Sábado, 2 de Setembro de 2017

Castelo de Monforte - Chaves - Portugal

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Este espaço dos sábados tem sido dedicado às nossas aldeias, aos povoados existentes, mas temos de fazer sempre algumas exceções, e hoje é uma delas, pois Monforte já não é um povoado, mas dele ainda existem alguns vestígios e a Torre de Menagem do antigo povoado, para além de dar nome a uma pequena região dento do concelho de Chaves.

 

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Castelo de Monforte visto desde o Cambedo (ao fundo, ao centro, apenas uma silhueta)

 

Além das razões históricas para com todo o direito estar aqui hoje, há o marcar de uma presença que não passa despercebida e visível de grande parte do território do concelho de Chaves, tudo graças à sua localização estratégica, pensada outrora para defesa do nosso território.

 

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Importância que foi perdendo com o tempo e com a evolução das técnicas e táticas de guerra,  aliadas ao evoluir dos tempos e que hoje são apenas um testemunho dos povoados fortificados, onde alguns se mantiveram como povoado dentro e à volta do antigo castelo e outros não resistiram aos novos tempos, sendo completamente despovoados.

 

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Despovoamento esse que levou à degradação das fortalezas,  e abandono que levou à pilhagem ou reutilização dos materiais das antigas construções em novas construções de novos povoados próximos do antigo castelo, onde, em geral, só a construção mais forte e nobre se foi mantendo – a torre de menagem do castelo.

 

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Hoje em dia são locais apontados como de interesse turístico, alguns reconvertidos mesmo para utilização turística. No caso, o interesse turístico continua a existir, mas ao longo dos tempos tem sido ignorado e embora há umas poucas dezenas de anos o Município de Chaves, no mandato de Alexandre Chaves como Presidente da Câmara, tentasse dar alguma vida ao local, com a construção de uma zona de lazer e a recriação de alguns momentos medievais encenando um desfile medieval anual, foi pouco e de pouca dura, pois depressa tudo foi esquecido e hoje está dotado ao total abandono, incluindo o antigo guarda deste Monumento Nacional que zelava pela guarda daquilo que resta, após a sua reforma, jamais foi substituído.     

 

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E temos pena que o melhor que temos do nosso património histórico antigo esteja assim abandonado e esquecido e que embora ainda suscite a alguma curiosidade e visitas de alguns interessados e que de alguns ilustres da literatura portuguesa fique assim registado (o sublinhado é meu) :

 

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Castelo de Monforte, Chaves, 24 de Setembro de 1961

 

Rezam as crónicas que certo infante, de visita à antiga Vila de que resta apenas a fortaleza desmantelada onde me encontro encarrapitado, ficou altamente ofendido com o presente de alguns açafates de figos – única fruta abundante na região – que à chegada recebeu dos pobres vassalos. A tal ponto, que mandou amarrar a um poste o vereador responsável pela ideia do mimo, e o obrigou a servir de alvo dos lacaios do séquito, num tiroteio em que as balas eram os gravosos lampos da oferta. (…)

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E continua:

“(…) Falso ou verdadeiro, o episódio, que à leitura me pareceu repugnante, considerado aqui tem a sua justificação. Há certos destemperos que, embora se não desculpem, se compreendem. Quem me diz a mim que os desconchavo da alteza não foi apenas a expressão insolente dum grande amor magoado? Também eu sinto neste momento não sei que despeitada revolta, que surdo desespero. Do lado de lá da fronteira, Monterrey, altaneiro, majestoso, ufano das suas aladas torres, do seu palácio senhorial, da sua igreja românica, cofre de um retábulo de pedra de cegar a gente; deste, quatro paredes toscas de desilusão, que a hera aguenta de pé por devoção pátria. É, realmente, de um homem perder a paciência de vítima passiva do destino. Sempre pequenas muralhas de fraqueza e pobreza! Sempre um prato de figos ao fim de cada fome!

 

Miguel Torga, In Diário IX

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Vistas lançadas desde o Castelo de Monforte sobre o planalto

 

Ou ainda assim, quando se refere a este tipo de património:

 

(…) O que mais me dói na pátria é não haver correspondência no espírito dos portugueses entre o passado e o seu presente. Cada monumento que o acaso preservou inteiro ou mutilado – castelo, pelourinho, igreja, solar ou simples fontanário – é para todos nós uma sobrevivência insólita, que teima em durar e em que ninguém se reconhece. Olhamos os testemunhos da nossa identidade como trates velhos, sem préstimo, que apenas atravancam o quotidiano. Que memória individual ou colectiva se relembra nesta crónica ameada?

Miguel Torga, In Diário XIII

 

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Seja como for e mesmo assim abandonado e desprezado é um dos locais mais interessantes do nosso concelho, onde, nem que seja apenas uma ou duas vezes por ano vou por lá lançar e recolher uns olhares, nem que seja e apenas para fazer como Miguel Torga, mas no meu caso, não é pelos marcos de Portugal, mas pelo mesmíssimo Castelo de Monforte de Rio Livre, assim é que é:

 

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Chaves, 5 de Setembro de 1984

 

Subida esforçada ao castelo de Monforte. De vez em quando é conveniente verificar se os marcos de Portugal estão no sítio.

Miguel Torga, In Diário XIV

 

 

 

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Sábado, 5 de Dezembro de 2015

Castelo de Monforte, Chaves, em cinco momentos

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Hoje sem muitas palavras ficam cinco olhares sobre, e desde, o Castelo de Monforte. Cinco olhares em cinco momentos.

 

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Sábado, 26 de Julho de 2014

Castelo de Monforte - Chaves - Portugal

 

 

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Domingo, 18 de Novembro de 2012

Um pouco de outono rural e monumental

 

Enquanto as cores de outono durarem eu faço cliques até o dedo me doer. Bem gostaria que assim fosse, mas infelizmente não é possível, no entanto e nos entretantos,  sempre vou fazendo algum gostinho ao dedo, mas sobretudo ao olhar e pena, só tenho mesmo destes momentos serem tão breves.

 

Para hoje fica ainda uma foto do Parque do Hotel Palace que, poderia ser de um qualquer local, ou talvez não, pois alguns momentos só acontecem mesmo por lá.




E de Vidago para a outra extremidade do concelho, para terras de Monforte, sem esquecer, claro, o Castelo de Monforte,  e já que estamos lá por cima, deixamos que o olhar se espraie por Águas Frias, mas também, se a minha memória de localização não me atraiçoar , Mairos, Paradela, S.Cornélio e Casas de Monforte, tudo num olhar apenas.




E já se sabe que do Castelo de Monforte à Bolideira é um pulinho e aproveitamos sempre para dar esse pulinho e verificar se o equilíbrio da pedra da Bolideira ainda nos permite fazê-la bulir, para delícia de quem, com espanto, não tira os olhos do pauzinho que testemunha e comprova que tal acontece.




E se subir é quase sempre via Faiões, já para descer à cidade, aproveita-se a passeia-se nem que seja mesmo só de passagem, por S.Cornélio, Mairos, Curral de Vacas, Nogueirinhas e Stº Estevão.  


Mais logo, lá para o meio-dia, teremos por aqui os "Pecados e Picardias" de Isabel Seixas, que desta vez, excecionalmente, acontecem ao domingo.



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Domingo, 28 de Agosto de 2011

Castelo de Monforte de Rio Livre - Chaves - Portugal

 

Torga dizia que de vez em quando passava pela raia para ver se os marcos da fronteira estavam no sítio. A mim vai-me acontecendo o mesmo, mas em vez dos marcos da fronteira tenho os meus lugares de referência, onde de vez em quando também dou lá um pulo para ver se tudo está na mesma e, embora às vezes seja conveniente que tudo continue igual, outras vezes, o continuar tudo igual chega a meter dó, e temos pena.

 

Um desses lugares de referência por onde passo sempre que posso é o Castelo de Monforte, lugar conhecido pela aragem e ventos que por lá sempre sopram, ventos de Espanha por certo, pois nunca sopram eu seu favor.

 

 

E já que se falou de Torga e de Espanha, veja-se o que registou o poeta aquando de uma das suas visitas ao Castelo de Monforte em Setembro de 1961, há 50 anos, mas pela actualidade da escrita poderia ter sido hoje.

 

 

“(…) Também eu sinto neste momento não sei que despeitada revolta, que surdo desespero. Do lado de lá da fronteira, Monterrey, altaneiro, majestoso, ufano das suas aladas torres, do seu palácio senhorial, da sua igreja românica, cofre dum retábulo de pedra de cegar a gente; deste, quatro paredes toscas de desilusão, que a hera aguenta de pé por devoção à pátria. É, realmente, de um homem perder a paciência de vítima passiva do destino. Sempre pequenas muralhas de fraqueza e pobreza! Sempre um prato de figos ao fim de cada fome!”

Miguel Torga, in Diário IX

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Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

Castelo de Monforte

 

 

 

De tudo quanto é sítio, do lado de cá e de lá da raia, ele faz questão de se mostrar, mesmo à distância numa ténue silhueta, quase um ponto apenas acima do recortar das linhas da serra.

 

 


 

 

Mais de perto, a sua grandeza é tão grande como a sua solidão e a sua imponência como as imponentes vistas que desde lá se alcançam, o que já é muito, mas apenas isso.

 

 


 

 

Entra-se, sai-se, sobem-se e descem-se escadas, lançam-se vistas e olhares mas continua a não ser mais que isso. Às vezes parece que não é apenas isso, mas logo a frescura nas faces diz-nos que é apenas o vento que passa.

 

 

 

 

Sempre que por lá vou é assim. Não se lamenta, ele, nem se pode lamentar e nem sequer é necessário, pois o lamento desce connosco no regresso ao vale e, de pouco nos vale e de pouco lhe vale. Apenas um lamento. Um lamento apenas.

 

 


 

 

Enfim, o mesmo de sempre e, sempre que por lá passo é assim. No entanto, de tudo quanto é sítio, do lado de cá e de lá da raia, ele faz questão de se mostrar, mesmo à distância numa ténue silhueta, quase um ponto apenas acima do recortar das linhas da serra.

 

 

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Sábado, 26 de Junho de 2010

O Castelo de Monforte a Blogosfera e os Fotógrafos Flavienses

 

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Isto da INTERNET e da blogosfera é certo que nos aproxima da tão chamada aldeia global, hoje mais que isso, é mesmo a globalização ou mundialização de apenas com um click, podermos estar em qualquer parte do planeta, a falar, trocar mensagens ver imagens e, sobretudo, matar saudades da terrinha.  Tudo certo, mas também é tudo virtual, não se sente os cheiros, o calor ou o frio dos lugares, os sons e até podemos neste mundo virtual encontrar amigos, familiares, mas… enfim, falta a carne e osso que se possa apertar e até a intimidade de momentos únicos que se acontecem na presença física das pessoas, das coisas e dos lugares.

 

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A blogosfera flaviense e os fotógrafos a ela associada e,  outros fotógrafos e amigos, têm tido o bom senso desde quase o início do boom da internet e dos blogs, além do convívio diário virtual, reunirem-se duas vezes por ano naquilo a que vamos chamando os nossos encontros de Inverno e de Verão para apertar os ossos, em carne viva, em puro convívio de um dia longe de todo este mundo virtual.

 

Pois dia no próximo dia 10 de Julho aí vamos nós, montanha acima para mais um encontro de todo este pessoal da blogosfera flaviense e não só, fotógrafos e amigos. É já o XIII encontro, que com o tempo tomou novas formas, sendo agora o encontro de verão ao ar livre no nosso mundo rural. O primeiro em Segirei, agora no Castelo de Monforte, onde ficará marcado o encontro do próximo ano.

 

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Convívio e festa reais, onde também se terá a oportunidade de conhecer os locais da envolvência do encontro.

 

Mas o programa vai muito além do convívio, pois também acontecerá a fotografia com um passeio fotográfico, neste caso por terras de Monforte, a gastronomia será o ponto alto e a diversão e a cultura, também têm o seu lugar.

 

Dia 10 de Julho lá vamos até ao Castelo de Monforte e até terra de Monforte, com um programa interessante e cheio para todo o dia.

 

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Claro que, tal como acontece nos blogs e com a fotografia, vamos partilhando ideias, locais  e imagens. Também nestes convívios queremos partilhar o convívio, abrindo-o a todos os amigos, blogers e fotógrafos que se queiram juntar a nós.

 

Fica também o anúncio e aviso a toda a blogosfera flaviense, com inscrições e informações abertas até dia 4 de Julho através do e’mail proart@net.sapo.pt , com os blogs de Águas Frias ou pessoalmente com os autores dos respectivos blogs da organização.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 12:00
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Sábado, 29 de Agosto de 2009

Castelo de Monforte em Estado Selvagem

 

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Castelo de Monforte, Chaves, 24 de Setembro de 1961

 

Rezam as crónicas que certo infante, de visita à antiga Vila de que resta apenas a fortaleza desmantelada onde me encontro encarrapitado, ficou altamente ofendido com o presente de alguns açafates de figos – única fruta abundante na região – que à chegada recebeu dos pobres vassalos. A tal ponto, que mandou amarrar a um poste o vereador responsável pela ideia do mimo, e o obrigou a servir de alvo dos lacaios do séquito, num tiroteio em que as balas eram os gravosos lampos da oferta.

 

Falso ou verdadeiro, o episódio, que à leitura me pareceu repugnante, considerado aqui tem a sua justificação. Há certos destemperos que, embora se não desculpem, se compreendem. Quem me diz a mim que os desconchavo da alteza não foi apenas a expressão insolente dum grande amor magoado? Também eu sinto neste momento não sei que despeitada revolta, que surdo desespero. Do lado de lá da fronteira, Monterrey, altaneiro, majestoso, ufano das suas aladas torres, do seu palácio senhorial, da sua igreja românica, cofre de um retábulo de pedra de cegar a gente; deste, quatro paredes toscas de desilusão, que a hera aguenta de pé por devoção pátria. É, realmente, de um homem perder a paciência de vítima passiva do destino. Sempre pequenas muralhas de fraqueza e pobreza! Sempre um prato de figos ao fim de cada fome!

 

Miguel Torga, In Diário IX

 

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Se não fosse por Torga já não estar entre nós e o texto estar datado de 1961, pensaria que tinha acabado de o escrever, pois o Castelo de Monforte, está em pleno estado selvagem, entregue a si próprio ou seja, ao abandono, como se não lhe bastasse ter de aguentar o rigor das alturas, tem agora também de aguentar o rigor do desprezo.

 

Fico sem palavras quando assim se trata aquilo que de melhor temos, mas o que mais custa é, que no meio de tanto desprezo, não haver culpados para a sua situação de abandono e, por muito carinho que a população das redondezas tenha pelo seu castelo, as denúncias do desprezo caiem sempre em saco roto.

 

Houve há anos atrás uma tentativa de revitalizar o Castelo de Monforte e a sua envolvente. Foi criado um parque de lazer e falava-se então na intenção de por lá (na torre) se construir um  museu. Levaram-se para lá alguns eventos, como a recriação de uma feira medieval, que embora só acontecesse uma vez por ano, era um bom princípio para dar vida a todo o seu espaço. Mas tudo não passou de um investimento em vão e temporário que mais uma vez desonra  toda a importância de um dos legados mais importantes que temos e de toda a história que àquele Castelo lhe está associada e que ainda hoje dá nome às terras da sua envolvente – Terras de Monforte.

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Ao desleixo no qual o Castelo de Monforte caiu está também associado o desinteresse cultural e histórico, para além da falta de imaginação, e porque não ignorância,  de quem manda e de quem tutela todo este património histórico que também é cultural e que há muito poderia ser turístico.

 

Tal como Torga, é, realmente, de um homem perder a paciência de vítima passiva destes destinos e abandonos. Perdemos e paciência e revoltamo-nos com estes acontecimentos. Ousamos a denúncia e, ou é remetida para o silêncio ou somos criticados por tal, enquanto que os culpados, que nunca têm culpa, saem ilesos de ignorar, esquecer, ou seja,  maltratar assim o nosso património.

 

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Mas nestes casos, onde o património cultural e histórico que é também Monumento Nacional e de interesse público, está esquecido, abandonado e maltratado, há que ousar denunciar quem para tal contribui, pois também por tal é responsável. Responsabilidades que são divididas por muitas entidades e que, como tal, dividem também as culpas, ou pior, alheiam-se delas. Começando pela Junta de Freguesia que tem uma palavra importante a dizer ou a defender, pela Câmara Municipal que deveria ser a mais interessada no assunto, não esquecendo a Comissão Regional de Turismo (ou quem agora a substitui), passando para os senhores de Lisboa e as suas instituições (IGESPAR, Monumentos Nacionais, etc.) e até o próprio Governo (das quais são dependentes) por falta de uma política de defesa e preservação dos Castelos e Fortalezas de Portugal, do património e da cultura a eles associada.

 

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Com o desprezo e abandono do Castelo de Monforte, não é só o Castelo, a história e a cultura que ficam a perder, mas também as aldeias e freguesias que lhes são próximas, o concelho e a região. Não admira que com tanto marasmo que é dedicado aos nossos interesses, as populações locais se dediquem, ou melhor, sejam forçadas ao abandonar as terras que amam e que os viu nascer. Mais um pouco de dignidade e defesa das coisas públicas e do nosso património e nossos interesses, também se exigem a que é eleito ou pago para tal.

 

Mas no meio de tanto esquecimento ainda há quem individualmente se manifeste e denuncie estes casos, tal como é, entre outros,  o caso dos blogues de Águas Frias e dos seus autores, mas ao que sei, nem sequer obtêm resposta das denúncias que fazem às entidades competentes. É caso para dizer – Já não há respeito! Pena também que se tenha perdido a tradição de amarrar aos postes quem nos ofende e mesmo sem figos, sempre se arranjavam uns tomates, bem maduros...

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:20
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Coleccionismo de Temática Flaviense - Cartazes

 

Reproduzindo uma imagem do castelo de Monforte de Rio Livre, este cartaz foi impresso em Junho de 1984 e integrava a trilogia de cartazes alusivos ao Alto Tâmega e a Chaves – Monforte, Ponte Romana e Rua Direita, editados pelos serviços centrais de turismo nesse ano.

 

Com as dimensões de 98 x 61,5 cm, o cartaz foi impresso na Lito Of. Artistas Reunidos, em S. Mamede de Infesta, Porto, e teve uma tiragem de 10.000 exemplares.

 

Foi reimpresso poucos meses depois, com dimensões reduzidas (70 x 50 cm) e sem a legenda Alto Tâmega Portugal, para anunciar o 1.º Encontro Transmontano do Clínico Geral, realizado entre 21 e 23 de Março de 1985 no Balneário das Caldas de Chaves, tendo o calendário do programa sido sobreposto à imagem.

 

(É... Os posts pré-programados e aqueles que não dependem apenas da PT lá vão conseguindo escapar às inexplicáveis distorções [vide legenda do cartaz] terceiro-mundistas que atingem o Alto Tâmega e o deixam em baixo e a fumegar de despeito por todos os lados [vide cartaz]...)

 

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publicado por blogdaruanove às 00:51
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