Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Fornos - Chaves - Portugal

1600-fornos (12)

 

Ao nível de imagens, o post de hoje sobre a aldeia convidada, Fornos,  talvez resuma aquilo que se aprecia (ou eu aprecio/observo/me leva ao clique), ou seja, na abordagem de uma aldeia desconhecida ou quando pela primeira vez a abordamos, as primeiras impressões são da sua envolvência do meio onde ela está implantada e integrada, o que dela se vê e o que se vê dela, à distância.

 

1600-fornos (166)

 

Depois vem o conjunto da aldeia, do casario, de como ela se adapta ao terreno, se integra nele, como o usa e o que usa dele para erguer as suas construções.

 

1600-fornos (147)

 

Já dentro dela, vai-se apreciando aquilo que mais se destaca, que mais chama a atenção, o que mais e melhor a caracteriza.

 

1600-fornos (86)

 

Por fim os pormenores, o fator humano, o imaterial, as estórias, a História, os sabores e saberes, a vida da aldeia.

Simples, não é!? – Assim aqui resumido na brevidade de meia dúzia de palavras e quatro imagens, até parece que sim, e embora tudo que atrás disse não deixe de ser verdade, para se conhecer verdadeiramente uma aldeia, para ela nos surpreender e dela tirar o seu encanto,  é preciso muito mais…

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:15
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Sábado, 23 de Novembro de 2013

Fornos - Vidago (Selhariz) - Portugal

 

Uma das razões pelas quais no presente se devem tomar fotografias, às vezes até sem importância aparente, é a de elas serem a memória do futuro. Acontece isso mesmo com a foto de hoje, que embora mais ou menos recente, já faz a memória do passado, de quando a aldeia de Fornos pertencia à Freguesia de Selhariz.




Assim, hoje, Selhariz pertence à freguesia de Vidago, que outrora pertenceu a freguesia de Arcossó, que por sua vez – Arcossó – hoje também pertence a Vidago.




Enfim, já que a história pouco interessou nestas mudanças, alterações e agregações, vamos saber o que ela dirá daqui por uns anos a este respeito. Entretanto, para não esquecer o que temos hoje, nem há como documentar o presente em imagem, pois as palavras podem documentar a realidade, ou não.



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publicado por Fer.Ribeiro às 14:00
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Sábado, 8 de Maio de 2010

Calcorreadores da Saudade

Matosinhos

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Acabadinho de chegar de outros ares, por pouco tempo que fosse, sentia já saudades dos nossos…

 

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Fornos

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Podemos admirar, gostar, pasmar até com outros sítios e lugares, mas levamos connosco sempre a “pasmaceira” que nos corre no sangue, que é nossa e que nos faz sentir em casa…

 

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Santa Cruz da Castanheira

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Não admira, nada admira aliás, que os nossos calcorreadores de mundos e civilizações levem sempre com eles a saudade e a vontade, sempre presente, de regressar e, não é coisa de raça, é coisa de castas, das boas castas que só esta terra sabe dar… Torga, pela certa,  concordaria comigo.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:34
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Sábado, 16 de Janeiro de 2010

Mosaico da Freguesia de Selhariz

 

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Localização:

A 16 km da cidade de Chaves, a Sul desta, no miolo daquele grande triângulo cujos vértices se encontram em Vidago, Peto de Lagarelhos e Chaves, terras do grande Vidago como eu costumo dizer por aqui, numa área interior do concelho e sem visibilidade a partir das 4 grandes ligações rodoviárias a Chaves (EN2, EN103, EN 213 e EN 314), ou seja, é uma daquelas freguesias que não fica na passagem destes itinerários e que para ser conhecida, temos que propositadamente ir lá. Hoje, felizmente, com uma rede estradas e caminhos municipais, que com novos rompimentos e a pavimentação das vias existentes já permitem uma visita à freguesia quando alguma dignidade, coisa que há 20 ou 30 anos atrás não acontecia.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias de Oura, Vidago, Vilarinho das Paranheiras, Vilas Boas e Loivos, todas do concelho de Chaves.

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Coordenadas: (Adro da Igreja de Selhariz)

41º 38’ 07.70”N

7º 32’ 05.50”W

 

Altitude:

Variável – acima dos 400m e abaixo dos 550m

 

Orago da freguesia:

Nossa Senhora da Expectação

 

Área:

8,55 km2.

 

 

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Acessos (a partir de Chaves):

– Com partida do Raio X, tanto podemos tomar a EN 2 como a EN 314. A partir dessas duas estradas, são várias as alternativas que se podem tomar para chegar até à freguesia de Selhariz, no entanto, para quem não conhece a nossa malha viária de estradas e caminhos municipais, o melhor será mesmo seguir os itinerários principais que obrigatoriamente nos levam até Vila Verde de Oura, e só a partir de aqui, é que entramos na freguesia de Selhariz. Ou seja, se tomarmos a Nacional 2, teremos que ir até Vidago e ali apanha-se a E.N.311-3 em direcção a Loivos, até Vila Verde de Oura. Se a opção for a Estrada Nacional 314 , no Peto de Lagarelhos tomamos a mesma E.N. 311-3, mas agora em direcção contrária, até Vila Verde de Oura.

 

Acessos (a partir de Vidago):

– A Estrada Nacional 311-3, até Vila Verde de Oura. Existe uma outra ligação interior pela E.M. 549, com início junto à Escola Secundária de Vidago, que faz ligação também à freguesia de Selhariz, via Valverde, aldeia já pertencente à freguesia.

 

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Aldeias da freguesia:

            - Selhariz

            - Fornos

            - Valverde

            - Vila Rel

 

Vila Rel (Rei ?) embora conste oficialmente como uma aldeia da freguesia, nunca passou de um lugar com um pequeno conjunto de 3 ou 4 casas com igual número de famílias. Será fácil compreender assim, ter sido a primeira vítima do despovoamento total do lugar. Hoje em Vila Rel só existem ruínas quase que cobertas pelas silvas e mato, que deixam uma ténue memória de ali em tempos ter existido vida.

 

Fornos, é outra pequena aldeia, com meia dúzia de casas e outras tantas famílias. Não disponho dados actualizados, mas em 1991, a sua população residente já se limitava só a cerca de 30 pessoas.

 

Valverde e Selhariz, são as duas “grandes” aldeias da freguesia

 

População Residente da Freguesia:

            Em 1900 – 415 hab.

            Em 1920 – 388 hab.

Em 1940 – 515 hab.

            Em 1950 – 593 hab.

            Em 1960 – 585 hab.

            Em 1981 – 407 hab.

Em 1991 – 315 hab.

            Em 2001 – 311 hab.

 

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Principal actividade:

- A agricultura, floresta, pastorícia, tudo em pequena escala e explorações familiares e, bem longe, da actividade dos meados do século passado…

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

Se a interioridade da freguesia a torna um convite constante à partida dos seus filhos, também é a mesma que lhe dá algum interesse natural e paisagístico.

 

É um freguesia em que o abandono é bem notório. Excepção para a sede de freguesia, a aldeia de Selhariz,  que ainda mantém muita vida, com gente nas ruas, uma Associação Cultural e Recreativa em actividade e existente desde 1960 que conta com um Rancho Folclórico que tem abrilhantado diversas festas da região, marcando também presença habitual em diversos eventos levados a efeito em Chaves.

 

Mas vamos a um pouco da história possível da freguesia, que ao contrário da grande maioria das freguesias do concelho, esta, não é nada rica em vestígios e achados arqueológicos, pelo menos em toda a literatura possível que encontrei sobre a freguesia, não há menção de vestígios ou achados arqueológico na freguesia. No entanto, a toponímia garante de certa forma um povoamento anti-medieval, a crer mesmo pelo topónimo Selhariz, que segundo dizem os livros, será provavelmente genitivo antroponímico de origem germânica, que talvez remonte ao tempo da reconquista afonsina, de D. Afonso III de Leão. Já são no entanto relevantes as notícias documentais e arqueológicas respeitantes à época baixo-medieval. Valderde, por exemplo, terá recebido “carta de foro” datada de 1259, por acção do arcebispo de Braga, D. Martins Geraldes.

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Foto de arquivo incluinda no post de Selhariz

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Na altura da minha última visita a Selhariz, referiam-me a existência de vestígios de um castelo junto à igreja paroquial, e ainda visível em alguns componentes de uma casa de habitação. De facto, segundo defendem alguns autores, tratar-se-á dos restos de uma torre senhorial já noticiada  nas “Memórias Paroquias de 1758” e cuja edificação se atribuía popularmente (já nessa altura) “aos mouros”. Hoje restam ténues vestígios dessa torre em algumas paredes espessas (cerca de 1 metro de largura) das quais também o betão se foi apoderando do local, adossando-lhe construções. Hoje só uma fértil imaginação conseguirá ali ver uma torre senhorial e mais fértil ainda, para ali imaginar um castelo.

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Foto de arquivo incluida no post de Fornos

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Seja como for, bem junto a esse local, está a Igreja Matriz, com uma traça setecentista, bem simpática por sinal, pena a fachada principal esbarrar quase contra a fachada de outra construção fronteira, formando entre elas um estreito corredor que tira parte da “simpatia” à Igreja, que invoca a Nossa Senhora da Expectação, tornando o seu alçado lateral direito, como o mais simpático e único inteiramente visível, em frente ao qual se desenvolve o adro da igreja. Mas se por um lado as construções vizinhas “abafam” a igreja, por outro dá-lhe um certo romantismo, principalmente no acesso secundário ao recinto que se faz por um pequeno portão que para atingi-lo, praticamente quase se passa pelo pátio de uma das mais belas construções típicas e tradicionais do granito, embora velhinha.

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Foto de arquico incluida no post de Valverde

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Também se realçam na freguesia algumas casas de cariz senhorial, uma em Valverde, com uma belíssima chaminé, e duas contíguas em Selhariz, esta transformadas em turismo de habitação. Mas destas casas e no que diz respeito a cada aldeia jé em tempos prestamos aqui constas, no seu respectivo post alargado que cada uma das aldeias teve, incluindo a de Vila Rel (ou Rei – a eterna dúvida), que fica na história do concelho como a primeira aldeia vítima do despovoamento total no Século XX, vitima das políticas centralistas da capital ou capitais e sedes do poder. Tudo a junto e ao molho, como um rebanho, é mais fácil de governar… quem fica para trás, é tratado com ronha como se de uma ovelha negra se tratasse.

 

 

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Foto de arquivo incluida no post de Vila Rei(l)

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Link para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

            - Selhariz

 

- Fornos

 

- Valverde

 

- Vila Rel ou Rei

 

 

 

 

E por hoje é tudo. Amanhã prometemos tradição. Entretanto hoje no Devaneios também há ruralidades.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:29
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Fornos - Chaves - Portugal

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Sempre que me refiro ao nosso mundo rural, vou deixando por aqui alguns lamentos referindo as más políticas ou ausência delas para com o nosso interior e as suas aldeias e que, ao longo das últimas dezenas de anos,  têm contribuído para o seu despovoamento. Mas tenho esquecido que bem pior que os políticos e as políticas são aqueles que fazem a cabecinha do povo e que dominados pelos políticos ou por outros interesses, são bem mais perigosos. Claro que vos falo da imprensa, principalmente da televisão que é uma autêntica droga para o povo ir consumindo devagarinho.

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Além da minha actividade profissional me levar há mais de 20 anos por esse concelho rural fora, ultimamente com esta coisa de trazer as aldeias ao blog, tenho dedicado os fins-de-semana a percorrê-las na recolha fotográfica, mas também a falar com as pessoas, sempre que aparecem, pois no caso das aldeias mais pequenas, às vezes, entro e saio da aldeia sem encontrar alma viva.

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Lembro-me de há poucos anos atrás um senhor lá de cima dos seus oitenta e picos anos me dizer que antigamente a vida era difícil e dura e não tinham nada.  Agora não, já tinham tudo -  electricidade, frigorífico e televisão.  Para os putos de hoje, viver sem estes e outros simples pormenores que nos acompanham na vida diária, seria quase impossível, mas a maioria dos mais idosos das nossas aldeias viveram grande parte da sua vida sem estes (hoje) pequenos pormenores, e compreendo-os quando dizem que hoje têm tudo, mesmo que tenham muito menos noutros pormenores bem mais importantes, principalmente no que diz respeito ao que toca a valores e às vidas das aldeias, às suas tradições e ao viver comunitariamente com e entre vizinhos.

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Também as pessoas mais idosas viveram metade das suas vidas sem informação. Jornais eram coisas da cidade, televisão não havia e apenas a rádio ia debitando alguma informação, que antes do 25 de Abril já todos sabemos como era feita. O povo na ignorância, se possível total, é que estava bem. Bastava-lhes aprender a ler e escrever, a  4ª classe, que a partir de aí já era coisa para gente fina que terminava em doutores ou engenheiros,  os mais possibilitados.  

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A  televisão fez a sua aparição e desde logo encantou e aos poucos foi fazendo parte da vida das pessoas, para o bem e para o mal. Se a muitos trouxe a companhia que lhes faltava, também acabou com os convívios e as conversas de família, o contar de estórias… mas é na informação que as televisões têm mais importância e é com ela que as televisões se afirmam como um verdadeiro poder na sociedade actual, principalmente com aquele poder que eu vos dizia no início de “fazer cabecinhas”.

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Que ninguém duvide que as vitórias e derrotas eleitorais dos nossos políticos têm ambas uma mãozinha das televisões, ou mais que uma mãozinha, um grande empurrão. Mas não só a nível dos políticos a televisão vai decidindo por nós, dando-nos apenas aquilo que eles entendem que devemos ter, mas em tudo. Desde as banalidades ridículas de fazerem duma Lili Caneças ou de um José Castelo Branco figuras nacionais, até ao orientar de emoções tomando partido e fazendo juízos de valores, às vezes contra a lógica natural dos acontecimentos, dando apenas informação que convém, ignorando ou esquecendo as partes que não lhes interessam, e aqui, tomemos como exemplo o caso Esmeralda.

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Mas bem pior que isso, são as coisas que são sérias demais para as tomar com a leviandade que às vezes as tomam e neste caso, informação e desinformação confundem-se, baralhas as pessoas e aterrorizam-nas até. Lembro aquando da guerra do Golfo haver alguma gente que correu para os supermercados arrecadando tudo que podiam em alimentos com o medo de uma guerra mundial.

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Pois meus caros as televisões estão de novo a debitar o medo pelas nossas aldeias. Medo e revolta que é bem notório no discurso dos resistentes mais idosos, discursos de desânimo, de medo e de pânico até que nos últimos tempos se vem acentuando e agravando. Já ninguém acredita em políticos porque são aldrabões e corruptos e as notícias bombásticas da crise leva-os ao medo e terror de enterrarem o dinheiro, de uma guerra civil que está próxima, da fome que vem aí e o de nada terem para receber os filhos e familiares que não tarda lhe vão bater à porta por não terem emprego nas cidades ou no estrangeiro.  E isto não são devaneios meus, são discursos que ontem ouvi de resistentes da nossa aldeia de hoje, Fornos, discurso que se repete pelas aldeias que tenho percorrido nos últimos tempos. Memórias dos tempos difíceis das guerras nos anos 40 vêm ao de cima…

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Também eu, sem acreditar num futuro tão negro como já começa a ser pintado, acredito nesta crise que vai ser bem mais real e, também eu, já há muito que sei que a politica não é feita com boa gente e toda ela é feita de interesses, que não são os do povo e da população em geral. Mas somos nós que pagamos a(s) crise(s) e que a sentimos na pele.

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Mas vamos até Fornos, cujas conversas de ontem com gente de mais idade que eu oiço e respeito, me deixaram neste estado de espírito.

Fornos é um pequena aldeia que fica bem no meio daquele triângulo com vértices em Chaves – Vidago – Peto de Lagarelhos. A tal grande região de Vidago (segundo as minhas divisões geográficas do concelho).  Pertence à freguesia de Selhariz e tem como vizinhas as aldeias de Valverde, Pereira de Selão, Vilas Boas e Selhariz, hoje com boas ligações entre elas, mas que são coisa das últimas dezenas de anos, pois não vai longe o tempo, em que Fornos era um bom exemplo do típico Portugal profundo, rodeado de montanhas e em cujos horizontes visuais apenas tinha montanhas por companhia. Motivos suficientes para convidar a uma partida para terras distantes.

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A sua principal actividade é a agricultura, mas apenas por teimosia e porque os resistentes não querem fazer contas naquilo que gastam nas magras produções, pois se as fizessem (dizem eles)  já há muito que não cultivavam os campos. As tais politicas agrícolas, em que comprar embalado, vindo lá donde for, é mais barato que produzi-lo. Claro que pela certa são produções que estão longe dos nossos sabores, mas em tempos difíceis, tudo que cair na rede é peixe.

Fornos, segundo os Censos 2001, tinha 27 resistentes com apenas 5 jovens com menos de 20 anos dos quais apenas 1 tinha menos de 10 anos. Hoje, segundo apurei na aldeia já não há jovens, crianças são coisa do passado e regressos à aldeia, apenas aqueles que o medo prevê.

Quanto ao topónimo de Fornos, a pouca documentação que encontrei aponta a sua origem para fornos de cozer telha ou pão. Também eu na ausência de melhor vou por essa teoria, pese embora quanto à telha não me pareça ser região de argilas e quanto ao pão, qual era a aldeia que não tinha os seus fornos, e quase todas até com fornos comunitários dos quais ainda hoje existem alguns exemplares em algumas aldeias.

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Há referências também a uma enorme fraga arredondada no largo da aldeia onde está desenhado uma espécie de lidas, atribuído aos romanos.  Para os que seguem à risca as minhas palavras, leiam bem aquilo que digo, pois eu digo que há referências a essa fraga, mas sinceramente não a vi por lá. A quem perguntei por ela, também não me souberam informar da sua existência. No entanto não digo que não exista.

 

Disseram-me sim, ter existido por lá uma estalagem onde ficavam os passantes em tempos de outrora, quem sabe até se peregrinos a caminho de Santiago. Estalagem essa sobre a qual não encontrei qualquer referência em escritos, mas que o povo associação a uma construção em ruínas no limite da aldeia junto à capela.

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Capela barroca, muito simples, situada no alto da aldeia e cuja devoção é a Senhora da Anunciação.

E agora um sonho. De entre os resistentes com quem conversei, encontrei  um que tinha origens nas terras frias do Barroso. À pergunta de como é que foi parar a fornos, a resposta foi pronta: - “Talvez não acredite, mas fui emigrante em França e uma noite sonhei com a minha mulher, ainda não a conhecia e vim encontrá-la aqui em Fornos e casei com ela”.  E ainda há por aí quem nem acredite em sonhos!

 

Até amanhã, de volta à cidade ou à arte da cidade.

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:27
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