12 anos

Quinta-feira, 23 de Março de 2017

Cidade de Chaves - Forte de S. Francisco

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De tanto passarmos pelos nossos monumentos, temos a tendência de os ignorar, às vezes nem sequer olhamos para eles, basta que estejam lá, e pronto! Mas de vez em quando convém olhar para eles como se fosse a primeira vez, com olhares de descoberta, reparando nos pormenores ou, nem que seja e só, para ver se tudo está no sítio, afinal trata-se do nosso património.

 

 

 

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Flavienses por outras terras

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Filipe Silva

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até ao Sudeste Asiático, mais concretamente até Timor-Leste, uma antiga colónia portuguesa que corresponde à metade oriental da ilha de Timor, no vasto arquipélago indonésio.

 

Em Díli, a capital do país, vamos encontrar o Filipe Silva.

 

Cabeçalho - Filipe Silva.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Santa Maria Maior, mas os meus pais vivem em Soutelinho da Raia (aldeia onde cresci).

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Soutelinho da Raia, depois fui aluno da Telescola nos 5º e 6º anos, e frequentei a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí de Chaves em 1993, tendo ido frequentar o Ano Propedêutico da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Braga.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Soutelinho da Raia, Braga e Díli.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Tenho saudades de muitas coisas que vivi na infância e com as quais, com o decorrer do tempo, fui perdendo o contacto, nomeadamente os períodos das vindimas, da matança do porco e das “cegadas” (havia sempre muita gente e muito convívio). 

Claro que também recordo com saudade os tempos do “Liceu” e os amigos que fiz nessa altura. No entanto, lembro-me especialmente dos períodos em que os emigrantes vinham passar férias à minha aldeia e o número de pessoas praticamente triplicava. Parecia que a aldeia ganhava “outra vida”…

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Visitar as Termas e a Zona Histórica da cidade, incluindo o Castelo.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Da família e dos amigos.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Não tenho uma frequência regular e sempre que tenho ido tem sido por períodos muito curtos (3 ou 4 dias).

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Por razões profissionais, não me parece ser possível que isso se concretize. No entanto, gostaria de ter a possibilidade de “passar” mais tempo em Chaves.

 

Foto Timor.JPG

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Filipe Silva.png

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:38
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Quarta-feira, 22 de Março de 2017

Cidade de Chaves, um olhar com o castelo dentro

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:14
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Terça-feira, 21 de Março de 2017

Cidade de Chaves, centro histórico

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Como se pode inverter uma coisa, uma situação?

 

A resposta é simples, basta mudar-lhe a ordem, alterá-la, pô-la das avessas, virá-la, etc, pelo menos são algumas das definições do verbo inverter. Fácil, basta reparar na imagem de hoje, foi coisa de uns minutinhos, algum Photoshop, et voilá , já está. Fácil, não é? Mas claro, estamos a falar de coisas,  pois se entrarmos na realidade da rua, aí as coisas já são bem diferentes, complicadas de inverter, aí já entram outras componentes e fatores para que o verbo (inverter) possa assumir o seu significado, tal como ideias, vontade, planeamento, incentivos, políticas e claro, dinheiro, não como um investimento tendo em vista um lucro fácil e rápido, mas como um investimento num futuro,  um investimento de vida para o centro histórico e cidade.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:10
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Quinta-feira, 16 de Março de 2017

O passarinho!

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Já o disse aqui mais de uma vez que de aves pouco percebo, lá vou conhecendo as mais comuns e que já andam por cá há muito tempo e pouco mais. E a minha ignorância tem aumentado nos últimos anos com o aparecimento por cá de novas espécies, como foi a cegonha e ultimamente as garças e outras de porte maior que também desconheço, no entanto vou vendo e ouvido e gosto do que vejo e oiço, só lamento não me ter dado para aprofundar o estudo da aves.

 

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Ontem por exemplo este passareco que hoje vos deixo em imagem fez o favor de posar para mim. Ele bem se mostrou de frente, de lado, de costas, além de várias posições mais complicadas.  Embora do tamanho do pardal, que esses conheço-os bem, vi logo que não era da família. Como lhe vi o dorso esverdeado, disse cá pra mim que deveria ser um verdilhão, mas em pesquisas na NET, os que vi, não são parecidos. Penso que este artista é um ao qual lhe tenho ouvido um canto de encantar, parecido com o rouxinol, mas não tenho a certeza, pois enquanto posou não cantou.

 

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Como gosto de saber aquilo que me entra na objetiva, também gostava de saber quem é este artista. Assim deixo o apelo para alguém que dai desse lado me possa dizer que ave é esta.

 

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Para ajudar na identificação, para o caso de interessar, vi-o ontem ao fim da tarde próximo do rio Tâmega, mas não muito próximo, pelo que penso que seja mais ave de terra do que de rio.

 

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Se alguém conhecer, agradecia mesmo que usassem a caixa de comentários para deixarem por lá o nome desta espécie de ave, ou então enviem para o mail do blog : blogchavesolhares@gmail.com

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:40
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Quarta-feira, 15 de Março de 2017

Indiferentes

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“Olha este! Cá está outra bez. Não me bastava o blá-blá-blá da carraça do gajo do telemóvel, que não me desampara a loja e está práqui a tapar-me as bistas, nem me deixa ber as coisinhas que passam, e bem-me este agora armado em repórter! Bahhhh! Mas que remédio, lá terá de ser, deixa-me ficar paradinho pra ber se o gajo se despacha e desanda duma bez! Mas só pró chatear bou birar o focinho…”

 

- Tareco!? Tareco!?

 

“ Bem, bou-me que a patroa está a chamar. Adeus ó lombudo!”

 

 

 

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Terça-feira, 14 de Março de 2017

Com um pé na terra e outro em Júpiter

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Nem de propósito, ou melhor, a imagem de hoje,  aparentemente escolhida ao acaso , não é mais que uma escolha fruto da inspiração numa pequena estória que um amigo me fez chegar às mãos e que acabei de ler. É assim a vida, as coisas parecem acontecer por acaso,  mas não acontecem, no entanto não quero levar isto para a Lei da causa e efeito do espiritismo  ou para o “cosmos ininterrupto de retribuição ética”  do qual Max Weber nos fala em Economia e Sociedade. Nada disso, são apenas coisas do acaso que não acontecem por acaso, apenas isso. Senão vejamos, tendo em conta a imagem de hoje, como por acaso nada acontece por acaso. Estamos no Largo do Arrabalde em Chaves, ao qual, por acaso, também chama “Largo dos Pasmados”. Até aqui tudo bem, e se há um que pasma na esquina da farmácia, do outro lado da rua há outro a pasmar, mas disfarça a fazer de conta que está a olhar para a rua. Coisas normais de quem pasma. No entanto, logo em primeiro plano há um pasmado que não pasma por acaso. Como disse estamos no “Largo dos Pasmados”, que mais não são que aluados, no sentido de andarem na lua, estarem ali por estar, andarem em órbita. Ora era aqui que eu queria chegar, pois este “pasmado”,  não está  “aluado” , ele está muito mais além, embora ainda com um pé na terra, ele já está além da Lua e além de Marte. Ele já está com um pé na órbita de Júpiter e ninguém dá por isso porque estão todos pasmados na sua pasmaceira, ou quase, pois se virem aquém deste quase (por acaso) astronauta que está em primeiro plano com um pé na terra e outro em Júpiter, há um outro pasmado do qual só se vê a sombra e que reparou que,  mais um pouco e esse pasmado  do primeiro plano estacionava em Júpiter. Agora reparando melhor na sombra, e pelo ângulo em que a imagem foi tomada,  e agora já estamos no campo da geometria descritiva e das projeções das sombras, o pasmado da sombra parece ser o autor da foto, que por acaso sou eu. Assim sendo, ficamos por aqui pois em não quero entrar nesta história.

 

Até amanhã, mas antes, um recado a outros pasmados, o tal pasmado com um pé na terra e outro em Júpiter, está mesmo quase na órbita desse planeta, pois aquela placa de inox no chão não é mais que a representação de Júpiter do Sistema Solar que está representado ao longo da cidade e que a grande maioria dos flaviense desconhece. E com esta me vou.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:47
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Segunda-feira, 13 de Março de 2017

De regresso à cidade

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:45
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Quarta-feira, 8 de Março de 2017

Pois!

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Persegue-me esta mania de no fim do dia querer congelar para sempre o pôr-do-sol, como se teimasse em negar que a seguir a noite cai.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:16
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Terça-feira, 7 de Março de 2017

Cidade de Chaves, um momento

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É ao olhar para uma imagem como a que hoje vos deixo que sei o que é ser flaviense, e a conclusão é muito simples, é que ao longo desta rua, destes passeios, da esquina do Vilanova, das freiras ao fundo e principalmente do edifício da esquerda, o Liceu, tenho momentos passados, emoções vividas, olhares trocados, sorrisos oferecidos, alegrias vividas, brincadeiras, conversas sérias e outras que nem tanto... Mas é do liceu que mais sentimentos guardo, não só por ser uma das casas que contribuiu para a minha formação e educação, mas por todos os momentos lá vividos, amizades que se fizeram para toda a vida e claro, amores e paixões. Mas esta esquina do Liceu marca dois momentos importantes da minha vida dentro dele, as duas salas de aula. Em baixo o anfiteatro que foi a minha sala de aulas no primeiro ano que frequentei o liceu e por cima, a sala de desenho onde precisamente à disciplina de desenho (ou geometria descritiva) encontrei um dos melhores professores daquela casa, o Dr. Costa. Sala essa que foi também a minha sala de aulas do último ano em que frequentei o Liceu. Quase poderia dizer que entrei por esta esquina em criança e por ela saí já adulto.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:53
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Segunda-feira, 6 de Março de 2017

De regresso à cidade

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:36
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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

Divagações sobre coisa nenhuma

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Hoje apetecia-me divagar um pouco sobre o que é viver em sociedade e esta nossa tendência, ou necessidade de sermos gregários, mas não tenho tempo para ir por aí, aliás até é coisa que nem quero, nem gosto de trazer à discussão com os outros. Prefiro antes tecer os meus pensamentos, em silêncio, onde verdadeiramente somos livres de lhe dar liberdade sem ter de a limitar por causa da liberdade dos outros, daí preferir ouvir que falar, mas sem ser obrigado a ouvir. Ouvir porque quero, porque me apetece sem ter de responder, concordar ou discordar. Ouvir apenas como quem observa ou observar ouvindo, mas não é fácil, porque isto de sermos gregários é complicado e, pela necessidade de palco que as representações requerem, às vezes somos obrigados a ser espectadores sem o querer.

 

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Apetecia-me realmente divagar um pouco sobre essas coisas, mas não o vou fazer, não só pela falta de tempo e do não quer ir por aí, mas também porque as palavras têm outros significados para além dos significados que lhes queremos dar, e às vezes, leem em nós outra pessoa que na realidade não somos. É complicado, por isso, acho que vou dormir porque com os sonhos, também me entendo. Mas ainda antes de me retirar, vou-vos dizer o porquê das coisas, ou o porque destas palavras, mesmo correndo o risco de não me entenderem. Tudo porque vos queria deixar apenas a poesia da primeira imagem que publico junto com estas palavras, mas, senti a necessidade de ter de deixar uma segunda imagem…

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:32
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Quarta-feira, 1 de Março de 2017

E venha a Páscoa que o Carnaval já lá vai

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Venha então a Páscoa que o Carnaval já lá vai. Aliás cá na terrinha se não fosse tradição gastronómica associada ao Carnaval, nem dávamos por ele, isto se nos referirmos só à cidade de Chaves. Agora se quisermos presumir e dizer que somos da eurocidade Chaves-Verin, aí a cantiga já é diferente, pois ali ao lado os nosos irmáns galegos, não brincam com o carnaval  ou entroido, levam-no a sério, ou seja, brincam muito e divertem-se ainda mais com ele, e não é coisa para um dia, mas praí uns 15 dias de loucura.

 

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Talvez seja por esta falta de tradição do carnaval em Chaves que é uma das festas que a mim, pessoalmente, pouco ou nada me diz, a não ser pelas iguarias que vão à mesa e seria um dia como outro qualquer.

 

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Venha pois a Páscoa que, verdade se diga,  é outra das festas que também nada me diz, isto se é que podemos considerar a Páscoa uma festa. Claro que há as iguarias ligadas à Páscoa, como o folar e mais recentemente por força da publicidade comercial os chocolates. Também aqui como não sou lá grande amante do folar nem dos chicolates, a festa da mesa também me passa ao lado, ainda pra mais que hoje em dia, folar,  há-o  todos os dias nas padarias da cidade e ainda por cima é caro comó coiso! Mas o que chateia mesmo é que agora começa aquela cena do jejum, uma chatice. Está claro que ninguém me obriga a jejuar, mas que remédio eu tenho, pois como não cozinho as minhas refeições, tenho que me render àquilo que põem  à mesa ou está disponível na ementa, mas com um bocadinho de sorte temos uma bacalhoada e a coisa fica mais composta.

 

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E tudo se comporia se a seguir à Páscoa tivéssemos por cá uma grande festa, mas nada, desde o Natal (festa que eu gosto) até à Feira dos Santos, cá na terrinha em termos de festas é como é um grande deserto que temos de atravessar, quando muito há umas sardinhas acompanhadas de uns copos e umas modinhas musicais populares lá para o S.João e S.Martinho, mas em pequenas festas de amigos ou familiares, e mais nada. Se não fosse pela abundância de grandes superfícies comerciais e armazéns dos chineses, Chaves seria uma tristeza ou como diz o meu amigo escritor, seriamos uma “Crónica triste de névoa”, cheia de macambúzios deprimidos.

 

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Ah!, ainda ao respeito do parágrafo anterior e dos nossos sítios de diversão, temos a vantagem de estarem abertos aos sábados e domingos, senão o que seria de nós aos fins-de-semana, desejosos e ansiosos pelas segundas-feiras para irmos trabalhar, pois enquanto estamos ocupados não pensamos nessas coisas que só acontecem nos tempos livres ou tempo de lazer, como o pessoal das ciências humanas gosta de chamar. Um direito, dizem!

 

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Já quase pareço um queixinhas. Agora a sério, a verdade é que não necessitamos nada dessas coisas de festas de rua onde se mistura de tudo, com gente a tresandar a suor, bêbados, os casas de cinema com gente a comer pipocas e fazer barulho que nem deixam ver um filme, ou teatros para nos armarmos em intelectuais quando toda a gente gosta de cinema, ou concertos musicais onde só vão putos bêbados e drogados com música de furar os tímpanos, foguetes no ar que só poluem a atmosfera e assustam os passarinhos…

 

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Para quê querer isso tudo se agora temos tudo em casa, o que quisermos, sentados comodamente no nosso sofá. Basta ter um televisor, um computador e uma ligação à internet et voilá, ora estamos a ver um bom filme, a assistir a um bom concerto musical ao vivo com a vantagem de podermos ir comentando com os mais de mil amigos que temos no facebook, além de muita mais coisa que se pode fazer, que eu bem sei. Convém é ter umas bejecas no frigorifico, não vá dar-nos sede a meio da noite… Ah! ainda com a vantagem de que em casa, onde houver mais gente além de nós, não somos obrigados a assistirmos todos ao mesmo, pois cada um no seu sítio, com  a sua televisão, o seu portátil, tablet ou até telemóvel, desde que haja Wi-fi, e está tudo resolvido e se tivermos filhos daqueles que ainda nos obedecem, de vez em quando podemos mandar-lhes uma mensagem para o telemóvel do género: “ Vai ao frigorífico e traz-me uma cerveja que não quero interromper o filme”, ou então se formos mais responsáveis, uma do género: “ vê se te deitas que amanhã tens de te pôr a pé cedo”. Uma vez mandei esta à minha filha e ela respondeu-me: “ Ó pai, acordaste-me, já estava a dormir!”…

 

E com esta me vou!

 

As fotos são do Domingo Corredoiro de Verin.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:58
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

De regresso à cidade

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Vamos lá cumprir as promessas, para já a do “Regresso à Cidade”, embora já tivesse saído dela, mas o que vale é a intenção, e cá está mais uma imagem, como habitualmente às segundas, em arte digital, ou seja, uma maneira diferente de apresentar uma fotografia.

 

A outra promessa, a da aldeia barrosã que ontem deveria ter ficado por aqui, vai demorar mais um pouco, mas ainda é para hoje.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:29
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017

De regresso à cidade - Rua Direita

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:02
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