Domingo, 13 de Agosto de 2017

O Barroso aqui tão perto - Penedones

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Cá estamos nós de regresso ao Barroso aqui tão perto, hoje com mais uma aldeia do concelho de Montalegre, mais uma de terras da Chã e para irmos até lá, como sempre a partir da cidade de Chaves, optamos pela Estrada Nacional 103.

 

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Com partida junto ao Rio Tâmega, que nos vai acompanhando até chegarmos a Curalha, local onde se começa a subir para terras de Barroso que começa quase logo a seguir, isto se não considerarmos que toda a margem direita do Tâmega já é Barroso. Mas fiquemo-nos pelo Barroso oficial, por nós também aceite e que não está muito longe do Tâmega, ou melhor, que também confronta com o Rio Tâmega no Barroso de Boticas. Mas ainda não chegamos lá, ainda andamos por terras do Concelho de Montalegre.

 

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Então para a nossa aldeia de hoje basta seguir a Nacional 103 e esperar que ela apareça, pois Penedones, a nossa aldeia de hoje, fica à beirinha da estrada no troço que confronta também com a barragem do Alto Rabagão, ou Pisões se preferirem.

 

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Mas embora fique à beirinha da estrada, precisamos de abandonar esta para conhecermos Penedones,  e acreditem que vale a pena entrar na aldeia, é uma das que surpreende pela positiva em que o pouco que se vê desde a estrada não lhes faz justiça.

 

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E hoje sempre que nos referirmos a Penedones, estamos a fazê-lo à aldeia que se desenvolveu em redor do seu núcleo mais antigo, todo da parte de cima da estrada, deixando de fora a aldeia mais turística, ligada à barragem e ao Parque de Campismo aí existente. Este espaço ficará para um futuro post de um roteiro à volta da Barragem.

 

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Pelo que já deixámos escrito já deu para perceber onde Penedones poisa, aliás quase bastava a referência a terras da Chã para lá chegarmos, mas como sempre gostamos de ser mais exatos na nossa localização, deixando aqui as coordenadas da aldeia (sempre de um ponto central das aldeias) bem como o nosso habitual mapa. Pois quanto a coordenadas temos: 41º 45’ 45.02” N e 7º 48’ 31.73” O, a uma altitude de 920, no ponto das coordenadas, pois junto à barragem atinge os 870m e o ponto mais alto da aldeia chega aos 940m.

 

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Quanto às nossas pesquisas pouco encontrámos, embora haja muita informação sobre a aldeia, a mesma, na prática, resume-se a alojamentos e ao parque de campismo. Mesmo assim sempre temos algumas referências no Livro Montalegre e também na Toponímia de Barroso, ambas as obras de autoria de José Dias Batista e edições do Município de Montalegre.

 

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Iniciemos pelo Livro Montalegre que além da informação de que Penedones pertence à freguesia de  Chã, nos referencia algumas das coisas ligadas à história do local:

 

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“Há muitas sepulturas líticas móveis, talvez os monumentos mais antigos, e sepulturas fixas. Das móveis temos exemplos em Bobadela, Sapiãos, Bustelo (Vila da Ponte), Tourém, Pitões, Santo Adrião (Montalegre) e, sobretudo, os enigmáticos arcões graníticos de Salto, a merecerem um estudo mais atento.”

 

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E continua (o negrito e sublinhado é nosso):

“Das fixas, que normalmente aparecem em grupos, temos várias necrópoles: no Cristelo da Seara (Salto), entre Penedones e Parafita (Vila de Mel), em Penedones, sobre a aldeia, junto à Capela de Santo Amaro (Donões) e perto da Capela da Senhora de Galegos do Cortiço (Cervos) e de Antigo de Arcos."

 

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Numa outra referência diz-nos:

“Em Penedones, o Clube Náutico e de Aventura do Alto Rabagão organiza passeios de barco na albufeira para grupos até 16 pessoas, bem como regatas, passeios a pé, ou de bicicleta de montanha. Neste local está instalado o Parque de Campismo Municipal e passa também o GR 117 – Via Romana XVII.”

 

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Referindo-se à freguesia de Chã, diz-se o seguinte:

“Cinco das suas doze povoações receberam a visita da estrada Romana – a XVII do Itinerário de Antonino: Penedones (Santo Aleixo), Travaços, São Vicente, Peireses e Gralhós. Pouco mais jovem que a via Romana é a ara que recentemente se achou em São Vicente – sinal inequívoco de que no outeiro (altarium) onde o cristianismo ergueu o templo românico, séculos antes, os povos que nos antecederam, aí adoravam o seu “Deus Óptimo Máximo”.”

 

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Esta Via Romana era uma das principais vias romanas que ligava três importantes cidades da época - Bracara Augusta, Aquae Flaviae e Asturica Augusta, ou sejam as atuais cidades de Braga, Chaves e Astorga e que não andava muito longe do traçado da atual Nacional 103. Para saber mais sobre esta Via XVII fica aqui um link para o que em tempo escrevemos sobre ela: http://chaves.blogs.sapo.pt/193294.html

 

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Passemos agora ao que nos diz a Toponímia de Barroso:

 

“ Penedones – Ou melhor Pena de Donas. O determinativo de Donas . no distante Século XIII, e até muito antes, significava tratar-se de pessoas nobres, mulheres da fidalguia.

- 1258 “in peneydonas terciam partem” INQ 1517 e

- 1258 « dixit de Peneidonas et» INQ 1518. Em que o de determinativo e seguido de D, já caiu originando o ditongo ei que também cairá. Não obstante, em:

- 1262 « regalengi de pena de donas » TT, Chang. De D.Afonso III Liv.I, F – 61, repetindo no texto idêntico topónimo: “ D. Afonso III fez foro a Gonçalo Martins , A Gonçalo Pires, A Dona Loba, a João Pires e a Martinho Gonçalves do reguengo de Pena de Donas para que fizessem aí cinco casais”

 

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E continua:

“ E já nas inquirições de D.Dinis,

- 1290 “ Pena de Donas hé herdamento regalengo” Rolo 1030 f. 114 e 99. Donde se vê que a forma actual do topónimo é tardia, isto é, recente. Convém, não obstante, lembrar que o Povo diz sempre Penadones, sendo  que é usual a troca de as por es e o seu contrário.”

 

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Pois é, lá se foi a minha teoria de que Penedones teria a ver com penedos, e até tinha fotos para a ilustrar. Já a seguir perceberão do que estou para aqui a dizer, mas antes, vamos continuar na Toponímia de Barroso, passando à Toponímia Alegre.

 

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Toponímia Alegre

 

Chã – São Vicente

Ruim sítio, ruim gente.

Coelheiros de Medeiros

Ciganos os de Peireses,

Pretinhos de Travassos de Chã,

Cruz-veigas de Gralhós,

Viajantes de Penedones,

Carvoeiros de Castanheira,

Torgueiros de Torgueda,

De Fírvidas são salta-pocinhas e

Arranca-torgos de Codessoso da Chã."

 

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E ainda:

“ As moças de Penedones

Passam por boas senhoras,

Mas agora temos notícia

De serem bem capadoras."

 

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Pois sobre a minha teoria do topónimo Penedones ter a ver com penedos, baseava-se nos penedos da foto anterior e das próximas, ou seja pela imponência dos mesmos, como se pode ver nas referidas fotos, quer ao longe ou ao perto, que para além da sua imponência, apresentam-se com formatos bem curiosos.

 

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Quando me deparei com o penedo desta última foto, fez-me lembrar a cabeça de um gorila gigante tipo King Kong. Ilusão de ótica, ou então tal como lhe chamam “Viés cognitivo” ou “Apofenia” ou ainda “Pareidolia”, talvez, mas seja como for,  que o penedo  é parecido com a cabeça do King Kong lá isso é, senão vejam a foto seguinte em que o Humberto Ferreira, um dos fotógrafos que me acompanha sempre nestas andanças de descobrir o Barroso, resolveu brincar com a coisa…

 

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Fotografia e composição de Humberto Ferreira

Brincadeiras à parte, continuemos mais um pouco por Penedones que, descobri nuns trípticos do Eco-Museu do Barroso, estar também nos roteiros das aldeias com canastros (ou espigueiros se preferirem) e das aldeias com alminhas, e sim, nós confirmamos que ambos existem e por sinal belos exemplares, como aliás o são quase sempre, pena alguns espigueiros estarem tão deteriorados e as alminhas nem sempre respeitadas. Claro que não estou a falar no caso particular de Penedones, mas em muitos que vamos vendo por aí.

 

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Canastros, alminhas, tanques, fontes, cruzeiros, entre outros que existem em Penedones e que são património cultural e arquitetónico de todos nós e de Portugal, aliás a maioria são mesmo considerados traços da cultura portuguesa, daí, para além de merecerem ser preservados e estimados, deveriam ser protegidos, o que muitas vezes não acontece, às vezes são mesmo as Juntas de Freguesia, com o pretexto de alargarem uma rua ou comporem um largo, que destroem algumas desta relíquias.

 

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E prontos! Tal como se costuma dizer quando temos um assunto despachado. Bem ou mal, bom ou mau, foi o que conseguimos arranjar sobre Penedones, com a certeza de que nos falhou muita coisa.

 

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E só nós resta fazer as referências às nossas consultas bem como deixa por aqui os habituais links para anteriores abordagens ao Barroso.

 

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Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

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Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:29
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Domingo, 30 de Julho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Reboreda

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As opiniões que vou deixando por aqui, na maioria das vezes, são pessoais, fruto de alguma experiência e da  observação que vou fazendo das coisas e dos locais por onde vou passando ou estando. Claro que antes de opinar sobre o que quer que seja, tento encontrar informação sobre esses assuntos que abordo, validando alguma dessa informação e rejeitando outra, porque nem tudo que está escrito, quando a informação é escrita, corresponde à realidade ou verdade, que quase nunca, raramente ou mesmo nunca nos é transmitida, mesmo na História.

 

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“A História é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo” – Este é um “pensamento”/definição atribuído a Napoleão Bonaparte que não andará muito longe da verdade, embora pessoalmente e citando o poeta popular  A.Aleixo, “para a mentira ser segura/ e  atigir profundidade/tem de trazer à mistura/ qualquer coisa de verdade. Por sua vez, como aluno interessado de História que fui no meu tempo de Liceu, no último ano que frequentei esta disciplina (12º ano), dessas aulas, apenas retive para sempre  um apontamento dado em jeito de desabafo pela minha professora da disciplina – “Lembre-se que os acontecimentos da História têm sempre mais que uma versão”. Resumindo, Tanto Napoleão, como António Aleixo como a minha prof. De História, por palavras diferentes, dizem a mesma coisa – A História não é uma ciência exata e daí não podermos acreditar em tudo que nela se diz, aliás se olharmos as definições de ciência e história, podermos tirar daí as nossas conclusões, senão vejamos:     

 

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Vejamos então uma definição Ciência – “conjunto sistematizado de conhecimentos obtidos mediante observação e pesquisa metódica e racional, a partir dos quais é possível deduzir fórmulas gerais passíveis de aplicação universal e de verificação experimental. “

 

Daqui podemos com justiça perguntar — Será a História uma ciência !? Poderemos dela  deduzir fórmulas gerais passíveis de aplicação universal e de verificação experimental!?

 

Vejamos uma definição de História — “História (do grego antigo ἱστορία, transl.: historía, que significa "pesquisa", "conhecimento advindo da investigação")  é a ciência que estuda o ser humano e sua ação no tempo e no espaço concomitantemente à análise de processos e eventos ocorridos no passado.”

 

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Todo este paleio, conceitos e opiniões, tratados até com uma certa leviandade, valem o que valem e só os trouxe aqui por causa do Barroso e das definições do Barroso, que embora administrativamente não exista, se assume como uma região. E afinal o que é uma região?

 

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Pois para região não existe uma definição concreta. No conceito original a geografia definia região como uma certa porção da superfície terrestre, uma identidade espacial homogénea fundamentada na análise dos elementos naturais e humanos. Assim poderemos entender por região, uma grande extensão de terreno ou território que, pelo clima, solo, vegetação, produção económica e outras características próprias, se diferenciam dos territórios próximos. É uma área delimitada, demarcada, estabelecida, como por exemplo as nossas províncias onde todos entendemos, por exemplo, que dentro da grande região que é Portugal,  Trás-os-Montes é o Alentejo têm características que as diferenciam.   

 

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Pois voltemos ao Barroso, à região do Barroso onde hoje em dia  também não há consensos quanto aos seus limites, procurando e apoiando-se na História para fazer os limites atuais, que saem um pouco da  definição geográfica do conceito. Aliás os de Montalegre costumam dividir o Barroso em Alto Barroso e Baixo Barroso, precisamente por terem características diferentes, por sua vez, dos de Boticas, já ouvi de gente que pelo cargo que ocupavam se poderá considera gente idónea, afirmar que o verdadeiro Barroso é o de Boticas. Aqui pelo concelho de Chaves, os mais antigos das povoações da margem esquerda do Rio Tâmega, dizem que para lá do Tâmega é tudo Barroso.

 

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Na “Etnografia Transmontana – II O Comunitarismo de Barroso” de António Lourenço Fontes, ao respeito do Barroso diz o seguinte: “ O Baixo Barroso está localizado entre os 300 e os 700m, de clima doce, e elevadas precipitações. As aldeias do Alto Barroso situadas entre os 800 e os 1200m, têm um clima áspero. O Baixo Barroso oriental da zona de Boticas, situado entre os 300 e os 600m tem já um clima quente e é abrigado dos ventos de oeste.” . Embora esta descrição caracterize e diferencie apenas pela elevação do terreno e clima, António Lourenço Fonte descreve três Barrosos.

 

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Pois sem querer entrar em polémicas ou em guerrinhas de vizinhos, aceito perfeitamente as fronteiras estabelecidas para o Barroso atual, que inclui  todo o concelho de Montalegre, todo o concelho de Boticas e ainda algumas freguesias e povoações dos concelhos de Ribeira de Pena e de Vieira do Minho. Algumas referências incluem também Soutelinho da Raia do concelho de Chaves em terras barrosas.

 

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Mas toda esta prosa porque hoje vamos andar por Reboreda da freguesia de Salto e depois de tantas definições sobre o Barroso fiquei na dúvida se pertence ao Alto ou Baixo Barroso, pois por umas características integra-se perfeitamente no baixo Barroso, mas por outras, por exemplo altitude, enquadra-se perfeitamente no alto Barroso. Pois por mim, deito mais uma acha para a fogueira, aliás já o disse aqui anteriormente e já não é novidade, ou seja a de haver mais Barrosos para além do Alto e Baixo Barroso e este, a freguesia de Salto é um Barroso bem diferente do Barrosos do Gerês, do Barroso da Chã, do Barroso das Terras do Rio, do Barroso do Larouco e seu planalto e de outros pequenos Barrosos dentro do Barroso. Basta adentrarmos pelo Barroso adentro para nos apercebermos destas diferenças que no entanto não poem em causa o todo do território Barroso consagrado pela História.

 

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Mas entremos em Reboreda e para lá entrarmos deveríamos fazê-lo com a dignidade que a aldeia merece, não só pela sua beleza mas também pela sua História e pela sua gente, e desde já lamento de não conseguir toda essa dignidade, não só pela brevidade a que o blog obriga mas também porque teria de aprofundar os estudos, sobretudo os que têm a ver com a História e a passagem/estadia de D.Nuno Alvares Pereira nesta terra e terras vizinhas.

 

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Pois nem sempre temos a sorte que tivemos em Reboreda com a simpatia e acolhimento da receção que deu direito a visita guiada e visita a uma casa antiga, daquelas que quase já não existem e já não se usam, mantendo toda a sua integridade, incluindo no mobiliário e outras peças da época, incluindo uma gravura de um casal real que na altura não consegui identificar mas que nas minhas pesquisas consegui chegar ao nome de D.Adelaide Sofia Amélia Luísa Joana Leopoldina de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg casada com D.Miguel I, o que nos leva até ao primeiro quartel do século XIX.

 

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Pensava eu que essa gravura teria algo a ver com D.Nuno Alvares Pereira, mas embora possa haver uma ligação real, os acontecimentos e a ligação d D.Nuno à Reboreda  são muito anteriores pois pelo menos remontam ao ano de 1376 quando D.Nuno Alvares Pereira casa com Leonor Alvim, natural da Reboreda.

 

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Leonor de Alvim (c. 1356 – 1388) foi uma nobre portuguesa. Pertencia a uma família nobre de Entre Douro e Minho, sendo filha de João Pires de Alvim e de sua mulher Branca Pires Coelho,  tornando-se herdeira de seu pai pela inexistência de filhos varões.

 

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Leonor de Alvim, natural de Reboreda, casou em primeiras núpcias com Vasco Gonçalves Barroso do qual enviuvou sem descendência. Posteriormente casou com o condestável em 15 de Agosto de 1376, do qual teve três filhos, sendo Beatriz Pereira de Alvim a única dos três filhos que chegou à idade adulta e que veio a casar com D.Afonso, filho ilegítimo do Rei D.João I.

 

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Sim, o D.Afonso é o nosso D.Afonso, aquele que tem estátua em frente ao edifício da Câmara Municipal de Chaves, pois foi para Chaves que ele veio viver com Beatriz Pereira de Alvim.

 

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Em 1385, no cerco de Chaves, D.Nuno Alvares Pereira junta-se ao Rei D.João I para libertar a Vila de Chaves que tinha sido ocupada por Martim Gonçalves de Ataíde.  Toda esta história do cerco à vila de Chaves foi contada neste blog na passada sexta-feira, por Gil Santos, nos “Discursos sobre a cidade”. Fica aqui o link para essa história: http://chaves.blogs.sapo.pt/discursos-sobre-a-cidade-por-gil-1565309

 

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Pois como reza a História que chegou até nós, o Rei D.João I com a ajuda de D.Nuno Alvares Pereira recuperou a Vila de Chaves e o seu castelo. Como recompensa pelo serviços prestados, o Rei D.João I  doou a Vila de Chaves e o Barroso a D.Nuno Alvares Pereira, ou seja, O Contestável tornou-se dono disto tudo, pelo menos durante uma temporada, mais precisamente até 8 de novembro de 1401, aquando do casamento de D.Afonso (filho de D,João I) com a sua filha, em que  D,Nuno doa todas as terras a Norte do Rio Douro como prenda de casamento (a história de D.Afonso está aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/342269.html )

 

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Regressemos ao casamento do condestável Nuno Álvares Pereira com Leonor de Alvim, após o qual o casal foi viver para Pedraça, para o solar conhecido como Casa da Torre. Quando em 1387 D. João I convocou cortes para Braga, D. Nuno esteve nas mesmas na condição de procurador dos fidalgos do Reino. Foi durante essa sua estadia em cortes que D. Nuno recebeu a notícia de que D. Leonor se encontrava muito doente. Quando chegou ao Porto, onde estava D. Leonor, já aquela teria falecido. Foi sepultada no Convento de Corpus Christi, das freiras dominicanas, em Vila Nova de Gaia.

 

1600-reboreda (79)

 

Depois de contada a História dos mais ilustres portugueses que passaram e foram donos de Reboreda avancemos no tempo, até ao Censo da população de 1530, ordenado por D. João III, que indica moradores ou fogos nas seguintes povoações da atual freguesia de Salto: Pereira, 6; Amear, 7; Pomar de Rainha, 3; Salto, 14; Cerdeira, 7; Reboreda, 21, Tabuadela, 7; Póvoa, 12; Bagulhão, 12; Amial, 4; Corva, 10; Paredes 5; Linharelhos, 7; Caniçó, 14. A julgar pelo Censo Reboreda seria então a maior aldeia da atual freguesia de Salto.

 

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E sobre Robereda encontrámos  uma referência na Etnografia Transmontana de A.Lourenço Fontes, a respeito do Pisão da Tabuadela onde se pisoava o burel, faz uma alusão a Reboreda: “ O burel depois de sair do pisoeiro, o interessado leva-o ao alfaiate das capas. Na Reboreda (Salto) é Domingos do Elias e família que faz capaz de saragoça e burel, há 50 anos”. Saliente-se que a Etnografia Transmontana foi publicada em 1977, ou seja, já lá vão 40 anos e daí para cá muita coisa se alterou, pois tanto quanto sei o Pisão já não funciona e que me conste na Reboreda também já não se fazem as capas de Burel, tão tradicionais que eram e ainda vão existindo em todo o Barroso.

 

1600-reboreda (11)

 

E nestas coisas da história e estórias das aldeias temos de recorrer a quem as sabe. Tivemos também a sorte de o Vítor Bruno, um vizinho da Reboreda (da Póvoa)  fez chegar até nós mais uma informação, que também nos tinha sido contada em Reboreda:  “Outra curiosidade, numa região de monte entre a Póvoa e Reboreda chamada de 'Brangadoiro' foi onde D. Nuno reuniu e treinou as suas tropas recrutadas nestas terras, para depois partirem para Aljubarrota.”, Na Reboreda falaram-nos também numa zona a que chamavam o “corredouro” onde exercitavam os cavalos e no “alto da corneta” junto à atual capela de Nª Senhora de Fátima.

 

1600-reboreda (56)

 

Na toponímia de Barroso a respeito de Reboreda diz-se o seguinte: “ Do nome latino robureta, de róbur + eta >Robureda > Revoreda > Reboreda.

- 1258 «…dixit quod villa de Revoreda» INQ 1512.

- 1258 « de casali de Revoreda» INQ 1526 – referido a um casal de Vilar de Perdizes;

- 1288 » Revoreda he Andorra he Afadoam que fizeram ambas em termo de Revoreda tragia-as por onrra Martinm Soares que nom entrava hi porteiro nem mordomo he tragia hi seu juiz he seu chegador».

 

1600-reboreda (4)

 

E continua a toponímia de Barroso : “Claro que esta citação última respeita à nossa povoação da freguesia de Salto e dá-nos a interessante notícia de que, no termo da Reboreda, se criaram duas herdades (com seu topónimos pomposos) e que um tal Martim Soares trazia por honra: ao mesmo tempo que, como se diria agora, fugia ao fisco impedindo a entrada nas propriedades do mordomo e do oficial da justiça e, para cúmulo, nomeara localmente seu juiz e seu administrador principal!

 

Quanto aos topónimos – Andorra faz-se pensar naquilo que Andorra é, um sítio dificilmente acessível como convinha, um andurrial com muitos animais e poucas pessoas. “

 

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Ainda na Toponímia de Barroso na Toponímia Alegre, temos os apelidos de Salto, a saber: “ Pomar da Rainha nem pão nem farinha , Pereira fome lazeira, Amiar fome de rachar, Borralha saco de palha, Linharelhos tripas de coelhos, Caniçó arca de pó, Paredes armadores de redes, corveirinhos são de Corva, lagarteiros do Amial, Bagulhão muita água pouco grão, Lodeiro de Arque arcas vazias sem pão, Tontinhos da Póvoa, sarilhotas do Carvalho, dobadouras de Beçós, toucinheiros da Seara, cavalos de Tabuadela, tornadores de água da Reboreda, demandistas da Cerdeira e escorricha-odres de Salto.

 

1600-reboreda (120)

 

E hoje para variar só temos a localização da aldeia cá pro fim. Então quanto a coordenadas temos 41º 37’ 33.93” N e 7º 55’ 34.80” O. Já tínhamos dito que pertence à freguesia de Salto que fica a 1800m de distância, no entanto as aldeias mais próximas são Cerdeira a 960m e a Póvoa a 1300m, avistam-se umas às outras lá no alto planalto a 973m de altitude. Mas fica o nosso habitual mapa para melhor localizarem Reboreda.

 

reboreda.jpg

 

E que mais há para dizer sobre a Reboreda!? Claro que haveria muito mais para dizer mas penso que as imagens de hoje dizem o resto e nos dão Reboreda vista ao longe, dentro da aldeia, na intimidade de uma das suas casas e as vistas que desde Reboreda se avistam. Se isto não bastar para vos abrir o apetite a uma visita a esta aldeia, então este post não cumpriu a sua missão, mas só ficam a perder.

 

Só resta mesmo fazer a referência às nossas consultas e aos links para as anteriores abordagens ao Barroso e um obrigado ao Vitor Bruno da Póvoa com a velha promessa de que um dia destes entraremos também pela sua aldeia adentro.  

 

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

FONTE, António Lourenço, (1977), Etnografia Transmontana, II O Comunitarismo de Barroso. Montalegre: Edição de Autor

 

Sítios na WEB

http://norteportugues.blogspot.pt/2011/03/historia-breve-da-freguesia-de-salto.html

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogueiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

[i]   Joseph, Brian (Ed.); Janda, Richard (Ed.) (2008). The Handbook of Historical Linguistics. [S.l.]: Blackwell Publishing (publicado em 30 de Dezembro de 2004).

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:28
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Domingo, 16 de Julho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Sarraquinhos

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montalegre (549)

 

E como hoje é domingo, vamos mais uma vez até terras de Barroso, mas hoje estou na dúvida se vamos até Sarraquinhos ou até Serraquinhos. Já antes abordei o tema, penso que foi quando o blog passou por Cepeda, mas hoje volto à carga com novos elementos. Não é que seja importante se Sarraquinhos é grafado com e ou com a , é mais para justificar a forma como nós o vamos grafar aqui ao longo do post, pois vai aparecer de ambas as formas.

 

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Pois por mim, quanto mais procuro um esclarecimento para se a aldeia é grafada com a ou e em Serraquinhos, mais confuso fico. Desde já, ao estar a escrever estas linhas, diretamente no computador como costumo fazer, o corretor ortográfico automático assinala erro em Serraquinhos. Também na maioria dos documentos oficiais a que tive acesso, por exemplo os do Arquivo Nacional ou Distrital da Torre do Tombo, aparece Sarraquinhos com a , nos CENSOS, idem aspas.

 

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Aquilo que se vai escrevendo em “livro” também alimenta a confusão. Tomemos como exemplo aquilo que se escreve na Toponímia de Barroso, de José Dias Batista, numa edição do Ecomuseu – Associação de Barroso. Pois no cabeçalho aparece “Concelho de Montalegre – Serraquinhos”. Logo de seguida, no título de desenvolvimento já aprece “Sarraquinhos”. Mas vejamos o que se diz a seguir, em que este tema também é abordado:

 

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“ Dada a semelhança das palavras há quem pense que o topónimo proviria de “Sarracenos” ou coisa assim. Lembram esses falantes (falam, falam e nada dizem) que, como alguns mouros ficaram por cá, o dito nome “sarraceno” poderia dar origem ao nosso topónimo. Gostava de saber, em letra de forma, como é que eles explicavam as transformações fonéticas operadas! Eu andei anos e anos a tentar descobrir a solução, se é que lá cheguei… e dou com estas notícias em letra de forma! Como é que simples curiosos resolvem estes enigmas e com tanta ligeireza?”

 

1600-serraquinhos (59)

 

E continua:

“ Ponho liminarmente de lado quercus, querquinus e o hipocorístico cerquinus, como querem alguns patuscos.

Depois de ver mil vezes a referência:

- 1258 «dixit de Cerraquinos quod est tercia pars Dominis Regis» Inq 1524, julgo que cheguei lá!

Do longínquo nome pessoal latino Zarracus, pelo diminitivo Zarraquinus, tal com Sandus deu Sandinus, etc. Que foi antroponómico não restam quaisquer dúvidas nesta passagem: - 955 “ de quinione de Zarraquino… T.C.I. 453.”

 

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E para rematar o tema, continua:

“Num documento do Liber Fidei, nº 400, de 1086, um tal Zarraco doa a seu filho Martino Zarraquis um casal; e esse filho, ao fazer testamento ao Mosteiro de Santo Estêvão de Chaves, diz que tal prédio fora comprado: « meo patre Zarraco vel precio módios XI.» (40 módios)!

A mudança do Z inicial para Ç e depois para S (como se verificou em Sapiãos e Sapelos) foi um processo corrente."

 

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Continuemos nos “livros” e vamos até Miguel Torga que passou várias vezes por esta aldeia, ao que consta em visita ao abade Joaquim Alves, conterrâneo de Camilo Castelo Branco, de Vilarinho da Samardã, próxima da aldeia de Torga. Pois nos seus Diários, Torga faz dois registos, um em 1967 em que escreve “Sarraquinhos” e outro em 1975 em que escreve “Serraquinhos”.

 

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Sarraquinhos, Barroso, 17 de Setembro de 1967

 

Parece que é lenda o célebre pedido que se atribui a Frei Bartolomeu dos Mártires no Concílio de Trento: a abolição do celibato ao menos para os padres de Barroso. Mas ela define um ambiente onde o natural pesa sobre todas as criaturas da mesma maneira, dobrando-as às suas leis como o  vento dobra os vimes, e que me não canso de respirar. Já conheço a paisagem de cor e salteado, em poucas aldeias ou lugarejos deixei de meter o nariz, os caracteres humanos são de tal clareza que se decifram à primeira leitura. A verdade, porém, é que volto sempre que posso, e cá estou mais uma vez. Atrai-me esta amplidão pagã, sinto-me bem a pisar um chão em que o deus vivo de ricos e pobres, de alfabetos e analfabetos, é o toiro do povo. Um deus de cornos e testículos, que, depois de cada chega e de cada vitória, a gratidão dos fiéis cobre de palmas, de flores, de cordões de oiro e de ternura. Um deus que a devoção adora sem lhe pedir outros milagres que não sejam os da força e da fecundidade, provados à vista da infância, da juventude e da velhice. Um deus a que se dão gemadas e cervejas para que possa inundar as vacas de sémen, as moças de esperança, os moços de certeza e a senilidades de gratas recordações. Um deus eternamente viril, num paraíso sem pecado original.

Miguel Torga, In Diário X

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Serraquinhos, 14 de Setembro de 1975

 

O Barroso coberto de gado. Os mais diversos bichos a granel nos mesmos pastos, nos mesmos eidos, nos mesmos currais. Bois, ovelhas, cães, cabras, burros, porcos e galinhas no mesmo cordial convívio. E pus-me a pensar na fácil comunhão da condição viva, em encontra-me com difícil harmonia da condição social. A fraternidade de que não somos capazes nós os homens, simples como o bom dia entre seres sem cromossomas permutáveis.

Miguel Torga, In Diário XII

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Mas vamos ao que se diz por aí de Sarraquinhos.

Ainda na “Toponímia de Barroso”, na “Toponímia Alegre” diz-se o seguinte a respeito dos de Sarraquinhos:

 

Os de Sarraquinhos

(Como a porca de Murça)

São muito honradinhos

 

O povo de Sarraquinhos

Muita vaca há-de criar!...

Quem passar naquela rua

Muito salto tem que dar!

 

Isto das vacas, pela certa já foi tempo delas, pois nós andámos por lá e não avistámos nenhuma, o que não quer dizer que não as haja, mas pelo menos não foi preciso andar aos saltos… o que já é um sinal…

 

1600-serraquinhos (90)

 

 No livro “Montalegre” encontrámos o seguinte:

“Esta freguesia, enquanto tal, não consta das Inquirições de 1258 conquanto constem delas todas as localidades que a integram. Em boa verdade lá se referem Pedrário, Serraquinhos, Cepeda, Zebral (onde existia uma herdade do irmão do trovador João Baveca) e Antigo. Esta última povoação com o topónimo significativo Antigo de Espinho, que o mesmo era dizer Antigo de Aspinius (Aspini). Mais tarde foi Antigo de Arcos, pertencente ao aro de Cervos e, agora, Antigo de Serraquinhos. As voltas que a vida dá!

Quem vai a Serraquinhos deve seguir o roteiro do grande poeta transmontano e nacional Miguel Torga: visita a igreja, a capela, o castro de Pedrário e Forno e ouve meia dúzia de velhinhas dizer jaculatórias por alma do sempre lembrado Padre Joaquim que Deus haja."

 

1600-serraquinhos (11)

 

Se há terra onde as referências aos padres e abades abundam é Sarraquinhos o que por si já é abonatório para a aldeia, pois que me conste o clero sempre gostou de estar bem instalado em terras das quais gostam  e onde gostam deles.  O Padre Joaquim Alves parece ter sido um deles e para ser amigo de Miguel Torga, ou melhor, para Miguel Torga ser amigo dele, a quem visitava regularmente, o Padre Joaquim Alves não era um padre qualquer, pois Torga, ao que consta, era muito seletivo nas suas amizades e não a partilhava (a amizade) com um qualquer. No entanto a homenagem pública que existe na Torre Sineira da Igreja é ao abade Alberto Pereira de Moura e nos nomes que constam na placa de homenagem, de quem o homenageia, não são uns nomes quaisquer. O do Padre Joaquim Fontoura, por exemplo, a quem a cidade de Chaves ergueu um busto no Largo do Anjo,  e os restantes, como o Padre Serafim D’Oliveira (vizinho do Viveiro), o Dr. Pedro de Macedo de Amarante, o Padre Manuel R.Vieira de Anelhe, Artur Coutinho de Vila Meã, António L.M.Soares de Chaves, Dr. Álvaro P.T.Vasconcelos de Amarante e o Padre Luiz Castelo Branco da Samardã, são os restante homenageantes que terminam a homenagem assim: Quomode in vita sua dilexerunt se,ita   et in morte nom sunt separati”

 

1600-serraquinhos (26)

 

Bom, temos estado pra ‘qui a falar de Sarraquinhos mas ainda não nos referimos à sua morada, ou seja ao seu espaço, ao seu lugar no nosso território.  Já sabemos que fica no Barroso, senão não estaria aqui hoje, mais propriamente localiza-se no Alto Barroso, aquele que vive à “sombra” da Serra do Larouco, no alto planalto que serve de base à grande serra, mas também, embora não pareça, é uma terra da raia com a Galiza, a apenas 5 quilómetros de distância e ainda, uma das aldeias que fica no nosso caminho alternativo para ir até Montalegre, isto se formos via Soutelinho da Raia, pois chegados a Meixide, temos de optar continuar pela Municipal 508 via Vilar de Perdizes, ou então tomar o Caminho Municipal 1006, via Pedrário, a aldeia mais próxima de Sarraquinhos, a par de Cepeda.  

 

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Mas para sermos mais exatos nem há como as coordenadas de um local, no caso de Sarraquinhos, centro da aldeia, temos as coordenadas de 41º 47’ 56.37”N e 7º 39’ 48.14” O, a 922m de altitude, dentro da média para o Barroso, já não tanto para nós flavienses, pois as nossas aldeias mais altas, Travancas e Bolideira, andam na cota dos 900 metros de altitude.

Para melhor localização, fica o nosso habitual mapa.

 

sarraquinhos.jpg

 

Pois como sempre, ficam também as nossas impressões sobre a aldeia. Valem o que valem mas para nós valem tudo, pois aquilo que por lá registámos é aquilo que nos ficou na memória, as imagens também contam, mas essas servem apenas para transmitir aquilo que vimos e para nossa memória futura, embora até nem fossem necessárias, pois Sarraquinhos continuará a fazer parte dos nossos itinerários para ir ou vir de Montalegre. Mas recordando o dia em que tomámos as imagens de hoje, recordo ser um dia frio de autêntico inverno, embora já estivéssemos na primavera, pois passámos por lá em 9 de abril de 2016.  

1600-serraquinhos (67)

 

Quem acompanha esta rubrica de o Barroso aqui tão perto,  pela certa tem reparado que nas nossas imagens raramente aparecem pessoas ou animais, tem sido uma constante que não é mais que a realidade atual das nossas aldeias. Não queremos com isto dizer que as aldeias estejam totalmente despovoadas, pois sabemos que não o estão, mas o tempo de as pessoas e animais andarem ou estarem nas ruas e largos das aldeias, é tempo que já la vai. As poucas pessoas que se vão mantendo nas aldeias, a maioria idosas, vão preferindo o aconchego das casas e as mais jovens, ainda com vida ativa, vão dedicando o seu tempo ao trabalho no campo, um pouco disperso à volta e/ou nas redondezas da aldeia. Daí a ausência de vida humana na fotos, também por uma questão de horas, das horas em que entramos nelas, pois por vezes apanhámos os seu habitantes em plena hora de ponta de saída para o campo ou no regresso. Tudo isto para dizer que em Sarraquinhos entrámos e saímos sem encontrar quase alma viva. Exceção para dois cães que não nos ligaram patavina, nem sequer nos ladraram e um pessoa que conseguimos ver ao longe que tão depressa apareceu como desapareceu.

 

1600-sarraquinhos (21)-1

 

E vai sendo tudo, só nos resta deixar por aqui as habituais referências às nossas consultas e aos links para outros posts em que trouxemos aqui os lugares ou temas do Barroso.

 

Ah!, ainda antes de terminar, na temática de Serraquinhos ou Sarraquinhos, eu fico com o Sarraquinhos, pois foi assim que a pronunciei e que escrevi, antes de conhecer a outra versão. Mas se um dia escrever com e , também vale.

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Edição do Município de Montalegre.

TORGA, Miguel, (2001), Diário (Volumes XIII a XVI), Rio de Mouro. Círculo de Leitores.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

  

 

 

 

 

 

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Domingo, 9 de Julho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Pardieiros

1600-pardieiros (6)

montalegre (549)

 

Não sei se ainda se usa mas há uns bons anos atrás, quando queríamos brincar com os de uma aldeia qualquer ou minimizar uma aldeia ou lugar, dizíamos que ela nem sequer constava do mapa.  Pois hoje, sem querer minimizar ou brincar com a aldeia, vamos até uma que não consta no mapa.

 

1600-pardieiros (5)

 

Pois a verdade se diga, a nossa aldeia de hoje, Pardieiros,  que nem no meu mapa constava, o que é natural, pois foi feito a partir de outros mapas e cartas do concelho de Montalegre e se a aldeia não estava nas fontes onde fui beber, também não poderia aparecer na minha fonte, mas embora não apareça no mapa, na maioria, deveria constar, pois a aldeia existe e por sinal até é bem interessante.

 

1600-pardieiros (12)

 

Lamentar, lamenta-se mesmo que no desdobrável/mapa do concelho de Montalegre , intitulado “Montalegre – Uma ideia da Natureza”, que no   Ecomuseu do Barroso é posto à disposição dos turistas para descobrirem o concelho de Montalegre, Pardieiros também não conste lá.

 

1600-pardieiros 8 - art (13)

 

Assim como Pardieiros não consta nos mapas nem nos pontos de interesse recomendados para visitar no concelho de Montalegre, foi uma sorte termos dado com aldeia, pois sem qualquer informação sobre ela, é natural que não constasse nos nossos itinerários de visitas ao Barroso. Mas a sorte, em conversa com populares da aldeia vizinha de Viveiro, revelou-se-nos, quando nos falaram de Pardieiros. Fomos lá de seguida, e ainda bem que fomos. Aldeia pequena, pois literalmente são mesmo meia dúzia de casas, mas muito fotogénica e com gente simpática e agradável dentro, também pouca gente, mas boa.

 

1600-pardieiros (26)

 

Talvez este passar despercebido e não constar nos mapas tenha a ver com o significado do topónimo. Na realidade quando nos referimos a pardieiros, geralmente referimo-nos a casas arruinadas, pobres e toscas, sem qualquer interesse. Talvez tivesse sido assim no passado, não o sei, mas se hoje em dia fôssemos por essa definição de casas arruinadas, pobres e toscas, teríamos que atribuir este topónimo a muitas das nossas aldeias, pois também elas estão maioritariamente arruinadas, e abandonadas. Quanto ao pobres e toscas, para a realidade atual podem-no ser, mas a simplicidade, o pobre e tosco da grande maioria das construções antigas apenas refletiam a realidade social de então.  

 

1600-pardieiros (11)

 

Aliás em Pardieiros fomos testemunha disso mesmo, quando o nosso guia na aldeia, um jovem nos seus vinte e poucos anos, nos mostrava um pardieiro que teria no máximo dezasseis metros quadrados, um único compartimento, térreo, com um único vão – a porta de entrada/saída do pardieiro ´e nos dizia “ nesta casa foram criados oito filhos”.

 

1600-pardieiros (24)

 

E sim, pode ser duro de admitir e muitas vezes referimo-nos ao despovoamento rural com uma certa nostalgia e um mal que atacou as nossas aldeias quando na realidade, muitas vezes, foi apenas um fugir à, e, da pobreza, da falta de poder ter ou vir a ter uma vida digna, um fugir ao passado dos seus ancestrais que pouco mais foram que escravos da terra ou dos senhores mais abastados, uma partida para um futuro melhor para os seus filhos. É por essa razão que nunca condenei nem critico quem abandonou as suas aldeias, antes, deveríamos condenar quem nunca lhes deu as condições sustentáveis para eles ficarem na terra em que nasceram ou a dignidade para serem apontadas no mapa.  

 

1600-pardieiros (4)

 

Mas já que a aldeia de Pardieiros não aparece nos mapas, vamos nós localizá-la e metê-la no nosso mapa. Com a precisão das coordenadas fica a 41º 42’ 08.21”N e 7º 59’ 19.04” O. Pertence à freguesia de Ferral e localiza-se entre Santa Marinha (que aparece a p&b na foto anterior por cima de Pardieiros), Nogeiró e Viveiro. Quanto à altitude, é uma das terras mais baixas do Barroso a 587m de altitude. Mas fica o nosso mapa para melhor localizarem Pardieiros.

 

pardieiros.jpg

 

E pouco mais há a dizer sobre Pardieiros e nas nossas pesquisas nada encontrámos, mesmo na Toponímia de Barroso, para além do significado do termo pardieiros e à sua origem do latim, nada mais diz. Acrescentar talvez que está integrada naquela zona do Barroso que já tem ares de terras minhotas, com muito verde com um povoamento disperso, ao contrário daquilo que acontece no Alto Barroso, com os aglomerados das aldeias bem definidos e uma separação considerável entre aldeias. Povoamento que vai sendo feito  conforme aquilo que a terra manda.

 

1600-pardieiros (21)

 

Pois pela nossa parte, gostámos da descoberta de Pardieiros, da aldeia em si, pequena mas agradável e com muita mais vida que muitas das aldeias grandes, mesmo estando praticamente desabitada e foi com todo o gosto que a incluímos no mapa das aldeias barrosãs.

 

1600-pardieiros (9)

 

E só nos resta acrescentar os habituais links, apenas os links para outras aldeias e temas do Barroso que já passaram aqui pelo blog, pois quanto a bibliografia nada temos para citar porque nada encontrámos sobre a aldeia.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

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Domingo, 2 de Julho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Senhora de Vila Abril

1600-Untitled_Panorama1

montalegre (549)

 

Há duas semanas, no post da aldeia de Contim, já lá para o fim do post, dizia o seguinte:

 

"E para terminar . Nas nossas pesquisas encontrámos várias referências à Senhora de Vila Abril e ao seu Santuário, e atrás, neste post, até deixámos alguma informação e  a lenda sobre a mesma, mas a verdade é que, lá na freguesia, nem a vimos nem havia qualquer  indicação da sua existência, e se havia, passou-nos despercebida, mas, penso que já sei onde ela para, e se não estiver enganado, um dia destes também a deixarei por aqui."   

 

1600-sra-vila-abril (17)

 

Já lá fui e até há uma placa na estrada a indicar a Srª de Vila Abril, placa que sempre me passou despercebida, culpa minha, pois sempre que passei por ela,  ia com sentido noutros destinos. Desta vez, na última volta que dei pelo Barroso, fiz questão que a Senhora de Vila Abril fosse dos primeiros destinos, e lá estava, na paz da montanha, num belíssimo ambiente, convidativo para ficar por lá num simples estar ou até para meditar, com ar puro e silêncio, ou quase, pois as melodias da passarada fazem com que o silêncio não seja absoluto, mas são de boa companhia.

 

1600-sra-vila-abril-art (1)

 

Pois gostei do que vi e embora deixe por aqui algumas imagens, não chegam para transmitir a realidade, e se há vezes em que a fotografia favorece os locais, outras há em que não lhes faz justiça, pois in loco, há sempre pormenores no ambiente que despertam e sensibilizam os nossos sentidos, assim, nem há como ir lá, recomendo a visita.

 

1600-sra-vila-abril (25)

 

Na toponímia de Barroso, sobre Vila Abril encontrámos o seguinte:

 

1313: « Don… a Pêro Perez tabelion de Montalegre… a unha pobra de Vila D’Abril como parte pela oussia da eigreija da dicta pobra e onde ao moyño de Meem Perez des’i aa fonte de Pena Relheira des’i aa cabeça do Cerval como vay aa Pedra Cirgeira des’i aa portela do Espinheiro como parte pelo carril e vem ferir aa oussia da dicta eigreija» “5 morabitinos cada ano”.

- 1282: Já neste ano (antes e 3 anos do reinado de D.Dinis) este rei fez “foro para sempre a Pêro Peres tabelião de Montalegre e aos seus sucessores da minha pobra da Vila Abril.”

 

1600-sra-vila-abril (21)

 

Outras referências nos dizem que a Igreja da Senhor de Vila Abril é um templo antiquíssimo (uma das sete Senhoras).  Esta referência às sete senhoras aparece em alguns escritos mas ainda não encontrei nenhum que me diga quais são as outras seis senhoras. Nas pesquisas que fiz, as sete senhoras são mencionadas com frequência, mas todas elas são referentes ao distrito de Bragança. Assim, se alguém me puder ajudar no sentido de saber quais são as sete senhoras e a sua localização, ficaria eternamente agradecido, e um post sobre as sete senhoras também seria bem interessante.

 

1600-sra-vila-abril (5)

 

E por hoje vai sendo tudo, só falta mesmo indicarmos as nossas consultas e os habituais links.

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Edição do Município de Montalegre.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:56
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Domingo, 25 de Junho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Carvalhais

1600-carvalhais-art (2)

montalegre (549)

 

Vamos lá, então, mais uma vez até ao Barroso que fica aqui tão perto. Hoje vamos até Carvalhais, freguesia de Morgade, concelho de Montalegre.

 

1600-carvalhais (6)

 

Uma vez, de passagem por Morgade, falaram-me do alto de  S.Domingos, que de lá é que as vistas eram boas, que se via toda a barragem … como andávamos em maré de descoberta,  pouco tardou e já nós estávamos lá bem no alto de S.Domingos e de facto as vistas não eram más, mas não era só a barragem que se via de lá, pois nas nossas costas as vistas já eram de terras de Boticas e um pouco mais além, pois os nossos olhos já alcançavam terras de Bastos e talvez de Ribeira de Pena.

 

1600-carvalhais (43)

 

Lá do  alto de S.Domingos, para esses lados de Boticas, ainda no verde antes de chegar ao azul das serras longínquas, ou seja, mesmo ali aos nossos pés, avistava-se uma pequena aldeia. Eram 13H47, do dia 11, de outubro de 2014. Pensava eu então ser uma aldeia do concelho de Boticas. Só chegado a casa e verificando nos meus mapas de apoio é que me apercebi pertencer ao concelho de Montalegre, mas a minha intuição não estava longe da realidade, pois Carvalhais fica mesmo no limite do concelho de Montalegre a menos de 1 quilómetro.

 

1600-carvalhais (4)

 

Claro que passou a estar no nosso roteiro das descobertas do Barroso, para mais tarde passarmos por lá, fazermos a nossa recolha fotográfica e se possível conversar um pouco com os naturais ou residentes na aldeia, mas isso só aconteceu às  18H25 do dia 5 de outubro 2016, já no por do sol, a fugir para o anoitecer, tanto,  que ainda pusemos a hipótese de ficar para outro dia, pois a ausência de luz não é lá muito amiga da fotografia.

 

1600-carvalhais (41)

 

Este preciosismo de vos indicar o dia, hora e minuto em que fizemos os registos fotográficos não é por nada, nem se devem à minha memória ou apontamentos, é mais uma facilidade da modernidade, das novas tecnologias e da fotografia digital, pois ao contrário da saudosa fotografia analógica em que tínhamos de escrever no verso reproduzido em papel  os apontamentos e datas necessárias para memória futura, na fotografia digital todos os dados com interesse fotográfico, incluindo dia, hora e minuto ficam registados no ficheiro da imagem, e que jeito dão, oh se dão. Para os distraídos, convém é ver se a hora e dia que a máquina regista estão certos. Um aparte que nada tem a ver com Carvalhais, mas que deu para saber que descobri a aldeia, dois anos antes de a visitar. Mas o que interessa mesmo é que depois da descoberta, fui lá.

 

1600-carvalhais (2)

 

Mas acabámos por ficar, por recolher algumas fotos e ainda deu para dar dois dedos de conversa com gente lá da terra que, embora já estivéssemos em outubro e estivéssemos no Barroso,  mais parecia ser um fim de tarde de um verão quente, com a gente sentada à porta de casa, na hora de contar estórias de fazer horas para ir para a cama.

 

1600-carvalhais (42)

 

Pelo que já fui dizendo já foram localizando a nossa aldeia de hoje, Carvalhais, mas sejamos mais precisos e vamos às coordenadas do centro da aldeia:

41º 43’ 56.96” N

7º 44’ 32.80” O

Embora eu não seja dos que usa as coordenadas de GPS (no caso em formato DMS) para me orientar, pois prefiro as cartas e mapas tradicionais em papel, admito que recorrer a elas (coordenadas) nos tempos de hoje é muito útil, principalmente com a oferta que  existe na WEB para podermos localizar um local desde casa. Recorro a essa orientação muitas vezes, em casa, pois na estrada e no terreno, prefiro os mapas tradicionais que sempre me levaram onde eu queria…

 

mapa-posts.jpg

 

Continuando, para os que são como eu, pessoal dos mapas tradicionais, aqui fica o meu mapa do Barroso de Montalegre assinalando a aldeia de Carvalhais.  Além de localizar, pessoalmente utilizo-o para ir riscando (no caso colorindo) do mapa as aldeias que já visitei, as aldeias que já postei, as sedes de freguesia, etc. estando sempre em atualização constante. Sei que deveria ter uma legenda para melhor ser entendido por vós, mas este que vos deixo é mesmo e apenas para localizar a aldeia. O diferente colorido é para minha orientação.

 

1600-carvalhais (31)

 

Localizada a aldeia, passemos às nossas pesquisas e ao que se diz por aí, na WEB, nos livros e outros onde encontrámos referências à aldeia. Iniciemos pela toponímia de Barroso onde consta:

 

"Carvalhais

 

(Veja Toponímia de Carvalho) [i]

 

Dos nomes comuns carvalhal — carvalhar que derivam de carvalho, planta tão típica desta região que deu origem a vários topónimos bem diferentes como afirmei na análise do topónimo de Cerdeira e Cerdedo e outros que na nossa região não vigoram; Cerquinho, Cerqueira, Cerquido, Cercosa, Cercada, Carvalhosa e Carvalhido.

 

Na inquisição de Cervos (mas claramente referido ao nosso topónimo) aparece — 1258 « dixit quod in Carvaliaes habet Dominus Rex suam defensam» Inq 1254. Dando-se a ditongação só podia acontecer Carvalhais."

1600-carvalhais (35)

 

Ainda continuamos co a toponímia do Barroso com:

“Já agora, uma nota venatória: a presente citação refere-se à reserva ( como agora se diz — coutada da caça ou reserva de caça, que então se chamava defesa) de caça ao cervo e ao javali e abrangia toda a margem direita do rio Beça, pela vereia à anta de Barreiros daí à anta de Negrões e daí pelo caminho que vem de Negrões e vai ao rio Beças. « E todo aquele que aí caçar sem licença cervo ou porco pagará cinco alqueires».

Trinta anos depois,

— 1288 «outorgo a foro… a munha pobra de Carvalhais por aqueles termos».

E assim já estava constituído o topónimo.”

 

1600-carvalhais (38)

 

No livro Montalegre encontrámos o seguinte:

“Há várias povoações com núcleos de construções tradicionais, bem conservados, muitíssimo belos e dignos de ajuda para a melhor preservação do património construído.

Estão neste caso Fafião, Pincães, Salto (diversos lugares de freguesia) Currais, Vila da Ponte, Viade, Carvalhais, Cervos, Donões, Gralhas, Tourém, Pitões, Parada e  Sirvoselo. Em todas elas há núcleos construídos dignos de integrar os roteiros de visita ao património que o Ecomuseu defende.”

 

1600-carvalhais (22)

 

Antes de continuarmos com o que se diz no Livro Montalegre, queria fazer aqui  um pequeno aparte. Agora que já posso dizer que conheço todo o Barroso de Montalegre, pois já passei por todas as suas aldeias e outros lugares, não acreditem em tudo que está escrito sobre as aldeias barrosas. Quando a gente da terra escreve sobre a sua terra, tem sempre tendência em enaltecer algumas aldeias em detrimento de outras. Quero com isto dizer que na listagem de aldeias que aparecem no parágrafo anterior e sem por em causa o constarem lá, há algumas em que a fama ultrapassa em muito a realidade e que nos últimos vinte a trinta anos foram vítimas de verdadeiros atentados, outras há, que pela sua beleza e preservação da sua integridade, mesmo com muitas casas abandonada e/ou em ruínas, mereciam ser mais divulgadas e constarem dos tais roteiros de construções tradicionais, nem que seja e só, por nelas não terem sido cometidos atentados no património existente.

 

1600-carvalhais (37)

 

 

Continuemos com o que diz o Livro Montalegre:

“Pelo termo de Codessoso passava um caminho medieval importante que servia diversos lugares da enorme paróquia da Chã, ao tempo das Inquirições de D. Afonso III: Negrões, Vilarinho, Lamachã, Morgade, Carvalhais e Rebordelo, Fírvidas e Gralhós, além das herdades ribeirinhas do Regavam (sic).”

 

1600-carvalhais (21)

 

E continua:

“E já que falamos de Santos não ficava nada mal – era até um acto de justiça – que os de Carvalhais devolvessem à sua Capela o orago primeiro que foi São Tiago, conforme muito bem expressa a nossa variante barrosã da belíssima lenda dos Sete Varões Apostólicos.”

 

1600-carvalhais (25)

 

 

Num artigo publicado na Revista da Faculdade de Letras,  intitulado “ Os Municípios na estratégia defensiva Dionisina, de autoria de José Marques da Universidade di Porto,  encontrámos o seguinte:

 

“Funções das póvoas e concelhos

Sem esquecermos que o tema central da nossa comunicação pretende acebtuar a importância que os municípios fronteiriços tiveram na política defensiva do Reino, desejamos comprovar também o alcance da constituição de simples póvoas ao longo fa fronteiral desde os primeiros anos de reinado de D.Dinis. Para o efeito, reunimos um breve conjunto de pequenos núcleos populacionais constituídos em função das cartas de povoasmento outorgadas por este monarca, que vamos apresentar. Antes, poré, desejamos esclarecer que os termos utilizados no subtítulo deste ponto do nosso estudo não são sinónimos, nem convertíveis, se os apreciarmos numa perspectiva filosófica, sendo lícito afirmar que todos os concelhos são póvoas, mas nem todas as póvoas são concelhos, como melhor se verificará através dos exemplos que a seguir apresentamos. (…)  — 1288, Dezembro, 28 — Lisboa — dá carta de povoamento aos treze casais povoadores de Carvalhais, Montalegre. (A.N.T.T Chacelaria de D.Dinis, vol. I, fl. 246.)”

 

1600-carvalhais (24)

 

 

Deixemos as coisas dos livros e outros documentos escritos e passemos às nossas impressões pessoais, mesmo porque durante as nossas pesquisas não encontrámos mais nada sobre a aldeia de Carvalhais.

 

Pois segundo diz e aponta o topónimo, o carvalhal está na sua origem, e de facto ainda é o que por lá existem em maioria, mas nem tantos como para hoje em dia justificar a topónimo, e tal como se dizia na Toponímia de Montalegre “carvalho, planta tão típica desta região” e é bem verdade, e ainda bem, pois o carvalho é uma árvore autóctone, ou seja nativa, própria da região, que é nossa. Além disso, não arde com facilidade nos incêndios, mas dá uma boa brasa e uma boa lareira, aliás vai sendo a madeira preferida para queimar nas nossas lareiras nos nossos rigorosos invernos.

 

1600-carvalhais (1)

 

Mas como ia dizendo e tal como se pode verificar na vista geral da aldeia reproduzida na segunda fotografia de hoje, tomada desde S.Domingos, há, na pratica, um carvalhal na proximidade da aldeia, pois a maioria, à sua volta, são pastagens ou mato nos pontos mais altos, este também autóctone, constituído na sua maioria por carqueja, urze e giestas, e reafirmo, ainda bem, embora hoje estes arbustos já não tendo a utilidade que outrora tiveram, principalmente utilizados para iniciar a combustão das lareiras e braseiras ou aquecimento dos fornos, ainda se vão utilizando como plantas medicinais, e depois são nossos, e não me venham com a cantiga de que o pinheiro também é autóctone… pelo menos, e outra vez, muito bem, no Barrosos de Montalegre não abunda, já o mesmo não acontece no Barroso de Boticas, mas lá chegaremos.

 

1600-carvalhais (20)

 

E será que gostei da aldeia, será que recomendo uma visita, será que o pessoal de lá é simpático e hospitaleiro? — Pois apetecia-me dizer: - Ide lá ver!  Mas a aldeia não me merece isso, e digo que sim, que sim e que sim, ou seja, recomendo a visita, o pessoal com quem estivemos é simpático e hospitaleiro e gostei da aldeia,  e olhai que gostar de uma aldeia, num fim de tarde, já cansados de andarmos a calcorrear tantos caminhos, não é fácil, é porque a aldeia merece mesmo, mas isso já me palpitava desde que a vi pela primeira vez desde S.Domingos.

 

1600-carvalhais (14)

 

E como costumava dizer o já saudoso mas eterno Bento da Cruz, com esta me vou, mas antes, claro, como sempre, deixo aqui as referências às consultas e às anteriores abordagens às terras, lugares e temas do Barroso, estes com links para os respetivos posts. Para o próximo domingo, se tudo correr como previsto, cá estaremos de novo, com mais uma aldeia do Barroso de Montalegre. Até lá e desfrutem desta semana que se inicia.

 

1600-carvalhais (15)

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Edição do Município de Montalegre.

 

1600-carvalhais (18)

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 *******************************************************

 

[i] Fomos ver e lá apenas constava isto: Do latino CARBACULU > CARBAGULO > CARBAGLO > CARVALHO. Sem referências.

 

 

 

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Domingo, 18 de Junho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Cambezes do Rio

1600-cambeses do rio (69)

montalegre (549)

 

Como de costume aos domingos vamos até terras do Barroso, hoje toca a vez a Cambeses do Rio, às vezes também grafado com Z (Cambezes)  

 

1600-cambeses-art (8)

 

Agora que avezamos da “Toponimia de Barroso” , vamos ao que nela consta sobre Cambeses:

 

“CAMBESES – Desde 2013 – União das freguesias de Cambezes, Donões e Mourilhe.

De facto este topónimo é nome pátrio. Trata-se de gente que veio de Camba ( Os Cambeses) ou que deram esse nome aos outeiros curvos onde moram (Cambas). Dá-se o mesmo fenómeno com Peireses, Barreses, Caldeses, Cambados, etc.  no que respeita a nomes de gente migrante.”

 

1600-cambeses do rio (186)

 

E continua a “Toponimia de Barroso”:

O étimo é Cambe, pré-romano, e topográfico, significando elevações arredondadas, com reentrâncias e saliências curvas:

Cambe + enses > eses.  É, portanto, errónea a grafia com Z.

Têm a mesma origem: Camba, Cambia, Câmboa, Cambado, Cambados e Cambeiro.”

 

1600-cambeses do rio (182)

 

A troca do S pelo Z nos topónimos é muito comum, e a mim deixa-me sempre na dúvida qual será a forma correta de grafar o topónimo. Por mim costumo ir pela tradição ou pela forma mais antiga de grafar o topónimo, que no caso, pelo menos no que vi em escritos mais antigos, Cambezes é grafado com Z. Mas não deixa de ser curioso que na passagem que atrás transcrevemos da “Toponimia de Barroso” se inicie assim: “CAMBESES – Desde 2013 - União das freguesias de Cambezes …” Aliás, na página oficial do Município de Montalegre, Cambezes é grafado com Z. Certo que isto são picuinhices nossas, mas mexe connosco termos de suportar o peso da decisão para não errarmos, e depois, acabamos por ser contagiados e às tantas, acabamos também por grafar o topónimo de ambas as formas, mas para que conste, eu sou mais pelo Cambezes, com Z.

 

1600-cambeses do rio (127)

 

Ainda na “Toponimia de Barroso”, num aparte, vem a “Toponímia alegre” onde se lê:

Eu fui ao monte à carqueja,

Trouxe um molho pequenino;

Os rapazes de Cambeses

Estão marcados no focinho.

 

Vede bem o que fazeis

Se passardes em Cambeses;

As moças são camaradas,

As velhas são fraca rês.

 

1600-cambeses do rio (136)

 

Esta da “Toponímia Alegre” leva-me até  à “Etnografia Transmontana - I” de António Lourenço Fontes, ao capítulo das  “Alcunhas ou Nomeadas” e “Nomeadas das terras e das gentes” onde  começa por dizer:

“ O nosso povo sabe caracterizar muito bem os seus vizinhos. Um defeito comum, um erro conhecido, um hábito generalizado, um facto histórico ou lendário é capaz de ser motivo suficiente para apodar todos os do mesmo povo, com o mesmo nome. (…) O povo sabe muito bem a razões de tais nomeadas, pois foi ele, com veia de poeta, que baptizou assim os seus vizinhos. Muitas aldeias já esqueceram a sua alcunha e se aqui se registam, não é para espezinhar alguém, mas apenas para dar um subsídio para a história de Barroso, suas terras e gentes”

 

1600-cambeses do rio (63)

 

E continua:

“ Algumas aldeias têm mais que um nome, ou alcunha. Conforme o gosto de quem os nomeia e a tradição de cada um. Os de uma terra são capazes de chamar aos de Solveira escorna cruzes e outros já lhes chamam tarouqueiros. Os da Vila da Ponte gostam de se chamar fidalguinhos, mas os vizinhos já lhe chamam Chavelheiros. (…) Muitos mais nomes se poderiam recolher do povo, fiel depositário desta velhas tradições. Servem estas de amostra. Estas nomeadas, ou lengalenga como outros lhe chamam, usam-se quando se quer  espezinhar uma pessoa. Então aplica-se-lhe o nome que lhe compete. Raramente se leva a mal.”

 

1600-cambeses do rio (123)

 

Claro que nisto das nomeadas e alcunhas das terras e gentes, Cambezes também não fica de fora, nomeadas que vão desde os “Duques de Cambezes” aos “Mandicantes  de Cambezes” ou “Doninhas de Tourém/Gameleiros em Donões/Tarouqueiros de Sabuzedo,/Colhereiros de Mourilhe,/ Há bos studantes em Frades, /Saltasebes de Paredes,/Tocafóis de Cambezes. /Os da Vila são cães de fila./Lacaios de Padroso/ Em Viade há boas moças,/ É Cambezes o ramo delas,/ As de Frades são umas putas/ Quem há-de casar com elas.” . E para terminar também se diz “Cambezes, terra dos homens portugueses”.

 

1600-cambeses do rio (118)

 

Continuando  na “Etnografia Transmontana ” de António Lourenço Fontes, mas agora do Vol. II,  temos a transcrição de algumas actas da Junta de Cambezes, como a do dia 30-9-1923, onde se diz:

“Atendendo à grande extensão de terrenos baldios, para pastagens de gado caprino, sem prejuízo para os vegetais, a serem terrenos descampados e sem alboredo, atendendo a que os moradores desta freguesia tem grande necessidade de criar o referido gado, a fim de curtir os estrumes indispensáveis para a cultura das suas terras, sem os quais os seus frutos seriam nulos, atendendo mais a que alguns moradores já tem cortes nas terras, mais distantes para esse fim, propunha à Exma. Câmara do Concelho que cada lavrador ou morador pudesse ter pelo menos trinta cabeças do referido gado caprino, à imitação d’outras freguesias…”

 

1600-cambeses do rio (73)

 

A acta de Cambezes de 4-1-1932 é bem curiosa, para que o povo saiba onde se põem os pontos nos is, diz assim:

“ Foi dito que hera neçairo para bem da povoação, que cada homem dera dois dias, cada comissão, de 18 anos até 60 anos, o que faltar será punido com 20$00, de multa por dia. Cada junta de gado dar dois dias. Multa de 50$00, ao faltante. Guardar os usos velhos da freguesia: aquele que não quecer o forno, quando le pertence, terá a multa de 50$00. É preciso guardar respeito à autoridade, aquele que faltar terá a multa de 15$00 por cada vez.”

Curioso que, a julgar pelo valor das multas, “quecer” o forno do povo era mais importante do que respeitar as autoridades.

 

1600-cambeses do rio (62)

 

E o forno do povo era mesmo importante, aliás a “questão” do forno era referido noutras actas, como na Acta de Cambezes de 3 de Fevereiro de 1935, onde consta:

“ Segundo os antigos usos e costumes todo o vizinho da freguesia que se utilizar normalmente dos fornos do povo, terá de o aquecer na segunda feira da semana em que tal lhe pertencer, sob pena de multa de 30$00 por cada vez, que não cumprir.

  • único — Pode porém qualquer vizinho trocar livremente com outro, a sua vez, ou satisfazer ao encargo, colocando à porta do forno até às 4 horas da tarde de segunda feira, um carro de lenha que será utilizado pelo primeiro dos vizinhos que se apresentar a cozer a fornada.”

 

1600-cambeses do rio (52)

 

Ainda o forno e as antigas actas de Cambezes. A de 2-1-1968 dizia:

“(…) Todo o que tiver uma junta de vacas é obrigado a aquecer o forno, o mais tardar até quarta feira, ou será multado em 100$00.”

 

1600-cambeses do rio (56)

 

Ainda da “Etnografia Transmontana – II” , António Lourenço Fontes tem um capítulo próprio dedicado às artes e profissões, nas quais constam os Serrinhas ou Serranchins, os carpinteiros, os soqueiros, os torneiros , os peneireiros, os penteeiros, os carvoeiros, etc. Fiquemo-nos nos carvoeiros, pois também aqui há uma referência aos de Cambezes. Profissões e artes que eram atividades secundárias, pois a principal era a de lavrador onde os afazeres do campo estavam sempre primeiro. Profissões e artes que também contribuíam para o orçamento familiar e nesta arte do carvão, embora até pudesse ser rentável, não era de tarefa fácil, Ainda antes de irmos aos de Cambezes, recordo quando visitei Stº André, uma senhora já idosa quando soube que eu era de Chaves, me dizer — “Antigamente, quando era mais nova, fazíamos o carvão ali no Larourco, depois era carregado nos burros e íamos a Chaves vendê-lo “

 

1600-cambeses do rio (53)

 

Mas voltemos aos carvoeiros de Cambezes e ao que se diz na “Etnografia Transmontana – II”:

(…) cada saca, na coroa, leva uma carqueja ou fantos para não cair o carvão ou borralho. Carregam o burro com 2, 3 ou 4 sacas e os enxadões em cima e levam à vila cedo para vender. Custa cada saca de carvão, 40 ou 50$00, e do borralho é a 20, ou a 30$00. O carvão é para fogões e ferreiros; o borralho é para as braseiras. A terra de mais carvoeiros era Outeiro e Pitões, hoje é Cambezes. Os fogões a gás e a eletricidade têm acabado muito com o carvão e borralho. Também vendem carquejas para acender o lume e as braseiras. O melhor borralho é o que se faz da lenha do forno e vende-se mais caro.”

 

1600-cambeses do rio (45)

 

E temos vindo até aqui a transcrever passagens da “Etnografia Transmontana “ Volume I e II de António Lourenço Fontes. Penso que a maioria já sabe, e quem não souber fica a saber, que este António Lourenço Fontes, é o Padre Fontes, que por sinal nasceu em Cambezes do Rio em 22 de Fevereiro de 1940. Padre Fontes um ilustre Barrosão ou muito mais que isso, pois já pode ser considerado uma referência ou marca do Barroso.

 

1600-cambeses do rio (43)

 

Ao longo dos tempos, este blog já lhe dedicou algumas linhas. Num dos posts ia dizendo:

“(…) todos os colares têm uma pérola principal, a maior, mais vistosa, a que ocupa o centro do colar e, também para mim, essa pérola principal está, ou vive, em Vilar de Perdizes e dá pelo nome de Padre Lourenço Fontes. Tanto assim é que me atrevo a dizer, sem qualquer pudor, que o Barroso tem duas épocas, a APF e a DPF em que a primeira é Antes do Padre Fontes e a segunda, Depois do Padre Fontes. Padre, Etnólogo, antropólogo, historiador, guia turístico, é de tudo um pouco, mas sobretudo é um grande Animador Sociocultural que abanou o Barroso e o despertou para constar no mapa de Portugal com letras grandes. No fundo e na realidade, despindo-o de todos esses rótulos, o seu segredo está em ser um Homem simples, do povo, que o ama e tem orgulho nele, que ama o berço e o enaltece partilhando com todos, a sua história, os usos e costumes, saberes e sabores de um povo, mas também as crenças e mezinhas que curavam todos os males de uma terra que sempre foi agreste e difícil de viver, terra fria onde o frio além de congelar, doía.”

 

1600-p-fontes-mouri (48).jpg

1600-cambeses do rio (31)

 

E continuava:

“Curiosamente vamos associando o Padre Lourenço Fontes como um Barrosão de Vilar de Perdizes quando na realidade ele é natural de Cambezes do Rio. Melhor, penso eu, será dizer que ele é filho e natural do Barroso. Para a história, além de uma basta obra publicada ficará o Padre que afrontou a Igreja com os “Congressos de Medicina Popular” e o Padre das “Noites das Bruxas” que desde 2002 acontecem em Montalegre em todas as sextas-feiras 13 e o Ecomuseu de Barroso que o Município de Montalegre atribuiu o nome de Espaço Padre Fontes, como um espaço de memória do Barroso. Para quem o conhece, é um Homem simples, divertido, amigo e sempre pronto para enaltecer e dar a conhecer o Barroso.”

 

1600-cambeses do rio (40)

 

No livro “Montalegre” sobre Cambezes, encontrámos o seguinte:

“É uma das poucas povoações expostas ao cortante frio do setentrião, além de que, segundo a carta do Instituto Geográfico e Cadastral, de 1/50.000, é cortada a meio pela curva de nível dos 1000 metros de altitude, situação a que poucos lugares se alcandoram. O termo de freguesia é dividido a meio pelo Cávado.

Encabeça, portanto, as freguesias ditas “do Rio”. Pode dizer-se que esta freguesia barrosã mantém um altíssimo nível de rusticidade e tipicismo bem próprios para filmes medievais a que até o seu orago se adapta com enorme propriedade.

Com efeito, este mártir da Capadócia tem culto antiquíssimo na Península Ibérica. O ser advogado das mães que aleitam os filhos deve-se talvez ao facto de a mãe dele (Santa Rufina) o ter parido quando ela e o marido estavam na prisão, durante a perseguição do feroz e tresloucado imperador Aureliano, nos fins do terceiro quarteirão do século II.”

 

1600-cambeses do rio (34)

 

Cambezes do Rio, pelo “apelido” do topónimo já ficamos a saber que é uma das povoações da proximidade do Rio Cávado, localizada após Montalegre (para quem vai de Chaves) e um pouco antes da Barragem de Sezelhe. Como já atrás se referiu encontra-se na cota dos 1000 metros de altitude. Para sermos mais precisos na sua localização, ficam as coordenadas do largo do tanque, junto à Igreja:

41º 48’ 13.29” N

7º 50’ 19.06” O

Mas como sempre, fica o nosso mapa com a localização.

 

mapa-cambeses.jpg

 

Para os que gostam de caminhadas, Cambezes do Rio faz parte do trilho do Ourigo que parte de Montalegre passa por Torgueda, Castanheira da Chã, Cambezes para regressar a Montalegre.  Sem qualquer  dúvida que é um trilho que se recomenda a quem gosta de caminhar.

 

1600-cambeses do rio (29)

 

Havia mais umas coisas para dizer sobre Cambezes mas não sei onde param os apontamentos que tirei aquando em 9 de dezembro de 2016 fui à aldeia. Recordo estar um lindo dia de sol mas frio, aliás o frio está presente em algumas fotos com os idosos a aproveitar os rais de sol mas sem dispensar a capa de burel. As palavras que lamento não encontrar tinham referências a duas das pessoas que aparecem em imagem, recordo apenas que a senhora com capa de burel já era centenária.

 

1600-cambeses do rio (191)

 

Quanto à aldeia, vai-se desenvolvendo ao longo da rua principal. Notoriamente despovoada e com a sua população envelhecida, mas não deixa de ser interessante, merece uma visita e umas conversas com os seus habitantes, com paisagens verdejantes ao seu redor  e com agradáveis vistas para o vale do Cávado onde se avistam algumas das aldeias mais próximas.

 

1600-cambeses do rio (10)

 

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Edição do Município de Montalegre.

FONTES, António Lourenço,  (1974), Etnografia Transmontana – I Crenças e Tradições de Barroso. Edição de Autor.

FONTES, António Lourenço,  (1977), Etnografia Transmontana – I I O Comunitarismo de Barroso. Edição de Autor.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

C

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

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Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

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Segunda-feira, 12 de Junho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Contim

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Sei que o habitual é o “Barroso aqui tão perto” calhar aqui no blog aos domingos, mas nem sempre nos é possível, mas como não queremos deixar de cumprir as nossas promessas, não conseguimos ao domingo, mas segunda-feira também serve. Assim, na nossa peregrinação pelo Barroso, hoje toca a vez à aldeia de Contim ou Guntim se quisermos regressar um pouco no tempo, mas já lá vamos.

 

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Iniciemos então pela origem do topónimo que segundo a “Toponimia de Barroso” - “Vem do genitivo do nome pessoal Guntinus, de origem germânica. A terra foi, portanto, uma vila, casal, abegoaria ou herdade  de um tal Guntinus: Villa Guntini – Terra de Gontim, como há poucos séculos ainda se dizia. Agora, por reforço, substituímos a branda G pela forte C e dizemos Contim. Não aparece nas inquisições.”  E sem sequer ousarmos por em dúvida a origem do topónimo o “Guntim” é reforçado ou confirmado pelo menos numa referência do Arquivo Nacional da Torre do Tombo onde se menciona o “Dicionário geográfico de Portugal, Tomo 18, G 2, H, J" 1758/1758, 142 Guntim (Contim), Montalegre 1758/1758”.

 

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Depois da origem do topónimo, passemos à localização de Contim. Segundo a minha análise fica entre as terras da chã e as do rio, mais a cair para as terras rio, ou então é mais uma aldeia entre os rios Cávado e Rabagão, mas se quisermos ser ainda mais precisos, localiza-se entre as barragens dos Pisões e a de Paradela, sensivelmente a meio. Mas precisão mesmo são as das suas coordenadas geográficas, que aqui ficam, do centro da aldeia: 41º 46’ 59.47” N e 7º 53’ 33.77” O. Mas para não haver qualquer dúvida, fica também o nosso habitual mapa do concelho de Montalegre com a sinalização de Contim.

 

1600-mapa-contim.jpg

 

Quanto à altitude já sabemos que as terras do Barroso anda todas próximas dos 1000 metros de altitude. 100 ou 200 metros acima ou abaixo há sempre uma aldeia barrosã. Contim não é exceção e no local onde tomámos as coordenadas estva a 961m de altitude, mas se quisermos ser mais precisos, a construção mais alta da aldeia está na cota dos 998 metros e a mais baixa nos 945 metros.

 

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Quanto à paisagem predominante vamos tendo o verde vivo nas pastagens a contrastar com um verde mais discreto da floresta que em terras de Barroso faz questão de ser autóctone na sua grande maioria, com o carvalho a ser rei e senhor. Contudo há outras espécies e até o eucalipto já marca presença no Barroso… mas tenhamos fé em que o carvalho continuará por lá, com o seu verde discreto do verão e o seu misto de castanho avermelhado/esverdeado do inverno, dependendo da localização dos carvalhais e do estarem mais ou menos tomados pelos líquenes.

 

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Quanto às nossas pesquisas ficámos a saber que até 2013, Contim era sede de freguesia à qual pertenciam também as aldeias de S.Pedro de Vilaça, e sobre esta ex-freguesia, ,  encontrámos alguma informação num site do Governo (entre muita informação indisponível) (http://www.acessibilidade.gov.pt/), assinada pelo então presidente da Junta. Não sabemos a data da informação, mas lá diz o seguinte:

 

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“A nossa freguesia, composta pelas localidades de Contim, São Pedro e Vilaça, fica situada na margem sul do Rio Cavado, no concelho de Montalegre, e tem vários pontos de interesse que pode consultar nesta página. A primeira referência histórica à nossa freguesia, de que temos conhecimento, data do século XII e refere-se à localidade de Vilaça. No entanto, há historiadores que apontam para a possível existência de um castro, no Facho, onde hoje está situada a localidade de São Pedro. Assim, provavelmente, esta área já teria sido habitada na era antes de Cristo. “

 

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E continua:

“Hoje, devido à emigração, a nossa freguesia tem muito menos população do que no passado recente. Contudo, o nosso povo continua a viver da agricultura. Embora grande parte do trabalho seja, agora, feito com meios mecânicos, o nosso gado continua a pastar diariamente nos lameiros e os nossos terrenos continuam a ser estrumados da mesma forma que faziam os nossos antepassados. No nosso espaço há uma harmonia perfeita entre o tradicional e o moderno, entre o homem e a natureza. “

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E remata:


“Assim, esperamos que este sítio sirva para dar a conhecer a todos os interessados este maravilhoso canto do planalto barrosão e que sirva, também, como mais um elo de ligação à sua terra para todos os nossos conterrâneos espalhados pelo mundo. Esperamos a vossa visita. "

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E embora no referido site do Governo existissem sinalizados links para a história, fotografias e outros de interesse da freguesia, a realidade é que os links não funcionavam, mas tinha a mensagem do Presidente da Junta, que já era alguma coisa.

 

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Mas sobre a referida extinta freguesia apurámos o seguinte: “Todas as três povoações que formavam a freguesia já serviram de sede: em todas se rezou missa e se ergueu baptistério capaz. Metade de São Pedro, aldeia fundada sobre um castro onde ainda continua, pertenceu à Comenda de São Tiago de Mourilhe. Porém, o mais idílico recanto de todo o planalto talvez seja a capela de Nossa Senhora da Vila de Abril que foi ermitério medieval carregadinho de religiosidade e lendas. É uma das “Sete Senhoras” festejadas a 8 de Setembro de cada ano. Vejam bem a poesia desta lenda:

 

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Consta que um ermitão (os ermitães, como possíveis vestígios de algum antigo mosteiro que aí tivesse havido, habitaram no local, pelo menos até ao século XVIII), um belo dia de há séculos atrás, ao abrir a porta da capela aos peregrinos, deu pela falta da imagem da Senhora no seu altar. Convenceu então os assistentes a juntarem-se a ele em orações que se prolongaram por todo o dia. Ao cair do sol no horizonte, sobre o Alto de São Pedro do Rio, uma sombra triangular alongou-se pelo corpo do edifício… Era a Senhora que regressava muito cansadinha…

 

O ermitão franziu a sobrancelha e repreendeu-a:

 

“ – Maria, então como é..

 

que me deixas tão aflito,

preocupado e doente?

E a senhora regressou ao seu altar ante a estupefacção dos presentes. Era assim, sem cerimónias, que o último pároco da

freguesia contava a poética lenda.

E a Senhora respondeu:

 

- Ó homem de pouca fé,

que te zangas sem motivo,

… fui às portas do poente

pra salvar um marinheiro

que no mar estava perdido!”

 

E a senhora regressou ao seu altar ante a estupefacção dos presentes. Era assim, sem cerimónias, que o último pároco da freguesia contava a poética lenda.

 

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Em 2013, os de Lisboa, com a desculpa da Troica e da poupança,  lembrara-se de fazer uma suposta reforma administrativa do território, mas apenas se ficaram pelas freguesias, ou seja, por aquelas que menos despesas davam, por aqueles que menos força política têm e por aqueles que mais honestos são no fazer política e que mais próximos estão da população.

 

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Dessa reforma levada a eito, muitas vezes de uma forma cega e sem ter em conta a história das freguesias e a vontade dos fregueses, cometeram-se verdadeiros atentados contra as populações locais e muitas das suas tradições e viveres. Sorte dos de Lisboa já não haver braços novos e fortes nas freguesias para manejarem estadulhos… senão, pela certa, outro galo cantaria. Mas resumindo, pouparam-se uns míseros euros na união de algumas freguesias, sem qualquer significado económico, , e uniram-se aldeias, que tradicionalmente sempre estiveram separadas e que mesmo com boa vizinhança, tinham as suas particularidades que fazia da sua freguesia, a sua freguesia, com o seu orago, o seu boi do povo (no tempo em que os havia), a sua festa, etc.

 

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Quanto a Contim, é uma aldeia pequena, notoriamente  despovoada mas onde ainda há alguma vida e até a modernidade já chegou, com algum impacto e contraste, sem grande respeito pelo existente, pois a imagem da marca vale muito mais, ó se vale, e fora de tempo, aliás às nossas aldeias tudo chegou fora de tempo…

 

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E para terminar . Nas nossas pesquisas encontrámos várias referências à Senhora de Vila Abril e ao seu Santuário, e atrás, neste post, até deixámos alguma informação e  a lenda sobre a mesma, mas a verdade é que, lá na freguesia, nem a vimos nem havia qualquer  indicação da sua existência, e se havia, passou-nos despercebida, mas, penso que já sei onde ela para, e se não estiver enganado, um dia destes também a deixarei por aqui.   

 

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Ficam as habituais  referências para as nossas consultas e os links para os posts anteriores com aldeias ou temas do Barroso.

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Edição do Município de Montalegre.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

C

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 5 de Junho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Arcos

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Já o disse aqui várias vezes que as minhas ligações ao Barroso acontecem desde criança. De início as minhas idas a Montalegre eram feitas via Estrada Nacional 103 e só mais tarde, anos oitenta, a opção passou a ser via Soutelinho da Raia. Pensava eu que entre ambos os trajetos pouco ou nada existiria para além de montes, serras e planaltos.

 

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Na minha curiosidade de jovem nunca tive os mapas e cartas geográficas na agenda, então havia outras descobertas mais interessantes a fazer e depois tudo tem o seu tempo nos nossos interesses. O meu/nosso território, o nosso passado e a nossa história só em adulto é que começou a despertar interesse. Primeiro por aquilo que me estava mais próximo, depois, naturalmente comecei a alargar os territórios de descoberta.

 

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Primeiro com cartas militares e outras cartas mais ou menos rigorosas, mais ou menos interessantes. Com o boom da informação disponível na internet tudo se tornou mais fácil e a nossa curiosidade foi-se aguçando e refinando, passando a andar por terras nunca antes vistas, visíveis quase ao pormenor com a disponibilização de fotografia aérea de todo o planeta. Se inicialmente andámos perdidos noutros continentes e noutras paragens, depressa passámos à descoberta do desconhecido mais próximo. Nesse desconhecido estava o tal território Barrosão e em especial aquele que mais curiosidade nos despertava.

 

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Como disse no início, pensava eu que entre os meus dois trajetos conhecidos para Montalegre pouco ou nada existiria, mas graças à fotografia aérea fui-me dando conta de como estava enganado e se de facto os montes, serras e planalto estavam lá, também havia alguns aglomerados de casas, aldeias,  caminhos e estradas que as interligavam.

 

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Mas mesmo com todo o pormenor da fotografia aérea, a realidade apresenta-se bem diferente. Certo que as imagens digitais nos podem indicar alguns pontos de interesse e a localização dos aglomerados, mas para os conhecer verdadeiramente há que ir lá, sentir as sensações in loco, fazer parte das três dimensões, sentir a sombra das fachadas das casas, o vento a bater-nos nas faces, o frio ou calor a invadi-nos os corpos, desfrutar das melodias dos sons da natureza ou dos chocalhos dos animais domésticos, falar com os residentes, descobrir as suas tradições, apreciar a arquitetura tradicional, eu sei lá, um montão de coisas onde tudo é possível, sobretudo sermos constantemente surpreendidos.

 

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Felizmente temos sido surpreendidos muitas vezes com agradáveis descobertas e nesse tal território que eu pensava ser apenas de montes, serras e planaltos, aconteceram algumas das descobertas mais surpreendentes e a nossa aldeia de hoje, Arcos, foi uma delas. Passemos então a arcos, iniciando pela sua localização e pela forma de chegarmos até lá, como sempre a partir de Chaves.

 

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Iniciemos pelas coordenadas que são 41º 35’ 38.02” N e 7º 40’ 22.86” O,  a uma altitude de 900 m a aldeia, mas mesmo ao lado a Srª do Campo a 970m de altura. Para chegarmos até Arcos a partir de Chaves podemos utilizar a Nacional 103 ou a Municipal via Soutelinho da Raia. Se a opção for a Nacional 103, poucos quilómetros a seguir à entrada no concelho de Montalegre e antes do Barracão, quando aparecer a indicação à direita de Vilarinho de Arcos, devemos tomar essa estrada e logo a seguir a Vilarinho temos a aldeia de Arcos.

 

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Se a opção for via Soutelinho, logo após a primeira aldeia de Montalegre, Meixide, devemos optar pela estrada da esquerda em direção a Sarraquinhos e nesta aldeia fazer o desvio para o Antigo de Sarraquinhos e a seguir a esta é Arcos. Mas como sempre aqui fica o nosso mapa com a localização.

 

mapa-arcos.jpg

 

E a partir de hoje vamos deixar aqui, sempre, alguma coisa sobre o topónimo da aldeia convidada, tudo graças a uma edição do Ecomuseu – Associação de Barroso,  intitulada “Toponímia de Barroso”,  de autoria de José Dias Baptista, com um agradecimento especial a Sofia Dias, sem a qual não teríamos chegado ao conhecimento desta importante obra.

 

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Pois na “Toponímia de Barroso”,  sobre Arcos, encontrámos o seguinte:

“ Do nome comum latino arcu < arco a que se prendem vários significados e que tem dilatado campo semântico. Todavia, o sentido mais corrente alia-se a objectos arqueados, arredondados, normalmente arcos de pontes, de portas de homenagens, de túmulos. Ora, em Barroso temos arcos de tudo isso: temos o arco do túmulo (arco bem mais recente que este topónimo, na Igreja de Covas do Barroso); de homenagem como é passadiço de Vilarinho Seco (neste caso ao santinho predilecto de quem o erigiu) e eram os arcos que os romanos levantavam mas mais vistos nas praças das cidades aos seus deuses de pés de barro como foram os seus imperadores;  de portas, como foi o arco de volta inteira; e arcos de pontes das mais diversas formas. “

 

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E continua:

 “Em Arcos não há arcos nenhuns. Mas há um topónimo, não longe da povoação que terá deixado atónitos os primeiros invasores do sítio. Foram os Miomentos, palavra que nos chega pelo latino Monimentu (monumento) e que só pode ser referido a uma quantidade de túmulos. Os romanos gostavam de ser lembrados depois de mortos e, por isso, levantavam os seus túmulos junto das principais vias para que os viandantes  os recordassem. Acredito piamente nesta hipótese visto que ali passava a Via Romana. Com o determinativo de Arcos houve mais duas povoações, Vilarinho de Arcos (que ainda existe) e Antigo de Arcos que foi Antigo de Espinho (…) e agora é Antigo de Sarraquinhos por ter mudado da freguesia de Cervos para a de Sarraquinhos.”

 

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E a “Toponímia de Barroso”,  conclui:

“- Em 1258 « de villa de Arcos est medietas Domini Regi» INQ 1524. Aparece três vezes nessa forma, como topónimo perfeitamente estabelecido.

Da citação se conclui que metade de Arcos era do rei no princípio da nossa monarquia”

  

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Pois quanto às nossas impressões pessoais sobre esta aldeia, como já atrás o dissemos, foi uma das que nos surpreendeu pela positiva. Primeiro pela sua localização arrumadinha por baixo de uma pequena montanha na croa da qual existe uma capela, como se fosse a cereja em cima do bolo.

 

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Surpreendeu-nos também o conjunto da aldeia e as suas construções típicas transmontanas e barrosas,  com o largo da fonte de mergulho/tanque/forno e restante casario a provocarem-nos com tanta beleza, principalmente a fonte e o forno típico do Alto-Barroso com a sua cobertura em grandes lajes de granito e os seus arcos estruturantes interiores com prolongamento saliente nos alçados laterais.

 

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Por último as vistas que desde a aldeia se alcançam e que quase alcançam todo o Barroso, pelo menos vão além da Barragem dos Pisões, chegam até ao Larouco e atingem os concelhos de Chaves e de Boticas. Olhares que se alcançam desde a aldeia, sim, mas é necessário subir até à Capela da Srª do Campo.

 

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E por hoje é tudo. Em palavras e informações sobre a aldeia fomos um pouco parcos mas em compensação fomos generosos na quantidade de imagens, mas o mais impressionante desta aldeia  é a de que poderíamos ainda duplicar as imagens e continuariam a ser interessantes. Há aldeias assim, aldeias maravilha aqui tão perto e poucos dão por elas.

 

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Ficam as habituais  referências para as nossas consultas e os links para os posts anteriores com aldeias ou temas do Barroso.

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

C

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:10
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Domingo, 4 de Junho de 2017

Barroso e Larouco

1600-arcos (178)

Hoje ainda vamos ter por aqui a habitual rubrica dos domingos de “O Barroso aqui tão perto” com mais uma aldeia do Barroso de Montalegre.  As imagens já foram selecionadas, mas ainda falta o texto, assim, só lá para o final da noite é que aqui estará, mas não só, pois hoje também temos uma missão a cumprir em terras barrosãs. Para já fica mais uma imagem do Barroso tendo de fundo a Serra do Larouco, imagem captada desde a aldeia que hoje teremos aqui.

 

Até logo.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:37
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Domingo, 28 de Maio de 2017

O Barroso aqui tão perto ... Ormeche

1600-ormeche-nslivr

montalegre (549)

 

Finais de julho de 2016, quatro da tarde, muito calor, já depois de um intenso dia, desde manhãzinha, à recolha de imagens dentro do Barroso chegámos a Ormeche, sem gente na rua, o que não era de admirar pois o intenso calor convidava mesmo à frescura do interior das casas.

 

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Primeira imagem de recolha na aldeia, mais que a aldeia, foi mais uma para a nossa coleção de alminhas, esta por sinal muito curiosa e singular, um dois em um – alminhas e cruzeiro, confesso que nunca tinha visto e se calha é mesmo caso único, não o sei, pois a nossa imaginação, a portuguesa, é mesmo muito rica, e aqui fica engrandecida, não fossem os cruzeiros e alminhas traços da cultura portuguesa. Nem que fosse só por esta imagem e já tinha valido a pena ter ido a Ormeche, pena o popó estar estacionado junto a esta preciosidade e ter complicado a composição como se não bastassem os habituais postes e cabos aéreos que tem de estar sempre lá a estragar belíssimas imagens da nossa ruralidade. Coisas dos nossos tempos, mas mesmo assim, poderia haver mais um bocadinho de respeito pelo nosso passado.

 

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Bastava a imagem do cruzeiro com alminhas mas quisemos mais e assim adentramos a aldeia. Dizíamos no início que à chegada não vimos gente na rua, mas afinal estávamos enganados, havia mesmo gente na rua, curiosamente num cenário que penso também poder considerar-se um traço da cultura portuguesa, gente sentada à sombra à porta de casa, nos bancos de pedra que geralmente se deixavam encostados às fachadas das casas, precisamente para isso… para aproveitar as sombras de verão ou o sol de inverno, bancos de encontros, de conversas e de convívio.

 

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Mas não era tudo, pois os homens mais novos, também à sombra, da capela,  mas à volta de uma mesa, jogavam às cartas, com o habitual “público” e os habituais líquidos de hidratação, o calor a isso convidava. Mais uma vez penso que este cenário de homens, cartas, calor/sombras e vinho, são mais um traço da nossa cultura portuguesa. Ou seja, se alguma dúvida houvesse, bastavam estes três cenários para saber sem qualquer dúvida que estava numa aldeia portuguesa, mas a este respeito, ainda não era tudo.

 

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As capelas na croa dos montes, aí está outro dos nossos traços culturais, e este era avistado desde o largo em que nos encontrávamos. Achámos muito curiosa a localização e estava traçado o nosso destino a seguir a Ormeche, ainda para mais que calhava próxima de um dos nossos destinos Pai(o) Afonso. Tratava-se da capela de Nossa Senhora da Livração, que já deixámos aqui no respetivo post de Pai(o) Afonso, mas que penso que a festa/celebrações à Nossa Senhora da Livração são mesmo da aldeia de Ormeche.

 

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Continuemos nos traços da nossa cultura e este se não o é, merecia sê-lo, embora hoje um pouco em desuso por ser também uma vítima do despovoamento rural e da globalização. Refiro-me aos antigos comércios locais ou antigas tabernas, que também elas se foram adaptando aos novos tempos, isto quando existiam, e que além serem um lugar para se beber, jogar cartas foram também um local onde se podia comprar de tudo que fizesse falta em casa, mesmo tudo, sem qualquer exagero. Eram os centros comerciais rurais mas também centros de convívio das aldeias e dos bairros de Portugal. Em Ormeche ainda existe um comércio muito próximo daquilo que aqui se descreveu, um comércio local onde se vende de tudo que faz falta em casa, mesmo de tudo.

 

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E a nossa visita que estava para ser breve em Ormeche acabou por se prolongar um pouco mais, a convidava a ficar um pouco, descansar um pouco e um pouco de conversa com a gente local também é agradável e aprendemos sempre qualquer coisa e às vezes, até nos surpreendemos.

 

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Em Ormeche a surpresa estava sentada à sombra, um antigo militar, reformado, que passou a vida a fazer fotografia aérea nas ex-colónias, dias e dias a fotografar, revelar e montar fotografias aéreas, tanto que se tornou um especialista na matéria que deu para desenrascar situações mais complicadas, mérito que foi reconhecido pelo estado português dando-lhe gratuitidade na obtenção de estudos, que ele e a família aproveitaram.

 

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Ainda antes das nossas pesquisas sobre a aldeia, passemos agora à sua localização.  Iniciando pela coordenadas: 41º 42’ 08.31” N e 7º 54´39.91” O. Altitude 850m. É mais uma da aldeias de proximidade da Estrada Nacional 103 e da proximidade da Barragem da Venda Nova (900m) mas também próxima da Barragem dos Pisões (6 km – distâncias em linha reta). Mas fica o nosso habitual mapa.

 

mapa-ormeche.jpg

 

Agora sim, passemos às nossas pesquisas. Bibliograficamente falando, nada encontrámos para além de menções à sua localização, freguesia e concelho, mas na internet encontrámos dois sítios que queremos mencionar e que se referem diretamente à aldeia, para além de uma referência na página oficial do município a uma natural de Ormeche – Ana Albuquerque.

 

1600-ormeche (5)

 

Pois aqui fica a referência/notícia, conforme a encontrámos na página oficial do Município na internet:

“Atleta de Ormeche na Seleção Nacional (Sub-16)

Ana Albuquerque, atleta de Ormeche, concelho de Montalegre, que representa atualmente o Arsenal de Londres, está convocada para o estágio de preparação da Seleção Nacional de sub-16 de futebol feminino. Os trabalhos de preparação, agendados para a Cidade do Futebol, iniciam segunda-feira. O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, fala em «regozijo e agrado geral» pelo feito desta jogadora com raízes no município.”

 

 A notícia é mais ou menos recente, mais propriamente de 25/01/2017. Fica o link para a notícia onde está também a foto da alteleta: https://www.cm-montalegre.pt/showNT.php?Id=3484

 

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Nas nossas pesquisas na NET ficámos também a saber que o padroeiro de Ormeche é o S.Mateus, segundo o que consta num blog dedicado à aldeia (referência no final do post). Blog que parece estar ligado a uma Associação da aldeia  a A.C.R.A.O. - Associação Cultural e Recreativa dos Amigos de Ormeche que existe desde 2006. Associação que se assume em defesas das tradições da aldeia e que segundo consta nos post do blog assim é. Matança do porco, cantar dos reis, recreação de segadas à moda antiga, entre outras atividades. Pela certa uma Associação que é uma mais valia para a aldeia, ou era, pois a última publicação no referido blog foi dia 12 de janeiro de 2011 e a partir de aí não encontrámos mais notícias sobre a atividade da ACRAO. Se já não existe, temos pena, por outro lado e por experiência própria,  compreendo que não é fácil manter com vida este tipo de associações, principalmente quando não têm qualquer apoio de quem as deve apoiar. Não sei se é ou foi o caso, mas espero que esteja tudo bem e seja só suposições nossas.

 

1600-ormeche (11)

 

Por outro lado encontrámos outro sítio na Internet dedicado a Ormeche, mais propriamente no facebook, e este sim, está ativo com publicações regulares (referência no final do post, já a seguir).

 

1600-ormeche (6)

  

E é tudo por hoje e sobre Ormeche foi a reportagem possível. Lamentamos sempre não ter mais informações sobre as aldeias, mas fazemos o que podemos.

 

Ficam as habituais referências às nossas consultas e também os habituais links para os posts de outras aldeias e temas do Barroso.

 

Sítios da WEB consultados:

- Um blog de Ormeche: http://ormeche.blogspot.pt/

- Um sitio no facebook: https://www.facebook.com/aldeia.deormeche

- Página oficial do Município de Montalegre: https://www.cm-montalegre.pt/showNT.php?Id=3484

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

C

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:43
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Domingo, 7 de Maio de 2017

O Barroso aqui tão perto... Gralhós

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montalegre (549)

 

GRALHÓS 

 

Hoje em dia, apetece-nos ir até Montalegre, pegamos no popó e ala, viramos em direção ao S.Caetano, subimos a Soutelinho e depois é seguir a estrada pelo planalto do Alto Barroso que logo a seguir estamos em Montalegre. E se dúvidas houvessem, bastava chegar ao Planalto ou a Soutelinho da Raia, que é a mesma coisa, e seguirmos em direção à Serra da Larouco que a certo ponto as torres do Castelo de Montalegre indicam-nos onde é a vila.

 

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Mas nem sempre foi assim e no meu tempo de criança, ter popó ainda era um luxo e as idas a Montalegre faziam-se nas camionetas de Braga ou carreiras do “tio” Magalhães, que também é a mesma coisa, com escala no Barracão para mudar para a segunda camioneta que nos levaria até Montalegre pois a outra seguia para Braga.

 

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Essa segunda camioneta, logo a seguir ao Barracão abandonava a EN 103 para entrar na estrada Municipal 308 e logo, logo a seguir fazer a primeira paragem em Gralhós, a nossa aldeia de hoje.

 

1600-gralhos (81)

 

Lembro-me dessas paragens e pouco mais, pois a memória neste tempo que passou deu prioridade a outros registos mas também porque a partir de certa altura, aí por meados ou finais dos anos setenta, a escala das carreiras de Braga passou a fazer-se em S.Vicente da Chã e Gralhós foi ficando ao lado, ou bem ao lado, pois a partir dos finais dos anos setenta as nossas idas à Vila de Montalegre passaram-se a fazer via Soutelinho da Raia.

 

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Sinceramente penso que desde criança que já não passava por Gralhós e se passei, penso que o fiz ao lado, pois parece-me que entretanto foi construída uma variante que teria retirado a passagem da estrada pelo centro da aldeia, pois o que retenho na memória não é nada daquilo que se vê da atual estrada, aliás um vista que pouca justiça faz a beleza que esta aldeia tem na sua intimidade.

 

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Sim, de facto fiquei surpreendido com a aldeia pois vista a atual estrada ela engana. Já na sua intimidade somos surpreendidos pelo conjunto do casario aquele que é típico no Alto Barroso e que ainda chega a Gralhós, já terras da chã barrosã e já na transição para o Baixo Barroso.

 

1600-gralhos (52)

 

Alto e Baixo Barroso que para quem não é do Barroso pode gerar alguma confusão. Para quem conhece o Barroso, a fronteira entre os dois Barrosos é fácil de detetar, pois em termos paisagísticos são bem diferentes, isto para não estarmos a complicar mais, como eu costumo fazer, pois para mim há mais que dois Barrosos, tal como as suas fronteiras que comummente ficam limitadas aos concelhos de Boticas e Montalegre, para mim vão mais além, mas hoje não quero ser eu a divagar sobre o assunto e vou passar ao que existem em documentos escritos, tal como acontece na Etnografia Transmontana – I Crenças e Tradições de Barroso, de António Lourenço Fontes.

 

1600-gralhos (46)

 

Pois na atrás mencionada Etnografia sobre o Barroso diz-se o seguinte:

“ BARROSO – Território de montanhas que compreende todo o concelho de Montalegre, quase todo o de Boticas, diminuta parte do de Chaves (Soutelinho), parte de Cabeceiras de Basto (Magusteiro, Formigueiro, Toninha, Moscoso da freguesia de Rio de Ouro) e de Vieira (Lamalonga, Campos e Ruivães). « Etnografia Portuguesa V 3.º Leite de Vasconcelos. Divide-se esta região em duas partes: “

 

1600-gralhos (48)

 

E continua:

“ O Baixo e Alto Barroso. As terras mais altas e frias são o alto Barroso e as mais baixas e férteis são o baixo Barroso. Há quem não queira chamar-se Barrosão. Mas também se diz: são Barrosões os habitantes, da margem direita do Tâmega, desta zona.

Apesar de serem Barrosões dizem os do Baixo Barroso, quando se referem aos do Alto Barroso: lá p’ra Barroso.”

 

1600-gralhos (87)

 

Só há dias li esta descrição sobre o Barroso e foi para mim novidade o Barroso entrar em terras de Cabeceiras de Basto e de Vieira, já a dos Barrosões da margem direita do Tâmega não me surpreendeu, pois os flavienses mais antigos das montanhas da margem esquerda do Rio Tâmega dizem isso mesmo ou parecido, tal como já ouvi algumas vezes: “Para lá do Tâmega é tudo Barrosão”

 

1600-gralhos (43)

 

Curiosa esta descrição do Barroso além Tâmega (margem direita), pois a ser aí o limite do Barroso, a cidade de Chaves também é Barrosã. Quem conhecer bem a nossa região sabe que esta divisão do Rio Tâmega, que eu alargaria a toda a Veiga de Chaves, faz sentido, pois se desde a Veiga de Chaves subirmos as montanha em direção a Poente temos a Terra Fria, se as subirmos na direção contrária, para Nascente, subimos para a Terra Quente. Pessoalmente, embora a minha nascença até tivesse sido na margem esquerda do Tâmega, aceito os limites do Rio, e sem qualquer influência da minha costela materna barrosã.

 

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Passemos a Gralhós, mas antes ainda mais um dos meus devaneios e mais um regresso ao passado. Quase todos os topónimos das localidades de Montalegre me são familiares desde criança ou desde adolescente, ora por ouvir falar deles aos meus pais ou por mais tarde tomar contacto com eles em leituras, principalmente do Bento da Cruz. Acontece porem que embora conhecendo os topónimos e mesmo as localidades, por ter passado por elas, houve sempre quatro localidades que eu confundia, duas a duas, e só passando por elas é que eu verdadeiramente as localizava. Eram elas Meixide e Meixedo e Gralhas e Gralhós. Hoje já me são familiares e inconfundíveis, isto por tanto passar por elas, exceção para Gralhós, mas que, mesmo que fosse por exclusão de partes, hoje chegaria até à sua localização.

 

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Passemos então à sua localização, da qual já fomos deixando aqui alguns apontamentos, pois é mais uma aldeia das proximidades da Estrada Nacional 103, a apenas 600 metros, isto até às primeiras casas, pois até ao núcleo são cerca de 1000m. Quanto às suas coordenadas são as seguintes: 41º  47´ 14.35”N e  7º  44’ 16.39”. Já quanto a altitude, estando no planalto de terras da Chã, varia entre os 900 e os 1000m, sempre acima do primeiro e abaixo do  segundo valor. A 6Km de Montalegre (linha reta) e a 2.6 Km da Barragem dos Pisões (linha reta). Mas como sempre, para melhor localização, fica o nosso mapa.

 

mapa-gralhos.jpg

 

Quanto a outras referências para a aldeia há a assinalar a antiga via romana e também teria sido por Gralhós que passava uma importante via medieval. Em terras da Chã e redondezas existem ainda alguns marcos miliários e pontes romanas, o que é natural, pois por aqui passava  uma das mais importantes vias romanas as Vias Augustas, neste caso a Via XVII que ligava as então cidades de Bracara (Braga) – Aquae Flaviae (Chaves) e Asturica (Astorga), esta já em Espanha.

 

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Como nas nossas habituais pesquisas pouco ou nada encontrámos, restam-nos aquilo que por lá nós vimos e apreciámos. Logo na entrada da aldeia aquilo a que se pode chamar um conjunto de traços da nossa cultura portuguesas, mas também da cultura comunitária barrosã e transmontana. Umas alminhas, tendo a um lado de uma fonte/bebedouro e no outro um tanque comunitário. Também como traço da nossa cultura, pelo menos de outros tempos, as cores utilizadas nas portas de madeira com a cor vermelha sangue de boi que como rival só tinha o verde garrafa e às vezes o castanho escuro.

 

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Já na intimidade da aldeia, um cruzeiro, alguns tanques/bebedoros, fontes públicas com ou sem tanques  e umas ruinas da antiga capela onde mantem quase intacto o vão de entrada da porta principal em arco.

 

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No núcleo da aldeia, ou seja na aldeia antiga mantem-se a integridade do seu casario, embora quase todo abandonado e muitos em ruinas ou em mau estado de conservação. Exceção para algumas recuperações que foram mantendo a traça original. As novas construções aparecem na periferia da aldeia junto aos acessos à aldeia antiga. Pelo que se disse já se percebe que a aldeia esta fortemente despovoada, apenas alguns resistentes com alguma habitações de ocupação temporária. Aliás na nossa passagem pela aldeia antiga vimos apenas uma pessoa.

 

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Em redor da aldeia, terras da Chã, ou seja do planalto, o verde vai-se impondo, sobretudo em pastagens e alguma, pouca, floresta autóctone. Culturas, só as próprias das terras altas,  embora, como um pouco por todo o Barroso, água não falta.

 

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Como conclusão, foi uma das aldeias que, como já atrás dissemos, nos surpreendeu pelo conjunto da aldeia antiga. Gostámos do casario típico barroso (Alto Barroso) e embora lamentando o despovoamento e o abandono das casas, é uma aldeia interessante à qual recomendamos uma visita para quem gosta da ruralidade genuína barrosã.

 

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E para terminar as habituais referências e links para anteriores abordagens a localidades e temas do Barroso.

 

Bibliografia

Fontes, António Lourenço – “Etnografia Transmontana – I Crenças e Tradições de Barroso”, Montalegre, 1977 – Edição de Autor.

 

Sítios na WEB

http://www.cm-montalegre.pt/

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

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Domingo, 26 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Sezelhe

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montalegre (549)

 

Hoje em “O Barroso aqui tão perto” tocou a sorte a Sezelhe ou Seselhe, não sabemos bem, pois o topónimo da aldeia aparece grafada de ambas as formas e embora o mais comum seja Sezelhe com z, no sítio da freguesia e no livro Montalegre aparece o seguinte: “Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever”.

 

1600-sezelhe (18)

 

Mas antes de irmos mais a fundo a esta coisa do Z ou S de Sez(s)elhe, façamos uma breve abordagem pessoal à aldeia ou redondezas, pois uma coisa é passar na estrada com a aldeia ao lado ou estar na albufeira com a aldeia lá em cima e outra coisa é entrar na sua intimidade.

 

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Pois passar na estrada ou usufruir do parque de lazer da albufeira, já há muitos anos que o fazemos, penso que a primeira vez que fui por aqueles lados foi em meados dos anos setenta, à procura de uma nascente que prometiam curar os “cravos” que uma das minhas primas montalegrenses  tinha nos dedos. Fiquei sem saber se a nascente era assim tão milagrosa, mas a verdade é que deu para nunca esquecer o local.

 

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Pois sejamos sinceros, passei à beirinha de Sezelhe muitas vezes mas os nossos destinos nunca permitiram que entrasse na aldeia, isto aconteceu até dezembro passado em que um dos destinos era mesmo entrar em Sezelhe, conhecer a aldeia, trocar uma palavras com os residentes (cada vez mais difícil porque cada vez são mais difíceis de encontrar) e fazer a recolha fotográfica para este post.

 

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E com Sezelhe aconteceu o que vai acontecendo com outras aldeias que lhe vamos passando ao lado sem entrar nelas. Uma coisa é deitar-lhes um olhar ligeiro desde a estrada ou vê-las ao longe, e outra coisa é a sua intimidade, e se às vezes a aldeia ao longe promete para quando entramos nela encontrarmos outra realidade, outras vezes ao longe quase nem damos por ela e quando lá chegamos a aldeia surpreende-nos a cada passo que adentramos nela. Pois Sezelhe surpreendeu-nos pela positiva na sua integridade física de aldeia barrosã.

 

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Pessoalmente destaco o cruzeiro integrado num bebedouro no centro da aldeia, a igreja, as alminhas/rochedo na entrada da aldeia, o conjunto do casario típico transmontano/barrosão e os canastros, isto na aldeia. Desde a aldeia, sem dúvida alguma que destaco as vistas sobre o conjunto da veiga do Cávado a terminar na vila de Montalegre com o Larouco de fundo, embora ao lado. Nota positiva para a aldeia, mas com um lamento, o lamento do costume de as aldeias estarem sem vida humana que lhes alegre as ruas, as esquinas, as casas, os largos e tudo que têm de bom.  

 

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E agora regressemos à questão do S ou Z de Sez(s)elhe. Pois quanto a esta de Sezelhe com z ou Seselhe com s, desde já para não estar sempre a escrever o topónimo da aldeia de ambas as formas, passaremos a grafar o topónimo com z, pois é o mais comum.

 

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Mas antes vamos ao que se diz a respeito de Sezelhe, aldeia e ex-freguesia autónoma, agora pertencente à União de Freguesias de Sezelhe e Covelães, no sítio oficial Município de Montalegre na WEB (os sublinhados são meus):   

 

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“ União das Freguesias de Seselhe e Covelães

 

Ambos os lugares desta freguesia foram sede de freguesia, porém anexas a Santa Maria de Montalegre. Todos os edifícios de ambas as localidades estão construídos entre os novecentos e os mil metros de atitude. Como o resto do concelho são terras de produção agro-pecuária, de largos montes de caça e de boas manchas de arvoredo para madeira e lenhas. Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever. (…)

 

  • Área: 22.8 km2
  • Densidade Populacional:1 hab/km2
  • População Presente:254
  • Orago:Santo André(Sezelhe), Santa Maria(Covelães)
  • Pontos Turísticos:Torre do Boi (Travassos), Barragem do Alto-Cávado(Sezelhe), Moinhos, Espigueiros com relógio de sol, Pisão com engenho hidráulico (Paredes) e Relógio de Sol (Covelães),  .
  • Lugares da Freguesia(4):Travassos, Seselhe, Covelães e Paredes do Rio.
  • Morada:União de Freguesias de Seselhe e Covelães, Rua da Costa do Vale, n.º 2, Travassos do Rio,5470-472 Sezelhe - Montalegre.”

 

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Atenção que os dados que ficam atrás (área, população, etc) são dados da União das Freguesias de Sezelhe e Covelães. Mas voltemos ao topónimo de Sezelhe com Z e Seselhe com S, se repararem nos sublinhados, no primeiro diz que os documentos conhecidos não autorizam a grafia com z, mas logo da primeira vez que a seguir a aldeia é referida, onde diz  “Orago: Santo André (Sezelhe)” a aldeia é grafada com o tal z não autorizado. Como costuma dizer o povo “ foge a boca para a verdade”, neste caso a escrita. Isto pode parecer um preciosismo meu, pois tanto nos faz que seja com S ou com Z, mas uma vez que na apresentação oficial da aldeia no sítio oficial do concelho na WEB e no livro (monografia) de Montalegre também se defende o S, penso eu que em tudo que é informação escrita e na página oficial do Município de Montalegre, deveria aparecer grafada com S, no entanto que por lá predomina é o Z, basta fazer uma pesquisa dentro da página ou no que consta nos mapas turísticos do concelho, e o Z é rei e senhor para SeZelhe.

 

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O mesmo acontece no livro Montalegre, onde por exemplo na pág. 48 aparece “Vila da Ponte, Negrões, Meixedo, Sabuzedo, Santa Marinha, Santo André, Penedones, Antigo de Serraquinhos, Sezelhe, Travasços do Rio, Vila da Ponte, Bustelo e Parafita!” e a seguir na pág. 145 aparece: “Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever.” Resumindo, como costuma dizer o povo “A letra não condiz com a careta”.

 

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E quanto à localização de Sezelhe, o que temos a dizer? – Pois é simples, já atrás dissemos que fica no vale do Rio Cávado, na sua margem direita, a jusante do Cávado/Montalegre, junto a uma das seis albufeiras de Montalegre, a do Alto Cávado, ou Sezelhe, na única estrada  (M308) que sai de Montalegre ao longo do Cávado, a aproximadamente 7 km a poente da Vila de Montalegre. Mas para ser mais exato aqui ficam as coordenadas seguida da nosso habitual localização no nosso mapa:

 Coordenadas GPS
  - DD.DDDDDº:  41.81149º  -7.874487º
  - DDº MM.MMM':  N 41° 48.689'  W 7° 52.469'
  - DDº MM' SS":  N 41° 48' 41"  W 7° 52' 28"

 

mapa-sezelhe-web.jpg

 

Nos registos paroquiais portugueses para a genealogia, a respeito de Sezelhe,  encontrámos o seguinte:

"1808

HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR

Segundo a estatística parochial de 1862, Sezelhe esteve anexa à reitoria de Santa Maria da Vila de Montalegre, sendo da apresentação do reitor desta. 

Uma vez reitoria independente, esteve-lhe anexa a freguesia de São Martinho de Travancas do Rio. 

Freguesia do concelho de Montalegre composta pelos lugares de Sezelhe e Travassos. 

A paróquia de Sezelhe pertence ao arciprestado de Montalegre e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Santo André."

1600-sezelhe (23)

 

Num outro sítio da WEB, e respeitante à igreja da aldeia, encontrámos o seguinte:

“Este Templo religioso é o mais representativo elemento da aldeia. De planta longitudinal e de uma única nave rectangular com a torre sineira encimada do portal. Ao contrário dos outros Templos das aldeias vizinhas, este sofreu uma restauração.

E como esta aldeia não foge à regra, também sofre de quase abandono, com os seus poucos habitantes, sendo escassa a passagem de visitantes, mesmo estando situada no Parque Nacional Peneda-Gerês.

Situados no lado sul da Igreja de Sezelhe, cada um foi totalmente esculpido num único bloco de granito, apresentando um formato antropomórfico.

Medem um metro e setenta e cinco e um metro e oitenta centímetros, respectivamente, estando um deles fracturado nos pés enquanto o outro está intacto.”

 

1600-sezelhe (54)

 

Também na WEB encontrámos em notícias várias referência a um achado arqueológico que reproduzimos a seguir, contudo não encontrámos quaisquer referência as conclusões ou importância dos achados e se as escavações foram ou não concluídas. Mas fica a notícia datada de 3.jul.2016:

 

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“Uma equipa de arqueólogos, chefiada pela barrosã Carla Cascais, acredita que estamos perante um achado arqueológico romano na aldeia de Sezelhe, concelho de Montalegre. Os indícios, descritos ao longo do tempo pelo povo, despertaram uma curiosidade agora confirmada. O próximo passo, garante a autarquia, é estudar o melhor caminho que preserve este «documento expressivo da história do concelho».

Um terreno particular agrícola da aldeia de Sezelhe, concelho de Montalegre, escondia até há poucos dias um conjunto de vestígios romanos. O povo há muito que dizia que no lugar da “horta do padre” havia mais que terra. De quando em vez, apareciam telhas diferentes. O coro de vozes subiu de tom até chegar à Câmara de Montalegre. Esta contratou uma equipa de arqueólogos, liderada por Carla Cascais, para tirar a poeira à dúvida. Bastou um primeiro contacto, confessa a arqueóloga: «Não me surpreendeu o que encontrei, porque na primeira vez vi logo que havia aqui alguma coisa que indiciava vestígios. Agora concluímos que é verdade. O próprio caminho que está junto do terreno indicia ligações com outros sítios similares, ou até maiores, como é exemplo o castro de Frades».

A cronologia arqueológica aponta para o tempo romano, explica Carla Cascais: «Logo que fiz a primeira visita ao local, confirmei que se tratavam de telhas romanas. Resolvemos fazer uma sondagem de avaliação. O facto é que os vestígios estão cá. Aparecem estruturas, alguns pisos e muros». Uma doce constatação que empolga o trabalho. Todavia, a bola está do lado de quem decide: «O próximo passo não depende de mim. Vamos ver se a autarquia pretende que se invista um pouco mais. Quando falo em investir, falo em conhecimento. A ver se podemos alargar esta escavação para tentar perceber o que realmente aqui temos».”

 

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Nas nossas pesquisas encontrámos também a referência a alojamentos em Turismo Rural, duas casas dedicadas a esse fim: A Casa Entre-Palheiros e a Casa do Canastro. Fica apenas a referência, pois os mencionado alojamentos escaparam às nossas objetivas.

 

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E para finalizar descobrimos um Ilustre Transmontano de Sezelhe, António Dias Vieira, com a referência a um livro que publico intitulado "Histórias da Breca". Trata-se da sua mais recente publicação, um conjunto de contos de humor, a maioria relacionados com a região e as vivências passadas. António Dias Vieira que consta também no Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, de Barroso da Fonte,  com o seguinte texto:

 

“casado com Berta de Castro Pinto Dias Vieira, tem uma filha Ana Judite. Filho de Paulino Ernesto Fernandes Vieira e Ana Amélia Dias. Nasceu em Sezelhe Montalegre em 5 de Abril de 1944. Frequentou o seminário de Vila Real, onde concluiu o 8.° ano. Incorporado na Escola Prática de Infantaria, em Mafra, a 11 de Janeiro de 1996, ingressou como tenente na Guarda Nacional Republicana em 16 de Novembro de 1970. Comandou a Secção da GNR de Miranda do Douro de 20 de Janeiro de 1971 a 11 de Março de 1973. Chamado para o curso de Capitães embarcou para a Guiné. em 4 de Maio de 1974. onde lhe foi entregue o Comando da 3.a Companhia do Batalhão de Artilharia n.° 6523/73. Regressado da Guiné reingressou na GNR, em 4 de Dezembro de 1974. Comandou a Companhia de Santa Bárbara, a de Bragança desde 4 de Abril de 1975 a 31 de Março de 1979, a de Vila Real de 1 de Abril de 1979 a 30 de Junho de 1992. No ano lecti, o de 1987/88 frequentou no Instituto de Altos Estudos Militares o Curso para Oficiais Superior, sendo Promovido a Major em 1 de Julho de 1988 e a Tenente Coronel a 1 de Julho de 1992. Como Tenente Coronel chefiou, durante 1 ano, a Secção de Operações. Informações e Instrução da Brigada Territorial n.° 2 em Lisboa: comandou durante pouco mais de um ano o Agrupamento de Bela Vista no Porto: instalou o Agrupamento de Penafiel que Comandou até 4 de Fevereiro de 1996. Desde 5 de Fevereiro do mesmo ano exerce as funções de Segundo Comandante da Brigada Territorial n.º 4 da Guarda Nacional Republicana. no Porto. No campo militar foi louvado 4 vezes pelo General Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana e uma vez pelo Comandante de Brigada Territorial. Condecorado com a medalha de Assiduidade de Segurança Pública; Medalha de mérito de Segurança e Medalha de Comportamento Exemplar, grau prata. No campo literário tem colaborado em vários jornais regionais. Ganhou o primeiro prémio nos Jogos Florais de Chaves em 1970 em Reportagem Regionalista, com o trabalho "A CHEGA" e o 2.° prémio nos Jogos Florais de Chaves, em 1971 em Estudo com o trabalho "Miranda Cidade histórica". Tem vários contos publicados em jornais regionais, um estudo sobre a Cabra Selvagem do Gerez e outro sobre Os Foragidos Espanhóis da Guerra Civil em Trás os Montes que mereceu do Adido Militar da Embaixada de Espanha, Tenente Coronel Pedro Ruiz Del Castilho Y Navascues o seguinte comentário: "Exmo. Sr. Tem Coronel Inf.a A.F Dias Vieira Meu caro e respeitado T. Cor: Leio no n.°3 da Revista da GNR o seu interessante artigo "A GNR e os foragido Espanhóis da Guerra Civil em Trás os Montes", e é com muita satisfação que o felicito pelo seu conteúdo e a forma de encarar e demonstrar a realidade histórica". No campo social é sócio fundador do Lions Clube de Vila Real de que foi presidente, por três vezes, tendo lhe sido atribuída, em dois anos consecutivos, a medalha de Presidente 100%. Foi ainda Presidente de Divisão do Distrito de Lion 115, durante dois anos tendo lhe sido atribuídas as medalhas de Zone Chairman e Key Member. É sócio fundador da Casa do Concelho de Montalegre, em Lisboa e fundador da Associação de Antigos Alunos do Seminário de Vila Real. É o l.° Presidente eleito da Direcção. Em 1992, foi lhe concedida a medalha de prata do Município, pela Câmara Municipal de Montalegre.”

 

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E ficamos por aqui com as habituais referências às nossas consultas e links para as anteriores abordagens ao Barroso de Montalegre.

 

 

Sitíos na WEB

 

http://www.cm-montalegre.pt/

http://tombo.pt/f/mtr30

https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-vila-real/c-montalegre/sezelhe

http://diarioatual.com/montalegre-achado-romano-em-sezelhe/

 

Bibliografia

 

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:16
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Domingo, 19 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Negrões

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Vamos lá então mais uma vez até ao Barroso que fica aqui tão perto. Hoje toca a vez a Negrões que embora só hoje chegue aqui o seu post, já passou por aqui noutras ocasiões e a respeito de outros assuntos, como por exemplo com o assunto Miguel Torga, que visitou esta aldeia pelo menos duas vezes, isto a julgar pelos registos nos seus diários, mas lá iremos.

 

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Transmontano de gema, nascido aqui, bem entalado entre os seus montes, desde criança que tinha a curiosidade de saber como era viver fora de tanto monte, como seria viver à beira mar, à beira de um lago, numa ilha. Esse viver, embora não fosse um sonho meu, deveria ter um certo fascínio e uma dose de encanto. Foi assim até que vi o mar e em breves períodos de verão por lá vivi um pouco, tal como foi assim quando durante um ano vivi numa ilha, ou seja, não se quebrou o encanto nem se perdeu o fascínio, mas viver lá ou cá, tanto faz, ao fim de um ou dois dias, passam a interessar mais a casa que nos serve de abrigo, as ruas e caminhos que têm de receber os nossos passos e as pessoas, principalmente aquelas que também nos servem de abrigo e se cruzam ou caminham ao nosso lado nas ruas e caminhos.

 

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Toda esta prosa do viver ao pé da imensidão da água vem a respeito de Negrões, pois vista ao longe parece viver intimamente ligada à albufeira do Alto Rabagão e à água que quase parece entrar-lhes pelas casas adentro, mas depois de se entrar na intimidade da aldeia, depressa se esquece a água e passa a ser uma aldeia como outra qualquer isolada no meio de qualquer montanha sem água por perto. As casas abrigo, as ruas, os largos, as pessoas e os animais é que fazem a vida da aldeia, a água ali mesmo ao lado, é como se estivesse lá por estar, quando muito, limita-lhes a liberdade de por ali não poderem caminhar ou cultivar os campos.

 

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Contudo, e sem que isto seja uma contradição ou desdizer aquilo que foi dito, torna-se fascinante e a aldeia tem o seu encanto vê-la assim arrumadinha ao lado do grande lago, entalada entre a água e a montanha, com as suas cores de amarelos, verdes, laranjas e vermelhos e contrastar com o azul do céu que a água também reflete ou o azul escuro das montanhas mais distantes, quase parece, ou melhor, é um dos versos desse poema que Torga intitulou de Reino Maravilhoso.

 

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E já que falamos de Torga vamos então ao que ele registou no seu diário, suponho que na primeira vez que visitou Negrões, em 28 de maio de 1955.  

 

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Negrões, Barroso, 28 de Maio de 1955

Por mais que tente, não consigo reduzir estas vidas de planalto a uma escala de valores comuns. Foge-me das duas mãos não sei que força incomensurável que, exactamente por ser assim, se alcandora nos olimpos possíveis do mundo. Nada existe aqui de notável a testemunhar uma actividade humana superior ou singular. Seres esquemáticos , num ambiente esquematizado. E, contudo, cada indivíduo parece trazer à sua volta um halo de intangibilidade divina.

Talvez seja a própria pobreza do meio que, despindo-os de todo o acessório, lhe evidencie a essência. E a nossa perturbação diante deles seria a perplexidade de pobres Adões cobertos de folhas diante de irmãos que permanecem nus.

Miguel Torga, In Diário VII

 

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Entremos então em Negrões, que vista ao longe é uma coisa e na sua intimidade é outra, e não muito diferente das restantes aldeias do Barroso, principalmente das aldeias do Alto Barroso, das aldeias da Chã que estão do outro lado da albufeira ou das aldeias da proximidade do Larouco. Serra do Larouco que desde Negrões mostra a sua imponência, lá ao fundo, a Norte, já a confundir-se com o azul do horizonte que não é mais que céu galego. Na realidade, hoje Negrões está nas faldas da  Serra do Barroso, ao nível do grande planalto que aí começa e só termina, precisamente, na Serra do Larouco. E disse que hoje Negrões está nas faldas da Serra do Barroso, pois penso que nem sempre foi assim, pelo menos antes de 1964, ano da construção da Barragem, a Serra descia até aquilo que hoje é o fundo da barragem.

 

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Voltemos a Negrões e a Miguel Torga, com mais um registo do seu diário, ao qual suponho ter tido a influência da sua companhia de então e talvez as obras da própria barragem não seja alheias ao desabafo, mas isto sou apenas eu a supor, mas seja como for, as palavras de Torga continuam atuais e eu assino por baixo…

 

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Negrões, Barroso, 24 de Setembro de 1960

Tanto monta ser aqui, como no Terreiro do Paço. Ouvir um político, é ouvir um papagaio insincero.

Miguel Torga, in Diário IX

 

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Vamos à localização, que tal como já dissemos atrás, Negrões, situa-se junto à barragem dos Pisões ou Alto Rabagão, bem juntinha a ela, mais precisamente nestas coordenadas: 41º 24’ 27,55” N e 7º 47’ 02,26” O. Como sabem, e se não sabem ficam a saber, a E.N. 103 passa junto à barragem, mais ou menos a fazer as curvas das curvas da sua margem. Pois Negrões fica na outra margem, precisamente na margem oposta à estrada nacional, mas é a partir desta que se pode chegar até à nossa aldeia de hoje. Se for desde Chaves em direção a Braga, logo a seguir ao Barracão, no cruzamento da Aldeia Nova do Barroso, em vez de entrar para esta, vira para o lado oposto, ou seja, vira à esquerda, deixando a estrada Nacional, depois passa Criande, depois ao lado de Morgade e continua em frente que a próxima aldeia é Negrões, mais ou menos a meio da Barragem. Se vier de Braga, entra logo no paredão da barragem e quase logo a seguir ao paredão, vira à esquerda e logo a seguir a Vilarinho de Negrões, vem Negrões. Quanto à altitude, como é hábito em terras barrosas, são terras altas, Negrões está próxima dos 900 m de altitude. Para melhor localização, fica o nosso habitual mapa.

 

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Ainda antes de passarmos àquilo que encontrámos nas nossas pesquisas, vamos às nossas impressões pessoais sobre Negrões. Como já atrás dissemos, a sua localização em relação à barragem, uma península, dá-lhe um encanto singular, quase tanto como o da aldeia vizinha de Vilarinho de Negrões, mas infelizmente Negrões não está tão bem localizada para posar e brilhar tanto em fotografia. Já dentro da aldeia, para além do casario típico barrosão, que ainda vai existindo com alguma integridade, temos a realçar duas construções, o forno do povo, este muito bem localizado para a fotografia e em bom estado de conservação, para além de ser um dos fornos típicos do Alto Barroso, com cobertura em lajes de granito. A outra construção é a Igreja, com torre sineira separada da restante construção, e digna de ser apreciada, pelo menos no exterior, pois quanto ao interior nada sabemos, mas pela certa será igualmente interessante.

 

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Ainda dentro das impressões pessoais, atraiu-nos uma ave-chaminé em particular, pelo seu design, que quisemos ver repetida numa imagem real de um passarinho, suponho que uma arvéolas (motacillae) no caso a arvéola branca ( motacilla alba). Quem acompanha o blog ficará admirado por eu reconhecer a ave e conhecer a espécie, principalmente depois de há dois ou três dia atrás não ter reconhecido um tentilhão, mas nem há como consultar quem sabe da coisa para termos certezas. Já quanto à espécie de aves que ficam a seguir, essas conheço-a bem, e no prato ainda melhor, principalmente se forem como estas, ou este (o galo), caseirinhos como mandam as regras das boas iguarias da nossa região, hoje um privilégio que poucos avezam.

 

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Agora mais alguns dados sobre a aldeia resultantes das nossas pesquisas, por exemplo no Arquivo Distrital de Vila Real encontrámos o seguinte:

“Negrões foi curato anexo à freguesia de São Vicente da Chã, no termo de Montalegre. 

Formou uma comenda com São Vicente da Chã que inicialmente pertenceu aos templários e depois ao convento de Santa Clara de Vila do Conde. 

Em 1839 aparece na comarca de Chaves e, em 1852, na de Montalegre. 

Freguesia do concelho de Montalegre composta pelos lugares de Lamachã,. Negrões e Vilarinho. 

A paróquia de Negrões pertence ao arciprestado de Montalegre e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Santa Maria Madalena.”

 

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 Vistas desde Negrões com a Serra do Larouco ao fundo

 

Num outro documento cuja autoria penso ser do Padre Lourenço Fontes, intitulado “Alguns Roteiros Turísticos a partir de Mourilhe Hotel Rural”, encontrámos o seguinte:

“Negrões, (S. Maria Madalena) terra que mereceu de fotógrafos franceses dois belos livros a preto e branco, junto com Vilarinho bebem e espelham-se com suas casas negras de granito nas águas límpidas e mansas do Rabagão em presa. Muitos canastros esguios, alguns sem cobertura adornam as eiras de pedra, e os milharais. Toda a margem do lago une as aldeias desde Pisões, com paisagens relaxantes, convidando a parar para saborear. O forno do povo de Negrões, inactivo como todos, coberto em granito é um monumento a contrastar com poucas casas brancas, que prendem fotógrafos do branco e negro, devoradores de cenários raros que a terra negra lhes oferece. A igreja paroquial, torre e adro valem pela estatuária bem conservada. Zona de caça turística e a situação encantadora destas aldeias são no Verão e Inverno motivos fortes para estas aldeias não morrerem, mas terem um crescimento ordenado a um turismo aberto, e de qualidade. Lamachã mais na serra , nos limites do concelho, mas no centro de Barroso Montalegrense e de Boticas, concentra numa rua algumas famílias a viver da pecuária e agricultura, tem um castro ainda com ruinas bem à vista.”

 

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No livro Montalegre, de José Dias Baptista, sobre Negrões e freguesia, encontrámos o seguinte:

 

“Também esta freguesia integrou a Comenda da Chã às Clarissas de Vila do Conde, pelo rei de D. Dinis.

Em 1862, nasceu em Vilarinho de Negrões, Domingos Pereira. Ordenado padre e já abade de Refojos (Cabeceiras) contra vontade de seu tio, o também padre João Albino Carreira, filiado no Partido Regenerador, filiou-se no Partido Progressista. Fiel ao seu credo partidário, tornou-se amigo íntimo de Paiva Couceiro e recusou aderir à República em 1910. Perseguido, como os outros chefes monárquicos, após a estrondosa derrota, no espaldão da carreira de tiro, em Chaves, foi condenado a 20 anos de penitenciária. Conseguiu colocar no Brasil os seus “soldados, na ordem de alguns milhares” e regressou a Espanha e à sua actividade conspiratória. Conspirou a vida inteira. Depois da amnistia de Sidónio Pais, teve acções preponderantes na proclamação da “Monarquia do Norte”, em 1919, participando nos combates de Cabeceiras, Mirandela e Vila Real.”

 

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E continua:

“Restaurada a República exilou-se em Espanha e foi condenado à revelia a 20 anos de prisão maior. Excluído, como Paiva Couceiro, da amnistia concedida aos monárquicos, regressou em segredo, em 1926, a Cabeceiras, onde viveu até 1942. Por falar em condenações, é de lembrar a condenação de José Pereira, de Lamachã, em 1947, a 29 anos e meio de cadeia “acusado de ser o autor moral” dum crime que de certeza não cometeu. Eram assim os tribunais e juízes fascistas. Esta freguesia (e a maior parte de Barroso) ganhou direito à imortalidade através da documentação fotográfica “La Mémoire Blanche” de autores estrangeiros.”

 

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Como filhos da terra temos  António Carneiro Chaves que nasceu na aldeia de Negrões,  em 1943. Licenciou-se em Economia, no Instituto Superior de Economia de Lisboa, e obteve o grau de mestre em Economia Europeia no Instituto de Estudos Europeus da Universidade Livre de Bruxelas.

Foi correspondente da RTP e do semanário O Jornal, e colaborador de outros órgãos, durante a sua permanência na Bélgica.


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António Carneiro Chaves foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura e bolseiro do governo belga e da Gulbenkian para a especialização em Economia Europeia.

Enquanto Quadro Superior do Instituto do Comércio Externo de Portugal, foi responsável pelo acompanhamento da conjuntura económica nacional e internacional e do sistema monetário internacional, tendo publicado vários estudos na imprensa especializada.

Foi docente do ensino superior na área de Gestão e Marketing Internacional durante mais de duas décadas e trabalhou como consultor com as mais destacadas empresas de serviços na área de gestão e formação de gestores, diretores e quadros superiores de empresas.

 

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E por hoje com a aldeia de Negrões, vai sendo tudo. No próximo domingo cá traremos mais uma aldeia do Barroso de Montalegre.

 

Por hoje só nos restam mesmo as referências à feitura deste post, bem como os habituais links para posts anteriores com aldeias e temas do Barroso.

 

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Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sitíos na WEB

http://digitarq.advrl.arquivos.pt/details?id=1066306

http://ultramar.terraweb.biz/06livros_AntonioCarneiroChaves.htm

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

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Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

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Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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Domingo, 12 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Vilarinho de Arcos

1600-vil-arcos (1)

montalegre (549)

 

Ainda antes de irmos aos Arcos, vamos até Vilarinho de Arcos, é a nossa aldeia barrosã de hoje, mais uma do Alto Barroso e daquelas que nos fica mais próxima (de Chaves), mas sem nos calhar a caminho de… mas quase.

 

1600-vil-arcos (44)

1600-vil-arcos (6)

 

Tratemos já da sua localização, que já atrás adiantámos ser do Alto Barroso. Assim, com a nossa partida sempre da cidade de Chaves, para visitarmos Vilarinho de Arcos, o melhor itinerário é pela Estrada Nacional 103, ou estrada de Braga como popularmente é conhecida, pois Vilarinho de Arcos fica a apenas 900m desta Estrada Nacional, imediatamente antes de chegarmos ao Barracão (a 900m), no entanto até Chaves, é mais um pouco, pois fica a uma distância de 30 km, de 00H30m e de 3.63€, isto segundo a via Michelin e se formos em viatura própria. Curiosidades para quem gosta de números.

 

1600-vil-arcos 19 (8)

1600-vil-arcos (58)

 

Dizer que fica em terras altas, isso já não é novidade, pois quase todas as localidades do Barroso andam a rondar os mil metros de altitude, neste caso fica-se pelos 866 metros de altitude, e com as seguintes coordenadas: 41º 25’ 26,59” N e 7º 41’ 21,47” O. Mas como sempre fica o nosso mapa para poder visualizar as palavras que vamos deixando.

 

mapa-vil-arcos.jpg

 

Vamos então até Vilarinho de Arcos. Partindo do topónimo Vilarinho tão usual no Norte de Portugal e também na Galiza, não é mais que um diminutivo de Vilar, que no português arcaico era parte de uma villa cedida para usos agrícolas. Tanto vilar como vilarinho estão assim associados a uma outra localidade, ou propriedade ou senhor. Daí tanto Vilar como Vilarinho estarem sempre associados a outro topónimo, neste caso de Vilarinho de Arcos está associado a Arcos, topónimo que é atribuído à aldeia vizinha e mais próxima de Vilarinho de Arcos. Aliás no concelho de Montalegre e bem próximo destas duas localidades, há outras duas onde se passa o mesmo, refiro-me a Vilarinho de Negrões e Negrões. Mas casos destes abundam no norte de Portugal e Galiza. Então e resumindo, Vilarinho de Arcos teria sido uma parte da villa de Arcos que teria sido cedida para a alguém para usos agrícolas.

 

1600-arcos (169)

Vilarinho de Arcos vista desde a aldeia de Arcos

1600-vil-arcos (57)

 

E bem queríamos saber mais sobre Vilarinho de Arcos e partilhá-lo aqui. Fizemos as nossas habituais pesquisas e pouco ou nada encontrámos, na aldeia também não deu para conversar com ninguém, aliás se bem recordo na nossa breve estadia no local, apenas encontrámos uma pessoa, que embora trocássemos com ela algumas palavras não quisemos incomodar no seu trabalho, assim, ficam as nossas impressões recolhidas no local.

 

1600-vil-arcos (53)

1600-vil-arcos (40)

 

Trata-se de uma pequena aldeia com um núcleo consolidado que se vai desenvolvendo ao longo da estrada de acesso, mas apenas de um dos lados da estrada, precisamente do lado mais próximo da montanha, não muito distante, ficando o restante para cultivo, no entanto existe um pequeno núcleo de casas, este do lado oposto da estrada, também antigo e que poderemos considerar como um pequeno bairro da aldeia, se não me engano ate dá pelo nome ou topónimo de Bairro da Fonte.

 

1600-vil-arcos (47)

1600-vil-arcos (35)

 

Mais ou menos ao centro da aldeia, que por sinal não é muito grande, está a capela e a fonte, ocupando o largo principal da aldeia por onde passa também a Rua Central que não é mais que a estrada (CM 1001) que nos liga à Nacional 103 por um lado, e pelo ouro à aldeia de Arcos, onde continua para o Antigo de Arcos (ou de Sarraquinhos) e Sarraquinhos. Esta do Antigo de Arcos ou Antigo de Sarraquinhos é uma questão que tentaremos esclarecer quando lá chegarmos, pois já vimos essa aldeia grafada de ambas as formas.

 

1600-vil-arcos 37-art (8)

1600-vil-arcos (13)

 

Mar continuemos em Vilarinho de Arcos que é rodeada de terrenos agrícolas maioritariamente cultivados, com pequenas manchas de arvoredo entre os quais o castanheiro que também parece dar-se bem por esta paragens, tal como nas aldeias vizinhas.

 

1600-vil-arcos (8)

 

Quanto ao casario a integridade do núcleo mantém-se com o seu casario barrosão típico, algum ainda com a estrutura de pedra nos telhados de amparo à cama do antigo colmo e que hoje é um pequeno murete de pedra que sobre acima da telha. Pena que nas aldeias do Barroso não se tivesse preservado, nem que fosse só uma, dessas coberturas em  colmo, pois assim aumentavam o interesse turístico que todas estas antigas aldeias têm.

 

1600-vil-arcos (30)

1600-vil-arcos (11)

 

E bem queríamos deixar por aqui mais um pouco da aldeia, mas como de costume não queremos inventar e assim somos obrigado a fica por aqui, passando já aos habituais links para anteriores abordagens ao Barroso.

 

1600-vil-arcos (15)

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

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Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

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