Sexta-feira, 8 de Junho de 2012

Chaves - Forte de S.Fransciso - Uma imagem de marca

 

Para já fica uma imagem de marca da nossa cidade - o Forte de S.Francisco, mas daqui a pouco, teremos mais um "Discurso Sobre a Cidade" que desta vez até é um discurso sentido de passagem por várias das nossas aldeias. José Carlos Barros é o autor do dircurso de hoje.

 

Até já.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011

Maravilhas Flavienses - Forte de S.Francisco

 

Para já uma das maravilhas flavienses. A seguir, mais um "Discurso Sobre a Cidade", hoje de autoria de Tupamaro. Até já.

publicado por Fer.Ribeiro às 00:59
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Chaves de ontem e de Hoje - Lapa e Forte de S.Francisco

Trecho da Lapa em 1959

.

 

Na última segunda-feira, nesta rubrica do Chaves de ontem e Chaves de hoje, fomos até ao castelo. Hoje, vamos até dois motivos contíguos do Forte de S.Francisco, onde as alterações introduzidas desde os anos 70 do século passado são também de aplaudir, à excepção (claro) de um muro de betão com desenhos de putos e um cavalo que por lá plantaram no ano passado.

.

Trecho da Lapa em 1959

.

Mas no conjunto das intervenções que o Forte de S.Francisco esteve sujeito nos últimos 40 anos, podemos considerar que o saldo é positivo, principalmente com a devolução da traça do forte ao seu original, ou seja, com a demolição de todas as construções que lhe foram adossando ao longo dos anos, substituindo o seu espaço por zonas ajardinadas, à excepção da área reservada a estacionamento automóvel. Claro que a imagem dispensava os automóveis, mas consideremos o mal como menor dada a utilidade que esses espaços têm para uma cidade tão deficiente em espaços de estacionamento.

.

Trecho da Lapa em 1970

.

É conhecido de todos que o actual espaço da Lapa vai entrar em obras de remodelação. Não conhecendo o projecto, fico de pé atrás em relação ao que por lá se vai fazer, embora considere que uma intervenção naquele espaço é mais que necessária, pois embora as intervenções dos anos 70 tivessem sido positivas e tivessem também dado alguma dignidade ao local, foi infeliz na irregularidade do pavimento lá aplicado. Vamos pela positiva e aguardemos pelo que lá se vai fazer, pois pessoalmente penso que, sem ferir a imagem actual da lapa, seria o local indicado para os tais mais que desejados e necessários estacionamentos da cidade.

.

Trecho da Lapa em 1972

.

Já sei que muita gente política diz por aí que a geologia do local (Lapa) não recomenda tal, mas o facto é que não existe qualquer estudo que diga se o é ou não e depois com as novas tecnologias aplicadas à construção, abrir ali um buraco para vários pisos de estacionamento, seria um mimo, seja qual for o tipo de solo. Mas enfim, vamos para o tal estacionamento sempre rejeitado no passado e que hipotecará para sempre um centro histórico e Rua de Santo António pedonal, como há muito tempo deveria ser, para finalmente termos o tal centro comercial atractivo a céu aberto.

.

Trecho da Lapa, imagem actual

.

Voltando também às obras que vão vir aí para a lapa, lamento sinceramente que a Câmara Municipal não leve a efeito um dos projectos mais úteis e interessantes que tinha para aquele local, ou seja, o da casa mortuária de Chaves. Tive, não sei se a felicidade ou infelicidade de conhecer o projecto e, além de considerar a arquitectura do edifício interessante, sem ferir a actual imagem do Largo da Lapa, era ouro sobre azul, não só pela Capela da Lapa que há muito recebe as cerimónias fúnebres mas também por colmatar uma ausência há muito ansiada, pois já é mais que tempo de Chaves ter uma casa mortuária no mínimo digna para celebrar um dos momentos mais nobres da vida de um ser humano e deixar de vez as condições terceiro-mundistas  com que o fim de vida recebe os flavienses, tanto mais, que hoje em dia, a maioria das aldeias do concelho já têm melhores condições que a sede do concelho para esse acto tão nobre. São as tais pequenas coisas, fáceis de resolver, mas que vão ficando eternamente adiadas e que, contra a vontade da grande maioria dos flavienses se perdem pela força, pressão e poder de meia dúzia… ia dizer flavienses, mas duvido que o sejam.

.

Trecho da Lapa em 1959

.

Lamento pois que as alterações às quais a Lapa vai ser sujeita (embora não duvide que melhore) se fique apenas por abolir as rugas da sua face e a operação não seja mais profunda e não resolva dois males de que a cidade padece. É a minha opinião.

.

Trecho da Lapa em 1962

.

Enfim, vamo-nos contentando com as imagens de ontem e de hoje de um largo que faz e sempre fez parte da alma da cidade. Quanto à imagem futura, em breve se verá qual será.

.

Trecho da Lapa - Imagem actual (mas sem árvore)

.

E por hoje é tudo. Amanhã, além das habituais imagens de alguém que passou por Chaves, teremos por aqui anúncios de eventos a realizar nos próximos tempos e, não me refiro à feira dos Sabores e Saberes, que essa já sabemos que vai ser um sucesso, não tivesse como ponto alto o Roberto Leal e os Rapazões da Venda Nova na animação da festa…  

publicado por Fer.Ribeiro às 03:00
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Chaves de Ontem de de Hoje - Forte de S.Francisco

Vamos lá mais uma vez ao Chaves de ontem e de hoje, com duas imagens da entrada principal do Forte de S. Francisco, dois olhares separados no tempo por 50 anos ou quase, pois a primeira é datada de 1961 e a recente é do ano passado.

.

 

.

 

Fotos que vão fazendo a história dos tempos em Chaves com um Forte de S. Francisco ainda militar, recordando os tempos em que Chaves era por excelência uma cidade de formação militar com aquartelamentos espalhados um pouco por toda a cidade, desde o castelo, ao picadeiro, edifício do Terreiro de Cavalaria no Jardim do Bacalhau, forte de São Neutel e, em 61, já como o novo quartel de infantaria a funcionar.

 

Com o 25 de Abril e posteriormente com a abolição das fronteiras e a sua  abertura ao espaço da comunidade europeia, Chaves foi perdendo a sua importância militar e o Ministério da Defesa foi alienando os seus espaços militares em Chaves, alguns deles, transformados em instalações dignas de registo como o caso do edifício do Picadeiro que deu lugar às actuais instalações da PSP, o mesmo não acontecendo com o espaço envolvente que foi cobiçado e invadido pelo betão e também o edifício vizinho do Terreiro de Cavalaria teve um triste fim (condenado e abatido mas inocente).

.

 

.

Mas já no que toca aos nossos Fortes de São Neutel e São Francisco, acabaram por ser abertos à cidade, ficando a cidade a ganhar com estes espaços, embora com destinos e fins diferentes, transformando-se o Forte de São Francisco em Hotel, com uma recuperação e adaptação exemplar de todas as suas construções interiores, incluindo a Igreja do forte e que hoje é uma das nossas imagens de marca da qual nos podemos orgulhar. Já o Forte de São Neutel teve um fim diferente e, embora seja de elogiar todas as obras que se fizeram na sua recuperação e requalificação, já o mesmo não se pode dizer quanto ao uso e proveito que se tira dele, ou seja, possui um belíssimo espaço envolvente e uma sala de espectáculos ao ar livre em anfiteatro como poucos devem existir por esse mundo fora, mas peca por nele raramente se realizarem espectáculos e por manter as suas portas fechadas durante quase todo o ano, sem vida e animação. Um pecado mortal para o forte que arranjado mas abandonado se lhe prevê um triste futuro. Como sempre defendi por aqui, ideias precisam-se para aquele forte. Valha-nos o Forte de São Francisco que ainda vai fazendo as honras da casa.

 

Até amanhã!

publicado por Fer.Ribeiro às 02:47
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Chaves - Imagens para recordar

 

.

 

E enquanto não chega o nosso ilustre de hoje, vamos ficando com mais imagens para recordar...

 

.

 

 

.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 13:35
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Chaves - Imagens para recordar

 

.

 

Hoje ainda vai passar por aqui um Ilustre Flaviense, mas entretanto e enquanto o post do nosso ilustre não estiver pronto, vamos ficando com imagens de Chaves, daquelas que já não são possíveis.

 

.

 

.

 

Para já, ficam estas duas.

 

Até breve!

 

publicado por Fer.Ribeiro às 04:04
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 18 de Março de 2009

O muro da vergonha do General Silveira

.

Os flavienses presentes, tal como os ausentes, já se devem ter apercebido pela agitação da cidade de chaves nos últimos dias, que estamos em pelas comemorações do 2º Centenário das invasões Francesas…, no entanto não é da riqueza do programa das comemorações que quero falar hoje, mas antes um bocadinho do acontecimento histórico que se comemora e do tal General Silveira a quem Chaves dá o nome de uma das praças principais e agora lhe levanta um muro em pleno jardim do Forte de S.Francisco, com cavalo e cavaleiro que se supõe ser o tal Silveira.

 

Pois esperava eu que nestas comemorações se fizesse um bocadinho de luz em prol da história de Chaves e das Segundas Invasões Francesas, mas olhando ao programa e deixando de fora o desfile de carnaval das criancinhas (o ponto mais alto das comemorações, até hoje, com alusão ao acontecimento) e o muro em construção nos jardins do Forte, nada mais há.

 

Entretanto vi por aí anunciado um colóquio “História de Chaves”, pela Academia Portuguesa de História integrado nas comemorações das Invasões Francesas, anunciado para dia 24 de Março. Disse para com os meus botões: Mais vale tarde que nunca… e ainda bem que só o disse para com os meus botões, pois do tal colóquio cheio de sessões com Professores Doutores, conhecidos e desconhecidos, de cá e de fora, vai-se falar de D.João I em 1940, da ocupação de Chaves de 1762, do “Corpus Epegraphicum”, de Chaves Medieval e da Idade do Bronze… ou seja, fala-se de tudo,  menos de Invasões Francesas e de General Silveira… boa! Ou seja, continuo sem poder dizer à minha criancinha que foi esse tal Silveira e o que foi isso da Invasão Francesa… mas esta ausência de história sobre as Invasões e sobre o Silveira, talvez não seja tão inocente assim…  ou seja comemoram-se as invasões mas não se fala delas e ao tal Silveira, levanta-se-lhe um muro, põe-se lá um “boneco” a cavalo, e prontos, “Vivam as Invasões Francesas”… ou será “Abaixo as Invasões”, é que com tanto esclarecimento estamos na mesma e talvez não convenha mexer muito na porcaria…

 

Pois se alguma coisa aprendi em história na ilustre casa do Liceu de Chaves, foi que a história tem sempre várias versões e nesta em particular da bla, bla,bla invasões francesas, fala-se das invasões francesas e do grande homem General Silveira, que estudando bem os acontecimentos e as tais versões, o tal Silveira de grande (para Chaves) até nem teve nada, antes pelo contrário, ficou muito mal na fotografia da época para o povo de Chaves, mas vamos a alguma história , resumida e relatada em acontecimentos, daquela história que também está escrita em livros, em outras versões e que vá lá saber-se porquê, ou pelas velhas questões de influências convém remeter para o esquecimento enquanto se enaltece que se devia esquecer.

 

Como esta comissão das comemorações do 2º Centenário resolveu, com manobras de diversão,  silenciar a história das invasões, fui a procura dela, e ó pró que encontrei desse herói que dá pelo nome de Silveira:

 

Vamos lá então fazer também um bocadinho de história.

 

No dia 6 de Março de 1809 as tropas francesas de Soult estava já às portas de Chaves, com o grosso das tropas em Monterrey e Verin e uma brigada de cavalaria já em Tamaguelos, ou seja a uma escassa centena de metros da nossa fronteira e de Vilarelho da Raia.

 

O General Silveira tinha sido nomeado comandante das tropas da província de Trás-os-Montes, com aquartelamento e sede em Chaves e dada a aproximação dos Franceses, destacou uma pequena força das suas tropas para um posto de observação em Outeiro Seco e outro para Vilarelho da Raia. Esta guarda avançada em Vilarelho, era composta por 2250 homens de infantaria e 4 peças de artilharia, sob o comando do Tenente Coronel de infantaria 12, Francisco Homem de Magalhães Pizarro (registem este nome).  O Tem.Coronel Pizarro não se ficaria por Vilarilho e entrou em território espanhol até 15 quilómetros além da fronteira, tanto que no dia 7 de Março estava em cima do inimigo francês, combatendo contra um regimento de infantaria e um esquadrão de dragões, causando-lhes numerosas baixas e 80 mortos, retirando de novo para Vilarelho da Raia, apenas quando Soult manda duas brigadas de infantaria para os repelir.

 

No dia 8 de Março o General Silveira foi pessoalmente espreitar o inimigo que se encontrava acampado em Oimbra e Tamaguelos. Ao ver as tropas francesas reconheceu a impossibilidade de se opor às sua marcha sobre Chaves ou seja, na gíria diz-se “tremeram-lhe os tin-tins” e de rabo entre as pernas manda retirar as nossas tropas do posto de observação de Outeiro Seco. Entretanto o Tem. Coronel Pizarro (e já disse para fixarem este nome) continuava por Vilarelho da Raia firme e hirto.

 

E nestes entretantos o grande Silveira vai a caminho da Vila de Chaves onde quando chega, reza a história que: “ seria loucura tentar a defesa de Chaves que de antemão se via não poder ser profícua” e diz mais “ ponderando as circunstâncias e não querendo sujeitar a população da vila ao furor dos vencedores, deliberou sair da praça de Chaves com as suas tropas” o que popularmente dizendo se diz: “borrou-se todinho e fugiu”. Entretanto o Pizarro ainda está em Vilarelho e o povo de Chaves ao ver o Silveira a dar de “frosques”, acusa-o de jacobino e traidor e entre muito barulho e protestos o povo de Chaves dizia as tropas de Silveira que era possível defender Chaves, tentando assim convencer as tropas a ficar e a virá-las contra Silveira… mas com o povo de Chaves apenas ficou o regimento de milícias de Chaves, as ordenanças e alguns poucos militares de Silveira que aderiram à causa do povo flaviense.

 

No dia 9 de Março, o Ten. Coronel Pizarro não podendo suster mais a sua posição em Vilarelho, regressa a Chaves, onde adere à causa do seu povo flaviense ficando a comandar as poucas tropas que restavam para a defesa de Chaves.

 

Ao que consta, Silveira não gostou da decisão do Ten. Coronel Pizarro e dia 10 de Março, acompanhado por alguns oficiais superiores veio de novo a Chaves e reuniu um conselho militar que deveria decidir se sim ou não a praça de Chaves poderia resistir à invasão do inimigo.  A maioria do Silveira resolveu que não, ao qual o Silveira exigiu que cada vogal do conselho apresentasse por escrito o seu parecer. Reza a história, que estavam eles a escrever o seu parecer quando na praça houve rebate de que o inimigo estava a entrar em Chaves e de novo, o Silveira e os seus oficiais fugiram para a Serra de Stª Bárbara. Nesse mesmo dia o Marechal Soult enviou uma intimação ao General Silveira para que entregasse a praça de Chaves.

 

Entretanto já as tropas de Soult estavam próximas de Bustelo e no dia seguinte, 11 de Março, Chaves recebeu a intimação de Sult para que as tropas ainda em Chaves e fiéis aos flavienses (comandadas pelo Ten.Coronel Pizarro) se rendessem, a fim de evitar a efusão de sangue.

 

O Tem. Coronel Pizarro ao receber a intimação manda um cadete ao encontro do Gen.Silveira para lhe participar a intimação e saber dele a sua determinação ao respeito. O Gen. Silveira reúne de novo os seus oficiais num novo conselho militar  e delibera assim: “ que quem da defesa de Chaves se encarregara contra as sua ordens, continuasse a mesma defesa ou entregasse a praça, procedendo a seu arbítrio” - Grande Silveira.

 

Claro que o povo de Chaves continuou por sua conta a defesa de Chaves e claro está também que os franceses entraram por Chaves adentro tal como o trigo limpo faz farinha amparo. A guarnição da praça de Chaves ainda argumentou com alguns tiros contra o inimigo e o Tem Coronel Pizarro ainda ia mantendo as esperanças de que o General Silveira viria em socorro de Chaves, mas tal nunca aconteceu. Na noite de 11 de Março, sem qualquer auxilio de Silveira, e contra os argumentos de uma força desigual, o Ten.Coronel Pizarro para evitar um banho de sangue dos flavienses, resolveu capitular, dado conhecimento disso ao inimigo.  Os franceses entraram em força e triunfalmente em Chaves às 8 horas da manhã de 12 de Março e prenderam toda a guarnição, no entanto e num gesto de boa vontade, viria a libertá-los pouco mais tarde, mandando-os recolher às suas casas, com o juramento de não pegarem mais em armas contra os franceses.

 

Entretanto Soult programava nesse mesmo dia o avanço em Portugal fazendo crer ao General Silveira que avançaria por Vila Real e pelo Marão, Amarante até ao Porto, mandando avançar algumas tropas de encontro à Serra de Stª Bárbara às quais o General Silveira respondeu fugindo nesse dia para Oura e no dia seguinte para Vila Pouca de Aguiar. Enganado o lorpa, Soult seguiu tranquilamente o seu destino ao Porto, mas em direcção a Braga.

E hoje ficamos por aqui, com outra versão da história que também está em livros e documentos, e agora pergunto eu – O General Silveira merece em Chaves um praça com o seu nome!?

- Pelos vistos merece, pois já a tem. E pergunto novamente – Merece o muro que estão a erguer em sua honra, onde dizem vão colocar uma estátua com ele montado a cavalo!?

 

- Pelos vistos também merece, pois já está em execução e até fere as vistas e um monumento nacional (o IGEPAR parece que disse que sim à coisa – a desculpa, embora não inocentes, cai sempre em cima deles).  Curiosamente, até na estátua, quer o fatal destino que a imagem do homem seja a fugir em direcção à serra de Santa Bárbara.

 

E para finalizar a última pergunta – Que é feito da justa homenagem aos flavienses e ao Tenente Coronel de infantaria 12, Francisco Homem de Magalhães Pizarro, que sozinhos e quase sem armas fizeram apenas com a sua valentia frente aos franceses!?

 

Começam a compreender agora porquê se comemora o Bicentenário da Segunda Invasão Francesa, mas não se fala dela!?

 

Mais adiante talvez vos conte o acto heróico do General Silveira, ou aliás, conto já, para o assunto ficar de vez arrumado.

 

Então tínhamos deixado o Gen. Silveira em Vila Pouca e, enquanto o grosso das tropas francesas se dirigiam ao Porto via Braga, um pequeno destacamento de franceses foi indo atrás do Silveira e este ia fugindo. Pelos vistos em Vila Pouca os franceses abandonam a perseguição ao Silveira. Entretanto os dias vão passando e no dia 18, o Silveira, não tendo novidades do inimigo francês, mandou fazer um reconhecimento em direcção a Chaves e como este se foi fazendo sem qualquer obstáculo, ele próprio (valentemente) com as suas tropas vai regressando a Chaves, chegando à Serra de Stª Bárbara no dia 19. No dia 20, aproxima-se de Chaves, sem qualquer oposição ou resistência da guarnição francesa e apenas na entrada da Vila encontrou alguma resistência por parte dos franceses que ficaram de guarda à Vila de Chaves. Os franceses, agora inferiores em número e uma vez que o grosso das tropas já combatia na proximidades do Porto, fugiram e fecharam-se no Forte de S.Francisco. Reza a história que o Silveira  “em rijos combates que decorreram durante os dias 21, 22, 23 e 24 de Março”  foi aguardando pela rendição dos franceses, como eles não se renderam, no dia 25 mandou ir lá buscá-los, e prontos! Assim se faz um herói.

 

É pois de todo merecido este muro da vergonha do General Silveira mostrando o momento em que ele cavalga na sua fuga de Chaves para a montanha, deixando para trás indefesa a população da Vila de Chaves, que pela certa será inaugurado com pompa e circunstância pelo Sr. Presidente da República, na presença das autoridades civis, militares e religiosas e com o povo papalvo de Chaves a assistir e a aplaudir! E bota foguete para o ar! Pum!

 

Eu não vou!

 

Visto.

publique-se!

 

Até amanhã!

publicado por fernando ribeiro às 04:04
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
Terça-feira, 17 de Março de 2009

O Repórter de Serviço e o muro dos franceses (ideias redondas)

 

.

Pois para continuar com o mau gosto que o repórter de serviço por aí anda a descobrir, com tanto espaço maltratado que por aí há, tinha que nascer mais uma muralha de betão precisamente em frente a uma muralha que até é uma das maravilhas de Chaves, ou era, pois se atentam assim junto à sua entrada principal e do forte, em cima de um jardim que até já contribuiu para que Chaves fosse premiada como cidade jardim, lá vêm as ideias redondas do mau gosto para entre todas as localizações possíveis, escolherem a pior que nem sequer deveria estar entre as possíveis.

 

Pois, pois…dir-me-ão:

- ó pá, é prá estátua do General Silveira….

Ai é!?

Então vamos por partes:

1ª - Quem é (ou quem foi) o General Silveira?

- Blá.blá,blá, invasões francesas, blá,blá,blá, invasões francesas, blá,blá,blá, invasões francesas, blá,blá,blá, invasões francesas, blá,blá,blá, invasões francesas…

 

Prontos, tá bem, se o homem invadiu a França, deve ser importante, é que pensei que poderia ser o outro que fugiu para a Serra de Stª Bárbara enquanto os franceses invadiam Chaves e que depois destes partirem em direcção ao Porto, desceu à vila com as suas tropas e prenderam o franciú  que  ficou de guarda ao Forte de S.Francisco…

 

.

.

 

- Disparates, disparates, disparates… com disparates assim nunca conseguirás entrar para o clube…

 

Ó das ideias redondas, se em Chaves existia um jardim que até tinha o nome do homem e que depois, por força do betão transformaram em praça, porquê não porem lá o homem e o seu cavalo, talvez no lugar da taça, que tanto borrifa “áuga” como a “choca”. E por falar no homem da estátua e na praça do seu nome… que é feito da estátua do Monsenhor Alves da Cunha? (que esse sim, condizia  bem num jardim que se dizia de Freiras).

publicado por fernando ribeiro às 04:43
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

.meu mail: ribeiro.dc@gmail.com

.Maio 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9


22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


 

 

El Tiempo en Chaves
IBSN: Internet Blog Serial Number 560-22-4-1960
blog-logo Travelavenue.com.br - O Guia de Viagem- favorite blog 2010

.Facebook

Blogue Chaves Olhares

Cria o teu cartão de visita Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita peticao-utad peticao, tâmega, rio reflexos 183-podium frproart's most interesting photos on Flickriver

.subscrever feeds

.posts recentes

. Chaves - Forte de S.Frans...

. Maravilhas Flavienses - F...

. Chaves de ontem e de Hoje...

. Chaves de Ontem de de Hoj...

. Chaves - Imagens para rec...

. Chaves - Imagens para rec...

. O muro da vergonha do Gen...

. O Repórter de Serviço e o...

.pesquisar

 
blogs SAPO

.A espreitar

online
Estou no Blog.com.pt

.Creative Commons

Creative Commons License
Este Blogue e o seu conteúdo estão licenciados sob uma Licença Creative Commons.

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites