Hoje damos um salto a Lisboa porque um flaviense vai estar por lá (amanhã) em grande, como já é costume. Como já perceberam pela imagem/convite, trata-se do Mestre Nadir Afonso e do lançamento de mais um livro sobre a sua vida e a sua obra numa conversa com Agostinho Santos. Se está por Lisboa não perca este encontro, pois se o Mestre está por lá, Chaves também vai lá estar.
Depois do pulo dado a Lisboa ou como se costuma dizer por aqui – fomos lá num pé e viemos noutro – vamos começar a nossa caminhada pelo Brunheiro acima, sem entrarmos muito, pois ficamos logo ali pela Fonte da Carriça como quem vai para Vale de Zirma. Não sei se já o disse aqui, penso que sim, que é um pequeno mundo à parte e que encanta quem se deixa encantar. Se o lugar fossem palavras não hesitaria em dizer que era um belíssimo poema, daqueles que só os mestres da literatura poética sabem fazer…
Pois é, fui ao Vale de Zirma ver a carriça na fonte e, mesmo não existindo vale nem a carriça tivesse aparecido na fonte, consegui ler lá o tal poema mesmo que, para a poesia acontecer, tenhamos de nos deixar encantar, pois também o nosso olhar e sentimento pode ser seletivo, tal como acontece na fotografia.
Mais logo teremos por aqui Isabel Seixas, com mais “Pecados e Picardias”.
Até lá.
Tal como tinha anunciado há dois dias atrás, para ontem às 18H30 estava prevista a apresentação do livro “Zerbadas em Chaves” de Gil Santos. Claro que nestas coisas fazemos do impossível possível para estar presentes, pois além de ser um livro de estórias cá da terrinha, trata-se de um amigo e colaborador deste blogue que mensalmente nos vai brindando com os seus “Discursos sobe a Cidade”. Um pouco antes da hora marcada lá estava eu à porta da Biblioteca Municipal. Não era o primeiro a chegar e o ambiente estava um bocadinho estranho para este tipo de eventos. Muitos fatos escuros engravatados a rigor, muitas câmaras fotográficas e de filmar, jornalistas e cada vez mais gente a chegar, da mesma espécie… Estranho. Não que o Gil Santos e as “Zerbadas de Chaves” não merecessem toda aquela gente e aparato, mas era estranho porque neste tipo de eventos costumamos ser sempre os mesmos e já nos conhecemos uns aos outros.
Mas a coisa ainda só estava no início, pois logo de seguida começaram a aparecer presidentes de Câmara (Chaves, Boticas e Montalegre), vereadores, assessores, chefes, polícia e exército em fato de gala, o Bispo de Vila Real, ex-deputados e candidatos, jornalistas conceituados, o Secretário de Estado da Cultura, o Arq. Siza Vieira e a Presidente da Fundação Nadir Afonso, Laura Afonso. De Gil Santos, nada, à espera dele talvez alguns do costume, mas poucos. Definitivamente algo de muito estranho se passava por ali ou então, despistado como sou, tinha-me enganado no dia, pois já não seria a primeira vez… ainda perguntei a um amigo que ia a passar, em jeito de quem pergunta as horas - “que dia é hoje?”. Que era dia 6, não havia engano portanto. Enfiei-me por entre os fatos pretos e consegui chegar à recepção da Biblioteca onde finalmente tudo ficou esclarecido. Que sim, que ia haver apresentação do livro, mas primeiro era a cerimónia do lançamento da primeira pedra da Fundação Nadir Afonso. Eia lá! Finalmente (pensei para com os meus botões), não se conclui em 2011 como prometido, mas pelo menos inicia-se. Claro que o momento, pela importância da obra, era grande, e já que lá estava juntei-me com agrado à cerimónia. Como um bom Lumbudu, fiz o devido registo fotográfico.
Ficam então algumas imagens do momento e o registo histórico do dia em que foi lançada a primeira pedra da Sede da Fundação Nadir Afonso, que num três em um, vai-nos garantir a perpetuidade da obra de Nadir Afonso em Chaves, uma obra de arquitectura de Siza Vieira e o arranjo e embelezamento de parte da margem direita do Rio Tâmega onde antes eram as hortas e a canelha das Longras, agora só nos resta que ao lado da primeira pedra comecem a nascer mais pedras e a obra cresça até ao fim. Ouvi dizer que lá para 2013 já vai ser realidade.
Mas vamos finalmente às “Zerbadas de Chaves” e a Gil Santos, que depois de muita espera, finalmente começou a cerimónia, já sem fatos pretos, Bispos, polícia e exército, assessores e outros, e sem o Secretário de Estado (que por acaso até é da cultura), mas com uma sala composta de gente interessada, amigos e o Sr. Presidente da Câmara.
Mas desde logo não se estranhou a ausência da multidão anterior, pois boas “zerbadas” da arte de bem comunicar começaram a cair na sala cheias de rajadas de boas risadas e bom humor feito por um mestre da comunicação. Quem esteve lá e o conhece, sabe que não estou a exagerar e o Gil tem a sorte e felicidade de o ter como apresentador da sua obra. Estou a falar-vos de José Machado, também ele um homem da cultura a quem estas terras não são estranhas de todo, não fosse ele do concelho vizinho de Vila Pouca de Aguiar, mais propriamente das minas de Jales. Uma pepita de ouro, como o Gil Santos acabou por definir.
Quanto às estórias do Gil Santos apadrinhadas com prefácio de Bento da Cruz, o ilustre contador de estórias do Barroso, são as estória a que o Gil tão bem nos tem habituado aqui no blog Chaves. Estórias simples do povo, vividas ou testemunhadas na primeira pessoa, contadas na proximidade do planalto do Brunheiro com descidas ao vale de Chaves e às ruas e vielas da cidade. São estórias de encantar que fazem também a história da nossa cidade e do mundo real. É, como já antes referi, um livro de leitura obrigatória para flaviense que se preze, porque todo ele é feito de estórias flavienses, escrito com muitos saberes e sabores da nossa cidade e do nosso concelho rural mas também com a universalidade de um livro de estórias interessadas e sempre bem humoradas.
E de Gil Santos é tudo, ou quase, pois no próximo Sábado vai estar novamente entre nós no XV Encontro de Blogues e Fotógrafos e aguardamos que novo livro já esteja a sair do seu punho.
Mais logo, ao meio dia teremos por aqui mais um episódio do “Homem Sem Memória” de João Madureira.
Para os flavienses e não flavienses que andem hoje pela zona de Cascais, fica o alerta, pois o nosso mestre flaviense Nadir Afonso também vai estar por lá, no Centro Cultura de Cascais, às 21H30, para inaugurar mais uma das suas exposições – UTOPIAS URBANAS.
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Para quem não puder assistir à inauguração, a exposição irá estar patente ao público até dia 31 de Outubro, de Terça a Domingo, das 10 às 18 horas.
Entretanto, até 30 de Setembro, a obra de Nadir Afonso continua também por Chaves, na Biblioteca Municipal e integrado na Bienal de Chaves.

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Amanhã, dia 20 de Julho às 16 horas na universidade Lusíada de Lisboa, Nadir Afonso recebe o Doutoramento "Honoris Causa".


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"Nadir, Multiplicado"
Livraria Babel – Chiado
de 6 de Julho a 14 de Agosto
Rua da Misericórdia, 68 - Lisboa
Aberta de segunda a sábado das 10h às 20h
Curadoria de Miguel Matos
Com o apoio Manufactura de Tapeçarias de Portalegre
Inauguração dia 6 de Julho às 19h
Nadir, multiplicado
“Por princípio a obra de arte sempre foi reprodutível”, afirmava Walter Benjamin logo na primeira linha do seu texto A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica1. Nadir Afonso, ao longo da sua carreira como pintor, tem recorrido consistentemente às técnicas gráficas para aumentar o poder de exposição das suas obras. A serigrafia e a tapeçaria são práticas constantes, que utiliza recorrendo a técnicos seleccionados e acompanhando todo o processo.
Com estas técnicas, consegue uma “democratização” e difusão das imagens que cria, para além das transformações plásticas e de escala que cada uma delas implica.
Para Nadir Afonso, a forma, a geometria e a harmonia de composição são o centro fulcral da obra de arte. O suporte em que essas realidades plásticas nos aparecem à vista é considerado por si como um elemento secundário. Aliás, refira-se que quase todas as suas telas não são telas na sua origem. Tudo começa com um estudo feito a caneta num minúsculo rectângulo de papel, onde o essencial de uma obra sua se revela. Após isso, o artista desenvolve o esboço num segundo momento, normalmente utilizando o guache. Passando a fase do desenho a caneta, o guache é por si tão trabalhado que ganha estatuto de obra independente. Nadir pinta de novo a ideia inicial, mas em formato maior, amplia e desenvolvendo o primeiro desenho. Só depois disto parte para a terceira fase, em tela, aplicando a composição e as cores já pensadas e reflectidas nos dois primeiros momentos. A tela passa a ser uma reprodução ampliada do guache. Tendo em conta estas fases de reprodução/adição/ampliação, torna-se difícil determinar com clareza o que é afinal a obra primeira e única. A tela é apenas o passo final, a estabilização do processo.
“Na sua esquemática nudez, a pintura, como toda a obra de criação, obedece às leis da natureza universal pressentidas através duma percepção sensível”2 - com esta frase, Nadir Afonso abre uma janela para começarmos a entender a sua visão acerca da criação artística.
Uma obra sua é uma criação da intuição, manifestada visualmente. Neste contexto, “tal como o tema, a técnica que emprego numa obra é coisa secundária. As leis da matemática é que são essenciais e estão sempre lá”, diz com convicção. Cada obra tem a sua lei natural e esta aparece independentemente do seu suporte. As serigrafias e a tapeçaria apresentadas nesta exposição representam, de forma abstractizante, cidades. Mas para o artista, o tema é apenas pretexto para a composição das formas e linhas. A perfeição, a evocação e a originalidade revelam-se em elementos geométricos e são realçadas nas suas relações matemáticas.
Nadir Afonso não cria obras em específico para serigrafia ou tapeçaria. Todas elas são reproduções em diferente escala e técnica.
No entanto, na sua opinião, a reprodução em múltiplos não desvaloriza em nada a obra original e contém em si os elementos plásticos intactos, que permitem ao observador obter a experiência estética. A questão da divergência original/reprodução não lhe interessa, pois o âmago da criação situa-se na imagem e na matemática nela contida, elementos que transitam com a reprodução. Com a serigrafia e a tapeçaria, o objectivo de Nadir Afonso é divulgar a sua obra, fazê-la chegar a mais pessoas, torná-la cada vez mais universal, como o espírito que as habita. O artista conclui de forma esclarecedora:
“Tenho prazer em realizar uma obra, mas quando sinto que a obra se transmite, dá-me muito mais prazer. Se uma obra estiver fechada à comunicação é uma tristeza”.
Miguel Matos
1Benjamin, Walter. Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política, p.75.
Relógio d'Água, Lisboa, 1992.
2Afonso, Nadir. O Sentido da Arte, p.9. Livros Horizonte, Lisboa, 1999.
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http://babelaoquadrado.blogspot.com/p/ex
http://folhadesala.blogspot.com
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Geralmente, temos pena, de Lisboa ainda ficar tão longe e de não podermos assistir ou visitar as exposições do Mestre Nadir Afonso, mas nem por isso nos podemos lamentar, pois o Mestre tem mantido sempre Chaves a par da sua obra com as exposições que por cá realiza.
Dia 8 de Julho, temos mais uma, esta, em jeito de homenagem, com inauguração marcada para as 11 horas, na Biblioteca Municipal e integrada no programa das “festas” da cidade e da Bienal de Arte de Chaves.
Aqui ao lado, em Boticas, ficamos a saber que
Já arrancaram as obras de construção do “Centro de Artes Nadir Afonso”, um espaço que perpetuará a ligação do Mestre Nadir Afonso, um dos maiores expoentes da pintura contemporânea portuguesa, ao Concelho de Boticas, de onde era natural a sua mãe (mais propriamente da aldeia de Sapelos), e que permitirá elevar a oferta cultural de Boticas, colmatando a ausência de um espaço cultural condigno e constituindo uma importantíssima mais-valia para o Concelho, para a região do Alto Tâmega e até para o norte do país, assumindo-se ainda como um projecto inovador que atrairá público nacional e estrangeiro, contribuindo para a criação de novas dinâmicas e maior visibilidade de Boticas.
O “Centro de Artes Nadir Afonso” resultará da construção de um edifício de raíz, cujo... Siga o link para ler o resto da notícia: http://www.cm-boticas.pt/noticias/defaul
Já agora, será uma boa oportunidade para perguntar:
E em Chaves, quando iniciam as obras da Fundação Nadir Afonso?
2011, está à porta!
Mais logo, temos aqui Crónicas Segundárias.

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O Mestre flaviense Nadir Afonso soma e segue.
Sem Limites – Without Limits – inaugura hoje, 22 de Junho às 19h00, no Museu do Chiado em Lisboa, com a presença da ministra da Cultura.
Se está ou vai estar por Lisboa, não perca esta exposição do nosso Mestre flaviense, pois a exposição vai estar patente ao público desde hoje até 3 de Outubro.

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Os Dois Pintores de Chaves
Uma das coisas que não aprecio é a maneira como os emigrantes são recebidos quando regressam de férias à terra. Os locais tem por hábito menosprezar-los. Talvez não o fizessem se pensassem das dificuldades que muitos emigrantes passaram para sair do país, nas longas jornadas clandestinas (muitas vezes a pé), no atravessar de rios a nado (em que alguns morreram), e nas dificuldades tidas na chegada a um país desconhecido, como sejam o isolamento social e as saudades que se passam. Nunca percebi este menosprezo pelos emigrantes que bem contribuem para o desenvolvimento das terras natais com a entrada de capital. Não sei se será o comportamento exuberante de alguns deles que provoca alergia aos locais, se a inveja provocada pelos bons carros ou o desgosto com o sucesso dos outros. Se o Zé do Chico (que andava por aí a pedinchar jeiras para comer um caldo), emigra e aparece, passados 2 anos, com um carro maior que o do regedor, de certeza que vai ter que se arranjar algum defeito ao Zé, se não for no cu é nas calças à francesa.
Mas não são só os emigrantes que são sujeitos a tratamento diferenciado. Se alguém migra para uma grande cidade, como Lisboa ou Porto, imediatamente se desconfia que o migrante se acha mais fino que eles (Olha, até já fala à Lisvoa e diz vurro!), já não liga nada à terra, etc. Há até quem ache os migrantes uns traidores que abandonam a terra! O que é uma grande estupidez, porque quem tenha a ambição de exercer algumas profissões, como apresentador de televisão, cientista, ou maquinista de comboios, não o pode fazer em Chaves e por isso tem que sair. Isto não implica que quem sai perca o amor à terra e que não regresse para matar saudades, comer bom presunto, por exemplo, e, também, ser recebido como um finezas, ou simplesmente ignorado.
É o ignorar e menosprezar quem sai da terra que me leva ao assunto de hoje, que é o de Chaves ter dois grandes pintores internacionais mas apenas um deles ser conhecido (na terra, fora dela são os dois bem conhecidos). Um deste pintores é o Nadir Afonso, toda a gente o sabe, e que é uma pessoa simpática e com um grande sentido de humor. O outro, ninguém o conhece nem ninguém fala dele. Infelizmente faleceu em 2009. Mas nem esse acontecimento foi notícia nos jornalecos regionais. Nem sequer no Semanário Transmontano, que é um jornaleco com a mania que é o melhor, mas a mim me parece apenas o menos pior. Também essa má notícia não foi motivo de post aqui no blogue de Chaves.
Já agora, ó Fernando, tu não és obrigado a postar nada, mas há que estar atento, não podes falhar, é que com esta coisa do 1 milhão de visitas, estás com as costas carregadinhas de responsabilidade, o teu blogue tem mais visitas do que os jornais regionais, todos juntos, têm em 50 anos. Porta-te bem, abre a pestana.
Bem, se nenhum dos jornalecos regionais deu a notícia da morte deste grande pintor de Chaves, nem o Semanariozeco Transmontaneco, todos os outros grandes jornais, mais televisões e rádios, a deram.
Esse pintor chamava-se João Vieira e era natural de Anelhe, onde vinha de visita quando lhe apetecia. Podem-se encontrar as notícias sobre o seu falecimento no jornal Público, na TSF, etc.
Para quem não o conhecia, aqui vai um bocadinho da notícia do Público, do dia 5 de Setembro de 2009:
Nascido em Vidago, em 1934, João Vieira ingressou em 1951 na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde frequentou os dois primeiros anos do curso de pintura.
Começou a expor em 1956, ano em que se ligou ao grupo do café Gelo, em Lisboa, quando partilhava um atelier por cima deste café com José Escada, René Bertholo e Gonçalo Duarte.
Os quatro, juntamente com Lourdes Castro, Christo e Jan Voss, fundam mais tarde o grupo KWY, em Paris, que fica também conhecido pela revista com o mesmo nome.
Mas antes, em 1957, João Vieira parte para Paris onde é aluno de Henri Goetz na Académie de la Grande Chaumière. Na capital francesa, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, trabalha com o pintor Arpad Szenes, marido da pintora Maria Helena Vieira da Silva.
Depois de outras passagens por Paris e ainda por Londres, onde em finais de 1964 lecciona no Maidstone College of Art, regressa a Lisboa em princípios de 1967 e começa a trabalhar quase exclusivamente como cenógrafo teatral.
A ligação ao teatro terá expressão nas artes plásticas, como é manifesto na sua primeira performance em simultâneo com a sua exposição O Espírito da Letra, realizadas na Galeria Judite Dacruz em 1970.
A RTP2 vai passar hoje às 22h30 o documentário “Pinto Quadros Por Letras” sobre o pintor.
O João Vieira foi das grandes figuras da arte portuguesa do século XX, como se lê no Expresso.Teve exposições nas melhores galerias, como o CCB ou Serralves, e ainda produziu painéis de azulejos para estações do metro de Lisboa e Budapeste, ou capas para discos, como do Vitorino.
Agora, pergunto eu: e em Chaves, houve algum dia exposição do Vieira? Não me lembro, penso que não. Porque será? Será porque ele era de Anelhe, da aldeia, ou porque os 15 km de Anelhe a Chaves são distância intransponível? Ou será que foi o ele ter ido viver para Lisboa?
Não sei explicar. O que acho é completamente ridículo que certos pintores de Chaves, que são fracotes (são quase todos, há um ou outro mediano e há o Nadir, claro, e haveria o Vieira não fosse a ignorância), apesar de bons rapazes, sejam convidados, apaparicados, e apoiados para expor aqui e acolá, e um pintor deste calibre tenha sido estoicamente ignorado. É ridículo e obtuso porque Chaves só teria a ganhar com isso, como é evidente, assim como tem a ganhar em receber bem quem bem nos representa fora da cidade.
Mas ainda se vai a tempo. Nada impede que ainda se faça uma exposição com a obra. Talvez seja complicado porque ela deve andar ocupada em mostra-se em Serralves, ou noutras grandes galerias, mas se se consegue o Nadir também se conseguiria o Vieira.
É caso para perguntar ao senhor vereador da cultura "Ó pá, andas a dormir? Olha que a pintura não é só Nadir!". E quem diz perguntar ao actual vereador, diz também a todos os seus antecessores, que pelos vistos de cultos não têm nada, ou muito pouco.
A mim é que não me podem acusar de não defender tudo que é bom da terra, sou dos flavienses mais flavienses que há, até tenho Chaves no nome!
Até à próxima Segunda.
António Chaves

Nadir Afonso – Século XXI
Colecção Coleção de 10 postais com reprodução de obras do Mestre Nadir Afonso protegidos por caixa de cartão com fundo prata brilhante, impresso pelo exterior e interior, contendo na face uma foto do Mestre Nadir e o título da colecção coleção “NADIR AFONSO –SÉCULO XXI”. No verso da caixa, além do logótipo da Fundação Nadir Afonso, reproduz-se o título das obras impressas em postal, a saber:
A cidade dos Príncipes
Apolo
Avinhão
Gare de Austerlitz
Gôndolas
Íris
Kuala Lumpur
Os Doges de Veneza
Pequim
Toronto
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No interior da caixa, numa das abas, vem impresso um pequeno resumo da vida e obra do Mestre.
Nos postais, verso, além do nome do autor e título da obra reproduzida, consta o ano de execução, a técnica utilizada e as dimensões da obra original.
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Dados técnicos:
Autor: Nadir Afonso
Edição: Fundação Nadir Afonso
Dimensões:
- Caixa – 108x153x60mm
- postal – 105x147mm
Nº de postais: 10
Material: Caixa e postais em cartão
Impressão: A cores e P&B (foto do Mestre) sobre cartão
Nº de exemplares: Desconhecido
Ontem, no Porto
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Mais uma exposição do Mestre Nadir Afonso. Pré-Inaugurou ontem e está patente ao público na Galeria AP’ARTE, na Rua Miguel Bombarda, 221 no Porto.
Hoje, em Vila Real
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É urgente sonhar!
Inaugura hoje às 21.30 horas na Sala de Exposições do Teatro de Vila Real, uma Exposição de Eurico Borges intitulada « É URGENTE SONHAR» e estará patente ao público até 31 de Março.
Depois, em Vidago
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Para as 15.30 hora do próximo dia 20 de Março, na Galeria Maria Priscila em Vidago, inaugura uma exposição comemorativa do Centenário da chegada do Comboio a Vidago. A exposição é de autoria de Júlio Silva, nosso colega da blogosfera flaviense autor do Meu Vidago .

Para os flavienses em particular e para todos em geral que durante o próximo este mês de março estejam ou passem por Castelo Branco, há uma visita obrigatória a fazer, pois o Mestre Nadir Afonso vai estar por lá em exposição, no Museu Francisco Tavares Proença Júnior.
AS TRÊS PONTES
No começo longínquo dos meus dias,
a sentir-me inseguro
sem rumo e sem guias,
de três pontes havia que escolher.
Era uma de pedras preciosas,
tapetada de rosas,
para onde iam os donos do poder.
Era outra dos arcos de triunfo,
tapetada de junco,
por onde iam as almas de eleição.
Era outra de sonhos e suspiros.
Com luar a mantê-la
é ainda por ela
que vai meu coração.
O coração é de Edgar Carneiro, poeta, flaviense.
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Não escolheu as pontes mais fáceis da vida, nem se deixou deslumbrar com pedras preciosas e arcos do triunfo, mas escolheu a ponte mais penosa e incompreendida, aquela que é feita com a arte das palavras na sua maior nobreza de ser conjugada em poesia. Coisa de eleitos, de poucos eleitos, quase tantos como os que as compreendem e se deleitam na sua música e nas suas cores. Chamam-lhe poesia e é, sim senhor, coisa de sonhos e suspiros, mantidos por luares. É neles, sonhos, suspiros, luares e musas, que os poetas embarcam com o peso ou leveza de cada palavra, as mesmas que o coração dita e, palavra a palavra, constroem os versos do poema.
Edgar Carneiro nasceu em Chaves em 12 de Maio de 1913. Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Coimbra, exerceu funções docentes em várias Escolas tanto do Ensino Técnico como do Secundário. Tem onze livros de poesia editados que mereceram a atenção de abalizados críticos literários.
A sua obra literária é largamente apreciada no livro «Verso e Prosa» do Professor Ernesto Rodrigues.
Foi agraciado com a medalha de mérito da Edilidade espinhense e é sócio honorário do TEP, de que foi um dos fundadores. Em 16 de Junho de 2009, feriado municipal de Espinho, foi condecorado com a medalha de honra da cidade e o título de cidadão de Espinho.

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Da nossa parte, é sempre com gosto que vamos dando aqui conta das publicações dos nossos poetas e, é essa a razão de hoje trazer aqui o Dr. Edgar Carneiro, pois do alto dos seus 96 anos, brinda-nos com mais um livro de poesia, o “ PÉRIPLO”, que será amanhã (3 de Dezembro), às 15 horas, apresentado em Espinho, no auditório da Junta de Freguesia. A apresentação estará a cargo do Dr. Anthero Monteiro, poeta e escritor espinhense.

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Mas não é tudo, pois se no interior do livro temos a mestria da palavra dada em poesia, na capa, temos a mestria da arte de Nadir Afonso, que mais uma vez faz a imagem das palavras de poetas e escritores flavienses.

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Congratulamo-nos com mais este périplo do Dr. Edgar Carneiro e desejamos que continue as suas navegações à volta da poesia e que, obrigatoriamente passem pela ponte dos sonhos e suspiros que tão bem o luar sabe manter.

Artistas Transmontanos
Nadir Afonso
V.Q.P.R.D. – Valpaços
Colheita de 2001
Ideia feliz, esta, da Adega Cooperativa de Valpaços em lançar um vinho com rótulo de “artistas transmontanos”, neste caso o flaviense e Mestre Nadir Afonso, com reprodução (em rótulo) de uma das suas obras.
Quanto ao vinho, ainda não o provamos, mas diz a Adega Cooperativa ser de aspecto límpido, cor granada, com reflexos violáceos, nariz franco e vigoroso, aroma intenso associado a fruta bem madura, na boca apresenta-se redondo e com taninos equilibrados, proveniente de vinhas seleccionadas das castas “trincadeira e touriga”, vinificado com controlo de temperatura e estágio em barricas de carvalho.
Apresenta-se em garrafas de 75 cl com 14% vol.
No ano do lançamento, 2001, foi medalha de bronze wine Masters Challange.

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Nadir Afonso inaugura hoje (quinta-feira, dia 15), às 19H00, na Galeria São Mamede em Lisboa, uma exposição de óleos e guaches “Renascimento”.
A exposição estará patente ao público de segunda a sexta-feira das 10H30 às 20H30 e aos Sábados das 11H00 às 19H00.
Mais uma oportunidade, para os que estão na capital, de acompanhar e visitar a obra do Mestre Nadir em Lisboa, mais propriamente na Galeria São Mamede, Rua Escola Politécnica, 167.

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Por ocasião do 104º aniversário da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, esta casa regional promove uma homenagem ao Mestre Nadir Afonso, Sábado, dia 26 pelas 16h 10m nas instalações das oficinas de S. José em Lisboa.
Quanto ao programa:
16.10h – Homenagem ao Mestre Pintor Nadir Afonso
- Palestra sobre a vida e obra do homenageado a cargo do Prof. Doutor José Henrique Rodrigues Dias;
- Projecção de filme;
- Leitura de poemas de Artur Maria Afonso (Pai de Nadir Afonso), por Glória de Sousa;
- Atribuição de diploma e lembrança.
Uma boa oportunidade para os flavienses residentes na capital se associarem a esta homenagem ao Mestre Nadir.
Quanto à caricatura do mestre que apresento neste post, é de autoria de Fernando Campos e “roubei-a” no seu blog: http://ositiodosdesenhos.blogspot.com/


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