No regresso à cidade de hoje, deixo aqui a notícia de mais um lançamento de um livro flaviense “Histórias do Contrabando …e não só” contadas por um esperto na matéria.
Um livro onde se contam algumas histórias do contrabando, alguma legislação aduaneira do passado e alguns documentos em que o ponto central é a Guarda Fiscal, Corporação à qual o autor pertenceu.
Na apresentação do livro estará o Major General Engenheiro Dario Fernandes de Morais Carreira, também ele filho de Guarda Fiscal.
O autor do livro é o Capitão Aposentado da Guarda Fiscal - Fernando Cantista Pizarro Bravo.
Fica aqui a notícia.
A apresentação é hoje, segunda-feira dia 17, às 18H00, na Biblioteca Municipal de Chaves.

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O Livro e o Vinho
- Um cibo de uma carta para um amigo –
O livro é o amigo nas mãos, alimento da mente, fonte de sabedoria.
O vinho é travo, estalido de língua, sabor à comida, asas no espírito.
Enquanto aquele é útil, melhora.
Este por vezes deixa sequelas, provoca mossas porque fomenta o impulso da paragem difícil.
Na década de 2020, que ainda tarda, calcorreando as velhas ruas do burgo, e as novas avenidas abertas no impossível, saborearemos em viagens da memória o vinho proibido e cantaremos os livros de estórias mágicas e distantes.
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Para já sugiro que travemos a pressa dos anos.
Por isso convido-te uma destas noites veraniegas, a afagares um livro, poisando os olhos nas palavras e a escorropichares o espirituoso, que acompanha esta prosa apoetada, nascido em terras bretãs, a deglutir geladinho, que te fará gostosos picos no nariz e te amainará a sede quando passada a garganta, se espalhar pelo corpo todo.
Um grande abraço.
António Roque
Para amanhã, dia 12 de Março (sexta-feira) às 18H00
Na Biblioteca Municipal de Chaves
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Lançamento do livro “A Fárria”
de Bento da Cruz
O escritor barrosão Bento da Cruz celebrou 50 anos de obra literária no passado ano. Para assinalar a efeméride, o Fórum Galaico-Transmontano, Círculo de Estudos e Divulgação, com o apoio da Câmara Municipal de Chaves, promove o lançamento do seu último livro, “A Fárria”. A apresentação será feita pelo professor de literatura, músico e animador cultural José Machado, na Biblioteca Municipal de Chaves, pelas 18h00, sexta-feira, 12 de Março.
O assunto deste novo livro são as minas da Borralha e o volfrâmio. A actividade mineira teve início por volta de 1900, mas foi durante a Primeira Guerra Mundial, a Segunda e a Guerra da Coreia que a Borralha atraiu gente de todo o país em busca de fortuna. Por causa do volfrâmio, a terra tornou-se no principal pólo empregador e populacional de Montalegre. “É uma história romanesca à volta de amores e ao mesmo tempo dá uma ideia do que eram as Minas da Borralha, a única indústria do Barroso, que trabalhou quase cem anos. Mostrar como se vivia, se trabalhava e se morria na Borralha é isso que eu pretendo, não procuro fazer história”, assim definiu o livro “A Fárria” à Rádio de Montalegre o próprio Bento de Cruz, cuja inspiração vai beber sempre à mesma fonte: “Cada um fala do que sabe e eu só conheço uma coisa neste mundo, que é o Barroso. Não sou viajado, nunca vivi noutro lado, a não ser no Porto. Mas nunca me desliguei do Barroso”.

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Sobre Bento da Cruz:
Nasceu a 22 de Fevereiro de 1925 na aldeia de Peireses, concelho de Montalegre. É médico formado pela Universidade de Coimbra e desde 1971 que vive e trabalha no Porto. Após o 25 de Abril de 1974, fundou o quinzenário regionalista Correio do Planalto, que ainda hoje dirige. Da sua obra literária constam, entre outros, títulos como Planalto em Chamas (romance, 1963), Ao Longo da Fronteira (romance, 1964), Filhas de Loth (romance, 1967), Contos de Gostofrio (1973), Planalto de Gostofrio (romance, 1982), O Lobo Guerrilheiro (romance, 1991), Victor Branco - Escritor Barrosão, Vida e Obra (biografia, 1995), Histórias de Lana Caprina (contos, 1998), Histórias da Vermelhinha (contos da tradição oral barrosã, 2000) ou A Loba (romance, 2000). Recebeu, entre outros o Prémio Literário Diário de Noticias, o Prémio de Literatura (Ficção) da sociedade de Portugueses Escritores e Artistas Médicos e venceu o concurso literário do Prémio Eixo Atlântico.
Aproxima-se o Natal e como bons portugueses que somos guardamos para a última hora a compra de presentes. Depois o mesmo dilema de sempre – o quê oferecer?
Pois é, complicado, mas vou tentar dar uma ajudinha. Porquê não oferecer livros sobre ou de autores cá da terra!? É sempre um bom presente.
Claro que não estou tão bem informado como o Dr. Marcelo, nem tão pouco consigo devorar dezenas de livros por semana, mas desde a minha modéstia de leitor, posso recomendar alguns para oferta neste natal, começando, claro, pelos colaboradores e discursantes deste blog.

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« O Prazer do Tédio »
José Carlos Barros
Editado por - Oficina do Livro – 2009 (www.oficinadolivro.pt )
Sem dúvida uma excelente escolha para oferecer neste Natal. Um romance que conquista todos quantos o lêem, que vai conquistando Portugal e também a critica, pelo menos da revista Ler, que ao escolherem os 52 melhores livros de 2009, entre os 8 melhores portugueses, está o livro de José Carlos Barros, ao lado de nomes como José Saramago, e António Lobo Antunes (ver aqui ou aqui).
Um romance que é obrigatório ter e ler.
Para saber mais sobre este romance e sobre o José Carlos Barros pode consultar o post que este blog lhe dedicou, em:
http://chaves.blogs.sapo.pt/390138.html
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« António Pereira dos Santos – De Chaves a Copenhaga – A Saga de um Combatente »
Gil Manuel Morgado dos Santos e Gil Filipe Calvão Santos
Editado por : Prefácio, Edição de Livros e Revistas Ldª (editoraprefacio@netcabo.pt )
Um diário em jeito de poesia, um documento, uma homenagem a um combatente da I Grande Guerra. Estória e história de uma guerra vivida em português. Tudo isto está neste livro que também é obrigatório ter e ler.
Para saber mais sobre este livro e os seus autores pode consultar o post que este blog lhe dedicou, em:
http://chaves.blogs.sapo.pt/336346.html?t
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NADIR AFONSO, Itinerário (com)sentido
Agostinho dos Santos
Editado por : Edições Afrontamento e Fundação Nadir Afonso (www.edicoesafrontamento.pt)
Um grande livro sobre a vida e obra do Mestre Nadir Afonso.
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ARTUR MARIA AFONSO – POESIA
Edição da Fundação Nadir Afonso ( geral@nadirafonso.com)
A poesia de Artur Maria Afonso, com ilustrações de Nadir Afonso e um poema de Artur Afonso. Três gerações num livro só, que é obrigatório ter.
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PÉRIPLO
Edgar Carneiro
Editado por : Edições Húmos, Ldª (húmus@humus.com.pt )
A poesia de um flaviense que ainda há poucos dias demos aqui conta desta edição. Edgar Carneiro, o professor poeta edita aos 96 anos de idade aquele que para mim é o seu melhor livro de poesia (de entre os livros editados que conheço). Para quem gosta de poesia, este é um livro a não perder.
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CASA de SANTA MARTA de CHAVES
Irmã Maria do Carmo e Alípio Martins Afonso
Editado por : Casa de Santa Marta ( Tel: 276 324 243)
Um livro que conta a história desta Instituição em Chaves desde o seu aparecimento na cidade (1936) até aos nossos dias. Sem dúvida um livro que faz um pouco da história de Chaves, da instituição e também de um ilustre e benemérito flaviense – o Padre Manuel Pita.
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CHAVES…MUSA INSPIRADORA
Isabel Seixas
Editado por : Formasau – Formação e Saúde Ldª (suporte@sinaisvitais.pt)
Poesia e impressões sobre uma cidade que serve de musa – Chaves, onde muitos flavienses deixam também o seu testemunho sobre a cidade.
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TESTEMUNHOS – Escola Secundária Dr. Júlio Martins
Ana Maria Tavares Elias da Costa Guimarães (Coordenadora)
Um pouco da história e vida do ensino técnico em Chaves, desde a antiga Escola Industrial e Comercial de Chaves à Escola Secundária Dr. Júlio Martins.
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CORPO DO POEMA
Carmen Cupido
Editado por : Chiado Editora (www.chiadoeditora.com)
Um livro de poemas de uma flaviense emigrada. Poesia que no seu dia-a-dia ia debitando num blog : (http://carmen66.spaces.live.com/) a qual não passou despercebida a uma editora atenta.
São apenas algumas ideias para um presente de natal, em livro, de autores flavienses ou sobre Chaves, em diferentes estilos.
AS TRÊS PONTES
No começo longínquo dos meus dias,
a sentir-me inseguro
sem rumo e sem guias,
de três pontes havia que escolher.
Era uma de pedras preciosas,
tapetada de rosas,
para onde iam os donos do poder.
Era outra dos arcos de triunfo,
tapetada de junco,
por onde iam as almas de eleição.
Era outra de sonhos e suspiros.
Com luar a mantê-la
é ainda por ela
que vai meu coração.
O coração é de Edgar Carneiro, poeta, flaviense.
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Não escolheu as pontes mais fáceis da vida, nem se deixou deslumbrar com pedras preciosas e arcos do triunfo, mas escolheu a ponte mais penosa e incompreendida, aquela que é feita com a arte das palavras na sua maior nobreza de ser conjugada em poesia. Coisa de eleitos, de poucos eleitos, quase tantos como os que as compreendem e se deleitam na sua música e nas suas cores. Chamam-lhe poesia e é, sim senhor, coisa de sonhos e suspiros, mantidos por luares. É neles, sonhos, suspiros, luares e musas, que os poetas embarcam com o peso ou leveza de cada palavra, as mesmas que o coração dita e, palavra a palavra, constroem os versos do poema.
Edgar Carneiro nasceu em Chaves em 12 de Maio de 1913. Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Coimbra, exerceu funções docentes em várias Escolas tanto do Ensino Técnico como do Secundário. Tem onze livros de poesia editados que mereceram a atenção de abalizados críticos literários.
A sua obra literária é largamente apreciada no livro «Verso e Prosa» do Professor Ernesto Rodrigues.
Foi agraciado com a medalha de mérito da Edilidade espinhense e é sócio honorário do TEP, de que foi um dos fundadores. Em 16 de Junho de 2009, feriado municipal de Espinho, foi condecorado com a medalha de honra da cidade e o título de cidadão de Espinho.

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Da nossa parte, é sempre com gosto que vamos dando aqui conta das publicações dos nossos poetas e, é essa a razão de hoje trazer aqui o Dr. Edgar Carneiro, pois do alto dos seus 96 anos, brinda-nos com mais um livro de poesia, o “ PÉRIPLO”, que será amanhã (3 de Dezembro), às 15 horas, apresentado em Espinho, no auditório da Junta de Freguesia. A apresentação estará a cargo do Dr. Anthero Monteiro, poeta e escritor espinhense.

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Mas não é tudo, pois se no interior do livro temos a mestria da palavra dada em poesia, na capa, temos a mestria da arte de Nadir Afonso, que mais uma vez faz a imagem das palavras de poetas e escritores flavienses.

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Congratulamo-nos com mais este périplo do Dr. Edgar Carneiro e desejamos que continue as suas navegações à volta da poesia e que, obrigatoriamente passem pela ponte dos sonhos e suspiros que tão bem o luar sabe manter.
Primeira Parte
Tal como prometi ontem, hoje, vamos para um post cultural, de livros, com autores cá da terrinha e as suas publicações recentes.
Começo pelo livro de poemas de Carmen Cupido, curiosamente mais um que surge com origem na blogosfera e que vêm à luz pela feliz descoberta de uma editora.
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Quanto à Carmen Cupido, confesso que já várias vezes tinha passado pelo seu blog, mas por distracção minha, nunca me apercebi de que era um blog de uma flaviense, que por casualidade, já há muito conhecia a sua existência, desde o seu tempo de catraia, por ser meia vizinha (do Campo da Fonte) e por ser também irmã de uma das minhas amigas dos bons e velhos tempos de Liceu.
Passou-me despercebida, mesmo porque já não é a catraia dos idos anos 70, mas não é por este aproximar de conhecimentos e origens que hoje a trago aqui, mas sim, pela sua poesia e pelo seu recente livro de poemas publicado pela “Chiado Editora”, um livro que já tive oportunidade de ler e reler e que vou manter por perto para reler sempre que me der na gana. É assim que faço com os meus livros de poesia e com os meus poetas preferidos.
Da sua poesia, já posso dizer qualquer coisa, mas para além de dizer que gosto do que ela escreve, não digo nada mais, pois não sou crítico literário e da poesia, apenas sei se gosto ou não. Da poesia de Carmen Cupido gosto, e é tudo. Quanto à Carmen Cupido mulher, também pouco posso dizer, pois um conhecimento distante não me permite falar dela, mas, não há melhor que ser ela própria a apresenta-se, nas palavras profundas que se sentem sinceras, emotivas e sentidas, palavras que deixa na badana do seu livro e que passo a transcrever:
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“Sou Carmen Machado Antunes Cupido, nasci em Chaves a 17 de Fevereiro de 1966, no seio de uma família modesta mas rodeada de muito amor. Cresci sem brinquedos, sem bonecas, sem contos de fada, sem televisão. Apesar da dureza da vida, fui uma criança feliz e vivaz, daquelas que sobem às árvores, nadam nos rios, brincam com fisgas e jogam à bola de pé descalço. Tinha já 10 anos quando o primeiro televisor penetrou na minha casa e 12 anos quando recebi o meu primeiro livro “As quatro mulherezinhas” de Louisa May Alcott que devorei vezes sem fim.
Ser a sétima de sete filhos trouxe-me algumas vantagens; as minhas irmãs serviram-me de primeiro elo de ligação com o mundo abrindo-me a mente e o espírito. Foi através delas que aprendi o gosto pela música, pelas línguas, pela leitura e sobretudo, a levar o meu pensamento mais além do que os meus olhos viam. Não tive grande tempo para rebeldias de adolescente. A morte da minha Mãe, da minha luz, do meu tesouro precipitou-me às portas da idade adulta sem que eu tivesse tempo de compreender o que se passava. Aos 16 anos, a minha vida correspondia ponto por ponto à de uma mulher já adulta: A lida da casa ao meu encargo, um emprego, nomeadamente no Oficio Regional de Turismo inserido no programa Ocupação Jovem e os estudos para terminar! Ainda assim, a minha extroversão e a minha facilidade para comunicar levou-me a fazer bons amigos e viver na medida do possível, uma adolescência mais ou menos normal.
Estudei em Chaves até ao 12° ano de escolaridade, secção Letras. Fui uma estudante média, o tempo do qual dispunha não me deixava estudar mais para obter melhores notas. Não frequentei a faculdade por falta de meios económicos. Descontente com a vida medíocre que se me apresentava, inscrevi-me em Londres, num programa que recrutava estudantes de toda a Europa desejosos de estudar na Inglaterra sob as condições de um contrato Au-pair. Vivi em Iver, Buckinghamshire, acolhida por uma família inglesa maravilhosa que me tratou como uma filha, que me ajudou e com a
qual ainda hoje guardo contacto. Três anos incríveis nos quais frequentei o Cambridge First Certicate Course assim como o Proficiency no Langley College e na Slough Thames University. Foi na inglaterra que iniciei a prática do Karaté, desporto do qual me apaixonei. De retorno a Portugal obtive lugares nos podiums de alguns torneios e passei o meu exame de cinturão negro. Fui Campeã Nacional, seleccionada para os Campeonatos da Europa em Sopron, Budapeste, Hungria no ano 88.
O vento do casamento chegou de Cascais e levou-me definitivamente para a Suíça, onde hoje resido. Sou esposa de António e Mãe de Sarah e André. A minha família, os meus filhos, tem o lugar principal no meu dia-a-dia. Tudo o resto vem depois.
A poesia sempre foi um momento de retiro necessário no meu quotidiano para poder respirar, soltar a alma de pesos inúteis e renovar as energias do corpo e do espírito. Tomei consciência já tarde que, o que eu considerava como sarrabiscos eram afinal poesia capaz de “tocar” os leitores, às vezes mesmo profundamente!
Profissionalmente, a minha facilidade nas línguas levou-me a ser tradutora no quadro dos Departamentos de Policia e Tribunais da minha zona de residência. É um trabalho “à la demande”, nem sempre fácil mas fascinante. Contrariamente ao que muitos pensam, não é uma actividade dita “perigosa”, mesmo que trabalhe com casos mais ou menos complexos, dentro de prisões, em casas de correcção, salas de tribunal ou auditórios de polícia.
Paralelamente a esta actividade remunerada, mantenho outras a título benévolo. Todas directa ou indirectamente ligadas à comunidade portuguesa, à integração do estrangeiro, à infância e a escola; e ao handicap. É para mim primordial, participar activamente na vida que nos rodeia, oferecendo aos que precisam e sofrem, o meu grãozinho de ajuda e reconforto. Sei que faço pouco; mas também sei que o meu
pouco para alguns é muito!
Sou apenas uma pessoa comum, com uma vida comum, que escolheu a simplicidade como forma de atravessar o tempo que Deus me concedeu aqui na Terra. E este estado das coisas convém-me perfeitamente!”
E sobre a Carmen Cupido, depois do que ficou escrito atrás, é quase tudo. Ficamos ansiosamente à espera dos seus próximos livros de poemas, entretanto, este, o «Corpo do Poema» já se encontra à venda em Lisboa e brevemente, também estará à venda em Chaves. Esteja atento às montras das livrarias flavienses, pois este é um livro de poemas, de uma flaviense, a não perder.
Fica dois poemas, um dos quais, dá título ao livro:

Vou, inteira, no corpo do poema
Escrever-te, ao ouvido,
Os murmúrios desinquietos
Dos sonhos e sentimentos
Que ecoam aos quatro ventos
Desta rosa machucada que me sou
Gravei-me na pele; do corpo do poema
Para que me possas ler com os teus dedos
E tocar, mesmo quando eu não estou
As metáforas da minha dor
Obedientemente alinhadas no fonema
Tacteia os meus medos;
Mas não te queimes nos sóis cadentes
Que já caíram no mar do meu peito; onde encerro os segredos
Que só a fina pluma dos tantos poentes
Que me deixaste na cova da mão
Pode, alto, insinuar baixinho
A atrevida intenção
De te morder o coração
Pela ponta dos teus lábios!
(Carmen, 30 de Agosto de 2008)

(Foto de Darren Holmes) em http://amadeo.blog.com/repository/306792/1
Arrancar-se
Ao corpo casulo
Cativeiro do Eu
Atiçando o Ser
Que, à força de não ser
Rasteja como uma lagarta
Pela linha dos tempos mortos
Pendurando-se nas virgulas
Que travam o impulso da vontade
Há que despertar
A coragem da evasão
Que dorme raquítica
No colo nebuloso dos medos
Retorcer os fios de seda que prendem
As asas de quem se é no fundo
E saltar para o mundo...
Do alto do parapeito da ravina da vida!
Para terminar, só falta mesmo deixar por aqui o link para o blog de Carmen Cupido: http://carmen66.spaces.live.com/
que a partir de hoje também passará a constar da lista de blogs com link no blog Chaves. Mas siga mesmo este link, pois no blog da Carmen Cupido encontrará também um link par uma votação online onde a sua filha, Sarah Cupido também está a dar cartas na música com sabor português,. Vá até lá e vote na nossa luso/flaviense descendente.
Segunda parte
Ainda voltando ao prometido ontem, eu disse que hoje teríamos por aqui cultura e livros, pois o prometido é devido e vamos ao segundo livro, também de poemas, recentemente editado por um flaviense, já consagrado nas lides da poesia.
Edgar Carneiro, um ilustre flaviense reconhecido, elogiado e até condecorado por todas as terras por onde tem passado, publicou recentemente mais um livro de poemas - « Depois de amanhã».

Hoje é só para dar conta do seu mais recente livro, quando ao seu autor, brevemente, teremos oportunidade de falar outra vez. Até lá.
Um agradecimento também para o amigo Tupamaro por nos dar a conhecer e oferecer este livro.
Parte três
E já diz o ditado que não há duas sem três.
Pois temos mais um livro, este bem diferente dos comuns livros de letras, embora tenha algumas, pois é mais de imagens que se trata. Imagens de cancelas do nosso conhecido casal das cancelas, que assina também o blog Cancelas, ao qual se juntaram as Chaminés do blog (claro) chaminés. Dois em um, pois é como se de dois livros se tratasse, com dois prefácios e dois temas, com assinaturas do velho amigo Domingos, sem esquecer a Milita, mas também da colaboradora deste blog Fe Alvarez, que aliás, conheci através do casal “Cancelas”, aos quais aproveito para agradecer, e claro, também estou eternamente agradecido à Fe, a nossa flaviense asturiana.

E por hoje, com três livros, é tudo e, suponho, que quanto a livros vai ser tudo por uns tempos, mas não muito longos, pois sei que há mais para vir a público. Afinal Chaves também é terra de escritores, poetas e artistas, dos quais, muito nos orgulhamos.
Até amanhã!

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Hoje, porque é hoje que acontece, às 18H30 na Biblioteca Municipal, não poderia deixar passar em claro o lançamento de mais um livro do Dr. Bento da Cruz, autor que tanto tem dedicado a sua escrita a estas terras e esta região, que no seu encanto de romancista, nos vai deliciando mas também fazendo a história destas terras.
Autor de inúmeros livros, a este escritor Barrosão descobri-o com o “Lobo Guerrilheiro” e desde aí nunca deixou de me encantar. Pela certa que este será mais um dos seus encantos, de uma escrita que encanta.
Autor também onde fui beber muita da história dos guerrilheiros anti-franquistas e que ilustra muito do que está vertido no blog “Cambedo Maquis”.
Estão de parabéns a Câmara Municipal de Chaves, o Fórum Galaico-Transmontano – Círculo de Estudos e Divulgação e a Âncora Editora por darem luz à mais um dos nossos autores.
Hoje, dia 29 de Junho, Segunda-Feira, às 18H30 na Biblioteca Municipal de Chaves, um momento e um livro a não perder.

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Hoje deveria ser mais um dia dedicado às aldeias e a realidade é que, hoje, toda a blogosfera flaviense (aderente) vai dedicar o seu dia a uma das aldeias mais interessantes do nosso concelho – Segirei.
De facto hoje todos os caminhos vão dar a Segirei, mesmo os da rota do contrabando, com início em Espanha, é em Segirei que vão terminar.
Longe da internet e da rede móvel telefónica, que ainda não chega a Segirei, entre um mar de montanhas em convívio pleno com a natureza, quarenta e tal fazedores, colaboradores, acompanhantes e amigos da blogosfera flaviense vão viver um dia diferente, bem longe do pequeno ecrã de contactos virtuais.
Do Minho ao Algarve, da Galiza, de Lisboa, do Porto, cá da terrinha, de Segirei, da Aveleda e de terras de Bragança, todos vamos estar em Segirei, quer para vestir a pele de um contrabandista percorrendo os seus caminhos, quer saboreando a boa gastronomia transmontana e flaviense, quer assistindo a momentos únicos de cultura com o lançamento de dois livros de autores flavienses, bem entranhados também nas lides da blogosfera flaviense, com a presença dos seus autores (Gil Santos e José Carlos Barros), mas também o som gaiteiro galego tocado por gentes de Segirei. Tudo isto vai ser realidade, hoje, em Segirei.
Claro que sendo uma festa convívio da blogosfera flaviense, onde vão estar presentes umas dezenas de blogues e muitos autores, é também uma festa aberta à população da freguesia de São Vicente da Raia, em especial à aldeia de Segirei, mas também a quem se queira associar a ela, hoje, durante todo o dia, em Segirei.
Sobre este encontro, mais logo, já noite avançada, se houver ainda alguma disposição e forças, darei aqui conta do que foi este dia de convívio da blogosfera flaviense, curiosamente de um dia passado bem (,) longe destas lides das comunicações informáticas e globais.
Mas hoje não poderia deixar passar em claro uma notícia de ontem que tem a ver com o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista 2009 e onde, indirectamente, Chaves também foi premiada, pois o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista na categoria de Espaços Exteriores foi atribuído ao arquitecto Luís Guedes de Carvalho, do atelier do Beco da Bela Vista, com o trabalho de Requalificação Paisagística das Margens do Tâmega, entre a Ponte de S.Roque e a Estação de Tratamento de águas de Santa Cruz, em Chaves.

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Aparentemente o troço menos atraente da requalificação POLIS das margens do Tâmega, acaba (e bem ) de ser premiado. Afinal de contas a arquitectura paisagística é isto mesmo, ou seja, intervir na paisagem, disponibilizando-a à população sem a ferir ou alterar. Pessoalmente também acho que o trabalho ali realizado é merecedor de ser premiado, principalmente porque nos oferece o rio em todo o seu percurso, mas também deixa transparecer sem ofender, o lado rural de Chaves. Ouro sobre azul, onde temos o campo e o rio em plena cidade.
Da parte deste blog, deixo aqui também os parabéns por este prémio ao seu autor, o Arquitecto Luís Guedes de Carvalho.

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Pena que não possa dar os parabéns também a outros arquitectos e outras intervenções recentes em Chaves, nomeadamente às intervenções feitas no Jardim das freiras e no Jardim Público, além de lamentar que árvores centenárias continuem a ser abatidas em Chaves, como há dias foram mais meia-dúzia delas no início da E.N.2, em frente ao Jardim Público, aliás, foi o remate final no assassínio total daquela que era uma das mais belas entradas em cidades de Portugal. Em apenas duas dezenas de anos conseguiu-se abater cerca de dois quilómetro de árvores centenárias que adornavam a entrada da cidade, conhecida como recta do Raio X e que eram também um dos nossos ex-líbris.

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Curiosamente, actualmente um dos responsáveis máximos desta nossa autarquia, é Arquitecto Paisagista e até é cá da terrinha… olha se não fosse. Ainda bem que não vai a concurso! Concretamente falando, estamos na época do concreto, que traduzido para português de Portugal (como se diz na net) estamos na época do b€tão e subjugados ao seu poder.
Até amanhã, se houver disposição e forças…mas pela certa qualquer coisa se há-de arranjar.

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Há tempos atrás anunciamos aqui a publicação do livro, hoje temos a honra de anunciar o seu lançamento de Chaves, que acontecerá dia 16 de Junho (próxima terça-feira), às 21H30, na Biblioteca Municipal de Chaves.
«De Chaves a Copenhaga» conta a “Saga de Um Combatente” de nome António Pereira dos Santos, um flaviense da montanha que registou em verso, passo-a-passo, as suas difíceis vivências na I Grande Guerra, que agora, quase decorridos 100 anos, neto e bisneto trazem a lume nesta publicação. Um pouco do que foi a I Grande Guerra vivida pelos combatentes portugueses e, em particular, a saga de António Pereira dos Santos.
« De Chaves a Copenhaga» o livro e, Gil M.Santos e Gil C.Santos os autores ,estarão dia 16 na Bibioteca Municipal.
Gil M. Santos que é também colaborador deste blog com os seus, sempre interessantes, “Discursos Sobre a Cidade” dos quais hoje mesmo se publica mais um.
Para saber mais sobre os autores e o livro, siga o link:
http://chaves.blogs.sapo.pt/336346.html
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Hoje deveria ser dia de mais um ilustre flaviense, mas, além de não termos assim tantos ilustres que garantam esta rubrica, é difícil reunir informação e documentação acerca deles, principalmente daqueles ilustres que já há muito tempo nos deixaram. Claro que ainda há ilustres para passar por esta galeria do blog, mas, no entretanto e enquanto reúno informação e documentação dos nossos ilustres, vão passando também por aqui, às segundas-feiras, os nossos artistas, nossos escritores e poetas.
Vamos começar por uma senhora, antiga colega dos tempos de Liceu e amiga. Claro que não é por estas razões que aqui está hoje, mas porque acabou de publicar (Dez.2008) o seu terceiro livro de poesia: «Chaves…Musa inspiradora».
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Estamos a falar do terceiro livro de poesia de Isabel Seixas, que embora não seja flaviense de gema, adoptou desde criança (1971) esta cidade como sendo sua.
Isabel Seixas nasceu em Bornes de Aguiar, Pedras Salgadas, onde viveu até completar a escola primária. Prosseguiu os estudos do ensino secundário no Liceu Fernão de Magalhães (ou Liceu de Chaves se preferirem). Fez o curso de enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Vila Real, o Curso de Especialização em Enfermagem de Reabilitação, na Escola Superior de Enfermagem Cidade do Porto, o Mestrado em Psiquiatria e Saúde Mental na faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Frequenta o doutoramento em Enfermagem na Universidade Católica.
Actualmente é Professora e Directora da Escola Superior de Enfermagem de Chaves.
Publicou o seu primeiro livro de poesia “Resquícios de Luz” em 2005 e o segundo livro de poesia “Espaço Ilusão” em 2007.
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Este “Chaves…Musa inspiradora” é um verdadeiro discurso sobre a cidade e um constante viver Chaves, contado em poesia pela autora. Dos anos 70 até aos tempos actuais, por este livro desfilam momentos, desfilam nomes, pessoas, homenagens, confidências até algumas revoltas da autora. É por isso também um documento da cidade contado pelas vivências da autora
Mas não é tudo, pois em jeito de prefácio desfilam pelo livro mais de 200 testemunhos sobre a cidade de Chaves, gente nascida em Chaves ou flavienses adoptivos e afectivos. Muitos nomes sonantes da cidade ou nem tanto, mas gente que ao longo de umas dezenas de páginas do livro deixa também o seu amar ou sentir Chaves.
Chaves é também cidade de poetas e em jeito de homenagem póstuma deixo por aqui as palavras de um amigo que recentemente nos deixou, o Quim Lavrador e que, há coisa de vinte e tal anos atrás me dizia: “ Em adolescentes somos todos poetas, todos escrevemos uns versos aos quais chamamos poesia, mas o verdadeiro poeta é aquele que escreve em adulto e pela vida fora” o Quim, tinha destas mestrias…
A Isabel vai com o seu terceiro livro de poesia. Ficamos a aguardar o seu quarto livro.
“ Chaves…Musa inspiradora”
Isabel Seixas
Dezembro/2008
Edição Formasau
ISBN: 978-972-8485-97-9
Capa: Reprodução de um tema de Nadir Afonso

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Hoje é dia de coleccionismo de temática flaviense, onde também os livros cabem no tema e assim, além de honrarmos esta rubrica do coleccionismo, trazemos também um autor flaviense que conta a história de um combatente da I Guerra Mundial, também ele flaviense.
De Chaves a Copenhaga – a saga de um combatente
Assim, num dois em um, trazemos mais um livro para a sua colecção de autores flavienses e temas flavienses, mas apresentamos também um livro de leitura obrigatória.
“De Chaves a Copenhaga – A Saga de um Combatente”, e deste livro que estamos e vamos por aqui deixar hoje, e da admiração de neto e bisneto pelo familiar combatente que agora trazem a público a sua saga de Chaves, mais propriamente do grande planalto do Brunheiro, até Copenhaga, trazendo a lume também as vivências e o diário de guerra, de fome, de frio, de doença, medos e morte, tudo isto vivido por um flaviense e contado na primeira pessoa em livro trazido às leituras pelos seus descendentes: Gil Filipe da Silva Calvão Morgado dos Santos e Gil Manuel Morgado dos Santos.
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É com todo o gosto que este blog anuncia que o livro “De Chaves a Copenhaga – a saga de um combatente” já está à venda, desde sexta-feira passada, nas lojas FNAC e também uma honra para este blog, pois o Gil M. Santos é também nosso colaborador, sempre com as suas interessantes estórias que mensalmente apresentamos aqui nos “discursos sobre a cidade”. Amanhã mesmo, será o dia de passar aqui mais um dos seus discursos, com mais uma estória: “Ser padre é melhor que ser doutor”
Mas hoje o que interessa mesmo é o livro “De Chaves a Copenhaga – A Saga de um Combatente”, um bom presente para este Natal, de flavienses para flavienses com as vivências de um flaviense na I Grande Guerra.
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Sinopse
Da calma medieva do Portugal profundo, para o terror da guerra na Flandres, foram enviados homens simples, enganados, cujas vidas mudariam para sempre.
A ferro e fogo, fustigados pelo frio, pela fome e pela doença mas sobretudo pela metralha, viveram momentos únicos − terríveis − no abrigo, no hospital de campanha, no cativeiro e na trincha:
“A 21 de Nobenbro
Dei entrada nas trincheiras
Era um toar de canhões
E metralhadoras ligeiras
Eu ainda nada sabia
O que era uma trincheira
Já entendia que nesta noite
Era a minha derradeira
Perguntei se naquele campo
Tinham arrancado castinheiros
Responderam-me que eram covas
De granadas e morteiros
Logo que chegou o dia
Deitei a vista para o lado
E só se viam por aqueles campos
Sepulturas de soldados.”
In facsimile – Diário de Guerra
Desprezados pela pátria ingrata que amavam, estes soldados reclamam ainda hoje, preitos de admiração e de saudade.

“De Chaves a Copenhaga – a saga de um combatente” conta, na primeira pessoa, a história de um ignorado praça de pré: uma merecida homenagem a todos os que tombaram no campo de batalha e aos que, heroicamente, conseguiram regressar.
Até amanhã, com mais um discurso sobre a cidade de autoria de Gil Santos.

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