Sábado, 6 de Agosto de 2016

Fernandinho!

1600-fernandinho (173)

 

Hoje em jeito de provocação começo com esta, com a grafia da oralidade passada a escrita. “Fernandinho vai ó binho, parte o copo p’lo caminho, ai do copo ai do binho, ai do cu do Fernandinho”. É a minha “vingança” para todos os que aquando puto me cantavam isto à minha passagem. Mas como sempre, de bom encaixe, eu até gostava desta lengalenga, até a achava simpática. Claro que isto nada tem a ver com a nossa aldeia de hoje – Fernandinho – a não ser a coincidência que o topónimo da aldeia tem com a personagem da lengalenga. Contudo, graças ao topónimo, sempre senti um certo carinho e curiosidade por esta aldeia.

 

1600-fernandinho (177)

 

Confesso que das primeiras vezes que lá fui saí de lá com impressões confusas. Aldeia pequena, com uma rua de risca ao meio a passar por meia dúzia de casas, uma fonte interessante e a terminar lá no alto da Capela, de onde as vistas eram interessantes. Lembro-me ter brincado com imagem do burro que tinha ficado esquecido no recreio da escola e pouco mais. Fui por lá três a quatro vezes e saí de lá sempre com as mesmas sensações, mas a insistência vale a pena, pois uma das sensações era a de que a aldeia tinha de ser mais do que aquilo que aparentava, é de facto é verdade, na nossa última visita, em maio passado, tivemos a sorte de encontrar a aldeia com gente dentro, coisa que nas últimas visitas não tinha acontecido, e fez toda a diferença.

 

1600-fernandinho (182)

 

Penso que ainda devia este post à gente que nos recebeu. Este e outros que pela certa ainda acabarão por acontecer num futuro próximo destes sábados dedicados às nossas aldeias flavienses e à sua gente. Gente que até nos levou ao “binho”,  que entornei com toda a satisfação do mundo para poder ser apreciado na frescura da adega.

 

 

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Sábado, 26 de Setembro de 2015

Fernandinho - Chaves - Portugal

1600-fernandinho (86)

Há coisa de 10 anos atrás, quando iniciei o blog, uma das aldeias que tinha mesmo curiosidade em conhecer era Fernandinho. O curioso topónimo chamava a atenção. Da primeira vez que lá fui fiz uma visita breve à aldeia e quase sem parar fui direto até ao alto da aldeia, até à capela, onde, aí sim, parei. Desfrutei da paisagem e olhares que desde esse local são de longo alcance, entrando mesmo pela Galiza adentro e terras do Barroso, o que é de realçar, pois Fernandinho já fica no limite do concelho de Chaves na proximidade dos concelhos de Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. Para além da paisagem e da apreciação da capela, simples mas interessante, com uma localização privilegiada, pouco mais vi ou me chamou a atenção na aldeia.

1600-fernandinho (147)

Como sei que as primeiras impressões nunca são definitivas, em 2008 fiz nova investida na aldeia. De novo subi à capela para a rever, mas depois desci mais vagarosamente para uma recolha de imagens mais pormenorizada. Aí sim consegui um pequeno conjunto de imagens que já podia dar a conhecer um pouco da aldeia, não muito, pois a aldeia também não é grande, mas o suficiente para deixar alguns dados sobre a aldeia e até brincar um bocadinho quando dizia “(…)no recreio da escola, encontrei por lá um velho “doutor”, já russo do pelo e muito distraído, pois continua à espera do professor e ainda não se apercebeu que naquela escola já não se aprende nada(…). Referia-me a um velho burro que pastava no recreio da escola.

1600-fernandinho (101)

Também nessa altura, quanto ao topónimo, dizia: “ (…)pensa-se que deriva do nome próprio de Fernandinus da idade média, mas pelas pesquisas que fiz sobre a aldeia, não há praticamente nenhuma documentação.(…). Dúvidas mas também a esperança de conseguir mais imagens levaram-me uma terceira vez a Fernandinho, e ainda bem que lá fui, pois desta vez o fator humano fez a diferença, não só pela simpatia da receção e acolhimento mas por esclarecer algumas dúvidas e, até, conseguimos novas imagens, mesmo porque o dia de névoa (embora em maio), não iria facilitar aquilo procurávamos.

1600-fernandinho (114)

Por mero acaso, na entrada da aldeia, demos de caras com alguns rostos conhecidos. Um pastor que já tínhamos fotografado mais vezes noutras paragens e dois rostos que nos eram familiares da cidade, além de mais o nosso blog não era estranho a um deles que me informou logo que, se ia à procura do velho doutor esquecido na escola, já ia tarde, pois já tinha morrido… mas acrescentou logo que a hipótese que tínhamos levantado quanto ao topónimo da aldeia também não estava correto, pois o topónimo Fernandinho devia-se ao fundador da aldeia, o que construi aí a primeira casa e deu origem ao restante povoado, o Padre Fernandinho. Eis a diferença de entrarmos nas aldeias e andarmos por conta própria, e a de parar para conversar com os residentes e naturais delas.

1600-fernandinho (102)

Conversa que nos abriu o apetite para outras visitas e descobertas que surgirão quando tivermos oportunidade para tal, mas também para ficarmos a conhecer melhor a história dos locais e as suas gentes, os seus problemas, alegrias e estórias, mas também a hospitalidade do nosso mundo rural.

1600-fernandinho (121)

Claro que tínhamos de terminar a conversa no rés-do-chão de uma casa tradicional, ou seja, será o mesmo que dizer na adega, onde a pinga é sempre boa e a bucha ainda melhor.

1600-fernandinho (26)

Não fosse a noite e os nossos afazeres e ainda lá estávamos, mesmo à distância dos 4 ou 5 meses em que a visita aconteceu e se quase sempre agradecemos a receção desta vez não podemos mesmo esquecer de o fazer, pois além das dicas preciosas que contribuíram para esclarecer algumas coisas que tinham ficado pendentes, temos de agradecer a hospitalidade e a visita à adega – obrigado!.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:04
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Sábado, 23 de Maio de 2015

Fernandinho, aldeia flaviense

1600-fernandinho (165)

Hoje fazemos uma passagem breve por Fernandinho mas desde já com a promessa de voltar por lá, ou melhor, voltar aqui ao blog muito em breve.

1600-fernandinho (151)

Hoje é mesmo e apenas pelas imagens, uma da capela, outro do galo e mais uma de uma galinha careca.

1600-fernandinho (172)

Mas em breve voltaremos lá, com algumas estórias ou história, e para fazer o ponto da situação depois da passagem que fizemos por lá há alguns anos atrás, como a do burro que ficou esquecido na escola, que afinal era doutor, mas como todos os viventes chegou um dia e morreu… isto são estórias que só em conversa com as pessoas da aldeia se podem saber. Ficam para breve.

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
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Sábado, 1 de Agosto de 2009

Aldeias de Chaves - Portugal

SOUTELINHO DA RAIA

 

 

Se não fosse pelo raio da lata da modernidade, esta foto poderia ter 100 anos.

 

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FERNANDINHO

 

 

 

Por não ter FAX, estar desempregado e já russo pela idade, vai aguardando à porta da escola,  à espera de novas oportunidades...

 

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ALMORFE

 

 

 

Almorfe, com o devido elogio ao fio azul.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:47
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Sábado, 28 de Junho de 2008

Fernandinho - Chaves - Portugal

 

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Fernandinho vai ao vinho

Quebra o copo pelo caminho

Ai do copo ai do vinho

Ai do cu do Fernandinho

 

.

 

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Tinha de começar assim, embora a quadra nada tenha a ver com a nossa aldeia de hoje de Fernandinho, aliás nem é terra de vinho, mas antes uma das terras ricas da castanha, mas comecei assim, porque esta aldeia é uma das aldeias do meu imaginário de criança e também a quadra está ligada aos meus tempos de puto, pois muitas vezes me cantaram ou recitaram a quadra… recordações de infância aparte, vamos lá até Fernandinho sem vinho.

.

 

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Fernandinho é mais uma das aldeias de montanha, da Serra da Padrela, ali para os lados onde o concelho de Chaves segue meio indeciso por terras de Montenegro (Valpaços) ou de Vila Pouca de Aguiar, ali para os lados da boa castanha cuja qualidade é reconhecida por esse mundo fora mas que parte para ele anonimamente, sem carimbo, rótulo ou certificado de qualidade de mais um dos produtos naturais e de qualidade made in Chaves. Mais um dos produtos a juntar ao presunto, ao pastel, ao folar, à batata, às couves, ao mel, a vinho, à cereja  e a tudo de bom que por cá se faz e produz, pena é que não haja quem verdadeiramente se interesse por aquilo que temos de bom, em certificá-los, em promove-los e que,  quem o deveria fazer, ande entretido, distraído ou ensaiar novas soluções e novos futuros para o concelho, quando temos cá tudo e não é preciso inventar nada. Lamentos e contas de outros rosários mas que hipotecam o futuro de aldeias como Fernandinho.

 

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Fernandinho fica a 26 quilómetros de Chaves, pertence à freguesia de Póvoa de Agrações e é mais uma pequena aldeia de montanha com apenas 30 habitantes (Censos 2001), dos quais 4 tinham menos de 20 anos e 8 mais de 65 anos. Números curiosos, pois embora seja uma aldeia pequena, com pouca população, a sua maioria encontrava-se entre os 20 e os 65 anos, ou seja, uma aldeia que contraria as aldeias de montanha quanto ao envelhecimento da população e até quanto ao seu despovoamento, pois Fernandinho não é uma aldeia despovoada, mas simplesmente pequena e que ao contrário de aldeias grandes, com muitas casas e sem gente nas ruas, em Fernandinho há sempre gente, pouca, mas há.

 

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Quanto a crianças em idade escolar, penso que apenas há uma a frequentar a escola EB2,3 de Vidago. A escola do primeiro ciclo, ainda por lá existe, mas alunos e professores, são coisas do passado. Curiosamente na minha última deslocação à aldeia, no recreio da escola, encontrei por lá um velho “doutor”, já russo do pelo e muito distraído, pois continua à espera do professor e ainda não se apercebeu que naquela escola já não se aprende nada, aliás como acontece na maioria das escolas das aldeias do concelho. Escolas não faltam, faltam é alunos, e não me venham com a desculpa da televisão, que aqui a televisão não tem qualquer culpa.

 

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Do ponto de vista de casario tradicional de montanha em granito, não é uma aldeia interessante, pois a maioria das suas poucas casas são recentes ou com intervenções recentes, mas já o mesmo não se pode dizer quanto a vistas e paisagens naturais, pois desde Fernandinho vê-se todo o amontoado de montanhas que se perdem de vista e entram até pelo barroso e Galiza adentro, tendo em primeiro plano o muito verde do arvoredo constituído quase todo por castanheiros e mais ao longe todas as tonalidades dos azulados das montanhas, misturando-se ou diluindo-se as mais distantes, com o azul do céu.

 

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Quanto ao topónimo da aldeia, pensa-se que deriva do nome próprio de Fernandinus da idade média, mas pelas pesquisas que fiz sobre a aldeia, não há praticamente nenhuma documentação. Nota-se e compreende-se que sempre foi uma pequena aldeia de montanha, que vista do céu, como agora está na moda, praticamente é imperceptível, não só pelo pouco número de casas existentes, mas também porque todas elas se misturam ou estão envolvidas de arvoredo.

 

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Vale a pena visitar a aldeia!? – claro que sim, nem que seja pelas vistas e pelo ar saudável que se respira onde aconselho uma visita ao “miradouro” da aldeia, ou seja ao recinto da capela, onde até tem bancadas para poder desfrutar de uns minutos ou horas de verdadeira calma e natureza, com as tais vistas do amontoado mas montanhas e vistas interessantes e curiosas para as aldeias vizinhas mais próximas. Por sinal um excelente recinto para a festa da aldeia, que infelizmente (e até ao fecho desta edição) não consegui apurar se ainda se realiza e qual é o seu santo ou santa. Para terminar em beleza, bem que podia ser o S. Fernando.

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.

 

E sobre Fernandinho é tudo, amanhã cá estarei de novo, com mais uma aldeia do nosso concelho.

 

Até amanhã!

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:50
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