MEGALOMANIA
Se eventualmente esta semana, como espero, me sair o Euro milhões vou comprar a Unidade de Chaves do Centro Hospitalar. É um Sonho…
Basicamente vou primeiro ressuscitar Florence Nightingale coloca-la de anfitriã para receber os utentes com a ternura e a compreensão a que têm direito não só por estar consignado na constituição mas porque são legitimados no primeiro conteúdo FUNCIONAL principal e transversal de cada profissional de saúde, basicamente assim uma espécie de congruência ou um dizer a areta com a careta, ou no mínimo brio, claro só para sensibilizar os 1% adormecidos no Seu egocêntrico ao poder a julgar que o hospital é deles, e não dos utentes/doentes, não vai custar nada! Que ideia.
Claro se eventualmente me sair o Euro milhões.
Não permitirei, não esqueçam que sou a dona, que nenhum profissional faça turnos de mais de oito horas seguidas sob pena de podermos duvidar das suas capacidades de raciocínio fluente principalmente os que têm que fazer raciocínios de maior complexidade e diagnóstico diferencial, por exemplo um engenheiro que tenha que descobrir uma avaria no sistema de funcionamento global e ainda por exemplo num bloco operatório onde decorrem cirurgias urgentes e ou programadas num dos aparelhos. Oh já nem falo dos médicos , dos enfermeiros técnicos, assistentes operacionais,…Que como sabemos são humanos e imunizados ao desgaste do tempo e raramente manifestam sinais de cansaço.
Vou adaptar as valiosas salas de espera para consultórios nomeadamente de Enfermagem generalista e especializada, Medicina familiar, Psiquiatria, urologia, cardiologia, orientação na terapêutica também farmacológica a acrescer às outras especialidades já existentes fomentando a interdisciplinaridade ou seja a sério, no intuito de reduzir o tempo de espera e colmatar as necessidades do utente na sua morbilidade e comorbilidade.
Vou permitir as reformas antecipadas dos profissionais que as solicitarem como forma de ganhos óbvios em saúde para os utentes. Vou permitir também o reingresso de profissionais já reformados e a auferirem de dois ordenados porque acredito no esforço despendido pós reforma para acionar e ativar neurónios hibernantes com resultados extraordinários na mobilização de saberes sustentados, aproveitá-los –ei para professores orientadores de recém cursados e não poderão trabalhar mais que 4 horas seguidas pelas razões que já mencionei ou seja maior suscetibilidade ao desgaste . Terão no entanto que apresentar um certificado de caráter de autocontrole e manutenção da serenidade em situações de alto nível de stress ou seja controle de neuroticismo para inibir a probabilidade de contaminação da equipa multidisciplinar.
Os gestores terão de ser filhos do distrito, melhor nota se forem flavienses residentes e que gostam de cá estar , ter formação além da formação cientifica na área da saúde, terão de dar mostras de perceber a ambiguidade do conceito de equidade, professarem da filosofia e da gestão o não há nada de mais desigual do que tratar de forma igual pessoas desiguais, claro que estarei presente nas entrevistas de recrutamento e mais a mais no dia a dia de trabalho, serão enfermeiros de preferência pois são os profissionais com maior formação em termos de diversidade cientifica em saúde e gestão logo mais aptos a compreender a dinâmica e funcionamento da instituição de saúde além de estarem por funções inerentes 24 horas com o utente.
Daí que vou aguardar se me sair o euro milhões, se não continuarei para a semana…
Isabel Seixas
Depois de, ainda há bem pouco tempo, a cidade de Chaves ter 5 jornais locais com publicação semanal, agora resumem-se a 2 semanários, o Notícias de Chaves e a Voz de Chaves. Poder-se-ia lamentar a perda dos semanários que desapareceram se algum deles fizesse a diferença, mas sem eles continua tudo igual, ninguém notou que eles já não estão nas bancas. Mas vamos passear um pouco pelas páginas da última edição dos dois semanários sobreviventes, mas não todas, pois há artigos de opinião e notícias que se repetem na íntegra em ambos, incluindo títulos, virgulas, etc, principalmente aqueles que querem marcar posição, mais política do que verdadeiramente informar ou esclarecer, nos quais estão incluídos os artigos com origem na fonte no município ou os de opinião das deputadas flavienses (a actual e a ex), que confesso, não costumo perder tempo a lê-los. No entanto, desta vez, a demagogia utilizada no título do artigo da deputada Maria (Tender) chamou-me a atenção “ O PS É O VERDADEIRO RESPONSÁVEL PELA ACTUAL SITUAÇÃO DO HOSPITAL DE CHAVES” e para satisfazer a curiosidade daquilo que já adivinhava, até acabei por lê-lo e cheguei à conclusão que previa – O nosso hospital continua a perder valências e qualquer dia vai mesmo apagar as luzes, mas, o curioso nisto tudo é acusar o PS da ACTUAL SITUAÇÃO, quando a Câmara Municipal de Chaves é PSD, a Assembleia Municipal é PSD, a Assembleia da República é de maioria PSD, o Governo é PSD e o Presidente da República é PSD e, claro, a Maria Tender deputada flaviense, também é PSD. Não quero com isto dizer que o PS não tenha responsabilidades naquilo que aconteceu ao Hospital de Chaves, pois todos sabemos que foi o governo do PS e o YES SIR da então deputada socialista flaviense que deram a primeira machadada quase mortal ao nosso hospital, mas com o actual reino laranja (ia dizer que tudo continua igual, mas não) a situação do Hospital de Chaves agrava-se, fecham valências e caminha para o suspiro final. Agora, já não é o PS que tem culpa, nem o Sócrates, do qual nem sabemos como vão os seus estudos de filosofia. Por isso, cara deputada Maria Tender, prometo que não torno a perder tempo a ler as suas crónicas, por muito emocionantes que possam ser para o seu laranjal.
Mas deixemos a política e vamos até aos Santos, onde tal como no último ano o cartaz do programa vale mais que o programa, mas antes de irmos até ele, fica ainda a referencia a uma pequena notícia da PROCENTRO que se diz Associação para a Promoção do Centro Urbano de Chaves e que bem poderia ser, pois os presidentes dos seus órgãos são o Presidente da Câmara e o Presidente da ACISAT, respectivamente da Assembleia-geral e da Direcção. Então não é (diz a notícia e a publicidade) que as principais artérias da cidade agora se resumem à Rua de Stº António, Rua do Olival e Arrabalde? Então e a rua mais comercial da cidade, que é também a rua principal, não fosse ela a Rua Direita? Mas transcrevo a notícia:
“ No âmbito da maior festa da região, a Feira dos Santos em Chaves, o Comércio do Centro Histórico da cidade associa-se a este evento, expondo os seus produtos e serviços em plena rua.
Organizada pela PROCENTRO, ao abrigo da 6ª fase do MODCOM C – Sistema de Incentivos à Modernização do Comércio, esta acção facilita a oportunidade de negócio para os milhares de visitantes desta feira anual.
As principais artérias do Centro Histórico de Chaves, abrangidas pela Feira dos Santos (Rua de St. António, Olival e Arrabalde) vão ter os seus comerciantes na rua…”
Os outros, ficam em casa. Boa, ainda para mais a proposta sai da PROCENTRO que é como quem diz – da Câmara e da Associação de Comerciantes.
Mas vamos lá à feira e ao habitual programa da(s) barraca(s) onde este ano a abertura da feira não é feita pelas arruadas dos bombos e concertinas, pois este ano a abertura é feita com Arruadas de Zés Pereiras, Eia! viva a inovação. Mas fica o programa, o qual também não vou perder tempo a comentar, pois a sua quolidade diz tudo:
Pensado melhor vou deixar algumas palavrinhas à margem (a sépia).
DIA 29 OUTUBRO
18H30 – Sessão de Abertura, Biblioteca Municipal de Chaves
(habitual desfile de fatos, gravatas, condecorações e pavões, incluindo os reais)
21H30 – Concerto pela Banda Sinfónica da GNR, Auditório Centro Cultural Concerto Gratuito com Lugares Limitados: Bilhetes disponíveis na ACISAT
(ou seja, são quase mais os músicos que os assistentes, pois os lugares estão reduzidos à lotação reduzida do auditório - ai cine-teatro que saudades deixas...).
DIA 30 OUTUBRO
10H30 – Arruada – Zés Pereiras “ Os Molinos”
(primeiro momento cultural do dia)
15H00 – Arruada – Zés Pereiras “ Os Molinos”
(segundo momento cultural do dia)
15H30 – Actuação do Grupo Amizade, Largo General Silveira
DIA 31 OUTUBRO – FEIRA DO GADO
08H30 – Feira do Gado, Zona Industrial (junto à Munivel)
10H00 – 9º Concurso Nacional Pecuário, Forte de S.Neutel
10H30 – Arruada – Gueiteiros de La Raia (Miranda do Douro)
12H00 – Festival Gastronómico do Polvo, junto Estádio Municipal de Chaves
(já sei que o polvo à galega é bom, mas para quando uma verdadeira feira gastronómica com os produtos afamados da terra – os pasteis e o presunto?, - continuam esquecidos, né!?)
15H00 – Arruada – Gueiteiros de La Raia (Miranda do Douro)
15H00 – Chega de Bois, Forte de S.Neutel
Organização: Bombeiros Voluntários de Salvação Pública
(estão a ver porquê é que eu às vezes digo por aqui que também somos barrosões?)
22H00 – Concerto com Grupo Musical ROCONORTE, Pr. General Silveira
00H00 – “SANTOS DA NOITE 2011”, Amiça Bar, Looks Club, Platz
“Uma pulseira, três espaços, três bebidas” (Pré-venda: 5€; Dia: 10€. Oferta da 2ª bebida)
A Rua Direita dos Bares – é só para alguns…
DIA 1 DE NOVEMBRO – DIA DE TODOS OS SANTOS
10h30 – Arruada – Grupo Tradicional de Ventuzelos
(pelo menos são da terra)
15h00 – Arruada – Grupo Tradicional de Ventuzelos
10h30 – Actuação da Tuna “ A Cinquentura da URS”, Pr. General Silveira
E, para já é tudo, mais logo temos mais um episódido de "O homem sem memória" de João Madureira.
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A pedido de várias famílias, aqui fica o texto integral da Petição Pública para a criação da Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega, bem como o link para a assinatura (no final do texto) e, se tal não aconteceu até agora, foi porque ainda não tinha lido a petição e como tal, ainda não a tinha assinado e recomendado. Faço-o agora, pois concordo plenamente com ela, aliás, como concordo com tudo que se faça para termos de volta um Hospital a sério, longe do actual e moribundo hospital que, como hospital só tem o nome e envergonha ou é uma nódoa no Serviço Nacional de Saúde. Todos queremos o Hospital de volta com as funcionalidades dignas de um hospital, pois também este é fundamental para fazer de Chaves e da região, locais atractivos para se viver com dignidade, a mínima, pois sem o direito à saúde, não há dignidade possível.
Fica o texto e o link para a poder assinar. Eu já cumpri.
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
O Serviço Nacional de Saúde completou 31 anos. Os indicadores disponíveis apontam para um claro sucesso na melhoria da prestação de cuidados de saúde às populações. Está o país de parabéns.
Em 1983 é inaugurado o Hospital Distrital de Chaves. É inquestionável a importância deste investimento para as populações do Alto Tâmega, ao ponto, de se poder afirmar, que se trata do investimento mais relevante de sempre na sub-região do Alto Tâmega.
Até 2007, ano da integração no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Hospital Distrital de Chaves prestou serviços de reconhecida qualidade. Infelizmente, hoje, não é essa a imagem que projecta. E se não se alterar a situação, a tendência é piorar. Está a população do Alto Tâmega drasticamente desprotegida.
Em apenas três anos estes são os factos:
•O Hospital de Chaves tem vindo a perder funcionários desde 2007. A Unidade de Lamego tem mais funcionários e a Unidade de Vila Real tem acima de duas centenas mais (concretamente 208);
•O número de médicos tem vindo a reduzir-se de forma extremamente preocupante, hoje possui menos 35, quase metade dos então existentes;
•Fecharam desde a integração os seguintes serviços: Obstetrícia (maternidade); Nefrologia; Imunoalergologia; Imunohemoterapia e Medicina Forense;
•O número de médicos, em especialidades fundamentais para o funcionamento da Urgência Médico-Cirúrgica, foi reduzido de forma dramática: em 2007 havia 9 médicos cirurgiões, hoje são 5 e a muito curto prazo serão unicamente 3; havia 4 anestesistas, hoje são 3; havia 14 internistas, hoje são 8; havia 2 patologistas, hoje há 1; havia 3 radiologistas, hoje há 1; havia 8 pediatras, actualmente são 4. A urgência Médico-Cirúrgica está em risco de encerrar;
•Perdeu vários serviços que afectam assinalavelmente a economia local (cozinha, lavandaria, toda a aquisição de consumíveis, etc.);
•Investimentos prometidos e programados não foram realizados (ampliação e modernização do bloco operatório e do recobro; etc.).
Estes factos, inequívocos, desqualificam o Hospital de Chaves e contribuem decisivamente para a desconfiança que marca a atitude das populações perante a resposta do Serviço Nacional de Saúde na região. Já não se acredita na capacidade do Conselho de Administração do Centro Hospitalar para reverter esta situação.
É de consenso que uma eficaz articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados diferenciados, deve constituir uma preocupação permanente e constante.
A criação da Unidade Local de Saúde de Matosinhos é entendida pelo Ministério da Saúde como uma experiência inovadora, e que o modelo organizacional de unidade local de saúde é o mais adequado para a prestação de cuidados de saúde à população, cujos interesses e necessidades importa, em primeiro lugar, salvaguardar.
Tendo o governo considerado como muito positiva a experiência de Matosinhos, foram criadas as Unidades Locais de Saúde do Norte Alentejo, do Baixo Alentejo, do Alto Minho, da Guarda e de Castelo Branco.
O Hospital de Chaves está desqualificado, a Urgência Médico-Cirúrgica tão necessária e fundamental para as populações da sub-região, está hoje em causa.
Por estas razões, vêm os cidadãos subscritores da presente petição, conferir a possibilidade de exercerem os seus direitos constitucionais de entrega da presente petição, para que à semelhança de outras regiões do País, seja criada a UNIDADE LOCAL DE SAÚDE DO ALTO TÂMEGA.
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«Uma vez estava de férias em Palma de Maiorca, a ver um espectáculo daqueles para turistas, e era o único que não batia palmas. O motorista do Porto, para meter conversa comigo, perguntou-me se não estava a gostar. Expliquei-lhe que não batia palmas porque era deputado e estava de férias. Muito do nosso trabalho é bater palmas. Um fala e os outros batem palmas…».
Modesto, este deputado, pois toda a gente sabe que o trabalho de um deputado não é só este, de vez em quando também têm que levantar o braço…
A contrariar o que atrás está escrito, o trabalho de um deputado não se resume só a bater palmas e levantar o braço, pois também fazem viagens e visitas. Uma prova disso mesmo foi a recente visita dos deputados socialistas eleitos por Vila Real ao Hospital de Chaves no desempenho da sua “actividade normal dos deputados , que se prende em acompanhar tudo aquilo que se vai fazendo, sobretudo ao nível da saúde e ao nível da satisfação dos utentes”.
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Pois da conclusão que tiro das conclusões dessa visita, cheguei à conclusão que nós flavienses (povo) somos uns queixinhas pois afinal, segundo os deputados, Chaves nunca esteve tão bem servido em termos de saúde como actualmente. Pois segundo a reportagem do jornal «A Voz de Chaves» a nossa (porque é flaviense) Deputada Paula Barros disse que a constituição do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto-Douro foi um passo importante para a cidade e para o distrito, dado que “há serviços que não tínhamos e aos quais agora temos acesso” e acrescenta “existiam serviços aos quais para se terem acesso tínhamos que nos deslocar até ao Porto e agora podemos ir a Vila Real”. Pois venha o diabo e escolha mas está claro que sim (sim senhor!) senhora Deputada, pois toda a gente sabe que ir a Vila Real ao Hospital é a mesma coisa que ir tomar um café ao Sport e que fica muito mais perto que a Raposeira. Este povinho flaviense o que tem é inveja e protesta por protestar, mas lá no fundo, está contentíssimo com os serviços que o Hospital de Chaves presta em Vila Real. Povo mal agradecido, pois além de ter a oportunidade de ir dar uma voltinha até à civilização saindo aqui da parvalheira, ainda anda para aí a protestar nos jornais. Mas a conclusão dos deputados continua, dizendo que com a constituição do Centro Hospitalar houve a possibilidade “de dispensar mais-valias pelas respectivas unidades”. É verdade. Eu próprio sou testemunha disso, pois já por duas vezes tive de me deslocar a Lamego (a mando do Centro Hospitalar) a acompanhar um familiar para fazer exames corriqueiros numa clínica privada.
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Felizmente não tenho tido necessidade de cuidados hospitalares e portanto não sei o que se passa pelo nosso hospital, mas a julgar pela conclusão destes dois deputados, tudo vai bem pelo Hospital de Chaves e o problema às vezes surge, segunda a nossa deputada por “em Chaves, ao contrário de outras localidades, temos uma maior abordagem das pessoas às urgências do hospital e não às urgências dos Centros de Saúde”. Aqui, lamento cara deputada, mas tenho de discordar, pois que eu saiba no Centro de Saúde nº 1, o serviço de urgências foi abolido e só a boa vontade dos médicos de família poderão atender um caso urgente para além das consultas marcadas…mas há mais, pois que eu saiba, os Centros de Saúde não estão equipados para dar resposta à maioria dos casos urgentes, pois para além do médico, do enfermeiro e das respectivas batas, seringas, pensos, betadines e termómetros, pouco mais têm e depois, quando é que nós utentes sabemos se o caso de urgência é caso de Centro de Saúde ou de Hospital? Não misturem alhos com bugalhos e deixem aos Centros de Saúde a sua nobre função de medicina familiar, que já não é nada pouco, e aos Hospitais a sua função hospitalar, pois parece-me que num caso urgente uma passagem pelo Centro de Saúde, é apenas perder tempo (por falta de meios dos centros) e se agora os utentes morrem nas urgências do Hospital enquanto esperam ser atendidos, se toda a gente recorresse aos Centros de Saúde, alguns ficar-se-iam pelo caminho entre os Centros e o Hospital. Por fim, se conduzirem as urgências para os centros de saúde e tendo em vista que a maioria dos serviços anteriormente existentes no hospital foram desactivados, para quê existir o Hospital!? Aliás já hoje se pode por essa questão. Engraçado é que as clínicas privadas da cidade estão sempre atulhadas de gente para fazer exames corriqueiros, com equipamento privado e pagos a peso de ouro… enfim, a nossa saúde pública está doente…só gostaria de saber é onde a nossa deputada iria (ou vai) quando por cá está de fim-de-semana e se sente “gravemente” doente!?
Pois para vir a Chaves fazer balanços positivos sobre o Centro Hospitalar de Vila Real e o Hospital de Chaves, mais lhe valia fazer como o seu camarada e ficar em Lisboa a bater palmas! Já agora gostaria de saber se o outro deputado flaviense concorda com esta posição da senhora deputada, mas pela certa, como ainda é novato no cargo, ainda anda a aprender os tempos certos em que deve bater palmas e levantar o braço. Pois se assim é, para abreviar essas lides de Lisboa e passar a dedicar-se mais à causa flaviense, eu deixo uma dica: Basta estar com atenção à primeira fila da sua bancada e quando eles baterem palmas, o senhor Deputado também bate, quando eles levantarem o braço, levanta-o também, o resto é conversa…
Moral da estória. Como eu nestas coisas de saúde e politiquices sou um ignorante, passei a dormir mais descansado desde que soube que pelo nosso Hospital tudo está bem e que o Centro Hospitalar se recomenda, mas o melhor mesmo, é não necessitar dos seus serviços…
Até amanhã!
Hoje em devaneios há um pouco de luz

Chaves
Integração foi um erro
O Bastonário da Ordem dos Médicos visitou um conjunto de unidades de saúde do distrito de Vila Real, entre elas o Hospital de Chaves, onde se mostrou contra a integração e as hipóteses que se colocam para o futuro deste hospital no âmbito de uma propalada cooperação transfronteiriça com Verín na vizinha Espanha.
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Depois da noticia avançada pela Voz de Chaves, sobre a debandada dos serviços do Hospital de Chaves para Vila Real, como foi o caso do Gabinete de Medicina Legal este mês, Pedro Nunes, depois de visitar a unidade falou aos jornalistas e a sua posição ficou bem clara: “Temos a função de falar verdade e não calar sobre o que sabemos e conhecemos, mas não temos funções de governo”.
Boticas
“2009 Vai ser um ano de grandes investimentos no concelho”
Apesar da conjuntura económica desfavorável que o país atravessa e das dificuldades financeiras sentidas pelas Autarquias, o Município de Boticas promete grandes investimentos para o ano de 2009.
Feira tradicional dá vida à vila
Durante os dias 16, 17 e 18 de Janeiro de 2009 tem lugar a XI edição da Feira Gastronómica do Porco, um evento que contará com a organização da Câmara Municipal de Boticas e da Associação Nacional de Gastronomia e Produtos de Montanha.
A Feira Gastronómica do Porco continuará a manter intactos os seus objectivos: defender os interesses do mundo rural barrosão, valorizando os produtos da agricultura e da pecuária locais e procurando tirar partido do turismo gastronómico.
A dimensão que atingiu ao longo dos anos transformou a Feira Gastronómica do Porco num evento de grande significado para a economia local, em especial para aqueles que continuam a criar o porco e a fazer os enchidos da forma tradicional e que encontram nesta feira oportunidades de negócio únicas e o reconhecimento da qualidade dos seus produtos.
Autarquia abre concurso
para construção de “Centro de Artes Nadir Afonso”
O “Centro de Artes Nadir Afonso” será um espaço que perpetuará a ligação do Mestre Nadir Afonso, um dos maiores expoentes da pintura contemporânea portuguesa, ao concelho botiquense, de onde era natural a sua mãe.
Notícias a desenvolver na próxima edição do Semanário “A Voz de Chaves – O Jornal do Alto-Tâmega”

Exposição
Sexta-feira, dia 9 de Jan.
Inaugura hoje, dia 9 de Janeiro às 18H30, na Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves a Exposição “ UNS E OS OUTROS” de Porfírio Silva. A exposição estará patente ao público até dia 17 de Janeiro. A partir de 27 de Janeiro até 4 de Fevereiro, a mesma exposição estará patente ao público em Vidago, na Galeria de Arte Maria Priscila.
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Cinema
Sexta-feira, dia 9 de Jan. – 21H30
Domingo, dia 11 de Jan. – 21H30
007 – QUANTUM OF SOLACE
No Cine Teatro Bento Martins

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Hoje, na maqueta de notícias enviadas por Paulo Reis, há uma que desperta a atenção e merece realce pela sua importância, pois trata-se de mais uma perda relevante que a cidade de Chaves perdeu para Vila Real, ou seja, o Gabinete do Medicina Legal de Chaves onde se faziam as autópsias.
Trata-se de uma perda considerável para a cidade, para o concelho, mas também para os concelhos vizinhos de Boticas, Montalegre e Valpaços, pois era em Chaves que as autópsias dos nossos mortos eram feitas. Pois desde 1 de Janeiro tal já não acontece e os nossos mortos para autópsia são transferidos para Vila Real, o que levará para além do aumento de despesas com o funeral (pela notícia, de pelo mais de 500 Euros), o transtorno e aumento do pesar das famílias na espera para o funeral do corpo, espera essa que se prolongará pelo menos por 4 ou 5 dias, dependendo da hora e dia em que se morra e da lista de espera de Vila Real, podendo mesmo estes dias serem alargados se a morte coincidir com festas ou fins de semana alargados por pontes.
Mais uma vez os senhores de Lisboa roubam Chaves pela calada da noite e sem aviso prévio à população. Não sei se o fizeram às entidades locais, mas até pouco interessa, porque o interesse deste encerramento é de todos nós, da população em geral.
Se os senhores de Lisboa para inaugurar serviços e edifícios, luxos e outros investimentos na região, às vezes até de carácter privado e de lazer, se amontoam aos magotes para virem à província mostrar os seus belos fatos e carros topo de gama, fazendo-se acompanhar por ministros, secretários de estado, assessores (principalmente os de imprensa), governadores, fotógrafos, jornalistas e televisões e para os actos ainda convidam as entidades civis, militares e religiosas da região, para encerrar e roubar aquilo que é nosso e fundamental para a região, fazem-no na calada da noite, a coincidir com festas religiosas e tradicionais, como o Natal e Fim-de-Ano, para que ninguém se aperceba.
Tal como vêm às inaugurações para marcar pontos políticos e eleitoralistas, também deveriam vir cá para estes encerramentos, e convidar a população para assistir ao acto. Isso não fazem eles…faltam-lhes!. Será uma boa questão para pôr ao Socrates, quando cá vier inaugurar as obras do Polis.
Primeiro as cirurgias, depois uma série de serviços, depois a maternidade, agora as autópsias. Está na hora de se repensar este pseudo hospital, esta mentira de Hospital que de tal só quase já lhe resta o nome. Chaves desde sempre (Séculos) que teve tradição hospitalar, tendo existido até mais que um hospital
Pode ser que agora com a Eurocidade Chaves-Verin os horizontes dos políticos da Eurocidade se alarguem e dispensem de vez esta amostra ou este hospital a fazer de conta, e nas suas instalações nasça um grande hospital da Eurocidade com médicos e enfermeiros de ambos os lados da fronteira, com todas as especialidades e com um serviço exemplar ao dispor da região do Alto-Tâmega e Província de Ourense.
Às vezes, as penas e lamentações dão-me para sonhar e acreditar que há por aí políticos que pensam em nós e na população. Sonhos, estes ainda nos são permitidos.
Até amanhã, com mais um discurso sobre a cidade, mais pobre que há uns dias atrás.

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Embora a vela continue na foto, a chama apagou-se, é que nem todos os dias há más notícias.
Ao que consegui apurar, de fonte mais que bem informada, as urgências do hospital de Chaves são para manter e sem qualquer contrapartida, ou seja, vamos continuar com urgências médico-cirúrgicas no nosso hospital.
Um bem-haja a todo o povo Flaviense e ao povo do Alto-Tâmega por toda a união e a sua luta, afinal unidos fazemos chegar a nossa voz até Lisboa e, fazemos valer os nossos direitos.
Com urgências, continua a ser bom viver em Chaves!
Até amanhã, em Chaves e sem velas!

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Devem estranhar ainda não ter dado notícias sobre as urgências de Chaves, principalmente depois de ter ocorrido na Sexta-Feira passada uma reunião entre o Ministro da Saúde e os Presidentes de Câmara do Alto-Tâmega, mas o facto dessa ausência de notícias, é mesmo por não ter notícias, ou quase.
As novas tecnologias permitem-nos “postar” no blog com alguma antecedência, e acontece que desde sexta-feira até este momento estive mesmo em “retiro espiritual” e bem longe destas coisas de acessos à Internet e a computadores.
Quanto a notícias, só consegui apurar e, por telefone, que na reunião de Sexta-feira com o ministro, não foi assinado qualquer protocolo, o que traduzido em miúdos quer dizer que continuamos com as actuais urgências com os dias contados, ou não, pois tudo dependerá a partir de agora da nossa luta que está mais que fundamentada, que é uma luta pela razão e pelos direitos à saúde que como qualquer português temos.
É uma luta flaviense e também do Alto-Tâmega. Uma luta que a todos os flavienses diz respeito, quer aos residentes quer a todos que embora ausentes juntam a sua voz à nossa com os meios que têm à mão e conforme podem.
Nesta minha breve ausência a minha caixa de correio electrónico quase rebentou pelas costuras. De entre a chata publicidade, os mail’s de amigos e de apoio à nossa luta, há um que merece destaque, precisamente de um flaviense ausente que vive esta nossa luta tão intensamente como nós os residentes o fazemos. É um texto de
“””ÀS PRESSAS””
Estranhos desígnios há a presidir a comportamentos tão incongruentes de uma figura com tão luzentes condecorações académicas e políticas como a do sr. Ministro da Saúde.
Para pessoa tão dotada de Conhecimento e experiência política tão vastos não combina lá muito bem um Plano de reestruturação da rede hospitalar com matizes de trouxe-mouxe; a petulância intelectual de, nele e nos seus «fiéis», quase esgotar a capacidade e a qualidade de pensar escorreito, seja acerca do que for; nem os «atestados» de menoridade intelectual e académica e cultural dos cidadãos, nem os insultos desabridos e descabidos aos cidadãos que se indignam com as suas prepotências e pesporrências.
Esquece-se, o sr. Ministro, de que o seu cargo é para ser desempenhado «empenhando» todas as suas capacidades ao serviço dos cidadãos, em geral, e não, nem nunca, penhorando-se a cidadãos, em grupo ou de Grupos, em particular.
A ALTO - TAMEGÂNIA também faz parte da Res Pública Portuguesa.
Não se atreva mais o sr. Ministro a tratá-la como uma rês pública dos seus secretos e indiscretos (atrevidos) desígnios.
E não se proclame incompreendido.
Recursos não lhe faltam para poder transmitir com clareza os seus apregoados «projectos de benefício para as populações».
Falta-lhe, isso sim, sinceridade nas intenções, seriedade nos propósitos e humanidade no exercício do poder.
Sobram-lhe cumplicidades suspeitas, arrogância atemporal, e imposturice cívica.
Custa-nos vê-lo comportar-se tão estranhamente, pois, do sr. Ministro tínhamos a imagem e o conceito de pessoa ilustre, ilustrada e letrada – conhecedora profunda das Leis, da História, da Ciência Política; do sacho, do engaço, dos caminhos de aldeia e dos canelhos, … e da capacidade de sofrimento e resignação do “POBO” na dor, na doença e na adversidade.
Os pobres, os humildes, os governados, os ricos os abastados, enfim, os «seus ignorantes» da ALTO – TAMEGÂNIA têm Muito Mais a HAVER do que a Dever.
Não queira que lhe façam as contas, Exmº. Sr. António de Campos.
Sr. Ministro, “não nos tire o que não nos pode dar”.
Ou quererá saber como os Alto-Tameganos usam “a espada para desfazer o nó górdio”?
Do alto da Torre…de Menagem, de Stº Estêvão, de Ervededo, desta, “deita”
estamos de olho em si!
Desde já agradeço ao
Quanto a imagem, deixo-vos precisamente com a imagem do antigo Hospital da Misericórdia, que há cerca de 30 anos atrás fechava as suas portas para dar lugar ao actual hospital, que tal como o Ministro da Saúde disse e directo na televisão: - “é um belíssimo hospital que merece muito mais”. Também pela verdade e contra a arrogância, estamos em luta. É tempo de mostrar a verdadeira raça flaviense, alto-tamagense, barrosã e transmontana, porque JÁ BASTA e ESTAMOS FARTOS de ser esquecidos e maltratados. Já começamos a ter argumentos por lutar pela nossa antiga Galaécia ou então por um Couto Mixto, e tudo graças à tacanhez de um Ministro e de um “todo-poderoso” Sócrates que querem ignorar a nossa realidade enquanto se conformam com números e mapas feitos e vistos à luz de Lisboa.

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Hoje todos os canhões de Chaves estão apontados para Lisboa, pois é em Lisboa, como sempre, que vão ditar hoje a sentença das urgências do nosso hospital.
Pelo sim, pelo não, mesmo em tréguas, há que manter os canhões em guarda e a mecha acesa, pois a guerra só é ganha após a última batalha…
Pela minha parte vou aproveitar estas (cheiram-me a breves) tréguas e partir para um retiro espiritual pelas nossas aldeias do concelho.
Até amanhã, numa dessas aldeias, espiritualmente retirado.

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Andava eu aqui às volta da publicação de hoje, vi fotografias, revi, tornei a ver e nada. Tal como na época natalícia o Natal não nos sai da cabeça, também agora esta história da urgências do hospital nos invadem os dias, por isso vou novamente até às urgências e com o carácter de urgência que a questão tem.
O Ministro da Saúde, já o conhecemos. Ao Sócrates, cada vez mais somos obrigados a conhecê-lo melhor. A vontade do nosso povo flaviense e até tamagano, barrosão e da terra quente, também é conhecida. As cartas estão dadas e o adversário é conhecido, mas não sei porque, paira no ar uma brisa de suspeição, que embora com um bom jogo nas nossas mãos, desconfiamos que o nosso adversário de jogo, além de frio, cruel e até arrogante, é também batoteiro.
Estamos assim lançados ao destino, às incertezas, à insegurança e ao medo dos dias que por aí virão, e quando assim é, recorremos a tudo e a todos e até rezamos, pais-nossos e avés-marias sem fim, mesmo sem saber rezar ou sem nunca antes ter rezado.
Também eu, católico de nascença, de actos, cerimónias e tradição, mas pouco praticante (a verdade seja dita), recorro hoje à nossa Santa Padroeira da cidade, a Santa Maria Maior, e até lhe acendo uma velinha para que ilumine o Sócrates, que é como quem diz o Ministro da Saúde e nos conceda a graça de mater por cá as Urgências Médico Cirúrgicas no nosso hospital.
Mas como nestas coisas mais vale estar prevenido que remediado e, tudo vale, se houver por aí alguém jeitoso em meter cunhas (das boas), fazer mezinhas ou que conheça a bruxa da Amoinha, mais vale dar corda aos sapatos e pôr-se ao caminho. Cada vez é mais urgente tratar das nossas urgências.
Até amanhã, em Chaves, em contagem decrescente!

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Parte 1
Não sei se o Luís Mesquita conquistou a Nina ou não, a mensagem ficou, o resto, são encontros ou desencontros da vida, romance, paixão, aventuras e desventuras, traições, algum carinho, amizade e muitas confidências e se a coisa continua, ainda correm o risco de terminar no altar – o que um banco de jardim pode fazer, dizer ou contar de tanta juventude que neles se deixam seduzir e encontrar.
Intervalo
Por aqui o que vai estando na ordem do dia são a manutenção ou não das as urgências do Hospital. A decisão cabe ao todo poderoso Ministro da Saúde em cair ou não nas graças da população flaviense. O povo já disse o que queria, quer urgências, mas tal como em eleições e referendos, antes de uma decisão, entra-se em fase de reflexão, faz-se um intervalo, depois logo se vê, a luta continuará ou não. Resta-me acreditar que os nossos argumentos irão ser suficientes para contrariar uma decisão que já parece estar tomada. Mantenho a velinha acesa pelas urgências de Chaves!
Parte 2
O Luís e a Nina aproveitaram ou não o banco para o amor. Mas há os que o aproveitam para a consolação da dor. É para isso que os bancos de jardim são feitos, para sentar neles o amor, mas também o descanso de quem se cansa, os pesados anos que se carregam e o alívio da dor, de quem tem dor. Este é convidativo a reumatismos e outras maleitas dos ossos. Resguardado pela retaguarda, é só sentar e aproveitar o sol, só há que ter cuidado com a cabeça, por isso convém protege-la com um chapéu ou até com um lenço atado nas quatro pontas, seja como for, o Inverno ainda por aí anda, e um bocadinho de sol apanhado num banco de jardim, é sempre bem-vindo, só convém proteger a cabeça e não abusar ou adormecer.
Fim ou em inglês, como nos filmes, The End!
Como sempre os dias terminam e como sempre um novo dia amanhece, e o amanhecer dos dias está para a esperança, como o entardecer está para a saudade… bem, acho mesmo que o melhor é terminar e dizer até amanhã, como sempre nesta bela e nobre cidade de Chaves.
Até amanhã!

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Assisti atentamente e sozinho ao debate do Prós e Contras na RTP1 e, para não perder pitada do assunto, enquanto ia ouvindo ia tomando notas e escrevendo esta crónica.
Já tinha a minha crónica quase pronta quando o ministro, com a afirmação: “tenha calma que Chaves está à frente e por razões muito poderosas” respondia assim ao Presidente da Câmara de Valença, já depois de ter respondido ao Presidente da Câmara de Chaves, que Chaves, possuía um moderno e belíssimo Hospital, que merece muito mais a vai tê-lo.
O Sr. Ministro, com as suas palavras, fez-me riscar tudo que tinha escrito, pois acabava por deixar uma porta aberta ou uma réstia de esperança para a cidade de Chaves. Aliás a própria jornalista e moderadora do programa chegou à conclusão que em Chaves teria que se chegar a acordo com a assinatura de um protocolo.
A esperança é a última a morrer, vamos esperar pela reunião do Sr. Ministro com o nosso Presidente da Câmara para ver o que ele tem a propor para Chaves, mas convém desde já não esquecer que a nossa luta é pela manutenção das Urgências Médico Cirúrgicas no Hospital de Chaves, e é isso, que a nós povo nos interessa, quanto ao resto que o Sr. Ministro queira fazer ao Hospital de Chaves e, como dizia Zeca Afonso, seja bem-vindo o que vier por bem.
Quanto ao debate do Prós e Contras, não cheguei a entender muito bem, nas mesas, onde estavam os do contra, acho mesmo que não estavam em nenhuma delas, aliás, além dos contras regionais como o de Chaves e Valença, o único contra que se levantou e que pôs o dedo na verdadeira ferida, que passa também pelo regime remuneratório dos médios, foi o médico “careca” Diogo Cabrita.
Quanto ao nosso presidente da Câmara, acho eu e a opinião é pessoal, que está mandatado por todos os flavienses para ir defender a manutenção das urgências médico cirúrgicas no hospital de Chaves perante o Ministro da Saúde, mas que não caia na asneira, como já se caiu no passado, de trocar alhos por bugalhos, porque o que o povo flaviense quer mesmo são as URGENCIAS MÉDICO CIRÚRGICAS NO HOSPITAL DE CHAVES.
Convém não esquecer que em público os políticos usam de manhas estranhas e mais astutas que as da raposa, parecem dizer aquilo que não dizem, e esquivam-se, como as doninhas, por entre redes apertadas às barreiras e questões que lhes aparecem pela frente. O Sr. Ministro teria resolvido hoje tudo se tivesse dito que em Chaves, as urgências seriam mantidas tal como existem, mas não o disse.
Eles falam-falam, falam-falam e não dizem nada!. Queira Deus que em vez de Lebre não venha por aí também um gato e fedorento.
E até à tal reunião, tenho dito, vamos para o intervalo, e até acendo uma velinha pelas nossas urgências!

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Aqui, em frente a este edifício, durante mais de 60 anos, chegavam e partiam diariamente comboios, mas, em finais de 1989 os de Lisboa ditaram que a Linha do Corgo deveria ser encerrada e nunca mais houve comboios
O comboio, nas minhas recordações, foi o primeiro roubo que fizeram à cidade de Chaves. A partir de aí, aos poucos, vão-nos roubando e cada vez mais, desprezados, condenando-nos à nossa interioridade e outros ostracismos, e ainda por cima somos gozados quando os de Lisboa dizem que nos levam as coisas para combater assimetrias.
Todos nós durante anos sonhamos com a IP3 que até passou a Auto-Estrada. Aplaudimos de pé o presente envenenado. Pensávamos, porque está no nosso ser de flavienses, como gente de bem, acreditar, que a Auto Estrada nos iria trazer coisas e nunca ninguém imaginou que o que serve para trazer, também serve para levar e aos poucos, vão-nos levando e chupando o pouco que temos.
Embora à primeira vista pareça haver certas contradições nos ganhos e nas perdas, eles, todos, estão aí para nos chuparem até ao tutano num convite constante à partida.
Vejamos então as contradições. A população aparentemente cresceu (segundo os últimos Censos) e embora a população cresça, vão-nos roubando o pouco que íamos tendo, e cada vez mais se pensa em centralizar organismos, ensino, saúde, justiça, segurança e por aí fora, um convite constante a criar (como diz a da novela dos putos) hiper-megas centros populacionais e deixar o resto de “poulo”, para paisagem e está incrivelmente tudo concertado. Vão-nos levando primeiro os organismos e instituições enquanto que os chupa-dinheiro, como bancos, grandes e médias superfícies encontraram em Chaves o paraíso para nos roubarem também as nossas economias.
Se o rumo das coisas não mudam, infelizmente lá terei que dar razão aos que dizem que querem transformar o nosso território numa coutada de caça e os que teimosamente ficarem, vão ser apontados e identificados como indígenas transmontanos, uma espécie em vias de extinção. Mas o que mais custa, mas que custa mesmo, é que os de Lisboa, não passam de arrogantes filhos mal paridos que renegam as origens provincianas e que facilmente esqueceram o engaço que os criou e lhes deu de comer e os estudou para hoje serem doutores e engenheiros que lá de cima do seu pedestal vomitam arrogâncias para os seus e para o seu passado e que Deus não os perdoe porque eles sabem bem o que estão a fazer… ou seja, estão-se a _______________________ para nós -(deixo-vos, no espaço em branco, com a liberdade de escolherem o termo a aplicar).
Pois eu pela minha parte, ainda para mais com o fecho da maternidade, já começo a ser e a pertencer a uma espécie rara em vias de extinção e que dá pelo nome de FLAVIENSE.
Por isso, meus caros, só temos duas soluções: -calamos, consentimos e deixamos morrer a espécie ou então, lutamos com todas as armas que temos e dignificamos o ser FLAVIENSE e os milhares de anos da sua história.
Eu, estou em luta, lutando e honrando a terra que me viu nascer, crescer e que me há-de comer e hoje já nem luto por mim, mas pela felicidade da terra dos meus filhos, onde gostaria também de ver nascer os meus netos, provincianos (talvez) mas flavienses com direitos e com qualidade de vida.
É tempo de dizer BASTA! Não é só deveres e obrigação, também temos como todos, democraticamente e em pé de igualdade, direitos, pelo menos os direitos básicos e constitucionais como direito ao pão, à habitação, à educação, à saúde e sobretudo à liberdade, que também passa por podermos escolher a terra onde viver, sem assimetrias, como os de Lisboa tanto apregoam e pouco praticam.
Eu, como Flaviense, estou em luta.
Até amanhã, em Chaves e a lutar por Chaves.
Ainda antes de ir-mos até ao post de hoje, deixo aqui o comunicado do Sr. Ministro da Saúde em resposta à nossa manifestação de ontem.
Sublinho e realço a vermelho as mentiras, a azul as contradições e a verde a areia que nos atira para os olhos, pelo menos naquilo que a nós diz respeito.
Então reza assim:
Ministério da Saúde emite comunicado sobre a requalificação do serviço de urgência de Chaves - 21.02.2007
O processo de requalificação da rede de serviços de urgência visa assegurar atendimento urgente/emergente num sistema organizado e hierarquizado de prestação de cuidados, transporte e comunicações, que concilie uma assistência de qualidade com princípios de equidade, eficácia e eficiência.
Os princípios que estiveram na base deste trabalho foram:
a) três níveis de resposta dos Serviços de Urgência, definidos em conformidade com o determinado no Despacho n.º 18459/ 2006, de 30 de Julho;
b) o tempo de resposta ao local;
c) o tempo de trajecto ao serviço de urgência, considerando um tempo máximo de 60 minutos até ao ponto de rede mais próximo;
d) os pontos de rede por capitação;
e) a mobilidade sazonal da população;
f) o risco de trauma;
g) o risco industrial;
h) a actividade previsível no serviço de urgência;
i) e o horário de funcionamento dos pontos de rede.
O resultado global desta rede requalificada irá permitir que 90,1% da população portuguesa passe a estar a menos de 30 minutos de um serviço de urgência e que 99,4% esteja a menos de 60 minutos, reflectindo-se numa melhoria efectiva do acesso, bem como numa redução das assimetrias regionais existentes.
Após recepção do Relatório técnico, o Ministro da Saúde tem vindo a negociar com as instituições e Municípios envolvidos. O Sr. Presidente da Câmara Municipal de Chaves pediu para ser recebido e esse pedido foi logo despachado prevendo-se a realização dessa audiência para a primeira quinzena de Março.
O Presidente da Câmara Municipal de Chaves e os outros Munícipes do Alto Tâmega, todos eles pertencentes ao Partido Social Democrata (PSD), entenderam convocar uma manifestação que perturbou a ordem pública e a livre circulação dos cidadãos, interrompendo assim as negociações que o Ministério da Saúde, paulatinamente, estava a desenvolver.
O Ministro da Saúde, lamenta esta decisão unilateral e pretende transmitir o seguinte:
1. Tal como ainda hoje afirmou o Sr. Presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte), a actual caracterização do serviço de urgência do Hospital de Chaves manter-se-á inalterada até que ocorram melhorias das acessibilidades à Unidade Hospitalar de Vila Real que integra o mesmo Centro Hospitalar de Chaves (Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro EPE) devendo, então, ser preparado o encerramento do apoio cirúrgico no Serviço de Urgência Básica (SUB) de Chaves, em virtude de funcionar um Serviço de Urgência Polivalente (SUP) na Unidade Hospitalar de Vila Real.
Convém lembrar que no Hospital de Chaves, em 2005, verificaram-se 174 atendimentos/ dia no serviço de urgência, dos quais só 7,3% ocorreram entre as zero e as oito horas (13 episódios/noite). No que respeita à actividade cirúrgica urgente, realizou-se uma média de 3 cirurgias por dia e menos de uma cirurgia por semana realizada no período nocturno.
Em termos de recursos humanos, trabalham 7 médicos cirurgiões (dos quais só 2 têm idade para serem escalados para serviço nocturno), 4 anestesistas (dos quais só 1 tem idade para ser escalado para serviço nocturno), 11 internistas (dos quais só 6 têm idade para serem escalados para serviço nocturno), 4 ortopedistas (dos quais só 3 têm idade para serem escalados para serviço nocturno), 2 patologistas clínicos (dos quais só 1 tem idade para ser escalado para serviço nocturno) e 2 radiologistas.
Nos centros de saúde de Chaves I e II, Boticas e Valpaços, trabalham 49 médicos de clínica geral e medicina familiar, que asseguram assistência à quase totalidade da população.
No distrito de Vila Real existem duas VMER’s, localizadas nas unidades hospitalares de Chaves e Vila Real.
2. Considerando a actividade assistencial descrita, pretende-se ainda que:
a) Os centros de saúde, da área de influência da unidade hospitalar de Chaves, assegurem a sua actividade, designadamente uma “consulta aberta” para dar resposta aos casos agudos não programáveis, das oito às vinte e duas horas, todos os dias úteis e das nove às quinze horas aos fins de semana e feriados;
b) Sejam adquiridas pelo INEM as ambulâncias e o helicóptero e formados os necessários recursos humanos ao seu funcionamento, de modo a garantir a toda a população do distrito de Vila Real o socorro e transporte pré-hospitalar dos doentes urgentes e emergentes, 24 horas por dia, o que deverá ocorrer até 1 de Outubro de 2007.
O Ministro da Saúde,
António Correia de Campos
Lisboa, 21 de Fevereiro de 2007
Aqui fica o link para o comunicado:
Até já!


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