Sábado, 18 de Novembro de 2017

Faiões - Chaves - Portugal

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E porque é sábado, vamos até Faiões e embora o momento aqui no blog seja dedicado à aldeia, hoje quero fazer uma dedicatória especial aos rapazes e meninas de Faiões num regresso às minhas memórias do bairro onde nasci – a Casa Azul.

 

1600-faioes (174)

 

Uma dedicatória em palavras, pois as imagens são para todo o pessoal de Faiões e também para quem gosta de apreciar as nossas aldeias, esta, a funcionar quase como mais um bairro da cidade. Mas as palavras vão mesmo para aquela rapaziada que aos bandos, descia de bicicleta a reta de Faiões e passava na curva da Casa Azul todas as manhãs na hora de ir para as aulas, sempre barulhentos, resultado das conversas entre eles e da troca dos tocares de campainhas entre elas, as bicicletas. Para mim, ainda puto, era um encanto vê-los passar, mas também um aviso de que estava atrasado para o meu percurso a pé, primeiro até à escola Primária do Caneiro, depois para o ciclo da Escola Industrial e Comercial e finalmente para o Liceu, já quando as bicicletas aguardavam pelo regresso dos donos, quer encostadas ao lado do Antunes ou do Rui, ambos das bicicletas.

 

1600-faioes (84)

 

Rapaziada, alguma,  com a qual momentos mais tarde e durante alguns anos fui tendo como colegas na sala de aulas ou na nossa escola, principalmente mais tarde no Liceu, ou mais tarde ainda como colegas de trabalho. Boa rapaziada, por sinal, com os quais ainda partilho, às vezes, momentos e estórias passadas naquelas bandas com gente que conhecemos daquele tempo, embora Faiões já ficasse fora do meu território que tinha limites no Lameirão, mas com passagem dos de Faiões  pela Casa Azul, o que fazia deles também pessoal da nossa rapaziada, com um obrigado especial por me permitirem, assim, regressar também às minhas origens.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
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Quinta-feira, 28 de Julho de 2016

Flavienses por outras terras - Rogério Coelho

Banner Flavienses por outras terras

 

Rogério Coelho

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até ao centro do país, mais concretamente até Coimbra, a cidade dos estudantes.

 

É lá que vamos encontrar o Rogério Coelho.

 

Mapa Google + foto - Rogério Coelho.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci na aldeia de Faiões.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Faiões, até ao 4º ano, depois a Escola Nadir Afonso, do 5º ao 6º ano, a Escola Dr. Júlio Martins, do 7º ao 9º ano, e por fim, do 10º ano ao 12º ano, o Liceu Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí de Chaves no ano de 2003 para ingressar no curso de Geografia, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Desde a saída de Chaves, em Coimbra.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Separaria as vivências em Chaves em duas grandes recordações. Os tempos passados em Faiões, onde qualquer terreno ou caminho público eram o melhor dos estádios, e bastava para isso um grupo de amigos, uma bola e duas pedras a servirem de baliza.

 

Por outro lado, destacaria os tempos vividos enquanto estudei no Liceu Fernão de Magalhães, onde pertenci a uma turma bastante pequena e muito unida, onde se fizeram amigos para uma vida. Foram três anos a estudar lá e considero que aí se formou boa parte da minha personalidade.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Sem dúvida a beira-rio da cidade, começando pelas nossas Termas. Provar um copo de água quente e desfrutar de toda a zona ajardinada que ladeia as margens do Tâmega. Conhecendo relativamente bem o país, diria que as nossas margens do Tâmega são, sem dúvida, algo de que todos nos devíamos orgulhar. Depois, destacaria uma visita a Faiões para ver a sua Escola Primária, um edifício cada vez mais reconhecido como sendo a mais bela escola primária do país e que talvez devesse ser mais valorizada e promovida. O potencial é cada vez mais notado e reconhecido, até mesmo pela comunicação social nacional, com reportagens recentes na televisão pública RTP.

 

800-faioes (345).jpg

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Saudades do ritmo de vida da nossa cidade, as recordações de que o tempo em Chaves ainda passava de forma lenta. Saudades de que a maior preocupação em relação aos horários era a de apanhar o autocarro na hora certa para a cidade para estudar.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Normalmente regresso a Chaves a cada um ou dois meses, é sempre o porto seguro, o local para voltar às raízes e onde sentimos que é a nossa verdadeira casa, o local para carregar baterias.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Quem sabe um dia não acontece? Apesar de trabalhar com Tecnologias de Informação e Comunicação e ter a noção que neste mundo é um pouco indiferente onde se vive para o desenvolvimento de negócio, a verdade é que na prática a mão-de-obra está concentrada nas maiores cidades do país e as oportunidades comerciais tendem também a centrarem-se nesses polos de atração. Apesar de todas as ferramentas de comunicação do século XXI, a verdade é que as decisões, na sua grande maioria, são ainda tomadas olhos nos olhos. Talvez por isso, ainda esteja distante o dia em que possa pensar de forma séria em voltar para Chaves.

 

Coimbra.jpeg

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Rogério Coelho.png

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Domingo, 18 de Janeiro de 2015

Faiões - Chaves - Portugal

1600-faioes 407-408-1

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:55
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Domingo, 10 de Agosto de 2014

Faiões - Chaves - Portugal

 

Quase a pecar mas a cumprir, mesmo que no fim do dia - aldeias de Chaves para o fim-de-semana, e cá estamos com mais uma, aparentemente, dada a proximidade da cidade, mais parece um bairro de periferia da cidade, mas, como sempre, as aparências iludem, pois Faiões, a nossa aldeia de hoje, é mesmo uma aldeia, com tudo de bom que as aldeias têm.

 

 

Basta entrar dento de Faiões para sabermos que estamos dentro duma aldeia e bem longe da cidade (mesmo com ela tão perto). São as pessoas, a vizinhança, a cumplicidade, isto é, a vida comunitária que todas as aldeias têm. Claro que me refiro à aldeia histórica, a mais antiga, com os novos bairros de fora, que aí, a música é outra, igual à música tocada em todos o novos bairros.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:36
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

Faiões - Chaves - Portugal

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:57
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Sábado, 21 de Julho de 2012

Faiões



Sem muitas palavras hoje ficam três imagens de Faiões.




Imagens que não couberam nos post's dedicados a Faiões aldeia e Faiões freguesia.



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publicado por Fer.Ribeiro às 03:02
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Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Duas imagens de Faiões

 

 

Por aqui as promessas cumprem-se e como hoje é Sábado, é dia de termos por cá também o nosso concelho rural, pelo menos em imagem.

 

 

Rural mas não muito, pois são imagens de uma aldeia a dois passos da cidade e cujo território chega até ao Tâmega e quase entra pela cidade adentro.

 

São imagens de Faiões.

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:52
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Domingo, 9 de Outubro de 2011

Apenas uma imagem - Faiões

 

Ao meio-dia ficará por aqui mais um conto de Herculano Pombo.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:56
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Sábado, 2 de Abril de 2011

Chaves rural quase urbano

 

 

 

E como por aqui as promessas são para cumprir, ficam mais três imagens do nosso concelho rural.

 


 

Uma ruralidade quase urbana, pois embora mantenha toda a sua identidade com aldeia e freguesia, está às portas da cidade de Chaves.

 


 

Faiões, é o nome da aldeia onde pertencem as imagens de hoje. Imagens que não couberam no post que foi dedicado à aldeia e freguesia, mas que hoje fazem os post de fim de noite de mais um sábado.

 

Até mais logo, com mais uma carta do Zé.

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:35
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Sábado, 25 de Setembro de 2010

Mosaico da Freguesia de Faiões

 

 

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Mosaico da Freguesia de Faiões

 

Localização:

 

A nascente de Chaves, oficialmente a 6 quilómetros de Chaves, mas na prática quase ligada fisicamente à cidade de Chaves.

 

Confrontações:

 

Confronta com as freguesias de Santa Cruz/Trindade e Outeiro Seco (com o Rio Tâmega pelo meio), Stº Estêvão, Águas Frias, S.Julião de Montenegro (num único ponto), Eiras e Madalena.

 

Coordenadas: (Escola Primária)

 

41º 45’ 02.60”N

7º 25’ 28.51”W

 

Altitude:

 

Variável – acima dos 350m e abaixo dos 650m. Embora haja uma certa amplitude entre os dois valores, grande parte do seu território ronda a cota 350m, não fosse Faiões umas das freguesias que ocupa parte da Veiga de Chaves.

 

Orago da freguesia:

 

Nossa Senhora da Conceição.

 

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Área:


 

8.75 km2.

 

 

Acessos (a partir de Chaves):

 

– Estrada Nacional 103.

 

 

Aldeias da freguesia:

 

- Faiões é a única aldeia da freguesia.

 

 

População Residente:

 

Em 1930 – 770 hab.

Em 1950 – 952 hab.

Em 1960 – 1001 hab.

Em 1970 – 736 hab.

Em 1981 – 969 hab.

Em 2001 – 944 hab.

 

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E eis uma excepção ao comportamento tipo da população residente das freguesias e do despovoamento, por razões óbvias, primeiro porque Faiões só tem dados dos Censos desde 1930, pois como freguesia só existe desde 20 de Julho de 1925, quando foi desanexada da freguesia de Stº Estêvão e segundo, por ser uma das aldeias de proximidade da cidade e por último, também a considerar, por ser freguesia da fértil veiga de Chaves. Em suma, será de prever que Faiões, ao contrário da maioria das freguesias de Chaves, aumente ou mantenha a sua população. Vou mais pelo manter a população pelo facto de a maioria do seu território e mais próximo da cidade, ser reserva agrícola onde não é permitida a construção.

 

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Principal actividade:


- Tradicionalmente é a agricultura e a panificação, mas dado a proximidade da cidade, os sectores secundários e terciários também se manifestam em várias actividades.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:


Em 1975 no lugar da Carreira da Pedra, a escassas centenas de metros da povoação foi encontrada uma tosca escultura de granito que viria a ser designada pela estátua-menir de Faiões. Este achado veio provar ou comprovar a importância que o lugar teve nas ocupações proto-históricas. Esta peça escultórica um parente afastado das designadas estátuas “ de guerreiro calaico” . Pelas figurações insculturadas os historiadores datam esta escultura num horizonte relativo ao Bronze Final ou mesmo, Idade do Ferro, reforçado por outros historiadores com um provável povoado fortificado dessa época (Idade do Ferro).

 

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Provado está que a famosa Via Augusta XVII, uma importante via romana que ligava Braga a Astorga passava por Faiões o que lhe confere também a presenção da civilização romana nas suas terras.

 

A “Villa” alti-medieval de Faiões aparece documentada desde muito cedo, pois um documento do ano 995 já alude à sua posse por parte de Pelaio Rodrigues, ex-bispo da Iria (Santiago). Mais tarde, em Julho de 1124, a condessa D.Teresa doava a coutaria de Faiões à Sé Bracarense.

 

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Em termos de património, de assinalar o património de arquitectura religiosa, nomeadamente a Igreja Paroquial, a Capela de S. Martinho e o Cruzeiro com base circular. Também na arquitectura civil se realçam algumas casas de traça solarenga, como a Casa dos Sarmentos, a dos Morgados e Condinhos. Dá também nas vistas por ser um belíssimo edifício, o edifício da escola, com um curioso torreão sineiro que muitos na aldeia defendem ser uma réplica, em proporções mais pequenas, da Universidade antiga de Coimbra, e digamos que de memória, a parecença é possível. Seja como for, é um belíssimo edifício escolar, sem dúvida alguma o edifício escolar mais bonito e interessante do concelho e até de Portugal. Digo isto levianamente (quanto ao Portugal), pois não conheço todos os edifícios escolares (das antigas escolas primárias) do país, mas dos que conheço, não tenho qualquer dúvida quanto a essa afirmação.

 

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E como este é um mosaico da freguesia, ou seja, um resumo da caracterização da freguesia, para saberem mais sobre Faiões, nem há como consultar o post que neste blog lhe foi dedicado.

 


Linck para os posts neste blog dedicados àfreguesia:


 

- http://chaves.blogs.sapo.pt/455551.html

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:29
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Domingo, 3 de Janeiro de 2010

Faiões - Chaves - Portugal

Faiões é uma daquelas aldeias que engana…eu explico melhor.

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Quando entramos na longa recta com início no Lameirão, Faiões começa a desenhar-se ao longe. Chegados ao fim da recta, uma nova recta, mais pequena e, tirando uma preciosidade nesta pequena recta, continuamos à procura de Faiões. Logo a seguir, uma curva apertada não nos permite distracções de contemplação. Mais um troço de estrada, nova curva e Faiões desaparece… mais acima, já perto de onde uma montanha se vai esvaziando, podemos deitar um olhar sobre Faiões. A vista até nem é desinteressante, mas tende a perder-se na cidade e na veiga. De Faiões, vista do alto, apenas um aglomerado de casas.

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Foi assim durante uns tempos, assim, quando de Faiões tomava apenas a passagem. Mas, talvez fosse necessário abordar a aldeia de outra forma, vê-la de outros ângulos, vista de baixo, desde a veiga… e vai daí, toca a tomar os caminhos da veiga e a deitar um olhar sobre Faiões. O interesse aumenta. Um cruzeiro e, por entre terras de cultivo ou olivais, Faiões mostra um pouco da sua graça, com uma igreja, pequena, mas bem mais interessante que a igreja nova e um aglomerado de casas à sua volta. Se calha, é mesmo por ali que se tem de tomar Faiões. Mas um dia de trovoada, outros de pressa, foi adiando a “incursão” a Faiões, e nas breves passagens, também a brevidade das fotos, mesmo assim, consegui alguns momentos únicos em que a natureza, com a sua fúria, nos brindava com o seu contrates e colorido…mas isto era natureza em revelação e não Faiões.

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Um dia aborrecido de um Domingo qualquer de verão, já fim da tarde, convidou-me a quebrar o aborrecimento, a pegar no carro, máquina fotográfica e partir sem destino. Um momento, contudo, que deveria ser breve e no vai por aqui ou por ali, dei comigo de novo em Faiões, mas desta vez com a intenção de entrar no seu coração, e entrei…

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Pasmado com o que a aldeia ia revelando, quase esquecia as fotografias. Como seria possível nunca ter entrado no coração desta aldeia e durante anos perder estes olhares que a estrada escondia ou desvirtuava… eis uma aldeia que engana na passagem e na qual dá gosto entrar, sacar da máquina e começar a disparar em todos os sentidos e direcções… uma aldeia que merecia uma visita mais demorada e prolongada se necessário fosse, ou de mais visitas para captar todos os olhares que naquele Domingo, já fim de tarde, não permitia.

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E assim ficou agendada a visita demorada a Faiões e, finalmente aconteceu, embora consciente que em questão de fotografia uma tarde de Dezembro saiba a muito pouco e a aldeia merecesse um dia maior e mais luminoso para lhe sacar, ou melhor acrescentar alguma magia aos olhares. Ficaram os olhares possíveis e a vontade de lá voltar com mais luz, de manhã, ao meio-dia, a meio da tarde e no entardecer dos olhares quentes de verão. Faiões enganou-me durante muito tempo, mas já não me engana mais.

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Tome todo o palavreado dos parágrafos anteriores como o intróito ao post de hoje, pois o verdadeiro post, dentro das normas do costume, começa aqui.

 

Fomos então até Faiões, a única aldeia da freguesia com o mesmo nome, a apenas 6 quilómetros de Chaves, isto se considerarmos Faiões apenas a aldeia onde tem as suas casas, pois o seu território começa bem antes, ocupando parte importante da veiga de Chaves, roça o Lameirão e prolonga-se até ao rio Tâmega. Até no seu território, Faiões continua a enganar os distraídos.

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A sua proximidade da cidade faz de Faiões uma freguesia quase urbana, ou mesmo urbana, mas com toda a ruralidade possível que lhe é conferida pelas terras férteis da Veiga, sendo mesmo uma das hortas de Chaves que se complementa com a vinha o olival as árvores de fruto e também alguma floresta. Em suma, poder-se-á dizer que é uma das freguesias que tem quase tudo, urbana e rural, com vale e montanha, próxima de Chaves para quase ser um dos seus bairros, mas com a distância suficiente para manter íntegra a sua condição de aldeia, a sua vida de aldeia, o seu convívio e o pleno ser de aldeia.

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Uma aldeia que está na minha história de infância, à espera do seu pão feito em “trigo de cantos” ou à espera da passagem dos estudantes que em “bando”, enchiam a estrada de bicicletas para o pedalar das aulas no Liceu ou na Escola Indústrial. Eram como um relógio em tempo de aulas e uma delícia vê-los passar desde a varanda do meu quarto ou segui-los até ao Antunes ou Rui das bicicletas…

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Pois a aldeia de Faiões também ficou desde sempre conhecida por dar de comer a Chaves, com o seu pão e o tal “trigo de cantos”, com uma importante moagem e indústria de panificação, esta ainda hoje existente, mas que nos seus tempos áureos, alguém me dizia na aldeia, chegou a ter mais de quarenta padeiros. Talvez por isso, por lá haja gente que alimenta o sonho de ter um museu do pão com toda a história do pão de Faiões e também talvez pela mesma razão exista um ditado associado a este número, que por sinal não é nada abonatório para a aldeia, que a referir-se a padeiros diria que para cima existiam em casa sim casa não, para baixo era tudo a eito.

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Mas se o pão e os padeiros fazem parte da história de Faiões, ela remonta e perde-se na antiguidade. Começando pelo seu topónimo “Faiões” para o qual, como quase sempre, há várias teorias: Leite de Vasconcelos adianta que o nome possa ter origem num genitivo germânico muito antigo. Outros historiadores vão à “faia” e ao seu aumentativo “Faião” cujo plural acabaria em “Faiões”. Como o topónimo é antigo e se perde na sua antiguidade, tudo é possível, mas nenhuma da sua origem pode ser dada com certeza absoluta. Como eu por aqui nestas coisas de topónimos gosto de inventar, a sua origem até pode estar num seu antepassado com dificuldade de dizes os “ésses”, isto muito tempo antes do pão, no tempo do faisões… talvez por isso, popularmente também por cá (no concelho) se gosta de fazer rimar Faiões com outras palavras…invenções e brincadeiras à parte,  continuemos com a sua história.

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Antes, terão de compreender que para meter tanta fotografia num post, hoje 17 fotografias, e muitas ficaram por meter, tenho que ir arranjando palavreado para as separar. Mas sempre que eu esteja a inventar, previamente ou após a invenção, aviso, não vá para aí um artista qualquer incluir as minhas invenções na história de Faiões, como às vezes, distraidamente ou não, acontece. O que vale, é que não sou historiador e nesse campo, ninguém me leva a sério.

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Pois reza ainda a história que nos princípios da nacionalidade portuguesa, Faiões era Couto dos arcebispos de Braga. Aliás (agora sou eu a dizer) estava na moda os arcebispos de Braga viver vir por cá fazer as nossas colheitas, pois Faiões não é caso único no nosso concelho como antigo Couto do arcebispado de Braga. Ervededo, com tenho mencionado nos posts dedicados à freguesia, era outro desses casos. Ou seja, o nosso concelho era fértil em colheitas. Pena que essa fertilidade que ainda hoje existe no nosso concelho, seja deixada para trás ao abandono e não haja comerciantes, como o arcebispado de Braga, que venha cá buscar as nossas colheitas, mas, claro, que ao contrário do arcebispado, as pague para poderem fazer o sustento ou modo de vida com aquilo que temos de bom.

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Há dias, a respeito da nossa “fertilidade” e da nossa agricultura, lia num dos blogues cá da região, embora este até seja made in Inglaterra, feito com a linguagem corrente no nosso dia-a-dia (apenas um aviso para os pudicos) o seguinte: E essa cambada de políticos, de comedores, que andam para aí a passear, que não fazem um caralho, será que não agarram numa dúzia dos agricultores mais finos e os levam à Suíça para ver como é que os gajos fazem? Para verem como é que os gajos, num país cheio de neve e montes, conseguem cultivar mais merdas do que nós e ainda se dão ao luxo de pagar 2000 euros aos empregados! Já nem digo 2000, por que sei que por 1000 euros já os rapazes nem pensavam em emigrar para longe, ficavam logo ali. Mas pelos vistos ninguém sabe fazer agricultura de maneira a pagar sequer uns míseros 500!

Ou andais todos tapados ou sou eu que estou maluco!” – Poderá ler o post completo aqui: http://bloguex.blogspot.com/2009/12/agricula-do-caralho.html

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Vem este post do bloguex ao encontro daquilo que muitas vezes deixo por aqui e também ao encontro da nossa aldeia de hoje, esta com a agravante (para a aldeia) de ocupar grande parte da veiga de Chaves, com terras férteis, das mais férteis de Portugal, com regadio mas onde há parcelas deixadas eternamente de poulo, onde as construções continuam a dar-se bem e onde (que eu saiba) não existe uma única exploração agrícola digna desse nome. Claro que também aqui a culpa, não é dos agricultores que fogem à agricultura, mas na falta de políticas que tornem a agricultura como um meio de vida digno, num concelho que é histórica e essencialmente agrícola, senão leia a história ou perguntem ao arcebispado de Braga.

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Desculpas a Faiões por metê-la nesta guerra, mas também a aldeia sofre dos mesmo males onde a única evolução agrícola que houve, foi substituir o arado por um tractor ou deixar terras de poulo.

 

Continuando com a história de Faiões, onde por lá passava uma importante Via Romana e que mais coisa menos coisa, seguia a trajectória da Nacional 103, a tal estrada que nos atravessa o concelho, que passa também por Faiões e liga Braga a Bragança.

 

Mas ainda antes dos romanos, outros povos deixaram vestígios por terras de Faiões, como o Castro nas montanhas do Corgo, ou objectos que ao longo dos tempos foram aparecendo por Faiões e datados como do período neolítico.

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Também na veiga de Chaves, neste caso de Faiões, no lugar da Carreira da Pedra, foi encontrada em 1975, a estátua menir de Faiões, com contornos de figura humana. Conta a lenda que por ali existe uma cidade submersa e que na lagoa, nos tempos de tempestade, aparecem restos de navios. Valia a pena explorar esta lenda, não vá ser a cidade submersa a “Atlântida” dos sonhos de quando a veiga era oceano atlântico (nunca se sabe, mas sou apenas eu a inventar – quanto à lenda da cidade submersa, existe mesmo.)

 

Voltando à história mais recente, o casario, esse ainda possível de análise como também possível de preservar aquilo que de mais importante tem, o seu núcleo, que pelos vistos passou despercebido ao técnicos fazedores do PDM ou então confundiram-no (dada a proximidade) com Stº Estêvão, tem um interessantíssimo núcleo onde as casas tradicionais da arquitectura rural e típica transmontana, mas também algumas de cariz solarengo, como os da família Sarmento.

 

Família Sarmento de onde é natural o benemérito Dr. António Luiz de Morais Sarmento que mandou construir (sem dúvida alguma) a mais bela escola primária de Portugal como se da Universidade de Coimbra se tratasse e um bairro social para operários.

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Também Faiões ficou na história por ser um dos seus, José Calças, ser o último enforcado em Chaves, no Largo do Tabolado, pelas mãos do também último carrasco, Luís Negro, de terras de Aguiar (Capeludos). Possivelmente também foi o último enforcado em Portugal, pois poucos dias após o seu enforcamento, foi abolida a Pena de Morte em Portugal.

 

E para terminar este breve mas já longo post, ficam os agradecimentos ao meu cicerone da última visita, o Oliveira, antigo Presidente da junta e o homem sempre ligado à vida e desporto da aldeia e, ao Centro Desportivo de Faiões, um dos tais putos estudantes que me passava à porta de bicicleta integrado no bando de Faiões e que mais tarde, aquando eu fiz uma passagem pela DGD. O Oliveira nunca faltava com a equipa dos putos de Faiões.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:32
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