Hoje vamos deixar por aqui alguns eventos que vão acontecer por cá.
Para a próxima quinta-feira, dia 18, inaugura no Polo da UTAD/ESEC uma exposição da Lumbudus em parceria com uma atividade da licenciatura de Animação Sociocultural do Polo da UTAD em Chaves. Esta exposição resulta de uma atividade anterior intitulada “Repórter por um dia” em que vários fotógrafos Lumbudus acompanharam a jornalista Sandra Pereira numa reportagem sobre o despovoamento e envelhecimento rural numa freguesia flaviense, no caso, a de S.Vicente da Raia.
Para dia 19, sexta-feira um Workshop sobre a reabilitação e regeneração urbana, tendo por base os Programas Estratégicos para o Centro Histórico de Chaves. Um Workshop de interesse para todos os interessados por reabilitações e regenerações urbanas, mas em particular para proprietários do Centro Histórico.
Atenção que para assistir a este Workshop a inscrição é obrigatória. O Programa, Inscrições e informações online podem ser obtidas aqui: http://www.chaves.pt/
ou pessoalmente na Câmara Municipal de Chaves.
Já agora e uma vez que se fala de reabilitação, os espaços públicos devem contribuir para essa mesma reabilitação. Na Praças da República e do Duque, nas últimas semanas têm servido de estacionamento a popós, e não tem sido exceções para casamentos e funerais. Espero que seja apenas uma distração das autoridades, pois outra coisa não imagino. Estas duas praças são imagem de marca da cidade, são as nossas duas praças monumentais que todos os visitantes e turistas registam em imagem e levam com agrado, mas sem popós. Demorou longos anos a tirar de lá o estacionamento, por favor, para bem da cidade e do centro histórico, não deixem voltar os carros às nossas melhores praças. Os peões, visitantes e turistas agradecem.
Por último, fica já o anúncio de um evento que vai ocorrer aqui ao lado, em Boticas nos dias 23, 24 e 25 de Maio. Trata-se do I Congresso Internacional – A Animação Sociocultural, Gerontologia e Geriatria – A Intervenção Social, Cultural e Educativa na Terceira Idade.
Informações, programa e inscrição, podem ser obtidas aqui: http://geralintervencao.com.pt/
É um congresso que interessa a todos os que lidam com os problemas do envelhecimento e da terceira idade.
E por agora é tudo. Mais logo termos ainda por aqui a “Pedra de Toque” de António Roque.
Até lá!
Manda a tradição que logo ao seguir ao Domingo de Páscoa se realize a festa em homenagem a Nossa Senhora das Brotas, hospedada na capela do Forte de S.Neutel, local onde se realiza a festa, ou tentativa de festa, pois está bem longe dos dias grandes do passado em que era mesmo festa, pois hoje em dia, há momentos em que os mordomos e músicos são mais que o povo que acorre ao local.
Pela minha parte, mesmo sem promessa, passo por lá todos os anos, talvez por guardar boas recordações desta festa, dos meus tempos de liceal em que segunda-feira à tarde até havia dispensa de aulas, e claro, basta juntar música e juventude para que a festa aconteça naturalmente. Agora, são mais “os velhos do Restelo” os que povoam o recinto e, quem sabe, se não será mesmo por aí que esta festa pode continuar a ter futuro. Claro que para a festa acontecer não basta a boa vontade de meia dúzia de carolas, embora seja de elogiar a sua persistência, é necessário muito mais e o empenho de quem se deve empenhar que alguma coisa aconteça em Chaves, mas penso que por aí também estamos conversados, pois muito pior que a atual crise económica, financeira e política, há a crise de ideias.
Mas enfim, a festa lá vai dando para limpar o forte e até dá para aproveitar para recolher ervas medicinais, mas como o dia das merendas é só hoje, porque hoje é que é o dia da padroeira, talvez a festa se componha um pouco, pois os comes e bebes são sempre um atrativo extra e depois há que acabar com o folar.
E das festas populares vamos dar um salto à arte que vai acontecendo por cá e por mão das Associações, neste caso da LUMBUDUS – Associação de Fotografia e Gravura e da TAMAGANI – Associação de Artistas Plásticos do Alto Tâmega e Val de Monterrei que hoje inauguram exposições.
Fotografia de Humberto Ferreira
A LUMBUDUS inaugura mais uma exposição no espaço do Pólo de Chaves da UTAD/Escola Superior de Enfermagem. Uma exposição coletiva dos seus associados e subordinada ao tema “Terras de Monforte”. Exposição que resulta de uma seleção dos trabalhos submetidos ao concurso de fotografia do XIII Encontro de Blogs e Fotógrafos que ocorreu na freguesia de Águas Frias/Castelo de Monforte.
Fotografia de NORDESTAFL
Às 18 horas de hoje inaugura também no espaço de exposições da TAMAGANI uma exposição conjunta de associados TAMAGANI e LUMBUDUS, intitulada “Duas Artes/Diferentes Olhares” tendo como tema “A Primavera”.
E é tudo por agora, pois às 9 horas teremos por aqui a habitual crónica de João Madureira de “Quem conta um ponto…”
Programa
17 de Fevereiro de 2012
(sexta feira)
10.30
Painel I - O Teatro e a Intervenção Social
Coordenador: Prof. Doutor Joaquim Escola - Director do Departamento de Educação e Psicologia e Presidente do Conselho Pedagógico da Escola de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)
Intervenções:
1. Teatro e Intervenção Social uma aproximação natural
Prof. Doutor Manuel Francisco Vieites - Faculdade de Ciências da Educação de Orense, Universidade de Vigo/ Escola Superior de Arte Dramática de Galiza
2. Teatro Social e de Comunidade
Drª Anna Carla Bosco - Escola Superior de Arte Dramática da Galiza / Associação Cultural una Teatro / Itália
3. Jovens e Teatro do oprimido: caminhos para a cidadania e transformação social
Dr.ª Inês Barbosa - Doutoranda - Bolseira da FCT - Universidade do Minho Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) / Prof. Doutor Fernando Ilidio Ferreira -Universidade do Minho - Instituto de Educação- Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC)
14.00
Painel 2 - O Teatro e a Intervenção Socioeducativa
Coordenador: Prof. Doutor Fernando Ilídio Ferreira - Universidade do Minho - Instituto de Educação- Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC)
Intervenções:
1. Teatro, Escola e Sociedade Desafios e Urgências
Prof. Doutor Carlos Fragateiro - Universidade de Aveiro
2. Teatro, Expressão Dramática e Pedagogia da Interdependência na Universidade.
Prof.ª Doutora Rita Azevedo - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
3. As Práticas Dramáticas contribuem para o Desenvolvimento de Competências essenciais.
Prof. Doutor João Gomes - Instituto Politécnico de Bragança
4. Fantoches e Formas Animadas e intervenção social, cultural e educativo
Dr. José Dantas Lima Pereira - Teatro Diogo Bernardes
16.15
Painel 3 - O Teatro e a Intervenção Comunitária
Coordenador: Prof. Altino Rio - Centro de Formação da Associação de Escolas do Alto Tâmega e Barroso
Intervenções:
1. Para uma Formação Híbrida em Artes e Agricultura
Prof. Doutor Carlos Cardoso - Universidade de Trás-os-Montes E Alto Douro
2. A Animação Teatral no desenvolvimento local e comunitário
Prof. Doutor Avelino Bento - Instituto Politécnico de Portalegre
3. Comunidades Turísticas e Actores Intermediários – A Experiência como Contributo para a Sustentabilidade
Prof. Doutor António Sérgio Araújo de Almeida - Instituto Politécnico de Leiria – ESTM - GITUR
4. ( comunicação a designar)
Dr. Rui Sergio - Fundação INATEL
19.00
Espectáculo pelo Grupo de Teatro da APPACDM do Porto « Raios e Curiscos» intitulado SOMOS (Auditorio do Centro Cultural de Chaves)
21.30
Espetáculo ( Auditório do Centro Cultural de Chaves)
Título: “Palabras de sal”
Actriz: Mela Casal - Nomeada para o prémio Mestre Mateo para a melhor Actriz principal em 2008 pela sua interpretação de “Sofía en A vida por diante.”
Dia 18 de Fevereiro
(sábado)
9.00 - Painel 4 - O Teatro e a Intervenção Sociocultural
Coordenador: Dr. António Sousa e Silva
Intervenções:
1. O Teatro como meio de Investigação na Animação Sociocultural
Prof. Doutor Victor Ventosa Perez - Universidade Pontificia de Salamanca / Presidente da Rede Ibero-Americana de Animação Sociocultural (RIA).
2. (comunicação a designar)
Drª Patricia Gilvaia
3. A Animação Teatral em Portugal – percurso entre a revolução e a globalização
Prof. Doutor Marcelino de Sousa Lopes - Universidade de Trás - os Montes e Alto Douro.
11.30 - Relatos de Experiências de Teatro e Intervenção Social
Coordenador: Dr. José Dantas Lima Pereira
Intervenções:
1. Ajuda-me, um projecto de implicação social - A sociedade como espaço necessário para a inclusão.
Drª Melania P. Cruz - Professora/ Actriz/ Animadora.
2. Experiências Teatrais com Seniores
Dr. Hugo Veloso - Professor / Director Artistico / Animador Sociocultural.
3. Experiências Teatrais de intervenção social
Actriz Mela Casal
14.30
Painel 5 - O Teatro, Saúde e Intervenção Terapeutica
Coordenador: Prof. Doutor Marcelino de Sousa Lopes
Intervenções:
1. Dramaterapia e saúde psicológica: contributos numa educação para a saúde
Prof.ª Doutora Lucília Valente - Universidade de Évora
2. A Loucura e a Teatralidade
Mestre Nuno Marques Pinto - Actor / Encenador / Poeta
3. O Jogo Dramático nas necessidades de Expressão
Dr. Ermel Morales - Prof. da Escola Superior de Arte Dramática da Galiza
4. Teatro e Terapia
Prof. Doutor Manuel Vieites - Professor da Universidade de Vigo e Director da Escola Superior de Arte Dramática da Galiza.
5. (comunicação a designar)
Encenador José Carretas
6. Doutores Palhaços: Interações Lúdicas de Artistas Profissionais com Crianças Hospitalizadas
Dr.ª Ana Santos - Doutoranda da Universidade do Minho - Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) / Prof. Doutor Fernando Ilidio - Universidade do Minho, Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC)
17.00 - Conclusões
18.00 - Entrega de Diplomas / Encerramento
Congresso Teatro e Intervenção Social
|
Objetivos
Creditação |
Para informações e Inscrições siga o link:
http://sites.geralintervencao.com.pt/int
À margem do I Congresso Internacional - Teatro e Intervenção Social a Associação LUMBUDUS irá inaugurar no mesmo espaço (UTAD-Pólo de Chaves/Escola de Enfermagem) uma exposição intitulada “A Rapa das Bestas” do fotógrafo António Tedim:
Para os flavienses e não flavienses que andem hoje pela zona de Cascais, fica o alerta, pois o nosso mestre flaviense Nadir Afonso também vai estar por lá, no Centro Cultura de Cascais, às 21H30, para inaugurar mais uma das suas exposições – UTOPIAS URBANAS.
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Para quem não puder assistir à inauguração, a exposição irá estar patente ao público até dia 31 de Outubro, de Terça a Domingo, das 10 às 18 horas.
Entretanto, até 30 de Setembro, a obra de Nadir Afonso continua também por Chaves, na Biblioteca Municipal e integrado na Bienal de Chaves.

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O Mestre flaviense Nadir Afonso soma e segue.
Sem Limites – Without Limits – inaugura hoje, 22 de Junho às 19h00, no Museu do Chiado em Lisboa, com a presença da ministra da Cultura.
Se está ou vai estar por Lisboa, não perca esta exposição do nosso Mestre flaviense, pois a exposição vai estar patente ao público desde hoje até 3 de Outubro.
Hoje vamos outra vez até ao pintor João Vieira, aquele que foi preciso morrer para que o seu concelho de nascimento lhe abrisse as portas para uma exposição da sua obra e, se tardou a chegar a Chaves, pelo menos, faz honras a um evento que se quer grande desde que seja levado a sério pelos responsáveis que o promovem…
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Costuma-se dizer que “ à mulher de Cézar não basta sê-lo, também é preciso parece-lo”. Pois por cá vai acontecendo o mesmo com a cultura, mas ao contrário, ou seja, parece que às vezes a cultura acontece, mas só parece, pois tal não acontece, pelos menos em determinadas horas…
Pois é, se por um lado parece que está a acontecer um grande evento em Chaves com a realização da “Bienal – Arte de Chaves 2010”, por outro lado, Chaves nem sequer deu conta que tal evento está a acontecer, e temos pena. Talvez fosse bom analisar porquê tal acontece e se vale a pena continuar a promover estes eventos tal como são promovidos até aqui, pois o momento é de crise e para fazer mal, pois só a intenção não basta, mais vale não fazer nada… mas vamos por partes.
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É certo que parece ter havido uma certa preocupação por parte dos promotores em que o evento aconteça em grande, pois só assim se justifica que a Câmara Municipal e a Chaves Viva (assumindo a sua falta de competência) tivessem convidado a Cooperativa Árvore para a realização do evento, pondo de parte a Associação Tamagani de artistas flavienses e galegos. Uma vez que a coisa foi entregue a “profissionais” exigia-se que o programa se fizesse notar, e não é mau:
- Homenagem a João Vieira, um dos mais conceituados pintores portugueses com reconhecimento nacional e internacional;
- Homenagem Nadir Afonso, sobejamente conhecido e apreciado por todos como um grande nome da pintura do Sec. XX e XXI, nacional e internacionalmente;
- Sinais da arte Ibérica no Século XX com muitos e sonantes artistas (Amadeo de Souza-Cardozo, Júlio Pomar, Mário Cesariny e até Juan Miró e Picasso, entre muitos outros).
- Uma conferência e um atelier de Pintura.
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Ao que parece a Árvore cumpriu a sua parte. Falta cumprir que o evento tenha visibilidade em Chaves e que seja visto e participado pelos flavienses e não só. É aqui que começam todos os pecados deste evento, começando pela falta de publicidade, pelo local escolhido para as exposições, pelas gafes e emendas à mão que os poucos cartazes e dos panfletos do evento têm (além do panfleto ainda só vi um cartaz e dentro de portas), mas sobretudo, o mais grave, mesmo inadmissível e falta de respeito por quem está exposto, é, o local de exposição, dentro dos horários de funcionamento (porque há mais que um) esteja com as portas fechadas.
Começemos pelos horários.
- Na agenda (axenda) cultural consta, diz por lá, que a exposição está aberta ao público das 09H00 às 19H00, de Segunda a Sexta.
- Na página oficial da Câmara Municipal e da Chaves Viva na Internet, repete-se o mesmo horário (09H00 às 19H00, de Segunda a Sexta).
- Na porta do local da exposição, ou seja no Centro Cultural, está lá bem escarrapachado – Horário de Exposições – Segunda a Sexta – Manhã das 10H00 às 12H00 – Tarde das 14H00 às 18H30. Sábado das 14H00 às 18H00.
Este desencontro de horários até nem seria grave se pelo menos um dos horários fosse cumprido, o problema é que não o é, eu próprio sou testemunha disso, pois desde que a exposição começou, já lá passei pelo menos 4 vezes dentro do horário mais curto (o da porta) e a exposição estava fechada. Pelos vistos a coisa não se passa só comigo, pois já mais gente me disse o mesmo e ,um amigo que até se deslocou a Chaves com um dos propósitos de ver a exposição, partiu como chegou, sem a ver e até me enviou por mail duas fotos para assinalar o acto.
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Problema já antigo, este o dos horários, pois ao que sei é frequente a porta estar fechada durante o horário de abertura ao público. Eu próprio sou testemunha disso, pois quando lá fui a primeira vez para ver a exposição, a porta estava fechada, mas alguém me viu por lá e foi-me perguntar se queria ver a exposição e passados uns minutos lá apareceu a chave mágica que me abriu as portas. Tive sorte. Lá dentro, a exposição recomenda-se embora falte informação sobre o João Vieira, pois a mesma está no catálogo, só que esse, pelo que me disseram, foi só para a inauguração, mas com jeitinho, dupla sorte, lá me desenrascaram um que foram descobrir no edifício ao lado.
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Pois quanto ao catálogo, pela qualidade que apresenta, entendo que seja de uma edição cara e portanto limitada, mesmo assim, e atendendo que durante o dia pouca gente vai à exposição e nas horas mais disponíveis para as pessoas a visitarem (ainda dentro do horário) a exposição está fechada, penso que o catálogo chegaria para todos os visitantes. Mas já que por aqui se imita tudo o que se faz por aí fora, imite-se também o que é costume fazer com este tipo de catálogos, ou seja, ter um catálogo na exposição disponível para consulta e os restantes são vendidos para quem estiver interessado em o adquirir.
João Vieira não merece em Chaves, na sua terra natal, ter sido descoberto após a sua morte, ter uma exposição com portas fechadas e não ter um catálogo disponível para consulta.
Por último, está mais que provado que ao barracão dos comboios (sala de exposições do Centro Cultural) pouca gente vai ver exposições, ainda para mais quando a publicidade a elas é quase inexistente. Talvez fosse bom dar alguma nobreza a estas exposições em espaços onde as pessoas sejam convidadas naturalmente a entrar. O antigo e velho cine-teatro (propriedade da Câmara) precariamente tem demonstrado que serve à perfeição para um espaço de exposições e o mesmo até já foi contemplado num ante-projecto existente para o local, onde além do cine-teatro se previa essa tal sala de exposições. Às vezes, a bem da população e da cultura, seria bom que os poderosos do poder dessem o braço a torcer e fossem de encontro ao anseio das populações e, neste caso, também ao encontro de um espaço onde a cultura pudesse aconteçer verdadeiramente, quer em cinema, teatro mas também num espaço convidativo para exposições de obras de arte. Como se costuma dizer, “não há pior cego que aquele que não quer ver” e neste caso, além da cura da cegueira, Chaves iria ficar agradecida pelo cinema, pelo teatro ou pela arte, mas sobretudo pela memória e por um espaço que Chaves há muito necessita e anseia.
Já agora e só a título de curiosidade, para gente que gosta de números onde tudo que se faz em Chaves é um sucesso, gostava de saber (em média) quantas pessoas visitam as exposições do Centro Cultural!?
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Só mais um reparo que se prende com esta última foto e que é um dos acessos ao tal sítio das exposições fechadas, pois além destes dois degraus serem anti-regulamentares, ficam mal num espaço que se quer com alguma dignidade.
Nota: Quanto a qualidade das imagens, é a possível, pois tanto quanto sei todas elas são de telemóvel.

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Nadir Afonso inaugura hoje (quinta-feira, dia 15), às 19H00, na Galeria São Mamede em Lisboa, uma exposição de óleos e guaches “Renascimento”.
A exposição estará patente ao público de segunda a sexta-feira das 10H30 às 20H30 e aos Sábados das 11H00 às 19H00.
Mais uma oportunidade, para os que estão na capital, de acompanhar e visitar a obra do Mestre Nadir em Lisboa, mais propriamente na Galeria São Mamede, Rua Escola Politécnica, 167.

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Seria injusto para os que seguem este blog e não vivem cá na terrinha, não lhes permitir visualizar as fotografias inéditas que estiveram presentes na exposição que terminou no Sábado passado e que pretendia comemorar as 750.000 visitas a este blog. Pois para finalizar aqui ficam mais 5 fotos que os flavienses residentes ou quem visitou Chaves, teve oportunidade de ver na Galeria Tamagani, no antigo Cine Teatro de Chaves.
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A Pensar Portugal
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Momentos perpetuados na imobilidade de uma estatueta do meu imaginário de criança, mas real, como quem pensa Portugal numa terra e cidade onde nem sequer esta é pensada. Ironias que valem pela pureza dos sonhos de criança, onde tudo é possível ser sonhado…
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Já há 2000 anos não era assim. Pensadores romanos construíram um império e, em Chaves, deixaram algum desse património que fez um império e que, ainda hoje, é admirado por todos. Bem pode, pois por cá, hoje, modernidade também rima com mediocridade…
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E sempre o fascínio da cor e da geometria, Chaves tem destas coisas e, nem os espessos nevoeiros de Inverno toldam as linhas e as cores da geometria. Não é por mero acaso que em Chaves nasceram mestres da cor e da geometria…
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E já que poucos se atrevem a dar uma pedrada no charco, porquê não dar um pontapé no marasmo…mas parece não haver pé que sirva na bota, embora muitos a calcem, ninguém consegue pontapear com ela e, depressa a descalçam, entretanto, vai envelhecendo desprezada e abandonada, levando com o pó do tempo enquanto traiçoeiramente as aranhas tecem a sua teia…

Choro da Praça do Duque
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Hoje, ao contrário daquilo que é habitual às quartas-feiras, não há feijoada, mas antes, mais 4 fotos inéditas neste blog e, que ainda estão patentes ao público em exposição na Galeria Tamagani, na Rua de Stº António, em Chaves, mas só até Sábado.
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Reflexos e Amplexos
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Alguns momentos, que embora até abstractos são bem reais, como um reflexo no Tâmega por quem tão poucos reflectem…
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Dr. Carneirinho
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Ou um pormenor bem mais interessante que o todo, de um busto merecido no devido local mas longe da grandeza do homem que representa…
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Km 0
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Ou a simbologia do Km 0 (zero) de onde Portugal começa, bem longe da vista de Lisboa e, já se sabe (o povo tem sempre razão), longe da vista, longe do coração, mas não é só. Longe das oportunidade, da modernidade, da cultura, do ensino, da saúde. Enfim, afinal parece que não é aqui que começa Portugal, mas antes, é aqui que ele acaba, bem longe de tudo, onde até o comboio nem sequer apeadeiro tem.

Arquitecturas Contemporâneas
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Só para relembrar, a exposição de fotografia comemorativa das 750.000 visitas a este blog, entra hoje na última semana, pois dia 12 às 12H30 encerrará ao público. Se por acaso tiver interesse em visitá-la e estiver cá pela terrinha, aproveite esta semana, mas só durante o dia, pois à noite está encerrada.
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Entalada na modernidade
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Já sei que é uma exposição de fotografia de um fotógrafo cá da paróquia e, que nem sequer chega aos calcanhares e arte do FESTIMAGE, mas pelo menos, lá, poderá encontrar fotos de Chaves e de algumas das nossas aldeias, mas também alguns devaneios da fotografia, inéditos aqui no blog.
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Nadir
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Assim e, para os que por estarem longe não podem visitar a exposição, deixo por aqui algumas imagens não publicadas neste blog, um bocadinho diferentes daquilo que é habitual por aqui, mas são fotos ou composições com fotos que estão patentes ao público. Diferentes, mas com motivos ou temáticas flavienses, pequenos devaneios se é que me são permitidos.
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Poldras
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Espero que gostem.

Foto de Dinis Ponteira
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Tal como prometido vamos a uma pequena reportagem sobre a inauguração da exposição de fotografia deste blog, comemorativa das 750.000 visitas. Claro que será breve e, como quem escreve sobre o seu trabalho, por mais isento que seja, transmite sempre um ar de suspeição, fico-me apenas pelos agradecimentos a todos quantos me brindaram com a sua presença na inauguração, aos que me ajudaram a montar a exposição e a todos quantos nela e para ela trabalharam.
Agradeço assim a presença a todos os amigos, aos colegas da blogosfera, aos 5 “discursantes” do blog, ao José Carlos Barros e ao António Augusto Joel pelas palavrinhas do catálogo, ao Dinis Ponteira, ao José Diogo e de novo ao A.A.Joel pelas horas de sono que lhes roubei na montagem da exposição, mas também a todos quantos apoiaram o evento, nomeadamente ao Restaurante Pátio do Imperador que prestou o serviço na inauguração, ao “Prazeres na Loja” pelos pasteis de Chaves, à Quinta de Arcossó pelos seus vinhos, à WORTEN pelo apoio audiovisual e à Gráfica Sinal (em especial ao Daniel Feijó pelas dores de cabeça que lhe causei) pelas impressões digitais. OBRIGADO A TODOS.
Por último umas palavrinhas de agradecimento à TAMAGANI, Associação de Artistas Plásticos do Alto Tâmega e Vale de Monterrei pela organização e por ceder a sua Galeria de Arte a um “fotógrafo da paróquia”.
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Aos amigos e visitantes do blog que estejam cá pela terrinha, lembro que a exposição estará patente ao público até 12 de Setembro.
Entretanto devo também algumas justificações pelo atraso da publicação dos posts, atrasos esses que ainda estão ligados às comunicações cá de casa, pois a trovoada (mas também a “eficiência” da PT que me deixou sem INTERNET durante uma semana) fez mais estragos e pelo caminho, queimou mais alguns aparelhos que só me permitem ligar precariamente à NET e nem sempre.

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Quem roubou o 19º arco à Ponte Romana de Chaves, a nossa top Model?
Se não fossem as recentes obras na nossa top model, aos meus olhos, ela seria como sempre foi e como sempre a conheci desde que nasci.
Todos sabemos que a nossa Ponte Romana nem sempre foi assim e desde o seu nascimento já sofreu muitas alterações. Dado a falta de documentação completa ou compilada sobre a Ponte Romana desde o seu nascimento até hoje, vamos sabendo algumas coisas ao seu respeito, mas para outras, temos que ter boa imaginação para a conseguirmos ver no seu todo, começando logo pela sua imagem quando foi construída, com os seus arcos todos à vista, muito antes (mil e tantos anos) sem ter ainda construções adossadas a ela de um e outro lado das margens do Tâmega.
A documentação que agora está mais acessível a todos e mais rápida, é a que a internet vai disponibilizando. Desde a Wikipédia, a enciclopédia on-line que embora tenha o seu mérito em termos de reunir informação, peca por não ser fiável e por muito do que por lá se diz, embora com boas intenções, não ser verdade ou pelo menos com falta de rigor.
Vejamos então o que diz a Wikipédia a respeito da Ponte Romana:
“Ponte Romana de Chaves (Séc. I - II) também designada, Ponte de Trajano, foi construída entre fins do século I e o início do século II d.C. A par do desenvolvimento das termas, constitui um dos melhores legados romanos da antiga Aquae Flaviae, que prevalece até aos nossos dias, resistindo a históricas cheias, e às fortes correntes do rio Tâmega. Com aproximadamente centena e meia de metros de comprimento e uma dúzia de arcos visíveis, as obras efectuadas nos anos 30, cobriram alguns dos arcos e outros ainda soterrados na construção dos casarios ali implantados e sobranceiros ao rio. Sendo o Ex libris da cidade, é com justiça o elemento mais apreciado e fotografado da cidade de Chaves.”
Mas se a Wikipédia pode não ser muito precisa, a página oficial da Câmara Municipal no que respeita à Ponte Romana também não o é, aliás o texto e conteúdo da Wikipédia é quase uma cópia do texto e conteúdo da página da Câmara, que passo a transcrever:
“A Ponte Romana também conhecida por Ponte de Trajano foi construída entre o fim do século I e o início do século II d. C. Este foi, talvez, o melhor contributo que os romanos deixaram à antiga Aquae Flaviae. Tem cerca de uma centena e meia de metros de comprimento e uma dúzia de arcos, apesar de as obras de regularização efectuadas nos anos 30 tenham coberto alguns arcos.
Também se supõe que nas duas margens do Rio alguns arcos tenham sido subterrados para efectuar as construções que ali se implantaram. Ainda hoje se podem ler duas inscrições colocadas em duas colunas a montante e a jusante da Ponte Romana.
A primeira diz que “Imperando Cesar Nerva Trajano Augusto Germanico Dacico, pontifice máximo, com poder tribunício, cônsul a 5ª vez, pae da patria, os aquiflavienses trataram de fazer à sua custa esta ponte de pedra”; a Segunda diz que “”Imperando Cesar Vespasiano Augusto, pontífice máximo, com poder tribunício a décima vez, imperador a vigésimo, pae da patria, cônsul a nona vez, imperando também Tito Vespasiano Cesar, filho do Augusto, pontífice, com poder tribunício a oitava vez, imperador a decima Quarta, cônsul a sétimo (...) sendo legado do Augusto o propretor caio Calpetano Rancio Querinal Valerio Festo e sendo legado do Augusto na Legião Sétimo, Decio Cornelio Meciano e procurador do mesmo Augusto, Lucio Arruncio Maximo, a Legião Sétimo Gemina Feliz e dez cidades, a saber: os Aquiflavienses, os Aobrigenses, os Bibalos, os Coelernes, os Equesos, os Interamnicos, os Limicos, os Nebisocos, os Quarquernos e os Tamaganos (...)”.”
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Começando pelas obras dos “anos
Em alguns escritos, ou na maioria, defendem que a ponte na totalidade tinha e tem 18 arcos (12 à vista e 6 soterrados). No entanto já vi escritos em que dizem ser 16 e até, outro escrito (on-line na net),diz ter 22 arcos. Pois eu (pessoalmente) penso que a ponte inicialmente tinha 19 arcos e que depois de lhe terem “roubado” 1, ficou com os actuais 18, pois ao que consta em alguns escritos a ponte, sem haver precisão na data e nas causas, ruiu pelo menos num troço de 3 arcos, sendo posteriormente reconstruída, mas com menos um arco (empreiteiros!). Prova disso mesmo, segundo a minha análise pessoal, está nas duas fotos que vos deixo a seguir, sendo a primeira uma foto actual (de autoria do nosso convidado de ontem) e a segunda uma foto trabalhada/montagem com a reposição do tal arco que lhe “roubaram”.
É apenas um pormenor curioso para quem não sabia ou nunca reparou nisso.
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E hoje a respeito da nossa Top Model fico-me por aqui, consciente de que a sua história merecia um estudo aprofundado e rigoroso de especialistas e craques na matéria, além de (já o defendi aqui várias vezes) pensar que uma placa, simpática e com o resumo da sua história, ficaria bem colocada junto à sua entrada (de ambos os lados). Mas já agora, só depois de se fazer o tal estudo o mais rigoroso possível quanto à sua história.
Mas hoje fico por aqui para não esgotar tema de conversa, pois além de haver algumas imprecisões quanto à sua história, é sempre agradável fotografa-la, visitá-la e falar dela, eu diria mesmo que esta Top Model é mesmo um vício.
E já que falo em fotografar deixo por aqui também o anúncio de uma exposição colectiva de fotografia, com inauguração marcada para o próximo dia 3, às 18H30, no Centro Cultural de Chaves (antiga estação da CP), onde estarão presentes 6 fotógrafo(a)s cá da terrinha, entre os quais, o autor deste blog .
Fica o cartaz e quando puder passe por lá, de dia
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Até amanhã, com coleccionismo de temática flaviense.


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