As imagens são de Bustelo mas a notícia fresquinha é a do Desportivo de Chaves regressar à II Liga Portuguesa de Futebol ao vencer hoje o 2º classificado, o Ribeirão, por 1-0. Está de parabéns o nosso Desportivo de Chaves.
E agora as imagens, sem grandes comentários para além da informação de serem imagens de Bustelo. Quanto a história de cada uma, pois pela certa que todas as imagens têm uma história para contar, fica ao vosso critério, ao critério da vossa imaginação, das vossas recordações ou até saudades, não o sei, ficam com toda a liberdade do mundo para verem nelas o que cada um quiser.
E mais nada por hoje. Amanhã estaremos de regresso à cidade que se tem mostrado iluminada de sol, mas com um frio de rachar.
Como o tempo não tem andado de feição para grandes reportagens nas nossas aldeias, vamo-nos valendo do nosso arquivo para trazer aqui imagens do nosso mundo rural e, felizmente que há aldeias como a de Soutelinho da Raia onde há sempre uma imagem para trazer aqui e, é com gosto que o faço, pois Soutelinho é uma das poucas aldeias que ainda mantém a sua virgindade de aldeia tradicional transmontana, onde se tem reconstruído com gosto e onde felizmente há poucos atentados à sua dignidade. Claro que também sofre do envelhecimento e de despovoamento, aqui não é exceção, mas, embora com muito casario abandonado e em mau estado, é preferível vê-lo assim, pois sempre há a esperança de que melhores dias virão para uma boa recuperação, do que vê-lo transformado numa modernice pirosa que em nada dignificam as nossas aldeias. Claro que as modernices também devem ter lugar nas aldeias, mas em lugar próprio, fora do seu núcleo.
Já lá vão 8 anos que iniciei este blog e, embora ande a percorrer este concelho de Chaves há mais de 20 anos, sinto que há aldeias que ainda não foram aqui tratadas com a dignidade que merecem, não por falta de vontade minha, mas talvez por falta de oportunidades de acontecer o momento certo, talvez falta de inspiração, eu sei lá, por razões que a própria razão às vezes desconhece.
Sinto assim que tenho de me aventurar a mais uma expedição a todas as aldeias, aliás já venho sentido essa aventura há uns tempos atrás, mas acontece que o tempo dos relógios não tem estado de feição para a minha disponibilidade, e assim, vou adiando essas visitas e trazendo aqui imagens de arquivo. Para a atualidade das imagens que vos vou trazendo aqui, resta-me a infeliz consolação de que as aldeias nos últimos anos (e aponte-se para os dois dígitos) pararam no tempo, e tudo vai estando igual ao que era.
Mas sei que há recantos que me escaparam em todas as visitas anteriores às nossas aldeias, mesmo porque o nosso olhar também se vai educando e aperfeiçoando havendo ainda a acrescentar que também a nossa sensibilidade para com as pessoas e os resistentes das nossas aldeias se tornou mais atento e, sobretudo, mais solidário.
Para hoje ficam algumas imagens de arquivo de Matosinhos. Esta é uma das aldeias que merece uma visita mais atenta, que fica prometida.
Com a crise que atravessamos era um bom momento para analisar também as más políticas que nos conduziram até ela. Poderão dizer que a crise não é só nossa, pois não, mas as más políticas de muitos anos agudizaram-na. Eu, por cá, costumo dizer que tudo começou com o comboio(s), quando em vez de se modernizar a nossa rede ferroviária se optou por construir a torto e direito IP’s e autoestradas, em detrimento dos comboios e da sua modernização. Os grandes interesses, sempre os grandes interesses dos poucos que os podem ter, interesses do b€tão como se apenas no betão estivesse o desenvolvimento de um país. Grandes interesses de alguns que pobres e remediados têm de pagar.
Fico-me por aqui em lamentos para ouvidos moucos e, apenas o fiz, porque duas das imagens de hoje têm diretamente a ver com esse comboio que nos roubaram, um dos primeiros roubos que ao longo dos anos se viriam a repetir…
Ficam memórias desse comboio mas também imagens daquele que ao longo de alguns quilómetros o acompanhava no seu trajeto e se deixava atravessar precisamente em Curalha. Claro que é do Rio Tâmega que vos falo.


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