Sábado, 18 de Fevereiro de 2017

Agrela - Chaves - Portugal

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Nesta nova ronda pelas aldeias vamos seguindo a regra de seguir a ordem alfabética pelo que, a seguir a Agostém que esteve aqui no último fim de semana, vem a Agrela, aldeia da raia seca, com a Galiza ali ao lado.

 

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Nesta imagem da vista geral da aldeia, à esquerda e a cerca de 2 quilómetros, fica a raia seca com a Galiza e logo a seguir, mais 1,5 quilómetros, temos a sua congénere  galega, Bousés. Suponho que era com esta aldeia que no tempo das fronteiras e da Guarda-Fiscal, se faziam os negócios de contrabando. Ainda nesta imagem, a primeira montanha a seguir à aldeia ainda é portuguesa e logo a seguir temos a antiga aldeia promíscua do Cambedo que até 1864 era dividida a meio pela fronteira, mas hoje administrativamente portuguesa na sua totalidade. As serras cobertas de neve, que servem de fundo à imagem, essas sim já são bem galegas e entre a primeira montanha nossa e essas serras nevadas existem muitas localidades galegas, entre as quais Verin e Monterrei, duas das mais importantes da proximidade, a primeira pela sua dimensão e a segunda pelo Castelo.

 

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Raia seca e aldeias de ambos os lados  que sempre tiveram uma relação muito próxima, com muitas estórias e história para contar e por contar. Um projeto adiando deste blog que esperamos um dia retomar para contar algumas dessas estórias e também fazer alguma história. Para já e durante cento e tal semanas, tantas quantas as nossas aldeias, continuaremos a trazer aqui todos os sábados pelo menos três imagens (uma a cores, uma a p&b e outra em arte digital).

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:18
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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016

A Galiza aqui ao lado - Mandín

cabecalho

 

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Festa das adegas e da amizade raiana

 

Já há muito que neste blog, de vez em quando, fazemos umas incursões em terras galegas da raia. Sei que não é o sentimento de todos, mas o de muitos, quer do lado galego quer do lado português do Norte, principalmente os da raia com a Galiza, como é o caso do nosso concelho de Chaves, que embora hoje estejam separados por pertencerem a dois estados distintos, comungam da identidade, cultura e até a língua da velha nação que dava pelo nome de Galaécia.   Assim, estas incursões em terras galegas não têm só a inocência da proximidade, mas também a da identidade que hoje assumo neste blog com uma nova crónica de “A Galiza aqui ao lado” a inaugurar com a aldeia de Mandín.

 

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E porquê Mandín?

 

Por todas as razões apontadas no primeiro parágrafo mas também por um blog (http://lamadarcos_mandin.blogs.sapo.pt/) companheiro de viagem que se intitula Couto Mixto – Lamaracos Mandín, pelo Vero filho da Teresa Neto do Revidas do facebook e autor do blog atrás mencionado, pela fama do Chico de Mandín ter como “nacionalidade” a amizade pela raia e pela “Festa das adegas e da amizade raiana”.  Mas foi esta última que me levou ao encontro de todos e atentem bem no título da festa, com negrito e sublinhado meu “Festa das adegas e da amizade raiana”. Assim mesmo sem qualquer preconceito e com toda a cumplicidade que o povo do Norte e do Sul da raia sempre tiveram e que os de Mandín cultivam, como cultivam as suas cepas que irão dar o fruto, que mais tarde encherá as pipas das adegas, cepas estas que são tratadas indistintamente quer dum lado ou do outro da raia, coisas antigas que o tratado das fronteiras que acabou com o povo promíscuo de Lamadarcos mas não acabou com o mesmo povo que habitava a aldeia e muito menos com a propriedade das terras. Daí ainda hoje Lamadarcos e Mandín ser feita da mesma cepa que compartilha festas, terras, casamentos e amizades de sempre.

 

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Mas vamos à “Festa das adegas e da amizade raiana”  escrito conforme o original que consta no cartaz galego, espero que todos entendam.

 

A festa é comunitária, quer isto dizer que toda a gente da festa bebe da mesma pipa e come da mesma mesa, e se não beber nem comer é porque não quer, pois mesa e pipa só fecham quando não houver mais ninguém para servir. Isto acompanhado pela música das gaitas de fole, caixas e bombos com os respetivos cantares populares do Norte e Sul da Raia que, muitos deles, o Blog Couto Mixto Lamadarcos Mandín reproduz num post recente que pode ser visto aqui e que se intitula: "Cancioneiro para comer e beber".

 

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Adegas, ao todo, foram 18 as visitadas. Disseram-me, pois com a festa a partir da quinta ou sexta adega perdi-lhe a conta. A comer e beber é obrigatório cumprir a “procissão” das adegas até ao fim. Uma a uma, a comer a beber a cantar e dançar, quem queria, pois ninguém é obrigado a nada, a não ser participar na festa, nem que seja só a cantar ou dançar, mas pelo sim, pelo não convém ter sempre a tigelinha à mão, não vá dar sede pelo caminho. A visita às adegas começa às 19 horas e termina quando terminar a visita à última adega. Nesta festa a visita à última adega terminou por volta das 2 da manhã, penso eu, porque de tão cansado que estava no final da festa já não recordo bem, é que festas destas de tão animadas que são, cansam, e chegamos ao final todos rotinhos, mas agradados e felizes.

 

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Festa das adegas e da amizade raiana. É assim que a organização a quer, pois tal como é está bem, e basta. Mais que suficiente para encher a aldeia com amigos vindos das aldeias vizinhas da raia do Norte e da Raia do Sul, sem muita publicidade, mas não resisti a trazê-la aqui, e que me desculpem os de Mandín, e depois não poderia começar melhor está rubrica de “A Galiza aqui ao lado”, logo com uma festa de comer e beber com amigos da raia. Fiquei fã e para o ano, se me deixarem, voltarei por lá.

 

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Ficam então as imagens possíveis com um pouquinho daquilo que é a festa, mas esta é mesmo festa a sério, onde a música e os cantares começam na primeira e acabam não última adega, sem interrupção, pois para isso lá vão os gaiteiros suplentes para se irem revezando sem interromper a música.

 

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Quanto aos cantores, cada um lá ia cantando o que sabia, e se não sabia, depressa aprendia e se não aprendia a letra, trauteava, o que interessava mesmo era a música para fazer jus ao que Cervantes dizia:  “onde há música não pode haver coisa má”.

 

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E só restam os agradecimentos à festa, à Organização, ao Vero, ao Xico de Mandín e claro, a quem nos conduziu e fez o sacrifício de resistir ao néctar de Baco ou Dionísio, o que preferirem, para podermos fazer um regresso seguro a casa. Um obrigado a todos, incluindo os Deuses.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 21:36
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Sábado, 2 de Maio de 2015

CULTURA QUE UNE 2015 com Chaves presente

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Cultura Que Une é a denominação de uma associação que está a dar os seus primeiros passos e que pretende unir a cultura e os seus agentes do Norte de Portugal e da Galiza, tendo como base a história comum.

 

A Galiza e o Norte Portugal, filhos de uma mesma cultura que, jogos da História, dividiram, não tanto na época em que Dom Afonso Henriques proclamou a independência do Condado Portucalense frente Castela, mas talvez com maior força quando dos tratados de limites após a implantação de estados liberais fortemente jacobinos e centralistas ao longo do XIX.

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Nas duas primeiras décadas do passado século XX, intelectuais e criadores galegos e portugueses falaram da necessidade do reencontro. Mas as violências do XX, nomeadamente as ditaduras, a Guerra Civil espanhola, as repressões, as misérias económicas, que afetaram os povos ibéricos pareceram silenciar estes encontros que, como encontros entre arqueólogos, escritores, filólogos, etc., continuaram fora da oficialidade.

 

Amarante é uma referência para este reencontro, e também encontro. A figura do Teixeira de Pascoaes (grande admirador de Rosalía de Castro, Teixeira de Pascoaes escrevia a Risco que teria que fazer uma homenagem) foi uma referência simbólica para uma intelectualidade galega. Não só Teixeira de Pascoaes. Também Leonardo Coimbra, Santos Júnior, Carlos de Passos, Hernâni Cidade, Rodrigues Lapa, Vicente Risco, Viqueira, Noriega Varela, Castelao, Filgueira, Jenaro Marinhas del Valhe, Valentim Paz Andrade, Carvalho Calero, são um bom exemplo de intelectuais que, num momento de sua vida, olharam para o reencontro.

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Cultura Que Une nasce assim para contribuir para este (re)encontro de culturas pretendendo acolher no seu seio as mulheres e homens da cultura (escritores, artistas, pensadores, etc.) mas também associações e outros agentes e entidades de índole cultural do Norte de Portugal e da Galiza.

 

É assim que nascem as primeiras atividades culturais a levar a efeito já neste ano de 2015, iniciando-se precisamente hoje em Amarante e que decorrerão ao longo do mês de maio para no mês de junho se transferirem para a Coruña. Atividades ligadas à pintura, escultura e fotografia com exposições individuais e coletivas de artistas Galegos e Portugueses (com inaugurações marcadas para hoje em Amarante), mas também com atividades ligadas às letras, ao pensamento, à discussão e à música, estando agendados concertos, festivais, recitais de poesia, mesas redondas e encontros de artistas, poetas e escritores.

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A escolha sobre Amarante e Coruña para o lançamento das primeiras atividades em 2015 não é inocente pois é na Corunã que se encontra a sede da Academia Galega e Amarante tem a força simbólica de grandes nomes das letras e das artes como o Pintor Amadeo de Sousa Cardoso, o Poeta e Escritor Teixeira de Pacoaes, a Escritora Agustina Bessa-Luís e o Fotógrafo Eduardo Teixeira Pinto.

 

Chaves também está presente nestas atividades, quer na organização via a Lumbudus – Associação de Fotografia e Gravura quer na participação das exposições de artes plásticas com a presença do Pintor Rui Rodrigues e nas exposições de fotografia, cuja temática é “Os Rios”, com a presença dos Fotógrafos e bloggers Fernando DC Ribeiro, Humberto Ferreira e João Madureira.

 

Ainda dentro das atividades da Cultura Que Une, ainda este ano e via Associação Lumbudus, a exposição coletiva de fotografia passará por Chaves, em data e local a anunciar.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 18:10
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