Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Chaves de Ontem e de Hoje - Desvio do Rivelas

Hoje fica uma imagem bem curiosa com o Rivelas no seu desaguar original e que por motivos de captação das águas termais foi decidido em 1949 desviar o seu desaguar no Tâmega, mas só após ultrapassados os medos da origem do aquecimento das águas termais não se deverem a um hipotético vulcão adormecido por estas terras. A hipótese do Vulcão só com a tese “As Caldas de Chaves” do Dr. Mário Carneiro é que foi desmontada com os pareceres de vários geólogos que explicaram o aquecimento das águas.


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O Dr. Mário Carneiro no livro « A Magia de Aquae Flaviae» e baseado no estudo de vários geólogos afirma que “as Águas das Caldas são águas provenientes de lagos e rios, da neve e da chuva, que vão penetrando através de fendas  da crosta terrestre até um ponto a mais de 2000 metros de profundidade em que atingem altas temperaturas e voltam à superfície enriquecidas pelos elementos que vão associando na sua travessia das rochas de fractura geológica por onde passam, o que se admite demorar largos anos”. Continua o Dr. Mário Carneiro a referir no mesmo livro que “no caso especial das Caldas de Chaves e baseando-nos nos estudos feitos por Choffat e Rego Lima a emergência  da Água das Caldas provinha de um filão de xisto, que Correia de Lima admitia estar a uma profundidade apenas de três metros, escondido por depósitos de aluvião. Choffat afirmava ser possível esta hipótese embora a fenda por onde passa a água atravesse o granito em profundidade devendo a sua alta termalidade em relação com a grande profundidade de que provém”. E continua o Dr. Mário Carneiro “ Bastava mudar de leito o ribeiro Rivelas e procurar em plena rocha a saída da água” e assim aconteceu por decisão do Estado em 1949, mas penso que só alguns anos mais tarde  que o Rivelas seria desviado, pois a julgar pela foto antiga já existia a Ponte nova ou Ponte Barbosa Carmona com algum uso e, esta ponte foi inaugurada em 1950 tal como o antigo balneário que também aparece na foto e que foi inaugurado nesse mesmo ano de 1950.


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Atualmente o Rivelas passa em túnel construído por baixo da rotunda da Praça do Brasil que só alguns anos após a inauguração da ponte Barbosa Carmona é que foi construída com a construção das Avenidas Novas que ligam a rotunda ao Santo Amaro e ao Castelo e só aí é que o desvio do Rivelas teria sido feito.

 

São apenas alguns preciosismos para se entender o quando e o porquê do Rivelas ter sido desviado e ter também deixado a Ponte seca que ainda hoje existe junto à atual buvete.

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 01:49
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Madalena

 

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Ao ver esta primeira foto onde estava a acontecer mais uma das cheias do rio Tâmega que inundou a Madalena, vem-me à lembrança a placa que existe colocada num dos edifícios ribeirinhos ao rio e adossado à ponte romana que assinala a altura alcançada pela cheia de 1909 e da qual existem (além da placa) vários registos fotográficos que até deram origem a postais (ver em Chaves antiga posts  http://chavesantiga.blogs.sapo.pt/189999.html e http://chavesantiga.blogs.sapo.pt/19567.html )

 

Penso que sejam (fotos e placas) a única referência comparativa que temos em relação às cheias atuais e, embora a placa da cheia de 1909 me parece ter sido mexida nas últimas obras a que o edifício foi sujeito, em qualquer cheia que aconteça, continua a ser a referência à grande cheia de Chaves.

 

Quem vai assistido às cheias que se vão repetindo, vai tendo alguns pontos de referência comparativa, mas para além da tal placa, não há outra referência oficiosa ao dispor de todos,  o que me leva ao interessante que seria, junto à placa de 1909, ir assinalando com outras placas a altura que as cheias vão atingindo anualmente ou quando acontecem.

 

Na minha memória retenho pelo menos 3 grandes cheias: Uma que aconteceu por volta do ano de 1968, outra por volta do ano de 1978 e a última (desta tenho referências e fotografias) uma das 8 cheias do inverno 2000/2001 (quando ruiu a o baluarte do cavaleiro).

 

Por simples curiosidade e até com algum interesse científico de registo dos períodos de xis anos em que acontecem, a tal placa seria bem interessante.


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Devaneios ou talvez não à volta de uma cheia à qual a primeira foto nos leva e que sem dúvida foi também uma grande cheia que poderá ser mesmo a de 1909, pois não tenho qualquer dado sobre a data da foto.

 

Já quanto à segunda foto tenho todos os dados e embora sem cheia, dá para comparar um pouco as transformações que aconteceram na Madalena, felizmente não muitos, ou seja, manteve-se o casario e a leitura da antiga vila de Chaves, com algumas alterações e recuperações inevitáveis que não ferem nem destoam do conjunto. Claro que me refiro ao lado direito visível na foto, pois do lado esquerdo temos mais um atentado cometido no centro histórico de Chaves e na Madalena, que embora de cércea aceitável, está (arquitetónicamente falando) desenquadrado do conjunto do casario e que após outro atentado que ocorreu em meados do século passado com a demolição da casa dos arcos, tudo sugeria que esse edifício deixasse de existir e desse lugar a uma grande e interessante praça na Madalena.

publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Baluarte do Cavaleiro

 

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Baluarte do Cavaleiro, eis o nome que lhe calhou em sorte num remate seiscentista de uma muralha medieval.

 

Construído com a nobre missão de defender a Vila de Chaves, pouco defendeu, que se saiba, mas serviu mais tarde para encosto de casas e habitações e, se elas, serviram para lhes tapar as vistas e não lhe acrescentaram qualquer beleza, também não se meteram com ela. Encostaram-se a ela, ou adossaram-se a ela e foi tudo, ou quase, até ao ano de 2001 em que o baluarte se cansou de estar de pé e ruiu, levando consigo as casas a ele adossadas.

 

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Tal como acontece na Rua do Sol, já estava-mos habituados ao encosto das casas. Inicialmente aquele sítio ficou estranho, com pedra sobre pedra que não resistiu à força da natureza. Decidiu-se e bem, reconstruir o baluarte e dar-lhe a forma original de baluarte, apenas baluarte.

 

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Depois de uma reconstrução atribulada com novo desmoronamento  pelo meio, finalmente o baluarte fica de pé. Após a reconstrução, a imagem inicialmente é estranha para quem estava habituado a ver-lhe as casas adossadas e passar por lá, ver o correeiro e o sapateiro Quim, as bugigangas o fotógrafo e os óculos, até advogado havia por lá…felizmente já ninguém habitava por lá e a desgraça ficou-se apenas pela derrocada, sem sacrifício de vidas pelo meio. Calhou!

 

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Estranhas as novas vistas, mas penso que toda a gente concordou com a nova imagem e não fossem negociações mal negociadas e teimosias que acabaram na eternidade dos tribuniais, acrescidas d os “guardas” do lixo que lá lhe plantaram, e neste momento o baluarte poderia mostrar toda a sua nobreza, mas não. A um canto o lixo que convida toda a gente ao afastar-se do local e depois a cerca campista com carro estacionado, dão ar terceiro mundista à nobreza de um baluarte de um cavaleiro de uma cidade que aspira ser património da humanidade!

 

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Já era tempo do acampamento estar resolvido tal como o interior do baluarte e a ilha do cavaleiro estarem abertos à cidade em vez de envelhecerem e degradarem-se por falta de uso ou mau uso, mas enfim, vamos aguardando por melhores dias e que estes pormenores sejam entendidos como partes que servem e devem servir para melhorar a imagem da cidade. Vamos ter fé.

 

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Ficam as imagens para fazer um pouco de história e também memória futura de um local, um pormenor que até se nota e entra nas vistas de quem nos visita e muita gente se pergunta o que faz o raio de uma vedação e um carro estacionado (para além do lixo) encostado à muralha.

publicado por Fer.Ribeiro às 03:32
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Madalena

 

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Quando se comparam fotografias antigas com as actuais do mesmo local, uma das coisas que salta logo à vista são as asneiras, mas, felizmente nem sempre há asneiras a registar e a foto actual é uma boa prova disso, pelo menos não há mamarrachos à vista. Claro que tudo isto é relativo, neste caso ao tempo que separa estas duas fotos, pois a haver crimes urbanísticos neste local, aconteceram antes da primeira foto. E houve-os!


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De facto, ao fundo, já houve em tempos uma muralha (seiscentista) que foi cedendo à pressão urbanística dos finais do Séc. XIX para dar lugar ao casario que ainda hoje existe. Foi também nesta altura (da muralha) que o Jardim Público foi construído pelo banqueiro Cândido da Cunha Sotto Mayor, para o qual também se sacrificou a muralha. Assim, se por um lado até podemos ser críticos para com Sotto Mayor por ter destruído grande parte de muralhas, pelo outro,  temos de lhe estar agradecidos, pois se o jardim não existisse, pela certa que hoje teríamos todo aquele espaço coberto de casario.

publicado por Fer.Ribeiro às 00:54
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

Chaves de Ontem e de hoje e a N.Sª das Brotas

 

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Um Sábado atarefado e um Domingo muito ocupado, iam quase fazendo com que esquecesse aquilo que não se pode esquecer – A Nossa Senhora das Brotas, mais pela tradição que pela devoção, não poderia deixar de passar aqui, mesmo que associada ao tema das segundas-feiras do blog, com o Chaves de ontem e de hoje.

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Neste fim-de-semana não tive tempo de me deslocar ao Forte de S.Neutel para “sacar” a imagem mais aproximada das imagens antigas do local. Tive que me valer do meu arquivo para encontrar imagens parecidas às mais antigas, mesmo assim, penso que a imagens que aqui deixo (antiga e recente) estão muito próximas em olhares, pelo menos, fica bem definida a imagem do antes e a de hoje (mesmo que seja dos últimos anos).

 

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E se vale para comparar, também vale para trazer aqui a Festa da Nossa Senhora das Brotas. Também distraidamente não tive acesso ao programa, que penso não será muito diferente dos anos anteriores, em que bons flavienses, bairristas e “teimosos” tentam manter a tradição de pé contra a modernidade.

 

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Não tive acesso ao programa nem a imagens deste ano, mas ainda não é tarde, pois para mim, a festa da Srª das Brotas sempre foi no dia de hoje, Segunda-feira, pelo menos desde o primeiro ano em que a conheci, ainda estudante do Liceu em que à tarde, mandava a tradição, haver dispensa de aulas para darmos um pulo à festa.

 

Também nos últimos anos em que a tradição tenta cumprir-se, só me tem sido possível passar pela festa ao fim da tarde, à hora das merendas, que embora poucas, também continuam a aparecer por lá, onde não falta (também manda a tradição) o folar da Páscoa e o Sr. Garrafão de tinto.

 

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Se me for possível, lá estarei ao fim da tarde para o registo de imagem da edição deste ano. Entretanto, fica a imagem da Nossa Senhora das Brotas.

Para memória futura, se houver imagens da festa de hoje, ainda (também hoje) deixarei por aqui algumas.

 

Até mais logo, se possível.

publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Largo do postigo

 

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Hoje vamos até ao Largo do Postigo pelo qual parece não terem passado os anos…parece. Na realidade não há grandes alterações a registar, principalmente na volumetria das edificações, mas se observarmos com atenção as duas fotos, registam-se algumas diferenças dignas de realce. Podemos começar pelo troço de muralha medieval junto à torre de menagem, ainda visível na foto antiga, com a parte de uma guarita com a parte inferior em forma de cone, que tudo indica foi demolida nos inícios do século passado. Depois podemos continuar nas traseiras do antigo Hospital da Misericórdia que nas obras de adaptação a lar/centro de dia, sofreu algumas alterações nos inícios dos anos 80 (séc. passado), uma intervenção que conta com a assinatura do Arqt.º Manuel Graça Dias, uma das primeiras intervenções deste Arquiteto em Chaves. Depois há pequenas intervenções a nível de caixilharias e nas casas que aparecem em primeiro plano.

 

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Claro que a alteração mais notória, que mais dá nas vistas comparando as duas fotos é, sem qualquer dúvida, o automóvel que hoje em dia, é impossível não sair retratado em qualquer paisagem urbana.

 

Quanto ao largo, é o Largo do Postigo e desde sempre assumiu este topónimo graças à pequena abertura/passagem que existia na muralha medieval (hoje ainda visível parte dessa entrada, coincidente com a Travessa das Caldas). Passagem que tudo indica serviria para a população dentro de muralhas ter acesso às águas quentes das caldas que utilizavam na sua vida diária, principalmente para banhos.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:28
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Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Chaves de Ontem e de Hoje - Ruas de Stº António / Freiras

 

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Passaram talvez 50 anos, um pouco mais ou um pouco menos, não o sei, mas ainda me lembro da cidade assim, de quando as Freiras eram jardim e sala de visitas da cidade, o centro onde se poderia espetar o alfinete de sinalização, onde se sabiam as novidades, se fazia tertúlia, se contestava, protestava ou festejava, com o Aurora no seu melhor, o Sport a dominar o Jardim e, ali mesmo ao lado o Comercial e o Ibéria ou o Brasil e o Brasília, ao fundo do jardim, os Bombeiros de Baixo e a GNR, a Caixa os Correios e o Liceu, tudo ali à mão, até o cinema e os cartazes de visita obrigatória, os bilhares dos cafés, a batota do Geraldes os festejos no Faustino, um olhar lançado sobre a praça, as carreiras de Braga, o carrinho das bananas, os engraxadores e ardinas do quiosque do Arrabalde, o gravateiro na esquina (redonda) do Geraldes, o Inácio Barbeiro, as bicicletas do Delfim,  os barcos do Redes e do Lombudo, os matraquilhos do Sr.Américo, as verbenas do Jardim Público, os namoros do Tabolado, os Canários… e por aí fora.

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Esta é a imagem atual, do mesmo local e, dir-me-ão, continua quase igual, o casario,  os carros mais novos e recentes apenas mudaram de poiso, o jardim das Freiras deu lugar a Largo e a Rua de Stº António apenas mudou de pavimento, de resto tudo continua igual na fotografia, à exceção de uma ser a p&b e outra a cores.

 

Mas não é com a brevidade de uma apreciação fotográfica comparativa que se entendem estas fotografias. Ao ver a fotografia mais antiga, entra-se por ela adentro e recorda-se Chaves tal qual era, sem saudosismo mas com memória.

 

Pena que os “gerentes” da cidade de hoje, por não a terem conhecido no passado não têm dela memória ou, embora a tivessem conhecido, não têm espaço na memória para a recordar e, repito, não é de saudosismo que estou a falar, é de(a) memória do passado.

publicado por Fer.Ribeiro às 03:35
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Ponte do Ribelas e Zona Termal

 

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Esta foto, possivelmente, rondará os  100 anos (para mais ou para menos) e é um testemunho precioso da antiga Vila de Chaves e de como eram os seus arrabaldes. A ponte do Ribelas, ainda com Ribelas e a “portagem” de entrada na vila. Mais longe, junto à torre de menagem e dentro da muralha seiscentista, ainda intacta a muralha medieval que as modernidades do século passado acabariam por demolir.


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Nesta segunda foto, atual, nota-se o atarracar da ponte do Ribelas, tipo simplex, sem guardas de proteção aos peões, sem Ribelas e sem portagem e com menos ponte visível. Note-se também como todo esta área foi sendo aterrada para dar lugar à cota atual, possivelmente à volta de 2 metros em média, que retira parte da imponência das muralhas da torre de menagem e a beleza inicial da ponte do Ribelas. Cota essa que subiu em parte devido às avenidas novas de acesso à praça do Brasil onde se fez a confluência do acesso à Ponte Nova.

 

Todo o então espaço livre, ribeirinho ao Ribelas e agrícola, deu lugar aos atuais balneários das Termas de Chaves e outros edifícios de habitação ou de hotelaria, como a Pensão Jaime, mas também aos tais acessos à Ponte Nova, perdendo-se os caminhos que então eram dirigidos para a ponte do Ribelas.

publicado por Fer.Ribeiro às 02:50
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Segunda-feira, 15 de Março de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - A Ponte Romana de 1900 até hoje

Vamos a mais três imagens do mesmo motivo, que no tempo, são separadas apenas por pouco mais de 100 anos.

 

Trata-se da Ponte Romana ou de Trajano, a nossa Top Model  e ex-líbris da cidade de Chaves, construída pelos Romanos nos anos 70 D.C.

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Imagem de 1900 (aprox.)

Se houve povo que sabia o que fazia em termos de construção, esse, sem dúvida que foi o povo romano. Há 2000 anos construíram estradas, edifícios, pontes barragens, condutas de águas e saneamento, etc,  tudo com técnicas apuradas de engenharia e da arte de bem construir às quais ainda hoje se lhes tira o chapéu. Sabiam o que faziam com arte e a resistência necessária para naturalmente chegar até aos nossos dias, principalmente em pontes que ainda hoje estão de pé para testemunhar isso mesmo, tal como a nossa, que até aos anos 50 do século passado, era a única ponte que Chaves tinha.

 

Gosto de vez em quando de fazer o exercício mental de a imaginar na integra, tal qual os romanos a construíram, com todos os seus arcos à vista e sem as casas adossadas a ela, ou seja, ainda antes da ganância do homem entrar pelo leito do rio adentro.

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Imagem de 1936

Há quem defenda que a ponte teria inicialmente 16, 18 ou até 22 arcos. Embora a hipótese dos 22 arcos pareça exagerada, não o é assim tanto e poderá ser até possível para cobrir o leito de cheias da cidade romana que todos sabemos estaria a uma cota de 2 a 3 metros (no mínimo) inferior à cota atual da cidade, assim o indicam os achados arqueológicos. Partindo também do princípio que a ponte seria simétrica em relação aos padrões da ponte, teríamos no mínimo 18 arcos, a julgar pelos 9 arcos ainda visíveis na margem direita do rio. Se partirmos como verdadeiro a cota de então ser inferior à atual em 2 ou 3 metros, possivelmente existiriam mais dois arcos para cada lado da ponte. A ser assim, com 18 arcos a ponte teria um tabuleiro com cerca de 200 metros de extensão e a ter 22 arcos, a extensão do tabuleiro atingiria os 250 metros.

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Imagem atual

Enfim, a conclusão primeira que se tira de tudo isto, é que os crimes urbanísticos em Chaves, já não são coisa recente e pelo menos já vêm desde há 300 ou 400 anos. O último, cometeu-se nos anos 30 do século passado, com um aterro que roubou cerca de 30m ao leito do rio, deixando sobre este apenas 8 arcos desimpedidos. Posteriormente, em 1980/81, recuperou-se mais um arco para o rio, ficando com os atuais 9 arcos desimpedidos. Pena que não se tivesse recuperado pelo menos os outros 3, que hoje, com o espelho de água, dava um ar bem mais interessante à envolvente da ponte. Pena, também, que quem hoje projeta para a cidade, não conheça a sua história e a sua alma.

 

As imagens dizem tudo, mas claro, haverá sempre quem não queira ver!

Só a título de curiosidade, entre o 2º e o 3º arco da margem esquerda, falta um arco.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:33
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010

Chaves de ontem e de hoje - Rua do Olival

 

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Hoje vamos até à Rua do Olival, de ontem e de hoje, onde sem dúvida alguma, no menor espaço de tempo, se cometeram os maiores atentados urbanísticos de sempre na cidade de Chaves, não só por consentirem que privados tomassem espaços públicos, mas também pela invasão desenfreada do betão no Centro Histórico de Chaves, engolindo ou abafando um troço de muralha seiscentista e, sem querer por em questão ou deixando de parte o cumprimento da Lei que o poder tão bem sabe fazer e contornar, põe-se em questão os valores (e podem dar aos valores o significado que entenderem) que permitiram tal além de hipotecarem para sempre, também o valor do Centro Histórico. E, não me venham com a inevitável modernidade, pois tal não existe se não houver respeito pelo passado.

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 Rua do Olival que curiosamente até ao último arranjo da rua nunca teve oliveiras. O Olival existiu sim, fora de muralhas na antiga Quinta dos Machados, que também não resistiu à força e poder do betão.

 

“Simpaticamente”, nas últimas obras da rua, plantaram oliveiras como quem põe a marca de um estilo numa peça de roupa…mas, também há quem estranhe a ausência do perfume das tílias…  

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:53
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Pecados e Pecadores

Ao rever as fotos de hoje e a distância que as separa no tempo, vêm-me à ideia dois apontamentos que não posso deixar de fazer:

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Vista parcial de Chaves (até aos anos 70)

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1º Apontamento

 

Ao ver a primeira foto, a mais antiga e possível de ver até aos anos 70 do século passado, admiro o cuidado e rigor do pentear das hortas da bacia e leito de cheias do Ribelas. Respira-se nesta imagem um ar saudável em que cada cantinho era tratado e, embora a imagem seja a P&B, adivinha-se o verde natural a contrastar com o castanho da terra em pousio de inverno. Uma imagem que se admira até ao desenhar e recortar suave das montanhas que a vista permitia.

 

Claro que a modernidade acelerada do pós 25 de Abril abril nada deixaria impune, principalmente os terrenos da periferia próxima dos velhos núcleos habitacionais das cidade que constantemente eram cobiçados pela força do b€tão que começou por ocupar o que naturalmente era mais acessível, mas sempre com olhos postos em espaços livres para se implantar.

 

Não sou especialista em urbanismo ou em arquitectura arquitetura paisagista, mas qualquer leigo vê e percebe que o leito de um rio ou ribeiro vai para além deles próprios, onde por vezes, excepcionalmente excecionalmente, gostam de despertar deleitando a sua bravura numa bacia que lhes é próxima, familiar e natural.  Chamam-lhe a isso, os técnicos entendidos, o leito de cheias.

 

Pois na primeira foto de hoje, o que é visível entre a rua mais próxima anexa aos antigos armazéns da Câmara e a avenida paralela que liga a rotunda da Praça do Brasil ao Santo Amaro, é leito de Cheia do Ribelas e, não é preciso ser entendido no assunto para saber que todo esse espaço entre arruamentos é do Ribelas, onde não deveriam existir qualquer construção e onde, preferencialmente, deveria ser um espaço verde virado e para a cidade usufruir como tal. Mas o b€tão tem mais força que a natureza, no entanto, convém não esquecer que quando a natureza se enfurece, não há betão que lhe resista. Na Ilha da Madeira, há poucos dias, a natureza mostrou a sua força. Todos lamentamos a brutalidade da natureza mas ainda não ouvi ninguém acusar-se de a ter contrariado. Claro que por cá, a natureza tem sido muito branda connosco, mas um dia, também se pode enfurecer a sério e quando tal acontecer, também ninguém se vai sentir culpado pela modernidade ocupar o espaço que é da natureza e todos os culpados, vão sair impunes do seu crime. Pecados e criminosos que por Chaves não faltam.

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Vista parcial em 1990

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2º Apontamento

 

A modernidade trouxe consigo o “indispensável” automóvel para as nossas deslocações e, enquanto os políticos da nossa praça andam ocupados com o seu umbigo, devaneios, imitações e a pressão constante do b€tão, vão deixando de parte aquilo que é essencial para a cidade, pois as palas que lhe afunilam as ideias não os deixam alargar horizontes. Primeiro começaram por convidar toda a gente para as luzes da cidade, no entanto, esqueceram-se de arranjar condições para os receber e, atabalhoadamente, tentam resolver o problema. Primeiro da habitação, sem qualquer plano sustentável, depois, no meio do atabalhoamento, esquecem que a cidade nos últimos 30 anos triplicou em habitantes. Uma cidade onde não existem transportes públicos e cada família vai resolvendo os problemas das suas deslocações com automóveis. E como é que se resolve o problema!? – pois em vez de se criar uma rede de transportes para o solucionar ou arranjar parques de estacionamento para os popós, castiga-se quem tem de se deslocar todos os dias com parques de estacionamento pagos ou a pagar a quem os guarda, sem qualquer alternativa. Isto para não usar de má fé e não pensar que estão a fazer do problema um negócio para entrar mais algum dinheiro nos cofres do município.

 

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Vista actual

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Embora pessoalmente nunca tivesse concordado com o estacionamento das Freiras, não compreendo como assassinaram o jardim sem lhe meter popós  por baixo, a custo zero. Outras soluções eram possíveis e ainda o são. Uma delas, está ligada ao espaço que hoje vos deixo e que muito bem poderia ter comportado três ou quatro pisos de estacionamento em vez do espaço de estacionamento de superfície existente. Ainda hoje é possível criar esse espaço de estacionamento que até foi promessa eleitoral de autarcas actuais atuais, mas, enfim, já sabemos que promessa eleitoral é só para ganhar votos e raramente se cumpre. Mas, pessoalmente, via com bons olhos um parque de estacionamento subterrâneo (abaixo da cota actual atual) no  actual atual parque  de estacionamento de superfície (da última foto), sem problemas de inundações e sem hipotecar um centro comercial a céu aberto sem trânsito na rua de Stº António, no coração da cidade, do seu centro histórico que em jeito de anedota se defende para património da humanidade. Pois com o mamarracho de estacionamento  previsto para as traseiras do Faustino, apenas se vai dar continuidade aos pecados do passado, hipotecando para todo o sempre o centro histórico da cidade, sem contudo resolver o problema actual atual do estacionamento dos popós na cidade.

 

E nada mais digo por hoje e, cada vez estou mais convencido que de nada adianta andar por aqui a gastar o meu “latin”, pois uns pecam e outros dizem ámen e até ajoelham e beijam a mão aos pecadores no passar da procissão. Enfim, a geração rasca definitivamente está instalada. Acredito que o futuro encarregar-se-á de fazer a história destes tempos, só tenho pena que deixe impune os pecadores!

 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:36
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Arrabalde

Imagem do Século passado (data incerta) pela certa com mais de 50 anos

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Se me perguntarem de qual destas duas imagens gosto mais, não duvido em dizer que é da primeira, da mais antiga, e porquê?  - A razão é muito simples, além de ser uma belíssima imagem e embora entre ambas não haja muitas alterações em termos de casario e de espaço edificado, pode-se mesmo dizer que a imagem actual atual mantém a sua integridade da antiga, no entanto há uma diferença que pesa na escolha da primeira imagem – a vida e saúde do casario, principalmente do quarteirão que abrange o antigo Hotel de Chaves hoje quase na integra abandonado e em péssimas condições de conservação, alguns deles, ameaçando mesma ruir.

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Imagem de 21.Fev.2010

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Imagens antigas que hoje fazem a delícia de quem as vê, mas que também fazem um pouco da história de Chaves do século passado, quase todas boas imagens de ainda hoje se lhe tirar ao chapéu e, quase todas do mesmo autor e fotógrafo de uma casa que ainda hoje existe – o Foto Alves. Autor que é merecedor do nosso respeito e que merecia uma homenagem da cidade, por todas as fotografias que nos deixou da antiga vila e cidade do século passado.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:07
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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Chaves de Ontem e de Hoje

 

 

E se dúvidas houvesse, aqui fica uma prova em como a modernidade e o betão invadiram a cidade.


 

Modernidade!? – Sim senhor!  É (era)  inevitável, mas pode (devia)  ser responsável, comedida e sobretudo, planeada… mas há e, enquanto houver, quem  goste de massas e argamassas, nunca poderá haver serenidade possível para combater a força do betão, esteja ou não armado.

 

Até amanhã!

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:37
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - A Ponte o Tâmega e a Madalena

Como é que podemos viver a modernidade sem ofender o passado?

A resposta é simples:  – respeitando-o!

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Costumamos dizer que a Ponte Romana é o nosso ex-líbris e, sem dúvida alguma que o é, mas não a consigo ver sem a imagem do pequeno conjunto de casario da Madalena adossada à ponte. Um crime do passado que ganhou o estatuto e direito de estar lá para fazer parte da própria ponte e também ele fazer parte e compor a imagem do ex-libris.

 

Da ponte para o rio. Um conjunto de harmonia e perfeição. Também, julgo, que não conseguiria ser flaviense sem o rio, este rio, pequeno, quase sempre calmo e sereno, que já foi mais transparente e mais puro, pois foi, mas que ainda pode voltar ao seu melhor e conviver com a modernidade. Como!? – Respeitando-o!

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Pois no meio de tanto desrespeito e maldade que se tem praticado no nosso centro histórico, penso que estas imagens que hoje vos deixo, separadas temporalmente por umas 5 ou 6 dezenas de anos, continuam a manter a sua beleza e integridade quase intacta e um bom exemplo de como a modernidade se pode conjugar com o passado, tanto, que não resisti em colar o pensador de um momento feliz do passado num momento (actual) atual.

 

Enfim, fiquemos com a reflexão  do dia: “Em vez de políticos e pavões, Chaves,  precisa de pensadores e amantes”

 

Até amanhã, com outros olhares.

publicado por Fer.Ribeiro às 02:27
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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Vista parcial de ontem e de hoje - Chaves - Portugal

Vista parcial de Chaves em 1974

 

Esta era um pouco da imagem de Chaves em 1974. Ainda sem a invasão da modernidade, do betão e dos alumínios, com vida (muita vida) nas casas, nos cafés e nas ruas do centro histórico, muito comércio tradicional, serviços das “artes” profissionais, com cineteatro e jardim nas Freiras, Tabolado no seu todo, Galinheira e Açude, verbenas no Jardim Público, batota no Geraldes, Ibéria, Comercial, Sport e Aurora e até as figuras típicas de um fim de linha do velho Texas… enfim, puro saudosismo, direis vós…pois assim seja – sou saudosista.

.

Vista parcial em 2008 (pois actualmente esta vista está vedada ao público)

.

Será um exercício interessante verificar as diferenças nestas duas fotos e, embora o centro histórico nesta vista parcial actual atual não pareça muito alterado e abandonado, nem há como descer até à sua intimidade para verificar os seus abandonos, mas bem pior que isso, são os muitos pecados que arquitectonicamente arquitetonicamente nele são praticados e consentidos, onde não há inocentes, com muita culpa para alguns técnicos autores de projectos projetos que facilmente trocam ética por negócio…

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:39
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