Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:02
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia e algumas palavras

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Ontem ao início da noite, o Rio Tâmega, o céu e a Ponte Romana estavam assim, a pedir uma foto. Claro que não lhe resisti e ela aqui está com a nossa sempre Top Model, a ponte romana, a velha e antiga ponte romana com quase dois mil anos de existência.

 

Velha ponte mas sempre tempo para nascer alguma coisa e hoje no blog nasce mais uma nova crónica, que estará aqui de 15 em 15 dias, intitulada “A Pertinácia”,  e escrita no feminino pela pena de Lúcia Pereira Cunha. Até já com esta nova crónica.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:40
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:17
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia com coisas do frio

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Eu sei que está frio, que muita gente não gosta, que andam por cá todos encolhidinhos e até há quem proteste, aliás eu sou um deles, não protesto com o frio que até o prefiro aos dias de inferno do verão, é mais um protesto de reivindicação, o de que deveríamos ter um subsídio (ou subsílio) do frio, e era mais que justo (digo era porque já sei que não o vamos avezar), pois além de estarmos para aqui longe de tudo (saúde, educação superior, cultura, etc.) e de contribuirmos como os restantes portugueses com os nossos impostos, ainda temos de mamar com 9 meses de inverno, frio, gelado. Antigamente ainda davam qualquer coisinha para o combustível de aquecimento, agora, nem isso. Havíeis de ver como era se Lisboa mamasse com o nosso frio… mas hoje não quero falar disto, mas antes das coisas boas que o frio também nos dá, ou ajuda a fazer.

 

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Com a variedade de coisas que vos deixo nas imagens de hoje dão para esquecer e aquecer durante umas horas ou uns dias, depende do tempo que durarem. E o que se pode fazer com elas? Ui! Uma variedade de iguarias, não sei qual a melhor. Tudo junto, peça a peça, cozidas, assadas, cruas, às rodelas, aos pedaços, misturadas, etc. Desde a simples rodela crua de uma linguiça ou salpicão ou mesmo em omeleta com ovos caseiros das galinhas poedeiras, pés, orelhas e pernil cortadinhos em saladas ou entradas, bem isto e muito mais, que  marcha sempre, a qualquer hora e sem ser necessário irmos à mesa, que essa, fica reservada para iguarias que demoram muito mais a comer, pois comem-se com calma e sem medo de acabar, pois estas coisas é sempre à fartazana.

 

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Pois vamos então à coisas que vão à mesa, começando talvez pelas mais simples como uns ossinhos da assuã, umas couvinhas, uma batatinha, um pouco de azeite e mais nada, coisa simples, para desenjoar. Ou então podemos ir para uns milhos, nas duas versões, a versão pobre, com milhos, couve e umas coisinhas das que estamos a falar lá pelo meio, os mais gostosos, ou então os mais ricos, com os milhos e um bocadinho de tudo das coisas que estamos a falar. Para mim tanto faz… desde que o vinho seja do bô, venham eles quentinhos para a mesa. Depois há o tradicional cozido ou variantes como a palhada, onde leva de tudo um pouco, que é sempre muito: linguiça, salpicão, pé, orelha e orelheira, uns ossinhos da assuã, pernil, presunto, barriga, sangueira, chouriços de sangue, de cabaça, etc, etc, etc, pois isto varia um pouquinho de casa para casa e de terra para terra, que eu nunca sei bem como é, pois como cresci com cozidos feitos com influências de Chaves, Montalegre e Vila Pouca de Aguiar  tudo no mesmo pote, nunca cheguei a perceber à moda de quem era, mas era à moda de cá, da região… Claro que isto são só as carnes e enchidos, pois há a acrescentar as couves, grelos também marcham, uma batatinha cá da terra que das outras nem os recos gostam delas, azeite também cá da região, incluindo o vinho do bô, aliás, tudo isto tem de ser cá da terra ou da região, pois o tal frio que nos tolhe, tempera estas coisas todas q.b. para nos arregalar os olhos à mesa.

 

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Claro que isto não é manjar para todos os dias, duas a três vezes por semana está bem, nos outros dias podem ser coisas mais simples, como uma alheira com uns grelinhos, uma batatinha, azeite, vinho do bô e chega. Outras vezes pode ser apenas um petisco com linguiça e salpicão assado na brasa, uns grelinhos, se houver um butelo também pode marchar, uma batatinha, azeite e vinho do bô. Ou então um pernilzinho fumado assado no forno, com umas batatinhas ao lado, uns grelinhos e vinho do bô. Aqui pode-se dispensar o azeite, mesmo os grelos marcham bem sem ele e depois o prato tem de estar equilibrado, daí a importância das verduras e do vinho do bô que são para quando estas coisas entrarem todas em reboliço no estomago, o vinho do bô e as verduras estão lá ao lado e cortam as gorduras e outras coisas que fazem mal. Tudo isto só com as coisas das fotografias, pois o resto do requinho, ui, dá para milhentos pratos variados para todas as refeições, como por exemplo um rojões ao pequeno almoço com café e leite ou então umas filhoses de sangue… já sei que estas últimas na maioria não as conhece, só os barrosões, mas era a minha vantagem de ter uma cozinha mista de Chaves, Vila Pouca e Montalegre, pois essas filhoses de sangue eram receita de Montalegre, uma delícia que já há muito não avezo… Acho que vou ficar por aqui e ainda bem que o meu médico não acompanha o blog!

 

Até amanhã!

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:56
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2018

De regresso à cidade com um dia que já vivi...

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Cai a noite, fria,  como sempre nestes dias de inverno. A lareira dá algum conforto enquanto o lume dura, mas é na cama, com o sono, que o corpo se conforta, sono que tal como a lareira, dura enquanto dura. Depois vem de novo o dia, é segunda-feira, dia de fazer o regresso à cidade, lá fora o frio é gelado e com o nevoeiro que invade todo o vale durante a noite, o frio ignora a roupa do corpo e entra-nos nos ossos. Como todas as segundas-feiras é tempo de regressar à cidade, hoje, porque é segunda-feira, não vai ser exceção, mergulhada no nevoeiro, a cidade vai lá estar, escondida, sem céu para ver, sem sol para receber, apenas a sua luz o consegue atravessar, mas chega à cidade muito atenuada, mais cinzenta que branca, mergulhada no nevoeiro a cidade é como se não existisse,  mas o regresso à cidade tem de ser feito, como sempre, todas as segundas-feiras, mas hoje, regresso à cidade com um dia que já vivi, atravesso o vale, subo a encosta da montanha e deixo a cidade para trás, mergulhada no nevoeiro, chegado lá cima, quase no alto da montanha, viro-me para trás, e lá está ele, um mar de nevoeiro, e sim senhor, confirmo, a cidade não existe, apenas um mar de nevoeiro que dá à costa nas montanhas mais altas, por cima o céu e o sol, mesmo que meio encoberto por uma nuvem passageira, está lá, nota-se, sente-se…

 

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Tomada a liberdade de transgredir na rotina dos dias, subo e desço as encostas das montanhas e tal como dizia o pastor, as montanhas nunca acabam, a seguir a uma montanha há sempre outra montanha. Sigo para a mais alta, lá na croa confirma-se, há montanhas e mais montanhas,  mas ao fundo, há uma que é mais alta, nota-se pela brancura da neve que a cobre. A criança que vive sempre dentro de nós,  leva-me até ela, subo e desço novas montanhas, mais baixas, sempre com a brancura da mais alta no horizonte, é ela que me guia até estar debaixo dos meus pés. Está frio, mas aqui não atravessa a roupa do corpo. Sente-se apenas no rosto e nas mãos o que faz com que o calor do corpo saiba bem. Queria subir lá cima, pois queria, mas não pude, e também de nada serviria, o dia já estava e entrar em final de tarde, a neve estava gelada e  com o aproximar da noite as nuvem desciam sobre a montanha passando ao estado de nevoeiro, e não tinha sido para isso que eu tinha ido até lá.

 

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A meio da montanha, desço de novo até aos pequenos vales que a rodeiam, alguns com alguma  neve, outros nem tanto, mas de neve já chegava e a nossa criança já estava satisfeita e o abrigo do popó agradecia-se e dava para recompor o conforto nas faces e nas mãos. Indiferentes,  a nós e ao frio,  pareciam estar os animais nas pastagem. Despidos como sempre, sem abrigos para os proteger, mas com a aproximação, deixámos de ser indiferentes, com o frio deve ser o mesmo, mas em dia de transgressão, não estava muito virado para filosofar sobre o assunto e tirar ou chegar a conclusões… além do mais a noite aproximava-se e era tempo de regressar.

 

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Tempo de regressar para de novo esperar pelo cair a noite, fria,  como sempre nestes dias de inverno. A lareira, em casa,  dar-nos-á algum conforto enquanto o lume durar, mas vai ser na cama, com o sono, que o corpo se vai confortar, sono que tal como a lareira, vai durar enquanto durar. Depois vem de novo o dia, já será terça-feira, dia de regressar de novo à cidade, lá fora o frio vai estar gelado e com o nevoeiro que invade todo o vale durante a noite, o frio irá ignorar a roupa do corpo e entrar-nos-á nos ossos. Como todas as terças-feiras é tempo de regressar mais uma vez à cidade, e amanhã, porque é terça-feira, não vai ser exceção, pela certa irá estar mergulhada em nevoeiro, a cidade vai lá estar, escondida, sem céu para se ver, sem sol para se receber, apenas a sua luz o conseguirá atravessar, mas chegará à cidade muito atenuada, mais cinzenta que branca, mergulhada no nevoeiro a cidade vai ser como se não existisse,  mas o regresso à cidade terá de ser feito, como sempre, em todas as terças-feiras, mas amanhã, vou ficar lá… a liberdade também tem limites.

 

E com esta me bou!

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:52
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:06
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Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2018

Chaves História' s - Mala Posta

Cha-historias

 

Nos últimos dias os portugueses, pelos menos os que são afetados por tal decisão, têm-se mostrado indignados com o fecho de algumas estações dos CTT. Compreendo e sou solidário com tal indignação, principalmente porque fomos durante muitos anos mal-habituados a um bom serviço que os CTT’s prestavam à população, um serviço público que o Estado garantia às populações, principalmente às mais isoladas, em que a prioridade era servir com rapidez e eficiência, onde até, há montes de estórias dessas, o carteiro lia as cartas a quem não sabia ler. Claro que isso era no tempo em que um serviço público era coisa séria e para respeitar, em que o lucro ou prejuízo, o pilim, pouco interessava, o que interessava mesmo é que servisse a população. Claro que quando este tipo de serviços se entregam a privados, o serviço público não interessa para nada, pois o que interessa mesmo é o lucro e de preferência muito. Aliás e para rematar, o serviço público existe para satisfazer as necessidades da população, principalmente naquilo que é essencial, como a saúde, a educação, etc, onde eu também incluo a cultura e é um serviço que não tem de dar lucro, tem é de servir a população.

 

Mas isto vem ao respeito de termos sido mal-habituados pelos bons serviços dos CTT ou outros mais antigos, como os da “mala-posta” de há um século, em que demoravam menos tempo que hoje a entregar uma carta. Relembre-se que a “mala-posta” era um serviço público de então que era constituído por duas parelhas de cavalos puxava uma carruagem que transportava passageiros e a mala do correio.

 

A título de curiosidade no “Chaves História’ s” de hoje deixamos os horários da mala-posta de Chaves, vertidos no guia álbum publicado em 1915.

 

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MALA POSTA

Entre Chaves e Vidago:

Partida às 9 horas da manhã, passando o seu trajecto pelas povoações de Outeiro, Josão, Vila Nova de Veiga, Bóbeda, Moure, Vilela do Tâmega, Vilarinho das Paranheiras. Chegada a Vidago às 5 da tarde; chegada a Chaves às 7 e meia.

 

Entre Chaves e Verin:

Partida de Chaves às 4 e meia da tarde, servindo as povoações de Santo Estevão, Vila Verde da Raia, Fezes de Baixo e Tamaguelos. Chegada a Verin às 7 e meia.

Partida de Verin às 7 horas da manhã; chegada a Chaves às 10 e meia.

 

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Entre Chaves e Valpassos:

 Partida de Chaves às 4 e meia da tarde. Passa por Nantes, Vilar de Nantes, Ribeira, S.Lourenço, S. Julião, Limãos, Barracão, Sá e Vilarandelo. Chegada a Valpassos às 9  da noite.

Partida de Valpassos às 6 e meia da manhã. Chegada a Chaves às 10 e meia.

 

Entre Chaves e Montalegre:

Partida de Chaves às 3 horas da manhã, servindo as populações de Curalha, Casas Novas, Sapelos, Sapiãos, Cervos e Gralhós. Chegada a Montalegre às 11 horas da manhã.

Partida de Montalegre ao meio dia. Chegada a Chaves às 7 e meia da tarde.

(…)

 

Entre Chaves e Boticas:

Partida de Chaves às 3 e meia da tarde, passando por Curalha, Casas Novas, Sapelos, Sapiãos e Granja. Chegada a Boticas às 7 e meia da tarde.

Partida de Boticas às 6 e meia da manhã. Chegada a Chaves às 10 horas.

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Entre Chaves e Lebução:

Partida de Chaves às 3 da tarde, servindo Faiões, Santo Estevão, Assureiras, Águas Frias, Bobadela, Tronco e Pedome. Chegada a Lebução às 7 da tarde.

Partida de Lebução às 6 e meia da manhã. Chegada a Chaves às 9 e meia.

 

Entre Chaves e Carrazedo de Montenegro:

Partida de Chaves às 3 da tarde, passando por Nantes, Vilar de Nantes, Samaiões, Izei, Peto de Lagarelhos, France, Carregal, Adães, Fornelos e Argemil. Chegada a Carrazedo às 7 e meia da tarde.

Partida de Carrazedo às 6 e meia da manhã. Chegada a chaves às 9 e meia.

(…)

 

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E é tudo por hoje. As fotos legendadas são as que acompanham este artigo da Mala Posta no Guia Álbum de Chaves de 1915. O texto está escrito conforme consta no Guia Álbum.

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:12
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:04
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Chaves D'Aurora

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  1. JANTAR DE NOIVADO.

 

Não demorou que chegasse aos ouvidos de Florinda o boato, logo após confirmado, de que uma de suas meninas estava aos namoricos com um dos moços de maior conceito, entre os casadoiros da cidade. Apressou-se João Reis a ter com António Sidónio pai e este que, além de ser homem de muitas propriedades, exercia o insigne cargo de diretor do seu próprio estabelecimento de ensino em Chaves, logo chamou o filho às falas. Perguntou-lhe sobre as reais intenções do rapaz para com Aldenora. Ora, pois, que a rapariga era filha de um conceituado comerciante da vila e, tanto a ela quanto ao pai, devia-se o máximo de respeito e sincera consideração.

 

Tão logo sabidos os enlevos do filho para com a moça, o senhor Sidónio pai acabou por concertar com o Reis um jantar para as duas famílias, na Quinta Grão Pará. Pediu então a sua esposa, dona Joaquina, que mandasse confirmar com dona Flor o dia e a hora de tão importante evento.

 

Mamã aviou-se com a Maria e a Zefa, de tudo que estavam a precisar. Ao jardineiro a dias, sob a supervisão de Aurora, ordenou que deixasse bem cuidados o pomar e o jardim, neste em qual, a essa altura, a filha continuava a plantar amores-perfeitos.

 

Brancos.

 

Além de contar com o Manuel de Fiães, Florinda mandou chamar Crispina Bobadela, de Sant’Aninha de Monforte, para ajudar na limpeza e na cozinha. A proferir várias vezes – Ai-jesus, ai que eu de nada me esqueça! – não deixou de tomar todas as precauções para que o jantar saísse a contento de João Reis, dos convidados, de todos, enfim. Um peixe à moda da Amazónia... ai que, lá isso, era o que mais Florinda gostava de oferecer aos Cordeiro, mas já lhe escasseavam alguns dos condimentos especiais que, de quando em quando, seus parentes brasileiros enviavam de Além-mar (e só alguns resistiam à longa travessia).

 

Mandou buscar muitos pêssegos, figos, uvas e maçãs para ornamentar a bela fruteira de prata e cristal, que a madrinha de Flor lhe dera, como prenda de casamento. Encomendou um cabrito e algumas perdizes. Prepararam-se alheiras, aviou-se o presunto de São Lourenço e não foram esquecidos o queijo curado de ovelha, as compotas caseiras de morangos e a torta de maçã com uvas passas, para servirem de sobremesa.

 

Para cobrir a imensa mesa de nogueira da sala de jantar, tirou-se do baú uma bela toalha, que Flor trouxera de seu torrão natal, confecionada por mulheres rendeiras do Ceará. Veio também desse baú o extenso naperão de linho, bordado a fios de seda, bem como os guardanapos, finamente tecidos por senhoras da Ilha da Madeira. Lavou-se toda a delicada louçaria de porcelana de Vista Alegre, mais as taças e cálices da Boémia e o galheteiro de cristal, com adornos em níquel. Foram lustrados, até brilhar, os açucareiros e bules de prata para o café.

 

Reis abriu um armário do escritório e de lá retirou, para deixá-lo à mão, uma caixa de havanos ainda fechada, com os puros que havia de oferecer ao Professor António Cordeiro e ao menino Sidónio, por já ser este, agora, um homem feito para o mundo.

 

E para Aldenora, sua filha.

 

Jantou-se no silêncio austero das gentes flavienses de então. Cabrito e perdizes estufadas, posta barrosã com batatas a murro, trufas recheadas com presunto de Chaves, um ror de pratos! Aqui e ali, ouvia-se baixinho uma ordem ou outra às criadas, a que servissem de novo água e vinho aos convidados, sempre que a estes lhes apetecessem. Após os talheres se cruzarem nos pratos e anunciarem, solenemente, com suas vozes de tinidos de metal, que todos à mesa estavam bem servidos, dona Joaquina Cordeiro e a toda amável Florinda começaram a falar sobre a próxima inauguração da estação de comboios, ligando Chaves por via férrea ao Porto e a Lisboa, quiçá ao resto do mundo. Reis e Cordeiro pai trocaram alguns comentários sobre novidades políticas ou financeiras de interesse geral.

 

Tristes novas eram os mistérios que ainda cercavam a morte trágica do doutor António Granjo, em um golpe envolvendo civis e militares, na chamada Noite Sangrenta de Lisboa, em outubro do ano anterior (1921). Vários políticos do Governo, tal como esse notável flaviense, foram assassinados em uma só noite, em condições e motivações nunca inteiramente esclarecidas, talvez por elementos ligados aos adeptos da monarquia e, como alguns diziam àquela altura, com o velado apoio da Igreja.

 

https://www.chiadoeditora.com/livraria/chaves-daurora

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:12
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Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2018

De regresso à cidade

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:45
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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2018

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:49
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Discursos Sobre a Cidade

SOUZA

 

O MESMO DESTINO COM DIFERENTES CAMINHOS

 

O final de um ano e começo de outro vem normalmente acompanhado de uma reflexão crítica sobre o ano que acabou e um desejo sobre o que principia.

 

Não está nos intentos deste pequeno texto fazermos essa reflexão, particularmente no que concerne ao ano que passou, sobre a nossa cidade e o nosso concelho. Provavelmente exigir-se-ia mais tempo e, como não podia deixar de ser, muito mais espaço.

 

Vamo-nos, pois, cingir tão só a uma simples e breve reflexão sobre um aspeto muito específico de uma obra que lemos em 2017 – «O medo da insignificância – Como dar sentido às nossas vidas no século XXI», de Carlo Strenger -, obra que veio na sequência da leitura de Isaiah Berlin, em especial do seu texto - «Two Concept of Liberty», provavelmente o texto com mais influência no pensamento político do século XX.

 

Na reflexão que Strenger faz acerca deste texto de Berlin, a certa altura, pergunta: haverá uma solução única, definitiva, final para as nossas vidas e para a Humanidade?

 

Explicitemos melhor a pergunta, citando Berlin:

Uma crença, mais do que qualquer outra, é responsável pela chacina de indivíduos nos altares dos grandes ideais históricos – a justiça ou o progresso ou a felicidade das gerações futuras, ou a missão sagrada da emancipação da nação ou da classe, ou mesmo a própria liberdade. (…) [Na Humanidade existe] (…) a crença de que, algures no passado ou no futuro, numa relação divina ou na mente de um indivíduo, nas declarações da história ou da ciência ou no simples coração de um homem bom, existe uma solução final. Esta fé antiga assenta na convicção de que todos os valores positivos nos quais os homens acreditaram devem, afinal, ser compatíveis e, talvez mesmo implicarem-se uns com os outros. «A natureza liga a verdade, a felicidade e a virtude mediante uma corrente indissociável» […] Na verdade, o próprio desejo de uma garantia de que os nossos valores sejam eternos e seguros em algum céu objetivo talvez seja apenas um desejo das certezas da infância ou dos valores absolutos do nosso passado primitivo”.

 

Este parágrafo resume todas as visões do mundo responsáveis pela miséria criada pelo Homem.

 

Só que as nossas crenças têm uma validade relativa e, no defendê-las sem hesitar, está o que verdadeiramente distingue um homem civilizado de um bárbaro.

 

Berlin conclui que, “exigir mais do que isto, é, talvez, uma necessidade metafísica profunda e incurável; mas deixar que essa necessidade determine a nossa ação é um sintoma de uma igualmente profunda, mas perigosa, imaturidade moral e política”.

 

Strenger, nesta sequência, afirma, que “Os seres humanos têm sempre esperança de que exista uma orientação infalível para os ajudar no labirinto da vida, seja ela um texto sagrado, um vidente, as estrelas ou uma voz ancestral omnisciente. Estamos todos demasiado conscientes da fragilidade da vida. Sabemos que não existem garantias de que a nossa vida corra bem. Sabemos que tomar decisões erradas pode levar a consequências desastrosas e que, por vezes, mesmo as boas decisões não conseguem proteger-nos de calamidades como a doença, o divórcio, a falência, as difíceis relações com os nossos filhos, etc.”.

 

É difícil lidar com esta fragilidade. E todos queremos proteção contra ela.

 

Prossegue Strenger que “Tanto a experiência pessoal como empírica deveriam convencer-nos de que não existe tal coisa [ou seja, solução única, definitiva, final]. (…)  Enquanto crianças, não sabíamos nada sobre a imensidão do mundo nem sobre os seus perigos. Fomos deles protegidos por seres humanos cujos poderes pareciam ser ilimitados. Os nossos protetores providenciaram-nos tudo aquilo de que precisávamos e nós não tínhamos a mínima ideias de como é que o faziam (…)”

 

Freud afirma que esta experiência, embora não conscientemente lembrada, deixou uma marca indelével no nosso inconsciente, tendo nós ficado com uma ânsia para toda a vida de proteção ilimitada, prossegue Strenger.

 

Nesta sequência, uma pergunta ingente se impõe: como é possível provar, sem qualquer margem de dúvida, que a visão que cada um tem do mundo atual é a única com possibilidades de racionalidade?

 

Strenger responde que “(…)  Nenhum conhecimento humano atingirá alguma vez níveis de certeza que satisfaçam o nosso anseio de proteção total. A única certeza que temos é a da nossa morte. E, quanto a isto, como mostra a psicologia existencial, trata-se da única certeza com que não conseguimos lidar – e as consequências podem ser verdadeiramente letais”.

 

No estado atual, da sociedade em que imperam as Tecnologias da Informação e da Comunicação, da mundialização ou globalização da vida e das sociedades, em que criámos o Homo globalis, com acesso vasto, diríamos, ilimitado, à informação, será a o Homem capaz de ganhar a corrida contra a ignorância, a intolerância e as visões de mundo regidas pelas limitações do nascimento, dos costumes e das mentes mesquinhas originadas pela ausência de uma verdadeira educação assente em princípios ou soluções radicais, finais? Seremos capazes de contrabalançar a natureza que tende para as divisões e que herdámos dos nossos antepassados primatas?    

 

Não é no digladiar contínuo, quer individual, quer coletivamente, que o Homem atual se realiza, se deve realizar.

 

Se bem que a nossa estrutura básica, entre outros fatores, é determinada pela cultura em que nascemos, contudo, no mundo em que nos é dado viver, temos acesso a outros paradigmas culturais, ao ponto de escolhermos a cultura que irá ser central nas nossas vidas. O que não significa que a nossa cultura de origem desapareça ou deixe de ter um papel.

 

É entre a tensão da facticidade do nosso nascimento e o desejo que temos de transformar as nossas vidas numa criação nossa, e de integrar paradigmas que encontrámos e com os quais sentimos alguma afinidade, que podemos viver a nossa vida plenamente, resume Strenger.

 

Por isso não faz sentido as autênticas batalhas campais a que assistimos em campanhas eleitorais.  Nem a forma como hoje as diferentes formações e movimentos políticos encaram os problemas da polis.

 

Vimos com enorme apreensão a forma como, individual e coletivamente, nos posicionámos perante as catástrofes pelas quais passámos neste último verão!...

 

Fomos incapazes, individual e coletivamente, de entender que a responsabilidade é de todos. Por igual. Quem nos governa, são nossos representantes. Que sobre eles devemos exercer um constante escrutínio e não esperar a constante salvação das nossas almas. Somos todos farinha do mesmo saco. A necessitar de mais consciência individual e responsabilidade coletiva.

 

Para a prossecução do desiderato do nosso verdadeiro desenvolvimento e dos territórios em que vivemos, só uma verdadeira educação para a cidadania – que tanto nos falta – é que nos poderá “salvar”. Sabendo que não há soluções únicas, finais.

 

Cada um de nós, individual e coletivamente, pelas mais diferentes e variadas formas, deve, em constante diálogo e acerto de posições, encontrar o caminho do seu próprio desenvolvimento. Pois ninguém desenvolve ninguém, a não ser nós próprios!...

 

É urgente criarmos uma verdadeira cultura de solidariedade. Não “brincando” à caridadezinha nos momentos de aflição e aperto. Olhando para o nosso meio ambiente, para o nosso território, o nosso berço, que é a terra onde nascemos e o planeta onde vivemos, e sermos capazes de nos dar conta que o estamos a martirizar, a destruir, quando o tratamos e gerimos de uma forma inconsciente e irresponsável, como estamos fazendo.

 

Daremos sentido às nossas vidas, deixando de imitar os 0,5% da humanidade que vivem como semi-deuses, promovidos pela sociedade capitalista que criámos, e pelos media do Homo globalis, enquanto 99, 5% da população mundial – sem contar com metade da população da Terra que vive na mais abjeta pobreza – vive o dia-a-dia das suas vidas deixando-se tratar e usar como pura mercadoria, e não como verdadeiros seres humanos que são. Daremos sentido às nossas vidas encontrando diferentes caminhos como destino das nossas vidas, que não aquele que os “imperialismos” por que passámos nos pretendem impingir.

 

A redenção do Homem, ou seja, a sua realização, não está na vivência da ilusão que todos podem alcançar o céu, no qual atualmente 0,5% da população mundial vive (ou presume que vive), e com que os media constantemente nos martelam, mas numa forma outra de encararmos o Ser Humano e o Planeta por ele habitado.

 

Estamos, uma vez mais, com Carlo Strenger quando afirma que “somos os espetadores de uma raça que está entre a inércia pura da destruição (…) e o surgimento de uma compreensão coletiva do facto de termos de mudar de rumo para sobreviver”.

 

Está nas nossas mãos – e não numa divina providência qualquer – o nosso destino.

 

Sem uma solução final qualquer.

 

Por diferentes caminhos que, individual e coletivamente, humanamente, e no respeito pela Natureza, formos capazes de construir.

 

Em outubro passado, Chaves deu o seu primeiro e pequenino passo para o exercício dessa mudança.

 

Sejamos capazes de contruir o nosso caminho, rumo a uma maior solidariedade social, um desenvolvimento harmonioso e um território interior mais coeso e com mais oportunidades.

 

Com todos.

 

Sem providencialismos e políticos heróis. Que não os há!

 

Bom Ano para 2018.

 

António de Souza e Silva

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:44
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Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2018

Chaves História' s - A lenda das duas chaves

Cha-historias

 

Hoje para além da História e das estórias, e para quem não conhece, deixamos aqui uma lenda. As fotos são nossas.

 

 

LENDA DAS DUAS CHAVES

 

Esta é uma das lendas da origem do nome da cidade de Chaves — uma lenda em que o amor supera todas as faltas. Passa-se na época remota do poderio romano na Península.

Quando reinava o imperador Tito Flávio Vespasiano, as legiões romanas chegaram triunfantes à Ibéria, atravessando as regiões da Galiza e de Trás-os-Montes. Porque a terra era boa, fixaram-se nesta última província, começando a construir estradas e pontes. Ora, tendo os Romanos uma autêntica devoção pela água, grande foi a sua alegria quando descobriram «águas quentes jorrando da terra». Construíram logo aquedutos e um grande tanque onde se iam banhar, conseguindo curas fantásticas por intermédio dessas águas medicinais. Tal foi a sua fama, que chamaram à cidade ali construída Aquae Flaviae. Tão progressiva se tornou, que o próprio imperador Tito Flávio Vespasiano colocou aí como procurador um seu primo, o jovem Décio Flávio, então comandante da Legião Sétima.

 

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Certo dia, o cônsul Cornélio Máximo recebeu em Roma uma mensagem do jovem Décio Flávio, e achou por bem consultar sua filha Lúcia.

Era manhã ainda e o Sol estava quente. Envolta num manto leve que lhe ocultava o rosto, Lúcia encaminhou-se rapidamente para o aposento onde o pai a esperava. Mal a viu, o cônsul foi ao seu encontro:

— Lúcia, não ignoras decerto que o primo do nosso imperador, Décio Flávio, se encontra em Aquae Flaviae, uma nova cidade de que dizem maravilhas.
Lúcia baixou a fronte, para logo a levantar num assomo de energia. Respondeu, tentando serenidade:
— Bem o sei, meu pai. A última vez que vi Décio Flávio foi nas vésperas da sua partida, no palácio imperial.
Franzia as sobrancelhas a um rápido e angustioso pensamento. Perguntou aflita:
— Aconteceu-lhe alguma coisa?
O cônsul sorriu e serenou a angústia da filha:
— Não! Décio Flávio está cada vez melhor! A sorte acampa com ele. No entanto, mostra-se preocupado.
— Porquê?
— Preocupado contigo, minha filha!
Lúcia sentiu bater mais forte o coração.
— Comigo?... É grande honra para mim...
O cônsul voltou a sorrir. Lúcia procurava que o pai não a olhasse de frente, para não ver o seu enleio. Mas já o velho Cornélio se aproximava, obrigando-a a olhá-lo face a face. Perguntou:
— Lúcia! Que se passa entre os dois?
Cada vez mais embaraçada, a jovem mentiu:
— Nada, meu pai. Décio tem uma bonita carreira à sua frente. Merece uma mulher bonita... além de rica!
— E tu... não és formosa?
A jovem mordeu os lábios. Baixou de novo o olhar para que o pai não notasse o seu grande sofrimento. Depois, respondeu numa voz emocionada:
— O pai bem sabe que fui formosa! Mas hoje... com estas feridas na cara e nas mãos...
Calou-se. As lágrimas soltaram-lhe dos olhos e exclamou, chorando:
— Oh, meu pai! Porque me atormenta? Porque me fala em Décio Flávio e me obriga a falar da minha doença?
— Porque ele enviou-nos hoje um mensageiro.
A jovem deixou de chorar.
— Um mensageiro?... Para quê? Que diz ele?
Pausadamente, o cônsul apresentou um objecto que não pusera até então em evidência, e explicou:
— Décio manda-te de presente esta caixa forrada de seda e contendo duas chaves de ouro.
A jovem mostrou-se perplexa.
— Duas chaves?... Para mim?
— Sim, minha filha. São chaves simbólicas, segundo o mensageiro explicou.
A ansiedade da jovem Lúcia ia crescendo.
— Meu pai... mas... que simbolizam essas chaves?
— Saúde... e amor!
Lúcia levou uma das mãos ao peito, como se tivesse recebido uma pancada. As lágrimas voltaram-lhe aos olhos. A sua voz soou emocionada:
— Amor!... Amor, talvez, porque o amo desde que nos encontrámos numa tarde de corridas. Mas a saúde... a saúde... quem poderá oferecer-ma?
As lágrimas corriam pelo rosto chagado de Lúcia. O cônsul exclamou, firme:
— A saúde, oferece-ta Décio Flávio!
Ela meneou a cabeça.
— Não, ele não poderá ver-me assim! E eu não consigo curar-me!
O cônsul Cornélio acariciou um dos braços de sua filha. O seu estado de amargura enternecia-o.
— Ouve, Lúcia, quero que saibas tudo. Décio, na sua mensagem, oferece-me um lugar em Aquae Fluviae, para que assim tenhas a possibilidade de tomar os banhos dessas águas extraordinárias e encontres a cura para os teus males. Oferece-te, pois, as chaves da saúde… e do amor!
Ela voltou a menear a cabeça, sempre chorando.
O cônsul continuou:
— No entanto, se não quiseres sair de Roma, só terás que devolver-lhe essas duas chaves. O seu mensageiro parte amanhã, levando ou não essa lembrança que Décio Flávio te enviou. Decide, pois!
Lúcia mordeu os lábios, sem saber que dizer. Por fim olhou o pai.
— Não sei que pensar... Tem a certeza que Décio Flávio disse tudo isso?
— Queres ouvir o próprio mensageiro? Não te serve a minha palavra?
Lúcia caiu em si.
— Perdoe-me, meu pai! Nem sei o que digo!
— Porque choras, então?
Ela sorriu por entre as lágrimas.
— Porque Décio Flávio continua a pensar em mim!
— E isso é motivo de choro?
— Também se chora de alegria. Contudo...
— Contudo, o quê?
— Flávio merece melhor sorte! Já não sou a mesma que ele conheceu e amou!
— Recusas o seu auxílio?
Ela afligiu-se.
— Oh, não!
— Que digo, nesse caso, ao mensageiro?
Lúcia ficou uns momentos pensativa. Depois, resoluta, declarou:
— Pai! Diga ao mensageiro de Décio Flávio, que partiremos o mais rapidamente possível!

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Alguns meses passaram. Obtida a necessária licença do imperador Vespasiano, Cornélio Máximo seguiu com sua filha para a então famosa Aquae Flaviae, uma das mais florescentes cidades do Império, na Península. Duas semanas depois de chegarem, Décio Flávio foi visitar os seus amigos, mas Lúcia recusou-se a aparecer. Ficando sós, Décio e o cônsul, este dirigiu-se amistosamente ao procurador.
— Muito agradeço, Décio Flávio, o teu convite e a honra da tua visita. Lúcia e eu jamais esqueceremos o teu gesto!
Décio sorriu.
— O que fiz não deve ser agradecido, pois foi no meu próprio interesse.
O cônsul olhou o seu visitante.
— Queres explicar-te melhor?
Décio respondeu num tom quase malicioso:
— Cornélio Máximo! Para um homem inteligente como tu não serão necessárias mais explicações. Bem compreendeste o que pretendi dizer.
Sorriu também o cônsul romano, e retorquiu no mesmo tom:
— E ao extraordinário Décio Flávio não será necessário dizer mais para que compreenda o meu propósito.
Décio riu com elegância e exclamou:
— Sempre o mesmo gracioso e prático cidadão!
Deu dois passos pelo aposento. Tornou-se subitamente sério e, voltando-se num movimento decidido, falou no seu ar conciso:
— Verifico que queres ouvir o que não cheguei a dizer senão na intimidade do meu pensamento: um pedido formal de casamento para tua filha Lúcia.
Cornélio concordou:
— É isso mesmo. Queria saber da tua boca se estás disposto a casar com ela agora... e livre de qualquer compromisso tomado anteriormente à sua doença.
Décio encarou o cônsul romano.
— Amo Lúcia e sempre a amarei! Ela vai curar-se, estou certo! Mas, seja qual for o resultado do tratamento, o meu pedido manter-se-á. Onde está ela?
— Recusa-se a aparecer enquanto não estiver curada.
— Pois diz-lhe que desejo falar-lhe imediatamente.
Nesse mesmo instante uma cortina do fundo abriu-se, e a jovem Lúcia entrou com o rosto velado. A sua voz era pouco firme ao dizer:
— Décio Flávio... aqui estou!
O jovem romano voltou-se. A sua surpresa era evidente:
— Lúcia! Porque trazes o rosto coberto por um véu?
— Porque ainda não estou bem.
— E porque não vieste logo?
— Porque não tencionava ver-te! Mas ouvi a tua voz… essa voz que cantava sempre dentro do meu peito as últimas promessas trocadas antes de partires... e não resisti à tentação de aparecer-te!
Ele agarrou-lhe os pulsos, pois as mãos estavam cobertas por ligaduras.

 

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— Lúcia... minha Lúcia! Quantos banhos já tomaste desde que chegaste aqui?
— Seis.
— E sentes melhoras?
— Se as não sentisse, já teria regressado a Roma. Não me perdoaria, privar-te de uma mulher bonita! Devem existir por aqui muitas beldades desejosas de merecer-te!
Ele apertou-lhe os pulsos e murmurou:
— Bem sabes que és a mulher mais bela de Roma!
Ela tentou protestar.
— Exageras...
— Lembra-te de que o próprio imperador o dizia. Tu serás minha e só minha!
Ela meneou a cabeça, com aflição.
— Não, Flávio! Só quando estiver curada!
— O que será muito em breve!
E acariciando-lhe os cabelos através do véu:
— Faremos um grande festim e daremos largas à nossa felicidade!
A poucos passos, o cônsul Cornélio Máximo lembrou a sua presença:
— Bem... Já que se esqueceram de mim, aproveito para ir dar umas ordens.
Lúcia protestou:
— Pai, fique connosco! Décio Flávio é nossa visita...
Maliciosamente, o cônsul retorquiu:
— Décio Flávio fica bem entregue. Farás com dignidade as honras da casa a tão ilustre hóspede. Eu não me demorarei.
E saiu. Ficando sós, Décio Flávio tentou ver o rosto da jovem. Ela recuou apavorada:
— Não, Décio Flávio! Não quero que em ti fique a mínima recordação desagradável a meu respeito!
— Desejava tanto ver a luz desses teus olhos tão belos, que enchiam a minha alma!
— Não! Perdoa-me, mas pouco tempo faltará! Estou quase curada e a ti o devo!
— Pois seja, meu amor! Mas, pelo menos, permite que te procure com assiduidade. Preciso de ouvir a tua voz, já que me falta a luz do teu rosto!
— Ver-te e ouvir-te é o que mais ambiciono na vida. O teu amor por mim é parte da minha cura! E, já agora, deixa que te comunique quão feliz me tornou aquela caixa tão bonita, forrada de seda e contendo duas chaves em ouro: duas chaves simbólicas que dizem bem do teu carácter e da sorte que tive em ter-te agradado!
O jovem romano acariciou mais uma vez os cabelos da sua bem-amada e pediu:
— Lúcia, guarda essas duas chaves por toda a nossa vida!
Lúcia concordou:
— Assim farei! E se possível for... que elas fiquem por toda a eternidade contando à gente vindoura o que pode um verdadeiro amor!

 

 

 

Fonte Biblio MARQUES, Gentil Lendas de Portugal Lisboa, Círculo de Leitores, 1997 [1962] , p.Volume V, pp. 229-234

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:00
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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2018

Blog Chaves faz hoje 13 anos

13 anos

 

Todos os anos nesta data, dia 2 de janeiro, celebramos o aniversário do Blog Chaves. Este 13º anos da nossa existência não vai ser exceção. Será um post comemorativo, de agradecimento e de deixar aqui alguns números e curiosidades sobre o blog e sobre quem e desde onde nos visitam, sem esquecermos a família deste blog, constituída pelos que estão na sua feitura e nos que diariamente nos acompanham.

 

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Os números são das estatísticas dos Blogs Sapo e da Statcounter que monitorizam e registam as visitas e outras informações do blog Chaves, Iniciemos pelas informações anexas ao nosso contador da Statcounter ao longo destes 13 anos da nossa existência em que contabilizámos 2.965.904 visitas até ao ultimo dia de 2017, das quais 292.942 ocorreram neste último ano, bem longe das 21.044 visitas que conseguimos no primeiro ano de existência, mas também um pouco distantes das 375.205 visitas do ano de 2010, em que ainda não tínhamos a atual concorrência das redes sociais, principalmente do facebook. Mas temos vindo a recuperar e acreditamos que chegaremos de novo aos números de 2010. Tudo dependerá também do nosso trabalho, vamos lá ver se teremos essa força.  

 

Em jeito de resumo ficam os dados desses três anos e o gráfico com os restantes anos.

 

2017 – Um total de 292 942 visitas,  o que dá a média diária de 802 visitas.

2010 – Um total  de 375 205 visitas, o que dá a média diária de 1027 visitas.

2005 – Um total de 21 044 visitas, o que dá a  média diária de 57 visitas.

 

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Desde já também um especial agradecimento à SAPO - Blogs SAPO por nos disponibilizar este espaço e por estar sempre pronta a ajudar-nos nas nossas dificuldades de blogers, mas também pelas ferramentas que nos disponibiliza e dados que nos fornece, como os das estatísticas, de onde vamos retirando algum feedback que também ajudam no nosso trabalho. Deixamos algumas dessas informações e curiosidades disponibilizadas pelas estatísticas da SAPO, como os:

 

Posts mais visitados do blog em 2017:

  1. Eleições Autárquicas - Cidade de Chaves
  2. Termas Romanas - Chaves - Portugal
  3. O Barroso aqui tão perto... Vilarinho de Negrões
  4. LÉXICO-GLOSSÁRIO TRANSMONTANO - Letra C
  5. A pedido, aí vai mais presunto...presunto de Chaves
  6. O Barroso aqui tão perto... Corva
  7. Vidago, um paraíso na montanha.
  8. O Barroso aqui tão perto - Caniçó
  9. Curral de Vacas - Chaves - Portugal
  10. Bolideira - Chaves – Portugal

 

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Principais fontes de tráfego

Estas são as páginas que mais direccionaram visitantes para o seu blog este ano.

  1. google.com
  2. facebook.com
  3. chaves.blogs.sapo.pt
  4. sapo.pt
  5. bing.com
  6. blogs.sapo.pt
  7. yahoo
  8. ositiodosdesenhos.blogspot.com
  9. ositiodosdesenhos.blogspot.pt
  10. images.google.fr

 

Estes últimos dados não deixam de ser curiosos, principalmente por nele também constar um blog que acompanhamos e que já um dia lhe roubamos uma caricatura com a devida autorização do dono. Porque merece, mesmo tendo link na barra lateral do nosso blog, fica aqui o seu endereço para uma visita que deverão fazer, pois vale a pena: http://ositiodosdesenhos.blogspot.pt/

 

Dispositivos usados para aceder ao blog Chaves

Dispositivo         Percentagem

Desktop              41%

Telemóvel          49.7%

Tablet   9.3%

 

Perfil dos visitantes

Género Percentagem

Feminino            43.2%

Masculino           56.8%

 

Faixa etária        Percentagem

18-24 anos         6.5%

25-34 anos         16.2%

35-44 anos         22.5%

45-54 anos         16.9%

55-64 anos         24.3%

65+ anos             13.6%

 

E estes são alguns dos dados a que temos acesso graças à SAPO

 

E agora passemos a um resumo em jeito de retrospetiva daquilo que foi acontecendo no blog mas também cá por Chaves e na região, revisitando e lembrando alguns posts ao longo do ano de 2017, em cada um dos meses.

 

Janeiro

Como sabem as ações do Blog Chaves não se ficam só pelo que acontece aqui. Uma das que vamos promovendo são algumas exposições de fotografia ao longo do ano. Em janeiro trouxemos a Chaves 5 fotógrafos do Porto com fotografia de rua da cidade do Porto, onde participaram - António Tedim, Jorge Pena, José Pedro Martins, Pedro Alves e Rui Neto ( http://chaves.blogs.sapo.pt/exposicao-coletiva-de-fotografia-de-rua-1488054 ).

 

 

 

Também não nos ficamos só pela cidade de Chaves e pelas crónicas dos colaboradores. As nossas aldeias também tiveram aqui sempre lugar e aquilo que vai acontecendo na região mais próxima, onde vamos e partilhamos no blogue aquilo que vamos vendo. Temos andado pelo Barroso mas não só. É precisamente no Barroso onde vamos atrás das tradições e celebrações do S.Sebastião que todos os anos acontece no 20 de janeiro, como em Couto de Dornelas e Alturas do Barroso.

 

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Fevereiro

No anos de 2017 iniciámos uma nova ronda pelas aldeias flavienses, seguindo a ordem alfabética e deixando sobre cada aldeia, pelo menos,  3 fotografias em que uma é sempre a cores, uma a P&B e uma última com recurso ou não a arte digital. Fica uma de Agostém que estava à mão, pois poderia ser de outra qualquer aldeia.

 

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Também como não temos crónicas para todos os dias e temos apostado em pelo menos dois posts por dia, temos de recorrer a um mais levezinho, onde apenas entra um momento com uma imagem e às vezes umas poucas palavras, Claro que também aqui há exceções e às vezes deixamos mais que uma imagem. Fica um desses momentos feito de 3 momentos:

 

3 momentos da cidade

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Março

Neste mês também saímos à rua e atravessámos a fronteira para uma exposição coletiva intitulada “Ruralidade” que decorreu entre 30 de março a 25 de abril, integrada nas festas do Lázaro em Verin. Participaram nela 3 fotógrafos flavienses e 4 galegos, a saber: Anxos Borjas; Fernando DC Ribeiro; Humberto Ferreira; João Madureira; Miguel G.Torres; Pablo Serrano; Sergio Crespo Vilar.

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Abril

Continuámos a nossa ronda pelas aldeias, no mês de Abril ainda na letra A em que uma delas foi Argemil da Raia

 

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Na Adega do Faustino o Blog levou a efeito mais uma exposição, ou melhor, a mesma que então estava em Verin, mas apenas com os três fotógrafos flavienses: Fernando DC Ribeiro; Humberto Ferreira e João Madureira.

 

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Também tem sido tradição do blog cumprir com a mentira do dia 1 de abril. Em 2017 inventámos um túnel entre o Forte de S.Neutel e Forte de S.Francisco com uma saída junto ao Tâmega. Houve muita gente a acreditar na mentira e alguns até já tinham andado dentro do túnel inventado, mas o mais caricato, e mesmo com mentira desmentida oficialmente no dia seguinte aqui no blog, passado uns meses, penso que em junho, um site de História partilhou a notícia como sendo verdadeira.

 

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Maio

Claro que a nossa Top Model Ponte Romana vai sendo uma constante aqui no blog. Ninguém lhe resiste e dá sempre um bom post. Mas todas estas fotos resultam da procura daquela foto especial da nossa Ponte Romana, que espero um dia ver ou registar. Até lá, vamos deixando as tentativas.

 

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Tal como vamos noticiando aqui no blog,  a maioria dos nossos colaboradores têm obra publicada, e sempre que lançam um novo livro, temos todo o gosto em partilhar aqui o acontecimento, tal como aconteceu com o livro  “CENTENÁRIO DA PARTIDA DO 1º BATALHÃO DO RI 19 PARA A FLANDRES-GRANDE GUERRA” de autoria de António Souza e Silva, que todos os meses deixa aqui um “Discurso Sobre a Cidade”, mais precisamente na primeira sexta-feira de cada mês.

 

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Outra crónica que vai sendo habitual acontecer aqui todos os domingos é a  de “O Barroso aqui tão  perto” onde uma a uma queremos aqui trazer todas as aldeias do Barroso. Já passaram por cá umas dezenas delas, faltam as restantes, mas às vezes não resistimos a umas imagens extra aldeias, tais como as que ficam e que foram publicada em maio passado:

 

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 No dia 13 de maio, um sábado, tocou a vez de irmos até Aveleda com um post intitulado:

“Aveleda, o mito dos três efes, o Papa, o Benfica e Salvador Sobral”

 

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Ficaram as fotos de Aveleda, quanto ao texto, foi outro. Deixo um pouco do texto de então:

 

“Não podia deixar de cumprir a promessa de trazer aqui mais uma das nossas aldeias, como acontece todos os sábados, e só o faço agora, no final da noite, por fortes razões que tem a ver com o ego, não o meu em particular, mas o meu ego de ser português HOJE, sem qualquer necessidade de fazer renascer o passado de há 500 anos, sem necessidade de recorrer ao Camões, sem necessidade de fantasmas e esperanças sebastianistas. Valemos apenas por aquilo que somos hoje e valemos muito, começa a ser tempo de acreditarmos em nós, na nossa língua, naquilo que é nosso e, que ninguém duvide que temos daquilo que é melhor, e hoje, Portugal em várias frentes, demonstrou-o, tanto, que se fosse eu quem mandasse, fazia deste dia, o 13 de maio, um dia de feriado nacional.”

Os três efes vieram ao respeito da Visita do Papa nesse dia, do Benfica ter sido campeão e do Salvador Sobral ter ganho o Euro Festival da canção.

 

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Não é só a Ponte Romana que tem sido uma constante aqui no blog, pois o Arrabalde também o tem sido e quanto a este largo, mesmo com o recente atentado que lá cometeram, continua a seu um dos locais mais interessante para fazer fotografia de rua em Chaves, só falta mesmo ser decretado isso.

 

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Também não resistimos a de vez quem quando deixar uma silhueta ou um pormenor de arquitetura ou de arte. Afinal tudo isto acontece em Chaves, porquê não partilhá-lo.

 

Junho

Na retrospetiva de há um ano deixámos como destaque do ano 2016 a  abertura do MACNA – Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso. Embora o destaque deste ano vá para outro acontecimento, não deixámos passar em claro as exposições que aconteceram no MACNA como a exposição “Corpo   Abstração e Linguagem” com as obras em depósito da Secretaria de Estado da Cultura na Coleção Serralves, com pinturas e esculturas de grandes nomes da arte feita em Portugal entre os anos 60 e 80 do século passado, ao todo 27 artistas, a saber: Lourdes Castro, Joaquim Rodrigo, René Bertholo, Álvaro Lapa, João Vieira, Manuel Baptista, Fernando Lanhas, Paula Rego, António Palolo, António Sena, Ângelo de Sousa, Júlio Pomar, Pedro Cabrita Reis, Jorge Martins, António Dacosta, Eduardo Betarda, José Pedro Croft, António Campos Rosado, Alberto Carneiro, José de Guimarães, Julião Sarmento, Nikias Skapinakis, Manuel Rosa, Graça Morais, José de Carvalho, Pedro Calapez e José Loureiro.

 

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Em junho inaugurou também mais uma exposição de Nadir Afonso, intitulada “Arquitetura sobre Tela” onde se dá a conhecer o arquiteto artista e o artista arquiteto. Exposição que ainda está patente ao público.

 

Como atrás dizíamos a respeito dos nossos colaboradores com obra, António Roque publicou o seu livro de poemas também neste mês, acontecimento que o blog também partilhou.

 

Para além da cultura dos livros e da arte pintada, também gostamos de dar umas voltas pela ruralidade e pelos seus tempos livres, de lazer ou de ócio da nossa gente, às vezes vamos ver jogar à malha pelos campeões da coisa. Fazemos sempre uns registos que gostamos de partilhar.

 

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E como não há dois sem três, João Madureira também publicou mais um livro – “O Homem Sem Memória”. Livro que também passou em publicações semanais com um episódio por semana aqui no blog Chaves, com o mesmo título.

 

Também para as exposições não há duas sem três ou quatro, e o Blog Chaves promoveu também no mês de junho passado uma exposição de fotografia de Cláudia Carneiro. Aproveitamos para deixar um agradecimento à Adega do Faustino que tem sido parceira  do Blog Chaves nesta exposições de fotografia, cedendo o seu espaço expositivo. Igual agradecimento para a Sinal TV por ser também parceira como media partner.

 

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Julho

Nas aldeias dos sábado chegou a vez à letra C e ao  Cambedo, que continuamos a ter debaixo de olho para um dia podermos atualizar com mais informações o blog Cambedo Maquis.

 

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Em julho cumprimos também um desejo que era o de trazer aqui ao blog a “Rapa das bestas” na rubrica  “A Galiza aqui ao lado”. O Blog foi lá, ficámos fãs e recomendamos. É uma espetáculo de tradição centenária a não perder.

 

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Agosto

Iniciámos uma nova crónica intitulada “De cá… para o mundo” em que pretende dar a conhecer um pouco do nosso Portugal Norte, a norte do Douro. É também o blog a alargar horizontes fotográficos, embora no primeiro post não tivéssemos passado do concelho de Vila Pouca de Aguiar, com o castelo do Pontido e uma aldeia que também tem morada no coração deste blog – Parada do Corgo.

 

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Ainda na letra C a nossa aldeia de um dos sábados de agosto foi a aldeia de Casas Novas onde o Casario Solarengo marca presença importante.

 

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Festival Identidades tem vindo a acontecer todos os anos em agosto no Jardim Público em Chaves. Este ano passaram por lá os grupos e músicos: Luiz Caracol,  Enraizarte, Terrakota, String Fling, Oquestrada, Seiva, Fanfarra Kaustika, Celina da Piedade, Omiri, Trad.Attack.

 

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Um festival que tem qualidade, pernas para andar e para crescer e tornar-se um festival de referência nacional e galega. É uma boa aposta para o futuro. Daí, nós todos os anos lhe termos dado algum destaque.

 

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Setembro

Inicia-se uma nova crónica de autoria de Cristina Pizarro intitulada “Nós os homens”. Surpresa nossa, o facebook tem-nos censurado todas as publicações desta crónica, tudo devido ao cabeçalho, que está baseado numa obra de arte existente. Segundo o facebook é pornográfica e um atentado à moral. Já reclamámos a dizer que não, mas resposta é sempre a mesma. Censurar.

 

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 Em “O Barroso aqui tão perto” em setembro uma das aldeias que ficou aqui no blog foi  Caniço, um bom exemplo de que o Barroso não é uma região agreste. Também tem um pouco disso, aliás o Barroso tem de tudo, daí, não admirar que esta rubrica tenha tantos fãs.

 

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Outubro

 

Na “Cidade de Chaves – Um olhar” vamos deixando alguns olhares de Chaves, como este que se segue. E foi publicado em outubro.

 

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No MACNA – Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso é inaugurada a exposição do Escultor e Designer João Machado, intitulada a “ Arte da Cor” é mesmo de arte e cor repartida por esculturas e cartazes. Mais uma que o blog tinha de partilhar. Exposição que continua patente ao público e que não se pode perder. Assim, se ainda não foi ao MACNA ver esta exposição, vá!

 

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Claro que o mês de outubro é mês da Feira dos Santos em Chaves, como tal, em 2017 fizemos uma retrospetiva de todos os anos anteriores em que temos registos digitais.

 

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Dia 16 de outubro, segunda-feira, como sempre fazemos o “regresso à cidade” com uma foto e um pequeno texto, no 16 de outubro passado foi com a foto e texto que se segue que o fizemos, com Chaves às escuras.

 

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“O regresso à cidade de hoje faz-se com Portugal a arder. Perto de seiscentos incêndios, de Norte a Sul de Portugal, mais que lamentar tal calamidade, devemos pensar, devemos meditar, refletir… A imagem é de ontem ao fim da tarde, às 17H30, que num dia normal ainda teríamos o sol a uma altura considerável, mas pelo cheiro a fumo adivinhava-se o que estava para além da escuridão.”

 

 E foi também em outubro que se deu o acontecimento do ano, nas eleições autárquicas, quando Nuno Vaz vence as Eleições, derrotando António Cabeleira

 

Eleições

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A promessa estava em cartaz e cumpriu-a. Virou mesmo! Com maioria absoluta. Nuno Vaz, o novo Presidente da Câmara de Chaves.

 

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Novembro

Embora 2017 climaticamente se tivesse mostrado atípico, as cores de outono também o foram. A exuberância do colorido de outono não aconteceu em simultâneo como costuma acontecer. Ficaram a perder os fotógrafos e nós também. Daí recorremos a uma montagem de momentos de outonos anteriores para elogiar o outono de 2017.

 

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Nas aldeias chegámos ao F com Fernandinho e com as suas imagens. Deixamos uma que publicámos.

 

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E também uma das poucas fotografias que este ano tirámos na Feira dos Santos. Foi um registo também com alguma magia, o das crianças e dos carrosséis.

 

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Dezembro

Iniciámos uma nova crónica entitulada “Chaves História’s”. Com ela pretende-se dar a conhecer alguma História que está publicada em livros ou publicações antigas. Começámos com o Liceu Nacional Fernão de Magalhãis. É mesmo com i que se escreve, não há erro.

Foi também em dezembro que se publicou no blog uma foto que no flickr, sítio onde são alojadas as nossas fotos do blog, atingiu só num dia mais de 4600 visualizações e  80 fotógrafos a classificaram como favorita. Ainda não percebi muito bem o porquê, mas não discutimos os números. Fica a foto:

 

1600-(46892).jpg

 

 E terminamos com mais um livro, aliás são dois livros de dois autores colaboradores do Blog Chaves com textos que também passaram aqui pelo Blog. O livro do Pité (Manuel Cunha), intitulado “O Factor Humano – 10 contos de reis, sem notas”, numa edição de autor, limitada e que não está à venda ao público. O outro livro, é mais um da autoria de Gil Santos, o homem das estórias do planalto com o seu novo livro “ Sincelos – Estórias em Chaves”, este sim, à venda na FNAC e nas livrarias.

 

sicelos.JPG

 

Para terminar só restam mesmo os agradecimentos a todos os colaboradores do blog, antigos e atuais, pois todos fazem parte desta família que tem sempre a porta aberta para os regressos e para mais um. Aliás deveremos ter em breve mais um colaborador(a). Agradecer também a quem desse lado nos acompanha e comenta. Pena que não haja mais gente a comentar e a pedir-nos coisas que gostasse de ver abordadas no blog, mas já vamos estando habituados e já ficamos agradecidos com as vossas visitas.

 

Um bom 2018 para todos deste blog que em breve cumprirá os 3.000.000 de visitas. Somos capazes de ter novidades para essa altura.

 

Bom 2018!

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:50
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Sexta-feira, 29 de Dezembro de 2017

Chaves, cidade, concelho e região - Uma foto por dia

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