Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2017

Vivências

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Quando é que estamos connosco?

 

Há uns 3 ou 4 anos, numa ação de formação na área do coaching, em Lisboa, a formadora dizia-nos que era importantíssimo encontrarmos no meio da agitação do dia-a-dia um tempo para estarmos connosco próprios. Mais ainda, ela afirmava que devíamos mesmo marcar esse tempo na nossa agenda, tal como fazemos para qualquer outro compromisso da nossa vida social ou profissional…

 

A vida agitada que a sociedade moderna nos impõe obriga-nos constantemente a estar com determinadas pessoas, em determinado local e a uma determinada hora. Às 8h15 temos de estar no infantário para deixar o nosso filho mais novo; às 8h30 temos de estar na escola a tempo do início das aulas do nosso filho mais velho; às 9h00 temos de estar no trabalho… e assim por diante, até ao final do dia, sempre orientados por horas, locais e pessoas que preenchem todo o nosso tempo. E este ritmo repete-se, com algumas (poucas) variações, dia após dia… Então, surge realmente a questão: “Quando é que estamos connosco?”.

 

Como seres sociais que somos, a nossa vida organiza-se, inevitavelmente, em função da vida de outras pessoas, em função de horários e de regras. Mas precisamos também de um tempo só para nós. Precisamos de estar apenas connosco, com os nossos pensamentos, com os nossos silêncios. Precisamos de tempo para parar, para olhar para dentro, para avaliar serenamente o passado e projetar entusiasticamente o futuro. Precisamos de tempo para recuperar forças para continuar a nossa luta. Mas, como encontrar esse tempo quando tudo à nossa volta parece chamar-nos constantemente para alguma coisa: as pessoas, o telemóvel, o e-mail, o Facebook… Sendo extremamente difícil, admito que, no limite, a única forma de conseguir esse tempo é mesmo marcá-lo na nossa agenda, seja ela em papel, no smartphone ou apenas mental. E, assim, quando alguém nos perguntar se no próximo sábado à tarde temos algum compromisso, diremos: “Por acaso não tenho nada marcado, mas preciso de estar comigo…”

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

Flavienses por outras terras

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Sofia Trino

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até à Suíça, mais concretamente até ao Cantão de Turgóvia, onde a língua oficial é o Alemão. Na capital deste cantão – Frauenfeld – vamos encontrar a Sofia Trino.

 

Cabe+ºalho Sofia Trino.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Chaves, na Rua dos Passadouros, no Bairro de Santa Cruz.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz, a Escola Nadir Afonso, a Escola Técnica e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1994, à procura de novas oportunidades e visto que os meus pais nessa altura já se encontravam a viver no estrangeiro.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Vivi sempre em Chaves, mais propriamente em Santa Cruz, até à minha partida para a Suíça.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os melhores anos passados foram na minha idade escolar e ainda hoje mantenho amigos desse tempo, amizades que ficaram para uma vida. Recordo as idas às Caldas de Chaves, a Feira dos Santos, da qual ainda hoje sinto saudades visto que me é impossível nessa data ter férias para ir a Chaves.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Visitar as Termas de Chaves, as paisagens lindas das nossas terras transmontanas, a zona histórica de Chaves, Vidago, e claro, apreciar a boa comida transmontana.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Sinto saudades de alguns amigos e familiares que foram partindo, das conversas que se tinham no antigo Jardim das Freiras, que infelizmente já não existe… eram momentos bem passados com as colegas de escola…

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Sempre que posso, mas pelo menos uma vez no ano.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

De diferente nada, mas que mantivessem os belos jardins que nós tínhamos, como o Jardim das Freiras.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Neste momento, não. Sinto-me feliz no meu país de acolhimento, pois aqui formei a minha família e me tornei na pessoa que hoje sou. Embora goste muito da cidade que me viu nascer, como eu costumo dizer não troco a minha Suíça pelo meu Portugal, isso sem sombra de dúvidas….

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

 

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Quinta-feira, 16 de Novembro de 2017

Fugas

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Uma visita ao “Pulo do Lobo”

 

Final de julho de 2015. Estamos de regresso de uns dias de descanso no Algarve e vamos subir no mapa pelo interior, com Espanha bem por perto. Passamos junto a Vila Real de Santo António e vemos à nossa direita, a apenas alguns quilómetros, a Ponte Internacional sobre o Rio Guadiana. Após uma hora de viagem chegamos a Mértola, uma vila circundada por uma velha muralha e marcada por uma forte herança cultural de vários povos que por ali passaram.

 

Saímos em direção a Beja e encontramos à direita a indicação “Pulo do Lobo”. Já a tínhamos visto uma semana antes, na viagem de ida, mas a proximidade da hora do almoço adiou a visita. Desta vez resolvemos fazer um desvio para conhecer o local. Deixamos a estrada nacional e andamos uns bons 20 quilómetros por uma estrada estreita que nos vai levando pela típica paisagem alentejana – planícies ondulantes, tons dourados, sobreiros, azinheiras… e muito silêncio – e, quando já nos parece que estamos perdidos, a estrada acaba no portão de uma propriedade privada. “Herdade do Pulo do Lobo” pode ler-se numa placa. Por momentos, ficamos um pouco confusos, mas no outro pilar do portão, escrito em português e também em estrangeiro, lemos: “Acesso ao Pulo do Lobo permitido. Após entrar e sair por favor feche o portão”. Entramos e a partir daí espera-nos cerca de um quilómetro e meio de caminho de terra batida, sempre a descer. A meio do percurso decidimos deixar o carro e seguimos a pé. Continuamos a descer e, após alguns minutos, chegamos ao Pulo do Lobo, a maior queda de água a sul de Portugal, onde as águas do Guadiana se precipitam de uma altura superior a 20 metros por uma garganta rochosa até um enorme lago na parte inferior. Depois, o rio segue o seu curso por um sulco escavado na rocha ao longo de milhares de anos. A paisagem é impressionante e merece uns minutos de contemplação e umas quantas fotografias.

 

É quase meio-dia e o sol aquece. Quando chegamos novamente ao carro estamos cansados, com a roupa completamente colada ao corpo, sujos com o pó do caminho… mas o esforço valeu a pena!

 

 Luís dos Anjos

 

 

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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2017

Vivências

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Herança digital

 

Fim-de-semana de chuva. Estou em casa a percorrer a edição online de um conhecido semanário quando um título me chama a atenção: “O que acontece à vida digital depois da morte?”. Paro durante alguns segundos para tentar perceber o significado daquele título, mas como não consigo, avanço, então, para a leitura do artigo e após umas duas ou três frases entendo finalmente do que se está a falar. Fala-se do destino a dar após a morte a toda a informação que ao longo da vida fomos deixando no mundo virtual com o qual nos relacionamos. E não estamos a falar apenas do telemóvel com os nossos contactos e as fotografias dos nossos filhos ou do portátil ou tablet com documentos mais ou menos importantes. Estamos a falar também, e sobretudo, de tudo aquilo que “existe” online sobre nós: as nossas contas de e-mail, a nossa atividade nas redes sociais, as nossas fotografias na “cloud”, as nossas contas e respetivas passwords de acesso a informações tão diversas como a fatura da água ou da luz ou o serviço de homebanking… Tudo isto cabe numa nova designação de “ativos digitais” e acaba por constituir uma espécie de “herança digital” à qual deve ser dado um destino após a nossa partida, do mesmo modo que é dado aos nossos bens materiais… Continuando a leitura, surpreendo-me ao saber que alguns sites têm já funcionalidades que permitem aos utilizadores predeterminarem a forma como deverá ser tratada a sua conta após a morte. Assim, é possível, por exemplo, decidir que a informação seja totalmente eliminada após um determinado período ou que a sua gestão seja cedida a outro utilizador.

 

Refletindo um pouco sobre tudo isto tenho alguma dificuldade em formar uma opinião, pois nunca tinha visto as coisas sob esta perspetiva. Admito que algumas situações, por envolverem acesso a dados críticos, devam ser objeto de imediata e especial atenção (acessos a contas bancárias, por exemplo). Quanto ao resto, como sejam as contas de e-mail ou os perfis nas redes sociais, não sei sinceramente o que pensar… O mundo está, de facto, a mudar muito depressa…

 

 Luís dos Anjos

 

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Sexta-feira, 13 de Outubro de 2017

Vivências

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O Clube dos Poetas Mortos

 

 

Na nossa memória todos temos um filme que nos marcou. Ou melhor, um filme, um livro, uma canção... Ou, provavelmente, melhor ainda, vários filmes, vários livros, várias canções…

 

Voltando aos filmes, “O Clube dos Poetas Mortos” foi um desses filmes. Recordo-me que o vi no Porto, por ocasião de uma visita de estudo de dois dias àquela cidade, andava eu, então, no secundário, na Escola Dr. Júlio Martins.

 

O filme relata a história de um professor de literatura num colégio profundamente elitista e disciplinador. As suas aulas são dadas de forma pouco ortodoxa e quem viu o filme recorda certamente a aula em que o professor incentiva os alunos a arrancarem as folhas de um livro de poesia, pois, segundo ele, a poesia não se pode medir, mas sim sentir e viver. Entusiasmados com o lema “Carpe diem” (aproveita o dia) proclamado pelo professor, os alunos ganham coragem para experimentar desafios e experiências que nunca antes ousariam enfrentar. A dada altura do ano um grupo de alunos descobre um velho “Livro de Turma” do tempo do professor Keating e ficam a saber que ele pertenceu a um denominado “Clube dos Poetas Mortos”. Após uma interpelação ao professor sobre essa vivência do passado, resolvem eles próprios retomar a ideia do Clube e nessa mesma noite iniciam reuniões furtivas numa gruta, nas imediações do colégio, para ler poesia e “sugar o tutano da vida”.

 

Entretanto, um dos jovens, com grande vocação para o teatro mas fortemente reprimido pelo pai, não aguenta a pressão e acaba por suicidar-se. Este acontecimento faz despoletar uma situação de confronto e a direção do colégio acaba por afastar o professor Keating, a quem acusam de incentivar os alunos à desobediência.

 

A cena final é certamente a mais recordada por todos os que viram o filme. Na primeira aula com o novo professor, Keating vai à sala para recolher as suas coisas e, então, os alunos, um a um, põem-se em pé em cima da secretária e dirigem-se a ele com as palavras “Oh, Captain, my Captain!”. “Obrigado, rapazes”, são as últimas palavras do professor aos seus alunos.

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

Flavienses por outras terras

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Carlos Minga

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos percorrer toda a Estrada Nacional 2, de Chaves até Faro, para encontrarmos o Carlos Minga.

 

Cabeçalho Carlos Minga.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz, a Escola E.B. 2,3 Nadir Afonso e a Escola Secundária Dr. Júlio Martins.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Uma primeira saída, a qual durou um ano, em 1992, para cumprir o serviço militar obrigatório, em Lamego. Depois, uma segunda saída, em 1995, (definitiva) por razões profissionais.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Lamego, em Lisboa, no Porto, em Ponta Delgada e em Faro.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Os tempos de estudante na Júlio Martins.

Uma pequena experiência musical que nunca mais esquecerei numa banda chamada “S-Gredo”.

As aventuras e os ensinamentos nos Escoteiros, mais concretamente no Grupo 86 da AEP (Associação de Escoteiros de Portugal) de Chaves.

Os tempos vividos com a minha outra metade – a Maria João, a qual veio a ser a mãe dos meus filhos e ao lado de quem tenho um já largo percurso de 25 anos.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Seguramente a zona das Termas e toda a sua envolvência, incluindo a Ponte Romana e a Taberna do Faustino.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Da cidade, das suas gentes, dos velhos amigos, da gastronomia, dos cheiros e sobretudo do antigo Jardim das Freiras…

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Uma a duas vezes por ano.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Gostava que houvesse um crescimento económico que contribuísse para que os Flavienses pudessem fixar-se na sua terra e não terem necessidade de sair à procura de um futuro noutras paragens.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Claro que sim…

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Carlos Minga.png

 

 

 

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Sexta-feira, 8 de Setembro de 2017

Vivências

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Km 0

 

Há alguns anos, por altura da Páscoa, fomos com um casal amigo até Madrid. Visitámos a cidade e estivemos, inevitavelmente, na Puerta del Sol, a praça mais movimentada da capital espanhola. Algum tempo depois, em conversa com um colega de trabalho, perguntava-me ele se também fui tirar uma fotografia com um pé no “quilómetro zero”… Não percebi e, então, ele explicou-me que ali existe, assinalado no chão, o chamado “quilómetro zero”. Curioso, fui pesquisar um pouco na Internet e fiquei a saber que aquela marca está situada precisamente em frente à porta da antiga Real Casa de Correos (hoje o edifício tem outra funcionalidade) e serve de referência para a definição de distâncias, quer no interior da cidade de Madrid, quer relativamente a outras cidades espanholas, através das diversas estradas radiais que partem da capital. A marcação do “quilómetro zero” teve, pois, como função marcar um ponto que servisse de referência para as deslocações em território espanhol.

 

Alargando o âmbito desta reflexão, o “quilómetro zero” pode ser qualquer ponto de partida que nós definamos para depois chegarmos a um determinado destino. E tanto podemos estar a falar de uma deslocação em termos físicos (uma viagem ou uma caminhada, por exemplo), como podemos estar a falar de um percurso profissional, ou ainda de uma evolução mais pessoal, interior, ou até espiritual, se quisermos.

 

Vivemos, hoje mais do que nunca, numa sociedade extremamente competitiva, que valoriza essencialmente as metas, as chegadas, as conquistas… Tudo isso é importante e necessário, pois são os objetivos que nos fazem evoluir, quer seja em termos académicos, profissionais, familiares, desportivos, ou outros. Mas a verdade é que na ânsia de definir objetivos e de começar a lutar por eles, esquecemo-nos muitas vezes de perceber primeiro onde é que realmente estamos antes de partir… esquecemo-nos de marcar o nosso “quilómetro zero” - e isso faz toda a diferença.

 

 

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Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

Flavienses por outras terras

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Sérgio Lousada

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até à Ilha da Madeira.

 

Na cidade do Funchal vamos encontrar o Sérgio Lousada.

 

Cabeçalho Sérgio Lousada.png

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Básica do 1º Ciclo do Caneiro, entre 1987 e 1991; a Escola Básica do 2º e 3º Ciclos Nadir Afonso, entre 1991 e 1996; e o Liceu Fernão de Magalhães, entre 1997 e 1999.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí de Chaves em 2013 por falta de aposta, crédito por parte da direção da empresa onde exercia profissionalmente, que nunca considerou ninguém da “terra” para chegar ao topo da hierarquia.

Foram também motivos a minha ambição profissional e o facto de não ter medo de enfrentar novas condições de trabalho, bem como a recessão económica e profissional que se vivia em 2013.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Paris, entre 1981 e 1987; em Chaves, entre 1987 e 1999; em Guimarães, entre 1999 e 2004; novamente em Chaves, entre 2004 e 2013; e no Funchal, desde 2013 até aos dias de hoje.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Primeiro, os tempos em que frequentei a Escola Básica do 1º Ciclo do Caneiro, onde passei parte da minha infância e desenvolvi amizades que ainda hoje mantenho e que muito prezo.

 

Depois, os tempos que aproveito em Chaves para acompanhar o Grupo Desportivo de Chaves (e já o faço desde pequenino, ainda andava na Escola Básica do 1º Ciclo do Caneiro), pois de facto é nos dias de hoje o único representante que enquadra com alguma frequência a cidade de Chaves no mapa de Portugal. Com este tópico criei uma rede de amigos de dimensão considerável, mas que têm algo em comum, um bichinho que nos torna a todos “Valentes Transmontanos”, que nos leva a acompanhar a nossa equipa por todo o lado.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Os monumentos históricos da cidade, e sem ordem de importância ou sem me querer esquecer de algum, irei destacar a Ponte Romana, a Torre de Menagem, as Termas de Chaves, o Forte de São Francisco, o Forte de São Neutel…

A nossa gastronomia local, e neste ponto não faço referências porque não quero prejudicar ou beneficiar nenhuma entidade.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Dos familiares (mãe e irmã) e amigos, dos tempos que passei com ambos. Saudades dos grupos de amigos com quem praticava alguma atividade desportiva (futsal) no velho gimnodesportivo de Chaves, que refira‐se tem muitas poucas condições para tal (inerência política).

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Desloco-me regularmente, quase de mês a mês.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Em relação a este campo teria muito que ressalvar, mas de forma sucinta vou referir o que gostava que ocorresse futuramente, porque até agora aquilo que foi feito na cidade de Chaves em nada ou praticamente nada melhorou a vida dos Flavienses.

 

A política deve ser usada para possibilitar o bem-estar e o desenvolvimento local, bem como para dinamizar a atratividade a terceiros pela nossa cidade. E aquilo que vou observando é que a cidade de Chaves se tornou numa cidade fantasma, que serve interesses de terceiros, onde não existem serviços de diversos setores, que em muito condicionam o bem-estar dos residentes locais. Poderia citar muitos exemplos, mas vou referir o facto de possuirmos em Chaves um hospital que equivale a um centro de saúde, não conseguirmos estimular o Ensino Superior, ficarmos sem uma série de serviços básicos que vemos fugir por ordem do poder central. Pressuponho que em função disto os habitantes de Chaves serão portugueses de segunda ou inevitavelmente as políticas que regem o nosso concelho são inadequadas.

 

A maior parte da juventude da nossa cidade para poder desenvolver uma atividade profissional teve de deixar a sua zona de conforto, dentro de Portugal ou mesmo para o exterior.

 

O que gostaria de ver em Chaves seria pessoas capazes de defenderem os reais interesses do povo Flaviense, e não somente preocupados com a sua imagem. Um bom político não deve ser reconhecido pela sua imagem, mas sim pelo que faz e desenvolve em função do cargo que exerce, pela defesa exaustiva dos interesses de quem o elegeu, sem ter ou denotar medo em relação ao poder central. Destes, em Chaves, reconheço muito poucos.

 

Posto isto, gostaria de ver em Chaves uma melhoria significativa dos serviços de saúde (estimular o Hospital local), serviços de ensino (dinamizar o Ensino Superior, criar cursos superiores devidamente conectados com o tecido empresarial, com empregabilidade local garantida), serviços empresariais (maximizar a instalação de empresas na zona industrial de Outeiro Seco), serviços desportivos (criar instalações desportivas, pois as existentes estão estagnadas no tempo), acessos rodoviários (pois apesar de existir auto estrada até Chaves, esta tem preços exorbitantes para a sua utilização frequente), medidas que visem dinamizar a fixação da nossa juventude em Chaves.

 

Mais teria para referir, mas ficarei por aqui, ressalvando que nada tenho contra os políticos ou pseudo-políticos locais.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Possuo residência em Chaves. Não posso garantir o dia de amanhã, estou sempre predisposto a novos projetos profissionais, podendo estes passar pelo exercício profissional em Chaves ou não. Como será lógico em função do perfil profissional que exerço nos dias de hoje não serei facilmente enquadrável no tecido empresarial (público/privado) da nossa cidade. Portanto, à falta de melhor, terei que aguardar mais alguns anos, até à suposta reforma!

 

Funchal.JPG

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Sérgio Lousada.png

 

 

 

 

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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

Vivências

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Pensar fora do retângulo

 

A forma como hoje olhamos o mundo já não é a mesma de outros tempos. Durante séculos, nas vilas e aldeias onde vivíamos, tínhamos a visão desafogada dos campos e das montanhas e conseguíamos ver a linha do horizonte, lá longe, onde o céu e a terra se encontravam numa fusão de cores. E à noite, em silêncio e sem luzes, conseguíamos ver todas as estrelas do firmamento.

 

Depois, deixámos este mundo rural e quisemos construir outro. Mudámo-nos para as grandes cidades, que se tornaram ainda maiores, trocámos as ruas estreitas pelas avenidas largas, e as casas de pedra pelos apartamentos “T-qualquer coisa”, em construções cada vez mais altas, que, a pouco e pouco, foram limitando o nosso campo de visão. Deixámos de ver os campos, as montanhas, a linha do horizonte… e muitas vezes até o próprio sol e as estrelas… Então, para estreitar ainda mais a nossa visão, apareceram os écrans nas nossas vidas; primeiro, a televisão, e depois tudo o resto: o computador, o telemóvel, o smartphone, o tablet, o GPS… E, assim, com todas estas novas tecnologias (pese embora as suas enormes vantagens para a evolução da nossa sociedade), limitamo-nos hoje a ver quase exclusivamente ao perto, ao alcance da nossa mão, ou, quando muito, à distância que vai do sofá até à televisão. As nossas rotinas diárias, quer em casa quer no trabalho, passaram a incluir um número cada vez maior de horas a olhar para écrans, uns maiores, outros mais pequenos, onde milhões de pixéis coloridos nos criam em cada segundo um novo mundo, onde tudo parece acontecer, mas onde, na verdade, nada acontece realmente… A nossa capacidade de olhar mais longe, de nos orientarmos no espaço à nossa volta, de focar um ponto distante está, pois, a perder-se… E porque a forma de pensar o mundo depende (e muito) da forma como o vemos, esta nova realidade está a limitar a nossa capacidade de pensar “fora do quadrado”, ou melhor dizendo, fora do retângulo…

 

Luís dos Anjos

 

 

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Sexta-feira, 14 de Julho de 2017

Vivências

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Tudo isto existe…

 

Um amanhecer que vence a escuridão…

Uma flor que desabrocha discretamente…

Uma chuva que cai dispersa…

Um raio de sol que aquece…

Um arco-íris que risca o céu…

Uma porta que se entreabre…

Uma muralha que se desmorona…

 

Uma mão aberta que se estende…

Um coração que de amor transborda…

Um olhar que envolve e procura…

Uns lábios que baixinho murmuram…

Um sorriso que encurta distâncias…

Uma lágrima que teima em escorregar…

Um gesto que rasga o espaço…

 

Um pássaro que canta no bosque…

Uma onda que esbarra na praia…

Uma estrela que cintila no céu…

Uma fonte que nos traz frescura…

Uma janela que nos traz a Primavera…

 

Um relógio que marca o tempo…

Uma caneta que percorre o papel…

 

Tudo isto existe…

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

Flavienses por outras terras

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Elisabete Carvalho

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos até à cidade da Maia, nos arredores do Porto, onde vamos encontrar a Elisabete Carvalho.

 

Cabeçalho - Elisabete Carvalho.png

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci em Valpaços, mas fui viver para Chaves com um ano de idade.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária de Santa Cruz, o Ciclo, e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 2014, por motivos profissionais do meu marido.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Chaves e na Maia.

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

As recordações são muitas e é impossível nomear apenas duas…, mas recordo com carinho as tardes passadas com os amigos nas Caldas de Chaves, um espaço com bares e cafés com esplanadas incríveis, e com o calor que se fazia sentir era maravilhoso.

Outra das recordações é a do local onde vivi, Santa Cruz, e das brincadeiras com os amigos, o convívio com os vizinhos e a sensação de pertencermos todos a uma grande família.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

A principal é a gastronomia, nomeadamente os Pastéis de Chaves e o famoso fumeiro. Depois, visitar toda a cidade, muito bonita e rica em património.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Sinto muitas saudades da minha "gente", do calor do Verão, da paz e do sossego e de não haver trânsito.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

Vou algumas vezes a Chaves, visto que não estou muito longe, mas não sei quantificar.

 

O que gostaria de encontrar de diferente na cidade?

Só gostava que Chaves crescesse e houvesse mais oportunidades.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Gostava, mas não é um assunto que me faça pensar, pois tenho uma filha pequena e com certeza que ela vai ficar por aqui e nós ficaremos com ela, fazendo sempre umas visitas a Chaves.

 

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Elisabete carvalho.png

 

 

 

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Sexta-feira, 9 de Junho de 2017

Vivências

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Eu agradeço a um professor

 

 

Junho de 2012.

 

Está a ser amplamente difundido pelo Facebook, mas acabei por saber, por mero acaso, num pequeno cartaz afixado na porta de um centro de explicações. O movimento chama-se “Eu agradeço a um professor” e um dos seus objetivos é levar-nos a recordar aquele ou aqueles professores que mais nos marcaram ao longo do nosso percurso escolar. Olho para trás em busca dos rostos e dos nomes dos meus professores e a primeira constatação é que não me lembro da grande maioria deles, facto que deixa de me parecer estranho quando calculo que ao longo da minha vida terão sido bem mais de uma centena aqueles que contribuíram, uns mais outros menos, para a minha formação académica.

 

Lembro-me, no entanto, de vários, desde a escola primária ao ensino superior, e da maioria deles por boas razões. Lembro-me daquela professora de Secretariado a quem preparámos uma festa surpresa no dia do seu aniversário e a quem oferecemos uma lembrança como forma de reconhecimento por tudo aquilo que fez por nós. Lembro-me daquela professora de Contabilidade que frequentemente se atrasava e por quem nós esperávamos, já depois do “2º toque”, depois de a termos visto da janela do 3º piso a entrar, em passo apressado, no portão da escola. E lembro-me também daquele professor de Cultura e Civilização Portuguesa com quem passámos várias aulas a descortinar a verdadeira origem do vaso campaniforme, facto que, como é óbvio, em nada contribuiu para o meu futuro…

 

Não fui à página do movimento deixar qualquer testemunho ou agradecimento, pois também não saberia se seriam lidos por aqueles a quem me iria dirigir. Mas agradeço aqui a todos os meus professores: aos que souberam ser exigentes quando tal era necessário, aos que souberam ser compreensivos, aos que souberam preocupar-se, aos que souberam motivar e dar esperança, aos que souberam, pela sua postura e pelas suas atitudes, transmitir valores, para além de conteúdos… A todos devo parte do que hoje sou. Obrigado!

 

Luís dos Anjos

 

 

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Quinta-feira, 25 de Maio de 2017

Flavienses por outras terras - Miguel Oliveira

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Miguel Oliveira

 

Nesta crónica do espaço “Flavienses por outras terras” vamos novamente até ao Brasil, mais concretamente até Juazeiro, uma cidade cujo nome coincide com o de uma árvore típica desta zona semiárida do Brasil, cujos frutos, do tamanho de uma cereja, são extremamente apreciados e utilizados para fazer compotas.

 

É em Juazeiro que vamos encontrar o Miguel Oliveira.

 

Cabeçalho - Miguel Oliveira.png

 

 

Onde nasceu, concretamente?

Nasci na freguesia de Santa Maria Maior, em Chaves.

 

Nos tempos de estudante, em Chaves, que escolas frequentou?

Frequentei a Escola Primária da Estação, a Escola EB 2/3 Nadir Afonso, a Escola Secundária Dr. Júlio Martins e a Escola Secundária Fernão de Magalhães.

 

Em que ano e por que motivo saiu de Chaves?

Saí em 1994 para frequentar a Escola Superior Agrária de Coimbra.

 

Em que locais já viveu ou trabalhou?

Em Coimbra, em Mortágua, em Matosinhos, em Paredes de Coura, na Póvoa de Varzim e no Brasil, nas cidades de Passos (Minas Gerais), Salvador (Bahia) e atualmente em Juazeiro (Bahia).

 

Diga-nos duas recordações dos tempos passados em Chaves:

Recordo os dias em que caía neve… Era extraordinário brincar com a neve, fazer bonecos, bolas de neve… Recordo também os passeios ao fim de semana para acompanhar o glorioso Desportivo de Chaves nas suas deslocações fora de casa.

 

Proponha duas sugestões para um turista de visita a Chaves:

Conhecer a excelente gastronomia, sem esquecer os deliciosos pastéis de carne, o fumeiro, entre tantas outras coisas. Visitar os diversos monumentos espalhados pela cidade e as termas medicinais.

 

Estando longe de Chaves, do que é que sente mais saudades?

Saudades da família, dos amigos, e da cidade em geral.

 

Com que frequência regressa a Chaves?

A cada 2 anos.

 

Gostaria de voltar para Chaves para viver?

Sim, gostaria, mas não durante o período de Inverno, pois considero rigoroso demais. Assim sendo, gostaria de passar meio ano em Chaves e meio ano no Brasil.

 

Pôr do sol na  travessia de barco de Juazeiro par

 

O espaço “Flavienses por outras terras” é feito por todos aqueles que um dia deixaram a sua cidade para prosseguir vida noutras terras, mas que não esqueceram as suas raízes.

 

Se está interessado em apresentar o seu testemunho ou contar a sua história envie um e-mail para flavienses@outlook.pt e será contactado.

 

Rostos até Miguel Oliveira.png

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 17:44
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2017

Fugas - Por terras do Alto Minho

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Por terras do Alto Minho

 

 2011. O calendário avança e o período de férias aproxima-se. Em família começamos a pensar no destino: Sul ou Norte? O azul do mar ou o verde da montanha? O marulhar das ondas ou o canto dos pássaros? Venceram o Norte, o verde e o canto dos pássaros. Preparam-se as malas, a máquina fotográfica, os óculos de sol… e um mapa, pois o GPS ainda não faz parte das nossas aquisições. Mais importante que tudo isto, e com a vantagem de não ocupar espaço na bagageira do carro, levamos também boa disposição e vontade de descobrir novos e agradáveis recantos deste país.

 

Partimos, então, para Valença, no Alto Minho. De paragem em paragem, pois não temos pressa, vamos subindo pelo mapa, sempre junto ao litoral, até que em Caminha o mar fica para trás e passa a ser o Rio Minho a acompanhar-nos no resto da viagem, indicando-nos que Espanha é já ali, na outra margem.

 

Em Valença descobrimos uma cidade fortificada, memória de um passado longínquo de disputas territoriais entre os reinos ibéricos. Passeamo-nos descontraidamente no interior das suas muralhas, visitamos algumas lojas de artesanato e, por fim, passamos pelo posto de turismo para obter mais algumas informações sobre a região.

 

Palácio da Brejoeira.jpg

 Fotografia de Luís dos Anjos

Nos dias seguintes, subimos um pouco mais e vamos até à vila de Monção, também nas margens do Rio Minho e com Espanha à vista. E como estamos na região do vinho Alvarinho, não podemos deixar de visitar o Palácio da Brejoeira, seguramente um dos mais belos de todo o Norte de Portugal, mandado construir no início do século XIX e classificado como monumento nacional desde 1910. Aqui, nos 18 hectares de vinha que se estendem ao redor do palácio, é produzido um dos mais afamados vinhos da casta Alvarinho.

 

Ainda mais a Norte fica Melgaço, mas a visita terá de ficar para uma próxima oportunidade, pois ainda queremos conhecer Vila Nova de Cerveira, onde uns dias antes, de passagem, pudemos observar a estátua de um cervo no alto da montanha, e saber da lenda que terá estado na origem do nome desta localidade.

 

Na hora do regresso a casa sentimos já uma vontade de voltar em breve para novas descobertas.

 

Luís dos Anjos

 

 

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Sexta-feira, 12 de Maio de 2017

Vivências

vivenvias

 

Recordando o “Força Construtora”

 

O título desta crónica remete-nos para o final da década de 80 e início da década de 90 e para o movimento de grupos de jovens ligados à Igreja que naqueles anos existia na cidade de Chaves.

 

Capa livro.jpg

 

O grupo “Força Construtora”, ao qual pertenci desde a sua criação até ao último momento, era um desses grupos e reunia essencialmente jovens da zona de Santa Cruz e do Bairro da Trindade, mas também de outros pontos mais distantes, como a estrada de Outeiro Seco ou a Fonte do Leite. O grupo surgiu no final de 1988 por iniciativa do Padre José Banha, que chegou para assumir a criação da nova paróquia naquela zona da cidade. Para além das habituais reuniões semanais onde se debatiam os mais variados temas, o grupo desenvolveu muitas outras atividades, tais como, encenações, encontros de oração, animações da Eucaristia (umas vezes na Igreja da Trindade, outras na Igreja de Santa Cruz, pois a Igreja Paroquial ainda não era mais do que um projeto), encontros com outros grupos da cidade e da região, caminhadas ao São Caetano… Foram tempos vividos com uma grande energia e uma entrega total, como é próprio nos jovens que acreditam naquilo que fazem.

 

Foto 2 - Firmino Vital.jpg

Foto gentimente cedida por Firmino Vital

Foto 3 - Hélia Silva.jpg

 Foto gentimente cedida por Hélia Silva

Foto 1 - Norberto Costa.jpg

Foto gentimente cedida por Norberto Costa

 

Em janeiro de 1992, o grupo deu por terminadas as suas atividades e recordo-me que, contrariamente ao que era hábito, foi na Igreja de Santa Cruz que decorreu a última reunião (já não sei qual terá sido o motivo). Dos cerca de 40 jovens que chegaram a integrar o grupo restava apenas uma meia dúzia com disponibilidade para continuar, pois com o passar dos anos as circunstâncias e as responsabilidades de cada um foram mudando: a ida para a Universidade, a tropa, o trabalho, o casamento…

 

Rostos Força Construtora 1.jpg

Rostos Força Construtora 2.jpg

 

Em 1993, por iniciativa de um pequeno grupo dos seus antigos elementos (eu, incluído), foram registados em livro os três anos de vida do “Força Construtora”. Dos vários testemunhos recolhidos na altura recordo perfeitamente um que dizia, textualmente: “Força Construtora é mais do que uma recordação... é algo que vive”.

 

É verdade! E já lá vão 25 anos!

 

Luís dos Anjos

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:42
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