Sábado, 23 de Dezembro de 2017

France - Chaves - Portugal

1600-france (25)

 

Há uns bons anos atrás, passar por France era passar pela sua intimidade, por uma rua/estrada cheia de vida, de gente, começava por se apreciar as alminhas e o cruzeiro, depois entrava-se na rua/estrada por entre o casario, deitava-se um olho à igreja, passava-se pelo fontanário, um dos maiores que conhecia, e logo de seguida a rua do casario terminava e continuava a estrada depois de uma fechada e perigosa curva, pelo menos para os desprevenidos.

 

1600-france (26)

 

Tudo isto terminou com a construção da variante à “rua da aldeia”. Suponho que a rua ficou bem mais calma e nós livrámo-nos de uma curva complicada, mas também deixámos de lado a intimidade da aldeia e a sua vida. É, as variantes são sempre assim, servem para passar ao lado… claro que temos sempre a opção de continuar a passar pela intimidade da aldeia, mas quando temos o objetivo de um destino, esse, está sempre primeiro.

 

1600-france (32)

 

Mas também há vezes em que o nosso destino é mesmo France. O primeiro é quase de paragem obrigatória, na estação de serviço das bombas de combustível, nem que seja e só para um café,  mas esta não fica bem na aldeia, mas um pouco antes. Quanto à aldeia já calhou no nosso destino duas vezes, pouca coisa, é verdade, mas deu para recolher as fotos de que precisávamos para dedicar o devido post(s) à aldeia. Mas isso já foi há um tempito, ou melhor, há uns anos. A primeira vez foi em outubro de 2007 e a segunda em janeiro de 2012.  Passaram uns anos, é certo, noutros tempos significaria que a aldeia se teria modificado um bocado, hoje, penso que não, mas um dia destes passo por lá para verificar.

 

1600-france (11)

 

Sim, pode ser que a aldeia se mantenha mais ou menos igual, mas uma coisa é certa, os putos das bicicletas que aparecem nesta última foto ficaram congelados numa imagem de há 10 anos, mas hoje já devem ser homens nos seus vinte e poucos anos. Pois é, a fotografia tem esta magia de congelar momentos, que parecem de hoje, de agora, mas o tempo é implacável e nunca para. Daí, também já entenderam que o presépio que fico atrás em imagem também não é de agora, aquele é o de 2012.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:48
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Sábado, 11 de Abril de 2009

Mosaico (completo) da Freguesia de Moreiras

 

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Localização:

A 16 km da cidade de Chaves, a Sul desta, no limite do concelho, onde a Serra da Padrela se começa a desfazer para a Serra do Brunheiro situa-se a freguesia de Moreiras, em plena montanha a tocar já terras de Valpaços, mas próxima também de terras de Vila Pouca de Aguiar.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias de Loivos, S.Pedro de Agostém, Nogueira da Montanha, Serapicos (Valpaços) e Stº Leocádia.

 

Coordenadas: (Largo do Cruzeiro)

41º 38’ 25.88”N

7º 28’ 39.95”W

 

Altitude:

Variável – Entre os 750m e os 850m

 

Orago da freguesia:

Santa Maria

 

Área:

11,61 km2

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 314

 

Acessos (a partir de Vidago):

– Estrada Nacional 311-3

 

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Aldeias da freguesia:

            - Moreiras

            - Almorfe

            - France

            - Torre de Moreiras

 

População Residente:

            Em 1900 – 514 hab.

            Em 1920 – 535 hab.

Em 1940 – 635 hab.

            Em 1950 – 797 hab.

            Em 1960 – 789 hab.

Em 1981 – 511 hab.

            Em 2001 – 308 hab.

 

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Principal actividade:

- A agricultura.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

Vulgarmente conhecida por Moreiras, o topónimo da aldeia e freguesia é no entanto Santa Maria de Moreiras, sendo uma freguesia rica em história e arqueologia onde se incluem o alto dos Crastos ou Outeiro dos Mouros, que segundo J.B.Martins seria assento de um antigo povoado castrejo da idade do ferro. Mesmo ao lado de Moreiras e bem próxima localiza-se a aldeia da freguesia de Torre (de Moreiras), cujo topónimo os historiadores locais dizem ter origem numa edificação senhorial fortificada da Baixa Idade Média.

 

France e Almorfe são as outras duas aldeias da freguesia que segundo os historiadores apontam, os topónimos terão origem em raízes etimológicas alti-medievais, relacionadas com a reconquista e influência árabe.

 

Na proximidade do Monte Crasto, ou Castra, dizem existir uma velha calçada que dizem romana.

 

Quanto ao topónimo Moreiras, uma das origens apontadas é a de derivar do “moraria”, termo arcaico ligado à amoreira (do latim “morus”), a árvore de fruto que dizem, outrora, era vegetação com abundância na freguesia e que a ser verdade estariam ligadas à seda, talvez como aconteceu e é conhecido o mesmo fenómeno no “Couto de Ervededo”.

 

Santa Maria de Moreiras teria sido um importante centro da Ordem dos Templários que daria origem à Ordem de Cristo numa região que se prolongaroa desde Arcossó até S.Julião de Montenegro onde o símbolo utilizado por estas ordens se repete em marcos, cruzeiros e cruzes dos templos religiosos existentes nesta região, onde se encontram imóveis com valor patrimonial, como o é a Igreja Paroquial de Moreiras que invoca Santa Maria, os cruzeiros bem próximos destas ou ainda as capelas de S.Vicente da Torre em France e de Almorfe.

 

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Do casario e arquitectura civil, há a realçar o existente em Moreiras com a Casa das Bravas e a Fonte do Cruzeiro, a imponente chaminé de uma das construções bem próxima da igreja mas também alguns atentados recentes numa das suas casas senhoriais com brasão e que atenta no seu interesse.

 

Quanto a festas religiosas destacam-se as que se levam a efeito em honra do Espírito Santo sete semanas após a Páscoa, as festividades de Nossa Senhora dos Favores (a 15 de Agosto), de Nossa Senhora do Rosário (em 7 de Outubro) e Santa Luzia (a 13 de Dezembro).

 

É sem dúvida alguma mais uma das freguesias que se tem de ter em conta nos itinerários de interesse do concelho, com passagem obrigatória por France (curiosamente às vezes também designada por França), uma breve vista de olhos à pequena povoação de Almorfe e vistas mais demoradas sobre Moreiras e todo o conjunto do Largo da Igreja, cruzeiros e fonte, sem esquecer dar um pulo a Torre de Moreiras. Quanto à chaminé que me referi atrás em Moreiras, não é necessário fazer-lhe referência à localização, pois pela certa será onde a sua vista se vai prender quando chegar a Moreiras.

 

Freguesia também conhecida pelos rigorosos e frios invernos onde raro é o ano em que a neve não brinda a freguesia com um pintura a branco. Bonito de ver, mas frio e difícil de suportar, talvez por isso, a tendência, seja a de mais uma freguesia onde se conjuga o verbo do despovoamento, aliás bem visível no gráfico que atrás se apresenta.

 

Referência também para a gente amiga que por lá se granjeia, que após se conseguir a amizade, é como se fossem da família.

 

 

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Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

            - Almorfe - http://chaves.blogs.sapo.pt/217663.html

 

            - France - http://chaves.blogs.sapo.pt/221519.html

 

            - Moreiras - http://chaves.blogs.sapo.pt/305322.html

 

            - Torre de Moreiras –  http://chaves.blogs.sapo.pt/219324.html

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:13
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