Terça-feira, 25 de Julho de 2017

Chaves - Um olhar sobre o Postigo

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As casinhas do Postigo, penso que já centenárias a julgar pelas fotografias antigas do início do Século passado onde estas casas já aparecem, menos coloridas, mas sem grandes diferenças. Por trás destas, embora não pareça, temos um troço das muralhas medievais, que hoje são também fachadas de casas de habitação. É, os atentados urbanísticos já são coisa antiga nesta cidade e a coisa pública, só o é enquanto é.

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:50
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Terça-feira, 27 de Junho de 2017

Cidade de Chaves - Arrabalde

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:42
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Quarta-feira, 14 de Junho de 2017

Coisas primeiras

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Quis partir    olhar   sentir o mar

E deram-me os olhos de uma criança

Rasos de lágrimas para navegar

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:23
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2017

Flavienses por outras terras - Miguel Oliveira

Banner Flavienses por outras terras

 

Miguel Oliveira

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos novamente até ao Brasil, mais concretamente até Juazeiro, uma cidade cujo nome coincide com o de uma árvore típica desta zona semiárida do Brasil, cujos frutos, do tamanho de uma cereja, são extremamente apreciados e utilizados para fazer compotas.

 

É em Juazeiro que vamos encontrar o Miguel Oliveira.

 

Cabeçalho - Miguel Oliveira.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci na freguesia de Santa Maria Maior, em Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária da Estação, a Escola EB 2/3 Nadir Afonso, a Escola Secundária Dr. Júlio Martins e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1994 para frequentar a Escola Superior Agrária de Coimbra.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Coimbra, em Mortágua, em Matosinhos, em Paredes de Coura, na Póvoa de Varzim e no Brasil, nas cidades de Passos (Minas Gerais), Salvador (Bahia) e atualmente em Juazeiro (Bahia).

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Recordo os dias em que caía neve… Era extraordinário brincar com a neve, fazer bonecos, bolas de neve… Recordo também os passeios ao fim de semana para acompanhar o glorioso Desportivo de Chaves nas suas deslocações fora de casa.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Conhecer a excelente gastronomia, sem esquecer os deliciosos pastéis de carne, o fumeiro, entre tantas outras coisas. Visitar os diversos monumentos espalhados pela cidade e as termas medicinais.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Saudades da família, dos amigos, e da cidade em geral.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

A cada 2 anos.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sim, gostaria, mas não durante o período de Inverno, pois considero rigoroso demais. Assim sendo, gostaria de passar meio ano em Chaves e meio ano no Brasil.

 

Pôr do sol na  travessia de barco de Juazeiro par

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Miguel Oliveira.png

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 17:44
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Domingo, 21 de Maio de 2017

Pecados e Picardias

pecados e picardias copy

 

Chaves

 

Meu amor escrevo-te das noites de insónia , deitada em lençóis de inverno ainda, numa noite de primavera onde um frio franco e desmancha prazeres teima em alertar para o engodo dos senhores de fato que se preparam para disputar a qualquer custo com estratégias de chicoespertice os interesses de poucos usurpando à luz de uma ditadura moderna os interesses da maioria.

 

Maquilhadas as Freiras com os repuxos da dispersão e os canteirinhos com amores perfeitos, entramos novamente na pré-contemplação a convite das velhas historinhas de cavalinhos cansados agora nuns bancos de jardim tão nacarados como a nossa lucidez, está tão bonita a nossa cidade não está?,… Claro que sim, por fora e também é bom, mas não chega?!!!... E agora com a disponibilização de  vinte , sim, 20 000 000 milhões de euros que este governo nos deu oriundo de fundos comunitários e apoiado e bem muito bem pelo Sr. Ministro da cultura Dr. Luis Filipe Castro Mendes, para avançar com a fase final do SPA Do Imperador o dos  arrabaldes, ou do arrabalde  como queiram , a mim parece-me que esta obra iniciou pela fase final, não sai da fase final cujos alicerces já esgrimidos até ao tutano por discursos de determinação de sexos dos anjos  quando toda a gente sabe, o sexo partidário onde todas as pessoas contam ,principalmente as do partido que está no poder, ou seja do PSD, olhem quem ocupa os lugares de destaque os que dão menos trabalho físico nas instituições sob a égide  da câmara , vejam bem , porque já nos dizia Zeca Afonso que não há só gaivotas em terra… Vejam, mas  vejam bem, mesmo mesmo Bem…

 

Chaves meu amor

 

Estás há anos refém de uns Maridos Machistas  em permanente duelo de titãs que te asfixiam ora pelas setas de um cupido só ó pra cima que deixa os debaixo mulheres, crianças, idosos, jovens licenciados  desempregados por orfandade de pais influentes no partido, pessoas com incapacidade abandonadas por estorvo, ruas sem acessos para elas e os seus dispositivos de compensação como cadeiras de rodas, pessoas com necessidades de cuidados continuados têm de ir para a Zona de Bragança ou esperar 3 meses para se aproximarem de Boticas, e tu Chaves continuas no desperdício,  convenhamos bonitos, mas ,meras cirurgias plásticas que te tapam a idoneidade e a sabedoria dos anos,  não achas que há algo de fútil e frívolo em vinte milhões de euros de investimento a mais dos nem sei quantos, os já gastos… E… Um virgula oito  milhõezitos, nem chega a dois milhões…Para o nosso hospital ostentado aos quatro ventos  e sob os silêncios dos das borgas e fotos, é melhor que nada ? Claro que Sim .Mas queremos antes então? Eu quero antes o Sr. Ministro da Cultura  a olhar para o nosso Hospital de Chaves até porque a cultura da saúde metaforicamente representada no mural de pintura do grande Pintor de Sá Nogueira e na árvore da vida do Grande Mestre João Cutileiro são duas grandes obras de arte que podem ser visitadas pelos nossos turistas a seguir ou a somar ao nosso grande Nadir.

 

Chaves meu amor

 

Tens grandes profissionais de saúde que pugnam pelas suas profissões com o saber dos que estudam e merecem o seu ordenado a servir o cidadão, há serviços físicos vazios no nosso hospital à espera de adormecer no seu reino o faz de conta, dos subsistemas demagógicos que só curaram um garoto, ainda por cima lá no ser tão, através do ganho nas casa de sustos, das tempestades, da pobreza da fome e dos efeito que alucinam, o outro subsistema de saúde para evocar na dúvida da finitude, tão gratuito  quanto a dor da automutilação, tão cara quanto o desespero e quanto falível, tão travo a emboscada que não inibe o recurso aos videntes  ou às urgências todas à posteriori…

 

Temos profissionais habilitados a cuidar na integralidade e também temos aonde ir buscar mais profissionais do CUIDAR, uma Escola de Enfermagem com professores habilitados e  com estudantes do ensino superior com projetos em saúde acreditados,que nos podem ajudar a construir uma unidade de cuidados continuados que permita ao cidadão flaviense  ficar junto dos familiares quando mais necessita da sua presença e permite aos familiares acompanhar os seus entes queridos com a ajuda dos profissionais que sabem cuidar com ciência respeitando os conhecimentos  científicos de mecânica corporal para gerar conforto mesmo na dor, que sabem gerir um regime terapêutico de medicação diversa prescrita por muitos médicos especialistas , que sabem monitorizar todos os sinais vitais dos doentes e ver quando há necessidade de chamar outro técnico de saúde com a responsabilidade funcional de prescrever fármacos, com formação cientifica em gestão em saúde e prática clinica no terreno ou seja nos turnos de 24 Porque uma unidade Local de Saúde horas que permitem só esses detetar as necessidades do utente da família e da comunidade em cuidados de saúde,.

 

Porquê para Ti  Chaves Uma unidade Local de saúde …

 

Porque é a única forma de rentabilizar e  otimizar recursos de saúde existentes sem ceder ao desperdício do dividir para reinar dos interesses individuais  e do pensamento que ainda vigora no setor público dos empresários e empreiteiros das clinicas privadas .

 

Ter vários órgãos de gestão de topo  onde a disputa de poderes privilegia  a dispersão de tempos em discussões intermináveis sob aspetos que só abordam relações de poder entre os órgãos e que deixam sem resposta as necessidades reais em saúde do cidadão.

 

Vejamos o exemplo :

Uma pessoa que necessita de cuidados de enfermagem globais, cuidados de enfermagem de comunicação terapêutica de escuta ativa visando o seu relaxamento e minimizar das agruras da incapacidade que a doença lhe provoca, mais movimentar as articulações e os músculos para evitar os efeitos da imobilidade, precisa de tomar os medicamentos a horas e de forma adequada face às várias prescrições médicas e precisa sobretudo que cumpram o efeito terapêutico e um olhar de profissional que saiba de farmacologia o suficiente para distinguir a gravidade dos efeitos secundários e das interações , precisa de ter cuidados com a pele e evitar as lesões provocadas pelo estar imóvel mais tempo que o seu corpo aguenta ou seja terapia de posição,uma pessoa que precisa de ajuda para se alimentar  tanto na seleção  adequada dos alimentos face à sua doença como no alimentar-se por não ser capaz,  uma pessoa e uma família enlutada pelo surgir de uma doença que necessita de encorajamento durante a adaptação a esta mudança de um profissional ou grupo de profissionais que se unam pelo conhecimento e como dizia Serge Moscovicci todos juntos sabemos muito mais  e temos muito mais saber e saberes e conhecimentos científicos, Poderia continuar num sem fim de necessidades

 

Pois caros cidadãos flavienses vejam se não sabem o que um cidadão flaviense está sujeito o melhor é pedir a reforma antecipada para tratar a doença…

 

Aliar uma unidade de cuidados  Primários a uma unidade de cuidados diferenciados sempre em estreita ligação pelo utente  e família e comunidade que também somos nós…

 

Mas por favor, com um pelo menos ou dois dirigentes que percebam a complexidade de gestão em saúde … e que quem cuida  mais por mais conhecimentos em cuidados, são os enfermeiros, queremos ganhar mais que os gestores que não têm licenciatura em saúde, ou seja uma pós graduação em saúde não pressupõe uma licenciatura em saúde e muito menos em saber cuidar…

 

 E que não olhem só e só para o protagonismo do seu umbigo e com medo de perder um lugar perdido à nascença ao fim de três anos e que se exponham a governar  sem saber o básico a gestão em saúde aprende-se  a promover o planeamento em  saúde  ao menor  reduzindo os centros de custo.

 

 não a planear o maior nº de centros de custos para haver reinos para todos os pseudogestores  menos para o utente.

 

Cuidados primários para promover a saúde e prevenção primária da doença em estreita ligação com os

 

Cuidados diferenciados para erradicar tratar e ou gerir a doença

 

e só um órgão de gestão capaz e imbuído de espirito de missão unido e conhecedor da área de intervenção, influência e proximidade da população  que gere e lidera .

 

Assim as equipas prestadoras de cuidados do centro de saúde e hospital trabalham de mãos dadas e telefone ao ouvido para partilhar conhecimento  sobre o utente que cuidam como um todo incluindo a família, acabam-se os agora :

 

Vá ao médico de família;

 

O médico de família diz que agora vim ao hospital a responsabilidade é do hospital,

 

Espere pelo vale cirúrgico e escolha um hospital qualquer para ser operado,

 

Mas eu sou sozinha , como vou para vila real?

 

Cá não há cuidados continuados tem de ir para freixo de espada à cinta, mas olhe que é um pulinho,

 

Já estou à espera da consulta há 3 anos, cada vez me sinto pior

 

Unidade local de saúde de chaves alto tâmega e barroso

 

Com  equipas cuidadoras com mais elementos  e profissionais de saúde motivadas, acreditadas e mais valorizadas que as equipas gestoras, vejam que há mais quem mande , aliás com pouco saber do que quem faça,  vejam , façam este exercício quantos diretores de serviço e diretores de centros de custos e chefes e diretores de USFs e de UCCIs e de… conselhos de administração e vogais disto e daquilo e de comissões disto e daquilo e de unidades de saúde pública e unidades de cuidados continuados e de unidades de cuidados Paliativos e de misericórdias, e de clinicas e de lares  e  de residências e de…de gabinetes e de siglas  de serviços sem serviços físicos e ou equipas, e de estrangeirismos,  tenhamos misericórdia de nós e vejamos o que nos está a fazer esta espartilha toda a meter-nos num espartilho que quase não nos permite respirar…

 

 E sabem porquê?...

 

Porque nós deixamos…

 

Quem está a tramar o Hospital de chaves?

 

Nós…

 

Já nem nascemos cá e com sorte já nem podemos morrer cá,apesar de querermos… Ai deixem o 25 de abril desvanecer-se, à luz do tachismo…

 

E…. Quem manda? Sei lá, …

 

Só sei que a culpa é nossa, já somos adultos.

 

Eu volto e continuarei a cumprir a minha missão de enfermeira para a qual vocês, eu, incluída me pagam

 

Fazer a advocacia do utente, esclarecê-lo e dar resposta às suas necessidades em saúde com enfermagem de ligação direta e não fazê-lo andar de capelinha em capelinha  à mercê do deus dará… Pra nascer, vila real , porto  ou por aí, pra viver, chaves pra consultas se tiver ADSE vá aos cogumelos das clinicas tem ao seu dispor nem sei quantas especialidades, pela módica quantia de 4 euros por órgão… olhos, rins, membros, hormonas, neurónios, pele, segmentos corporais, coluna e esqueleto a multiplicar pelo nº, tempo de observação e dificuldade diagnóstica ou hierarquia da doença na tabela ou eixo da Classificação das doenças na sua décima edição. Por favor se tiverem ADSE não ocupem no público o lugar do cidadão que não tem façam esse favor, eu? Claro Peço a ementa das clinicas locais ou percocorro os hospitais da luz e afins os mais baratos com transporte incluído, não esqueçam que eu só sou enfermeira, não ganho mal face ao ordenado mínimo , agora face ao que estudo, mas sou essencialmente masoquista e tudo isto me dá prazer, não se preocupem…

 

E uma coisa de cada vez, quero agradecer

 

aos psiquiatras, aos endocrinologistas,aos gastroenterologistas, a um urologista

 

e aos profissionais e profissionais médicos que continuam a vir cá a chaves embora eu acho que no espirito de trabalhar no centro hospitalar não façamos todos mais que a obrigação é para isso que o cidadão nos paga

 

Quero agradecer em nome dos utentes aos neurologistas que queiram vir cá, os utentes continuam à espera… há anos, querido Dr. Moya que falta nos faz, Boa convalescença.

 

A Nós os que cá estamos alguém virá canonizar-nos… Talvez um dia… Por mim chega-me o privilégio de ter tido sempre emprego e trabalho, e exercer a profissão que nos permite chegar a todos os lados de Nós obrigada Florence Nigtingale pelo fio de prumo de estudar  para aprender a cuidar,

 

E porque cuidar é muito mas infinitamente muito mais que tratar um órgão ou descobrir o nome a uma doença , estudemos.

 

Eu volto caros flavienses, para mostrar a vantagem da unidade local de saúde, porque é  local é muito mais nossa e é a nós que nos compete defender a nossa região sob pena de nos deixarmos colonizar…Basicamente por preguiça e deixa andar

 

E desconfiem das boas intenções dos que dizem que … Ah e o financiamento dos médicos? Riam-se …

 

E lembrem-se deste financiamento que vigora no caos dos que só trabalham se lhe pagarem horas extraordinárias no exercício do horário normal e vejam a produtividade e vejam o que têm plantado no nosso hospital , ou será que só colhem alguns?

 

Não se deixem enganar pelos que só querem passar as autárquicas, cuidado é hora de lutas, depois não digam que não avisei(esta frase é horrível só a uso mesmo para irritar que é como quem diz acordar.).

 

Isabel seixas

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:17
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

Silhuetas com a marca Chaves

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:40
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Segunda-feira, 15 de Maio de 2017

De regresso à cidade, via Rua Direita acima

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:09
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Quinta-feira, 9 de Março de 2017

Pois, segunda parte.

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Claro que enquanto durmo, nos meus sonhos, tudo é possível e tudo engrena na perfeição, e tanto é assim, que se vivem com tamanha intensidade que chegam a parecer ser tudo realidade e levamos a coisa a sério, até que chega o momento de acordar. Já acordados, bem acordados, só temos dois caminhos a seguir, viver o dia, ou esperar que a noite caia.   

 

 

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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

Cidade de Chaves, um olhar

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:38
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017

A estética da arte e o nó duma corda

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Tinha mentalmente preparado um paleio mais profundo para este post, do género daqueles que põem, ou pretendem por,  as pessoas a pensar e a sentirem-se inteligentes com a opção de guiarem o seu próprio pensamento por um novo caminho da sua opção, sem se alinharem com estas palavras e sem concordarem ou discordarem delas. Era assim uma coisa do género de um poema complicado em que o poeta,  para disfarçar aquilo que quer dizer, acaba por baralhar as palavras dizendo aquilo que realmente sente mas com palavras que dizem outra coisa e que, quem os lê, nem lê aquilo que o poeta sente ou realmente diz, mas aquilo que quer ler e nessa leitura sentir.

 

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É um bocado como a estética ou a arte, leia-se a estética da arte, onde, com inteligência, até se conseguem ler e sentir mesmo onde não as há, ou seja, é assim como ver no nó duma corda um tropeçar seguido de cambalhota para de seguida se por a pé e seguir o seu caminho… penso que o melhor é mesmo ficar por aqui. Até amanhã!

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:04
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2017

O Fernando Pessoa e o Milo do talho

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Já o disse aqui e repito-o – não gosto dos dias de chuva. É chata, fria, molha e limita muito da nossa liberdade e como se isto não bastasse, acontecem coisas muito estranhas nestes dias.

 

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Ver o Fernando Pessoa a caminho da biblioteca não seria estranho se o Pessoa estivesse vivo, e ver o Milo do talho a vender fruta, até também nem seria estranho se tivesse clientes a quem a vender. Coisas dos dias de chuva, mas mesmo assim, nem estas aparições fazem com que goste dos dias de chuva.

 

 

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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017

De regresso à cidade

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A partir de hoje os regressos à cidade de segunda-feira vão ser feitos com uma imagem de arte digital, mas a partir de uma fotografia, também ela digital. Há quem não goste destas alterações, principalmente os puristas da fotografia, mas também há quem goste. Aliás desde que passámos à era da fotografia digital, toda ela é arte digital e essa coisa de ela ser ou não alterada, não passa de uma não discussão, tal como os puristas, pois as  próprias câmaras fotográficas digitais estão preparadas para alterar as imagens ao gosto do utilizador. Mas há mais, também na era da analógica havia muita fotografia que era alterada em laboratório. Seja como for, eu gosto de brincar com as imagens e também há quem goste dos resultados, assim sendo, estamos conversados.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:41
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2017

Blog Chaves faz hoje 12 anos

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Pois é, o tempo passa. Ainda parece que foi ontem que este blog apareceu na internet e já lá vão 12 anos que anda por aqui.

 

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É tempo, como vem sendo habitual ao longo destes últimos 12 anos, de neste dia de aniversário do blog fazer um pequeno balanço do que por aqui se tem feito e os também habituais e merecidos agradecimentos a todos os que colaboram com o Blog Chaves, Olhares sobre a cidade.

 

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Podemos começar pelos “olhares sobre a cidade” que no ano de 2016 alargou “oficialmente” com uma rubrica fixa aos domingos, os olhares à região que nos é mais próxima, com “O Barroso aqui tão perto” mas também com uma outra “A Galiza aqui ao lado”, esta ainda em fase de rubrica ocasional.

 

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E este alargamento de olhares aos concelhos vizinhos não é inocente. Primeiro porque com alguns deles temos ligações muito fortes, quer familiares, quer de amizades mas também de interesses comuns. A cidade de Chaves mais que sede de concelho é também “sede”  de uma região, infelizmente de uma região que não existe oficialmente nem administrativamente, embora exista uma coisa chamada CIM Alto Tâmega, que para além de ter sido inventada para garantir “tacho” aos ex-autarcas que por força da Lei foram obrigados a abandonar o poder, pouco mais se sabe daquilo que fazem e nem se dá pela sua existência. CIM Alto Tâmega onde estão presentes os Municípios de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar.

 

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Pois a região à qual me refiro nada tem a ver com a tal CIM, mesmo porque  para além dos municípios que a integram, a meu ver, deveriam também constar o Município de Vinhais e os concelhos galegos da raia seca que confrontam com os concelhos de Montalegre, Chaves e Vinhais. Essa sim, para quem gosta de ir buscar as grandezas de há 500 anos para conforto do ego, tal como o Camões, Chaves teria de regresso a importância que teve num passado não muito distante, que para além da importante praça militar que foi, era a capital comercial, da saúde e da educação de toda essa região, com algumas exceções para os municípios galegos. Mas verdade seja, para além de Chaves ter a mania de copiar alguns dos eventos que os outros municípios ergueram com sucesso, pouco ou nada tem feito por manter a sua grandeza do passado, antes pelo contrário, tem perdido valências em tudo que é importante para uma cidade e a região que serve, principalmente ao nível da saúde, da educação e do grande comércio tradicional, aquele que estava ligado ao mundo rural, à agricultura, à floresta e à criação de gado, entre outros, ou seja, daquilo de que Chaves ao longo dos séculos da sua existência sempre dependeu. E fico-me por aqui e nem sequer quero abordar o que será o futuro de Chaves.

 

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Quanto ao balanco do ano flaviense que passou, mesmo com muito ruído que ande à sua volta, penso que o mais importante que aconteceu, foi a abertura do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso. E ao respeito vem-me à lembrança o primeiro e último verso do primeiro poema da “Mensagem” , “O Infante”, de Fernando Pessoa, onde diz “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.// (…) // Senhor, falta cumprir-se Portugal!” Pois com o MACNA , que teve a felicidade de ter sido projetado por Siza Vieira, Deus ou outro poder também quis, o homem sonhou e a obra nasceu, agora há que cumprir o Museu de Arte Contemporânea… para não termos de, como Fernando Pessoa, ter de dizer “falta cumprir-se”.

 

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Agora o merecido agradecimento a todos os que colaboram direta ou indiretamente com este blog, sem os quais não seria possível chegar aos 12 anos de existência. Agradecimento que vai além dos atuais colaboradores, pois é extensível  a todos os colaboradores que desde o inicio do blog deram o seu contributo com as suas rubricas e também àqueles que por fortes razões meteram férias sabáticas e que quando menos esperarmos estarão aí de novo. Ao todo, segundo as minhas contas, o blog conta já com 26 os colaboradores, contando com os 14 que estão no ativo com as suas colaborações. Um muito OBRIGADO a todos, e repito, sem os quais este blog não teria chegado até aqui.

 

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A respeito de colaborações, escusado será dizer, que o blog continua aberto a todos que com ele queiram colaborar.

 

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E já que agradeci aos que estão deste lado, há também um agradecimento especial aos que estais ai a ver e ler o que por aqui se faz. Aliás este blog só existe porque vós existis. Claro que há um agradecimento ainda mais especial para os que estão desse lado e que vai para todos os que acompanham e são fiéis a este blog desde o início da sua existência e aos que ousam deixar aqui o seu comentário, que é sempre importante para nós e para o rumo do blog. Gostava-mos de ter mais comentários, mas já estamos habituados.

 

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Agrada-nos também saber que ao longo destes anos o Blog tem servido como ponto de encontro e reencontro, principalmente dos “netos” que através desta casa têm encontrado, reencontrado  e até  descoberto familiares que não sabiam existir.  Tal como nos agrada saber que os nossos post levam recordações a muita gente e provocam curiosidades sobre nós, flavienses e transmontanos. Coisas, despertares, curiosidades e sentimentos que não são visíveis no blog mas que, com frequência, nos são manifestadas por mail e que a todos tentamos dar ser resposta, mas o mais gratificante é saber que este blog provocou a vinda a Chaves e à região de muita gente. Também não deixa de ser gratificante saber que já passámos a barreira dos dois milhões e quinhentas mil visitas e que estamos a caminho dos 3.000.000 de visitas.

 

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E que mais dizer!? Pois não sei. Quanto ao futuro, vamos continuar por aqui. Para já com as rubricas habituais e todas as semanas  com as imagens de Chaves e do Barroso de Montalegre. De vez em quando com imagens de a Galiza aqui ao lado e de outros locais. Para o futuro, se tivermos tempo e condições, tal como estamos a fazer com o Barroso de Montalegre, passaremos aos tais outros vizinhos a que me referia no início do blog.

 

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E fico-me por aqui. Quanto às imagens de hoje, como já vem sendo  habitual,  são algumas de uma seleção aleatória das imagens que mais gostei de publicar.

 

Fernando DC Ribeiro

 

PS - A habitual rubrica das segundas- feiras "Quem conta um ponto..." de João Madureira será publicado às 13 horas,  e, ainda hoje, teremos também uma crónica "Ocasional" de Luís Henrique Fernandes, esta programada para as 19 horas. 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:42
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016

Momentos pois!

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Cada um vai ao que vai e vai muito bem, até pode ser que vá ao mesmo, mas vai por onde quer e como quer. Ninguém tem nada com isso. É isso que nos distingue, que nos torna singulares, interessantes ou não, diferentes, mesmo que iguais… era tão bom que assim fosse!

 

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Tá bem, voltemos a normalidade dos dias, ao politicamente correto, ao cliché, à rotina, à chatice se faz favor, obrigado. Oh! Que se foda, lá terá de ser. O palavrão era escusado, pois era, mas apeteceu-me…  

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:29
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2016

Chaves D'Aurora

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  1. AMORES-PERFEITOS.

 

Em uma casa menor, ao fundo esquerdo do terreno, ficavam o galinheiro, três pequenos currais, aonde à noite recolhiam-se os porcos, patos e perus, e um espaço para o único meio coletivo de transporte familiar. Este era uma espécie de landó, quase todo de madeira, com uma cobertura conversível e dois assentos, cada um para três pessoas. Se todos da família saíssem juntos, os filhos homens iam à boleia, ao lado de Manuel de Fiães, o cocheiro.

 

Havia também as baias para os cavalos. Além do Açaí e do Murici, os que conduziam o landó, havia também a parelha Azeitona e Azeviche, com suas belas e negras pelagens, os quais ficavam disponíveis apenas para os passeios dos rapazes, algo que os putos faziam com muito gosto, sempre que lhes apetecesse cavalgar.

 

 

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 Prédio onde seria a Quinta Grão Pará, à Rua do Raio X.

Cf. croquis em poder dos Bernardes (Foto do Autor,2010).

 

 

Uma vez que os flavienses de então não eram muito dados a plantar árvores em seus quinteiros, chamava a atenção dos passantes o imenso pomar onde frutificavam laranjeiras, pereiras, cerejeiras e que tais. A uma pequena horta, cultivavam-se as couves frescas para a sopa e também os nabos, feijões, favas, abóboras, cebolas, tomates e pimentos, enquanto que, das quintas de Santo Estêvão e de Sant’Aninha de Monforte, provinham queijos, vinhos, manteiga, presuntos e outros fumeiros, lá mesmo produzidos de modo artesanal, além de outros géneros para o consumo doméstico.

 

Ao lado da escada lateral, na frente da Quinta, apreciava-se um jardim onde, na primavera e no verão, viçavam flores as mais diversas. As preferidas de Aurora, a quem era muito prazeroso cuidar da jardinagem doméstica, eram os amores-perfeitos, com suas várias colorações. A essa altura, ela mesma plantava os seus prediletos.

 

Azuis.

 

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