Sábado, 12 de Agosto de 2017

Casas de Monforte - Chaves - Portugal

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Quando iniciei esta nova ronda pelas nossas aldeias disse que traria aqui três imagens (uma a cores, uma a p&b e outra em arte digital)  e seguiria a ordem alfabética. Pois tenho cumprido no que diz respeito à ordem alfabética, mas quanto ao número de fotografia, nem por isso.  O facto é que vou vendo aquilo que tenho em arquivo e vou-me entusiasmando  com o que vejo, mas não só, pois por uma ou outra razão há aldeias que têm passado por aqui mais vezes enquanto outras vão ficando para trás, e para compensar esta falha, nesta nova ronda,  compenso com mais um ou dois olhares.

 

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Costumo dizer que neste blog cumpre-se tudo que se promete, mas como podem verificar há exceções, mas das boas, ou melhor, não cumprimos porque excedemos sempre aquilo que se promete.

 

1600-casas-monf (17)

 

 

Mas vamos lá até Casas de Monforte que pelo apelido toponímico ficamos logo a saber que se localiza em terras de Monforte, ou seja, terras das redondezas do Castelo de Monforte.

 

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Deixamos cinco imagens,  de arquivo, com um pouco daquilo que fazem as nossas aldeias, com as habituais alminhas, um dos traços da nossa cultura, uma janela da escola do tempo em que ainda havia alunos dentro, um largo onde tudo era possível acontecer, as tradicionais construções  de granito, as cores dos rebocos da casas e os becos castiços que fazem a singularidades das nossas aldeias. Apenas alguns motivos de muitos motivos que as aldeias nos oferecem.

 

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Casas de Monforte mais uma aldeia que fica nas proximidades das Nacional 103, mas que é necessário sair desta para a conhecer, mas que pode também ser aldeia de passagem se utilizarmos itinerários secundários, no caso a ligação a Paradela de Monforte.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:22
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Domingo, 6 de Agosto de 2017

Casas Novas - Chaves - Portugal

1600-casas-novas (82)

 

Os nossos pais e os mais velhos têm, ou acabam por ter sempre razão. A minha mãe sempre me disse que “quem dá a noite não pode dar o dia”, e é bem verdade, principalmente a partir de ser idade, e mesmo que a vontade queira  responder a certos apelos, o corpo não o permite, e não há como contrariar a natureza. Isto para dizer que ontem o corpo não me deixou marcar presença com mais uma das nossas aldeias flavienses, mas promessas são promessas e desde que não sejam de políticos, são sempre para cumprir. Não cumpri ontem, cumpro hoje, com a aldeia de Casas Novas.

 

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Casas Novas, uma aldeia à beirinha da Nacional 103, também uma estrada mítica que liga o litoral a Bragança, passando por Chaves, uma nova versão de uma das principais vias romanas (a  via XVII), só que construída quase mil anos depois. Mais ia eu dizendo que Casas Novas é a nossa aldeia de hoje, uma aldeia singular em termos arquitetónicos, onde o melhor do nosso casario solarengo ou abastado convive com o mais típico e rural.

 

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Casario solarengo, como o solar de estilo barroco que após muitos anos de abandono virou a Hotel Rural (conto a história deste solar aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/286402.html ) seguido de meia dúzia de casas rurais mais simples para logo de seguida darmos com o Solar do Vilhenas, um lindíssimo solar com capela virada para a rua principal da aldeia, e ainda outras casas que embora sem a riqueza arquitetónica dos solares são também belíssimos exemplares de uma arquitetura mais nobre, quer pela grandeza quer pela qualidade dos pormenores construtivos.

 

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Em caminhos paralelos a parte solarenga da aldeia convive com  toda uma aldeia típica transmontana, com o seu casario transmontano também típico onde o granito é rei  senhor, de uma aldeia virada para a agricultura e usufruindo da proximidade da cidade de Chaves, a 10 km, mas também da vitalidade que a Nacional 103 iam dando à aldeia, principalmente há umas dezenas de anos atrás em que era a principal via de acesso ao Barroso, a Braga e ao litoral.

 

 

 

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Sábado, 22 de Julho de 2017

Carregal - Chaves - Portugal

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Hoje vamos mais uma vez até Carregal, uma das nossas aldeias limite de concelho, neste caso na fronteira com o concelho de Valpaços, como quem vai para Carrazedo de Montenegro ou mais além, até Murça.

 

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Hoje vamos até lá com quatro imagens e algumas, poucas, palavras, mas Carregal é das poucas aldeias que não se pode queixar deste blog, pois quase desde o início da nossa existência que tem tido aqui um embaixador e contador das suas estórias e das suas gentes, a par de outras aldeias vizinhas e de quase todo o planalto da Serra do Brunheiro, embaixador esse que dá pelo nome de Gil Santos que todas as últimas sextas-feiras de cada mês traz aqui um novo conto. Pena outras aldeias não terem outros Gil para contar as suas estórias que não são mais que a própria história mas também uma radiografia da cultura rural deste interior transmontano, muito idêntico no seu seio, mas com as suas singularidades que fazem de cada aldeia uma aldeia única.

 

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Claro que com o despovoamento rural também estas estórias se vão perdendo, tanto mais que a grande maioria têm a ver com a vida do dia a dia dos seus atores e personagens que mais não são que as pessoas que as habitam, estórias com dias felizes e outros nem tanto ou mesmo  nada, pois o contrário também fazem parte dessas estórias, com dias difíceis de muita pobreza à mistura, mas todas elas castiças.

 

1600-carregal (113)

 

Assim, e mesmo sem imagens, as palavras também valem, e muito, pois aquela coisa que se costuma dizer que uma imagem vale mais que mil palavras, não é tão verdadeira assim,  há histórias de vida que nunca conseguirão ter tradução em imagem.

 

E se hoje ficamos com mais uma aldeia do concelho de Chaves, amanhã vamos até mais uma do Barroso.

 

Até amanhã!

 

 

 

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Sábado, 15 de Julho de 2017

Capeludos - Chaves - Portugal

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Neste andar pelas aldeias, no último sábado ficámos no Cando. Pois hoje descemos ao vale, atravessamo-lo, subimos o Brunheiro e já no seu planalto entramos na aldeia de hoje – Capeludos.

 

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É uma das onze aldeias da freguesia de Nogueira da Montanha, e não devo errar muito, se é que cometo erro, se disser que é a freguesia que  mais tem sofrido dessa maleita que se chama despovoamento.  Viver lá em cima, quase a mil metros de altitude, não é tarefa fácil, principalmente de inverno, o que faz com que, com mais facilidade, aceitem o convite da partida.

 

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Ficam três imagens de Capeludos, de arquivo, mais propriamente do ano de 2009. Começa a ser tempo de passar por lá outra vez, mesmo porque tenho a impressão que ficou muito por registar.

 

 

 

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Domingo, 2 de Julho de 2017

Cambedo - Chaves - Portugal

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No largo principal da aldeia, junto à capela, está uma pequena placa onde diz “ En lembranza do voso sufrimento – 1946 -1996”. Pelo texto facilmente nos apercebemos que não é escrito no português atual, e facilmente nos apercebemos que está escrito na língua dos vizinhos galegos do Cambedo, a aldeia que hoje trazemos aqui.

 

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Torga no seu Diário VIII a respeito de uma aldeia barrosã,  escreveu o seguinte: “Entro nestas aldeias sagradas a tremer de vergonha. Não por mim, que venho cheio de boas intenções, mas por uma civilização de má-fé que nem ao menos lhe dá a simples proteção de as respeitar”. Cada vez que entro no Cambedo lembro-me destas palavras de Torga, e mesmo tendo por lá amigos que sempre me receberam bem, continuo a entrar lá envergonhado, tal como Torga, não por mim, mas por uma civilização de má-fé que nunca fez justiça para com os pecados que cometeram nesta aldeia, mas também, por essa civilização de má-fé fazer de conta que nada por lá se passou e ter de ser os amigos galegos a reconhecer o seu sofrimento, enaltecer a sua história e afirmar esse reconhecimento oficialmente ao inscrever na toponímia galega, numa das suas principais cidades, a aldeia do Cambedo.

 

1600-cambedo art (2)

 

Mas “nós” somos assim, elogiamos e erguemos estátuas aos de fora, mesmo que cobardes e nos tivessem abandonado num momento de aflição quando tinham a obrigação de nos defender,  e esquecemos os nossos heróis e aqueles que sofreram por terem servido de bode expiatório de uma “guerra” que nem sequer era nossa. O município de Chaves e Portugal, devem um pedido de desculpas ao povo do Cambedo, e não é o povo do Cambedo que o exige, pois esse até prefere o silêncio como melhor forma de esquecer, mas é uma questão de justiça, que há muito é tardia.

 

1600-cambedo (391)

 

Hoje Cambedo é uma aldeia da raia seca com a Galiza, mas isto só aconteceu desde o Tratado de Lisboa ou tratado de limites de 1864, pois até aí era uma aldeia promiscua, ou seja, era em simultâneo pertença do Reino Português e do Reino Espanhol. Certo que a partir de 1864 passou a ser só portuguesa, mas para as ruas, casas e gentes da aldeia, a linha separadora da fronteira apenas existia nos tratados, pois o povo de um e outro lado, sempre foi o mesmo.

E sobre o Cambedo e os acontecimentos pelos quais lhes devemos um pedido de desculpas, não digo nada, pois já o disse em muitos posts neste blog e até num blog exclusivo sobre o tema. É certo que jornalistas,  antropólogos, historiadores, escritores (por exemplo Jorge de Sena) e outros mais atentos já lhe dedicaram livros, documentários televisivos e até já serviu para teses de doutoramento e outros trabalhos académicos, mas continua a ser vergonhoso que a grande maioria da população flaviense não saiba o que por lá se passou no  mês de dezembro de 1946…        

 

 

 

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Sábado, 24 de Junho de 2017

Calvão, Chaves, Portugal

1600-calvao (105)

 

Hoje vamos fazer uma breve passagem por Calvão, com duas imagens da aldeia e uma do Santuário da Nossa Senhora da Aparecida.

 

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Calvão que não duvido nada em apontá-la como uma das aldeias  mais interessantes do concelho de Chaves, com alguns ponto de interesse que se destacam, como o conjunto do casario, o largo do cruzeiro com o respetivo cruzeiro e fonte, a capela do cemitério, alminhas, as cruzes da Via Crúcis, as fontes de mergulho e restantes fontes do Estado Novo.

 

1600-calvao-art (1)

 

Mas penso que o destaque principal vai mesmo para o Santuário da Nossa Senhora da Aparecida construído para celebrar e acolher os devotos do aparecimento da Virgem Maria a três pastores: Manuel, Maria Rosa e Teresa Fernanda. Muito semelhante ao que aconteceu em Fátima, mas com uma diferença importante, em Calvão aconteceu em 1833, quase 100 anos antes do aparecimento de Fátima, ou seja, esta de sermos vítimas da interioridade já vem de há muito, mas também a Igreja, por outros interesses, não valorizou o aparecimento da Virgem Maria em Calvão. Mas não deixa de ser curioso que os acontecimentos de Fátima seja uma cópia dos acontecimentos de Calvão, até nos pastores, no número de pastores e no sexo.

 

 

 

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Sábado, 17 de Junho de 2017

Bustelo - Chaves - Portugal

1600-bustelo (223)

 

Na nossa ronda pelas aldeias de Chaves, hoje toca a vez a Bustelo, uma das aldeias da periferia de Chaves, encostada à montanha para deixar livre um pequeno mas fértil vale.

 

1600-bustelo (177)

 

O que tínhamos a dizer sobre a aldeia já o fomos dizendo em posts anteriores dedicados a Bustelo, aldeia e freguesia. Para não nos repetirmos ficam aqui os links para alguns desses posts:

 

1600-bustelo 130-art (8)

 

http://chaves.blogs.sapo.pt/285549.html

http://chaves.blogs.sapo.pt/765714.html

http://chaves.blogs.sapo.pt/365205.html

 

1600-bustelo (168)

 

Hoje ficam mais quatro olhares sobre a aldeia entre os quais uma vista geral tomada desde terras de Outeiro Seco.

 

 

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Sábado, 3 de Junho de 2017

Bóbeda - Chaves - Portugal

1600-BOBEDA (90)

 

E hoje vamos passar por Bóbeda com os três olhares do costume. Sei que são poucos olhares para uma aldeia, mas relembro que todas as aldeias do concelho de Chaves já passaram por aqui várias vezes com pelo menos um post alargado.

 

1600-BOBEDA (50)

 

Mas há sempre um olhar que escapou às nossas anteriores seleções e outros, que embora já tivessem passado por cá, agora têm uma nova apresentação com um novo tratamento.

 

1600-bobeda-100-art (7)

 

Mas são sempre imagens que, por uma ou outra razão, despertaram o nosso interesse e o nosso clique e que esperamos serem do vosso agrado.

 

 

 

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Sábado, 27 de Maio de 2017

Bobadela de Monforte - Chaves - Portugal

1601-bobadela-83-art (15)

 

Mais um sábado e cá fica mais uma das nossas aldeias. Hoje, manda a ordem alfabética que seja Bobadela e para que não haja confusões com outras Bobadelas, esta é a de Monforte, lá no alto planalto de Monforte onde o Castelo com o mesmo nome é Rei e Senhor.

 

1600-bobadela (64)

 

No limite do concelho de Chaves tem as terras de Valpaços como vizinhas, já com ares de terra quente, mas nem por isso deixa de sobre dos rigores dos nossos frios Invernos.

 

1600-bobadela (167)

 

É mais uma das aldeias que tem a Est. Nacional 103 com principal ligação à cidade de Chaves, mas sem que esta passe pela aldeia, mas nas proximidades, tal como próximas são as aldeias de Tronco, Vilar de Izeu, Bolideira e Nozelos, esta última já do concelho de Valpaços.

 

 

 

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Sábado, 20 de Maio de 2017

Avelelas - Chaves - Portugal

1600-93-art (12)

 

Esta coisa de andar aqui pelo blog já vai a caminho de 13 anos. Inicialmente apenas dedicado à cidade de Chaves, cedo me dei conta que este espaço não focaria completo se não incluísse aqui as nossas aldeias. A ideia tinha pernas para andar, apenas era necessário ir por essas aldeias adentro à caça de algumas imagens que melhor as caracterizasse.

 

1600-avelelas (66)

 

Foi um trabalho ao qual me dediquei intensamente nos primeiros anos do blog, pelo menos até completar o levantamento das nossas quase cento e cinquenta aldeias, mas, com o tempo, fui-me dando conta  que na recolha inicial, a algumas aldeias  faltavam alguns pormenores, noutras alguma inspiração, noutras faltou algum tempo para ter sido uma recolha completa.

 

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Claro que teria que repetir as minhas voltas a algumas, para ser sincero a muitas aldeias, e retomei a caminha de nova recolha, esta feita com mais calma e até com outro olhar, mais apurado, pois ao longo do tempo também fui apurando o olhar, principalmente no saber aquilo que queria captar, mas mesmo assim, algumas aldeias foram ficando para trás. Avelelas foi uma dessas aldeias que foi ficando para trás, mesmo assim, passei por lá pelo menos três vezes em três anos diferentes, para ser mais preciso e segundo a data dos aquivos das fotos, fui lá de dois em dois anos (2006, 2008 e 2010) mas sempre me pareceu faltar alguma coisa.

 

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Assim, há dois anos atrás (2015) numa das tardes disponíveis, em finais de agosto de 2015, decidi completar o levantamento fotográfico com aquilo que me parecia faltar, não só nas Avelelas, como também em Oucidres e Vilar de Izeu, mas parece que o destino estava traçado a não ser ainda nesse dia que iria completar tal levantamento, e não aconteceu mesmo.

 

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Acontece que quando comecei a aproximar-me  da aldeia  vi que um  grande incêndio a rodeava e ameaçava até entrar pela aldeia adentro, incluindo a própria estra de acesso estava cortada com chamas de ambos os lados e um grande aparto de bombeiros. Aqui por ficar onde me era possível ficar, no cruzamento para a Sobreira e para o Castelo de Monforte e daí não arredei pé até ao anoitecer. Claro que as Avelelas ficaram novamente adiadas e nesse dia na recolha de imagens, apenas contava terra queimada, fumo, chamas e bombeiros. Assim, mais uma vez vamos até às Avelelas, mas com imagens de arquivo com a promessa de um dia lá voltar.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:05
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Sábado, 15 de Abril de 2017

Argemil da Raia - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado, cá fica mais uma aldeia que para uns é simplesmente Argemil mas muitos, exigem, que seja como deve ser – Argemil da Raia.

 

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E ser da raia não é apenas ter a Galiza ali ao lado, pois é muito mais que isso, é mesmo ter a Galiza ali ao lado, é ter mais um povo irmão, é fazer parte da História da Raia, é ter muitas estórias que só na raia podiam acontecer, por isso, ser Argemil da Raia é muito mais que ser simplesmente Argemil.

 

1600-argemil-10 (art) (2)

 

Mas também este ser da Raia começa a ser coisa da História, coisa do passado, embora recente. Contudo, tudo continua igual, ou quase. A Galiza continua ali ao lado, o povo irmão também continua lá, a História da Raia ficou registada e as estórias continuam a existir para serem contadas,  apenas a clandestinidade do atravessar de uma linha se tornou legal, mas fez toda diferença.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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Sábado, 18 de Março de 2017

Almorfe - Chaves - Portugal

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Toma-se a Nacional 314 em direção à Serra do Brunheiro, passa-se o Peto e Lagarelhos, e lá em cima, já no planalto a caminho das Terras de Montenegro, um pouco antes de France e um pouco depois do posto de abastecimento de combustível há uma placa de estrada que aponta para a direita onde diz “Almorfe”. É essa a nossa aldeia de hoje.

 

1600-almorfe-13-art (12)

 

Na minha tarefa de percorrer todas as aldeias do concelho de Chaves, Almorfe foi a última a ser visitada. Não por qualquer razão em especial, mas foi ficando para o fim e acabou por ser a última, isto há 10 anos atrás e, confesso, que foi a única vez que lá fui.

 

1600-almorfe (12)

 

E se as nossas aldeias estão cada vez mais esquecidas, despovoadas e envelhecidas no que toca à sua população, mas também às próprias aldeias, pois também elas envelhecem, estas, como Almorfe, que não calham junto a estradas principais ou no caminho de outras terras, são muito mais esquecidas.

 

1600-almorfe (21)

 

Poderão ser aldeias pequenas e esquecidas por muitos, mas aqui o blog não se esquece delas e quando toca a fazer uma ronda por elas, vamos a todas, nem que seja com recurso às nossas imagens de arquivo, como é o caso de hoje.

 

No próximo sábado toca a vez à Amoinha Velha, curiosamente bem perto de Almorfe, lá em cima, no Planalto do Brunheiro.

 

 

 

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Sábado, 4 de Fevereiro de 2017

Adães em três imagens

1600-casa-candeias (276)

 

Seguindo a ordem alfabética das nossas aldeias, hoje toca a vez de trazer aqui Adães com três imagens, que tal como aconteceu com a Abobeleira, fica uma a cores, uma a p&b e outra em arte digital.

 

1600-Adaes (142)

 

Três olhares sobre Adães, de arquivo, resultantes de algumas passagens pela aldeia à qual falta ainda um post prometido e que um dia destes acontecerá.

 

1600-340-art (12)

 

Post prometido sobre a Casa dos Candeias da qual hoje fica uma imagem da sua capela.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:06
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Sábado, 6 de Agosto de 2016

Fernandinho!

1600-fernandinho (173)

 

Hoje em jeito de provocação começo com esta, com a grafia da oralidade passada a escrita. “Fernandinho vai ó binho, parte o copo p’lo caminho, ai do copo ai do binho, ai do cu do Fernandinho”. É a minha “vingança” para todos os que aquando puto me cantavam isto à minha passagem. Mas como sempre, de bom encaixe, eu até gostava desta lengalenga, até a achava simpática. Claro que isto nada tem a ver com a nossa aldeia de hoje – Fernandinho – a não ser a coincidência que o topónimo da aldeia tem com a personagem da lengalenga. Contudo, graças ao topónimo, sempre senti um certo carinho e curiosidade por esta aldeia.

 

1600-fernandinho (177)

 

Confesso que das primeiras vezes que lá fui saí de lá com impressões confusas. Aldeia pequena, com uma rua de risca ao meio a passar por meia dúzia de casas, uma fonte interessante e a terminar lá no alto da Capela, de onde as vistas eram interessantes. Lembro-me ter brincado com imagem do burro que tinha ficado esquecido no recreio da escola e pouco mais. Fui por lá três a quatro vezes e saí de lá sempre com as mesmas sensações, mas a insistência vale a pena, pois uma das sensações era a de que a aldeia tinha de ser mais do que aquilo que aparentava, é de facto é verdade, na nossa última visita, em maio passado, tivemos a sorte de encontrar a aldeia com gente dentro, coisa que nas últimas visitas não tinha acontecido, e fez toda a diferença.

 

1600-fernandinho (182)

 

Penso que ainda devia este post à gente que nos recebeu. Este e outros que pela certa ainda acabarão por acontecer num futuro próximo destes sábados dedicados às nossas aldeias flavienses e à sua gente. Gente que até nos levou ao “binho”,  que entornei com toda a satisfação do mundo para poder ser apreciado na frescura da adega.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 15:45
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Sábado, 9 de Julho de 2016

Alanhosa - Chaves - Portugal

1600-alanhosa (265)

 

E porque hoje é sábado vamos até mais uma das aldeias do nosso concelho, privilegiando a imagem, porque essa será a que fará memória futura de como foram as nossas aldeias.

 

1600-alanhosa (260)

 

Eu sei que a palavra escrita não é qualquer vento que a leva, mas por muito descritiva que seja, nunca conseguirá vencer a força da imagem e depois estou farto de andar por aqui a dizer o mesmo e por muita razão que até possa ter, como julgo que tenho, os poderes instituídos estão-se a marimbar (para não dizer outra palavra) para as nossas aldeias, para o interior e para a nossa gente.

 

1600-alanhosa (253)

 

Os políticos  apenas falam das preocupações do mundo rural e do interior  quando se propõem ser eleitos, e não importa ser de esquerdas ou direitas, aqui ou em S.Bento, após chegados ao poder, os seus interesses passam a ser outros, mas há interesses  que eles sempre salvaguardam e outros nos quais se empenham em construir  – os seus próprios interesses e o futuro após poder. E se querem exemplos, basta ver o que fazem hoje os ex-governantes e ex-presidentes de Câmara.

 

1600-alanhosa (250)

 

Embora não prometa silêncio, pois há vezes que temos mesmo de explodir em palavras, as aldeias continuarão a marcar aqui presença,  a dizer presente e a mostrar que, embora pouca, ainda têm gente dentro, como é o caso da nossa aldeia de hoje, no planalto da Serra do Brunheiro e que dá pelo topónimo de Alanhosa.

 

 

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