Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2013

Semana da Névoa - 3

Chaves - Jardim Público e Ponte Romana

 

publicado por Fer.Ribeiro às 04:34
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2012

Um coreto sem banda e um homem sem memória

 

E enquanto uns esperam pela banda no coreto que teima sempre em não aparecer, aí desse lado vão esperar mais um bocadinho pelo “Homem sem memória”, de João Madureira. Mas são apenas uns instantes. Até já.

 


publicado por Fer.Ribeiro às 02:37
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Para já o coreto... a música vem depois!

 

A imagem do coreto sugere música das bandas filarmónicas e, sendo do lugar de onde é, traz-nos à lembrança as antigas verbenas de verão. Mas falar destas coisas é falar do passado é ter saudades… e fico-me por aqui, pois o António Roque vem aí às 9 da manhã, com mais música e mais saudades… até lá!

 


publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Roubaram o Cândido...

Pois é, tinha prometido vir aqui com fotos do dia, mas hoje e dadas as circunstâncias, além de duas fotos do dia cedidas pelo repórter de serviço, também trago algumas de arquivo e tudo porque roubaram o Cândido. Não, não foi o Cândido da Rua da Tulha, nem tão pouco o Cândido da Praça do Duque, mas sim,  o Cândido do Jardim Público ou se preferirem, o Cândido Sotto Mayor.


Imagem de arquivo


Hoje pela manhã fui dar uma volta à procura das fotos de hoje. Decidi começar pela Madalena, atravessei a Ponte Romana, subi a Rua de Stº António, passei pelas Freiras, desci a Rua do Olival e retomei a Ponte Romana, mas ainda antes de me despedir dos cliques, dei uma voltinha pelo Jardim Público, pois mesmo depenado, gosto de passar por lá, é vício antigo desde as saudosas verbenas e tempo de namoros, e claro, aproveito sempre para ir cumprimentar o Cândido, e hoje também fui, mas ele não estava lá…

 

- ãhhhh! E o Cândido!?, perguntei eu ao meu parceiro de cliques.

- Então não sabias que foi roubado, vinha no jornal desta semana. Disse-me o parceiro de cliques.

- Eu não!  Respondi-lhe ainda incrédulo.

 

 

Pois é, às vezes dá jeito comprar os Jornais da terra, pelo menos vamos sabendo quem morre, ou quem é roubado. Claro que logo de seguida fui consultar a “Voz de Chaves”, onde dizia:

 

imagem de arquivo

 

“-  Na passada madrugada de terça-feira, o busto desapareceu, e, ao que tudo indica, por furto, ficando à vista os ferros que o suportavam.  A situação foi comunicada à PSP, que tomou conta da ocorrência.”

 

Imagem de arquivo

 

Claro que foi roubado, pois pela certa que o Cândido não foi tomar café, nem me consta que a Câmara Municipal o tivesse retirado de lá (mas esta última hipótese não a confirmei), e ainda vos digo mais, o roubo não se ficou apenas pelo busto do Cândido, pois também roubaram a água e os repuxos da taça do jardim público, a não ser que se tivesse sumido por um buraquinho qualquer. Como a fome apertava, também não fui confirmar o que aconteceu à água da taça, mas logo que tenha oportunidade vou saber.

 

 

Nestes últimos anos o Jardim Público tem sido roubado indecentemente. Com a desculpa das obras, roubaram-lhe uma porção de árvores, bancos, canteiros, verde e sobras, roubaram-lhe a essência. Mas aqui o roubo foi consentido e até avalizado por técnicos que dão pelo nome de Arquitectos Urbanistas,  que pouco se importam com o sentimento das pessoas, que nunca lá foram às verbenas, que nunca lá namoraram, que nunca lá se refrescaram nos verões de inferno da nossa cidade e, se lá foram, são curtos de memória. A sua única preocupação parece ser a de receber umas chorudas notas pelo projecto e marcar pontos no currículo, além da ambição de ficar na história das cidades, e vão ficar,  pelos maus serviços prestados. Ainda gostaria de saber se o Cândido Sotto Mayor fosse vivo consentiria a desfeita. Quem sabe se por artes do além ele não partiu com o desgosto…

 

Imagem de arquivo

 

Deixo-vos a seguir duas últimas imagens para testemunhar aquilo que aqui digo. A primeira, de autoria de Dinis Ponteira, é dos inícios dos anos 80 do século passado. A última, é de hoje, às 12H51, segundo o registo da minha câmara fotográfica.

 

Aproveitem e contem os bancos da primeira foto e os da segunda, e tenham em conta que a foto foi tomada do mesmo local. Se não quiserem estar com o trabalho, e digo-vos o resultado da minha contagem: 34 na primeira e cinco na segunda. Já agora, descubra as diferenças nas árvores.

 

Fotografia de Dinis Ponteira

 

Ficam também para memória futura as fotos do busto de Cândido Sotto Mayor, e também  com a esperança de que o busto ainda esteja inteiro e possa ser reconhecido lá onde ele quer que esteja.

 

 

Até mais logo, ao meio-dia,   com o Homem sem memória, de João Madureira.

publicado por Fer.Ribeiro às 03:36
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Terça-feira, 5 de Julho de 2011

Pedra de Toque - As Verbenas

 

 

AS VERBENAS

 

 

Eram as festas do Verão na nossa cidade.

 

Iniciavam-se em Junho e findavam já nas noites frescas de Setembro.

 

Raro era o fim-de-semana em que elas não aconteciam.

 

Realizavam-nas as comissões de apoio ao Grupo Desportivo de Chaves e muitas outras instituições, algumas de carácter social.

 

Uma salva de morteiros e a arruada da banda, lembravam à cidade o evento que acontecia quase sempre no Jardim Público.

 

 

As pessoas acorriam em grande número.

 

Artistas consagrados visitavam-nos. Marco Paulo marcava presença todos os anos em Agosto na verbena dedicada aos emigrantes que enchiam por completo o espaço.

 

Mas a consagradíssima Amália Rodrigues, também cantou em verbenas no Jardim Público, pelo menos duas vezes fazendo-se acompanhar pelos seus guitarristas e de outros conhecidos cançonetistas.

 

O sucesso foi estrondoso.

 

A diva, já o sol começava a raiar, elogiou a hospitalidade dos flavienses e realçou a beleza desta nossa velha cidade milenária, enquanto bebia a água das nossas miraculosas caldas, para digerir a costumada ceia.

 

Nas verbenas dançava-se à volta do coreto e por todo o jardim.

 

Ali destacava-se, comandando o baile, a tia Maria Landainas, mestre de dança de muitos jovens flavienses, que deambulava nos seus levíssimos chinelos, ao som e ao ritmo das modas que a banda tocava.

 

 

No ringue, rodeado de mesas onde se serviam comes e bebes, dançavam os mais endinheirados, que podiam pagar a quantia que a organização fixava para bailarem sem sujarem de poeira os brilhantes sapatos.

 

No topo, um conjunto normalmente de Chaves, debitava música mais moderna.

 

Quantas promessas furtivas, quantas mãos apertadas, quantos olhares comprometedores cimentaram amores, quiçá paixões, que perduraram para além do Verão seguinte.

 

Claro que o Jardim Público de então era um berço romântico e acolhedor para estas festas, as saudosas verbenas,

 

Ainda hoje frequentemente relembradas com emoção pelas gentes da minha terra, nestes fins-de-semana em que o calor tanto aperta.

 

 

António Roque

publicado por Fer.Ribeiro às 12:00
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Terça-feira, 21 de Junho de 2011

Pedra de Toque - O Jardim Público

 

O JARDIM PÚBLICO

 

 

         As noites de verão na cidade de Chaves tinham o seu principal palco no frondoso, florido e verdejante Jardim Público.

 

         Logo que o calor começava a apertar, as pessoas escolhiam-no para saborear a frescura que exala e para aí se deslocavam em momentos de lazer, passeando com a família e amigos.

 


 

         O verde da relva, as flores dos canteiros, os peixes coloridos da taça, os amieiros chorando para o velho Tâmega, tudo contribuía para a criação de um ambiente simpático, ameno e convidativo.

 

         O Sr. Dias, mais conhecido por Fanhonha, dada a sua fala anasalada, animava as noites, passando discos na sua cabine sonora, divulgando sucessos da época nas vozes apaixonadas de Tristão da Silva, Francisco José, Tony de Matos, entre outros.

 

         Intercaladamente o locutor de serviço, com a pronúncia que muito nos orgulha, lia curiosos anúncios.

 

 

         Aqui vão dois que a memória ainda reteve à guisa de exemplo.

 

         “Beba Bitafruta, até as bolhas sabem a fruta”

 

         “Lancia, pontualidade inglesa num relógio da Suíça. Se o seu relógio não funciona, lance-o fora e compre um Lancia”.

 

         Vinha depois o disco com música romântica, precedido de dedicatória à menina de vestido branco que passeava na ala central do jardim.

 

         Criava-se uma onda de mistério e os olhares trocavam-se na procura da feliz menina e do pretenso conquistador que pagava um escudo pela dedicatória.

 

         As avós e as mães sentadas nos bancos, com um pequeno xaile sobre os joelhos para proteger da aragem, vigiavam a prol que calcorreava o picadeiro, como então lhe chamávamos.

 

         Os mais miúdos descobriam todos os esconderijos do jardim, brincando, entusiasticamente, ao Bata-Fica e aos Policias e Ladrões.

 

         Quando apertava a sede, a Casa Portuguesa servindo refrigerantes (laranjadas) e outras bebidas, saciava os que a procuravam.

 

         Cerca das onze, o locutor na cabine anunciava o fim da emissão e despedia-se dos ouvintes até à noite seguinte.

 

 

 

Montagem sobre foto original de Dinis Ponteira

         Devagar, aos poucos, as pessoas debandavam.

 

         Os que atravessavam a velha Ponte Romana, gozavam o privilégio de escutar o som dos ralos e o coaxar das rãs, que mais pareciam uma saudação para uma noite feliz.

 

         Para nós adolescentes, esperava-nos em casa o descanso e o sono que embalávamos no sorriso enigmático e feliz da menina do vestido branco.

 

         António Roque

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:29
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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

Chaves - Jardim Público

 

 

.

 

Hoje deveria ter acontecido aqui no blog mais um “Discurso Sobre a Cidade”, mas tal não foi possível. Assim, para cumprir o contrato, fica uma imagem do Jardim Público do ano de 2006. Não sei porque, talvez saudades, mas gosto mais da versão antiga deste jardim.

 

.


 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 23:45
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Chaves não muito antiga

 

 

.

 

Sem muito tempo para andar por aqui, vou fazendo os possíveis para cumprir o contrato e, pelo menos, trazer um bocadinho de Chaves em Imagem.

 

Hoje mais uma vez com imagens de Chaves não muito antiga, mas que também já não são actuais.

.

 

 

.

 

Imagens sacadas do arquivo de 2005 e 2007 que embora ainda actuais, lá se vão notando as diferenças e algumas ausências em relação às de hoje.

 

Imagens, contudo, que em 2005 e 2007 ainda eram possíveis e que hoje já não o são, pelas ausências ou por se terem fechado as portas para as poder fazer. Refiro-me, claro, às portas do terraço do Castelo que continuam fechadas a aguardar obras no terraço. Obra complicada, parece!

.

 

 

.

 

Também imagem do velho Jardim Público ainda sem ter sido sujeito às modernas técnicas de lipoaspiração dos verdes e outros encantos que deixam saudades porque eles não sabem (os das novas arquitecturas paisagísticas) que as paisagens da cidade também se fazem com pessoas e as suas memórias…

 

E por hoje é tudo. Muito breve, mas com imagens da nossa terra e, hoje, valem mesmo mais que mil palavras.

 

Até logo, com um homem sem memória.

 


 

publicado por Fer.Ribeiro às 23:55
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Repórter de Serviço - A Piscina do Jardim Público

.

Há jardins que fazem parte do meu imaginário de criança. O Jardim Público é um deles. Embora ignorado e até maltratado durante anos, nunca perdeu o seu encanto de local aprazível de estar, caracterizado que era pelas suas sombras frescas que fazia as delícias dos verões quentes. Mas isto já é história, pois há poucos anos atrás as sombras deram lugar a clareiras e o chão, tornou-se poeirento e árido e, até a velha taça, que sempre teve água, mijaretas  e peixes, deu lugar a uma “piscina” (a julgar pela cor azul com que foi pintada) mas sem água. Claro que a crise recomenda a poupança e a água é um bem precioso (todos entendemos isso) mas se a “piscina” está seca e não funciona, mais vale requalifica-la, atulhá-la de terra e botar por lá uns manjericos, pelo menos sempre cheiram bem e depois, a “piscina” sem água e cheia de lixo, dá ar de desmazelo, desinteresse pela coisa pública, um deixa andar… e isso parece mal.

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 01:00
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Terça-feira, 30 de Março de 2010

Outros Olhares Sobre Chaves - Tânia Carvalho

 

.

 

Há uns anos atrás encontrei esta foto no flickr. Primeiro pasmei em apreciação, depois (ainda pasmado) entrei numa fase de encantamento sem conseguir desprender-me do ambiente confuso em que entrei, não sei se de mistério, de poesia ou romance. Não sei! Sei, isso sim, que esta imagem tem a magia de (me) encantar e ao contrário de muitas fotos em que me apetece entrar por elas adentro e desfrutar do ambiente, nesta, apenas paro em frente a ela e quase estático, entro em fase de letárgica contemplação de longos momentos onde apenas os olhar tem movimento e, sempre, invadido pelo mistério, poesia ou romance que a imagem transmite. Tudo nesta foto é perfeito. A luz e a ausência dela, os pormenores e a falta deles, a nitidez embaciada pela neblina, o calor da cor na frescura da imagem – tudo numa confusão de contradição sem ela acontecer… e se lhe acrescentarmos a memória, o feeling  e o pulsar do sítio, é a foto perfeita, a minha  preferida de todos os tempos e olhares.

 

“Roubei” a foto há uns anos atrás no flickr na galeria de Bauni’s Photos e assinada por Tânia Carvalho. Uma galeria que já não existe, mas que deixa saudades. Quanto à Tânia, não sei se é flaviense, sei que tinha ligações familiares a Chaves e que repartia o seu tempo entre Lisboa, Angola e Chaves que dedicava à fotografia e arquitetura, penso que então, ainda como estudante.

 

Com pena minha, perdi o rastro da Tânia Carvalho e dos seus olhares de arte e fotografia. Felizmente, às espera de outros olhares seus, conservei esta no meu arquivo de “roubos”. Tenho esperança de, um destes dias, tropeçar de novo com os seus olhares. Até lá, partilho este seu olhar, com um agradecimento à Tânia e o devido pedido de desculpas pelo “roubo”, mas este olhar é precioso demais para ficar apenas arquivado na escuridão de um disco rígido qualquer.

 

Quanto à imagem, penso escusado mas mesmo assim digo-o, é dos velhos tempos do Jardim Público.

publicado por Fer.Ribeiro às 04:03
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Torga, Chaves e uma imagem para recordar

 

.

 

A poesia e Torga, cabem sempre neste blog. Enquanto a homenagem ao poeta não chega, fica a sua poesia e imagens para recordar.

 

No poema, cada um leia o que quiser ler, pois é aí que está toda a magia da poesia.

 

Chaves, 12 de Setembro de 1983

 

Resguardo

 

Quero-te num poema.

Viva e transfigurada,

Sentada

No banco dum jardim

De versos outonais,

A ver nos horizontes irreais

Sumir-se o tempo, o burlador

Do amor,

Que diz que volta, mas não volta mais.

 

Miguel Torga, in Diário XIV

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:26
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Um minuto de Jardim Público

Sem comentários!

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:39
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Jardim Público e Ponte Ldª...

 

.

 

 

Primeira parte – O Jardim

 

Há quem me acuse de só ver aquilo que é mal feito na cidade e, de não ter uma palavrinha de apreço para aquilo que é bem feito. Claro que muitas vezes lêem e vêem por aqui aquilo que querem ler e ver e não aquilo que verdadeiramente se mostra e escreve, mas mesmo assim, todos os recados que recebo, registo-os para ir pensando neles, pois hipoteticamente há sempre uma hipótese de alguns desses recados até terem alguma razão de ser.

 

Pois em relação ao Jardim Público e durante o decorrer das obras, não disse uma única palavra, nem tinha que dizer, pois gosto de falar das obras depois de estarem concluídas, e por essa razão mantive o meu silêncio até hoje, mesmo porque após a sua abertura ao público e nas minhas três ou quatro visitas ao jardim, encontrei alguns aspectos positivos e,  embora tivesse anotado muitos negativos, pensei que seriam nóia minha de encontrar defeitos em tudo.

 

.

.

 

Após as noticias ou opiniões publicadas nos jornais da terra neste fim-de-semana, cheguei à conclusão que a nóia não é só minha e há mais gente que pensa como eu.

 

Independentemente, depois de por na balança o positivo e o negativo, dar nota positiva à revitalização do jardim, embora baixinha, não poderei deixar de falar daquilo que mais me incomoda no actual jardim, começando por alguns perigos que por lá ficaram a espreitar, como a ausência de gradeamento em partes do canal da linha de água, em zonas que não há qualquer barreira entre as zonas pedonais e o mesmo canal. Este é um erro grave de segurança, principalmente quando já sabemos que muitos dos frequentadores do jardim são crianças. Por falar nas crianças, penso que mereciam um parque infantil com a mesma dignidade daquele que existiu nos anos 60 junto à entrada principal do Jardim e que fazia a delícia de qualquer criança, pois o suposto parque infantil que por lá está não passa de uma amostra. Nem há como perguntar às crianças o que acham do novo espaço…

 

 .

.

 

Quanto ao resto, nomeadamente o mobiliário urbano que por lá semearam aqui e ali e outras intervenções, são (na minha opinião) de puro mau gosto , mal localizados e mal dimensionados. Começando pelos bancos de desenho muito simples mas feios, poucos (pelo menos em zonas de sombra), altos e na “avenida principal” do jardim desenquadrados do alinhamento das árvores ao qual estávamos habituados. Quanto aos candeeiros a coisa ainda piora mais (embora haja gente que gosta). São altos em demasia, com linhas das novas tendências e modernas que não jogam muito bem com o jardim, além de estreitarem a “avenida principal” do jardim, acabando com uma das melhores vistas do antigo jardim. No meu entender o jardim merecia candeeiros do tipo clássico idênticos aos do Centro Histórico.

 

Quanto ao resto, o jardim perdeu o aspecto de frescura e sombrio que tinha e que tanto se agradecia no verão. Agora peca pelas grandes clareiras que foram criadas no seu seio, principalmente a que fica junto ao bairro da Madalena e se prolonga em toda a extensão até ao rio. Mais uma eira para actividades, dizem-me alguns… veremos!

 

.

.

 

No restante, nota negativa para o azul piscina da taça, que além de não se enquadrar no ambiente do jardim, o tempo ditará o porque da minha nota. Também o atravessamento do jardim pela ciclovia não tem qualquer cabimento, pelo menos no local do seu traçado. Nota negativa também para a não replantação de muitas das árvores abatidas.

 

Em tudo o restante, a nota é positiva, mas mesmo assim não é visível o dinheiro que lá foi gasto. Com muito menos conseguia-se fazer muito melhor, pois afinal o jardim já existia.  

 

Segunda Parte – A Ponte

 

Pois quanto à ponte nada tenho em contra ao que por lá foi feito, aliás acho mesmo que o único pecado destas obras está em só agora serem feitas, mas… claro que tinha de haver um mas e, prende-se com o futuro da ponte, pois pelo que li nos jornais desta semana a ponte vai abrir novamente ao trânsito automóvel, ou seja, de nada adiantaram as obras para lhe retirarem o trânsito e pelo que oiço, politica e interesses de meia dúzia de comerciantes (sem visão), toda a cidade ansiava por uma ponte sem trânsito.

 

.

.

 

Só uma nota final. O pavimento da ponte foi projectado para pedonal, pois (basta falar com qualquer pedreiro para o saber) a pedra (granito branco) lá aplicado é poroso e pouco resistente a cargas, ou seja, com carros a circular, por muito bem apoiado que esteja, não demorará muito a partir e esmigalhar além de a sua cor (branco) em poucos dias ficar suja com óleos e borracha da passagem de veículos. O último ponto negativo para a abertura de trânsito automóvel tem a ver com a abolição de passeios onde é posta em causa a segurança dos peões. Como dizia a canção “Para melhor, está bem, está bem, para pior já basta assim!”, ou seja, se era para manter trânsito na ponte, as actuais obras não têm qualquer explicação ou justificação e mais uma vez todo o dinheirinho por lá gasto era mais bem empregue num acesso digno à cidade a partir da a auto-estrada. É a minha opinião ou então, a minha mania/nóia de falar mal, como me dizia o outro!

 

Até amanhã, com um olhar diferente do meu.

publicado por Fer.Ribeiro às 03:24
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