Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

Vivências

vivenvias

 

Pensar fora do retângulo

 

A forma como hoje olhamos o mundo já não é a mesma de outros tempos. Durante séculos, nas vilas e aldeias onde vivíamos, tínhamos a visão desafogada dos campos e das montanhas e conseguíamos ver a linha do horizonte, lá longe, onde o céu e a terra se encontravam numa fusão de cores. E à noite, em silêncio e sem luzes, conseguíamos ver todas as estrelas do firmamento.

 

Depois, deixámos este mundo rural e quisemos construir outro. Mudámo-nos para as grandes cidades, que se tornaram ainda maiores, trocámos as ruas estreitas pelas avenidas largas, e as casas de pedra pelos apartamentos “T-qualquer coisa”, em construções cada vez mais altas, que, a pouco e pouco, foram limitando o nosso campo de visão. Deixámos de ver os campos, as montanhas, a linha do horizonte… e muitas vezes até o próprio sol e as estrelas… Então, para estreitar ainda mais a nossa visão, apareceram os écrans nas nossas vidas; primeiro, a televisão, e depois tudo o resto: o computador, o telemóvel, o smartphone, o tablet, o GPS… E, assim, com todas estas novas tecnologias (pese embora as suas enormes vantagens para a evolução da nossa sociedade), limitamo-nos hoje a ver quase exclusivamente ao perto, ao alcance da nossa mão, ou, quando muito, à distância que vai do sofá até à televisão. As nossas rotinas diárias, quer em casa quer no trabalho, passaram a incluir um número cada vez maior de horas a olhar para écrans, uns maiores, outros mais pequenos, onde milhões de pixéis coloridos nos criam em cada segundo um novo mundo, onde tudo parece acontecer, mas onde, na verdade, nada acontece realmente… A nossa capacidade de olhar mais longe, de nos orientarmos no espaço à nossa volta, de focar um ponto distante está, pois, a perder-se… E porque a forma de pensar o mundo depende (e muito) da forma como o vemos, esta nova realidade está a limitar a nossa capacidade de pensar “fora do quadrado”, ou melhor dizendo, fora do retângulo…

 

Luís dos Anjos

 

 

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Sexta-feira, 14 de Julho de 2017

Vivências

vivenvias

 

Tudo isto existe…

 

Um amanhecer que vence a escuridão…

Uma flor que desabrocha discretamente…

Uma chuva que cai dispersa…

Um raio de sol que aquece…

Um arco-íris que risca o céu…

Uma porta que se entreabre…

Uma muralha que se desmorona…

 

Uma mão aberta que se estende…

Um coração que de amor transborda…

Um olhar que envolve e procura…

Uns lábios que baixinho murmuram…

Um sorriso que encurta distâncias…

Uma lágrima que teima em escorregar…

Um gesto que rasga o espaço…

 

Um pássaro que canta no bosque…

Uma onda que esbarra na praia…

Uma estrela que cintila no céu…

Uma fonte que nos traz frescura…

Uma janela que nos traz a Primavera…

 

Um relógio que marca o tempo…

Uma caneta que percorre o papel…

 

Tudo isto existe…

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:59
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

Flavienses por outras terras

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Elisabete Carvalho

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até à cidade da Maia, nos arredores do Porto, onde vamos encontrar a Elisabete Carvalho.

 

Cabeçalho - Elisabete Carvalho.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Valpaços, mas fui viver para Chaves com um ano de idade.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz, o Ciclo, e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 2014, por motivos profissionais do meu marido.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Chaves e na Maia.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

As recordações são muitas e é impossível nomear apenas duas…, mas recordo com carinho as tardes passadas com os amigos nas Caldas de Chaves, um espaço com bares e cafés com esplanadas incríveis, e com o calor que se fazia sentir era maravilhoso.

Outra das recordações é a do local onde vivi, Santa Cruz, e das brincadeiras com os amigos, o convívio com os vizinhos e a sensação de pertencermos todos a uma grande família.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

A principal é a gastronomia, nomeadamente os Pastéis de Chaves e o famoso fumeiro. Depois, visitar toda a cidade, muito bonita e rica em património.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Sinto muitas saudades da minha "gente", do calor do Verão, da paz e do sossego e de não haver trânsito.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Vou algumas vezes a Chaves, visto que não estou muito longe, mas não sei quantificar.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Só gostava que Chaves crescesse e houvesse mais oportunidades.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Gostava, mas não é um assunto que me faça pensar, pois tenho uma filha pequena e com certeza que ela vai ficar por aqui e nós ficaremos com ela, fazendo sempre umas visitas a Chaves.

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Elisabete carvalho.png

 

 

 

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Sexta-feira, 9 de Junho de 2017

Vivências

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Eu agradeço a um professor

 

 

Junho de 2012.

 

Está a ser amplamente difundido pelo Facebook, mas acabei por saber, por mero acaso, num pequeno cartaz afixado na porta de um centro de explicações. O movimento chama-se “Eu agradeço a um professor” e um dos seus objetivos é levar-nos a recordar aquele ou aqueles professores que mais nos marcaram ao longo do nosso percurso escolar. Olho para trás em busca dos rostos e dos nomes dos meus professores e a primeira constatação é que não me lembro da grande maioria deles, facto que deixa de me parecer estranho quando calculo que ao longo da minha vida terão sido bem mais de uma centena aqueles que contribuíram, uns mais outros menos, para a minha formação académica.

 

Lembro-me, no entanto, de vários, desde a escola primária ao ensino superior, e da maioria deles por boas razões. Lembro-me daquela professora de Secretariado a quem preparámos uma festa surpresa no dia do seu aniversário e a quem oferecemos uma lembrança como forma de reconhecimento por tudo aquilo que fez por nós. Lembro-me daquela professora de Contabilidade que frequentemente se atrasava e por quem nós esperávamos, já depois do “2º toque”, depois de a termos visto da janela do 3º piso a entrar, em passo apressado, no portão da escola. E lembro-me também daquele professor de Cultura e Civilização Portuguesa com quem passámos várias aulas a descortinar a verdadeira origem do vaso campaniforme, facto que, como é óbvio, em nada contribuiu para o meu futuro…

 

Não fui à página do movimento deixar qualquer testemunho ou agradecimento, pois também não saberia se seriam lidos por aqueles a quem me iria dirigir. Mas agradeço aqui a todos os meus professores: aos que souberam ser exigentes quando tal era necessário, aos que souberam ser compreensivos, aos que souberam preocupar-se, aos que souberam motivar e dar esperança, aos que souberam, pela sua postura e pelas suas atitudes, transmitir valores, para além de conteúdos… A todos devo parte do que hoje sou. Obrigado!

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 25 de Maio de 2017

Flavienses por outras terras - Miguel Oliveira

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Miguel Oliveira

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos novamente até ao Brasil, mais concretamente até Juazeiro, uma cidade cujo nome coincide com o de uma árvore típica desta zona semiárida do Brasil, cujos frutos, do tamanho de uma cereja, são extremamente apreciados e utilizados para fazer compotas.

 

É em Juazeiro que vamos encontrar o Miguel Oliveira.

 

Cabeçalho - Miguel Oliveira.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci na freguesia de Santa Maria Maior, em Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária da Estação, a Escola EB 2/3 Nadir Afonso, a Escola Secundária Dr. Júlio Martins e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1994 para frequentar a Escola Superior Agrária de Coimbra.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Coimbra, em Mortágua, em Matosinhos, em Paredes de Coura, na Póvoa de Varzim e no Brasil, nas cidades de Passos (Minas Gerais), Salvador (Bahia) e atualmente em Juazeiro (Bahia).

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Recordo os dias em que caía neve… Era extraordinário brincar com a neve, fazer bonecos, bolas de neve… Recordo também os passeios ao fim de semana para acompanhar o glorioso Desportivo de Chaves nas suas deslocações fora de casa.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Conhecer a excelente gastronomia, sem esquecer os deliciosos pastéis de carne, o fumeiro, entre tantas outras coisas. Visitar os diversos monumentos espalhados pela cidade e as termas medicinais.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Saudades da família, dos amigos, e da cidade em geral.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

A cada 2 anos.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sim, gostaria, mas não durante o período de Inverno, pois considero rigoroso demais. Assim sendo, gostaria de passar meio ano em Chaves e meio ano no Brasil.

 

Pôr do sol na  travessia de barco de Juazeiro par

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Miguel Oliveira.png

 

 

 

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Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

Fugas - Por terras do Alto Minho

Fugas - banner

 

Por terras do Alto Minho

 

 2011. O calendário avança e o período de férias aproxima-se. Em família começamos a pensar no destino: Sul ou Norte? O azul do mar ou o verde da montanha? O marulhar das ondas ou o canto dos pássaros? Venceram o Norte, o verde e o canto dos pássaros. Preparam-se as malas, a máquina fotográfica, os óculos de sol… e um mapa, pois o GPS ainda não faz parte das nossas aquisições. Mais importante que tudo isto, e com a vantagem de não ocupar espaço na bagageira do carro, levamos também boa disposição e vontade de descobrir novos e agradáveis recantos deste país.

 

Partimos, então, para Valença, no Alto Minho. De paragem em paragem, pois não temos pressa, vamos subindo pelo mapa, sempre junto ao litoral, até que em Caminha o mar fica para trás e passa a ser o Rio Minho a acompanhar-nos no resto da viagem, indicando-nos que Espanha é já ali, na outra margem.

 

Em Valença descobrimos uma cidade fortificada, memória de um passado longínquo de disputas territoriais entre os reinos ibéricos. Passeamo-nos descontraidamente no interior das suas muralhas, visitamos algumas lojas de artesanato e, por fim, passamos pelo posto de turismo para obter mais algumas informações sobre a região.

 

Palácio da Brejoeira.jpg

 Fotografia de Luís dos Anjos

Nos dias seguintes, subimos um pouco mais e vamos até à vila de Monção, também nas margens do Rio Minho e com Espanha à vista. E como estamos na região do vinho Alvarinho, não podemos deixar de visitar o Palácio da Brejoeira, seguramente um dos mais belos de todo o Norte de Portugal, mandado construir no início do século XIX e classificado como monumento nacional desde 1910. Aqui, nos 18 hectares de vinha que se estendem ao redor do palácio, é produzido um dos mais afamados vinhos da casta Alvarinho.

 

Ainda mais a Norte fica Melgaço, mas a visita terá de ficar para uma próxima oportunidade, pois ainda queremos conhecer Vila Nova de Cerveira, onde uns dias antes, de passagem, pudemos observar a estátua de um cervo no alto da montanha, e saber da lenda que terá estado na origem do nome desta localidade.

 

Na hora do regresso a casa sentimos já uma vontade de voltar em breve para novas descobertas.

 

Luís dos Anjos

 

 

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Sexta-feira, 12 de Maio de 2017

Vivências

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Recordando o “Força Construtora”

 

O título desta crónica remete-nos para o final da década de 80 e início da década de 90 e para o movimento de grupos de jovens ligados à Igreja que naqueles anos existia na cidade de Chaves.

 

Capa livro.jpg

 

O grupo “Força Construtora”, ao qual pertenci desde a sua criação até ao último momento, era um desses grupos e reunia essencialmente jovens da zona de Santa Cruz e do Bairro da Trindade, mas também de outros pontos mais distantes, como a estrada de Outeiro Seco ou a Fonte do Leite. O grupo surgiu no final de 1988 por iniciativa do Padre José Banha, que chegou para assumir a criação da nova paróquia naquela zona da cidade. Para além das habituais reuniões semanais onde se debatiam os mais variados temas, o grupo desenvolveu muitas outras atividades, tais como, encenações, encontros de oração, animações da Eucaristia (umas vezes na Igreja da Trindade, outras na Igreja de Santa Cruz, pois a Igreja Paroquial ainda não era mais do que um projeto), encontros com outros grupos da cidade e da região, caminhadas ao São Caetano… Foram tempos vividos com uma grande energia e uma entrega total, como é próprio nos jovens que acreditam naquilo que fazem.

 

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Foto gentimente cedida por Firmino Vital

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 Foto gentimente cedida por Hélia Silva

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Foto gentimente cedida por Norberto Costa

 

Em janeiro de 1992, o grupo deu por terminadas as suas atividades e recordo-me que, contrariamente ao que era hábito, foi na Igreja de Santa Cruz que decorreu a última reunião (já não sei qual terá sido o motivo). Dos cerca de 40 jovens que chegaram a integrar o grupo restava apenas uma meia dúzia com disponibilidade para continuar, pois com o passar dos anos as circunstâncias e as responsabilidades de cada um foram mudando: a ida para a Universidade, a tropa, o trabalho, o casamento…

 

Rostos Força Construtora 1.jpg

Rostos Força Construtora 2.jpg

 

Em 1993, por iniciativa de um pequeno grupo dos seus antigos elementos (eu, incluído), foram registados em livro os três anos de vida do “Força Construtora”. Dos vários testemunhos recolhidos na altura recordo perfeitamente um que dizia, textualmente: “Força Construtora é mais do que uma recordação... é algo que vive”.

 

É verdade! E já lá vão 25 anos!

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 27 de Abril de 2017

Flavienses por outras terras

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Sandrina Fernandes

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até à Área Metropolitana do Porto.

 

Em Valongo, designação que resulta da evolução de “Vallis Longus”, ainda perduram importantes vestígios da extração de ouro no tempo dos Romanos, e é lá que vamos encontrar a Sandrina Fernandes.

 

Cabeçalho - Sandrina Fernandes.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Chaves, no “hospital velho”.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária do Caneiro, a Escola Preparatória nº 1 e a Escola Secundária Dr. António Granjo.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

No ano 2000 fui para Vila Nova de Gaia acabar o 12° ano e em 2001 entrei no Instituto Politécnico de Bragança.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Já vivi em Vila Nova de Gaia, em Bragança e agora em Valongo. Trabalhei em Chaves, na Região de Turismo, no Porto, na Porto editora, em centros de estudos em Valongo (fui proprietária de dois), e agora trabalho num Colégio.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

A liberdade e o sentimento de segurança.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Saudades dos meus pais, da minha infância, da vida sem preocupações...

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Normalmente ia a Chaves todos os meses, até porque sou muito “agarrada” aos meus pais, mas agora tenho dois filhos e com o meu trabalho e o do meu marido e as atividades do meu filho mais velho, a ida a Chaves torna-se mais complicada, com muita pena minha…

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Voltar a viver em Chaves é uma pergunta difícil... Adoro Chaves, adoro toda a sua envolvência, no entanto a minha vida agora não é lá. Não posso dizer nunca, mas num futuro próximo não me vejo a voltar.

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Sandrina Fernandes.png

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 14 de Abril de 2017

Vivências

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O início de uma nova era?

No nosso percurso escolar, nas aulas de História, e desde que tenhamos estado atentos à matéria, aprendemos que o tempo se pode dividir em 5 grandes épocas ou idades: a Pré-História, que abrange o período desde o aparecimento do Homem na Terra até ao surgimento da escrita, por volta do ano 4000 a.c.; a Idade Antiga, que se prolonga até à queda do Império Romano do Ocidente, em 476 d.c.; a Idade Média, até à queda do Império Romano do Oriente, em 1453; a Idade Moderna que termina em 1789, ano da Revolução Francesa; e, finalmente, a Idade Contemporânea, aquela na qual vivemos hoje. Mas a história da Terra e da Humanidade é uma história de contínua evolução, transformação, adaptação a novos tempos e a novas circunstâncias e, por isso mesmo, não vamos, obviamente, permanecer para sempre nesta denominada Idade Contemporânea.

 

Nas últimas décadas, e em particular no início deste novo milénio, assistimos a uma evolução sem precedentes. A ciência e a tecnologia proporcionam-nos hoje, a todos os níveis, possibilidades com as quais nem sequer sonhávamos há apenas alguns anos atrás. De repente, tudo nos parece fácil de obter e a Internet colocou-nos o mundo na palma da mão, ou na ponta dos dedos, se preferirmos, à distância de meia dúzia de cliques. Mas a verdade é que, simultaneamente, entrámos numa grave crise que começou por ser apenas económica, mas é, afinal, bem mais do que isso. E para ultrapassar esta crise, quer no plano económico, quer em qualquer outro plano, serão necessárias novas atitudes, novas ideias, novas posturas perante a vida, perante as coisas e perante aqueles que nos rodeiam, um novo entusiasmo, uma nova energia…

 

A mudança para uma nova “idade”, cujo nome e contornos não podemos ainda imaginar, pode estar prestes a começar sem que nos estejamos verdadeiramente a aperceber…

Luís dos Anjos

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Quinta-feira, 23 de Março de 2017

Flavienses por outras terras

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Filipe Silva

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até ao Sudeste Asiático, mais concretamente até Timor-Leste, uma antiga colónia portuguesa que corresponde à metade oriental da ilha de Timor, no vasto arquipélago indonésio.

 

Em Díli, a capital do país, vamos encontrar o Filipe Silva.

 

Cabeçalho - Filipe Silva.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Santa Maria Maior, mas os meus pais vivem em Soutelinho da Raia (aldeia onde cresci).

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Soutelinho da Raia, depois fui aluno da Telescola nos 5º e 6º anos, e frequentei a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí de Chaves em 1993, tendo ido frequentar o Ano Propedêutico da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Braga.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Soutelinho da Raia, Braga e Díli.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Tenho saudades de muitas coisas que vivi na infância e com as quais, com o decorrer do tempo, fui perdendo o contacto, nomeadamente os períodos das vindimas, da matança do porco e das “cegadas” (havia sempre muita gente e muito convívio). 

Claro que também recordo com saudade os tempos do “Liceu” e os amigos que fiz nessa altura. No entanto, lembro-me especialmente dos períodos em que os emigrantes vinham passar férias à minha aldeia e o número de pessoas praticamente triplicava. Parecia que a aldeia ganhava “outra vida”…

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Visitar as Termas e a Zona Histórica da cidade, incluindo o Castelo.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Da família e dos amigos.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Não tenho uma frequência regular e sempre que tenho ido tem sido por períodos muito curtos (3 ou 4 dias).

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Por razões profissionais, não me parece ser possível que isso se concretize. No entanto, gostaria de ter a possibilidade de “passar” mais tempo em Chaves.

 

Foto Timor.JPG

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Filipe Silva.png

 

 

 

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Sexta-feira, 10 de Março de 2017

Vivências

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Quem nunca...

 

 

Quem nunca escreveu o seu nome numa árvore?

Quem nunca ficou deslumbrado com a beleza de um pôr-do-sol?

Quem nunca ficou preso até de madrugada às páginas de um livro?

Quem nunca desenhou corações nos cadernos da escola?

Quem nunca deixou uma lágrima escorregar discretamente ao canto do olho?

Quem nunca fez aparecer um sorriso no rosto triste de um amigo?

Quem nunca viu um olhar brilhar intensamente?

Quem nunca viu um rosto irradiar felicidade?

Quem nunca sentiu o coração bater forte ao ver aproximar-se alguém por quem tanto esperava?

Quem nunca sentiu prazer em andar à chuva, de braços abertos e rosto virado para o céu?

Quem nunca parou para admirar um arco-íris?

Quem nunca sentiu no rosto o calor de uma lareira num dia frio de inverno?

Quem nunca ficou na cama até mais tarde só para ouvir a chuva a cair?

Quem nunca quis trepar a uma árvore ou esconder um tesouro?

Quem nunca ficou sentado na areia a observar as ondas esbarrarem na praia?

Quem nunca observou as formas fantásticas que as nuvens desenham no azul do céu?

Quem nunca se rebolou na relva de um jardim?

Quem nunca se emocionou ao ouvir chamar “mamã” ou “papá”?

Quem nunca comeu fruta apanhada das árvores?

Quem nunca adormeceu de cansaço?

Quem nunca sonhou com novos horizontes?

Quem nunca desejou desaparecer?

Quem nunca procurou desesperadamente um olhar?

Quem nunca confiou os seus segredos ou mágoas a uma folha de papel?

Quem nunca teve medo das sombras ou do escuro da noite?

Quem nunca quis guardar só para si um pedaço de luar ou o brilho das estrelas?

Quem nunca sentiu, ainda que só por uma vez, uma destas sensações, então... é porque não viveu!

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

Flavienses por outras terras

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Marcelino Melo

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até ao centro do país, mais concretamente até Soure, no distrito de Coimbra, um concelho que tem a particularidade de ser territorialmente descontinuado, pois uma das suas freguesias possui uma pequena parcela da sua área encaixada entre os concelhos de Penela e Ansião.

 

É lá que vamos encontrar o Marcelino Melo.

 

Cabeçalho - Marcelino Melo.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Chaves, no antigo hospital, ao lado da Igreja Matriz, e vivi sempre na Avenida do Tâmega, antiga Estrada de Outeiro Seco.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária da Estação, a Escola Preparatória Nadir Afonso (Ciclo), a Escola Secundária Dr. Júlio Martins e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1994, para ingressar no Ensino Superior.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Já vivi em Coimbra e agora em Soure.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

O Grupo Desportivo de Chaves, clube no qual joguei nas camadas jovens e pelo qual continuo completamente “doente”, e o grupo de amigos que criei até sair de Chaves, com 18 anos.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

As termas, sem dúvida, e também os vestígios romanos, entre os quais o novo Museu em frente ao Palácio da Justiça. Ainda não tive oportunidade de o visitar mas pretendo fazê-lo em breve.

 

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Da família e dos amigos. Dos jogos do Desportivo.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Até há uns anos atrás, umas 4 ou 5 vezes por ano. Depois do falecimento dos meus pais as visitas têm sido mais espaçadas, infelizmente.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Gostar, gostava! Mas é bastante improvável…

 

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Marcelino.png

 

 

 

 

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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017

Vivências - Curso de Relações Humanas em seis lições

vivenvias

 

Curso de Relações Humanas em seis lições

 

Já se passaram quase trinta anos! Eu frequentava um curso Técnico Profissional, na Escola Secundária Dr. Júlio Martins, e tive, juntamente com os meus colegas de curso, o privilégio de efetuar várias visitas de estudo, quer em Chaves, quer fora da nossa cidade. E foi precisamente numa dessas visitas de estudo (já não consigo, infelizmente, referir em qual delas) que ouvi da boca da pessoa que amavelmente nos recebeu aquilo que ela designou como sendo um curso de Relações Humanas em seis lições. Recordo que todos ficámos atentos para assimilar essas seis lições que, então, memorizei sem grande dificuldade.

 

A primeira lição estabelece quais são as seis palavras mais importantes nas relações humanas: “Admito que o erro foi meu”. A segunda lição, as cinco palavras mais importantes: “Você fez um bom trabalho”. A terceira lição, as quatro palavras mais importantes: “Qual a sua opinião?”. A quarta lição, as três palavras mais importantes: “Se faz favor”. A quinta lição, as duas palavras mais importantes: “Muito obrigado”. Finalmente, a sexta lição, a palavra mais importante: “Nós”.

 

Estando nós numa visita a uma empresa, o contexto de aplicação destes ensinamentos era, obviamente, um contexto de trabalho, mas, sem necessidade de quaisquer adaptações, eles poderão ser aplicados em qualquer outro contexto em que existam relações pessoais, ou seja, em quase tudo na vida, desde uma escola, uma associação, um clube, um grupo de amigos ou, inclusivamente, uma família.

 

Passados todos estes anos continuo a recordar com clareza estas seis lições e dou por mim a pensar como elas resumem perfeitamente dezenas de livros e milhares de páginas que se possam ler sobre relações humanas. Afinal, muitas vezes, os grandes ensinamentos não estão no interior de livros de grossas lombadas, mas sim em pequenos apontamentos que nos chegam quando menos esperamos.

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017

Flavienses por outras terras

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Lurdes Gomes

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até aos arredores do Porto, mais concretamente, até à cidade da Maia.

 

É lá que vamos encontrar a Lurdes Gomes.

 

Mapa Google + foto - Lurdes.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Santa Maria Maior – Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz, a Escola Preparatória de Chaves (atualmente Nadir Afonso), a Escola Secundária Dr. Júlio Martins e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1995 para estudar em Macedo de Cavaleiros.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Já vivi em Vila Franca do Campo (São Miguel - Açores), em Santiago do Cacém, em Almodôvar e agora na Maia.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

É muito difícil enumerar as boas recordações que tenho da cidade, mas posso referir as idas à discoteca “O Lago”, em Vila Verde da Raia, aos domingos à tarde com uma prima, os passeios aos sábados à noite com um grupo de amigos e a passagem por volta da meia-noite para comer bolos quentinhos na “Panificadora”, as “promessas” de ir a pé ao São Caetano…

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Em primeiro lugar provar os maravilhosos Pastéis de Chaves. Depois, visitar o Castelo, as Caldas, a Igreja Matriz de Santa Maria Maior, o Museu Flaviense…

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

As saudades que mais sinto são da vida pacata que se tem na cidade, sem muito trânsito.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Regresso a Chaves com alguma frequência para visitar o meu pai, a família mais próxima e alguns amigos que continuam por estes lados.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sim, mas para voltar seria necessário que a cidade se tornasse mais atrativa para fixar os jovens e não só, quer a nível económico, com mais oportunidades de emprego, quer a nível educativo, com uma boa oferta de cursos médios e superiores, quer a nível cultural. Esta linda cidade está um pouco apagada.

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Lurdes.png

 

 

 

 

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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

Fugas - Uns dias no Alto Alentejo

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Uns dias no Alto Alentejo

 

Março de 2013. Aproveitando o fim de semana da Páscoa partimos, em conjunto com um casal amigo, para uns dias de merecido descanso na zona do Alto Alentejo. Ao fim de cerca de duas horas de viagem chegamos a Marvão, entre Castelo de Vide e Portalegre, e encontramos uma pequena vila rodeada por muralhas seculares e literalmente edificada no cimo de um enorme monte de rochedos. Esta sua localização estratégica, próxima da fronteira e com difíceis acessos, tornaram esta vila um importante bastião defensivo português durante séculos, tendo-se travado aqui diversas batalhas.

 

Marvão.JPG

Fotografia de Luís dos Anjos

Depois de nos instalarmos na casa onde vamos ficar nos próximos dias, ainda temos tempo para fazer um pequeno passeio de reconhecimento da zona envolvente, até que a chuva nos obriga a voltar para trás. Nos dias seguintes, o tempo mantem-se chuvoso e limita bastante a nossa ação. Conseguimos, ainda assim, percorrer as ruas sinuosas e estreitas, ladeadas de casas brancas, e visitar o castelo de onde podemos desfrutar de uma vista deslumbrante 360º à nossa volta. Temos ainda tempo para realizar uma atividade de Geocaching – uma prática que consiste em descobrir pequenas caixas ou objetos escondidos em locais estratégicos, partindo de coordenadas GPS e de algumas dicas que se podem consultar na Internet. Nas horas em que ficamos por casa ocupamos o tempo a ler, a jogar snooker, damas e outros jogos com as mais pequenas da família.

 

No dia do regresso tomamos um caminho diferente e passamos por Nisa e Vila Velha de Ródão, e ao cruzarmos o Rio Tejo avistamos à nossa esquerda as Portas de Ródão, um importante acidente geológico, onde o rio forma um estreitamento e dá lugar a uma enorme garganta. Impressionados com esta descoberta, que não conhecíamos de todo, subimos por uma estrada sinuosa até ao topo da “porta” norte e deslumbramo-nos com uma visão fantástica sobre o vale do rio. Entretanto, a chuva volta a surpreender-nos e obriga-nos a uma pequena corrida até ao carro antes do regresso a casa.

 

Luís dos Anjos

 

 

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