Tinha alinhavado umas palavras para este início de ano e, claro, para o balanço de 2012 caía no lugar comum das lamentações da crise acabando por desejar um bom 2013. Acontece da crise já todos estamos fartos e quanto ao 2013 ser um ano bom, vou ali e já volto. Em vez do palavreado alinhavado deixo antes uma passagem do Diário XI de Torga, que ao fim e ao cabo diz tudo que eu queria dizer:
Chaves, 10 de Setembro de ...
Estes políticos, grandes ou pequenos, ao nível da capital ou da vila, são curiosos! Actores singulares, que em vez de servir se servem, é a própria megalomania que representam no palco da vida, a recitar em voz alta as palavras que adivinham no pensamento dos espectadores que hipnotizam. Naturezas ávidas de palmas vivas – e de morras, se não puder ser doutra maneira -, no fundo, as ideias, o bem público, a pátria e o mais em que se louvam para atingir e conservar o poder, não lhes interessam. É o espectáculo da sua positiva ou negativa hipertrofia pessoal que os seduz. A multidão cá em baixo, rasteira, embasbacada, fremente de entusiasmo ou indignação , e eles a pairar no meio dela , grotescos e sorridentes, a gesticular como gigantones.
Miguel Torga, In “Diário XI”
Mas, tal como os forcados não viram as costas ao touro, encaremos também de frente este 2013, certos de que vamos levar com a pesada marrada do touro furioso…
Mas hoje, dia 2 de janeiro, como todos os anos, quero aqui assinalar o aniversário deste blog. Fazemos hoje 8 anos de existência, que até pode parecer pouco tempo, mas que para manter a sua vida diária, às vezes, temos feito das tripas coração, com momentos altos e baixos, fazemos o que sabemos mas com gosto, e vamos continuar por cá, com a regularidade que nos é conhecida,
Claro que seria injusto se não agradecesse a preciosa ajuda dos amigos de caminhada que colaboram com o blog, sem os quais, estou em crer, que este blog não se teria mantido, alguns quase desde a primeira hora de existência, outros que se juntaram mais tarde e ainda outros que por uma ou outra razão tiveram que abandonar a colaboração, mas que todos, e eles sabem-no, fazem parte da família do blog Chaves, que continua e continuará sempre aberto a novas colaborações nesta arte de navegar Chaves, as suas aldeias e a região.
Da minha parte há algumas promessas por cumprir e ainda não foram esquecidas nem nunca o serão, mas têm o seu tempo de acontecer e tem, também, de haver tempo para que se cumpram. Assim, vamos continuar para já, como até aqui, com as crónicas habituais nos dias de semana e com os sábados e domingos reservados para as nossas aldeias, para o seu esquecimento, para os seus resistentes.
Quanto à cidade, continuaremos atentos, continuaremos a percorrer as suas ruas e a trazer aqui algumas imagens recentes ou de vez em quando uma ou outra para recordar Chaves antiga que já não existe mais, mas continuaremos a denunciar quando tal seja necessário, reconhecer com o devido elogio se tal for merecido, mas certos que todos por aqui queremos uma cidade melhor, para nós, mas sobretudo para que os jovens flavienses de hoje possam ter aqui o seu futuro e aqui tenham os seus filhos, se assim o desejarem. Chaves deve ser uma cidade de opção e não apenas de berço para depois de estar criado, ser abandonada.
Que mais vos poderei dizer!? – Claro que tenho que agradecer a todos que visitam este blog sem os quais não teríamos razões para vir por aqui diariamente, mas também dizer-vos, que gostaria de ter mais feedback de todos vós, gostaria de contar com a vossa participação na discussão da nossa cidade e das nossas aldeias, saber o que gostariam de ver por aqui no blog, principalmente dos flavienses ausentes que são a principal razão da existência deste blog, pois nós os presentes, vivemos a cidade e as aldeias todos os dias e nem sequer precisamos de palavras ou fotografias para saber como elas vão…
Quanto às imagens, e uma vez que não tem havido queixa das que trazemos por cá, vou continuar a partilhar aquelas de que mais gosto mas também algumas das que sei que gostam de ver, e embora da cidade já quase tudo esteja nas cerca de 8000 fotografias que partilhei no blog e nos 3400 posts publicados ao longo destes anos, podem acreditar que vou continuar a descobrir novos recantos e pormenores da cidade mas também de todo o nosso concelho, e às vezes, um pouco mais além, porque Chaves, não se esgota no concelho.
Quantos às imagens de hoje, são algumas das que me deu prazer partilhar aqui ao longo do passado ano de 2012, apenas algumas, pois não cabem mais.
Amanhã, cá estaremos de novo, de regresso à normalidade do blog e dos dias de inverno de Chaves.
Até amanhã!
A partir de hoje e graças ao trabalho das equipa de blogs sapo, o blog chaves para além de continuar a dispor da caixa de comentários, passará a dispor também no final dos posts do botão gosto do facebook e do botão “gosto” do Google+. Quando gostar daquilo que vê e lê por aqui, vá deixando por lá uns gostos.
Mais uma vez, porque nunca é demais e é nacional e bom, fica o agradecimento à SAPO e à sua equipa de blogs.
Hoje, por imposição do meu computador, vamos ter aqui um dois em um, ou seja: o post do primeiro dia do ano e o post de aniversário deste blog.
Pois é, ontem durante todo o dia, o meu computador resolveu brincar comigo e não me deixou fazer o post devido. Mas finalmente parece que me deixa fazer qualquer coisa e vou aproveitar antes que se decida a abandonar-me outra vez.
Pois para o post de ontem, queria vir por aqui contar-vos como é a passagem de ano em Chaves, na rua. Este ano, depois de muitos anos de passagens de ano em casa com amigos e familiares, a família decidiu ir para a rua, para ser diferente, e foi, mas preciso de um pouco de ironia para a contar, ou melhor, vou directo ao assunto: A cidade à meia-noite estava deserta, nem alma viva nas ruas, nem fogueiras, nem foguetório, nem música, nem nada, ou como dizia Édith Piaf: “Rien de Rien” que em português quer dizer nicles batatóides ou nada de nada.
À moda da Troika, os flavienses estão de castigo. Não há festas nem diversão para ninguém, sobretudo para quem não pode pagar passagens de ano a 70 ou mais euros por pessoa. Não há festa não há vícios. Que fiquem em casa que ficam muito bem. Festanças para o povo acabaram. A festa do 8 de Julho já foi à vida, a da Senhora das Brotas nem se fala e outras não há, pelo menos com foguetório e arraial. Já sei que há a procissão da Nossa Senhora da Conceição, mas essa é para ver andor a passar e povo a ajoelhar. Andamos muito católicos e a boa maneira antiga, das beatas, temos de sofrer para merecer o céu. Nada de festas, sobretudo se forem populares, com foguetório e música e, como dizia o JM aqui há dias, cantemos-lhe mais um fado.
Custou ver a tristeza da meia noite em Chaves enquanto que nas notícias da TV, ontem, se viam as reportagens de festas e foguetório que se foi repetindo por essas cidades e vilas portuguesas, nem a troika lhes meteu medo, aliás, este tipo de festas servem mesmo para a esquecer. Mas Chaves, em questões de festas está troikista e foi definitivamente condenada à tristeza, ou quase, pois o bairrismo e o ser flaviense fez com que depois da passagem de ano, acontecesse ela onde tivesse acontecido, a juventude viesse povoar os bares da cidade e fizesse a festa, sem festa, apenas conversa e copos pela noite dentro, mas sobre isto é melhor nem falar, pois se sabem que os bares estão abertos para as pessoas se divertirem, ainda os mandam fechar.
Enfim, este (até aqui) deveria ter sido o post de ontem, o primeiro do ano.
Vamos agora ao nosso aniversário, pois hoje o Blog Chaves faz 7 anos, já é um rapazito crescidinho. Parece que foi ainda ontem que tudo começou, por acaso, quase como por brincadeira, mas foi crescendo, e aqui está e estará, agora já com muitos amigos e colaboradores, com uma maneira diferente de olhar e viver a cidade, que alguns gostam e outros nem tanto, mas que, pelos que gostam, este blog teima em continuar.
Um agradecimento especial a todos os que acompanham este blog diariamente, para aqueles amigos que têm sempre uma palavrinha a dizer nos comentários e para os colaboradores, e destes, deixo o nome, pois sem eles o Blog Chaves não seria possível tal como hoje existe: Um obrigado ao António Roque pela crónica semanal “Pedra de Toque”, um obrigado ao António Sousa e Silva pelos “Discursos Sobre a Cidade”, ao Gil Santos pelas suas estórias de encantar, ao Herculano Pombo pelos 13 contos e pelo Léxico-Glossário Transmontano, à Isabel Seixas pelos “Pecados e Picardias” e pelos “Discursos sobre a Cidade”, ao João Madureira pela crónica “Quem conta um ponto” e pelo “O Homem sem memória”, ao José Carlos Barros pelos “Discursos Sobre a Cidade”, ao Luís Fernandes pelas “Crónicas Ocasionais” e outros escritos, ao Mário Esteves pelas “Palavras Colhidas do Vento”, à Sandra Pereira pelas “Intermitências”, ao Tupamaro pelos “Discursos Sobre a Cidade” e algumas “Ocasionais” e por último ao António Chaves e Hermínio Moreira, que embora com as suas crónicas adiadas, prometeram voltar um dia. Por último uma palavra de agradecimento para o Dinis Ponteira que tem sempre a fotografia que a mim me falta.
E não me quero alongar mais. Fica a promessa que o blog continua, com palavras e imagens sempre atentas ao que se passa na cidade e no concelho, e também, sempre aberto a quem nele queira colaborar e, queira ser flaviense neste espaço.
E em questões de aniversários, fica um até para o ano, em termos de escrita, hoje ainda vão acontecer aqui duas crónicas, a do João Madureira com “Quem conta um ponto”, às 12H00 e a de Sandra Pereira, com as “Intermitências”, às 18H00.
As imagens de hoje são de arquivo, com um pouco daquilo que de melhor (no meu entender) passou por aqui no último ano.
Bom ano de 2012 e vamos esperar (pelo menos) que a luz se comece a ver ao fundo do túnel.
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Lembro-me de quando os blogs apareceram, os especialistas das coisas da NET diziam que os blogs tinham os dias contados porque entre tanta oferta de conteúdos na INTERNET, não haveria espaço nem público para os seguirem, bem como os seus autores não se dariam ao trabalho de os manter. Se a previsão até poderia parecer acertada, e se houve blogs que acabaram por ficar pelo caminho e pouco duraram, outros houve que dia após dia, teimosamente até, foram fazendo o seu espaço e vieram para ficar ou para durar uns anitos. Este, faz hoje 6 anos, já publicou 2232 posts nos quais foram publicadas cerca de 6000 fotografias de Chaves e das suas aldeias e já há uns meses que ultrapassou a milhão de visitas. Afinal os especialistas e analistas também se enganam.
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Claro que não é só com teimosia e trabalho que um blog se faz e, mesmo não havendo segredos na sua feitura, há que ter um motivo ou motivos para que ele se mantenha de pé e, este blog, também tem esse motivo de interesse, um motivo que dá pelo nome de Chaves cidade e concelho, com flavienses de um e outro lado do ecrã que gostam da cidade, que se interessam por ela, que gostam de a partilhar e mostrar, que sofrem os males que lhe fazem, que lhes reconhecem as virtudes e os defeitos e que, quer estejam presentes ou ausentes, é a cidade de Chaves que têm no coração e fazem de Chaves a sua grande casa onde vivem ou sempre regressam.
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Analistas, especialistas e políticos de tão encantados que andam com os números, contabilizações, estatísticas, umbigos, gravatas e poderes, esquecem sempre que as pessoas, a gente das cidades e do campo, para além de um número que têm e que valem nas suas contabilidades, também têm sentimentos e outros valores que vão muito além dos números, das estatísticas e previsões e, ignoram que o valor da lógica matemática não é igual ao valor da lógica humana. Enfim, ainda bem que os analistas e especialista de enganam ou nem sempre têm razão e ainda bem, que também nós, temos meios de contrariar as suas erradas certezas, principalmente as dos políticos, pois a não ser assim, todos eles seriam potenciais detentores de todas as verdades, ou seja, ditadores - está-lhes no sangue…
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Enfim, às vezes melhor, outras vezes pior ou como sabemos, lá vamos caminhando este blog, nem sempre fácil de caminhar, é certo, mas caminhado com gosto e até com certo gozo, porque tudo que é feito com amor, dá gozo, e depois, como este blog também é a nossa casa, também nele temos direito às nossas conversas, devaneios, desabafos às nossas comemorações, festas e vitórias, lamentos e sonhos, revoltas e ilusões.
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E porque aqui nada se compra, nada se vende e os conselhos até são de borla, vamos continuar com os olhares sobre a cidade, com saudades mas também com a esperança de que Chaves encontre o seu caminho na modernidade e se torne de novo numa cidade atractiva e que convide os seus a regressar em vez de partir, principalmente pensada a pensar nos nossos jovens, onde Chaves seja uma cidade de opção por haver opções de vida, com trabalho, alegria e festa para além dos cabeçudos, os Zés das Concertinas, os rapazes da Venda Nova ou do Marco de Canavezes.
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Estes e outros assuntos sobre Chaves e a sua vida, continuarão a ser tema de conversa nas crónicas cá da casa. Da minha parte, continuarei a servir por aqui feijoada nos dias de feira e aos fins-de-semana vamos até ao mundo rural. Da parte dos colaboradores deste blog, nas suas crónicas e discursos e estou certo que continuarão a fazê-lo tão bem com o têm feito até aqui.
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E é tudo por hoje, em dia de aniversário do blog, onde não resisti deixar algumas palavras para assinalar a data mas onde a imagens, porque hoje também é Domingo, tinham de ser do nosso mundo rural, mais próximo ou mais distante da cidade, mais precisamente com uma imagem da Quinta da Condeixa, uma de Agrações e as restantes de Soutelinho da Raia.
Até amanhã!
“ Dobrado O Cabo dos Trabalhos Dobrados”
O BLOGUE “C H A V E S “, da autoria de FERNANDO RIBEIRO, completou uma viagem por todos os Lugares, ALDEIAS e VILAS do Concelho FLAVIENSE.
- “Seis anos a percorrer as aldeias do concelho, mais de 30.000 registos fotográficos dos quais cerca de 3.000 estão distribuídos pelas diversas páginas deste blog”.
Um bom pedaço da sua vida dedicado à elevação e à divulgação de cada pedacinho da “NOSSA TERRA”.
Quando, aos fins-de-semana, abríamos «o correio» internético desse Blogue, sentíamos a emoção que outrora nos colhia, lá pelas recônditas «estâncias» de um Ultramar Português.
Lá longe, mais longe ontem que hoje, os beijos e abraços que carregavam os «aerogramas» e as cartas levavam a notícia da fonte que secou no Verão, da geada que queimou a horta; da procissão que ia bonita naquele domingo da padroeira, ou do padroeiro; da missa tão bem cantada; dos «SANTOS» e da «SENHORA das BROTAS»; do caminho que nunca mais era composto, e do muro derrubado pela trovoada; das cheias do Tâmega, e das enxurradas que alagavam as ruas e as cortinhas das nossas ALDEIAS; das segadas e das malhadas; dos Magustos e da «Matança do Reco»; das Noites de Consoada tristes, por ali faltarmos; dos alegres “Domingos de Ramos”, porque os nossos afilhados saltavam de alegria por terem as mãos cheias de guloseimas que nós - «os ausentes» - lhes fizemos chegar; dos que partiram «a salto» para a França e o Luxemburgo, e dos que chegavam de visita, do Brasil ou da América.
Hoje, como ontem, o Blogue “C H A V E S “ traz-nos, a nós, «os ausentes», as notícias e as imagens que, mesmo nem sendo todas do maior agrado, lembram o nosso torrãozinho natal, enchem-nos o peito daquele tão nosso «gosto amargo…» e «delicioso pungir..».
Sim. Mais nós, «os ausentes» - porque em nós a SAUDADE é maior e porque, infelizmente, cá por fora é mais fácil o acesso a este correio do que por aí, por essas ALDEIAS.
Nessa Câmara há (haverá mesmo?!) um Pelouro da Cultura.
Faz-lhe falta um Pelouro de HUMANIDADE.
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Os Jovens desconhecem a História da “NOSSA TERRA” - já aqui o escrevemos, e o Postal de hoje, 3ª. fª, o acentua. Estão a ser orientados no seu crescimento para a servidão partidária.
Os «menos Jovens» são conservados em autênticas «Reservas de Índios», em ALDEIAS que mais parecem «Campos de Refugiados».
Este Blogue mata as saudades de muitos «ausentes», eleva o orgulho flaviense de todos - faltando nestes os que se sentem incomodados com as referências a falhas indesculpáveis.
Contra ele berram algumas ovelhas ranhosas; cacarejam, julgando cantar de galo, alguns engripados pavões - garnisés.
Mas o mérito e o brilho deste trabalho em prol de CHAVES é inquestionável.
PARABÉNS ao autor do Blogue!
E PARABÉNS aos FLAVIENSES e aos NORMANDO – TAMEGANOS por ainda terem Gente com galhardia, competência e dedicação como o (Sr.) FERNANDO RIBEIRO!
À admiração pelas nobres qualidades do autor do Blogue “C H A V E S” juntamos o nosso Agradecimento.
Continuamos a contar consigo para o engrandecimento e o prestígio da “NOSSA TERRA”!
OBRIGADO!
Luís Fernandes

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Sem balanços, que esses já foram feitos no final do ano, este blog já anda pela net há 5 anos.
Muito obrigado a todos que me têm feito companhia neste caminhar Chaves e as nossas aldeias.
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Seria injusto para os que seguem este blog e não vivem cá na terrinha, não lhes permitir visualizar as fotografias inéditas que estiveram presentes na exposição que terminou no Sábado passado e que pretendia comemorar as 750.000 visitas a este blog. Pois para finalizar aqui ficam mais 5 fotos que os flavienses residentes ou quem visitou Chaves, teve oportunidade de ver na Galeria Tamagani, no antigo Cine Teatro de Chaves.
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A Pensar Portugal
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Momentos perpetuados na imobilidade de uma estatueta do meu imaginário de criança, mas real, como quem pensa Portugal numa terra e cidade onde nem sequer esta é pensada. Ironias que valem pela pureza dos sonhos de criança, onde tudo é possível ser sonhado…
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Já há 2000 anos não era assim. Pensadores romanos construíram um império e, em Chaves, deixaram algum desse património que fez um império e que, ainda hoje, é admirado por todos. Bem pode, pois por cá, hoje, modernidade também rima com mediocridade…
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E sempre o fascínio da cor e da geometria, Chaves tem destas coisas e, nem os espessos nevoeiros de Inverno toldam as linhas e as cores da geometria. Não é por mero acaso que em Chaves nasceram mestres da cor e da geometria…
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E já que poucos se atrevem a dar uma pedrada no charco, porquê não dar um pontapé no marasmo…mas parece não haver pé que sirva na bota, embora muitos a calcem, ninguém consegue pontapear com ela e, depressa a descalçam, entretanto, vai envelhecendo desprezada e abandonada, levando com o pó do tempo enquanto traiçoeiramente as aranhas tecem a sua teia…

Choro da Praça do Duque
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Hoje, ao contrário daquilo que é habitual às quartas-feiras, não há feijoada, mas antes, mais 4 fotos inéditas neste blog e, que ainda estão patentes ao público em exposição na Galeria Tamagani, na Rua de Stº António, em Chaves, mas só até Sábado.
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Reflexos e Amplexos
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Alguns momentos, que embora até abstractos são bem reais, como um reflexo no Tâmega por quem tão poucos reflectem…
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Dr. Carneirinho
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Ou um pormenor bem mais interessante que o todo, de um busto merecido no devido local mas longe da grandeza do homem que representa…
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Km 0
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Ou a simbologia do Km 0 (zero) de onde Portugal começa, bem longe da vista de Lisboa e, já se sabe (o povo tem sempre razão), longe da vista, longe do coração, mas não é só. Longe das oportunidade, da modernidade, da cultura, do ensino, da saúde. Enfim, afinal parece que não é aqui que começa Portugal, mas antes, é aqui que ele acaba, bem longe de tudo, onde até o comboio nem sequer apeadeiro tem.

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