12 anos

Domingo, 14 de Maio de 2017

O Barroso aqui tão perto...

1600-algures, entre Pitoes e Tourem

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Depois de um dia tão intenso como o de ontem em que a nossa atenção se repartiu por vários e importantes acontecimentos, tal como previa, não houve tempo para preparar mais uma aldeia do Barroso para trazer aqui, pois além da escolha e tratamento de imagens, há as habituais pesquisas de procura de informação para podermos deixar mais alguma coisa sobre a identidade e particularidades dessas mesmas aldeias, e isso demora algum tempo, tempo que não sobrou para tal.

 

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Mas promessas são promessas e o blog gosta de as cumprir. Não temos uma aldeia barrosã mas temos algumas paisagens do Barroso, e alguma flora e fauna selvagem barrosa. Motivos que nos despertam o clique por locais onde vamos passando, geralmente nos itinerários entre aldeias, em terras de “ninguém” e algumas que às vezes nem nós que as obtivemos as conseguimos localizar, pois quando partimos à caça de imagens, os momentos captados são tantos, tal como as nossas voltas, que algumas delas não conseguimos localizá-las com exatidão. Sabemos  mais ou menos por onde foi, mas não exatamente. São as tais que guardo religiosamente numa pasta chamada “algures no Barroso”.

 

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Tal acontece com pelo menos três imagens de hoje que não sei bem de onde são. As restantes são localizáveis, mas para o post de hoje a localização até nem interessa, pois interessa mais mostrar a beleza da paisagem menos humanizada, alguma dela mesmo selvagem e singular, única embora variada. Pode parecer uma contradição, mas não é.

 

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Sendo o Barroso composto maioritariamente por terras altas, todas a rondar os 1000 metros de altitude, é natural que se tenha dele uma ideia errada de terra fria e agreste, e se de facto isto é verdade, o contrário também o é, com os seus micro climas das terras mais baixas e do Baixo Barroso, com paisagens cobertas de verde, hoje em dia mais verde que nunca com as terras de cultivo a dar lugar a pastagens.

 

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Já o disse aqui e repito, porque nunca é demais repeti-lo, o Barroso é uma pérola dentro do Reino Maravilhoso e realmente o que surpreende é a variedade que vai desde o mais agreste do Alto Barroso e que rodeia e sobe ao mais alto da Serra do Larouco, da Serra do Barroso e da Serra do Gerês, território do penedio,  da urze, da carqueja e até da trufa.

 

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Por outro lado, ao descermos ao Baixo Barroso o verde é rei e senhor, não só nos prados mas também na floresta e no cultivo de subsistência ao redor das aldeias onde é possível cultivar de tudo, imaginem que nesta última passagem pelo Barroso até bananeiras e orquídeas ao ar livre vi. Claro que as bananeiras embora cheguem a dar fruto não chegam a vingar para amadurar, mas vingam para enfeitar e marcar presença no Barroso.

 

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Podemos afirmar que as singularidades do Barroso se complementam para termos um só Barroso no seu todo e no seu melhor. Se o verde surpreende e é agradável conviver com ele, o agreste não se fica atrás, na sua simplicidade complexa, na resistência das espécies que por lá resistem e o modo como convivem e se protegem umas às outras, mas sobretudo sãos as sensações de se poder pisar estas terras e as paisagens que desde lá se deslumbram.

 

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Continuando no surpreendente Barroso o que mais surpreende é a variedade e proximidade dos matizes, principalmente nesta época de primavera em que as serras se enchem de colorido amarelo da carqueja ou o também amarelo e branco das giestas a contrastar com o púrpura da urze e um pouco por todo o lado minúsculas flores de plantas também minúsculas que chegam a formar autênticos tapetes com os mais belos bordados.

 

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Mas tudo isto esta ali à mão de semear, pois se agora estamos no meio dos matizes das terras mais agrestes, descemos um pouco e logo entramos nos mantos verdes rodeados da floresta igualmente verde para logo a seguir esbarrarmos com o azul de uma albufeira ou o aconchego de uma aldeia, tudo isto é o inconfundível Barroso

 

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Por último a água, a sua transparência e abundância, não as que está nas albufeiras mas a que brota por todo o lado, cristalina, a atravessar caminhos, a correr nos lameiros ou a cair em cascatas, então quando chove com abundância, como foi nesta sexta-feira passada, é surpreendente como onde menos se espera nascem pequenas cascatas.

 

Só queria mesmo  que as imagens fizessem justiça às palavras que hoje vos deixo, mas isso é impossível, pois por muito que me esforce faltam-lhe os aromas e as melodias dos cantares das aves ou mesmo que seja e só do sussurrar do vento à sua passagem.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:53
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Domingo, 7 de Maio de 2017

O Barroso aqui tão perto... Gralhós

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GRALHÓS 

 

Hoje em dia, apetece-nos ir até Montalegre, pegamos no popó e ala, viramos em direção ao S.Caetano, subimos a Soutelinho e depois é seguir a estrada pelo planalto do Alto Barroso que logo a seguir estamos em Montalegre. E se dúvidas houvessem, bastava chegar ao Planalto ou a Soutelinho da Raia, que é a mesma coisa, e seguirmos em direção à Serra da Larouco que a certo ponto as torres do Castelo de Montalegre indicam-nos onde é a vila.

 

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Mas nem sempre foi assim e no meu tempo de criança, ter popó ainda era um luxo e as idas a Montalegre faziam-se nas camionetas de Braga ou carreiras do “tio” Magalhães, que também é a mesma coisa, com escala no Barracão para mudar para a segunda camioneta que nos levaria até Montalegre pois a outra seguia para Braga.

 

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Essa segunda camioneta, logo a seguir ao Barracão abandonava a EN 103 para entrar na estrada Municipal 308 e logo, logo a seguir fazer a primeira paragem em Gralhós, a nossa aldeia de hoje.

 

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Lembro-me dessas paragens e pouco mais, pois a memória neste tempo que passou deu prioridade a outros registos mas também porque a partir de certa altura, aí por meados ou finais dos anos setenta, a escala das carreiras de Braga passou a fazer-se em S.Vicente da Chã e Gralhós foi ficando ao lado, ou bem ao lado, pois a partir dos finais dos anos setenta as nossas idas à Vila de Montalegre passaram-se a fazer via Soutelinho da Raia.

 

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Sinceramente penso que desde criança que já não passava por Gralhós e se passei, penso que o fiz ao lado, pois parece-me que entretanto foi construída uma variante que teria retirado a passagem da estrada pelo centro da aldeia, pois o que retenho na memória não é nada daquilo que se vê da atual estrada, aliás um vista que pouca justiça faz a beleza que esta aldeia tem na sua intimidade.

 

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Sim, de facto fiquei surpreendido com a aldeia pois vista a atual estrada ela engana. Já na sua intimidade somos surpreendidos pelo conjunto do casario aquele que é típico no Alto Barroso e que ainda chega a Gralhós, já terras da chã barrosã e já na transição para o Baixo Barroso.

 

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Alto e Baixo Barroso que para quem não é do Barroso pode gerar alguma confusão. Para quem conhece o Barroso, a fronteira entre os dois Barrosos é fácil de detetar, pois em termos paisagísticos são bem diferentes, isto para não estarmos a complicar mais, como eu costumo fazer, pois para mim há mais que dois Barrosos, tal como as suas fronteiras que comummente ficam limitadas aos concelhos de Boticas e Montalegre, para mim vão mais além, mas hoje não quero ser eu a divagar sobre o assunto e vou passar ao que existem em documentos escritos, tal como acontece na Etnografia Transmontana – I Crenças e Tradições de Barroso, de António Lourenço Fontes.

 

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Pois na atrás mencionada Etnografia sobre o Barroso diz-se o seguinte:

“ BARROSO – Território de montanhas que compreende todo o concelho de Montalegre, quase todo o de Boticas, diminuta parte do de Chaves (Soutelinho), parte de Cabeceiras de Basto (Magusteiro, Formigueiro, Toninha, Moscoso da freguesia de Rio de Ouro) e de Vieira (Lamalonga, Campos e Ruivães). « Etnografia Portuguesa V 3.º Leite de Vasconcelos. Divide-se esta região em duas partes: “

 

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E continua:

“ O Baixo e Alto Barroso. As terras mais altas e frias são o alto Barroso e as mais baixas e férteis são o baixo Barroso. Há quem não queira chamar-se Barrosão. Mas também se diz: são Barrosões os habitantes, da margem direita do Tâmega, desta zona.

Apesar de serem Barrosões dizem os do Baixo Barroso, quando se referem aos do Alto Barroso: lá p’ra Barroso.”

 

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Só há dias li esta descrição sobre o Barroso e foi para mim novidade o Barroso entrar em terras de Cabeceiras de Basto e de Vieira, já a dos Barrosões da margem direita do Tâmega não me surpreendeu, pois os flavienses mais antigos das montanhas da margem esquerda do Rio Tâmega dizem isso mesmo ou parecido, tal como já ouvi algumas vezes: “Para lá do Tâmega é tudo Barrosão”

 

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Curiosa esta descrição do Barroso além Tâmega (margem direita), pois a ser aí o limite do Barroso, a cidade de Chaves também é Barrosã. Quem conhecer bem a nossa região sabe que esta divisão do Rio Tâmega, que eu alargaria a toda a Veiga de Chaves, faz sentido, pois se desde a Veiga de Chaves subirmos as montanha em direção a Poente temos a Terra Fria, se as subirmos na direção contrária, para Nascente, subimos para a Terra Quente. Pessoalmente, embora a minha nascença até tivesse sido na margem esquerda do Tâmega, aceito os limites do Rio, e sem qualquer influência da minha costela materna barrosã.

 

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Passemos a Gralhós, mas antes ainda mais um dos meus devaneios e mais um regresso ao passado. Quase todos os topónimos das localidades de Montalegre me são familiares desde criança ou desde adolescente, ora por ouvir falar deles aos meus pais ou por mais tarde tomar contacto com eles em leituras, principalmente do Bento da Cruz. Acontece porem que embora conhecendo os topónimos e mesmo as localidades, por ter passado por elas, houve sempre quatro localidades que eu confundia, duas a duas, e só passando por elas é que eu verdadeiramente as localizava. Eram elas Meixide e Meixedo e Gralhas e Gralhós. Hoje já me são familiares e inconfundíveis, isto por tanto passar por elas, exceção para Gralhós, mas que, mesmo que fosse por exclusão de partes, hoje chegaria até à sua localização.

 

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Passemos então à sua localização, da qual já fomos deixando aqui alguns apontamentos, pois é mais uma aldeia das proximidades da Estrada Nacional 103, a apenas 600 metros, isto até às primeiras casas, pois até ao núcleo são cerca de 1000m. Quanto às suas coordenadas são as seguintes: 41º  47´ 14.35”N e  7º  44’ 16.39”. Já quanto a altitude, estando no planalto de terras da Chã, varia entre os 900 e os 1000m, sempre acima do primeiro e abaixo do  segundo valor. A 6Km de Montalegre (linha reta) e a 2.6 Km da Barragem dos Pisões (linha reta). Mas como sempre, para melhor localização, fica o nosso mapa.

 

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Quanto a outras referências para a aldeia há a assinalar a antiga via romana e também teria sido por Gralhós que passava uma importante via medieval. Em terras da Chã e redondezas existem ainda alguns marcos miliários e pontes romanas, o que é natural, pois por aqui passava  uma das mais importantes vias romanas as Vias Augustas, neste caso a Via XVII que ligava as então cidades de Bracara (Braga) – Aquae Flaviae (Chaves) e Asturica (Astorga), esta já em Espanha.

 

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Como nas nossas habituais pesquisas pouco ou nada encontrámos, restam-nos aquilo que por lá nós vimos e apreciámos. Logo na entrada da aldeia aquilo a que se pode chamar um conjunto de traços da nossa cultura portuguesas, mas também da cultura comunitária barrosã e transmontana. Umas alminhas, tendo a um lado de uma fonte/bebedouro e no outro um tanque comunitário. Também como traço da nossa cultura, pelo menos de outros tempos, as cores utilizadas nas portas de madeira com a cor vermelha sangue de boi que como rival só tinha o verde garrafa e às vezes o castanho escuro.

 

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Já na intimidade da aldeia, um cruzeiro, alguns tanques/bebedoros, fontes públicas com ou sem tanques  e umas ruinas da antiga capela onde mantem quase intacto o vão de entrada da porta principal em arco.

 

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No núcleo da aldeia, ou seja na aldeia antiga mantem-se a integridade do seu casario, embora quase todo abandonado e muitos em ruinas ou em mau estado de conservação. Exceção para algumas recuperações que foram mantendo a traça original. As novas construções aparecem na periferia da aldeia junto aos acessos à aldeia antiga. Pelo que se disse já se percebe que a aldeia esta fortemente despovoada, apenas alguns resistentes com alguma habitações de ocupação temporária. Aliás na nossa passagem pela aldeia antiga vimos apenas uma pessoa.

 

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Em redor da aldeia, terras da Chã, ou seja do planalto, o verde vai-se impondo, sobretudo em pastagens e alguma, pouca, floresta autóctone. Culturas, só as próprias das terras altas,  embora, como um pouco por todo o Barroso, água não falta.

 

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Como conclusão, foi uma das aldeias que, como já atrás dissemos, nos surpreendeu pelo conjunto da aldeia antiga. Gostámos do casario típico barroso (Alto Barroso) e embora lamentando o despovoamento e o abandono das casas, é uma aldeia interessante à qual recomendamos uma visita para quem gosta da ruralidade genuína barrosã.

 

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E para terminar as habituais referências e links para anteriores abordagens a localidades e temas do Barroso.

 

Bibliografia

Fontes, António Lourenço – “Etnografia Transmontana – I Crenças e Tradições de Barroso”, Montalegre, 1977 – Edição de Autor.

 

Sítios na WEB

http://www.cm-montalegre.pt/

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

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Segunda-feira, 24 de Abril de 2017

O Barroso aqui tão perto - Castanheira da Chã

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Vamos então até mais uma aldeia do Barroso, do concelho de Montalegre, da Chã, mais propriamente até Castanheira ou Castanheira da Chã para não haver dúvidas ou confusões com outras localidades com o mesmo topónimo.

 

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Vamos desde já à sua localização que ao ser uma das aldeias da Chã, está mais que localizada, sendo mesmo uma terra da chã, do chão do planalto barrosão todo ele a rondar os 1000 metros de altitude, de terra coberta de verde e aparentemente fértil onde os terrenos de cultivo vão alternando com pastagens e algumas manchas de arvoredo característico das terras altas (carvalho, castanheiro…).

 

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Mas sejamos mais precisos. É mais uma aldeia das proximidades da Estrada Nacional 103, a 800 metros e também próxima da Barragem do Alto Rabagão (Pisões) com o ponto mais próximo a cerca de 1500m. A cerca de 5 300 metros da Vila de Montalegre, em linha reta pois por estrada é mais um pouco e, como não poderia deixar de ser, pertence à freguesia da Chã. Quanto a coordenadas  temos 41º 46’ 19.12” N e 7º 48’ 27.21 O, mas como sempre fica o nosso habitual mapa para uma melhor localização.

 

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Quanto ao casario há um pouco de tudo, construções tradicionais barrosãs de granito à vista (que outrora tiveram colmo nos telhados), novas construções, construções abandonadas/degradadas e algumas também antigas que aparentemente foram grandes casas agrícolas em perpianho de granito.

 

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No livro Montalegre, de José Dias Baptista encontrámos o seguinte:

 

Riqueza paisagística

É absolutamente única e lamenta–se que há milhares de pessoas que nos visitam e não tomam conhecimento destas riquezas ! Locais a visitar:

- Margem esquerda do Alto Cávado ( entre S. Pedro e Paradela) – o carvalhal espontâneo;

- O Ourigo (entre Castanheira, Montalegre e Cambezes ) – mancha de folhosas exóticas;

 

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A respeito do Ourigo, na rede dos percursos pedestres de Motalegre existe  o Trilho do Ourigo (PR 2 – MTR) que tem como um dos pontos de passagem a nossa aldeia de hoje – Castanheira da Chã. Daí, não resistimos e fomos ao panfleto deste trilho à disposição no  Ecomuseu do Barroso retirar alguma  informação, bem interessante no que respeita à fauna e flora da região. Informação  que passamos a transcrever:

 

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Descrição do Percurso

O trilho do Ourigo é um percurso de pequena rota (PR). Tem 23 quilómetros de extensão, de forma circular, de nível médio/alto, com início e fim em Montalegre. Passa por diversos pontos de interesse, entre os quais caminhos antigos dos pastores e por núcleos rurais de Torgueda, Castanheira e Cambeses. Este percurso faz-nos atravessar paisagens verdejantes, áreas de carvalhal, manchas de arvoredo autóctone e campos de cultura.

 

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Ficha Técnica

Partida e chegada: Ecomuseu de Barroso em Montalegre

Âmbito: Cultural, ambiental e paisagístico

Tipo de percurso: PR pequena rota / Circular

Distância a percorrer: 23 km

Duração do percurso: Cerca de 8 h Grau de dificuldade: médio/alto

Desníveis: mediamente acentuados, com um grande ascendente

Altitude máxima: 1190 m

Altitude mínima: 920 m

Época aconselhada: todo o ano

 

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Património natural

Este percurso é maioritariamente florestal, atravessando manchas de carvalhal autóctone (com exemplares de azevinho e lamagueira), e extensas zonas de bosque plantados em meados do séc. XX. Neste espaço predominam as árvores exóticas, resinosas (pinheiro e cedros) e folhosas (carvalho-americano e vidoeiro). Aqui podemos encontrar aves florestais como o açor, o gavião, o pica-pau, uma enorme diversidade de pássaros e mamíferos, como o corço, o lobo, a geneta e o esquilo. Também ocorrem grandes manchas de mato alto e rasteiro, resultantes da degradação das florestas, devido ao fogo e aproveitamento de madeira. As zonas de mato são dominadas pelas giestas, tojo, queiró, urzes e carquejas onde habitam várias espécies de répteis, como o sardão e cobra-rateira, assim como de aves de rapina que deles se alimentam, como é o caso da águia-deasa-redonda e a águia-cobreira.

 

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Geologia

Deste percurso temos vários contactos geológicos. Com saída da vila é possível encontrar o granito de Montalegre, que é porfiroide, de grão grosseiro e médio. Este tem duas micas, biotite (negra) e a moscovite (branca), no entanto predomina a biotite. Na aldeia de Castanheira encontramos o granito da Vila da Ponte, semelhante ao granito de Montalegre, apresentando este grão médio. Ao passar em Cambeses do Rio podemos encontrar xistos pelíticos. Ao longo do percurso também podemos ver pegmatitos, com quartzo, feldspatos, moscovite e turmalina. É ainda importante que todos os interessados pela geologia da região se encontrem atentos às alternâncias entre o xisto e o granito durante todo o percurso, onde é possível visualizar alguns contactos.

 

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E como nas nossas pesquisas não encontrámos mais informação sobre a aldeia de Castanheira da Chã, vamos dando por finalizado o nosso post, mas ainda com tempo para deixar aqui aquilo que retivemos sobre esta aldeia.  A paisagem envolvente da aldeia é digna de realce. Muito verde e as tais manchas de arvoredo autóctone fazem o conjunto da composição agradável de ver e de registar em fotografia. Os caminhos de terra que se vão desenhando ao longo desse verde dão vontade de ser percorridos.

 

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1600-castanheira (11)

 

Quanto ao casario, há pormenores que nos agradaram, mais que o conjunto que, como já dissemos atrás, é uma mistura de vários tipos de construção. Falta-lhe a harmonia do conjunto de algumas aldeias que conhecemos no barroso,  mas mesmo assim não é desinteressante, principalmente quando as ruas da aldeia são compostas com gente e animais na sua lide diária, a nosso ver o património mais valioso das aldeias barrosãs, pois sem vida, não há aldeias e na Chã, que embora também sofra desse mal do despovoamento e envelhecimento da população que ataca todas as aldeias da região, nota-se ainda ter vida quer nas ruas, quer na envolvência da aldeia, vida essa  bem espelhada na forma e na cor dos campos.

 

1600-castanheira-28-29

 

Para finalizar ficam as habituais referências às nossas consultas e os links das anteriores abordagens às aldeias e temas do Barroso.

 

Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sítios na WEB

http://www.cm-montalegre.pt/

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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Domingo, 23 de Abril de 2017

O Barroso aqui tão perto

1600-castanheira-28-29

 

No último domingo como se celebrava a Páscoa, não tivemos tempo de ir até ao Barroso, hoje, sem desculpas da Páscoa ou qualquer outra, também não tivemos tempo de concluir o post, mas amanhã, cá estará mais uma aldeia do concelho de Montalegre. Fica prometido. Para já, fica uma imagem dessa aldeia, ou melhor, daquilo que existe à volta dela.

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Domingo, 9 de Abril de 2017

O Barroso aqui tão perto... Ladrugães

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montalegre (549)

 

Em finais de julho do ano passado lá arrancámos nós mais uma vez em direção ao Barroso de Montalegre para recolha de imagens de mais algumas aldeias. Geralmente tentamos aproveitar o sol da manhã, quando o há, mas mesmo com sol encoberto, aproveitamos a luz.

 

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Quando o sol está a pique, batemos em retirada com destino a um local próximo onde se possa confortar o estomago, coisa que no Barroso não é tarefa complicada, antes pelo contrário, às vezes só se torna complicado escolher o local, pois quanto ao resto, já sabemos que vamos gostar.

 

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Tal como na fotografia onde não devemos andar com pressas, onde devemos deixar que o vagar nos sugira alguns cliques ou nos leve ao encontro deles, também à mesa tomamos o nosso vagar, mas mesmo com os vagares da fotografia há que repor forças e de verão, há que deixar que o sol amanse. Assim, só levantamos da mesa quando achamos que está na hora de ir rumando a casa, mas parando nas aldeias por onde passamos para mais uns cliques de recolha de imagens.

 

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Pois à nossa aldeia de hoje, Ladrugães,  já chegámos lá pelo meio da tarde. É uma aldeia cuja aproximação se faz de um modo agradável. Antes de entrar na sua intimidade deixa-se ver no seu conjunto, arrumadinha e juntinha, pelo menos aparentemente, tal como é aparente ser uma aldeia com muita construção nova e/ou novas reconstruções, senão recentes, são pelo menos do último quartel do século passado, o que, em geral, significa ser aldeia com muitos emigrantes. Talvez seja o caso, mas não temos dados para afirmar com certeza. 

 

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Depois de entrarmos na aldeia constatamos aquilo que ela mostra à distância, há de facto muita construção nova, com novos materiais, os que agora comummente se usam,  bem longe da singeleza das antigas construções de pedra de granito à vista, onde a madeira e às vezes o ferro lhes faziam companhia. Em suma, uma aldeia que mantém a sua estrutura típica de aldeia na maneira como se arruma, mas que perdeu a beleza do conjunto das construções típicas transmontanas e barrosas, principalmente daquelas que ainda mantêm o testemunho do murete de amparo às coberturas de colmo, embora hoje sem ele.

 

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Na intimidade da aldeia, quanto a pessoas, vai sendo aquilo a que já nos vamos habituando, pouca gente, aliás, que recorde, apenas vimos duas pessoas, ambas representadas na nossa recolha fotográfica. Certo que o dia estava quente e na rua, só mesmo à sombra é que se estava bem. O fresco das casas pela certa que era mais convidativo, e alguns ainda estariam na sesta que os dias quentes convidam a prolongar. Mas há por Ladrugães sinais de despovoamento e de ausência de gente jovem e crianças, pelo menos as suficientes para manter a escola a funcionar, pois hoje Casa do Povo.

 

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Com menos ou mais gente, há ainda a suficiente para cultivar os campos que rodeiam a aldeia, e dá gosto vê-los cultivados com o verde a alegrar a paisagem ou o amarelo a pedir colheita e pelo testemunho da quantidade de canastros, a terra parece ser generosa, aliás o Barroso que se vive em Ladrugães já é bem diferente do Alto Barroso, e o verde dos campos está lá para o provar, mesmo estando-se ainda em terras altas, com olhares lançados para a Serra do Barroso e bem perto, do lado oposto, aspereza das alturas da Serra do Gerês.

 

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A aldeia de Ladrugães implanta-se entre os 760 e os 860 metros de altura, encostada à montanha na vertente da margem direita do Rio Rabagão. Não muito distante, na outra margem do Rio Rabagão e quase em frente, ergue-se a Serra do Barroso com o seu cartão de visita – os cornos do Barroso – bem visíveis e a jeito da fotografia.

 

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Dentro da aldeia gostámos de ver algumas coisas que por lá existem. As latadas por cima das ruas dão sempre um certo encanto às aldeias. Os canastros são sempre agradáveis de ver na paisagem das aldeias, as alminhas também marcam presença no centro da aldeia seguindo as características de outras alminhas localizadas em circunstâncias idênticas, ou seja, incorporadas nas paredes ou muros das casas, esta de Ladrugães, com a particularidade de estar localizada nas traseiras de uma fonte/tanque/bebedouro, de frente para que se serve da água.

 

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Apreciámos como sempre  o casario típico, em Ladrugães apenas aquele  que resistiu à modernidade e a novas intervenções, mas o que existe não deixa de ser interessante. E por último a igreja, não muito grande, mas também não é muito pequena, de linhas simples, com o seu alçado principal também muito simples encimada por uma  torre sineira também simples, de um único sino, por baixo da qual foi colocado um relógio, idêntico e comum ao de outras igrejas trasmontanas. Ao contrário do que é mais comum, esta igreja na se encontra no centro da aldeia, mas sim na periferia da aldeia, em frente ao cemitério.

 

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Ao longo deste post já fomos dando uns palpites quanto à localização da nossa aldeia de hoje, mas sejamos mais precisos. Comecemos pelas coordenadas:

41º  43’  03.96” N   e 7º 55’  07.30” O

Ou seja, localizada entre as barragens dos Pisões (a 5,4 Km), de Paradela (a 5,6 Km)  e da Venda Nova (a 2,3 Km). As distâncias indicadas são em linha reta, pois por estrada aumentam ligeiramente, principalmente a distância até à barragem de paradela que por estrada passará a ser de 8 km, no mínimo, dependendo da estrada que se tome.  E se há barragens, há rios, localizando-se Ladrugães entre Rio Cávado na sua margem esquerda  e o Rio Rabagão, bem mais próximo, na sua margem direita. Tudo isto é só por uma questão de localização, pois nenhuma das barragens ou rios tem influência direta sobre a aldeia. Quanto às aldeias mais próximas,  temos a um lado Reigoso ( a 1,5 Km) e Vila da Ponte (a 2 Km) do outro lado, com a Estrada Nacional 103 a 1.700 m.

 

mapa-ladrugaes.jpg

 

Ladrugães pertence à freguesia de Reigoso, concelho de Montalegre, freguesia que nos últimos Censos (2011)  tinha 171 pessoas como população presente, ou seja o costume, aldeias cada vez mais despovoadas e envelhecidas sem quaisquer politicas que contrariem esta tendência.

 

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Já deixámos as nossas impressões pessoais sobre Ladrugães, já localizámos a aldeia estaria na hora de falar um pouco da sua história, dos seus ilustres e de outras coisas de interesse. Infelizmente essa parte não depende de nós, mas sim daquilo que existe em documentos sobre a aldeia, daquilo que está escrito sobre ela e encontrar esses documentos e informação, se existir. Tentei tudo, como sempre, mas desta vez, ou mais uma vez pouco encontrei, a não ser a referência a um castro. Já é alguma coisa.

 

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Mais ou menos entre Ladrugães e Vila da Ponte, ligeiramente mais a norte de ambas as aldeias, está referenciado um castro – o Castro do Valongo que assenta num pequeno esporão. Este morro assume uma forma quase piramidal e está ladeado pelo corgo do Valongo. Castro do Valongo que, como a grande maioria, nele só foram encontrados alguns vestígios, como a existência de vários fragmentos de cerâmica e escoria de fundição.

 

1600-ladrugaes (8)

 

E na ausência de mais informação, vamos ficar por aqui, com referências às nossas consultas e os habituais links para posts anteriores sobre o Barroso.

 

1600-ladrugaes (15)

 

Bibliografia

 

Costa, José - Povoamento e organização do território na Proto-História entre as Serras do Gerês, do Barroso e da Cabreira: o caso do Baixo Rabagão - Seminário de Projecto em Arqueologia  - Faculdade de Letras da Universidade do Porto - Porto, 2006

 

1600-ladrugaes (5)

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

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Domingo, 26 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Sezelhe

1600-sezelhe (85)

montalegre (549)

 

Hoje em “O Barroso aqui tão perto” tocou a sorte a Sezelhe ou Seselhe, não sabemos bem, pois o topónimo da aldeia aparece grafada de ambas as formas e embora o mais comum seja Sezelhe com z, no sítio da freguesia e no livro Montalegre aparece o seguinte: “Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever”.

 

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Mas antes de irmos mais a fundo a esta coisa do Z ou S de Sez(s)elhe, façamos uma breve abordagem pessoal à aldeia ou redondezas, pois uma coisa é passar na estrada com a aldeia ao lado ou estar na albufeira com a aldeia lá em cima e outra coisa é entrar na sua intimidade.

 

1600-sezelhe (103)

 

Pois passar na estrada ou usufruir do parque de lazer da albufeira, já há muitos anos que o fazemos, penso que a primeira vez que fui por aqueles lados foi em meados dos anos setenta, à procura de uma nascente que prometiam curar os “cravos” que uma das minhas primas montalegrenses  tinha nos dedos. Fiquei sem saber se a nascente era assim tão milagrosa, mas a verdade é que deu para nunca esquecer o local.

 

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Pois sejamos sinceros, passei à beirinha de Sezelhe muitas vezes mas os nossos destinos nunca permitiram que entrasse na aldeia, isto aconteceu até dezembro passado em que um dos destinos era mesmo entrar em Sezelhe, conhecer a aldeia, trocar uma palavras com os residentes (cada vez mais difícil porque cada vez são mais difíceis de encontrar) e fazer a recolha fotográfica para este post.

 

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E com Sezelhe aconteceu o que vai acontecendo com outras aldeias que lhe vamos passando ao lado sem entrar nelas. Uma coisa é deitar-lhes um olhar ligeiro desde a estrada ou vê-las ao longe, e outra coisa é a sua intimidade, e se às vezes a aldeia ao longe promete para quando entramos nela encontrarmos outra realidade, outras vezes ao longe quase nem damos por ela e quando lá chegamos a aldeia surpreende-nos a cada passo que adentramos nela. Pois Sezelhe surpreendeu-nos pela positiva na sua integridade física de aldeia barrosã.

 

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Pessoalmente destaco o cruzeiro integrado num bebedouro no centro da aldeia, a igreja, as alminhas/rochedo na entrada da aldeia, o conjunto do casario típico transmontano/barrosão e os canastros, isto na aldeia. Desde a aldeia, sem dúvida alguma que destaco as vistas sobre o conjunto da veiga do Cávado a terminar na vila de Montalegre com o Larouco de fundo, embora ao lado. Nota positiva para a aldeia, mas com um lamento, o lamento do costume de as aldeias estarem sem vida humana que lhes alegre as ruas, as esquinas, as casas, os largos e tudo que têm de bom.  

 

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E agora regressemos à questão do S ou Z de Sez(s)elhe. Pois quanto a esta de Sezelhe com z ou Seselhe com s, desde já para não estar sempre a escrever o topónimo da aldeia de ambas as formas, passaremos a grafar o topónimo com z, pois é o mais comum.

 

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Mas antes vamos ao que se diz a respeito de Sezelhe, aldeia e ex-freguesia autónoma, agora pertencente à União de Freguesias de Sezelhe e Covelães, no sítio oficial Município de Montalegre na WEB (os sublinhados são meus):   

 

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“ União das Freguesias de Seselhe e Covelães

 

Ambos os lugares desta freguesia foram sede de freguesia, porém anexas a Santa Maria de Montalegre. Todos os edifícios de ambas as localidades estão construídos entre os novecentos e os mil metros de atitude. Como o resto do concelho são terras de produção agro-pecuária, de largos montes de caça e de boas manchas de arvoredo para madeira e lenhas. Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever. (…)

 

  • Área: 22.8 km2
  • Densidade Populacional:1 hab/km2
  • População Presente:254
  • Orago:Santo André(Sezelhe), Santa Maria(Covelães)
  • Pontos Turísticos:Torre do Boi (Travassos), Barragem do Alto-Cávado(Sezelhe), Moinhos, Espigueiros com relógio de sol, Pisão com engenho hidráulico (Paredes) e Relógio de Sol (Covelães),  .
  • Lugares da Freguesia(4):Travassos, Seselhe, Covelães e Paredes do Rio.
  • Morada:União de Freguesias de Seselhe e Covelães, Rua da Costa do Vale, n.º 2, Travassos do Rio,5470-472 Sezelhe - Montalegre.”

 

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Atenção que os dados que ficam atrás (área, população, etc) são dados da União das Freguesias de Sezelhe e Covelães. Mas voltemos ao topónimo de Sezelhe com Z e Seselhe com S, se repararem nos sublinhados, no primeiro diz que os documentos conhecidos não autorizam a grafia com z, mas logo da primeira vez que a seguir a aldeia é referida, onde diz  “Orago: Santo André (Sezelhe)” a aldeia é grafada com o tal z não autorizado. Como costuma dizer o povo “ foge a boca para a verdade”, neste caso a escrita. Isto pode parecer um preciosismo meu, pois tanto nos faz que seja com S ou com Z, mas uma vez que na apresentação oficial da aldeia no sítio oficial do concelho na WEB e no livro (monografia) de Montalegre também se defende o S, penso eu que em tudo que é informação escrita e na página oficial do Município de Montalegre, deveria aparecer grafada com S, no entanto que por lá predomina é o Z, basta fazer uma pesquisa dentro da página ou no que consta nos mapas turísticos do concelho, e o Z é rei e senhor para SeZelhe.

 

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O mesmo acontece no livro Montalegre, onde por exemplo na pág. 48 aparece “Vila da Ponte, Negrões, Meixedo, Sabuzedo, Santa Marinha, Santo André, Penedones, Antigo de Serraquinhos, Sezelhe, Travasços do Rio, Vila da Ponte, Bustelo e Parafita!” e a seguir na pág. 145 aparece: “Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever.” Resumindo, como costuma dizer o povo “A letra não condiz com a careta”.

 

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E quanto à localização de Sezelhe, o que temos a dizer? – Pois é simples, já atrás dissemos que fica no vale do Rio Cávado, na sua margem direita, a jusante do Cávado/Montalegre, junto a uma das seis albufeiras de Montalegre, a do Alto Cávado, ou Sezelhe, na única estrada  (M308) que sai de Montalegre ao longo do Cávado, a aproximadamente 7 km a poente da Vila de Montalegre. Mas para ser mais exato aqui ficam as coordenadas seguida da nosso habitual localização no nosso mapa:

 Coordenadas GPS
  - DD.DDDDDº:  41.81149º  -7.874487º
  - DDº MM.MMM':  N 41° 48.689'  W 7° 52.469'
  - DDº MM' SS":  N 41° 48' 41"  W 7° 52' 28"

 

mapa-sezelhe-web.jpg

 

Nos registos paroquiais portugueses para a genealogia, a respeito de Sezelhe,  encontrámos o seguinte:

"1808

HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR

Segundo a estatística parochial de 1862, Sezelhe esteve anexa à reitoria de Santa Maria da Vila de Montalegre, sendo da apresentação do reitor desta. 

Uma vez reitoria independente, esteve-lhe anexa a freguesia de São Martinho de Travancas do Rio. 

Freguesia do concelho de Montalegre composta pelos lugares de Sezelhe e Travassos. 

A paróquia de Sezelhe pertence ao arciprestado de Montalegre e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Santo André."

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Num outro sítio da WEB, e respeitante à igreja da aldeia, encontrámos o seguinte:

“Este Templo religioso é o mais representativo elemento da aldeia. De planta longitudinal e de uma única nave rectangular com a torre sineira encimada do portal. Ao contrário dos outros Templos das aldeias vizinhas, este sofreu uma restauração.

E como esta aldeia não foge à regra, também sofre de quase abandono, com os seus poucos habitantes, sendo escassa a passagem de visitantes, mesmo estando situada no Parque Nacional Peneda-Gerês.

Situados no lado sul da Igreja de Sezelhe, cada um foi totalmente esculpido num único bloco de granito, apresentando um formato antropomórfico.

Medem um metro e setenta e cinco e um metro e oitenta centímetros, respectivamente, estando um deles fracturado nos pés enquanto o outro está intacto.”

 

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Também na WEB encontrámos em notícias várias referência a um achado arqueológico que reproduzimos a seguir, contudo não encontrámos quaisquer referência as conclusões ou importância dos achados e se as escavações foram ou não concluídas. Mas fica a notícia datada de 3.jul.2016:

 

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“Uma equipa de arqueólogos, chefiada pela barrosã Carla Cascais, acredita que estamos perante um achado arqueológico romano na aldeia de Sezelhe, concelho de Montalegre. Os indícios, descritos ao longo do tempo pelo povo, despertaram uma curiosidade agora confirmada. O próximo passo, garante a autarquia, é estudar o melhor caminho que preserve este «documento expressivo da história do concelho».

Um terreno particular agrícola da aldeia de Sezelhe, concelho de Montalegre, escondia até há poucos dias um conjunto de vestígios romanos. O povo há muito que dizia que no lugar da “horta do padre” havia mais que terra. De quando em vez, apareciam telhas diferentes. O coro de vozes subiu de tom até chegar à Câmara de Montalegre. Esta contratou uma equipa de arqueólogos, liderada por Carla Cascais, para tirar a poeira à dúvida. Bastou um primeiro contacto, confessa a arqueóloga: «Não me surpreendeu o que encontrei, porque na primeira vez vi logo que havia aqui alguma coisa que indiciava vestígios. Agora concluímos que é verdade. O próprio caminho que está junto do terreno indicia ligações com outros sítios similares, ou até maiores, como é exemplo o castro de Frades».

A cronologia arqueológica aponta para o tempo romano, explica Carla Cascais: «Logo que fiz a primeira visita ao local, confirmei que se tratavam de telhas romanas. Resolvemos fazer uma sondagem de avaliação. O facto é que os vestígios estão cá. Aparecem estruturas, alguns pisos e muros». Uma doce constatação que empolga o trabalho. Todavia, a bola está do lado de quem decide: «O próximo passo não depende de mim. Vamos ver se a autarquia pretende que se invista um pouco mais. Quando falo em investir, falo em conhecimento. A ver se podemos alargar esta escavação para tentar perceber o que realmente aqui temos».”

 

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Nas nossas pesquisas encontrámos também a referência a alojamentos em Turismo Rural, duas casas dedicadas a esse fim: A Casa Entre-Palheiros e a Casa do Canastro. Fica apenas a referência, pois os mencionado alojamentos escaparam às nossas objetivas.

 

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E para finalizar descobrimos um Ilustre Transmontano de Sezelhe, António Dias Vieira, com a referência a um livro que publico intitulado "Histórias da Breca". Trata-se da sua mais recente publicação, um conjunto de contos de humor, a maioria relacionados com a região e as vivências passadas. António Dias Vieira que consta também no Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, de Barroso da Fonte,  com o seguinte texto:

 

“casado com Berta de Castro Pinto Dias Vieira, tem uma filha Ana Judite. Filho de Paulino Ernesto Fernandes Vieira e Ana Amélia Dias. Nasceu em Sezelhe Montalegre em 5 de Abril de 1944. Frequentou o seminário de Vila Real, onde concluiu o 8.° ano. Incorporado na Escola Prática de Infantaria, em Mafra, a 11 de Janeiro de 1996, ingressou como tenente na Guarda Nacional Republicana em 16 de Novembro de 1970. Comandou a Secção da GNR de Miranda do Douro de 20 de Janeiro de 1971 a 11 de Março de 1973. Chamado para o curso de Capitães embarcou para a Guiné. em 4 de Maio de 1974. onde lhe foi entregue o Comando da 3.a Companhia do Batalhão de Artilharia n.° 6523/73. Regressado da Guiné reingressou na GNR, em 4 de Dezembro de 1974. Comandou a Companhia de Santa Bárbara, a de Bragança desde 4 de Abril de 1975 a 31 de Março de 1979, a de Vila Real de 1 de Abril de 1979 a 30 de Junho de 1992. No ano lecti, o de 1987/88 frequentou no Instituto de Altos Estudos Militares o Curso para Oficiais Superior, sendo Promovido a Major em 1 de Julho de 1988 e a Tenente Coronel a 1 de Julho de 1992. Como Tenente Coronel chefiou, durante 1 ano, a Secção de Operações. Informações e Instrução da Brigada Territorial n.° 2 em Lisboa: comandou durante pouco mais de um ano o Agrupamento de Bela Vista no Porto: instalou o Agrupamento de Penafiel que Comandou até 4 de Fevereiro de 1996. Desde 5 de Fevereiro do mesmo ano exerce as funções de Segundo Comandante da Brigada Territorial n.º 4 da Guarda Nacional Republicana. no Porto. No campo militar foi louvado 4 vezes pelo General Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana e uma vez pelo Comandante de Brigada Territorial. Condecorado com a medalha de Assiduidade de Segurança Pública; Medalha de mérito de Segurança e Medalha de Comportamento Exemplar, grau prata. No campo literário tem colaborado em vários jornais regionais. Ganhou o primeiro prémio nos Jogos Florais de Chaves em 1970 em Reportagem Regionalista, com o trabalho "A CHEGA" e o 2.° prémio nos Jogos Florais de Chaves, em 1971 em Estudo com o trabalho "Miranda Cidade histórica". Tem vários contos publicados em jornais regionais, um estudo sobre a Cabra Selvagem do Gerez e outro sobre Os Foragidos Espanhóis da Guerra Civil em Trás os Montes que mereceu do Adido Militar da Embaixada de Espanha, Tenente Coronel Pedro Ruiz Del Castilho Y Navascues o seguinte comentário: "Exmo. Sr. Tem Coronel Inf.a A.F Dias Vieira Meu caro e respeitado T. Cor: Leio no n.°3 da Revista da GNR o seu interessante artigo "A GNR e os foragido Espanhóis da Guerra Civil em Trás os Montes", e é com muita satisfação que o felicito pelo seu conteúdo e a forma de encarar e demonstrar a realidade histórica". No campo social é sócio fundador do Lions Clube de Vila Real de que foi presidente, por três vezes, tendo lhe sido atribuída, em dois anos consecutivos, a medalha de Presidente 100%. Foi ainda Presidente de Divisão do Distrito de Lion 115, durante dois anos tendo lhe sido atribuídas as medalhas de Zone Chairman e Key Member. É sócio fundador da Casa do Concelho de Montalegre, em Lisboa e fundador da Associação de Antigos Alunos do Seminário de Vila Real. É o l.° Presidente eleito da Direcção. Em 1992, foi lhe concedida a medalha de prata do Município, pela Câmara Municipal de Montalegre.”

 

1600-sezelhe (13)

 

E ficamos por aqui com as habituais referências às nossas consultas e links para as anteriores abordagens ao Barroso de Montalegre.

 

 

Sitíos na WEB

 

http://www.cm-montalegre.pt/

http://tombo.pt/f/mtr30

https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-vila-real/c-montalegre/sezelhe

http://diarioatual.com/montalegre-achado-romano-em-sezelhe/

 

Bibliografia

 

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:16
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Domingo, 19 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Negrões

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montalegre (549)

 

Vamos lá então mais uma vez até ao Barroso que fica aqui tão perto. Hoje toca a vez a Negrões que embora só hoje chegue aqui o seu post, já passou por aqui noutras ocasiões e a respeito de outros assuntos, como por exemplo com o assunto Miguel Torga, que visitou esta aldeia pelo menos duas vezes, isto a julgar pelos registos nos seus diários, mas lá iremos.

 

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Transmontano de gema, nascido aqui, bem entalado entre os seus montes, desde criança que tinha a curiosidade de saber como era viver fora de tanto monte, como seria viver à beira mar, à beira de um lago, numa ilha. Esse viver, embora não fosse um sonho meu, deveria ter um certo fascínio e uma dose de encanto. Foi assim até que vi o mar e em breves períodos de verão por lá vivi um pouco, tal como foi assim quando durante um ano vivi numa ilha, ou seja, não se quebrou o encanto nem se perdeu o fascínio, mas viver lá ou cá, tanto faz, ao fim de um ou dois dias, passam a interessar mais a casa que nos serve de abrigo, as ruas e caminhos que têm de receber os nossos passos e as pessoas, principalmente aquelas que também nos servem de abrigo e se cruzam ou caminham ao nosso lado nas ruas e caminhos.

 

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Toda esta prosa do viver ao pé da imensidão da água vem a respeito de Negrões, pois vista ao longe parece viver intimamente ligada à albufeira do Alto Rabagão e à água que quase parece entrar-lhes pelas casas adentro, mas depois de se entrar na intimidade da aldeia, depressa se esquece a água e passa a ser uma aldeia como outra qualquer isolada no meio de qualquer montanha sem água por perto. As casas abrigo, as ruas, os largos, as pessoas e os animais é que fazem a vida da aldeia, a água ali mesmo ao lado, é como se estivesse lá por estar, quando muito, limita-lhes a liberdade de por ali não poderem caminhar ou cultivar os campos.

 

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Contudo, e sem que isto seja uma contradição ou desdizer aquilo que foi dito, torna-se fascinante e a aldeia tem o seu encanto vê-la assim arrumadinha ao lado do grande lago, entalada entre a água e a montanha, com as suas cores de amarelos, verdes, laranjas e vermelhos e contrastar com o azul do céu que a água também reflete ou o azul escuro das montanhas mais distantes, quase parece, ou melhor, é um dos versos desse poema que Torga intitulou de Reino Maravilhoso.

 

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E já que falamos de Torga vamos então ao que ele registou no seu diário, suponho que na primeira vez que visitou Negrões, em 28 de maio de 1955.  

 

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Negrões, Barroso, 28 de Maio de 1955

Por mais que tente, não consigo reduzir estas vidas de planalto a uma escala de valores comuns. Foge-me das duas mãos não sei que força incomensurável que, exactamente por ser assim, se alcandora nos olimpos possíveis do mundo. Nada existe aqui de notável a testemunhar uma actividade humana superior ou singular. Seres esquemáticos , num ambiente esquematizado. E, contudo, cada indivíduo parece trazer à sua volta um halo de intangibilidade divina.

Talvez seja a própria pobreza do meio que, despindo-os de todo o acessório, lhe evidencie a essência. E a nossa perturbação diante deles seria a perplexidade de pobres Adões cobertos de folhas diante de irmãos que permanecem nus.

Miguel Torga, In Diário VII

 

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Entremos então em Negrões, que vista ao longe é uma coisa e na sua intimidade é outra, e não muito diferente das restantes aldeias do Barroso, principalmente das aldeias do Alto Barroso, das aldeias da Chã que estão do outro lado da albufeira ou das aldeias da proximidade do Larouco. Serra do Larouco que desde Negrões mostra a sua imponência, lá ao fundo, a Norte, já a confundir-se com o azul do horizonte que não é mais que céu galego. Na realidade, hoje Negrões está nas faldas da  Serra do Barroso, ao nível do grande planalto que aí começa e só termina, precisamente, na Serra do Larouco. E disse que hoje Negrões está nas faldas da Serra do Barroso, pois penso que nem sempre foi assim, pelo menos antes de 1964, ano da construção da Barragem, a Serra descia até aquilo que hoje é o fundo da barragem.

 

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Voltemos a Negrões e a Miguel Torga, com mais um registo do seu diário, ao qual suponho ter tido a influência da sua companhia de então e talvez as obras da própria barragem não seja alheias ao desabafo, mas isto sou apenas eu a supor, mas seja como for, as palavras de Torga continuam atuais e eu assino por baixo…

 

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Negrões, Barroso, 24 de Setembro de 1960

Tanto monta ser aqui, como no Terreiro do Paço. Ouvir um político, é ouvir um papagaio insincero.

Miguel Torga, in Diário IX

 

mapa-negroes.jpg

 

Vamos à localização, que tal como já dissemos atrás, Negrões, situa-se junto à barragem dos Pisões ou Alto Rabagão, bem juntinha a ela, mais precisamente nestas coordenadas: 41º 24’ 27,55” N e 7º 47’ 02,26” O. Como sabem, e se não sabem ficam a saber, a E.N. 103 passa junto à barragem, mais ou menos a fazer as curvas das curvas da sua margem. Pois Negrões fica na outra margem, precisamente na margem oposta à estrada nacional, mas é a partir desta que se pode chegar até à nossa aldeia de hoje. Se for desde Chaves em direção a Braga, logo a seguir ao Barracão, no cruzamento da Aldeia Nova do Barroso, em vez de entrar para esta, vira para o lado oposto, ou seja, vira à esquerda, deixando a estrada Nacional, depois passa Criande, depois ao lado de Morgade e continua em frente que a próxima aldeia é Negrões, mais ou menos a meio da Barragem. Se vier de Braga, entra logo no paredão da barragem e quase logo a seguir ao paredão, vira à esquerda e logo a seguir a Vilarinho de Negrões, vem Negrões. Quanto à altitude, como é hábito em terras barrosas, são terras altas, Negrões está próxima dos 900 m de altitude. Para melhor localização, fica o nosso habitual mapa.

 

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Ainda antes de passarmos àquilo que encontrámos nas nossas pesquisas, vamos às nossas impressões pessoais sobre Negrões. Como já atrás dissemos, a sua localização em relação à barragem, uma península, dá-lhe um encanto singular, quase tanto como o da aldeia vizinha de Vilarinho de Negrões, mas infelizmente Negrões não está tão bem localizada para posar e brilhar tanto em fotografia. Já dentro da aldeia, para além do casario típico barrosão, que ainda vai existindo com alguma integridade, temos a realçar duas construções, o forno do povo, este muito bem localizado para a fotografia e em bom estado de conservação, para além de ser um dos fornos típicos do Alto Barroso, com cobertura em lajes de granito. A outra construção é a Igreja, com torre sineira separada da restante construção, e digna de ser apreciada, pelo menos no exterior, pois quanto ao interior nada sabemos, mas pela certa será igualmente interessante.

 

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Ainda dentro das impressões pessoais, atraiu-nos uma ave-chaminé em particular, pelo seu design, que quisemos ver repetida numa imagem real de um passarinho, suponho que uma arvéolas (motacillae) no caso a arvéola branca ( motacilla alba). Quem acompanha o blog ficará admirado por eu reconhecer a ave e conhecer a espécie, principalmente depois de há dois ou três dia atrás não ter reconhecido um tentilhão, mas nem há como consultar quem sabe da coisa para termos certezas. Já quanto à espécie de aves que ficam a seguir, essas conheço-a bem, e no prato ainda melhor, principalmente se forem como estas, ou este (o galo), caseirinhos como mandam as regras das boas iguarias da nossa região, hoje um privilégio que poucos avezam.

 

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Agora mais alguns dados sobre a aldeia resultantes das nossas pesquisas, por exemplo no Arquivo Distrital de Vila Real encontrámos o seguinte:

“Negrões foi curato anexo à freguesia de São Vicente da Chã, no termo de Montalegre. 

Formou uma comenda com São Vicente da Chã que inicialmente pertenceu aos templários e depois ao convento de Santa Clara de Vila do Conde. 

Em 1839 aparece na comarca de Chaves e, em 1852, na de Montalegre. 

Freguesia do concelho de Montalegre composta pelos lugares de Lamachã,. Negrões e Vilarinho. 

A paróquia de Negrões pertence ao arciprestado de Montalegre e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Santa Maria Madalena.”

 

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 Vistas desde Negrões com a Serra do Larouco ao fundo

 

Num outro documento cuja autoria penso ser do Padre Lourenço Fontes, intitulado “Alguns Roteiros Turísticos a partir de Mourilhe Hotel Rural”, encontrámos o seguinte:

“Negrões, (S. Maria Madalena) terra que mereceu de fotógrafos franceses dois belos livros a preto e branco, junto com Vilarinho bebem e espelham-se com suas casas negras de granito nas águas límpidas e mansas do Rabagão em presa. Muitos canastros esguios, alguns sem cobertura adornam as eiras de pedra, e os milharais. Toda a margem do lago une as aldeias desde Pisões, com paisagens relaxantes, convidando a parar para saborear. O forno do povo de Negrões, inactivo como todos, coberto em granito é um monumento a contrastar com poucas casas brancas, que prendem fotógrafos do branco e negro, devoradores de cenários raros que a terra negra lhes oferece. A igreja paroquial, torre e adro valem pela estatuária bem conservada. Zona de caça turística e a situação encantadora destas aldeias são no Verão e Inverno motivos fortes para estas aldeias não morrerem, mas terem um crescimento ordenado a um turismo aberto, e de qualidade. Lamachã mais na serra , nos limites do concelho, mas no centro de Barroso Montalegrense e de Boticas, concentra numa rua algumas famílias a viver da pecuária e agricultura, tem um castro ainda com ruinas bem à vista.”

 

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No livro Montalegre, de José Dias Baptista, sobre Negrões e freguesia, encontrámos o seguinte:

 

“Também esta freguesia integrou a Comenda da Chã às Clarissas de Vila do Conde, pelo rei de D. Dinis.

Em 1862, nasceu em Vilarinho de Negrões, Domingos Pereira. Ordenado padre e já abade de Refojos (Cabeceiras) contra vontade de seu tio, o também padre João Albino Carreira, filiado no Partido Regenerador, filiou-se no Partido Progressista. Fiel ao seu credo partidário, tornou-se amigo íntimo de Paiva Couceiro e recusou aderir à República em 1910. Perseguido, como os outros chefes monárquicos, após a estrondosa derrota, no espaldão da carreira de tiro, em Chaves, foi condenado a 20 anos de penitenciária. Conseguiu colocar no Brasil os seus “soldados, na ordem de alguns milhares” e regressou a Espanha e à sua actividade conspiratória. Conspirou a vida inteira. Depois da amnistia de Sidónio Pais, teve acções preponderantes na proclamação da “Monarquia do Norte”, em 1919, participando nos combates de Cabeceiras, Mirandela e Vila Real.”

 

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E continua:

“Restaurada a República exilou-se em Espanha e foi condenado à revelia a 20 anos de prisão maior. Excluído, como Paiva Couceiro, da amnistia concedida aos monárquicos, regressou em segredo, em 1926, a Cabeceiras, onde viveu até 1942. Por falar em condenações, é de lembrar a condenação de José Pereira, de Lamachã, em 1947, a 29 anos e meio de cadeia “acusado de ser o autor moral” dum crime que de certeza não cometeu. Eram assim os tribunais e juízes fascistas. Esta freguesia (e a maior parte de Barroso) ganhou direito à imortalidade através da documentação fotográfica “La Mémoire Blanche” de autores estrangeiros.”

 

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Como filhos da terra temos  António Carneiro Chaves que nasceu na aldeia de Negrões,  em 1943. Licenciou-se em Economia, no Instituto Superior de Economia de Lisboa, e obteve o grau de mestre em Economia Europeia no Instituto de Estudos Europeus da Universidade Livre de Bruxelas.

Foi correspondente da RTP e do semanário O Jornal, e colaborador de outros órgãos, durante a sua permanência na Bélgica.


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António Carneiro Chaves foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura e bolseiro do governo belga e da Gulbenkian para a especialização em Economia Europeia.

Enquanto Quadro Superior do Instituto do Comércio Externo de Portugal, foi responsável pelo acompanhamento da conjuntura económica nacional e internacional e do sistema monetário internacional, tendo publicado vários estudos na imprensa especializada.

Foi docente do ensino superior na área de Gestão e Marketing Internacional durante mais de duas décadas e trabalhou como consultor com as mais destacadas empresas de serviços na área de gestão e formação de gestores, diretores e quadros superiores de empresas.

 

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E por hoje com a aldeia de Negrões, vai sendo tudo. No próximo domingo cá traremos mais uma aldeia do Barroso de Montalegre.

 

Por hoje só nos restam mesmo as referências à feitura deste post, bem como os habituais links para posts anteriores com aldeias e temas do Barroso.

 

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Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sitíos na WEB

http://digitarq.advrl.arquivos.pt/details?id=1066306

http://ultramar.terraweb.biz/06livros_AntonioCarneiroChaves.htm

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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Domingo, 5 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Bustelo

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Nem sempre se tem a sorte de abordar uma aldeia em que antes de entrar na sua intimidade já temos uma ideia daquilo que ela é. Não por termos um conhecimento prévio dela, mas porque antes de entrarmos nela, ela faz-se anunciar pelo seu conjunto, ou seja, pelas vistas que ela oferece dada a sua localização.

 

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Mas claro que uma coisa é vê-la a uma certa distância e outra é entrar na sua intimidade, é que às vezes as aparências enganam, mas não é o caso, pois se ao longe se apresentava como uma aldeia interessante, na sua intimidade o interesse aumenta, não só pelo interesse arquitetónico daquilo que esperamos encontrar, ou seja o casario típico transmontano e barrosão de preferência sem grandes atentados de intervenções recentes sem respeito pelo que as rodeia, mas também interessantes pelo fator humano.

 

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Claro que o fator humano barrosão ou o povo barrosão tem uma identidade própria, e queremos acreditar nisso, porque sabemos que é verdade por um conjunto de características que são únicas nos barrosões, nem que seja e apenas no seu telúrico modus vivendi, que os torna rijos e resistentes, no seu geral, mas que em cada aldeia tem uma identidade própria dentro da identidade barrosã. Quero com isto dizer que sim, no Barroso são todos barrosões mas cada aldeia é uma aldeia com a sua identidade e pela experiência das nossas incursões no Barroso umas são mais hospitaleiras que outras e esta nossa aldeia de hoje, agradou-nos na sua maneira de receber.

 

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O discurso do parágrafo anterior surge, e reforçado,  na sequência de um episódio pelo qual passámos numa das aldeias vizinhas de uma freguesia vizinha, não muito agradável, que se passou imediatamente antes da nossa entrada em Bustelo, mas sempre que isso nos acontece, raramente, vem-me sempre à lembrança uma passagem dos Diários de Torga, precisamente em terras do Barroso:Entro nestas aldeias sagradas a tremer de vergonha. Não por mim, que venho cheio de boas intenções, mas por uma civilização de má-fé que nem ao menos lhe dá a simples proteção de as respeitar.”. Isto porque nunca sabemos quem lá esteve antes de nós, porque da nossa parte, entramos sempre com respeito e de boa fé.

 

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Um episódio que queremos esquecido e que e receção de Bustelo ajudou a esquecer e que nada tem a ver com Bustelo, por isso vamos até à nossa aldeia de hoje, começando pela sua localização. Desde já, isto para o pessoal de Chaves, esta aldeia dé pelo topónimo de Bustelo, mas é do concelho de Montalegre, e não a nossa aldeia de Bustelo, que por acaso fica a caminho de Montalegre, mas mais à frente há um episódio em que faremos disso.

 

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A melhor maneira de localizar Bustelo do concelho de Montalegre é talvez dizer que fica entre as Barragens dos Pisões (ou Rabagão) e a barragem de Paradela, ou seja, entre o Rio Rabagão e o Rio Cávado, ou alargando mais um poucochinho, entre a Serra de Barroso e a Serra do Gerês, mas acreditem, que embora seja a melhor maneira de a localizar, não é a melhor maneira de se dar com ela, isto para quem vai de Chaves, pois o melhor mesmo é ter a estrada nacional 103 como referência e um pouco antes de chegarmos à aldeia dos Pisões de virar para o paredão da barragem, seguir a placa de Fervidelas, que logo a seguir é Bustelo.

 

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Se passar o desvio para Fervidelas, então deixe andar mais um pouco, sempre pela Nacional 103 e quando chegar ao desvio de Vila da Ponte, entre na aldeia, atravesse-a e siga em frente, que a próxima aldeia é Bustelo. Já agora Bustelo pertence à freguesia de Vila da Ponte, mas não é a aldeia que tem mais próxima, pois as aldeias de Fervidelas, de Lamas, de Friães e até a dos Pisões são mais próximas de Bustelo. Claro que estamos a falar de distâncias muito pequenas, porque afinal de contas entre Vila da Ponte e Bustelo não chega aos 3 km de distância.

 

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Coordenadas de Bustelo: 41º 44’ 35,98” N e 7º 53’ 55,79” O. Atitude: entre os 930 e os 960m. A aldeia desenvolve-se ao longo da sua Rua Central e é rodeada de terras de cultivo em planalto. E depois disto, para melhor localização, fica o nosso mapa.

 

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Quanto às nossas habituais pesquisas encontrámos no Livro Montalegre para além da referência à existência de um cruzeiro e alminhas encontrámos o seguinte: “Há muitas sepulturas líticas móveis, talvez os monumentos mais antigos, e sepulturas fixas. Das móveis temos exemplos em Bobadela, Sapiãos, Bustelo (Vila da Ponte), Tourém, Pitões, Santo Adrião (Montalegre) e, sobretudo, os enigmáticos arcões graníticos de Salto, a merecerem um estudo mais atento.

 

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Num outro documento a que tivemos acesso de autoria de José Pedro Oliveira Henriques Costa, sobre “Povoamento e organização do território na Proto-História entre as Serras do Gerês, do Barroso e da Cabreira: o caso do Baixo Rabagão” temos a referência que a 500 metros da aldeia teria existido um castelo, Castelo da Lomba, Monte do Castelo. No mesmo documento refere-se: “Informação prestada pelo Sr. Manuel do lugar de Bustelo. A Sul deste povoado existiria ainda a Mina dos Moiros, que supostamente guardava tesouros escondidos e terá levado muitos rapazes, durante a mocidade do Sr. munidos de enxadas e picaretas, sem êxito à procura do referido tesouro.”. Pela indicações do documento, conseguimos localizar o local (do castelo), mas aquilo é coisa para entendidos da arqueologia, pois os nossos olhos leigos nada viram no local.

 

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Por último, na WEB, encontrámos outra referência a Bustelo/Montalegre, mais propriamente uma notícia de Margarida Luzio, no Jornal de Notícias de 22/9/2009. Ora acontece que este Bustelo da notícia é a aldeia de Bustelo do concelho de Chaves, mas a notícia, baseada em promessa de políticos, não deixa de ser interessante e pressuposto interesse para todos nós flavienses e barrosões, isto se considerarmos que desde a data da notícia até hoje já passaram 8 anos. Mas já lá vamos.

 

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Pois aqui fica a referida notícia, só o mais importante, mas se quiser ter acesso à notícia toda, basta seguir o link no final do post:

 “A estrada entre Chaves e Montalegre vai sofrer uma profunda intervenção. Além de encurtar distâncias entre os dois municípios, a obra, no valor estimado de seis milhões de euros, vai aproximar os barrosões da auto-estrada.

Já foi adjudicada e deverá começar dentro de poucas semanas aquela que será a primeira intervenção da profunda requalificação de que vai ser alvo a estrada municipal entre Chaves e Montalegre, uma velha aspiração das populações de ambos os municípios, que vão arrancar com a obra em conjunto.

Em causa está a construção da Ponte da Assureira, uma intervenção no valor de 450 mil euros, e que faz parte do único troço novo a construir no âmbito do projecto de requalificação da estrada do lado de Montalegre. A ponte demorará seis meses a ser feita. Mas a restante parte da estrada, que sofrerá obras de rectificação e consolidação nos locais onde se encontra mais degradada, não tem ainda calendarização, visto que irá ser feita à medida das possibilidades dos dois municípios. (…) a nova via iniciar-se-á na localidade de Solveira (Montalegre),e prolonga-se até Soutelinho da Raia (Chaves).”

 

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E continua a notícia:  

“No concelho de Chaves estão igualmente previstas obras de melhoramento e ainda a construção de um troço novo, uma variante por Bustelo, que irá substituir um percurso com uma série de curvas, que eram vistas como uma espécie de calvário pelos condutores.

De acordo com o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, a autarquia vai aproveitar a obra para construir uma espécie de passeio para os muitos peregrinos que utilizam a actual via, sem quaisquer condições de segurança, para aceder ao Santuário de São Caetano (…)No entanto, para já, as duas Câmaras só têm assegurada comparticipação financeira para a construção da Ponte da Assureira, (…)As restantes obras terão que ser financiadas por cada um dos municípios.

O presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, já admitiu que a falta de financiamento não é problema. "Já arrisquei com obras mais complicadas para as quais depois se conseguiu o dinheiro", disse. De resto, Montalegre será o concelho que mais beneficiará com a obra, uma vez que, desta forma, ficará também muito mais perto da A24.”

 

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Pois, como diz o povo “de boas intenções está o inferno cheio”, mas diga-se a verdade, a referida Ponte da Assureira já foi construída há uns anos, mas está lá, sozinha no meio do monte, sem estrada de acesso a ela, de ambos os lados, e sem estrada, sejamos sinceros, aquela ponte é uma anedota. Agora sem dúvida alguma que uma ligação com o mínimo de decência entre Chaves e Montalegre é de extrema importância para ambos os concelhos e ambos lucram com essa ligação, por isso Srs. Presidentes de Câmara, não os que prometeram, que esses já lá vão, mas os que herdaram a promessa, olhem para essa ligação como um investimento e não uma despesa. E tenho dito, com as devidas desculpas para Bustelo de Montalegre por lhe roubar o seu espaço neste blog com coisas que não lhe dizem direito, pois no caso até pouco beneficiarão com a dita ligação, pois suponho que as suas ligações a Chaves são feitas pela Nacional 103.

 

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Pois voltando a Bustelo da freguesia de Vila da Ponte, do concelho de Montalegre. Já falámos da simpatia da receção, mas falta falar da vida da aldeia, pois é uma das que a tem. Está certo que também é mais uma das aldeias que sofre do habitual despovoamento e envelhecimento da população, mas suponho que dada a riqueza da terra fértil que rodeia a aldeia, ainda vai mantendo alguns resistentes, que vão dando alguma vida à aldeia, pelo menos no dia em que lá fomos, assim era, uma aldeia com vida, gente e animais na rua.

 

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Quanto à aldeia, já tivemos oportunidade de dizer que nos agradou. Ao longe, pelo menos de três pontos distintos, vê-se arrumadinha e juntinha. Entrando nela, verificámos que se desenvolve ao longo da Rua Central, com o cruzeiro e alminhas no largo de entrada e a capela quase no final da Rua. Pelo caminho muita casa típica de pedra à vista, algumas ainda  com a estrutura de pedra nos telhado de suporte ao colmo de outrora, hoje substituído por telha. Também são visíveis alguns canastros o que vem confirmar que estamos em aldeia de terras férteis, hoje, suponho, que de apoio à criação de gado bovino, aquele que também vai tornando o Barroso famoso pela qualidade da carne que chega aos talhos e a algumas das mesas, que, para quem é apreciador, nota logo a diferença.

 

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E é tudo, mais uma vez com as devidas desculpas para Bustelo por alguns devaneios e desvios da aldeia. Tempo ainda para as habituais referências às nossas consultas e links às anteriores abordagens a aldeias, lugares e temas do Barroso.

 

Bibliografia

- “Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

-  “Povoamento e organização do território na Proto-História entre as Serras do Gerês, do Barroso e da Cabreira: o caso do Baixo Rabagão”, de José Pedro Oliveira Henriques Costa, Seminário de Projecto em Arqueologia  - Faculdade de Letras da Universidade do Porto  - Porto, 2006

 

WEB

http://www.jn.pt/local/noticias/vila-real/montalegre/interior/obras-na-estrada-aproximam-chaves-1368252.html

 

Links para nteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

O Barroso aqui tão perto... Zebral

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montalegre (549)

 

Vamos lá então até a aldeia barrosã que ontem deveria ter ficado aqui no blog, mas como não deu, fica hoje. Mais uma aldeia do Alto-Barroso, do concelho de Montalegre e que dá pelo nome de Zebral.

 

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Pois sem mais demoras passemos à sua localização. Já sabem que o nosso ponto de partida é sempre de Chaves. Para esta aldeia, tanto faz ir pela estrada municipal via Soutelinho da Raia, como tomar a nacional 103, em direção a Braga.

 

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Para o primeiro itinerário, via Soutelinho da Raia, logo a seguir à primeira aldeia do Concelho de Montalegre, Meixide, devemos tomar a estrada da esquerda e direção a Pedrário e Sarraquinhos. Nesta última abandonamos a estrada em que seguíamos e viramos à esquerda. Está por lá uma placa que indica Zebral que fica quase logo a seguir (2,2 Km).

 

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Se optarmos pela E.N.103, não há nada que enganar, é seguir estrada acima até chegar ao Barracão, aí abandona-se a E.N.103 e vira-se à direita, seguindo a placa de Vidoeiro, passada esta aldeia logo a seguir é Zebral. Do Barracão a Zebral são aproximadamente 4,2 Km.

 

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Claro para quem gosta de conhecer o nosso mundo rural e se quiser ir a Zebral, aproveite e vá deitando um olhinho às aldeias por onde passar, pois todas elas têm o seu encanto e embora muito parecidas, todas são diferentes.

 

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Mas para melhor localização fica de seguida o nosso mapa com a localização de Zebral, mas também ficam aqui as coordenadas da aldeia: 41º 47’ 22,24” N e 7º 41’ 01.24” O, pertence à freguesia de Sarraquinhos, concelho de Montalegre e situa-se entre os 880 e os 960 metros de altitude em pleno Alto-Barroso.

 

mapa-zebral.jpg

 

Ainda antes de entrarmos naquilo que descobrimos com as nossas pesquisas, vamos àquilo que registámos aquando da nossa visita à aldeia e às nossas impressões pessoais, mas também àquilo que nos foram contando, pois desta vez tivemos a sorte de um dos nossos companheiros dos cliques fotográficos, aliás habitual nestas nossas visitas ao Barroso, ter sido professor na aldeia.

 

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Claro que fizemos a visita com paragem obrigatória junto ao nº54 da aldeia, uma humilde construção que então servia de escola, com a curiosidade de ter a sorte de existirem Instalações Sanitárias, mas no Nº 63 da aldeia, que embora a distância dos números, ficavam mesmo do outro lado da rua. Contava-nos o nosso amigo Professor que quando lá chegou,  as instalações sanitárias já existiam, mas nunca tinham funcionado e a chave da mesma estava em Montalegre.

 

1600-zebral (42)

 

Convenhamos que não daria muito jeito que num aperto tivessem de ir a Montalegre buscar a chave, daí que o Professor solicitou por várias vezes à autarquia a “inauguração” das Instalações Sanitárias, até que um dia, um Vereador da Autarquia (hoje Presidente), de chave na mão, apresentou-se em Zebral, para conjuntamente com o Professor fazerem a inauguração das ditas cujas. Esqueci apurar que teria sido o primeiro utente de tão nobre infraestrutura.

 

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Com esta pequena história fica também uma homenagem ao Professor Primário em geral, hoje Professor do 1º Ciclo,  e às condições precárias que encontravam na maioria das aldeias onde tinham de lecionar,  sem materiais de apoio, ao frio ou calor, sem transportes, tendo de calcorrear, muitas das vezes, vários quilómetros a pé para poderem ensinar as crianças e levá-las, pelo menos, a fazer a 4ª classe. Se conseguirem imaginar estas condições tanto para professores como para alunos, comparando-as com as atuais, verão facilmente lhes poderíamos chamar heróis da educação. A homenagem é sincera, principalmente agora depois de conhecer muitas das nossas aldeias do interior e algumas dessas escolas sem o mínimo de condições. A única coisa boa era mesmo haver uma escola e crianças para ensinar, “coisas” que hoje rareiam nas nossas aldeias.  

 

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Pois quanto à aldeia, segundo as minha impressões pessoais, saí de lá com a sensação de existirem três núcleos habitacionais, dois deles mais antigos. O primeiro logo à entrada da aldeia com casario mais senhorial, de casas agrícolas mais ricas, uma delas com capela particular.

 

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Um segundo núcleo, o da aldeia propriamente dita, mais antiga e de construções mais concentradas e próximas da igreja.  Por último um terceiro núcleo no cimo da aldeia, constituído por construções mais recentes.

 

1600-zebral (27)

 

Quanto ao conjunto, agradou-nos aquilo que vimos, não só a aldeia e o seu casario mas também a envolvente, com terrenos cultivados e ainda alguma gente para os cultivar e pelo que tivemos oportunidade de ver e registar em imagem, pelo menos, por lá, ainda se cultivam batatas e milho.

 

1600-zebral (94)

 

Também registámos a simpatia das pessoas com quem tivemos oportunidade de conversar, que em Zebral foram conversas um pouco mais prolongadas, pois o antigo Professor da aldeia que nos acompanhava também ia querendo saber por onde andavam os seus alunos.

 

1600-zebral (67)

 

Quanto às nossas pesquisas, nos sítios do costume, pouco encontrámos, pelo menos que tivessem a ver diretamente com a aldeia. No livro “Montalegre”  de Zebral apenas consta o seu topónimo como pertença à freguesia de Sarraquinhos  e este pequeno apontamento: “Zebral (onde existia uma herdade do irmão do trovador João Baveca)”. Pelo menos deu para ficar a saber quem era o Baveca, e para aqueles que como eu não sabem quem ele era, aqui fica um breve apontamento sobre o trovador que encontrámos num sitio da WEB:

 

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“João Baveca, Trovador ou Jogral medieval, de nacionalidade incerta. Quase nada sabemos sobre este autor, a não ser os dados que podem ser inferidos a partir das suas cantigas. Assim, as referências que nelas faz ao segrel Bernal de Bonaval ou à soldadeira Maria Balteira, bem como as tenções com Pedro Amigo de Sevilha ou Pero d'Ambroa situam-no seguramente em Castela, no segundo terço do século XIII, nas cortes de Fernando III e Afonso X. 
A sua qualidade de jogral parece depreender-se do lugar que ocupa nos cancioneiros, onde está integrado no grupo de jograis galegos, e também da tenção que mantém com Pero d'Ambroa, da qual parece depreender-se que estaria ao serviço de algum trovador. No entanto, como Resende de Oliveira não deixa de referir, o Nobiliário do Conde D. Pedro menciona um Fernão Baveca (30BB5), segundo marido de D. Teresa Peres de Vide, sobrinha do trovador Fernão Fernandes Cogominho (e mesmo talvez por ele aludida numa sua composição), e seus filhos, Fernão e Afonso Baveca. O mesmo Fernão Baveca está igualmente documentado em Barroso, em meados do século XIII. Não sendo impossível que João Baveca pertencesse à mesma família, podendo, nesse caso, ser um cavaleiro português, faltam-nos dados para validar esta hipótese.  (Referências: Oliveira, António Resende de (1994), Depois do espectáculo trovadoresco. A estrutura dos cancioneiros peninsulares e as recolhas dos séculos XIII e XIV, Lisboa, Edições Colibri, p. 358.)"

 

1600-zebral (84)

 

Quem acompanha o blog já sabe que temos a noia de querer saber a origem das coisas, dos topónimos, por exemplo, e se não conseguimos saber, mandamos uns palpites, às vezes à toa, mas com algum sentido de até poder conter alguma verdade. Por exemplo para Zebral a primeira coisa que nos ocorre é qualquer coisa relacionado com zebras. Esta sem qualquer sentido, pois zebras em zebral só mesmo se pintarem um burro às ricas brancas e pretas. Mas se nos referirmos a Zebra como uma pedra que servia de peso e equivalia a uma arroba, aí já pode fazer algum sentido, mas também não me parece que o topónimo tenha essa origem, tanto mais que este topónimo é mais ou menos comum e até se repete noutras terras e paragens e até há teorias justificadas por entendidos para a sua origem, no geral, ou seja, sem ser para o caso deste Zebral do Barroso. Também chegámos a esta conclusão na WEB, num blog que trata destas coisas e que a seguir transcrevo:

 

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“Com o desenvolver da investigação que vou realizando sobre a toponímia de origem fenícia, cada vez mais me vou apercebendo da grande antiguidade de alguma dela. Já tinha reparado (e escrito) que entre os topónimos de muito grande antiguidade se podiam referir os da família de “zebro” e de “sobro” (por exemplo “zebral” e “sobral”) que têm origem no radical fenício "sbr", que significa "amontoar, fazer um monte". O nome deve ter sido usado em várias situações em que se criava um monte artificial, e não será necessário dizer que existe um número anormalmente grande de mamoas e antas em Portugal que estão em locais conhecidos como "Zebro", "Zebra", "Sobro", “Sobral”, “Zebral”, etc. Concluo daí que estes nomes foram criados na época em que as mamoas foram feitas, ou seja durante o Neolítico e Calcolítico. Por isso o nome se refere ao processo construtivo - "amontoar, fazer montes", e não à forma existente cuja origem se desconhece.”

 

1600-zebral (79)

 

E é tudo, por hoje, pois no próximo domingo cá estaremos outra vez com mais uma aldeia do Barroso de Montalegre. Restam as referências às nossas consultas bem como deixar os links para as anteriores abordagens às aldeias e temas do Barroso.

 

1600-zebral-cortico (11)

 

Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

WEB

http://cantigas.fcsh.unl.pt/autor.asp?pv=sim&cdaut=62

http://fernando-outroladodahistoria.blogspot.pt/2014/04/zebral-arca-orca-selada-soldo-e-anta.html

 

Links para nteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

 

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Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

O Barroso aqui tão perto... Corva

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montalegre (549)

 

Hoje vamos até Corva, mais uma aldeia da freguesia de Salto, do concelho de Montalegre.

 

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Depois de já ter percorrido todas as aldeias da freguesia de Salto e de algumas já terem passado aqui pelo blog, na caracterização da aldeia quase me apetecia dizer: Corva segue as características das restantes aldeias da freguesia. O que é verdade e talvez por isso, para além do território onde se insere, pertença à freguesia de Salto.

 

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Mas o que é que se pode entender por segue as mesmas características? – Pois, resumindo, é muito simples. É o Barroso onde a terra é fértil, a água abundante, o verde das pastagens predomina a par de alguma floresta autóctone,  numa notória transição para a paisagem minhota. Terras altas, na ordem dos 800 aos 1000 metros de altitude. Outrora terras de minas, hoje com a maioria da população a dedicar-se à agricultura e criação de gado, onde os bovinos fazem jus ao nome da raça – barrosã, aliás, dentro de todo o Barroso, é na freguesia de Salto que a raça barrosã abunda, ao contrário do restante Barroso onde esta raça é raro aparecer.

 

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Mas sejamos mais concretos em relação a Corva e passemos à sua localização, que para iniciar, tal como já o afirmámos, pertence à freguesia de Salto, distando desta localidade pouco mais de 1 quilómetro, localizando-se a SW da mesma. Em linha reta, fica a cerca de 30 quilómetros de Montalegre e apenas a cerca de 4 quilómetros do concelho de Vieira do Minho e a 3 do concelho de Cabeceiras de Basto. As suas coordenadas são: 41º 37’ 44,83”N e 7º 57’ 19,14”O, a rondar os 900 metros de altitude. Mas nem há como uma imagem de um mapa para melhor podermos localizar as localidades e como tal cá o habitual mapa com a localização da nossa aldeia de hoje.

 

mapa-corva.jpg

 

Nas pesquisas do costume pouco encontrei, apenas uma referência à Casa da Fonte, que aliás é assinalada em algumas placas turísticas da proximidade nas quais apurei que a Casa da Fonte é datada do século XVIII, foi construída por um pároco local, servindo de local de convívio entre padres até meados do século XIX, altura em que foi adquirida por um habitante de Corva, ex-emigrante no Brasil. Atualmente, a casa pertence ainda aos descendentes deste emigrante. É de facto uma casa que pelas suas características construtivas é digna de realce, construída em perpianho de granito à vista, com molduras em todos os vãos e remates salientes e cuidados das cornijas e cunhais, sobressaindo da construção uma imponente chaminé de uma beleza daquelas que já não se usam e que fazem jus à arte de cantaria.

 

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De salientar ainda que embora a Casa da Fonte seja a que mais se destaca na aldeia, há pelo menos mais três construções que também se destacam pelas suas dimensões e igualmente construídas em cantaria de granito.

 

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1600-art-74 (2-10-15)

 

Mas voltando às minhas pesquisas, encontrei também um blog (referenciado no final do post) onde num artigo se faz a “História Breve Da Freguesia De Salto” onde há alguma informação preciosa, pelo menos em relação de dados de algumas aldeias, como Corva, onde ficámos a saber ser uma das aldeias mais antigas da freguesia e de certa importância, pelo menos a jugar pelos dados como os Censos da população de 1530, ordenado por D.João III, indica que Corva tinha 10 moradores ou fogos, quando na mesma data Salto tinha 14 e Reboreda tinha 21.

 

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1600-corva (8)

 

No mesmo blog há ainda uma curiosidade a apontar e que tem a ver com «as aldeias “Dizimadas” – Madanelas, Casas da Lama da Póvoa, lugar de Oliveira, Cristelo da Seara» seguido do seguinte apontamento, que por outras razões hoje não nos é estranho: “As invasões de formigas e gafanhotos e as ameaças de lobos ou salteadores são invocadas para explicar o abandono de certos lugares: é impossível separar o real do lendário; por qualquer motivo (mortes, emigração), um povoado vai-se reduzindo, caindo as casas em ruínas, ficando apenas os velhos que não têm para onde ir, e com o falecimento dos últimos, de todo se extingue.”

 

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1600-art-10 (3)

 

E bem gostávamos de dizer mais alguma coisa sobre a aldeia, como por exemplo a origem do topónimo e outros dados, mas não os sabemos e não queremos inventar. Também quanto ao topónimo, que às vezes nos aventurámos a mandar uns palpites, hoje não o vamos fazer, tudo pelos significados que são associados ao vocábulo que pessoalmente penso a aldeia de Corva nada ter a ver,  e pela certa o topónimo terá outra qualquer origem. Assim ficamo-nos por aqui em palavras, mas como quisemos pelo menos ser mais generosos em imagens, hoje apresentamos duas seguidas para caberem todas. Espero que gostem.   

 

1600-corva (72)

1600-corva (46-55)

 

E no próximo domingo cá estaremos de novo com mais uma aldeia do Barroso, do concelho de Montalegre, que ainda não sabemos qual vai ser, mas uma será. E por agora é tudo e só resta mesmo deixar as habituais referências às nossas consultas e o link para as anteriores abordagens a terras e temas do Barroso.

 

1600-corva (59)

1600-corva (42)

 

 

Sítios da WEB consultados:

 http://norteportugues.blogspot.pt/

 

Anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:45
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

O Barroso aqui tão perto... Meixide

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montalegre (549)

 

Quando decidimos que esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto” iria ter uma regularidade semanal aqui no blog, começámos a trazer aqui as aldeias que ficam na ligação entre Chaves e Montalegre, via Soutelinho da Raia,  isto porque como essas aldeias nos calhavam num trajeto que fazíamos com frequência, já tínhamos muitas fotografias dessas aldeias e no entretanto das suas publicações, íamos fazendo a recolha das restantes aldeias do concelho de Montalegre.

 

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Contudo no trajeto de Chaves a Montalegre houve uma aldeia que foi sempre ficando para trás, e embora já tivéssemos publicado algumas imagens , nunca chegou a ter aqui o seu devido post, tudo pela sua proximidade de Chaves e de Soutelinho da Raia onde também vamos com frequência, ou seja, como ficava à mão e poderíamos fazer a recolha de imagens em qualquer momento, foi ficando para trás. Já compreenderam que se trata de Meixide.

 

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Pois hoje temos o post de Meixide, que embora a sua ausência por aqui,  diversas vezes já falámos da aldeia, tudo porque é nela que ao entrámos no Barroso de Montalegre temos de tomar a primeira grande decisão de continuar caminho via Vilar de Perdizes ou Via Pedrário, isto se o nosso destino for Montalegre, além Montalegre ou o Larouco. Pela minha parte, para que os dois itinerários não ficarem chateados comigo, umas vezes vou por um, outras vezes vou por outro e no regresso, geralmente, venho pelo outro, ou seja, se for por Vilar de Perdizes, venho por Pedrário, ou então o contrário, pois ambos os trajetos são interessantes e até muito diferentes.

 

1600-meixide (5).jpg

 

Já lá vai o tempo em que neste percurso até Montalegre se tinha de fazer passagem obrigatória pelo centro das aldeias. Com a construção das variantes às aldeias começámos a passar-lhes ao lado, ficando com uma ideia de como elas serão, mas sem nunca lhe conhecemos a sua intimidade. Vemos-lhes a aparência e quanto a isto há que ouvir o povo – As aparências enganam! E Meixide não é exceção.

 

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Pois a verdade é que Meixide é muito mais interessante do que aquilo que dela se vê ao longe ou na passagem. Realmente aqui a aparência engana e há mesmo que entrar na aldeia para realmente ficar a conhece-la e poder apreciá-la. Foi o que fizemos no passado dia 9 de dezembro quando propositadamente entrámos nela para fazer a devida recolha de imagens, que já sabíamos que nos iria surpreender, pois nas nossas deslocações ao Barroso, às vezes, fazíamos batota e abandonávamos a estrada para passar pelo centro da aldeia, mas sem parar e muito menos recolher imagens.

 

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Mas passemos à sua localização que para nós flavienses não é estranha, para outros poderá ser.  Tal como já atrás dissemos é uma aldeia que fica no limite do concelho de Montalegre na fronteira com o concelho de Chaves, mais propriamente a 1 quilómetro do concelho de Chaves e a 2,5 quilómetros da aldeia flaviense de Soutelinho da Raia, ambas já no planalto do Alto Barroso quase todo numa cota superior aos 900m de altitude. Quanto às coordenadas de Meixide são as seguintes: 41º 48’ 51,43” N  e  7º 35’ 47,78” O. Para ajudar fica o habitual mapa com a sua localização.

 

mapa-meixide.jpg

 

Para se apreciar a aldeia e quase todo o planalto do Alto Barroso a terminar na imponência da Serra do Larouco há que fazer uma paragem obrigatória mesmo na fronteira dos dois concelhos, ou um pouco antes, pois daí além de termos excelentes vistas dobre Soutelinho da Raia e sobre Meixide, também se obtém uma das vistas mais interessantes sobre a Serra do Larouco, mais ou menos como a que serve de cabeçalho a esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto”.

 

1600-meixide (52)

 

Quanto à aldeia e ao tipo de povoamento, tomando os dois tipos de povoamento básicos, podemos considerar Meixide como um povoamento nucleado, em que o povoamento assume mais ou menos uma forma circular, com várias ruas que partem de largos e cruzamentos principais, sendo este os seus núcleos. No caso desta aldeia existem pelo menos dois largos principais onde se concentram os equipamentos comuns a toda a aldeia. Um onde de encontra a Igreja e penso que a sede da Junta de Freguesia. O outro, mais amplo tem um cruzeiro, tanque e fonte comunitária e o forno do povo, e sem muito esforço, julgo ser este o largo principal da aldeia onde pela certa de comemoram as festas da aldeia.

 

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Fruto de serem construções mais recentes, a escola e o lavadouro público encontram-se na periferia da aldeia, por sinal ambos os equipamentos estão sem utilização, pelo menos os lavadouros, estes com localização infeliz e que contrariavam em tudo o seu lado social dos tanque de lavar mais antigos, todos nos centros (núcleos) das aldeias.

 

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E das nossas habituais pesquisas sobre a aldeia, desta vez encontrámos alguma coisa, tanto no livro de Montalegre de como no Jornal Notícias do Barroso, onde temos a referência da dois ilustres de Meixide. No Notícias de Barroso, infelizmente, é a notícia da morte de um deles, ainda jovem para morrer, que se fosse vivo, teria hoje 57 anos.

 

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Nos dados que a seguir ficam, retirados do livro Montalegre, há a referência à freguesia de Meixide, no entanto hoje Meixide já não é freguesia autónoma, pois com a infeliz reforma administrativa das freguesias de há anos, passou a fazer parte da União de freguesia de Vilar de Perdizes e Meixide.

 

Do livro Montalegre

Área: 11.4 Km²

Densidade populacional: 11.1 hab/Km²

População Presente: 122

Orago: Santa Maria

Pontos turísticos: Capela de N. Sra. da Azinheira

Lugares da freguesia: (1) Meixide

 

1600-meixide (104)

 

Pequena freguesia a nascente do concelho, na cota dos novecentos metros de altitude, domina os outeiros da raia seca com a Galiza na encosta sul do Larouco. Em inexorável agonia mas preserva ainda uma velha jóia: a capelinha da Nossa Senhora da Azinheira que já foi uma das sete senhoras do planalto Barrosão. Até que um dia se possa esclarecer todo o passo histórico, Meixide vai gozando a fama de ter sido berço do herói Diogo Peres, (da “Escaramuça dos Nus”)...o tal que derretendo aos calores do deserto marroquino, foi refrescar-se na ribeira com alguns mais cavaleiros. Surpreendidos por um troço do exército mouro, tomam as espadas e adargas, montam completamente nus os seus cavalos, mas bem vestidos de indomável valentia desbaratam e põem em fuga a cavalaria moura. Uma façanha limpinha protagonizada à moda barrosã.

 

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Do Notícias de Barroso de 18-05-2015 deixamos também aqui uma notícia de um ilustre da aldeia de Meixide, que tivemos o prazer de conhecer pessoalmente e também ele um habitué da cidade de Chaves.

 

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Faleceu o Dr João Sanches, de Meixide

 

De tão triste notícia somente tive conhecimento através do escrito do meu ilustre amigo, Dr. Manuel Verdelho, de Chaves, que os leitores deste jornal devem ler (Página 5) para ficar a conhecer um grande barrosão que tão cedo (aos 55 anos) nos deixou.

 

Teria eu muito que dizer sobre este amigo que se notabilizou nos domínios da cultura e deixou rastos indeléveis nas Academias por donde passou. Contudo, a síntese do Dr Verdelho, muito bem elaborada, não me deixa grande espaço para tal.

 

1600-meixide (100)

 

Sucintamente direi que o Sanches, como nós o tratávamos, era um indivíduo de uma inteligência fora do normal, de trato um tanto difícil, muitíssimo culto e politicamente um anarca ou tendencialmente um democrata cristão europeu. Tive com ele alguns desaguizados, mas, tempo passado, o mesmo Sanches não guardava rancores e sabia dar valor às pessoas e às coisas. Direi também que o concelho perdeu um grande SENHOR que muito tinha ainda para dar a Montalegre e à região transmontana.

 

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Choro a sua morte que me deixou ainda mais triste porque eu nem sequer sabia que ele estava enfermo. Pelas razões expostas, não o acompanhei à última morada, do que me penitencio. Mas, deixo aqui o meu testemunho sincero a expressar o meu profundo pesar, aproveitando para enviar à mãe e irmãos e demais familiares as minhas mais sentidas condolências.

 

Que o SANCHES descanse em paz!

 

Carvalho de Moura

 

1600-meixide (98)

 

João Domingos Gomes Sanches

 

Nasceu em Meixide, em 17 de Outubro de 1959. Licenciou-se em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Em 1990 obteve o diploma de Estudos Aprofundados (D.E.A.) na Escola dos Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris.

 

1600-meixide (58)

 

Em 1994 foi doutor pela Escola dos Altos Estudos em Ciências Sociais e em 1995 em Psicologia Social na Universidade do Minho, por equivalência do diploma francês.

 

Em 1983/87 foi Conselheiro de Orientação Escolar na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Até 1994 exerceu psicologia no âmbito privado. Entre 1988 e 1994 foi assistente de gestão e formação da empresa “Comunication Langues Recherche”. Entre 1992/93 coordenou o Projecto “Presenças Portuguesas em França”, organizado pelo Ministério da Cultura, Ministério da Pesquisa e do Espaço e pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, para além da embaixada de Portugal em Paris, a Universidade do Porto e a Universidade Aberta de Lisboa. Foi autor de vários estudos científicos, desde o relatório de estágio, a trabalhos diversos sobre a Comunidade Portuguesa. Publicou, em co-autoria com Lourenço Fontes, o Ensaio de Antropologia Médica: A medicina popular barrosã (Editorial Presença, Lisboa) e, em co-autoria com José Manuel Gonçalves dos Santos, a Memória de Meixide: estudo psico-antropológico da população de Meixide, desde 1783.

 

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Foi docente da Escola de Enfermagem Dr. Timóteo Montalvão Machado em Chaves no Núcleo de Estudos de População e Sociedade - NEPS (Psicologia e Antropologia) e da Universidade Lusófona (Psicologia, Área de Psicologia Social).

 

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João Sanches escreveu uma interessante obra sobre a «Serra dos Passos» com o apoio do seu grande amigo Prof. Luciano Prada, já falecido, e de Agripino Franqueiro, uma amante da serra e dos Passos."

 

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E para terminar ficam as referências às nossas consultas bem como os links para as anteriores abordagens ao Barroso.

 

Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sítios da WEB

  http://www.aoutravoz.info/home/images/2014/Jornais/Noticias_Barroso/nb471.pdf

 

Anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:28
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2017

O Barroso aqui tão perto... Vilaça

1600-vilaca (16)

montalegre (549)

 

Aos domingos já sabem que vamos até ao Barroso, para já o Barroso do concelho de Montalegre, para uma aldeia que pela sua localização junto ao Rio Cávado poderia ter o apelido de “do rio” no seu topónimo, mas é simplesmente Vilaça, é essa a nossa aldeia de hoje.

 

1600-vilaca (8)

 

Comecemos então pela sua localização, que em termos de coordenadas fica em 41º 47’ 17,02” N – 7º 54? 12.26” O, tal como já dissemos atrás junto ao Rio Cávado, a cerca de 700m, na sua margem esquerda, mesmo em frente a uma outra aldeia barrosã, Paredes do Rio, mas esta , localizada na margem direita do rio, entre as albufeiras de Sezelhe e Paradela e pertencente à União de Freguesias de Paradela, Contim e Fiães. Mas como já vem sendo habitual fica o nosso mapa com a localização.

 

vilaca.jpg

 

Quanto à aldeia segue as características das suas vizinhas, com alguma terra fértil nas suas imediações mas quase todas dedicadas a pastagens ou forragens, aliás é mais ou menos uma constante no concelho de Montalegre, onde a agricultura já é coisa de outros tempos, principalmente a da batata.

 

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A aldeia não é grande, mas também não é das mais pequenas, no entanto hoje grande em demasia para recolher os resistentes, ou seja mais do mesmo, despovoamento e envelhecimento da população, alias ate era escusado dizer isto, pois é uma constante a todas as aldeias do interior. Dizem por aí que o nosso Portugal é um país virado para o mar, e concordo plenamente, pois da maneira como somos esquecidos no interior e diria até que Portugal quase se limita a ser uma longa varanda ao longo do mar e como costuma dizer os mesmos de sempre, os tais de Lisboa, o resto é paisagem.

 

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Pois como dizia no parágrafo anterior era escusado estar sempre a falar do nosso despovoamento e envelhecimento da população, mas faço-o sempre como um lamento e que por cá resistimos mas não nos conformamos.

 

1600-vilaca (30)

 

E hoje somos obrigados a ser breves em palavras, por duas razões, primeiro porque o nosso tempo não abunda e segundo porque fizemos as pesquisas do costume nos sítios do costume e nada encontrámos sobre Vilaça a não ser alguns escritos que nos levam a uma dedução nossa, mas sem qualquer confirmação. Digamos que é apenas uma hipótese, na ausência de melhor. Refiro-me à origem do topónimo Vilaça.

 

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Pois quanto ao topónimo Vilaça,  não me parece ter origem no Vilaça dos Maias de Eça de Queirós nem tão-pouco na personagem das Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Aliás Vilaça é hoje um apelido comum em Portugal mas a sua origem é galega, vem de “villacis” ao que consta teria entrado em Portugal através de Hernande de Villacis tendo os primeiros Vilaças aparecido no Minho, sendo um sobrenome já antigo em Portugal, pois ao lado do príncipe Dom João nas batalhas contra o rei Dom Fernando de Castela já havia um comandante de sobrenome Vilaça. Ora pode estar aqui a origem da nossa aldeia de hoje ou seja, no tal Villacis galego, não ficasse a Galiza ali ao lado. Mas mais uma vez afirmo que isto são coisas minhas, pois não tenho nenhum documento que confirme a minha teoria.

 

1600-vilaca (24)

 

E para terminar ficam os habituais links para os posts anteriores com aldeias, lugares e temas do Barroso.

 

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Anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:50
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Domingo, 29 de Janeiro de 2017

O Barroso aqui tão perto...

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montalegre (549)

 

Como já bem sendo habitual, aos domingos, damos uma voltinha pelo Barroso, aqui tão perto. Hoje o nosso destino é a aldeia do Cortiço, da freguesia de Cervos,  ou seja, se a nossa também habitual partida for feita a partir de Chaves, é  primeira freguesia do Concelho de Montalegre se o abordarmos pela Estrada Nacional 103.

 

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Para quem gosta mais de abordar o Barroso via Soutelinho da Raia, também por aí se pode chegar ao Cortiço e com itinerário até bem mais interessante, havendo apenas a necessidade de ir com atenção às placas informativas  e tendo em conta que logo em Meixide terá de optar pelo desvio em direção a Pedrário, depois Sarraquinhos, Zebral e logo a seguir terá o Cortiço.

 

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Voltando à Nacional 103, se essa for a opção, não tem nada que enganar, pois chegando ao Barracão, abandona a EN 103, virando à direita.  Mas ficam as coordenadas do local: 41º 46’ 21.00” N  7º 42’ 11.85” O; tal como  fica o também já habitual mapa do concelho de Montalegre com a indicação.

 

mapa-cortico.jpg

 

Pois vamos então à aldeia do Cortiço que foi uma das aldeia que me trazia enganado. Esta coisa de andar à descoberta do Barroso já não é de hoje. Já há uns anos que quando tinha um dia livre, às vezes, aproveitava-o para ir por lá à caça de algumas imagens e à descoberta de algumas aldeias. Nessa altura ainda sem o objetivo de as trazer aqui ao blog e portanto sem fazer um levantamento fotográfico mais completo de cada aldeia, ou seja, apenas fotografava aquilo que mais me chamava a atenção e nem sequer me preocupava com o entrar na intimidade das aldeias. Ia de passagem e passava,  ficando apenas com uma ideia breve da aldeia, e confesso, que essa ideia breve não era lá muito abonatória para o Cortiço, pois o que via de passagem, nas primeiras vezes nem sequer me motivou a fazer uma paragem.

 

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E foi com essa ideia breve das anteriores passagens que entrei de novo no Cortiço em dezembro passado, tendo feito a abordagem à aldeia via Sarraquinhos e Zebral tendo como primeira paragem a Senhora de Galegos/Senhora da Natividade e logo aí entendi que tinha o post da aldeia salvo, pois mesmo que na aldeia nada houvesse de interessante dava para compor o post em imagem só com as fotos da Senhora de Galegos, uma pérola no meio da montanha.

 

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Mas lá fomos até ao Cortiço e desta vez com intenção de parar e entrar na intimidade da aldeia. E mal comecei a entrar na sua intimidade comecei a dar-me conta de tão injusto que era o meu breve juízo feito da aldeia, pois o Cortiço é uma daquelas aldeias à qual se pode aplicar a máxima de “ as aparências enganam”, e hoje ao rever as fotografias para selecionar para este post, se dúvidas houvesse, confirmaram bem o tão enganado que eu andava.

 

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De facto a aldeia acabou por me surpreender, não só pelas suas ruas, ruelas e casario,  mas também pela simpatia das pessoas com que tivemos o privilégio de conversar, com tempo para ouvir as suas histórias mas também os seus lamentos, os também habituais lamentos dos resistentes destas aldeias a sofrer da maleita comum do despovoamento e envelhecimento da população, conformados com as partidas dos que partiram destas aldeias que esquecidas, acabaram por ficar despidas de futuro.

 

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E saí do Cortiço sem ver tudo, pelo menos um dos seus ex-libris turísticos – a ponte romana – mas como costumo dizer, convém deixar sempre qualquer coisinha por ver e abordar para nos fazer voltar, embora para ser sincero a razão não foi bem essa, pois aquela que prometia ser uma breve visita, acabou por ser demorada e estava na hora de consolar a barriguinha, para a qual já tínhamos hora e mesa marcada.

 

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Vamos a um pouco da história desta aldeia e daquilo que dela podemos contar. Pois como ex-libris aparece a tal ponte romana que não vimos, a referência a uma fonte antiga, talvez romana diziam-me,  que também não vimos porque a ignorância de alguém a demoliu, e por último o “Santuário” da Srª de Galegos/Srª da Natividade e a sua lenda. Lenda que eu já tinha referido no post de Cervos e que traria aqui quando abordasse de novo o tema, no entanto também ainda não vai ser hoje que fica por cá, pois referências à lenda há muitas, mas lenda nem vê-la escrita ou contada. Pode ser que um dia à procura de outra coisa a encontre ou alguém ma conte.

 

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Referências à Srª de Galegos, felizmente há algumas, embora todas bebam na mesma fonte. Deixo-vos uma delas, que encontrei na WEB  In geira.pt (ref. No final do post) – As fotos são nossas

 

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Senhora da Natividade; Senhora de Galegos

 

Capela; necrópole

Cronologia: Idade Média

Lugar : Senhora da Natividade; Senhora de Galegos 
Freguesia : Serraquinhos 
Concelho : Montalegre 
Código Administrativo : 170629 
Latitude : 535,3 
Longitude : 236,1 
Altitude : 975m 

 

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Acesso : Cerca de 1,4 km para Norte da aldeia de Cortiço. O acesso, não muito fácil, faz-se por um estradão de terra batida, em mau estado, a partir da aldeia de Cortiço. Esta é servida por estrada municipal alcatroada que liga directamente à EN 103. O monumento não está sinalizado. 


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Descrição arqueológica : Cerca de 30 metros para Norte da capela, mal visíveis entre o denso giestal que cobre o terreno, existem três sepulturas escavadas na rocha, antropomórficas, orientadas no sentido E-O sem grande precisão, com cabeça para poente, de acordo com os cânones cristãos. Nos terrenos a Norte e Oeste da capela encontram-se fragmentos de cerâmica comum, identificando-se ainda restos de construções com abundante pedra afeiçoada dispersa. Com base nestes indícios pode propor-se que aqui se localizaria a villa de Gallecos, referenciada nas Inquirições de Afonso III, então ainda pertencente à freguesia de Cervos, com cuja ocupação se deverão relacionar as sepulturas descritas, implantadas nas imediações da capela, e que poderão ser apenas parte de uma necrópole , tipologicamente datável dos séculos X-XIII. Nesta perspectiva poderá aceitar-se que a capela da Senhora da Natividade ou Senhora de Galegos date já dos séculos centrais da Idade Média, servindo nessa época, senão como igreja paroquial, pelo menos como templo local, interpretando aqui no Barroso o modelo de povoamento medieval que no Noroeste peninsular se designa por villa -ecclesia. O monumento apresenta-se razoavelmente conservado. 

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Interpretação : Capela e necrópole medievais. 

Interesse : Embora não possua um significativo valor patrimonial, o interesse deste monumento radica na sua grande importância para a compreensão da ocupação medieval na região do Barroso.

Bibliografia 

Autor : Luis Fontes 

Data Última Actualização : 04-FEV-1998

 

1600-cortico (120)

 

Quanto a pessoas importantes da aldeia, menciono duas que são mencionadas no livro “Montalegre” de José Dias Baptista, que passo a citar:

“Há criaturas que pelas suas qualidades únicas servem de modelo aos comuns mortais e servem de título às diferentes páginas da História dos povos. Barroso também as tem. Dentre umas boas dezenas sobressaem os que aqui elencamos:

 

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(…)

José dos Santos Dias (séc. XVIII) nasceu em 26-XII-1778 no Cortiço, Cervos, como médico que era foi director clínico das Caldas do Gerês. Recebeu a medalha de prata da Instituição Vacínica. Em 1813 estudou um marco miliário, aparecido em Arcos, no jornal de Coimbra, marco que determinou a desligação histórica da via Prima ao trajecto proposto por Argote e a consequente situação da cidade pré-romana de Caladunum na freguesia de Cervos. Em 1836 escreveu o importante opúsculo “Ensaio Topográfico – Estatístico do Julgado de Montalegre” que é o resumo do manuscritos a “Memória ou descrição física e económica da vila e termo de Montalegre” e deixou inédita a “Memória sobre as Caldas do Gerez”. Morreu em 1846. Balbi teceu-lhe honroso elogio no seu “Essai Statistic,” tomo II.

 

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Padre José Adão dos Santos Álvares (séc. XIX) nasceu no Cortiço, filho do anterior, em 1814. Foi correspondente muito conceituado de vários jornais e revistas do Porto, Braga e Lisboa. Foi pároco de São Vicente da Chã, onde jaz, e arcipreste de Montalegre. Descreveu com realismo os últimos momentos de vida de José Fernandes, o Bagueiro, último condenado à morte em Barroso, que subiu ao cadafalso em 17 de Setembro de 1844.

 

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E que mais dizer sobre a aldeia do Cortiço, talvez mencionar aquilo que se faz por lá, que é o habitual nas aldeias do Barroso, que embora em terras altas, nesta aldeia a rondar os 900m de altitude, vão tendo um pouco de terra mais ou menos fértil,  hoje quase toda destinada a pastagens, o que não é mau de todo dada  a qualidade de carne que essas pastagens proporcionam.

 

1600-cortico (136)

 

E vai sendo tudo com a certeza que regressaremos à aldeia do Cortiço. Para já ficamos por aqui, mas antes as referências àquilo que consultámos e também às anteriores abordagens aos lugares, aldeias e temas do Barroso.

 

1600-cortico (130)

 

 

Bibliografia:

Livro Montalegre, de José Dias Baptista, Edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sítios na WEB:

http://www.geira.pt/arqueo/html/sitio108.html

http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=sitios.resultados&subsid=2921316&vt=2921315

 

Anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:27
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Domingo, 15 de Janeiro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Ameal

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Hoje no “Barroso aqui tão perto” vamos até Ameal, às vezes também grafado como Amial. No Barroso aqui tão perto que por sinal, para nós flavienses, até é uma das aldeias do Barroso mais distante.

 

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Iniciemos então pela localização desta aldeia, ainda antes de abordarmos o topónimo ou topónimos. E ainda a este respeito, para ao longo do post não estar sempre a grafar Ameal e Amial, vamo-nos ficar apenas por Ameal, que parece ser o mais consensual ou pelo menos aquele que aparece na placa identificativa da aldeia à entrada desta.

 

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Pois Ameal fica a cerca de 3 quilómetros da sede de freguesia, Salto, a Sul desta. Fica portanto também no limite do concelho de Montalegre e a menos de 4 quilómetros (linha reta)  dos concelhos de Vieira do Minho e de Cabeçeiras de Basto. A aldeia, a rondar os 900 metros de altitude, desenvolve-se ao longo do C.M. 1033, parecendo fazer a fronteira entre a terra fértil/arável em planalto e uma pequena elevação onde as rochas e pequenos arbustos são mais abundantes. Quanto às coordenadas (recolhidas no Google Earth) são: 41º 37’ 14,03” N e 7º 57’ 21,48” O.

 

mapa-amial.jpg

 

Vamos então ao topónimo, ou topónimos e sua origem. Pois bem, pesquisámos nos sítios habituais e alguma bibliografia mas nada encontrámos. No entanto se formos pelo significado do vocábulo temos para Ameal um lugar onde crescem amieiros. Já para Amial, aí temos que recorrer ao espanhol (talvez galego ou talvez castelhano) onde o termo embora não muito utilizado tem o significado de palheiro ou meda, daqueles que também já caíram em desuso em que a palha  se reunia em círculo à volta de um pau, tomando no final uma forma cónica. Ou seja, ambos os topónimos apontam para a ruralidade e conhecendo o local, ambas as hipóteses são possíveis. Mas repito, isto é olhando ao significado dos vocábulos, ficando em aberto outra qualquer hipótese.

 

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E nas nossas pesquisas sobre a aldeia, para além de aqui e ali vermos a referência de que a aldeia pertence à freguesia de Salto e concelho de Montalegre, mais nada encontrámos, assim, o que hoje fica, é de pura observação da nossa passagem pela aldeia, pequena por sinal, entre as 20 e 30 casas, uma pequena capela e alguns canastros.

 

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Como já atrás referimos a aldeia que se desenvolve ao longo da estrada, tem por um lado uma pequena elevação e pelo outro terra arável e aparentemente fértil mas maioritariamente ocupada por verdejantes pastagens,  para delícia do gado bovino de raça barrosa, pelo menos a julgar pelo gado que vimos nas pastagens. Aliás, em todo o Barroso só, ou quase, aqui na freguesia de Salto é que aparece com certa abundância a raça barrosa.

 

1600-amial (31)

1600-amial-art-1

 

E como não temos mais dados hoje decidimos brindar e  ensaiar com Ameal um pouco de arte digital, tendo como base dois motivos da aldeia. Arte digital que tem, claro,  como base a fotografia, e diga-se a verdade, o software utilizado é que faz quase tudo sozinho. E já agora fica com dedicatória:  Para os puristas da fotografia!

 

1600-amial-art-2

1600-amial (8)

 

E bem queria dizer mais qualquer coisinha sobre Ameal, mas a partir de aqui só se inventar, a não ser o de fazer a referência a uma outra aldeia, também da freguesia, com um topónimo muito semelhante: Amiar às vezes também grafado como Amear, aldeia que já passou por aqui no “Barroso aqui tão perto”.

 

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 E como hoje não há referências a bibliografia ou sites da WEB, ficam os habituais links para anteriores abordagens a aldeias e temas do Barroso aqui no “ O Barrosos aqui tão perto”:

 

1600-amial (18)

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

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Domingo, 8 de Janeiro de 2017

O Barroso Aqui Tão Perto - Ponteira

1600-ponteira (71)

montalegre (549)

 

“(…) Que ao menos o espírito, que vai morrendo no corpo,

 tenha assim um vislumbre de ressurreição.”

Miguel Torga, In Diário VII

 

1600-ponteira (17)-1

 

Quanto mais aprofundo e me embrenho no Barroso mais convencido fico que na sua criação o Mestre ou estava num dia de especial inspiração ou esqueceu-se  de terminar a sua obra, seja como tivesse sido, resultou numa complexa obra de arte digna de ser apreciada, numa apreciação que tal como as grandes obras de arte, têm interpretações complexas que não estão ao alcance de todos os espíritos, sobretudo àqueles que não o abrem à arte das coisas primeiras que a natureza nos dá, mas aqueles que chegam lá de espirito aberto, “vislumbram a ressurreição”, tal como dizia Torga quando andava por estas terras.

 

1600-ponteira (104)

 

Mas também quanto mais aprofundo e me embrenho no Barroso mais convencido fico que o Mestre sabia bem aquilo que fazia, pois nesta tela chamada Barroso, pintou tudo que era possível pintar. Água com abundância a correr nos rios, ribeiros e rigueiros, a nascer nas fontes ou a descer cascatas.  Serras, montanhas, planaltos, chãs e vales, terras altas e terras baixas.  Sol, chuva, neblinas, neve, frio e calor. Ora vestiu  os campos de verde e de floresta também ela pintada de um verde mais escuro, às vezes avermelhado ou num matiz de verdes, vermelhos, amarelos e castanhos. Deixou serras e montanhas  despidas ou cobertas  apenas com um manto de carqueja e urze. Salpicou com pinceladas momentos de penedio, esculpindo alguns, deixando outros amontoados. Aqui e ali veste tudo de branco ou ilumina o céu com um azul puro e único.

 

1600-ponteira (121)

 

No entanto o vislumbre não se fica pelo que a tela do Barroso tem, mas na forma como o tem. Parece às vezes ter sido pintada a terra de ninguém contudo aqui e ali há uma pincelada mestra  que nos atrai como que a irradiar luz ou como se fosse um oásis, ou melhor, muitos oásis no meio de um deserto sem fim. Aqui e ali amontoados de penedos como se de um depósito se tratasse. Mas o que mais impressiona é a moldura, não aquela que contorna a tela, mas a moldura  humana que tal como as pinceladas mestras do Mestre, souberam com mestria tratar e preservar esta obra de especial inspiração, ou então, indo pela outra hipótese – terminar a obra que o Mestre deixou esquecida.

 

1600-ponteira (133)

 

É com este espirito aberto de vislumbrar a ressurreição que nos aproximámos e adentramos em Ponteira, onde o Mestre deixou um depósito de monumental penedio ao qual a moldura humana foi adossando as suas casas, abrigos, cortes e demais construções para que por ali a vida também fosse possível.

 

1600-ponteira (138)

 

É mais uma aldeia singular no meio deste Barroso que vamos descobrindo. Mais uma pincelada de mestre nessa tela do Barroso que à sua maneira é um paraíso feito de muitas belezas, um oásis no Reino Maravilhoso cantado por Torga, mas que deixa ver também que é uma terra difícil de viver, que às vezes chega a doer, dai podermos também falar de uma casta de gente que se chama o Povo barrosão com o mesmo pulsar telúrico de os do Reino Maravilho “(…) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura. (…)”.

 

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Talvez por estas e por outras desse pulsar telúrico que eu vejo no penedo da foto anterior uma representação de Miguel Torga com o seu boné a dar-lhe sombra aos olhos para melhor poder apreciar a Serra do Gerês. Coisas que nós vemos, tal como na foto seguinte, a pedra da bulideira (porque bole), eu vejo o chapéu de Fernando Pessoa. É assim este Barroso, mal entramos nele tudo se transforma em poesia.

 

1600-ponteira (141)

 

Vamos lá a Ponteira e à sua localização. Pois uma das referências do Barroso é o Rio Cávado, que nasce na serra do Larouco e vai atravessando o concelho de Montalegre em direção ao concelho de Vieira do Minho. Pois se seguíssemos  o Cávado a partir de Montalegre, mais uns quilómetros à frente estaríamos nas imediações de Ponteira, mas seria má ideia segui-lo, pois embora Ponteira fique a cerca de 1,5 quilómetros do Cávado, entre a aldeia e o rio há toda uma montanha de penedio para passar, sem caminhos. Apenas referi o Cávado como uma referência. O melhor mesmo é ir por estrada, localizando-se Ponteira a 23 quilómetros a Sudoeste de Montalegre, tendo como referência a Barragem da Padrela, pois logo a seguir é Ponteira,  ( 41º 43’ 34.89” N – 7º 57’ 49.56” O) entre os 900 e os 940 metros de altitude.

 

mapa-ponteira.jpg

 

O Padre Lourenço Fontes numa listagem com as sete maravilhas do Barroso, inclui ponteira em duas maravilhas. Uma é a do miradouro de Ponteira, que sim, é verdade, confirmo. Um miradouro natural lançado sobre a Serra do Gerês e suponho que mais além sobre terras de Vieira do Minho. A outra maravilhas é a dos penedo de bulir, que também o vi e até está devidamente assinalada como Pedra da Bolideira, é a tal que atrás me refiro como me parecendo o chapéu de Fernando Pessoa. Para os flavienses que conhecem a nossa Pedra da Bolideira, esta barrosa é parecida, só que de menores dimensões.

 

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Pedra da Bolideira

 

Todos nascemos iguais, mas há sempre uns que são mais iguais que outros,  e outros ainda que se distinguem. No livro Montalegre de José Dias Batista a este respeito encontrámos o seguinte:

 

“Há criaturas que pelas suas qualidades únicas servem de modelo aos comuns mortais e servem de título às diferentes páginas da História dos povos. Barroso também as tem. Dentre umas boas dezenas sobressaem os que aqui elencamos:

(…)

Justiniano da Silva Fidalgo (séc. XIX), filho de um almocreve, nasceu a  de Outubro de 188, na típica aldeia de Ponteira, freguesia de Paradela do Rio. Entregaria bem longe a alma ao Criador: faleceu na cidade de Ludlow ( Massachussets, EUA) ,em 3 de Novembro de 194. Homem possante, ganhou fama na aldeia e nas terras em redor, graças a proezas atléticas que o levariam até Lisboa, onde continuou a exibir-se em façanhas de grande exigência física. O atlético barrosão embarcaria, então, para os Estados Unidos da América, país em que a sua vocação ganhou asas, a ponto de se tornar campeão de luta livre (catch-as-catchcan), passeando a sua classe de lutador indomável pelas três Américas."

In “Montalegre terras de Barroso” de Manuel Dias.

 

1600-ponteira (128)

 

Nas nossas pesquisas sobre as  aldeias do Barroso de Montalegre, passamos sempre pela página oficial da web do Município de Montalegre. Pois bem, raramente encontrámos matéria de interesse sobre as aldeias. Certo que a referida página tem um espaço destinado a todas as freguesias onde constam as suas características (área, densidade populacional, população presente, Orago, pontos turísticos, lugares da freguesia, contactos e constituição dos órgãos da freguesia). Embora seja alguma informação, a respeito dos pontos turísticos deixa muito a desejar. Por exemplo a nossa aldeia de hoje, Ponteira,  que para mim e muita gente, dadas as suas características, é uma das mais interessantes do concelho de Montalegre, na listagem dos pontos turísticos nem sequer é mencionada, apenas a referência “Bolideira” mas nem sequer diz onde se localiza, tal como no texto de apresentação da freguesia, Ponteira também não é mencionada, e temos pena, pois tal como eu há muita gentinha à descoberta do Barroso que deixa por descobrir muitos pontos de interesse porque não são mencionados em nenhum lugar, pelo menos naqueles em que deveriam ser.

 

1600-ponteira (32)

 

Contudo na tal página oficial da WEB do Município de Montalegre existe um mapa turístico onde aí sim, há um ponto de interesse assinalado em Ponteira : Ponto 63 – Roca da Ponteira. Mais nada.  Assim tivemos de alargar as nossas pesquisas para saber e deixar aqui mais qualquer coisinha sobre Ponteira e desta vez tivemos sorte, graças a um blog de auto caravanistas de onde retirámos alguma informação:

 

1600-ponteira (107)

 

“A Aldeia Granítica de Ponteira pertencente à União de Freguesias de Paradela do Rio, Contim, e Fiães do Rio. São agora, 7, os lugares desta União de Freguesias: Paradela, Ponteira, Contim, São Pedro, Vilaça, Fiães do Rio e Loivos.


Na minha opinião, Ponteira é a aldeia mais visitável desta rica e vasta região de Montalegre, a mais interessante do ponto de vista das origens rurais que a caracterizam. Não fosse os arranjos das ruas com o empedrado e o saneamento básico, e era seguramente uma viagem no tempo e às origens para quem a visitasse.

 

1600-ponteira (48)

 

O gado vai sozinho para os currais, os caminhos estão cobertos de vestígios da passagem sistemática e diária do gado de pasto, seja bovino ou caprino, algumas casas mantêm as lareiras diretas sem chaminé para os fumeiros, as paredes pretas, e a telha à vista, são um retrato fiel e original das aldeias tradicionais Portuguesas em todo o seu esplendor. Uma das aldeias mais emblemáticas que visitei. Destaco também uma visita à pedra bolideira, que constatei in-loco, que até uma criança faz movimentar este enorme penedo. Uma Aldeia Tradicional e genuína a visitar. Recomendada pelo Portal AuToCaRaVaNiStA.

Anexa á Freguesia de Paradela do Rio, goza de paisagens deslumbrantes, um povoado implantado em penedias fragosas (com uma “pedra bolideira” no Castro), até às margens da barragem. Este pequeno povoado (Ponteira) terá sido o primitivo assento da paróquia. Nesta freguesia existe um alto monte, conhecido por “Rocha da Ponteira”, onde, em tempos idos, se fez a extracção de ametistas.

 

1600-ponteira (38)

 

Data do século III ou IV antes de Cristo a ocupação humana destas terras, como o atestam achados de três colares de ouro que foram encontrados próximos da albufeira, na margem esquerda do rio Cávado. A sua origem remonta aos Celtas, sendo usados pelos chefes guerreiros como insígnias. A existência destas três peças permite concluir o quão perfeita era já a indústria joalheira no período hispano-céltico, e a existência da exploração mineira de ouro antes do domínio romano. D. Afonso III, em 1258, concedeu carta de aforamento de um casal a Pedro Durando e sua mulher, Maior Pelágio. 

(…)

 

1600-ponteira (40)

 

E ainda antes de terminarmos e passarmos aos habituais links, ainda há tempo para uma última imagem, mais uma vista geral sobre Ponteira, onde é bem visível a relação do casario com o penedio, bem como a envolvência da aldeia. A fotografia foi tomada desde a aldeia vizinha de S. Bento de Sexta Freita com o estradão que liga as duas aldeias, uma alternativa mais “selvagem” à estrada municipal que também liga as duas aldeias.

 

1600-ponteira (172)

 

E agora sim, as referências e links:

 

Bibliografia:

- Livro Montalegre, de José Dias Baptista,  Ed. da Câmara Municipal de Montalegre,  2006.

 

Na WEB:

- http://www.cm-montalegre.pt/

- http://autocaravanista.blogspot.pt/2009/04/ponteira-montalegre.html

 

Referências do blog a localidades e temas do Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

 

 

 

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