Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

De regresso à cidade, com uma foto de inverno e um sonho

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Hoje fazemos o regresso à cidade pelos passeios à beira rio, com uma foto de inverno, a demonstrar que esta estação fria também tem os seus encantos. Nos meus sonhos, o encanto seria ainda maior se a partir do terraço existente sobre o Rio Tâmega, que foi construído a partir da estrutura do antigo motor de água, tivesse uma ligação à margem esquerda do rio, ou seja, uma ponte pedonal, apenas com a largura de duas pessoas,  com o romantismo das pontes de arame, se pudesse ser… no meu sonho pode!

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:18
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2018

Rua das Longras - Pormenores

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Hoje vamos fazer uma breve passagem pela Rua das Longras, sem grandes comentários, apenas dizer que é uma das ruas que hoje vive na sombra da cidade.

 

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Talvez os mais jovens não entendam as minhas palavras, mas os da minha geração e mais velhos, pela certa que as entendem. Uma rua cortada a meio pela modernidade, onde a metade resistente,  é apenas uma das vítimas do betão que entrou pela cidade histórica adentro sem sequer pedir licença.  

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:06
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2018

O Duque é nosso

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Este senhor da estátua era D. Afonso, filho do rei D.João I que casou em 20-10-1401 com D. Brites, filha de D. Nuno Álvares Pereira que, como dote de casamento, doou ao jovem casal todas as terras a Norte do Rio Douro.

 

Após o casamento que se realizou em Lisboa, D .Afonso e D. Brites rumaram até à vila de Chaves onde fixaram residência, por cá ficaram, tiveram 3 filhos (D. Isabel, D. Afonso e D. Fernando). D. Brites acabaria por falecer em 1412 e D. Afonso retirou-se para Barcelos.

 

D.João I, receando uma invasão castelhana em 1419, já depois do tratado de paz com Castela, encarregou seu filho, o Conde D. Afonso, de ir para Bragança, a fim de impedir os invasores e defender o Reino.


Em 1442 é fundada a Casa de Bragança, cujo primeiro representante era D. Afonso, filho legitimado do Rei D. João I, 8.º Conde de Barcelos e, a partir deste momento, 1.º Duque de Bragança.

Teria sido por esta época, após 1442, que D. Afonso quis educar e disciplinar o povo, fundando a Confraria da Nobre Cavalaria de Santiago, em Bragança e Confraria da Nobre Cavalaria de S. João Baptista, em Chaves. Viveu D. Afonso as suas últimas décadas na vila de Chaves. A sua vida teve termo, em dia desconhecido do mês de Dezembro de 1461, tendo sido sepultado na Igreja Matriz de Chaves, Mais tarde os seus restos mortais foram transladados para o novo Convento da Veiga:

Viveo noventa e hum annos, foi fepultado em fepultura raza na Capella maior da Igreja Matriz da dita Villa, e dalli foi transladado para o noffo Convento da Veiga, fendo ainda de Clauftraes, e colocado em nobre maufoleo na Capella maior da Igreja á parte do Evangelho; e quando viemos para o fítio, onde hoje eftamos, trouxemos os feus offos com o mefmo maufoleo para o Convento novo (de N.ª S.ª do Rosário ou S. Francisco)".

Santiago, Dr. Francisco de – Chr sa Santa Prov. Nª Sª da Soledade

 

Estiveram os seus restos mortais sepultado em Chaves quase durante V Séculos, mais precisamente até ao dia 26 de setembro de 1942, dia em que “pela calada da noite”  nos foram roubados e levados para a Igreja de S.Agostinho em Vila Viçosa.

 

E mais uma vez pergunto eu:

 

Se o Homem era o dono disto tudo, adotou Chaves como sua terra, cá viveu com a sua mulher, cá teve os seus filhos, cá morreu e quis ser sepultado, onde de facto esteve durante 500 anos, porque raio, em plena ditadura nacional foi parar a Vila Viçosa?

 

Não seria tempo de se fazer justiça e exigir o seu regresso a Chaves?

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:58
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2018

De regresso à cidade

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De regresso à cidade com passagem noturna pela torre de menagem, com uma amoreira e a lua por companhia.

 

E agora um pequeno esclarecimento para aqueles que ontem contribuíram para por um pontinho no mapa-múndi que colocámos na barra lateral e que hoje já não existe. Foi de pouca dura, não por nossa vontade, mas a conselho da equipa de blogs da SAPO, que nós aceitámos, pois o widget (era assim que a coisa se chamava) não era fidedigno, além de também eu ter dado conta que atrasava consideravelmente a abertura de páginas no blog. É, tal como se diz por aí “não há almoços grátis” e mais dia-menos-dia o widget  (gratuito) que tinha instalado,  começaria a abrir publicidade indesejada quando vós acedêsseis ao blog. No passado já tivemos uma experiência dessas que não queremos repetida, mas a todos que contribuíram com um pontinho, o nosso obrigado, pois foi bonito de ver enquanto durou.

 

Uma boa semana, com o dia de amanhã de muita folia.  

 

 

 

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Sábado, 10 de Fevereiro de 2018

Pedra de Toque

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pedra de toque copy.jpg

 

                       QUANDO

 

                        Quando te descobri,

                        Acariciei logo teu pensamento.

 

                        Quando te senti,

                        Afaguei logo teu coração.

 

                        Depois,

                        Dirigi-me para dentro de mim

                        E quedei-me absorto olhando a cidade, o rio

                        E teus olhos líquidos.

 

                        O cansaço adoeceu-me.

 

                        Só a tua boca,

                        Acalma as tempestades,

                        Reflete o sol

                        E sara maleitas!

 

                        Bendita sejas!... 

 

António Roque

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:44
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2018

Rua do Poço - Chaves - Portugal

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Por mais fotografias que tenha desta cidade de Chaves, sempre que me faz falta alguma de um determinado local ou pormenor, dou-me conta que essa nunca a fiz. Claro que mais dia, menos dia, acabo por fazê-la, mas então já não faz falta. É por essa razão, que de vez em quando, dou umas voltas pelo nosso centro histórico, repito passos que já antes dei, registo novos momentos de que já registei, e às vezes lá vai acontecendo um ou outro que foi falhando nas minhas anteriores passagens. Claro que são olhares seletivos, pois há pelo nosso centro histórico muitos atentados cometidos que não interessam a ninguém.

 

Nestas voltas há ruas e pormenores que são mais fotografados que outros. Uma das ruas da qual tenho menos motivos registados é da Rua do Poço e sempre que passo por lá compreendo o porquê. Parece uma rua com duas faces, que na realidade tem, uma com construções assentes sobre a muralha medieval com os seus alçados principais virados para a rua e mantendo a sua traça antiga. A outra face parece feita de alçados posteriores e maioritariamente com reconstruções descuidadas, varandas de betão que não condizem com a rua.

 

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Mas mesmo assim nesta mescla em que os sentires ficam divididos, há momentos únicos na rua, às vezes feitos pela magia da luz e da cor, outras vezes num quadro antigo de um gato à espera que a porta se abra ou de um mini à espera que lhe abram a porta. Vale a pena insistir, os momentos sucedem-se uns aos outros e por muito semelhantes que sejam, nunca são iguais.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:04
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2018

Chaves de hoje e de ontem

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Vamos fazer uma breve passagem pela fotografia de hoje, de há um século ou mesmo dois:

 

“ A fotografia originária da cooperação da ciência e de novas necessidades de expressões artísticas, tornou-se logo à nascença objecto de violentos litígios. Saber se a máquina fotográfica era apenas um instrumento técnico, capaz de reproduzir de modo puramente mecânico as aparências ou se era preciso considera-la como um verdadeiro meio de exprimir uma sensação artística individual, infamava os espíritos dos artistas, críticos e fotógrafos. Esta querela, que engendrava artigos e disputas pessoais, tanto se abateu sobre os estúdios quanto veio a inundar os tribunais. De igual modo, a Igreja tomou posição; muito hostil no início, ela inspirava a um jornal alemão de 1839 a seguinte passagem: “Querer fixar reflexos fugidios não só constitui uma impossibilidade, como o demonstraram as seriíssimas experiências feitas na Alemanha, mas o simples facto de querer tal coisa confina com o sacrilégio. Deus criou o homem à Sua imagem e nenhuma máquina humana pode fixar a imagem de Deus; ser-lhe-ia preciso trair de repente os seus próprios princípios eternos para permitir que um francês, em Paris, lançasse para o mundo uma invenção tão diabólica (Cf. Leipziger Anzeiger, 1839.)

 In “Fotografia e Sociedade” de Gisèle Freud, 1989.

 

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Embora a questão da fotografia ainda não esteja bem resolvida, ainda bem que vingou e evolui. Independentemente de ser usada como arte, ou como mero congelamento de um momento, a verdade é que também se tornou num precioso instrumento documental para vários fins, entre os quais o da memória futura, se assim não fosse, hoje não poderíamos estar a comparar os dois momentos congelados nas imagens que vos deixo aqui,  colhidos  a uma distância quase de um século,  e que nos dá também para ficarmos a saber que a noia de destruir jardins em Chaves,  já não é de hoje, é hereditária…

 

Mas como a fotografia também se transformou num negócio e há para aí gentinha que se dedica a sacá-las da NET para reproduzir e vender, a foto antiga que vos deixo leva uma leve marca de água e é publicada com pouca definição, que embora não a torne impeditiva de ser reproduzida, mas pelos ficará sem qualidade e dará algum trabalho a retirar a marca de água. Não é por mim, mas por quem mas cede com boas intenções para publicação e não para negócio.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:52
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2018

De regresso à cidade

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De regresso à cidade com passagem pela Praça do Duque, num momento em que a sombra da Igreja da Misericórdia se projeta sobre a sua companheira de praça, a Igreja Matriz.

 

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Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto de um dia quente

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Já sei que ainda estamos no inverno, mas mais uns mesitos e temos aí o inferno do verão. A foto de hoje foi tirada num desses dias insuportáveis de verão, com as temperaturas a rondar os 40º, num daqueles dias em que as sombras são procuradas, principalmente pelos mais idosos, não para a assossega ou lazer, mas antes por necessidade. Felizmente Chaves tem alguns destes espaços que fazem a delícia dos dias quentes, mas estão concentrados à beira-rio, pena que nas 4 ou 5 grandes praças que o centro histórico tem, não existam pequenos parques de sombras para o verão, pena também que a nova tendência da arquitetura urbanística dê preferência a largos despidos, feitos mais para serem vistos do que usufruídos pelas pessoas… todos querem fugir do engaço…

 

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Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:10
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018

A ponte romana de hoje, de há 50 anos e um pormenor com 109 anos e 39 dias...

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Nos grupos do facebook barrosões tenho visto por lá umas fotos antigas das aldeias barrosãs, uma delas Viade de Baixo. Ontem entrei em contacto com um dos administradores do Grupo Viade de Baixo para me indicarem quem era o autor das fotos a fim de lhe pedir autorização para as utilizar num post deste blog. Acabei por saber o nome do fotógrafo que, afinal, se trata de um dos melhores fotógrafos portugueses do século XX, um Engº Técnico Agrário que se apaixonou pela fotografia e que nos anos 50/60 esteve a trabalhar em Montalegre como Engº Téc. Agrário. Este fotógrafo que dá pelo nome de Artur Pastor (1922-1999) fotografou todo o Portugal real, urbano e rural , do Norte a Sul de Portugal e ilhas. Estando em Montalegre nos anos 50/60 suspeitei que a objetiva da sua Rolleiflex também tivesse andado por Chaves a captar alguns momentos da cidade de então, e não me enganei. Chaves faz parte do seu espólio fotográfico que hoje é propriedade do Arquivo Municipal de Lisboa.

 

chaves-A-Pastor.jpg

Fotografia de Artur Pastor (anos 50/60)

 

Apreciei devidamente de Artur Pastor, da qual não apurei a data exata, anos 50/60 é o que diz na sua coleção de Trás-os-Montes. E sim, dá para verificar que a fotografia não é muito antinga e que quase tudo que é retratado pouco difere do que hoje existe, inclusive eu que pela certa sou mais novo que a foto, ainda me lembro daqueles candeeiros da Ponte Romana, mas há um pormenor nesta foto que me chamou a atenção e que veio confirmar sem qualquer dúvida aquilo que já há uns anos sabia. Trata-se da placa que assinala a cheia do Tâmega de 22 de dezembro de 1909, mais propriamente da sua localização. Para melhor entenderem aquilo a que me refiro, ampliei as duas fotos que vos deixo atrás na zona da referida placa e assinalei a vermelho as referências de duas janelas da construção (que na reconstrução de há uns anos atrás não foram alteradas) e da placa da cheia, antes e depois das obras.

 

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Não é por nada, mas após as obras, a placa não ficou bem no mesmo sítio. Acredito que quem recolocou a placa tivesse a intenção de enaltecer a grandeza da cheia de dezembro de 2009, pois se o espanto da sua grandeza já era grande com a placa no devido sítio, isto acreditando que quem a colocou lá originalmente respeitou as marcas da cheia, se a placa subisse mais um metro, o pessoal espantar-se-ia muito mais. E confesso que eu fui um dos que se espantou quando a vi nesta nova localização, não pela grandeza da cheia, mas pelo atrevimento e pela mentira que agora lá está colocada.

 

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Mas tudo bem, desde que o pessoal saiba a verdade e haja provas de tal, como a foto de Artur Pastor que vos deixo ou mesmo o testemunho das fotos da época da referida cheia de 1909, não há grande mal, desde, claro, que o contar da história verdadeira se vá mantendo ao longo das gerações, ainda para mais que a estória é caricata. Mas bem melhor era que a placa regressasse ao seu devido sítio. Mas esta estória dá também para perceber que não devemos acreditar em tudo que vemos e em tudo que lemos na História, e Chaves tem alguns destes exemplos, e até bem mais graves que este da placa.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:25
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Chaves D'Aurora

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  1. MOINHOS.

 

Na quinta Grão Pará, a vida girava como se fosse o Moinho dos Agapito, à beira do Tâmega. Para deceção de Aurita, Hernando parecia ter ido embora de vez, naquele primeiro comboio, pois se passou muito tempo sem que ela tivesse dele qualquer notícia. Sabia apenas que ele não estava ao Raio X e isso era, por certo, motivo de muita angústia para ela. Teria voltado o cigano a viver com a rapariga de Valpaços?!

 

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Moinho dos Agapito, Chaves antiga (PT). Postal Foto Alves.

 

Afonso, após concluir os estudos secundários, começara a trabalhar no escritório do pai, mas continuava a perseguir o seu maior ideal. Via-se, o tempo todo, a sonhar de olhos abertos e, tal como Sidónio, a gozar também das festas e patuscadas próprias de rapazes, entre as maltas de estudantes, pelos becos e ruelas de Coimbra. Já se lhe vestiam as batinas e tinha as capas dobradas sobre os ombros, cheias de apliques bordados, brasões e outros símbolos coloridos, em contraste com a negrura dos uniformes. Entrevia até seu Papá e sua Mamã a se deleitarem com ele, por altura da queima das fitas. Atirava-se então aos estudos e, do mundo em volta, bem pouco estava a se interessar. De mais a mais, quando pensava em raparigas, sempre se lembrava do Popó.

 

Também Aurélia, ainda voltada para o seu mundo de infância, apesar de já passar dos dezasseis, não parecia pensar em qualquer namorado. Passava horas a brincar de bonecas e jogos infantis com Arminda.

 

Mindinha, porém, já crescera. Começava a querer se dar por rapariga madura e não mais uma menina, o que forçava Lilinha a amadurecer também, junto com ela.

 

Alfredo prosseguia com os estudos no Liceu. Ainda que fosse bem ao Português, ao Latim e à História, estudar não lhe era um dos melhores prazeres da vida. Assim, pois, ainda que inteligente, estava sempre a se ver em malabares com Ciências, Matemática e até mesmo outras matérias menos exatas. Se as férias ainda estavam longe de chegar, o rapazola ansiava pelos feriados. O que lhe apetecia bastante, aos sábados à tarde, era folgar com os rapazes de sua idade, sentados a algum café do Largo das Freiras ou à Confeitaria Flaviense, então o ponto chique da elite de Chaves.

 

Punham-se os jovens ali, à sombra, para ver e serem vistos pelos alegres buquês das raparigas em flor, que passavam ao sol, mas cujos pais, migalho a menos, migalho a mais, eram tão severos quanto Reis. Se deixavam sair as filhas com as amigas era porquê, na verdade, algumas delas iam sempre com alguma tia solteirona a lhes servir de dama de companhia. Como astuta Mata Hari dos costumes, essa matrona agia como vigilante, ao mesmo tempo, não só de sua monitorada pupila, quanto das coleguinhas que a acompanhassem, embora todas fossem consideradas meninas direitas, atadas aos férreos liames dos conceitos e padrões da época.

 

Papá vivia às turras com o Alfredinho, por este só querer estar às pândegas. O rapazote corria então a se refugiar nas bordas da saia de Mamã, com quem trocava afetuosos carinhos, sendo impossível a Florinda ocultar que ele, para todos os efeitos e consequências, era o seu “ai-jesus”. Com frequência, porém, mesmo à amorosa Flor estavam a desgostar suas preocupações com o traquina, que sumia por horas, algumas vezes por um dia inteiro.

 

Mal saído da puberdade, o puto era um verdadeiro traga-mundos, dentro daquele universo entre o Brunheiro e o Barrosão. Quando o pai perguntava – Por onde andaste, seu maroto? – ele respondia com um sorriso que aborrecia ao Reis, mas desarmava aquele sempre disponível advogado de defesa, o coração materno – Meu querido Papá, minha queridíssima Mamã… estava por aí, de lés a lés, pelo mundo. Estava por aí, a estudar a vida.

 

Por aí, por acolá, era Vidago, Vila Real e as aldeias do Concelho, ou mesmo Verín e Ourense, que ficam logo ali, além da raia, na Galiza, para onde o Alfredinho, com o seu Azeviche, movia-se com um grupo de rapazolas, descomprometido de tudo. Acampavam a céu aberto no verão ou na primavera, com vinho, guitarra, castanhas assadas na fogueira e a eventual e bem-vinda companhia de algumas raras, alegres e liberadas raparigas.

 

fim-de-post

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:41
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Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2018

De regresso à cidade

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Hoje fazemos o regresso à cidade pela Ponte Nova, embora na placa que está colocada nas entradas da ponte ateste que é Ponte Barbosa Carmona, o que já vai sendo habitual em Chaves, ou seja, o topónimo escrito na placa lá do sítio é um, mas nós tratamos o lugar pela alcunha, tal como se passa com o Largo das Freiras, o Jardim do Bacalhau, o Largo do Anjo e o Largo dos Pasmados, entre outros. E já que é assim, e o povo quer, assim seja! Que o povo tem sempre razão.

 

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E regressamos à cidade com duas noturnas. Não por regressarmos à cidade de noite, às vezes lá calha, mas agora já o fazemos de dia (a grande maioria).  Para ser sincero, as fotos até foram feitas ontem no regresso a casa, mas isso até pouco interessa, pois o que vale mesmo são as imagens da nossa ponte, do nosso rio, do nosso jardim e de um a rua com carros para lá e pra cá que o tempo de exposição da foto só permitiu captar as luzes e os seus trajetos.

 

Um boa semana!

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:28
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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Hoje à procura de uma foto para publicar, esbarrei com esta que vos deixo, uma foto de um momento único sobre a nossa Top Model. Aconteceu às 17 horas, 55 minutos e 5 segundos do dia 9 de fevereiro de 2014, à mão só tinha o telemóvel que para estes registos singulares serve sempre, que remédio, mas acabou por captar o que se pretendia – uma enorme nuvem alaranjada sobre a nossa Ponte Romana, refletida sobre o Tâmega, bem encorpado por sinal, reflexo que continuava sobre a calçada até entrar-nos no olhar, com aquele conjuntinho precioso da Madalena a rematar a composição e a dar-lhe algum contraste. Sem filtros, tal como estava. Gostei então do momento, daí o registo. Hoje quando a revi, gostei de novo de ver e reviver o momento que já estava adormecido num cantinho da memória e a imagem despertou. Se então gostei do que vi e hoje continuei a gostar, porque não ser a foto a partilhar hoje convosco. Aqui está ela!

 

Até amanhã com mais uma das nossas aldeias, que posso desde já anunciar, pois segundo a ordem alfabética, como de costume, a seguir a Izei vem Lagarelhos, curiosamente na realidade também assim é. Assim sendo, amanhã vamos até Lagarelhos.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:23
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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2018

Cidade de Chaves e um biquinho de montanha

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Todos os dias vejo esta imagem, ou quase sempre, pois há dias em que as neblinas não deixam ver o que está em segundo plano, muito menos o que vai para além disso, e, claro, que em dias de nevoeiro nada disto se consegue ver. Mas, em geral, consegue-se ver tudo isto, mas sem ver, olhamos apenas para a “tela” mas não reparamos nos pormenores. Há anos que lanço olhares a este motivo, vi o casino a nascer e crescer até parar. Há anos a lançar olhares e só agora, na foto, é que reparei que lá ao fundo, nas montanhas, lá no cimo,  aparece um biquinho de montanha, e não é uma qualquer, pois trata-se da segunda serra mais alta de Portugal Continental, a Serra do Larouco, mas o meu espanto vai para andar há anos a vê-la, e nunca a ter visto.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:36
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