Sábado, 30 de Setembro de 2017

Couto de Ervededo - Chaves - Portugal

1600-COUTO (558)

 

Hoje é dia das aldeias mas também dia de reflexão, num dos dias e momentos mais altos que a democracia tem, o de podermos refletir e decidir livremente em quem votar e desta vez é nos nossos, na nossa gente, na gente do nosso concelho, daí termos responsabilidade acrescida, pois é o nosso futuro mais próximo que está em causa, dai o nosso direito ao voto ser também um dever.

 

1600-COUTO (559)

 

Deveres e direitos que nos deixam com algumas expectativas mas também com alguns receios, não quanto aos candidatos às freguesias mas pelos candidatos à Câmara Municipal, pelas suas propostas e pela ausência delas, principalmente no que diz respeito ao mundo rural e a uma proposta de um futuro sustentável. Muita cidade, pouco mundo rural. Somos transmontanos, vivemos no seu interior, vivemos duplamente o interior e a interioridade e quer queiramos ou não, Chaves é um concelho rural.

 

1600-COUTO (533)

 

E passemos à nossa aldeia de hoje, ao Couto de Ervededo, que já várias vezes passou aqui pelo blog mas que já há algum tempo que não trazíamos aqui, não pela falta de motivos, mas porque não tem calhado.

 

1600-COUTO (567)

 

Pois hoje o Couto está aqui novamente  com mais alguns motivos que escaparam às anteriores escolhas e que merecem ser conhecidos, não só estes motivos mas muitos mais, bem como a aldeia no seu conjunto e que facilmente se podem incluir num dos roteiros mais interessantes para um passeio de uma manhã ou tarde de fim-de-semana.

 

1600-COUTO (195)

 

E disse num dos roteiros porque para aquelas bandas há vários roteiros interessantes, onde além das aldeias mais próximas como a Agrela e a Torre, temos também Calvão, Castelões, Soutelinho da Raia e Seara Velha, por um lado, mas também Vilela Seca, Vilarelho da Raia e Cambedo, mas ainda o roteiro dos santuários da Srª da Aparecida, Srº do Engaranho e S.Caetano, Pense nisso, e até pode ser hoje, dia de reflexão para poder também refletir um pouco sobre as nossas aldeias. E amanhã não deixe que os outros decidam por si e vote.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:25
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Sábado, 10 de Setembro de 2016

Couto de Ervededo - Chaves - Portugal

1600-COUTO (9)

 

Nas nossas voltinhas de sábado pelo concelho de Chaves hoje vamos mais uma vez até ao Couto de Ervededo, e desde já, antes que eventualmente alguém dê conta que as imagens já não reproduzem a realidade atual, devo dizer-vos que são de há 10 anos atrás.

 

1600-COUTO (15)

 

Mas vamos acreditar que tudo se mantém assim ou que melhorou, pelo menos da última vez que passei por lá em recolha de imagens (há coisa de 3 anos) estava tudo mais ou menos como as imagens que vos deixo.

 

1600-COUTO (19)

 

Ou seja, um dia destes temos de parar por lá para ver se há novidades, entretanto vamos ficando com aquilo que despertou a atenção da objetiva.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:32
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Domingo, 10 de Junho de 2012

Couto de Ervededo - Chaves - Portugal

 

Vamos lá então até mais uma das nossas aldeias – Couto de Ervededo -  numa passagem de inverno, dezembro de 2009, para ser mais preciso. É, lá vou tendo que recorrer às imagens de arquivo enquanto uma nova visita por aquelas terras não calha a jeito.

 

 

Há quem não goste do inverno para a fotografia. Confesso que antigamente também não gostava, mas foi só enquanto não descobri que as cores e tons do frio são bem mais interessantes que os azuis do verão. Gostos.

 

 

Também pelo Couto as minhas passagens ou foram breves ou então perdi-me em conversas com alguns resistentes. Às vezes, ou aliás – sempre – uma boa conversa vale mais que mil imagens, principalmente se essas conversas estão cheios de saberes, daqueles que hoje já não se aprendem ou usam, e temos pena, pois aprende-se muito com os resistentes das nossas aldeias.

 

 

Assim, lá terei que ir outra vez pelo Couto em busca de mais imagens, não sei quando, mas irei, e desta vez, para contrastar com as imagens de inverno, talvez vá neste verão ou outono e espero que as amoreiras ainda continuem a embelezar a rua que desce para o cruzeiro, pois pelas aldeias também se fazem disparates, não é só na cidade.

 

 

Fica assim prometida mais uma recolha de imagens e algumas estórias. Para já, ficam estas, de um dia de inverno e chuvoso, mas até a chuva compõe as imagens, as câmaras fotográficas é que não gostam muito, mas paciência… Fica também numa delas mais um elogio ao fio azul, que utimamente tem andado arredado daqui, mas continua a ser o melhor.

 

Até amanhã de regresso à cidade.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:51
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Domingo, 13 de Junho de 2010

Heráldica - Couto de Ervededo

 

(Foto de Arquivo)

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Já não sei precisar, pois este blog já não é um jovem, mas há coisa de dois anos (ou mais) andava eu já na contagem decrescente das minhas passagens e posts das aldeias. Dizia eu então que faltavam 5 ou 6 aldeias para completar a minha ronda por elas. Com a passagem do tempo as  5 ou 6 aldeias em falta multiplicaram-se e passaram a ser uma dezena larga delas, não que o número de aldeias do concelho tivesse crescido, mas porque passei da abordagem simples e superficial das aldeias para uma abordagem mais alargada, com mais fotos, com um pouco da sua história e estórias, ou seja, passei para os posts alargados. Chegou agora o tempo de fazer novas contas, e curiosamente continua-me a faltar cumprir meia dúzia de aldeias e luagres, 1 vila e ainda muitas freguesias (mosaicos).


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(Foto de Arquivo)

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Portanto aos de Outeiro Seco, Vilar de Nantes e Vidago também chegará a sua hora de passar por aqui, mas também uma ou outra aldeia que merecem nova passagem, porque nas anteriores, fiquei (principalmente em imagem) aquém daquilo que elas merecem, por exemplo Vilela Seca. Mas há ainda a freguesia rural da Madalena, ou seja os seu lugares ou aldeias rurais, como o Seixal, o Prado, Casa Azul/Sr. da Boa Morte, mesmo que estes lugares já tivessem sido engolidos pela cidade, ainda mantêm muito da sua ruralidade ou pelo menos, o cultivo da terra. Também a nova freguesia de Stª Cruz/Trindade terá aqui o seu espaço. Portanto entre aldeias, lugares e freguesias em falta, ainda vai haver matéria para alguns fins-de-semana, mas, sabendo que o tema um dia se esgotará, já vou arranjando outros pretextos para dar mais umas voltas pelo nosso concelho rural, como o que hoje aqui inicio, com as Pedras de Armas ou Brasões existentes no concelho, respectivas casas e famílias.

 

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(Foto de Arquivo)

 

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Mais uma matéria e trabalhos em que me vou meter e, também eu, descobrir. Matéria na qual, confesso,  até nem estou muito à-vontade mas que, com a ajuda de escritos existentes e mestres na matéria como J.G.Calvão Borges e algumas famílias e amigos entendidos, poderemos todos partir à descoberta da nossa heráldica.

 

Será uma nova rubrica que irá aparecendo por aqui aos fins-de-semana conforme eu for tendo documentação, quer escrita quer fotográfica, assim, não será regular, mas vou tentar trazer aqui todas as pedras de armas ainda existentes no nosso concelho.

 

Sem qualquer critério previamente definido, por alguma teria que começar. Inicio assim com uma pedra de armas existente numa quinta em Couto de Ervededo.

 

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Nesta primeira, sigo a metodologia e transcrevo os escritos de J.G.Calvão Borges, da sua obra «Tombo Heráldico do Nordeste Transmontano», Volume Primeiro, Concelhos de Chaves e Valpaços, pág.s  141 e 142.

 

1. Classificação: Heráldica de família.


2. Localização: Couto (Freguesia de S.Martinho de Ervededo). Ervededo foi Vila de que era Senhor o Arcebispo de Braga.


3. Datação: Século XVII (1ª metade).


4. Descrição heráldica:


- escudo: português, elmo de grades voltado a ¾ para a dextra, paquife, correias e timbre; o conjunto, transferido da sua localização original, foi enquadrado em moldura rectangular dupla, muito irregular, com o timbre encaixado forçadamente e saindo da moldura.

 

- composição: esquartelado.

 

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- leitura:


I – partido; no 1º, uma torre com uma bandeira e, em campanha, um rio; no 2º, uma árvore.

II – cinco chaves com os palhetões para cima.

III – cinco estacas.

IV – seis arruelas ou besantes , alinhados em duas palas, 3 e 3.


- identificação: são as armas das famílias:


I – MORAES (modernas) – Partido: o 1º de vermelho, torre de prata com portas, frestas e lavrado de negro, coberto de oiro, com uma bandeira de prata no remate; a torre firmada num pé de água  de prata e azul. O 2º de prata, amoreira arrancada de verde.


II – CHAVES – de vermelho, cinco chaves de oiros postas em pala , com os palhetões para cima e voltados à dextra.


III – QUEIROGA – de verde, cinco estacas aguçadas e alçadas de prata, postas em pala e dispostas em faixa.


IV – CASTRO – de prata, seis arruelas de azul, alinhadas em duas palas, 3 e 3.


Timbre: O dos Moraes – a torre do escudo

 

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5. Comentário:


Esta pedra de armas é muito parecida com a que se encontra no Museu de Chaves  (…). As famílias representadas são as mesmas (…).

A posição do timbre e o facto de, por cima do paquife, nos aprecerem duas plumas, obriga-nos ainda a admitir que o timbre actual seja uma alteração introduzida posteriormente na pedra de armas original. Note-se que nesse  timbre, aparentemente, se quis representar, não a torre encimada por uma bandeira, que é o timbre dos Moraes, mas a mesma torre encimada pela árvore das armas, o que constitui uma anomalia.. Porém o facto mais significativo é o de a pedra onde foram gravadas  as armas ser diferente daquela onde se gravou o timbre, saindo este da esquadria daquela.

 

O desenho, se não fora a irregularidade atrás referida, poderia ser considerado de qualidade notável, particularmente no que respeita ao elmo e paquife. O mesmo pode afirmar-se do trabalho de canteiro.

 

6. Identificação da família:


(…)

Segundo algumas das geneologias setecentistas, o Sargento Mor da Batalha e Governador das Armas de Traz-os-Montes, Gregório de Castro Moraes, um dos morgados de S.Catarina e de N.Srª do Pópulo, teve um filho que viveu no couto de Ervededo. Este filho, que usava o mesmo nome de seu pai, foi casado com D. Sebastiana Veloso, filha de Belchior Luís Pinto Cardoso, morgado de S. Tiago da Praça em Mirandela e bisneto de Diogo de Queiroga, um dos filhos legitimados de Álvaro de Queiroga. Esta poderá ser a explicação para as armas gravadas nesta pedra; falta-nos, porém, a documentação para o poder assegurar.

 

 

 

E por hoje é tudo. Amanhã temos as Crónicas Segundárias de António Chaves.

 


 

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publicado por Fer.Ribeiro às 10:00
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009

Couto de Ervededo - Chaves - Portugal

 

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Este blog já fez breves passagens pela nossa aldeia de hoje, o Couto, ou Couto de Ervededo. Da primeira vez, em 10 de Setembro de 2006 (neste post  http://chaves.blogs.sapo.pt/31344.html) deixava alguma coisa sobre a aldeia. Não vale a pena seguir o link, pois como ainda é válido, transcrevi o texto do post que vos deixo de seguida:

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“Se há uma freguesia que visitei umas largas dezenas de vezes, foi a de Ervededo. Aliás um dos roteiros da minha “volta dos tristes” de há uns anos atrás passava obrigatoriamente por terras de Ervededo, com início na Fonte do Leite, Seara, Campinas, Couto, Agrela, Torre, Vilela Seca, Outeiro Seco e Chaves, ou vice-versa. Ainda na actualidade, às vezes dou por mim nesta volta. Mas queria eu dizer que durante todos estes anos de visitas, fui vendo o que estava à vista e pouco ou nada mais.
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Na última visita ao Couto tive a sorte de me levarem além daquilo que está à vista. À entrada de uma quinta, como se estivesse à nossa espera, estava um octogenário filho da terra, num merecido repouso à sombra que o calor aconselhava, e que logo se prontificou para nos servir de cicerone para nos mostrar "coisa bonita". Ex-Presidente da Junta, conhecedor das gentes e dos sítios, foi-nos mostrar a tal
“coisa bonita” para fotografar e, tinha razão. Realmente, pelo que vimos, além de bonito para fotografar, merece ser a fotografia do post de hoje.

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Pois, no meio de uma quinta, a Quinta do Geraldo (ou S. Geraldo,  fiquei na dúvida), encontra-se a preciosidade de uma fonte. E se a quinta já conheceu melhores dias e melhor tratamento, a fonte e a entrada da quinta mantém a sua beleza e a fonte a sua função de dar água, coisa que na maior parte das fontes antigas que conheço, já não existe.

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E aqui entra o agradecimento ao nosso simpático cicerone, que no meio de tanta informação, visita e conversa, cometi o imperdoável, não lhe saber o nome, mas fica a foto em jeito de reconhecimento e agradecimento.

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Quanto ao Couto, é sede da freguesia de Ervededo, fica a 15 quilómetros de Chaves, faz fronteira com a Galiza e com as freguesias de Vilarelho da Raia, Vilela Seca, Outeiro Seco, Bustelo, Sanjurge, Calvão e Soutelinho da Raia. Segundo o Censos de 2001 tem 740 indivíduos de população residente. É uma freguesia agrícola, com algum património, muita tradição, principalmente a religiosa ligada ao S.Caetano e rica em história, tendo até, outrora, sido sede de concelho. Mas isso fica para outro post, por hoje fico por aqui.”

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Mais tarde, em 13 de Maio de 2007 (http://chaves.blogs.sapo.pt/175435.html) fiz outra passagem pela aldeia, apenas com uma foto e algumas palavras:

 

“É uma aldeia que ainda tem gente e vida nas ruas, boa água e muito verde e até tem amoreiras nas ruas, cantos e cantinhos que vão do bucólico ao pitoresco, mas também muitas e lindas construções antigas e tradicionais dotadas ao abandono. Também lá é mais fácil construir de novo junto à estrada, que reconstruir casas e até alguns palacetes ou dar vida a quintas abandonadas que já tiveram os seus momentos de glória e nobreza.

 

Mas seja como for, ainda é uma aldeia interessante à qual gosto de ir e que ainda guardam nas adegas caseiras, vinho e do bô.”

 

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Senti desde sempre que esta aldeia precisava de um post alargado, pois das duas passagens que fiz pelo Couto, embora fosse dizendo alguma coisa sobre a aldeia, na reportagem fotográfica ficou aquém daquilo que a aldeia merecia. Infelizmente hoje também fica aquém, pois nem tudo que merece vai ficar em imagem, mas são as possíveis e recolhidas de três ou quatro visitas que fiz à aldeia, umas apressadas e a última, com muita chuva e pouca luz. Mas dá para ficar uma ideia daquilo que é o Couto.

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Também no decorrer destes 3 anos desde a primeiro post, fui falando amiúde (em Chaves)  com o cicerone da primeira visita fotográfica, que, como sempre traz alguns poemas, estórias e máximas na algibeira, no decorrer do encanto de o ouvir, esqueço sempre perguntar o seu nome, mas hoje, graças a alguém atento a essa falha, já o sei. Tardiamente, fica aqui o nome do meu primeiro cicerone, o Tio Acácio,  sem o qual não teria descoberto as preciosidades escondidas na Quinta do Geraldo (? S. Geraldo ? – aqui a dúvida continua).

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E já que falo nas preciosidades da Quinta, além da imponente entrada (embora em mau estado) a outra coisa preciosa é a fonte da quinta, onde se encontra a pedra de armas dos antigos proprietários da quinta (suponho). Pois essa pedra d’armas e o conhecimento que se tem dela, também pode fazer um pouco da história desta aldeia.

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Segundo J.G. Calvão Borges, no “Tombo Heráldico do Noroeste Transmontano”, primeiro volume (Livraria Bizantina), a datação da pedra d’armas é da primeira metade do Século XVIII e da sua leitura constam: (I) Uma torre e uma bandeira e, em campanha um rio e  uma árvore; (II) cinco chaves com os palhetões para cima; (III) cinco estacas; (IV) seis arruelas ou besantes, alinhados em duas palas, 3 e 3. Ou seja, são as armas das famílias (I) MORAES, (II) CHAVES, (III) QUEIROGA e (IV) CASTRO.

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Como curiosidade, esta pedra de armas é muito parecida com a que se encontra no Museu de Chaves em que as famílias representadas são as mesmas.

 

Segundo algumas das genealogias setecentistas, o Sargento Mor da Batalha e Governador das Armas de Traz-os-Montes, Gregório de Castro Moraes, um dos morgados de S.Catarina e de N.Srª do Pópulo, teve um filho que viveu no Couto de Ervededo. Este filho, que usava o mesmo nome de seu pai, foi casado com D. Sebastiana Veloso, filha de Belchior Luís Pinto Cardoso, morgado de S.Tiago da Praça em Mirandela e bisneto de Diogo de Queiroga, um dos filhos legitimados de  Álvaro de Queiroga. Diz J.G Calvão Borges que poderá ser esta a explicação para as armas gravadas na tal pedra de armas existente na fonte da Quinta do Geraldo.

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Não será de estranhar que ainda hoje existam no Couto de Ervededo e na freguesia os apelidos da Pedra de Armas.

 

E depois deste bocadinho da história de uma Pedra de Armas, que também faz alguma história da aldeia, vamos às minhas habituais impressões ou devaneios sobre a aldeia.

 

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A aldeia pode ser dividida em duas. A aldeia de cima e a de baixo. Aliás penso que a própria toponímia da aldeia contempla isso mesmo, quando junto à estrada na placa indicativa aparece o “Fundo de Vila” ou vila do fundo. Pois que me desculpem os de cima, mas no fundo é que esta aldeia tem toda a sua nobreza e interesse, aliás bem patente ainda no casario que por lá existe, mas também na Igreja e no Cruzeiro. Foi com certeza a antiga aldeia do Couto, com um pequeno núcleo em redor da Igreja a partir da qual partia uma rua principal para no cruzeiro dar lugar a duas ruas. Na que sobe, em direcção à actual aldeia de cima, temos então a nobreza das suas construções, ainda notória exteriormente numa delas, interiormente numa outra e na entrada da Quinta do Geraldo, a tal que tem a pedra de armas.

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Mas não é só no casario nobre que o fundo da aldeia é interessante, mas no desenvolver da rua que a liga a aldeia de cima que, para vencer a inclinação a obriga a andar às curvas e a altos muros de suporte de terras, mas em granito, o que lhe dá um ar (às vezes) sombrio e (quase sempre) bucólico, decorado com belíssimos chafarizes e muitas amoreiras, estas, para fazerem um pouco da história da seda a que esteve ligada a freguesia de Ervededo, do tempo em que era administrativamente falando, um concelho.

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Tal como em todas as aldeias com núcleos interessantes e antigos, também aqui, são os mais degradados, pois a aldeia em si, hoje é a aldeia de cima, onde um núcleo mais recente nasceu, tal como nasceram as inevitáveis novas construções junto à estrada que atravessa a aldeia, mas não muitas e onde se concentra a actual “vida” da aldeia, com os cafés, uma farmácia e penso que um Centro Social.

 

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A aldeia de baixo “vive” da sua beleza e da sua história de nela ter o casario mais nobre, mas com a nobreza de outros tempos, pois hoje, apenas são o seu testemunho, sem gente que habite as casas e as ruas, mais parecendo que parou no tempo. Se por um lado temos pena, por outro até ficamos felizes, pois longe da vista, longe do coração e nela não se praticam alguns disparates, como no largo onde outrora existiu a Capelinha de Santiago que desapareceu para dar lugar a um Chafariz,  que agora desapareceu para dar lugar a nada… . Pelo que ouvi a algumas pessoas do povo, não concordam muito com estes desaparecimentos – “politiquices” disseram-me. Mas como eu não sou de lá, fico-me por aqui, no entanto, a não haver capelinha (que não conheci) gostava mais do largo com, do que sem chafariz.

 

Chafarizes que aliás se reproduzem ao longo da rua. Não os contei, mas são muitos, e quase todos são ou seguem o chafariz tipo do “Estado Novo”, dos anos 50, construídos em pedra e encimados por um escudo.

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E agora um pouco da história desta aldeia, que como já aqui se falou várias vezes, está também ligada ao antigo concelho de Ervededo. Aliás era mesmo o nome desta aldeia até à criação da freguesia (de Ervededo), adoptando a partir daí o topónimo de Couto, ao qual popularmente se lhe junta Ervededo, para a melhor a distinguir de outras aldeias com o mesmo topónimo.

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Reza a história que a sua existência já é conhecida pelo menos desde a ocupação romana em que assumia o topónimo de onde derivou o actual nome da freguesia – Ervedetuni. Pelo menos, reza também a história, que em 1132 as suas terras foram doadas em forma de Couto ao Arcebispado de Braga. Curiosamente, ao se conhecer a história do Couto e de Ervededo ligada ao Couto do Arcebispado de Braga, sente-se essa mesma história nas ruas do Couto e tudo, por causa das amoreiras, que embora não sejam as de há 800 anos, são as mesmas que dão de comer ao bicho da seda, que fazia a seda de então.

 

E de história penso que falta apenas referir que na vizinhança existe uma estação arqueológica que dizem está ligada à cultura visigótica e falta referir também a Igreja Paroquial de traça barroca dos séculos XVII e XVIII e que tem como patrono o S.Martinho.

 

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E para terminar falta referir que é ainda uma aldeia com vida e embora a população esteja envelhecida, há sempre gente nas ruas, mesmo com chuva e frio, como no caso da minha última visita, o Couto não era uma aldeia morta e, até o forno do povo funciona, ou melhor, fazem-no funcionar, como manda a tradição.

 

Até amanhã!

 

Até já

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:03
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