Sábado, 18 de Março de 2017

Almorfe - Chaves - Portugal

1600-almorfe (10)

 

Toma-se a Nacional 314 em direção à Serra do Brunheiro, passa-se o Peto e Lagarelhos, e lá em cima, já no planalto a caminho das Terras de Montenegro, um pouco antes de France e um pouco depois do posto de abastecimento de combustível há uma placa de estrada que aponta para a direita onde diz “Almorfe”. É essa a nossa aldeia de hoje.

 

1600-almorfe-13-art (12)

 

Na minha tarefa de percorrer todas as aldeias do concelho de Chaves, Almorfe foi a última a ser visitada. Não por qualquer razão em especial, mas foi ficando para o fim e acabou por ser a última, isto há 10 anos atrás e, confesso, que foi a única vez que lá fui.

 

1600-almorfe (12)

 

E se as nossas aldeias estão cada vez mais esquecidas, despovoadas e envelhecidas no que toca à sua população, mas também às próprias aldeias, pois também elas envelhecem, estas, como Almorfe, que não calham junto a estradas principais ou no caminho de outras terras, são muito mais esquecidas.

 

1600-almorfe (21)

 

Poderão ser aldeias pequenas e esquecidas por muitos, mas aqui o blog não se esquece delas e quando toca a fazer uma ronda por elas, vamos a todas, nem que seja com recurso às nossas imagens de arquivo, como é o caso de hoje.

 

No próximo sábado toca a vez à Amoinha Velha, curiosamente bem perto de Almorfe, lá em cima, no Planalto do Brunheiro.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:41
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Sábado, 11 de Março de 2017

Alanhosa em três momentos

1600-alanhosa (190)

 

E porque hoje é sábado vamos até mais uma das nossas aldeias flavienses, e como já vem sendo costume, com três olhares. Um a cores, um a P&B e outro em arte digital.

 

1600-alanhosa (232)

 

Alanhosa, é a nossa aldeia de hoje. Uma aldeia pela qual fui passando ao longo dos anos e fazendo alguns registos, mas nesta coisa de registar momentos também há dias, como quem diz: há dias sim e dias não. Às vezes esses dias fazem-nos depender do próprio dia, principalmente da qualidade da luz que, para a fotografia, é essencial, mas outras vezes depende apenas de nós e da inspiração do nosso olhar ou até do nosso estado de espírito.

 

1600-219-art (11-12)

 

Pois de todas as vez que passei ou fui a Alanhosa à caça de momentos, a última foi aquela em que o dia estava sim, em luz e em mim, pelo menos eu penso que sim. Espero que gostem destes três momentos.

 

Para o próximo sábado, a aldeia que se segue é Almorfe.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:48
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Domingo, 26 de Janeiro de 2014

Almorfe - Chaves - Portugal

 

Passei montes de vezes por esta placa que mesmo meio disfarçada por entre a vegetação sempre foi bem visível e, de cada vez que passava por ela ia dizendo – tenho de ir ali. Pois o tempo foi passando e Almorfe ia ficando sempre na placa, pois um ou outro destino iam sendo sempre mais fortes que aquela viragem à direita. Contudo chegou um dia em que já tinha percorrido todas as aldeias do concelho, algumas mais que uma vez, e Almorfe continuava a zeros. Pois foi mesmo nesse dia que me decidi, propositadamente,  de vira os meus destinos para aquela que era a última aldeia do concelho a ser registada fotograficamente pela minha objetiva. Era o dia 20 de outubro de 2007, precisamente às 16 horas. Com a era do digital é fácil sabermos por onde andamos, a que horas e em que dia…

 

 

Confesso que depois desse dia só mais uma vez passei por lá, em dia de neve, para um registo muito rápido, mas tenho de voltar lá, pois no meu arquivo apenas contam vinte e pouca fotografias mas apenas com meia dúzia de motivos.

 

 

Na realidade também não devem haver muitos motivos diferentes daqueles que registei em 2007, pois se há aldeias pequenas, Almorfe é uma delas, mas pela certa que há pormenores e, sá sabemos que no que toca a pormenores singulares, as nossas aldeias são uma mina de ouro por explorar. Há sempre um pormenor à nossa espera.

 

 

Um dia destes volto por lá. Para já ficam quatro imagens de aquivo,  das tais vinte e poucas fotos que registei há uns anos atrás.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:18
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Sábado, 1 de Agosto de 2009

Aldeias de Chaves - Portugal

SOUTELINHO DA RAIA

 

 

Se não fosse pelo raio da lata da modernidade, esta foto poderia ter 100 anos.

 

.

 

FERNANDINHO

 

 

 

Por não ter FAX, estar desempregado e já russo pela idade, vai aguardando à porta da escola,  à espera de novas oportunidades...

 

.

 

ALMORFE

 

 

 

Almorfe, com o devido elogio ao fio azul.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:47
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Sábado, 11 de Abril de 2009

Mosaico (completo) da Freguesia de Moreiras

 

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Localização:

A 16 km da cidade de Chaves, a Sul desta, no limite do concelho, onde a Serra da Padrela se começa a desfazer para a Serra do Brunheiro situa-se a freguesia de Moreiras, em plena montanha a tocar já terras de Valpaços, mas próxima também de terras de Vila Pouca de Aguiar.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias de Loivos, S.Pedro de Agostém, Nogueira da Montanha, Serapicos (Valpaços) e Stº Leocádia.

 

Coordenadas: (Largo do Cruzeiro)

41º 38’ 25.88”N

7º 28’ 39.95”W

 

Altitude:

Variável – Entre os 750m e os 850m

 

Orago da freguesia:

Santa Maria

 

Área:

11,61 km2

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 314

 

Acessos (a partir de Vidago):

– Estrada Nacional 311-3

 

.

 

.

 

 

Aldeias da freguesia:

            - Moreiras

            - Almorfe

            - France

            - Torre de Moreiras

 

População Residente:

            Em 1900 – 514 hab.

            Em 1920 – 535 hab.

Em 1940 – 635 hab.

            Em 1950 – 797 hab.

            Em 1960 – 789 hab.

Em 1981 – 511 hab.

            Em 2001 – 308 hab.

 

.

.

 

Principal actividade:

- A agricultura.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

Vulgarmente conhecida por Moreiras, o topónimo da aldeia e freguesia é no entanto Santa Maria de Moreiras, sendo uma freguesia rica em história e arqueologia onde se incluem o alto dos Crastos ou Outeiro dos Mouros, que segundo J.B.Martins seria assento de um antigo povoado castrejo da idade do ferro. Mesmo ao lado de Moreiras e bem próxima localiza-se a aldeia da freguesia de Torre (de Moreiras), cujo topónimo os historiadores locais dizem ter origem numa edificação senhorial fortificada da Baixa Idade Média.

 

France e Almorfe são as outras duas aldeias da freguesia que segundo os historiadores apontam, os topónimos terão origem em raízes etimológicas alti-medievais, relacionadas com a reconquista e influência árabe.

 

Na proximidade do Monte Crasto, ou Castra, dizem existir uma velha calçada que dizem romana.

 

Quanto ao topónimo Moreiras, uma das origens apontadas é a de derivar do “moraria”, termo arcaico ligado à amoreira (do latim “morus”), a árvore de fruto que dizem, outrora, era vegetação com abundância na freguesia e que a ser verdade estariam ligadas à seda, talvez como aconteceu e é conhecido o mesmo fenómeno no “Couto de Ervededo”.

 

Santa Maria de Moreiras teria sido um importante centro da Ordem dos Templários que daria origem à Ordem de Cristo numa região que se prolongaroa desde Arcossó até S.Julião de Montenegro onde o símbolo utilizado por estas ordens se repete em marcos, cruzeiros e cruzes dos templos religiosos existentes nesta região, onde se encontram imóveis com valor patrimonial, como o é a Igreja Paroquial de Moreiras que invoca Santa Maria, os cruzeiros bem próximos destas ou ainda as capelas de S.Vicente da Torre em France e de Almorfe.

 

.

 

.

 

Do casario e arquitectura civil, há a realçar o existente em Moreiras com a Casa das Bravas e a Fonte do Cruzeiro, a imponente chaminé de uma das construções bem próxima da igreja mas também alguns atentados recentes numa das suas casas senhoriais com brasão e que atenta no seu interesse.

 

Quanto a festas religiosas destacam-se as que se levam a efeito em honra do Espírito Santo sete semanas após a Páscoa, as festividades de Nossa Senhora dos Favores (a 15 de Agosto), de Nossa Senhora do Rosário (em 7 de Outubro) e Santa Luzia (a 13 de Dezembro).

 

É sem dúvida alguma mais uma das freguesias que se tem de ter em conta nos itinerários de interesse do concelho, com passagem obrigatória por France (curiosamente às vezes também designada por França), uma breve vista de olhos à pequena povoação de Almorfe e vistas mais demoradas sobre Moreiras e todo o conjunto do Largo da Igreja, cruzeiros e fonte, sem esquecer dar um pulo a Torre de Moreiras. Quanto à chaminé que me referi atrás em Moreiras, não é necessário fazer-lhe referência à localização, pois pela certa será onde a sua vista se vai prender quando chegar a Moreiras.

 

Freguesia também conhecida pelos rigorosos e frios invernos onde raro é o ano em que a neve não brinda a freguesia com um pintura a branco. Bonito de ver, mas frio e difícil de suportar, talvez por isso, a tendência, seja a de mais uma freguesia onde se conjuga o verbo do despovoamento, aliás bem visível no gráfico que atrás se apresenta.

 

Referência também para a gente amiga que por lá se granjeia, que após se conseguir a amizade, é como se fossem da família.

 

 

.

 

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Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

            - Almorfe - http://chaves.blogs.sapo.pt/217663.html

 

            - France - http://chaves.blogs.sapo.pt/221519.html

 

            - Moreiras - http://chaves.blogs.sapo.pt/305322.html

 

            - Torre de Moreiras –  http://chaves.blogs.sapo.pt/219324.html

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:13
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