Quarta-feira, 1 de Março de 2017

E venha a Páscoa que o Carnaval já lá vai

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Venha então a Páscoa que o Carnaval já lá vai. Aliás cá na terrinha se não fosse tradição gastronómica associada ao Carnaval, nem dávamos por ele, isto se nos referirmos só à cidade de Chaves. Agora se quisermos presumir e dizer que somos da eurocidade Chaves-Verin, aí a cantiga já é diferente, pois ali ao lado os nosos irmáns galegos, não brincam com o carnaval  ou entroido, levam-no a sério, ou seja, brincam muito e divertem-se ainda mais com ele, e não é coisa para um dia, mas praí uns 15 dias de loucura.

 

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Talvez seja por esta falta de tradição do carnaval em Chaves que é uma das festas que a mim, pessoalmente, pouco ou nada me diz, a não ser pelas iguarias que vão à mesa e seria um dia como outro qualquer.

 

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Venha pois a Páscoa que, verdade se diga,  é outra das festas que também nada me diz, isto se é que podemos considerar a Páscoa uma festa. Claro que há as iguarias ligadas à Páscoa, como o folar e mais recentemente por força da publicidade comercial os chocolates. Também aqui como não sou lá grande amante do folar nem dos chicolates, a festa da mesa também me passa ao lado, ainda pra mais que hoje em dia, folar,  há-o  todos os dias nas padarias da cidade e ainda por cima é caro comó coiso! Mas o que chateia mesmo é que agora começa aquela cena do jejum, uma chatice. Está claro que ninguém me obriga a jejuar, mas que remédio eu tenho, pois como não cozinho as minhas refeições, tenho que me render àquilo que põem  à mesa ou está disponível na ementa, mas com um bocadinho de sorte temos uma bacalhoada e a coisa fica mais composta.

 

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E tudo se comporia se a seguir à Páscoa tivéssemos por cá uma grande festa, mas nada, desde o Natal (festa que eu gosto) até à Feira dos Santos, cá na terrinha em termos de festas é como é um grande deserto que temos de atravessar, quando muito há umas sardinhas acompanhadas de uns copos e umas modinhas musicais populares lá para o S.João e S.Martinho, mas em pequenas festas de amigos ou familiares, e mais nada. Se não fosse pela abundância de grandes superfícies comerciais e armazéns dos chineses, Chaves seria uma tristeza ou como diz o meu amigo escritor, seriamos uma “Crónica triste de névoa”, cheia de macambúzios deprimidos.

 

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Ah!, ainda ao respeito do parágrafo anterior e dos nossos sítios de diversão, temos a vantagem de estarem abertos aos sábados e domingos, senão o que seria de nós aos fins-de-semana, desejosos e ansiosos pelas segundas-feiras para irmos trabalhar, pois enquanto estamos ocupados não pensamos nessas coisas que só acontecem nos tempos livres ou tempo de lazer, como o pessoal das ciências humanas gosta de chamar. Um direito, dizem!

 

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Já quase pareço um queixinhas. Agora a sério, a verdade é que não necessitamos nada dessas coisas de festas de rua onde se mistura de tudo, com gente a tresandar a suor, bêbados, os casas de cinema com gente a comer pipocas e fazer barulho que nem deixam ver um filme, ou teatros para nos armarmos em intelectuais quando toda a gente gosta de cinema, ou concertos musicais onde só vão putos bêbados e drogados com música de furar os tímpanos, foguetes no ar que só poluem a atmosfera e assustam os passarinhos…

 

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Para quê querer isso tudo se agora temos tudo em casa, o que quisermos, sentados comodamente no nosso sofá. Basta ter um televisor, um computador e uma ligação à internet et voilá, ora estamos a ver um bom filme, a assistir a um bom concerto musical ao vivo com a vantagem de podermos ir comentando com os mais de mil amigos que temos no facebook, além de muita mais coisa que se pode fazer, que eu bem sei. Convém é ter umas bejecas no frigorifico, não vá dar-nos sede a meio da noite… Ah! ainda com a vantagem de que em casa, onde houver mais gente além de nós, não somos obrigados a assistirmos todos ao mesmo, pois cada um no seu sítio, com  a sua televisão, o seu portátil, tablet ou até telemóvel, desde que haja Wi-fi, e está tudo resolvido e se tivermos filhos daqueles que ainda nos obedecem, de vez em quando podemos mandar-lhes uma mensagem para o telemóvel do género: “ Vai ao frigorífico e traz-me uma cerveja que não quero interromper o filme”, ou então se formos mais responsáveis, uma do género: “ vê se te deitas que amanhã tens de te pôr a pé cedo”. Uma vez mandei esta à minha filha e ela respondeu-me: “ Ó pai, acordaste-me, já estava a dormir!”…

 

E com esta me vou!

 

As fotos são do Domingo Corredoiro de Verin.

 

 

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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

Cinco imagens da época - Entroido e cigarróns

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Hoje ainda vamos ter mais uma carta para o Comendador, mas como o carteiro ainda não chegou, vai ficar para mais tarde. Para já ficamos com mais cinco imagens da época, mais propriamente do carnaval que, como vem sendo habitual, aqui por perto, se o quisermos temos de ir até Verin, aqui ao lado, do outro lado da raia, na Galiza, que por muito que se possa ansiar por uma eurocidade Chaves-Verin, em termos de festas e cultura, cada um tem as suas, aliás como sempre teve.

 

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Mas como a cidade de Chaves está zangada com festas, o carnaval em Chaves também não é exceção e se em tempos a juventude ainda ia brincando com as bombas de carnaval, as rabichas, os “estrelotes” as seringas, a farinha e o carvão, com meia dúzia de caretos, agora nem isso e se queremos folia à séria,  lá teremos que ir até às dos vizinhos, que quase do nada, ao longos das últimas dezenas de anos, conseguiram fazer festa de invejar, já tradicional, com vários momentos nesta época de carnaval, como o Domingo Corredoiro (do qual deixo imagens) mas também as grande noites dos compadres, das comadres e os grandes desfiles de domingo e terça feira de carnaval, momentos que levam a Verin milhares de forasteiros.

 

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E se os cigarróns são a imagem oficial da festa, que de ano para ano vão crescendo, sendo já centenas deles,  há lugar para todos viverem  a festa do disfarce, basta quererem, mesmo quando o dia é dos cigarróns, como o domingo corredoiro, há lugar para todos, tal como hoje fica documentado. Momentos aos quais às vezes até as mascaras dos cigarróns não ficam indiferentes.

 

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Ficam algumas imagens desses “penetras” que fazem as festa à sua maneira, contribuindo também para ela, sendo como mimo, como extra-terrestre, como palhaço, ou como lhes der na gana.

 

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Da nossa parte já há anos que somos fãs da festa de Verin,  e nos nossos sonhos gostaríamos também de ser fãs de uma festa alargada à cidade de Chaves, onde com o pretexto da eurocidade, os sonhos se poderiam tornar realidade, mas não, continua tudo como dantes…

 

Amanhã há mais!

 

 

 

 

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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016

Discursos Sobre a Cidade, por A.Adolfo

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I

A minha profissão há muito que me obrigou a ser um flaviense ausente, mas que vem à terra e ao berço familiar sempre que é possível, tal como vou acompanhando à distância a vida da nossa cidade, principalmente nesta última década em que a internet tem servido também de depósito a muita informação e imagens sobre o pulsar dos lugares e das cidades, onde os blogs de uma forma não institucional, têm tido uma importância fundamental na sua divulgação, transformando-se muitas das vezes num verdadeiro serviço público, como é o caso do blog « Chaves – Olhares Sobre a Cidade». Desde o início da sua feitura que acompanho este blog, não só pela ligação de amizade que tenho como o seu autor mas também por levar a cidade de Chaves até mim quando mais dela necessito.

 

Desde início deste blog que o Fernando Ribeiro me convidou para deixar aqui umas palavras sobre a cidade na perpectiva de um flaviense ausente. Por motivos profissionais fui adiando essa colaboração, embora em tempos ainda tivesse deixado por aqui umas palavras mas que de seguida fui obrigado a abandonar por não poder garantir a sua regularidade. Ultimamente o Fernando tem insistido no meu regresso à colaboração e fazendo eu um exercício introspectivo cheguei à conclusão que não poderia negar essa colaboração, retribuindo assim um bocadinho do muito que tenho recebido deste blog. Assim cá estamos para voltar uma vez por mês neste espaço de «Discursos sobre a Cidade».

 

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II

Infelizmente ou felizmente deixei de ser flaviense presente desde meados dos anos setenta do século passado. Infelizmente porque fui obrigado a deixar a minha terra, a minha família mais próxima e muitos amigos, mas felizmente porque em termos de formação e trabalho tive oportunidade de atingir os objectivos a que me propus. Felizmente ainda, embora com uma felicidade infeliz, a de não ser obrigado a assistir na primeira linha ao crescimento desenfreado e desequilibrado da cidade sem a preocupação mínima de ter havido um trabalho prévio de ordenamento, levando a que em muito desse crescimento se tivessem praticado verdadeiros atentados à cidade, principalmente ao seu centro histórico.

 

Embora durante estes longos anos de flaviense não presente tivesse vindo à terra com uma regularidade de pelo menos uma a duas vezes por mês, a verdade é que me transformei num verdadeiro estranho para a cidade. Não conheço os novos bairros e na tentativa de os conhecer chego-me a perder na cidade nova. Perdi os lugares de referência como o Jardim das Freiras e os cafés da Rua de Stº António que sempre tinham sido local de encontro de flavienses ausentes com flavienses presentes. As caras dos comércios tradicionais mudaram por novas caras e novos ramos de comércio. Com o tempo ir à cidade à procura dos nossos amigos do tempo de liceu e das caras de sempre tornou-se uma missão impossível de ninguém encontrar numa nova cidade. Um verdadeiro estranho na minha terra, e ainda por cima, culpabilizando-me por tal acontecer e por não poder ter estado cá…

 

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III

Assim que, discursar sobre a cidade é uma tarefa complicada. Das duas uma, ou me restrinjo às recordações do passado ou passo à descoberta da nova cidade, deixando aqui as minhas considerações. E foi assim que no último fim-de-semana me propus descobrir mais um bocadinho da nossa cidade, iniciando a descoberta naquela que em tempos era a entrada nobre da cidade – A Estrada Nacional 2. Ao passar na rotunda do Raio X, uma das placas informativa despertou-me o interesse para a descoberta, de interesse turístico, a descoberta da Rota Termal e da Água, rota que desconhecia ter um itinerário definido e da qual ninguém ainda me tinha informado. E lá fui eu seguindo as setas na sua descoberta, em direção a Espanha, confirmada na rotunda da antiga Polícia de Viação.

 

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Mas um pouco mais à frente, junto à Adega Cooperativa a placa da Rota Termal e da Água indica-me o centro da cidade, via nova ponte de S.Roque.

 

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Um pouco mais à frente, na rotunda da Escola Industrial, mais ou menos onde antigamente havia um tanoeiro e o parque de estacionamento dos burros das Leiteiras de Outeiro Seco de novo a placa da Rota, ou melhor, as placas das Rotas, pois aqui dividem-se em Rota Termal e da Água (Chaves) e Rota Termal e da Águas (Verin). Optei pela de Chaves, que curiosamente me obrigava a voltar para trás.

 

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Mas logo de seguida e ainda na mesma rotunda a Rota Termal de Chaves desaparece e aparece a de Vidago.

 

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Afinal não, pois 10 metros à frente aparece de novo a rota de Chaves, conjuntamente com uma novidade para nós, o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso. Seguimos por esta rota que logo a seguir terminava no parque de estacionamento do referido Museu. Pois já que ali estávamos aproveitávamos para visitar o museu, mas por lá alguém nos informou que o Museu embora pronto ainda nunca abriu ao público…

Viramos para trás, que outro remédio não tínhamos e ficamos com a opção de seguir a Rota Termal e da Água de Verin ou retomar a de Chaves que logo passava à de Vidago. Mas observando uma outra placa na mesma rotunda, optámos pela rota de Verin, pois assim também iriamos em direção ao Mercado Abastecedor M.A.R.C. que também desconhecíamos a sua existência

 

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Chegados a Outeiro Seco ficando já para trás a Capela Medieval as placas informativas baralham-nos um bocado. Tivemos de parar para optar pela que nos levava a atravessar o centro de Outeiro Seco em direção a outras aldeias ou então tomar a outra estrada em direção a Espanha, mas também a Universidade (que não sabíamos que existia) e ao Pastelnor (que não sabíamos o que era). Curiosamente a Rota Termal e da Água aqui deixou de ser de Chaves, de Verin e de Vidago e passou a ser uma rota única em direção ao Parque Industrial de Chaves. Desistimos da rota da água. Agora tinha curiosidade em conhecer a universidade. Entretanto perdemos a informação da localização do Mercado Abastecedor.

 

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Mais à frente, numa outra rotunda, ficámos com duas opções, a primeira de Espanha e Vila Verde da Raia e na segunda, para além de algumas aldeias do concelho, tínhamos de novo o Pastelnor e uma nova informação, a do Instituto Politécnico. Das duas, uma, ou nos trezentos metros que andámos de caminho a Universidade foi desqualificada para Instituto Politécnico ou então para além da Universidade também havia um Instituto Politécnico. Esta possibilidade aguçou-nos a curiosidade e fomos ver.

 

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Ainda na mesma rotunda apareceu-nos outra placa, de novo com o Pastelnor e a Universidade. Perdeu-se o Politécnico ou afinal sempre há as duas instituições, Ah, e aparece-nos o Parque Empresarial ou Zona Industrial 3.

 

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Trezentos metros mais à frente novas placas informativas que para além do Pastelnor aparece de novo a desaparecida rota Termal e da Água, a geral, sem Verin, Chaves e Vidago. Informações sobre Universidade, Instituto Politécnico e Mercado Abastecedor não havia.

 

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Na ausência de melhor lá seguimos de novo a Rota Termal e da Água que logo à frente (50 m) de um lado e outro da estrada, apontando para direções opostas, isoladas sem mais informação, lá estava em destaque a rota Termal e da Água, de um e outro lado da Estrada a apontar para lameiros. Decididamente resolvemos não ir pastar e seguimos em direção ao que nos restava – o PASTELNOR.

 

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Mais à frente, passadas as entradas para a autoestrada, finalmente o Parque Empresarial, aparentemente novo e aparentemente abandonado. No painel informativo da rotunda encontramos o MARC – Mercado Abastecedor da Região de Chaves e a Plataforma Logística.

 

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Seguimos nessa direção e a única coisa interessante e inovadora que descobrimos foi o gradeamento das sarjetas. Plataforma logística nem vê-la e em vez de MARC – Mercado Abastecedor há bolos, fábricas de bolos que segundo nos informaram depois, antes dos bolos já tinha sido peixaria… Ficam os gradeamentos inovadores das sarjetas:

 

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Desiludido, nem MARC, nem Plataforma Logistica, nem Universidade, nem Instituto Politécnico e a rota Termal e da Água a terminar em dois lameiros, resolvi regressar à cidade e no regresso, numa rotunda que já tínhamos passado antes, afinal havia outra placa, já no regresso da cidade onde de novo aparecia a Universidade e a rota Termal e da Água. Quanto a esta última indica-nos a direção das outras pelas quais já passámos, quanto a Universidade, tivemos curiosidade e continuámos à procura.

 

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Mais à frente, já após termos passado a aldeia de Outeiro Seco sem encontrar a dita universidade, de novo uma placa a Indicar-nos o MARC e a Universidade, curiosamente a indicar-nos o caminho que tínhamos seguido inicialmente e que nos trouxe até ao ponto onde estávamos. Não, nesta já não caio, disse eu para com os meus botões…

 

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Mas mesmo assim, em vez de seguir o cainho já trilhado indicado nas placas, resolvi voltar atrás ao centro da aldeia e perguntar onde raio ficava a universidade. Disseram-me que não, que por ali não havia universidade. Havia, isso sim, uma Escola de Enfermagem à saída de Outeiro Seco. Quanto a universidade disseram-me que há muitos anos atrás disseram que queriam construir uma no solar, curiosamente mesmo ali ao lado e que reconhecemos de imediato por já inúmeras vezes ter passado neste blog, mas que ninguém fez nada.

 

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Concluindo, placas a presumir que se tem, não é tudo, é preciso ter mesmo, senão tudo não passa de um embuste. Quanto a Rota Termal e da Água durante toda a semana andámos à procura de informação sobre a mesma e sobre o assunto encontrámos um artigo de 2013 no sítio da internet da Eurocidade Chaves Verin (aqui), cheio de boas intenções mas que ainda não saíram lá do sítio da internet, a não ser as placas informativas que não levam a lado nenhum ou quando muito servem para andarmos à volta da cidade ou para terminarmos num lameiro de Outeiro Seco. Mas como o projecto é (ou foi) financiado pela União Europeia, presume-se que por aí andou muito dinheirinho, só que não se sabe onde ele para, embora nas ditas e inúteis placas se tenha gastado algum.

 

A.Adolfo

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:01
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2016

O Introido da Eurocidade Chaves-Verín

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Como hoje é terça-feira de Carnaval mal seria se não fizéssemos aqui referência a este dia de folia que vai sendo celebrado e festejado por esse Portugal fora mas também um pouco por todo o mundo. Mas em Portugal também é festa grande nalgumas cidades, vilas e aldeias, tanto que nesta terça-feira, salvo no regime neoliberal assanhado, sempre houve tolerância de ponto, um quase feriado que hoje em dia já se começa a falar em oficializá-lo.

 

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Chaves, não sei por que razão, nunca ligou muito a este dia. Antigamente ainda havia o queimar e rebentar de uma rabichas e bombas de carnaval, uns peiditos chocos e seringas de água na mão da canalhada, agora nem isso. Chaves é definitivamente uma cidade de costas viradas para as festas, sem festas da cidade, sem carnaval, sem grandes festivais de música, também ela parece governada por neoliberais assanhados em que o povo só serve para trabalhar e pagar taxas e impostos. Festa e cultura são coisas da intelectualisse de esquerda que só pensa na boa vida… Chaves é definitivamente a cidade triste da névoa… Assim, se queremos carnaval, ou nos vingamos à mesa de nossas casas com as iguarias do fumeiro e do reco que são tradicionais nesta quadra ou então vamos a Verin ver, aí sim, a festa do intróido e dos cigarróns, com vários pontos e dias altos de festa ao longo de mais de 15 dias de folia.

 

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Tive esperança que na tal Eurocidade de Chaves – Verín, com projeto reconhecido e premiado pela União Europeia, passasse a existir realmente uma eurocidade, que é muito bonitinha no papel, naquilo que se diz à imprensa e esta reproduz, mas que na realidade Chaves continua como era antes da Eurocidade e Verís, por sua vez, continua como era Verín antes da Eurocidade. Nas notícias (por exemplo em: http://www.rtp.pt/noticias/cultura/eurocidade-chaves-verin-sera-a-primeira-zona-franca-social-da-europa_n865641#sthash.QTNXK4za.dpuf ) diz-se (o sublinhado é meu):

Oito anos depois de Chaves e Verín terem iniciado o projeto, com apoio de fundos da política comunitária de coesão, os dois municípios veem reforçada a possibilidade de criarem, em conjunto, "a primeira zona franca social", com os cidadãos das duas margens do rio Tâmega "a circularem livremente e a utilizarem os serviços" públicos de saúde e educação de um ou de outro concelho, como mais lhes convier”.

Que maravilha, não fosse no meio ter as palavras “A possibilidade de criarem”, pois nada disto existe. Existe, isso sim aquilo onde se diz:

A eurocidade Chaves-Verín já partilha um cartão de cidadão que dá acesso a piscinas, bibliotecas, eventos, formações ou concursos, bem como uma sede, uma agenda cultural, instalações desportivas e recreativas e atividades conjuntas.

É verdade sim senhor, mas se não tiver o dito cartão tem na mesma acesso a esses locais. Para rematar, também é verdade onde se diz:

António Cabeleira sublinhou que os dois lados da eurocidade já partilham uma agenda cultural comum

Sou testemunha disso e até tenho uma agenda dessas em casa, mas este comum não quer dizer que sejam atividades conjuntas da Eurocidade, mas sim Chaves deixa na agenda as suas atividades e Verin deixa na agenda as atividades que Verin promove. Não há cá misturas, cada um com o seu, sem intercâmbios nem realizações conjuntas, cada um trata das suas coisinhas como sempre aconteceu e mais nada, a agenda apenas as anuncia – Já é qualquer coisa. E foi assim que fiquei a saber que hoje em Verín desde as 11h00 (não sei se de lá se de cá) vai haver o Martes de Entroido organizado pelo Concello de Verín. Agora bonito-bonito são…, ou aliás, era ver os Cigarróns a correr também as ruas de Chaves.

 

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Mas enfim, là teremos que ir a Verin para termos Carnaval, como todos os anos e do qual eu até sou freguês já há uns bons anos, mesmo antes da Eurocidade já o era, só que este ano não me dá jeito ir por lá, assim, ficam as fotos do Carnaval (Introido de Verin) do ano passado. Eu não posso ir, mas quem puder, que vá, pois vale a pena lá ir, com ou sem cartão da Eurocidade, pois a festa lá, é de todos e para todos.

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:29
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