Sábado, 26 de Agosto de 2017

Castelões - Chaves - Portugal

1600-casteloes (560)

 

Mais um sábado e mais três imagens sobre uma aldeia do concelho de Chaves, que segundo o critério que temos seguido, hoje toca a vez a Castelões.

 

1600-casteloes (579)

 

Pois é, deveriam ser três imagens, mas vão ser mais algumas, por duas razões: - Primeira porque Castelões oferece tantos motivos fotográficos que não resistimos a selecionar mais uns tantinhos; Segundo porque a foto geral do cruzeiro ficaria incompleta se não deixássemos aqui mais dois pormenores do mesmo.

 

1600-casteloes (587)

 

Na realidade trata-se de um cruzeiro muito singular, principalmente pela sua cruz com imagens nas duas faces, que embora não seja caso único aqui na região fronteiriça, é-o quanto arte das peças e das pinturas, principalmente porque estes cruzeiros seguem todos um certo padrão e este é uma exceção, quer no colorido utilizado, quer na pintura das figuras da cruz, quer nas formas das próprias figuras,  tudo do mais naïf que há.

 

1600-casteloes (590)

1600-casteloes (595)

 

Quem acompanha o blog sabe que Castelões é uma das aldeias que mais vezes têm passado por aqui, por uma das razões já atrás apresentada mas também porque é um trunfo nosso, a par de mais duas ou três aldeias do concelho, ou seja, aos sábados quando não tenho muito tempo para dedicar ao blog passo pelo arquivo de imagens de uma dessas aldeias e tenho a escolha facilitada porque quase todas as imagens são interessantes.

 

1600-casteloes (593)

 

Castelões que segue também as características das aldeias do Alto Barroso que tem ali mesmo ao lado.

 

1600-casteloes (573)

 

Para finalizar, era também uma das aldeias que Miguel Torga visitava e que registou no seus diários, não propriamente a aldeia e pela aldeia, mas pela água do seu Santuário, a Senhora do Engaranho, à qual são atribuídas curas para algumas maleitas.

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:59
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 31 de Janeiro de 2015

Castelões - Chaves - Portugal

1600-casteloes (139)

Hoje a porta abre-se mais uma vez para Castelões, uma aldeia à qual gostamos sempre de ir e de deixar aqui no blog.

1600-341-343

E gostamos de ir por lá porque há sempre motivos de interesse a registar e pormenores que sempre vamos encontrando e nos escaparam nas visitas anteriores.

1600-casteloes (548)

Tal como me referia há dias a Seara Velha, Castelões é também uma das aldeias que tenho como trunfo para quando não há muito tempo para procurar imagens no arquivo do nosso mundo rural, o tal que é obrigatório ficar por aqui todos os fins-de-semana.

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Chá de Urze com Flores de Torga - 57

 

Castelões, Chaves, 9 de Setembro de 1982

 

Visita à Senhora do Engaranho, pobremente recolhida numa ermidinha tosca da serra, com lindas vistas e muita solidão. É um consolo verificar como o nosso povo teve artes de arranjar em todas as horas advogados para todas as aflições. A desgraça é que os arranjou sempre no céu.

Miguel Torga, In Diário XIV

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:52
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 2 de Agosto de 2014

Castelões, mais uma vez...

 

Hoje vamos mais uma vez até Castelões, e é sempre com agrado que o fazemos, não só aqui virtualmente, como sempre que vamos por lá, em carne e osso, de verão ou de inverno.

 

 

E gostamos de ir por lá porque ainda há muitas preciosidades para registar em imagem, além da simpatia com que somos recebidos e porque tem sempre gente nas ruas, o que já começa a rarear na maioria das aldeias de montanha.

 

 

Pois hoje trago-vos quatro registos de momentos e imagens que gostei de uma das últimas vezes que subi até lá.

 

 

Sempre o granito, a madeira, algumas engenhocas, utensílios, alfaias e soluções arquitetónicas curiosas que fazem sempre a diferença e a singularidade das nossas construções rurais tradicionais.

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:03
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 11 de Janeiro de 2014

Palavras para a História das nossas aldeias

 

É difícil de explicar os sentimentos que ocorrem quando vemos a intimidade de um lar esventrado. Mesmo que abandonado, sente-se primeiro a curiosidade, depois ternura, carinho, vergonha, revolta, raiva, sem ser obrigatoriamente por esta ordem, pois às vezes estes sentires acontecem em simultâneo. O quadro que se nos apresenta com a intimidade assim escancarada,  mesmo sem voz, conta-nos coisas, estórias, talvez segredos, e de novo a vergonha de estarmos ali, de, sem entrar,  termos entrado sem ter sido convidados, mesmo que,  a nossa intrusão seja feita com a mesma inocência que o sol o faz desde que a ausência de um telhado lhe deixou de toldar a luz e calor.

 

 

Demoramo-nos com carinho nos pormenores do croché que adornava o pequeno altar da fé, ainda com os santos no caixilho ou na fotografia rasgada, com Jesus na cruz tombado ao lado da Nª Senhora de Fátima que também não resistiu de pé. E de novo muda o sentimento, chega a interrogação ao ver como tanta santidade junta não impediu que um lar fosse esventrado e vem-me à memória as palavras de Torga – “Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão”.

 

 

Rua acima, rua abaixo, as portas repetitivamente fechadas, com testemunhos de há muito não se abrirem à luz do dia, à renovação do ar. Por cima quase sempre janelas de vidros partidos, às vezes ainda com a moldura da madeira que não esconde ser o elo mais fraco daquilo que foi a robustez da casa, deixando bem à vista em feridas profundas as agressões do rigor dos frios, da neve, das chuvas mas também do sol abrasador, às vezes com ares do barroso, outras vezes galegos. Só a pedra, o granito, vai resistindo, e mesmo que não resista à queda de um desmoronamento, mantém a sua integridade de resistente jazida em terra até que alguém de novo a ressuscite.

 

 

Quanto ao povo, à vida que ainda resta daqueles que continuam a gastar os degraus de granito, a abrir e fechar religiosamente todos os dias as portas e janelas, aqueles que nos dias frios fazem sair o fumo pelas chaminés adivinhando-se o aconchego do lar, esses, são como o granito - resistentes. Resistem à partida dos que partem, às portas fechadas, aos desmoronamentos dos abandonos. Aproveitam todas as nesgas do bom sol para sair à rua onde protegidos pelas paredes saboreiam momentos, tendo sempre conversas para conversar e um olhar e uma fala para receber quem se intromete. Esperam pela noite enquanto o domingo ou o verão de agosto não chega com os filhos, os netos que sem o saberem, são o alimento da resistência para mais uma semana ou um ano de esperas. 

 

As fotografias que ilustram esta História são da aldeia de Castelões, por mero acaso, pois para ilustrar as palavras,  poderiam ser  de uma qualquer das nossas aldeias.

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 18:55
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?
Domingo, 1 de Setembro de 2013

O Galo de Castelões

 

 

 

Algures num qualquer telhado de Castelões um galo empoleirado, sempre  de atalaia, vigia os ares barrosões. Já não canta, mas vai virando a crista conforme o sabor do vento.


 


Mas Castelões é Castelões, aldeia barrosã flaviense, com(vida)pelos seus traços de uma aldeia genuína, feita de gente genuína que felizmente ainda gosta de partilhar a rua e deixa a chaves na porta de casa. Deve ser dos ares ou, quem sabe,  da proteção da N.ª Senhora do Engaranho que os desengaranha a todos.


 


Logo da primeira vez fiquei fã da aldeia e da santa, não pelos engaranhos ou pelas águas santas, mas pela tranquilidade , pelos ares, por aquele pequeno oásis ou pequena ilha no mar de montanhas.



´
publicado por Fer.Ribeiro às 16:23
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?
Domingo, 25 de Março de 2012

Mosaico da Freguesia de Calvão - Atualização

 

Vamos então à atualização do mosaico da freguesia de Castelões.


A caracterização completa da freguesia foi feita no seu mosaico publicado neste blog em 3 de Abril de 2010 (link no final do post para esse mosaico). Conhecidos que são os números do CENSOS 2011 é tempo de ver como se comportou a população residente da freguesia.


Calvão - N.Sª da Aparecida


Quem costuma andar por Calvão e Castelões, ou seja pelas duas aldeias da freguesia, sabe que em ambas as aldeias há sempre vida nas ruas. Claro que a vida atual já está longe da vida de há 30 anos atrás, mas mesmo assim há sempre gente nas ruas e também algumas crianças, o que poderia ser um indicativo de que a sua população se manteria estável, sem grandes variações no número de habitantes residentes. Mas tal não aconteceu e a freguesia é mais uma que pertence à grande maioria da população do concelho que mais uma vez perdeu população e digo mais uma vez porque desde há 50 anos atrás que a freguesia regista perda de população em todos os CENSOS.

 

 Uma rua de Castelões

 

Mas vamos aos números que até nem são nada animadores pois se no período de 1991 (465 hab.) a 2001 (450 hab.) perdeu apenas 15 habitantes, de 2001 (450 hab.) a 2011 (350 hab.),  perdeu 100.  Os números falam por si e falam da triste realidade das nossas aldeias e do mais triste ainda abandono e esquecimento a que tem sido sujeitas por parte dos poderes políticos e quando falo em poderes políticos, excluo apenas o da Junta de Freguesia, que esses, em regra, ainda vão sendo os poucos que se vão, mesmo sem meios, preocupando com as suas populações. Claro que também há exceções.

 

Calvão

 

Mas passemos à atualização dos números e do gráfico da freguesia.

 

 

População Residente:

 

 

Em 1864 – 923 hab.

Em 1890 – 1284 hab.

Em 1920 – 856 hab.

Em 1940 – 983 hab.

Em 1960 – 1240 hab.

Em 1981 – 624 hab.

Em 2001 – 450 hab.

Em 2011 – 350 hab.

 

 

 

Mas vamos ver os números respeitantes a famílias, edifícios e alojamentos.

 


Nº de famílias por local de residência

 

 

Em 2001 – 195 famílias

Em 2011 – 160 famílias

 

Menos 35 famílias

 

Nº de alojamentos

 

 

Em 2001 – 402 alojamentos

Em 2011 – 428 alojamentos

 

Aumentaram 26 alojamentos

 

 

Calvão

 

Nº de edifícios

 

 

Em 2001 – 396 edifícios

Em 2011 – 427 edifícios

 

Aumentaram 31 edifícios

 

 Castelões

 

Números são números e eles falam por si, mesmo assim merecem uma interpretação e a minha é de que estes números ajudam a compreender a realidade de crise atual e já sabemos que são os culpados.

 

 

Para ver o mosaico completo da freguesia (sem os dados de 2011) siga o link:

http://chaves.blogs.sapo.pt/485377.html - de 3.Abril.2010

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:41
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|  O que é?
Domingo, 10 de Julho de 2011

XV Encontro de Blogues e Fotógafos Lumbudus

 

Com programa simples mas intenso, realizou-se o XV Encontro de Blogues e Fotógrafos Lumbudus.

 

Tal como programado às 9 da manhã a romagem foi em direcção ao S.Caetano onde se fotografou com todas e por todas as intenções. Todas boas e a visita ao Santo fez com que a chuvinha que parecia ameaçar os cliques fotográficos desse lugar ao sol e um pouco de calor. S.Caetano com dotes de S.Pedro que os presentes agradeceram.

 

 

Já em Soutelinho da Raia a romaria distribui-se pelas ruas de uma aldeia sempre interessante de visitar. Houve quem quisesse confirmar se os marcos da “fronteira” estavam no sítio, quem tomasse o primeiro café do dia, quem provasse o líquido de Baco da colheita do ano acompanhado da linguiça que sempre está por perto da pipa, quem desse dois dedos de conversa, quem recordasse os tempos de escola e catequese por entre o casario abandonado e não faltou o trio do cavalo cego de um olho sempre acompanhado pelo amigo cão e o dono que faz sempre questão de fazer a delícia dos fotógrafos. Claro que à nossa boa maneira os 15 minutos de visita duraram mais de uma hora, mas ninguém reclamou, aliás com os ares lá do alto do planalto do Larouco depressa se esquecem os relógios pois o que interessa é cumprir com a visita, e foi cu(o)mprida com direito a digestivo para o almoço de que alguns já falavam.

 

 

Mas programa é programa e não se dispensou um olhar ao Larouco, mesmo não se mostrando em toda a sua imponência e plenitude, pois a neblina dos cumes teimou em mostrar-se residente deixando escondidos os segredos mais altos como se um Deus ainda se tratasse.

 

 

Cumprido o olhar desceu-se a encosta em direcção a Calvão onde o tempo fica sempre curto para se poderem registar todos os olhares de uma aldeia que tem os seus abandonos, é certo,  mas que ainda mantém a sua integridade do casario, pois quanto a gente nas ruas, já se começa a não estranhar a sua ausência, mas mesmo assim, ainda aparecem os rostos da resistência que alguns fotógrafos tanto gostam de captar.

 

 

Castelões fica ali ao lado e foi para lá que se continuou. Em Castelões há sempre gente com muitos rostos da resistência que se repetem em todas as aldeias de montanha mas que fazem sempre questão de se mostrarem e nos mostrarem o seu património. A Igreja, o secular forno comunitário, o curioso cruzeiro (pintado) não menos secular, faziam a delícia de uma aldeia que é grande - diziam alguns que pela primeira vez a visitavam. Uma aldeia grande que graças a alguns estômagos de exigência mais  necessitadas e meios engaranhados nos faziam lembrar que lá dos lados da N.Srª das Necessidades ou do Engaranho desciam aromas convidativos interrompendo e deixando a visita a toda a grande aldeia para uma próxima oportunidade.

 

 

Claro que era no Santuário da N.Srª das Necessidades que estava previsto satisfazer as necessidades do estômago, por isso alguma pressa de alguns que foi aceite pela menos pressa dos restantes, mas tal como diz o servidor do restaurante onde costumo ir, só há pressa enquanto a comida não está na mesa, depois, depressa se esquece a pressa e, ainda bem (digo eu) pois é sinal que a mesa é boa, e a nossa não desagradou.

 

 

 

 

 

Para o período da tarde estava programado o momento cultural de apresentação de 4 livros que acabaram por ser cinco. Como dizia um dos autores, uma maneira diferente de todos escreverem sobre o mesmo, ou seja, sobre nós, sobre a nossa região e ser transmontano, sobre a nossa interioridade.

 

Armando Sena, autor do Blog Pedome (Concelho de Valpaços) apresentou o romance “Na Demanda do Ideal”. Um romance baseado em factos reais, polvilhados com eventos ficcionados tendo como base o “salto” da imigração ilegal dos anos 60.

 

 

Gil Santos apresentou de seguida as “Zerbadas em Chaves” e desde logo lembrou uma das suas estórias, a do “retrato rasgado” onde a mesma emigração ilegal era focada, no meio de tantas estórias que fazem também a história de Chaves. São as estórias de Gil Santos já bem conhecidas da blogosfera flaviense e que tem o dom de encantar quem as le. Pena que a apresentação do seu livro em Castelões não tivesse contado com o discurso de José Machado pois ele faria lembrar a todos os presentes que as estórias e o glossário nelas utilizadas são a nossa identidade, somos nós, tal como as Zerbadas das quais todos nós lhe conhecemos  o aroma e que é tão nossa tal com a nossa névoa.

 

 

E Foi com a “Crónica Triste de Névoa” que se seguiu, como quem diz “Crónica Triste de Chaves” porque a cidade da névoa e a névoa, é a mesmíssima que corre no sangue de todos os flavienses. Um livro que foi reapresentado dado o sequestro a que esteve sujeito e que aparece de novo entre nós oito anos depois ter conhecido a luz. É também um livro flaviense que fala dos flavienses do século passado, quase do mesmo tempo, ou mesmo do mesmo tempo, em que aconteceram as estórias do Gil Santos e os "pulos" da “Demanda do Ideal” de Armando Sena.

 

 

Antes da “Crónica Triste de Névoa” o Carlos Silva tinha apresentado o seu “Munditações” com textos peninsulares, pois nele aparecem textos e poemas escritos em todas as línguas ainda hoje faladas na península ibérica. Uma colectânea de textos e poemas de vários autores ilustrados com fotografias de autoria de Carlos Silva. Um livro para ler e ver onde a cidade de Chaves também está presente.

 

 

À margem do programa apareceu a “Missa de 7º Dia” de Luís Fernandes, uma estória de amor flaviense que curiosamente também passa por Pedome embora viva quase toda a sua acção entre a Igreja Grande e a Madalena, com muitas esperas apaixonadas no Largo do Arrabalde e na esquina da Pensão Rito.

 

De uma assentada só apresentaram-se 5 livros de outros tantos autores flavienses e da região onde todos eles falam de nós. Pena estarmos tão distantes de Lisboa e dos lóbis da literatura, tão longe da imprensa mediática e etc. Uma palavrinha para o semanário “A Voz de Chaves” que nos brindou com a sua presença e com a simpatia da sua jornalista Sandra Pereira.

 

 

E já que entramos em maré de agradecimentos não podemos esquecer a contribuição para este encontro convívio daqueles que nos brindaram com os seus saberes e sabores, começando pela Quinta de Arcossó que cuidou das nossas necessidades de um bom vinho das afamadas terras de Arcossó e que já se encontra entre os melhores vinhos nacionais, passando para o indispensável pastel de Chaves que faz sempre uma boa mesa flaviense e que os “Prazeres na Loja” no Largo do Anjo fazem que estes encontros de blogers e fotógrafos não possam passar sem eles, à Padaria do Zé, à sua bola de Carne e pão centeio que tantos flavienses tem habituados com a sua mestria, à Comissão da N. Senhora das Necessidades que nos disponibilizou o espaço e o serviço para satisfazer as nossas necessidades gastronómicas, com uma palavra de apreço ao Júlio Cabeleira, elemento da Junta de Freguesia que desde logo se disponibilizou para que este encontro fosse possível, ao Blog de Castelões que fez parte da organização deste encontro, à Câmara Municipal de Chaves que possibilitou que todo o grupo andasse junto com a disponibilização de transporte mas também dos prémios para o concurso de fotografia que decorreu durante o encontro e, aos nossos amigos galegos que já fazem destes encontros também os seus encontros.

 

 

E fica assim aqui a “fotografia de família” e um pouco do que foi o XV Encontro de Blogues e Fotógrafos Lumbudus, o encontro de verão pois ainda este ano irá acontecer o encontro de Inverno, o XVI que já está agendado para a freguesia de Vilarelho da Raia, contando já que o próximo encontro de Verão (2012) irá acontecer na vizinha Galiza em local ainda a determinar mas que os nossos amigos Galegos sabiamente saberão escolher.

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|  O que é?
Sábado, 3 de Abril de 2010

Mosaico da Freguesia de Calvão

Mosaico da Freguesia de Calvão

 

 

 


Localização:


A 12 km da cidade de Chaves, a noroeste desta, no limite do concelho, situa-se numa faixa de território de transição para as terras de Barroso.

 

Confrontações:


Confronta com as freguesias de Soutelinho da Raia, Ervededo, Bustelo (num ponto apenas) Sanjurge, Soutelo, Seara Velha e ainda com os concelhos de Boticas e de Montalegre.

 

Coordenadas: (Largo da Igreja de Calvão)


41º 47’ 22.22”N

7º 32’ 41.41”W

 

Altitude:


Variável – acima dos 600m e abaixo dos 900m

 

Orago da freguesia:


N. Srª da Assunção

 

Área:


19,62 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):


– Estrada Municipal 507 em direcção ao S.Caetano e Montalegre.

 

.

 

.

 

 

Aldeias da freguesia:


- Calvão

- Castelões

 

População Residente:


Em 1864 – 923 hab.

Em 1890 – 1284 hab.

Em 1920 – 856 hab.

Em 1940 – 983 hab.

Em 1960 – 1240 hab.

Em 1981 – 624 hab.

Em 2001 – 465 hab.

 

.

.

 

 

Principal actividade:


- A agricultura.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:


Como costumo dizer esta freguesia e as suas aldeias, tais como as aldeias das freguesias vizinhas, assumem já características do barroso, com o qual confrontam, assumindo também as suas características em termos de um rico património paisagístico, mas também arquitectónico, principalmente dos seus núcleos onde ainda se apreciam belíssimos exemplares das antigas construções de granito.

 

Aliás, em património, de quase todo o tipo, nomeadamente histórico, arqueológico e religioso, é uma freguesia rica. Começando pelo histórico e arqueológico, com os mais antigos vestígios da presença humana a remontar à época megalítica, cronologicamente conotada com os finais do Neolítico e inícios da Metalurgia. São testemunho desses antigos povoamentos as três estações arqueológicas castrejas – Outeiro dos Mouros, Lamarelhas e Facho.

.

.

 

Mais tardia será a Ponte Romana da Ribeira embora alguns historiadores ponham em dúvida a sua origem romana. No entanto parece haver também achados que nos levam até à romanização das vias, pelo menos a julgar pelo que  A.Rodrigues Colmonero afirma ao respeito do aparecimento de um cilindro granítico e dado como provável milenário.

 

Do património religioso há a assinalar a existência de dois santuários, um em Calvão – da Srª  da Aparecida e outro em Castelões – a Srª do Engaranho, pelos quais as populações locais mas também devora, prestam a sua devoção.

 

A Igreja Paroquial é a que mais se realça pelas suas proporções, com a suas duas torres sineiras, embora seja o mais recente, pois data de  1941 e foi construída para substituir a anterior igreja existente, que seria  medieval e ruiu na sequência de um temporal. Há diversas referências a esse temporal noutras aldeias onde também fez os seus estragos em igrejas.

.

.

 

Também dignos de realce são os cruzeiro da freguesia, com o de Calvão com o seu fuste canelado e capitel clássico suportando uma delgada cruz e o de Castelões, com alpendre e datado de 1879, pintado e com imagens em relevo nas duas faces da cruz. Ainda ao fundo a povoação de Calvão existe a Capela de N. Srª do Amparo havendo quem defenda que deve ser a mesma que é referenciada e documentada em 1617 como Capela da Srª do Rosário.

 

Quanto ao Santuário da Srª da Aparecida, este integra um Capelinha de 1863, apoiada em cima de um rochedo pelo que se poderá acreditar em ancestrais cultos litolátricos e um outro templo construído uns anos depois. Ainda junto ao Ribeiro do Crasto, fica a capela de S.José, datada de 1752.

 

Em Castelões ficam as capelas de Tairiz ou do Senhor do Bom Caminho e o Templete de N.Srª das Necessidades ou do Engaranho. Ao fundo fica a capela de S.Pedro de Castelões.

Na freguesia e no tocante a arquitectura civil, existem alguns exemplares de casas solarengas do Sec. XVIII e um forno comunitário em Castelões bem à moda barrosã e do seu comunitarismo, que ainda hoje parece existir nessa aldeia.

 

Sem dúvida que estas duas aldeias da freguesia têm ainda um valioso núcleo e também valioso património arquitectónico a preservar, mas para as quais não há qualquer medida de salvaguarda.

.

.

 

Também não tenho qualquer dúvida em recomendar a freguesia para uma visita demorada, de um dia se possível, sendo indiferente por onde começar, mas com tempo para visita a todos os seus pontos obrigatórios, como os núcleos das duas aldeias, todo o seu património religioso (capelas , igrejas, cruzeiros, alminhas, santuário da Srª da Aparecida e da Srª do Engaranho, bem como o forno comunitário. Se for por um dia, e como pela zona não há restaurantes, vá com merenda ou de pic-nic e terá instalações de apoio (mesas, sombras, churrasqueiras, muita água e bar) no Santuário da Srª da Aperecida. Verá que é um dia bem passado.

 

Para quem gosta de fotografia, um paraíso espera-os, não só em paisagens mas também em pormenores.

 

 

Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:


 

- Calvão

 

- Castelões

 

 

Sítios na Net da Freguesia:


 

- Aldeia de Castelões

 

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:11
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Castelões - Chaves - Portugal

 

.

 

Na ronda pelas nossas aldeias, hoje vamos até Castelões, com o seu post alargado, pois em imagem já fez por aqui breves passagens.

 

Que dizer de Castelões!?

O problema não está bem no que dizer, mas antes em começar e dizer tudo sobre esta aldeia. Mas vamos tentar estar à altura da aldeia.

.

.

Castelões é uma daquelas aldeias que eu costumo apelidar de aldeia barrosã, pois talvez pela proximidade e pelo clima ou antigo povoamento e seus construtores, segue, a par de Soutelinho da Raia e de Seara Velha, as características construtivas das aldeias do barroso. E que ninguém considere isto uma desconsideração de a afastar da “cidadania” de Chaves, antes pelo contrário, pois todas as aldeias barrosãs são interessantíssimas em termos de casario e usos e costumes comunitários, não se ficando Castelões atrás em nenhum desses aspetos, tal como as outras duas aldeias atrás mencionadas, só é pena que, tal como as outras duas, o PDM flaviense não a tivesse considerado como  “Aglomerado com núcleo tradicional”, pois a comparar com outras aldeias classificadas, esta, tem um núcleo interessantíssimo e tradicional. Mas enfim, os “iluminados” do costume é que têm as decisões nas mãos.

.

.

Sem dúvida alguma que Castelões é uma das aldeias mais interessantes do nosso concelho. Aliás este trio de aldeias (Soutelinho, Seara Velha e Castelões) fazem parte das aldeias que costumo recomendar a amigos fotógrafos de fora para uma passeio fotográfico. Mas Castelões não é só interessante pela beleza do seu núcleo, pois há muitas mais coisas interessantes na aldeia. Começando pela própria comunidade e vida que a aldeia tem, embora envelhecida, é uma população que dá vida às ruas onde ainda se sente o verdadeiro espírito comunitário da aldeia transmontana.

.

.

De facto, desde o primeiro dia (já há muito anos) que pisei o chão de Castelões, fui hospitaleiramente recebido. Hospitalidade e simpatia que se repetiu em todas as minhas visitas, onde não faltam interessantes conversas com a população, bem como as inevitáveis visitas às adegas, onde por sinal, há sempre bom vinho.

.

.

Vinho que é sempre sagrado e bíblico, não sendo por mero acaso que faz parte do cerimonial e do ritual religioso da igreja católica. Mas em Castelões, deixando o bom vinho e o seu estágio nas adegas de parte, até é a água que faz milagres. Água e santidade à qual até Miguel Torga se rendeu e, convenhamos, que Miguel Torga não era só o poeta e escritor, pois com ele e fazendo parte dele, andava sempre o médico Adolfo Rocha.

.

.

Claro que agora em palavras e imagens já estou no Santuário de Castelões, a uma escassa centena de metros da aldeia, na Senhora das Necessidades e do Engaranho, um pequeno mas belíssimo santuário, onde só a montanha se respira, as vistas se alargam e a água da rocha junto à pequena capela dizem ser santa e curandeira de engaranhos, desde que se siga um ritual sequencial que já à frente abordaremos. Antes, vamos para as palavras do poeta escritor Miguel Torga, precisamente a respeito desta Srª do Engaranho:

.

.

Castelões, Chaves, 9 de Setembro de 1982

 

Visita à Senhora do Engaranho, pobremente recolhida numa ermidinha tosca da serra, com lindas vistas e muita solidão. É um consolo verificar como o nosso povo teve antes de arranjar em todas as horas advogados para todas as suas aflições. A Desgraça é que os arranjou sempre no céu.

 

Miguel Torga, in Diário XIV

.

.

 

São palavras resultantes de uma visita que se iria repetir durante  nos anos seguintes nas suas habitua férias terapêuticas em busca das águas quentes e frias de Chaves.

 

Mas vamos ao tal ritual que se deve seguir, para obter cura do engaranho, neste Santuário da Senhora das Necessidades e Engaranho.

.

.

Geralmente há sempre alguém de Castelões pelo Santuário que poderá explicar esse ritual, o mesmo que a população ou comissão do Santuário já fez publicar no verso de um postal com a imagem da Santa. No verso desse postal consta a sequência do cerimonial que é o seguinte:

 

Senhora das Necessidades e do Engaranho

 

Como proceder para obter a cura do engaranho.

 

1º - Lavar o doente com água existente na rocha

2º - Atirar com 8 conchas de água por cima da cabeça, e a nona atirar água e concha.

3º - Dirigir-se à capela e no altar dar-lhe 9 tombos

4º - Rezar uma novena de 9 Pai Nossos, Avé Marias e Santa Marias.

5º - Vestir o doente com outra roupa, porque a que traz deve ficar.

 

PS – Se possível regressar por itinerário diferente daquele que veio.

.

.

Não sei se Miguel Torga assim procedeu ou não, quando em 1989 lá foi por sua intenção:

 

Castelões, Chaves, 29 de Agosto de 1989

Peregrinação contrita à Senhora do Engaranho, desta vez por minha intenção, na esperança de que ela seja também advogada dos enjeridos do espírito.

Miguel Torga, in Diário XV

.

.

Deixando o Santuário, regressemos à aldeia e a um pouco da sua história.

Comecemos pelo seu topónimo Castelões que tal como indica, advém de castelo, designação que é dada à parte mais alta da aldeia. Refere a história que foi aldeia castreja, existindo perto da aldeia um lugar popularmente conhecido por “Outeiro dos Mouros” onde dizem existir ainda  as ruínas de dois panos de muralha. Diz a população e dizem os livros dos historiadores embora eu pessoalmente não conheça o local. Pois será proveniente desta sua história castreja, que Castelões adotou nome para a aldeia, aliás defendido por alguns historiadores  e mencionado nos escritos de Alexandre Herculano quando diz que os tenentes e governadores dos castros espalhados pelo nosso Portugal eram denominados de castelões ou castelãos.

.

.

Também nas proximidades passava uma importante via romana, a mesma que é mencionada na história de Calvão, sede de freguesia e também da aldeia vizinha de Seara Velha.

 

Quanto à sua igreja barroca, num estado de conservação que se recomenda, esteve até há uns meses atrás escondida pelo casario e com um acesso pouco digno da sua beleza. Felizmente há pouco tempo com a demolição de uma construção abandonada a igreja já mostra o ar da sua graça a quem passa na rua principal  da aldeia. Sem dúvida que a aldeia e a Igreja só ficaram a ganhar com esta abertura e este acesso, dando além disso, um interessante motivo fotográfico que anteriormente era quase impossível de conseguir.

.

.

São este tipo de obras e gosto que deve ser apoiado e aplaudido, sempre que seja bem feito, claro.

 

No centro da aldeia eleva-se um interessante cruzeiro, datado de 1879. Na cruz, esculpida nas duas faces, apresenta numa Cristo Crucificado e na outra a Senhora da Piedade. Curioso este cruzeiro com cruz de duas faces, não muito habitual em Portugal e muito menos no concelho, pois igual, só conheço o de Vilela Seca. Não será estranha a proximidade da raia com a Galiza, onde este tipo de cruzeiros é comum. Embora não tenha nenhuma documentação que o prove, o cruzeiro poderá ter mesmo origem na Galiza ou a igreja ter tido influência nesta aldeia. Aliás, influência ou presença galega/espanhola que se repete num dos pilares exteriores em pedra do forno comunitário onde está inscrito em relevo “Dios te ajude”.

.

.

Forno comunitário que também é secular e que, embora tivesse perdido a sua utilidade comunitária, dizem ainda funcionar em altura de festas. Forno que dada as suas dimensões servia também de abrigo a mendigos e talvez a peregrinos a caminho de Santiago, pois também por aqui passaria um dos muitos caminhos de Santiago.

 

A testemunhar a vida da aldeia, existe um Centro Cultural e Desportivo de Castelões, fundado em 1982, mas para falar desta Associação e do muito mais há para dizer sobre Castelões, deixo-o para quem melhor sabe e o faz bem, em blog feito a duas mãos, uma, bem longe nos Estados Unidos, o José Gonçalves  e outro, o Afonso Cunha, que embora ausente da aldeia, está bem mais perto. Pois estes dois senhores mantém sempre atualizado um blog que já vai com mais de 60 000 visitas e por onde passam muitas fotografias e muita vida da aldeia e que serve sem qualquer dúvida, para fazer a história da aldeia mas também para a manter ligada a toda a sua comunidade emigrante e filhos ausentes da terra. Um blog amigo que vamos tendo o prazer de acompanhar desde 2007, altura em que foi criado. Fica aqui um abraço para os dois feitores e mais colaboradores do blog e pena, só temos mesmo da sua ausência nos nosso habituais encontros da blogosfera flaviense, mas sempre justificados.

 

Fica o link para um blog que devem visitar:  http://casteloes.blogs.sapo.pt/

.

.

Ainda antes de terminar fica também a referência a mais uma aldeia que elogia o fio azul mas também uma aldeia onde ainda existe, no Largo do Cruzeiro, um estabelecimento à moda e com filosofia das antigas tabernas, onde ainda se pode “botar” um copo de bom tinto em cima de balcão de madeira.

.

.

E hoje por Castelões é tudo. Pela certa que continuará a passar por aqui em breves momentos de imagens, pois há muito mais para mostrar e também, brevemente estará aqui outra vez incluída no habitual mosaico da freguesia. Até lá.

 

Também continuará a fazer parte das minhas preferências dos passeios fotográficos e das minha recomendações para fotografar aquilo que vamos tendo de melhor e mais interessante.

´
publicado por Fer.Ribeiro às 04:01
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|  O que é?

.Fotos Fer.Ribeiro - Flickr

frproart's most interesting photos on Flickriver

.meu mail: blogchavesolhares@gmail.com

.Novembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9


21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


.pesquisar

 
ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

 

 

El Tiempo en Chaves

.Facebook

Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita Instagram

.subscrever feeds

.favorito

. Solar da família Montalvã...

.posts recentes

. Castelões - Chaves - Port...

. Castelões - Chaves - Port...

. Chá de Urze com Flores de...

. Castelões, mais uma vez.....

. Palavras para a História ...

. O Galo de Castelões

. Mosaico da Freguesia de C...

. XV Encontro de Blogues e ...

. Mosaico da Freguesia de C...

. Castelões - Chaves - Port...

blogs SAPO

.Blog Chaves no Facebook

.Veja aqui o:

capa-livro-p-blog blog-logo

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites