Para já fica uma imagem de abertura sobre o assunto que hoje quero trazer aqui, mas as restantes imagens e as palavras, ficam para mais tarde, mas ainda para hoje.
Entretanto, para quem gosta de fotografia e costumava seguir o meu antigo blog “Devaneios”, fica aqui a notícia que está de volta. Eu sei que há dois anos atrás disse que os “Devaneios” tinham chegado ao fim, mas não resisti a traze-lo de volta, com imagens de outros sítios e lugares para além de Chaves, das nossas aldeias e da região e, claro, com alguns devaneios fotográficos, sem palavras, ou sem muitas palavras. Passe por lá, fica aqui o link: DEVANEIOS
Até mais logo.
Hoje apetece-me estar comodamente só. Não sei se pela chuva ter chegado, se pelo dia ter ficado estranhamente escuro. Convém arranjar sempre uma desculpa para estes estados que nos invadem e se entranham, momentos em que procuro a poesia para nela encontrar algum conforto. Parto para a estante, percorro-a de ponta a ponta na esperança de não encontrar livro nenhum, e não encontro, porque não quero ler, não me apetece ler, apenas ficar comodamente só.
Fumo um cigarro. Saboreio-o quase em silêncio até ao fim. Não fosse a chuva e o silêncio seria total, como se houvesse silêncios e pudesse estar comodamente só, e escrevo. Pasmo mais que escrevo. Estou aqui sem estar, mas escrevo quando me apetecia estar comodamente só, sem letras, sem palavras, mas escrevo, pasmo e escrevo mais uma palavra e cada palavra custa, dói. Procuro novo livro mas abandono de novo…só me apetece ficar comodamente só.
Ai como me apetece estar comodamente só , mas insisto em levantar-me e percorrer de novo a estante. Não leio os títulos, já os conheço e não me apetece ler. Saboreio outro cigarro. Tenho o cinzeiro cheio de beatas, saboreei-os todos, a chuva continua a cair e a mim, continua a apetecer-me ficar comodamente só…
- Ei, pchiiut, pchhhhh, acorda!
- Ãh! Arranja aí um cigarro!
Ainda hoje vamos ter por aqui o regresso das “Palavras Colhidas do Vento” de Mário Esteves. Até lá, fiquem comodamente…como vos apetecer, se puderem, claro.
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De cada vez que vejo este boneco publicitário (da foto), a minha mente (embora em silêncio) parece o nosso velho Texas quando arrancava da estação, com os dois grandes braços mecânicos, que na sua lentidão começavam a fazer mover o grande fardo das carruagens que carregava atrás de si para passados uns instantes (largos), animado da sua força (embora de pequena velocidade), nem uma muralha o conseguia parar. Também, tal como o velho Texas, a minha mente tem a sua força e leva-me numa viajem longa de pensamentos, devaneios, assentamentos e até contradições.
Acabei agora um desses momentos de contemplação que quero deixar aqui em palavras, ou seja, caio na realidade que é mais irreal que a viagem de fantasia… Queria começar por Parabentear ou parabenizar o autor do boneco e fiquei na dúvida de qual o termo a utilizar. Como o meu dicionário traz os dois termos, decido-me por parabentear. Assim, parabenteio o autor do boneco (ou seja, dou-lhe os parabéns) por tão bem substituir a imagem do Zé Povinho português (aquela do Bordalo Pinheiro a fazer o manguito), dando-lhe a versão actual, Sec. XXI, Socrática, de um zé povinho doutor, careca e velho de tantos estudos, com uma mão no bolso a outra pedir …
No meio deste meu emaranhado de ideias e por abordar peças decorativas, veio-me à lembrança que parece estarem previstas eleições para o PR por esta altura, não tenho bem a certeza, tal como desconheço quem são os candidatos. Suponho que um seja o Cavaco e o outro, o poeta contente ou Manel Alegre, tal como suponho que o Cavaco seja o candidato apoiado pelo PSD, já quanto ao PS, não faço a mínima ideia de quem seja o seu candidato, penso que não cairiam na asneira de irem de novo ao arquivo buscar o MS. E acreditem que estou a ser sincero, pois na hora das notícias televisivas há uma cadeia espanhola que transmite os Simpsons, bem mais interessantes que as nossas tristes notícias. Fora isso, só oiço a rádio aqui do blog, e neste, à hora que oiço, só há música, interrompida às vezes, para nos porem a par do novo romance português, e deste, de tanto repetirem os nomes, até já os decorei. Um é Seabra e o outro é Castro e a mãe de um deles chora com a melhor amiga. Enfim, também não ligo lá muito à conversa e assim, fica então a dúvida das eleições. Pelo sim pelo não, no próximo Domingo nem há como passar pela antiga escola primária (se ainda não foi convertida em casa mortuária) e verificar se por lá existe uma urna (de votos)…
Parabenteio mais uma vez o autor do novo boneco do “Zé Povinho doutor português”.
Já a seguir, mais um discurso sobre a cidade.

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Todos os dias, quando saio de casa, esqueço uma ou outra coisa. As chaves, a carteira, os óculos… é o que calha, penso mesmo que me está no sangue esquecer-me das coisas.
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De nada adianta no dia anterior deixar tudo junto à porta de entrada, pois por uma razão qualquer, no dia seguinte, saio pela porta das traseiras e lá se vai a agenda do dia…
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Há uns dias atrás esqueci-me das cores em casa e, só quando cheguei à cidade é que me apercebi que tudo estava a preto e branco, com muitos cinzentos pelo meio. Primeiro estranhei a ausência de cor, mas comecei por ver que as pombas da praça do duque nada estranhavam, depenicando como de costume as migalhas de pão, logo a seguir, apareceu uma criança a brincar com as pombas, ao fundo da praça notei que havia mais alguém alheio à ausência de cor e de seguida, a praça começou a encher-se de gente, vindo e indo para todos os lados …
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Afinal, a preto e branco, a vida ia-se compondo e seguia o ritmo dos dias de imagens cinzentas, com migalhas e pombas, crianças e gente, rotinas e indiferenças. A preto e branco, com muito cinzento, tudo continuava igual, ninguém se importava com a ausência da cor.
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Também eu aprendi a lição, não pelos dias acontecerem assim por me ter esquecido das cores em casa, mas por perceber que o Photoshop, num click, transforma todas as cores em preto e branco com muitos cinzentos, mas nunca, mesmo nunca, consegue dar cor ao preto e branco de uma imagem, com muitos cinzentos… por mim, nunca mais esquecerei as cores em casa, aos outros, cabe-lhes a eles a escolha da cor ou da indiferença de um preto e branco com muitos cinzentos.
Moral da história: Mais um devaneio a preto e branco com muitos cinzentos pelo meio...ou talvez não!
Ao ver as duas fotos que agora vos deixo aqui, ocorreu-me logo à ideia:
PLÁGIO!
O termo já é antigo, vem do latim (plagium, -ii, roubo de escravos, plágio) diz o dicionário e tem como significado:
1. Acto ou efeito de plagiar.
2. Imitação ou cópia fraudulenta.
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Pois sempre ouvi dizer que copiar é feio, muito feio… mas se ainda por cima essa cópia é fraudulenta, então, além de feio, também é crime, suponho.
Rebuscando no meu baú de fotos, deparei-me com as duas que vos deixo para apreciação.
- Serão um plágio!?
- Será quê na toma da última foto plagiei um olhar que já tinha tido!?
- Será quê um dos inspirados autores do design plagiou o outro!?
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Pois não sei, mas também me ocorre a ideia de alguém que poderá andar por esse mundo fora a ver como as coisas se fazem e depois as tente reproduzir cá na terrinha, mas à nossa maneira e à nossa escala, e isso, claro, está longe de ser um plágio… mas penso que não, que não há plágio e tudo não passa de devaneios que me ocorrem, e depois, também não acredito que alguém de NYC viesse cá copiar-nos ou que algum olheiro conseguisse atravessar o atlântico e chegar cá com a ideia ou plágio inteiro… desculpem lá o incómodo e façam de conta que este post não existe.
Já agora, a foto nacional é de Soutelo, freguesia que mais logo estará aqui com o seu mosaico. A outra foto, roubei-a ao Devaneios , e foi mesmo um devaneio que vai de mim até ao outro que as juntou aqui.
Até logo em Soutelo e Noval.

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As notícias de ontem da LUSA até davam ingredientes para uma boa feijoada à transmontana, senão leia-se:
“O presidente da câmara, João Batista, apresentou hoje, em conferência de imprensa, o último projecto aprovado no âmbito do Programa Operacional do Norte (ON.2 - o Novo Norte), que representa um investimento total de 4,8 milhões de euros, com 2,8 de comparticipação do programa FEDER.
No âmbito do projecto "Chaves Monumental", o autarca destacou a construção do Museu das Termas Romanas sob as ruínas do balneário termal, possibilitando a visita das mesmas e de outras peças descobertas naquela zona como moedas ou peças de adorno.”
Não sei se os 4,8 milhões de euros chegarão para por baixo das “ruínas” do balneário termal romano se fazer um museu, nem sei se o IGESPAR consentirá que se proceda ao desmonte (suponho) do balneário romano para o tal museu ser levado a efeito. De qualquer das maneiras é uma obra ousada de engenharia à qual quero assistir….eheheh!
Calinadas à parte, hoje até nem há feijoada, pois o calor não convida a tal, mas continua a ser dia de feira em Chaves, e as feiras de Agosto, já toda a gente sabe, são bem animadas, com muito movimento e muita gente na rua e, com a vinda dos emigrantes, Chaves está em festa.
Claro que com as férias dos nossos emigrantes, os nossos problemas também são agravados, principalmente naquilo em que Chaves já apresenta carências durante todo o ano, fazendo-se notar mais no trânsito e principalmente nos estacionamentos.
Contentinhos de todo, andam os restaurantes e alguns comerciantes, pois embora a crise esteja instalada em casa ou à porta de cada um, férias são férias e há sempre lugar para uns devaneios económicos bem compreensíveis, pois, só se conhece o verdadeiro sabor da terrinha quando se está lá fora e a ela se regressa, principalmente de férias e por curtos dias, pois os resistentes, os que por cá ficam todo o ano, não dizem o mesmo. Acomodados à pasmaceira, estranham o mês de Agosto e até protestam por neste mês terem aquilo por que anseiam o ano todo, chegam mesmo a stressar de tão marasmados que andam o ano inteiro… a dar milho às pombas.
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Eu pessoalmente gosto da festa do mês de Agosto, ver caras novas e até, coisas bem interessantes. Claro que também me incomoda ter de andar às voltas ao quarteirão para encontrar um estacionamento, mas até já é um incómodo ao qual estou habituado, apenas é mais agravado, mas vale pela festa, pela quebra da rotina, por acontecerem coisas em Chaves, por vermos caras novas e só lamento mesmo, que as entidades responsáveis não entendam este regresso como uma verdadeira festa em Chaves, uma festa que requer festa e que neste mês deveria ser diária… mas nesse aspecto (da festa), ninguém se pode queixar de stress, pois o marasmo, é aquele que habitualmente acontece durante todo o ano. Antigamente ainda havia as verbenas, agora nem isso. Restam as esplanadas dos bares e o grande acontecimento de Agosto, que parece resumir-se ao festimage das freiras…quando lá está.
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De tão ocupado que tenho andado, nem me sobra tempo para atender aos pedidos do Repórter de Serviço, mas ao que parece já esvaziaram o rio para finalmente repararem o muro do Tabolado. Mesmo em frente, a destruição do espaço verde polis continua, primeiro com a praia artificial para o futebol e agora com uma pista para radicais. Mas ainda há espaço para outras destruições… ATENÇÃO, nada tenho contra a bola na praia e as pistas dos radicais, até acho que são salutares e interessantes, já não compreendo é como se destrói aquilo que está bem feito para implantar estes espaços, quando por aí há tanto espaço a meter dó, bem localizados e que pede intervenções urgentes, onde estes espaços desportivos caiam que nem ouro sobre azul. Mas pela certa que são espaços que estão reservados ao b€tão, onde os interesses da “modernidade” mandam e falam mais alto que os interesses públicos. Fico-me por aqui.
Até amanhã, com coleccionismo de temática flaviense.
















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De vez em quando gosto de fazer um regresso às origens, ao passado, ao tempo de infância, aos meus percursos de liberdade pela veiga fora, a pé, de bicicleta, sozinho ou acompanhado, tanto fazia, toda a veiga, ou quase toda, era o meu (nosso) território de liberdade onde como único relógio, só havia aquele que a barriguinha ditava e que despertava com o despertar das aves e só encerrava ao anoitecer.
Caminhos e carreiros que todos eles conduziam à liberdade e a grandes aventuras de criança que dia-a-dia se faziam de fértil imaginário e no conhecer de cada esquina e canto ou cantinho, como também se conheciam as melhores árvores de fruto, as melhores águas, sempre frescas, que davam energia para mais uma caminhada ou mais uma aventura, sempre veiga fora com apenas a serra por limite, ou terras de outras aventuras e outras liberdades, que nisto das liberdades, também havia territórios.
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A casota do pastor que ainda hoje passados mais de 40 anos, se encontra no mesmo local
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O nosso, porque não era só meu, começava na Casa Azul, ponto de encontro e reunião, de programar aventuras e de cumplicidades também e prolongava-se veiga fora até à Serra do Brunheiro, que só no natal explorávamos, a Ribeira do Caneiro marcava outro limite, pois além dele era terra de ninguém onde também fazíamos as nossas incursões, na quinta da Condeixa voltava-se para trás pois pró Campo de Cima, só para ir buscar e devolver os livros da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian cujos livros a liberdade dos dias não nos deixava quase tempo para folhear, excepto nos dias de chuva, desses enfadonhos cinzentões, escuros e horríveis dias de chuva, e às vezes chovia tanto…
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Da minha rua e da minha varanda o Castelo dizia-me onde ficava a cidade
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Também havia por lá a vida de campo, não fossemos nós os rurais da cidade, e não era campo por opção, mas antes a obrigação de ir atrás da água que falhava nas regas, a obrigação das plantações e das colheitas, principalmente estas, pois o trabalho dava para todos e muitas vezes até sobrava para os amigos. Claro que não eram dias que tinham a liberdade que de manhã idealizávamos, mas não se contestavam porque eram obrigatórios e na altura a palavra contestar, nem sequer existia. Claro que andávamos como se as pulgas nos picassem e o sentido e ouvido, estava na rua, à espera de um assobio de código ou de outra combinação qualquer, mas trabalho era trabalho e estava proibido interrompe-lo, quando muito, uma aproximação do local de trabalho significava estarmo-nos a oferecer como voluntários para uma tarefa qualquer.
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Os Braguinhas e a Capela de S.Bento, mesmo ao lado da grande catedral do vinho
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Pensava eu então que esses dias de lides do campo, com plantações e colheitas eram piores que os dias de chuva e não me dava conta, então, que aquilo também era uma escola, onde se aprendiam as coisas mais primárias e simples, mas cheias de valor e valores. Deveria ter andando e aprendido mais nessa escola, mesmo assim, dava-me gozo ver os betinhos da cidade a conhecer só o nome das árvores quando tinham os frutos pendurados.
Claro que nas lides do campo, também havia tarefas que se faziam com gosto e até dias de festa, como na matança do porco depois (claro), só depois, de termos carregado a primeira pedra de afiar do matador. Mas era dia de festa pelos petiscos e iguarias próprias do dia e principalmente pela bexiga do porco que dava para uma pequena temporada de jogo da boca, mas o que mais apreciava mesmo (à distância) era ver os rojões do banco a saírem disparados e projectados para bem distantes do ambiente de trabalho.
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A velha fonte do Campo da Fonte, paragem obrigatória para refrescar
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Mas para além das grandes aventuras de verão havia a grande aventura da escola, das aventuradas caminhadas para a escola e do regresso também, isto no tempo em que a escola era um martírio onde aprender a ler, escrever e contar era obrigatório, quer fosse naturalmente por inteligência e raciocínio ou com a ajuda de uma cana-da-índia ou um naco de madeira redonda com cinco furinhos que às vezes o professor “acariciava” as nossas mãos e que eram um petisco nos dias frios de inverno com mãos cobertas de frieiras. Ainda era o tempo em que uma gripe das fortes eram uma alegria para a criançada e onde felizes trocávamos o carinho e aconchego de uma mãe por dois ou três dias de escola. Um bem haja para os professores de hoje que trocaram as canas e os “nacos de pau com furinhos” por e pelos interesses das crianças em que ir à escola é um dia de diversão.
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A velha estatueta continua virada para Portugal ditando o seu início...
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Mas era nos trajectos para a escola que íamos saído do nosso rincão e que até estávamos autorizados a passar (sem abusar) pelos territórios de outras liberdades. Claro que pelo sim, pelo não, preferencialmente fazíamos o trajecto acompanhados ou (quando as coisas ficavam sérias) até em grupo, mas qualquer dedo molhado resolvia o assunto e no recreio da escola, o território era neutro, ou quase.
Foram também tempos das grandes descobertas, de apreciação de locais de paragem obrigatória, de minutos roubados ao percurso ou até de terror, quando sozinho, tinha de enfrentar o ardina que eu conhecia pelo “ós contra sai macho”, quando me barrava o caminho e tinha de fugir por valetas e por baixo de pontões… regressos ao passado que hoje vou recordando e imaginando o gozo e rizadas de consolo que não deviam dar aquele ardina quando nos atormentava. Ardina que terminava a sua missão nos Braguinhas, mais ou menos onde nós recolhíamos os “malucos” dos irmãos Caios, aos quais todos guardavam algum respeito e que eram óptimas companhias para as confusões.
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O palacete das freiras ou de Sotto Maior, tinha bons diospiros...
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Também ao longo dos percurso íamos tendo contacto com as mais variadas profissões e actividades que hoje (algumas) só já existem na memória. Não raras vezes acompanhávamos as lavadeiras de S.Lourenço que com os seus burros, desciam à cidade com a roupa lavada, depois de termos deixado para trás o sapateiro remendeiro cada ponto cada… e lá vinha bota do sapato pelo ar… a sorte é que nunca acertava. Depois dos braguinas, o peliqueiro, mesmo em frente ao “papa couves” e ainda antes do bacatela, onde o alfaiate, sempre com o rádio em som bem elevado, ia ouvindo os parodiantes de Lisboa (era essa a hora da minha passagem).
No Campo da Fonte juntavam-se-nos outros dois gémeos, o velhote, o Gaspar, o Marco e o periscas, raparigas à parte, pois não sabiam jogar à bola, mesmo na escola, elas lá tinham a sua e nós a nossa.
Depois era tempo de apreciação, pois começávamos a chegar ao movimento da cidade. O Palacete da Freiras que só mais tarde soube que era do Sotto Maior, a Volkswagen e os seus carochas, que era um carro – carro, o Posto da Polícia de Viação, com as suas brutas motos, com continência obrigatória ao Sr. Ribeiro ou ao Sr. Andrade e a outro mais gordinho cujo nome não recordo e a seguir o mundo do Jardim Público, com parque infantil à entrada, com guarda porteiro a cobrar entradas e a qual nós pensávamos passar a perna com as nossa entradas clandestinas que tinham sempre mais sabor. É esse o jardim que guardo na memória e não o de hoje, mais que desvirtuado. Depois só restava mesmo a Ribeira do Caneiro, a taberna do Sr. Armandino e a escola, o martírio, mas que valia pelos intervalos e compra de cromos do futebol para jogarmos (mesmo na taberna em frente) ou pelos jogos do espeto, do pião, do já-estás com os sempre momentos grandes das trocas de dedos molhados, umas bofetadas e uns murros que com tanta emoção, raramente acertavam ou faziam moça, mas valiam para dizer que é que mandava.
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Prefiro recordá-lo assim...
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Um regresso à infância que eu dedico a toda a rapaziada de então, do tempo em que gozávamos da liberdade da veiga ou das brincadeiras e jogos à volta da taberna ou, de verão, à volta da nossa praia do fundão que se improvisava no canal de rega, mesmo ali onde ele passava por baixo da Ribeira do Caneiro.
Hoje um post de regresso à infância onde a maioria dos acompanhantes deste blog não se revêem, mas que fazia os dias da rapaziada da Casa Azul, aos quais dedico este post, mas também aos outros bairros (alguns até rivais) da cidade dos “betinhos da cidade”, como o do Stº Amaro, o Bairro Lopes bairro vermelho, o Aliança, o Campo da Fonte, os Aregos, a Canelha, o Bairro Operário e outros que já se misturam no tempo e nas recordações.
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A minha ficava ao lado, esta era a das raparigas.
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É bom, de vez em quando, descermos às origens e ao bairro onde nascemos, porque então ainda se nascia em casa e em Chaves, o que hoje, infelizmente, já não é possível, salvo raras excepções a quem o tempo não deu para ir nascer em Vila Real. Já não é tão bom, passar pelo velho bairro e não ver uma única (que seja) criança na rua, quando nos meus tempos, a rua, era das crianças. Outros tempos os de hoje, que lá terão os seus prós, mas também muitos contras. Pelo menos, hoje, vamos tendo a liberdade de poder dizer coisas, desde que…claro que o post já vai longo e termino por aqui, com os meus devaneios com mais um dia sem a prometida feijoada das quartas-feiras e, pela primeira vez, aproveito também para pedir desculpas pelos erros dos textos que por aqui vou deixando, mas continuo com o velho e mau habito de não reler o que escrevo com a espontaneidade com que me vai saído dos dedos. Está escrito, está escrito… e “prontos”.
Até amanhã, com coleccionismo de temática flaviense.

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Truz-Truz, entro assim em mais uma quarta-feira de devaneios, com Torga que até era Adolfo.
Chaves, 9 de Setembro de 1984
Dei hoje comigo a pensar na linda soma de dias felizes que, apesar de tudo, roubei ao afã da vida. Dias lúdicos de caça ou ociosidade termal, de comunhão total com a natureza, activa ou passivamente. Dias irresponsáveis em que nenhuma autoridade me pediu contas dos passos que dei, das palavras que disse, dos pensamentos que tive. Dias tão clandestinos que não serão contabilizados na minha existência gregária. Que foram os feriados dela.
Miguel Torga, in Diário XIV
Poderia terminar o post por aqui, pois já ficaria completo, porque todos nós, activa ou passivamente, tivemos os nossos dias clandestinos. Mas o segredo e a beleza de andar por aqui todos os dias não está em ter, no baú das nossas recordações, esses dias clandestinos, mas antes, está em continuar a viver esses dias, cada vez mais clandestinos que nunca, irresponsáveis porque livres e sem dar contas dos passos, das palavras e dos pensamentos.
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Saudosistas sim, porque não!? Que pecado haverá em tirar alguma felicidade e também força e revolta de um passado que o conhecemos porque foi vivido e que é o único que temos como referência para os nossos passos actuais. Coitados dos que não o são, saudosistas, dos que não têm referências e dos que não têm passado. Infelizmente há muitos coitados por aí….
Dias clandestinos que roubo a esta cidade de Chaves e que, quis o destino, fosse a minha cidade. Dias clandestinos, que à moda das nossas aldeias, também faz de nós clandestinos residentes e uns verdadeiros flavienses resistentes, porque Chaves, por mais que se goste dela e se ame, nunca passou além da cidade pequena e provinciana que sempre foi, é o mal dela (ou bem, a minha depressão deixa-me baralhado) ou ainda bem que assim é, pena (isso sim) é que o provincianismo e a pequenez habite também a cabeça de certas pessoas que embriagados com o glamour da reinação, as luzes lhe toldam a saudade e o passado, que mais parece nunca o terem tido… e aos que lêem o que escrevo e não escrevo e metem linhas entre-linhas, antes de apontarem o dedo a alguém (que caia bem na definição), descubram se lá por casa os espelhos reflectem a realidade.
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Perdi a referência nas páginas dos diários de Torga, mas sei que foi ele quem o disse que em Chaves não há raças, há castas e o problema da nossa cidade está precisamente aí, nas castas que não conseguem viver sem se libertar da sua raça…
Enfim, temos o dever da resistência e vivemos com a esperança, essa grande mulher que além de tudo nos permite estes dias irresponsáveis em que nenhuma autoridade nos pede contas dos passos que damos, das palavras que dizemos, dos pensamentos que temos, a nós e aos outros, os do glamour da reinação, e por isso, Chaves é igual a si própria, a cidade de sempre, pequena e provinciana, das notícias diárias do diz-que-diz-que-disseram-mas-não-contes-n
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É esta cidade de Chaves que faz de mim também um resistente, que poderia ser bem melhor, pois podia mas que mesmo assim tem os seus dias lúdicos de caça ou ociosidade termal, de comunhão total com a natureza, activa ou passivamente … e pasteis de carne, couves, batatas e às vezes até bom presunto sempre regado com um bom e encorpado vinho tinto de carne
Termino com o mestre Torga (o tal a quem Chaves ou as Termas, deve a devida homenagem) e o seu olhar a cidade desde o Miradoiro, que, com olhar apurado, ainda pode ser verde, com verde natureza.
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Chaves, 6 de Setembro de 1986
MIRADOIRO
Não sei se vês, como eu vejo,
Pacificado
Cair a Tarde
Serena
Sobre o vale,
Sobre o rio,
Sobre os montes
E sobre a quietação
Espraiada na cidade.
Nos teus olhos não há serenidade
Que o deixe entender.
Vibram na lassidão da claridade.
E o lírico poema que me acontecer
Virá toldado de melancolia,
Porque daqui a pouco toda a poesia
Vai anoitecer.
Miguel Torga, In Diário XIV
Até amanhã.

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Só não se sente quem não é filho de boa gente… e, verdade se diga, ultimamente, todo o meu corpo e alma que o envolve ou acompanha, anda sentido, muito sentido, deprimido até… afinal não é o sonho que comanda a vida, basta entrar-se em crise financeira e económica, para tudo entrar em crise, até a alma e os valores a ela associados…
Quando assim ando, sentido e deprimido, valho-me dos meus amigos poetas, das palavras, porque essas, poesias, poetas e palavras, sempre valem o que valem no momento em que valem.
Ao acaso, passo os olhos pela estante da poesia e paro em Torga, porque sim, porque também ele sentiu com o nosso sentir provinciano…
Chaves, 24 de Setembro de 1971
Gosto destas cidades pequenas, frutos urbanos em que a polpa deixa ver ainda o caroço à volta do qual se desenvolveu: a praça do município, enquadrada pelo castelo, a igreja matriz, a casa da Câmara e a Misericórdia, com o pelourinho no meio a garantir a justiça. Superam gregariamente – na sua disciplina alinhada e varrida – a anarquia e a promiscuidade do aglomerado aldeão, conferem liberdade e dignidade ao habitante, que, além disso, pode continuar nelas a respirar o oxigénio puro do campo, a ver a paisagem, e a saudar a alvorada com um assobio salutar, como o que me acorda todas as manhãs desde que aqui venho.
Miguel Torga, in Diário XI
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Também eu a conheci assim, nesses mesmos anos e, despertava, quem sabe, se calha com os mesmos assobios, quando ainda era um verdadeiro fruto são, com polpa, pequena e contente consigo própria e com a salutar vida que se dava em assobios de alvorada e, ainda bem longe de adivinhar que a anarquia e a promiscuidade do aglomerado aldeão, atraído pelas luzes, se haveria de transferir para acamparem atabalhoadamente em redor da cidade pequena dos assobios, espremendo e secando a polpa do fruto onde até o caroço por pouco não se resume a cangalhas, ou para lá caminha se entretanto não se escangalhar…
Todas as semanas lamento por aqui o despovoamento das aldeias, ou melhor, junto o meu lamento, ao lamento dos resistentes, porque contrariamente ao que seria natural e até a própria natureza recomendaria, as aldeias também foram perdendo os seus melhores frutos que abandonaram as rédeas do seu futuro .
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Pela cidade, também seria natural que tivesse crescido naturalmente sem perder a consciência de que era uma cidade pequena, com frutos e polpa com acordares assobiados de manhãs salutares e, se pelas aldeias abandonaram as rédeas, aqui pela cidade parece não haver que as saiba manobrar… mas tudo é, apenas aparente… com uma aparência que incomoda.
Chaves, 10 de Setembro de 1969
Estes políticos, grandes ou pequenos, ao nível de capital ou de vila, são curiosos! Actores singulares, que em vez de servir se servem, é a própria megalomania que representam no palco da vida, a recitar em voz alta as palavras que adivinham no pensamento dos espectadores que hipnotizam. Naturezas ávidas de palmas vivas – e de morras, se não puder ser doutra maneira -, no fundo, as ideias, o bem público, a pátria e o mais em que se louvam para atingir e conservar o poder, não lhes interessam. É o espectáculo da sua positiva ou negativa, hipertrofia pessoal que os seduz. A multidão cá em baixo, rasteira, embasbacada, fremente de entusiasmo, ou de indignação, e eles a pairar no meio dela, grotescos e sorridentes, a gesticular como gigantones.
Miguel Torga, in Diário XI
É isto o que espanta nos grandes homens das letras, é que escrevendo hoje, há 40 ou 400 anos atrás, continuam a brindar-nos com a actualidade das suas palavras.
Mas cada um vai tendo aquilo que merece e nós (cidade de Chaves e flavienses), sinceramente o penso, temos tido apenas aquilo que merecemos, porque acomodados na nossa pequenez, só nos importunamos quando o abanão é dirigido pessoalmente a nós, de resto, não me comprometas, que com o meu assobio e este olhar lateral, ainda pode cair algum! … pois, sim, que seja melro! E depois, entre gregos e troianos, tanto faz, né!? São lá de longe… e coisas da história…mas cuidado com a mola, que de tanto vergar no cumprimento, um dia pode partir – conselho de amigo deprimido!
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Perdemos a cidade pequena da fruta boa com polpa e despertares de assobios, perdemos a vida rural e as aldeias, perdemos o comboio, perdemos o hospital, perdemos porque nunca o ganhamos o ensino médio e superior, perdemos a tradição militar, perdemos importância da localização geográfica e até o presunto perdemos, só nos falta perder a identidade, mas por este caminhar, pouco falta, pois até a maternidade está perdida e já não nascem flavienses.
Pois é, as depressões dão para estes devaneios e estas coisas, mas a culpa é do Torga que me puxa pela língua e por falar nele, já que com ele começamos, terminemos também com a palavras de Miguel Torga.
Chaves, 11 de Abril de 1968
Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão.
Miguel Torga, In Diário XI
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Pois oremos nós também e ajoelhemo-nos enquanto a procissão passa, e mesmo que o cão ladre, não se incomodem, pois passada a procissão, logo se calará, ámen!
Até amanhã!

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Claro que comparado com a queda da muralha (Baluarte do Cavaleiro) este pequeno troço de muro do Tabolado/Tâmega, não é nada, mas nem por isso deixa de ser importante. Também seria importante averiguar porque é que estas coisas caem para que a razão, ou melhor as desculpas, não sejam sempre as causas naturais e as condições climatéricas adversas, pois estas apenas aceleram um mal que já existe. Eu tenho as minhas teorias, mas como não sou entendido na matéria, vou aguardar pelas conclusões da comissão de inquérito.
Já os actos de vandalismo não são causas naturais que advêm de condições climatéricas adversas. Aparentemente não o são e, estão associados a excessos de juventude aliados a outros excessos, como álcool e as drogas. Também aqui, tal como na queda dos muros e muralhas, os excessos são as causas do vandalismo que os transforma em vândalos, mas também é uma forma inconsciente que a juventude tem para dizer o que lhe vai na alma. Sem desculpa, é certo, mas também aqui os males não nascem no acto de vandalismo, mas antes, nascem mesmo no berço e numa sociedade que cada vez mais cresce sem valores, nem que fossem os velhos e antigos valores que se praticavam antigamente em que as coisas faziam-se ou não conforme parecesse bem ou parecesse mal. Em suma, também nestes actos de puro vandalismo havia de existir uma comissão de inquérito para saber porque acontecem e quais as medidas a tomar para que não aconteçam. Eu aqui também tenho as minhas teorias, mas como (também) não sou entendido na matéria, vou aguardar pelas conclusões da comissão de inquérito.
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E o problema destas coisas é que ninguém é entendido em nada e as coisas acontecem, principalmente os actos de vandalismo que até já começam a tornarem-se, ou acharem-se naturais e, aos quais todos ficam indiferentes. Estragou-se, está estragado e prontos!
Mas esta indiferença de todos não acontece por mero acaso, pois é quase imposta por quem não deveria ficar indiferente, quando as pessoas que são diferentes porque não são indiferentes, alertam estes indiferentes para estas anormalidades. Só assim compreendo como é que no parque infantil do Tabolado há brinquedos partidos quase desde a sua abertura e nunca foram retirados ou concertados e, por entre outros que parecem em bom estado, haja ratoeiras que possam provocar acidentes e trazer sérias ou até trágicas consequências aos putos, como é o caso de ausência (porque foi partida e retirada) de uma parte do gradeamento da casota central de diversões. Ah!, mas claro que aqui a culpa é dos pais em não estarem com atenção e serem indiferentes a uma ausência que pela certa nem sabem que existe.
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Anormal também é quando a coisa cai na praça pública (imprensa e afins) arder o Carmo e a Trindade e logo se procurar um infeliz para culpabilizar.
Tudo isto porque também sou pai e também tenho uma criança que ainda brinca nesses brinquedos. Não tenho ficado indiferente e até tenho dado os recados a quem penso que devo dar. Pelos vistos não sei escolher as pessoas para recepcionarem os recados, por isso, pode ser que vindo a lume no blog, os “apontadores recadeiros” do costume, levem este recado a quem possa fazer alguma coisa para mandar compor e manter estes espaços públicos com o mínimo de dignidade e sem perigos escondidos. Quanto à ousadia de trazer estas coisas a público, que são actos de cidadania, já vou estando habituado a confirmar a regra de se ser preso por ter cão e por não ter.
Até já, quem vêm aí as alheiras de bacalhau. Quer alho!

Ainda a feira “Sabores e Saberes” não se tinha realizado e já estava a ser um sucesso. Panfletos, cartazes e pendões de rua, notícias nos jornais nacionais e regionais, rádio e televisão, tendo mesmo honras da TSF com um programa em directo desde a feira e também da RTP no programa a Praça da Alegria, que segundo me contaram, contou com a presença “da feira” em estúdio e transmissões em directo desde as Termas de Chaves.
Pode-se dizer que em termos de publicidade a organização já sabe como é que os sucessos se vão fazendo.
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A título de exemplo, deixo aqui a notícia publicada no “Notícias de Vila Real” (os sublinhados são meus porque é o mais importante):
“Nos dias 30 e 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro, a Câmara Municipal vai promover mais uma edição do evento “Sabores e Saberes de Chaves”, no Pavilhão Gimnodesportivo. Este ano, o evento conta com 61 expositores, mais 20 do que ano passado.
De realçar a procura de expositores a nível nacional, já que houve 80 pedidos que o Município não pôde satisfazer por falta de espaço. Desde 2004, a autarquia flaviense tem vindo a desenvolver, com base no Plano Municipal de Combate à Desertificação Rural, uma série de políticas que visam a inversão do fenómeno da desertificação humana, no território rural concelhio, assentes na exploração e valorização dos recursos naturais locais e no reconhecido património gastronómico, cultural, paisagístico e arquitectónico.
Através da valorização e protecção dos produtos tradicionais agro-alimentares considerados como genuínos e representativos no Concelho e do incentivo à criação de micro-empresas, com particular destaque para as “cozinhas tradicionais”, a Câmara tem paulatinamente lançando os alicerces para a concretização de iniciativas empresariais, em pequena escala.
O Certame “Sabores e Saberes de Chaves” representa a etapa fulcral de todo o projecto, que é a promoção dos produtos fabricados. Esta iniciativa é dirigida aos consumidores (locais/regionais, nacionais e espanhóis) que habitualmente compram produtos tradicionais de reconhecida qualidade e que apreciam eventos com bons momentos de animação e lazer.
A edição de 2009 vem confirmar que este evento encerra em si não só a promoção e valorização dos produtos locais, como começa a ser, pela crescente agregação de outros sectores de actividade, e pelo incremento de estabelecimentos e indústrias com base nas produções locais a laborar na área do concelho, um importante motor do desenvolvimento económico local.”
In Notícias de Vila Real
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Que bem pregou Frei Tomás, sempre foi assim, uma coisa é aquilo que diz, outra é aquilo que faz.
Claro que depois de lidas as intenções da Câmara Municipal, vertidas em notícia nos meios de comunicação social e publicidade, e principalmente naquilo que tive o cuidado de sublinhar na notícia, qualquer um, seja quem for, só pode congratular-se com o os objectivos e espírito deste certame ou feira. Mas as boas intenções ficaram-se só pelo espírito e este até era invisível, pois a realidade foi bem diferente.

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Não compreendo, por exemplo, como é que se pode combater o despovoamento do mundo rural flaviense e valorizar os recursos naturais locais e o reconhecido património gastronómico, cultural, paisagístico e arquitectónico, bem como promover a valorização dos produtos locais, com expositores e artesãos de Caminha, de Penafiel (2), de Vila Nova de Gaia (2), de Esmoriz, de Guimarães, de Bragança (2), de Sever do Vouga, de Vila do Conde, da Lousã e de Barcelos. Deixo de fora os de Vilarandelo, Vilar de Perdizes e Verin, que dada a proximidade, até poderiam caber na nossa feira uma vez que comungam da mesma de realidade que à nossa. Ou seja, na minha modesta opinião e tendo em conta aquilo que se propunha, os objectivos da feira não foram alcançados e pode-se considerar um fracasso, tanto mais que produtos que nos dão fama, como o presunto, só fez tímidas aparições e artesanato secular como os do barro preto de Vilar de Nantes, nem sequer apareceu e de artesanato tradicional (deixando de fora pulseiras e pulseirinhas, colares, anéis e outras bugigangas, que de tradicional e rural nada têm) apenas a cestaria apareceu por lá, e até para os pipos e pipinhos, que por acaso até ainda se fazem por cá (no Campo da Roda), tiveram de vir os de Esmoriz mostrar a sua arte.
Mas (e tendo em conta os objectivos propostos) o insucesso da feira é complexo e parte precisamente do despovoamento das aldeias e no ter-se deixado morrer tradições e artes artesanais, não tendo havido em tempo oportuno o acarinhamento e a sua promoção/implementação e o devido escoamento da produção. Dou outra vez como exemplo os barros pretos de Vilar de Nantes que estão em vias de extinção, pois já não há oleiros, numa aldeia em que há umas dezenas de anos atrás, porta-sim-porta-não havia um oleiro.
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Tudo passa pelo despovoamento das aldeias e, essencialmente, por políticas agrícolas erradas ou desajustadas com a nossa realidade interior de montanha e também ausência de políticas em termos turísticos e de promoção do nosso mundo rural, do nosso património, das montanhas, do natural e da gastronomia regional e tradicional, porque tudo isto está interligado e dependente umas das outras para o sucesso de um concelho e região que se queira afirmar. Ainda vamos lamentar a perda de tudo isto, ou aliás, já o estamos a lamentar, pois as medidas que agora se tomem, já são tardias. Exemplo disso e com todas as boas intenções que tivessem, é esta feira dos Sabores e Saberes, pois soube a pouco ou quase nada daquilo que temos ou tinhamos e saberes, também não houve.
No entanto as próximas edições dos Jornais locais vão dizer que a feira foi um sucesso e pela certa que os seus promotores também pensam assim, e além de pensarem, acredito, que acreditam que foi um sucesso e, em termos de visitas, até o pode ter aparentado, pois o pequeno espaço facilmente se enchia, mas não o foi para os Sabores e Saberes de CHAVES, quando muito poderia tê-lo sido para Sabores e Saberes indistintos, de um qualquer sítio, pois foi mais disso que se tratou e, esteve bem longe de contribuir para os sublinhados da notícia inicial.
Para uma feira assim, Chaves já tinha há coisa de 10 anos atrás uma feira que já fazia tradição, aquela que era promovida pela ADRAT todos os anos, no verão, ao ar livre, no Jardim Público e, essa sim, já começava a ser um sucesso. Ainda hoje estou para saber porquê se acabou com uma feira que já tinha tradição e milhares de visitas, para a substituir por outras experiências sem sucesso. Há coisas que a minha ignorância não me deixa entender.
E poderia continuar por aí fora com mais lamentos, como por exemplo o de uma ausência de palmatória nas barracas institucionais desta feira – A barraca das Caldas de Chaves, que essa sim, a sua água, tem sabor e o saber de alguns tratamentos, agora dados com o pomposo nome de SPA do Imperador, ou seja, mais do mesmo, conhecem-se os truques da publicidade, mas de resto, tudo como dantes. Mesmo assim, antes dantes que as associações ao Dantas do manifesto do Negreiro.
Quanto à barraca da Confraria de Chaves, por sinal apresentada com a mestria de quem sabe apresentar (o tal saber da publicidade), nada digo, pois ainda nada fez, só espero que aquilo que tem para fazer não se resuma a umas jantaradas abastadas com as nossas couves e fumeiro para justificar uma ida às Caldas e botar um copo na fonte das digestões difíceis e/ou, ao fazer o bonito, vestidos com traje de cerimónia em aparições públicas. Ideias não faltam, concretizá-las é que se torna mais complicado. Ao que sei (e isto fica entre nós, pois foi em termos de confidência que mo venderam) para o próximo ano vai ser a Confraria de Chaves a organizar os “Sabores e Saberes de Chaves”. Conto que o blog ainda exista nessa altura e depois cá estarei para lhes dar os parabéns, ou não! Mas até acredito que sim, que seja pelo menos diferente, não fossem as confrarias feitas do espírito maçónico de gente bem relacionada… vamos esperar para ver!

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Seria injusto se terminasse sem me referir àqueles que alinharam no verdadeiro espírito da feira e, em nome individual ou das suas empresas familiares, representaram as suas aldeias e freguesias, com o fumeiro que por lá se faz. Poucos para um concelho com quase 150 aldeias, mas bons. Uma palavra também para o pessoal dos pasteis e das bolas, para o único artesão de Chaves que vi por lá com a sua cestaria, para o Patronato de S.José com os Bordados, Croché e linhos, para o Délio Silva com os azulejos e porcelana pintada, para os tapetes de tiras que não vi mas que constam do programa e para o vinho da Quinta de Arcossó, esse sim, além de bô, é um bô exemplo daquilo que se pode produzir por cá. Pena que seja o único a olhar com profissionalismo para os nossos produtos de qualidade e que este também sim, contribui para o não despovoamento das aldeias ao com a sua produção dar trabalhos a três ou quatro famílias de Arcossó, além de logo nos primeiros anos de produção entrar para o ranking dos melhores 250 vinhos nacionais.
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Uma palavra também para os grupos flavienses que contribuíram com a animação musical, em especial para os grupos de Selhariz, Vilas Boas, Stº Estêvão, Ventuzelos e da Cela. Também para o Mané & Mané, embora lamente que estes tivessem de actuar para o pavilhão quase vazio. Penso que o mesmo não teria acontecido com o Quim Barreiros, pois já se sabe que quando toca a pimbalhada, a enchente é garantida, só faltou mesmo o foguete no ar.
Sabores e Saberes de Chaves – Uma feira com sucesso. Aqui entra o ditado popular “ O pior cego é aquele que não quer ver”.
Até amanhã com o coleccionismo de temática flaviense.

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Chaves, 26 de Agosto de 1991
Viver clandestinamente. Que outra maneira airosa tem um poeta de o ser neste mundo de hoje, senão a parecer uma coisa por fora e ser outra por dentro? Mas sê-lo, então, de verdade, frontal e desassombradamente, com a prova insofismável da poesia.
Miguel Torga, In Diário XVI
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Também clandestinamente ou não vamos trocando os passos ou trocando-lhe os passos por entre vielas e calçadas, a sós, para as termos por mais inteiro, mais nossas, mais compreendidas. Há quem a compreenda por fora e por dentro, no seu mais íntimo, na sua poesia, porque sim, porque também tem poesia. Há quem a compreenda sim senhor, mas também há quem a compreendendo não se comprometa e desvirtue a poesia dos versos na contabilidade apressada do t€mpo, em que ruas e vielas se transformam em acentuadas escadarias que só sobem, sem fim e nunca descem.
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Gostos não se discutem, diz o povo e diz muito bem. Há quem goste de andar nas alturas, tal como aves de rapina, sempre bem lá no alto, solitárias e se descem, quando descem, é apenas por mais uma presa. Gostos de carne e de sangue rasgadas por poderosas garras que só cessa, quando de vez caem em terra e se confundem com ela. Há no entanto quem tenha gostos mais simples, geralmente são os simples que assim gostam. Trocam de passos pelas calçadas e vielas, preferem-nas às escadas que sempre cansam, trocam de palavras aqui, de um gesto ali, ou de um olhar mais além. Olhares que vão para além de tudo e de todas as coisas, olhares cheios de arte e poesia, confunde-se com o amor, com que todos os dias trocam de passos nas calçadas e vielas, evitando as escadas que cansam e trocando de palavras aqui, de um gesto ali ou de um olhar mais além. Olhares do tamanho deste mundo, trocados com amor, como se todos os dias fossem de arte e poesia.
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Chaves, 26 de Agosto de 1991
Não é possível…E foi o rastilho:
- Ó rapaz, acaba-me lá com essa ladainha do possível! Fala-me do impossível. Do impossível triunfo do teu clube. Da impossível moderação alcoólica do teu pai, da impossível atenção oficial às legítimas aspirações desta tua cidade natal. Vê se olhas a vida de uma vez para sempre sem muros à volta da imaginação.
Miguel Torga, In Diário XVI
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Pois é, pois é…falar é fácil, não fosse este vento que traz sempre uma trova quando passa e uma candeia dentro da própria desgraça pois há sempre alguém que semeia, canções no vento que passa. Mesmo nas noites mais tristes, em tempo de servidão, há sempre alguém que resiste e alguém que diz não…convém, é não nos deixarmos embalar pela poesia, pelo menos enquanto o voo das aves de rapina não cair por terra para se confundir com ela.
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E eis que termino depois destas variações, talvez incompreendidas, da trova do vento que passa de Manuel Alegre. Também o Variações (António) foi incompreendido em vida e afinal, diz-se hoje, que era grande.
Até amanhã, sem “poesias”, talvez com neve e com coleccionismo de temática flaviense.
Mais uma vez trago aqui o “caso” das obras na Estrada Nacional 213 que liga Chaves a Valpaços e faço-o, porque obras destas não podem ser ignoradas ou silenciadas e têm que ser denunciadas por se desfazer para refazer igual esbanjando dinheiros públicos, que afinal é dinheiro de todos nós. Uma obra em que se estão a gastar milhares de contos com o pretexto de se beneficiar uma ligação, quando em nada beneficia.
Todos os flavienses e valpacenses se congratularam com o anúncio desta obra que se dizia de “beneficiação” entre as duas cidades e, até nem duvido que tenha havido benefícios, mas será difícil encontrá-los na estrada.
Logo no inicio das obras, no troço entre Chaves e Nantes, ia assistindo incrédulo e diariamente a estupidez sobre estupidez e a um esbanjar de dinheiro puro e simples. Pois neste troço, retirou-se todo o asfalto, lancis e passeios (que até estavam em bom estado de conservação) para executar outra vez o mesmo, sem qualquer alteração mas com novos materiais, pois não houve qualquer beneficiação, antes pelo contrário, pois tivemos o transtorno de (para já) mais de um ano de obras, com trânsito constantemente interrompido ou condicionado. E era precisamente neste troço que se exigiam obras urgentes e mais apuradas, nomeadamente na construção de uma rotunda na ligação à EN
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Neste lanço inicial da estrada executou-se um pequeno troço de passeio, mais precisamente entre as bombas de gasolina e o cruzamento do Restaurante Cruzeiro que, se por um lado veio a dotar aquele troço de passeios, dando mais segurança aos peões, por outro lado veio criar um problema que já se adivinhava, agravando o perigo para os peões que se queriam seguros, e para os automobilistas, pois nesse troço (no qual circulo diariamente há mais de 25 anos) sempre existiram umas dezenas de carros estacionados na berma da estrada, não só dos moradores como também das oficinas e seus clientes. Com os passeios deixou de haver espaço para estacionar, mas os moradores, oficinas e clientes continuam por lá e, tal como se adivinhava porque é natural, continuam a estacionar nos mesmos locais de sempre (porque não há outros), mas agora com os carros metade no passeio, metade na estrada. Erro de projecto, ainda para mais quando aqui até havia solução, pois ao longo de todo este troço, de um dos lados da estrada existe um terreno ainda não urbanizado e sem construções onde seria fácil expropriar umas centenas de metros para executar estacionamento ao longo da estrada, mais que justificado, pois desde Chaves até à entrada de Nantes não existe um único espaço de estacionamento e se for necessário apenas parar (por qualquer motivo) terá que parar no meio da estrada. Melhor teria sido não executarem qualquer obra ao nível do pavimento da estrada e nos passeios que já existiam, e com esse dinheiro terem feito outras obras (como este estacionamento), e ainda sobrava dinheiro.
Mas isto passa-se apenas nos 3 primeiros quilómetros dos
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Até hoje sempre que me referi a este assunto das obras na estrada, mantive alguma reserva, pois apenas conhecia as obras do troço entre Chaves e S.Lourenço. Neste fim-de-semana passado resolvi dar um pequeno passeio até Valpaços e ver as restantes obras. Para lá fui em silêncio de apreciar (apreciar de ver e não apreciar de consentir), pois pra cá, roguei pragas a todos quantos são responsáveis por esta obra e ao vergonhoso esbanjar de dinheiros públicos, que sem contar com as obras a mais, foram apenas 8.155.338 de euros, que em moeda antiga dá a módica quantia de 1.634.998.517$00.
Nem há como ver para crer, pois tirando o aliviar de meia dúzia de curvas em S.Julião e as 3 rotundas e passagem desnivelada em Vilarandelo, mais nada há a salientar nesta obra de milhões, pois tudo continua como dantes, ou seja uma má, defeituosa e perigosa ligação entre duas cidade que apenas distam
- Os autarcas de Chaves e Valpaços, que afinal de contas são os representantes de ambas as populações, não teriam uma palavra a dizer nestas obras e nesta ligação entre as duas cidades!?
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um ponto negro por resolver
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E a resposta é:
- bla,bla,bla,bla… a obra não é da sua competência… Também em Vilarandelo não era da competência da junta de Freguesia e ao que sei, por tanto chatear a EP, o Presidente da Junta conseguiu três (3) rotundas e uma passagem desnivelada, e, saliente-se que estas rotundas além de Vilarandelo, apenas servem “caminhos rurais” ou pequenos bairros onde as casas se contam pelos dedos das mãos e tudo se desenvolve num espaço inferior a
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aqui falta uma rotunda a sério
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Compreendem porque é que o nosso país está em pantanas e teso como um carapau. Claro que não são obras destas que servem de alavanca à economia, ou melhor, até será, mas para as economias de alguns, os mesmos de sempre.
Há muitas coisas que não compreendo e uma delas, que essa não compreendo mesmo, são os nossos autarcas e as suas actuações (sejam de que partido forem), por muitas boas vontades que eles tenham. Sempre ouvi dizer que a união faz a força, é até lema de revoluções, mas por cá (e por cá não é Chaves, mas todo este Norte e Nordeste de Trás-os-Montes e em particular o Alto Tâmega) os autarcas em vez de unirem forças, reivindicarem e lutarem pela mesma causa, que é causa de todos, entretêm-se a fazer o “bonito” nas suas terrinhas, quase como numa disputa de putos para ver quem fica à frente entre terrinhas. Tomemos como exemplo as feiras, num ambiente de ficção (para não haver melindres) . Lembrou-se uma vez, uma autarquia, de fazer a feira da chouriça e do pé de porco. Ai é, diz a autarquia vizinha, então eu faço a feira do reco e dos grelos. Tá bem, diz a outra, então eu faço a da pedra e dos alhos. Sim, sim, tomai lá a do linho e da seda, que ainda ninguém se lembrou, diz outra. Vamos nós avançar com as castanhas e a do pão milho, diz outra ainda. Eheheh! Ri-se a autarquia mais esperta de todas, pois nós vamos fazer a feira das gostosa, a feira das feiras… E, concluído, no relatório final das brincadeiras, todas elas são sucesso nos jornais, principalmente naqueles que estão dependentes da publicidade das autarquias, mas no fundo, todas elas não passam de pobres feiras que se resumem quando muito a um dia de sucesso entre os paroquianos do sítio e iludem-se com as luzes dos focos da feira. Mas claro que tudo isto é ficção ou invenções minhas, sendo pura coincidência qualquer semelhança à realidade. Vá lá que, cá pela terrinha, temos a Feira dos Santos, que por mais maltratada que seja, continua a ser a grande feira da região, só falta mesmo ser entendida assim, por quem deveria.
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Uma rotunda em Vilarandelo
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Chaves pela importância comercial que sempre teve a nível da região, também pela sua localização geográfica e proximidade de Espanha, mas sobretudo pela sua localização, desde sempre tem sido o centro desta pequena região do Alto Tâmega. Penso que seria prioritário e do interesse de todos os concelhos vizinhos ter boas ligações (generalizadas) mas sobretudo rodoviárias entre as suas sedes, partindo tudo por uma boa ligação a Chaves. Traçados com características de IC são urgentes para a região, principalmente entre Montalegre e Chaves, Entre Valpaços e Chaves, entre Boticas e Chaves e até entre Vinhais e Chaves, pois com Vila Pouca e Ribeira de Pena já o problema de acessos está resolvido, sendo estes até os que menos virados estão para Chaves. Só tendo boas ligações entre eles é que conseguem também vir a ser uma pequena mas grande região, que poderá ser atractiva para muitos e, é por aí que passará o futuro de cada um dos concelhos. Unidos nos mesmos princípios e fins e não cada um a fazer o bonito para seu lado e de costas voltadas. Chaves, só com a sua boa localização, proximidade de Espanha e tradição comercial, não é nada. Os concelhos vizinhos são muito menos. Mas se todos pensassem em conjunto, todos poderíamos ser alguma coisa. Seria um princípio.
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Outra rotunda em Vilarandelo
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Assim e voltando à Nacional 213 não compreendo como é que sendo esta ligação tão importante entre Chaves e Valpaços as duas cidades nada tenham feito por ter uma ligação digna, com traçado no mínimo com características de IC. Não compreendo e muito menos compreendo que deixassem fazer a obra que se está a fazer, para tudo continuar como dantes. Para fazer o que foi feito, mais valia nada fazerem, sempre se poupava algum dinheirinho, nem que fosse para um pavimento novo na remendada e esburacada Avenida da Galiza.
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Em menos de 1km, três rotundas e uma passagem desnivelada ($$?) – Vilarandelo
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E para os que em tudo vêm politica e partidarices, às vezes convinha deixa-las de parte, e pensar mais um bocadinho no bem de todos e da população
Vilarandelo 3 - Chaves 0
Mesmo com rotundas de luxo, pois se aquelas se justificam, que direi eu da que é mais que necessária no ponto negro da 314.
Em repetição, fica o vídeo que já aqui passou em Julho do ano passado, entre Nantes e o Miradouro de S.Lourenço.
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