Sexta-feira, 2 de Junho de 2017

Momentos para pensar...

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Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.” – Embora sem autoria confirmada, esta afirmação costuma ser atribuída a Abraham Lincoln, mas para o caso nem interessa a autoria,  o que interessa mesmo é a mensagem. Que cada um conclua daqui o que quiser…

 

E com esta me vou – até amanhã!

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:53
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Sábado, 14 de Junho de 2014

Vidago, talvez para reflexão!

Hoje vamos até Vidago, não da forma habitual e nem sequer vou debitar por aqui muito palavreado, apenas algum, que se conseguido poderá ficar para reflexão, tudo porque algo me levou a trazer aqui as três imagens que vos deixo.

 

 

O que têm em comum as três imagens?

 

Pois, talvez não tenham nada em comum para além de serem as três de Vidago, no entanto o “talvez” deixa tudo em aberto para que algumas congeminações sejam possíveis… ah! E esqueci referir que sobre estas imagens já passaram três anos.

 

 

Um destes dias voltaremos por aqui com o tema. Se é que há tema. Acredito que para uma minoria haverá sempre um tema que será importante discutir, lamentando-se que, como sempre, a grande maioria se abstenha.

 

 

 

Afinal, o palavreado leva-me a deixar aqui outra imagem que de repente me veio à memória,  não é de Vidago, é da fronteira de Vila Verde da Raia,  mas algo me faz deixá-la também aqui.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:54
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Devaneios

Andei para aqui às voltas com a imagem. Dá a sensação de haver nela algum mistério, mas não há qualquer mistério, e se os há, os únicos, são mesmo em saber se a trovoada deu em chuva e se, a próxima curva é à esquerda ou à direita, o que, para o caso, tanto faz.

 

Já de seguida inaugura uma nova crónica intitulada “VIVÊNCIAS”, sem mistérios, e que acontecerá aqui duas vezes por mês, de autoria de Luís dos Anjos.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:59
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Sábado, 22 de Março de 2014

momentos, olhares e devaneios -1

 

Hoje porque sim, porque me apetece, vou deixar por aqui alguns momentos, alguns olhares e até devaneios. Tudo do mundo rural flaviense, quer a ruralidade aconteça ou não.

 

Fica o primeiro momento tomado num olhar, talvez um devaneio. Aconteceu próximo de Pereira de Selão.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 17:00
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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012

Uma imagem para um assunto a acontecer mais tarde

 

Para já fica uma imagem de abertura sobre o assunto que hoje quero trazer aqui, mas as restantes imagens e as palavras, ficam para mais tarde, mas ainda para hoje.

 

Entretanto, para quem gosta de fotografia e costumava seguir o meu antigo blog “Devaneios”, fica aqui a notícia que está de volta. Eu sei que há dois anos atrás disse que os “Devaneios” tinham chegado ao fim, mas não resisti a traze-lo de volta, com imagens de outros sítios e lugares para além de Chaves, das nossas aldeias e da região e, claro, com alguns devaneios fotográficos, sem palavras, ou sem muitas palavras. Passe por lá, fica aqui o link: DEVANEIOS

 

Até mais logo.


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publicado por Fer.Ribeiro às 03:45
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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

(In)dependência saboreada de imagens trocadas

 

Hoje apetece-me estar comodamente só. Não sei se pela chuva ter chegado, se pelo dia ter ficado estranhamente escuro. Convém arranjar sempre uma desculpa para estes estados que nos invadem e se entranham, momentos em que procuro a poesia para nela encontrar algum conforto. Parto para a estante, percorro-a de ponta a ponta na esperança de não encontrar livro nenhum, e não encontro, porque não quero ler, não me apetece ler, apenas ficar comodamente só.

 


 

Fumo um cigarro. Saboreio-o quase em silêncio até ao fim. Não fosse a chuva e o silêncio seria total, como se houvesse silêncios e pudesse estar comodamente só,  e escrevo. Pasmo mais que escrevo. Estou aqui sem estar, mas escrevo quando me apetecia estar comodamente só, sem letras, sem palavras, mas escrevo, pasmo e escrevo mais uma palavra e cada palavra custa, dói. Procuro novo livro mas abandono de novo…só me apetece ficar comodamente só.

 

 

Ai como me apetece estar comodamente só , mas insisto em levantar-me e percorrer de novo a estante. Não leio os títulos, já os conheço e não me apetece ler. Saboreio outro cigarro. Tenho o cinzeiro cheio de beatas, saboreei-os todos, a chuva continua a cair e a mim, continua a apetecer-me ficar comodamente só…

 

- Ei, pchiiut, pchhhhh, acorda!

- Ãh! Arranja aí um cigarro!

 


 

Ainda hoje vamos ter por aqui o regresso das “Palavras Colhidas do Vento” de Mário Esteves. Até lá, fiquem comodamente…como vos apetecer, se puderem, claro.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:48
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

O novo Zé Povinho doutor português

 

 

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De cada vez que vejo este boneco publicitário (da foto), a minha mente (embora em silêncio) parece o nosso velho Texas quando arrancava da estação, com os dois grandes braços mecânicos, que  na sua lentidão começavam a fazer mover o grande fardo das carruagens que carregava atrás de si para passados uns instantes (largos), animado da sua força  (embora de pequena velocidade), nem uma muralha o conseguia parar. Também, tal como o velho Texas, a minha mente tem a sua força e leva-me numa viajem longa de pensamentos, devaneios, assentamentos e até contradições.

 

Acabei agora um desses momentos de contemplação que quero deixar aqui em palavras, ou seja, caio na realidade que é mais irreal que a viagem de fantasia… Queria começar por Parabentear ou parabenizar o autor do boneco  e fiquei na dúvida de qual o termo a utilizar. Como o meu dicionário traz os dois termos, decido-me por parabentear. Assim,  parabenteio o autor do boneco (ou seja, dou-lhe os parabéns) por tão bem substituir a imagem do Zé Povinho português (aquela do Bordalo Pinheiro a fazer o manguito), dando-lhe a versão actual, Sec. XXI, Socrática, de um zé povinho doutor, careca e velho de tantos estudos, com uma mão no bolso a outra pedir …

 

No meio deste meu emaranhado de ideias e por abordar peças decorativas, veio-me à lembrança que parece estarem previstas eleições para o PR por esta altura, não tenho bem a certeza, tal como desconheço quem são os candidatos. Suponho que um seja o Cavaco e o outro, o poeta contente ou Manel Alegre, tal como suponho que o Cavaco seja o candidato apoiado pelo PSD, já quanto ao PS, não faço a mínima ideia de quem seja o seu candidato, penso que não cairiam na asneira de irem de novo ao arquivo buscar o MS.  E acreditem que estou a ser sincero, pois na hora das notícias televisivas há uma cadeia espanhola que transmite os Simpsons, bem mais interessantes que as nossas tristes notícias. Fora isso, só oiço a rádio aqui do blog, e neste, à hora que oiço, só há música, interrompida às vezes, para nos porem a par do novo romance português, e deste, de tanto repetirem os nomes, até já os decorei. Um é Seabra e o outro é Castro e a mãe de um deles chora com a melhor amiga. Enfim, também não ligo lá muito à conversa e assim, fica então a dúvida das eleições. Pelo sim pelo não, no próximo Domingo nem há como passar pela antiga escola primária (se ainda não foi convertida em casa mortuária) e verificar se por lá existe uma urna (de votos)…

 

Parabenteio mais uma vez o autor do novo boneco do “Zé Povinho doutor português”.

 

Já a seguir, mais um discurso sobre a cidade.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:58
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Quarta-feira, 2 de Junho de 2010

Devaneios a preto e branco com muitos cinzentos pelo meio

 

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Todos os dias, quando saio de casa, esqueço uma ou outra coisa.  As chaves, a carteira, os óculos… é o que calha, penso mesmo que me está no sangue esquecer-me das coisas.

 

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De nada adianta no dia anterior deixar tudo junto à porta de entrada, pois por uma razão qualquer, no dia seguinte, saio pela porta das traseiras e lá se vai a agenda do dia…

 

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Há uns dias atrás esqueci-me das cores em casa e, só quando cheguei à cidade é que me apercebi que tudo estava a preto e branco, com muitos cinzentos pelo meio. Primeiro estranhei a ausência de cor, mas comecei por ver que as pombas da praça do duque nada estranhavam, depenicando como de costume as migalhas de pão, logo a seguir, apareceu uma criança  a brincar com as pombas, ao fundo da praça notei que havia mais alguém alheio à ausência de cor e de seguida, a praça começou a encher-se de gente, vindo e indo para todos os lados …

 

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Afinal, a preto e branco, a vida ia-se compondo e seguia o ritmo dos dias de imagens cinzentas, com migalhas e pombas, crianças e gente, rotinas e indiferenças. A preto e branco, com muito cinzento, tudo continuava igual, ninguém se importava com a ausência da cor.

 

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Também eu aprendi a lição, não pelos dias acontecerem assim por me ter esquecido das cores em casa, mas por perceber que o Photoshop, num click, transforma todas as cores em preto e branco com muitos cinzentos, mas nunca, mesmo nunca,  consegue dar cor ao preto e branco de uma imagem, com muitos cinzentos… por mim, nunca mais esquecerei as cores em casa, aos outros, cabe-lhes a eles a escolha da cor ou da indiferença de um preto e branco com muitos cinzentos.


 

Moral da história: Mais um devaneio a preto e branco com muitos cinzentos pelo meio...ou talvez não!

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publicado por Fer.Ribeiro às 12:00
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Sábado, 29 de Maio de 2010

Plágios ou Devaneios!?

Ao ver as duas fotos que agora vos deixo aqui, ocorreu-me logo à ideia:

 

PLÁGIO!


 

O termo já é antigo, vem do latim (plagium, -ii, roubo de escravos, plágio) diz o dicionário e tem como significado:

 

1. Acto ou efeito de plagiar.

 

2. Imitação ou cópia fraudulenta.

 

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Pois sempre ouvi dizer que copiar é feio, muito feio… mas se ainda por cima essa cópia é fraudulenta, então, além de feio, também é crime, suponho.

 

Rebuscando no meu baú de fotos, deparei-me com as duas que vos deixo para apreciação.

 

- Serão um plágio!?

 

- Será quê na toma da última foto plagiei um olhar que já tinha tido!?

 

- Será quê um dos inspirados autores do design plagiou o outro!?

 

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Pois não sei, mas também me ocorre a ideia de alguém que poderá andar por esse mundo fora a ver como as coisas se fazem e depois as tente reproduzir cá na terrinha, mas à nossa maneira e à nossa escala, e isso, claro, está longe de ser um plágio… mas penso que não, que não há plágio e tudo não passa de devaneios que me ocorrem,  e depois, também não acredito que alguém de NYC viesse cá copiar-nos ou que algum olheiro conseguisse atravessar o atlântico e chegar cá com a ideia ou plágio inteiro… desculpem lá o incómodo e façam de conta que este post não existe.

 

Já agora, a foto nacional é de Soutelo, freguesia que mais logo estará aqui com o seu mosaico. A outra foto, roubei-a ao Devaneios , e foi mesmo um devaneio que vai de mim até ao outro que as juntou aqui.

 

Até logo em Soutelo e Noval.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:38
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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Hoje não há feijoada

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As notícias de ontem da LUSA até davam ingredientes para uma boa feijoada à transmontana, senão leia-se:

 

O presidente da câmara, João Batista, apresentou hoje, em conferência de imprensa, o último projecto aprovado no âmbito do Programa Operacional do Norte (ON.2 - o Novo Norte), que representa um investimento total de 4,8 milhões de euros, com 2,8 de comparticipação do programa FEDER.

 

No âmbito do projecto "Chaves Monumental", o autarca destacou a construção do Museu das Termas Romanas sob as ruínas do balneário termal, possibilitando a visita das mesmas e de outras peças descobertas naquela zona como moedas ou peças de adorno.”

 

Não sei se os 4,8 milhões de euros chegarão para por baixo das “ruínas” do balneário termal romano se fazer um museu, nem sei se o IGESPAR consentirá que se proceda ao desmonte (suponho) do balneário romano para o tal museu ser levado a efeito. De qualquer das maneiras é uma obra ousada de engenharia à qual quero assistir….eheheh!

 

Calinadas à parte, hoje até nem há feijoada, pois o calor não convida a tal, mas continua a ser dia de feira em Chaves, e as feiras de Agosto, já toda a gente sabe, são bem animadas, com muito movimento e muita gente na rua e,  com a vinda dos emigrantes, Chaves está em festa.

 

Claro que com as férias dos nossos emigrantes, os nossos problemas também são agravados, principalmente naquilo em que Chaves já apresenta carências durante todo o ano, fazendo-se notar mais no trânsito e principalmente nos estacionamentos.

 

Contentinhos de todo, andam os restaurantes e alguns comerciantes, pois embora a crise esteja instalada em casa ou à porta de cada um, férias são férias e há sempre lugar para uns devaneios económicos bem compreensíveis, pois,  só se conhece o verdadeiro sabor da terrinha quando se está lá fora e a ela se regressa, principalmente de férias e por curtos dias, pois os resistentes, os que por cá ficam todo o ano, não dizem o mesmo. Acomodados à pasmaceira, estranham o mês de Agosto e até protestam por neste mês terem aquilo por que anseiam o ano todo, chegam mesmo a stressar de tão marasmados que andam o ano inteiro… a dar milho às pombas.

 

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Eu pessoalmente gosto da festa do mês de Agosto, ver caras novas e até, coisas bem interessantes. Claro que também me incomoda ter de andar às voltas ao quarteirão para encontrar um estacionamento, mas até já é um incómodo ao qual estou habituado, apenas é mais agravado, mas vale pela festa, pela quebra da rotina, por acontecerem coisas em Chaves, por vermos caras novas e só lamento mesmo, que as entidades responsáveis não entendam este regresso como uma verdadeira festa em Chaves, uma festa que requer festa e que neste mês deveria ser diária… mas nesse aspecto (da festa), ninguém se pode queixar  de stress, pois o marasmo, é aquele que habitualmente acontece durante todo o ano. Antigamente ainda havia as verbenas, agora nem isso. Restam as esplanadas dos bares e o grande acontecimento de Agosto, que parece resumir-se ao festimage das freiras…quando lá está.

 

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De tão ocupado que tenho andado, nem me sobra tempo para atender aos pedidos do Repórter de Serviço, mas ao que parece já esvaziaram o rio para finalmente repararem o muro do Tabolado. Mesmo em frente, a destruição do espaço verde polis continua, primeiro com a praia artificial para o futebol e agora com uma pista para radicais. Mas ainda há espaço para outras destruições… ATENÇÃO, nada tenho contra a bola na praia e as pistas dos radicais, até acho que são salutares e interessantes, já não compreendo é como se destrói aquilo que está bem feito para implantar estes espaços, quando por aí há tanto espaço a meter dó, bem localizados e que pede intervenções urgentes, onde estes espaços desportivos caiam que nem ouro sobre azul. Mas pela certa que são espaços que estão reservados ao b€tão, onde os interesses da “modernidade” mandam e falam mais alto que os interesses públicos. Fico-me por aqui.

 

Até amanhã, com coleccionismo de temática flaviense.

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:15
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Hoje há feijoada

 

Na feijoada da última quarta-feira caiu um comentário que diz que eu ando mesmo distraído, pois nunca Chaves teve tantas festas como agora… e ao que parece até é verdade, principalmente as festas da cultura, em que uma agenda cultural tão preenchida e tão rica em eventos, nem sequer conseguiu abrir um espacito que fosse para receber e anunciar Mia Couto e o lançamento do seu último livro em Chaves. Graças a Deus que o Forte de São Francisco Hotel acolheu o evento de braços abertos e Chaves pôde assim ter a honra de receber Mia Couto, que também foi recebido calorosamente com um auditório cheio de gente interessada.
 
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Imagem retirada de video on-line na Alto Tâmega TV
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Isto só veio a respeito da minha distracção quanto às festas que acontecem na cidade, pois hoje quero mesmo é falar de obras, daquelas que se fazem e das que também não se fazem.
 
Em Chaves e, penso que nas outras localidades também não é diferente, só se fala de um assunto da comunidade, quando esse assunto é visível ou mexe com o nosso dia-a-dia, principalmente no segundo caso.
 
Ultimamente tem sido tema de conversa e de protesto as obras que decorrem na Avenida da Galiza/ Avenida D.João I, principalmente por quem utiliza aquele troço diariamente ou pelos comerciantes/habitantes da Madalena e, é caso para dizer que o tema até é oportuno pois, quem protesta, até tem razão.
 
Pessoalmente, que também sou utilizador desse troço quase diariamente e em tempo de aulas, sou-o diariamente mais que uma vez por dia, mas simultaneamente também sou cliente de algumas lojas da Madalena, sei o transtorno que as obras causam. Claro que não sou tão crítico como alguns o fazem levianamente, principalmente aqueles que protestam sempre que há obras e pela ocasião em que as obras acontecem, ou seja, por acontecerem no verão, quando vêm os emigrantes, quando há pó, quando isto, quando aquilo, etc. Pois se acontecessem no inverno, esse tipo de protesto seria idêntico e então seria pela lama, pelo frio, pela chuva, pelas aulas, pelo Natal, ou pelos Santos. Claro que as obras e os trabalhos de obras, têm de acontecer durante todo o ano, mas há algumas, pelas suas características, que até só devem e podem acontecer no verão ou com tempo quente e seco, e, a causar transtorno, tanto causam no verão como no inverno, por isso não é por aí que eu vou. Mas também sou critico quanto às obras neste troço, e não me refiro a estas em particular (embora estas tenham mais impacto), mas ó raio das obras que aí acontecem desde há 7 ou 8 anos para cá, e aí tenho de dar razão aos utilizadores e aos comerciantes da Madalena.
 
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Já vai sendo hábito em determinado troço, terminar uma obra para logo de seguida começar outra. Primeiro são as Águas de Trás-os-Montes, depois vem o gás, depois a EDP, depois a Telecom, depois a TV cabo, depois o saneamento, depois isto e aquilo. O mal está no sistema e nas descoordenações ou falta de coordenação que há entre as diferentes entidades e para o mesmo local, às vezes acontece, que as diferentes obras se prolongam por anos. A Estrada de Outeiro Seco tem sido um exemplo disso e este troço da Madalena, bate o recorde, mas o pior de tudo, é a estrada que resta após as obras, sempre com as reposições deficientes de pavimentos.
 
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Esta, embora recente, já é para recordar...
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Mas nestes protestos, em particular nestas obras que estão a acontecer na Madalena, se alguém tem toda a razão em protestar, são os comerciantes e os seus habitantes, pois praticamente é-lhes cortada a única ligação que têm ao seu núcleo e, será oportuno perguntar se estas obras serão oportunas acontecer sem antes se fazer a outra ligação prometida e projectada para Madalena . Penso que era por aqui que se deveria ter começado e só depois desse acesso estar garantido é que se deveria avançar para as actuais obras. Penso eu!
 
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Outro, e já velho assunto, são os estacionamentos da cidade e as promessas de há 20 ou mais anos de se criar um parque de estacionamento na cidade, que constantemente vai sendo adiado, projectado e “desprojectado”, enquanto que os espaços gratuitos vão sendo ocupados por espaços pagos, sem contudo haver alternativas ou uma rede de transportes públicos que justifiquem tal acto.
 
Sacrificou-se o Jardim das Freiras para um estacionamento e o resultado foi ficar sem jardim e sem estacionamento. Numa só palavra: mataram as Freiras e, nem sequer uma praça atraente ou convidativa se ganhou e muito menos a polivalência do espaço ou sala de espectáculos que dela querem fazer, pois também não tem o mínimo de condições para tal.
 
No Arrabalde, além de (no meu entender) não ser o melhor local para um parque de estacionamento, adivinhava-se que por lá apareceria qualquer coisa de valor arqueológico…mas enfim, lá diz o ditado, “Deus escreve certo por linhas tortas”, e mais uma vez se perdeu um estacionamento, mas neste caso ganharam-se umas termas romanas que vai dar em museu.
 
Haveria que partir para um novo local e de entre os espaços disponíveis, a escolha tinha de cair sobre o pior e já anteriormente rejeitado por outros autarcas. Em suma, reúne quase todos os pecados, pois o local é de dimensões reduzidas para aquilo que se pretende, os acessos vão ser complicados e poderão hipotecar definitivamente a possibilidade de uma Rua de Stº António pedonal, para além de a construção em altura comprometer ainda mais o centro histórico com aquele que se adivinha ser mais um mamarracho em betão e, aquela candidatura de Chaves a Património da Humanidade, se já nasceu cancerosa que a não ser eleitoralista, é de sonhadores, recebe agora a machadada final quer para o património, quer para a humanidade, e já me fico só pela flaviense.
 
Locais que pedem um estacionamento e sempre o pediram, não sei porquê, são sempre rejeitados pelas mentes iluminadas desta cidade, e só aponto dois, que ficam dentro do espírito de um estacionamento no centro da cidade, com condições para ter as dimensões que se pretendem: A Lapa ou, em alternativa, o Jardim do Bacalhau.
 
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Finalmente, mais um vez o Cine Teatro. Sou saudosista porque naquela casa passei muitos momentos de lazer e, em tempos que Chaves tinha metade da população actual, vi encher os seus 999 lugares muitas vezes e se, se tratasse de uma peça de Teatro, era garantido que a sala esgotava, tal como esgotava sempre que havia bons filmes ou até os espectáculos escolares que por lá se realizavam. Os pequenos auditórios não me convencem. Podem servir para muitos espectáculos, mas nenhum deles tem condições para cinema e muito menos para receber um espectáculo de âmbito nacional quer seja de teatro, quer seja musical.
 
Tal como o estacionamento é necessário para a cidade, também um sala de espectáculos a sério que possa receber também espectáculos a sério, é necessária para a cidade. Com a compra do antigo Cine Teatro pela Câmara Municipal e, a seguir, com a execução do projecto de uma Sala de espectáculos a sério e posterior candidatura ao POLIS, ressurgiu a esperança de termos o Cine Teatro de volta, mas, como diz o ditado “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” que neste caso, o tempo até nem mudou a vontade da população e, o ditado até é mais correcto se for lido como “Mudam-se os políticos, mudam-se as vontades”… e são abandonadas todas as intenções de recuperar aquele espaço, pondo-se o espaço à venda. Como ninguém o comprou, há que lhe dar alguma utilidade e surge a “brilhante” ideia de transformar o local numa “salada russa” ou centro multiusos, mas sem sala de espectáculos, que mesmo que existisse, com tanta coisa que lá se quer meter, não passaria de uma “sala bebé”. (O edifício novo vai ter três pisos, sendo cada em um destes contempladas as seguintes actividades: No piso 0, com acesso através da Travessa Cândido dos Reis, prevê-se a instalação de espaços multiusos, espaço expositivo, centro multimédia, espaços interactivos, centro de convívio para idosos e espaço para crianças; no piso 1, com acesso principal pela Rua de Santo António, prevê-se a instalação de espaços comerciais e de serviços; no piso 2, também com acesso principal pela mesma rua, prevê-se a instalação de espaços polivalentes de serviços, preparados para actividades de profissionais liberais, objectivando-se a criação de uma espécie de “Centro de Negócios”, onde diversos serviços poderão ser partilhados por todos os utilizadores – In Página oficial do Município)
 
Este seria um bom tema para democraticamente ser aberto à discussão pública, mas uma vez que a democracia morre no dia seguinte ao das eleições, transformando-se em poder de quem quer e manda, eu deixo por aqui uma votação on-line para deixar a sua opinião.
 
A pergunta é simples:
 
Gostaria de ver o antigo Cine Teatro recuperado para um novo Cine Teatro, moderno e com todas as condições para receber qualquer tipo de espectáculo?
 
Como este espaço é de todos, deixe a sua opinião na votação on-line situada na barra lateral deste blog, logo no início por baixo do calendário. Só estará on-line até 30 de Setembro.
 
E por hoje é tudo.
 
Até amanhã!
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publicado por Fer.Ribeiro às 13:00
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Hoje há feijoada e é dia de feira em Chaves

 

Hoje é quarta-feira e como manda a tradição, cá pela terrinha, é dia de feira e, já se sabe, restaurante que se preze tem de ter feijoada.
 
Também por aqui, embora esta coisa esteja longe de ser um restaurante, hoje vamos ter uma espécie de feijoada, tantos foram os acontecimentos da última semana, tantos quantos os assuntos a abordar.
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Desde as festas da cidade, a inauguração do Festimage, a inauguração do Arquivo Municipal, as obras no Espaço Polis, visita do Ministro da Cultura Dr. José António Pinto Ribeiro, lançamento de uma candidatura independente à Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, lançamento de livros de autores flavienses, foguetes no ar e bandas nos atrelados…etc, coisa e tal, e nem sequer trago os acontecimentos e eventos do programa das festas da cidade, senão, corria o risco de por aqui ficar o dia inteiro. Ainda há quem diga que em Chaves não acontecem coisas!
 
Vamos começar pelo que de mais agradável aconteceu, precisamente no dia 8 de Julho, pois por cá esse dia escreve-se a vermelho no calendário. Claro que o mais agradável de tudo foi mesmo o feriado, soube bem. Quanto à festa, já tive oportunidade de me referir à ausência dela e, se chegou a acontecer (pois eu sou distraído) resumiu-se a 15 minutos de foguetes no ar e a duas horitas de banda no atrelado… assim, é melhor deixar a festa de lado e passar directamente a um dos assuntos mais importantes da semana: a visita do Ministro da Cultura Dr. José António Pinto Ribeiro a Chaves.
 
Pois não é todos os dias que um Ministro se dá ao trabalho de abandonar Lisboa, atravessar estes montes todos e ficar por umas horas atrás deles, visitando e inaugurando aquilo que ainda vamos tendo de melhor por estas bandas, pois, embora eu não tivesse sido convidado para as cerimónias nem dispensado para assistir a elas, sei pelos meus repórteres avançados que o Senhor Ministro da Cultura inaugurou o Arquivo Municipal de Chaves, visitou o Baluarte do Cavaleiro, as escavações arqueológicas (ou balneários romanos) do Arrabalde, inaugurou o Festimage nas Freiras, visitou a Biblioteca Municipal e a exposição do Mestre Nadir Afonso e, ainda teve tempo para um pulinho o Centro Cultural.
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Embora esta visita aparentemente possa fazer parte da rotina de visitas de um ministro, na realidade pode ter sido importante para Chaves, pois uma coisa são papéis e imagens da cidade vistas desde Lisboa e outra coisa é a realidade vista in loco, principalmente no que respeita à importância dos balneários romanos do Arrabalde que está na fase (tanto quanto sei) de arranjar financiamento para a execução do museu. Convém não esquecer que estas coisas da história e das arqueologias são tratadas por entidades que estão dependentes do Ministério da Cultura.
 
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Mas também teve oportunidade de ver como do velho e decadente se pode fazer um espaço arquitectónica e culturalmente interessante, embora com alguns pecados, tal como acontece com o novo e, até aqui inexistente, Arquivo Municipal. De facto deveria ser um exemplo a seguir mais vezes em Chaves, ou seja, recuperar edifícios no centro histórico, transformando-os e adaptando-os para este tipo de serviços, dando vida e interesse às nossas ruas medievais, em vez de construir novos edifícios. Um exemplo a seguir mais vezes, embora (diga-se a verdade) até já se tenha feito alguma coisa nesse sentido, pois temos o exemplo do Centro de Emprego e Formação Profissional, o exemplo da Biblioteca Municipal e até do Baluarte do Cavaleiro e da respectiva ilha (esta ainda em projecto). De lamentar (nestes exemplos de recuperações) só lamento mesmo as intenções que há para o antigo Cineteatro, pois pela tradição do local, merecia um fim bem mais nobre do que aquele que lhe destinam.
 
Mas ia dizendo que no caso do Arquivo Municipal, embora no contexto geral seja de elogiar aquilo que por lá se fez, não fica isento de pecados, principalmente no corpo novo com o excesso de betão que por lá se plantou “matando” a leitura das construções romanas e medievais que deveriam ter ficado na totalidade à vista no primeiro nível da construção. Com tantas soluções que a nova engenharia apresenta, tinham de optar pela pior, ou seja, uma estrutura pesadona de betão à vista onde não falta o mamarracho de um elevador com caixa na totalidade em betão. Para que conste, já há soluções com estruturas suspensas para elevadores ou então, estruturas metálicas com elevadores em vidro. Um assessor de bom gosto precisa-se urgentemente para este município…
 
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Mas enfim, retirando os pecados, o arquivo municipal tem nota positiva. Pena que o Senhor Ministro tivesse de inaugurar um edifício vazio, sem mobiliário e arquivos, mas sempre estavam por lá uns “zombies” a sair do que resta das muralhas medievais. Já agora, também foi de mau gosto o local que escolheram para colocar a placa alusiva à visita e inauguração do Senhor Ministro, mais um bocadinho e ainda a colocavam nos arrumos, debaixo das escadas…
 
Importante também, foi a visita do Ministro da Cultura aos Balneários Romanos do Arrabalde, mas também ao Centro Cultural, pois tanto num caso como noutro, teve contacto directo com as potencialidades dos dois locais e nunca se sabe como isso não poderá vir a ser importante numa futura decisão ministerial.
 
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Quanto ao Festimage, rendo-me, agora fiquei sem argumentos, pois além de não ter sido um Indiano a ganhar o primeiro prémio, pois este ano foi para a Moldávia, sei que há a intenção de dois ou três participantes virem a Chaves (dois espanhóis e um francês, ao que me constou), nem que fosse só por isto…mas adiante, pois a exposição Festimage foi inaugurada pelo Ministro da Cultura. Rendo-me à sua grandeza e, que importância tem que o evento não tenha fotografias de Chaves ou que nada promova a cidade de Chaves!? Isso são coisas menores… a visita de um Ministro (da CULTURA) à exposição, abafa e remata com toda a má língua que há sobre o evento que sempre quis ir além da paróquia e dos paroquianos... Admira-me até como é que o Senhor Ministro não fez logo ali um protocolo com a organização no sentido de a exposição percorrer as principais galerias de Portugal. Se calha, atordoado pelo calor da praça, não lhe veio à lembrança.
 
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E quanto à visita do Senhor Ministro da Cultura a Chaves é quase tudo, mas antes vou deixar por aqui uma foto de arquivo que vai de encontro aos desejos do Senhor Ministro, à qual Chaves não lhe é assim tão estranha, pois segundo ouvi aos meus infiltrados na visita, o Senhor Ministro confessou que até se mudava para Chaves se por aqui houvesse mar. Pois que não seja pela sua ausência, não o temos, mas inventa-se:
 
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(Foto de arquivo)
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Espero que com esta sugestão o Senhor Ministro da Cultura Dr. José António Pinto Ribeiro (que com este apelido só pode ser boa pessoa), faça as malas e se mude para Chaves, porque afinal, o mar acontece quando e onde o quisermos, é como o Natal, para alguma coisa inventaram as novas tecnologias. E podemos até nem ter uma mar a sério, mas temos mares de montanhas e mares de nevoeiro que costumam povoar as terras do vale de Chaves e também muita cultura e muita história.
 
Bem gostaria de continuar por aí fora com os acontecimentos da semana, mas tenho de reduzir o post aquilo que de mais importante aconteceu, que depois da visita do Senhor Ministro da Cultura, sabe-se lá porquê até nem foi anunciada como devido, resta-me ir para aquilo que tem causado ultimamente alguma comichão nos dois partidos com aspiração ao poder de Chaves – Uma candidatura independente à Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
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Pois é, os partidos que se vão cuidando, pelo menos enquanto não proibirem as candidaturas independentes, pois com o descontentamento geral da população com os partidos e com os políticos, esta dos independentes pode pegar moda e impor-se. Aliás e, pelo que sei, esta candidatura que agora apareceu em Chaves já abriu o apetite a outras candidaturas independentes a outras freguesias do concelho, promete portanto não ser caso único.
 
Mas vamos então para o MAI – Movimento Autárquico Independente, que como se trata de uma candidatura de cidadãos independentes de Chaves, onde além de flavienses estão também muitos amigos, tenho todo o gosto em trazê-lo aqui ao blog, sem mesmo ser suspeito, pois Santa Maria Maior não é a minha freguesia. Quem me dera que na minha também acontecesse assim um movimento…
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Fica o seu manifesto divulgado na apresentação do movimento, cuja cabeça de lista é o Taró, é este o nome pelo qual toda a gente o conhece na cidade:
 
“O Movimento Autárquico Independente concorre aos órgãos autárquicos (Assembleia e Junta de Freguesia) da Freguesia de Santa Maria Maior, Chaves, nas próximas Eleições Autárquicas.
 
Não concorremos contra qualquer partido político, mas estamos também convictos de que a democracia não se esgota nos partidos.
O movimento que corporizamos pretende ser dinâmico e interventivo e fomentar a participação de todos cidadãos de Santa Maria Maior na vida da cidade.
 
Por isso distinguimos a acção dos partidos, pela forma como vamos estar em Santa Maria Maior, ou seja, a nossa razão de ser, as nossas soluções e propostas decorrerão, imanarão da comunidade na qual nos integramos e fazemos parte, não do interior ou da razão de qualquer partido.
 
Aqui reside, pois, a nossa diferença e, consequentemente a nossa força.”
 
 
 Quanto aos partidos políticos, se com esta candidatura ficaram com alguma comichão, nem há como coçarem-se, pois se tiverem propostas válidas para a cidade e as pessoas ainda acreditarem nelas, nada terão a recear, mesmo sabendo que em apoios, esta candidatura independente, cresce dia-a-dia.
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Tempo ainda para o Mestre Nadir Afonso, que mais uma vez está entre nós na nossa terrinha a passar uns dias e, também para apresentação do livro “NADIR AFONSO: INTINERÁRIO (COM)SENTIDO”, que acontecerá amanhã, às 18H00, na Biblioteca Municipal, apresentação que estará a cargo de Maria José Magalhães, docente da Faculdade de psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Mais um regresso às origens e à Casa Azul

 

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De vez em quando gosto de fazer um regresso às origens, ao passado, ao tempo de infância, aos meus percursos de liberdade pela veiga fora, a pé, de bicicleta, sozinho ou acompanhado, tanto fazia, toda a veiga, ou quase toda, era o meu (nosso) território de liberdade onde como único relógio, só havia aquele que a barriguinha ditava e que despertava com o despertar das aves e só encerrava ao anoitecer.

 

Caminhos e carreiros que todos eles conduziam à liberdade e a grandes aventuras de criança que dia-a-dia se faziam de fértil imaginário e no conhecer de cada esquina e canto ou cantinho, como também se conheciam as melhores árvores de fruto, as melhores águas, sempre frescas, que davam energia para mais uma caminhada ou mais uma aventura, sempre veiga fora com apenas a serra por limite, ou terras de outras aventuras e outras liberdades, que nisto das liberdades, também havia territórios.

 

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A casota do pastor que ainda hoje passados mais de 40 anos, se encontra no mesmo local

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O nosso, porque não era só meu, começava na Casa Azul, ponto de encontro e reunião, de programar aventuras e de cumplicidades também e prolongava-se veiga fora até à Serra do Brunheiro, que só no natal explorávamos, a Ribeira do Caneiro marcava outro limite, pois além dele era terra de ninguém onde também fazíamos as nossas incursões, na quinta da Condeixa voltava-se para trás pois pró Campo de Cima, só para ir buscar e devolver os livros da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian cujos livros a liberdade dos dias não nos deixava quase tempo para folhear, excepto nos dias de chuva, desses enfadonhos cinzentões, escuros e horríveis dias de chuva, e às vezes chovia tanto…

 

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Da minha rua e da minha varanda o Castelo dizia-me onde ficava a cidade

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Também havia por lá a vida de campo, não fossemos nós os rurais da cidade, e não era campo por opção, mas antes a obrigação de ir atrás da água que falhava nas regas, a obrigação das plantações e das colheitas, principalmente estas, pois o trabalho dava para todos e muitas vezes até sobrava para os amigos. Claro que não eram dias que tinham a liberdade que de manhã idealizávamos, mas não se contestavam porque eram obrigatórios e na altura a palavra contestar, nem sequer existia. Claro que andávamos como se as pulgas nos picassem e o sentido e ouvido, estava na rua, à espera de um assobio de código ou de outra combinação qualquer, mas trabalho era trabalho e estava proibido interrompe-lo, quando muito, uma aproximação do local de trabalho significava estarmo-nos a oferecer como voluntários para uma tarefa qualquer.

 

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Os Braguinhas e a Capela de S.Bento, mesmo ao lado da grande catedral do vinho

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Pensava eu então que esses dias de lides do campo, com plantações e colheitas eram piores que os dias de chuva e não me dava conta, então, que aquilo também era uma escola, onde se aprendiam as coisas mais primárias e simples, mas cheias de valor e valores. Deveria ter andando e aprendido mais nessa escola, mesmo assim, dava-me gozo ver os betinhos da cidade a conhecer só o nome das árvores quando tinham os frutos pendurados.

 

Claro que nas lides do campo, também havia tarefas que se faziam com gosto e até dias de festa, como na matança do porco depois (claro), só depois, de termos carregado a primeira pedra de afiar do matador. Mas era dia de festa pelos petiscos e iguarias próprias do dia e principalmente pela bexiga do porco que dava para uma pequena temporada de jogo da boca, mas o que mais apreciava mesmo (à distância) era ver os rojões do banco a saírem disparados e projectados para bem distantes do ambiente de trabalho.

 

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A velha fonte do Campo da Fonte, paragem obrigatória para refrescar

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Mas para além das grandes aventuras de verão havia a grande aventura da escola, das aventuradas caminhadas para a escola e do regresso também, isto no tempo em que a escola era um martírio onde aprender a ler, escrever e contar era obrigatório, quer fosse naturalmente por inteligência e raciocínio ou com a ajuda de uma cana-da-índia ou um naco de madeira redonda com cinco furinhos que às vezes o professor “acariciava” as nossas mãos e que eram um petisco nos dias frios de inverno com mãos cobertas de frieiras.  Ainda era o tempo em que uma gripe das fortes eram uma alegria para a criançada e onde felizes trocávamos o carinho e aconchego de uma mãe por dois ou três dias de escola. Um bem haja para os professores de hoje que trocaram as canas e os “nacos de pau com furinhos” por e pelos interesses das crianças em que ir à escola é um dia de diversão.

 

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A velha estatueta continua virada para Portugal ditando o seu início...

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Mas era nos trajectos para a escola que íamos saído do nosso rincão e que até estávamos autorizados a passar (sem abusar) pelos territórios de outras liberdades. Claro que pelo sim, pelo não, preferencialmente fazíamos o trajecto acompanhados ou (quando as coisas ficavam sérias) até em grupo, mas qualquer dedo molhado resolvia o assunto e no recreio da escola, o território era neutro, ou quase.

 

Foram também tempos das grandes descobertas, de apreciação de locais de paragem obrigatória, de minutos roubados ao percurso ou até de terror, quando sozinho, tinha de enfrentar o ardina que eu conhecia pelo “ós contra sai macho”, quando me barrava o caminho e tinha de fugir por valetas e por baixo de pontões… regressos ao passado que hoje vou recordando e imaginando o gozo e rizadas de consolo que não deviam dar aquele ardina quando nos atormentava. Ardina que terminava a sua missão nos Braguinhas, mais ou menos onde nós recolhíamos os “malucos” dos irmãos Caios, aos quais todos guardavam algum respeito e que eram óptimas companhias para as confusões.

 

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O palacete das freiras ou de Sotto Maior, tinha bons diospiros...

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Também ao longo dos percurso íamos tendo contacto com as mais variadas profissões e actividades que hoje (algumas) só já existem na memória. Não raras vezes acompanhávamos as lavadeiras de S.Lourenço que com os seus burros, desciam à cidade com a roupa lavada, depois de termos deixado para trás o sapateiro remendeiro cada ponto cada…  e lá vinha bota do sapato pelo ar… a sorte é que nunca acertava. Depois dos braguinas, o peliqueiro, mesmo em frente ao “papa couves” e ainda antes do bacatela, onde o alfaiate, sempre com o rádio em som bem elevado, ia ouvindo os parodiantes de Lisboa (era essa a hora da minha passagem).

 

No Campo da Fonte juntavam-se-nos outros dois gémeos, o velhote, o Gaspar, o Marco e o periscas, raparigas à parte, pois não sabiam jogar à bola, mesmo na escola, elas lá tinham a sua e nós a nossa.

 

Depois era tempo de apreciação, pois começávamos a chegar ao movimento da cidade. O Palacete da Freiras que só mais tarde soube que era do Sotto Maior, a Volkswagen e os seus carochas, que era um carro – carro, o Posto da Polícia de Viação, com as suas brutas motos, com continência obrigatória ao Sr. Ribeiro ou ao Sr. Andrade e a outro mais gordinho cujo nome não recordo e a seguir o mundo do Jardim Público, com parque infantil à entrada, com guarda porteiro a cobrar entradas e a qual nós pensávamos passar a perna com as nossa entradas clandestinas que tinham sempre mais sabor. É esse o jardim que guardo na memória e não o de hoje, mais que desvirtuado. Depois só restava mesmo a Ribeira do Caneiro, a taberna do Sr. Armandino e a escola, o martírio, mas que valia pelos intervalos e compra de cromos do futebol para jogarmos (mesmo na taberna em frente) ou pelos jogos do espeto, do pião, do já-estás com os sempre momentos grandes das trocas de dedos molhados, umas bofetadas e uns murros que com tanta emoção, raramente acertavam ou faziam moça, mas valiam para dizer que é que mandava.

 

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Prefiro recordá-lo assim...

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Um regresso à infância que eu dedico a toda a rapaziada de então, do tempo em que gozávamos da liberdade da veiga ou das brincadeiras e jogos à volta da taberna ou, de verão, à volta da nossa praia do fundão que se improvisava no canal de rega, mesmo ali onde ele passava por baixo da Ribeira do Caneiro.

 

Hoje um post de regresso à infância onde a maioria dos acompanhantes deste blog não se revêem, mas que fazia os dias da rapaziada da Casa Azul, aos quais dedico este post, mas também aos outros bairros (alguns até rivais) da cidade dos “betinhos da cidade”, como o do Stº Amaro, o Bairro Lopes bairro vermelho, o Aliança, o Campo da Fonte, os Aregos, a Canelha, o Bairro Operário e outros que já se misturam no tempo e nas recordações.

 

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A minha ficava ao lado, esta era a das raparigas.

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É bom, de vez em quando, descermos às origens e ao bairro onde nascemos,  porque então ainda se nascia em casa e em Chaves, o que hoje, infelizmente, já não é possível, salvo raras excepções a quem o tempo não deu para ir nascer em Vila Real. Já não é tão bom, passar pelo velho bairro e não ver uma única (que seja) criança na rua, quando nos meus tempos, a rua, era das crianças. Outros tempos os de hoje, que lá terão os seus prós, mas também muitos contras. Pelo menos, hoje, vamos tendo a liberdade de poder dizer coisas, desde que…claro que o post já vai longo e termino por aqui, com os meus devaneios com mais um dia sem a prometida feijoada das quartas-feiras e, pela primeira vez, aproveito também para pedir desculpas pelos erros dos textos que por aqui vou deixando, mas continuo com o velho e mau habito de não reler o que escrevo com a espontaneidade com que me vai saído dos dedos. Está escrito, está escrito… e “prontos”.

 

Até amanhã, com coleccionismo de temática flaviense.

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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Chaves, uma cidade de província - Portugal

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Truz-Truz, entro assim em mais uma quarta-feira de devaneios, com Torga que até era Adolfo.

 

Chaves, 9 de Setembro de 1984

 

Dei hoje comigo a pensar na linda soma de dias felizes que, apesar de tudo, roubei ao afã da vida. Dias lúdicos de caça ou ociosidade termal, de comunhão total com a natureza, activa ou passivamente. Dias irresponsáveis em que nenhuma autoridade me pediu contas dos passos que dei, das palavras que disse, dos pensamentos que tive. Dias tão clandestinos que não serão contabilizados na minha existência gregária. Que foram os feriados dela.

 

Miguel Torga, in Diário XIV

 

Poderia terminar o post por aqui, pois já ficaria completo, porque todos nós, activa ou passivamente, tivemos os nossos dias clandestinos. Mas o segredo e a beleza de andar por aqui todos os dias não está em ter, no baú das nossas recordações, esses dias clandestinos, mas antes, está em continuar a viver esses dias, cada vez mais clandestinos que nunca, irresponsáveis porque livres e sem dar contas dos passos, das palavras e dos pensamentos.

 

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Saudosistas sim, porque não!? Que pecado haverá em tirar alguma felicidade e também força e revolta de um passado que o conhecemos porque foi vivido e que é o único que temos como referência para os nossos passos actuais. Coitados dos que não o são, saudosistas, dos que não têm referências e dos que não têm passado. Infelizmente há muitos coitados por aí….

 

Dias clandestinos que roubo a esta cidade de Chaves e que,  quis o destino, fosse a minha cidade. Dias clandestinos, que à moda das nossas aldeias, também faz de nós clandestinos residentes e uns verdadeiros flavienses resistentes, porque Chaves, por mais que se goste dela e se ame, nunca passou além da cidade pequena e provinciana que sempre foi, é o mal dela (ou bem, a minha depressão deixa-me baralhado)  ou ainda bem que assim é, pena (isso sim) é que o provincianismo e a pequenez habite também a cabeça de certas pessoas que embriagados com o glamour da reinação, as luzes lhe toldam a saudade e o passado, que mais parece nunca o terem tido… e aos que lêem o que escrevo e não escrevo e metem linhas entre-linhas, antes de apontarem o dedo a alguém (que caia bem na definição), descubram se lá por casa os espelhos reflectem a realidade.

 

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Perdi a referência nas páginas dos diários de Torga, mas sei que foi ele quem o disse que em Chaves não há raças, há castas e o problema da nossa cidade está precisamente aí, nas castas que não conseguem viver sem se libertar da sua raça…

 

Enfim, temos o dever da resistência e vivemos com a esperança, essa grande mulher que além de tudo nos permite estes dias irresponsáveis em que nenhuma autoridade nos pede contas dos passos que damos, das palavras que dizemos, dos pensamentos que temos, a nós e aos outros, os do glamour da reinação, e por isso, Chaves é igual a si própria, a cidade de sempre, pequena e provinciana, das notícias diárias do diz-que-diz-que-disseram-mas-não-contes-nada, não me vá a comprometer…

 

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É esta cidade de Chaves que faz de mim também um resistente, que poderia ser bem melhor, pois podia mas que mesmo assim tem os seus dias lúdicos de caça ou ociosidade termal, de comunhão total com a natureza, activa ou passivamente … e pasteis de carne, couves,  batatas e às vezes até bom presunto sempre regado com um bom e encorpado vinho tinto de carne

 

Termino com o mestre Torga (o tal a quem Chaves ou as Termas, deve a devida homenagem) e o seu olhar a cidade desde o Miradoiro, que, com olhar apurado, ainda pode ser verde, com verde natureza.

 

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Chaves, 6 de Setembro de 1986

 

MIRADOIRO

 

Não sei se vês, como eu vejo,

Pacificado

Cair a Tarde

Serena

Sobre o vale,

Sobre o rio,

Sobre os montes

E sobre a quietação

Espraiada na cidade.

Nos teus olhos não há serenidade

Que o deixe entender.

Vibram na lassidão da claridade.

E o lírico poema que me acontecer

Virá toldado de melancolia,

Porque daqui a pouco toda a poesia

Vai anoitecer.

 

Miguel Torga, In Diário XIV

 

Até amanhã.

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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

De(pressões) flavienses

 

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Só não se sente quem não é filho de boa gente… e, verdade se diga, ultimamente, todo o meu corpo e alma que o envolve ou acompanha, anda sentido, muito sentido, deprimido até… afinal não é o sonho que comanda a vida,  basta entrar-se em crise financeira e económica, para tudo entrar em crise, até a alma e os valores a ela associados…

 

Quando assim ando, sentido e deprimido, valho-me dos meus amigos poetas, das palavras, porque essas, poesias, poetas e palavras, sempre valem o que valem no momento em que valem.

 

Ao acaso,  passo os olhos pela estante da poesia e paro em Torga, porque sim, porque também ele sentiu com o nosso sentir provinciano…

 

Chaves, 24 de Setembro de 1971

 

Gosto destas cidades pequenas, frutos urbanos em que a polpa deixa ver ainda o caroço à volta do qual se desenvolveu: a praça do município, enquadrada pelo castelo, a igreja matriz, a casa da Câmara e a Misericórdia, com o pelourinho no meio a garantir a justiça. Superam gregariamente – na sua disciplina alinhada e varrida – a anarquia e a promiscuidade do aglomerado aldeão, conferem liberdade e dignidade ao habitante, que, além disso, pode continuar nelas a respirar o oxigénio puro do campo, a ver a paisagem, e a saudar a alvorada com um assobio salutar, como o que me acorda todas as manhãs desde que aqui venho.

 

Miguel Torga, in Diário XI

 

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Também eu a conheci assim, nesses mesmos anos e, despertava, quem sabe, se calha com os mesmos assobios, quando ainda era um verdadeiro fruto são, com polpa, pequena e contente consigo própria e com a salutar vida que se dava em assobios de alvorada e, ainda bem longe de adivinhar que a anarquia e a promiscuidade do aglomerado aldeão, atraído pelas luzes,  se haveria de transferir para acamparem atabalhoadamente em redor da cidade pequena dos assobios, espremendo e secando a polpa do fruto onde até o caroço por pouco não se resume a cangalhas, ou para lá caminha se entretanto não se escangalhar…

 

Todas as semanas lamento por aqui o despovoamento das aldeias, ou melhor, junto o meu lamento, ao  lamento dos resistentes, porque contrariamente ao que seria natural e até a própria natureza recomendaria, as aldeias também foram perdendo os seus melhores frutos que abandonaram as rédeas do seu futuro .

 

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Pela cidade, também seria natural que tivesse crescido naturalmente sem perder a consciência de que era uma cidade pequena, com frutos e polpa com acordares assobiados de manhãs salutares e, se pelas aldeias abandonaram as rédeas, aqui pela cidade parece não haver que as saiba manobrar… mas tudo é, apenas aparente… com uma aparência que incomoda.

 

Chaves, 10 de Setembro de 1969

 

Estes políticos, grandes ou pequenos, ao nível de capital ou de vila, são curiosos! Actores singulares, que em vez de servir se servem, é a própria megalomania que representam no palco da vida, a recitar em voz alta as palavras que adivinham no pensamento dos espectadores que hipnotizam. Naturezas ávidas de palmas vivas – e de morras, se não puder ser doutra maneira -, no fundo, as ideias, o bem público, a pátria e o mais em que se louvam para  atingir e conservar o poder, não lhes interessam. É o espectáculo da sua positiva ou negativa, hipertrofia pessoal que os seduz. A multidão cá em baixo, rasteira, embasbacada, fremente de entusiasmo, ou de indignação, e eles a pairar no meio dela, grotescos e sorridentes, a gesticular como gigantones.

 

Miguel Torga, in Diário XI

 

É isto o que espanta nos grandes homens das letras, é que escrevendo hoje, há 40 ou 400 anos atrás, continuam a brindar-nos com a actualidade das suas palavras.

 

Mas cada um vai tendo aquilo que merece e nós (cidade de Chaves e flavienses), sinceramente o penso, temos tido apenas aquilo que merecemos, porque acomodados na nossa pequenez, só nos importunamos quando o abanão é dirigido pessoalmente a nós, de resto, não me comprometas, que com o meu assobio e este olhar lateral, ainda pode cair algum! …  pois, sim, que seja melro! E depois, entre gregos e troianos, tanto faz, né!? São lá de longe… e coisas da história…mas cuidado com a mola, que de tanto vergar no cumprimento, um dia pode partir – conselho de amigo deprimido!

 

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Perdemos a cidade pequena da fruta boa com polpa e despertares de assobios, perdemos a vida rural e as aldeias, perdemos o comboio,  perdemos o hospital, perdemos porque nunca o ganhamos o ensino médio e superior, perdemos a tradição militar, perdemos importância da localização geográfica e até o presunto perdemos, só nos falta perder a identidade, mas por este caminhar, pouco falta, pois até a maternidade está perdida e já não nascem flavienses.

 

Pois é, as depressões dão para estes devaneios e estas coisas, mas a culpa é do Torga que me puxa pela língua e por falar nele, já que com ele começamos, terminemos também com a palavras de Miguel Torga.

 

Chaves, 11 de Abril de 1968

 

Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão.

 

Miguel Torga, In Diário XI

 

 

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Pois oremos nós também e ajoelhemo-nos enquanto a procissão passa, e mesmo que o cão ladre, não se incomodem, pois passada a procissão, logo se calará, ámen!

 

Até amanhã!

 

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