Sábado, 24 de Junho de 2017

Calvão, Chaves, Portugal

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Hoje vamos fazer uma breve passagem por Calvão, com duas imagens da aldeia e uma do Santuário da Nossa Senhora da Aparecida.

 

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Calvão que não duvido nada em apontá-la como uma das aldeias  mais interessantes do concelho de Chaves, com alguns ponto de interesse que se destacam, como o conjunto do casario, o largo do cruzeiro com o respetivo cruzeiro e fonte, a capela do cemitério, alminhas, as cruzes da Via Crúcis, as fontes de mergulho e restantes fontes do Estado Novo.

 

1600-calvao-art (1)

 

Mas penso que o destaque principal vai mesmo para o Santuário da Nossa Senhora da Aparecida construído para celebrar e acolher os devotos do aparecimento da Virgem Maria a três pastores: Manuel, Maria Rosa e Teresa Fernanda. Muito semelhante ao que aconteceu em Fátima, mas com uma diferença importante, em Calvão aconteceu em 1833, quase 100 anos antes do aparecimento de Fátima, ou seja, esta de sermos vítimas da interioridade já vem de há muito, mas também a Igreja, por outros interesses, não valorizou o aparecimento da Virgem Maria em Calvão. Mas não deixa de ser curioso que os acontecimentos de Fátima seja uma cópia dos acontecimentos de Calvão, até nos pastores, no número de pastores e no sexo.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 18:27
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Sábado, 26 de Março de 2016

Calvão - Chaves - Portugal

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Sábado é sábado e por aqui cumpre-se o prometido. Mais uma das nossas aldeias a marcar presença - Calvão.

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Um pormenor com cheiro a Páscoa tomado há uns anos atrás. Penso que a tradição se continuará a cumprir.

 

1600-calvao (547)

 

E um troço de uma rua. Hoje foi com esta brevidade, pois a seguir vêm aí os folares.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:53
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Sábado, 11 de Abril de 2015

Eventos no mundo rural flaviense - Calvão e Vilarelho da Raia

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 Calvão - Vistas desde a Srª da Aparecida

 

E como hoje é sábado vamos, como acontece todos os fins de semana, até ao nosso mundo rural, até às nossas aldeias e vilas, até Chaves concelho, com olhares além da cidade. Mas a partir de hoje vamos tentar, também, trazer aqui aquilo que acontece para além da cidade, os seus eventos, as suas festas, as suas tradições e tudo que tenha interesse comunitário quer a nível social, recreativo, cultural ou desportivo. É mais uma missão para este blog que terá de contar com a colaboração de todos que se interessam pelas suas aldeias, os seus lugares e a sua vida, quer a nível individual através dos residentes e naturais, mas também contando com a colaboração das Juntas de Freguesia e Associações locais que estejam interessadas em colaborar e divulgar os eventos que se propõem levar a efeito. Será mais uma forma de divulgação desses eventos mas também uma forma de levar o nosso mundo rural e a sua vida até aos seus filhos ausentes que passam por aqui para matar saudades.

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  Vilarelho da Raia - Pormenor de uma rua

 

Vamos iniciar hoje com dois eventos que acontecerão este fim-de-semana. Ainda a título experimental, pois de futuro contamos trazer aqui a notícia com alguma antecedência.

 

Da nossa parte, para além das notícias dos eventos, tentaremos deixar aqui algumas imagens dos locais onde esses eventos vão acontecer e/ou, se possível, imagens de arquivo das edições anteriores desses mesmos eventos.

1600-calvao (449)

  Calvão - Vistas geral

 

Hoje temos então para iniciar esta rubrica dois eventos, ambos a acontecer amanhã, dia 12, um em Vilarelho da Raia e outro em Calvão, ou a partir de aí.

 

vilarelho-1.JPG

 

Vilarelho da Raia – 12 de abril

Feira Anual no Centro Social e Cultural de Vilarelho da Raia


Programa:


10 horas - abertura da Feira
- Caminhada à Barragem Rego do Milho; Museu Etnográfico


15 horas - Atuação dos Grupos:
- Cantares de Vilarelho da Raia
- Cantares de Ventuzelos
- Gaiteiros da Galiza


20 horas - encerramento da Feira

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Vilarelho da Raia - Pormenor de uma rua

 Para que for a Vilarelho da Raia não deixe de dar uma volta pelas ruas da aldeia, pois se for como eu apreciador da arquitetura rural e dos conjuntos de casario, Vilarelho pode surpreender.

 

calvao-12-abril.jpg

 

 

Sobre esta caminhada a única informação que temos é mesmo só a que consta no cartaz, mas pelo que conheço das paisagens e lugares das redondezas de Calvão, pela certa que será interessante para quem gosta de caminhar.

 

E por hoje é tudo com esta amostra daquilo que poderá vir a ser alargado com os eventos do mundo rural flaviense.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:17
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Domingo, 6 de Julho de 2014

Calvão, três imagens ou um pretexto para umas palavras

 

Um dos principais problemas da humanidade, principalmente da atual, é a de querer viver e tirar o máximo partido do presente, sem qualquer  interesse pelo passado e pouca ou nenhuma preocupação com o futuro. É por essa razão que os poucos que ainda se vão preocupando com estas coisas, mas principalmente com o futuro a médio e longo prazo, nos alertam para a sustentabilidade e, porque sabem que eles têm razão, os do poder económico e político, agora em todos os seus projetos acrescentam a palavra “sustentável”, mas quase e apenas isso, pois para além de alguns negócios chorudos que se vão fazendo com o pretexto da sustentabilidade, estão-se a marimbar para ela e apenas lhes tem servido para enfeitar o nome dos projetos e aumentar a sua riqueza.

 

 

É escusado, a História e o futuro a longo prazo de pouco valem se não interessarem aos poderosos, e está provado que não interessa, nada lhes interessa para além do dinheiro e do poder que podem obter no presente e num futuro muito próximo que ainda possa ser gozado por eles.

 

 

Mas onde, ou em que, este discurso tem a ver com Calvão (a nossa aldeia de hoje), ou com outra qualquer aldeia no nosso concelho, ou do nosso Trás-os-Montes, ou do interior de Portugal? – Pois tem a ver com tudo e com nada. Tem a ver com tudo porque as aldeias são as primeiras vitimas da falta de sustentabilidade. Quanto ao nada, é aquilo que elas velem para os poderosos, os do poder económico e político, e é por isso que as nossas aldeias estão condenadas e vão definhando, morrendo lentamente para definitivamente se perderem com a morte dos últimos resistentes. Todas as politicas é para aí que apontam.  E temos pena, pois temos. E nada fazemos, pois não. De tão entretidos que andamos com o nosso viver o presente a desfrutar dos presentes envenenados que os poderosos nos dão, andamos distraídos, ou melhor,  queremos andar distraídos.

 

É, a vida é assim. Às vezes tenho destes momentos que muitos dirão de pessimismo, os mesmos momentos que eu considero de alguma lucidez.

 

Fernando DC Ribeiro

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 17:45
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Sábado, 6 de Abril de 2013

Calvão - Chaves - Portugal

Uma breve passagem por Calvão, apenas em imagem, com quatro motivos.

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 16:24
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Domingo, 23 de Setembro de 2012

Calvão em imagem

Hoje vamos fazer uma passagem pela freguesia de Calvão, mas apenas em imagem. Imagens um pouco diferentes que às vezes acontecem ou se fazem acontecer.









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publicado por Fer.Ribeiro às 03:52
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Domingo, 25 de Março de 2012

Mosaico da Freguesia de Calvão - Atualização

 

Vamos então à atualização do mosaico da freguesia de Castelões.


A caracterização completa da freguesia foi feita no seu mosaico publicado neste blog em 3 de Abril de 2010 (link no final do post para esse mosaico). Conhecidos que são os números do CENSOS 2011 é tempo de ver como se comportou a população residente da freguesia.


Calvão - N.Sª da Aparecida


Quem costuma andar por Calvão e Castelões, ou seja pelas duas aldeias da freguesia, sabe que em ambas as aldeias há sempre vida nas ruas. Claro que a vida atual já está longe da vida de há 30 anos atrás, mas mesmo assim há sempre gente nas ruas e também algumas crianças, o que poderia ser um indicativo de que a sua população se manteria estável, sem grandes variações no número de habitantes residentes. Mas tal não aconteceu e a freguesia é mais uma que pertence à grande maioria da população do concelho que mais uma vez perdeu população e digo mais uma vez porque desde há 50 anos atrás que a freguesia regista perda de população em todos os CENSOS.

 

 Uma rua de Castelões

 

Mas vamos aos números que até nem são nada animadores pois se no período de 1991 (465 hab.) a 2001 (450 hab.) perdeu apenas 15 habitantes, de 2001 (450 hab.) a 2011 (350 hab.),  perdeu 100.  Os números falam por si e falam da triste realidade das nossas aldeias e do mais triste ainda abandono e esquecimento a que tem sido sujeitas por parte dos poderes políticos e quando falo em poderes políticos, excluo apenas o da Junta de Freguesia, que esses, em regra, ainda vão sendo os poucos que se vão, mesmo sem meios, preocupando com as suas populações. Claro que também há exceções.

 

Calvão

 

Mas passemos à atualização dos números e do gráfico da freguesia.

 

 

População Residente:

 

 

Em 1864 – 923 hab.

Em 1890 – 1284 hab.

Em 1920 – 856 hab.

Em 1940 – 983 hab.

Em 1960 – 1240 hab.

Em 1981 – 624 hab.

Em 2001 – 450 hab.

Em 2011 – 350 hab.

 

 

 

Mas vamos ver os números respeitantes a famílias, edifícios e alojamentos.

 


Nº de famílias por local de residência

 

 

Em 2001 – 195 famílias

Em 2011 – 160 famílias

 

Menos 35 famílias

 

Nº de alojamentos

 

 

Em 2001 – 402 alojamentos

Em 2011 – 428 alojamentos

 

Aumentaram 26 alojamentos

 

 

Calvão

 

Nº de edifícios

 

 

Em 2001 – 396 edifícios

Em 2011 – 427 edifícios

 

Aumentaram 31 edifícios

 

 Castelões

 

Números são números e eles falam por si, mesmo assim merecem uma interpretação e a minha é de que estes números ajudam a compreender a realidade de crise atual e já sabemos que são os culpados.

 

 

Para ver o mosaico completo da freguesia (sem os dados de 2011) siga o link:

http://chaves.blogs.sapo.pt/485377.html - de 3.Abril.2010

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:41
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Sábado, 3 de Abril de 2010

Mosaico da Freguesia de Calvão

Mosaico da Freguesia de Calvão

 

 

 


Localização:


A 12 km da cidade de Chaves, a noroeste desta, no limite do concelho, situa-se numa faixa de território de transição para as terras de Barroso.

 

Confrontações:


Confronta com as freguesias de Soutelinho da Raia, Ervededo, Bustelo (num ponto apenas) Sanjurge, Soutelo, Seara Velha e ainda com os concelhos de Boticas e de Montalegre.

 

Coordenadas: (Largo da Igreja de Calvão)


41º 47’ 22.22”N

7º 32’ 41.41”W

 

Altitude:


Variável – acima dos 600m e abaixo dos 900m

 

Orago da freguesia:


N. Srª da Assunção

 

Área:


19,62 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):


– Estrada Municipal 507 em direcção ao S.Caetano e Montalegre.

 

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Aldeias da freguesia:


- Calvão

- Castelões

 

População Residente:


Em 1864 – 923 hab.

Em 1890 – 1284 hab.

Em 1920 – 856 hab.

Em 1940 – 983 hab.

Em 1960 – 1240 hab.

Em 1981 – 624 hab.

Em 2001 – 465 hab.

 

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Principal actividade:


- A agricultura.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:


Como costumo dizer esta freguesia e as suas aldeias, tais como as aldeias das freguesias vizinhas, assumem já características do barroso, com o qual confrontam, assumindo também as suas características em termos de um rico património paisagístico, mas também arquitectónico, principalmente dos seus núcleos onde ainda se apreciam belíssimos exemplares das antigas construções de granito.

 

Aliás, em património, de quase todo o tipo, nomeadamente histórico, arqueológico e religioso, é uma freguesia rica. Começando pelo histórico e arqueológico, com os mais antigos vestígios da presença humana a remontar à época megalítica, cronologicamente conotada com os finais do Neolítico e inícios da Metalurgia. São testemunho desses antigos povoamentos as três estações arqueológicas castrejas – Outeiro dos Mouros, Lamarelhas e Facho.

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Mais tardia será a Ponte Romana da Ribeira embora alguns historiadores ponham em dúvida a sua origem romana. No entanto parece haver também achados que nos levam até à romanização das vias, pelo menos a julgar pelo que  A.Rodrigues Colmonero afirma ao respeito do aparecimento de um cilindro granítico e dado como provável milenário.

 

Do património religioso há a assinalar a existência de dois santuários, um em Calvão – da Srª  da Aparecida e outro em Castelões – a Srª do Engaranho, pelos quais as populações locais mas também devora, prestam a sua devoção.

 

A Igreja Paroquial é a que mais se realça pelas suas proporções, com a suas duas torres sineiras, embora seja o mais recente, pois data de  1941 e foi construída para substituir a anterior igreja existente, que seria  medieval e ruiu na sequência de um temporal. Há diversas referências a esse temporal noutras aldeias onde também fez os seus estragos em igrejas.

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Também dignos de realce são os cruzeiro da freguesia, com o de Calvão com o seu fuste canelado e capitel clássico suportando uma delgada cruz e o de Castelões, com alpendre e datado de 1879, pintado e com imagens em relevo nas duas faces da cruz. Ainda ao fundo a povoação de Calvão existe a Capela de N. Srª do Amparo havendo quem defenda que deve ser a mesma que é referenciada e documentada em 1617 como Capela da Srª do Rosário.

 

Quanto ao Santuário da Srª da Aparecida, este integra um Capelinha de 1863, apoiada em cima de um rochedo pelo que se poderá acreditar em ancestrais cultos litolátricos e um outro templo construído uns anos depois. Ainda junto ao Ribeiro do Crasto, fica a capela de S.José, datada de 1752.

 

Em Castelões ficam as capelas de Tairiz ou do Senhor do Bom Caminho e o Templete de N.Srª das Necessidades ou do Engaranho. Ao fundo fica a capela de S.Pedro de Castelões.

Na freguesia e no tocante a arquitectura civil, existem alguns exemplares de casas solarengas do Sec. XVIII e um forno comunitário em Castelões bem à moda barrosã e do seu comunitarismo, que ainda hoje parece existir nessa aldeia.

 

Sem dúvida que estas duas aldeias da freguesia têm ainda um valioso núcleo e também valioso património arquitectónico a preservar, mas para as quais não há qualquer medida de salvaguarda.

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Também não tenho qualquer dúvida em recomendar a freguesia para uma visita demorada, de um dia se possível, sendo indiferente por onde começar, mas com tempo para visita a todos os seus pontos obrigatórios, como os núcleos das duas aldeias, todo o seu património religioso (capelas , igrejas, cruzeiros, alminhas, santuário da Srª da Aparecida e da Srª do Engaranho, bem como o forno comunitário. Se for por um dia, e como pela zona não há restaurantes, vá com merenda ou de pic-nic e terá instalações de apoio (mesas, sombras, churrasqueiras, muita água e bar) no Santuário da Srª da Aperecida. Verá que é um dia bem passado.

 

Para quem gosta de fotografia, um paraíso espera-os, não só em paisagens mas também em pormenores.

 

 

Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:


 

- Calvão

 

- Castelões

 

 

Sítios na Net da Freguesia:


 

- Aldeia de Castelões

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:11
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Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Ruralidades de Chaves

Srª da Aparecida - Calvão

 

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Agrela

 

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Pereiro de Selão

 

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Calvão

 

 

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Agrela

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:39
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Aldeias de Chaves - Portugal

Calvão

 

 

Vilarelho da Raia

 

 

Santiago do Monte

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:27
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Domingo, 3 de Maio de 2009

Calvão - Chaves - Portugal

 

Hoje vamos até Calvão e o seu post alargado.

 

Tardou chegar aqui, não por falta de visitas ou fotos, antes pelo contrário, pois Calvão tem tanto para mostrar que a indecisão estava mesmo em escolher as fotos que a representassem e, de cada vez que por lá passava, as fotos aumentavam. Resolvi que seria hoje o dia de Calvão, porque já era tempo de estar aqui.

 

 

Há quem defenda que a região de Barroso termina no rio Tâmega e de facto o Rio Tâmega e o vale de Chaves fazem a transição entre a terra fria do Barroso e a terra quente que desde Mirandela se prolonga até nós.

 

Calvão, acompanhada por Castelões, Soutelinho da Raia e Seara Velha, parecem testemunhar isso mesmo, pois conhecendo-se as características das aldeias barrosãs, também se conhecem as características destas aldeias, mas tal como algumas aldeias barrosãs, também Calvão tem características únicas que as deve ao seu aconchego à montanha que a protege dos ares frios de Barroso e goza da condição de um pequeno vale que se começa a desenhar em terras de Ervededo e se prolonga até Seara Velha, onde de novo o concelho encontra terras oficiais de Barroso.

 

 

Fronteiras que se desenham oficialmente e politicamente, mas que na realidade se diluem num mesmo povo com características mais amplas, as características das terras altas de montanhas e serras, com pequenos vales e altos planaltos, onde o frio de inverno é frio e o calor de verão é de inferno, terras onde, como dizia Torga, não há raças, há castas, as castas transmontanas.

 

Pois à casta transmontana e alto-tamaguense, com terras quentes e terra fria de Barroso à mistura, é que Calvão não escapa.

 

Calvão onde é sempre agradável ir, para visitar, apreciar e estar.

 

 

Visitar porque é uma das nossas aldeias de visita obrigatória para apreciar não só o casario típico e rural da pedra de granito e da madeira, sem casas senhoriais ou solarengas é certo, mas com um conjunto de casario que se desenvolve ao longo das suas várias ruas com o aconchego da encosta da montanha e que dentro do típico rural, há uma diversidade de pormenores que são dignos de serem apreciados, desde a capela do cemitério, ao cruzeiro, às fontes de mergulho, à igreja com o seu “Cristo Rei”, às muitas fontes de água que ainda registam o símbolo do estado novo, belíssimas fontes por sinal e que aqui foram preservadas, e bem, e, fazem o testemunho e também a história de uma fase da nossa república portuguesa.

 

 

E se o casario encanta, nem há como continuar esse encanto no Santuário da Nossa senhora da Aparecida, com um belíssimo parque de merendas, uma capela também interessante, fontes e muita paisagem para ser apreciada, paisagem que nem parece terrestre se deitarmos o olhar para os picos das montanhas que se desenvolvem até Seara Velha e se prolongam em direcção a terras de Ardãos, já do concelho de Boticas.

 

E tal como atrás dizia, se Calvão é aldeia para ir e apreciar, então o recinto do Santuário da Nossa senhora da Aparecida é local para ir, apreciar e estar, pois o local convida mesmo a estar por lá um dia inteiro, com merenda, claro, e de preferência nesta altura do ano que se avizinha de fim de Primavera e Verão. Merendas ou almoços aos quais não faltam mesas, churrasqueiras e com sorte até bar de apoio, também com características simpáticas pelo seu desenvolvimento ao ar livre para a população. Se gostar de montanhismo e caminhadas, delicie-se também, pois por ali não faltam montanhas que convidam à sua descoberta e à sua caminhada, mas se for dos que gostam de “botar” uma soneca à beira da merenda, sombras não faltam por lá, ou sol, se o preferir.

 

 

Quanto à Senhora da Aparecida, conta a tradição que em 1833 teria aparecido a Senhora a três pastorinhos de nomes Manuel, Maria Rosa e Teresa Fernanda. Então, o povo perante a divulgação do acontecimento, erigiu logo uma capela para em 1842 levantar uma outra com maiores dimensões, ligada à primeira. Mas não pararia por aqui, pois em 1880 seria construída outra capela em forma de nicho. Começava-se a desenhar o actual santuário, principalmente após a construção de uma fonte, aberto um espaço arborizado e claro, a colocados  de coretos (três). Tudo isto, porque a romaria à Senhora da Aparecida, realizada em cada primeiro domingo de Setembro, foi sendo cada vez mais importante e concorrida, pelas graças que corriam de boca em boca.


Os romeiros depois de participarem nas cerimónias religiosas, cumprirem as suas promessas, comerem
as merendas e ouvirem as bandas tocar, despedem-se do local, rezando ou cantando em adeus:


Ó Senhora d'Aparecida
As costas vos vou virando
A saída é agora.
A volta já não sei quando.

 

 

Continuando um pouco no deleite dos parágrafos anteriores existe neste pequeno rincão Norte do concelho mais que motivos que merecem a nossa visita e a visita de muita gente. Um rincão que embora conhecido por nós, não é devidamente aproveitado e explorado por quem de direito e que bem poderiam contribuir para o desenvolvimento dessas aldeias, bem como contrariar o despovoamento das mesmas. De facto além do interesse das aldeias em redor de Calvão, como as aldeias da freguesia de Ervededo, Castelões, Soutelinho da Raia e Seara Velha, concentram-se também aqui os santuários mais importantes do concelho, como o já referido da Srª da Aparecida, o de S. Caetano, o da Srª do Engaranho de Castelões, mas também toda a história que está relacionada com o Couto de Ervededo e o seu antigo concelho, história que se prolonga na arqueologia, mas também em usos e costumes.

 

 

Terras que tantas vezes foram cantadas por Torga e por quem a descobre, que são também referência para alguns estudiosos e historiadores, referencia também religiosa. Pode-se dizer que é uma mina por explorar em actividades turísticas naturais, religiosas e culturais, com temáticas e de montanha, tendo as aldeias e as suas gentes, as suas tradições, usos, costumes e produtos como uma forma sustentável desses mesmos interesses culturais e turísticos… mas enfim, como sempre, esquecemos e desprezamos o que temos de melhor para apostar também no centralismo na e em torno da cidade, pois o brilho das luzes sempre atraiu… para vidas que se pensam melhores.

 

 

E enquanto os senhores de Lisboa e outros de cá andam distraídos com projectos feitos para 4 anos que encham o olho a quem os vê, mesmo que deles não se tire proveito ou futuro as nossas aldeias vão sendo despovoadas e envelhecidas e uma das provas disso mesmo é que há umas dezenas de anos atrás havia necessidade e era ambição das populações das aldeias terem a sua igreja, pois a capela tornava-se pequena, ter uma escola, electricidade, água canalizada e saneamento, coisas do passado que com o tempo e a custo até as conseguiram, mas talvez tarde demais e sem políticas em paralelo para reter as populações na sua terra, pois hoje, as necessidades das aldeias são bem diferentes. Os jovens partiram, as escolas fecharam e a população que resta, hoje anseia por uma casa mortuária, o alargamento do cemitério e um lar para poder passar os seus últimos dias com alguma companhia, mas que assistência. Não me estou a referir a Calvão em particular, mas a todas as nossas aldeias despovoadas.

 

 

As soluções para contrariar despovoamentos são conhecidas e até fáceis de por em prática e concretizar, principalmente em aldeias que distam da cidade apenas uma dúzia de quilómetros e que bem poderia manter por lá os seus filhos, mas para isso teria que haver políticas acertadas e preocupadas em que isso acontecesse, mas não há, em troca, têm-se cidades com atabalhoados, emaranhados e amontoados de betão, onde as pessoas vivem metade das suas vidas em meia dúzia de metros quadrados entre as suas paredes… mas claro que contra o b€tão, não há argumentos, nem urbanismo que lhe resista, porque afinal é o b€tão que paga tudo, não é!?

 

 

Pois é, e também Calvão, embora com os seus atractivos e interesse, sofre e segue a linha da tendência do despovoamento, números que vos apresentarei aqui no mosaico final quando a freguesia (com Castelões) tenha por aqui a sua cobertura num post alargado.

 

Calvão que é sede de freguesia à qual pertence também a aldeia de Castelões, fica a 12 quilómetros de Chaves a Norte da mesma e ocupa 19,62 km2 de área (a freguesia).

 

 

Essencialmente agrícola tem como produções mais significativas o vinho, centeio, milho, batata e feijão.

 

A igreja paroquial, muito imponente com os seus campanários a subirem bem alto e a destacarem-se além dos telhados do casario, foi reconstruída nos finais da década de 1940, após a igreja existente ter sido destruída por um ciclone. É muito maior que a antiga igreja, a primitiva, denominada de Santa Maria de Calvão seria uma das que faz parte da estória da lenda de Maria Mantela.

 

 

E por hoje é tudo. No próximo fim-de-semana cá estaremos outra vez de volta às nossas aldeias e às freguesias, entretanto durante a próxima semana, como sempre, cá estaremos diariamente e, por cá, às quartas também há feijoada, ou peixeirada ou então devaneios, logo se vê.

 

Até amanhã.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:25
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