Domingo, 19 de Maio de 2013

Pecados e Picardias

 

A dor

 

Já deixamos fugir vazios, sonhos antigos

Agora talvez seja melhor não prometer

Sabes a dor de os imaginar perdidos

Tira-me o sono e a vontade de viver

 

E quando a culpa, que  nos fica, é  vergonha

Fugimos também de nós, cheios de rancor

Pode ser que  reste um de nós que ponha

Um  voltar atrás como nos filmes de amor

 

Sabes a dor de os ver ir, para lá de nós

Como um destino que deixamos acontecer

Traz  o medo de mesmo juntos, ficarmos sós

 

Com  inércia da vontade  a esmorecer

E  encontros adiados a evitar a dor

Talvez sejam tempos de esperas, meu amor…

 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 03:00
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Domingo, 12 de Maio de 2013

Pecados e Picardias

 

Estava a pensar


Estava a pensar na solidão de quem só atinge picos de alegria com a frustração de outros, estava a pensar no ganhar que pressupõe perder...


Há uma euforia que liberta a toxicidade dos resíduos emocionais com maior eficácia que Freud nas suas sessões de psicanálise...


Estava a pensar no jogo Porto/Benfica em que a subida aos céus azuis foi diretamente proporcional à descida aos purgatórios dos olhos raiados de vermelho num choro mudo por desilusão.


Há uma paixão intensa e divina que faz as delicias do despoletar do humor para um ciúme como dor ou o alivio de momentos de amor...


Estava a pensar, nos sonhos que aquando da realização se deixam embevecer por uma demoníaca sedução ...


Há um fenómeno de franca e boa disposição que faz até converter intolerância  num anjo devoto e complacente em redenção...


Estava a pensar na união e cumplicidade que pode fazer florescer um jogo de futebol...


Há um arco íris que é premonição, vai haver novo alvorecer onde a dúvida vai fazer cair penas que  esvoaçam com precaução, a águia quer fazer uma cama ao dragão...


Estava a pensar que por momentos  se toldou a razão...


há corações a bater num marca passo de oração...


Aos Adeptos tristes...Um coro de afeição.


Por uma eterna Sportinguista.


 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 04:41
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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Discursos sobre a cidade - Por Isabel Seixas

 


Banco de jardim

 

Sentada no banco de jardim

Com o tempo emonado

Nem sei de ti nem sei de mim

Nem desta terra, ao fim e ao cabo…

 

Afinal não é jardim

Nem banco

Nem canteiro

É um vaso só pousado

Já sem flores…

Todas hão murchado.

 

Mandaram embora o jardineiro

Disseram-lhe agora é assim

Emigrou o nosso dinheiro

Faça-se à vida ou é o fim…

 

Sem emprego mas cansado

Sem esperança nem ordenado

Pela pátria abandonado

Emigrou pra todo o lado

 

 

Ficou na vala comum

Do povo e trabalho duro

Sem acreditar em nenhum

Que prometa a luz no vão escuro…

 

Esperai por mim poldras e pontes

Ar puro serras e montes

Esperai por mim meus amigos

Das muralhas castelos e abrigos

 

Esperai por mim

Que eu volto sempre, ao meu banco de jardim…

 

De pé

Espero por ti e por mim

Para nos sentarmos juntos no banco de jardim,

Até…

 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 02:11
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Domingo, 5 de Maio de 2013

Pecados e Picardias

 

 


Tomada de posse

 

Tinha-lhe prometido o mundo num olhar

Escusado seria dizer que mentira

Até à justiça cega sem a lei a provar

Só tinha a tomada de posse na mira…

 

Acreditou ser só aquela a verdade

Já em tempo o pai também assim fazia

Tomou-a de posse como liberdade

Transformou-a em dor e melancolia

 

Perdeu-a em pedaços da cozinha à cama

Sem se dar conta que apagava a luz

Em cada omissão abafou a chama

 

Que a tomada de posse obscura conduz

Perdeu-a nos espaços de devassidão

Ao tomá-la de posse sepultou a ilusão…

 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 00:10
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Sábado, 27 de Abril de 2013

Pecados e Picardias

 

Pecados e picardias

 

Apeemo-nos no sonho … Abril e Maio

 

Sonho de Abril, apeemo-nos sem condição,

Ensombre o abatimento da esperança  

do  futuro,  que foge  por temer a solidão,

sintamos evitável  esmorecer a lembrança

 

Apeemo-nos no sonho!... Lutador de Maio.

Adormeçam os remorsos do  nosso futuro

Proíba-se  transformar  o  homem em  lacaio

 Derrubando o medo de saltar esse muro

 

Abasteçamos  as reservas de liberdade

Como os sinos replicam  mortos de saudade

Para  acordar do silêncio  almas lentas

Apeemo-nos no sonho , conquistas sedentas

 

Para  que  Abril continue em Maio

Demos as mãos,  juntos, apeemo-nos no sonho…

 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 22:51
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Domingo, 21 de Abril de 2013

Pecados e Picardias

 

Pecados e picardias


Sim … Mas…


Novos ensaios


O egocentrismo das liberdades…

 

-Mas então não achas o Sócrates um excelente político…


-Acho, nomeadamente no conceito atual de politico.


-Aquela 1ª primeira entrevista foi um Show, que homem… Não achas?


-Acho que tem lata.


- Oh que espirito de contradição, achas estes melhores é?


- Têm ainda mais lata se é isso que perguntas, digamos que é uma lata mais acutilante dada a desfaçatez. Uma coisa reconheço sabem dividir a culpa.


-Ora  ainda bem,   que reconheces que  arcou sozinho com todas as culpas  das politicas  menos populares do seu governo…


- Agora o jogo político é uma espécie  de macaquismo  de imitação, já para não falar das encenações agora todas passiveis de comentários de comentadores “profissionais “ de cada canal das televisões …


- Interessante é também alguns comentadores não terem sentido de autocritica uma vez que já estiveram no poder e também não desenvolveram uma política mais justa e equitativa para a maioria da população.


- Gostava era de ver políticos que despertassem a nossa confiança e  fizessem obras …


- Traduzindo isso em obras, bem sabes que Ele foi o único que operacionalizou os projetos das estradas que agora temos.


Que se preocupou em criar cursos técnicos para validar as competências dos trabalhadores e chamou-lhes novas oportunidades.


- Estou a ver… Que as memórias são tão tolerantes  como a liberdade que renasce, que depois de mim virá quem de mim Bom fará… De facto ele também merece auferir das suas novas oportunidades…

 

Sei que passado um tempo de pranto e animosidade expira  a relutância e regressa

 A serenidade da tolerância ou será já estamos por tudo…

 

 

Isabel Seixas

 

publicado por Fer.Ribeiro às 04:05
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Sábado, 13 de Abril de 2013

Pecados e Picardias

 

 

Pecados e picardias

 

Parabéns?!…

 Naaaaaaa, Condolências e trabalhe em paz…

 

-Ah Ah… Parabéns diz-me um colega de trabalho …

-Desculpe , está enganado não faço anos!!!…


-Mas então disseram-me que era a Sra. que tinha sido convidada para a direção…

Ah, não isso não tem qualquer fundamento, mas ainda que mal lhe pergunte acha que isso é ou seria motivo para felicitações? !!!?... Tentarem desde logo amarrar-me a um projeto  politico vocacionado  para um núcleo de passados e presentes agiotas do qual não sinto nem partilho qualquer atração, ainda por cima insinuando  que me ofereciam uma esmola, esperando que eu ficasse açaimada a uma gestão de todo presumivelmente seguidista e ainda sem poder deliberativo.


-Bem, mas então não gostava?

-É… Sou mulher, não nego algo narcisista ou seja q.b., mas neste enquadramento acho que estou de facto de parabéns  mas é por não ter sido convidada…

 Hum , aleluia, ó Hosana nas alturas,  à primeira qualquer um cai… A servir de enfeite para os ditadores atenuarem os seus desejos incontroláveis de ditar as suas nuances de egocentrismo…


_ Mas não acha que precisávamos de alguém cá que defendesse os nossos interesses?

-óooooooooo, se acho… Mas não acha mau presságio a Sede de poder não ser aqui?

-É…

-Pois… Além de que … A dialética subjacente à linha de conduta política ATUAL


“Vejamos um exemplo muito célebre da dialética hegeliana, o do senhor e o escravo.

Dois homens lutam entre si. Um deles é pleno de coragem. Aceita arriscar sua vida no combate, mostrando assim que é um homem livre, superior à sua vida. O outro, que não ousa arriscar a vida, é vencido. O vencedor não mata o prisioneiro, ao contrário, conserva-o cuidadosamente como testemunha e espelho de sua vitória. Tal é o escravo, o "servus", aquele que, ao pé da letra, foi conservado.


O senhor obriga o escravo, ao passo que ele próprio goza os prazeres da vida. O senhor não cultiva seu jardim, não faz cozer seus alimentos, não acende seu fogo: ele tem o escravo para isso. O senhor não conhece mais os rigores do mundo material, uma vez que interpôs um escravo entre ele e o mundo. O senhor, porque lê o reconhecimento de sua superioridade no olhar submisso de seu escravo, é livre, ao passo que este último se vê despojado dos frutos de seu trabalho, numa situação de submissão absoluta.


Entretanto, essa situação vai se transformar dialeticamente porque a posição do senhor abriga uma contradição interna: o senhor só o é em função da existência do escravo, que condiciona a sua. O senhor só o é porque é reconhecido como tal pela consciência do escravo e também porque vive do trabalho desse escravo. Nesse sentido, ele é uma espécie de escravo de seu escravo.


 De facto, o escravo, que era mais ainda o escravo da vida do que o escravo de seu senhor (foi por medo de morrer que se submeteu), vai encontrar uma nova forma de liberdade. Colocado numa situação infeliz em que só conhece provações, aprende a se afastar de todos os eventos exteriores, a libertar-se de tudo o que o oprime, desenvolvendo uma consciência pessoal. Mas, sobretudo, o escravo incessantemente ocupado com o trabalho, aprende a vencer a natureza ao utilizar as leis da matéria e recupera uma certa forma de liberdade (o domínio da natureza) por intermédio de seu trabalho. Por uma conversão dialética exemplar, o trabalho servil devolve-lhe a liberdade.


Desse modo, o escravo, transformado pelas provações e pelo próprio trabalho, ensina a seu senhor a verdadeira liberdade que é o domínio de si mesmo.


Assim, a liberdade estoica apresenta-se a Hegel como a reconciliação entre,


O domínio e a servidão.” Texto Produzido Por Rosana Madjarof - 2000

 

-Mas então quem vai ser?!


Não sei , mas é digno de condolências e que trabalhe em paz…


Desde logo não se esquecendo que o mandato social dos Enfermeiros é  comprometer-se  de corpo e alma com a advocacia do utente…

 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 15:37
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Domingo, 7 de Abril de 2013

Pecados e Picardias

 

Já não há Pecados

 

Deixem os sonhos antigos

Pelas ruas da amargura

Espalhem-nos pelos abrigos

Sem frustração ou censura

E não se conformem,  malogrados

pelo abandono da loucura

porque já não há pecados

descobriu-se a sua cura…

Já não há pecados

Feneceram inocentes

Injustamente acusados

Sós, com culpas, doentes

Nem nós os sabemos

Nem foram julgados

Talvez por costumes a menos

ou ascensão ao inferno

ou por ficarem especados

não se render ao moderno?!!!

 

Já não há pecados…

 Foram-se embora resignados.


 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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Domingo, 31 de Março de 2013

Pecados e Picardias

 


Cheira a folar


 

Cheira a folar

E enquanto cresce a água na boca

voa um pensamento às origens

onde encontros no forno, prediziam futuros

e acordavam passados

 e Deus

(em vez de salivar)

vestido de mistério e semblante carregado

vigiava

aqueles que  tinham ideias clandestinas de adultério

 de  carne desejar…




cheira a folar

E a cabeça fica confusa de tão oca

da moral de sexta feira santa, o apetite dá vertigens

expondo-se alguns  descarados do forno e da forja aos esconjuros...

e agora sopram ventos que nem por ser Páscoa são menos atribulados

E Deus

 (em vez de cá voltar)

Vestia de jejum em espaços breves

 E Pensava

Deixar” troicas” continuar a filosofia da pobreza que nos torna mais leves

 para  subir a escada

já com a certeza de ascender a um céu que aparenta

um milagre sem véu

vedado  a alguns de  nós os hereges que sem crer

continuam a querer empreender com alma tenaz e lenta

a liberdade de poder clamar

Reciprocidades sem prisões relacionais,

mesmo que seja quaresma,  um aroma a todos e os demais

como quando no ar livre cheira a folar…

 

Boa Páscoa  a Todos

 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 01:00
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Domingo, 24 de Março de 2013

Pecados e Picardias

 

Como o som de uma morna

 num dia chuvoso,

balança a solidão no copo que entorna

por um corpo frio só triste e saudoso,

e não  há  nenhum Deus que nos mande embora

apenas  a teimosia  do lado de fora

 e a sós contigo

como aquele tempo, que  já só vive

escondido num livro…

 

Como o som de uma morna

 num dia chuvoso,

andam  sem querer pelo mundo fora

numa dança suave que já só  se demora

na  despedida lenta ,no caminho tortuoso

e Não há Deus que chame os nossos  jovens de volta

E mais sós ficamos

Como condenados na nossa revolta

Desesperamos…

 

Como o som de uma morna

 num dia chuvoso,

passamos pelas brasas e em bicos de pés

num destino tão recalcado quanto  rancoroso

 

e não há Deus, nos novos rumos oriundos de outrora

que venha de mansinho pedir contas às novas ralés

ficamos sem norte

como pessoas despidas num mar de vergonha

sucumbimos sem porte…

Como o som de uma morna

 num dia chuvoso…

 

 

Isabel seixas

publicado por Fer.Ribeiro às 02:10
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Domingo, 17 de Março de 2013

Pecados e Picardias

 

Apenas pecados ou Simplesmente picardias?

 

Há  quase sempre um movimento dissimulado de intenções  de ascensão aos poderes, por detrás das criticas ao desempenho dos políticos…


Há uma desculpabilização sem remorso dos danos e do dolo causado pelos “desgovernantes” aquando de decisões tomadas no exercício de funções  de funcionários ao serviço do povo…


Há uma amnésia quase coletiva dos desmandos dos poderosos que se vêm com autorização de governar pelo poder da democracia alterando as regras do jogo  que determinaram a sua eleição a seu bel-prazer…


Há uma leviandade consentida entre os grupos que se dizem sempre melhores quando estão na oposição perdendo o sentido de autocritica das ações e comunalidades políticas de quando eram poder…


Há um cansaço gerado pelo descrédito e falta de esperança de uns nos outros perante o desaguar no venha o diabo e escolha…


Há uma desconfiança genérica quase comum e de prescrição por denominação comum internacional (DCI)quase anestésica e inibidora de envolvimento politico por medo de vir a ser conspurcado per si…


Há uma quase vergonha em admitir que não há fronteiras entre os limites da honestidade cívica e a prevaricação por direito individual quando se  ocupam cargos de gestão dos serviços públicos ou privados…


Há uma conotação negativa por quem se apaixona  em  idades  imprevistas assim como a  dificuldade de distribuição dos direitos de forma equitativa, ou seja há pessoas que face ao seu estatuto adquiriram estatutariamente mais direito aos direitos e outras por destino mais obrigação aos deveres, ainda e basicamente como a maioria dos homens simplesmente serem mulheres…


A eleição dos deuses na terra continua a ser um acontecimento do mais inócuo que há … Veja-se por exemplo em relação ao seu conteúdo funcional  de reduzir assimetrias entre ricos e pobres entre bulímicos e obrigatoriamente anoréticos…


Oh…


Boas noites e bons dias…

 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Discursos sobre a cidade - Por Isabel Seixas

 


Cemitérios vivos

 

Olá pai


Espero  por mais um dia 19 e a cidade assume um ar  de seriedade onde os vínculos de amor estão em todos os rostos, todos temos um Pai.


Sinto o teu olhar perdido pelos sonhos que moravam no horizonte do teu futuro ,nos regressos a Bornes em pensamentos fugazes e intensos passando pelo parque das Pedras  pelos binóculos da Tua rua do Sol, por nós...


Sorrio de orgulho à pergunta é filha do Seixas?


Partilho os teus recantos ideais de meditação, aquela árvore do tabulado de onde levantavas voo e mais ninguém te apanhava, as escadinhas que descem para o rio sem direção nenhum barco a não ser o do teu imaginário.


Estava a pensar no que devo oferecer-Te agora que  já não és corpo e só vestes memórias…


Somos  a tua alma viva do sorriso  de esperança que nos deixaste , evocamos-te nas recordações onde há o maior cenário desta cidade que nos acolheu por entre as suas muralhas de pedra e valores.


Houve um tempo em que era basicamente a tua filha e só, a filha do Chiquinho, depois a filha do Seixas, auferia da bonança que tinhas semeado e apreendia que independentemente da paisagem tinhas construído um território de honestidade no trabalho e no amor à família, depois adotaste todos os nossos projetos como teus…


Agora vamos festejar o nosso dia do Pai com as certezas de amor incondicional que sempre nos dedicas e seja em que espaço da cidade for nas caldas, na rua do sol , no arrabalde , nas freiras,  no bacalhau, ou no monumento, vamos estar juntos na brisa de ternura que sempre afaga Pais e Filhos, este ano ofereço-te aquele abraço incomensurável num murmúrio de silêncios, suspiros, eventualmente  lágrimas peregrinas nesse ramo  vivo de saudade com o verde da tua esperança depositada em nós.


Tua Filha


Isabel


 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 23:34
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Sábado, 9 de Março de 2013

Pecados e Picardias

 

Mulher

 

Sabes mulher,

não te entendo…

Como podes querer liberdade

E ter filhos,

Ser amiga e apaixonar-te,

Ter poder  e casar-te…

 

Sabes mulher,

não te entendo…

 

Como podes querer a saudade

Sem a desilusão

Ser corpo e desligar-te

Ter alegria e calar-te

 

Sabes mulher,

não te entendo…

 

Como podes querer ser minha

Sem entregar-te

Ser maldade sem fel ou arte

Voltar ao início já no fim da linha

Sabes mulher,

não te entendo…

 

Como podes amar sem tréguas

E sem amar-te

Viver perto mesmo a léguas

Esquecida de ti sem desagregar-te

 

Sabes mulher,

não te entendo…

Como podes estar a sorrir no pranto

Com um afago

E dos teus afetos fazer o manto

Com que me cobres, ao fim e ao cabo

 

Sabes mulher, não te entendo…

Nem sei se quero,

É que sem ti só vivo morrendo

E contigo estou no céu com prazer do teu inferno

 

 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 15:32
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Sábado, 2 de Março de 2013

Pecados e Picardias

 

Dos pecados dos discursos

Aos discursos dos pecados

 

Estava a pensar:


Que cada manifestação de repúdio aos desaires do governo, deveria contar como nota negativa e consequente chumbo, sem contemplação, comprovada a participação massiva do júri do povo.


Que esta avaliação continua, de cariz  formativo, expressa no dia a dia das nossas vidas é um peso demasiado grande, perante a derrocada dos nosso direitos afogados no incumprimento dos deveres de quem governa.


Que dos pecados dos discursos proferidos com a desfaçatez de quem fala das repercussões com a ligeireza de quem sabe não vir a ser a vitima, há a solidão de braços caídos por estar por tudo na desilusão de quem confia…


Que aos discursos dos pecados se juntam os prevaricadores mor a alegar o sacrifício da perda do direito à habitação como quem despeja o sonho de quem melhorou a paisagem e amealhou construindo património

 

Que as eleições Italianas são o mote para uma boa reflexão sobre a erosão da confiança em lideres políticos que mesmo embandeirados pelo conservadorismo  do melhor, assim  conhecido,  estão a enjoar.


Que é pecado atentar contra as necessidades humanas básicas das pessoas impedindo a sua satisfação…


Que pecamos pelo medo de quem nos subjuga e torna reféns do seu poder no exercício das suas ambições pessoais.


Que a perda de direitos básicos à SAÚDE nos tornará mais  e mais vulneráveis até chegar às doenças da alma.


Que é de facto, preciso, dizer basta.


 

Isabel Seixas


publicado por Fer.Ribeiro às 23:36
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

Pecados e Picardias

 

Da diversidade

 

Dos ensaios

Da desfaçatez

PASSOS FIRMES

 

Passos firmes em direção ao futuro

Mãos dadas a abarcar pedaços de mundo

Todas as gerações empenhadas  a contribuir 

Na construção do presente que está a evoluir

 

Pressupostos de referência a vida  de todos... A anuência,

A matriz dos sonhos o respeito a cada um da sua  vivência

A beleza cimentada na certeza dos poderes  sem violência

O caminho no caminhar de cada um, em  suave  cadência

 

Riem-se uns de outros , riem-se outros de uns

Desfaçatez comum ,sem resultados nenhuns

Há um só querer horizonte de lugar oculto

Onde os encontros são ensaios breves,

Onde eu espero bem que me leves

 Para tirar a alegria do sepulcro

 

E aí, nós, simples mortais comuns de tão comuns

Somos os eleitos os tais dos bastidores como os demais

Que erigindo o mundo ficam sem louros nenhuns

 

Condenados ao anonimato rimo-nos do estrelato

Que alguns ousam ostentar como puro celibato

Em passos firmes vivemos a alegria de ser… Nós, em nós reais

 

 

Isabel Seixas



publicado por Fer.Ribeiro às 16:31
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