12 anos

Sábado, 25 de Março de 2017

Amoinha Velha - Chaves - Portugal

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Tal como ficou prometido no último sábado cá está a Amoinha Velha, com os três olhares da praxe - a cores, a p&b e arte digital.

 

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Amoinha Velha que faz parte do conjunto de aldeias do planalto da Serra do Brunheiro.

 

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Para a semana descemos às margens do Tâmega, à margem direita, com a aldeia de Anelhe. Até lá.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:44
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Sábado, 18 de Março de 2017

Almorfe - Chaves - Portugal

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Toma-se a Nacional 314 em direção à Serra do Brunheiro, passa-se o Peto e Lagarelhos, e lá em cima, já no planalto a caminho das Terras de Montenegro, um pouco antes de France e um pouco depois do posto de abastecimento de combustível há uma placa de estrada que aponta para a direita onde diz “Almorfe”. É essa a nossa aldeia de hoje.

 

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Na minha tarefa de percorrer todas as aldeias do concelho de Chaves, Almorfe foi a última a ser visitada. Não por qualquer razão em especial, mas foi ficando para o fim e acabou por ser a última, isto há 10 anos atrás e, confesso, que foi a única vez que lá fui.

 

1600-almorfe (12)

 

E se as nossas aldeias estão cada vez mais esquecidas, despovoadas e envelhecidas no que toca à sua população, mas também às próprias aldeias, pois também elas envelhecem, estas, como Almorfe, que não calham junto a estradas principais ou no caminho de outras terras, são muito mais esquecidas.

 

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Poderão ser aldeias pequenas e esquecidas por muitos, mas aqui o blog não se esquece delas e quando toca a fazer uma ronda por elas, vamos a todas, nem que seja com recurso às nossas imagens de arquivo, como é o caso de hoje.

 

No próximo sábado toca a vez à Amoinha Velha, curiosamente bem perto de Almorfe, lá em cima, no Planalto do Brunheiro.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:41
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Sábado, 11 de Março de 2017

Alanhosa em três momentos

1600-alanhosa (190)

 

E porque hoje é sábado vamos até mais uma das nossas aldeias flavienses, e como já vem sendo costume, com três olhares. Um a cores, um a P&B e outro em arte digital.

 

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Alanhosa, é a nossa aldeia de hoje. Uma aldeia pela qual fui passando ao longo dos anos e fazendo alguns registos, mas nesta coisa de registar momentos também há dias, como quem diz: há dias sim e dias não. Às vezes esses dias fazem-nos depender do próprio dia, principalmente da qualidade da luz que, para a fotografia, é essencial, mas outras vezes depende apenas de nós e da inspiração do nosso olhar ou até do nosso estado de espírito.

 

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Pois de todas as vez que passei ou fui a Alanhosa à caça de momentos, a última foi aquela em que o dia estava sim, em luz e em mim, pelo menos eu penso que sim. Espero que gostem destes três momentos.

 

Para o próximo sábado, a aldeia que se segue é Almorfe.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:48
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Sábado, 4 de Março de 2017

Águas Frias - Chaves - Portugal

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Como de costume com três imagens, pelo menos, que escaparam à seleção das anteriores abordagens à aldeia, sendo que impusemos ser uma imagem a cores, uma a preto e branco e uma em arte digital, pelo menos.

 

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E fui insistindo no pelo menos porque nem sempre é ou será assim, tal como hoje que em vez de três temos cinco imagens. Ficam duas extra como brinde aos nossos amigos de Águas Frias, entre os quais os da blogosfera, que desde o início desta coisa dos blogues, também eles têm marcado presença regular na WEB.

 

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Aldeia que, confesso, se me tem mostrado complicada de fotografar, e por vários motivos, alguns sem culpas para a aldeia, como o sejam as condições de luz e meteorológicas, mas também algumas com culpas da aldeia. Não quero com isto dizer que não tenha motivos interessantes, porque os tem, mas sendo Águas Frias uma das aldeias com um núcleo consolidado, não foi havendo o cuidado necessário nas novas intervenções, quer em construção nova, quer em reconstruções, tornando-se complicado, numa aldeia que até não é pequena, arranjar um conjunto em que a harmonia da construção rural típica transmontana não seja quebrada.

 

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Por último é uma aldeia que, se tivéssemos uma política de turismo a sério, poderia beneficiar da sua localização e da proximidade do Castelo de Monforte, mas enfim, se até o castelo está esquecido pelas autoridades e entidades da História, do turismo e políticas, Águas Frias continuará como até aqui, como todas as aldeias mais distantes da periferia da cidade, dotada ao esquecimento das autoridades.

 

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Até ao próximo sábado com a aldeia que se segue na ordem alfabética – Alanhosa.   

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 17:39
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2017

Agrações, Chaves, Portugal

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Tal como tinha sido prometido no último sábado, hoje vamos até Agrações, uma das aldeias  pela qual gostamos de passar de vez em quando, talvez por estar arrumadinha lá no alto, talvez por não calhar no itinerário de nada, talvez para contabilizar a resistência.

 

1600-agracoes (393)

 

Seja como for e mesmo não calhando no itinerário de nada, continuará a fazer parte dos meus itinerários para lançar uns olhares e fazer uns registos que, no outono e inverno são únicos e na primavera e verão sempre diferentes.

 

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Registos que ficarão para memória futura como o testemunho de que ali existiu uma aldeia, gente e vida, pois assim será e dela só restará a memória , tudo por um dia ter acreditado que lá em cima, na montanha, no itinerário de nada,  o futuro também era possível …

 

 

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Sábado, 18 de Fevereiro de 2017

Agrela - Chaves - Portugal

1600-agrela (164)

 

Nesta nova ronda pelas aldeias vamos seguindo a regra de seguir a ordem alfabética pelo que, a seguir a Agostém que esteve aqui no último fim de semana, vem a Agrela, aldeia da raia seca, com a Galiza ali ao lado.

 

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Nesta imagem da vista geral da aldeia, à esquerda e a cerca de 2 quilómetros, fica a raia seca com a Galiza e logo a seguir, mais 1,5 quilómetros, temos a sua congénere  galega, Bousés. Suponho que era com esta aldeia que no tempo das fronteiras e da Guarda-Fiscal, se faziam os negócios de contrabando. Ainda nesta imagem, a primeira montanha a seguir à aldeia ainda é portuguesa e logo a seguir temos a antiga aldeia promíscua do Cambedo que até 1864 era dividida a meio pela fronteira, mas hoje administrativamente portuguesa na sua totalidade. As serras cobertas de neve, que servem de fundo à imagem, essas sim já são bem galegas e entre a primeira montanha nossa e essas serras nevadas existem muitas localidades galegas, entre as quais Verin e Monterrei, duas das mais importantes da proximidade, a primeira pela sua dimensão e a segunda pelo Castelo.

 

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Raia seca e aldeias de ambos os lados  que sempre tiveram uma relação muito próxima, com muitas estórias e história para contar e por contar. Um projeto adiando deste blog que esperamos um dia retomar para contar algumas dessas estórias e também fazer alguma história. Para já e durante cento e tal semanas, tantas quantas as nossas aldeias, continuaremos a trazer aqui todos os sábados pelo menos três imagens (uma a cores, uma a p&b e outra em arte digital).

 

 

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Sábado, 11 de Fevereiro de 2017

Agostém - Chaves - Portugal

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No sábado de hoje vamos fazer uma breve passagem pela aldeia de Agostém, com algumas imagens que escaparam à seleção dos posts anteriores dedicados a esta aldeia. Uma passagem apenas em imagem pois as palavras, embora também breves, vão mesmo para a imagem/fotografia.

 

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Apenas uma pequena dissertação, minha, sobre o entendimento da fotografia ao longo da sua existência e a forma como lidamos com ela, tendo em conta as suas fases  analógica e digital,  e as suas três formas de se afirmar – p&b, cor e com tratamento de laboratório/estúdio/digital, deixando de parte as inúmeras razões que nos levam de encontro à fotografia e ao acto do registo ou congelamento de um momento que a ao longo do tempo  tem intensificado e banalizado o seu uso, transformando-a num utensílio indispensável e de utilização diária.  Mas não é destas que eu quero falar.

 

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A fotografia que eu quero abordar é mesmo daquela que provoca quem as vê, aquelas que despertam em nós um clique, que nos fazem parar e até voltar atrás, que nos provocam, que não nos deixam indiferentes, que têm magia…

 

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E pode ser uma qualquer imagem/fotografia, tirada por uma qualquer pessoa, hoje em dia até tirada por uma criança ou adolescente, que muitas vezes conseguem imagens que fazem corar de vergonha os profissionais e entendidos da fotografia.

 

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Enfim, refiro-me a imagens que valem mesmo mais que todas as palavras e que nenhuma conseguirá descrever a sua provocação.  

 

 

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Sábado, 28 de Janeiro de 2017

Abobeleira em três imagens

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E porque hoje é sábado vamos até mais uma das nossas aldeias, mas hoje  iniciando mais uma ronda por todas as aldeias do concelho de Chaves com uma abordagem diferente, com três imagens que ainda não passaram por aqui, três fotografias, sendo uma delas a cores, uma a p&b e outra com tratamento digital, ou arte digital, se preferirem. Aliás a novidade está mesmo nesta última imagem, pois quanto às nossas aldeias passarem por aqui em imagem já há muito que não é novidade.

 

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Para esta nova ronda, ao contrario das anteriores cujas abordagens que foram feitas aleatoriamente, vamos seguir a ordem alfabética do topónimo da aldeia, daí iniciarmos com a Abobeleira.

 

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Regras são regras mas há sempre exceções, ou seja, esta nova ronda será ocasionalmente e excecionalmente  interrompida sempre que tal se justificar.  Mas para já não está prevista nenhuma exceção e assim sendo, seguindo a ordem alfabética, a próxima aldeia será Adães.

 

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Domingo, 15 de Janeiro de 2017

Nogueirinhas - antes, durante e depois

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Hoje é dia de ir por esses caminhos até mais uma das nossas aldeias e a escolha, como sempre um pouco ao acaso, caiu sobre as Nogueirinhas.

 

1600-nogueirinhas (218)

 

E os caminhos das Nogueirinhas vivem-se sempre em três momentos: o antes, o durante e o depois. Pode parecer que é isso o que acontece com todas as aldeias que visitámos, e com algumas é, mas com outras não é bem assim.

 

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Podia ser mais breve e dizer que há aldeias que não valem só por si, mas também pela sua envolvência como fazendo parte de um todo – é o que acontece com as Nogueirinhas, quer se aborde via Stº Estevão ou via Curral de Vacas.

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Sábado, 10 de Dezembro de 2016

Loivos com olhares da época

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Hoje vamos  fazer uma breve passagem por Loivos com alguns momentos da época.

 

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Da época de acender as lareiras, da névoa, da magia das cores ou apenas do p&b também com a sua magia.

 

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Um momento do aglomerado das casas, das neblinas na montanha, dos lares e lareiras a conviver com os pastos da envolvência onde a bicheza doméstica se deleita com a natureza para deleite dos olhares e registos dos passantes.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:53
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Sábado, 3 de Dezembro de 2016

Cimo de Vila da Castanheira

1600-cimo-vila (38)

 

Hoje vamos fazer mais uma breve passagem por terras altas do planalto da Castanheira que surge na sequência do planalto de Monforte, ou melhor, um mesmo planalto e que abrange que abrange algumas freguesias e muitas aldeias. Aliás, querendo ser mais abrangente, podemos mesmo falar do grande planalto que se inicia na freguesia de Nogueira da Montanha e se prolonga até à freguesia de Travancas, com uma cota a rondar os 800 m de altitude.

 

1600-cimo-vila (159)-1

 

Mas hoje vamos só até uma dessas aldeias do grande planalto, até Cimo de Vila da Castanheira, também uma aldeia da rota do Românico com a Igreja de S.João Baptista a dar as boas vindas a quem visita aldeia. Por sinal uma das nossas Igrejas Românicas com mais visibilidade, graças à sua localização e implantação isolada na croa de uma pequena elevação.

 

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Igreja de S.João Baptista mencionada nos diários de Torga, então com o lamento de a igreja se encontrar em ruínas, mas que felizmente a sensatez acabou por reconstruir e dar-lhe a dignidade que a Igreja merece.

 

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Cimo de Vila por onde às vezes passamos, pois também é aldeia de passagem para outros destinos, mas também por onde às vezes paramos para mais um registo e por onde continuaremos a parar, mesmo porque ainda há alguns registos agendados que nunca tivemos oportunidade de fazer.

 

1600-cimo-vila (195)

 

Mas para hoje ficam cinco momentos que escaparam nas últimas escolhas em que este blog visitou esta aldeia.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:50
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Sábado, 26 de Novembro de 2016

Podia ser verdade, mas não é...

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Podia ser verdade, mas não é, pelo menos uma verdade de hoje ou de ontem, ou mesmo deste ano. Esta neve, a que hoje fica em imagens,  já há muito derreteu, pois segundo o meu arquivo é de uma nevada de 23 de dezembro de 2009.

 

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Mas lembrei-me de a trazer aqui, pois ontem, nos lugares do costume (Montalegre e Alvão) houve neve a sério. A do Alvão vi-a, mas só isso, nem sequer a registei em imagem e muito menos a desfrutei, pois andar na autoestrada tem esse inconveniente de não ser lugar de paragens para desfrute do que quer que seja.

 

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Pois a neve que vos deixo, que tomou em cheio o Brunheiro e as suas terras altas, são registos de uma voltinha que dei por ela desde Chaves a S.Julião e vice-versa.

 

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Pela ordem de publicação, a primeira é da entrada no concelho de Chaves em S.Julião, a segunda é da aldeia de S.Lourenço vista desde a Cela e as duas últimas são da Ribeira das Avelãs, em que a última, no meu imaginário, é uma obra de arte, uma tela  lavrada na terra de autoria de um lavrador artista que está farto da geometria do rego certinho, paralelo. Pura arte… ou então seria outra coisa.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:37
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Domingo, 16 de Outubro de 2016

Ribeira do Pinheiro - Chaves

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Há dias iniciei por aqui uma espécie de rubrica que dá pelo nome de “Momentos que esperam por nós”. Pois hoje embora o dia e momentos sejam dedicados ao nosso mundo rural, bem podiam ser também daqueles que esperam por nós e que estão aqui tão próximos, à mão de semear.

 

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Três imagens da, ou desde a Ribeira do Pinheiro, tomadas quase do mesmo sítio, apenas fomos subindo ou descendo a serra para encontrar os tais momentos que esperam por nós.

 

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A Serra , embora não pareça, é a nossa Serra do Brunheiro. O riacho que aqui fica um pouco nervoso e apressado é a pacata Ribeira do Caneiro que desagua no Rio Tâmega, junto às poldras do Tabolado.  

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:38
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Sábado, 8 de Outubro de 2016

Pereiro de Agrações em tempo de colheitas e vindimas - Chaves - Portugal

1600-pereiro-agra (251)

 

Tive a felicidade de ter nascido em plena veiga de Chaves, a felicidade de o meu pai ser de uma aldeia que vivia da terra, do gado e da floresta, onde também tínhamos por lá algumas coisas da terra a tratar e de, quase sempre, a felicidade de ter vivido mais próximo do campo do que da cidade, exceção para uma temporada de meia dúzia de anos em que vivi numa torre de betão e da qual não guardo nenhuma boa recordação.

 

1600-pereiro-agra (155)

 

Tive também a felicidade de na minha juventude e formação ter passado pelos trabalhos do campo. Claro que na altura de jovem nem por isso valorizava esta mais valia, nem a troca da cidade pelo campo era lá muito “pacífica”,  mas com o tempo,  em adulto,  dei-me conta do tão positivo que foram esses tempos de contacto com a terra, com os seus trabalhos e com os sabedoria da gente das nossas aldeias. Sabedoria que é ágrafa , que só ouvindo-a, vendo-a  e vivendo-a se aprende.

 

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Tenho a felicidade de viver a meio caminho entre a cidade e o campo. Mais campo que cidade e a felicidade de a minha casa ainda estar rodeada de algumas vinhas que se cultivam e de alguma terra que ainda é lavrada, semeada e plantada e onde na altura certa se vão recolher os frutos.

 

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Hoje tive a felicidade de acordar ao som do bater do ferro das tesouras de poda, as mesmas que se usam para vindimar, acompanhadas do habitual burburinho das vozes de quem vindima, fazendo-me regressar ao tempo das minhas vindimas, das merendas com a obrigatória omelete de linguiça, dos lagares, da festa de pisar o vinho, da espera da fermentação, do baixar do bagaço, do encher das pipas, do espremer o bagaço e da longa espera de um dia de sol de abril ou maio para finalmente botar a torneira à pipa e engarrafar algum  vinho para mais tarde chegar à mesa. Uhhhh! Que bem sabia. Ainda hoje aprecio todas essas tarefas do vinho nos aromas que me ficam no palato, principalmente se sai de uma pipa guardada na frescura de uma adega.

 

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Pois é tempo da fruta madura, das vindimas que se repetem pouco por todo o lado, nas terras mais quentes há já algum tempo, nas mais frias há que aguardar mais uns dias. O tempo é que manda.

 

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Recordando este tempo de colheitas, lembrei-me que há uns anos, por esta altura,  fui até Pereiro de Agrações, onde se andava em vindimas, nos preparativos e lavagens de vasilhame e outros instrumentos mecânicos de “mastragar” as uvas, mas também ter a sorte de assistir ao pisar tradicional no lagar. Tradicional no gesto, pois faltava a companhia, mas mesmo assim deu para apreciar os aromas do mosto e recordar o tempo em que eram os nossos pés os que pisavam.

 

1600-pereiro-agra (177)

 

Pereiro de Agrações onde vamos ou passamos de vez em quando se o nosso destino é Agrações, e nas nossas  idas e paragens,  vai sendo recorrente  encontrarmos pelo caminho, ou na aldeia,  caras conhecidas que já antes fotografámos. E é com agrado que quase sempre repetimos o gesto.

 

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Gesto repetido com as gentes da terra sempre na labuta do campo, quer seja dia de semana ou feriados e até aos domingos, tal como acontece com o pastor Fernando e as suas cabras, pois elas não conhecem os dias de semana e têm de comer todos os dias. A vida do campo e da serra é assim, não é fácil.

 

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E assim ficam alguns olhares sobre a vida da aldeia de Pereiro de Agrações em dias de recolha de frutos, de vindimas, de trabalho, de ir com as cabras ao monte.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:34
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Sábado, 1 de Outubro de 2016

Valdanta - Chaves - Portugal

1600-valdanta (284)

 

Hoje apetecia-me deixar aqui este post sem dizer de que aldeia são estas imagens. Claro que antes teria de retirar a primeira foto, a da albufeira, pois como por cá, no concelho, só temos três (a de Mairos, Nogueirinhas e Rego do Milho), mais as lagoas do Tâmega que podem ser confundidas com uma albufeira, a descoberta da aldeia seria facilitada, mesmo assim, pelas imagens de hoje, poucos seriam os que diriam que estas imagens são da aldeia que é – Valdanta.

 

1600-valdanta (140)

 

Sim, na realidade todas estas imagens são de Valdanta, exceção para a albufeira que embora tenha acesso por Valdanta penso que, administrativamente falando, está localizada na freguesia de Curalha. Mas as restantes são mesmo de Valdanta, da sua intimidade ou, se preferirem, do seu casco velho, centro histórico da aldeia de Valdanta, a Valdanta  mais antiga, a despovoada e envelhecida. Bem longe em aspeto da Valdanta atual que faz a ponte do concelho rural para o concelho mais urbano da cidade, hoje em dia sendo ela mesma (Valdanta e freguesia) mais urbana do que rural, na prática uma freguesia com bairros dormitórios da cidade.

 

1600-valdanta (234)

 

Esta é a aldeia desconhecida da maioria da população que apenas se serve da estrada municipal para os seus destinos e, a julgar pelos novos habitantes da nova Valdanta, acredito mesmo que nem estes conheçam esta aldeia antiga, por sinal, para mim, a mais interessante e que mais história e estórias terão para contar.

 

1600-valdanta (180)

 

Aldeia antiga que se implantava à volta do grande largo da fonte de mergulho e do tanque público da aldeia, não sendo difícil de imaginar ter siso um largo cheio de vida e movimento, com crianças, animais e as pessoas nas suas lides diárias.

 

1600-valdanta (166)

 

Tal como disse no início, sem a imagem da albufeira e sem as palavras de identificação da aldeia, ninguém diria que este núcleo de Valdanta está a apenas 2,5 quilómetros (em linha reta) do centro da cidade de Chaves e facilmente poderia ser confundida com uma aldeia das mais rurais da montanha.

 

1600-valdanta (157)

 

Cantinho esquecidos, cheios de estórias para contar ou História para divulgar que cabem também aqui neste blog, mas que muitas vezes são perdido(a)s por falta de divulgação. Felizmente a freguesia de Valdanta tem alguns blogs que vão divulgando a freguesia, nomeadamente os blogs do J.Pereira e do A.Cruz, respetivamente com os blogs http://valdanta.blogs.sapo.pt/ e http://granjinha_cando.blogs.sapo.pt/ , mas há muitas aldeias que não têm a mesma sorte. Neste sentido o blog Chaves vai lançar uma nova rubrica que ainda hoje será aqui lançada no blog e que estará alberta a todas as aldeias e aos seus habitantes e naturais. Até lá.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 17:07
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