Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Quatro Lumbudus em Bragança

 

Inaugurou ontem dia 20, na Galeria Flor do Passarinho em Bragança, uma exposição de fotografia intitulada “ A Exuberância do Barroso”. Os 4 fotógrafos convidados – Dinis Ponteira, Fernando Ribeiro, João Madureira e Nordeste AFL -  são todos da LUMBUDUS - Associação de Fotografia e gravura, com “sede” em Chaves.

 

A exposição está patente ao público até ao dia 10 de junho.

 

Não ficam todas, mas fica uma mostra de uma foto de cada autor:







publicado por Fer.Ribeiro às 18:50
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Terça-feira, 16 de Abril de 2013

Alguns eventos a acontecer

Hoje vamos deixar por aqui alguns eventos que vão acontecer por cá.


Para a próxima quinta-feira, dia 18, inaugura no Polo da UTAD/ESEC  uma exposição da Lumbudus em parceria com uma atividade da licenciatura de Animação Sociocultural do Polo da UTAD em Chaves. Esta exposição resulta de uma atividade anterior intitulada “Repórter por um dia” em que vários fotógrafos Lumbudus acompanharam a jornalista Sandra Pereira numa reportagem sobre o despovoamento e envelhecimento rural numa freguesia flaviense, no caso, a de S.Vicente da Raia.


 

Para dia 19, sexta-feira um Workshop sobre a reabilitação e regeneração urbana, tendo por base os Programas Estratégicos para o Centro Histórico de Chaves. Um Workshop de interesse para todos os interessados por reabilitações e regenerações urbanas, mas em particular para proprietários do Centro Histórico.


Atenção que para assistir a este Workshop a inscrição é obrigatória. O Programa,  Inscrições e informações online podem ser obtidas aqui: http://www.chaves.pt/

 

 ou pessoalmente na Câmara Municipal de Chaves.

 

 

Já agora e uma vez que se fala de reabilitação, os espaços públicos devem contribuir para essa mesma reabilitação. Na Praças da República  e do Duque,  nas últimas semanas têm servido de estacionamento a popós, e não tem sido exceções para casamentos e funerais. Espero que seja apenas uma distração das autoridades, pois outra coisa não imagino. Estas duas praças são imagem de marca da cidade, são as nossas duas praças monumentais que todos os visitantes e turistas registam em imagem e levam com agrado, mas sem popós. Demorou longos anos a tirar de lá o estacionamento, por favor, para bem da cidade e do centro histórico, não deixem voltar os carros às nossas melhores praças. Os peões, visitantes e turistas agradecem.




Por último, fica já o anúncio de um evento que vai ocorrer aqui ao lado, em Boticas nos dias 23, 24 e 25 de Maio. Trata-se do I Congresso Internacional – A Animação Sociocultural, Gerontologia e Geriatria – A Intervenção Social, Cultural e Educativa na Terceira Idade.




Informações, programa e inscrição, podem ser obtidas aqui: http://geralintervencao.com.pt/


É um congresso que interessa a todos os que lidam com os problemas do envelhecimento e da terceira idade.

 

E por agora é tudo. Mais logo termos ainda por aqui a “Pedra de Toque” de António Roque.

 

Até lá!



publicado por Fer.Ribeiro às 02:10
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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013

Repórter por um dia na freguesia de São Vicente da Raia


Estas aldeias raianas só são para velhos

 

Que contam as rugas das gentes que ainda habitam o nosso mundo rural? O que sentem quando vêem os filhos partir para regressar “de longe a longe”? Como lutam contra o isolamento e resistem à solidão? Respondemos ao apelo de um projecto de Animação Sociocultural do pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) – desenvolvido em parceria com a Associação de Fotografia e Gravura Lumbudus  – e subimos pelas artérias da freguesia mais distante da “civilização” flaviense, São Vicente da Raia, até chegar ao coração de xisto das suas aldeias, abandonadas na serra raiana.


Por Sandra Pereira


 

 “Funerais a partir de 379,12 euros na Funerária São Pedro”. “Edital para a eleição da Assembleia Municipal de Chaves no dia 5 de Junho 2011”. “Participe nos Censos 2011”. O tempo terá parado em Aveleda? Depois de um arrepio na espinha, não se sabe bem se da chuva miudinha, se do receio, apetece gritar alto se está aí alguém, não sentíssemos o cheiro a sardinha assada vindo de mais adiante, do grelhador de Emídio.

 

 

É de Paradela de Monforte, mas casou em Aveleda, uma das quatro aldeias da maior e mais distante freguesia de Chaves, São Vicente da Raia. Aconchegada num pequeno vale a 500 metros de altitude e rodeada dos montes que unem Portugal à Galiza, é aqui que Emídio Teixeira, 56 anos, vive desde que nasceu a filha Marlene, há 29 anos. Esteve emigrado em Espanha, em França e na Suíça, mas andava ilegal e nem sempre arranjava trabalho. Gosta da aldeia? “Que remédio! A gente tem aqui as coisas, há que aguentar!”, ri-se. Claro que sofre com a solidão. “Aqui, não há um café, é uma tristeza… Há domingos em que só se vê uma pessoa a passar na rua. Nos outros dias ando entretido!”.

 

 

Ainda mergulhada no “antigamente”, Aveleda tem 17 habitantes, mas além de Emídio, a assar sardinhas no largo principal da aldeia, Marlene, a espreitar timidamente à janela de casa, e um simpático casal de idosos, a aparecer na rua para receber as “visitas”, não se verá nem mais um sinal de vida na aldeia mais pequena da freguesia de S. Vicente, mas também uma das mais pitorescas, pelas casas feitas em xisto, já que não se forma uma rocha de granito nesta zona, como acontece no resto do concelho flaviense. Marlene é o único rosto sem rugas em Aveleda. Com o 8º ano, ainda tentou emigrar para Espanha, onde está o irmão, mas logo regressou e vai ajudando na lavoura. “Lá também não há trabalho!”, resigna-se o pai, sempre de sorriso nos lábios.

 

 

“Foi tudo embora! O que estavam aqui a fazer?”, mete-se a idosa que desceu ao largo, Luísa Neves, 72 anos, que tem cinco irmãos “espalhados pelo mundo fora” e apenas uma irmã e a filha, de 52 anos, na aldeia. “Daqui a 10 anos, não haverá ninguém. Eu aqui nasci e aqui quero morrer!”. O marido, o tio Mário, a fazer 80 anos, ri-se e diz com orgulho que ainda caça. A vez em que tentou emigrar para França “a salto”, ainda com as fronteiras fechadas, foi preso e forçado a regressar. Desde então, “com pão e vinho”, lá foram “andando o caminho”. Mais velho do que ele na aldeia, só Narciso, com 84 anos.

 

 

Hoje, com “luz, telefone e boas estradas”, a dona Luísa está bem. “Só nos falta uma camioneta para ir a Chaves. Há dias, o meu marido teve que me levar numa burra até S. Vicente para apanhar a camioneta das 7h. Temos de sair daqui às 5h30 porque não temos carro! Olhe que ainda é um sacrifício…”, conta. O que vale, muitas vezes, é a “boleia” até ao hospital dos emigrantes que regressam quando surge um problema de saúde grave.



Também faltam crianças. Aqui não há nenhuma. A escola primária de Aveleda foi a última a encerrar na freguesia, em 2002, por falta de alunos. Mas nem todos os esquecem. Todas as semanas, o Padre Delmino Fontoura celebra missa em cada aldeia de S. Vicente. Em Aveleda, só para dois ou três fiéis.


- “Tio Mário, gosta de morar na aldeia?”


- “Que remédio tenho!”



SEGIREI. Submersa em chuva miúda… amorosa… desértica. É aqui o último ponto de chegada para quem segue a estrada sinuosa em direcção à fronteira. Nas montanhas, avistam-se casas isoladas até se dar com um “desfile” de vivendas de emigrantes que competem em exuberância e tamanho da piscina. É o “bairro de cima” de Segirei. Descendo a encosta, pouco soalheira para outrora facilitar o contrabando que ali alimentou muitas famílias em tempos de fome, chegamos ao “bairro de baixo”, o dos retornados, das casas modestas, algumas com resquícios de xisto. Tanto o bairro “rico” como o “pobre” estão praticamente desabitados… até aos dois meses de Verão, em que regressam os emigrantes, aguardados com ansiedade e muita saudade.



Ao ouvir vozes desconhecidas, aparece à espreita um rosto enrugado à janela. É o de Sílvia Caridade Pires, 87 anos. Lá sai da porta, de sorriso envergonhado, mesmo sem ter culpa da “invasão” forasteira. Como quase toda a gente, emigrou. Viveu 13 anos em Bilbau, cidade basca onde muitos da aldeia estiveram e ainda permanecem. Um dia, “o meu marido ficou sem trabalho, quis vir…Eu antes queria lá estar porque as filhas estão lá …”, lamenta. Mas se viessem, “a vida seria ruim porque aqui a gente é pobre…”.



Outra “Pires” aparece na rua, Leonilde, já que aqui é tudo família. Nunca saiu da aldeia. “Nunca tive curiosidade porque nunca tive dinheiro! Para onde é que havia de ir?”, ri-se a mulher de 58 anos, que teve 13 irmãos, mas apenas dois filhos, que trabalham perto, mas do outro lado da raia, em Vilardevós, o que justifica a ligeira pronúncia espanhola. “O meu dia-a-dia é andar com as crias, trabalhar no campo e fazer a comida em casa”, conta a esposa do “gaiteiro” de Segirei, que vai animando a casa do vizinho, a rua, o café, onde calha. Os “vitelinhos” que vendem na aldeia rendem 500 euros por ano e vão chegando para comprar a mercearia dos vendedores ambulantes.



 “Aqui há muito pouquinha gente”. Dizem os Censos que são à volta de 30 residentes. Para onde foram as pessoas? “Algumas faleceram, outras emigraram”. E os jovens? “Na agricultura metade não sabe trabalhar e outros têm que emigrar porque aqui, coitadinhos, não têm trabalho”. Crianças? “Não há nenhuma”. A pessoa mais nova tem 35 anos. “Acho que isto vai acabar…”, arrisca Leonilde.



Antigamente? Havia quem levasse “umas batatinhas, umas cebolinhas, por aí acima [até Soutochao, concelho galego de Vilardevós] … Às vezes, por uma dúzia de ovos, os guardas até lhos tiravam na fronteira” para acabar num “arranjinho” conveniente para ambas as partes, recorda Leonilde. “O meu pai e os meus irmãos eram contrabandistas!”, lembra também a dona Sílvia. Era daqui que saía o presunto que enchia a mesa dos espanhóis. Com a adesão à CEE, o contrabando terminou, mas a emigração continuou… livremente.



Tal como o cheiro agradável que escapa da porta aberta de uma casa na travessa principal da aldeia e chega até ao estômago. À volta dos tachos, Ivone Nascimento, 69 anos, memora 14 anos da sua vida em França. Emigrou aos 30 anos para “poder comprar casa”, ainda se passava “a salto de coelho” na fronteira. Regressou com o objectivo cumprido. Agora é, finalmente, livre. Da fome, das patroas, da vida escrava, das “porradas”.



Em Segirei, conversa-se muito entre vizinhas. “Falamos que amanhã tenho que ir para ali, tu já almoçaste, eu ainda não, os teus filhos estão bem, os meus também”. De Inverno, anoitece cedo e as tabernas fecharam há anos. “Estou com o meu marido, e começo a pensar ‘valha-me Deus, hoje estamos os dois, amanhã está só um…”. Mais novos do que eles a habitar na aldeia, só três casais. “Depois aqui não fica ninguém. Que vêm cá fazer? Mete-me pena. A gente trabalhou tanto para ter o que tem…”



“O que não se juntou até agora, hoje já não se junta!”, acrescenta o marido de Ivone, o “Tio Alcides”, 74 anos. Na aldeia já não se vendem as batatas. “Se o quilo vale 20 cêntimos, só o pagam a cinco! Os adubos caros, o gasóleo caro, para que é que a gente anda a trabalhar? Para o Governo?”.



Em Segirei, que tem por topónimo um apelido de família espanhola, ainda mora um antigo embaixador de Espanha no Brasil, que deu emprego a muita gente nas vinhas, de reconhecida qualidade. Além dos emigrantes e visitantes que desfrutam da cascata, rios e praias fluviais no Verão, a aldeia também é percorrida por peregrinos espanhóis que se aventuram pela "Via de La Plata" até Santiago de Compostela ou experimentam a “Rota do Contrabando”.


- “Tio Alcides, gosta da sua aldeia?”


- “Sou obrigado!”


 

ORJAIS. Finalmente surge aqui a revolta. “O meu nome é Manuel Fernandes e pode-me mandar para a prisão por aquilo que digo!”. Numa encosta longe da estrada principal e da vista, a aldeia de xisto esconde uma beleza singular e até vestígios de ocupação judaica. Toda a gente diz que “isto está mal”, que o Governo devia ajudar as aldeias em vez de “mandar os jovens emigrar”, mas sem convicção, pois hoje já ninguém acredita em nada. Manuel enerva-se e grita contra os políticos do pós 25 de Abril que “não souberam dirigir o dinheiro que havia” e deixaram que a sua linda aldeia chegasse ao ponto a que chegou, que até para ver futebol tem de ir a S. Vicente porque não se lembraram de lá fazer chegar a TDT. “Ninguém olha para o pobre! Gostava que me deixassem ir à televisão a Lisboa!”.

 

 

Manuel ainda se lembra de haver 12 rebanhos de ovelhas e 40 cabeças de bovino em Orjais. Hoje só um rebanho e nenhum gado. Habitam aqui cerca de 50 pessoas, uma única criança de 7 anos, e só duas casas é que não têm reformados. “Há mais pessoas no cemitério do que a viver cá!”.


 

“Ninguém passa por Orjais”, confirma Nestor Santos, 45 anos. “É bonita como quem diz!”, desabafa, para não dizer que é pobre… e triste. É dos poucos que regressou à aldeia para não deixar a mãe sozinha, que entretanto faleceu. Já pensou voltar a abandonar a terra, mas “agora é que não há muitas oportunidades para sair…”.



Antigamente, “havia agricultores na freguesia que colhiam 30 mil quilos de batatas e vendiam-nos!”, recorda Antenor dos Anjos, presidente da junta de S. Vicente da Raia há 24 anos. Ainda acredita que a solução para inverter os números da emigração é voltar a cultivar os terrenos com os devidos apoios, apostando nas cooperativas agrícolas e no turismo rural. Contudo, admite que “um presidente de junta pouco pode sem a ajuda da Câmara”, que também “pouco pode para as aldeias sem a ajuda do Governo”.




S. VICENTE DA RAIA. É o ponto de todos os encontros, já que, além de ter mais habitantes (cerca de 100), é a única aldeia da freguesia onde há cafés. Hoje o “Outeiro” serve mais copos de vinho do que o costume, pois os idosos aguardam a chegada da contabilista para ajudar a preencher a declaração de IRS, que este ano tem de ser entregue por todos os que recebam uma pensão acima dos 293 euros.




Há dois anos, Agostinho Fontoura, um filho da terra, decidiu regressar do Porto, com a esposa Catarina Santos, para montar uma cozinha regional. Trabalhavam num hipermercado da Maia, onde se conheceram, e quiseram livrar-se de horários, serem “independentes”. Lá a vida “estava a ser muito saturante, muito stress, muita correria…”, desabafa Catarina, 36 anos, natural de São João da Pesqueira. Nunca viveu numa aldeia, mas a adaptação não está a custar. “Gosto das pessoas, do ambiente, é tudo muito bom! Vive-se com uma paz interior muito maior”.




Como não dá para viver do fumeiro, o casal gere o “Outeiro” com os pais de Agostinho. Este ano, criaram 10 porcos que venderam na aldeia, nas feiras e a emigrantes, mas “sem apoios” e muita burocracia, mesmo com produtos de sabor incomparável, não é fácil manter um negócio no mundo rural, onde os telemóveis nem sequer apanham rede.



Um buzinão interrompe as conversas no café. “É o padeiro!”, grita logo Maria, a filha de 3 anos, uma das três crianças da aldeia. Todos os dias, vai de táxi para o jardim-de-infância de Argemil, na freguesia vizinha de Travancas, que para o ano também vai encerrar. Conta os amiguinhos novos pelos dedos de uma mão. “O Martim, a Beatriz, o David, e eu!”. Aqui ninguém tem tempo para se aborrecer, garante a avó Arminda. “Os animais não têm fins-de-semana!”.




À espera da contabilista, está Agostinho da Costa, 76 anos. “Noutros tempos, à noite, havia muita malta nova a cantar pelas ruas. Era o nosso cinema! Não havia outro!”, recorda. À mesma mesa, Carlos Noval, 78 anos, assiste à conversa com ironia. “Estou sozinho, trazem-me a comida de um lar. Pior não podia estar!”. Só mesmo nos tempos da fome, em que o contrabando “não dava muito”. “Andávamos aí como os burros, carregados para cima e para baixo, para ganhar 25 escudos”, confirma Salvador Fernandes, 77 anos, de Orjais. Mas havia mais educação e honestidade. “Hoje anda tudo de carro, acenam só com a mão e assim se perdem os amigos…”.



No povo, todos agradecem o zelo do presidente da junta. Antenor dos Anjos já tentou negociar um autocarro com a Auto Viação do Tâmega para ligar as aldeias da freguesia a S. Vicente, mas a empresa não está interessada em prejuízo. Antenor sabe que a transferência de muitos serviços de saúde de Chaves para Vila Real agravou problemas. “Para ir a uma consulta, as pessoas perdem um dia e gastam o dinheiro que não têm…”. A maior parte das reformas não ultrapassa 300 euros, muitos não têm viatura própria e dependem do autocarro diário de S. Vicente para Chaves.




Mudaram os tempos, mudaram as necessidades. Onde antes era a escola, em breve será o lar de idosos. Este ano, Antenor esteve nos Estados Unidos para angariar 100 mil euros junto da comunidade emigrante para continuar a obra, iniciada em 2010 com 75 mil euros da Câmara de Chaves, mas que parou por falta de dinheiro. Quando abrir, o lar, com um custo estimado em meio milhão de euros, só poderá acolher 12 idosos, muitos ficarão na lista de espera.




Apesar das paisagens deslumbrantes integradas no Parque Natural de Montesinhos, os Censos de 2011 contaram apenas 228 habitantes na freguesia de S. Vicente da Raia. Em 1960, eram 990. Pelo meio, os guardas-fiscais partiram, o contrabando acabou, a emigração continuou. Já não nascem crianças, os mais velhos vão falecendo... Não regressa ninguém. Encolhem-se os ombros. Sabe-se que nas cidades “também está tudo muito complicado” e que há crise, mas... Toda a gente vê, toda a gente sente, toda a gente teme, mas… é ter fé e deixar tudo em reticências…

 

Texto de Sandra Pereira – Fotografias de Fernando Ribeiro




Nota: O presente post foi publicado em simultâneo no semanário "Voz de Chaves" e nos blogues dos Associados Lumbudus aderentes ao "Repórter por Um Dia"



publicado por Fer.Ribeiro às 17:30
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Sexta-feira, 22 de Março de 2013

Discursos sobre a cidade - Por António de Souza e Silva

 


CARTA ABERTA AO SENHOR ARQUITETO CABELEIRA

VEREADOR DA CÂMARA MUNICIPAL DE CHAVES

 

 

Meu caro Arquiteto Cabeleira, Vereador da Câmara Municipal de Chaves:

 

 

Depois de mais de vinte anos na vida ativa político-partidária (dez na oposição e outros tantos na Câmara Municipal de Chaves como vereador – dois mandatos – e mais dois anos como Adjunto do Presidente e Diretor do Gabinete da Cidade, no âmbito do Plano Estratégico da Cidade de Chaves), prometi a mim próprio que deixaria a vida política (partidária) ativa, passando a simples militante de base do Partido Socialista e, unicamente, em termos públicos, as minhas intervenções limitar-se-iam às decorrentes da minha atividade académica, como docente no Pólo de Chaves da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), no Curso de Licenciatura em Recreação, Lazer e Turismo, nas áreas do Planeamento e Desenvolvimento Turístico, ou somente às intervenções puramente de caráter cívico.


Por via desta minha decisão, deixei de fazer parte dos órgãos do meu partido bem assim deixei de participar em órgãos autárquicos, como a Assembleia Municipal.


Encaro a política não como uma carreira mas como um efetivo serviço público prestado pelo cidadão à comunidade em que se insere. E considero que tudo tem o seu tempo, sabendo conhecer a altura de dar lugar a outros protagonistas.


Funciono por projetos, trabalhando com equipas em que acredito.


Esgotado que foi o projeto que levou, pela primeira vez depois do 25 de Abril, o Partido Socialista ao poder autárquico no Município de Chaves, minha missão esgotou-se e, por isso mesmo, vim-me embora.


Como sabe, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, como vereador, a minha função não foi fácil. Para além de vereador substituto legal do Presidente da Câmara, tinha sob a minha alçada e responsabilidade os pelouros da Administração Interna, do Planeamento Urbano (área do licenciamento de obras particulares), da Fiscalização Municipal, da Educação e da Cultura.


Norteei-me sempre, nas áreas da minha intervenção direta, por uma isenção absoluta, pela legalidade, pela justiça e pela equidade. E sabe, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, que devendo ser esta postura uma atitude perfeitamente normal e absolutamente expectável por todos quantos detêm o poder, nem sempre tal circunstância é tarefa fácil (pois nem sabe quantas vezes tive amargos de boca com alguns militantes do meu partido!).


E admito que, aqui e ali, possa não ter tomado as melhores decisões. Mas creia-me, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, que os princípios acima enunciados foram sempre aqueles que, todos os dias, ao me levantar, tinha como meu efetivo dever, como detentor do poder que me advinha da representação que os munícipes flavienses depositaram em minhas mãos, em eleições livres e democráticas.


Não pretendo fazer aqui o elogio da minha atuação como vereador. Compete aos munícipes, que se lembrem da minha prestação, desse juízo a posteriori. Mas sempre lhe direi, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, que procurei fazer sempre o meu melhor, repito, com integridade, honestidade, isenção, legalidade, justiça e equidade.


Na área do Pelouro da Cultura e, de um modo especial, nas relações da Câmara com as associações de caráter recreativo, desportivo, sociais e culturais do concelho, procurei, com isenção, não olhando à cor partidária dos membros detentores e responsáveis pelos competentes órgãos de direção e deliberação, propor apoios e conceder subsídios em função de objetivos e critérios concretos, devidamente conhecidos por todos.


Nomeadamente os apoios e subsídios atribuídos às associações de carácter cultural só eram apreciados, e consequentemente votados ou ratificados na Câmara Municipal, sob minha proposta apresentada aquele órgão, nas seguintes circunstâncias:

 

  • Estarem legalmente constituídas;
  • Terem os seus órgãos diretivos e deliberativos legalmente eleitos;
  • Terem as respetivas Contas de Gerência do ano anterior devidamente aprovadas pelos órgãos competentes;
  • Terem Plano de Atividades para o ano em que o subsídio ou apoio era solicitado.

Estes eram os pressupostos, como condição sine qua non, para qualquer apoio ou subsídio solicitado pudesse ser atribuído. E, cumpridos que estivesses aqueles requisitos, o apoio ou subsídio era proposto para ser concedido tendo em conta os seguintes parâmetros:

 

  • Não bastava apenas que as atividades constassem do respetivo Plano de Atividades do ano em que o apoio ou subsídio era solicitado. Aferia-se, também, da real execução das ações e/ou atividades do ano anterior, propostas em Plano anterior, considerando seu efetivo impacto no terreno;
  • E da relevância das mesmas para a dinamização cultural da(s) comunidade(s) do concelho.

Tinha, e tenho ainda, a convicção que não compete exclusivamente à autarquia/Câmara Municipal a dinamização cultural. São as populações e as suas respetivas associações e grupos a quem compete essa tarefa. A dinamização cultural faz-se para eles(as) e com eles(as). Eles(as) têm, assim, a última palavra a dizer.


À autarquia/Câmara Municipal compete-lhe o papel de coordenação e apoio, e, subsidiariamente, de dinamização de áreas ou atividades (necessárias e úteis) que as suas instituições concelhias não consigam levar a cabo, e num determinado momento tidas como oportunas, quer para usufruto (disfrute) das suas populações, quer para projeção do concelho.


Quando assumi o primeiro mandato autárquico, e como responsável pelo setor da Cultura, reuni todas as associações do concelho dando-lhes conta desta filosofia de atuação e, na altura, prometia que iria providenciar, envidando todos os esforços para que as associações do concelho tivessem um espaço seu, próprio, de convivência, partilha e desenvolvimento das suas atividades específicas. Bem como lhes apresentei a minha intenção de lhes apresentar um Programa para que os seus responsáveis dirigentes e/ou associados se pudessem candidatar a ações específicas, quer no âmbito da frequência de cursos de gestão, quer em ações de aperfeiçoamento em áreas necessitadas de dinamização específica.


Por circunstâncias várias, que aqui não vem ao caso escalpelizar, não consegui cumprir com esta minha proposta/promessa. Nem sempre o poder, quando entramos nestas andanças, parece o que é. Confesso que, eventualmente, não tive o engenho, a arte e o saber suficiente para convencer, criar adeptos, e acrescento, sinergias, para levar por diante este meu desiderato. Daí, neste campo, a minha profunda frustração, apesar de muitas outras coisas se terem feito…


Mas creia-me, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, face ao que para cima venho dizendo, nunca olhei para os dinamizadores culturais do concelho (individualmente ou em grupo) tendo em conta a sua cor político-partidária. Quando eleitos, a nossa atuação é em prole das populações, de todos, e não do grupo que nos ajudou na conquista do poder. Somos autarcas do concelho. Não somos autarcas de nenhum grupo ou fação.


Daí, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, a minha estupefação quanto à postura que teve comigo, numa conversa de corredor, no Pólo de Chaves da UTAD, depois de uma reunião-almoço com a Equipa da Comissão de Avaliação Externa do Curso de Animação Sociocultural.


Estive naquela reunião-almoço de Avaliação Externa do Curso de Licenciatura em Animação Sociocultural não, essencialmente, na qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação de Fotografia e Gravura “Lumbudus” outrossim como orientador de estágio de um aluno do Curso de Animação Sociocultural, membro integrante da mesma. Embora a atividade principal da Associação que representava na qualidade de orientador se dirija para os fans da fotografia (e gravura), tem esta Associação primado pela dinamização de eventos e contribuído para a ocupação dos tempos livres intergerações bem assim na aproximação entre as associações e os povos raianos da nossa área.


E tem sido tal o seu impacto, quer nas redes sociais, onde muitos associados têm ganhos prémios de fotografia, dando a conhecer e promovendo o património e as gentes do nosso concelho, como, inclusive, tem levado quer associados, quer seus amigos e parceiros, trabalhadores que se dedicam ao desenvolvimento comunitário, em associações de desenvolvimento, a frequentarem não só cursos de pós-graduação nas diferentes áreas da Animação Sociocultural, como também outros a frequentarem o Curso de Licenciatura em Animação Sociocultural no Pólo da UTAD.


Em síntese, foi este o testemunho que levei àquela reunião. Testemunho este avaliado muito positivamente pelos membros que integravam a referida Equipa da Comissão de Avaliação Externa do Curso de Licenciatura em Animação Sociocultural.


E mais disse: que, se tivéssemos uma sede própria, mais e melhores atividades se poderiam levar a efeito, não só em prole dos associados como da dinamização de atividades do concelho e da divulgação do mesmo. Contudo, a Câmara Municipal tardava, face às reiteradas diligências e solicitações da respetiva Direção da Associação, quer formalmente, quer informalmente, junto do senhor Presidente da Câmara e respetivos vereadores, já vai para mais de dois anos, a que nos seja dada uma satisfação cabal.


Notei, naquela referida reunião-almoço, que o senhor vereador Arquiteto Cabeleira não apreciou muito este meu “inciso”. Como sabe, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, embora me considere um verdadeiro flaviense, com verdadeiro amor à terra que me acolheu, já lá vão 48 anos, onde cresci, onde me casei, onde tive filhos, onde, enfim, fiz a minha vida e onde repousam os restos mortais de meus entes queridos, a terra onde nasci – o Douro – moldou-me, desde o berço, o caráter e a minha personalidade: o que está no coração, está na boca. Sem disfarces e hipocrisias. Muitos poderão ver neste modo de ser um defeito. Eu não considero assim. Entre transmontanos e durienses, gente nascida para além das fragas do Marão, neste Reino Maravilhoso de que Torga nos fala, a coragem e a frontalidade são as nossas armas principais, o nosso húmus com o qual nos fazemos mulheres e homens para a vida, integrando-nos como membros da sociedade.


Frontais. Mas educados. E sinceros.


E foi o que eu fui para consigo, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, naquela reunião-almoço!


Agora, o que, repito, me deixou perplexo, e porque não dizê-lo, indignado, quando lhe dizia, no corredor do Pólo da UTAD, à saída da reunião-almoço, que necessitava de conversar mais calmamente para tratarmos do assunto que a Direção da Associação anda há dois anos para tratar com os responsáveis da Câmara, foi a atitude do senhor vereador Arquiteto Cabeleira!


Senhor vereador Arquiteto Cabeleira, confesso-lhe que jamais me passaria pela cabeça aquela sua reação! Porque, se assim fosse, nem sequer lhe abordaria a questão. Porque, em exercício de funções públicas, nunca me passou pela cabeça dar uma resposta como a que o senhor vereador Arquiteto Cabeleira deu – mesmo que a pensasse!


Dizer-me, em síntese, que não esperasse nada da Câmara pois que a autarquia não dava apoio ou ajuda à nossa Associação porque se tratava de uma associação partidária, é uma resposta totalmente descabelada, que em nada dignifica quem na proferiu, porque, para além do mais, totalmente falsa.


Saiba, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, que a Associação de Fotografia e Gravura “Lumbudus”, apesar de ter muitos associados que são militantes ou simpatizantes do Partido Socialista tem também, no seu seio, muitos outros pertencentes a partidos diferentes e cidadãos não filiados em qualquer organização partidária.


Chamar à Associação de Fotografia e Gravura “Lumbudus” de partidária é não conhecer, em absoluto, o enquadramento legal das associações partidárias das que o não são!


Mas, senhor Arquiteto Cabeleira, eu julgo ter percebido bem a sua reação/resposta.


Vivemos numa comunidade que não é assim tão grande. Todos nos conhecemos. E sabemos não só o que pensamos como o que dizemos, e aonde.


Porventura o senhor Arquiteto Cabeleira andará “agastado” com os “mimos” que algum membro da nossa Associação o vai presenteando no que diz a respeito particularmente em relação à sua pessoa, como vereador da Câmara, ou ao seu Presidente.


Provavelmente eu também me sentiria triste e, porventura, também agastado com tantas “atenções”.


Sabe, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, quando vereador, também vivi uma situação algo parecida.


E sabe qual foi a minha reação? Por ter achado haver matéria para interpor ação judicial contra um tal escrevinhador-mor da nossa praça, recorri, a minhas próprias expensas, para tribunal por forma a ser ressarcido dos danos que aquele suposto “defensor da opinião pública” perpetrou contra a honra e dignidade da minha pessoa. E venci. Mas nem por isso o deixei de considerar como um cidadão e munícipe igual a todos os restantes, tendo, por isso, e da minha parte – e falo exclusivamente da minha parte – um comportamento completamente isento. Bem assim respeito pelo seu trabalho.


E nem sequer me agastei quando duramente criticava a minha atuação como vereador. Vivemos numa sociedade democrática e, cada um, individual ou coletivamente, tem o indeclinável direito de exprimir livremente a sua opinião, mesmo que não nos agrade e desde que não seja, repito, ofensiva da nossa honra e dignidade.


Ora, a mim me parece que o senhor vereador Arquiteto Cabeleira (e Deus me livre pensar que a sua posição – de força – está a condicionar a posição dos restantes membros da Câmara) está, não sei se por má-fé ou simples ignorância, a confundir o que são opiniões e posições pessoais, de alguém individualmente falando, embora membro de uma associação, com a Associação no seu todo.


Diria mesmo que, se é de má-fé, para além de lamentável, é condenável; se se aduz ignorância, demonstra-se uma total incapacidade para o desempenho do cargo.


Poderia, porventura, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, encontrar justificativa para a sua resposta se, formalmente, os órgãos da Associação, no seu todo ou um membro qualquer investido na qualidade de seu representante tivesse qualquer reação ou atitude menos simpática para com a sua pessoa, ou sua atuação como vereador, ou para qualquer membro do órgão do qual faz parte. Mas, como muito bem sabe, nada disso aconteceu até agora.


Quem está à frente desta Associação sabe distinguir muito bem o que são relações formais e institucionais, por um lado e, por outro, respeitar as opiniões que cada um, a título individual, exprime como suas, no legítimo direito democrático de expressão de uma opinião livre, sem censuras e ameaças.


Desta feita, senhor vereador Arquiteto Cabeleira, a resposta que me deu, vinda de um detentor de um poder instituído democraticamente, é moral e eticamente condenável. Que nos faz presumir seriamente que, pelo menos um dos seus dirigentes, não está num órgão democrático, por nós eleito, para servir todos os munícipes mas apenas a fação que o ajudou a eleger.


Para além de questionar seriamente qual será o critério de apoio e de ajuda que a instituição Câmara Municipal, da qual o senhor vereador Arquiteto Cabeleira faz parte, tem para com as Associações Recreativas, Desportivas, Sociais e Culturais do concelho….


Pela minha parte, senhor Arquiteto Cabeleira, enquanto as minhas competências como Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação de Fotografia e Gravura “Lumbudus” mo permitirem, poderá ficar descansado que jamais intentarei qualquer diligência para que a Câmara Municipal de Chaves, da qual faz parte, nos conceda qualquer apoio ou ajuda.


Não necessitamos de ajudas partidárias, às custas do dinheiro de todos nós, mas sim de órgãos que sintam que foram eleitos para servir o concelho e trate a todos os munícipes e grupos por igual, sem distinção de cor ou credo.


Para finalizar, apenas duas palavras mais.


A primeira, para lhe dizer que não alimentarei qualquer polémica política (muito menos  partidária) por via desta minha interpelação que agora estou a tomar. Aqui se acaba o meu apontamento a propósito deste nosso incidente, independentemente da sua eventual resposta, no uso legítimo do contraditório. Veja esta minha reação não como se fora de um militante mas, efetiva e essencialmente, na simples qualidade de um cidadão, no uso legítimo da palavra, e preocupado pelo aperfeiçoamento e pela construção da sua polis.


A segunda, para expressar a minha tristeza e pena, como munícipe – o de vir a ter como candidato à presidência da Câmara do seu concelho proximamente uma pessoa que tem da política uma visão tão distorcida e tão marcadamente partidária.


Confesso que o julgava outra pessoa…

 

António de Souza e Silva

 


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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

Semana do S.Sebastião da Vila Grande - Couto de Dornelas - 3

Vamos ao dia 3 da semana da festa comunitária do S.Sebastião na Vila Grande, Conto de Dornelas, concelho de Boticas, com mais um fotógrafo Associado Lumbudus – Humberto Ferreira, amante da fotografia no seu todo e que assina o blog  http://outeiroseco-aqi.blogs.sapo.pt/

 

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 17:30
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Domingo, 20 de Janeiro de 2013

São Sebastião, Blogues e Fotógrafos Lumbudus no Barroso

 

Hoje, para a blogosfera flaviense aderente, fotógrafos Lumbudus, amigos e convidados,  todos os caminhos vão dar às festas comunitárias do Barroso, mais propriamente à Vila Grande do Couto de Dornelas e às Alturas do Barroso, é lá que se vai realizar o XVIII Encontro de Blogues e Fotógrafos Lumbudus, como sempre, em convívio com as nossas terras e nossas gentes.

 

Embora as festas sejam em honra do São Sebastião, vamos esperar que o São Pedro também dê uma ajuda.

 

publicado por Fer.Ribeiro às 00:42
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2012

XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos - O Rescaldo

A caminho da Nascente do Rio Tâmega

 

E cá estou eu, bem mais tarde do que tinha previsto, mas primeiro foi preciso repor forças de dias muito agitados e, claro, havia que ver o jogo da nossa seleção onde até o Cristiano Ronaldo ficou meio perdoado. Mas cheguei e estou aqui tal como tinha prometido, também com a prometida reportagem do XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos.

 

Só os mais ousados ousaram em ir mesmo, mesmo onde o Tãmega nasce


Como as fotos são muitas e não vou ter argumentos escritos para acompanhar a pedalada das imagens, embora argumentos não faltem, vou-me ficar pelo resumo e pelo andar do encontro, ou seja, vou reproduzir aqui virtualmente aquele que foi o nosso encontro/passeio/convívio real.

 

 Ora aqui é que o tâmega nasce mesmo - A imagem é de arquivo,

de há dois meses atrás, ainda sem a vegetação que agora quase

não o deixa ver nascer e, confesso, que desta vez fiquei a uns

metrinhos da nascente.

 

Tal como estava previsto arrancámos de Chaves às 8H30, recolhemos os nossos amigos galegos em Verin e a partir de aí foi rumo à nascente do Rio Tâmega, pois o Tâmega não nasce propriamente aqui ao lado, ainda são precisos umas dezenas de quilómetros para se chegar até à nascente. Mas chegamos.

 

 

 Também há água do Tâmega, as escassos metros da nascente principal, mas de nascente secundária que só aparece com as chuvas

 

Claro que como mandam as boas regras destes passeios e encontros há que fazer o reconhecimento prévio daquilo que há a visitar. Nós, organização, também o fizemos, ainda em pleno inverno, seco, e embora a nascente nunca seque, ontem surpreendeu-nos com a quantidade de água das nascentes. Sim, das nascentes, pois embora o Rio Tâmega tenha uma nascente principal, ao seu redor existem várias nascentes secundárias que com a abundância das chuvas dos últimos meses, resolveram dar o ar da sua graça e quase nos impedir de chegar até à nascente principal e, diga-se a verdade, só os mais ousados conseguiram lá chegar, e mesmo assim, alguns trouxeram mais do que os pés molhados de recordação.

 

 

 O Tâmega a uma ou duas centenas de metros da nascente é assim. É também o lugar da primeira "ponte", já em Albergaria

 

Ainda bem que de seguida descíamos à primeira povoação – Albergaria – onde também há um albergue de peregrinos. Feitos peregrinos, também rumamos até ele, onde estava previsto o nosso primeiro reforço alimentar.

 

 

 E aqui encontraram-se os pastéis de Chaves e a Bica de Laza - Albergaria no albergue dos peregrinos

 

Mas antes ainda houve tempo de ver onde pela primeira vez o nosso Rio Tâmega passa por baixo de uma ponte, ou coisa parecida, digamos antes onde o rio passa por baixo de qualquer coisa, um muro, seguido de um pontão e logo de seguida de um aqueduto por baixo da primeira estrada que o atravessa.

 

 

 

A visita guiada pelo Alcaide de Laza a Albergaria

 

Depois sim, é que fomos à descoberta de Albergaria, do albergue e dos pastéis de Chaves e da Bica de Laza. Combinação perfeita para um pequeno-almoço, não só pelos sabores salgado e doce mas também pela gastronomia típica de Chaves e de Laza se encontrarem na mesma mesa. Quanto à bebida, aí já foi ao gosto de cada um, houve quem preferisse o branco (como mandam as regras de acompanhamento do pastel de Chaves), as minis, sumo ou água, que se fosse da fonte, era água do Rio Tâmega, pois é o Tâmega quem abastece de água esta aldeia de Albergaria.

 

 

 Uma rua de Albergaria, bem idêntica às nossa ruas das aldeias rurais

 

Em Albergaria esperava-nos o Alcaide de Laza. Para quem não sabem o Alcaide é o correspondente político ao nosso Presidente da Câmara, mas com muitas diferenças (pela positiva) tal como se veio a verificar ao longo de todo o passeio. E foi precisamente o Alcaide de Laza que a partir de aí serviu de nosso guia, começando por nos mostrar a Aldeia de Albergaria e aquele que é o monumento simbólico da aldeia – “El Rollo – Pena de Picota” – aquele que era um símbolo de jurisdição, justiça e castigo.

 

 

 Igreja e cemitério de Albergaria

 

Tomado o pequeno-almoço e visitada Albergaria, havia que continuar caminho ao longo do vale do Tâmega. O Próximo ponto de visita era Tamicelas, uma aldeia onde, no mesmo ponto,  se encontram três rios, o nosso Rio Tâmega e os seus afluentes – Rio Naveaus e Rio Navajo, mas a viagem não foi direta até lá, pois fizemos um pequeno desvio por aquele que teria sido o fojo ou terras do homem lobo galego.

 

 

 Tamicelas - A caminho do Tâmega e dos seus dois afluentes  Naveaus e Navajo

 

Depois sim, Tamicelas, onde o Rio Tâmega engrossa um bocadinho com o Naveaus e Navajo, pois ainda estamos a falar de rios que estão a meia dúzia de quilómetros (apenas isso) da nascente e, diga-se a título de curiosidade, que o Rio Tâmega às vezes tem menos caudal que os seus afluentes, mas é ele que detém o nome até entrar no Rio Douro por ser o de percurso mais longo.

 

 

As primeiras águas onde Naveaus e Navajo já correm no Tâmega

 

Visitado o Tâmega e os seus primeiros afluentes rumamos a Laza, sede de concelho e cheia de tradições ligadas ao carnaval, à terra dos Peliqueiros, mas também à boa gastronomia e ao bem receber. Da minha parte já há anos que ando para visitar e viver o seu carnaval, mas tem sido sempre adiada a visita, mas ficou a promessa de que no próximo carnaval farei passagem obrigatória por Laza, pois o Alcaide abriu o apetite da visita a todos os presentes e, mesmo que não seja pelo carnaval, irei lá sempre que possa, pois fiquei fã do Xastré e já o era da Bica. Coisas preciosas que é preciso prová-las e saboreá-las pois em palavras não consigo descreve-las.

 

 

 Entrada em Laza

 

Da Bica já vos tinha falado, é o tal bolo típico de Laza e que tanto quanto sei, só lá é que se faz. O Xastré é um licor de ervas de cor verde. Precioso tal como preciosa iria ser a leitura de “Berce de Peliqueiros”,  poesia de Carmen Rivero Gallego que o Alcaide de Laza ofereceu a todos os participantes como recordação da nossa passagem pelo concelho.

 

 

As homenagens aos Peliqueiros de Laza repetem-se ao longo das ruas

 

E a seguir a Laza, mesmo ali ao lado na aldeia de Souteliño. A Casa Helena esperava-nos para o almoço, também na companhia do Alcaide que fez questão de nos acompanhar em todo o percurso do seu concelho. Penso que também todos os participantes ficaram fãs do Alcaide, pela sua simpatia, simplicidade, inteligência e bem receber.

 

Já em Souteliño a caminha da paparoca

 

 Na Casa Helena "ao serviço da realeza"

 

Almoçados, e como os ponteiros dos relógios nestes encontros parecem andar mais depressa que o normal, tínhamos que rumar a Verin, à Casa Escudo onde o Tenente Alcaide (para nós o vice-presidente da Câmara) nos esperava para a visita à Casa Escudo e  posterior caminhada pelo Caminho Real até ao Castelo de Monterrei. Cumprimos a visita à Casa Escudo com o apreciar de uma exposição de artes plásticas e uma vista de olhos o albergue de peregrinos que a Casa Escudo alberga. Um agradecimento também para a simpatia do Tenente Alaide e um lamento da nossa parte por não podermos tido tempo para dedicar mais algum tempo a Verin, mas Verin é Verin, já faz parte da vida flaviense há muitos anos e por isso, já não é desconhecida para nós. Penso estarmos perdoados.

 

 

 O Alcaide de Laza já na hora da despedida (de laza)

 

Caminhada até ao castelo onde a festa das gaitas nos esperava, mas também uma visita guiada ao Castelo, sempre debaixo de olho do Castelo de Monforte que lá ao longe marcava presença na coroa da montanha. Mas como ia-mos em visita e não em conquista, penso que ficou só de olho em nós.

 

 

 Chegada à Casa do Escudo em Verin

 

A festa das gaitas era a uma “Xuntanza Internacional de Gaiteiros” ou seja, um encontro internacional onde além dos grupos locais desfilaram outros grupos de outras paragens cuja atuação ia sendo intervalada pelo sinal de alguns cigarróns de Verin.

 

 

 Início da caminhada pelo Caminho Real em direção ao Castelo de Monterrei

 

No castelo não tínhamos o Rei nem os príncipes à nossa espera, mas tínhamos o Alcaide de Monterrei que gentilmente nos recebeu, mesmo com o castelo em festa, e nos cedeu o Albergue para podermos poisar, lanchar, entregar os prémios do concurso de fotografia do último encontro e terminar o convício do XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos.

 

 

Ainda a Caminho do Castelo ele deixa-se ver em toda a sua imponência

 

Por último uma referência para o Alcaide de Mezquita, que embora pertencente a um concelho fronteiriço com Vinhais, nos acompanhou desde a primeira à última hora do encontro, e foi um prazer conhecê-lo e, tão curiosos ficámos de conhecer o seu concelho que o próximo encontro de Verão ficou marcado para terras de Mezquita.

 

 

 E no castelo havia festa

 

E “prontos”, em palavras fico-me por aqui, pois os restantes momentos do encontro, ficam tal como os poetas costumam fazer, guardados no coração e registados em imagens fotográficas que nos próximos dias, pela certa vão surgir nos blogues dos participantes e nos sítios do costume na Internet.

 

 

 Uma vista para o Brunheiro e Vale de Chaves desde o Castelo de Monterrei

 

Antes de terminar, ficam os agradecimentos ao Centro de Desenvolvimento Rural – Portas Abertas – por ter sido parceiro na organização deste encontro, aos amigos Carmen e Pablo Serrano sem os quais este encontro não teria sido possível e aos Alcaides de Laza, Verin e Monterrei por nos terem recebido, ao Alcaide de Mezquita por nos ter aturado e às Puertas de Galícia Verin-Viana por ter apoiado este encontro, sem a qual também não seria possível. Um agradecimento também a Eduardo Castro por nos ter feito companhia em todo o percurso mas principalmente por nos ter servido de guia entre Laza e o Castelo de Monterei e por ter partilhado connosco o seu saber sobre o Vale do Tâmega e Monterrei.

 

 

 Uma vista desde o Castelo para o Parador

 

E a partir de agora é que o “prontos” é definitivo. Ficam apenas imagens e a respetiva legenda.

 

 

E faço já a despedida, com um até mais logo, com duas crónicas a acontecer ainda hoje, como habitualmente o “Quem conta um ponto…” de João Madureira e as “Intermitências” de Sandra Pereira.

 

 

E a festa dos gaiteiros e da música continuava

 

 

momento da atuação dos Gaiteiros de Verin

 

Alguns Cigarróns de Verin

 

Para mais tarde recordar

 

E a festa continuava

 

E a nossa terrinha alí tão perto


 

Já na hora da despedida o Castelo ia ficando para trás

 

 


  E para terminar, duas peregrinas a caminho de Santiago - Em Laza

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:40
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2012

Pelo Tâmega acima até à nascente - Encontro de Blogues e Fotógrafos

 

Para quem esteja interesado em participar, aqui fica o programa do:

 

XVII ENCONTRO DE BLOGUES E FOTÓGRAFOS

Dia 16 de Junho de 2012

PROGRAMA

 

8H15 – Concentração no Largo da Estação (Centro Cultural), em Chaves.


8H30 – Partida.


9H00 – Verin – Recolha dos participantes galegos.


9H15 – Partida em direção à nascente do Tâmega.


10H15 – Visita à nascente do Rio Tâmega, Rio Lima e Rio Arnoya


- Reforço alimentar.


11H00 – Visita à povoação de Albergaria, incluindo uma visita ao Albergue do Peregrino dos Caminhos de Santiago da Via da Prata e/ou Caminho Sanabres.


11H45 – Visita a Tamicelas (afluentes do Rio Tâmega).


12H15 – Visita a Laza com receção pelo Alcalde de Laza.


13H30 – Almoço no Restaurante Galego “Casa Elena” (www.casaelena.es) em Souteliño.


15H30 – Visita a Souteliño.


16H00 – Partida em direção ao Castelo de Monterrei, com paragens fotográficas.


16H30 – Verin – Caminhada (facultativa) - receção e acompanhamento do Alcalde de Verín desde a Casa do Escudo, pelo reabilitado Caminho Real, até ao Castelo de Monterrei.


17H00 – Castelo de Monterrei e receção pelo Alcalde de Monterrei.


- Visita guiada ao castelo

- Entrega de prémios do concurso de fotografia do XVI Encontro

- Lanche no Albergue de Peregrinos do Castelo.

- Animação pela Xuntanza Internacional de Gaiteiros no Castelo.


20H00 – Encerramento do Encontro.

 

 

Este encontro é organizado pela Associação de Fotografia e Gravura LUMBUDUS conjuntamente com a ONG Centro de Desenvolvimento Rural "Portas Abertas" e conta com o apoio de Puertas de Galícia Verin-Viana.

 

Informações e inscrições podem ser feitas via mail LUMBUDUS para lumbudus@gmail.com

 

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 00:33
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Fotografia de João Madureira em exposição

Abre hoje ao público e estará patente até ao próximo dia 6 de junho, no Pólo de Chaves da UTAD/Escola Superior de Enfermagem, uma exposição de fotografia de João Madureira. A exposição é organizada pela Associação de Fotografia e Gravura – LUMBUDUS e conta com o apoio do Pólo de Chaves da UTAD e da Escola Superior de Enfermagem.

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 00:31
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

N.Srª das Brotas, LUMBUDUS e TAMAGANI

 

Manda a tradição que logo ao seguir ao Domingo de Páscoa se realize a festa em homenagem a Nossa Senhora das Brotas, hospedada na capela do Forte de S.Neutel, local onde se realiza a festa, ou tentativa de festa, pois está bem longe dos dias grandes do passado em que era mesmo festa, pois hoje em dia, há momentos em que os mordomos e músicos são mais que o povo que acorre ao local.

 

 

Pela minha parte, mesmo sem promessa, passo por lá todos os anos, talvez por guardar boas recordações desta festa, dos meus tempos de liceal em que segunda-feira à tarde até havia dispensa de aulas, e claro, basta juntar música e juventude para que a festa aconteça naturalmente. Agora, são mais “os velhos do Restelo” os que povoam o recinto e, quem sabe, se não será mesmo por aí que esta festa pode continuar a ter futuro. Claro que para a festa acontecer não basta a boa vontade de meia dúzia de carolas, embora seja de elogiar a sua persistência, é necessário muito mais e o empenho de quem se deve empenhar que alguma coisa aconteça em Chaves, mas penso que por aí também estamos conversados, pois muito pior que a atual crise económica, financeira e política, há a crise de ideias.

 

 

Mas enfim, a festa lá vai dando para limpar o forte e até dá para aproveitar para recolher ervas medicinais, mas como o dia das merendas é só hoje, porque hoje é que é o dia da padroeira, talvez a festa se componha um pouco, pois os comes e bebes são sempre um atrativo extra e depois há que acabar com o folar.

 

 

E das festas populares vamos dar um salto à arte que vai acontecendo por cá e por mão das Associações, neste caso da LUMBUDUS – Associação de Fotografia e Gravura e da TAMAGANI – Associação de Artistas Plásticos do Alto Tâmega e Val de Monterrei que hoje inauguram exposições.

 

Fotografia de Humberto Ferreira

 

A LUMBUDUS inaugura mais uma exposição no espaço do Pólo de Chaves da UTAD/Escola Superior de Enfermagem. Uma exposição coletiva dos seus associados e subordinada ao tema “Terras de Monforte”. Exposição que resulta de uma seleção dos trabalhos submetidos ao concurso de fotografia do XIII Encontro de Blogs e Fotógrafos que ocorreu na freguesia de Águas Frias/Castelo de Monforte.

 

Fotografia de NORDESTAFL

 

Às 18 horas de hoje inaugura também no espaço de exposições da TAMAGANI uma exposição conjunta de associados TAMAGANI e LUMBUDUS, intitulada “Duas Artes/Diferentes Olhares” tendo como tema “A Primavera”.

 

E é tudo por agora, pois às 9 horas teremos por aqui a habitual crónica de João Madureira de “Quem conta um ponto…”

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:00
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

Chaves - Congressos e Exposições

 

Programa

17 de  Fevereiro de 2012

(sexta feira)

 

10.30

Painel I - O Teatro e a Intervenção Social


Coordenador: Prof. Doutor Joaquim Escola - Director do Departamento de Educação e Psicologia e Presidente do Conselho Pedagógico da Escola de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)


Intervenções:


1.      Teatro e Intervenção Social uma aproximação natural

      

      Prof. Doutor Manuel Francisco Vieites - Faculdade de Ciências da Educação de Orense, Universidade de Vigo/ Escola Superior de Arte Dramática de Galiza


 

2.      Teatro Social e de Comunidade

       Drª Anna Carla Bosco - Escola Superior de Arte Dramática da Galiza / Associação Cultural una Teatro / Itália


3.      Jovens e Teatro do oprimido: caminhos para a cidadania e transformação social

      Dr.ª Inês Barbosa - Doutoranda - Bolseira da FCT - Universidade do Minho Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) / Prof. Doutor Fernando Ilidio Ferreira -Universidade do Minho - Instituto de Educação- Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC)


14.00

Painel 2 - O Teatro e a Intervenção Socioeducativa


Coordenador: Prof. Doutor Fernando Ilídio Ferreira - Universidade do Minho - Instituto de Educação- Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC)


Intervenções:


1.      Teatro, Escola e Sociedade Desafios e Urgências

             Prof. Doutor Carlos Fragateiro - Universidade de Aveiro


2.      Teatro, Expressão Dramática e Pedagogia da Interdependência na Universidade.

             Prof.ª Doutora Rita Azevedo - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro


3.      As Práticas Dramáticas contribuem para o Desenvolvimento de Competências essenciais.

             Prof. Doutor João Gomes - Instituto Politécnico de Bragança


4.      Fantoches e Formas Animadas e intervenção social, cultural e educativo

 

      Dr. José Dantas Lima Pereira - Teatro Diogo Bernardes

 

16.15

Painel 3 - O Teatro e a Intervenção Comunitária


Coordenador: Prof. Altino Rio - Centro de Formação da Associação de Escolas do Alto Tâmega e Barroso

Intervenções:


1.      Para uma Formação Híbrida em Artes e Agricultura

 

      Prof. Doutor Carlos Cardoso - Universidade de Trás-os-Montes E Alto Douro


2.      A Animação Teatral no  desenvolvimento local  e comunitário

 

       Prof. Doutor Avelino Bento - Instituto Politécnico de Portalegre


3.      Comunidades Turísticas e Actores Intermediários – A Experiência como Contributo para a Sustentabilidade

 

      Prof. Doutor António Sérgio Araújo de Almeida - Instituto Politécnico de Leiria – ESTM - GITUR


4.      ( comunicação a designar)

 

       Dr. Rui Sergio - Fundação INATEL


19.00

Espectáculo pelo Grupo de Teatro  da APPACDM do Porto « Raios e Curiscos» intitulado SOMOS (Auditorio do Centro Cultural de Chaves)

 

21.30

Espetáculo  ( Auditório do Centro Cultural de Chaves)

Título: “Palabras de sal”


Actriz: Mela Casal - Nomeada para o prémio Mestre Mateo para a melhor Actriz principal em 2008 pela sua interpretação de “Sofía en A vida por diante.”

 

 

Dia 18 de Fevereiro

(sábado)


9.00 - Painel 4 - O Teatro e a Intervenção Sociocultural

Coordenador: Dr. António Sousa e Silva


Intervenções:


1.      O Teatro como meio de Investigação na Animação Sociocultural

      Prof. Doutor Victor Ventosa Perez - Universidade Pontificia de Salamanca / Presidente da Rede Ibero-Americana de Animação Sociocultural (RIA).


2.      (comunicação  a designar)

       Drª Patricia Gilvaia


3.      A Animação Teatral em Portugal – percurso entre a revolução e a globalização

      Prof. Doutor Marcelino de Sousa Lopes - Universidade de Trás - os Montes e Alto Douro.

 

11.30 - Relatos de Experiências de Teatro e Intervenção Social

Coordenador: Dr. José Dantas Lima Pereira


Intervenções:


1.      Ajuda-me, um projecto de implicação social - A sociedade como espaço necessário para a inclusão.

 

      Drª Melania P. Cruz - Professora/ Actriz/ Animadora.


2.      Experiências Teatrais com Seniores

 

      Dr. Hugo Veloso - Professor /  Director Artistico / Animador  Sociocultural.


 

3. Experiências  Teatrais de intervenção social

 

     Actriz Mela Casal


 

14.30

Painel 5 - O Teatro, Saúde  e Intervenção Terapeutica


Coordenador: Prof. Doutor Marcelino de Sousa Lopes


Intervenções:

1.      Dramaterapia e saúde psicológica: contributos numa educação para a saúde

            Prof.ª Doutora Lucília Valente - Universidade de Évora


2.      A Loucura e a Teatralidade

 

      Mestre Nuno Marques Pinto - Actor / Encenador / Poeta


3.      O Jogo Dramático nas necessidades de Expressão

 

      Dr. Ermel Morales - Prof. da Escola Superior de Arte Dramática da Galiza


4.      Teatro e Terapia

 

      Prof. Doutor Manuel Vieites - Professor da Universidade de Vigo e Director da Escola Superior de Arte Dramática da Galiza.


5.      (comunicação a designar)

      Encenador José Carretas


6.      Doutores Palhaços: Interações Lúdicas de Artistas Profissionais com Crianças Hospitalizadas

 

      Dr.ª Ana Santos - Doutoranda da Universidade do Minho - Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) / Prof. Doutor Fernando Ilidio - Universidade do Minho, Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC)

 

17.00 - Conclusões

18.00 - Entrega de Diplomas / Encerramento

 


Congresso Teatro e Intervenção Social

 

Objetivos

  • Fomentar o debate e a reflexão à volta do Teatro e dos seus diferentes contributos em programas de intervenção social, cultural e educativa;
  • Projectar uma intervenção teatral direccionada para grupos e comunidades plasmada numa cidadania e participação activa comprometidas com o desenvolvimento e a autonomia do cidadão;
  • Estimular a acção teatral como prática educativa, cultural e social em torno de projectos que valorizem a interacção permanente;
  • Promover o Teatro como meio terapêutico e como processo de promoção de saúde e bem-estar;
  • Impulsionar o teatro como necessidade humana, estimulando o ser humano a vencer medos, inibições, temores e tudo aquilo que o condiciona e limita e o impede de ser participativo e autónomo;
  • Reflectir sobre a importância de uma formação e educação Teatral que permita responder aos desafios do mundo de hoje.

 

Creditação
Destinatários: Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário
Nº de créditos: 0,6

 

 

Para informações e Inscrições siga o link:

 

 

http://sites.geralintervencao.com.pt/intervencao/

 


À margem do I Congresso Internacional - Teatro e Intervenção Social a Associação LUMBUDUS irá inaugurar no mesmo espaço (UTAD-Pólo de Chaves/Escola de Enfermagem) uma exposição intitulada “A Rapa das Bestas” do fotógrafo António Tedim:


 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:59
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Domingo, 4 de Dezembro de 2011

XVI Encontro de Blogues e Fotógrafos LUMBUDUS - O Rescaldo

 

O prometido é devido e cá estamos com uma breve reportagem do XVI encontro de Blogues e Fotógrafos.

 

Embora com algumas baixas produzidas pelo frio dos últimos dias, blogers, fotógrafos e amigos lá foram armados com as suas câmaras à procura dos melhores registos que a freguesia de Vilarelho da Raia tinha para oferecer e que até eram muitos, mas que por força de cumprir o programa conhecido e desconhecido, sem o perdão do tempo dos relógios, os registos ficaram pela certa aquém daquilo que os locais por onde se passou tinham para oferecer e mereciam.

 

Dentro das ruinas da casa que abrigava Demétrio e o Cap. Garcia e que após ter sido bombardeada em 1946 nunca mais foi reconstrída

 

Início com visitas breves a Vila Meã e Vilarinho da Raia para de seguida se rumar a um também breve café de manhã no bar do Centro Social, Cultural e Desportivo de Vilarelho da Raia. Tudo muito breve porque o objectivo do período da manhã era mesmo o Cambedo da Raia, onde nos aguardava um cicerone que já vai sendo habitual nas nossas visitas ao Cambedo, o Sr. Sebastião Salgado que, passo a passo, nos levou pelos passos dos acontecimentos de Dezembro de 1946 e que ficaram conhecidos como a “Batalha do Cambedo”.

 

Sebastião Salgado junto a placa que amigos galegos colocaram no Cambedo

aquando da homenagem ao povo do cambedo

 

E da Batalha do Cambedo passamos para o Cambedo povo promíscuo que o foi até 1864, altura do Tratado de Lisboa em que o Cambedo até aí dividido a meio pela linha de fronteira, passa a ser inteiramente pertença do Reino de Portugal, conjuntamente com as outras aldeias promíscuas de Lamadarcos e Soutelinho da Raia, em troca do Couto Misto que ficou a pertencer ao Reino de Espanha. Mas sobre estes assuntos nem há como consultar o blog Cambedo Maquis (http://cambedo-maquis.blogs.sapo.pt) onde se conta tudo sobre o Cambedo e o Couto misto. Um blog que tem estado parado mas que ainda não está encerrado e onde ainda há muito para contar.

 

Em cima da antiga linha da raia que dividia o Cambedo e que passava a meio da habitação que se vê de fundo.

 

Quem visita o Cambedo na companhia de Sebastião Salgado já sabe que após a travessia da antiga linha de fronteira, todos os caminhos (e é só um) vão dar a sua casa e, assim aconteceu mais uma vez, onde é obrigatório provar o protegido de Deus Baco made in Cambedo.

 

 

Do Cambedo até à fonte das águas da Facha, águas bicarbonatadas com gás carbónico com um interessante e curioso nicho que ia sendo apreciado enquanto ali ao lado, fazendo lembrar os antigos tempos de contrabando, se ouviam tiros e alguma confusão em plena antiga raia. Visita também breve pois os estômagos já pediam aconchego e antes do almoço ainda havia que ir contrabandear a Rabal e, era para lá que estava prevista a próxima paragem se na fronteira de Vilarelho, numa operação conjunta da Guarda-fiscal e dos Carabineiros não nos tivessem mandado parar. Obedecemos e paramos, com revista ao autocarro e uma detenção de um individuo, que por sinal era contrabandista e ao qual tínhamos, inocentemente, dado boleia nas águas da Facha. Esta era a tal parte do programa desconhecido que encenada por pessoal de Vilarelho da Raia surpreendeu os participantes do encontro, revivendo-se ali cenas do antigamente, com alguma confusão, uma detenção e que após a visita a Rabal,  terminaria tudo à mesa em frente a um cozido à portuguesa, onde os participantes do encontro, o contrabandista já em liberdade, Guarda-Fiscal e Carabineiros (já à civil), iam discutindo os acontecimentos enquanto o cozido ia confortando os estômagos.

 

Uma passagem por Rabal - Galiza, a povoação mais próxima de Vilarelho da Raia

 

Parte da tarde toda dedicada a Vilarelho da Raia, com uma visita à aldeia, seguida de uma visita ao Museu Etnográfico que surpreende pelo número e variedade de peças que há uns bons anos atrás faziam parte do quotidiano das casas e das famílias e que, em boa hora as gentes de Vilarelho souberam reunir em museu. Se passar por Vilarelho não deixe de visitar este museu.

 

 

Já noite, a entrega dos prémios do concurso fotográfico que aconteceu no decorrer do último encontro. Logo a seguir aconteceu o lanche, com um caldinho verde, uns pastelinhos de Chaves, linguiças e alheiras, apenas umas coisinhas para enganar os estômagos.

 

 

E por fim os agradecimentos que vão para o apoio da Câmara Municipal de Chaves pelos prémios do concurso de fotografia e por ter disponibilizado transporte para o encontro, agradecimentos para o Centro Social, Cultural e Desportivo de Vilarelho da Raia por nos ter acolhido nas suas instalações e por nos servir o almoço e lanche, agradecimentos para o Sebastião Salgado por nos receber e dar a conhecer o Cambedo da Raia e a sua história, agradeciemntos para o Carlos Silva por desde o início ter acolhido e colaborado na organização deste encontro, agradecimento para os animadores e recreadores da cena de contrabando e por último o agradecimento a todos os participantes num encontro que além de internacional com a participação dos nosso(a)s amigo(a)s galego(a)s já habituais que desta vez se fizeram acompanhar por galegos vindos da Corunha, contou ainda com a participação de um alentejano amante das coisas da raia, autor do blog http://historiasdaraia.blogspot.com e que de Elvas se deslocou propositadamente até Chaves/Vilarelho da Raia para participar neste encontro.

 

 

Tempo ainda para agradecer a contribuição dos “Prazeres da Loja” (Largo do Anjo) pelos pasteis de Chaves, e da Artefumo – Fumeiro de Chaves (Largo do Stº Amaro), pelas alheiras e linguiças.

 

 

E deste encontro de verão é tudo, mas ficou já encontro marcado para aquele que vai ser encontro de Verão, ou XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos, que irá acontecer do outro lado da raia, na Galiza, com passagens pela nascente do Rio Tâmega e por terras de Monterrey.

publicado por Fer.Ribeiro às 23:00
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Sábado, 3 de Dezembro de 2011

Hoje vamos até terras da Raia de Vilarelho

 

E como hoje é Sábado, vamos até às nossas aldeias, mas hoje vamos mesmo, isto é, a blogosfera da região e não só, e os fotógrafos Lumbudus também acompanhados por outros fotógrafos,  hoje durante todo o dia vão andar por terras da raia da freguesia de Vilarelho da Raia.

 

Para já fica uma daquelas fotos curiosas da arquitectura tradicional de uma casa de Vilarelho da Raia. Amanhã, pela certa, ficará por aqui a reportagem da visita. Até lá, fiquem com esta foto e já a seguir com mais “Pecados e Picardias” de Isabel Seixas.

 


publicado por Fer.Ribeiro às 01:45
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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

XVI Encontro de Blogues e Fotógrafos LUMBUDUS

 

Como habitualmente, a Blogosfera Flaviense e a Associação de Fotografia e Gravura – LUMBUDUS, vão levar a efeito o Encontro de Inverno ou o seu XVI Encontro.

 

As inscrições estão abertas a todos os blogers,  e fotógrafos Lumbudus.

 

Para mais informações, passe pelo Blog dos Lumbudus em  http://lumbudus.blogs.sapo.pt

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:00
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Domingo, 30 de Outubro de 2011

Chaves, a Feira dos Santos acontece antes da feira

 

Desde já peço desculpas mas até à próxima terça-feira, aqui pelo blog e pela cidade de Chaves, o que está a dar é a Feira dos Santos, a nossa festa por excelência e a prova disso mesmo foi o dia de ontem, que ainda sem a feira ter aberto oficialmente e sem qualquer programa para o dia, a feira já aconteceu com milhares de pessoas a invadir as ruas.

 

Quer queiram quer não, faça sol ou faça chuva, calor ou frio, por muito que lhe mudem o poiso e com a organização apenas preocupada em marcar lugares de feirantes para receber a respectiva contribuição, a feira acontece sempre e é a festa maior da cidade de Chaves.

 


 

Claro que temos pena (eu pelo menos tenho e sei que é pena de muitos) que a organização não saiba aproveitar aquilo que acontece naturalmente (a feira e a enchente de pessoal) para em paralelo ter um verdadeiro programa de festa e de promoção da cidade e do concelho.

 

 

Festa da juventude para os nossos jovens que, estejam onde estiverem por esse Portugal fora, na Feira dos Santos, têm sempre encontro marcado para Chaves e, quase sempre, trazem com eles amigos de outras bandas para conhecer a feira e a cidade. Tirando a oferta da noite dos bares da cidade, nada mais têm. Mesmo assim é festa, agora imaginem se houvesse alguém na organização com capacidade de pensar um pouco nos nossos jovens. Eia, aí a festa seria grande. Mas enfim, temos que nos contentar com aquilo que temos.

 

 

Em termos de promoção do concelho, dos nossos sabores, saberes e valores, da nossa história secular, das termas, de terra de oportunidades sustentadas ligadas ao mundo rural, também se perde anualmente uma grande oportunidade, mas, claro, se a organização nem uma festa de juventude é capaz de organizar, não se lhes pode exigir muito mais para além de abrilhantarem a feira com arruadas de cabeçudos, bombos e concertinas, à moda pimba qué daquilo que o pobo gosta por sinal com uma intervenção agora bem visível na rua de Stº António com as barricas das vindimas a servirem de vasos florais ao longo da rua. Eu não percebo nada de arquitectura urbana e paisagista, mas numa Câmara que até tem um vereador, chefes e alguns técnicos paisagistas, suponho que as barricas bem como os bancos virados para as paredes tenham sido ideia deles, ou pelo menos do seu conhecimento e, sendo eles entendidos na matéria, chego à conclusão que não percebo mesmo nada de arquitectura paisagística e, confesso que com os gostos que ultimamente têm demonstrado na cidade de Chaves, além de eu nada perceber, não quero mesmo perceber, e tenho dito, nem sequer quero falar nos custos da coisa neste momento de crise. Nós pagamos.

 

 

Ainda bem que à margem das entidades e organizações oficiais existe gente por Chaves que se vai associando em associações para promoverem interesses socioculturais e de promoção de Chaves e da região, como tem sido o caso da blogosfera flaviense e dos fotógrafos flavienses e da região que mesmo sem qualquer subsídio e poucas ajudas (pontuais, arrancadas a ferros contra ventos e marés) vão distribuindo e promovendo Chaves em imagem por esse mundo fora além dos eventos que vão organizando ao longo do ano. Claro que aqui fica uma palavra para a LUMBUDUS – Associação de Fotografia e Gravura, à qual a pertencem a maioria dos autores dos blogues flavienses bem como outros fotógrafos e amantes de fotografia, e isto, vem também a respeito da Feira dos Santos porque a LUMBUDUS também tem o seu espaço na edição da feira deste ano com stand e exposição de fotografia no átrio do antigo cineteatro de Chaves, para angariação de fundos destinados à formação e promoção da fotografia.

 

 

Assim o stand e exposição da LUMBUDUS é também um ponto de passagem obrigatório nesta Feira dos Santos onde, para imortalizar o momento, lança uma edição limitada de vinhos da Quinta de Arcossó com 10 rótulos LUMBUDUS.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 02:12
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