Domingo, 21 de Outubro de 2012

Afinal havia outra ...

 

No passado dia 30 de setembro eu dava aqui a notícia que a proposta de reorganização das freguesias não tinha sido aprovada na Assembleia Municipal. Dizia eu então que o novo desenho das freguesias ficaria dependente daquilo que à distância Lisboa ditasse. Mas afinal havia outra proposta, ou melhor, após o chumbo da anterior nasceu uma nova proposta que acabou por ser apresentada a uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal que ocorreu na passada segunda-feira e aprovada com 57 votos a favor, 29 contra e 5 abstenções. Temos assim um novo desenho do mapa de freguesias.

 

Para a história e memória futura, ficam de seguida os três mapas desta história, pela seguinte ordem:


1 – O mapa atual das freguesias do concelho

2 – A proposta chumbada em 26 de setembro

3 – A proposta aprovada que dará origem ao novo mapa de freguesias


mapa atual das freguesias do concelho



proposta chumbada em 26 de setembro



nova proposta aprovada em Assembleia Municipal


 Como se pode observar a democracia ainda funciona, mal, mas funciona, principalmente quando os “interesses democráticos”  nos tocam de perto, além disso, também chegou a altura em que todos os portugueses começam a ter e/ou a exteriorizar a sua opinião e a não serem indiferentes à crise financeira e económica que Portugal atravessa ou a isso são obrigados depois de, sem dó nem piedade, os “responsáveis” políticos do poder nacional entrarem na bolsa de todos os portugueses, agora sem exceção.


Roriz

Os mais otimistas que conseguem ver para além do umbigo,  inicialmente ainda acreditavam que a crise atual e as imposições da tróika  poderiam levar a uma reforma estrutural e profunda  do estado português, que nalguns casos só seria favorável e positiva para Portugal, principalmente ao nível da estrutura política, justiça e, entre outros, na organização administrativa das freguesias e concelhos que, mesmo que não fossem a única solução, seriam uma forma de contribuir em muito, para a retoma e o crescimento económico e para o desenvolvimento de Portugal. No entanto, ao que se vê, as reformas ficaram na gaveta, Portugal continua a afundar-se financeira e economicamente e o Estado de bem-estar social conquistado no pós 25 de abril está pelas horas da amargura, também ele a um passo da falência, e não venham culpar os trabalhadores portugueses de toda esta imensa miséria, pois a culpa é só e apenas dos políticos e governantes atuais. O mais caricato que até tinha graça se não doesse, é a social-democracia ser a principal defensora dos direitos sociais e do Estado de bem-estar-social e, em Portugal, serem os partidos ditos sociais democráticos que estão a acabar com o bem-estar-social. Em suma, as ideologias apenas servem para alcançar o poder, e a dos sociais democratas dos últimos tempos conseguiram transformar o seu ideal de defesa do bem-estar-social em bem-estar-pessoal, o deles e da seita deles.


S.Julião de Montenegro

Só para esclarecer, quando me refiro aos sociais democratas portugueses atuais, estou-me a referir aos rapazes e raparigas que chegaram ao poder nas últimas legislaturas, principalmente nas duas últimas que como todos sabem foram constituídas pelos dois partidos principais da cena política portuguesa, o PSD e o PS sempre com o CDS à espreita e a cair para onde mais lhe convém para o seu bem-estar-pessoal e dos seus.

 

Mas voltemos a reorganização administrativa aprovada, a nossa que é a que nos interessa, mas sabendo que por esse Portugal fora se vai repetir.


Seara Velha

Pedia-se mais, muito mais, concelhos também, mas como sempre começa-se pela arraia-miúda (em termos de poder), por sinal aquela que ainda me merece alguma consideração – as freguesias. Não é preciso ter olhos na cara para ver que qualquer uma das propostas ( a anteriormente rejeitada e a atual - aprovada) foi feita só para cumprir o exigido por Lisboa, sem qualquer nexo ou fundamentação aceitável da se venha a ganhar o que quer que seja a nível social, económico e muito menos ao nível do desenvolvimento do concelho.  Toda esta reorganização apenas serviu para reduzir ao números de freguesias e com ela poupar uns tostões aos cofres do Estado – mais nada. Nesta reorganização tanto fazia juntar a freguesia A com B,  e C com D,  como A com D,  e B com F, H ou outra qualquer. Os que protestaram e tinham algum poder de reivindicação ainda foram mantendo a sua freguesia, os restantes perderam, mas no fundo, todos perderam e todos perdemos. Exigia-se um trabalho sério e estrutural nesta reorganização. Um trabalho que não tivesse em vista apenas abolir algumas freguesias, mas um trabalho que visasse o desenvolvimento das freguesias, e daí do concelho e daí de Portugal. Mas não, isso não interessa. A meu ver se o trabalho fosse sério, não só cá como em Lisboa,  o nosso concelho poderia ficar reduzido a 5 ou 6 freguesias rurais, pois as urbanas nem sequer tem razão de existir, mas com mais competências, mais meios,  autonomia financeira e mais poder político, em detrimento, claro, das competências das Câmaras Municipais, pois as atuais juntas de freguesia não passam de mendigas que nem sequer são ouvidas nem achadas nos desígnios do concelho e que acatam com humildade e gratidão o pouco que lhes calha por sorte ou por preferência do colorido, cujo único valor que poderão ter,  é cotado pelo número de cabeças com direito a voto. São realidades que todos conhecem.


Roriz


Claro que os falsos democratas, a maioria políticos em defesa do seu bem-estar, virão com a cantiga de bem falantes da  “defesa do poder autárquico”, “representatividade e defesa das minorias”, com a “constituição não permite” e até com romantismos de defesa do mundo rural e dos seus sabores e saberes, às vezes até valores, proteção  dos envelhecidos, do combate ao despovoamento, de projetos, de coisas que vendem bem, mas que não passam de romantismos que nem sequer são sentidos e que acabam sempre como as promessas eleitorais que já toda a gente sabe que não são para cumprir.


S.Julião de Montenegro


E é tudo por hoje. As fotos são de algumas das freguesias que vão deixar de existir. A titulo de curiosidade, das novas freguesias uma vai chamar-se Freguesia do Planalto de Monforte, quanto às  outras  ainda não percebi se adotam o nome da freguesia que fica com a sede ou se levam também com os topónimos da ex-freguesias, do tipo: Freguesia de Eiras, Cela e São Julião de Montenegro, - esta, também curiosamente, com sede no Alto da Micha, que, confesso, não sei onde  se localiza, mas deve ser num alto.


´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:30
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|  O que é?
Domingo, 30 de Setembro de 2012

proposta da reorganização das freguesias levou chumbo...

Para memória futura fica aqui a atual divisão do concelho em freguesias e a reorganização administrativa territorial autárquica proposta do PSD local, com agregação de algumas freguesias. A proposta foi rejeitada pela Assembleia Municipal.


Mapa atual do concelho - Freguesias



Como não estive presente na Assembleia Municipal nem conheço a fundamentação que levou à proposta apresentada, deixo a leitura da proposta por vossa conta para a qual acrescento a notícia publicada no Diário Atual (e semanário Voz de Chaves), à qual acrescento o mapa do concelho com a divisão atual em freguesias e o mapa do concelho com a proposta rejeitada. O mapa da nova divisão fica assim para ser traçado pelos senhores de Lisboa, sendo para já uma incógnita, no entanto, podemos ter já a certeza que o novo mapa também não vai agradar nem a “gregos nem a troianos”  e que, por muito justo que pretenda vir a ser, nunca o será, pois se nem os cá conhecem a realidade das aldeias, a sua história,  os seus sentimentos, amores e quezílias com vizinhos, os de Lisboa, nem com um canudo conseguirão enxergar seja o que seja, e nem sequer vão estar ralados com isso.


Mapa com a Proposta do PSD (chumbada em Assembleia Municipal)

(a cores a proposta das novas fregesias após agregação)



Ficam também algumas imagens de duas freguesias que iam à vida (Tronco e Seara Velha) e que agora ficam a aguardar o que se ditar em Lisboa.

 

Fica então a notícia publicada no Diário Atual/Voz de Chaves:

 

Pela diferença de um voto, Assembleia Municipal chumba proposta da reorganização das freguesias


Assembleia Municipal de Chaves não aprovou a proposta de Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, apresentada pelo grupo Municipal do PSD, realizada na quarta-feira, dia 26 de Setembro.


Com 34 votos contra, 33 a favor, e 17 abstenções foi o resultado da votação da Moção apresentada pelo PSD local sobre a reorganização das freguesias, que propunha a extinção de 13 das actuais 51 freguesias do concelho.


Gorada a criação de uma comissão, no âmbito da Assembleia Municipal, com o objectivo de elaborar uma proposta para a reorganização das freguesias, o PSD de Chaves, Comissão Política e Grupo Municipal, avançou com uma proposta de trabalho na Assembleia Municipal, a qual foi aprovada, as assembleias de freguesia foram chamadas a pronunciarem-se. Resultado deste processo foi levada à Assembleia Municipal de 26 de Setembro uma proposta final.


Com a intenção de dar cumprimento à Lei, que impõe a reorganização das freguesias, e beneficiando com isso das prerrogativas mais favoráveis, em caso de a Assembleia Municipal aprovasse uma proposta, foram os argumentos mais fortes que o PSD apresentou para que a proposta fosse aprovada, cujo critério se baseou na agregação das freguesias com menor número de habitantes.




Dentre as vantagens, salienta-se a prerrogativa de, no caso do concelho de Chaves, beneficiar da redução de menos três freguesias; de um aumento das transferências financeiras para as freguesias a agregar; e evitar que, sendo esta Lei implementada, que a agregação se faça por uma Comissão da Assembleia da República “a régua e esquadro”, argumento frequentemente utilizado. Também, em benefício da aprovação desta proposta, mesmo que, no futuro, esta Reorganização não seja levada a cabo e a Lei não se efetive, ao existir, com esta proposta garante-se que a reorganização seja feita pelas pessoas do concelho, com os benefícios que a própria Lei concede.




Os argumentos contra esta proposta, nomeadamente da CDU e do PS, assim como de alguns deputados do PSD, passam pela não concordância com esta Lei, por “ser injusta e inadequada” e não servir as populações, manifestações que já haviam sido referidas em assembleias anteriores.


Durante a discussão, também foram aduzidos argumentos no sentido de não se concordar com esta proposta em concreto, no entanto, não foram apresentadas alternativas.


Feita a votação, a Assembleia Municipal não aprovou a proposta com 34 votos contra. A favor foram 33 votos e 17 abstenções.


Paulo Chaves




Proposta Final


Freguesia da Castanheira (União das Freguesias de Cimo de Vila da Castanheira e de Sanfins) com sede em Cimo de Vila da Castanheira


Freguesia de Vidago (União das freguesias de Arcossó, Selhariz, Vidago e Vilarinho das Paranheiras) com sede em Vidago


União das Freguesias de Calvão e Soutelinho da Raia, com sede em Calvão


União das Freguesias de Loivos e Póvoa de Agreções, com sede em Loivos


União das Freguesias de São Julião de Montenegro e cela, com sede em São Julião de Montenegro




União das Freguesias de Soutelo e Seara Velha, com sede em Soutelo


União das Freguesias de Travancas, São Vicente e Roriz, com sede em Travancas


União das Freguesias de Tronco, Oucidres e Bobadela, com sede em Bobadela


União das Freguesias de Vilela do Tâmega e Vilas Boas, com sede em Vilela do Tâmega


(Antes do início da discussão deste ponto na ordem de trabalhos da Assembleia Municipal, houve uma proposta de alteração a Moção inicialmente apresentada, nomeadamente a agregação de Vilas Boas, que inicialmente se agregaria com Vidago, passou a agregar-se com Vilela do Tâmega. Esta proposta foi aprovada pela Assembleia Municipal.




Número de freguesias a agregar


O regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica, segundo as características do concelho de Chaves, com 51 freguesias, impõe a redução global do número de freguesias do lugar urbano de Chaves em 50%, ou seja 6 freguesias (11 freguesias x 0,50 = 5,5 = 6 freguesias) e a redução do número de freguesias fora do lugar urbano de Chaves em 25%, ou seja, 10 freguesias (40 freguesias x 0,25 = 10 freguesias), resultando, assim, um total de 16 freguesias a agregar.


Com a pronúncia da Assembleia Municipal, há uma flexibilidade de 20%, relativo ao número global de freguesias a reduzir (16 x 0,20 = 3,2 = 3), o que passará de 16 para 13.



´
publicado por Fer.Ribeiro às 23:55
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 25 de Março de 2012

Mosaico da Freguesia de Calvão - Atualização

 

Vamos então à atualização do mosaico da freguesia de Castelões.


A caracterização completa da freguesia foi feita no seu mosaico publicado neste blog em 3 de Abril de 2010 (link no final do post para esse mosaico). Conhecidos que são os números do CENSOS 2011 é tempo de ver como se comportou a população residente da freguesia.


Calvão - N.Sª da Aparecida


Quem costuma andar por Calvão e Castelões, ou seja pelas duas aldeias da freguesia, sabe que em ambas as aldeias há sempre vida nas ruas. Claro que a vida atual já está longe da vida de há 30 anos atrás, mas mesmo assim há sempre gente nas ruas e também algumas crianças, o que poderia ser um indicativo de que a sua população se manteria estável, sem grandes variações no número de habitantes residentes. Mas tal não aconteceu e a freguesia é mais uma que pertence à grande maioria da população do concelho que mais uma vez perdeu população e digo mais uma vez porque desde há 50 anos atrás que a freguesia regista perda de população em todos os CENSOS.

 

 Uma rua de Castelões

 

Mas vamos aos números que até nem são nada animadores pois se no período de 1991 (465 hab.) a 2001 (450 hab.) perdeu apenas 15 habitantes, de 2001 (450 hab.) a 2011 (350 hab.),  perdeu 100.  Os números falam por si e falam da triste realidade das nossas aldeias e do mais triste ainda abandono e esquecimento a que tem sido sujeitas por parte dos poderes políticos e quando falo em poderes políticos, excluo apenas o da Junta de Freguesia, que esses, em regra, ainda vão sendo os poucos que se vão, mesmo sem meios, preocupando com as suas populações. Claro que também há exceções.

 

Calvão

 

Mas passemos à atualização dos números e do gráfico da freguesia.

 

 

População Residente:

 

 

Em 1864 – 923 hab.

Em 1890 – 1284 hab.

Em 1920 – 856 hab.

Em 1940 – 983 hab.

Em 1960 – 1240 hab.

Em 1981 – 624 hab.

Em 2001 – 450 hab.

Em 2011 – 350 hab.

 

 

 

Mas vamos ver os números respeitantes a famílias, edifícios e alojamentos.

 


Nº de famílias por local de residência

 

 

Em 2001 – 195 famílias

Em 2011 – 160 famílias

 

Menos 35 famílias

 

Nº de alojamentos

 

 

Em 2001 – 402 alojamentos

Em 2011 – 428 alojamentos

 

Aumentaram 26 alojamentos

 

 

Calvão

 

Nº de edifícios

 

 

Em 2001 – 396 edifícios

Em 2011 – 427 edifícios

 

Aumentaram 31 edifícios

 

 Castelões

 

Números são números e eles falam por si, mesmo assim merecem uma interpretação e a minha é de que estes números ajudam a compreender a realidade de crise atual e já sabemos que são os culpados.

 

 

Para ver o mosaico completo da freguesia (sem os dados de 2011) siga o link:

http://chaves.blogs.sapo.pt/485377.html - de 3.Abril.2010

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:41
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|  O que é?
Domingo, 18 de Março de 2012

Mosaico da Freguesia de Bustelo - Atualização

 

Hoje é a vez de fazermos a atualização do mosaico da freguesia de Bustelo.


No anterior mosaico desta freguesia (28.Fev.2009), a respeito da população residente, eu dizia: “ Embora os últimos Censos estejam abaixo dos valores de 1960, a tendência desta freguesia é registar uma subida da sua população residente, tal como acontece com as freguesias de periferia da cidade de Chaves.” Dizia então isto pela sua situação geográfica, a proximidade de Chaves, os razoáveis acessos até à cidade mas também porque a freguesia é dotada de terras férteis em campos planos e com água abundante. Tinha todas as condições para registar algum crescimento. Mas tal não aconteceu.



Não cresceu mas também não perdeu população, o que olhando à realidade da maioria das freguesias, já não é mau.

 

 

 

 

Previsões para o futuro são uma incógnita e tudo depende do desenrolar da situação de crise económica, financeira e política atual, mas penso que a freguesia irá manter a sua população na ordem dos 500 habitantes, pois crescimento nos próximos anos vai ser complicado, já o contrário poderá acontecer, mas suponho que mesmo que aconteça, não será com números significativos. Mas vamos aguardar para ver no que isto dá.

 

 

 

 

Passemos então aos números com inclusão dos números do Censos 2011.

 

 

População Residente:

 

 

Em 1900 – 530 hab.

Em 1920 – 490 hab.

Em 1940 – 643 hab.

 

Em 1960 – 773 hab.

Em 1981 – 532 hab.

Em 2001 – 517 hab.

Em 2011 – 513 hab.

 

 

 

Verifica-se que atualmente há menos 4 habitantes residentes em relação há 10 anos atrás, ou seja, é uma perda insignificante pelo que se poderá considerar que a população se manteve.

 

 

Já no que toca a número de famílias, edifícios e alojamentos, houve um aumento com algum significado em relação ao ano de 2001, vejamos os números:

 

 


Nº de famílias por local de residência

 

 

Em 2001 – 180 famílias

Em 2011 – 206 famílias

 

Cresceram 26 famílias

 

Nº de alojamentos

 

 

Em 2001 – 318 alojamentos

Em 2011 – 399 alojamentos

 

Aumentaram 81 alojamentos

 

Nº de edifícios

 

 

Em 2001 – 315 alojamentos

Em 2011 – 392 alojamentos

 

Aumentaram 77 edifícios

 

 

São números suficientes para que a freguesia não faça parte das freguesias a abolir na reforma administrativa anunciada, isto se for levada a efeito tal como foi anunciada, ou se for levada a efeito, pois já sabemos como são os políticos e já lhes conhecemos a facilidade com que mudam de ideias ou criam regimes de exceções. Mas uma coisa é garantida – seja qual for a decisão o mundo rural interior nada irá ganhar com ela.

 

 

Para ver o mosaico completo da freguesia (sem os dados de 2011) siga o link:

http://chaves.blogs.sapo.pt/365205.html - 28.Fev.2009

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:36
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 11 de Março de 2012

Estou solidário com as freguesias

Seguindo a tradição do blog, os domingos são para as aldeias.

 

Hoje trazemos por cá Adães e Alanhosa.

 

 

Esta primeira fotografia é de Adães de uma casa que já tivemos oportunidade de visitar e à qual prometemos um post alargado e por duas razões. A primeira porque então estava a ser alvo de uma recuperação daquelas a que eu chamo exemplar, onde o gosto e o respeito pelo passado predominavam e onde tudo estava a ser feito com mestria. A segunda razão prende-se com os antepassados desta casa. A promessa foi feita e será cumprida, para quando é que ainda não sei.

 

 

Uma das notícias nacionais de ontem tinha a ver com as freguesias e com elas não concordarem com a reforma administrativa que Lisboa quer levar avante. Não concordam e com toda a razão, pois o mal de Portugal não está nas freguesias onde aliás, salvo raras exceções, os eleitos são os verdadeiros representantes do povo e onde a democracia se cumpre e tudo, porque nas freguesias vota-se nas pessoas em quem os cidadãos acreditam pela sua honestidade, idoneidade e porque os conhecem, independentemente dos partidos políticos que os propõem.  Será um rude golpe para a democracia mas também para o mundo rural a abolição das freguesias que se propõem abolir, só olhando a números sem conhecer as realidades no terreno.

 

 

Ainda digo mais, em vez de se acabar com muitas das freguesias, dever-se-ia reforçar os seus poderes e competências, dando-lhes mais autonomia financeira, em vez de estarem tão dependentes como estão das vontades dos respetivos municípios (Câmaras), que na maior parte das vezes fazem dos Presidentes das Juntas e respetivas freguesias, autênticos mendigos, principalmente se não forem da cor política das Câmaras.

 

O mal de Portugal, todos nós sabemos, não está no número de freguesias existentes.

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:46
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|  O que é?
Domingo, 4 de Março de 2012

Mosaico da Freguesia de Arcossó - Atualização

 

Continuando então a análise dos resultados do novo CENSOS passamos à freguesia de Arcossó.

 

100 anos na história da humanidade pouco ou nada significam mas na história dos lugares, já tem outro significado e, terras há que há 100 anos atrás não eram nada e hoje afirmam-se no terreno mas o contrário também é verdade.

 

Arcossó, há 100 anos atrás , era uma das freguesias mais habitadas do concelho, e na prática era apenas uma aldeia. Na altura, Vidago estava a dar os primeiros passos, mas quis o destino das riquezas locais ligadas às águas minerais, uma estação de comboios e a moda do termalismo transformar Vidago primeiro numa aldeia com importância e mais tarde numa Vila, chamando a si a sua importância deixando para trás a sua freguesia inicial – Arcossó.

 

 

Em 1920, ainda não existia a freguesia de Vidago, Arcossó tinha 1.572 habitantes residentes. Em 1930 Arcossó só já tinha 688 habitantes residentes, mas a nova freguesia de Vidago, estreava-se nos primeiros CENSOS com 1.256 habitantes.

 

Deixemos os tempos de há 100 anos e vamos para os tempos atuais e para os resultados dos CENSOS de 2011 onde Arcossó não foge à regra da perda de população. Menos 40 habitantes residentes, menos 3 famílias, menos 7 alojamentos e mais 5 edifícios, tendo como relação o ano de 2001.

 

 

Ainda antes de passarmos ao gráfico e aos números comparativos, quero ainda realçar que agricolamente falando, Arcossó ainda é uma terra rica onde graças a um micro clima, tem além de outros produtos, excelentes vinhos. Que fique registado para memória futura que, a levarem a efeito as barragens do Tâmega, grande parte do território de Arcossó ficará submerso além de os estudiosos preverem que a subida das águas irá afetar as  terras de cultivo sobrantes ou não submersas. Será pela certa mais um convite ao abandono ou apenas se limitará a ser uma aldeia dormitório. Vamos esperar para ver as consequências mais ou menos desastrosas de uma barragem que está mais que provado que nenhuns benefícios trará para a região, antes pelo contrário.

 

Vamos então ao gráfico atualizado:

 

 

População Residente:

 

 

Em 1900 – 1 223 hab.

Em 1920 – 1 572 hab.

Em 1940 – 674 hab.

Em 1960 – 771 hab.

Em 1981 – 572 hab.

Em 2001 – 365 hab.

Em 2011 – 325 hab.

 

Nº de famílias por local de residência


Em 2001 – 138 famílias

Em 2011 – 135 famílias

 

Nº de alojamentos


Em 2001 – 277 alojamentos

Em 2011 – 270 alojamentos

 

Nº de edifícios


Em 2001 – 264 alojamentos

Em 2011 – 269 alojamentos

 

 

Link para os posts neste blog dedicados à freguesia:

 

- Arcossó (3.Maio.2008)

 

- Mosaico de Arcossó (14.fev.2009)

 

           

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:39
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 3 de Março de 2012

Mosaico da Freguesia de Anelhe - Atualização


 

 

Iniciada que foi no último fim de semana mais uma ronda pelas nossas freguesias, hoje, e seguindo a ordem alfabética, vamos até a atualização dos números da freguesia de Anelhe.

 

Em 20 de Fevereiro de 2010 a freguesia tinha aqui neste blog a publicação do seu mosaico, ou seja, todos os dados que eu consegui reunir sobre a freguesia. De então até agora há os novos dados que o CENSOS 2011 nos trouxe. Dados ainda provisórios mas que tudo leva a crer que venham a ser definitivos.

 

No último fim de semana na abordagem geral (do concelho) que fiz em relação a estes novos dados, salientava-se que quase todas as freguesias tinham perdido população, salvo raras exceções. Pois Anelhe é uma dessas exceções ao ganhar população. Pouca, mas ganhou.

 

 

Num concelho em que quase todas as freguesias perderam população, seria interessante saber o porque desta freguesia não a ter perdido. Eu, infelizmente não tenho acesso a dados nem meios para me poder debruçar sobre o assunto, e como também não sei o que os responsáveis por este concelho pretendem fazer com os novos dados, vou dar o benefício da dúvida e ter fé ou acreditar que alguém fará esse trabalho. Quem sabe se não está em Anelhe a solução para travar o despovoamento do nosso concelho.

 

Claro que os dados a que tive acesso do CENSOS 2011 são muito poucos e nem sequer sei qual foi o comportamento dos números em cada aldeia da freguesia, pois recordemos que a freguesia de Anelhe, para além da aldeia que lhe dá o nome, ainda tem as aldeias de Souto Velho e Rebordondo, mas este ganho de população da freguesia, e embora pequeno, é importante, pois não perdeu.  

 

 

Mas vamos aos números, acrescentando o ano de 2011 aos dados que anteriormente já aqui tinha disponibilizado.

 

População Residente:

 

 

Em 1864 – 617 hab.

Em 1900 – 695 hab.

Em 1920 – 585 hab.

Em 1940 – 816 hab.

Em 1950 – 954 hab.

Em 1970 – 657 hab.

Em 1981 – 531 hab.

Em 2001 – 538 hab.

Em 2011 – 548 hab.

 

Como podemos verificar o ganho, em relação ao último CENSOS foi de 10 habitantes.

 

Quanto aos outros números a que tive acesso, ou seja o número de famílias e de alojamentos, aqui os dados parecem contraditórios, pois embora a população tivesse aumentado, bem como o número de alojamentos, o número de famílias diminuiu:

 

 

Nº de famílias por local de residência

 

 

Em 2001 – 177 famílias

Em 2011 – 172 famílias

 

Ou sejam, menos 5 famílias

 

Nº de alojamentos

 

 

Em 2001 – 317 alojamentos

Em 2011 – 332 alojamentos

 

Ou seja, aumentaram 15 alojamentos

 

Nº de edifícios

 

 

Em 2001 – 315 alojamentos

Em 2011 – 330 alojamentos

 

Ou seja, também aqui aumentaram 15 edifícios.

 

 

Os mais atentos já deram conta que o número de famílias é quase metade do número de alojamentos/edifícios e é natural que assim seja, pois não podemos esquecer que nos estamos a referir a população residente onde os nossos emigrantes e outros deslocados não são contabilizados.

 

Fica o gráfico atualizado:

 

Para rever o que aqui foi dito a respeito de cada aldeia da freguesia e também no anterior mosaico, ficam os Links  para os respetivos posts:

 

            - Anelhe

 

            - Souto Velho

 

            - Rebordondo

 

 

- Mosaico da freguesia – (de 20.fev.2010)

           

 

Para ilustrar o presente post, além do mosaico já conhecido, ficam algumas fotos da freguesia que não couberam nos respetivos posts.

           

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:34
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?
Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

As Freguesias e os CENSOS 2011 - Águas Frias

Na anterior ronda que fiz por todas as freguesias de Chaves, no resumo final de cada, deixei aqui o gráfico da evolução da população residente desde 1864 a 2001. Fui prometendo ao longo desses resumos, ou mosaicos das freguesias, que traria aqui os resultados dos CENSOS 2011 logo que os mesmos fossem conhecidos. Pois os resultados provisórios já são públicos.

 

 

 

Adivinhava-se que a população rural viesse a diminuir e de facto assim aconteceu. Numas freguesias mais que noutras e salvo raras exceções, a tendência do despovoamento das nossas aldeias é uma realidade que temo se alastre para a cidade, pois todas as medidas centralistas ditadas por Lisboa e a apatia de reação as essas medidas por parte do poder local mas também da população, para lá nos encaminham, pois os números dizem tudo. Vamos a alguns:

 

1960 – 57.243 Habitantes residentes no concelho

2001 – 43.667 Habitantes residentes no concelho

2011 – 41.444 Habitantes residentes no concelho

 

Ou seja, desde 1960, em que o concelho de Chaves atingiu o pico máximo de população, até ao presente ano, o concelho perdeu 15.799, número que até pode parecer pequeno mas que se dissermos que é o número da atual população dos concelhos de Montalegre e Boticas juntos, aí o número já tem outra grandeza.

 

Há ainda outro dado curioso a registar entre os resultados dos CENSOS de 1991/2001 em que a população residente cresceu em 2727 pessoas e os dados dos CENSOS de 2001/2011 em que a população decresceu em 2223 pessoas. Números são números mas o problema está, tal como disse no início, nas políticas centralistas de lisboa e na ausência de políticas de fixação (já nem quero falar de repovoamento) por parte do poder local, mesmo que por aí se apregoe e publicite o contrário, a realidade é outra e bem mais triste – não há projetos para um futuro sustentado de Chaves.

 

Vamos iniciar hoje uma nova volta por todas as  freguesias do concelho com os números do CENSOS 2011,  para cada uma e todos nós,  ficarmos a conhecer a realidade atual. Iniciamos, por ordem alfabética, pela freguesia de Águas Frias, que desde CENSOS de 2001, perdeu 154 das 897 pessoas que tinha nesse ano, ou seja, a sua população residente atual é de 743 pessoas distribuídas pelas 301 famílias, ou seja 2,46 pessoas por família. Dos números tirem as vossas conclusões. Fica o gráfico da freguesia atualizado:

 

 

Para ver o mosaico completo da freguesia, publicado em  1 de Agosto de 2010, siga este link: http://chaves.blogs.sapo.pt/525215.html

 

Ainda hoje, ao meio dia, teremos por aqui o último capítulo do léxico-glossário Transmontano de autoria de Herculano Pombo, com as quatro últimas letras do abecedário.

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:52
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|  O que é?
Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

Fim da Novela PT Comunicações e as Freguesia que vão à vida

 

Logo agora que já me estava a habituar à novela com a PT Comunicações, S.A., ela acaba no 21º episódio, ou seja, após 21 dias sem telefone e internet, o telefone já toca e já chama, a Internet, idem, já comunica. Engraçado que após restabelecimento dos serviços, fui contactado por vários serviços da PT ou a eles associados (pelo menos 5, sendo dois de Lisboa, um da provedoria das comunicações, 1 do Porto e até de um técnico com telemóvel identificado a dizer que se estava a deslocar para o local para resolver a avaria, que na altura já estava resolvida). Para uma empresa que se dedica às comunicações, penso que falham muito as comunicações no seu interior. Bom, o que é um facto, é que após tanto silêncio durante a avaria, todos os serviços (e parecem ser muitos) se revelaram. Se calha o problema está nos serviços em demasia… No entanto, houve alguém (também devidamente identificado e da PT) que após conhecimento (pelo blog) da minha avaria, desde logo se prontificou a tentar resolver o problema à margem do sistema. Já lhe agradeci. Se estivesse pendente do 16208, estou certo que chegava ao Natal sem telefone. FIM DA NOVELA PT COMUNICAÇÕES.

 

 

Vamos a outros assuntos e a notícias fresquinhas sobre os resultados das exigências da Troika na divisão administrativa das freguesias. Pois, primeiro com o pretexto dos subsídios a não sei quantos por cento,  foi gastar à grande e à francesa com obras mais bonitas pra ver e povo apaludir que utilitárias ou necessárias. Descuidaram a agricultura, as quotas disto e daquilo e do mar. As pequenas e médias indústrias foram fechando e em vez de se cuidar, manter ou dinamizar a economia produtiva (dos pequenos e médios), criaram-se subsídios para tudo e mais alguma coisa e abriram as pernas aos dos capital, aos que verdadeiramente mandam e, deu no que deu para agora todos pagamos, e afinal, a função pública que é feita à imagem dos políticos com a descargas de boys abanadores de bandeiras a porta de empregos após os actos eleitorais, hoje, já não são os únicos culpados da crise, pois, tal como uma doença contagiosa que bate à porta de um, depressa se alastra à porta dos vizinhos, e depois de todos.

 

 

 

Ora, com a devida ressalva da Associação Nacional das Freguesias de que o documento não é definitivo (até o ser), aqui fica a lista das FREGUESIAS QUE NÃO REUNEM OS CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO TERRITORIAL, que para o presente caso do nosso concelho de Chaves, e seguindo o esquema nacional de reduzir em 50% o número de freguesias, são as seguintes freguesias que vão deixar de existir:

 

- Arcossó

- Bobadela

- Calvão

- Cela

- Curalha

- Eiras

- Faiões

- Lamadarcos

- Mairos

- Moreiras

- Oucidres

- Paradela

- Samaiões

- Sanjurge

- Santa Leocádia

- Santo António de Monforte

- São Julião de Montenegro

- Seara Velha

- Selhariz

- Soutelinho da Raia

- Soutelo

- Vilar de Nantes

- Vilarinho das Paranheiras

- Vilas Boas

- Vilela Seca

- Vilela do Tâmega

 

Além destas, algo se vai passar (não sei o que) nas freguesias de:

 

 

- Santa Maria Maior

- Madalena

-Santa Cruz Trindade

-Valdanta

 

Mesmo não conhecendo muito bem os critérios mas sendo notório que é uma proposta tomada à distância que não conhece as realidades e particularidades das freguesias, não comento. Fica só a lista para conhecimento.

 

Até já, com mais um discurso sobre a cidade, hoje de autoria de Tupamaro.

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:55
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Domingo, 14 de Novembro de 2010

Mosaico da Freguesia de Vilar de Nantes

 

 

 

.

 

Localização:


A Sul da cidade de Chaves, com o seu território a começar na veiga de Chaves e a acabar em plena Serra do Brunheiro,  é uma das freguesias de periferia da cidade e embora Vilar de Nantes, Nantes e Vale de Zirma, as aldeias oficiais da freguesia, se localizem entre 4 a 5 quilómetros da cidade, o a facto é que o seu território começa onde na pratica a cidade acaba, ou não, pois hoje em dia, Vilar de Nantes é mais uma freguesia urbana da cidade, e entre esta e as suas aldeias, já não há separação física, pois o casario encarrega-se de unir a cidade a Vilar de Nantes.

 

 

Confrontações:


Confronta com as freguesias da Madalena, Cela, Nogueira da Montanha e Samaiões.

 

Coordenadas: (Largo do Patronato de S.José)


41º 42’ 29.80”N

7º 27’ 03.09”W

 

Altitude:


Variável – acima dos 350m e abaixo dos 700m, embora a maior parte do seu território se encontre em plena veiga de Chaves, ou seja, abaixo dos 450 m.

 

Orago da freguesia:


S. Salvador

 

Área:


7.33 km2. Está entre as 10 freguesias mais pequenas em território.

 

Acessos (a partir de Chaves):


– Estrada Nacional 213 e 314.

 

.

 

.

 

 

Aldeias da freguesia:


- Nantes

- Vale de Zirma

- Vilar de Nantes

 

Estas três aldeias são os núcleos tradicionais antigos, no entanto hoje existem outros aglomerados importantes em termos de concentração de casario e população, como a Cooperativa de Habitação TRASLAR, o Bairro de S.José e o Bairro do Lombo, qualquer um deles maior, em termos de casario e população, do que as aldeias tradicionais.


 

População Residente:


Em 1864 – 619 hab.

Em 1890 – 822 hab.

Em 1920 – 732 hab.

Em 1940 – 1058 hab.

Em 1960 – 1423 hab.

Em 1981 – 1117 hab.

Em 2001 – 2117 hab.

 

 

A evolução e crescimento da população vão de encontro às palavras que fui deixando no post dedicado a Vilar de Nantes e à freguesia, como sendo mais uma das freguesias urbanas da cidade onde o crescimento populacional se adivinha continue a crescer e pela certa que os valores do próximo censos serão bem superiores a estes agora apresentados.

 

.

.

 

Principal actividade:


- Já foi explicado no post dedicado a Vilar de Nantes, que as actividades da freguesia se dispersavam desde o sector primário ao terciário, tendo em todos eles a sua importância. Historicamente a freguesia era afamada pela olaria e a cestaria, mas também a agricultura e a floresta faziam parte do seu dia-a-dia. Mais tarde apareceram as indústrias ligadas ao fabrico de tijolos e telhas cerâmicas “as telheiras”. Hoje, há um bocadinho de tudo, mas, a “nova freguesia” vai funcionando essencialmente como dormitório da cidade

 

.

.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

No post anterior, dedicado a Vilar de Nantes, já foram dados a conhecer os seus pontos de interesse e particularidades, mas quero aqui realçar um ou dois que já ontem foram abordados. Um deles é a Serra do Brunheiro a sua beleza natural e uma potencialidade a explorar em termos turísticos e desportivos, com uma série de desportos ligados à montanha, nos quais alguns já se praticaram e vão praticando como hobby de alguns adeptos, como o downhill, que tem no Brunheiro uma pista por excelência. Não sei qual foi a razão pela qual se perdeu a prova que lá se realizou durante dois ou três anos, mas fosse qual fosse, foi uma perda, mas também toda uma série de outras actividades ligadas à montanha que se deveriam fomentar e sobretudo apoiar, pois embora pareçam desportos e actividades menores, trazem alguma gente atrás delas.

 

.

.

 

A cestaria e a olaria são outros dos valores desta freguesia, sobretudo a olaria que tão ligada esteve a esta freguesia e que hoje em dia, caiu praticamente no esquecimento e já nem há oleiros. Certo que perdeu a sua importância que teve como olaria de fabrico de peças utilitárias e utilizadas no dia-a-dia das actividades dos lares, mas poderia evoluir para outro tipo de peças, como alguém mais jovem se propôs fazer e ainda vão fazendo, mas falta toda uma máquina de promoção e divulgação deste tipo de artesanato. Em tempos, o turismo, ainda lhe deu alguma importância, tendo um oleiro (funcionário da Câmara) a fabricar peças quer para a Câmara quer para o Turismo, mas em vez de serem utilizadas para promover o artesanato eram oferecidas como brindes em eventos e outros… sem nunca haver uma verdadeira estratégia de promoção e divulgação e preservação desta arte e o resultado está à vista. Embora hoje ainda se vá referenciando o artesanato de barro preto de Vilar de Nantes, o facto é que ele, nem sequer aparece nos principais certames de divulgação da região, onde o artesanato sempre teve importância e nem sequer na tal feira anual dos Sabores e Saberes de Chaves aparecem peças de barro preto, perdendo para outro tipo de artesanato que nem sequer é da região. É assim um bocado como o Presunto de Chaves, mas não o há. Mas este assunto fica para o tal post sobre a olaria que deveria estar aqui hoje, mas que não foi possível.

 

 

.

.


Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

- Nantes - http://chaves.blogs.sapo.pt/224909.html

 

- Vale de Zirma - http://chaves.blogs.sapo.pt/251295.html

 

- Vilar de Nantes - http://chaves.blogs.sapo.pt/558148.html

 

 

Quanto ao post que tinha prometido para hoje sobre a olaria e cestaria de Vilar de Nantes,  fica adiado para o próximo fim-de-semana (também se possível), pois entre encontros de blogues e outros compromissos, não vai restar muito tempo para os trazer aqui. Mas ficam prometidos e aqui, as promessas são para cumprir.

 

E com este post termina a longa caminhada pelas aldeias e freguesias do concelho de Chaves. Seis anos a percorrer as aldeias do concelho, mais de 30.000 registos fotográficos dos quais cerca de 3.000 estão distribuídos pelas diversas páginas deste blog. Um trabalho que fim-de-semana após fim-de-semana fui fazendo quer com trabalho de campo, quer aqui, do outro lado do seu ecrã, mas foi feito com gosto e prazer, sobretudo por saber que levei a terrinha de muita gente por esse mundo fora onde há sempre um natural das aldeias aqui retratadas, para quem uma imagem que seja da sua terra natal tem um valor sempre especial.

 

.

.

 

Bem ou mal, o trabalho está concluído. Sei que a uns agradou mais que a outros, mas também os dias não são todos iguais e fiz o melhor que sei e pude. Talvez pudesse ter aprofundado mais um ou outro pormenor, talvez me tivessem escapado alguns pormenores e assuntos de interesse, talvez pudesse ter feito melhor. Pela certa que podia, mas tudo que aqui foi feito, foi feito com amor e carinho na tentativa de levar até vós todas as aldeias de Chaves que tão esquecidas e desprezadas têm sido e onde se encontra o verdadeiro ser flaviense e todos os saberes, sabores e valores do nosso ser e onde ser resistente, é quase uma forma de vida.

 

Termina aqui a caminhada pelas aldeias e freguesias com os seus posts de fim de semana, mas não vão terminar as aldeias, pois é um ponto de honra deste blog trazer aqui as nossas aldeias todos os fins de semana, mas a partir de hoje, de uma forma diferente, mais em imagem e pormenores ou outra forma que entretanto possa surgir, mas fica prometido que enquanto este blog existir, os sábados e domingos são dedicados às aldeias.

 

 

E por hoje é tudo.

 

 

 

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 04:30
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 30 de Outubro de 2010

Outeiro Seco - Aldeia e Freguesia

 

Finalmente vamos até Outeiro Seco, mas hoje, ao contrário do habitual e devido a limitações impostas pelo SAPO, os post será composto de três partes, e em três posts.


 

I PARTE


.

.


Abordar Outeiro Seco é complicado e pelas mais variadas razões, começando logo pelo seu ser como aldeia, a aldeia típica transmontana que embora ainda o seja com toda a sua beleza e tipicidade, já há muito que não o é, pois nela estão implantados equipamentos urbanos próprios das cidades e dos seus arredores, afinal, arredores nos quais está integrada Outeiro Seco, dando mesmo, nesta década, origem a uma freguesia urbana saída do seu território.

 

.

.

 

Talvez daí Outeiro Seco assumir em placa na sua entrada da aldeia, a TRADIÇÃO e a MODERNIDADE,  que embora não se conjuguem lá muito bem também não se querem de costas voltadas e, podem ser até boas amigas, um pouco como, teoricamente, acontece ou deveria acontecer nas relações da cidade com o mundo rural, pois a não serem amigas corre-se o risco de a MODERNIDADE ser uma feroz inimiga da TRADIÇÃO podendo mesmo acabar com ela.

 

Durante estes anos de blog andei também a tentar descobrir e compreender a tal TRADIÇÃO de Outeiro Seco e onde ela se conjuga ou não com a MODERNIDADE. Quanto à MODERNIDADE, não tenho dúvidas, ela é bem visível, como aliás o é sempre e, nem sempre pelas melhores razões.

 

.

.

 

Quanto à TRADIÇÃO, aí a coisa já pia mais fino, pois TRADIÇÃO é uma palavra muito complexa que não pode ser usada levianamente porque a ela estão sempre associadas raízes profundas onde quase sempre o preservar é muito mais importante que modernizar e, quando se moderniza, deve-se ter o cuidado de como se moderniza tendo em conta uma modernização sustentada sempre atenta à preservação da TRADIÇÃO…mas isto são outros assuntos, porque eles até nem se aplicam a Outeiro Seco. Não quero com isto dizer que Outeiro Seco não tenha as suas tradições e muito


.

.


menos a MODERNIDADE, porque as tem, mas embora as tenha, parecem ser indiferentes uma à outra e, assim, entendo eu que estou de fora e não falo com o coração, a placa de entrada onde se lê TRADIÇÃO e MODERNIDADE deve ser lida como se lê um cartaz a anunciar um jogo de futebol dentre duas equipas, em que cada uma faz o seu jogo no campo e tenta ganhar à equipa adversária, onde, quase sempre ganha a mais forte, a que tem mais dinheiro, a que tem melhores jogadores e sabe jogar dentro e fora do campo sem olhar a meios para atingir a vitória, com ou sem fruta.

 

.

.

 

Postas as coisas em termos futebolísticos, neste encontro travado no campo de Outeiro Seco entre a TRADIÇÃO e a MODERNIDADE, a segunda, a equipa visitante, parece estar a dar uma cabazada à TRADIÇÃO, assistindo esta, apática, a todas as jogadas da MODERNIDADE, prostrada e sem qualquer reacção. Indiferente, ou se não o é, parece.

 

.

.


 

TRADIÇÃO e MODERNIDADE - Aquilo que se vê.


 

Primeiro a cidade entra pelo território de Outeiro Seco quase sem pedir autorização e a solução, em vez de Outeiro Seco reivindicar e se assumir como uma grande freguesia urbana, um autêntico braço direito da cidade, cede parte do seu território para uma nova freguesia, ou seja, fechou-se no seu núcleo tradicional de aldeia provinciana, na aldeia de sempre, e afasta-se da cidade, embora pareça que a TRADIÇÃO ficou a ganhar, foi a MODERNIDADE que ganhou uma freguesia roubando território à TRADIÇÃO. Em suma o resultado do jogo inicia-se com: TRADIÇÃO - 0  *  MODERNIDADE - 1.

 

.

.

 

Mas vamos por partes e deixemos a MODERNIDADE para o final. Vamos para a TRADIÇÃO, para Outeiro Seco aldeia fechada no seu núcleo, para os seus valores como aldeia, começando pela sua história, bem remota por sinal.

 

 

Um pouco da história mais antiga

 

Há historiadores que defende que na época do Império Romano, a cidade de Aquae Flaviae se poderia estender até às actuais terras de Outeiro Seco.


Os inúmeros vestígios romanos podem confirmar essa teoria, como a ara (com data provável o Sec. II)  já atrás referida, mas também os fornos de fabrico de material cerâmico para construção. Com a descoberta destes fornos, poder-se-á pensar mesmo (sou eu a deduzir) que Outeiro Seco poderia funcionar como a zona industrial Romana da cidade de Aquae Flaviae, onde, também se acredita que tivessem existido explorações mineiras de ouro, pelo menos a julgar por notícias relacionadas com o lugar de Lagares, que para isso apontam.

 

.

.

 

Mas o povoamento de Outeiro Seco será muito anterior ao povoamento Romano, pois graças as suas óptimas condições de terras planas e de veiga fértil, a julgar por achados arqueológicos, terão atraído às suas terras povoados pelo menos desde uma fase final da Pré-história, dos primórdios da metalurgia, remontando ao III milénio A.C.


O Castro de Santana, por outro lado, aparece como arrolado a um povoado fortificado  da idade do Ferro.


Quanto às origens paroquiais  de S.Miguel de Outeiro Seco, estas remontarão à época pré-nacional . Nas inquisições dos reinados de D.Afonso II e III (1220 e 1258), no Julgado de Chaves, existiam separadamente as freguesias de Outeiro Seco e Santa Maria da Azinheira.

 

Ao contrários dos tempos actuais, há séculos, Outeiro Seco integrou nas suas terras esta freguesia de Santa Maria da Azinheira, na qual está implantada a Igreja da Senhora da Azinheira.


.

.


De data muito mais recente, testemunhei a existência em duas casas, uma no Largo da Mesa de Pedra e outra junto ao cruzeiro do Solar dos Montalvões (actualmente em obras – a casa, infelizmente não é o solar)  de figuras gravadas na pedra das construções com representação de animais e outras figuras (um burro ou coisa parecida, uma pomba ou outra qualquer ave, bolas e duas chaves, umas rosetas,  um arranjo floral, uma máscara ou rosto e outras figuras de animais e escudos). Parece tratar-se de um possível e também importante povoado de uma comunidade judaica.

 

.

.

 

Junto da casa onde funcionou em tempos passados o Julgado de Paz e em frente a uma das atrás referenciadas no capítulo anterior, existe uma mesa de pedra que parece ter tido também funções históricas e à qual o povo dedica uns versos:


Adeus ó pedra de mesa,
Do Bairrinho do Pontão,
Onde se faziam audiências,
Donde se concedeu algo de perdão.

 

.

.

 

Perdão esse, que também parece estar associado a quem atingisse a entrada principal do Solar dos Montalvões, e neste, não só o perdão, mas também o matar de muita fome a gentes do povo, pelo menos é o que consta nas conversas que tivemos com gentes de outeiro Seco e confirmadas pelo meu cicerone Carlos Félix e também por Berto Alferes nalgumas contribuições que tem feito no seu blog e para o Blog das Velharias, que à frente referenciaremos. Mas antes, vamos às Igrejas e Capelas de Outeiro Seco.



As Igrejas e Capelas

 

.

.

 

A Igreja Românica da Senhora da Azinheira é sem dúvida alguma o ex-líbris da aldeia de Outeiro Seco, mas também da freguesia e uma referência para o concelho e para a região, sendo também uma referência do Românico no Norte de Portugal e Galiza. Monumento românico do século XII ou XIII (diferem as opiniões ao respeito), classificada como “Imóvel de Interesse Público” desde 1938, devendo-se ao Prof. Virgílio Correia a sua valorização como uma esplêndida obra de arte, através de uma minuciosa descrição feita em 1924, na obra “Monumentos e Esculturas”. No seu interior está decorada, nas duas paredes laterais, com valiosos frescos quinhentistas, embora algo degradados. Bons dias se poderão aproximar para este templo do românico com a recente notícia de ser um dos templos do românico contemplados com obras de restauro com base num protocolo assinado entre o nosso Governo, o Governo Galego e a Iberdrola (a tal das barragens do Tâmega – ninguém dá nada de borla).

 

.

.

 

Da Igreja da Senhora da Azinheira, um belíssimo exemplar da arte românica,  só temos pena que ela não esteja com as portas abertas ao público para turista ou passante interessado poder visitar e valorizar. Talvez, fica a dica, pedindo ao Centro de Emprego (penso que existem programas para tal), pudessem dispensar um dos seus desempregados para abrir, guardar e fechar portas diariamente. Era uma mais-valia para a TRADIÇÃO de Outeiro Seco e para o turismo religioso de fronteira, que curiosamente este fim-de-semana até tem Jornadas marcadas para Chaves.

 

.

.

 

No centro da aldeia encontra-se a Igreja Paroquial de construção em estilo barroco e de devoção a S. Miguel, o orágo da freguesia.. A igreja possui um belo retábulo também barroco em talha dourada, sendo nela que se realizam todas as cerimónias religiosas da freguesia.

 

.

.

 

A Capela de Stª Ana, construída em cima de um altar rupestre, à qual está associada uma interessante lenda. Conta a mesma que a imagem de Santa Ana apareceu em cima do altar rupestre. A população conduziu a imagem para a Igreja românica que lhe fica em frente. Porém, a imagem misteriosamente, voltou para a fraga, com a face voltada para o pôr-do-sol. Vieram romeiros e a imagem era recolocada na Igreja românica, toda enfeitada de flores, mas ela voltava sempre à fraga. Então a população construiu-lhe uma capelinha nesse local que tomou o nome de Monte de Santa Ana.  Desde então, nas procissões de 8 de Setembro, dia da festa da Senhora da Azinheira (esta sim de grande TRADIÇÃO), ela desfila no seu andor, oferta das mães de Outeiro Seco que a tomaram como protectora.

 

.

.

 

A Capela da Senhora do Rosário, no centro da aldeia, na qual está depositada uma ara romana, segundo se julga, dedicada por Caio Fuscus ao Deus Hermes Eidevoro, oferecida pelo êxito do espectáculo de gladiadores. Também a esta ara está associada uma lenda. Diz ela que a ara apareceu em tempos remotos no cimo das águas que inundaram a aldeia na consequência de uma forte trovoada. A ara foi recolhida e, para além do seu valor histórico, passou a ser também um escudo protector contra os malefícios das trovoadas.

 

.

.

 

A Capela de Nossa Senhora da Portela, na extremidade Norte da aldeia, do século XVII ou XVIII, onde está sepultado o Capitão de Cavalos José Álvares Ferreira e possui um interessante cruzeiro no seu adro. Pena que por parte das empresas que procedem a colocação dos postes de electricidade e respectivos cabos não haja o cuidado e gosto de afastar estas infra-estruturas das capelas e outros pontos de interesse, pois conseguir uma foto desta capela sem os malditos postes ou cabos da MODERNIDADE é quase missão impossível.

 

.

.

 

A Capela de Santa Rita, integrada no Solar dos Montalvões e da qual hoje praticamente só resta a fachada, pois o interior foi vandalizado, é outra que, mesmo assim, merece uma visita (infelizmente apenas à fachada).

 

.

.

 

Sem dúvida alguma que Outeiro Seco possui um importante património religioso de Igrejas e Capelas, como também de peças de arte sacra (santos) desses mesmos templos, para além de uma interessantíssima Via Sacra que prolonga as suas cruzes muito além da aldeia e também dois cruzeiros. Mas no que respeita aos santos, espante-se, alguém mandou retirar os santos das respectivas capelas e reuni-los a todos na Igreja Paroquial. Ao que apurei, a razão de tal (julga-se) prende-se com o medo dos santos serem roubados das respectivas capelas.

 

.

.

 

Se a razão até pode ser aceitável também se corre o risco de num roubo, só de uma vez, levarem todos os santos da freguesia, pois tal como as Capelas, também a Igreja Paroquial pode ser vitima de um assalto. Por outro lado, as capelas sem os respectivos santos, perdem todo o seu interesse e até religiosidade ou devoção, pois para ser capela ou igreja, não bastam as suas paredes. Até dá para dizer que capelas sem santos, são como uma procissão sem andores…e já que não os ai, também sem povo para ajoelhar. Mas se há gente de Outeiro Seco que até se conforma com a decisão, há também que não se conforme com tal. Uma dessas pessoas é Berto Alferes que denuncia o caso numa interessante publicação intitulada “Altares Vazios…” onde além

 

.

.

 

da denúncia e outros assuntos, é também um autêntico trabalho de investigação à procura dos Santos, sinos, vestes e outros da freguesia, que ele consegue descobrir e fotografar, reproduzindo-as nesta publicação. Publicação essa, edição de autor (ou de blog), que era oferecida a troco de um donativo de 5€ para a AMA – Associação Mãos Amigas de Outeiro Seco. Se a ideia e atitude do autor é de louvar e elogiar, já não o é a atitude do “poder instituído” e não instituído de Outeiro Seco, pois à boa maneira de antigamente, “censurou” a publicação, não permitindo que nas suas instalações e instalações que controlam, a publicação pudesse ser oferecida a troco do respectivo donativo.

 

.

.

 

Felizmente, através de mãos amigas, consegui um exemplar, contribuído também com os 5 € para a AMA, mas ganhando uma publicação, ainda por cima de tiragem reduzida (apenas 100 exemplares) que conta e reúne em fotografia toda a história religiosa de Outeiro Seco, um valioso documento. Toda a história desta publicação é contada no Blog Outeiro Seco aqi, mas também contada por aí…, a quem não achou piada aos acontecimentos (e não me refiro ao autor). Esta cidade é uma aldeia e tudo se sabe! Temos pena, que em pleno Séc. XXI, já com trinta e poucos anos de democracia, ainda se continuem a praticar actos do antigamente em que a liberdade de expressão e opinião, democraticamente, ainda seja censurada.

 

.

.

 

Mas vamos continuar com aquilo que Outeiro Seco tem de melhor, ou tinha, com um daqueles que foi o seu património civil e arquitectónico mais valioso e que a par da Igreja Românica da Senhora da Azinheira, é(ra) também um dos seus ex-líbris – o Solar dos Montalvões.

 

Já a seguir, a II PARTE.

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:57
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|  O que é?
Sábado, 23 de Outubro de 2010

Mosaico da Freguesia de Stº Estêvão

 

Depois de passar pela Vila de Stº Estêvão, hoje vamos ao mosaico da freguesia de Stº Estêvão, que é quase à mesma coisa, pois à freguesia, hoje, resume-se à vila, mas vamos saber mais um pouco de Stº Estêvão freguesia.

 

.

.

 

Localização:


Localiza-se em plena veiga de Chaves, na margem esquerda do Rio Tâmega, a Nordeste da cidade sede do concelho.

 

Confrontações:


Confronta com as freguesias de Vila Verde da Raia, Stº António de Monforte, Águas Frias, Faiões e Outeiro Seco. Para esta última freguesia é o Rio Tâmega que serve de limite.

 

Coordenadas: (Adro da Igreja Paroquial)


41º 45’ 32.51”N

7º 25’ 10.98”W

.

.

 

Altitude:


Variável –  Entre os 350 e os 500m

 

Orago da freguesia:


Santo Estêvão

 

Área:


10.61 km2

 

Acessos (a partir de Chaves):


– Estrada Nacional nº103-5 (de acesso à antiga fronteira de Vila Verde da Raia).

 

 

.

 

.

 

 

Povoações da freguesia:


- Santo Estêvão

 

 

População Residente:


Em 1900 – 1744 hab.

Em 1920 – 1625 hab.

Em 1940 – 1417 hab.

Em 1960 – 1864 hab.

Em 1970 - 703

Em 1981 – 671 hab.

Em 2001 – 632 hab.

 

.

.

 

Mais um gráfico atípico, dos poucos do concelho e, se aparentemente parece não haver explicação para o comportamento da população residente em algumas décadas, esse comportamento está bem justificado. Comecemos pelos Censos de 1930 em que se regista uma descida acentuada da população em relação aos Censos de 1920. Pois tudo se deve ao facto de em 20 de Julho de 1925, Stº Estêvão perder uma aldeia que era pertença da freguesia, ou seja a aldeia de Faiões que passou a constituir-se como freguesia autónoma. O mesmo viria a repetir-se com uma segunda aldeia também pertença da freguesia até ao dia 28 de Outubro de 1969, a aldeia de Vila Verde da Raia que também daria lugar a uma freguesia autónoma e daí, mais uma vez a queda vertiginosa de população residente nos Censos de 1970. Em resumo um gráfico e comportamento da população que sai fora das normas das restantes aldeias do concelho mas que a não verificar a perda das duas aldeias teria o mesmo comportamento da maioria das freguesias.

 

Curiosa esta “perda de importância” da freguesia de Stº Estêvão que até 1925 era “dona e senhora” de quase a totalidade da veiga de Chaves e que em menos de 40 anos, perdeu duas aldeias e o “domínio” da veiga.

 

.

.

 

Também curiosa é a sua recente passagem a Vila em 2005, pois as razões de ascensão não são de desenvolvimento actual, amento de população ou outra razão do género, mas com base na sua rica história de Vila Medieval com Castelo, e mais não comento, pois se por um lado o concelho ganhou uma segunda vila (para além da de Vidago), esta ascensão só pode mesmo ser considerada honorária, pois nada mudou em relação ao antes 2005, mas por outro lado, também mostra bem as políticas administrativas deste nosso Portugal, pois numa altura em que se exige uma reforma administrativa séria e responsável de Portugal, tem-se andado a brincar às promoções e, se no caso em nada implica em termos económicos, já noutros casos a coisa pia mais fino. Mas como disse atrás, não comento ou não aprofundo mais, pois isso será tema futuro de uma feijoada das quartas-feiras.

 

 

.

.

 

 

 

Principal actividade:


Desenvolvendo-se o seu território pelas terras férteis da veiga de Chaves, é mais que natural que a sua principal actividade seja a agricultura, mas, embora nem tanto como seria natural pela proximidade à cidade e os bons acessos, é também Vila dormitório da cidade de Chaves.

 

 

Particularidades e Pontos de Interesse:


 

Quase tudo que havia a dizer sobre Stº Estêvão já foi dito no devido post que lhe foi dedicado como Vila do Concelho, no entanto e como de costume, fica aqui também o resumo das suas particularidades e o que mais de interessante há na freguesia.

 

Vila agrícola por excelência, pois melhores terras no concelho não há, ainda para mais com regadio. Tão rica como as suas terras, é a sua história, antiga e medieval, mas quase apenas essas, pois a partir de aí Stº Estêvão entrou em perda de valores, primeiro do seu valor como Vila Medieval com Castelo e depois até em território, tal como já foi referido atrás. Mas é rica em história e é sobre essa que agora vamos falar.

 

.

.

 

Um aparte antes de entramos na sua história e para que as coisas fiquem claras. Nas referências que tenho feito a Stº Estêvão, quer hoje quer no post que lhe dediquei anteriormente, dou, por assim dizer, uma no cravo e outra na ferradura. É um facto, mas tal não se deve a nenhum arrufo ou antipatia que tenha pela Vila, antes pelo contrário, mas existe uma certa mágoa da minha parte como flaviense, pois Stº Estêvão deveria ser e teve condições para ser uma Vila a sério, mantendo a sua traça medieval, no seu núcleo, à volta da Igreja e do Castelo. Poderia ser, e teve condições para isso, uma autêntica Vila Medieval com o interesse histórico (que ninguém lhe pode retirar) mas também com interesse actual, que para além da história, poderia explorar a componente turística e ser a menina dos olhos do concelho e da cidade de Chaves. Poderia mas não o é e sobretudo pelo desrespeito que houve para com aquilo que tinha de melhor – o castelo, a igreja e o seu núcleo histórico, praticando-se no seu seio as maiores barbaridades e atentados à sua história, principalmente na envolvente do Castelo e igreja em que não houve o mínimo dos mínimos cuidados com um monumento nacional, com o seu valor e com a sua história. Orgulhar-se hoje de ser uma Vila com base (ainda por cima) ou à custa da sua antiga Vila Medieval é um puro engano e uma ofensa à sua história.

 

.

.

 

Claro que este meu amargo de boca tem culpados e embora não aponte o dedo a nenhum, são sempre os mesmos, os do costume, iguais ou idênticos (ou mesmo os mesmos) que permitiram e abençoaram a mamarachada no Centro Histórico de Chaves, também com desrespeito pela história e pelos seus monumentos que, em Chaves, hipotecaram para todo o sempre a ambição da tal cidade (romana, medieval e histórica) ser património da humanidade, tal como também aqui em Stº Estêvão se hipotecou o seu interesse patrimonial de vila Medieval e que embora hoje ostente administrativamente o termo de Vila, não passa, em tudo, de uma simples aldeia do concelho. Que me desculpem os naturais de Stº Estêvão que pela certa muito gosta e ama a sua terra, mas tal como à mulher de César não basta parecê-lo também esta vila precisava de sê-lo…

 

.

.

 

Mas deixando para trás o amargo de boca que não escondo vamos então à sua história.

 

Foi Vila acastelada com foral outorgado por D. Afonso III, nos meados do Século XIII. Do Castelo de Stº Estêvão resta ainda a sua Torre de Menagem e um torreão junto à Igreja Paroquial, servindo actualmente de torre sineira.

 

O seu povoamento, tudo indica, será muito mais remoto, pelo menos a julgar pelos achados arqueológicos encontrados nas freguesias vizinhas que pelo menos remontarão à época pré-nacional da reconquista cristã.

 

De realçar também a igreja Paroquial de Santo Estêvão com uma estrutura de sabor medievo com um estilo românico tardio quatrocentista ou posterior que, em conjunto com a torre de menagem fazem com que Stº Estêvão ainda mereçam uma visita.

 

 

 

Publicações no blog dedicados à freguesia:


- Stº Estevão - http://chaves.blogs.sapo.pt/439822.html

 

 


´
publicado por Fer.Ribeiro às 17:32
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 6 de Março de 2010

Mosaico da Freguesia de Vila Verde da Raia

 .

Localização:

A 10 km da cidade de Chaves, a Norte desta, no limite do concelho confrontante com a raia (Galiza-Espanha), situa-se numa faixa de território da veiga de Chaves confrontante com a margem esquerda do Rio Tâmega.

 

Confrontações:

Confronta (ao longo do Rio Tâmega) com a freguesia de Outeiro Seco, a Norte com a Galiz/Espanha, a NE com a freguesia de Lamadarcos, a Este com a freguesia de Stº António de Monforte e a Sul com a freguesia de Stº Estevão.

 

Coordenadas: (Adro da Igreja de Anelhe)

41º 47’ 23.62”N

7º 25’ 31.10”W

.

.

 

Altitude:

Variável – acima dos 350m e Abaixo dos 400m

 

Orago da freguesia:

Nossa Senhora das Neves

 

Área:

9.54 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional nº103 e 103-5, ou seja a estrada das grandes rectas que atravessam toda a Veiga de Chaves.

Em alternativa a ligação poder-se-á fazer via Outeiro Seco pela Est. Municipal 506 entre Chaves e Outeiro Seco, e a partir daqui pelo Caminho Municipal 1060.

Um terceiro acesso, via auto estrada A27, com nó de saída próximo da fronteira.

 

.

 

.

 

 

Aldeias da freguesia:

            - Vila Verde da Raia é a única aldeia da freguesia

           

 

População Residente:

            Contrariamente ao que é habitual, só existem dados da freguesia a partir do ano (Censos) de 1970, isto porque até 28 de Outubro de 1969, Vila Verde da Raia era pertença da Freguesia de Stº Estêvão, passando a freguesia autónoma pelo Decreto-Lei nº 49325, da data atrás referida.

 

Assim, apenas estão em análise os dados dos 4 últimos censos em que Vila Verde da Raia apresenta uma linha de tendência de crescimento da sua população residente, embora hoje (últimos censos) possua menos habitantes que em 1981. Mas penso que a tendência será subir, ou pelo menos manter,  a sua população, pelas razões já conhecidas de ser uma freguesia do Vale de Chaves, proximidade da fronteira e bons acessos.

 

Em 1970 – 760 hab.

            Em 1981 – 891 hab.

Em 1991 – 844 hab.

Em 2001 – 855 hab.

 

.

.

 

Principal actividade e particularidades:

- Desde sempre que tem sido a agricultura, facilitada pelas terras planas e feiteis do Vale de Chaves. Actividade que era partilhada com o contrabando até à entrada de Portugal na CEE e a abolição de fronteiras.

 

Actualmente também o comércio de mobiliário, com grandes armazéns implantados ao longo da Estrada Nacional até à Fronteira, além de outro comércio menos significativo, são um factor importante na actividade da freguesia. Restaurantes, cafés, e discotecas, também têm sido ao longo dos anos outro sector de actividade. A panificação é conhecida desde sempre.

 

Além das actividade atrás apontadas, grande número da sua população trabalha fora da aldeia, principalmente na cidade, fazendo da aldeia um dormitório, mas mantendo o cultivo dos terrenos agrícolas que possuem.

 

Em termos agrícolas, possuem terras onde quase todas as culturas da região se dão bem, mas predomina a batata, o centeio e o milho, além de todos os produtos hortícolas cultivados mais próximos do “núcleo” habitacional.

 

.

.

 

Em termos de ocupação do casario, inicialmente limitado a dois núcleos bem definidos, o de Vila Verde da Raia e o da Fronteira, hoje expande-se ao longo de toda a Estrada Nacional (fora da veiga) quase ao longo de 4 km e em novos bairros de periferia, privilegiando sempre, e muito bem, as terras fora do vale em terrenos levemente inclinados dos pequenos maciços montanhosos que possui, antes ocupados por alguma floresta.

 

A ligação desta freguesia ao Rio Tâmega também tem sido ao longo dos tempos importante, antigamente, ainda com as puras e límpidas águas, onde os pescadores se regalavam na pesca das bogas, escalos, barbos e trutas. Hoje, com a saúde do rio fragilizada, não sei. Saúde do rio que acabou de vez com a praia fluvial do açude, onde o Ministério do Ambiente desaconselha a sua utilização como tal. Talvez uma antecipação do início sem retorno ou definitivo da morte de um rio, com as barragens que se aproximam, e que, conhecendo como conhecemos o(s) poder(es) e a apatia do povo, vão ser mesmo construídas em detrimento dos povos ribeirinhos e do ambiente.   

.

.

Açude que foi por excelência a praia dos flavienses dos anos 60 e 70 em que toda uma geração passou por lá com bons e inesquecíveis momentos.

 

É em Vila Verde da Raia que começa Portugal, pelo menos para aqueles que anualmente entra em Portugal, emigrantes, de regresso à terrinha, pela certa para passarem o melhor mês do ano. Mas também foi ao longo da história terra de entrada e saída de invasões e fugas, historicamente mais associada a este tipo de movimentações, como ao 8 de Julho de 1912,  do que a antigos povoamentos, embora haja algumas referências aos mesmos e a achados.

.

.

Antes de terminar, aqui, pois no site de Vila Verde da Raia poderá encontrar muita informação sobre a freguesia, em:

http://www.vilaverdedaraia.com/site/inicio.php

queria referir e deixar uma palavra de apreço para a Banda de Música de Vila Verde da Raia, que ao longo dos anos tantos arraiais populares das nossas aldeias tem abrilhantado.


 

Linck para os posts neste blog dedicados à freguesia:

 

            - Vila Verde da Raia

 

 

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:14
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 18 de Abril de 2009

Mosaico da Freguesia de Oura

 

.

 

Localização:

A 22 km da cidade de Chaves e confrontante com Vidago, a Sul do concelho e no seu limite, precisamente onde a Estrada Nacional 2 abandona o nosso concelho para entrar no concelho de Vila Pouca de Aguiar. A freguesia de Oura  situa-se numa faixa de território que é conhecido pelo vale da Ribeira de Oura, conhecido também pelas suas férteis terras.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias de Arcossó, Vidago, Selhariz, Loivos e ainda com as freguesias de Capeludos, Bragado, Vreia de Bornes e Valouras, estas últimas do concelho de Vila Pouca de Aguiar.

 

Coordenadas:

            De Oura ( Adro da Igreja)

41º 36’ 59.41”N

7º 33’ 57.62”W

 

            De Vila Verde de Oura ( Adro da Igreja)

41º 37’ 56.39”N

7º 33’ 56.39”W

 

 

Altitude:

Variável – acima dos 350m e os 400m.

 

Orago da freguesia:

São Tiago.

 

Área:

11,93 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 2 ou A24 até ao Nó de Vidago.

 

.

 

 

.

 

 

Aldeias da freguesia:

            - Oura

            - Vila Verde de Oura

 

População Residente:

            Em 1900 – 715 hab.

            Em 1920 – 953 hab.

            Em 1940 – 1186 hab.

            Em 1950 – 1439 hab.

            Em 1960 – 1132 hab.

            Em 1981 – 876 hab.

            Em 2001 – 652 hab.

 

Os dados da população da freguesia não deixam de ser curiosos, pelo menos tendo em conta a sede de freguesia – Oura, pois foi uma aldeia que fisicamente cresceu, com a construção de novas casas, mas que desde 1950 tem verificado uma perda acentuada da população. Vamos aguardar pelos Censos de 2011 para ver se aumento de construções também significa aumento de população.

 

.

 

 

.

 

Principal actividade:

- A agricultura que se desenvolve ao longo da fértil veiga da Ribeira de Oura.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

A freguesia desenvolve-se ao longo da Ribeira de Oura, estando Vila Verde de Oura implantada em plena veiga, ao contrário de Oura, que ocupa as terras mais elevadas da freguesia.

 

 Ligada que está a uma veiga fértil, a sua principal actividade provém dessa mesma veiga, com toda a sua ruralidade ligada à agricultura, mas também à exploração de madeiras e também pecuária e ainda às águas minerais, pois a nascente de Salus que estava associada às águas de Vidago, também nascem em terras da freguesia, bem como águas nunca exploradas, com idênticas características que também existem na proximidade de Vila Verde de Oura. Nascentes que pouco significam (ou nada) em termos económicos e de divulgação para freguesia, pois as mesmas são exploradas por empresas de fora do concelho e neste momento, infelizmente, nem sequer são engarrafadas ou comercializadas com a marca de origem.

 

.

 

 

.

 

 

Duas aldeias com interessante casario rural e algum senhorial dos Séculos XVIII e XIX em ambas as aldeias, o que demonstra o poderio de algumas famílias dessas aldeias nos séculos passados.

 

A igreja paroquial embora simples é interessante e segundo se mostra no seu lintel principal, data de 1779.

 

Bem mais interessante que a Igreja Paroquial é a Capela da Srª da Piedade ou do Cruzeiro, este mesmo em frente à capela (também muito interessante). Capela com data de 1759 onde se realça o conjunto escultórico representando a “Pietá”, inserido num nicho da respectiva frontaria.

 

.

 

 

.

 

 

Digna de realce é também a casa senhorial conhecida como a Casa dos Azeredos, solar armoriado, com capela particular e templete anexo segue a traça arquitectónica setecentista.

 

E de realce em realce vamos para a ponte medieval que alguns também dizem ser romana (a eterna dúvida) de um só arco redonda e tabuleiro do tipo cavalete, a qual ainda conserva as originais guardas em granito e que por estar implantada em pleno caminho rural, tem sido poupada ao trânsito automóvel (embora algum se faça por lá) e ainda se mantém em bom estado de conservação.

 

Nem que fosse só pelo que atrás foi dito, pois há mais, as duas aldeias da freguesia são merecedoras de visitas de apreciação, que recomendo a quem gosta do nosso mundo rural e do seu casario tradicional rural com alguns belos exemplares senhoriais.

 

De realçar também que a aldeia de Oura, a tal que cresceu fisicamente, cresceu e cresceu bem, pois cresceu em espaço próprio (a margem do núcleo tradicional) em terrenos que foram devidamente loteados e infra-estruturados tendo a Estrada Nacional a separa as “duas aldeias”, ou seja a Oura antiga, com o seu núcleo ti+iço e tradicional e a Oura nova, completamente nova, já no vale de exploração das afamadas águas e na continuação do Parque de Vidago.

 

 

.

 

 

.

 

 

Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

 

Para saber mais sobre as duas aldeias da freguesia, nem há como rever os posts dedicados a cada uma delas:

 

            - Oura:  http://chaves.blogs.sapo.pt/292743.html

 

            - Vila Verde de Oura: http://chaves.blogs.sapo.pt/285274.html

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:43
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sábado, 14 de Março de 2009

Mosaico da freguesia da Cela

 

.

 

Mosaico da Freguesia da Cela

 

 

Localização:

A 10 km da cidade de Chaves toda a freguesia se desenvolve nas encostas da Serra do Brunheiro.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias da Madalena, Eiras, S.Julião de Montenegro, Nogueira da Montanha, Vilar de Nantes e Friões, esta última do concelho de Valpaços.

 

Coordenadas: (Junto à Igreja da Cela)

41º 42’ 58.17”N

7º 25’ 07.48”W

 

Altitude:

Variável – Entre os 800m em Tresmundes e os 450m na Ribeira do Pinheiro.

 

Orago da freguesia:

Nossa Senhora das Neves

 

Área:

3,80 km2.

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 213 em direcção a Valpaços.

 

 

.

 

.

 

 

Aldeias da freguesia:

            - Cela

            - Ribeira do Pinheiro

            - Ribeira de Sampaio

            - Tresmundes

 

População Residente:

            Em 1900 – 283 hab.

            Em 1920 – 294 hab.

Em 1940 – 366 hab.

            Em 1960 – 410 hab.

            Em 1981 – 320 hab.

            Em 2001 – 228 hab.

 

.

 

.

 

Principal actividade:

- A agricultura de montanha e floresta. Em tempos teve a sua importância na moagem de cereais, como o testemunham ainda alguns dos moinhos existentes ao longo da Ribeira de Palheirós, que mais abaixo se transforma em Ribeira do Caneiro.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

Sem dúvida alguma que como ponto de interesse aponto a condição e localização geográfica de toda a freguesia, com Tresmundes quase no ponto mais alto do Brunheiro a dominar em vistas todo o vale de Chaves e montanhas que se prolongam por terras de Barroso e da Galiza, até às duas Ribeiras e o seu conjunto de moinhos que se desenvolvem ao longo da Ribeira de Palheirós. Em plena Ribeira de Sampaio ainda destaque para a ponte de com um único arco e guardas de pedra cuja construção remonta à época baixo-medieval.

 

Também os conjuntos de moinhos que fazem as duas Ribeiras seriam de destacar se ainda estivessem a funcionar e em bom estado de conservação, tendo mesmo, na Ribeira de Sampaio e naquele que era um dos locais mais bonitos de concelho, sido descaracterizado todo o ambiente bucólico e de interesse que detinham há coisa de vinte e picos anos atrás. Resta-lhe a ponte.

 

Sem dúvida alguma que é (mesmo com os atentados e os abandonos dos moinhos) uma freguesia que merece uma visita pela sua beleza de conjunto e pelas belezas que desde lá as vistas alcançam.

 

De referir ainda a existência de um grupo de cantares, danças e etnográfico da freguesia, que tão bem a tem representado, não só à freguesia, mas também ao concelho de Chaves, quer em Portugal quer no estrangeiro e que marca presença em todos os eventos cá da terrinha.  

 

 

.

 

.

 

 

Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

            - Cela - http://chaves.blogs.sapo.pt/228579.html

 

            - Ribeira do Pinheiro - http://chaves.blogs.sapo.pt/361168.html

 

            - Ribeira de Sampaio - http://chaves.blogs.sapo.pt/230549.html

 

- Tresmundes - http://chaves.blogs.sapo.pt/354674.html

           

 

Até amanhã, com mais uma das nossas aldeias.

 

´
publicado por fernando ribeiro às 03:55
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|  O que é?

.Fotos Fer.Ribeiro - Flickr

frproart's most interesting photos on Flickriver

.meu mail: blogchavesolhares@gmail.com

.Outubro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

15
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.pesquisar

 
ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

 

 

El Tiempo en Chaves

.Facebook

Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita Instagram

.subscrever feeds

.favorito

. Solar da família Montalvã...

.posts recentes

. Afinal havia outra ...

. proposta da reorganização...

. Mosaico da Freguesia de C...

. Mosaico da Freguesia de B...

. Estou solidário com as fr...

. Mosaico da Freguesia de A...

. Mosaico da Freguesia de A...

. As Freguesias e os CENSOS...

. Fim da Novela PT Comunica...

. Mosaico da Freguesia de V...

. Outeiro Seco - Aldeia e F...

. Mosaico da Freguesia de S...

. Mosaico da Freguesia de V...

. Mosaico da Freguesia de O...

. Mosaico da freguesia da C...

blogs SAPO

.Blog Chaves no Facebook

.Veja aqui o:

capa-livro-p-blog blog-logo

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites