Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2015

Chá de Urze com Flores de Torga - 110

1600-torga

 

 Chaves, 27 de Agosto de 1990

 

A intenção era boa, mas teve má impressão:

— Ainda lhe falta viver uma outra vida.

— Qual?

— A da bengala.

E reagi assim:

— Essa não será minha. Será da bengala. Eu não sou homem para me apoiar senão em mim.

Miguel Torga, in Diário XVI

 

1600-9273

 

Chaves, 28 de Agosto de 1990

 

Subida penosa ao castro da Curalha. Descobri Portugal sofregamente, em pecado de gula. Agora, arrasto-me por ele em penitência.

 

Miguel Torga, in Diário XVI

 

 

1600-CURALHA (480)

 

Chaves, 30 de Agosto de 1990

 

É escusado teimar. A ser banal, a dizer banalidades e a pensar banalidades é que o português é português.

 

Miguel Torga, in Diário XVI

 

1600-moreiras (257)

 

Moreira, Chaves, 3 de Setembro de 1990

 

Uma ara pagã romana acolhida à preservadora proteção católica da desfigurada igreja matriz, que foi românica nos bons tempos, e um velho e decrépito casal de lavradores desdentados a secar previdentemente milho na varanda de um solar desmantelado, ainda ufano da monumental chaminé que o coroa a testemunhar a opulência da cozinha senhorial de outrora, deram-me hoje o ensejo de recapitular a lição há muito decorada e às vezes lamentavelmente esquecida: que a perenidade da fé é indiferente à circunstância do sacrário, e o império da fome à natureza das bocas.

 

Miguel Torga, in Diário XVI

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:04
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Domingo, 25 de Maio de 2014

Moreiras - Chaves - Portugal

 

Vamos lá cumprir a promessa de trazer aqui as aldeias ao fim-de-semana, e mais uma vez toca a sorte a Moreiras, com um pouco da sua “sala” de entrada, onde o conjunto da igreja românica, o largo do cruzeiro e a fonte dão um toque especial a esta aldeia.

 

 

As imagens de hoje são precisamente alguns olhares que se podem tomar desde esse largo, com a exceção da vista geral sobre a aldeia, que essa, foi tomada desde a torre sineira da igreja.

 

 

É por imagens destas acontecerem que gosto de passar por Moreiras amiúde, pois por muitas imagens que já tenha tomado na aldeia, há sempre uma que escapa. Assim, vamos continuar a ir por lá. Para já ficam mais estes três olhares.

 

Mais logo teremos ainda por aqui os “Pecados e Picardias” de Isabel Seixas.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:42
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Domingo, 15 de Dezembro de 2013

Moreiras, mais uma vez.

 

Deixando de parte as aldeias que se encontram na cintura de Chaves e as aldeias que se localizam junto das principais estradas do nosso concelho, Moreiras foi das primeiras aldeias que conheci, e já lá vão mais de trinta anos. Desde essa altura já lá fui umas boas dezenas de vezes e, nestes últimos anos, vou por lá meia dúzia de vezes por ano, e continuarei a ir...




É uma das aldeias que tenho mantido debaixo de olho, sem qualquer razão especial, mas porque gosto de ir por lá e sobretudo porque gosto de apreciar todo o conjunto que se desenvolve e envolve o largo principal da aldeia, com o cruzeiro, a fonte e os tanques (penso que o conjunto mais bonito do concelho), a casa da chaminé com as varandas lançadas sobre o pátio interior, a igreja românica e o casario afeto à igreja e as pessoas…




Claro que no que diz respeito às pessoas, a aldeia está longe daquela aldeia que conheci há trinta e tal anos atrás. Continuam a ser simpáticas e a receber bem quem vai por lá, gostam de nos mostrar os lugares bonitos da aldeia, as coisas de interesse, mas já não povoam as ruas com vida, nem o largo da aldeia, nem o tanque como  antigamente.




Se não fosse esta ausência da abundância das pessoas e sobretudo a ausência da alegria das crianças e dos animais na rua e as casas de janelas e portas fechadas sem vida dentro,  eu diria que Moreiras era a mesma Moreiras de há trinta e tal anos atrás, mas hoje sofre do mesmo mal que todas as outras e, só os resistentes teimam em ficar, com a boa teimosia de quem ama os seus lugares, mesmo que magoe, e magoa, mas não o suficiente para lhes retirar toda a felicidade de viver na terra em que querem viver.



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publicado por Fer.Ribeiro às 14:00
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Domingo, 15 de Setembro de 2013

Moreiras - Chaves - Portugal

Ainda não esqueci que por aqui as aldeias são senhoras e rainhas aos fins-de-semana, mas às vezes não dá mesmo para chegarem cá a tempo e horas, mas chegam, e isso é que interessa.


Hoje toca a Moreiras e Torre de Moreiras, ou a caminho de, ou vista desde. Seja como for são ambas Moreiras, com torre ou sem torre e tal como na realidade, também aqui uma a um passo da outra.




Pois hoje até o fio azul tem cá lugar. Fio azul há muito ausente por aqui mas que continua a abundar nas nossas aldeias e até na cidade e que, como sempre, continua com a sua polivalência de para tudo servir pelo que deduzo que continua a ser o melhor.



 

Mas se fios azuis há muitos já nem todas as aldeias se podem gabar de ter um largo de aldeia com tantas relíquias desde a fonte coberta e respetivos tanques, ao cruzeiro, à igreja românica e residência paroquial até à velha casa com pátio e imponente chaminé, que mesmo que haja outra no concelho mais bonita, nenhuma mete as vistas desta, talvez por fazer parte desse conjunto de relíquias do largo principal de Moreiras.



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publicado por Fer.Ribeiro às 19:39
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Domingo, 14 de Agosto de 2011

Apenas uma imagem - Moreiras

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:50
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Escrita de Pedra

 

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Escrita de pedra de padieira

De parede de cinzel

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Fazem a memória dos dias

A história dos tempos

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Seculares são testemunhas

por não terem a leveza do papel

resistem anónimas sem autor.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:39
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Domingo, 11 de Outubro de 2009

Mais Torga, mais aldeias, mais Chaves, mais Portugal

Moreiras

 

 

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Moreiras, Chaves, 3 de Setembro de 1990

 

Uma ara pagã romana acolhida à preservadora protecção católica da desfigurada igreja matriz, que foi românica nos bons tempos, e um velho e decrépito casal de lavradores desdentados a secar previdentemente milho na varanda de um solar desmantelado, ainda ufano da monumental chaminé que o coroa a testemunhar a opulência da cozinha senhorial de outrora, deram-me hoje o ensejo de recapitular a lição há muito decorada e às vezes lamentavelmente esquecida: que a perenidade da fé é indiferente à circunstância do sacrário , e o império da fome à natureza das bocas.

 

Miguel Torga, in Diário XVI

 

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Curalha

 

 

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Chaves, 28 de Agosto de 1990

 

Subida penosa ao castro da Curalha . Descobri Portugal sofregamente, em pecado de gula. Agora, arrasto-me por ele em penitência.

 

Miguel Torga, in Diário XVI

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Sábado, 11 de Abril de 2009

Mosaico (completo) da Freguesia de Moreiras

 

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Localização:

A 16 km da cidade de Chaves, a Sul desta, no limite do concelho, onde a Serra da Padrela se começa a desfazer para a Serra do Brunheiro situa-se a freguesia de Moreiras, em plena montanha a tocar já terras de Valpaços, mas próxima também de terras de Vila Pouca de Aguiar.

 

Confrontações:

Confronta com as freguesias de Loivos, S.Pedro de Agostém, Nogueira da Montanha, Serapicos (Valpaços) e Stº Leocádia.

 

Coordenadas: (Largo do Cruzeiro)

41º 38’ 25.88”N

7º 28’ 39.95”W

 

Altitude:

Variável – Entre os 750m e os 850m

 

Orago da freguesia:

Santa Maria

 

Área:

11,61 km2

 

Acessos (a partir de Chaves):

– Estrada Nacional 314

 

Acessos (a partir de Vidago):

– Estrada Nacional 311-3

 

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Aldeias da freguesia:

            - Moreiras

            - Almorfe

            - France

            - Torre de Moreiras

 

População Residente:

            Em 1900 – 514 hab.

            Em 1920 – 535 hab.

Em 1940 – 635 hab.

            Em 1950 – 797 hab.

            Em 1960 – 789 hab.

Em 1981 – 511 hab.

            Em 2001 – 308 hab.

 

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Principal actividade:

- A agricultura.

 

Particularidades e Pontos de Interesse:

Vulgarmente conhecida por Moreiras, o topónimo da aldeia e freguesia é no entanto Santa Maria de Moreiras, sendo uma freguesia rica em história e arqueologia onde se incluem o alto dos Crastos ou Outeiro dos Mouros, que segundo J.B.Martins seria assento de um antigo povoado castrejo da idade do ferro. Mesmo ao lado de Moreiras e bem próxima localiza-se a aldeia da freguesia de Torre (de Moreiras), cujo topónimo os historiadores locais dizem ter origem numa edificação senhorial fortificada da Baixa Idade Média.

 

France e Almorfe são as outras duas aldeias da freguesia que segundo os historiadores apontam, os topónimos terão origem em raízes etimológicas alti-medievais, relacionadas com a reconquista e influência árabe.

 

Na proximidade do Monte Crasto, ou Castra, dizem existir uma velha calçada que dizem romana.

 

Quanto ao topónimo Moreiras, uma das origens apontadas é a de derivar do “moraria”, termo arcaico ligado à amoreira (do latim “morus”), a árvore de fruto que dizem, outrora, era vegetação com abundância na freguesia e que a ser verdade estariam ligadas à seda, talvez como aconteceu e é conhecido o mesmo fenómeno no “Couto de Ervededo”.

 

Santa Maria de Moreiras teria sido um importante centro da Ordem dos Templários que daria origem à Ordem de Cristo numa região que se prolongaroa desde Arcossó até S.Julião de Montenegro onde o símbolo utilizado por estas ordens se repete em marcos, cruzeiros e cruzes dos templos religiosos existentes nesta região, onde se encontram imóveis com valor patrimonial, como o é a Igreja Paroquial de Moreiras que invoca Santa Maria, os cruzeiros bem próximos destas ou ainda as capelas de S.Vicente da Torre em France e de Almorfe.

 

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Do casario e arquitectura civil, há a realçar o existente em Moreiras com a Casa das Bravas e a Fonte do Cruzeiro, a imponente chaminé de uma das construções bem próxima da igreja mas também alguns atentados recentes numa das suas casas senhoriais com brasão e que atenta no seu interesse.

 

Quanto a festas religiosas destacam-se as que se levam a efeito em honra do Espírito Santo sete semanas após a Páscoa, as festividades de Nossa Senhora dos Favores (a 15 de Agosto), de Nossa Senhora do Rosário (em 7 de Outubro) e Santa Luzia (a 13 de Dezembro).

 

É sem dúvida alguma mais uma das freguesias que se tem de ter em conta nos itinerários de interesse do concelho, com passagem obrigatória por France (curiosamente às vezes também designada por França), uma breve vista de olhos à pequena povoação de Almorfe e vistas mais demoradas sobre Moreiras e todo o conjunto do Largo da Igreja, cruzeiros e fonte, sem esquecer dar um pulo a Torre de Moreiras. Quanto à chaminé que me referi atrás em Moreiras, não é necessário fazer-lhe referência à localização, pois pela certa será onde a sua vista se vai prender quando chegar a Moreiras.

 

Freguesia também conhecida pelos rigorosos e frios invernos onde raro é o ano em que a neve não brinda a freguesia com um pintura a branco. Bonito de ver, mas frio e difícil de suportar, talvez por isso, a tendência, seja a de mais uma freguesia onde se conjuga o verbo do despovoamento, aliás bem visível no gráfico que atrás se apresenta.

 

Referência também para a gente amiga que por lá se granjeia, que após se conseguir a amizade, é como se fossem da família.

 

 

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Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

            - Almorfe - http://chaves.blogs.sapo.pt/217663.html

 

            - France - http://chaves.blogs.sapo.pt/221519.html

 

            - Moreiras - http://chaves.blogs.sapo.pt/305322.html

 

            - Torre de Moreiras –  http://chaves.blogs.sapo.pt/219324.html

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:13
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Sábado, 4 de Outubro de 2008

Mosaico da Freguesia de Moreiras

 

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Promessas são promessas e, ao contrário dos políticos, eu ainda vou cumprindo. Prometi que a seguir à ronda de todas as aldeias de uma freguesia com um post alargado, a freguesia teria direito a um mosaico fotográfico aqui no blog. Pois por terras da freguesia de Moreiras já cumpri a minha missão, ou seja Almorfe, France, Torre de Moreiras e a sede de freguesia – Moreiras, já todas tiveram aqui o seu post alargado, é tempo então do seu mosaiso. Aqui fica.

 

Não quero com isto dizer que a partir de agora esta freguesia fique esquecida, concerteza que isso não acontecerá, pois haverá sempre um pretexto, após a conclusão de todas as aldeias, de regressar a uma ou outra aldeia, por um ou outro motivo, um pormenor, nem que seja para mostrar um nevão, como já aconteceu com Moreiras.

 

Até amanhã com mais uma aldeia de Chaves.

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:28
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Sábado, 6 de Setembro de 2008

Moreiras - Chaves - Portugal

 

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Moreiras, Almorfe, France e Torre, já demos a volta a todas as aldeias da freguesia, ou seja mais uma freguesia com direito a mosaico neste blogue, mas antes, vamos até à sede de freguesia, Moreiras, que embora já não seja a primeira vez que passa no blog, hoje terá o seu post alargado.

 

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Moreiras é mais uma das nossas aldeias de montanha, ali para os lados onde a Serra da Padrela se começa a diluir na Serra do Brunheiro, mas bem lá no cimo, onde o frio de inverno corta e o verão se agradece.

 

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Moreiras é sede de freguesia, fica a 16 quilómetros de Chaves, o acesso é feito pela famosa Nacional 314 (a que passa no Peto de Lagarelhos) e faz fronteira com a freguesias de S.Pedro de Agostém, Nogueira da Montanha, beija suavemente o concelho de Valpaços, alarga-se ao longo da freguesia de Stª Leocádia e começa a descer para o vale da freguesia de Loivos.

 

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Como aldeia de montanha, sofre dos mesmos males das suas vizinhas com a mesma condição, ou seja o despovoamento, embora não pareça e até em termos de construções novas de moradias, Moreiras, continue a crescer na sua periferia, principalmente na estrada municipal que liga à Nacional 314. Mas os números não enganam e se nos seus 11.61 Km2 da freguesia distribuídos pelas suas 4 aldeias em 1981 (Censos) tinha 544 habitantes em 2001 (Censos) a freguesia possuía apenas 308 . Emigração e deslocação de famílias para a(s) cidades, o costume nas aldeias de montanha que embora ricas em tradições, religião, usos e costumes e,  em sabedoria no sacar da terra o melhor que ela dá, não têm condições nem políticas para os proteger, defender e prender à terrinha que os viu nascer e mais grave ainda, é que aquilo que era um dos principais meios de subsistência destas populações de montanha, em vez de ser protegido e preservado como uma riqueza tradicional e local destas populações, passo-a-passo, dia-a-dia, Lei-a-Lei, é  ou começa a ser proibido e faz deles uns vulgares criminosos se quiserem a continuar a produzir  aquilo que de melhor sabem fazer.

 

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Estou a falar dos presuntos curados em casa, das alheiras, das linguiças, dos salpicões, dos cabritos e cordeiros, da aguardente e outras coisas que fazem a delícia de qualquer um. Qualquer dia até as couves e os grelos só podem ser consumidos se forem de estufa e o vinho de lavrador, daquele que se bebe e se faz haaaaa! no final de um copo, só pode ser bebido se for pisado com as mãos devidamente protegidas com luvas, fermentado em lagares higienizados de inox em compartimentos estanques onde só se entra de mascara na cara e com estágio em cubas também de inox, com temperatura constante e no final, mesmo que seja uma morraça, não faltarão enólogos e outros tais de bata branca para lhes acrescentar uns pozinhos milagrosos para fazer o gosto do gosto comum e da moda, com sabor a banana, maça, etc.

 

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Pela minha parte contem comigo para contribuir com o crime e em ser criminoso também, para comer uma boa alheira ou linguiça feita à lareira com a massa empurrada com as mãos ou ajuda de um pau e sem luvas, fumadas com o fumo da lareira, contem comigo também para beber o vinho pisado com os pés descalços, provado na adega pelo copo de sempre que repousa em cima da pipa, acompanhado com um naco de presunto do reco que foi cevado em “casa” e morto no quintal, para comer o cabrito que foi morto à porta da corte, para comer as azeitonas da talha de barro, o pão centeio amassado com as mãos e cozinho no forno da casa, e por aí fora. Os de Lisboa e pior ainda os da Europa, querem fazer de nós uns criminosos e pior ainda “porcos”, mas babam-se e alambazam-se todos, quando comem do nosso presunto, das nossas linguiças e alheiras mesmo que seja com um pedaço do nosso pão caseiro, e acompanham deliciosamente as refeições com das nossas couves e grelos, a nossa batata e abafam tudo com um bagaço caseiro.

 

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O que mais me irrita no meio destas Leis higiénicas é que acabam com as nossas tradições e com aquilo que temos de melhor e não há que levante a voz contra as actuações dos senhores de Lisboa. Como pobres e humildes, somos obrigados a acatar a sorte que nos dita a Lei e os de cá, imitadores ou candidatos a senhores de Lisboa, dizem ámen!

 

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Mais uma vez uma aldeia me serve de pretexto para um desabafo, mas não é por mero acaso, pois Moreiras era conhecida por ter bom presunto e bom fumeiro, onde não faltava também o tal cabrito e cordeiro e até as vitelas, era tudo do bom e ainda é, mas clandestino.

 

A coisa está tão séria com estúpida. Há dias tive necessidade de comprar um garrafão de aguardente e, para o conseguir tive que murmurar ao ouvido de alguns amigos, que me indicaram um conhecido, que mo vendeu porque me conhecia, que o trouxe do esconderijo, camuflado como um vinho branco de marca e rotulado, tudo feito à margem da Lei, o que faz de mim e do amigo vendedor, dois criminosos…mas valeu a pena, pois ao que dizem os entendidos é da boa e até parece que é das Eiras!

 

Entramos na época dos enlatados, das conservas e do higienicamente artificial e vai sendo assim que acabam com as nossas tradições, usos e costumes e com as nossas aldeias.

 

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Moreiras situa-se em plena serra do Brunheiro (ali como quem vai para a serra da Padrela), a cerca de  800 metros de altitude, produz essencialmente centeio, batata e castanha.

 

Em termos de história e dizem os escritos que na aldeia há monumentos muito reveladores da sua antiguidade onde se destaca a bela a igreja e casario anexo de Santa Maria. Tem como orago a Senhora dos Favores, cuja festa se realiza a 15 de Agosto e conta-se em tradição, que a igreja foi mandada construir por um dos filhos da lendária Maria Mantela. Pertenceu inicialmente à Ordem Militar de S. João de Jerusalém ou do Hospital e, mais tarde, foi Comenda da Ordem de Cristo". Provavelmente do século XIV, as suas características são predominantemente românicas, visível na cachorrada e vãos laterais, sobretudo na porta que se encontra voltada a norte, cujo tímpano é vazado por uma cruz característica da Ordem dos Templários. A fachada principal sofreu assinaláveis transformações, presumivelmente após uma derrocada que se julga associada ao terramoto de 1755. O pórtico sul, durante muitos anos encoberto, foi desobstruído no âmbito do trabalho de restauro que ocorreu entre 1982 e 1994, sob a orientação do pároco Padre António Joaquim Mateus, em que também foram, interiormente, descobertas umas pinturas a fresco. Lá permanecem duas aras romanas, vestígios desses antepassados que ocuparam toda esta região durante largos anos. Encostada ao adro desta igreja está a residência paroquial. Em frente ergue-se um artístico cruzeiro barroco. E logo de imediato pode admirar se uma casa com uma grandiosa chaminé, muito ornamentada e sem dúvida alguma um dos exemplares mais belos de todo o concelho, e uma pátio à boa maneira de um proprietário rural abastado, verdadeira preciosidade da arquitectura rural.

 

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Ainda permanece de pé a frontaria do solar dos Falcões, com a pedra de armas e também alguns crimes praticados recentemente com novas construções que põem em causa toda a beleza de uma construção nobre.

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No centro da aldeia, no largo principal logo a seguir à igreja, situa-se um interessante conjunto arquitectónico constituído por um tanque, uma fonte coberta, um artístico cruzeiro e uma sepultura antropomórfica utilizada como bebedouro de animais.

 

E por hoje é tudo, estamos de volta com as aldeias que ainda faltam passar neste blog. Amanhã cá teremos mais uma.

 

Até amanhã!

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:43
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