Quinta-feira, 31 de Março de 2016

Chaves de ontem, Chaves de hoje

ontem-hoje

 

Hoje fazemos um regresso ao ano de 1959, à Lapa, ainda com o antigo bairro da lapa adossado ao forte de S.Francisco. Os putos da bola de então que ficaram registados na imagem, hoje são flavienses de sessenta e tal anos.

 

lapa-1959-3.jpg

 

Fica então a imagem de Chaves de hoje, cujos arranjos são dos finais dos anos setenta e inícios dos oitenta do século passado, transformando o antigo capo da bola e recinto que acolhia os circos, no principal estacionamento da cidade. Quanto às casas adossadas à muralha, deram lugar a um espaço ajardinado.

 

1600-ontem-hoje (3)

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:15
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Sexta-feira, 11 de Março de 2016

Chaves de ontem, Chaves de hoje

ontem-hoje

 

A lapa, em Chaves, antes de ser o atual estacionamento de popós, foi cemitério, campo(s) de futebol, poiso de circos, ringue de ajuste de contas entre a rapaziada do liceu e bairro de casas com pessoas, entre outras coisas.

 

lapa-1968.JPG

 

À semelhança do que acontecia  noutros locais na cidade, a muralha, neste caso a do Forte de S.Francisco, serviu durante muitos anos de amparo às construções que a ela se foram adossando . Atentados de outros tempos, mas bem mais fáceis de corrigir que os de hoje, pois em vez de betão armado, as casas da época eram de pedra e madeira para além de serem pequenas.

 

1600-ontem-hoje (4)

 

A primeira imagem é de 1968 e as casas por lá se mantiveram até inícios dos anos setenta. A segunda imagem, tomada mais ou menos do mesmo local,  é de há dias atrás, em fim de semana, por isso estar limpa de popós.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:31
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016

Chaves de ontem, Chaves de hoje

 

ontem-hoje

 

Muitas vezes insurjo-me aqui contra as “verdades” da História, e não é por mero acaso, mas simplesmente porque sei que a História é feita conforme quem a transcreve, ou seja, se houver dois historiadores a fazer a História de um mesmo acontecimento, pela certa que vamos ter duas versões da mesma história, mesmo que documentada e mesmo que aparentemente semelhantes, há sempre pormenores que fazem a diferença e alteram toda a verdade. Hoje, nas imagens que vos deixo, temos um bom exemplo de uma verdade (ou não) alterada por um pormenor. Se repararem bem nas duas primeiras imagens que a seguir vos deixo, há pequenas diferenças entre ambas, começando na data em que foram tomadas, pois a primeira é de 1965 e a segunda de há dois dias atrás.

 

1 - cheia-1.jpg

Foto 1 -  de 1965

 

2 - ontem-hoje (19)-1.jpg

Foto 2  -  de fevereiro de 2016

Entre ambas as datas das fotos anteriores, o edifício em questão sofreu obras de reconstrução e à vista salta logo uma pequena diferença entre ambas, mais propriamente nas três janelas superiores que na versão atual são mais pequenas. De resto mantem-se quase tudo igual, não fosse esta placa (foto nº3) que assinala a altura que alcançou a cheia do Rio Tâmega de 22 de dezembro de 1909.

 

3- 13271-2.jpgFoto 3  -  de fevereiro de 2016

 

A placa foi ampliada da seguinte foto (4), que é uma foto atual:

 

4 - 13271-1.jpg

 Foto 4  -  de fevereiro de 2016

 

Mas vejamos a placa no contexto da fachada do edifício (foto 5) que é a foto atual, a mesma que a foto 2 só que a placa está agora assinalada dentro dum círculo vermelho, entre traços vermelhos que correspondem à altura da janela do lado:

 

5 - ontem-hoje (19)-2.jpg

 Foto 5

 

Então agora, fazendo o mesmo exercício na foto de 1965, observem onde estava então a placa da cheia (foto 6).

 

6 - cheia-2.jpg

 Foto 6

 

Segundo uma estimativa minha, a placa após as últimas obras de reconstrução do edifício, foi colocada cerca de um (1) metro acima. Inocência ou falta de referências de que a recolocou!? – Poderia ter sido, mas penso que não, é mais a nossa velha mania de empolarmos os acontecimentos fazendo das coisas pequenas grandes coisas. E assim se vai enganando quem vê a placa e a observa com espanto. Penso eu que seria de bom tom repor a verdade recolocando a placa no seu devido sítio. Mas aqui surge-me uma dúvida e essa é a dúvida da verdade, pois quem me garante a mim que a primeira placa estava no seu devido sítio!? – Sendo como somos, é bem possível que a primeira placa já tivesse sido colocada um (1) metro acima da verdade, o que a ser verdade, a verdade de hoje está 2 metros acima da grande cheia de 22 de dezembro de 1909. Contudo, pela foto seguinte dessa cheia, pela diferença que a água leva até à parte superior do arco o à parte inferior da janela do outro edifício, facilmente se poderá repor a verdade verdadeira, ou não. Mas vejamos a foto:

 

ca (533).jpgCheia de 1909

 

Pois o “ou não” do parágrafo anterior é que sabemos que a foto é da cheia de 1909, no entanto não sabemos se foi tomada no dia em que a cheia atingiu a sua altura máxima, e daí voltamos à estaca zero e lá teremos que acreditar, ou não, em mais uma mentira da história. Mas também pode ser verdade. E isto faz-me sempre lembrar o caso do Silveira e do Pizarro nos acontecimentos das segundas invasões francesas em Chaves (tinha de dizer isto...).

 

Enfim, mas tudo isto são balelas minhas, pois como não sou historiador, tudo que por aqui deixo não vale de nada…

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:37
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2016

Chaves de ontem, Chaves de hoje

ontem-hoje

 

Mais duas imagens, uma de ontem, outra de hoje, mas do mesmo local, mais precisamente do Forte de S.Francisco visto da Lapa.

 

500-1970

 

A primeira é de 1970 a segunda podia ser de hoje, mas já é de há dois anos atrás, de 2014.

 

1600-(38253)oh

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:07
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Sábado, 2 de Janeiro de 2016

Chaves de ontem, Chaves de hoje

ontem-hoje

 

O prometido é devido e nesta última hora do dia vamos ter tempo ainda para deixar aqui alguns posts, retomado algumas crónicas que estavam adormecidas, com esta do Chaves de ontem e de hoje, que no caso, trata-se do Largo do Arrabalde em 1992 (a primeira foto) e o Largo do Arrabalde, hoje, dia 2 de janeiro de 2016 ( a segunda foto). Ambas as fotografias tomadas do mesmo local.

 

Arrabalde em 1992 - 1600-2015-04-22_7

 

Isto também para demonstrar a importância que a fotografia pode ter como documento, em que aquilo que se poderia explicar por palavras nunca teria a profundidade daquilo que se ve.

 

Arrabalde em 2016 - 1600-(45715)

 

Também para ir de encontro àquilo que no último post do ano velho disse aqui sobre a construção do Museu da Termas Romanas. Claro que alguma coisa tinha de ser feita, mas pela certa que haveria outras soluções. Ah!, e não me venham com a cantiga de que são coisas do IPPAR[i], pois que eu saiba, o IPPAR não faz projetos.

 

[i] O IPPAR – Instituto Português do Património Arquitetónico, existiu de 1992 a 2007 e todas as construções do Centro Histórico de Chaves eram obrigadas a ter parecer positivo deste organismo. Em sua substituição, mais ou menos com as mesmas funções acrescida das do Instituto Português de Arqueologia, também extinto, foi criado o IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Atualmente, penso, pois não tenho a certeza, que o IGESPAR também já não existe, passando todas as suas competências para a Direção-Geral do Património Cultural.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:00
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Chaves de ontem, Chaves de hoje

 

Mais coisa menos coisa, de uma até a outra imagem que hoje vos deixo vão 100 anos, pelo menos a julgar pelo que se pode ler nas “Incursões Autárquicas de Firmino Aires: “ 6-  -1920 – Praça da República – Casa dos Arcos. Arrematada a demolição desta casa pelo construtor civil, desta vila, José Teixeira de Sousa, único concorrente, pela quantia de 50$00, com direito à pedra e com obrigação da limpeza do lugar”.

 

 

Sabemos assim que pelo menos até 1920 a Casa dos Arcos ocupava quase metade da atual Praça da República. Fotografias antigas que são autênticos documentos e que a julgar por outras fotografias existentes entre o ano de 1920 e o atual ano de 2014 a arquitetura da praça já conheceu várias versões, algumas bem mais interessantes (a meu ver)  que as que são documentadas nas fotografias de hoje.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:29
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Quinta-feira, 13 de Março de 2014

Chaves de ontem, Chaves de hoje

 

Vamos lá a Chaves de ontem e Chaves de hoje com mais um espaço jardim que com o tempo deu lugar a dois edifícios públicos.

 

 

 

Uma das referências mais antigas que encontrei para este espaço está relatado na “História Moderna e Contemporânea da Vila de Chaves”, Volume I, de Júlio Montalvão Machado onde se cita uma passagem do Jornal Intransigente do ano de 1904:

 

“ – Está transformado em Jardim a alameda contígua à Avenida Tenente Valadim. Um gracioso qualquer (e na nossa terra abundam) lembrou-se de chamar “Maria Rita”, não sabemos porquê, à figura algo aleijada e deselegante que ali puseram na muito falada “taça”, a jorrar água de uma trompa que tem na boca. Daí o nome de “Jardim da Maria Rita” que vão dando com certa insistência ao aprazível passeio com que a Câmara acaba de dotar a parte alta da vila”

 

a mesma foto atrás reproduzida numa outra edição de postais da Papelaria Mesquita

 

Contudo, Firmino Aires nas “Incursões Autárquicas” deixa uma referência de uma ata da Câmara Municipal datada de 28-12-1903 onde se diz:

 

“ Jardim Maria Rita. Aquisição de um golfinho de ferro fundido, para o jardim, pela quantia de 36$765 réis.”

 

A referida estatueta da "Maria Rita" em paradeiro (por mim) desconhecido

 

A atual "escultura" substituta da "Maria Rita"

 

Teria então nascido o Jardim da Avenida (conforme mencionado em postais), Jardim Maria Rita ou ainda Jardim Tenente Valadim (conforme mencionado em “Incursões Autárquicas” e  “História Moderna e Contemporânea da Vila de Chaves”, nos inícios do Século Passado.

 

O Jardim Maria Rita com taça sem água mas com Maria Rita (foto de 01-08-2008 às 13H33)

 

Quanto à Maria Rita, a tal estatueta “algo aleijada e deselegante” à qual eu até achava alguma graça e interesse, não sei o que é feito dela, pelo menos não está no sítio do costume, onde agora nasceu em sua substituição uma mesa de pedra com uma “mijareta” ao centro, esta sim (a meu ver) bem mais aleijada e deselegante que a pequena Maria Rita.  Já agora, que é feito da Maria Rita?

 

Jardim Maria Rita com taça com água mas sem Maria Rita - Foto de  08-03-2014, às 16:00

 

Só mais uma: Fica aqui provada a importância que tem fotografarmos a torto e a direito tudo aquilo que vemos e por onde vamos passando, pois mais cedo ou mais tarde vai ser um importante documento com o qual também se pode fazer História. E com esta me vou.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:11
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Sexta-feira, 3 de Janeiro de 2014

Chaves de ontem e de hoje

 

Às vezes prometo aqui no blog fazer isto, ou aquilo… e por vezes as promessas parece que ficam esquecidas, como é o caso desta rubrica de Chaves de ontem e de hoje.  Mas não, aqui as promessas são para cumprir, às vezes pode é faltar oportunidade para que tal aconteça, mas acaba por acontecer.

 

 Pois hoje aqui ficam duas imagens que distam uma da outra apenas 59 aninhos, pois a primeira é datada de 1953 e a segunda de 2012. Da primeira desconheço o autor e ainda me faltavam uns anitos para nascer. A segunda foi tomada por mim, na minha peregrinação anual e obrigatória à Srª das Brotas. A título de curiosidade e com a distância dos tais 59 anos, o olhar dos fotógrafos foi de pura coincidência, ou talvez não, mas verdade, verdadinha, na altura da minha toma desconhecia a primeira imagem, ou seja, hoje apenas repetimos olhares que os nossos pais ou avôs já olharam e apenas a paisagem humana se transformou.

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:14
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

El contador do Castelo

 

 

 

Há coisa de um ano deixava aqui um post com o mesmo título. Como o post ainda continua actual, simplesmente o deixo aqui de novo. Claro que o número do contador aumentou:

 

 

Este blog é assim, vai perdendo umas crónicas, mas vai ganhando outras, principalmente aquelas que se relacionam ou pretendem fazer um serviço público à cidade de Chaves. O Repórter de Serviço continua a andar por aí e vai continuar a andar, mas hoje surge com uma nova crónica “El Contador” e pretende ir de encontro a promessas, obras e afins que entraram em fase de esquecimento ou há muito estão esquecidas. Coisas geralmente simples de resolver, mas que fazem a diferença e em nada contribuem para uma cidade de Chaves melhor, principalmente aos olhos de quem nos visita.

 

É tempo de contar o tempo que o tempo demora a resolver esses pequenos pormenores que fazem grandes diferenças. Uma rubrica que se irá repetir aqui a contar os dias que determinados “casos” demoram a resolver, iniciando hoje com as obras do Castelo (Torre de Menagem), cuja história se resume em poucas linhas:

 

A História

 

Em Agosto de 2008 um turista que visitava o castelo reclamou pelo mau estado de conservação do telhado da torre de menagem. De imediato e a fim de se proceder à reparação do telhado, a Câmara Municipal mandou encerrar o terraço do Castelo. Se a pronta decisão foi de aplaudir, já não o é o tempo em que as tais obras demoram a fazer ou a iniciar, ainda para mais tendo em conta que o terraço do castelo é um autêntico miradouro sobre o centro histórico e o principal atractivo para a penosa subida de toda a escadaria. Sei que a maior parte dos visitantes reclama (por sentir-se enganado) por lhe ser vedado o acesso ao terraço e às vistas sobre a cidade. O Facto é que já lá vão mais de 2 anos e nada (nem sinais) do raio das obras de substituição de meia dúzia de telhas se iniciarem. Já é tempo do tempo ditar por aqui o tempo que essas obras demoram a fazer. Assim, a partir de hoje, vamos iniciar o contador do tempo, em dias, que o terraço do castelo fechou para obras:

 

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Contador actualizado

 

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Os factos

 

Continua-se a aguardar que a Stª Engrácia se decida, para já, a iniciar as obras!

 



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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Chaves de Ontem e de Hoje - Desvio do Rivelas

Hoje fica uma imagem bem curiosa com o Rivelas no seu desaguar original e que por motivos de captação das águas termais foi decidido em 1949 desviar o seu desaguar no Tâmega, mas só após ultrapassados os medos da origem do aquecimento das águas termais não se deverem a um hipotético vulcão adormecido por estas terras. A hipótese do Vulcão só com a tese “As Caldas de Chaves” do Dr. Mário Carneiro é que foi desmontada com os pareceres de vários geólogos que explicaram o aquecimento das águas.


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O Dr. Mário Carneiro no livro « A Magia de Aquae Flaviae» e baseado no estudo de vários geólogos afirma que “as Águas das Caldas são águas provenientes de lagos e rios, da neve e da chuva, que vão penetrando através de fendas  da crosta terrestre até um ponto a mais de 2000 metros de profundidade em que atingem altas temperaturas e voltam à superfície enriquecidas pelos elementos que vão associando na sua travessia das rochas de fractura geológica por onde passam, o que se admite demorar largos anos”. Continua o Dr. Mário Carneiro a referir no mesmo livro que “no caso especial das Caldas de Chaves e baseando-nos nos estudos feitos por Choffat e Rego Lima a emergência  da Água das Caldas provinha de um filão de xisto, que Correia de Lima admitia estar a uma profundidade apenas de três metros, escondido por depósitos de aluvião. Choffat afirmava ser possível esta hipótese embora a fenda por onde passa a água atravesse o granito em profundidade devendo a sua alta termalidade em relação com a grande profundidade de que provém”. E continua o Dr. Mário Carneiro “ Bastava mudar de leito o ribeiro Rivelas e procurar em plena rocha a saída da água” e assim aconteceu por decisão do Estado em 1949, mas penso que só alguns anos mais tarde  que o Rivelas seria desviado, pois a julgar pela foto antiga já existia a Ponte nova ou Ponte Barbosa Carmona com algum uso e, esta ponte foi inaugurada em 1950 tal como o antigo balneário que também aparece na foto e que foi inaugurado nesse mesmo ano de 1950.


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Atualmente o Rivelas passa em túnel construído por baixo da rotunda da Praça do Brasil que só alguns anos após a inauguração da ponte Barbosa Carmona é que foi construída com a construção das Avenidas Novas que ligam a rotunda ao Santo Amaro e ao Castelo e só aí é que o desvio do Rivelas teria sido feito.

 

São apenas alguns preciosismos para se entender o quando e o porquê do Rivelas ter sido desviado e ter também deixado a Ponte seca que ainda hoje existe junto à atual buvete.

 

 

 


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publicado por Fer.Ribeiro às 01:49
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Madalena

 

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Ao ver esta primeira foto onde estava a acontecer mais uma das cheias do rio Tâmega que inundou a Madalena, vem-me à lembrança a placa que existe colocada num dos edifícios ribeirinhos ao rio e adossado à ponte romana que assinala a altura alcançada pela cheia de 1909 e da qual existem (além da placa) vários registos fotográficos que até deram origem a postais (ver em Chaves antiga posts  http://chavesantiga.blogs.sapo.pt/189999.html e http://chavesantiga.blogs.sapo.pt/19567.html )

 

Penso que sejam (fotos e placas) a única referência comparativa que temos em relação às cheias atuais e, embora a placa da cheia de 1909 me parece ter sido mexida nas últimas obras a que o edifício foi sujeito, em qualquer cheia que aconteça, continua a ser a referência à grande cheia de Chaves.

 

Quem vai assistido às cheias que se vão repetindo, vai tendo alguns pontos de referência comparativa, mas para além da tal placa, não há outra referência oficiosa ao dispor de todos,  o que me leva ao interessante que seria, junto à placa de 1909, ir assinalando com outras placas a altura que as cheias vão atingindo anualmente ou quando acontecem.

 

Na minha memória retenho pelo menos 3 grandes cheias: Uma que aconteceu por volta do ano de 1968, outra por volta do ano de 1978 e a última (desta tenho referências e fotografias) uma das 8 cheias do inverno 2000/2001 (quando ruiu a o baluarte do cavaleiro).

 

Por simples curiosidade e até com algum interesse científico de registo dos períodos de xis anos em que acontecem, a tal placa seria bem interessante.


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Devaneios ou talvez não à volta de uma cheia à qual a primeira foto nos leva e que sem dúvida foi também uma grande cheia que poderá ser mesmo a de 1909, pois não tenho qualquer dado sobre a data da foto.

 

Já quanto à segunda foto tenho todos os dados e embora sem cheia, dá para comparar um pouco as transformações que aconteceram na Madalena, felizmente não muitos, ou seja, manteve-se o casario e a leitura da antiga vila de Chaves, com algumas alterações e recuperações inevitáveis que não ferem nem destoam do conjunto. Claro que me refiro ao lado direito visível na foto, pois do lado esquerdo temos mais um atentado cometido no centro histórico de Chaves e na Madalena, que embora de cércea aceitável, está (arquitetónicamente falando) desenquadrado do conjunto do casario e que após outro atentado que ocorreu em meados do século passado com a demolição da casa dos arcos, tudo sugeria que esse edifício deixasse de existir e desse lugar a uma grande e interessante praça na Madalena.

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Baluarte do Cavaleiro

 

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Baluarte do Cavaleiro, eis o nome que lhe calhou em sorte num remate seiscentista de uma muralha medieval.

 

Construído com a nobre missão de defender a Vila de Chaves, pouco defendeu, que se saiba, mas serviu mais tarde para encosto de casas e habitações e, se elas, serviram para lhes tapar as vistas e não lhe acrescentaram qualquer beleza, também não se meteram com ela. Encostaram-se a ela, ou adossaram-se a ela e foi tudo, ou quase, até ao ano de 2001 em que o baluarte se cansou de estar de pé e ruiu, levando consigo as casas a ele adossadas.

 

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Tal como acontece na Rua do Sol, já estava-mos habituados ao encosto das casas. Inicialmente aquele sítio ficou estranho, com pedra sobre pedra que não resistiu à força da natureza. Decidiu-se e bem, reconstruir o baluarte e dar-lhe a forma original de baluarte, apenas baluarte.

 

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Depois de uma reconstrução atribulada com novo desmoronamento  pelo meio, finalmente o baluarte fica de pé. Após a reconstrução, a imagem inicialmente é estranha para quem estava habituado a ver-lhe as casas adossadas e passar por lá, ver o correeiro e o sapateiro Quim, as bugigangas o fotógrafo e os óculos, até advogado havia por lá…felizmente já ninguém habitava por lá e a desgraça ficou-se apenas pela derrocada, sem sacrifício de vidas pelo meio. Calhou!

 

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Estranhas as novas vistas, mas penso que toda a gente concordou com a nova imagem e não fossem negociações mal negociadas e teimosias que acabaram na eternidade dos tribuniais, acrescidas d os “guardas” do lixo que lá lhe plantaram, e neste momento o baluarte poderia mostrar toda a sua nobreza, mas não. A um canto o lixo que convida toda a gente ao afastar-se do local e depois a cerca campista com carro estacionado, dão ar terceiro mundista à nobreza de um baluarte de um cavaleiro de uma cidade que aspira ser património da humanidade!

 

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Já era tempo do acampamento estar resolvido tal como o interior do baluarte e a ilha do cavaleiro estarem abertos à cidade em vez de envelhecerem e degradarem-se por falta de uso ou mau uso, mas enfim, vamos aguardando por melhores dias e que estes pormenores sejam entendidos como partes que servem e devem servir para melhorar a imagem da cidade. Vamos ter fé.

 

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Ficam as imagens para fazer um pouco de história e também memória futura de um local, um pormenor que até se nota e entra nas vistas de quem nos visita e muita gente se pergunta o que faz o raio de uma vedação e um carro estacionado (para além do lixo) encostado à muralha.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:32
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Madalena

 

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Quando se comparam fotografias antigas com as actuais do mesmo local, uma das coisas que salta logo à vista são as asneiras, mas, felizmente nem sempre há asneiras a registar e a foto actual é uma boa prova disso, pelo menos não há mamarrachos à vista. Claro que tudo isto é relativo, neste caso ao tempo que separa estas duas fotos, pois a haver crimes urbanísticos neste local, aconteceram antes da primeira foto. E houve-os!


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De facto, ao fundo, já houve em tempos uma muralha (seiscentista) que foi cedendo à pressão urbanística dos finais do Séc. XIX para dar lugar ao casario que ainda hoje existe. Foi também nesta altura (da muralha) que o Jardim Público foi construído pelo banqueiro Cândido da Cunha Sotto Mayor, para o qual também se sacrificou a muralha. Assim, se por um lado até podemos ser críticos para com Sotto Mayor por ter destruído grande parte de muralhas, pelo outro,  temos de lhe estar agradecidos, pois se o jardim não existisse, pela certa que hoje teríamos todo aquele espaço coberto de casario.

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:54
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

Chaves de Ontem e de hoje e a N.Sª das Brotas

 

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Um Sábado atarefado e um Domingo muito ocupado, iam quase fazendo com que esquecesse aquilo que não se pode esquecer – A Nossa Senhora das Brotas, mais pela tradição que pela devoção, não poderia deixar de passar aqui, mesmo que associada ao tema das segundas-feiras do blog, com o Chaves de ontem e de hoje.

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Neste fim-de-semana não tive tempo de me deslocar ao Forte de S.Neutel para “sacar” a imagem mais aproximada das imagens antigas do local. Tive que me valer do meu arquivo para encontrar imagens parecidas às mais antigas, mesmo assim, penso que a imagens que aqui deixo (antiga e recente) estão muito próximas em olhares, pelo menos, fica bem definida a imagem do antes e a de hoje (mesmo que seja dos últimos anos).

 

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E se vale para comparar, também vale para trazer aqui a Festa da Nossa Senhora das Brotas. Também distraidamente não tive acesso ao programa, que penso não será muito diferente dos anos anteriores, em que bons flavienses, bairristas e “teimosos” tentam manter a tradição de pé contra a modernidade.

 

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Não tive acesso ao programa nem a imagens deste ano, mas ainda não é tarde, pois para mim, a festa da Srª das Brotas sempre foi no dia de hoje, Segunda-feira, pelo menos desde o primeiro ano em que a conheci, ainda estudante do Liceu em que à tarde, mandava a tradição, haver dispensa de aulas para darmos um pulo à festa.

 

Também nos últimos anos em que a tradição tenta cumprir-se, só me tem sido possível passar pela festa ao fim da tarde, à hora das merendas, que embora poucas, também continuam a aparecer por lá, onde não falta (também manda a tradição) o folar da Páscoa e o Sr. Garrafão de tinto.

 

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Se me for possível, lá estarei ao fim da tarde para o registo de imagem da edição deste ano. Entretanto, fica a imagem da Nossa Senhora das Brotas.

Para memória futura, se houver imagens da festa de hoje, ainda (também hoje) deixarei por aqui algumas.

 

Até mais logo, se possível.

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publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Largo do postigo

 

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Hoje vamos até ao Largo do Postigo pelo qual parece não terem passado os anos…parece. Na realidade não há grandes alterações a registar, principalmente na volumetria das edificações, mas se observarmos com atenção as duas fotos, registam-se algumas diferenças dignas de realce. Podemos começar pelo troço de muralha medieval junto à torre de menagem, ainda visível na foto antiga, com a parte de uma guarita com a parte inferior em forma de cone, que tudo indica foi demolida nos inícios do século passado. Depois podemos continuar nas traseiras do antigo Hospital da Misericórdia que nas obras de adaptação a lar/centro de dia, sofreu algumas alterações nos inícios dos anos 80 (séc. passado), uma intervenção que conta com a assinatura do Arqt.º Manuel Graça Dias, uma das primeiras intervenções deste Arquiteto em Chaves. Depois há pequenas intervenções a nível de caixilharias e nas casas que aparecem em primeiro plano.

 

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Claro que a alteração mais notória, que mais dá nas vistas comparando as duas fotos é, sem qualquer dúvida, o automóvel que hoje em dia, é impossível não sair retratado em qualquer paisagem urbana.

 

Quanto ao largo, é o Largo do Postigo e desde sempre assumiu este topónimo graças à pequena abertura/passagem que existia na muralha medieval (hoje ainda visível parte dessa entrada, coincidente com a Travessa das Caldas). Passagem que tudo indica serviria para a população dentro de muralhas ter acesso às águas quentes das caldas que utilizavam na sua vida diária, principalmente para banhos.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:28
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