Domingo, 6 de Agosto de 2017

Casas Novas - Chaves - Portugal

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Os nossos pais e os mais velhos têm, ou acabam por ter sempre razão. A minha mãe sempre me disse que “quem dá a noite não pode dar o dia”, e é bem verdade, principalmente a partir de ser idade, e mesmo que a vontade queira  responder a certos apelos, o corpo não o permite, e não há como contrariar a natureza. Isto para dizer que ontem o corpo não me deixou marcar presença com mais uma das nossas aldeias flavienses, mas promessas são promessas e desde que não sejam de políticos, são sempre para cumprir. Não cumpri ontem, cumpro hoje, com a aldeia de Casas Novas.

 

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Casas Novas, uma aldeia à beirinha da Nacional 103, também uma estrada mítica que liga o litoral a Bragança, passando por Chaves, uma nova versão de uma das principais vias romanas (a  via XVII), só que construída quase mil anos depois. Mais ia eu dizendo que Casas Novas é a nossa aldeia de hoje, uma aldeia singular em termos arquitetónicos, onde o melhor do nosso casario solarengo ou abastado convive com o mais típico e rural.

 

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Casario solarengo, como o solar de estilo barroco que após muitos anos de abandono virou a Hotel Rural (conto a história deste solar aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/286402.html ) seguido de meia dúzia de casas rurais mais simples para logo de seguida darmos com o Solar do Vilhenas, um lindíssimo solar com capela virada para a rua principal da aldeia, e ainda outras casas que embora sem a riqueza arquitetónica dos solares são também belíssimos exemplares de uma arquitetura mais nobre, quer pela grandeza quer pela qualidade dos pormenores construtivos.

 

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Em caminhos paralelos a parte solarenga da aldeia convive com  toda uma aldeia típica transmontana, com o seu casario transmontano também típico onde o granito é rei  senhor, de uma aldeia virada para a agricultura e usufruindo da proximidade da cidade de Chaves, a 10 km, mas também da vitalidade que a Nacional 103 iam dando à aldeia, principalmente há umas dezenas de anos atrás em que era a principal via de acesso ao Barroso, a Braga e ao litoral.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:03
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Domingo, 27 de Julho de 2014

As nossas aldeias com imagens de Casas Novas

 Hotel Rural de Casas Novas

Há três ou quatro dias atrás num post sobre o Barroso eu dizia: “Às vezes vai-se tão longe, horas, dias a percorrer estradas para ver paraísos e paisagens nunca vistas quando as temos aqui tão perto, a minutos, uma hora que seja de viagem, esquecidas…” Nesse dia dei um exemplo do Barroso de Montalegre, mas poderia ter sido de terras de Vila Pouca, de Ribeira de Pena, de Valpaços, de Vinhais, de Boticas (também Barroso), de Chaves e, porque não, de terras de toda a raia galega que confronta connosco (concelhos de Montalegre, Chaves e Vinhais. Junto todos estes concelhos vizinhos de Chaves porque na realidade Chaves, geograficamente falando, é o centro de toda esta região que tem mais ou menos características comuns.

 

 Solar ou "Casa dos Vilhenas" - Casas Novas

Todas estas terras fazem parte do “Reino Maravilhoso” que Torga descrevia, mas eu acrescentaria que estas terras são um outro reino maravilhoso dentro do “Reino Maravilhoso” de Torga, mas em conjunto, pois só assim conseguirão ser esse reino e não é só pelas paisagens e pelo casario, mas por todo o património histórico, arqueológico, gastronómico e sobretudo por todo o património que tem a ver com a nossa gente, o património social cheio de tradições, saberes ligados à terra, sabores de uma gastronomia única (muito e bom), à vida comunitária, à religião. Temos todos os ingredientes para sermos esse reino maravilhoso dentro do outro reino maravilhoso que o é todo o Trás-os-Montes e Alto Douro, e o que se tem feito por ele? – Nada, ou pior que isso, tem-se desprezado estando mesmo em vias de extinção, pois esse reino maravilhoso de que eu vos falo não existe nas cidades nem nas sedes de concelho, mas nas aldeias com a sua gente lá dentro, pois as aldeias sem gente são como um teatro e o seu palco sem atores. Não basta existir um palco e uma casa de teatro para que o teatro aconteça, são necessários os atores. Com o reino maravilhoso das nossas aldeias acontece a mesma coisa, sem o seu povo não há aldeias, porque as aldeias são mesmo as pessoas, a sua tradição, o seu folclore, as suas crenças. As casas, apenas servem para abrigar esta grande família – ora é aí que está o reino maravilhoso e é por isso (já o disse há dias) que não interessa ao poder (político e económico, ou melhor, ao económico e aos seus lacaios) e é por isso que os do poder lhes viram as costas, e é por isso que as nossas aldeias estão em vias de extinção se, nada se fizer por elas, mas o mais engraçado é que as aldeias e todo o interior poderiam muito bem ser a solução (ou pelo menos contribuir para ela) de toda esta crise económica e financeira atual.

 

 Vista desde o interior do Hotel Rural de Casas Novas

Embora nesta história haja alguns culpados, principalmente os de Lisboa, os piores de todos, são mesmo os nossos culpados ou seja: - os nossos autarcas (ficam de parte a maioria dos Presidentes da Junta, ou será pedintes da junta?). Pois os nossos autarcas, à escala local, vão funcionando por imitação e obediência  aos de Lisboa e, se para estes últimos Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, para os locais (do poder) o seu concelho é a sua cidadezinha ou vileca e o resto também é paisagem, pois nada, absolutamente nada têm feito para garantir um futuro sustentado (palavra que eles gostam tanto) das aldeias. E dirão eles – “ah não! A gente tem investido muito dinheiro nas aldeias”, e sou testemunha de que é verdade, primeiro foi em abastecimento de água, saneamento, estradas e até em escolas. Investimentos que chegaram tarde demais pois quando as obras destes investimentos terminaram já as aldeias não tinham gente para deles poderem tirar algum rendimento, a única coisa que aproveitaram à séria, foram mesmo as estradas para saírem das aldeias. Ultimamente os investimentos que são transversais a todas as aldeias/freguesias são a construção de casas mortuárias, alargamento de cemitérios e lares de terceira idade. Eu repito e sublinho: construção de casas mortuárias, alargamento de cemitérios e lares de terceira idade – Será preciso dizer mais alguma coisa? – Pois talvez só dizer que no próximo ano letivo está previsto encerrar as últimas escolas rurais que resistiram à última leva.

 

 

Casario rural tradicional de uma das ruas de Casas Novas

 

Mas, felizmente, ainda vai havendo alguns, poucos mas alguns bons exemplos daquilo que se pode fazer com e nas nossas aldeias. Projetos de pessoas que acreditaram e que em todos, repito em todos contam com as comunidades locais, as pessoas das aldeias como parte integrante desses projetos, mas não vou gastar mais palavras no assunto, pois basta visitarem os sítios na NET através dos links que a seguir vos deixo para ficarem a saber de que projetos se trata.

 

http://www.aldeiasportugal.pt/

 

http://www.aldeiasdeportugal.pt/PT/

 

http://aldeiasdoxisto.pt/

 

http://casasbrancas.pt/content/view/33/47/lang,pt/

 

Quanto às imagens de hoje são de Casas Novas, uma aldeia que tem de tudo para ser uma aldeia de sucesso e, até a nível de privados se tem feito alguma coisa por isso, mesmo contra todas as burocracias e toda a legislação que em Portugal apenas se atende pelo lado da proibição e não do consentimento. Está-nos no sangue, principalmente no sangue dos legisladores, por isso, ser também um dos traços da cultura portuguesa, mas não só. Ao respeito (burocracia) deixo um vídeo youtube. Está falado em castelhano e legendado em inglês, mas mesmo que não domine nenhuma destas línguas, entende-se bem. PARA OUVIR, POR FAVOR DESLIGUE O RÁDIO NA BARRA LATERAL DIREITA, conforme indica a figura seguinte:

Resto de um bom domingo!
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publicado por Fer.Ribeiro às 04:21
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Domingo, 16 de Fevereiro de 2014

Casas Novas feita de casas antigas

 

Prestes a terminar o fim de semana mas ainda a tempo de cumprir a promessa de trazer ao blog uma aldeia do concelho de Chaves, desta vez – Casas Novas.

 

 

Casas Novas feita de muitas casas antigas, com as casas mais humildes a conviver ao lado dos solares – o convívio de sempre –  a pobreza ao lado da riqueza e sempre, ambas, dependentes uma da outra. Sempre foi assim e sempre assim será, por mais que ilusões passageiras possam fazer acreditar que outros caminhos são possíveis…

 

 

Mas ricos ou pobres foi à pedra que ambos foram buscar a solidez dos seus lares, o resto, é uma questão de a pedra estar mais ou menos polida, nem por isso deixa de ser pedra, o que interessa mesmo é aquilo que guardam e aquilo que abrigam, e aí, o polimento de pouco vale.

 

 

Enfim, as flores não precisam de jardins para florir, ou isto são apenas palavras para ilustrar imagens...

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:33
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Domingo, 4 de Setembro de 2011

Casas Novas, velhas e antigas

 

Ainda antes de mais um conto do mundo que acabou de Herculano Pombo, que acontecerá aqui ao meio dia, vamos passar por Casas Novas, que curiosamente está cheia de casas velhas e antigas, o mesmo que acontece na grande maioria das nossas aldeias.

 

 

Também curiosamente são as casas antigas aquelas que mais brilho dão a esta aldeia, com dois solares que se recomendam (um deles Hotel Rural), algumas casas senhoriais e muitas do casario tradicional rural. Razões mais que suficientes para continuar a recomendar uma visita a esta aldeia.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:34
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Encontro de Blogs - 1ª Parte

Ontem foi dia de encontro da blogosfera flaviense e dos fotógrafos flickr que se associaram ao evento.

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Começou por um passeio fotográfico com paragens em Seara Velha, Poço das Freitas e Casas Novas.

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Enquanto a reportagem do encontro não é publicada aqui no blog, vamos ficando com algumas imagens do Hotel Rural de Casas Novas, local escolhido para um dos pontos altos deste encontro convívio, aquele que reuniu todos à volta da mesa para um jantar com sabor a Carnaval.

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Até à reportagem, que será publicada ainda hoje a hora incerta.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Sábado, 21 de Novembro de 2009

Casas Novas - Chaves - Portugal

Pois hoje chegou a vez de Casas Novas ter por aqui o seu post alargado e, se algumas aldeias ainda não passaram por aqui por falta de fotografias ou visitas, não é o caso da aldeia de hoje. Talvez a demora se deva mesmo aos motivos e ao excesso de fotografias que tenho desta aldeia, mas também à sua história, que rica ou não, é bem diferente das restantes aldeias do concelho.

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Mas, diga-se a verdade, tinha algum receio de abordar esta aldeia. Receio em com o seu post alargado, ficar aquém de transmitir realidade desta aldeia, feita de contrates de tempos de outrora e de hoje, mas também contrates reflectido no seu casario solarengo por um lado, e tradicional típico do granito por outro e, ainda bem, que não trago aqui outros contrates que se verificavam há anos atrás, com os solares abandonados e em ruínas, como os solares habitados ou em bom estado.

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Claro que não irei aprofundar a história de Casas Novas e a razão porque em Casas Novas, Redondelo e também na vizinha Rebordondo se concentram, relativamente ao restante e existente no concelho, tantas casas solarengas, e solares brasonados. Não abordarei essa parte da história por duas razões: primeira porque cada uma dessas casas e solares merecem um post alargado e, segunda, porque confesso não saber a história de todas essas casas e solares.

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Mas hoje quero mesmo é dar uma ideia em geral da aldeia de Casas Novas, aldeia da qual guardo “imagens” de sempre, desde tenra idade, pela simples razão de que, vista de passagem desde a nacional 103, encanta qualquer um.  Mas mais encantado se fica quando penetramos nela e conhecemos a restante aldeia e a nobreza do seu casario, quer seja nobre em todo o sentido da palavra, quer porque também é nobre em termos de construção típica tradicional, a tal da pedra, ferro e madeira, embora, claro, era inevitável não ter os seus atentados pelo meio. Mesmo assim, Casas Novas ainda se recomenda.

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A aldeia em si, não é grande. Na realidade trata-se de uma pequena aldeia que se vai desenvolvendo ao longo de uma rua onde, quase paredes meias, há dois solares e menos de uma centena de casas. Adivinha-se que a antiga aldeia estaria dividida entre duas ou três casas ricas à volta das quais nasceu a aldeia do povo que as servia, mas isto sou eu a adivinhar ou a mandar palpites, pois como inicialmente disse, tenho poucos dados da história da aldeia.

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Localizada numa pequena colina de terras não muito elevadas, com o Rio Tâmega a seus pés (embora não se sinta), andam todas elas na cota dos 400/500m. Fica a 10 quilómetros de Chaves e outros tantos de Boticas. Aliás Casas Novas faz mesmo fronteira com o concelho de Boticas e é também pelas suas terras que se inicia a transição para terras do Barroso.

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Embora de proximidade de terras frias, são ainda ares da veiga de Chaves e do rio que chegam até às suas terras, e talvez por isso, ainda terra férteis que o povo sempre destinou à agricultura, mas que nem sempre chegavam às colheitas, pois reza a história da aldeia, que os temporais destruíam quase todos os anos as suas colheitas. Reza também a história ou a lenda, que para acabar com estes males, a povoação mandou construir uma capelinha, com uma galilé e invocação a S. Bernardino de Sena, pois continua a história, que foi mandada construir como agradecimento ao santo, pela protecção que devotou às colheitas, quando lhe foram encomendadas, não tendo sido destruídas pelos temporais, como acontecia todos os anos. O resultado, é uma pequena mas interessante capela, que pelo seu enquadramento bem pode ser considerada uma pequena pérola da aldeia.

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E já que falamos de pérolas, outra, é a o edifício da Escola Primária. Uma escola que teve o seu início de construção em 1900, com duas salas, uma para cada sexo e ainda habitação dos respectivos professores. As despesas da construção da escola (4.010$000 réis) foram pagas com dinheiros que Luiz Teixeira de Morais, um emigrante no Brasil, natural da aldeia, que legara para a sua construção.

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Desconheço quem é o autor do projecto da escola, embora haja quem defenda que foi construída ao estilo ou que é do tipo Adães Bermudes (Arnaldo Redondo – Porto 1/10/1864 -  Sintra 18/02/1948), um importante arquitecto, professor de arquitectura e político que se notabilizou como um dos expoentes da  arte nova em Portugal. Com belíssimas obras executadas desde Bragança ao Algarve e ilhas. Embora haja que defenda tal, a escola não consta no seu curriculum e a ser verdade, seria uma das suas primeiras obras, pois o mesmo só começa a ser notabilizado com o projecto do Banco de Portugal, em Bragança, no ano de 1902.

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Um pequeno apontamento só para dizer a importância que pode ter na história, em especial na história da arquitectura,  a autoria de um projecto e a sua obra. Sem tirar o valor arquitectónico da Escola de Casas Novas, teria ainda mais valor se realmente fosse de Adães Bermudes. Claro que esse valor é sempre relativo e nem todos o entendem. Exemplo recente acontece com uma obra do Arquitecto Eugénio Correia (1897-1985), essa sim, de autoria do próprio com placa e tudo, colocada na construção, sito na Rua 1º de Dezembro em Chaves, e que actualmente está a ser demolida para dar lugar a mais um edifício de betão no Centro Histórico de Chaves. Eugénio Correia, também apenas, importante, por ser um dos pais da “casa portuguesa”, autor da moradia da Rua 1º de Dezembro em Chaves, que era um belíssimo exemplar de arquitectura de uma “casa portuguesa”. E disse bem – era! Mas como a Rua 1º de Dezembro é em Chaves e hoje estamos em Casas Novas, voltaremos ao assunto durante a semana.

Voltemos então às pérolas e jóias de Casas Novas. A capela e a escola são dois exemplares que espero seja tratados e cuidados por muitos anos, mas em Casas Novas há mais – Os solares.

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O Solar dos Vilhenas, um belíssimo conjunto habitacional com uma não menos bela e artística pedra de armas e capela de invocação da Senhora da Piedade. As armas que constam do brasão foram concedidas no ano de 1752 a Manuel Álvares Calvão, 1º Morgado de Casas Novas, Capitão de Infantaria Auxiliar, Escrivão da Câmara de Chaves e Juiz Almoxarife da Comenda de Moreiras, que intituiu o vículo com capela de invocação à Senhora da Piedade. Manuel Álvares Calvão está sepultado na capela do solar. Do solar destaca-se ainda uma passagem superior em arco sobre a rua principal da aldeia.

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Mesmo, ou quase, ao lado deste solar dos Vilhenas, encontra-se um outro solar, o Solar da Viscondessa do Rosário, do início do século XIX e que embora tivesse estado francamente degradado e à beira da ruína total há poucos anos atrás, foi recentemente recuperado para Hotel Rural, ao qual este blog já dedicou um post alargado e que poderá ver/ler aqui:

http://chaves.blogs.sapo.pt/286402.html

Será pela certa um local agradável onde poderá ficar um fim-de-semana para conhecer esta aldeia de Casas Novas, mas também as aldeias vizinhas de Redondelo e Rebordondo onde uma rica arquitectura rural e solarenga se repete.

 

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A história deste solar é contada na página do Hotel Rural (http://www.hotelruralcasasnovas.com) que transcrevemos:

“Trata-se de um antigo Solar com uma antiga e relevante História. Após o seu restauro, ainda se mantém imponente o Solar do Conde de Penamacor também chamado Solar do Visconde do Rosário.

 

No final do século XVIII, o Solar era propriedade o 2º Conde de Penamacor, António de Saldanha de Albuquerque e Castro Ribafria, nasceu a 3 de Novembro de 1815 e morreu a 15 de Maio de 1864. Era filho do Alcaide-mor de Sintra e de D. Maria Teresa Braamcamp. Terá sido ele que mandou gravar a pedra de armas que se encontra na fachada do Solar. Outras fontes apontam como responsável desta gravação o seu pai, João Maia Rafael Saldanha de Albuquerque e Castro Ribafria.

 

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Em Casas Novas, o nome Albuquerque do terceiro quartel foi substituído por Pereira, apelido e armas do pai da avó paterna do 2º Conde. O título de Conde de Penamacor tem uma história curiosa e invulgar. O rei D. Afonso V, em 1475, concedeu-o ao seu valido e Camareiro-mor D. Lopo de Albuquerque, que foi embaixador do Rei de Castela e Roma. Este 1º Conde, tendo sido considerado culpado na conspiração dos Duques de Viseu e Bragança contra D. João II, receando o castigo deste, fugiu do país. Depois de uma vida aventurosa, acabou por morrer no exílio, em Sevilha. Por isso o título não foi renovado e assim se manteve durante mais três séculos, embora os seus descendentes tivessem regressado a Portugal e prestado relevantes serviços em sucessivas gerações.
A associação das armas referidas deve-se à seguinte linha de sucessão: D. Luís de Albuquerque, neto do primeiro conde, casou com uma filha do grande Vice-rei D. João de Castro. Desse casamento nasceu uma filha, D. Luíza de Castro, que casou com André Gonçalves Ribafria, Alcaide-mor de Sintra, filho de Gaspar Gonçalves Ribafria. Uma bisneta destes casou com Manuel de Saldanha Távora, Capitão-mor das Naus da Índia. É um bisneto destes que se liga pelo casamento a Casas Novas. O título foi renovado em 1844 por D. Maria II num neto deste último que assim veio a ser o 2º Conde de Penamacor. A ascendência do 2º Conde em Casas Novas, tendo um percurso histórico completamente diferente, é um bom e curioso exemplo da mobilidade social que caracteriza a sociedade portuguesa. Ademais, revela-nos um notabilíssimo flaviense que está completamente esquecido.

Este solar foi mais tarde vendido pela família, passando para a posse de uma filha do Visconde do Rosário. Mais tarde foi doado por esta à Santa Casa da Misericórdia de Chaves.

 

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Falemos agora desta família. Como foi dito, a casa foi habitada pela Viscondessa do Rosário, Maria Clementina Conde Saraiva. Era filha do Visconde do Rosário, Manuel José Conde, e de D. Eufrosina Ermelinda do Nascimento, natural da Bahia. Casada com António Teixeira de Morais, adoptou a cidade de Chaves como sua terra. Faleceu em 21 de Dezembro de 1935.

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O seu marido António Teixeira de Morais, era natural de Casas Novas, e faleceu em Lisboa em 6 de Junho de 1887. Esteve no Brasil durante muitos anos. A Câmara de Chaves dedicou-lhe uma rua urbana pelo facto de ter doado à Santa Casa da Misericórdia da cidade, a quantia de 40 contos (em moeda brasileira), destinada a cuidar dos pobres da sua freguesia. Além da avultada importância em dinheiro, doou também a sua quinta de Casas Novas, em 12 hectares e respectiva casa solarenga, brasonada, aos mesmos fins.”

 

 

Consta ainda na história da aldeia, ou nos seus arredores, a assinatura da Convenção de Chaves que deu como finda a Revolta dos Marechais, em 20 de Setembro de 1837.

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E sobre a aldeia não digo mais. Nem há como passar por lá, pois fica apenas a dois ou três quilómetros do nó de Curalha da auto-estrada, a 10 quilómetros de Chaves e por ela pode fazer passar um interessante roteiro com saída de Chaves, passagem por Curalha com visita ao Castro, dar um pulo à Pastoria, Casas Novas e Redondelo, Rebordondo, Anelhe, Souto Velho e regresso a Chaves. Deixe Vidago para outra altura, pois com olhos de apreciação e visita o itinerário que lhe acabo de traçar da para todo um dia, ou para uma manhã ou tarde com olhos de ver apressados.

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Vai ver que é um passeio que vale a pena e que muito flaviense desconhece. Não é preciso sair do concelho para se conhecerem verdadeiras pérolas, onde até pode almoçar ou jantar bem e pernoitar, com qualidade,  ao longo de várias ofertas que a nossa ruralidade põe à disposição.

 

Até amanhã!

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:54
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Hotel Rural Casas Novas - Chaves - Portugal

 

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Hoje, descaradamente, vou fazer publicidade, mas antes quero contar uma pequena história pessoal, para compreenderem uma das razões que me levam a tal.

 

No meu tempo de estudante, teria eu os meus 18, 19 anos, no tempo das vindimas juntávamos um pequeno grupo de amigos e ia-mos até Espanha, junto à raia, ganhar algum a vindimar. Num dos anos, depois de duas semanas a vindimar, aventurámo-nos e fomos um pouco mais Espanha adentro a procura de mais vindimas. Chegamos até Villa Franca del Vierso. Acabados de chegar a Villa franca, fomos à procura de poiso, num Hostal à beira da estrada. O Hostal era mais uma casa de família que propriamente Hostal, e a proprietária, senhora dos seus sessenta e tal anos, antes de nos dar dormida, quis primeiro saber quem éramos, de onde vínhamos, o que fazíamos e o que andávamos por lá a fazer. Respondemos religiosamente ao inquérito, com a verdade, pois nada tínhamos a esconder, mas já sabemos que palavras são palavras e valem o que valem. Estivemos por aquele Hostal uns bons 15 dias, jantávamos com o casal proprietário e acabamos mesmo por fazer amizade. No fim, já na hora da partida, a proprietária confessou-nos que só nos tinha dado dormida porque tinha reparado nas nossas mãos de trabalho, que estava reflectido nos cortes e unhas sujas de duas semanas de vindima. Foi mais uma lição na minha vida.

 

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Pois uma das razões, senão a principal de hoje vir aqui fazer publicidade, foram precisamente as mãos do casal de proprietários do Hotel Rural Casas Novas, que inaugura no próximo dia 28 de Junho, mãos de muito trabalho, que demonstram também a tenacidade de gente lutadora e simples, aventureiros também, amigos e com gosto, ou seja, gente que trabalha e leva a efeito uma grande aventura e sonho sem qualquer cagança - é mesmo este o termo mais correcto a aplicar aqui.

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Conheci-os há uns meses atrás, misturados entre os trabalhadores da obra e fiquei logo rendido, não só à sua simpatia, mas também ao seu ser empreendedor e às suas mãos, que merecem toda a sorte do mundo nesta nova vida que agora iniciam.

 

Outra das razões porque merecem honras neste blog é pela razão de recuperarem um dos solares mais bonitos do concelho e que há muito estava em ruínas. Um solar que faz também parte do meu imaginário de criança, do tempo em que desde as carreiras do Magalhães de Braga, observava desde a estrada aquela grande e bonita casa de príncipes, quando passava a caminho de Montalegre ou mesmo de Braga. Era já então o casarão mais bonito que eu conhecia.

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Há ainda mais razões, que poderão descobrir pelas fotografias que hoje vos deixo e pelo decorrer deste post.

 

Vamos então até ao Hotel Rural Casas Novas, que como o nome indica fica em Casas Novas, a 10 quilómetros de Chaves e a apenas 2 ou 3 quilómetros do nó da auto-estrada de Curalha.

 

Antes de irmos ainda ao empreendimento que agora vai abrir portas, vamos contar um pouca da história do casarão, o Solar do Conde de Penamacor ou do Visconde do Rosário.

 

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Sem dúvida que na aldeia e arredores, até mesmo no concelho e concelhos vizinhos, é um dos edifícios com grande destaque neste género de construções – os solares.

 

Trata-se de um antigo Solar com uma antiga e relevante História. Foi o Solar do Conde de Penamacor e desde sempre conhecido pelo Solar do Visconde do Rosário ou simplesmente pelo Solar de Casas Novas.

 

No inicio do século XIX, o Solar era propriedade o 2° Conde de Penamacor, António de Saldanha de Albuquerque e Castro Ribafria, nasceu a 3 de Novembro de 1815 e morreu a 15 de Maio de 1864. Era filho do alcaide-mor de Sintra e de D.Maria Teresa Braamcamp e terá sido ele que mandou gravar a pedra de armas que se encontra na fachada do Solar, outras fontes apontam como responsável desta gravação o seu pai, João Maia Rafael Saldanha de Albuquerque e Castro Ribafria.

 

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Em Casas Novas, o nome Albuquerque do terceiro quartel foi substituído por Pereira, apelido e armas do pai da avó paterna do 2° Conde.

 

O título de Conde de Penamacor tem uma história curiosa e invulgar. O rei D. Afonso V, em 1475, concedeu-o ao seu valido e Camareiro Mor D. Lopo de Albuquerque, que foi embaixador do Rei de Castela e Leão. Este 1° Conde, tendo sido considerado culpado na conspiração dos Duques de Viseu e Bragança contra D. João II, receando o castigo deste, fugiu do país. Depois de uma vida aventurosa acabou por morrer no exílio, em Sevilha. Por isso o título não foi renovado e assim se manteve durante mais três séculos, embora os seus descendentes tivessem regressado a Portugal e prestado relevantes serviços em sucessivas gerações.

 

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A associação das armas referidas deve-se à seguinte linha de sucessão: D. Luís de Albuquerque, neto do primeiro conde, casou com uma filha do grande Vice-rei D. João de Castro. Desse casamento nasceu uma filha, D. Luíza de Castro, que casou com André Gonçalves Ribafria, alcaide-mor de Sintra, filho de Gaspar Gonçalves Ribafria.

 

Uma bisneta destes casou com Manuel de Saldanha Távora, Capitão-mor das Naus da Índia. É um bisneto destes que se liga pelo casamento a Casas Novas. O título foi renovado em 1844 por D. Maria II num neto deste último que assim veio a ser o 2° Conde de Penamacor. A ascendência do 2° Conde em Casas Novas, tendo um percurso Histórico completamente diferente, é um bom e curioso exemplo da mobilidade social que caracteriza a sociedade portuguesa. Ademais, revela-nos um notabilíssimo flaviense que está completamente esquecido.

 

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Este solar foi mais tarde vendido pela família, passando para a posse de uma filha do Visconde do Rosário. Mais tarde foi doado por esta à Santa Casa da Misericórdia de Chaves.

 

Falemos agora desta família, como foi dito, a casa foi habitada pela Viscondessa do Rosário, Maria Clementina Conde Saraiva. Era filha do Visconde do Rosário, Manuel José Conde, e de D. Eufrosina Ermelinda do Nascimento, natural da Bahia. Casada com António Teixeira de Morais, adoptou a cidade de Chaves como sua terra. Faleceu em 21 de Dezembro de 1935.

 

O seu marido António Teixeira de Morais, era natural de Casas Novas, e faleceu em Lisboa em 6 de Junho de 1887. Esteve no Brasil durante muitos anos. A Câmara de Chaves dedicou-lhe uma rua urbana na freguesia de Stª Cruz/Trindade pelo facto de ter doado à Santa Casa da Misericórdia da cidade, a quantia de 40 contos (em moeda brasileira), destinada a cuidar dos pobres da sua freguesia. Além da avultada importância em dinheiro, doou também a sua quinta de Casas Novas, com 12 hectares, e respectiva casa solarenga, brasonada, aos mesmos fins.

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A Santa Casa da Misericórdia, ao que apurei na aldeia,  durante alguns anos ainda utilizou o solar como casa de acolhimento de rapazes órfãos ou abandonados. Não sei qual a razão, mas abandonou o solar deixando-o entregue a si próprio ou seja ao abandono. Em meados de 80, não sei qual a razão, mas eu próprio visitei o solar, já então fechado e em estado avançado de degradação. Quando os actuais proprietários adquiriram o solar, estava praticamente em ruínas.

 

Vamos então para a nova casa, o Hotel Rural Casas Novas levado a efeito no Solar Visconde ou Viscondessa do Rosário, onde se aproveitou e preservou (e bem) tudo que foi possível preservar, mantendo a dignidade do antigo solar e onde a nova construção ou construção nova anexa e adjacente ao solar está perfeitamente integrada sem por em causa a visibilidade e notoriedade do antigo solar, incluindo a adega da quinta, foi recuperada para restaurante e bar, preservando todo o conjunto de lagares e lagaretas, condutas em granito e acessórios utilizados na feitura do vinho, incluindo algumas das gigantescas pipas (que no momento ainda se encontra a ser recuperadas por especialistas tanoeiros.

 

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Também a cidade de Chaves e a região fica mais rica a partir deste momento com a oferta que o Hotel Rural Casas Novas põe à disposição de quem as queira utilizar, principalmente turistas, pois além da oferta do próprio Hotel, não poderemos esquecer o interesse das aldeias rurais e de outro casario também de interesse na própria aldeia como nas aldeias vizinhas.

 

Mas em termos de oferta, o Hotel dispõe de 5 suites no edifício do antigo solar, onde funciona também a recepção, a biblioteca, um bar, sala de estar e restaurante mais intimista. Na ala nova possui 21 quartos. Piscina exterior, piscina interior aquecida, jacuzzi, sauna, banho turco, sala de massagens, ginásio, polidesportivo ao ar livre (ténis, basquetebol, voleibol, futebol, etc.), salão multiusos com capacidade para 400 pessoas, adega e lagar regional com música ao vivo todas as sextas-feiras.

 

Além de Hotel Rural é um espaço também aberto a toda a comunidade e eventos, casamentos, reuniões e conferências, onde para o pessoal cá da terrinha se poderá aconselhar o restaurante e o bar regional para utilização diária, além das outras ofertas que também estão abertas à comunidade (Salão, polidesportivo, piscinas, etc.).

 

.

 

.

 

E para finalizar vamos aos créditos que vão inteirinhos para a simpatia e trabalho dos seus proprietários, o Sr. Fernando Moura, 42 anos e D.Salete Moura, ex-emigrantes em França e Estados Unidos, que embora barrosões (da zona do Barracão), encontraram em Casas Novas o empreendimento das suas vidas, quem sabe se não é também um dos sonhos do seu imaginário de crianças, quando desde as mesmas carreiras do Magalhães de Braga, avistavam tão belo Solar.

 

O empreendimento ronda os 3.500.000 Euros de investimento, ou seja mais de 700.000 Contos em moeda antiga.

 

.

 

.

 

Para o Sr, Fernando e a D.Salete, desejo toda a sorte do mundo para este empreendimento que (este sim) dignifica a história do solar e honra o concelho e a cidade de Chaves com mais um espaço hoteleiro em ambiente rural e que pela certa irá deliciar todos quantos o procurem como poiso.

 

Fica também o sítio na net do Hotel Rural que poderá ser visitado em www.hotelruralcasasnovas.com e também o local onde poderá fazer as suas reservas para desfrutar deste espaço: reservas@hotelruralcasasnovas.com

 

.

 

.

 

A partir de dia 28, próximo Sábado, está de portas abertas. Parabéns e felicidades sinceras deste blog que aprecia o que de bom e bem se faz para e por este concelho.

 

Até amanhã.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:50
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