Quinta-feira, 20 de Abril de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

Fotos y grafias”

 

 

É verdade.

 

Todos vós tendes razão: eu não percebo nada, mas mesmo nada, de fotografia!

 

Mas que fico regalado com algumas (e são bastantes), muito especialmente das de uns «certos» flavienses, ai isso é que é uma grande verdade!

 

Agora, imaginai lá como eu ficaria se percebesse mesmo só «a ponta de um corno»!

 

Meter-me em becos sem saída; levar turras de chibos e cabras; apanhar molhas; patinar na neve; pôr-me de rastos; pendurar-me numa muralha; equilibrar-me no arame … de uma ponte; andar de noite a contar as estrelas, para depois me nascerem cravos nas mãos; estar horas à espera que apareça um «cúmulo» ou um «cirro» para traçar a luz do sol a bater na encosta daqui ou dali; andar com a cabeça, tronco e membros à roda do sítio onde bate a luz de um candeeiro público; torcer o pescoço para «apanhar» uma varanda; fingir afinar um botão …da camisa para gravar as rugas ou o sorriso de um rosto estranho ou conhecido; pôr… bem, fazer mais poses do que as piruetas necessárias para se ser campeão olímpico de Ginástica, em todas as modalidades, disso é que não sou capaz!

 

A vantagem e a desvantagem da fotografia com a pintura reside na distância: na pintura, o modelo do pintor mantêm-se a uma distância pessoal normal da «intimidade social» nunca ao alcance da mão para que a presença da alma do modelo não se torne demasiado envolvente, impedindo assim qualquer observação desinteressada; na fotografia, a distância pode ser íntima ou, e até, pública.

 

Um e outro, pintor e fotógrafo, ensinam-nos, ou ajudam-nos a compreender o «modo como percepcionamos o mundo.

 

O escritor tem uma vantagem sobre eles: sobre as mesmas imagens, pintadas ou fotografadas, o escritor consegue dar representações simbólicas tão convincentes que suscitam reacções próximas das provocadas por estímulos   -   como o sabor de um fruto, o perfume de uma flor, ou a nota que numa voz apaixonada confessa o prazer ou a dor.

 

E eu, apaixonado pelas letras e pelas cores da pintura e da fotografia, bendigo a Natureza, por me conceder as suas realidades e inspirar a tantos e «certos» flavienses, e para meu consolo, as suas encantadoras representações.

 

M., vinte e um de Março de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:59
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Terça-feira, 4 de Abril de 2017

Exposição de Fotografia na Adega do Faustino

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Não é em vão que se nasce em Trás-os-Montes. Não é em vão que se calcorreiam montes e vales, estradas, caminhos e se cruzam aldeias. Não é em vão que se ama a fotografia e se preza a amizade.

 

Esta exposição é a síntese de três registos diferentes, mas complementares. Podem parecer por vezes desapaixonados. Puro engano. Resultam de três olhares afligidos pelas terras que aprendemos a amar. 

 

Dói-nos este amor? Claro que sim. Dói-nos este inexorável desaparecimento? Evidentemente.

 

Por isso decidimos juntar duas das nossas grandes paixões: a fotografia e o mundo rural.

 

Fazemos aquilo que podemos. Registamos em imagens o que ainda por cá teima em existir.

 

O resultado é esta maneira de celebrarmos a nossa identidade transmontana.

 

Esperamos que gostem.

 

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A partir de hoje e prolonga-se até ao fim fo mês de abril.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:09
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Quinta-feira, 30 de Março de 2017

Exposição Coletiva de Fotografia em Verín - Inaugura hoje

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Inaugura hoje, às 18H00 PT, 19H00 ES, na Sala de Exposições de Verín, uma exposição coletiva de fotografia,  com três fotografos do lado de cá da raia (flavienses) e quatro do lado de lá (Verín). Ao todo sete fotógrafos com olhares sobre a mesma realidade - o mundo rural.

 

 

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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

Divagações sobre coisa nenhuma

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Hoje apetecia-me divagar um pouco sobre o que é viver em sociedade e esta nossa tendência, ou necessidade de sermos gregários, mas não tenho tempo para ir por aí, aliás até é coisa que nem quero, nem gosto de trazer à discussão com os outros. Prefiro antes tecer os meus pensamentos, em silêncio, onde verdadeiramente somos livres de lhe dar liberdade sem ter de a limitar por causa da liberdade dos outros, daí preferir ouvir que falar, mas sem ser obrigado a ouvir. Ouvir porque quero, porque me apetece sem ter de responder, concordar ou discordar. Ouvir apenas como quem observa ou observar ouvindo, mas não é fácil, porque isto de sermos gregários é complicado e, pela necessidade de palco que as representações requerem, às vezes somos obrigados a ser espectadores sem o querer.

 

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Apetecia-me realmente divagar um pouco sobre essas coisas, mas não o vou fazer, não só pela falta de tempo e do não quer ir por aí, mas também porque as palavras têm outros significados para além dos significados que lhes queremos dar, e às vezes, leem em nós outra pessoa que na realidade não somos. É complicado, por isso, acho que vou dormir porque com os sonhos, também me entendo. Mas ainda antes de me retirar, vou-vos dizer o porquê das coisas, ou o porque destas palavras, mesmo correndo o risco de não me entenderem. Tudo porque vos queria deixar apenas a poesia da primeira imagem que publico junto com estas palavras, mas, senti a necessidade de ter de deixar uma segunda imagem…

 

 

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Sábado, 11 de Fevereiro de 2017

Agostém - Chaves - Portugal

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No sábado de hoje vamos fazer uma breve passagem pela aldeia de Agostém, com algumas imagens que escaparam à seleção dos posts anteriores dedicados a esta aldeia. Uma passagem apenas em imagem pois as palavras, embora também breves, vão mesmo para a imagem/fotografia.

 

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Apenas uma pequena dissertação, minha, sobre o entendimento da fotografia ao longo da sua existência e a forma como lidamos com ela, tendo em conta as suas fases  analógica e digital,  e as suas três formas de se afirmar – p&b, cor e com tratamento de laboratório/estúdio/digital, deixando de parte as inúmeras razões que nos levam de encontro à fotografia e ao acto do registo ou congelamento de um momento que a ao longo do tempo  tem intensificado e banalizado o seu uso, transformando-a num utensílio indispensável e de utilização diária.  Mas não é destas que eu quero falar.

 

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A fotografia que eu quero abordar é mesmo daquela que provoca quem as vê, aquelas que despertam em nós um clique, que nos fazem parar e até voltar atrás, que nos provocam, que não nos deixam indiferentes, que têm magia…

 

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E pode ser uma qualquer imagem/fotografia, tirada por uma qualquer pessoa, hoje em dia até tirada por uma criança ou adolescente, que muitas vezes conseguem imagens que fazem corar de vergonha os profissionais e entendidos da fotografia.

 

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Enfim, refiro-me a imagens que valem mesmo mais que todas as palavras e que nenhuma conseguirá descrever a sua provocação.  

 

 

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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

Exposição coletiva de fotografia de rua - " E o Porto aqui tão perto"

 

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Abriu hoje ao público na Adega do Faustino, em Chaves, mais uma exposição coletiva de fotografia, intitulada “E o Porto aqui tão perto”, de autoria de cinco fotógrafos amigos que se juntam aos sábados de manhã para fazerem fotografia de rua do Porto.

 

Nesta exposição patente ao público até finais de fevereiro, participam António Tedim, Jorge Pena, José Pedro Martins, Pedro Alves e Rui Neto. É organizada pelo Blog Chaves, tem como mediapartner a Sinal TV e conta com os apoios da Adega do Faustino e da Associação de Fotografia e Gravura – Lumbudus.

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Para abrir o apetite desta exposição, a não perder, fica uma pequena mostra com uma foto de cada autor em exposição.

 

De António Tedim

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De Jorge Pena

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De José Pedro Martins

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De Pedro Alves

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De Rui Neto

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publicado por Fer.Ribeiro às 16:15
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

De regresso à cidade com nevoeiro, chuva e duas exposições de fotografia

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O regresso à cidade com chuva mas com uma foto de nevoeiro, da semana passada.

 

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Mas fazemos também o regresso à cidade com duas exposições de fotografia, uma intitulada “Os Resistentes”,  de autoria de João Madureira, patente ao público na galeria da Adega do Faustino, em Chaves, até ao final deste mês de novembro. Esta exposição faz parte do Festival Galego “Outono Fotográfico”. A outra exposição, coletiva,  também integrada no “Outono Fotográfico” é da Associação Lumbudus e está patente ao público na Sala de Exposições de Verin, até ao dia 29 de novembro. Esta exposição intitulada “Cumplicidades”,  estará patente ao público na Biblioteca Municipal de Chaves a partir de 2 de dezembro.

 

 

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Terça-feira, 5 de Julho de 2016

História da Pesca contadas em fotografia de António Tedim

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A partir de hoje e durante todo o mês de julho a Adega do Faustino, em Chaves, abre as suas portas à fotografia de António Tedim, com “Histórias de Pesca”.

 

António Tedim é fotógrafo amador, natural da Maia, tem participado em diversas exposições coletivas e individuais e é um dos fotógrafos amadores portugueses mais premiados em diversos concursos nacionais e estrageiros.

 

Esta é a segunda vez que expõe em Chaves. A primeira no ano de 2012 a convite da Lumbudus – Associação de Fotografia e Gravura, com uma exposição intitulada a “Rapa das Bestas”, documentando uma tradição galega com mais de 400 anos. Desta vez traz até nós “Histórias da Pesca”, contadas e imagem, com histórias da arte xávega, do mar e da ria.

 

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Mas, como sempre, mais vale uma imagem do que mil palavras e nem há como passar pela Adega do Faustino para ver esta exposição, para apreciar a arte de registar e perpetuar momentos únicos em fotografia.

 

Em palavras, há tempo ainda para reproduzir aqui o que António Tedim deixa registado no catálogo da exposição:

 

tedim-web-1

 

HISTÓRIA DE PESCA

 

Escrever com os olhos é a melhor forma de sentir a ria, a laguna, as gentes, as artes, os alvores, os entardeceres e tanta, tanta beleza, que em tão pouco espaço nos deslumbra.

 

Esta exposição conta histórias de pesca da ria e do mar de Aveiro porque penso que a fotografia é uma das melhores maneiras de contar histórias.

 

A  PESCA  DO SÁVEL E DA LAMPREIA

 

O Murtoseiro que já tinha casa de tijolo no Tejo, quando lá chegaram os avieiros, e ali pescava o sável, a fataça e a eirós; a Murtoseira que, mais tarde, percorria a pé os caminhos que a levavam à Azambuja, carregando as redes feitas na terra e que ia vender aos do Tejo; o Murtoseiro é povo de muitas artes mas as de pesca são as suas preferidas.

 

Subam as lampreias e os sáveis as águas mais doces que de inverno escorrem na ria, e é vê-lo com novas redes, artes velhas, colhendo esses peixes que a norte e a sul são tão apreciados e caros, e tão mal pagos aqui, onde eles desde sempre as apanham.

 

08.jpg

 

A  APANHA  DA  AMÊIJOA

É deste Murtoseiro que outro homem, o francês François Dennis, dirá que lavra o mar. Esse era o Murtoseiro do tempo dos bois nas artes do mar, na xávega. O Murtoseiro de hoje lavra a ria, na mais dura arte com que nela se trabalha, a cabrita. A arte da apanha da amêijoa, a arte onde os homens e as mulheres esfacelam rótulas, rasgam ombros, gingam dentro de água, se contorcem na dança mais estranha, dobram-se ao peso das massas brutas das cabritas.

 

A arte onde, por vezes, homens e mulheres parecem caminhar sobre as águas. A  arte que hoje é mãe do pão para tanto desempregado. É impossível imaginar a sobrevivência do pescador e de muitas das famílias ribeirinhas, sem a apanha da ameijoa.

 

Quanta fome a ameijoa mata? E quantos corpos lentamente destrói?

 

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A  ARTE  DA  PEIXEIRA  OU SALTADOIRO

 

Peixeira é aqui nome de arte, saltadoiro também lhe chamam, e é a tainha o peixe que busca. A peixeira do Ti Manel Viola, que já não pesca, e que o filho Alfredo herdou. A peixeira que ainda trabalha lá para os lados da Bestida, é uma arte em vias de extinção. Só o Alfredo a pratica.

 

A arte das redes, sempre por detrás das artes da pesca, artes que fizeram da ria mãe e que hoje é quase madrasta dos que dela vivem.

 

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As artes da ria. São artes de homens que resistem desde sempre e que comem pão salgado a cada dia, que vivem com o relógio das marés, que partem e regressam para tornar a partir.

 

É uma arte viver das artes da ria.

 

António Tedim

 

Para ficar a conhecer mais sobre António Tedim, nem há como acompanhá-lo no Facebook em:

https://www.facebook.com/antonio.tedim.7?fref=ts

 

Esta exposição é organizada pelo Blog Chaves, apoiada pela Adega do Faustino e a Lumbudus – Associação de Fotografia e Gravura e tem como Media Partner a Sinal TV.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:22
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Quinta-feira, 7 de Abril de 2016

Exposição de Fotografia

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Inaugura hoje, dia 7 de abril, às 18 horas, na Adega do Faustino em Chaves, mais uma exposição de fotografia da Associação Lumbudus.

 

“Domingo Corredoiro” é o título desta coletiva de fotografia em que participam três fotógrafos Lumbudus portugueses (António Souza e Silva,  Fábio Cunha e Paula Dias) e três fotógrafos espanhóis (Pablo Serrano, Sergio Crespo  e Xosé Fernández Serrano) onde está representado o olhar destes fotógrafos do dia em que se inicia o Entroido de Verín, na Galiza.

 

"O Domingo Corredoiro”  é o primeiro dia do Entroido de Verín em que os Cigarróns saem a correr pelas ruas com o chicote na mão em perseguição dos vizinhos. É por isso que se chama “corredoiro”, porque os vizinhos correm tratando de escapar dos Cigarróns. A saída da Igreja, numa mistura pagã e religiosa, os Cigarróns aguardam pelos devotos para lhe anunciar a chegada do Carnaval.



Vestir o traje de Cigarrón para além de implicar carregar com o peso dos sete quilos de fios e os cinco quilos das “chocas”, implica também vestir o peso da história, por isso, o traje de Cigarrón, é carregado com orgulho, emoção e quase devoção.

 

 

 

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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016

Chaves - Carreiros Urbanos

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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2016

De regresso à cidade e à Adega do Faustino

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De regresso à cidade e à Adega do Faustino, não pelos copos ou iguarias, ou melhor, não só por isso mas também pela fotografia que a própria adega proporciona mas também pela que acolhe em exposições de Fotógrafos Lumbudus ou por eles promovidas, como a que inaugurou na passada sexta-feira e estará patente ao público durante todo o mês de fevereiro e março

 

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Fotografia noturna de Sérgio Crespo, 40 anos, natural de Vilagargia de Arousa (Galiza) onde se pode assistir um belo pôr-do-sol. Fotógrafo Lumbudus, faz fotografia desde o ano 2010. Gosta de trabalhar em distintos estilos fotográficos mas com preferência pela fotografia noturna e o retrato.  Esta exposição é a primeira do autor, graças ao apoio da Lumbudus-Associação de Fotografia e Gravura, da qual é associado desde o ano 2014.

Desde os tempos mais antigos a humanidade tem manifestado curiosidade pela observação das estrelas do céu. As estrelas e a lua têm sido uma inspiração para os cientistas e artistas, mas também, durante séculos, tem deixado fascinados aqueles que estudaram ou que observam o céu noturno.

Esta exposição não é mais que o olhar de Sérgio Crespo sobre o céu noturno.

 

 

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Domingo, 17 de Janeiro de 2016

Os domingos de Vidago e algumas meditações...

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Hoje deixo-vos Vidago em três momentos, em três composições ou em três estados da sua alma ou de quem a vê. Três momentos e composições que poderiam multiplicar-se ou substituir-se por outros diferentes, mas hoje ficam estes, começando por uma composição aos quais eu gosto de chamar poesia dada em imagem onde o poema e cada um dos seus versos pode resultar daquilo que cada um sente ao entrar nela.

 

1600-vidago (1129)

 

A segunda imagem, que nada tem a ver com a primeira ou a última, leva-nos até outros passeios e outros olhares. Vidago também lá está, por sinal no lugar mais nobre da fotografia, mas a nossa curiosidade leva-nos até à exploração de Arcossó ou lá mais ao longe, de Pinho. Uma imagem à primeira vista até é desinteressante, mas que se for explorada e um pouco explicada, ganha o seu interesse. Nela vemos a Vila de Vidago em primeiro plano e logo a seguir Arcossó no alto de uma montanha com uma das vertentes para o Rio Tâmega que não se vê, mas está lá. Rio Tâmega que ali naquele preciso lugar serve de fronteira entre o Concelho de Chaves e o Concelho de Boticas mas também fronteira de uma região mais abrangente, ou seja a fronteira ente a região do Alto Tâmega e o Barroso. Claro que se fala em fronteiras administrativas, quando muito geográficas se considerarmos o rio como uma barreira natural, mas que na imagem é um todo que visto à distância é mais do mesmo, e na realidade assim é, pois tudo que se vê é apenas um pedacinho, pontinhos apenas no mapa de Trás-os-Montes. Enfim, poderia continuar por aqui a explorar geograficamente falando a imagem que, embora sem poesia, bem explorada, pode ser muito mais interessante do que a primeira imagem.

 

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O terceiro momento de hoje é de uma imagem a preto e branco. Se não fosse pela poesia e por outros devaneios que se atribuem às imagens coloridas, dos quais até gostamos de desfrutar, eu diria que a essência da fotografia está toda na imagem a preto e branco onde tudo que é acessório se despista e no final fica só o essencial. Eu diria mesmo que a verdadeira fotografia é a preto e branco, só aí poderemos encontrar a sua magia. Mas tudo isto é a minha opinião e, se por acaso tiverem uma opinião diferente, têm toda a razão, porque a fotografia é tão popular e democrática que cabe em toda as definições e serve todos os fins, é como a tinta…

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:41
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Terça-feira, 2 de Junho de 2015

Exposição de Fotografia

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:36
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Outros olhares

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:28
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Sábado, 20 de Setembro de 2014

Junta de Freguesia de S.Pedro de Agostém e os Direitos de Autor Sobre a Fotografia

Desde o início deste blog que a fotografia marca aqui presença obrigatória, tanta, que neste preciso momento já são mais de 9.000 fotografias aqui publicadas.

 

Desde início que tive consciência de que a partir do momento em que as publicava e entravam na internet, qualquer pessoa tinha acesso a elas, para as ver mas também para as copiar, tanto mais que as ferramentas de cópia disponíveis facilitam o processo, basta dois cliques e a foto está no nosso computador, no entanto, este simples gesto pode não ser legal, pois sobre a obra fotográfica também existem direitos de autor.

 

Se pesquisarem na Internet quanto aos direitos de autor sobre as fotografias não falta informação e inclusive legislação, não só nacional como internacional, pois pode haver diferenças. Mas fiquemo-nos pela nacional, por exemplo o que consta na SPA- Sociedade Portuguesa de Autores a este respeito (o negrito e sublinhado são meus):

 

 

"Quais os direitos do autor da obra fotográfica?

 

O autor da obra fotográfica tem o direito exclusivo de a reproduzir, difundir e pôr à venda com as restrições referentes à exposição, reprodução e venda de retratos e sem prejuízo dos direitos do autor da obra reproduzida, no que respeita às fotografias de obras de artes plásticas. (…)

Disposição legal relevante: 164º e 165º do CDADC"

 

Quanto à disposição legal revelante mencionada temos:

 

CÓDIGO DO DIREITO DE AUTOR E DOS DIREITOS CONEXOS

 

Secção VIII

 

DA OBRA FOTOGRÁFICA

 

ARTIGO 164º

Condições de protecção

 

1- Para que a fotografia seja protegida é necessário que pela escolha do seu objecto ou pelas condições da sua execução possa considerar-se como criação artística pessoal do seu autor.

 

2- Não se aplica o disposto nesta secção às fotografias de escritos, de documentos, de papéis de negócios, de desenhos técnicos e de coisas semelhantes.

 

3- Consideram-se fotografias os fotogramas das películas cinematográficas.

 

ARTIGO 165º

Direitos do autor de obra fotográfica

 

1- O autor da obra fotográfica tem o direito exclusivo de a reproduzir, difundir e pôr à venda com as restrições referentes à exposição, reprodução e venda de retratos e sem prejuízo dos direitos de autor sobre a obra reproduzida, no que respeita às fotografias de obras de artes plásticas.

 

2- Se a fotografia for efectuada em execução de um contrato de trabalho ou por encomenda, presume-se que o direito previsto neste artigo pertence à entidade patronal ou à pessoa que fez a encomenda.

 

3- Aquele que utilizar para fins comerciais a reprodução fotográfica deve pagar ao autor uma remuneração equitativa.

 

ARTIGO 166º

Alienação do negativo

 

A alienação do negativo de uma obra fotográfica importa, salvo convenção em contrário, a transmissão dos direitos referidos nos artigos precedentes.

 

ARTIGO 167º

Indicações obrigatórias

 

1- Os exemplares de obra fotográfica devem conter as seguintes indicações:

 

a) Nome do fotógrafo;

 

b) Em fotografias de obras de artes plásticas, o nome do autor da obra fotografada.

 

2- Só pode ser reprimida como abusiva a reprodução irregular das fotografias em que figurem as indicações referidas, não podendo o autor, na falta destas indicações, exigir as retribuições previstas no presente Código, salvo se o fotógrafo provar má fé de quem fez a reprodução.

 

ARTIGO 168º

Reprodução de fotografia encomendada

 

1- Salvo convenção em contrário, a fotografia de uma pessoa, quando essa fotografia seja executada por encomenda, pode ser publicada, reproduzida ou mandada reproduzir pela pessoa fotografada ou por seus herdeiros ou transmissários sem consentimento do fotógrafo seu autor.

 

2- Se o nome do fotógrafo figurar na fotografia original, deve também ser indicado nas reproduções.

 

 

Independentemente destas regras, existe a nível internacional o licenciamento do CREATIVE COMMONS (CC) em que o autor das fotografias atribui regras e permissões, ou não, às suas fotos.

 

 

Pessoalmente quando publico uma fotografia na internet (flickr, olhares, reflexos, no blog ou noutro qualquer sítio que aloje informação) sei que corre o risco de ser copiada, e se o for, até me sinto lisonjeado com isso, pois é sinal (em principio) que a pessoa que copia gosta da imagem ou a imagem lhe diz alguma coisa. Sabendo que não posso impedir cópias eu próprio facilitei e legitimei que as cópias das minhas fotos pudessem ser legais, registando as imagens mas também todo o conteúdo deste blog com uma Licença Crative Commons, pelo menos com os conteúdos deste blog e do Flickr essa licença é válida, no entanto há alojadores que não permitem cópias e reproduções, regras que eu aceitei e que não posso alterar.

 

Se repararem na barra lateral direita do blog está lá o símbolo e as condições de cópia Crative Commons:

 

 

Se clicarem em cima da licença, aparecem as permissões, no entanto eu reproduzo-as aqui:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No Flickr acontece o mesmo, por baixo de cada fotografia aparece o licenciamento CC da mesma, que no meu caso tem permissões idênticas às do blog.

 

 

Em suma, as regras são simples – Todos podem copiar as minhas fotografias, no entanto para utilização publica (publicações na net, em livros, cartazes, powerpoints,  etc)  têm de mencionar o autor e o blog, não podem ser utilizadas para fins comerciais e não podem ser alteradas. Penso que são condições justas.

 

E a verdade seja dita, a maioria das pessoas que querem utilizar as minhas fotografias, além de seguirem as regras do Creative Commons, comunicam-me pessoalmente ou por mail, mas há quem não o faça, principalmente quando se trata de entidades, que até deveriam dar o exemplo, e acabou de acontecer outra vez, com a agravante de não seguirem nenhuma das regras do Creative Commons, além de os responsáveis por essas entidade serem pessoas do meu conhecimento e que se cruzam comigo quase todos os dias. Ser junta de Freguesia ou Associação, que no caso desta última até se diz Promotora para o Ensino e Divulgação das Artes e Ofícios da Região Flaviense, não lhes dá direitos acima da lei.

 

 

 

 

Bastava seguir as regras ou darem-me uma palavrinha, mesmo assim, o mal já está feito e o abuso consumado. Contudo, como suponho não ter havido má fé, congratulo-me que tivessem escolhido uma foto minha, embora não goste dos bonecos em cima dela e era escusado terem raspado a minha assinatura da fotografia, tal como consta no original.

 

 

 

 

Enfim, só me resta lamentar, mas como sou bom rapaz, além de publicitar aqui o evento, desejo uma boa caminhada:

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 19:14
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