Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

Fugas - Por terras do Alto Minho

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Por terras do Alto Minho

 

 2011. O calendário avança e o período de férias aproxima-se. Em família começamos a pensar no destino: Sul ou Norte? O azul do mar ou o verde da montanha? O marulhar das ondas ou o canto dos pássaros? Venceram o Norte, o verde e o canto dos pássaros. Preparam-se as malas, a máquina fotográfica, os óculos de sol… e um mapa, pois o GPS ainda não faz parte das nossas aquisições. Mais importante que tudo isto, e com a vantagem de não ocupar espaço na bagageira do carro, levamos também boa disposição e vontade de descobrir novos e agradáveis recantos deste país.

 

Partimos, então, para Valença, no Alto Minho. De paragem em paragem, pois não temos pressa, vamos subindo pelo mapa, sempre junto ao litoral, até que em Caminha o mar fica para trás e passa a ser o Rio Minho a acompanhar-nos no resto da viagem, indicando-nos que Espanha é já ali, na outra margem.

 

Em Valença descobrimos uma cidade fortificada, memória de um passado longínquo de disputas territoriais entre os reinos ibéricos. Passeamo-nos descontraidamente no interior das suas muralhas, visitamos algumas lojas de artesanato e, por fim, passamos pelo posto de turismo para obter mais algumas informações sobre a região.

 

Palácio da Brejoeira.jpg

 Fotografia de Luís dos Anjos

Nos dias seguintes, subimos um pouco mais e vamos até à vila de Monção, também nas margens do Rio Minho e com Espanha à vista. E como estamos na região do vinho Alvarinho, não podemos deixar de visitar o Palácio da Brejoeira, seguramente um dos mais belos de todo o Norte de Portugal, mandado construir no início do século XIX e classificado como monumento nacional desde 1910. Aqui, nos 18 hectares de vinha que se estendem ao redor do palácio, é produzido um dos mais afamados vinhos da casta Alvarinho.

 

Ainda mais a Norte fica Melgaço, mas a visita terá de ficar para uma próxima oportunidade, pois ainda queremos conhecer Vila Nova de Cerveira, onde uns dias antes, de passagem, pudemos observar a estátua de um cervo no alto da montanha, e saber da lenda que terá estado na origem do nome desta localidade.

 

Na hora do regresso a casa sentimos já uma vontade de voltar em breve para novas descobertas.

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

Fugas - Uns dias no Alto Alentejo

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Uns dias no Alto Alentejo

 

Março de 2013. Aproveitando o fim de semana da Páscoa partimos, em conjunto com um casal amigo, para uns dias de merecido descanso na zona do Alto Alentejo. Ao fim de cerca de duas horas de viagem chegamos a Marvão, entre Castelo de Vide e Portalegre, e encontramos uma pequena vila rodeada por muralhas seculares e literalmente edificada no cimo de um enorme monte de rochedos. Esta sua localização estratégica, próxima da fronteira e com difíceis acessos, tornaram esta vila um importante bastião defensivo português durante séculos, tendo-se travado aqui diversas batalhas.

 

Marvão.JPG

Fotografia de Luís dos Anjos

Depois de nos instalarmos na casa onde vamos ficar nos próximos dias, ainda temos tempo para fazer um pequeno passeio de reconhecimento da zona envolvente, até que a chuva nos obriga a voltar para trás. Nos dias seguintes, o tempo mantem-se chuvoso e limita bastante a nossa ação. Conseguimos, ainda assim, percorrer as ruas sinuosas e estreitas, ladeadas de casas brancas, e visitar o castelo de onde podemos desfrutar de uma vista deslumbrante 360º à nossa volta. Temos ainda tempo para realizar uma atividade de Geocaching – uma prática que consiste em descobrir pequenas caixas ou objetos escondidos em locais estratégicos, partindo de coordenadas GPS e de algumas dicas que se podem consultar na Internet. Nas horas em que ficamos por casa ocupamos o tempo a ler, a jogar snooker, damas e outros jogos com as mais pequenas da família.

 

No dia do regresso tomamos um caminho diferente e passamos por Nisa e Vila Velha de Ródão, e ao cruzarmos o Rio Tejo avistamos à nossa esquerda as Portas de Ródão, um importante acidente geológico, onde o rio forma um estreitamento e dá lugar a uma enorme garganta. Impressionados com esta descoberta, que não conhecíamos de todo, subimos por uma estrada sinuosa até ao topo da “porta” norte e deslumbramo-nos com uma visão fantástica sobre o vale do rio. Entretanto, a chuva volta a surpreender-nos e obriga-nos a uma pequena corrida até ao carro antes do regresso a casa.

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2016

Fugas - Um dia no Porto

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Um dia no Porto

 

Agosto de 2014. A caminho de Chaves para uns dias de férias planeámos uma paragem de um dia no Porto para revisitar a cidade. O Palácio de Cristal, um dos mais emblemáticos e agradáveis espaços verdes do Porto, é o nosso primeiro ponto de paragem. Apesar de já aqui termos estado várias vezes, não deixamos nunca de nos surpreender com os jardins de estilo romântico e as deslumbrantes panorâmicas que se nos oferecem, desde a Ponte D. Luís, de um lado, até à Ponte da Arrábida e à Foz, do outro.

 

1600-porto (344)

 

Para o almoço deslocamo-nos até à zona das Antas e de lá iniciamos um agradável passeio que nos leva pela Rua da Boavista até à rotunda com o mesmo nome (na verdade, chama-se Praça Mouzinho de Albuquerque, mas será sempre a Rotunda da Boavista), seguindo depois pela avenida até à zona do Castelo do Queijo onde, perante a curiosidade das minhas filhas sobre esta designação, acabo por lhes explicar que o nome se deve ao facto do Forte de São Francisco Xavier ter sido construído sobre uma enorme rocha arredondada com um formato semelhante ao de um queijo. Percorremos depois toda a zona marginal de regresso à cidade e acabamos por estacionar em frente ao Palácio da Bolsa. A pé, seguimos até à zona da Alfândega do Porto para visitar o “World of Discoveries”, um moderno espaço temático que recria a odisseia dos Descobrimentos Portugueses, e assim que entramos, na parede mesmo em frente, deparamo-nos com a conhecida passagem da obra “Os Lusíadas”, na qual Luís de Camões relata a passagem dos navegadores portugueses pelo Cabo da Boa Esperança e o confronto com o Gigante Adamastor - “Aqui ao leme sou mais do que eu / Sou um povo que quer o mar que é teu”. Terminada a visita seguimos para a Ribeira e envolvemo-nos numa multidão de turistas. O passeio ainda poderia prosseguir para a outra margem do rio, para revisitar as caves do Vinho do Porto, ou voltar a subir à Serra do Pilar, por exemplo, mas deixamos essas visitas para uma próxima viagem...

 

Luís dos Anjos

 

 

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Terça-feira, 17 de Maio de 2016

Fugas - Um passeio pela região Oeste

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Um passeio pela região Oeste

 

Passeio de um dia pela Região Oeste, aqui mesmo ao lado. Saímos de Leiria e passamos pela Marinha Grande, seguindo depois para Sul até à Nazaré, mas antes de descermos até à vila voltamos à direita e vamos até ao Sítio da Nazaré, um magnífico miradouro no alto de uma enorme falésia. Aqui, segundo a lenda, terá ocorrido o célebre episódio de Dom Fuas Roupinho, o alcaide do castelo de Porto de Mós, que andava a caçar a cavalo envolto num denso nevoeiro e que, ao perseguir um veado, acabou por se dirigir para o cimo da falésia. Quando se apercebeu que estava à beira do precipício, em perigo de queda, invocou Nossa Senhora e, então, milagrosamente, o seu cavalo estacou, ficando as suas patas dianteiras suspensas no penedo rochoso, sobre o vazio.

 

Continuando para Sul, passamos ao lado de São Martinho do Porto e chegamos às Caldas da Rainha, uma cidade que nasceu e cresceu em redor do Real Hospital das Caldas, mandado construir por ação mecenática da Rainha D. Leonor. O ponto central da cidade é a Praça da República, mais conhecida como Praça da Fruta, pelo facto de ali se realizar diariamente (durante a manhã) o pitoresco mercado de frutas, flores e legumes. Um outro ponto de paragem obrigatória é o Parque D. Carlos I onde temos a oportunidade de fazer uma bela caminhada, e até um pequeno passeio de barco no lago, que nos abre o apetite para o almoço, após o qual seguimos para Óbidos, a pouco mais de uma meia dúzia de quilómetros.

 

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 Hospital Termal das Caldas da Rainha - Fotografia de Daniel Branco

 

A vila de Óbidos confunde-se com o seu castelo e as suas muralhas e é, seguramente, um dos conjuntos defensivos mais bem conservados em Portugal. Entramos na cidadela pela “Porta da Vila”, toda ela revestida por azulejos, e que nos deixa desde logo fascinados. Depois, no interior, temos ruas e vielas, igrejas e lojas de artesanato, e ainda a famosa “Ginginha” de Óbidos, uma bebida típica feita a partir da ginja e servida num pequeno copo de chocolate. 

 

O relógio vai avançando e o nosso passeio fica por aqui. Regressamos ao carro e a casa, à espera da próxima saída…

 

 Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 10 de Março de 2016

Fugas - De BUGA em Aveiro

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De BUGA em Aveiro

 

 

Maio de 2008. Um fim-de-semana diferente é ainda mais diferente se for imprevisto. Decidimo-nos a meio da tarde de Sexta-feira. Fazemos as malas e saímos. Regressamos a um local já nosso conhecido de um anterior passeio: a Lagoa de Fermentelos. Instalamo-nos na mesma estalagem e programamos um itinerário diferente, pois foram muitas as coisas que ficaram por ver na nossa anterior visita. Decidimos que o dia de Sábado será para descobrir Aveiro.

 

Chegamos à cidade pela entrada sul, passando em frente ao Campus da Universidade, seguimos para a Gafanha da Nazaré e observamos a imensa ria. A paragem seguinte é no centro. Estacionamos e começamos a nossa caminhada junto aos canais percorridos pelos barcos moliceiros. É então que reparamos no grande número de pessoas que passeia de bicicleta, e reparamos também numa outra particularidade: as bicicletas são todas iguais, são as BUGA’s – Bicicletas de Utilização Gratuita de Aveiro. A nossa filha repara ainda mais depressa do que nós que algumas têm uma cadeirinha atrás para levar os mais pequenos, e de imediato pede-nos para dar uma volta. Procuramos um dos pontos onde é possível requisitá-las. Sabendo que a sua utilização é gratuita, pergunto durante quanto tempo se pode andar. Simpático, o senhor responde-me que só fecham às 19h00... Há já vários anos que não ando de bicicleta, penso que desde que saí de Chaves para ir para a Universidade, mas como diz o povo... nunca se esquece...

 

Chega a hora do almoço e depois, a meio da tarde, o regresso à estalagem. À noite, após o jantar, somos convidados para assistir a um espectáculo com um rancho folclórico de Fermentelos, que vai actuar na estalagem para um grupo de turistas. É uma experiência nova e enriquecedora. Já perto da meia-noite entregamo-nos, vencidos, a um sono profundo.

 

O Domingo é basicamente o dia de regresso para não chegar tarde a casa, porque nem só de passeio se faz um fim-de-semana e ainda nos esperam algumas tarefas para cumprir antes do início de mais uma semana de trabalho.

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2016

Fugas - As salinas de Rio Maior

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As salinas de Rio Maior

 

Fim de semana de fevereiro. O sol, ainda que tímido, contrasta com a chuva dos últimos dias e convida-nos a sair de casa. Rolamos pouco mais de 40 quilómetros para sul. Ao chegar próximo do Alto da Serra saímos do IC2, em direção a Rio Maior. Um pouco mais à frente aparece-nos a placa “Marinhas”, à esquerda. Descemos uns dois ou três quilómetros e avistamo-las.

 

As Salinas de Rio Maior, também chamadas Marinhas de Sal, encontram-se no sopé da Serra dos Candeeiros, a 30 quilómetros do mar, e apresentam-se como uma minúscula aldeia de ruas de pedra e casas de madeira, onde se destacam peculiares tanques de formas e dimensões irregulares. Estas salinas são únicas no país e fruto de um fenómeno da natureza. A 60 metros de profundidade existe uma gigantesca mina de sal-gema atravessada por uma corrente de água cujo caudal dá origem a água sete vezes mais salgada que a do mar. O poço existente abastece dezenas de pequenos tanques, chamados talhos e a distribuição da água obedece a regras que nunca foram escritas e cujas origens se perdem no tempo (existem referências às salinas de Rio Maior desde 1177).

 

Salinas de Rio Maior.jpg

 

O sal, que agora é depositado em grandes armazéns da Cooperativa que gere todo este espaço, era antigamente armazenado nas cerca de cem casas existentes, totalmente construídas em madeira, inclusive as fechaduras e respectivas chaves, para evitar a corrosão do sal. Também em tempos passados, algumas destas casas funcionavam como tabernas, por onde passavam os salineiros depois do trabalho. Hoje, várias delas estão transformadas em lojas de artesanato ou pequenos restaurantes típicos.

 

Estamos em fevereiro e, por isso mesmo, não avistamos as típicas pirâmides de sal a secar ao sol, pois a atividade apenas se iniciará daqui a mais algumas semanas, quando o sol conseguir ser suficientemente forte para provocar a evaporação da água. Nessa altura, cada litro de água originará cerca de 200 gramas de sal, o que acontecerá ao fim de 6 dias nos talhos. Completamos a nossa visita e regressamos a casa. Fica o desejo de voltar para uma visita mais demorada.

 Luís dos Anjos

 

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2015

Fugas - A mais antiga vila de Portugal

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A mais antiga vila de Portugal

 

Verão de 2007. Estamos no Minho, na mais antiga vila de Portugal, com foral concedido no ano de 1125, por Dona Teresa, mãe de D. Afonso Henriques - Ponte de Lima.

 

Um passeio pela zona histórica revela-nos ruas pacatas e casas pitorescas, tipicamente minhotas. O verde e o colorido das flores são também presença constante nos vários recantos ajardinados que encontramos um pouco por todo o lado. Particularmente emblemática é, sem dúvida, a ponte que esteve na origem do nome da vila e que tem a particularidade de ser formada por dois troços distintos, um romano e outro medieval.

Lagoa de Bertiandos (Ponte de Lima).jpg

 Lagoa de Bertiandos - Ponte de Lima - Fotografia de Luís dos Anjos

Terminado o almoço, resolvemos telefonar a uma amiga minha dos tempos de estudante com quem já não estamos há alguns anos e que vive numa aldeia próxima. A dada altura da conversa pergunto-lhe: “Já agora, onde é que se pode tomar um café em Ponte de Lima?”. Do outro lado, um pequeno silêncio e depois: “Mas, então… tu estás em Ponte de Lima?”. Acabamos por nos encontrar minutos depois e seguimos para tomar um café do outro lado da ponte, junto à Igreja de Santo António da Torre Velha. A conversa prolonga-se até final da tarde.

 

No dia seguinte partimos à descoberta das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos, uma área protegida de rara beleza, nas margens do Rio Estorãos, a poucos quilómetros de Ponte de Lima. Avançamos sobre as passadeiras de madeira, autênticas pontes que se estendem por todo o espaço e nos permitem uma visão magnífica das lagoas e de toda a sua envolvente. É importante caminhar em silêncio e com todos os sentidos em alerta para poder apreender toda a diversidade de sons, cores e cheiros deste verdadeiro paraíso ecológico. Apetece-nos demorar um pouco mais por aqui, mas a proximidade da hora de almoço e o cansaço da nossa filha obrigam-nos a encurtar a visita.

 

Regressamos ao carro e seguimos em direção a Viana do Castelo para novas descobertas.

Luís dos Anjos

 

 

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Sábado, 1 de Agosto de 2015

Fugas - Nos Picos da Europa

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Nos Picos da Europa

 

Verão de 2008. O nosso destino é o Parque Nacional dos Picos da Europa, no norte de Espanha. Saímos de Chaves e fazemos uma primeira paragem em Oviedo, capital das Astúrias. Encontramos uma cidade simpática, impecavelmente limpa e com muito para visitar. Para além do centro histórico, dos museus, da catedral e dos parques, surpreende-nos um conjunto imenso de estátuas espalhadas pelas ruas, o que converte a cidade numa espécie de museu ao ar livre.

 

Dois dias depois seguimos viagem e passamos por Nava, a capital da sidra, uma bebida preparada com sumo fermentado de maçã e muito apreciada nesta zona, onde é servida cumprindo um verdadeiro ritual denominado “escanciar”, que consiste em fazer “voar” a sidra desde a garrafa, colocada bem acima da cabeça, com o braço esticado, até ao copo colocado na outra mão, tão baixo quanto possível. Em Cangas de Onis instalamo-nos no parque de campismo da localidade. A partir daqui existem vários e deslumbrantes trilhos para percorrer a pé, sendo o mais conhecido a Rota do Cares, um trilho que acompanha a garganta do Rio Cares durante cerca de dez quilómetros.

Picos da Europa.jpg

 Fotografias de Luís dos Anjos

Nos dias seguintes vamos até Bulnes e viajamos no funicular que, pelo interior da montanha e com uma inclinação de quase 20%, nos leva até à aldeia com o mesmo nome. Vamos também até Fuente Dé, onde é possível viajar num teleférico que nos deixa a quase dois mil metros de altitude, numa paisagem de fragas cobertas de neve, mas optamos por deixar a viagem para uma próxima oportunidade. Visitamos também o maciço central do parque, uma zona de circulação exclusiva em autocarros turísticos que vão percorrendo estradas sinuosas e estreitas, de tal modo que nalguns troços existem locais pré-definidos para os autocarros que sobem e descem a montanha se poderem cruzar. Saímos no Santuário de Covadonga e deslumbramo-nos com a basílica e, principalmente, com a pequena capela numa gruta no meio de uma enorme parede rochosa por debaixo da qual surge uma cascata de água. Voltamos a entrar noutro autocarro e seguimos estrada acima até aos lagos Enol e Ercina, a mais de mil metros de altitude, numa paisagem plena de beleza e de silêncio, quase a tocar os céus…

Luís dos Anjos

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Sábado, 6 de Junho de 2015

Fugas - Entre o Porto e Gaia

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Entre o Porto e Gaia

 

Verão. Primeiros dias de férias. Estamos no Porto e para o passeio da tarde optamos por deixar o carro e seguir de Metro. Dirijo-me à máquina de venda automática, sigo as instruções e adquiro os bilhetes. Uma meia dúzia de paragens mais adiante trocamos o Metro pelo autocarro, atravessamos o rio e saímos na Ribeira de Gaia. A vista é esplêndida e dominada pela ponte D. Luís, com os seus dois tabuleiros, e pelo Douro com os seus inconfundíveis barcos Rabelos. Depois, do lado do Porto temos a Ribeira, a Praça do Cubo, a Sé, e mais ao longe, a Foz, enquanto que do lado de Gaia se ergue a Serra do Pilar, local privilegiado para fotografar todo este conjunto.

 

Embarcamos, de seguida, no Cruzeiro das 5 Pontes, que nos leva tranquilamente da Ponte da Arrábida, já bem perto da foz, até à Ponte de São João. É um passeio agradável e que nos proporciona uma vista diferente da cidade, a partir do rio. Segue-se uma visita às caves do Vinho do Porto. São várias as que se estendem ao longo de toda a marginal: Ferreira, Sandeman, Calém, Taylors… Por uma questão de proximidade vamos às Caves Ramos Pinto.

Porto.jpg

 Fotografias de Luís dos Anjos

A visita inicia-se no antigo escritório da empresa, hoje transformado em área museológica, que nos leva numa viagem de ambientes, objectos e histórias até ao fim do século XIX. Ficamos a conhecer um pouco da vida de Adriano Ramos Pinto, o fundador destas caves, como, por exemplo, a sua ousadia e o cunho artístico na elaboração do material publicitário para a divulgação dos seus vinhos. A visita prossegue nas caves propriamente ditas onde, entre pipas e balseiros, aprendemos várias outras coisas sobre a Região Demarcada do Douro (a mais antiga do mundo, criada em 1756, pelo Marquês de Pombal), a produção do vinho, o porquê do seu armazenamento a tantos quilómetros do local onde é produzido, a diferença entre um Ruby e um Tawny ou o que é preciso para termos um Vintage. Terminamos majestosamente com uma prova de vinhos num ambiente calmo e descontraído. Lá fora, o sol ainda vai alto e ainda há muito por descobrir…

 

Luís dos Anjos

 

 

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Domingo, 22 de Março de 2015

Fugas

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De férias no Gerês

 

De Melgaço a Lamas de Mouro, uma das portas de entrada no Parque Nacional da Peneda-Gerês, separam-nos 18 quilómetros por uma estrada de montanha que percorremos calmamente, apreciando a paisagem. À chegada procuramos o parque de campismo para nos instalarmos. Após os breves formalismos da inscrição somos inesperadamente convidados a sentarmo-nos numa mesa ali ao lado em cima da qual estão desdobrados vários mapas. E então, sem que nada nos fosse perguntado e quase sem tempo para reagir, o Senhor Baltasar vai-nos esboçando vários croquis para partirmos à descoberta da região. A forma como fala denota um profundo conhecimento, mas acima de tudo uma ainda maior paixão pelo Parque da Peneda-Gerês. As opções são variadas: o trilho da água, as piscinas naturais, as pontes românicas, as brandas e as inverneiras... Ficamos agradecidos com as sugestões e decidimos ainda nesse dia ir até Castro Laboreiro. A vista sobre o vale do rio Laboreiro é magnífica, mas não nos podemos demorar porque ainda queremos subir ao castelo: 600 metros a pé, assinalados nos marcos do percurso, outros tantos para o regresso, em ritmo lento, para a mais nova da família poder acompanhar. E logo ali, no início da caminhada, lá está ela, a enorme rocha em forma de tartaruga, o primeiro de vários pontos de interesse que levamos assinalados nos nossos croquis. No final da caminhada, para recuperar as forças, entregamo-nos a um magnífico bacalhau com broa.

Foto Geres.jpg

 Fotografias de Luís dos Anjos

O dia seguinte amanhece com bom tempo. Preparamo-nos e logo à saída do parque somos agradavelmente surpreendidos por um grupo de cavalos selvagens que se passeia, tranquilamente, ali mesmo, à beira da estrada. Paramos para umas fotografias. Segue-se um passeio por várias aldeias dos arredores e sucedem-se os motivos de admiração. No cruzamento para a Senhora do Numão deparamo-nos com a enorme rocha em forma de águia. No Santuário propriamente dito, agrada-nos o silêncio e a imponência de toda aquela envolvente... E pelo caminho, enquanto contemplamos o verde da vegetação e o azul do céu, quando menos esperamos, surpreendem-nos pontes românicas, debaixo das quais correm cursos de água límpida... São tantas coisas para registar mas, mais do que o registo fotográfico destas férias, ficam-nos, sem dúvida, impressas na alma as mais admiráveis emoções para um dia mais tarde recordar.

 

Até uma próxima...

 

Luís Filipe M.Anjos

"A Voz de Chaves" - 18 de Julho de 2008

 

 

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Sábado, 24 de Janeiro de 2015

Fugas

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Por terras da Curia, Luso e Buçaco

 

O nosso destino fica relativamente perto. Saímos de casa são nove da manhã e rolamos calmamente até à Figueira da Foz onde paramos um pouco na avenida marginal. Seguimos pela Serra da Boa Viagem e à medida que vamos subindo admiramos a magnífica vista sobre o mar. É uma estrada de curvas e contracurvas, esquecida, e por onde o tempo parece não ter passado. Na berma encontramos ainda alguns sinais de trânsito feitos em cimento, bem à moda antiga. Não resisto a parar para ir tirar umas fotografias.

 

Passamos por Cantanhede, entramos na Estrada Nacional nº 1 em direcção a Norte e chegamos ao cruzamento que diz “Curia”. Já aqui passámos imensas vezes noutras ocasiões, mas nunca nos desviámos da nossa rota. Paramos no parque de merendas em frente à estação. Todas as mesas estão ocupadas por excursões vindas de vários pontos do país. À boa maneira portuguesa vêem-se toalhas aos quadrados, cestos de vime e até alguns garrafões de vinho. No ar ouvem-se conversas e aventuras de viagens. Há uma mesa que fica livre e sentamo-nos para saborear o nosso almoço trazido de casa.

Sinal antigo de curva e contracurva.jpg

 Fotografia de Luís dos Anjos

 São duas horas e vamos visitar o parque das termas. O ambiente é calmo e extremamente belo. Tomamos café numa agradável esplanada e logo depois alugamos uma “gaivota” para dar uma volta pelo lago. Aproveito para tirar mais algumas fotografias de pormenores da mãe natureza. Dali seguimos para Anadia para visitar o Museu do Vinho. Não esqueçamos que estamos numa zona vinícola, cujo produto mais conhecido é, sem dúvida, o espumante. Aproxima-se a hora do jantar e não há espaço sequer para hesitações: vamos à descoberta do famoso Leitão da Bairrada.

 

O domingo amanhece convidativo para prosseguirmos viagem. Seguimos para o Luso, pequena vila conhecida em todo o país pela sua água. Um pouco mais acima o Palácio do Buçaco, construído em finais do século XIX e agora convertido em hotel. Ao seu redor, dispersos por toda a extensa mata, surpreendem-nos fontes, capelas e miradouros. É um pequeno paraíso perdido que nos faz perder a noção do tempo. Infelizmente, temos de voltar a casa. Na bagagem, várias fotografias, um fim-de-semana para recordar e até uma ou outra peripécia mais engraçada...

Luís dos Anjos

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:09
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Sábado, 20 de Setembro de 2014

Fugas

 

Madrid

 

Abril de 2012. Em conjunto com um casal amigo, também com duas filhas, saímos de Leiria rumo a Madrid. Esperam-nos quase 600 km de viagem e, por isso mesmo, e por causa das limitações próprias de viajar com crianças, o primeiro dia está destinado para a viagem. Após várias paragens combinadas por walkie-talkie entre os dois carros chegamos ao nosso aparthotel em Barajas, nos arredores de Madrid, ao final da tarde.

 

No dia seguinte apanhamos o metro nas imediações do aparthotel (já havíamos estudado a zona com o Google Maps e o Street View…) e saímos na estação de Gran Via. Daqui descemos a pé até à Puerta del Sol, a praça mais movimentada de Madrid, onde nos surpreende a quantidade de gente, principalmente turistas. Caminhamos mais um pouco e chegamos à Plaza Mayor. Aqui compramos os bilhetes para o autocarro turístico, sem dúvida a melhor forma de conhecer a cidade, pois permite-nos entrar e sair sempre que quisermos ao longo do circuito, ao mesmo tempo que pelos auriculares que recebemos vamos ouvindo as descrições dos locais por onde passamos. Em dois dias temos a oportunidade de visitar vários locais de interesse: o Palácio Real, a Catedral de Almudena, a Gran Via, a Puerta de Alcalá, a Fuente de Cibeles, o Mercado de San Miguel, o Parque del Retiro…

 

Fotografias de Luís dos Anjos

 

No terceiro dia em Madrid saímos da cidade e vamos visitar o Real Sitio de San Lorenzo de El Escorial, um imponente complexo classificado como Património da Humanidade. Após o almoço, no exterior de um restaurante com vista para o monumento, seguimos para o Vale dos Caídos, a poucos quilómetros. Aqui, mandada construir pelo ditador Franco, encontramos uma gigantesca basílica escavada na rocha onde estão sepultados os restos mortais dos mais de 30 000 combatentes de ambos os lados da Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e ainda o próprio Franco, apesar de não ter sido vítima daquela guerra.

 

No dia seguinte regressamos a casa, mas já com vontade de um dia voltar, pois ainda há muito por descobrir…

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 12:30
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Sábado, 9 de Agosto de 2014

Fugas

 

Uns dias na raia perdida

 

39° 59’ 55.77’’ N; 6° 52’ 48.38’’ W. São estas as coordenadas, mas não foi preciso GPS para chegarmos ao nosso destino. Estamos nas Termas de Monfortinho, a menos de um quilómetro do rio Erges e da fronteira com Espanha, numa região frequentemente denominada de “raia perdida”. A paisagem é claramente do interior e o ar quente e seco. Mesmo em linha reta estamos a quase 200 quilómetros do litoral. Aqui não existem prédios altos, semáforos ou grandes rotundas e atrevo-me mesmo a dizer que, pelo menos nos primeiros dias da nossa estadia, não terão circulado pela rua principal desta localidade mais de uma ou duas dezenas de automóveis, tal é a quietude que aqui se vive. Tudo em redor é silêncio e tranquilidade e, diz-me o proprietário do restaurante onde almoçamos, já nem mesmo as águas termais atraem gente como noutros tempos.

 

 Fotografia de Luís dos Anjos

Instalamo-nos num agradável hotel dos anos 40, rodeado por um belíssimo jardim de estilo tropical e preparamo-nos para uns dias de descanso, em família, longe do buliço e da agitação da cidade. O objetivo é quebrar o ritmo do dia-a-dia e entregarmo-nos a todas aquelas pequenas atividades que nos proporcionam grande satisfação, mas para as quais, lamentavelmente, nem sempre é fácil encontrar tempo durante a maior parte do ano: pequenos passeios a pé, logo a seguir ao pequeno-almoço, antes que o sol aconselhe a procurar locais mais frescos, a leitura de um bom livro numa poltrona do salão do hotel, uma partida de damas ou ping pong, um mergulho na piscina, ou simplesmente o desfolhar de um jornal ou revista. Pelo meio de tudo isto, apenas uma pequena deslocação para ir visitar Monsanto, uma aldeia histórica anunciada como a “mais portuguesa de Portugal”, com ruas estreitas e casas que parecem ter nascido esmagadas por entre pedras gigantescas.

 

Entretanto, o tempo passa e a estadia chega ao fim. Foram apenas uns dias (quem dera que pudessem ser mais alguns), mas foram bem aproveitados e sentimos que voltamos com uma energia renovada.

 

Luís dos Anjos

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:36
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Sábado, 21 de Junho de 2014

Fugas

 

De Fermentelos à Mizarela

 

Saímos ao final de sexta-feira e rumamos para Norte. O nosso destino é Fermentelos, uma pequena localidade a meio caminho entre Águeda e Aveiro. Cerca de duas horas depois, no final de mais uma curva, eis que finalmente a avistamos: a Lagoa de Fermentelos, e bem na sua margem a estalagem que nos vai albergar nas próximas duas noites. Enquanto esperamos na recepção retiro um folheto e descubro que a lagoa também é conhecida por Pateira de Fermentelos, nome que lhe vem do grande número de patos que dela fazem o seu habitat. Descubro ainda que em tempos passados foi reserva natural e privada do Rei D. Manuel I. Terminadas as formalidades da chegada, subimos e instalamo-nos. Segue-se o jantar e o descanso merecido.

 

O sábado amanhece envolto numa neblina matinal. Venho à varanda e logo descubro um pescador a tentar a sua sorte. Descemos para o pequeno-almoço numa sala envidraçada e com uma vista fantástica para a lagoa. Sabe bem começar o dia assim...

 

Fotografias de Luís dos Anjos

Saímos de carro e dirigimo-nos ainda mais para Norte. Passamos por Sever do Vouga, Vale de Cambra e subimos a Serra da Freita para ir descobrir a Frecha da Mizarela onde o rio Caima se precipita de uma altura de 70 metros num espectáculo digno de admiração. Observamo-lo do miradouro e depois, por entre uma densa vegetação, descemos a encosta para ver mais de perto.

 

Retemperadas as forças com um bom almoço vamos até à aldeia de Castanheira para observar as Pedras Parideiras, um fenómeno geológico único no país e raro no mundo inteiro. Aqui a erosão forma nódulos dentro dos penedos de granito e estes acabam por rachar e expor as pequenas pedras em que se fragmentam.

 

Para domingo não temos nada planeado, mas um panfleto na recepção dá-nos de imediato uma boa sugestão. Vamos até Ílhavo visitar o Museu da Vista Alegre, a famosa fábrica de porcelana. Para além das peças mais utilitárias que todos conhecemos, surpreendemo-nos com magníficas esculturas, algumas delas peças únicas, e tomamos consciência do elevado grau de dificuldade e do enorme trabalho que exigem.

 

Estamos a meio da tarde e são horas do regresso a casa. Pelo caminho pensamos já numa próxima saída…

 

Luís dos Anjos

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:02
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Sábado, 10 de Maio de 2014

Fugas

 

Fim de semana no berço da nacionalidade

 

Rumamos para Norte, como nós gostamos. Destino: Guimarães - o berço da nacionalidade. Após uma paragem no Porto para o almoço, e como temos tempo, seguimos viagem pela estrada nacional. À passagem pela Vila de Ribeirão constatamos que a própria placa que anuncia o início da localidade tem como subtítulo a inscrição “Onde o Minho começa”. E é bem verdade. Quase de repente, tudo nos parece mais verde e com mais luz. Alguns quilómetros mais adiante, à entrada de Vila Nova de Famalicão vemos uma seta a indicar “São Miguel de Ceide – Casa de Camilo”, a casa onde o escritor viveu os seus últimos anos e onde, ameaçado pela cegueira, acabaria por se suicidar. Recordo-me que estive lá numa visita de estudo quando andava na Escola Secundária Dr. Júlio Martins, já lá vão mais de 20 anos! É uma boa proposta para o dia seguinte, se ainda nos restar tempo. Chegamos a Guimarães a meio da tarde. À noite, após o jantar, com a ajuda de alguns panfletos turísticos, planeamos, em traços gerais, a visita à cidade, no dia seguinte.

 

Fotografias de Luís dos Anjos

 

O dia amanhece com um ar frio e uma neblina a pairar sobre a cidade. Saímos a pé e tomamos calmamente o caminho para o Castelo e o Paço dos Duques de Bragança. Fazemos a visita obrigatória e por momentos sentimo-nos transportados para outra época. No regresso à cidade embrenhamo-nos pelas ruas do centro histórico e passamos pela Praça Santiago, com as suas agradáveis esplanadas. Não fosse a temperatura ainda um pouco desagradável e certamente que seriam um irresistível convite para uma pausa.

 

Para a tarde, já com o sol a fazer-nos companhia, reservamo-nos uma subida à Senhora da Penha. São 400 metros de desnível, desde a cidade ao cimo do monte, vencidos em poucos minutos, ao longo dos 1700 metros de extensão do teleférico que nos transporta. A vista sobre a cidade é magnífica, quer durante a subida, quer depois na zona envolvente ao santuário. Entretanto, o dia caminha para o seu fim. Retomamos o teleférico e regressamos à cidade e ao hotel. Já não há tempo para outras visitas que nos propúnhamos fazer. A solução é simples: voltar e, se possível, com mais algum tempo…

 

Luís dos Anjos

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:24
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