Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

Discursos Sobre a Cidade - Por José Carlos Barros

 

Ainda a Feira dos Santos

 

texto de José Carlos Barros

 

 

 

Não fui à Feira dos Santos. No ano passado também não fui à Feira dos Santos. E, de súbito, é como se a Feira dos Santos começasse a emergir de um lugar concreto e ausente, afastado e próximo, volátil e efémero. É como se a Feira dos Santos, não mais que de repente, passasse a reverter apenas da memória ou da imagem de névoa que traz de longe os objectos que se perderam ou adquiriram um uso diferente.

 

Este ano não fui à Feira dos Santos. Não vi os ferros espetados nos passeios nem as espias das tendas da Feira dos Santos. Não vi a confusão de gente subindo e descendo as ruas. Não vi as samarras nem o preço dos tachos e das panelas desenhado, às vezes trémulo, às vezes em gótico, num pedaço de cartão canelado. Talvez a Feira dos Santos há muito, em mim, tenha passado a ser apenas o que por um esforço de memória lhe pertence.

 

Lembro-me: a taberna ficava quase no fundo da aldeia. Na fotografia o boi barroso tinha as fitas vermelhas dos enfeites e numa estante exibia-se o troféu. Era nas Lavradas. Bebíamos vinho numa tarde de Novembro que deixava lá fora o frio das navalhas poisado nas pedras e comemorávamos e falávamos do prémio com o orgulho (a que outros chamam vaidade) de quem vence um prémio na Feira dos Santos.

 

Lembro-me: rendia-me, fascinado, a olhar a geometria do entrançado quase mágico das varas dos castinçais e a adivinhar a honra do meu avô (isso a que outros chamam vaidade) ao ouvir toda a gente a gabar essa sua arte inimitável. Mas uma vez, na Feira dos Santos, o meu avô viu as mais perfeitas e arrumadas varas. Primeiro não queria acreditar. Depois ficou a conversar com o artesão. Começou logo a chamar-lhe mestre. Partilharam segredos, revelações. E o meu avô, na feira dos Santos, comprou um cesto de carvalho ao artesão da aldeia de Lousa, Torre de Moncorvo. Durante muitos anos, na vindima, era esse o cesto que recebia, num ritual, as primeiras uvas. E o meu avô, invariavelmente, dizia: "Este cesto foi feito pelo José Pulgas. Nunca vi ninguém tão perfeito na arte. Conheci-o na Feira dos Santos".

 

Como dizer, pois, que este ano não fui à Feira dos Santos? Como dizer que também no ano passado não fui à Feira dos Santos? Eu vou sempre à Feira dos Santos. Eu fui todos os anos à Feira dos Santos.

 

Juro pela jukebox do Tabolado que estive sempre na Feira dos Santos mesmo nos anos, ou sobretudo nesses anos, em que lá não fui.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:19
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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Palavras colhidas do vento... por Mário Esteves

 

Finalmente o Outono chegou, à revelia do calendário, e as manhãs e as noites começam a ser frias e o anoitecer mais cedo. As tardes continuam soalheiras, mas, quando se abre a janela pela manhã, um manto de algodão abraça os salgueiros e freixos que fazem companhia ao Tâmega e se estende um pouco por todo o vale de Chaves, aspergido pelo alvor, até o fazer desaparecer já bem entrada a manhã.

 

A cidade desperta devagar da letargia nocturna e os primeiros sinais de actividade vêm da rua de Santo António, onde uma maquineta descarrega paralelos de granito para os calceteiros, que, de cócoras os assentam geometricamente, fazendo ouvir o eco produzido na pedra pelo martelo de “safra” e “peta”, para o distinguir do martelo de “alças”, próprio de carpinteiros e marceneiros.

 

 

Aquietadas as mentes pelo fim do prolongar do estio e mesmo à falta de chuva, respiram de alívio os soutos na esperança, talvez tardia, de melhores frutos, e até é provável que tortulhos, niscarros, sanchas e pinheiras possam enfim encontrar enxerga para nascer ou crescer, isto, se o fogo que nos últimos tempos tem devorado matos e touças regressar obediente à forja de Vulcano, onde apenas deve sair para as lareiras com o fim louvável de abençoar e defumar lareiros de alheiras, chouriças, salpicões e demais fumeiro.

 

Falta pouco para a feira dos Santos, que não tendo abortado à nascença, se fez rapaz robusto, embora de vida malquerida, tantas as afrontas que lhe têm feito.

 

Parecem obstinados a roubarem-lhe o pão da boca, porque a sede é certo e sabido, que no último dia e já no varrer da feira, faz acto de presença uma chuvada para contentamento dos feirantes, que ao rol da manta, da coberta, do cobertor, do jogo de cama, juntam ainda, perante o auditório boquiaberto e admirado pela pechincha, um “guarda-chuva, não de pano que uma aguinha trespassa, porque, Senhoras e Senhores, nem Deus, nem eu querem que cheguem a casa molhados como pintos, mas de tecido impermeável, o mais moderno que há, e espantem-se, Senhoras e Senhores, com um dispositivo de abertura automático e cabo ergonómico!”

 

 

Há muito que a barraca de cone da menina das argolas não vem, certamente a expiar os achaques que a vida de feira em feira lhe causou e o seu corpo mirrado, outrora esplendoroso de carnes e seios opulentos à Anita Eckberg ou à Jayne Mansfield, alvo dos olhares concupiscentes dos recrutas do BC 10, descansa algures, num lar de recolhimento.

 

E a barraca do casal de emigrantes reformados dos Estados Unidos da América do Norte, a quem a sorte aziaga no então “país das oportunidades” brindou este trabalhoso périplo por vilas e cidades em festa, também deixou de aparecer.

 

Era a única barraca de flippers em toda a feira, numa diversidade de ícones da cultura norte-americana, que juntava os heróis da Marvel Comics, à estátua de Liberdade, Coney Island, Marilyn Monroe, Elvis Presley, os Harlem Globetrotters, Babe Ruth, o mais famoso batedor de basebol, agora trocado por Alex Rodriguez, mais pelos seus contínuos amores com divas do cinema e famosas cantoras, do que pelo número dos home runs; os New York Giants, Rocky Graziano e uma espantosa corrida de cavalos, a mais disputada daquele emaranhado de sons metálicos, do rolar das esferas, notas musicais e do cintilar de pequenas luzes de variadas cores.

 

 

No entanto, cowboy solitário na imensa pradaria que era a feira, lutava ingloriamente contra uma multidão de matraquilhos, desporto mais nacional, ou as pistas de carrinhos, que exalavam um cheiro de fusíveis queimados e onde, como quase todos, acabei por partir um dente.

 

Mas a minha atracção, que muitas vezes ao sair da escola da Estação me fazia esquecer a hora de chegar a casa, era o chamado poço da morte, onde numa instalação circular, condutores de motos e de um pequeno veículo, que invariavelmente, posto a trabalhar, soltava cá um foguetório, capaz de emular os morteiros do afamado pirotécnico de Sonim, circulavam a uma velocidade mais rápida que a própria sombra, desafiando a gravidade e chegando a rasar quase o topo das paredes circulares, onde davam voltas e mais voltas, e levavam os surpreendidos espectadores a afastarem-se num salto assustado e às senhoras soltarem pequenos gritos de temor.

 

No entanto, o que os meus olhos gulosos ansiavam ver, não era este espectáculo audacioso.

 

Na frente daquela instalação, existia uma mais pequena, onde estavam dois cilindros paralelos e na qual, como chamariz da principal exibição, rolava por vezes uma moto, manobrada por um condutor de camisa de cetim flamejante, ondulando ao sabor do movimento e que para maior admiração dos basbaques, como eu, não despregava o olhar cobiçoso, quando uma figura feminina, subia à moto, de botins brancos, meias escuras de renda aos losangos, corpete cingido ao corpo, deixando entrever uns pequenos seios e os mamilos atrevidos, com uma saia curtinha de pregas que deixava ver umas cuecas de azul celeste - a moto a rolar já a uma velocidade considerável – se levantava do assento e de pé erguia os braços, finalizando a intrépida actuação aos ombros do condutor masculino.

 

E a feira das lãs, bem cedinho, circulavam pelas ruas da cidade, mulheres do povo com mantas de lã a tiracolo e moreias de meias à cabeça a oferecerem:

 

-“Minha senhora, meias e cobertores de lã de ovelha, compre-me um par de meias … pelo menos um par de meias, para me estrear …”

 

 

Mantas de Soutelo, Vilartão e do Barroso tecidas em teares seculares, por mãos enrugadas, mas hábeis, samarras de Penafiel, sedas de Chacim, bordados do Minho…

 

De madrugada, já as camionetas descarregavam gado no campo da feira.

 

Bois de raça maronesa e barrosã, rebanhos de ovelhas e cabras, garranos, burros, mulas. uma arca de Noé exposta aos olhares sabedores de lavradores e ciganos, que deambulavam por entre bostas e o receio de um coice ou uma cornada inesperada e bem medidos, apreciados, valorados, uma palmada no lombo, aventados defeitos e desfeitas as dúvidas, já próximas as horas de comer o polvo ou vitela cozida e beber meia canada de vinho a espumar nas canecas de barro, apalavravam-se negócios com um aperto de mãos, sem papel selado ou selos fiscais.

 

Sim, porque a honra numa feira, era coisa sagrada!

 

 

A feira alargava-se por toda a cidade, nos dias que durava e apoderava-se dela numa azáfama, que nem colmeia cheia.

 

E não era apenas a feira ambulante, os comércios recebiam os créditos atrasados e negociavam-se novas compras a pagar a pronto, para isso se tinha poupado durante o ano, ou a prestações, os mais remediados, sem por isso deixarem de ser bons pagadores.

 

Pagavam-se as rendas das leiras ou aprazavam-se novos tratos.

 

A feira dos Santos, a mais velha de irmãos mais novos como os “Saberes e sabores”, a “feira dos stocks”, a “feira medieval”, ela, apesar de ser a mais mal amada, como filha dum primeiro matrimónio, traz e continua a trazer mais gente do que todas as outras; no entanto de ano para ano é menosprezada, e apesar da sobranceria, como a tratam, não fosse a sua força, apesar da idade, sobrevive.

 

Vem no “Seringador”, no “Borda d`água”, como antes na “Gazeta Rural” e continuará a estar gravada de forma perene na memória do povo ou de quem alguma vez teve a ventura de a visitar.

 

Nem que a mandem passear para o jardim do Tabolado, como já fizeram, ela continuará!

 


 

* Para quem se interessar pelo tema, aconselhamos a leitura de: A Feira-Festa anual dos Santos em Chaves, de Manuel António Pereira, Edição de Autor, II Volumes, Chaves, 2006.

 

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 22:53
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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

Está na moda...

 

Em Chaves há uma moda que tem vindo a ganhar terreno -  é a moda de alterar ou abandonar (e esquecer) os fins e usos para as quais as coisas são previstas ou projectadas. As causas e razões, às vezes são óbvias, outras vezes nem por isso, e neste nem por isso cabe desde a ausência de ideias (de e para…) até às pressões de minorias perfeitamente identificadas e às vezes até a teimosia, entre outras.

 

A mais recente é o espaço para os divertimentos da Feira dos Santos, que por sinal até parece simpático e (penso que pela primeira vez) atravessa o rio para se “plantar” na Madalena, mas fica agora abandonado o espaço que foi construído com condições e previsto para este tipo de eventos, que aliás já foi abandonado pela feira semanal, é a moda. Já agora que os divertimentos vão para a Madalena, também podiam dispensar para lá umas barracas nos dias da Feira dos Santos, também era simpático e sempre se seguia a tradição de a Feira dos Santos não ter poiso certo.

 

Mas este é apenas um exemplo, pois outros abundam por aí, como o auditório ao ar livre do Forte de S.Neutel (sem espectáculos), a proliferação de mini-auditórios raramente usados enquanto continuamos sem cinema, a Plataforma Logística (que nunca abriu), o MARC que nunca funcionou como tal, o Espaço Polis (que logo ganhou rampas para as bicicletas e um campo de futebol de praia para utilizar uma vez por ano), as Freiras que perderam o jardim para passar a ser não sei bem o quê, e que agora começou a ganhar construções-esplanadas. Não é pelas esplanadas me incomodarem, aliás na situação actual das Freiras até gostava de as ver cobertas de esplanadas, pelo menos sempre ganhavam vida e tornavam o espaço menos inóspito, mas lá se foi o espaço “idealizado” não sei bem para quê…

 


publicado por Fer.Ribeiro às 02:31
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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Discursos Sobre a Cidade - Por José Carlos Barros

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Santos & Pecadores


um texto de José Carlos Barros

 

 

A questão não é a das memórias que tenho ou deixo de ter da Feira dos Santos. Porque a minha memória da Feira dos Santos vem da infância e da juventude, e a memória desses tempos não foi ainda capaz ao longo dos anos de trazer-me nada de que pudesse arrepender-me – incluindo os erros e os perigos, ou sobretudo isso. A questão, portanto, não é a da memória da Feira dos Santos: a dos carrosséis e das pistas de carrinhos de choque onde cheguei a fazer ultrapassagens de milagre nas curvas em U; a do fascínio das barracas, essa geometria entre a matemática dos quadros do Nadir e a perfeição abstracta dos fractais e da teoria do caos; a da gente tão diversa circulando nas ruas e nos terrados com sobretudos, mini-saias e legs ou samarras, e sacos de compras pendendo enquanto se dão boas-horas a esmo a olhar cores e padrões, a apreçar socos e cuecas, a comprar pijamas e capotes alentejanos; a do gado vagaroso, com esses olhos grandes a olhar-nos como se transportassem neles o tempo imemorial; e a dos bailes, como esse em que uma música me lembra ainda de não haver outra que se lhe possa sobrepor porque só eu, de um dos dois lados, a dançava; e a do polvo miúdo, e a do barulho das bolas dos matraquilhos contra a parede da linha de fundo, e a das cassetes piratas com a música pimba que calha tão bem, como nenhuma outra, com esta alegria e esta nostalgia de ser de novo a data de calendário da Feira dos Santos.


A questão, pois, não é a das memórias que tenho da Feira ou deixo de ter. A questão é que o mundo mudou. E a Feira mudou, ou está a mudar, ou vai mudar irreversivelmente, ou vai regressar a um pouco do que já foi não deixando de ser o que é. E essa, mais que a questão das memórias que temos dela, é que é a questão.


Nada sei, nada sabemos. O mundo vai mudando contra o nosso entendimento dos carretos que o movem. Nós assistimos às mudanças do mundo sem compreender que fios vinham de trás a ligar os fios que puxamos hoje.

Mudaram, além do mundo inteiro, e do entendimento que temos dele, as razões que justificavam a Feira dos Santos tal como cheguei a supor entendê-la: um mundo de gente vinculada à ruralidade, aos campos, à terra de aluvião ou das pastagens de gado, aos matos rasteiros ou aos mosaicos de hortas e nabais e bosques e agras de poila, à transformação dos produtos dos campos, às vinhas e aos pomares, ao comércio das panelas e dos tachos e da roupa de vestir – um mundo de gente que comprava e vendia, mercava, e se encontrava e se perdia numa prancha de pinho sob uma tenda de petiscos e vinho, e fazia os preços, e recomeçava, e se misturava às pessoas da urbe nessa complementaridade que separava as fronteiras para que elas se pudessem aproximar.

 

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Veio depois um tempo de diluição. Um tempo em que a urbe e a ruralidade se juntaram, aos sábados, nos mesmos espaços de shopping; um tempo em que os empréstimos e o consumo e os juros nos aproximaram a todos na mesma impossibilidade de futuro. Chamam-lhe crise. Podíamos chamar-lhe outra coisa.


Um país evoluiu do sector primário para o terciário sem passar pelo secundário. Chamaram-lhe sucesso. Em menos de uma geração, num ápice, eliminou-se a ruralidade sem transições, sem continuidades, sem contiguidades: e aos afastados deste movimento de modernidade acolheu-os a segurança social, o subsidiozinho insustentável, a inserção – o desaparecimento, a invisibilidade, o desperdício.


A Feira dos Santos, hoje, inscreve-se num tempo de contradições e rupturas. Entre um tempo que era e deixou de ser e deixámos de saber o que é. Os matraquilhos não fazem sentido no tempo da internet, o polvo cozido não faz sentido no tempo dos hambúrgueres, os socos não fazem sentido no tempo do asfalto nos caminhos de saibro que não há, os produtos agrícolas não fazem sentido num tempo em que vamos durante o ano aos hipermercados comprar ervilhas congeladas da maggi.


Ou voltará, tudo isto, a fazer sentido. Se a realidade concreta nos demonstrar que estávamos errados e que é preciso regressar a um modo diferente de compreender o mundo, além da abstracção dos títulos da bolsa, das taxas de juro, dos empréstimos de longo prazo e do pib. E tudo, então, provavelmente, voltará a fazer sentido, e a Feira dos Santos voltará a ser a Feira dos Santos que a memória guarda.


Sei lá. Sabemos sempre tão pouco. E talvez esta confusa crónica, de alguém afastado e dividido, seja a única coisa a não fazer sentido num tempo que foi e deverá ser sempre de exaltação, nostalgia e encontro, porque o tempo é novamente, mais uma vez, o tempo de ser a Feira dos Santos.

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:32
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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010

Feijoada com Santos 2010

Está a aproximar-se a festa grande de Chaves, a verdadeira festa flaviense – a Feira dos Santos.


É uma feira e festa que faz parte do imaginário e da tradição flaviense, a única que consegue (para além das religiosas como o Natal e a Páscoa) trazer  a Chaves os flavienses ausentes.


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Como todos os anos, faço por aqui os meus considerandos e renovo o sonho de uma verdadeira festa de Chaves, que já é grande, mas que poderia ser muito mais e afirmar-se mesmo como uma grande festa a nível nacional e internacional, mas… enfim, as ideias por aqui pouco mais conseguem de ir além dos bombos e concertinas…


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Mas vamos ao documento oficial que saiu da habitual conferência de imprensa de apresentação da feira. A Azul o documento, a sépia e itálico - após cada parágrafo - os meus considerandos, pois não resisto….

 

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A cidade de Chaves vai, mais uma vez, estar em Festa com a tradicional Feira dos Santos, sem dúvida um dos maiores eventos no plano sócio económico e cultural do Norte do país. O evento foi apresentado em conferência de imprensa, no passado dia 18 de Outubro.


Concordo, sim senhor, que esta é uma festa de tradição em Chaves. Agora quanto ao ser um dos maiores eventos no plano sócio económico e cultural do Norte do país…bem, lá diz a sabedoria do povo – “presunção e água benta, cada um toma a quer” – Como já disse atrás - poderia ser!...se…

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A Feira realizar-se-á nos dias 30 e 31 de Outubro e 1 de Novembro, mantendo-se a localização das actividades da Feira, à semelhança dos últimos anos.


Fico grato em saber que a feira se mantém nos dias 30 e 31 de Outubro e 1 de Novembro, conforme manda a tradição. Quanto à localização, há o senão da feira do gado ser em “cascos de rolha” e o concurso no fosso do Forte de S.Neutel, ou seja, separam a feira do concurso quando o público alvo é o mesmo…mas na falta de melhor, apenas faço o apontamento (lamento de muitos) sem nada a opor.

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A par das tradicionais “barracas” e dos stands de artesanato, os visitantes poderão contar mais um ano com a tradicional Feira do Gado, que decorrerá no Mercado de Gado de Chaves (na Zona Industrial, junto à Munível), com a 8.ª edição do Concurso Nacional Pecuário, que se realizará no fosso do Forte de S. Neutel como habitualmente e com o habitual Festival Gastronómico do Polvo.


Como do gado já falei, aqui só comento o sublinhado que vou repetir:  «a par das tradicionais “barracas”».


Concordo sim senhor, plenamente e ainda bem que a organização o admite, pois o programa da feira tem sido (todos os anos)  uma autêntica “barraca”, sem inovar, sem olhar ao essencial,  que seria promover a região e os seus produtos, a sua história, o turismo, a cultura, os sabores e saberes. Mas não, é preenchido quase na totalidade com as coisas que naturalmente acontecem na feira, só falta mesmo acrescentar alguns itens ao programa, como a venda de farturas no monumento, a venda de meias à dúzia na rua do estádio, o serviço de refeições nos restaurantes, a actuação musical dos índios no Bacalhau, a roupa contrafeita junto ao Forte de S.Neutel, a venda de calçado no Bairro dos Fortes e até a passagem do rio Tâmega por baixo das pontes flavienses, entre muitos outros itens que poderiam constar no programa, tal como consta a Feira Gastronómica do Polvo… e já agora, o que é feito da Feira Gastronómica do Presunto de Chaves!?  ou do Pastel de Chaves. Porquê o polvo à galega e ainda por cima caro “comó caralho”! – Desculpem o palavrão, mas não encontrei um termo que encaixasse melhor. Feira Gastronómica sim, mas com a nossa gastronomia, Há que abrir os olhos e Feira dos Santos seria uma boa oportunidade para uma feira gastronómica com as nossas iguarias. Mas enfim, já que a “barraca” é tradicional…

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Pelo terceiro ano consecutivo, o comércio tradicional irá sair à rua, associando-se aos “Santos 2010” através da iniciativa da Procentro – Associação para a Promoção do Centro Urbano de Chaves - “STOCK OUT – O Comércio Sai à Rua”. Esta acção pretende envolver o comércio local da cidade, através da colocação dos seus “stocks” na rua, no sentido de facilitar o seu escoamento, contribuindo também por essa via para a animação e dinamização dos negócios e do próprio certame.


Concordo plenamente! E depois, alguma iniciativa há de ter a Procentro para justificar a sua existência…

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O programa da Feira dos Santos 2010 conta este ano com algumas novidades ao nível da animação. A organização da feira decidiu-se pela realização apenas de animação de rua, com bombos, concertinas, gaiteiros, música tradicional e folclore, considerando por um lado o carácter tradicional da feira e por outro a instabilidade das condições climatéricas, que muitas vezes inviabilizam os espectáculos ao ar livre durante a Feira. Ainda no capítulo da animação, a organização envolveu este ano também as discotecas locais, procurando assim prolongar a animação da Feira noite adentro, nos estabelecimentos de diversão que a cidade oferece.

 

Aqui não sei se hei-de rir ou chorar (de pena e riso ao mesmo tempo) – novidades ao nível da animação!? – apenas animação de rua …por causa da instabilidade das condições climatéricas!!!! (boa!) Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Então por causa do possível mau tempo não se fazem actividades ao ar livre, mas fazem-se na rua. Será que a animação de rua não é feita ao ar livre? Ou vão cobrir as ruas? Assim, põe esta ordem de ideias também se parte do princípio que se estivesse bom tempo garantido, as actividades eram de interior…..


Depois vem o envolvimento das discotecas…ao que parece, lá as convenceram a abrir portas durante os dias de Santos…pois tudo indica que nos anos anteriores fechavam durante este período dos Santos e se assim não foi, parece, pelo texto, parece… ingratos!

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O evento, designado por “Santos da Noite 2010” marcará a noite do dia 31 e irá contar com a participação de quatro discotecas locais: “Amiça Bar”, “Platz”, “Press Disco Bar” e “Vanity Club”, que oferecerão uma bebida e a entrada sem consumo obrigatório (em cada um dos espaços) a quem apresentar a pulseira identificativa da festa. A pulseira custará 5€ para compra antecipada e 7,5€ para quem optar pela compra no próprio dia e será vendida nas discotecas aderentes, ACISAT, Associação Chaves Viva, Procentro, na sede ACISAT em Valpaços (Av. 25 Abril), em Vila Pouca de Aguiar na “Foto Nova Era” (Urbaguiar) e em Montalegre no Quiosque Estrela Norte (Largo Luis de Camões).


Esta ainda é melhor, senão vejamos: “O evento, (…) irá contar com a participação de quatro discotecas locais (…) que oferecerão uma bebida e a entrada sem consumo obrigatório (…) a quem apresentar a pulseira identificativa da festa. A pulseira custará 5€ para compra antecipada e 7,5€ para quem optar pela compra no próprio dia” – Bom, afinal em que ficamos!?  – é de borla ou a pagar 5 ou 7€ por bebida!? Pois se oferecem uma bebida por 5 € , se calha até era melhor nem ter feito acordo nenhum com as discotecas, talvez ficasse mais barato. Já agora, para quem é o dinheiro das pulseiras?

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Bom, obrigado pelo texto oficial da feira, pois já há algum tempo que não tinha oportunidade de ler um texto cómico tão bom. O autor que se cuide, que vá fazendo as malas, pois qualquer dia ainda é contratado pelas “Produções Fictícias” para escrever para o “Gato Fedorento” ou para o Herman José!

 

Já agora um conselho (sem pulseira e tal como as discotecas não levo nada por ele): – Os responsáveis máximos pela feira deveriam começar a ler os textos oficias antes de serem publicados, o mesmo digo ao Sr. Presidente da Câmara, pois foi da página oficial da Câmara que o retirei. Não é por nada, mas quem fica mal no retrato, são sempre os responsáveis! E o povo, já sabemos, gosta de ver os seus representantes a sorrir no retrato.

 

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Já agora, fazer uma conferência de imprensa para dizer que tudo vai ser na mesma, com as habituais “barracas” nos dias 30 e 31 de Outubro e 1 de Novembro, até nem era necessário, pois isso, já toda a gente o sabe. Nas conferências de imprensa lançam-se novidades e a não ser pela fotografia para os pasquins da terra, a manter-se tudo igual, nem valia a pena fazê-la. Mas, enfim, já que têm os fatos e as gravatas, há que lhes dar uso. Estão perdoados. Ah! E desta vez não chamei pavão a ninguém – que conste em acta.

 

 

Mas adiante – Vamos finalmente ao programa e, a par das tradicionais “barracas”, às novidades anunciadas em conferência de imprensa:

 

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FEIRA DOS SANTOS – CHAVES 2010

 

Dia 30 de Outubro


10h30 – Arruada de Bombos e Concertinas

15h00 - Arruada de Bombos e Concertinas

16h00 – Sessão de Abertura, Biblioteca Municipal de Chaves

Open Internacional de Xadrez, Intalações da Toyota, Organização: Clube e Xadres de Chaves

 

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Dia 31 de Outubro – Feira do Gado


8h30 – Feira do Gado, Zona Industrial (Junto à Munivel)

10h00 – 8º Concurso Nacional Pecuário, Forte de S.Neutel

10h30 – Arruada de Concertinas

12h00 – Festival Gastronómico do Polvo, Estádio Municipal de Chaves

14h00 – Festival de Folclore, Largo General Silveira

15h00 – Arruada de Concertinas

15h00 – Chega de Bois, Forte de S.Neutel, Organização dos bomveiros Voluntários de Salvação Pública

23h30 – “Santos da Noite 2010” – Amiça Bar, Platz, Press Disco, Vaniy Club

Uma pulseira, quatro espaços, qautro bebidas (Pré-venda: 5€; Dia:7,5€)

 

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Dia 1 de Novembro – Dia de Todos os Santos


10h30 – Arruada de Gaitas

14h00 – Festival de Folclore, Largo General Silveira

15h00 – Arruada, Grupo Musical Tradicional

 

Todos os Dias


STOCK OUT “ O Comércio sai à Rua”

Feira de Stocks do Comércio Local

 

 

Deixando para trás a publicidade enganosa do cartaz, pois o designer recorre aos foguetes para ilustrar o cartaz, porque até o designer sabe que não há festa sem foguetes, vamos lá um comentário breve, pois o programa não merece mais.

 

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É sem dúvida alguma, desde que a Feira dos Santos tem programa, o programa mais pobre de todos os tempos. Bem espremidinho, é igual a nada, vergonhoso e até insultuoso à dignidade flaviense. É sem dúvida alguma a habitual “barraca” aumentada e agravada corrida com bombos e concertinas à boa maneira da festa de antigamente para povo ignorante aplaudir – só falta o vinho e regressavam todos felizes a suas casas. Só que, meus senhores, já estamos no século XXI e a coisa não vai lá com bombos e concertinas a toda a hora. De novidade mesmo, só o open de xadrez e, neste, sejamos sinceros, nada tem a ver com a feira, a tradição e muito menos com um ambiente festivo de feira. Não estou a ver ninguém a vir à feira para perder horas a ver um jogo de xadrez. O xadrez, tem o seu ambiente, calmo e silencioso por natureza.

 

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Nada mais digo a não ser, que talvez pudessem pedir emprestado o programa dos putos da UTAD, que sem meios e experiência, promovem em simultâneo a Semana Académica com actividades festivas que, qualquer uma delas, mete todo o programa da feira num chinelo quando esta feira, espante-se, é organizada e colaboram, a saber: a Câmara Municipal de Chaves, a ACISAT, a Chaves Viva, a Procentro e a Cooperativa Agrícola de Chaves – toda esta massa intelectual e associativa para trazer a Chaves Bombos e Concertinas, pois o resto (e até estes), fazem parte da feira naturalmente, pois mesmo que não fizessem parte do programa, aconteciam na mesma.

 

Há que ter vergonha e eu, como flaviense, sinto-me insultado com um programa vergonhoso (que nem digno de uma aldeia é), incompetente e insultuoso, pois se não o é, parece, que querem fazer de nós parvos.

 

Programa à parte, felizmente, a tradição manda mais alto e a Feira dos Santos continua a ser a grande festa da cidade de Chaves e da Região que, a não ser aproveitada pelos seus responsáveis para promover Chaves e o concelho, dispensava bem os disparates de um programa oficial, em que tudo que nele consta para além da tradição da feira secular (feira do gado, o comércio das barracas e as diversões/carrosséis), é areia para os olhos que em vez de animar uma festa, é um festival de desanimação.

 

Ai como eu gostava de elogiar um programa da Feira dos Santos!

 

 

 

 

Para finalizar deixo aqui o que tenho dito nos anos anteriores, sem alterar uma palavra, pois continua actual:

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Desde há anos que digo e continuarei a dizer que a Feira dos Santos é a festa por excelência e com tradição da cidade de Chaves e, que seria uma boa oportunidade para, a par da festa da feira que se faz sozinha, promover Chaves e a região, quer turisticamente, quer nos produtos de qualidade que a terra e a região produz, como também na recuperação dos afamados produtos (marca de Chaves)  que estão em vias de extinção (presunto de Chaves, olaria de barro preto, a cestaria, etc.), mas ainda o termalismo e sobretudo na gastronomia, a montanha a natureza etc.

A par da feira comercial e tradicional (que se faz sozinha), exigia-se a promoção de Chaves e um verdadeiro programa de festa, com empenho também das associações desportivas e culturais, do pólo da universidade, das escolas, etc. Bastava um bocadinho de imaginação e empenho dos organizadores, que afinal até seriam eles  os primeiros beneficiários dos “lucros” que esta feira poderia gerar.

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A par da feira, também a cultura, a arte, a música, a história tão rica que temos, poderia marcar presença, com exposições, colóquios e conferências, mas não… assim não pensam os organizadores e eu, tenho pena.  Destas cenas, a feira só conhece uma. Uma conferência de imprensa que por sinal se fez para dizer que na Feira dos Santos “há pouco a inovar” (1) . Está tudo dito, aliás nem sei para que se faz a conferência de imprensa, se tudo continua igual, pois a não ser pelos organizadores gostarem de sair no retrato, bem se poderia dispensar.

(1) – O texto é do ano de 2009. Este ano não foi dito que “há pouco a inovar” mas foi dito “A par das tradicionais “barracas”



 


Já agora, e é mesmo o remate final, se alguém quiser fazer um xixizinho nos espaços da feira, onde o pode fazer!? – Já sei que para os homens uma parede ou um tronco de qualquer árvore - serve (não deveria ser assim, mas no aperto que remédio) mas, e as mulheres!? Aqui nem sequer têm mar para dar razão ao poeta Ruy Belo no seu poema “Na Praia”:

 

 

Raça de marinheiros que outra coisa vos chamar

Senhoras que com tanta dignidade

À hora que o calor mais apertar

Coroadas de graça e majestade

Entrais pela água dentro e fazeis chichi no mar?

 

Ruy Belo in “homem de palavra[s]


 

Já chega! e o o mar, e o mar....

 

 

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 03:56
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

Pedra de Toque - A Feira dos Santos

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A Feira dos Santos

 

 

 

 

Os Santos são um pouco a minha varanda de infância, balcão do espectáculo para o palco dos Quadradinhos, onde se exibiam os Robertos e o homem da cabra, exímio equilibrista com garrafas que, com seus variados números, deleitava a pequenada.


Era o tempo do Xarabaneco, uma figura dançante, da Mulher Aranha, pasmo para os da cidade e para os da aldeia e do Gigante Negro, oriundo da selva moçambicana, o homem mais alto do mundo.


Os Santos eram o comércio engalanando janelas, varandas, portadas com uma extensa gama de produtos e artigos das mais diversas proveniências, transformando as fachadas nos grandes escaparates da feira.


O Concelho, com as suas gentes, descia à cidade desde a alba, para vender e comprar cobertores e peúgas de lã quentinha, a samarra para o marido, os cacos para a mulher, as botas para o rapaz, o brinquedo para o pequeno.

 

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O gado exibia-se tilintante pelas ruas do burgo, escoltado pelos criadores ufanos ou, já sol poente, por compradores eufóricos.


O bulício invadia praças e vielas, sombreado pela neblina, pelo fumo e pelo cheiro das castanhas bem assadas.

A noite caía ruidosa.


Lá em cima, ao Monumento, os carrinhos encetavam mais uma corrida, mais uma viagem, enquanto os carrosséis rodopiavam felizes, o perigo rondava no poço da morte e as farturas esparrinhavam no panelão de óleo, à espera da canela e do açúcar.

 

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Com o tombar das horas, os cafés enchiam para a consumação – balanço dos negócios – ao abrigo da geada ou da chuva persistente.


Na calçada, as rusgas deslizavam ao ritmo da concertina do tocador, quiçá, de Travassos, das botas cardadas ou das bengalas batendo o paralelo.


A música e o bagaço temperador impediam o frio de tocar nos ossos.


Era assim toda a noite, até a fadiga vencer.


Os Santos eram a festa que toda a cidade profundamente sentia!


Nos últimos anos iniciou-se o desquite entre a cidade e a feira, e pouco se tem feito pela reconciliação.

As duras críticas dos comerciantes aos responsáveis, vão sendo uma constante.

 

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O visitante lamenta-se, queixa-se da lama que pisa, do recinto pouco propicio para a diversão que procura, para a exposição que lhe interessa, da dispersão da loja ou da tenda para comprar, tantas vezes gato por lebre, quando levianamente se opta pelo primeiro feirante ao dobrar da esquina.


A cidade cresceu, aumentou!


É verdade que nos últimos anos, algo se tem feito pela tradicional Feira dos Santos, agora confrontada com o crescimento inevitável.


Ter-se-ão, no entanto, tomado todas as medidas necessárias em protecção do comércio local?


Que se tem realizado, de verdadeiramente atractivo, para estimular o visitante a voltar sempre?


Para quando um recinto próprio, relativamente central, cuidado e preparado para a instalação da feira?


Que se atinjam em breve estes desideratos, porque os Santos e a tradição que os envolve merecem ser a festa anual dos flavienses, a partilhar com os milhares de forasteiros que nesta época nos procuram.

 

 

 

António Roque

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:55
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Feira dos Santos 2009 - Chaves - Portugal

Hoje ficam só, algumas, imagens da Feira dos Santos 2009.

 

Até amanhã.

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:44
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Feira dos Santos - Programa da Edição 2009 - Chaves - Portugal

 

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Quando vi e li o cartaz do programa da feira dos santos colocado num out-door da cidade, após a conclusão da breve leitura, o comentário que rezei para mim, foi:  – “Vale mais o cartaz que o programa”.

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Desde há anos que digo e continuarei a dizer que a Feira dos Santos é a festa por excelência e com tradição da cidade de Chaves e, que seria uma boa oportunidade para, a par da festa da feira que se faz sozinha, promover Chaves e a região, quer turisticamente, quer nos produtos de qualidade que a terra e a região produz, como também na recuperação dos afamados produtos (marca de Chaves)  que estão em vias de extinção (presunto de Chaves, olaria de barro preto, a cestaria, etc.), mas ainda o termalismo e sobretudo na gastronomia, a montanha a natureza etc.

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A par da feira comercial e tradicional (que se faz sozinha), exigia-se a promoção de Chaves e um verdadeiro programa de festa, com empenho também das associações desportivas e culturais, do pólo da universidade, das escolas, etc. Bastava um bocadinho de imaginação e empenho dos organizadores, que afinal até seriam eles  os primeiros beneficiários dos “lucros” que esta feira poderia gerar.

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A par da feira, também a cultura, a arte, a música, a história tão rica que temos, poderia marcar presença, com exposições, colóquios e conferências, mas não… assim não pensam os organizadores e eu, tenho pena.  Destas cenas, a feira só conhece uma. Uma conferência de imprensa que por sinal se fez para dizer que na Feira dos Santos “há pouco a inovar” . Está tudo dito, aliás nem sei para que se faz a conferência de imprensa, se tudo continua igual, pois a não ser pelos organizadores gostarem de sair no retrato, bem se poderia dispensar.

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Mas que não digam que eu gosto de inventar, deixo-vos aqui o documento oficial que saiu da conferência de imprensa (que além de publicado nos jornais da terra, também consta na página oficial da Câmara Municipal. Claro que também fica o programa da festa.

 

Os sublinhados são meus.

 

Chaves em festa com mais uma Feira dos Santos

A cidade vai estar em festa com a tradicional Feira dos Santos, um dos maiores eventos nos planos comercial, social, económico e lúdico que se realiza no Norte do país. A par de uma Feira Tradicional é um certame multisectorial de actividades económicas. Ontem, em conferência de imprensa, a Câmara Municipal e a ACISAT - entidades organizadoras do evento - apresentaram o programa da Feira dos Santos 2009.

 

Entre 30 de Outubro e 1 de Novembro, como manda a tradição, as artérias e praças da urbe flaviense irão conjugar a modernidade de vários "stands" de empresas com a histórica Feira do Gado, o Concurso Nacional Pecuário (que vai já na 7ª edição), o Festival Gastronómico do Polvo e as tradicionais Chegas de Bois. São eventos que atraem todos os anos uma multidão de turistas e constituem uma excelente oportunidade para os visitantes adquirirem vestuário, calçado, artesanato nacional e estrangeiro, antiguidades, cutelarias, louças, enchidos, queijos e produtos agrícolas, entre outros. De referir ainda a animação do evento, com a arruada de bombos e concertinas, a actuação de grupos musicais, um festival de folclore e o fogo-de-artifício.

 

Conciliar a tradição à modernidade

 

Do ponto de vista da organização e ordenação da Feira, segundo o Presidente da Câmara e o Presidente da Direcção da ACISAT, não há muito a inovar. O desafio de todos os anos é conciliar o aspecto histórico com a modernidade. A título de exemplo, João Batista, referiu a deslocalização dos divertimentos que, tal como no ano passado, ficarão instalados no novo Espaço Multiusos (nas imediações do Estádio Municipal). As restantes actividades ficarão nos seus locais habituais, nas artérias da cidade, dando o colorido e movimentação habituais ao espaço urbano.

 

Comércio Sai à Rua

 

Tal como na edição no ano passado, o comércio tradicional pretende sair novamente à rua, associando-se aos “Santos”, se o tempo assim o permitir. Este ano, segundo João Miranda Rua, a afluência foi maior do que o ano passado. A iniciativa ”Stock Out - O comércio Sai à Rua” visa envolver o comércio tradicional do centro histórico da cidade, colocando também eles os seus stocks na rua, no sentido de facilitar o seu escoamento e contribuir para a animação e dinamização dos seus negócios e da própria feira.

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Programa


DIA 30 OUTUBRO


10h30 - Arruada - Bombos de Marco de Canaveses
15h00 - Arruada - Bombos de Marco de Canaveses
16h00 - Sessão de Abertura, Sala Multiusos do centro Cultural de Chaves

DIA 31 OUTUBRO - FEIRA DO GADO

08h30 - Feira do Gado, Zona Industrial (junto à Munivel)
10h00 - 7.º Concurso Nacional Pecuário, Forte de S. Neutel
10h30 - Arruada - Concertinas da Venda Nova
12h00 - Festival Gastronómico do Polvo, junto Estádio Municipal de Chaves
14h00 - Festival de Folclore, Largo General Silveira
15h00 - Chega de Bois, Forte de S. Neutel
Organização: Bombeiros Voluntários de Salvação Pública
15h00 - Arruada - Concertinas da Venda Nova
21h30 - Conjunto Musical - CORDOSOM, Largo General Silveira


DIA 1 NOVEMBRO - DIA DE TODOS OS SANTOS

10h30 - Arruada - Banda de Gaitas de Verin
14h00 - Festival de Folclore, Largo General Silveira
16h00 - Chaves/Freamunde, Estádio Municipal de Chaves
21h30 - Conjunto Musical - Musical Norte, Largo General Silveira
23h30 - Fogo de Artifício, Forte de São Neutel


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Claro que o programa está pobre, talvez por falta de espaço, ou modéstia dos organizadores, pois há muitas mais actividades que poderiam aqui ser mencionadas a par do festival gastronómico do polvo (que para quem não sabe é à galega e não é prato tradicional de Chaves), das chegas de bois que é tradição de Montalegre e o jogo de calendário do nacional de futebol Chaves/Freamunde, também poderiam ser mencionadas a venda de albardas e ferraduras junto à feira do gado em “cascos de rolha”, o festival gastronómico das farturas, castanha assada, algodão doce e pipocas, a venda de roupa pelos ciganos de marca tipo adidash, a abertura das luzes de decoração, a colocação de flores e velas nos cemitérios da cidade e até a actuação de carteiristas nos recintos da feira, esta uma das mais velhas tradições da feira. Para os mais intelectuais poder-se-ia até, meter no programa, o assistir ao nascer do sol por trás do Castelo de Monforte ou o pôr do sol visto desde a ponte pedonal, isto, claro, se o tempo o permitisse, caso contrário, poder-se-iam projectar filmes dos eventos num dos muitos auditórios da cidade…


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Enfim, estou em pulgas para que chegue dia 30, para como todos os anos, começar a feira (já sem feira da lã), a feira de sempre, que mesmo sem ideias iluminadas, continua a ser a grande festa da cidade de Chaves e que (sim senhor, isso é real) traz a Chaves milhares de visitantes e muitos filhos da terra, que esses sim, cumprem a tradição.

publicado por Fer.Ribeiro às 03:14
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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Chegaram as farturas!

Chegaram!

 

 

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Novamente, tal como manda a tradição, os Santos estão cá de novo e, como sempre, (também é tradição) com alguma polémica. Desta vez foi o pessoal das diversões e dos carrosséis que iniciaram as contestações, mas (as contestações) prometem continuar.

 

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Quem passa ao lado das polémicas e contestações, são mesmo os putos, pois para eles, o que interessa mesmo, são os carrosséis, o movimento e a música… pois assim seja, também aqui se cumpre a tradição da festa de Chaves, à qual, nenhum flaviense é indiferente.

 

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E hoje fico-me pela alegria dos putos e dos Santos, pelas cores, pela “música”, pelo movimento, pelos churros e farturas, o algodão doce e os carrosséis. Apenas por hoje, pois como sempre se há polémica, é porque ela tem razão de existir e depois, temos pela certa (também) que debater a riqueza do programa da feira (que ainda desconheço) mas onde pela certa não irão faltar os “Rapazes da Venda Nova”, os “cabeçudos” e as concertinas.

 

Estarei atento, embora espere o costume… para a festa dos Santos que se faz pela tradição e, pena é, que os seus responsáveis não a entendam como a verdadeira festa de Chaves e da região…

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:08
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Em Chaves, tudo como dantes...

 

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E prontos! É assim mesmo que se diz…passados os exaltados dias das políticas nacionais logo seguidos das  “politicas” locais, voltamos ao mesmo, ou seja, tudo continua como até aqui, com as mesmas caras e os mesmos governantes e, para não destoar, este blog também vai continuar como sempre, agora, já liberto do peso político das últimas semanas.

 

Nada melhor que a nossa Top Model para retomar o retomar dos dias que insistem em continuar quentes quando todos sabemos que o Inverno está à espreita aí por uma esquina qualquer à espera da melhor oportunidade para entrar, tal como a feira dos santos, que se aproxima a passos largos e, como sempre, polémica. Este ano parece ser o pessoal dos carrosséis e das diversões que não estão contentes com os custos da feira e, diga-se, com razão, pois a repetir-se o último ano da feira, também eu (se fosse feirante) pensaria duas vezes se haveria de vir por cá ou não.

 

Enfim, com certeza que a feira vai ser um tema para debater durante os próximos dias, aliás como sempre por esta ocasião, pois embora seja o acontecimento mais importante e a maior festa de Chaves, os responsáveis por ela parecem não a entender assim.

 

E por hoje é tudo, pois pela certa o tema de conversa de hoje ainda não serão os Santos, mas antes o rescaldo das eleições de ontem, onde a julgar pelos debates e análises televisivas da noite, mais uma vez, todos ganharam e ninguém perdeu…embora todos saibamos que as coisas não são bem assim e por cá, embora também, tudo continue na mesma, houve vencedores mas sobretudo vencidos. Dizem que a política também é uma ciência, no entanto, não é comparável com a exactidão das restantes ciências experimentais, onde,  nem sequer a famosa Lei de Lavoisier se aplica, pois há vezes, em certas ciências, em que “Na natureza nada se cria, nada se perde e, tudo se mantém”…

 

Em política e em democracia, o povo em que mais ordena (num único dia, é certo) e (mas)  é a sua vontade o que vale… e lá terá as suas razões, que sejam elas quais forem, são válidas e as que valem.

 

Até amanhã!

publicado por Fer.Ribeiro às 02:54
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Repórter de Serviço - Feira dos Santos e o "the Day After"

 

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A tradição cumpriu-se.

 

Mais uma feira, muita gente e a polémica de sempre… custa a entender é os comerciantes cá do sítio e os seus representantes, tal como custa a entender que os xerifes cá do burgo, depois de tantos anos de tradição e de feira, ainda não tenham entendido que esta é a verdadeira festa da cidade de Chaves. Já diz o provérbio: “Dá Deus nozes a quem não tem dentes” – Atentos estão os vizinhos, que também deveriam ser desta feira, tal como Vinhais, que já se alinha nas mesmas datas da nossa feira com o “Rural Castanea”, a feira da castanha e um programa bem completo e interessante, além de Vilar de Perdizes a lançar o “Halloween” em 31 de Outubro, na “terra das bruxas”, que se pega, é mais uma a juntar às Sextas-Feiras 13 de Montalegre.

 

“Cria fama e deita-te na cama”, diz o provérbio, antigo, mas os tempos de hoje são de modernidade, de oportunidade e bem agressivos. “Fiem-se na virgem” o logo se verá onde isto vai parar… o que vale à feira, mesmo assim, ainda é o pessoal das barracas.

publicado por Fer.Ribeiro às 23:50
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Sábado, 1 de Novembro de 2008

Feira dos Santos - Dia 30 e 31 de Outubro

 

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Hoje, porque é Sábado, deveria vir aqui com mais uma aldeia, mas como também é dia 1 de Novembro, há que fazer o relato, dos acontecimentos de dia 30 e 31 de Outubro e também da descida de ontem das aldeias à cidade para a Feira do Gado.

 

Dia 30 já foi dia de muita tradição em termos de Feira dos Santos, pois era neste dia que se fazia a feira da lã, que eu recordo estar associada ao Largo do Anjo onde se vendiam todos os produtos de lã, que iam desde as meias (daquelas brancas que picavam) até aos cobertores, daqueles que se levavam 5 e pagavam-se 3, onde também havia, tal como as meias, cobertores brancos e que também picavam). Ao longo dos anos foi-se perdendo a feira da lã, naquele que também era o dia do pessoal residente feirar e apanhar as primeiras oportunidades das barracas. De tal maneira se perdeu a feira da lã, que agora já nem sequer é mencionada no programa oficial da feira.

 

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Dia 31 de Outubro, sempre foi o verdadeiro dia da Feira dos Santos, da feira rural, das aldeias, do gado e que este ano, tal como previa, foi desvirtuada com a invenção de separar e afastar a feira do gado (propriamente dita) do concurso do gado, pois a primeira realizou-se lá para os lados de Bustelo, e o concurso do fosso do Forte de S.Neutel. Tentei cumprir o programa da feira, mas dado as distâncias entre os acontecimentos, tive que tomar opções, assim, fiquei-me pelo concurso do gado, pois sempre tinha ali ao lado o polvo à galega. Começava assim o meu dia da Feira, que mais coisa menos coisa, a partir de aí (para mim) foi um dia de Feira de Santos seguindo os passos do que já vem sendo habitual anos anteriores, passo que já por aqui deixei no ano anterior em  http://chaves.blogs.sapo.pt/220746.html, que poderá consultar, pois mantém-se actual. Post que aliás foi recuperado para o nº1 da Revista mas à qual poderá ter acesso à sua edição on-line aqui: http://www.revistamas.tv/ uma revista simpática que trimestralmente o jornal “A Voz do Nordeste” promete trazer para as bancas.

 

Pois então este ano, vou fazer a minha abordagem à feira em jeito de foto-reportagem com os vários momentos do dia.

 

Momento 1

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Na indecisão de se havia de assistir à arruada de concertinas da Venda Nova ou ao Concurso do Gado, perdi algum tempo, mas acabei por me decidir pelo Concurso do Gado, ao qual cheguei ligeiramente atrasado.

 

 

Momento 2

 

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Depois de lá estar havia que apreciar as várias raças, que têm nomes, mas que para leigos podem ser as amarelas, as pretas, as dos cornos grandes e os bois, com eles grandes e no sítio. Claro que umas são maronesas, outras barrosãs, e outras de raça que esqueci registar (ignorância minha). Este da Imagem chamava a atenção pela imponência dos seus portes.

 

Momento 3

 

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Estas são as barrosãs. Estas conheço-as desde puto, mas apenas pelo tamanho dos seus cornos. Era já hora da partida, para algumas e debaixo do olho atento de todos, não só para ser apreciado mais uma vez ou não fosse o bicho espantar-se. Olhar atento também dos jornalistas de serviço no local.

 

Momento 4

 

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E enquanto para uns era tempo de apreciação, de curiosidade ou de deleite, para outros era tempo de trabalho, que isto de trazer o gado à feira, não é para brincadeiras, e sempre de vara na mão…

 

Momento 5 – A entrega de Prémios

 

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A julgar pelas imagens, este ano a entrega de prémios esteve a cargo da Dona Deolinda, que segundo apurei veio dos lados de Vila Pouca. Se não me enganei na contagem foram 7 os prémios que ela foi distribuindo pelos diversos escalões. O primeiro prémio foi para o Sr. Rua, penso que pela organização da feira. O Segundo para o Sr. Vice-Presidente Cabeleira, penso que pela organização e pela separação da feira e do concurso do gado. A Dona Deolinda ainda distribuiu mais prémios. De entre as caras conhecidas, deu ainda um a Srª Vereadora, também Doutora do Gado e outro ao Sr. Vereador Arquitecto Penas, talvez pelo desenho do espaço da feira.

 

Poderia parecer que foi assim, mas não foi, a Dona Deolinda é que “amouchou” com os tais 7 prémios e todos seguidinhos. Aliás vê-se logo pelo avental que ela não foi ali para brincar, mas para trabalhar ou mostrar o trabalho de um ano, que foi bem recompensado. Parabéns à Dona Deolinda.

 

Momento 6 – O Destroçar

 

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Entregues os prémios havia que ir tratar da barriguinha, claro que para os homens da vara estar ali desde madrugada dá fome, mas também há quem tenha de aliviar as necessidades e na ausência de sítios e locais apropriados, qualquer sítio serve. E se no campo, qualquer muro serve para aliviar águas, na cidade há que fazê-lo com elevação, e nada melhor que uma grande muralha.

 

Este é um dos “pecados” que até é condenado por Postura Municipal, ou seja, ser apanhado com ela na mão, dá direito a coima, mas que raio, vão dizer isto a um homem apertadinho de todo, onde a sítio público mais apropriado fica a quase 1 quilómetro de distância e ainda por cima corre o risco de chegar lá e estar fechado. A meu ver, a imagem não é muito digna, mas contra a força de um aperto e na ausência do tal lugar apropriado, pela certa não haverá argumento para a condenação. Bem pior estão as mulheres, pois muralhas, não são muito apropriadas.

 

Talvez fosse tempo de a organização da feira pensar também em sítios apropriados para estes actos, só lhes ficava bem e até os há amovíveis, mas claro, que com a preocupação dispensada para bombos, concertinas e Fernandos não sei quantos, que agora até já me disseram quem é (é aquele do “pegando no burrico e lá vou eu”) e peço desculpas à organização da Feira pelo comentários que lhes fiz ao respeito anteriormente, pois se o homem tem burrico tem também todo o direito de vir à feira. As minhas desculpas.

 

Momento 7

 

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E qualquer lugar, em dia de feira, serve para comprar e vender, quase sempre barato, pelo menos é o que dizem.

 

Momento 8 – O Polvo à Galega

 

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À galega, cozido, preparado e temperado por galegos. Este da foto posso-vos garantir que estava bom. Carote como sempre, mas bom e democrático, pois no que toca a comer polvinho à galega, sentam-se lado a lado, com o mesmo jeito e vontade de degustação, desde xerifes, presidentes, operários, lavradores, adjuntos,  jornalistas, professores, arquitectos, estudantes, chefes e subalternos, onde não faltaram blogueiros, fotógrafos, críticos, artistas, etc. Ali tudo é povo, o que interessa é ter um palito na mão e polvo , pão e vinho na mesa. Quanto ao resto, é conversa.

 

Momento 9

 

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Dizem que apontar é feio… mas nem sempre, pois se quem aponta é Presidente de Câmara e sentado à mesa (do polvo) na companhia de jornalistas, então apontar é trabalho. concerteza que até adivinho o que lhes estava a dizer : “ Por ali vou trazer uma avenida que nos vai levar directamente até…) . É nisto que dá pôr-se a jeito e ao lado de uma mesa de blogueiros, que em termos feirantes é como dizer “que estão com um olho no burro e outro no cigano”. Por acaso, no meu caso, com polvinho à minha frente, desligo da realidade envolvente, mas à minha assessora fotográfica não lhe escapa uma.

 

Momento 10

 

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A feira é para toda a família. Para sossegar a criança nem há como levá-la aos carrosséis, que retirados os avisos de entrada proibida a estranhos, sem capacete, sem botas protectoras e sem vedação, agora é para todos e a entrada até se faz por passadeira vermelha, com castanhas assadas à entrada…

 

Momento 11

 

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Mas estão tristes os cavalos, não há quem os monte e os carrosséis mesmo em dia de feira maior, insistem em rodar sozinhos ou então simplesmente param.

 

Momento 12

 

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Há os que nem sequer abriram a barraca e que nos disseram que foi a primeira e última vez que vieram a esta feira, que até lhes garantiram que era boa. Pudera, se a meio da tarde o parque de diversões eram mais parecido com uma das nossas aldeias de montanha, despovoada, envelhecida e sem crianças… O que será que falhou este ano com o parque de diversões!? Eu tenho as minha teorias, mas não sou eu que organizo a feira.

 

Momento 13

 

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E em pleno parque de diversões da feira, uma barraca cheia de presuntos, cebolas e outras coisas. Afinal Chaves ainda é a terra do presunto, mesmo que seja dado (vendido) em prémio. Nem há como ter a fama, mesmo que o presunto seja espanhol, o que interessa mesmo é marcar presença na terra do presunto e concerteza que quem levar um presunto desta barraca, leva um presunto de Chaves. Nisso não há qualquer dúvida.

 

Momento Último

 

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O presunto espanhol lembrou-me que ainda tinha de dar um pulo a Espanha (Feces), deste vez não para abastecer de gasóleo, mas para comprar rebuçados para a tosse, que como quase tudo, são mais baratos lá do que cá. Talvez por isso Feces fosse uma extensão da Feira dos Santos, com tanta gente que lá estava de compras. A Eurocidade já está em pleno funcionamento.

 

Valeu para terminar um pôr-do-sol, repousante para dia agitado, visto desde Vila Verde da Raia, a tal que nem é vila e agora nem raia tem.

 

à noite ainda houve tempo para ir aos pijamas e às meias - 10 pares 5 Euros.

 

Até amanhã, por hoje já chega de feira.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:50
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Feira dos Santos - Edição de 2008 - O Programa

 

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Pois o prometido é devido e cá fica a primeira abordagem à Feira dos Santos, que como todos os anos, arrasta consigo a polémica, que aliás também já é tradição da feira. Estou mesmo em crer, que quando toda a gente estiver de acordo e satisfeita com a feira, a feira acaba e depois, se calha, até vamos ter saudades das suas polémicas.

 

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Este ano, com a ausência do criançada, até aos bonecos dos carrosséis dá o sono

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Ao longo dos anos, pelo menos desde que a conheço, a Feira dos Santos tem vindo a transformar-se e também a adaptar-se aos tempos decorrentes. A feira sim, mas a polémica é sempre a mesma e começa nos nossos comerciantes e no local da feira, ou seja, ninguém a quer à porta mas também ninguém a quer longe e seja como for, os comerciantes cá da terrinha, sentem-se sempre prejudicados.

 

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Num golpe de esperteza da Câmara Municipal, há uns anos atrás, cede a organização e os lucros do “estacionamento das barracas” (ou parte dele) à associação de comerciantes ACISAT, e assim com um tiro, matava dois coelhos: - livrava-se da responsabilidade da feira e calava os comerciantes. E seria o plano perfeito se resultasse, mas pelos vistos não resultou, pois os comerciantes continuam descontentes e o falatório continua na rua e este anos, pelo diz-que-diz que ouvi, até o pessoal das barracas se juntou à polémica, principalmente o pessoal das diversões com o novo espaço que lhe destinaram e com alguma razão, pois excepção para o último Domingo, os carrosséis têm andado para as moscas, pelo menos nos dias em que lá fui com a minha criancinha.

 

Mas a polémica promete não acabar por aqui, pois a separação dos espaços da feira em sítios tão distintos, ainda vai dar que falar, mas vamos esperar para ver como tudo vai correr.

 

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No último Domingo foi uma excepção

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Quanto à organização da feira, da tal que a ser feita com até aqui, a meu ver se fazia sozinha, pois bastava indicar um local ao pessoal das barracas, que eles lá se encarregariam do resto, pois a chamada da ACISAT à organização da feira, em nada a enriqueceu, pelo menos em termos de oportunidades para a cidade e para o concelho poder lançar os seus produtos e tudo aquilo que temos de bom, fazendo da feira (a par da que se faz sozinha) uma verdadeira feira da região e a verdadeira festa da cidade e do concelho. Mas não, continua tudo na mesma, e penso que a única preocupação da ACISAT será mesmo saber quanto vai encaixar de lucro com a feira, pelo menos a julgar pelo programa da mesma, que para encher e “inglês ver” até o jogo do Campeonato Nacional de Futebol da 2ª Divisão entra no programa, como se o mesmo não se realizasse se a feira não acontecesse.

 

.

 Imagem de Arquivo

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Enfim, fica aqui o rico programa deste ano da Feira dos Santos que como poderão observar é muito rico em termos de lançamento da região e dos seus produtos e tem pontos altos que desde já destaco, como as arruadas dos Bombos do Marco de Canavezes e o concerto de FENANDO CORREIA MARQUES, que pelo destaque deve ser um nome importante da música portuguesa, seja lá ele quem for (desculpem a minha ignorância musical).

 

Mas vamos lá ao programa, que como sempre, as notas a azul, são minhas.

 

Dia 30 de Outubro

 

10H30 – Arruada – Bombos do Marco de Canavezes

(primeiro momento promocional e cultural do dia)

 

11H00 – Portugal/Suíça, jogo de preparação para o campeonato da Europa Sub 16, Estádio Municipal de Chaves.

 

15H00 – Sessão de Abertura na Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves

(fatos e gravatas a mais para o meu gosto, mas uma boa oportunidade para os que gostam de se mostrar e marcar presença…nunca se sabe o que vai ser o dia de amanhã!)

 

15H00 – Arruada – Bombos de Marco de Canavezes

(segundo momento cultural do dia e alternativa para quem não gosta de cerimónias com engravatados – à mesma hora)

 

21H30 – Conjunto musical – NOVA DIMENSÃO – Largo General Silveira

(com tantos locais para espectáculos e com condições, que Chaves tem, continua-se a insistir nas Freiras como a sala de espectáculos de Chaves, onde sempre se improvisa…)

 

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Imagem de Arquivo

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Dia 31 de Outubro – Feira do Gado

 

08H30 – Feira do Gado, Zona Industrial (junto à Munivel)

 

10H00 – 6º Concurso Nacional Pecuário, Forte de S.Neutel

( Penso ser o maior erro da edição deste ano da feira, separar uma coisa que se quer e sempre esteve junta, pois os “clientes”, curiosos e apreciadores do concurso e da feira do gado são os mesmos – mas vamos esperar para ver)

 

10H30 – Arruada – Concertinas da Venda Nova

(Primeiro momento cultural do dia)

 

12H00 – Festival Gastronómico do Polvo

(vá lá que este ano não é à Galega, o que embora seja pena, pois era bom, caro mas bom. Continua a faltar o festival do presunto e do pastel de Chaves. Esta do festival do Polvo também é uma invenção da ACISAT, pois antigamente, antes de haver festival gastronómico, lá tínhamos que nos contentar com o polvo das barracas, mas está claro que o sabor não era o mesmo…)

 

15H00 -  Arruada – Concertinas da Venda Nova

(segundo momento cultural do dia)

 

21H30 – Conjunto Musical  - FUNÇÃO PÚBLICA – Largo General Silveira

(a este só vou se me garantirem que os funcionários não são os das finanças… que às tantas ainda contabilizam a nossa presença como um sinal exterior de riqueza, pois se não estamos a trabalhar é porque temos rendimentos para nos podermos divertir…  comentários à parte, parece que os rapazes até tocam umas coisas, continua a ser pena o espaço de actuação não ser dos melhores).

 

.

 

Imagem de Arquivo

.

 

Dia 1 de Novembro – Dia de Todos os Santos

 

10H30 – Arruada – Grupos de música tradicional

(só espero que não venham outra vez os Bombos do Marco de Canavezes e as concertinas da Venda Nova – vamos esperar para ver o que isto é…)

 

14H00 – Festival de folclore: Grupo de Danças e Cantares Regionais de Santo Estêvão; Rancho Folclórico de Selhariz, Largo General Silveira.

(aqui nada a dizer, antes pelo contrário, mas se calhar acrescentar um festival de Bandas de Música do Concelho, também não ficaria mal, mas enfim, com tanta preocupação de organização, nem tudo pode lembrar).

 

15H00 – Arruada – Grupos de Música Tradicional

(Repetição do momento cultural da manhã – será que os escuteiros também entram na arruada… sempre faziam número e já estão habituados a arruadas e desfiles de feiras, até medievais ….

 

22H00 – Concerto FERNANDO CORREIA MARQUES – Largo General Silveira

(Como grande momento cultural e musical da Feira, penso que o lugar ideal para este concerto seria o Forte de S.Neutel, pois embora eu não conheça o Fernando, pela certa que as Freiras vão ser pequenas para tão grande artista).

 

Dia 2 de Novembro

10H30/18H00 – Animação de rua

(como mais nada é dito, vou esperar para ver. Quanto mais não seja, são pessoas a andar pela rua abaixo e outras a andar pela rua acima e sempre a cruzarem-se. Se conseguirem arranjar um lugar cómodo e abstraírem-se da envolvência, até é divertido. Eu já experimentei várias vezes e gostei. Claro que é preciso uma pequena dose de loucura e muito intelectualismo e até tem mais movimento que um filme do Oliveira…)

 

14H00 – Festival de Folclore:  Rancho de Folclore da Vila Medieval de Santo Estêvão; Grupo Cultural e Recreativo da Cela; Grupo Folclórico da Associação Desportiva e Cultural dos Amigos de Vilas Boas.

(aqui além de não sabermos onde o festival se vai realizar, que suponho continuará a ser nas Freiras, falta o Grupo de Danças e Cantares Regionais de Santo Estêvão e Rancho Folclórico de Selhariz, mas nada a apontar, pois é gente da terra e é sempre de louvar que as nossas aldeias ainda tenham gente para continuar a tradição)

 

15H00 – Grupo Desportivo de Chaves/Caniçal – 8ª Jornada do Campeonato Nacional, 2ª Divisão – Estádio Municipal de Chaves.

(E ainda dizem que não há corrupção no futebol… algum dia este jogo se realizaria em Chaves se não fossem os presuntos que enviaram ao Medail!? Pois, pois! – Só fico admirado é com o jogo não se realizar nas Freiras, seria ouro sobre azul!)

 

19H00 – Fogo de artifício, Forte de São Neutel

(pensei que com tanto bombo e concertina nas ruas os foguetes fossem para o ar, mas está bem, são no Forte de S.Neutel. Pelo menos não são nas Freiras…)

 

.

 

.

 

TODOS OS DIAS – STOCK OUT

“ O Comércio Sai à Rua”, Feira de Stocks do Comércio Local

(vou gostar de ver os comodistas e inconformados dos nossos comerciantes locais com a barraca montada)

 

E já que há Stock out todos os dias, também termino com um THE END ao programa da feira deste ano e se depois de assistir a todos estes festivais, momentos culturais, eventos, palestras e outros ainda lhe restar tempo, dê uma volta pelas barracas e não se  esqueça de regatear, que também faz parte do espectáculo.

 

Quanto aos responsáveis pela feira, o que vale é que tão atarefados que andam  não têm tempo para acompanhar blogs, senão diriam “pois, pois, criticar é fácil!” e eu responder-lhes-ia: Para organizar uma feira que se faz sozinha, com os meios que lhes são dispensados e para um programa destes,  até eu sozinho o conseguia fazer, mas claro, não dispensaria as receitas nem “botaba grabata”.

 

Até amanhã!

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:31
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

O Repórter de Serviço foi aos Carrosséis

 

.

 

 

Os carrosséis dos Santos já chegaram e este ano têm novo espaço, mas atenção que a julgar pelas placas que lá estão colocadas na vedação, não são para todos, pois é “proibida a entrada a pessoas estranhas ao serviço” além de, quem entrar, ser obrigado a “Uso obrigatório de colete de alta visibilidade, botas de protecção e capacete de protecção”.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 13:29
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Discursos Sobre a Cidade - A Feira dos Santos, por JCB

 

.

 

A Feira dos Santos

 

 

poema de José Carlos Barros

http://casa-de-cacela.blogspot.com

 

 

 

De quanto a Feira é e pode ser

eu quero apenas (tanto!) o burburinho

de gente que não tendo um pergaminho

é do mais nobre que se pode ser

 

e altiva mesmo quando regateia

o preço de dois metros de flanela

ou das ceroulas velhas de carcela.

E até (cozido) o polvo regateia.

 

É esta gente que à cidade vem

como se fosse a Nova Iorque ou Nice

aquela a quem a Feira mais pertence.

 

Por isso é que resiste à modernice

e a tenda é o seu emblema. Ainda bem:

que a Feira é só ao Povo que pertence.

 

.

publicado por Fer.Ribeiro às 00:45
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