Sábado, 16 de Setembro de 2017

Cimo de Vila da Castanheira - Chaves - Portugal

 

 

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E nesta nova ronda pelas nossas aldeias, hoje toca a vez a Cimo de Vila da Castanheira implantada em terras altas do concelho de Chaves a rondar os 800 metros de altitude, ainda no planalto na transição para o mar de montanhas das terras de Vinhais.

 

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Aldeia e freguesia que se justifica pela sua população e dimensões, dispersa por vários arruamentos vai-se estendendo até à freguesia e aldeia vizinha de Sanfins da Castanheira, não havendo separação física entre ambas o que, à primeira vista, poderá parecer ser uma única aldeia, mas são duas.

 

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Estamos em terras da Castanheira onde o românico marca presença com a Igreja de S.João Baptista, com o antigo cemitério em anexo e uma pequena torre, aparentemente mais antiga, conjunto que aliado à sua localização lhe confere uma particular beleza.  Nem que fosse e só por esta Igreja Românica, já valia a pena ir de visita por estas terras.

 

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Quanto ao casario, hoje em dia, é um misto entre casario típico e tradicional das nossas aldeias, com as suas construções em granito de pedra solta geralmente com as escaleiras lançadas para a rua terminado numa varanda coberta e outras construções mais recentes, umas de meados do século passado onde o reboco exterior já marca presença ou ainda construções muito mais recentes ligadas ao boom da construção dos anos 70 e 80 também do século passado.

 

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A 23 quilómetros de Chaves, tem como Orago o S.João e uma das aldeias que embora também sofra da maleita do despovoamento, não é das que mais tem sofrido com isso e ainda hoje mantém uma população considerável para uma aldeia, mas bem longe dos áureos anos 60 em que chegou a atingir os 1159 habitantes, hoje reduzida a menos de metade deste número.

 

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É também uma das aldeias de passagem do nosso concelho, pois é através dela que se chega até Roriz ou até Sanfins da Castanheira, Stª Cruz da Castanheira, Parada e S. Gonçalo.

 

 

 

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Sábado, 9 de Setembro de 2017

Cela - Chaves - Portugal

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A aldeia da Cela é o nosso destino de hoje. Antiga freguesia foi apanhada nas malhas daquela pessegada de unir freguesias, sendo hoje pertença da união das freguesias de Eiras, São Julião de Motenegro e Cela, freguesia esta que na prática vê o seu território estender-se desde a veiga de Chaves até ao concelho de Valpaços.

 

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Certo que o nosso mundo rural está cada vez mais despovoado pelos seus e desprezado pelos “outros” e se as coisas assim continuarem, e tudo indica que assim continuarão, num futuro próximo, o concelho de Chaves em termos populacionais, bem poderá ficar reduzido a duas freguesias – uma urbana de cidade e periferia e outra rural.

 

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Quanto à Cela é uma pequena aldeia implantada em plena Serra do Brunheiro escondida e recatada das vistas exteriores mas com excelentes vistas para a Veiga de Chaves e para a aldeia de S.Lourenço.

 

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Aldeia pequena mas uma das raras aldeias de Chaves que já há uns bons anos, dezenas, matem um Grupo Cultural e Etnográfico com um rancho folclórico e de cantares que nas suas atuações se faz sempre acompanhar de utensílios tradicionais utilizados ao longo dos tempos no mundo rural.

 

 

 

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Sábado, 2 de Setembro de 2017

Castelo de Monforte - Chaves - Portugal

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Este espaço dos sábados tem sido dedicado às nossas aldeias, aos povoados existentes, mas temos de fazer sempre algumas exceções, e hoje é uma delas, pois Monforte já não é um povoado, mas dele ainda existem alguns vestígios e a Torre de Menagem do antigo povoado, para além de dar nome a uma pequena região dento do concelho de Chaves.

 

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Castelo de Monforte visto desde o Cambedo (ao fundo, ao centro, apenas uma silhueta)

 

Além das razões históricas para com todo o direito estar aqui hoje, há o marcar de uma presença que não passa despercebida e visível de grande parte do território do concelho de Chaves, tudo graças à sua localização estratégica, pensada outrora para defesa do nosso território.

 

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Importância que foi perdendo com o tempo e com a evolução das técnicas e táticas de guerra,  aliadas ao evoluir dos tempos e que hoje são apenas um testemunho dos povoados fortificados, onde alguns se mantiveram como povoado dentro e à volta do antigo castelo e outros não resistiram aos novos tempos, sendo completamente despovoados.

 

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Despovoamento esse que levou à degradação das fortalezas,  e abandono que levou à pilhagem ou reutilização dos materiais das antigas construções em novas construções de novos povoados próximos do antigo castelo, onde, em geral, só a construção mais forte e nobre se foi mantendo – a torre de menagem do castelo.

 

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Hoje em dia são locais apontados como de interesse turístico, alguns reconvertidos mesmo para utilização turística. No caso, o interesse turístico continua a existir, mas ao longo dos tempos tem sido ignorado e embora há umas poucas dezenas de anos o Município de Chaves, no mandato de Alexandre Chaves como Presidente da Câmara, tentasse dar alguma vida ao local, com a construção de uma zona de lazer e a recriação de alguns momentos medievais encenando um desfile medieval anual, foi pouco e de pouca dura, pois depressa tudo foi esquecido e hoje está dotado ao total abandono, incluindo o antigo guarda deste Monumento Nacional que zelava pela guarda daquilo que resta, após a sua reforma, jamais foi substituído.     

 

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E temos pena que o melhor que temos do nosso património histórico antigo esteja assim abandonado e esquecido e que embora ainda suscite a alguma curiosidade e visitas de alguns interessados e que de alguns ilustres da literatura portuguesa fique assim registado (o sublinhado é meu) :

 

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Castelo de Monforte, Chaves, 24 de Setembro de 1961

 

Rezam as crónicas que certo infante, de visita à antiga Vila de que resta apenas a fortaleza desmantelada onde me encontro encarrapitado, ficou altamente ofendido com o presente de alguns açafates de figos – única fruta abundante na região – que à chegada recebeu dos pobres vassalos. A tal ponto, que mandou amarrar a um poste o vereador responsável pela ideia do mimo, e o obrigou a servir de alvo dos lacaios do séquito, num tiroteio em que as balas eram os gravosos lampos da oferta. (…)

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E continua:

“(…) Falso ou verdadeiro, o episódio, que à leitura me pareceu repugnante, considerado aqui tem a sua justificação. Há certos destemperos que, embora se não desculpem, se compreendem. Quem me diz a mim que os desconchavo da alteza não foi apenas a expressão insolente dum grande amor magoado? Também eu sinto neste momento não sei que despeitada revolta, que surdo desespero. Do lado de lá da fronteira, Monterrey, altaneiro, majestoso, ufano das suas aladas torres, do seu palácio senhorial, da sua igreja românica, cofre de um retábulo de pedra de cegar a gente; deste, quatro paredes toscas de desilusão, que a hera aguenta de pé por devoção pátria. É, realmente, de um homem perder a paciência de vítima passiva do destino. Sempre pequenas muralhas de fraqueza e pobreza! Sempre um prato de figos ao fim de cada fome!

 

Miguel Torga, In Diário IX

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Vistas lançadas desde o Castelo de Monforte sobre o planalto

 

Ou ainda assim, quando se refere a este tipo de património:

 

(…) O que mais me dói na pátria é não haver correspondência no espírito dos portugueses entre o passado e o seu presente. Cada monumento que o acaso preservou inteiro ou mutilado – castelo, pelourinho, igreja, solar ou simples fontanário – é para todos nós uma sobrevivência insólita, que teima em durar e em que ninguém se reconhece. Olhamos os testemunhos da nossa identidade como trates velhos, sem préstimo, que apenas atravancam o quotidiano. Que memória individual ou colectiva se relembra nesta crónica ameada?

Miguel Torga, In Diário XIII

 

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Seja como for e mesmo assim abandonado e desprezado é um dos locais mais interessantes do nosso concelho, onde, nem que seja apenas uma ou duas vezes por ano vou por lá lançar e recolher uns olhares, nem que seja e apenas para fazer como Miguel Torga, mas no meu caso, não é pelos marcos de Portugal, mas pelo mesmíssimo Castelo de Monforte de Rio Livre, assim é que é:

 

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Chaves, 5 de Setembro de 1984

 

Subida esforçada ao castelo de Monforte. De vez em quando é conveniente verificar se os marcos de Portugal estão no sítio.

Miguel Torga, In Diário XIV

 

 

 

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Sábado, 26 de Agosto de 2017

Castelões - Chaves - Portugal

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Mais um sábado e mais três imagens sobre uma aldeia do concelho de Chaves, que segundo o critério que temos seguido, hoje toca a vez a Castelões.

 

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Pois é, deveriam ser três imagens, mas vão ser mais algumas, por duas razões: - Primeira porque Castelões oferece tantos motivos fotográficos que não resistimos a selecionar mais uns tantinhos; Segundo porque a foto geral do cruzeiro ficaria incompleta se não deixássemos aqui mais dois pormenores do mesmo.

 

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Na realidade trata-se de um cruzeiro muito singular, principalmente pela sua cruz com imagens nas duas faces, que embora não seja caso único aqui na região fronteiriça, é-o quanto arte das peças e das pinturas, principalmente porque estes cruzeiros seguem todos um certo padrão e este é uma exceção, quer no colorido utilizado, quer na pintura das figuras da cruz, quer nas formas das próprias figuras,  tudo do mais naïf que há.

 

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Quem acompanha o blog sabe que Castelões é uma das aldeias que mais vezes têm passado por aqui, por uma das razões já atrás apresentada mas também porque é um trunfo nosso, a par de mais duas ou três aldeias do concelho, ou seja, aos sábados quando não tenho muito tempo para dedicar ao blog passo pelo arquivo de imagens de uma dessas aldeias e tenho a escolha facilitada porque quase todas as imagens são interessantes.

 

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Castelões que segue também as características das aldeias do Alto Barroso que tem ali mesmo ao lado.

 

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Para finalizar, era também uma das aldeias que Miguel Torga visitava e que registou no seus diários, não propriamente a aldeia e pela aldeia, mas pela água do seu Santuário, a Senhora do Engaranho, à qual são atribuídas curas para algumas maleitas.

 

 

 

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Sábado, 19 de Agosto de 2017

Castelo - Chaves - Portugal

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E porque hoje é sábado, vamos até mais uma das nossas aldeias, esta fica aqui mesmo à beirinha da cidade e do grande vale de Chaves, depois do Campo de Cima e logo a seguir às Eiras – o Castelo.

 

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Castelo sem castelo, pelo menos hoje em dia, mas parece que em tempos muito remotos existiu por lá um e daí o topónimo da aldeia.

 

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Aldeia pequena mas interessante, começando pelas vistas que lança sobre a cidade mas também por ser já uma aldeia de montanha, que aliás se nota bem nas inclinações das suas ruas e acessos. Acessos esses que hoje fazem com que o Castelo também possa ser uma aldeia de passagem, isto se o tomarmos como alternativa à EN 213 entre Chaves e o miradouro de S.Lourenço.  

 

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Sábado, 12 de Agosto de 2017

Casas de Monforte - Chaves - Portugal

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Quando iniciei esta nova ronda pelas nossas aldeias disse que traria aqui três imagens (uma a cores, uma a p&b e outra em arte digital)  e seguiria a ordem alfabética. Pois tenho cumprido no que diz respeito à ordem alfabética, mas quanto ao número de fotografia, nem por isso.  O facto é que vou vendo aquilo que tenho em arquivo e vou-me entusiasmando  com o que vejo, mas não só, pois por uma ou outra razão há aldeias que têm passado por aqui mais vezes enquanto outras vão ficando para trás, e para compensar esta falha, nesta nova ronda,  compenso com mais um ou dois olhares.

 

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Costumo dizer que neste blog cumpre-se tudo que se promete, mas como podem verificar há exceções, mas das boas, ou melhor, não cumprimos porque excedemos sempre aquilo que se promete.

 

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Mas vamos lá até Casas de Monforte que pelo apelido toponímico ficamos logo a saber que se localiza em terras de Monforte, ou seja, terras das redondezas do Castelo de Monforte.

 

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Deixamos cinco imagens,  de arquivo, com um pouco daquilo que fazem as nossas aldeias, com as habituais alminhas, um dos traços da nossa cultura, uma janela da escola do tempo em que ainda havia alunos dentro, um largo onde tudo era possível acontecer, as tradicionais construções  de granito, as cores dos rebocos da casas e os becos castiços que fazem a singularidades das nossas aldeias. Apenas alguns motivos de muitos motivos que as aldeias nos oferecem.

 

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Casas de Monforte mais uma aldeia que fica nas proximidades das Nacional 103, mas que é necessário sair desta para a conhecer, mas que pode também ser aldeia de passagem se utilizarmos itinerários secundários, no caso a ligação a Paradela de Monforte.

 

 

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Sábado, 29 de Julho de 2017

Carvela - Chaves - Portugal

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Sempre tive um certo fascínio pela Serra do Brunheiro e este sempre é mesmo desde puto, penso mesmo que será desde que nasci, e a razão é muito simples, as janelas da minha casa davam diretamente para o Brunheiro, praticamente sem qualquer barreira física entre o meu olhar e a imponência da serra, não que ela seja muito alta, mas é a forma como se dá à apreciação para quem está na veiga de Chaves.

 

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Pois desde miúdo que a Serra do Brunheiro tem sido também o meu barómetro. Digamos que ela é o meu boletim meteorológico diário, quando logo pela manhã abro a janela do quarto  e lhe lanço um olhar para fazer as previsões  do dia.  É, as minhas janelas continuam a ter o Brunheiro por companhia e agora muito mais do que em puto, pois com o tempo fui-me aproximando das suas faldas. Bem , mas tudo isto tem a ver com a nossa aldeia de hoje, Carvela, uma das três aldeias (conjuntamente com Maços e Santiago do Monte) que ficam logo após o dobrar da croa[i] da serra, mas sem vistas para a veiga.

 

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Esta localização das três aldeias mencionadas faz com que elas gozem, ou melhor – sofram, com um fenómeno meteorológico que se repete muitas vezes ao longo do ano. Ontem mesmo quando acordei esse fenómeno estava a acontecer, fenómeno esse  que faz com que essas aldeias fiquem mergulhadas num espesso nevoeiro, tudo acontece quando existe uma diferença de pressão atmosférica entre  o vale de Chaves e o planalto do Brunheiro, que faz com que as nuvens baixas ou nevoeiros e neblinas matinais subam a encosta da serra e estacionem no planalto. De verão e em dias quentes como os que estamos a atravessar, este fenómeno até talvez se agradeça, mas de inverno, dói a valer, principalmente quando as temperaturas lá no alto são negativas e os nevoeiros que sobem se convertem em gelo, criando um ambiente de uma beleza sem igual, mas que só se pode desfrutar desde dentro do carro com o aquecimento ligado ou desde as casas da aldeia com a lareira bem abastecida de lenha.

 

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Carvela é uma das onze aldeias a freguesia de Nogueira da Montanha e uma (freguesia) que mais tem sofrido com o despovoamento, em parte pelo rigor dos invernos mas também pela falta de políticas para a agricultura e floresta que façam com que a sua população possa fazer delas um modo de vida. E isto embora aconteça lá em cima a uma cota de 900 metros de altitude, a terra é generosa para como produtos agrícolas, pelo menos na qualidade daquilo que de lá sai, principalmente na produção de batata.

 

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Aliás é vergonho que na cidade de Chaves onde a batata da montanha é reconhecidamente de qualidade superior, tenhamos que comprar batata espanhola e francesa nas grandes superfícies. É como o presunto de Chaves, o famoso presunto de Chaves, tão falado por esse Portugal fora, mas são poucos os que o avezam.   

 

 

[i] Já sei que o termo croa não existe na língua oficial portuguesa, mas por cá é assim que se vai dizendo e pronuncia e não é mais que a palavra coroa abreviada.

 

 

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Sábado, 8 de Julho de 2017

Cando - Chaves - Portugal

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Hoje toca a vez à aldeia do Cando passar por aqui outra vez, e já ia sendo tempo, pois já lá vai uma temporada em que não marcava aqui presença, não por qualquer razão em especial, mas simplesmente porque no meio de tanta aldeia do concelho de Chaves, há sempre umas que não calham na escolha.

 

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E diga-se a verdade, ao rever hoje as fotos da aldeia que tenho em arquivo senti a necessidade de por lá passar outra vez, com os olhos de hoje, pois também os olhares vão sendo educados e aperfeiçoados para outros interesses. Um dias destas iremos novamente até ao Cando.

 

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Entretanto ficam alguns olhares que escaparam nas últimas seleções e um, em especial para meu deleite com a arte do ferro nos pormenores das antigas construções, coisas que hoje já não se usam e que foram feitos pelos artistas das mais velhas profissões, à mão, ainda sem a ajuda das novas máquinas e tecnologias. No caso, um "cachorro" de suporte de uma varanda, mas sem casa e sem varanda.

 

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Aldeia do Cando que embora esteja aqui mesmo às portas da cidade, ainda se sente a sua ruralidade e ainda se vai sentido o ser aldeia, isto, no seu núcleo antigo, pois quanto aos novos bairros na periferia da aldeia, são autênticos dormitórios da cidade.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:06
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Domingo, 2 de Julho de 2017

Cambedo - Chaves - Portugal

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No largo principal da aldeia, junto à capela, está uma pequena placa onde diz “ En lembranza do voso sufrimento – 1946 -1996”. Pelo texto facilmente nos apercebemos que não é escrito no português atual, e facilmente nos apercebemos que está escrito na língua dos vizinhos galegos do Cambedo, a aldeia que hoje trazemos aqui.

 

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Torga no seu Diário VIII a respeito de uma aldeia barrosã,  escreveu o seguinte: “Entro nestas aldeias sagradas a tremer de vergonha. Não por mim, que venho cheio de boas intenções, mas por uma civilização de má-fé que nem ao menos lhe dá a simples proteção de as respeitar”. Cada vez que entro no Cambedo lembro-me destas palavras de Torga, e mesmo tendo por lá amigos que sempre me receberam bem, continuo a entrar lá envergonhado, tal como Torga, não por mim, mas por uma civilização de má-fé que nunca fez justiça para com os pecados que cometeram nesta aldeia, mas também, por essa civilização de má-fé fazer de conta que nada por lá se passou e ter de ser os amigos galegos a reconhecer o seu sofrimento, enaltecer a sua história e afirmar esse reconhecimento oficialmente ao inscrever na toponímia galega, numa das suas principais cidades, a aldeia do Cambedo.

 

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Mas “nós” somos assim, elogiamos e erguemos estátuas aos de fora, mesmo que cobardes e nos tivessem abandonado num momento de aflição quando tinham a obrigação de nos defender,  e esquecemos os nossos heróis e aqueles que sofreram por terem servido de bode expiatório de uma “guerra” que nem sequer era nossa. O município de Chaves e Portugal, devem um pedido de desculpas ao povo do Cambedo, e não é o povo do Cambedo que o exige, pois esse até prefere o silêncio como melhor forma de esquecer, mas é uma questão de justiça, que há muito é tardia.

 

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Hoje Cambedo é uma aldeia da raia seca com a Galiza, mas isto só aconteceu desde o Tratado de Lisboa ou tratado de limites de 1864, pois até aí era uma aldeia promiscua, ou seja, era em simultâneo pertença do Reino Português e do Reino Espanhol. Certo que a partir de 1864 passou a ser só portuguesa, mas para as ruas, casas e gentes da aldeia, a linha separadora da fronteira apenas existia nos tratados, pois o povo de um e outro lado, sempre foi o mesmo.

E sobre o Cambedo e os acontecimentos pelos quais lhes devemos um pedido de desculpas, não digo nada, pois já o disse em muitos posts neste blog e até num blog exclusivo sobre o tema. É certo que jornalistas,  antropólogos, historiadores, escritores (por exemplo Jorge de Sena) e outros mais atentos já lhe dedicaram livros, documentários televisivos e até já serviu para teses de doutoramento e outros trabalhos académicos, mas continua a ser vergonhoso que a grande maioria da população flaviense não saiba o que por lá se passou no  mês de dezembro de 1946…        

 

 

 

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Sábado, 17 de Junho de 2017

Bustelo - Chaves - Portugal

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Na nossa ronda pelas aldeias de Chaves, hoje toca a vez a Bustelo, uma das aldeias da periferia de Chaves, encostada à montanha para deixar livre um pequeno mas fértil vale.

 

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O que tínhamos a dizer sobre a aldeia já o fomos dizendo em posts anteriores dedicados a Bustelo, aldeia e freguesia. Para não nos repetirmos ficam aqui os links para alguns desses posts:

 

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http://chaves.blogs.sapo.pt/285549.html

http://chaves.blogs.sapo.pt/765714.html

http://chaves.blogs.sapo.pt/365205.html

 

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Hoje ficam mais quatro olhares sobre a aldeia entre os quais uma vista geral tomada desde terras de Outeiro Seco.

 

 

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Sábado, 10 de Junho de 2017

Bolideira - Chaves - Portugal

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Bolideira, é até lá que vamos hoje, com os três olhares do costume, um para a famosa pedra de bulir, outro para um pormenor e outro para a entrada/passagem pela localidade.

 

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Bolideira que para além da pedra e um entroncamento sempre foi uma espécie de entreposto de armazéns agrícolas ou de apoio à agricultura e não a aldeia comum. Aliás, se a memória não me atraiçoa, penso que casas de habitação eram só uma ou duas.

 

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Mas a fama desta localidade vai mesmo para a Pedra da Bolideira que se tornou um local de interesse turístico, tudo porque uma única pessoa pode por a bulir a enorme pedra com umas dezenas de toneladas.  

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 21:03
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Sábado, 20 de Maio de 2017

Avelelas - Chaves - Portugal

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Esta coisa de andar aqui pelo blog já vai a caminho de 13 anos. Inicialmente apenas dedicado à cidade de Chaves, cedo me dei conta que este espaço não focaria completo se não incluísse aqui as nossas aldeias. A ideia tinha pernas para andar, apenas era necessário ir por essas aldeias adentro à caça de algumas imagens que melhor as caracterizasse.

 

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Foi um trabalho ao qual me dediquei intensamente nos primeiros anos do blog, pelo menos até completar o levantamento das nossas quase cento e cinquenta aldeias, mas, com o tempo, fui-me dando conta  que na recolha inicial, a algumas aldeias  faltavam alguns pormenores, noutras alguma inspiração, noutras faltou algum tempo para ter sido uma recolha completa.

 

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Claro que teria que repetir as minhas voltas a algumas, para ser sincero a muitas aldeias, e retomei a caminha de nova recolha, esta feita com mais calma e até com outro olhar, mais apurado, pois ao longo do tempo também fui apurando o olhar, principalmente no saber aquilo que queria captar, mas mesmo assim, algumas aldeias foram ficando para trás. Avelelas foi uma dessas aldeias que foi ficando para trás, mesmo assim, passei por lá pelo menos três vezes em três anos diferentes, para ser mais preciso e segundo a data dos aquivos das fotos, fui lá de dois em dois anos (2006, 2008 e 2010) mas sempre me pareceu faltar alguma coisa.

 

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Assim, há dois anos atrás (2015) numa das tardes disponíveis, em finais de agosto de 2015, decidi completar o levantamento fotográfico com aquilo que me parecia faltar, não só nas Avelelas, como também em Oucidres e Vilar de Izeu, mas parece que o destino estava traçado a não ser ainda nesse dia que iria completar tal levantamento, e não aconteceu mesmo.

 

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Acontece que quando comecei a aproximar-me  da aldeia  vi que um  grande incêndio a rodeava e ameaçava até entrar pela aldeia adentro, incluindo a própria estra de acesso estava cortada com chamas de ambos os lados e um grande aparto de bombeiros. Aqui por ficar onde me era possível ficar, no cruzamento para a Sobreira e para o Castelo de Monforte e daí não arredei pé até ao anoitecer. Claro que as Avelelas ficaram novamente adiadas e nesse dia na recolha de imagens, apenas contava terra queimada, fumo, chamas e bombeiros. Assim, mais uma vez vamos até às Avelelas, mas com imagens de arquivo com a promessa de um dia lá voltar.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:05
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Sábado, 13 de Maio de 2017

Aveleda, o mito dos três efes, o Papa, o Benfica e Salvador Sobral

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Não podia deixar de cumprir a promessa de trazer aqui mais uma das nossas aldeias, como acontece todos os sábados, e só o faço agora, no final da noite, por fortes razões que tem a ver com o ego, não o meu em particular, mas o meu ego de ser português HOJE, sem qualquer necessidade de fazer renascer o passado de há 500 anos, sem necessidade de recorrer ao Camões, sem necessidade de fantasmas e esperanças sebastianistas. Valemos apenas por aquilo que somos hoje e valemos muito, começa a ser tempo de acreditarmos em nós, na nossa língua, naquilo que é nosso e, que ninguém duvide que temos daquilo que é melhor, e hoje, Portugal em várias frentes, demonstrou-o, tanto, que se fosse eu quem mandasse, fazia deste dia, o 13 de maio, um dia de feriado nacional.

 

Sim, este dia 13 de maio já faz parte da história de Portugal, escrita com a pena do orgulho português em que faz renascer o mito dos três efes – Fátima, Futebol e Fado – mas ao contrário de areia para os olhos, como antigamente acontecia, hoje foi, é, por justa causa, com três efes merecidos porque conquistados por nós, com a grandeza da nossa humildade.

 

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Hoje o Papa Francisco esteve em Fátima para canonizar os seus dois pastorinhos Francisco e Jacinta, tornando cada vez mais oficial aquilo que já era oficial na fé de muitos, as aparições de Fátima, e mesmo que não se acredite, ninguém pode duvidar da fé de quem acredita, e este triplo efe de Francisco,  Fátima e Fé, cada vez mais reforçam o Santuário de Fátima como um Santuário de peregrinação mundial.

 

O segundo F, o do Futebol também se consagrou hoje com a vitória do campeonato pelo Benfica, reforçando assim o nome que o Benfica tem a nível nacional e internacional. Mas o segundo F do Futebol, hoje em dia marca ponto em todo o mundo e se outrora houve um Eusébio que se escrevia internacionalmente, hoje em dia temos um montão de jogadores de craveira internacional entre os melhores do mundo, além de termos mesmo o melhor do mundo que dá pelo nome de Cristiano Ronaldo, mas também nos treinadores que exportamos, Portugal está nos melhores do mundo, ou a julgar pelo número de portugueses com essa função, somos mesmo os melhores do mundo. Pelo menos, o F do Futebol cumpre-se aos sermos os atuais Campeões da Europa

 

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O terceiro F de Fado já recebeu a sua consagração como património imaterial da humanidade, porque é único, porque é nosso, porque se canta em português, mas no dia de hoje também ficou para a história com outro “fado”, o da música portuguesa, cantada em português por Salvador Sobral ao ficar em primeiro lugar no Festival da Eurovisão, sem qualquer margem de dúvidas, com a maioria destacada dos votos do Júri e do Público europeu. Portugal venceu o Festival da Eurovisão porque acreditou naquilo que era nosso, nas nossas palavras e poesia, nas nossas melodias e música e na nossa língua portuguesa.

 

Sem acreditar no destino, quis o destino que isto tudo acontecesse num único só dia e no mesmo dia 13 de maio, mas isto é apenas um pequeno exemplo da nossa grandeza, só há que acreditar e tal como acontece em Fátima, termos fé que conseguimos, que somos grandes e que em muita coisa temos aquilo que é melhor no mundo, principalmente naquilo que faz parte da nossa cultura e do sermos portugueses. O único problema, o nosso problema, é não acreditarmos naquilo que temos e pior que isso, desprezarmos aquilo que temos de melhor, de genuíno, aquilo que faz de nós portugueses e Portugal, que mais depressa embarca na fácil sedução dos interesses da globalização e da aculturação que nos interesses daquilo que é nosso e que faz de nós grandes com aquilo que nós somos, com a nossa cultura.

 

1600-aveleda-art

 

Todo este discurso pode parecer desapropriado nesta rubrica dedicada às nossas aldeias, mas não o é, antes pelo contrário, pois as nossas aldeias, a vida das nossas aldeias, o espirito comunitário, saberes e sabores rurais, fazem parte da nossa cultura, da cultura rural portuguesa que está a morrer lentamente sem ninguém que lhe deite uma mão. A tudo continuar assim, com este desprezo pelo mundo rural, Portugal num futuro próximo vai arrepender-se, vai perder parte da sua cultura mais genuína, vai tornar-se igual a tantos iguais, vai tornar-se desinteressante, vamos deixar de sermos nós.

 

Ainda ontem fizemos mais uma incursão no Barroso, mais propriamente no Baixo Barroso para recolher imagens de mais algumas aldeias e abordámos uma que nos tinha dito estar completamente despovoada, e assim nos pareceu quando nela entrámos, mas no entretanto vimos uma figura humana que desde logo abordámos com  um  “ e pensávamos nós que já não havia aqui ninguém” e a resposta foi num “mau” português de quem não é de cá, como de facto assim era, um casal de holandeses com um filho ainda criança, há quatro anos encantou-se pela aldeia e por lá ficou a criar cavalos e a receber pequenos grupos de holandeses para passarem lá uns dias, tendo como mais valia uma paisagem incrível, um clima generoso e uma albufeira por perto. Talvez esta seja uma solução para as nossas aldeias mais típicas, uma má solução por sinal. Certo que talvez contribuam para o não despovoamento dessa aldeia, inclusive até são respeitadores pela tipicidade da aldeia, adaptando-se e valorizando as condições existentes sem as alterarem e até lhes temos de estar reconhecidos e agradecidos por fazerem daquela aldeia a sua nova terra, nova casa, novo lar, mas é a cultura deles que trazem com eles e a nossa, morreu, com o último habitante que lá nasceu e a abandonou.

 

1600-aveleda (587).jpg

 

Hoje fala-se muito em empreendedorismo como uma solução do nosso Portugal. Claro que este empreendedorismo também se aponta como solução para o interior de Portugal e para as nossas aldeias, e verdade se diga, pessoalmente também concordo, mas empreendedorismo sim, com respeito por aquilo que existe, respeito pela cultural dos lugares, respeito pelos saberes, sabores e tradições desses lugares,  e não o dito empreendedorismo que se está a tentar fomentar e a implementar por aí, falseando a nossa cultura dando-lhe um rótulo de origem genuína por ser feito por gente da terra – Pura mentira e falseamento daquilo que era genuíno. Tomemos como exemplo a maioria do fumeiro que hoje se faz por aí,  em cozinhas certificadas,  e inunda as nossas feiras do fumeiro, com fumeiro certificado, onde até se vão cumprindo as formas artesanais de o fazer, já nem tanto o de o curar, com as ditas cozinhas a funcionar nas nossas aldeias e gente da aldeia a fazer o fumeiro. Tudo igual ao de antigamente à exceção do reco que é feito em “estufa” à base de ração e outras coisas mais que se calha nem sequer imaginamos, sem as coisinhas boas da horta e o carinho dos tratadores. No produto final, lá temos a chouriça igualmente fumada e até o presunto que igualmente passou pela salgadeira e foi curado pelos processos tradicionais, com bom aspeto e o mesmo cheiro a fumo, mas que não enganam que andou muitos anos a comer fumeiro e presuntos genuínos de recos mesmo recos criados na corte lá de casa.

 

1600-aveleda (595).jpg

 

Se respeitarmos os nossos saberes, sabores, tradições e cultura, seremos grandes e vencedores como o fomos hoje em três frentes nos três efes, caso contrário não passaremos de medíocres e aldrabões que mais não fazemos que contribuir para a nossa aniquilação e a aniquilação daquilo que é bom e faz a nossa grandeza. Por vezes vale a pena acreditar em impossíveis, tal como aconteceu hoje com o Salvador Sobral, pois toda a gente dizia por aí que a nossa canção era linda mas não era festivaleira  para um festival como o da Eurovisão, e ganhou-o.

 

E termino com a última quadra do poema infante de Fernando Pessoa:

 

Quem te sagrou criou-te português,
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal.

 

Pois cumpra-se Portugal com aquilo que temos, com aquilo que é verdadeiramente nosso!

 

E viva o 13 de maio de 2017 e viva PORTUGAL!

 

E com esta me vou, se calha sem tempo para amanhã trazer aqui uma aldeia do Barroso, mas veremos aquilo que se pode arranjar.

 

 

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Sábado, 6 de Maio de 2017

Assureiras de Cima - Chaves - Portugal

1600-art-(3)

 

Estamos na altura das caminhadas e esta, a caminhada pelas Três Vilas flavienses (Assureiras de Baixo, Assureiras do Meio e Assureiras de Cima), começou há três semanas. Aparentemente uma longa caminhada pela demora no tempo, mas na realidade, entre a Vila de Baixo e a Vila de Cima apenas distam pouco mais de dois quilómetros, ficando a Vila do Meio, tal como o topónimo indica, a meio das outras vilas.

 

1600-assureiras-m (16)

 

Também a caminhada dentro das vilas se faz com a brevidade que a dimensão de cada uma recomenda, mas sendo as três vilas de pequena dimensão, poderíamos partir do princípio que nos demorámos por lá pouco tempo, e em parte assim foi, pelo menos na Vila de Cima, a mais pequena das três e na Vila do Meio, maior que a de cima, mas nem por isso muito grande, Já na Vila de Baixo acabámos por passar lá um bom pedaço de tarde, isto porque há dimensões e dimensões, ou seja, as vilas na sua dimensão não contam apenas as ruas, as casas e os largos, pois há também a dimensão humana a ter em conta, afinal esta é mesmo a razão pela qual as vilas existem. Se nas vilas do Meio e de Cima não houve oportunidade de tomar contacto com a dimensão humana, já na Vila de Baixo a dimensão humana estava na rua e como tal, sempre que tal acontece, gostamos de tirar as medidas e essa dimensão, não por bisbilhotice, longe disso, mas por querermos saber como vai o pulsar e saúde dessa dimensão, por podermos ouvir os seus lamentos e sonhos, por podermos medir a força da sua resistência, mas também, porque na descoberta desta dimensão humana aprendemos sempre alguma coisa.

 

1600-assureiras-m (17)

 

Mas hoje estamos na Vila de Cima, a mais bucólica das três, uma autêntica vila, só lhe falta a velha casa na encosta que quando existia ainda em pé, mesmo que abandonada, despertava em nós sonhos como se fossem possíveis projetos dentro dela, mas isso foi antes dela ser as tristes ruínas com que hoje se apresenta. As pessoas lá vão tendo a força de resistirem à partida dos seus, as casas não!

 

 

 

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Sábado, 22 de Abril de 2017

Assureiras de Baixo - Chaves - Portugal

1600-assureiras-b-26 (19)

 

Inevitavelmente ao deixarmos o vale de Chaves temos de subir às montanhas que o rodeiam. Se subirmos em direção a terras de Monforte, depois de Faiões, temos de atravessar as três vilas ou as três Assureiras, começando pelas de baixo, de onde são as três imagens de hoje.

 

1600-assureiras-b (13)

 

Assureiras de Baixo que se arrumaram ao lado da E.N.103, estrada  que atravessa Portugal desde o litoral minhoto (Neiva) até ao limite de Trás-os-Montes (Bragança), atravessando também o concelho de Chaves numa extensão de trinta e poucos quilómetros, mas curiosamente, das nossas cento e cinquenta aldeias, apenas dez aldeias a “quiseram” por companhia.

 

1600-assureiras-b (62)

 

Ficam então as três habituais imagens com três modos diferentes de ver mais uma vez esta aldeias. As outras duas Assureiras, ficam para os próximos sábados.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:33
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