A dor
Já deixamos fugir vazios, sonhos antigos
Agora talvez seja melhor não prometer
Sabes a dor de os imaginar perdidos
Tira-me o sono e a vontade de viver
E quando a culpa, que nos fica, é vergonha
Fugimos também de nós, cheios de rancor
Pode ser que reste um de nós que ponha
Um voltar atrás como nos filmes de amor
Sabes a dor de os ver ir, para lá de nós
Como um destino que deixamos acontecer
Traz o medo de mesmo juntos, ficarmos sós
Com inércia da vontade a esmorecer
E encontros adiados a evitar a dor
Talvez sejam tempos de esperas, meu amor…
Isabel Seixas
Estava a pensar
Estava a pensar na solidão de quem só atinge picos de alegria com a frustração de outros, estava a pensar no ganhar que pressupõe perder...
Há uma euforia que liberta a toxicidade dos resíduos emocionais com maior eficácia que Freud nas suas sessões de psicanálise...
Estava a pensar no jogo Porto/Benfica em que a subida aos céus azuis foi diretamente proporcional à descida aos purgatórios dos olhos raiados de vermelho num choro mudo por desilusão.
Há uma paixão intensa e divina que faz as delicias do despoletar do humor para um ciúme como dor ou o alivio de momentos de amor...
Estava a pensar, nos sonhos que aquando da realização se deixam embevecer por uma demoníaca sedução ...
Há um fenómeno de franca e boa disposição que faz até converter intolerância num anjo devoto e complacente em redenção...
Estava a pensar na união e cumplicidade que pode fazer florescer um jogo de futebol...
Há um arco íris que é premonição, vai haver novo alvorecer onde a dúvida vai fazer cair penas que esvoaçam com precaução, a águia quer fazer uma cama ao dragão...
Estava a pensar que por momentos se toldou a razão...
há corações a bater num marca passo de oração...
Aos Adeptos tristes...Um coro de afeição.
Por uma eterna Sportinguista.
Isabel Seixas
Banco de jardim
Sentada no banco de jardim
Com o tempo emonado
Nem sei de ti nem sei de mim
Nem desta terra, ao fim e ao cabo…
Afinal não é jardim
Nem banco
Nem canteiro
É um vaso só pousado
Já sem flores…
Todas hão murchado.
Mandaram embora o jardineiro
Disseram-lhe agora é assim
Emigrou o nosso dinheiro
Faça-se à vida ou é o fim…
Sem emprego mas cansado
Sem esperança nem ordenado
Pela pátria abandonado
Emigrou pra todo o lado
Ficou na vala comum
Do povo e trabalho duro
Sem acreditar em nenhum
Que prometa a luz no vão escuro…
Esperai por mim poldras e pontes
Ar puro serras e montes
Esperai por mim meus amigos
Das muralhas castelos e abrigos
Esperai por mim
Que eu volto sempre, ao meu banco de jardim…
De pé
Espero por ti e por mim
Para nos sentarmos juntos no banco de jardim,
Até…
Isabel Seixas
Tomada de posse
Tinha-lhe prometido o mundo num olhar
Escusado seria dizer que mentira
Até à justiça cega sem a lei a provar
Só tinha a tomada de posse na mira…
Acreditou ser só aquela a verdade
Já em tempo o pai também assim fazia
Tomou-a de posse como liberdade
Transformou-a em dor e melancolia
Perdeu-a em pedaços da cozinha à cama
Sem se dar conta que apagava a luz
Em cada omissão abafou a chama
Que a tomada de posse obscura conduz
Perdeu-a nos espaços de devassidão
Ao tomá-la de posse sepultou a ilusão…
Isabel Seixas
Pecados e picardias
Apeemo-nos no sonho … Abril e Maio
Sonho de Abril, apeemo-nos sem condição,
Ensombre o abatimento da esperança
do futuro, que foge por temer a solidão,
sintamos evitável esmorecer a lembrança
Apeemo-nos no sonho!... Lutador de Maio.
Adormeçam os remorsos do nosso futuro
Proíba-se transformar o homem em lacaio
Derrubando o medo de saltar esse muro
Abasteçamos as reservas de liberdade
Como os sinos replicam mortos de saudade
Para acordar do silêncio almas lentas
Apeemo-nos no sonho , conquistas sedentas
Para que Abril continue em Maio
Demos as mãos, juntos, apeemo-nos no sonho…
Isabel Seixas
Pecados e picardias
Sim … Mas…
Novos ensaios
O egocentrismo das liberdades…
-Mas então não achas o Sócrates um excelente político…
-Acho, nomeadamente no conceito atual de politico.
-Aquela 1ª primeira entrevista foi um Show, que homem… Não achas?
-Acho que tem lata.
- Oh que espirito de contradição, achas estes melhores é?
- Têm ainda mais lata se é isso que perguntas, digamos que é uma lata mais acutilante dada a desfaçatez. Uma coisa reconheço sabem dividir a culpa.
-Ora ainda bem, que reconheces que arcou sozinho com todas as culpas das politicas menos populares do seu governo…
- Agora o jogo político é uma espécie de macaquismo de imitação, já para não falar das encenações agora todas passiveis de comentários de comentadores “profissionais “ de cada canal das televisões …
- Interessante é também alguns comentadores não terem sentido de autocritica uma vez que já estiveram no poder e também não desenvolveram uma política mais justa e equitativa para a maioria da população.
- Gostava era de ver políticos que despertassem a nossa confiança e fizessem obras …
- Traduzindo isso em obras, bem sabes que Ele foi o único que operacionalizou os projetos das estradas que agora temos.
Que se preocupou em criar cursos técnicos para validar as competências dos trabalhadores e chamou-lhes novas oportunidades.
- Estou a ver… Que as memórias são tão tolerantes como a liberdade que renasce, que depois de mim virá quem de mim Bom fará… De facto ele também merece auferir das suas novas oportunidades…
Sei que passado um tempo de pranto e animosidade expira a relutância e regressa
A serenidade da tolerância ou será já estamos por tudo…
Isabel Seixas
Pecados e picardias
Parabéns?!…
Naaaaaaa, Condolências e trabalhe em paz…
-Ah Ah… Parabéns diz-me um colega de trabalho …
-Desculpe , está enganado não faço anos!!!…
-Mas então disseram-me que era a Sra. que tinha sido convidada para a direção…
Ah, não isso não tem qualquer fundamento, mas ainda que mal lhe pergunte acha que isso é ou seria motivo para felicitações? !!!?... Tentarem desde logo amarrar-me a um projeto politico vocacionado para um núcleo de passados e presentes agiotas do qual não sinto nem partilho qualquer atração, ainda por cima insinuando que me ofereciam uma esmola, esperando que eu ficasse açaimada a uma gestão de todo presumivelmente seguidista e ainda sem poder deliberativo.
-Bem, mas então não gostava?
-É… Sou mulher, não nego algo narcisista ou seja q.b., mas neste enquadramento acho que estou de facto de parabéns mas é por não ter sido convidada…
Hum , aleluia, ó Hosana nas alturas, à primeira qualquer um cai… A servir de enfeite para os ditadores atenuarem os seus desejos incontroláveis de ditar as suas nuances de egocentrismo…
_ Mas não acha que precisávamos de alguém cá que defendesse os nossos interesses?
-óooooooooo, se acho… Mas não acha mau presságio a Sede de poder não ser aqui?
-É…
-Pois… Além de que … A dialética subjacente à linha de conduta política ATUAL
“Vejamos um exemplo muito célebre da dialética hegeliana, o do senhor e o escravo.
Dois homens lutam entre si. Um deles é pleno de coragem. Aceita arriscar sua vida no combate, mostrando assim que é um homem livre, superior à sua vida. O outro, que não ousa arriscar a vida, é vencido. O vencedor não mata o prisioneiro, ao contrário, conserva-o cuidadosamente como testemunha e espelho de sua vitória. Tal é o escravo, o "servus", aquele que, ao pé da letra, foi conservado.
O senhor obriga o escravo, ao passo que ele próprio goza os prazeres da vida. O senhor não cultiva seu jardim, não faz cozer seus alimentos, não acende seu fogo: ele tem o escravo para isso. O senhor não conhece mais os rigores do mundo material, uma vez que interpôs um escravo entre ele e o mundo. O senhor, porque lê o reconhecimento de sua superioridade no olhar submisso de seu escravo, é livre, ao passo que este último se vê despojado dos frutos de seu trabalho, numa situação de submissão absoluta.
Entretanto, essa situação vai se transformar dialeticamente porque a posição do senhor abriga uma contradição interna: o senhor só o é em função da existência do escravo, que condiciona a sua. O senhor só o é porque é reconhecido como tal pela consciência do escravo e também porque vive do trabalho desse escravo. Nesse sentido, ele é uma espécie de escravo de seu escravo.
De facto, o escravo, que era mais ainda o escravo da vida do que o escravo de seu senhor (foi por medo de morrer que se submeteu), vai encontrar uma nova forma de liberdade. Colocado numa situação infeliz em que só conhece provações, aprende a se afastar de todos os eventos exteriores, a libertar-se de tudo o que o oprime, desenvolvendo uma consciência pessoal. Mas, sobretudo, o escravo incessantemente ocupado com o trabalho, aprende a vencer a natureza ao utilizar as leis da matéria e recupera uma certa forma de liberdade (o domínio da natureza) por intermédio de seu trabalho. Por uma conversão dialética exemplar, o trabalho servil devolve-lhe a liberdade.
Desse modo, o escravo, transformado pelas provações e pelo próprio trabalho, ensina a seu senhor a verdadeira liberdade que é o domínio de si mesmo.
Assim, a liberdade estoica apresenta-se a Hegel como a reconciliação entre,
O domínio e a servidão.” Texto Produzido Por Rosana Madjarof - 2000
-Mas então quem vai ser?!
Não sei , mas é digno de condolências e que trabalhe em paz…
Desde logo não se esquecendo que o mandato social dos Enfermeiros é comprometer-se de corpo e alma com a advocacia do utente…
Isabel Seixas
Já não há Pecados
Deixem os sonhos antigos
Pelas ruas da amargura
Espalhem-nos pelos abrigos
Sem frustração ou censura
E não se conformem, malogrados
pelo abandono da loucura
porque já não há pecados
descobriu-se a sua cura…
Já não há pecados
Feneceram inocentes
Injustamente acusados
Sós, com culpas, doentes
Nem nós os sabemos
Nem foram julgados
Talvez por costumes a menos
ou ascensão ao inferno
ou por ficarem especados
não se render ao moderno?!!!
Já não há pecados…
Foram-se embora resignados.
Isabel Seixas
Cheira a folar
Cheira a folar
E enquanto cresce a água na boca
voa um pensamento às origens
onde encontros no forno, prediziam futuros
e acordavam passados
e Deus
(em vez de salivar)
vestido de mistério e semblante carregado
vigiava
aqueles que tinham ideias clandestinas de adultério
de carne desejar…
cheira a folar
E a cabeça fica confusa de tão oca
da moral de sexta feira santa, o apetite dá vertigens
expondo-se alguns descarados do forno e da forja aos esconjuros...
e agora sopram ventos que nem por ser Páscoa são menos atribulados
E Deus
(em vez de cá voltar)
Vestia de jejum em espaços breves
E Pensava
Deixar” troicas” continuar a filosofia da pobreza que nos torna mais leves
para subir a escada
já com a certeza de ascender a um céu que aparenta
um milagre sem véu
vedado a alguns de nós os hereges que sem crer
continuam a querer empreender com alma tenaz e lenta
a liberdade de poder clamar
Reciprocidades sem prisões relacionais,
mesmo que seja quaresma, um aroma a todos e os demais
como quando no ar livre cheira a folar…
Boa Páscoa a Todos
Isabel Seixas
Como o som de uma morna
num dia chuvoso,
balança a solidão no copo que entorna
por um corpo frio só triste e saudoso,
e não há nenhum Deus que nos mande embora
apenas a teimosia do lado de fora
e a sós contigo
como aquele tempo, que já só vive
escondido num livro…
Como o som de uma morna
num dia chuvoso,
andam sem querer pelo mundo fora
numa dança suave que já só se demora
na despedida lenta ,no caminho tortuoso
e Não há Deus que chame os nossos jovens de volta
E mais sós ficamos
Como condenados na nossa revolta
Desesperamos…
Como o som de uma morna
num dia chuvoso,
passamos pelas brasas e em bicos de pés
num destino tão recalcado quanto rancoroso
e não há Deus, nos novos rumos oriundos de outrora
que venha de mansinho pedir contas às novas ralés
ficamos sem norte
como pessoas despidas num mar de vergonha
sucumbimos sem porte…
Como o som de uma morna
num dia chuvoso…
Isabel seixas
Apenas pecados ou Simplesmente picardias?
Há quase sempre um movimento dissimulado de intenções de ascensão aos poderes, por detrás das criticas ao desempenho dos políticos…
Há uma desculpabilização sem remorso dos danos e do dolo causado pelos “desgovernantes” aquando de decisões tomadas no exercício de funções de funcionários ao serviço do povo…
Há uma amnésia quase coletiva dos desmandos dos poderosos que se vêm com autorização de governar pelo poder da democracia alterando as regras do jogo que determinaram a sua eleição a seu bel-prazer…
Há uma leviandade consentida entre os grupos que se dizem sempre melhores quando estão na oposição perdendo o sentido de autocritica das ações e comunalidades políticas de quando eram poder…
Há um cansaço gerado pelo descrédito e falta de esperança de uns nos outros perante o desaguar no venha o diabo e escolha…
Há uma desconfiança genérica quase comum e de prescrição por denominação comum internacional (DCI)quase anestésica e inibidora de envolvimento politico por medo de vir a ser conspurcado per si…
Há uma quase vergonha em admitir que não há fronteiras entre os limites da honestidade cívica e a prevaricação por direito individual quando se ocupam cargos de gestão dos serviços públicos ou privados…
Há uma conotação negativa por quem se apaixona em idades imprevistas assim como a dificuldade de distribuição dos direitos de forma equitativa, ou seja há pessoas que face ao seu estatuto adquiriram estatutariamente mais direito aos direitos e outras por destino mais obrigação aos deveres, ainda e basicamente como a maioria dos homens simplesmente serem mulheres…
A eleição dos deuses na terra continua a ser um acontecimento do mais inócuo que há … Veja-se por exemplo em relação ao seu conteúdo funcional de reduzir assimetrias entre ricos e pobres entre bulímicos e obrigatoriamente anoréticos…
Oh…
Boas noites e bons dias…
Isabel Seixas
Cemitérios vivos
Olá pai
Espero por mais um dia 19 e a cidade assume um ar de seriedade onde os vínculos de amor estão em todos os rostos, todos temos um Pai.
Sinto o teu olhar perdido pelos sonhos que moravam no horizonte do teu futuro ,nos regressos a Bornes em pensamentos fugazes e intensos passando pelo parque das Pedras pelos binóculos da Tua rua do Sol, por nós...
Sorrio de orgulho à pergunta é filha do Seixas?
Partilho os teus recantos ideais de meditação, aquela árvore do tabulado de onde levantavas voo e mais ninguém te apanhava, as escadinhas que descem para o rio sem direção nenhum barco a não ser o do teu imaginário.
Estava a pensar no que devo oferecer-Te agora que já não és corpo e só vestes memórias…
Somos a tua alma viva do sorriso de esperança que nos deixaste , evocamos-te nas recordações onde há o maior cenário desta cidade que nos acolheu por entre as suas muralhas de pedra e valores.
Houve um tempo em que era basicamente a tua filha e só, a filha do Chiquinho, depois a filha do Seixas, auferia da bonança que tinhas semeado e apreendia que independentemente da paisagem tinhas construído um território de honestidade no trabalho e no amor à família, depois adotaste todos os nossos projetos como teus…
Agora vamos festejar o nosso dia do Pai com as certezas de amor incondicional que sempre nos dedicas e seja em que espaço da cidade for nas caldas, na rua do sol , no arrabalde , nas freiras, no bacalhau, ou no monumento, vamos estar juntos na brisa de ternura que sempre afaga Pais e Filhos, este ano ofereço-te aquele abraço incomensurável num murmúrio de silêncios, suspiros, eventualmente lágrimas peregrinas nesse ramo vivo de saudade com o verde da tua esperança depositada em nós.
Tua Filha
Isabel
Isabel Seixas
Mulher
Sabes mulher,
não te entendo…
Como podes querer liberdade
E ter filhos,
Ser amiga e apaixonar-te,
Ter poder e casar-te…
Sabes mulher,
não te entendo…
Como podes querer a saudade
Sem a desilusão
Ser corpo e desligar-te
Ter alegria e calar-te
Sabes mulher,
não te entendo…
Como podes querer ser minha
Sem entregar-te
Ser maldade sem fel ou arte
Voltar ao início já no fim da linha
Sabes mulher,
não te entendo…
Como podes amar sem tréguas
E sem amar-te
Viver perto mesmo a léguas
Esquecida de ti sem desagregar-te
Sabes mulher,
não te entendo…
Como podes estar a sorrir no pranto
Com um afago
E dos teus afetos fazer o manto
Com que me cobres, ao fim e ao cabo
Sabes mulher, não te entendo…
Nem sei se quero,
É que sem ti só vivo morrendo
E contigo estou no céu com prazer do teu inferno
Isabel Seixas
Dos pecados dos discursos
Aos discursos dos pecados
Estava a pensar:
Que cada manifestação de repúdio aos desaires do governo, deveria contar como nota negativa e consequente chumbo, sem contemplação, comprovada a participação massiva do júri do povo.
Que esta avaliação continua, de cariz formativo, expressa no dia a dia das nossas vidas é um peso demasiado grande, perante a derrocada dos nosso direitos afogados no incumprimento dos deveres de quem governa.
Que dos pecados dos discursos proferidos com a desfaçatez de quem fala das repercussões com a ligeireza de quem sabe não vir a ser a vitima, há a solidão de braços caídos por estar por tudo na desilusão de quem confia…
Que aos discursos dos pecados se juntam os prevaricadores mor a alegar o sacrifício da perda do direito à habitação como quem despeja o sonho de quem melhorou a paisagem e amealhou construindo património
Que as eleições Italianas são o mote para uma boa reflexão sobre a erosão da confiança em lideres políticos que mesmo embandeirados pelo conservadorismo do melhor, assim conhecido, estão a enjoar.
Que é pecado atentar contra as necessidades humanas básicas das pessoas impedindo a sua satisfação…
Que pecamos pelo medo de quem nos subjuga e torna reféns do seu poder no exercício das suas ambições pessoais.
Que a perda de direitos básicos à SAÚDE nos tornará mais e mais vulneráveis até chegar às doenças da alma.
Que é de facto, preciso, dizer basta.
Isabel Seixas
Da diversidade
Dos ensaios
Da desfaçatez
PASSOS FIRMES
Passos firmes em direção ao futuro
Mãos dadas a abarcar pedaços de mundo
Todas as gerações empenhadas a contribuir
Na construção do presente que está a evoluir
Pressupostos de referência a vida de todos... A anuência,
A matriz dos sonhos o respeito a cada um da sua vivência
A beleza cimentada na certeza dos poderes sem violência
O caminho no caminhar de cada um, em suave cadência
Riem-se uns de outros , riem-se outros de uns
Desfaçatez comum ,sem resultados nenhuns
Há um só querer horizonte de lugar oculto
Onde os encontros são ensaios breves,
Onde eu espero bem que me leves
Para tirar a alegria do sepulcro
E aí, nós, simples mortais comuns de tão comuns
Somos os eleitos os tais dos bastidores como os demais
Que erigindo o mundo ficam sem louros nenhuns
Condenados ao anonimato rimo-nos do estrelato
Que alguns ousam ostentar como puro celibato
Em passos firmes vivemos a alegria de ser… Nós, em nós reais
Isabel Seixas


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