linha do Corgo servia. Felizmente e graças ao gosto e interesse de um privado,  o edifício da estação mantem-se e uma composição de máquina a vapor, uma carruagem e um vagão de mercadorias estão estacionado em frente à estação, para delicia de que a avista desde a E.N.103, dos fotógrafos ou de quem gosta de comboios e sobretudo tem saudades do comboio em terras flavienses.

 

1600-CURALHA (379)-1

 

Ainda do comboio resta a ponte de pedra sobre o rio Tâmega que hoje não coube aqui em imagem, mas que já mais vezes aqui trouxemos e iremos continuar a trazer, talvez numa próxima passagem por Curalha.

 

1600-CURALHA (513)

 

Ainda bem que existe a fotografia para podermos fazer estes registos e estas composições que ao visionarmos deixam um pouco do cheiro e sabor da realidade, mas como sempre digo e volto a afirmar, uma coisa é a fotografia e outra a realidade, mas esta, há que ir aos locais para a sentir.    

 

  

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:02
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