Domingo, 10 de Dezembro de 2017

O Barroso aqui tão perto - São Bento de Sexta Freita

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Antes ainda de entramos em mais uma aldeia do Barroso, deixo um pedido de desculpas a quem veio aqui nas últimas semanas a procura de mais uma aldeia barrosã. Embora não tivesse sido por falta de conteúdos, mesmo porque já recolhemos imagens de todas as aldeias do Concelho de Montalegre, nem tão pouco por falta de vontade ou de tempo, pois tempo sem fazer nada não tem faltado. A verdade é que por motivos de saúde estivemos impedidos de nos sentarmos ao computador e mesmo a feitura deste post, foi feito aos pouquinhos durante toda a semana. Mas como tudo começa a regressar à normalidade das habituais rotinas dos dias, também esta rúbrica de “ O Barroso aqui tão perto” voltará a sua normalidade de estar por aqui todos os domingos ou com algum atraso, às segundas-feiras. Assim o espero.

 

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Vamos então até à nossa aldeia barrosã de hoje e à primeira vez que a avistei,  embora sem tempo para entrar nela, mas quis ir até lá, avistá-la desde a estrada, tudo pelo seu curioso topónimo que então tinha visto num mapa qualquer (já não recordo qual) onde aparecia como Sexta-Feira. Mas isto foi há cinco anos, que deu para satisfazer a curiosidade e ficar a saber que afinal o seu topónimo não era Sexta-Feira, mas sim Sexta-Freita antecedida ainda pelo nome de um santo – São Bento, ou seja – São Bento de Sexta Freita.

 

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Iniciemos então pelo seu topónimo que não sendo Sexta-Feira também não deixa de ser curioso ser Sexta Freita, com uma abordagem àquilo que se diz na “Toponímia de Barroso”

 

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Sexta Freita ou São Bento de Sexta Freita

Topónimo de grande beleza e raridade. Trata-se do adjectivo latino FRACTA > FRAITA > FREITA que significa partida “quebrada”. Uma quebrada aqui relacionada com a orografia ou com a terra e teria o sentido de lavrada, arroteada. Julgo que no caso vertente é evidente o sentido orográfico, ou seja, é a sexta “quebrada” ou corga da lomba onde a povoação demora; Sexta Quebrada (nesse sentido,  existia e até está documentada em:

- 1258 « in leyras et quebradas (sis) divisas» INQ 1442) provavelmente a partir da Igreja de S. Pedro de Covelo.

 

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E a “Toponímia de Barroso” continua com:

Tendo-se perdido o sentido de fracta, sentido de terreno adequado à cultura, houve que juntar-lhe o numeral Sexta > sexta para especificar o local — é a sexta quebrada, a sexta lomba arroteada daquela encosta fronteira ao Gerês começando a contar desde o Rio, por alturas da Misarela. A localidade não foi arrolada (salvo se tiver havido mudança de topónimo – o que não creio) nas inquirições seguintes à de 1258. Ao invés do que geralmente se pensa o culto a São Bento é bastante tardio. Deve-se sobretudo aos muitos sermões dos monges beneditinos dos quais o Santinho foi Patriarca e cuja apologia, milagres e sabedoria propalaram.

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Ainda na “Toponímia de Barroso”:

Em 1530 tinha apenas um casal. Nesse documento o hagiotopónimo foi substituído pelo ridículo nome de Cestafrita, em vez de Sexta Freita!

 

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E como sempre a “Toponímia Alegre” também parte integrante da “Toponímia de Barroso”:

 

Se fores ao São Bentinho

Não vades ao de Gerês;

Ide ao de Sexta Feita

Que tantos milagres fez!

 

Ó passantes de Covêlo

Não me comais as cerejas

Que o meu patrão vai à feira

Pode-me botar as queixas.

 

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Quanto à nossa recolha fotográfica foi feita há quase um ano, após o Natal e ainda antes do ano novo, num itinerário que tínhamos marcado para algumas aldeias na proximidade da Barragem de Paradela, como passagem por Ponteira, Sexta Freita e as três Penedas.

 

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Para sair do itinerário já nosso conhecido da M308-4, que liga Paradela a Ferral, optámos pela estrada secundária entre Paradela e Ponteira, e a partir desta última, pelo estradão em terra batida que liga à Sexta Freita. As vistas para a Serra do Gerês compensam alguma aspereza do piso do estradão.

 

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Chegados a São Bento de Sexta Freita o que mais surpreende e atrai, em primeiro lugar, são mesmo as vistas que se podem lançar sobre Ponteira e Sobre a Serra do Gerês, logo de seguida é o conjunto da Igreja, largo e Cruzeiro, instalados num dos pintos mais altos da aldeia e desde onde se podem lançar os tais olhares paras as redondezas não muito distantes, como para a imponência, recortes e penedio da Serra do Gerês.

 

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Quanto à orografia do terreno, S.Bento de Sexta Freita encontra-se no topo de uma elevação entre muitas elevações, algumas com declives bem acentuados com vertentes para pequenos vales ou linhas de água.  Quando por aqui digo que não existe um Barroso, nem apenas o Alto e Baixo Barroso, podemos dizer que esta aldeia está no limite de dois Barrosos bem distintos. Um que deixa os planaltos das terras do “Rio” e da “Chã” para se entrar num outro, mais cultivado, mais verde com aldeias com aglomerados mais dispersos, em terras inclinadas com um misto de influência de terras e cores do Minho, a usufruir das vertentes dos montes paras os Rios Cávado e Cabril onde a Barragem de Salamonde se começa a formar e desenvolver, mas sempre com as aspereza dos azuis refletidos no penedio da Serra do Gerês.

 

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Durante trinta e muitos anos andei a apreciar o Barroso que ia desde Chaves até Montalegre, onde o Larouco, ainda antes de ser “deus” era rei e senhor daquela região. Para além do planalto, ia conhecendo e apreciando também as terras do Rio e as Terras da Chã, sem esquecer a grande Barragem dos Pisões. Para além disso, algumas incursões pela Mourela, Pitões e Tourém, ainda no tempo em que o verdadeiro comunitarismo se comungava nesta região, com as vezeiras e os fornos do povo a funcionar na sua labuta diária de fazer pão e outras iguarias em dias de festa. Para mim, esse, era todo o Barroso que eu conhecia, e bem interessante por sinal.  

 

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Espanto meu foi conhecer os outros Barrosos, e para já não vamos falar do Barroso do Concelho de Boticas. Os Barrosos ao longo da Serra do Gerês, desde Paradela, Sirvozelo e por aí fora, passando por Cabril e terminando em Fafião, um outro Barroso entre as três barragens (Pisões, Paradela e Venda Nova, um outro que tem como centro a freguesia de Salto e envolvência e por último o de influência da Serra do Barroso, este repartido pelo concelho de Montalegre e Boticas. Em tom de jocoso poderia dizer que são os Barrosinhos que fazem o todo do Barroso, esse todo que no conjunto com os seus contrastes, fazem dele uma pérola do Reino Maravilhoso que Torga tão bem cantou e deixou registado nos seus escritos, diários e poemas.

 

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Mas vamos à localização de S.Bento de Sexta Freita e o itinerário que nós recomendamos para chegar até lá, como sempre a partir da cidade de Chaves. Já sabem que o meu itinerário preferido é mesmo o da Estrada de S.Caetano/Soutelinho da Raia, até Montalegre. A Partir de Montalegre nem há como seguir o Rio Cávado, não pelo Rio, mas pela Estrada N308, primeiro a acompanhar a margem esquerda do Cávado, depois, antes de Frades passa-se para a margem direita e em Sezelhe passa-se outra vez para a margem esquerda, passando para a EM514, mas só até S.Pedro, pois aí há que abandonar esta estrada, passar por S.Pedro e tomar a Rua da Estrada que passa Por Vilaça, Fiães do Rio, Loivos e Paradela (aldeia e barragem). Aqui toma-se a N308-4 em direção a Ponteira (passando-se ao lado mas com lindíssimas vistas sobre Ponteira onde os penedos são mais e maiores que as casas), logo a seguir é S.Bento de Sexta Freita. No total são perto de 70 km e 1H30 a 2 H de viagem, isto contando com as paragens de apreciação e a obrigatória toma de café em Montalegre.

 

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Claro que o itinerário que deixei é o meu preferido e aquele que acho mais interessante. Em alternativa tem sempre a EN103, por onde até são menos 5km de distância, mas para mim menos interessante.

Quanto às coordenadas da aldeia são:

41º 43’ 55.45”N

7º 58’ 37.17”E

Altitude de Sexta Freita entre os 820 e 853m

 

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E pouco mais a a dizer sobre S.Bento de Sexta Freita, mesmo porque nas nossas pesquisas não encontrámos mais nada, nem no livro “Montalegre” onde apenas se refere que a aldeia pertence à freguesia de Covêlo do Gerês.

 

E por hoje é tudo e “O Barroso aqui tão perto” estará por aqui no próximo domingo, pelo menos assim esperamos que aconteça.

 

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Como sempre ficam as habituais referências às nossas consultas e links para as anteriores abordagens ao Barroso.

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cela-1602755

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Covelães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-covelaes-1607866

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Friães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-friaes-1594850

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Peneda de Cima, do Meio e de Baixo, as Três Penedas: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:00
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Terça-feira, 14 de Novembro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Covelães

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Ontem ao fim da noite deixei aqui no blog uma imagem da nossa aldeia de hoje, dizia eu que tinha tudo pronto para mais um post sobre o Barroso, mas faltavam-me as palavras, e era verdade, pois abordarmos uma aldeia barrosã só com imagens, estaríamos a atraiçoá-la, e o contrário também é verdade, pois só com palavras, poderíamos deixar aqui a alma do seu ser, mas por muito bonitas e descritivas que as palavras fossem, a essa alma, continuaria a faltar um corpo para habitar.

 

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Pois aqui ficam algumas palavras e algumas imagens para vos dar a conhecer ou reviver, conforme os casos, a nossa aldeia de hoje – Covelães, que a bem dizer (e isto sou eu que o digo) deveria ser Covelães do Rio, e assim já ficaríamos com a tarefa da sua localização simplificada, por exemplo poderíamos dizer que Covelães, fica entre Travassos do Rio e Paredes do Rio, como vai acontecendo um pouco ao longo da proximidade do Rio Cávado.

 

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Iniciemos então pela localização e como chegar até Covelães. Como sempre o nosso ponto de partida é na cidade de Chaves. Então para Covelães aconselho o itinerário mais curto, com apenas 54 quilómetros, via EM507, ou seja a estrada do S.Caetano/Soutelinho da Raia, como passagem por Vilar de Perdizes, Montalegre e depois a M308 que se vai desenvolvendo quase sempre a par do Rio Cávado, primeiro pela sua margem esquerda e depois pela direita. Em termos de tempo, poderemos dizer que Covelães fica a uma hora e pico de distância, podendo o pico ser mais comprido ou curto dependendo das paragens que fizermos pelo caminho, pois afinal de contas vamos em passeio.

 

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Para sermos mais precisos, deixamos de seguida o nosso habitual mapa e as coordenadas da aldeia, que tal como já dissemos fica próxima do Rio Cávado, na sua margem esquerda, a apenas 150 m deste (na distância mais próxima), mas com uma passagem muito discreta ao lado da aldeia, aliás para quem não souber, nem dá pela sua conta. Quanto à altitude, a aldeia implanta-se entre os 925 e os 1000 metros de altitude. Ficam então as coordenadas e o mapa:

 

 41º 48’ 08.78” N  e  7º 53’ 54.58” O

 

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Já sabemos onde fica Covelães, aliás para nós é uma velha conhecida, nem que fosse apenas de passagem, pois a aldeia fica num dos pontos obrigatórios de passagem para ir até duas aldeias famosas do Barroso, mais propriamente Pitões das Júnias e Tourém. Assim para quem já foi a estas aldeias, teve de passar obrigatoriamente por Covelães, isto se a abordagem a elas for feita a partir de Portugal, pois há quem as aborde a partir da Galiza.

 

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Embora também de passagem, Covelães pode ser ponto de paragem sem propriamente abordarmos a aldeia. Acontece que junto à estrada existe um bar/restaurante onde um café sabe sempre bem, uma cervejinha em dia quente cai ainda melhor e o comer também agrada e conforta barriguinhas vazias, também já por lá parámos para as três coisas.

 

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E com tanta passagem e há tanto tempo que andamos a passar por esta aldeia, e eu que me lembro já o faço há pelo menos desde 40 anos, dirão que desta aldeia não faltarão fotografias, quer antigas, quer atuais. Pois não, nem por isso, pois como é uma aldeia de passagem frequente, a recolha de fotografias foi ficando sempre para trás, além de ter sido mesmo sempre aldeia de passagem, em que para lá vai-se com pressa de chegar ao destino e para cá, já se vem tarde e mal. O Barroso é assim, o tempo nunca sobra.

 

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Pois fotografias só da era digital. Penso que em tempos, ainda no tempo da analógica ainda fiz algumas, mas se existem, não sei onde param. Da era digital, sim, mas mesmo assim a recolha foi complicada. Costuma-se dizer que à terceira é de vez. Acontece que com Covelães teve de ser à quarta vez. Segundo os meus registos de arquivo tenho uma breve recolha em agosto e outra em setembro de 2013. Coisa pouca para um post, pois ambas foram tomadas em vinda de Pitões e Tourem, já pelo anoitecer e cansadinhos.

 

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A terceira abordagem foi em maio deste ano, num dia que já tive oportunidade de contar passagens neste blog, naquele dia em que depois de passarmos Montalegre o nevoeiro/chuva resolveu cair a terra. Fotos possíveis, só mesmo desde dentro do carro, pois nem sequer prevenidos estávamos para um dia de chuva. Mesmo assim ainda deu para umas tantinhas delas.

 

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À quarta vez sim, bom tempo, até em demasia, pelo menos para a fotografia, sobretudo em certas direções de contraluz, mas sem queixas, pois nesse dia todas as fotografias eram possíveis, decorria então o início do dia de 14 de junho deste ano.

 

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Quanto à aldeia já sabíamos que nos ia agradar. Ao longe, embora agradável de ver, engana. Aliás ao longe todas enganam, mas felizmente a intimidade desta aldeia é bem mais interessante do que aquilo que aparente parece ser ao longe ou a certa distância.

 

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Geralmente abordamos a intimidade das aldeias sem saber o que nos espera. Gostamos mais de fazer a abordagem assim, em verdadeira descoberta com a inocência de uns olhos virgens. Gostamos mais assim do que ser conduzidos por outras descobertas. É certo que por causa desta nossa atitude, às vezes, perdemos alguns motivos de interesse, mas ganhamos outros e depois, para aquilo que nos escapa, uma nova visita é sempre possível.

 

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Pois de interesse, além de alguns motivos que já fomos deixando para trás em imagem e palavras, temos a envolvência da aldeia, por um lado, e o conjunto do seu casario com um aglomerado bem definido e à margem das duas principais vias que a servem.

 

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Pormenores, muitos. Canastros há alguns, maioritariamente os de estrutura em madeira que infelizmente não lhes dá tanta resistência como os que têm estrutura em granito, mas que lhe dá formas interessantes, principalmente com o vergar do tempo. Casario tradicional rural mais antigo também não falta e algum com maior nobreza também há.

 

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Depois o habitual e tipicamente transmontano e barrosão como tanques, fontes, alminhas, cruzes, etc., típico e também traços da nossa cultura. Deixei propositadamente para o fim a Igreja digna de realce pela sua beleza, com torre sineira frontal separada da igreja, mas unida por um alpendre, como muitas com cemitério em anexo, depois do abandono dos cemitérios/campas dentro da própria igreja ou adro.

 

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Quanto à igreja só temos mesmo um lamento – não haver ângulo possível para captar uma imagem com toda a sua beleza e grandeza. Conseguimos uma, com todos os defeitos de uma montagem (embora automática-photomerge) feita a partir de 5 fotos, foi o possível, mas dá para ficar com uma pequena ideia do seu conjunto. Mas há sempre motivos para pormenores.

 

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Passemos ao que dizem os livros e outros documentos, com início na “Toponímia de Barroso” onde consta:

 

COVELÃES

Desde 2013 – União de freguesias de Sezelhe e Covelães.

 

É um topónimo de significação orográfica: Vem por covelas e não de covas, que, nesse caso, daria Covões. De covella, pelo plural covellaes (ais), aes – ães, após a nasalação que é muito comum. A forma mais antiga que se conhece aparece três vezes.

 

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E continua a “Toponímia de Barroso”:

- 1258 “Covelaes” INQ 1512, 1513 e 1519, por sinal ao lado de Feaes (Fiães do Rio, que sofre fenómeno fonológico semelhante) sem que nem um nen outro topónimo, como se prova, se tenha alatinado em anes – seguindo assim a regra geral que o Povo rejeita.

 

O “Arquivo Histórico Português , sob título Povoação de Trás-os-Montes no XVI século, cadastro feito em 1530, que a A. Braancamp Freire publicou em 1909, vol. 7, p. 271 e seg. refere Covelas, por Covelães e atribui-lhe 23 moradores” fogos.

 

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Como sempre e ainda na “Toponímia de Barroso” há a toponímia alegre, onde consta:

 

Pelo rio Mau acima

Quarenta ferreiros vão:

Cada um leva forquilha

Para matar uma rão

 

Boticário de Paredes,

Diga-me se sabe e pode:

Duma pontinha dum corno

Pode sair um charope?

 

O padre de Covelães

Fazia muitas misturas

Molhava o pão em azeite

Deixava o Cristo às escuras.

 

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Do livro Montalegre:

Serve-lhe parcialmente de fronteira o rio Cávado que recebe águas de vários ribeiros do Parque e fazem, em cada recanto, a sedução dos visitantes: o Rio Mau que une as freguesias de Seselhe e Covelães;

 

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É a primeira das freguesias que circuitam a serra da Mourela. Esta serra, verdadeiro planalto de altitude média a caminho dos 1100 metros, é e foi, desde os tempos megalíticos, um local muito apto para a transumância ascendente. Com efeito, as povoações próximas aí conduzem numerosas vezeiras de gado que por lá demoram todo o verão. Tal costume há-de ter origem nos ancestrais pré - históricos que encheram aquele espaço de mamoas, sinal de que aí viveram e morreram. O que também já morreu ou quase (nos dias que correm!) foi a raríssima perdiz cinzenta, também conhecida por charrela! Devíamos envergonharmo-nos de tal notícia! A actual freguesia compõe-se de dois lugares: Covelães e Paredes do Rio. Ambos foram sede de freguesia, aquele sob o orago de Santa Maria e este de Santo António. Nesta localidade existe um pisão, com outras curiosidades dignas de visita, entre as quais uma sala que servirá de polo na rede informática do Ecomuseu.

 

1600-covelaes (53)

 

E penso que vai sendo tudo, pelo menos por hoje, pois como em todas as aldeias, fica sempre em aberto uma nova passagem por esta aldeia onde pela certa continuaremos a passar com alguma frequência e a parar para fazer uns registos, um cafezinho, uma mini ou satisfazer a barriguinha.

 

1600-covelaes (11)

 

E por fim as habituais referências às nossas consultas e links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cela-1602755

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Friães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-friaes-1594850

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Peneda de Cima, do Meio e de Baixo, as Três Penedas: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:43
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Domingo, 5 de Novembro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Cela

1600-cela-art (14)

montalegre (549)

 

Hoje iniciamos com um pedido de desculpas para quem nos dois últimos domingos esperava aqui no blog uma aldeia do Barroso. Não foi por falta de material, pois esse já o temos, incluindo o levantamento fotográfico de todas as aldeias, a verdade,  é que não tivemos tempo para trabalhar o material que temos. Mas regressamos ao “Barroso aqui tão perto” e isso é o que interessa, ficando a promessa já antiga de que todas as aldeias e vilas do Barroso passarão por aqui.

 

1600-cela (3).jpg

 Cela, ao fundo do lado esquerdo

Vamos então até à nossa aldeia de hoje – a Cela.  Aldeia que foi das primeiras a fotografar ainda sem sabermos que aldeia era. Eu explico melhor, acontece que nos nossos itinerários para o Baixo Barroso, com passagem pela Barragem de Paradela, tomávamos sempre a estrada da margem esquerda do Rio Cávado, e logo a seguir a Paradela há um alto convidativo a lançar uns olhares sobre a barragem, onde geralmente parávamos para tomar umas fotos. Desde esse alto avistavam-se duas pequenas aldeias na margem direita do Cávado, logo após o paredão da barragem. Aldeias que fomos fotografando, à distância, sem sabermos de que aldeias de tratava e sem termos a curiosidade de as identificar no mapa, pois já sabíamos que quando os nossos itinerários passassem para a margem direita do rio, aí iriamos passar por elas. E assim foi, só quando passámos para o outro lado do rio é que soubemos que essas duas aldeias eram Sirvozelo e a Cela.

 

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Vamos então até à Cela e como chegar até lá, sempre a partir da cidade de Chaves. Pois para a Cela o nosso itinerário favorito é via Montalegre, ou seja, apanhando a estrada do S.Caetano/Soutelinho da Raia (EM507). A seguir a Montalegre basta seguir a estrada que ora de um lado ou do outro, vai acompanhando o Rio Cávado, isto até a aldeia de Paradela que dá nome à Barragem de Paradela. Aí temos que atravessar o paredão da barragem que o mesmo é dizer que temos de atravessar o Rio Cávado para a margem direita e seguindo a estrada encontramos primeiro Sirvozelo e logo a seguir a Cela, que não fica junto à estrada, mas muito perto. De Chaves até à Cela, por este nosso itinerário, são 65 quilómetros, coisa para se demorar de 1H30 a 2H00, dependendo das paragens que fizermos pelo caminho.

 

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A titulo de informação, estas nossas descobertas do Barroso eram programadas para um dia, com saída de Chaves logo de manhazinha, bem cedo, e regresso ao fim da tarde. No início tínhamos a preocupação de os nossos itinerários coincidirem à hora de almoço com uma localidade que soubéssemos ter restaurante para tratar das nossas barriguinhas. Com o tempo fomos dando conta que, estivéssemos onde estivéssemos, havia sempre próximo um restaurante. Dizemos isto para quem queira ir pelo Barroso de Montalegre, pois onde comer, não é problema, às vezes, com a oferta que há, o  problema está  em escolher qual deles irá tratar das nossas barriguinhas.

 

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Ainda quanto à localização de Cela, deixamos de seguida o nosso habitual mapa e as coordenadas da aldeia, contudo deixamos também uma informação para quem queira abordar o Barroso a partir de outras origens que não seja a da cidade de Chaves e não conheça muito bem a região. Pois aí o melhor é mesmo ter a Estrada Nacional 103 como referência, uma vez que é a principal via que atravessa o Barroso e a partir da qual há ligações para todas as aldeias. Ficam então as coordenadas da Cela, que está implantada já em plena Serra do Gerês a uma altitude que varia entre os 700 e os 750m de altitude:

41º 46’ 04.53” N  e  7º 58’ 27.66” O     

 

mapa-cela.jpg

 

Passemos a abordar o topónimo Cela. A verdade é que esta aldeia aparece grafada tanto com Cela como com Sela. Para nós não tivemos qualquer dúvidas ao optarmos pelo topónimo Cela, isto, talvez, por influência da nossa aldeia da Cela, aqui do concelho de Chaves, alí ao lado de S. Loureço. Mas vamos ver o que diz a “Toponímia de Barroso”:

 

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Sela ou Cela?

“Diminutivo de Sá < Sala < Saella ou < Salella, pequena sala ou casa  - se escrita com S inicial.

Tenho muitas dúvidas na análise deste topónimo geresiano. De tal modo que me atrevo a aconselhar a sua grafia: Cela ou Sela? É que não há documentação que nos dê luz apesar das INQUIRIÇÕES falarem de vários casais na freguesia de Outeiro, antigamente São Tomé de Parada (1258) e, depois, São Tomé de Parada do Gerês.

Se for Cela, como  geralmente se escreve , poder-se-á filiar no latino cella < cela, significando armazém, celeiro, o que implica a existência de uma villa próxima.

Se for Sela decorrerá do também latino “Sallela” < Saella < Sela, no sentido de local abrigado, exposto ao calor solar, próprio para velhinhos ao soalheiro. Nada de pensar em cavalos, burros ou zebros como asnaticamente alguns fazem! A falta de formas escritas do vocábulo coarcta-nos  a decisão mas aceitamos as duas hipóteses: por um lado, dada a apetência e até necessidade que as povoações da zona têm de proceder à transumância de gados para a serra do Gerês e de aí edificarem os seus apriscos, currais e armazéns: por outro lado, a identificação do local com os abrigos naturais da serra e a sua exposição excelente aos raios solares.

 

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Ainda antes de irmos à “Toponímia Alegre”, façamos um regresso ao que se diz atrás, numa passagem a respeito do topónimo, onde se diz: “ (…) Nada de pensar em cavalos, burros ou zebros como asnaticamente alguns fazem! (…)” – Esta é forte!, mas os barrosões são assim, quanto têm uma coisa a dizer, dizem-na, quer doa ou não. No entanto, e embora estas coisas da evolução da palavras a partir do latim não sejam da minha praia,  nem sempre o significado original que se vai buscar ao latim tem a ver com o(s) significado(s) da palavra atual.  Por exemplo “cela” também tem o significado de um pequeno compartimento, como a cela da cadeia ou os aposentos das freiras e dos frades. Quanto a “sela” o significado mais comum é mesmo o da sela dos cavalos, burros e afins… mas também pode ser do verbo selar (um cavalo ou colocar um selo de correio, por exemplo),  Contudo os que “asnaticamente” pensam em cavalos… talvez o seu pensamento não seja descabido de todo, pois é sabido que bem próximo da aldeia de Cela ou Sela, existe a cascata de Cela Cavalos,  e um pouco mais à frente, bem próxima, existe também uma aldeia que tem o topónimo de Cavalos. 

 

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De qualquer forma o autor da “Toponímia de Barroso” começa logo por afirmar no início da descrição do topónimo que:  “ … Tenho muitas dúvidas na análise deste topónimo …). Assim, e até que não tenha dúvidas, deveria deixar abertura para outras opiniões, e que desculpe esta minha “ousadia”, mas deve ser a minha costela barrosã que me faz dizer aquilo que penso, sem com isto querer retirar credibilidade ou qualidade ao trabalho que fez na “Toponímia de Barroso”. Posto isto, voltemos então à toponímia, agora a alegre:

 

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Ó Santinho Santo Ouvido

Onde tens a tua morada:

Entre Sela e Outeiro

Sirvoselo e Parada!

 

Adeus lugar de Parada

Ai Jesus, quem me la dera!

A culpa tive-a eu

Se lá estava não viera.

 

Menina, se tem tanto fastio

Apegue-se a Santo Ouvido;

Se não apegue-se a mim

Que ao pé do Santo resida!

 

1600-cela (18)

 

Ficam mais algumas referências à aldeia de Cela que encontrámos no livro "Montalegre":

 

“ Barroso constitui um mosaico de paisagens edénicas. Podemos dizer que em cada canto há um novo encanto. Basta percorrer as nossas estradas municipais ou vicinais através do planalto para redescobrirmos mil recantos admiráveis. A título de exemplo referimos a estrada de Fafião a Cabril e daqui aos Padrões ou a Cela e Sirvoselo; o trajecto de Paradela do Rio a Outeiro e Parada; (…)”

 

1600-cela (22)

 

Ainda do livro "Montalegre":

"São célebres por conterem inscrições ou gravados e, portanto, históricos: O penedo de Rameseiros, o afloramento de Caparinhos, o Altar de Pena Escrita (Vilar de Perdizes), O Penedo dos Sinais (Viveiro-Ferral), o Penedo do Sinal, o Penedo da Ferradura e a Pedra Pinta (Vila da Ponte), o Penedo de Letra (Gralhas), o Penedo de Pegada (Ferral). São igualmente célebres por serem incomuns: o penedo do Esporão (S. Lourenço Cabril), a Laje dos Bois (Lapela-Cabril) o Penedo da Pala (Cela-Outeiro) o Penedo da Caçoila (Pedrário-Sarraquinhos)"

 

1600-cela (39)

 

Ainda do livro "Montalegre":

De Cabril subimos pelo Miradouro da surreira do meio-dia, passamos na terra do navegador Cabrilho – Lapela. Se estiver calor dê um mergulho nas cascatas de Cela de cavalos e siga até Sirvozelo, aldeia integrada na “ rocha”.

 

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Atrás, numa das referências do livro Montalegre, fala-se de alguns penedos. Pois penedos é coisa que não falta nesta região, e Cela não é exceção. Mas há penedos e penedos e com alguma frequência conseguem-se ver reproduzidas figuras nos penedos. Nem sempre, pois às vezes dependem das sombras que a determinada hora do dia transforma o penedo numa figura. Em Penedones, por exemplo, vimos por lá a cabeça de um gorila reproduzido numa rocha, em Ponteira conseguimos ver o chapéu de Fernando Pessoa. Na subida da serra do Larouco é conhecida a cabeça do cão perdigueiro, pois em Cela, a ilusão de ótica,  ou  “Viés cognitivo”, ou “Apofenia” ou ainda “Oareidolia”, levou-nos a ver outras duas figuras, uma reproduzida na foto anterior onde nos parece ver um rosto humano ou máscara, com uma pedra na cabeça e esta coberta por um lenço, e na fotografia seguinte vemos por lá a cabeça de um sapo tipo Cocas dos Marretas ou então uma tartaruga com carapaça.

 

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Lamentamos não poder reproduzir aqui imagens da cascata de Cela cavalos, não por falta de tentativa de chegar até lá, pois tentar, tentámos, mas não tínhamos viatura apropriada para chegar até ela e para ir a pé, não tínhamos tempo.  Não foi só esta cascata que fomos deixando para trás, outras ficaram, mas ficou decidido que quando terminarmos a ronda por todas as aldeias do Barroso (agora já andamos nas de Boticas), iremos visitar as cascatas e outros locais menos acessíveis, nem que tenhamos que demorar todo o santo dia para cumprir a nossa missão, mas ir lá, haveremos de ir.

 

1600-cela (16)

 

Já atrás, numa referência do livro “Montalegre”,  foi referido que “Barroso constitui um mosaico de paisagens edénicas. Podemos dizer que em cada canto há um novo encanto.” . Nós confirmamos que é verdade, e neste itinerário que nos leva até à Cela, mais propriamente no trajeto da M308 entre Paradela e Cabril, em plena Serra do Gerês e entre o Rio Cávado o Rio Cabril, podemos desfrutar daquilo que mais belo há em termos de paisagens de montanha, aqui e ali enfeitadas com pequenas pérolas,  como Sirvozelo, Cela, Lapela, Azevedo, Xertelo, entre outras. Pequenas pérolas para quem passa por lá com olhos de apreciação, já não o são tanto para quem lá vive, daí que o despovoamento rural seja uma realidade.

 

1600-cela (29)

 

E por hoje vai sendo tudo, só nos faltam as referências às nossas consultas e os habituais links para anteriores abordagens a terras do Barroso.

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Friães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-friaes-1594850

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Peneda de Cima, do Meio e de Baixo, as Três Penedas: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:20
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Friães

1600-friaes (7)

montalegre (549)

 

No Barroso aqui tão perto, hoje vamos até à aldeia de Friães. Como é um topónimo muito vulgar em Portugal, convém desde já dizer que este Friães é o do concelho de Montalegre, no Barroso.

 

1600-friaes (68)

 

Como sempre o nosso ponto de partida é na cidade de Chaves. Das três opções possíveis para irmos até ao Barroso, hoje a nossa opção é a estrada de Braga, a Nacional 103 que, embora não seja o itinerário mais curto, é o mais rápido e melhor estrada. Por este itinerário, ao quilómetro 62.7 estaremos em Friães.

 

1600-friaes (3)

 

Mas também optamos pela E.N.103 porque Friães fica quase à beira desta estrada, mais precisamente a 1 km, à mesma distância que fica a aldeia vizinha dos Pisões e a Barragem do Alto Rabagão ou Pisões, se preferirem, e neste caso quando digo barragem é mesmo o paredão da barragem.

 

1600-friaes (152)

 

Assim, se quiser ir ou passar por Friães, basta ter os Pisões, aldeia e paredão da Barragem,  como referência, mas olho nas placas da estrada, isto para tomar o caminho mais direto, no entanto, se for através da aldeias dos Pisões, também vai lá ter. Mas para maior exatidão da localização, ficam as coordenadas da aldeia e de seguida também o nosso habitual mapa:

41º 44’ 25.65” N e 7º 52’ 53.80” O, a uma altitude de 895m.

 

mapa-friaes.jpg

 

Em termos das características da aldeia e da sua envolvente, não sei se ainda está ou não integrada em terras da chã, mas se não estiver comunga do mesmo chão e das mesmas características, quase no limite, pois a partir de aí, começa-se a descer para o Barroso “minhoto”.

 

1600-friaes (13)

 

Tal como dissemos logo no início, Friães é um topónimo muito comum em Portugal. Não sei quantas localidades existem com este topónimo, mas só na zona Norte existem pelo menos meia-dúzia de localidades com este topónimo.

 

1600-friaes (143)

 

Mas vamos ver o que nos diz a “ Toponímia de Barroso” a respeito deste topónimo:

 

FRIÃES

"A existência de diferentes antropónimos germânicos acrescenta dificuldades na análise de Friães. Mas julgo tratar-se de Froila documentado já em:

- 1054 no Dipl. Et.Chart. 392: por Froilanes. Na realidade a nossa povoação era conhecida, em:

- 1258 por Froyaes INQ 1514! No que acompanha outros Friães nacionais.

Portanto, Froilanes > Froyaes > Froiaes ou Fruiaes, fácil se chega a Friães. Perguntar-se-á porque não “villa” Froilani? Porque, neste caso, teria de dar terminação em ão, portanto, Frião, que também existe.”

 

1600-friaes (90)

 

Esta “Toponímia de Barroso”, logo a seguir à descrição dos topónimos de cada freguesia, apresenta a “Toponímia Alegre” respeitante a cada uma das aldeias. Quase sempre são dizeres populares e algumas picardias entre aldeias vizinhas, às vezes pouco abonatórias para as visadas nesses dizeres, mas sempre divertidas para quem está de fora.

 

1600-friaes (138)

 

Pois a “Toponímia de Barroso” no capítulo da “Toponímia Alegre”, sobre Friães também há algumas referência. Pelo caminho dessas referências, vamos metendo algumas fotos de Friães, que nada terão a ver com aquilo que se vai dizendo, mas como temos muitas fotos para hoje, temos mesmo que ir deixando aqui algumas: Pois a “Toponímia Alegre”, sobre Friães diz o seguinte (depois da foto):

 

1600-friaes (105)

 

Uma mulher de Viade:

Mandei fazer uma capa

Ao pisoeiro d’Ablenda

Ninguém se finte nos homes

Que os  homes são má fazenda

 

As Meninas de Friães

Não sabem ficar no linho

Mas sabem ir ao louceiro

Ver se a caneca tem vinho

 

1600-friaes art

 

E continua a “Toponímia Alegre”:

 

Esta noite, à meia-noite,

Ouvi dar um assobio:

Eram moças de Friães

Que foram lavar-se ao rio!

 

Que foram lavar-se ao rio

Tirar esterco do carrolo:

Terra de pouco brio

Terra de muito parolo!

 

1600-friaes (91)

 

Ainda na a “Toponímia Alegre”:

 

Diziam as moças de Friães

 

(que não usavam cuecas e

Ao passarem nas pondras)

 

Antes de terem o ponderado:

 

Ò rio, como vais tão turvo,

Como vais de despenhado…

Irias mais a modinho

Se te tivesses casado!

 

1600-friaes (75)

 

Continua a “Toponímia Alegre):

 

As moças de Friães

Para irritarem as suas vizinhas:

 

Vai junguir o teu pai

Que anda além rio

Lanhado com a mosca!

 

Vamos lá para o Pisão,

Vamos ver o que lá vai,

As casas são de terrão,

A telha abaixo não cai!

 

1600-friaes (77)

 

E ainda antes de continuar com Friães vou fazer aqui um aparte e dentro ainda da “Toponímia Alegre” vamos fazer uma passagem por uma aldeia que fica em frente a Friães, na outra margem do Rabagão, o Telhado, tudo porque esta também faz referência à nossa veiga de Chaves, então diz assim (já a seguir à foto):

 

1600-friaes (44)

 

Um que casou no Telhado:

 

Eu fui casar ao Telhado

É boa vida ser casado

E matar um bom cevado.

Há três anos que casei

E nunca sem matar fiquei:

A não ser este ano

E também no ano passado

E no ano que me casei.

 

1600-friaes (49)

 

Continuamos com a “Toponímia Alegre”:

 

Quem quiser conhecer

Caminho mal passado

Vá das Alturas ao Telhado!

 

Adeus lugar do Telhado

As costas te vou virar:

Vou para as Veigas de Chaves,

Onde me eu vou desterrar!

 

1600-friaes (43)

 

 

Se vão rezar à capela

As mocinhas do Tellhado,

Dizem umas para as outras:

Quem me dera um namorado!

 

(…)

 

1600-friaes (31)

 

E continua, mas nós em relação a esta (Um que casou no Telhado), vamos ficar por aqui, pois hoje o post é dedicado a Friães. Ficamos por aqui em relação ao Telhado mas vamos continuar na “Toponímia Alegre” para mais uma referência a Friães, numa que se intitula “Cávado – Regavão”.

 

1600-friaes (26)

 

Suponho que este “Regavão” será o mesmo que Rabagão, o nome rio que dá origem à Barragem dos Pisões ou Alto Rabagão, enquanto que o Cávado, dá origem à Barragem de Paradela. Curiosamente Friães fica entre estes dois rios e barragens, embora mais próxima da Barragem dos Pisões , a de Paradela (em linha reta) fica apenas a 6 km.

 

1600-friaes (28)

 

Cávado - Regavão

 

Leirões de Lamas,

Lagartos de Fervidelas,

Conhadeiros de Bustelo,

Boleteiros de Friães,

Ladrugães, esfola-gatos mata-cães.

Mata-moura de Reigoso,

Chinos de Currais,

(…)

E continua, mas como a referência a Friães já foi feita, ficamos por aqui, mas um deste dias voltamos para outra qualquer aldeia aqui abordada.

 

1600-friaes (17)

 

Vejamos o que mais há por aí a respeito desta aldeia. Por exemplo no livro “Montalegre” encontrámos estas referências (o sublinhado e negrito são meus):

“ “Sinais dos tempos” Vários outros monumentos da romanização se descobriram e permanecem cá testemunhando a sua origem e finalidade: marcos miliários em (Padrões, Currais, Travaços e Arcos) aras romanas em (Vilar de Perdizes, Pitões e São Vicente da Chã) estelas funerárias (Vila da Ponte/ Friães), o célebre Penedo de Rameseiros (Vilar de Perdizes) e outros.”

 

1600-friaes (23)

 

E quando já estávamos para entrar nos finalmente deste post, com o habitual lamento de nada mais podermos acrescentar por nos faltarem outras referências à aldeia, eis que numa última pesquisa que sempre faço na Internet encontro um site dedicado à aldeia, bem compostinho e com muita informação e algumas fotos antigas, bem interessantes. Deixo de seguida uma que lá "roubei" para abrir o apetite a uma visita que deve ser obrigatória, pois tem muita informação sobre a aldeia, que me vai ser impossível reproduzir aqui. Pois fica a foto e o link (também reproduzido no final deste post), que é de visita obrigatória:

http://friaes.weebly.com/historia.html

  

friaes antiga.PNG

 

Pois mesmo antes de encontrar este site ia iniciar a conclusão do post com dois apontamentos que não poderia deixar de referir. Visitei esta aldeia por duas vezes, a primeira em maio de 2016 para fazer o levantamento fotográfico da aldeia, já a meio da tarde, num dia bem quente de maio. Esperávamos ser uma visita mais ou menos rápida, pois na agenda ainda tínhamos outras aldeias por onde passar, mas acabámos por ficar por lá muito mais tempo do que o previsto, tudo porque à entrada da aldeia fomos simpaticamente recebidos por um dos seus habitantes com quem ficámos durante um bom bocado à conversa. Além de gostarmos de conversar com os habitantes locais, gostamos também de conversar com os mais velhos, que era o caso, pois com eles temos sempre alguma coisa, mas sobretudo também gostamos de ser bem recebidos, como fomos, pois embora em geral o sejamos na maioria das aldeias do Barroso, há uma ou outra aldeia em que tal não acontece, onde as pessoas mostram uma certa desconfiança sobre o que andaremos por lá a fazer, o que faz com que as nossas visitas sejam sentidas como uma autêntica incursão. Pois quando ficamos agradados com as pessoas, agradecemos, sem que seja com o nosso respeito e simpatia dos nossos agradecidos gestos e palavras.

 

1600-friaes (10)

 

O segundo apontamento é sobre o segundo momento em que sem querer, vindos da Venda Nova, entrámos por uma estrada secundária sem sabermos onde ela ia dar. Mas sabíamos que iria para algum lado, e ao dobrar da montanha damos de caras com uma aldeia lindíssima, que ainda não tínhamos visitado, pensávamos nós, pois embora fosse Friães, fizemos a abordagem à aldeia por outro ângulo de visão, e só ao penetrar na intimidade da aldeia, no seu miolo, é que nos apercebemos que a aldeia já não nos era estranha. Desta vez ainda pela manhã, no mês de junho deste ano de 2017, e mais uma vez pensávamos estar por lá apenas uns minutos, principalmente depois de descobrirmos onde estávamos, pois já tínhamos feito a recolha fotográfica e as fotos começavam a ser repetidas.  Mas, mais uma vez acabámos por ficar por lá muito mais tempo , pela mesma razão da primeira visita - a simpatia da receção e a agradável conversa com os mais velhos, à boa maneira transmontana e barrosã, com a hospitalidade  da arte de bem receber. Visita que só interrompemos porque as nossas barriguinhas já pediam almoço. Tinha de deixar aqui estes dois momentos, pois a beleza das nossas aldeias não está só na beleza do seu casario, nos seus pontos de interesse e na sua paisagem envolvente, mas sobretudo esta nas suas gentes. Na sua humildade, na sua arte de bem receber, de bem conversar e partilhar os seus saberes. Quando tal acontece, é ouro sobre azul. Friães, é uma dessas aldeias

 

1600-friaes (109)

 

E agora sim podemos despedir-nos com o espírito de missão cumprida de dar a conhecer mais uma aldeia barrosã, que recomendamos uma visita, porque a aldeia merce mesmo uma visita. Penso que as fotos que deixamos falam por nós, quanto às pessoas, terão mesmo de lá ir, mas não se esqueçam da recomendação que costumo deixar por aqui, apoiando-me como sempre nas palavras de Torga para descobrir estes reinos maravilhosos, em dois dos seus momentos:  “ O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite.” Mas lembre-se de entrar nelas a tremer de vergonha “ Entro nestas aldeias sagradas a tremer de vergonha. Não por mim, que venho cheio de boas intenções, mas por uma civilização de má-fé que nem ao menos lhes dá a simples protecção de as respeitar.” As citações de torga são de “Um Reino Maravilhoso” e do “Diário VIII”.

 

1600-friaes (169)

 

Sobre a aldeia de Friães haveria muito mais a dizer, mas pela certa que encontrará muito mais no site para o qual a seguir deixamos link, logo a seguir a bibliografia e antes dos links para as anteriores abordagens ao Barroso.

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso.

 

Um Sítio de visita obrigatória

http://friaes.weebly.com/historia.html

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Peneda de Cima, do Meio e de Baixo, as Três Penedas: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-as-tres-1591657

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 9 de Outubro de 2017

O Barroso aqui tão perto - As Três Penedas

1600-azevedo (6)

montalegre (549)

 

Aquando iniciei esta peregrinação pelas aldeias do Barroso, muni-me de alguma informação. Primeiro de um mapa que eu tinha do Alto-Tâmega, que em tempos fui fazendo no meu tempo livre a partir dos mapas dos vários concelhos do agrupamento. Mapas que o então GATAT tinha para orientação e trabalhos dos técnicos dessa entidade. Parti do principio que estaria correto, mas cedo fui dando conta que nele havia algumas omissões e erros que fui corrigindo.

 

1600-peneda-cima (1)

 

Quando parti para o terreno era esse o mapa que tinha como referência, mas no entretanto consegui no EcoMuseu do Barroso um mapa turístico, edição da Câmara Municipal de Montalegre, onde além das localidades são assinados 105 pontos de interesse. Claro que em relação ao meu mapa é muito mais útil, principalmente pelo alerta para os pontos de interesse de cada localidade.

 

1600-peneda-cima (7)


Mas só a cartografia para partir à descoberta do Barroso, embora muito útil, é pouco. Consegui depois uma listagem dos CENSOS 2011 - INE com todas as localidades do Concelho de Montalegre e respetivas freguesias (ainda sem a união de algumas). Entre outra informação escrita e gráfica, antes de partir para o terreno, faço um itinerário prévio, e aí estudo exaustivamente a fotografia aérea do Google Earth. Depois é só cruzar a informação e arrancar para o terreno.

 

1600-peneda-cima (17)

Vista desde Peneda de Cima para a Serra do Gerês e aldeia de Lapela


Para o itinerário onde obtive a informação de hoje, após cruzar a informação disponível, incluí a aldeia de Peneda, que não estava no meu mapa, nem no mapa turístico que obtive no EcoMuseu do Barroso, mas que constava nas localidades do CENSOS como pertencente à freguesia de Covelo do Gerês e que também aparecia no Google Earth.

 

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No itinerário desse dia tinha programado iniciar por Ponteira, seguindo para São Bento de Sexta Freita e a seguir incluí a aldeia de Peneda. E assim foi para as duas primeiras aldeias. No entanto ao chegar à Peneda, a placa de estrada da entrada da aldeia indicava Peneda de Cima. Ora se havia Peneda de Cima, também deveria existir a Peneda de Baixo. Por sorte tínhamos lá um habitante da aldeia a quem perguntar, e, além de confirmar a nossa suspeita, acrescentou-lhe ainda outra Peneda, a Peneda do Meio, que ficava alí logo a seguir...

 

1600-peneda-cima (14)


Pensávamos nós que íamos para a Peneda e acabámos por ir a três Penedas. Habitualmente fazemos um post por aldeia, mas hoje, o post, será também dedicado às três Penedas, com fotografias repartidas, mas no restante, o texto, será para as três aldeias, não só por partilharem o mesmo topónimo, mas também por partilharem as suas características, à exceção das coordenadas, que aí cada uma terá as suas, e um ou outro pormenor que no decorrer desta escrita e da informação disponível, seja sugerido.

 

1600-peneda-cima (21)

 

Dado que partimos de São Bento de Sexta Freita para as Penedas, a abordagem às mesmas foi feita pela ordem que nos aparecia na estrada, ou seja, primeiro entrámos e Peneda de Cima, depois passámos para a Peneda do Meio e a seguir a Peneda de Baixo. As fotografias também vão aparecer por esta ordem. Na passagem de uma para outra Pededa avisaremos, ou melhor, avisamos já, pois as primeras sete fotos que deixámos para trás são todas da Peneda de Cima. A seguir temos o nosso mapa e após este as imagens passarão a ser da Peneda do Meio.

 

mapa-penedas.jpg

 

E fica o mapa porque vamos passar já à Localização das Penedas e ao itinerário proposto para chegar até lá, como sempre a partir da cidade de Chaves. Sempre que vamos até ao Barroso de Montalegre, há três itinerários possíveis, ou sejam o da Estrada do S.Caetano/Soutelinho da Raia, o da Estrada Nacional 103 (Estrada de Braga) e o da EN 103 até Sapiãos e a partir de aí, via Boticas e Salto, pela R311. Desta vez, como o itinerário tinha início em Ponteira, decidimo-nos pela Estrada do S.Caetano até Montalegre e a partir de aí pela Estrada Nacional interior que se vai desenvolvendo junto ao Rio Cávado, a Nacional 308. A referência para esta estrada pode ser a Barragem de Paradela e a partir desta (sem atravessar o paredão da barragem) basta seguir as placas.

 

1600-peneda-meio (6)

 

Para chegarmos às Penedas, após Ponteira, temos São Bento de Sexta Freita. Aqui temos de abandonar a R311 e entrar nesta aldeia, sem voltar atrás, pois para as Penedas o caminho é para a frente, basta seguir a única estrada que sai da aldeia.

 

1600-peneda-meio (22)

 

Ficam as coordenadas de cada Peneda bem como a altitude, esta para compreender o porquê dos seus apelidos de Cima, do Meio e de Baixo.


Coordenadas da Peneda de Cima:
41º 44' 08.75"N e 7º 59' 14.57"O - Altitude 609m


Coordenadas da Peneda do Meio:
41º 44' 18.87"N e 7º 59' 18.34"O - Altitude 534m


Coordenadas da Peneda de Baixo:
41º 43' 58.95"N e 7º 59' 44.10"O - Altitude 465m

 

1600-peneda-meio (13)

 

Pelas altitudes e coordenadas, facilmente percebemos que já estamos no Baixo Barroso, a descer para terras do Alto Minho, aliás isso é bem notório na paisagem onde as Penedas estão, embora as vistas que se lançam a partir delas sejam para a aspereza da Serra do Gerês.

 

1600-peneda-meio (4)

 

Passemos ao topónimo. Ao sabermos que as nossas aldeias de hoje estão integradas no Parque Nacional da Peneda-Gerês, quase somos tentados a dizer que são estas que contribuem para o nome do parque. Bem poderia ser, mas não é, pois quem dá o nome ao parque são as serras onde o parque começa e acaba, ou seja o parque começa na Serra da Peneda e depois de passar pela Serra do Soajo e a Serra Amarela, termina na Serra do Gerês.

 

1600-peneda-meio (23)

 

Pois quanto ao topónimo, o melhor é mesmo irmos até à "Toponímia de Barroso" onde consta:

"Penedas
Terá surgido do plural neutro singularizado Pinheta < de pinha equivalente a Penna, que significa "pedra", rocha. O local é mesmo um monte penhascoso, dir-se-á, uma ribanceira rochosa sobre o Cávado que levou à disposição das moradias em três grupos a que hoje se chama já Peneda de Cima, do Meio e de Baixo. Não consta das inquirições mas é provável que houvesse por ali algumas das casas referenciadas na freguesia de Covelo do Gerês."

 

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1600-peneda-baixo (12)

 

As fotos anteriores já são da Peneda de Baixo.


Voltando àquilo que se diz na toponímia de Barroso a respeito das Penedas. Ora nem sempre temos de concordar com aquilo que se escreve, e neste caso das Penedas não concordo mesmo com aquilo que é dito. Aliás as fotografias que deixo dão para ver que nem penhascos, nem ribanceiras rochosas. Da outra margem do Cávado, em frente às Penedas, isso já é verdade.

 

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Pois quanto às minha pesquisas, para além do que consta na "Toponímia de Barroso" e uma referência apenas ao topónimo de Penedas da freguesia de Covelo do Gerês no livro "Montalegre", de resto mais nada, e tal como atrás disse, no mapa turístico que a Câmara Municipal distribui no EcoMuseu, as Penedas nem sequer existem, e é pena, pois as Penedas, qualquer uma delas, mas o conjunto muito mais, mereciam estar nos roteiros turísticos do Barroso.

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Existe no entanto, no facebook, um perfil sobre as Penedas, intitulado "Aldeia da Peneda ou três Peneda, Concelho de Montalegre", cujo link é fica aqui:


https://www.facebook.com/Penedas/


Onde se podem encontrar muitas fotos e coisas do dia-a-dia das Penedas. Assim se quiser saber mais alguma coisa sobre as Penedas, nem há como passar por lá.

 

1600-peneda-baixo (11)

 

Já deram conta que algumas fotos são apresentadas duas a duas. Isto porque pensávamos encontrar alguns escritos sobre as Penedas, mas não encontrámos. Assim, mais uma vez ficam as nossas habituais impressões sobre estas aldeias.

 

1600-peneda-baixo (2)

 

Pois, talvez ainda antes de entrarem nas três Penedas, eu recomendava vê-las desde o outro lado do Rio Cávado, desde a aldeia de Azevedo ou de Lapela, aldeias vizinhas para as quais as Penedas lançam vistas. Nas imagens que ficam atrás, as panorâmicas sobre as Penedas são tomadas desde a aldeia de Azevedo. Há no entanto uma foto que é tomada desde a Peneda de Cima que lança vista sobre a Serra do Gerês e sobre a aldeia de Lapela.

 

1600-peneda-baixo (1)

 

Pelo que atrás disse, as vistas desde as Penedas são vistas a não perder, e o contrário também é verdade, as vistas sobre as Penedas. Depois de vistas lançadas para e desde mais longe, aí sim, há que entrar nas Penedas e apreciar os pormenores. Os espigueiros, os verdes dos campos e da floresta, o casario tradicional. Não conseguimos descer ao Cávado, onde existe uma ponte e pela certa a habitual água cristalina a que os rios do Barroso já nos habituaram, e quem sabe, quase pela certa, alguns rápidos e pequenas cascatas. Fica para uma próxima oportunidade. Para finalizar, se como nós gosta de descobertas, não deixe de descobrir as Penedas, pois não se vai arrepender. Espero que as fotos convidem a isso mesmo, mas como sempre, uma coisa são imagens de fotografia e outra é viver estes locais. Estar lá, respira o seu ar, conversar um pouco com os seus habitantes.

1600-peneda-baixo (16)

 

E agora só restam as habituais referências e links para as anteriores abordagens ao Barroso.

 

Bibliografia
BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

Um Sítio para consultar
https://www.facebook.com/Penedas/

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:


A
A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257
Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459
Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516
Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724
Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701
Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B
Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670
Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048
Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C
Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875
Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496
Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943
Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991
Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958
Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573
Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196
Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192
Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249
Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D
Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F
Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294
Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619
Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833
Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G
Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100
Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L
Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004
Lapela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209
Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M
Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262
Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229
Mourilhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-mourilhe-1589137

 

N
Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302
Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O
O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557
Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886
Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P
Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152
Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428
Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464
Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308
Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192
Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799
Paredes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901
Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344
Penedones - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130
Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473
Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405
Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R
Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026
Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214
Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590
Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061
Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355
Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S
São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677
São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974
Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167
Sendim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765
Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325
Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548
Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977
Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T
Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376
Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979
Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V
Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900
Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489
Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489
Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643
Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232
Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900
Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489
Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X
Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z
Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

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Domingo, 1 de Outubro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Mourilhe

1600-mourilhe (68)

 

montalegre (549)

 

Como já é hábito aqui no blog,  aos domingos vamos até ao Barroso aqui tão perto. Hoje vamos até Mourilhe, mais uma das aldeias do Barroso de Montalegre e por sinal bem próxima de Montalegre.

 

1600-mourilhe (57)

 

Iniciemos então pela localização de Mourilhe,  que já sabemos ser do Barroso, ficando a Noroeste de Montalegre a pouco mais de 4,5 km desta. Tem como aldeias mais próximas a aldeia de Sabuzedo ( a 1 Km) e Donões ( a 2.3Km)  mas também a raia galega  a 2,6 Km mas sem ligação direta por estrada embora com caminhos que cheguem até ao outro lado da raia.

 

1600-mourilhe (51)

 

Quanto ao melhor itinerário para chegar a Mourilhe a partir de Chaves, hoje não há dúvidas, recomendamos a Estrada Municipal 507, estrada do S.Caetano, via Soutelinho da Raia. Este itinerário tem 47,1Km e faz-se em menos de 1 hora. Claro que o tempo gasto nesta pequena viagem depende sempre das paragens que fizermos pelo caminho. Se forem como as nossas viagens em que temos paragens obrigatórias, por exemplo uma de contemplação da Serra do Larouco, outra para um café em Montalegre  e outras ocasionais provocadas por convites a um clique fotográfico, então aí o tempo de viagem alarga-se um pouco, mas neste itinerário nunca irá além das 2 horas.

 

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Mas como sempre ficam também as coordenadas de Mourilhe e o nosso habitual mapa:

41º 50’ 16.71”N e 7º 50’ 32.73”O. Quanto à altitude, já sabemos que são terras altas localizando-se a aldeia entre os 966 e os 1015 metros de altitude.

 

mapa-mourilhe.jpg

 

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Quanto ao topónimo Mourilhe, vamos espreitar o que diz a “Toponímia de Barroso”:

Mourilhe

Desde 2013 – União das Freguesias de Cambezes, Donões e Mourilhe.

“Não dá lugar a qualquer incongruência toponímica como a que já escutei “ o mesmo que Mouril, sítio onde se fixaram mouros!” Nada mais ridículo!

É o nome pessoal Maurellus que, pelo genitivo, Maurelli – Maurilli, donde “villa” Maurilli > Mourili > Mourilhe.

- 1258 de Sancti Jacibi de Mourili” – faltava apenas palatalizar!

Recebeu carta de foro do reguengo de D.Afonso III em Mourilhe, em:

- 1258, um tal “João Lopes e sua mulher Maior Pires”

 

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E continua a toponímia:

"Já Mourela, se não é feminino de Mourelo (Maurelus, e não creio que o seja), poderá ser o diminutivo de Mouro/a no sentido de serra pequena. Com efeito a serra da Mourela é muito menor que as adjacentes, mas revela muitos mais sinais  da presença de povos antigos a que normalmente o povo chama “mouros”. Daí a propriedade com que lhe aplicaram o nome! Sítio de “ mouros “ como Mouraria."

 

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E quanto ao topónimo, sua origem e significado, estamos conversados e postas as coisas como foram na “Toponímia de Barroso”,  desta vez nem sequer nos atrevemos  a divagar sobre o assunto, curiosamente e sinceramente, também não tínhamos nenhuma ideia sobre tal.

 

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Quanto à população da aldeia, tal como a grande maioria das nossas aldeias da região, o despovoamento também atacou Mourilhe. Segundo os dados dos CENSOS desde 1864 até 1970 a aldeia andou sempre a rondar os 500 habitantes, tendo atingido mesmo os 613 habitantes nos CENSOS de 1950. A partir dos anos 70 a queda da população foi vertiginosa, passando para 295 habitantes em 1981, para 197 em 1991, para 144 em 2001 e finalmente para 117 habitantes em 2011.

 

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Mas entremos em Mourilhe. Antes de deixar por aqui aquilo que encontrámos nas nossas pesquisas, vamos às nossas impressões pessoais.

 

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Para quem está em Montalegre e sobe ao Castelo, se lançar vistas a partir de aí, observa facilmente que a Nordeste a Serra do Larouro e o seu grande planalto dominam a paisagem e se lhe virarmos costas, a Sudoeste, é o pequeno vale do Cávado que nos atrai o olhar. Mourilhe fica nesta transição a cair mais para o Vale do Cávado.

 

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Mourilhe que aquando das nossas deslocações para fazer o levantamento fotográfico já não era novidade para nós. Já lhe conhecíamos a Igreja, pois desde que a vimos chamou-nos à atenção pela sua beleza, o largo da fonte/tanque e o Hotel Rural “Senhora dos Remédios” ou se preferirem o Hotel do Padre Fontes, aliás foram estes (Padre e Hotel)  que nos levaram lá, integrado num grupo de Animadores Socioculturais do qual o Padre Fontes também faz parte.

 

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Confesso que nessas primeiras visitas não houve muito tempo para dedicar à aldeia de Mourilhe, pois o menu da “Ceia das Bruxas Encantadas” era mais convidativo. Daí o termos lá voltado mais duas vezes sem hotel e sem ceia. Mas não resisto a deixar aqui a ementa da “Ceia” que para nós até foi almoço:

 

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Ceia das Bruxas encantadas:

- Presunto afumado nas lareiras do INFERNO

- Pão que o diabo amassou no forno do povo

- Caldo de urtigas malditas colhidas nas bordas do paraíso

- Vitela embruxada e batata com murro de bruxa branca

- Rabanada com leite e mel de bruxa voadora

- Vinho excomungado do outro Verão

- Café negro como o Diabo, quente como o Inferno

- Levanta o pau do diabo

-  Queimada monumental na lareira

 

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Nem de propósito, a 13ª imagem de Mourilhe aparece após esta ementa da “Ceia das Bruxas”. Tempo também para anunciar que o próximo dia 13 de outubro é numa sexta-feira, ou seja, sexta-feira 13, dia grande, dia das bruxas, dia de festa em Montalegre que já leva milhares de pessoas até esta vila Barrosã, tal é o bruxedo, pois depois de se ir lá uma primeira vez, fica-se fã das festas das sextas-feiras 13 para todo o sempre. Se não acredita, vá lá, e depois conversamos…

 

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 Passemos agora às nossas pesquisas, iniciando por aquilo que se diz na página da NET do Padre Fontes:

"Mourilhe

Mourilhe (S. Tiago) junto com Sabuzedo, são aldeias antigas de granito escuro, ruas a convergir ao centro e pouco povoadas como todas as do interior do concelho. Um belo cruzeiro em Mourilhe e alminhas, em Sabuzedo atraem o visitante. Mourilhe, de belas casas que arderam por 2 vezes no sec. XIX, é terra de encosta, casas típicas, Igreja, relógio de Sol, Cruzeiro, fontenários. São monumentos de valor regional. A festa de S. Brás com relicários é em 3 de Fevº e ponto de encontro para provar a água de S. Brás. A casa do Outão, com fama de assombramentos, é um Solar séc. XVlll, com linda capela particular, em 2001 transformada em Hotel rural paradisíaco. O altar da Moura na serra indica uma tradição de lendas esquecidas S. Paio e Santiago encaminhavam o peregrino para Compostela. Aldeia raiana com terras do Couto Misto e de Vilar Galego, conserva costumes e tradições ancestrais."

 

1600-mourilhe (10)

 

 

Quanto ao Hotel Rural  que nasceu da Casa do Outão com fama de assombramentos e é verdade, sou testemunha disso mesmo, pelo menos eu fiquei assombrado com a vistas que desde ele se apreciam, com beleza da sua capela,  com a sua biblioteca de temas regionais, com museu profano, mítico, e sacro do Séc. XVIII, com peças raras e belas e claro, com a “Ceia das Bruxas Encantadas” que com o remate do “Levanta o pau do diabo” e a “Queimada monumental na lareira”, para ficar assombrado de todo só me faltou ficar lá a dormir…

 

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Já quase podia ficar por aqui, mas como hoje fui generoso nas fotografias (27 no total sem contar o mapa e o cabeçalho) vou ter que acrescentar mais alguma coisa. Pois é, ao começar a ver os motivos registados na aldeia, não resisto a acrescentar mais um, depois mais outro, e por aí fora. O Barroso é assim, também nos deixa assombrados com as suas belezas e aldeias.

 

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No livro Montalegre encontrámos as seguintes referências a Mourilhe (os negritos e sublinhados são meus):

“Os cruzeiros são mais de 60 e se lhes juntarmos os calvários ainda existentes com as cruzes das estações da via sacra serão três vezes mais.

Destacam-se o de Salto, Pondras, Mourilhe, Codessoso de Meixedo, de Montalegre, o da Interdependência da Vila da Ponte, Negrões, Meixedo, Sabuzedo, Santa Marinha, Santo André, Penedones, Antigo de Serraquinhos, Sezelhe, Travasços do Rio, Vila da Ponte, Bustelo e Parafita!

 

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Mais à frente, num capítulo intitulado “As àguas” diz-se o seguinte:

 

“As Águas

Para além do Parque Nacional a natureza continua presente em Barroso. Nos grandes planaltos nascem os rios, como é o caso: na segunda maior serra nacional – o Larouco, nasce o segundo maior rio nacional – o Cávado; ali bem perto nasce o Regavão e logo ao lado o Beça – três rios extremamente ricos que a administração pública alienou prejudicando os montalegrenses: neles se fizeram enormes barragens para fornecer energia aos grandes centros e às zonas industrializadas mas o fornecimento de energia que nos reservaram é deplorável; depois, via Serviços Florestais e Aquícolas, lançaram nas nossas águas espécies assassinas de peixes que levaram à extinção os maravilhosos e incomparáveis escalos e trutas indígenas; as gigantescas albufeiras ocuparam alguns dos nossos melhores vales de cultivo e de forragens. Enquanto isso, o barrosão emigra…e “come o pão que o diabo amassou pelo mundo além”! Agora vem aí outra “agressão” se os homens bons desta terra (a começar pelo Presidente da Câmara) se não acautelarem!...A mãe de todas as barragens barrosãs – a Barragem de Pisões – vai dar água a metade do distrito de Vila Real! Primeiro ficámos sem os campos, agora pagamos a energia (fraca e incerta) tão cara como os mais e, mais tarde, nem campos, nem peixes, nem água!!! A ver vamos! (…)

 

1600-mourilhe (95)

 

E continua:

(…) Apesar de tudo ainda temos mais de mil fontes por esses recantos e algumas, que abasteceram as povoações, merecem uma visita! São as fontes de mergulho ou de chafurdo: em Mourilhe, Arcos, Vila da Ponte, Meixedo, Telhado, Viade de Baixo… Quase todas as povoações tinham a sua.

 

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Num outro capítulo intitulado “Factos” vem um triste facto do qual já tínhamos dado conta mas sem pormenores:

“Factos

(…)

 

“Incêndios de Mourilhe” - anos 1854 e 1875

No dia 4 de abril de 1854 a povoação ficou reduzida a cinzas.

Reconstruída por subscrição pública, no Minho e Trás-os-Montes, voltou a ser devorada pelas chamas, em 4 de julho de 1875, salvando-se apenas quatro casas e a igreja de s. Tiago.

 

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Aos pirómanos que ainda por cá vão resistindo, damos como exemplo esta mártir povoação. No dia 4 de Abril de 1854, ficou reduzida a cinzas, a igreja incluída. Reconstruída por subscrição pública, em terras do Minho e Trás-os-Montes, voltou a ser devorada pelas chamas, em 4 de Julho de 1875, apenas se salvando desta vez quatro casas e a igreja!

 

1600-mourilhe (46)

 

E continua:

 

O Aquilégio Medicinal dá notícia dos efeitos curativos da fonte desta Igreja que foi benzida “(consagrada) por São Braz” e produz milagrosas curas nas moléstias da garganta. Não conseguimos descobrir como é que o bispo Arménio São Braz cá teria chegado trezentos anos depois de Cristo, visto que foi martirizado, em 316. Em lembrança do seu martírio, as cardadeiras e tecedeiras escolheram-no para seu patrono e advogado das gargantas doentes. Por isso, se diz, quando a criança se engasga:

 

São Braz te desafogue

Já que Deus não pode!

 

Em tempos, Mourilhe foi Comenda de Cristo e levantava rendas em metade

da povoação de São Pedro da freguesia de Contim.

 

1600-mourilhe (27)

 

 

Pela certa que mais haveria para dizer e muitas estórias para contar sobre Mourilhe, mas ficamo-nos por aqui, pois tal como os mais velhos me ensinaram a respeito das refeições, ou seja,  em terminá-las antes de ficarmos saciados para assim saberem melhor e não perdermos o apetite às próxima refeições. Pois também por aqui devemos deixar um bocadinho para termos um pretexto para de futuro tornarmos a ir por Mourilhe e pelo Barroso.

 

1600-mourilhe (100)

 

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2006), “Montalegre” : Edição do Município de Montalegre.

 

1600-p-fontes-mouri (320)

 

Sites

http://padrefontes.com/default.asp

 

 

1600-mourilhe (104)

 

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Caniçó - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-canico-1586496

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:59
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Caniçó

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montalegre (549)

 

Hoje no “Barroso aqui tão perto” vamos até uma das aldeias do Barroso mais distante, isto para nós que temos o ponto de partida a partir da cidade de Chaves. Iniciemos então pela sua localização e itinerário que nós aconselhamos.

 

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A uma altitude a rondar os 900 metros, Caniçó pertence à freguesia de Salto, concelho de Montalegre, mas com três concelhos ali à beirinha, o mais próximo, o de Vieira do Minho fica só a 700m, o de Cabeceiras de Basto a 4 km e o de Boticas a 5 Km, medidas em linha reta. Por sua vez, a sede de freguesia fica a apenas 3 Km, mas mesmo, mesmo ali ao lado, a coisa de 400 metros tem as Minas da Borralha a Norte, ou aquilo que delas resta, mas também e ainda a 400 m, mas a Poente, tem a aldeia de Paredes.

 

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Quanto ao melhor itinerário (a partir de Chaves), mais próximo (55.5 Km), mais económico (6.82€) e mais interessante é via Estrada Nacional 103 (Estrada de Braga) até Sapiãos, aqui abandona-se a EN 103 em direção a Boticas e a partir daqui toma-se a Estrada Nacional 311. Esta última atravessa todo o concelho de Boticas, não é para grandes velocidades, mesmo porque as curvas e paisagem não o permitem, pois vamos sempre em estado de apreciação.

 

1600-canico (40)

 

Como sempre deixamos as coordenadas de um ponto central da aldeia: 41º 38’ 55.11”N e 7º 58’ 54.06”O e também o nosso habitual mapa.

 

mapa-canico.jpg

 

Atrás, nas coordenadas, falei de um ponto central da aldeia e não do centro da aldeia, isto porque a forma de povoamento da aldeia é um pouco atípico daquilo que é tipicamente habitual nas nossas aldeias, tanto daquelas que tem um aglomerado concentrado com um núcleo bem definido como das que se desenvolvem ao longo de uma estrada principal, sem núcleo definido ou ainda daquelas que têm um povoamento disperso, como acontece por exemplo nas aldeias de Covelo do Gerês .

 

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Pois esta aldeia de Caniçó é um misto de todos os tipos de povoamento atrás apontados e com exceções, pois desenvolve-se ao longo de dois arruamentos principais  onde existem dispersos pelo menos quatro aglomerados  bem definidos, mais parecendo pequenas aldeias que fazem um todo de uma aldeia. Aparentemente pequenos núcleos, cada um ligado a uma grande casa rural ou como se fossem pequenas “villas”.

 

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Quanto à aldeia, agora no seu todo disperso, estamos na freguesia de Salto onde já estamos habituados à exuberância do seu verde dos campos, aliás penso que hoje isso mesmo fica bem demonstrado na maioria das fotos que vos deixo. Caniçó  é uma aldeia daquele Barroso que já faz a transição para o Minho que lhe fica mesmo ali ao lado, a 700m (Alto Miho), bem diferente do Alto Barroso.

 

1600-canico (53)

 

Passemos para o topónimo Caniçó onde, como é habitual, vamos beber à fonte da “Toponímia de Barroso”, onde ao respeito se diz:

Caniçó

De Canna, por  cannicia+ola >  canizolo > canizoo > caniçó, pequeno canavial. Na forma evolutiva intermédia têmo-la em:

- 1258 « dixit quod Canizoo et» INQ 1511.”

 

1600-Canico (6)

 

E continua a “Toponímia”:

“ Fazia então parte de freguesia e concelho de Vilar de Vacas (Ruivães) hoje no concelho de Vieira do Minho, tendo entretanto transitado, tal como Linharelhos, para a freguesia de Salto, concelho de Montalegre”

 

1600-Canico (2)-1

 

E acrescenta:

GEDA, topónimo arcaico, talvez nome pessoal, feminino de Gedo > Geto, este, nome de origem germânica cujo significado desconheço.

- 1282 «en’o casal que chamarom de Geda en esse logar de Caniçoo que serve de servizaria dell Rey»

 

1600-canico (46)

 

E remata:

“Deve ter pertencido a este casal que foi serviçaria real o pedaço de tranqueiro de porta que há meia dúzia de anos apareceu e se guarda no Pólo do Ecomuseu.”

 

1600-canico (33)

 

Nas nossas pesquisas encontrámos algumas referências a Caniçó num blog “Norte Português”, nomeadamente no que diz respeito ao seu povoamento noutros tempos (o negrito e sublinhado é meu):

“O censo da população de 1530, ordenado por D. João III, indica moradores ou fogos nas seguintes povoações: Pereira, 6; Amear, 7; Pomar de Rainha, 3; Salto, 14; Cerdeira, 7; Reboreda, 21, Tabuadela, 7; Póvoa, 12; Bagulhão, 12; Amial, 4; Corva, 10; Paredes 5; Linharelhos, 7; Caniçó, 14.”

 

1600-canico (38)

 

Ainda no mesmo blog ( o sublinhado e negrito continuam a ser meus):

“Consta esta freguesia de duzentos fogos e de novecentas pessoas de sacramento, dividida em dezoito lugares ou aldeias de quazi semelhantes ares e clima frigidíssimo.

Salto e Cerdeira (…) constam ambos de trinta vizinhos; Linharelhos consta de doze fogos; Caniçó, treze; Paredes, quatro; Corva, dezoito; Ameal, cinco; Bagulham, dez; Ludeirodarque, seis; Póvoa, nove; Carvalho, onze; Beçós, dez; Reboreda, vinte; Taboadella, seis; Seara, cinco; Pereira, nove; Amear, vinte e Pomar da Rainha, seis.”

 

1600-canico (29)

 

E no mesmo blog diz-se  ainda ( o sublinhado e negrito continuam a ser meus):

“Um ensaio estatístico de 1836 fornece indicações dos seguintes lugares e habitantes: Ameal, 36; Armiar, 73; Bagulhão, 67; Caniçó, 93; Corva, 73; Linharelhos, 48; Paredes, 27; Pereira, 53; Pomar de Rainha, 48; Póvoa, 34; Reboreda, 91; Salto, 113; Cerdeira, 34; Tabuadela, 59.”

 

1600-canico (35)

 

E quase para finalizar, ficam mais algumas impressões pessoais a respeito da nossa aldeia de hoje – Caniçó.

Pois se de início as aldeias da freguesia de Salto me surpreenderam pela exuberância do seu verde, com o tempo deixei de ser surpreendido, não quero com isto dizer que deixasse de apreciar, antes pelo contrário, dá sempre gosto entrar e desfrutar de aldeias como estas, e que me respondem (como se me interrogasse) ao porquê do andar à sua procura, na sua descoberta a fotografá-las.

 

1600-Canico (8)

 

Mas mais agradados ficamos ao encontrarmos nestas aldeias mil e um motivos para registar, não só para memória futura mas também para de vez em quando nos deliciarmos aos vêr esses motivos no monitor do nosso computador, impressas em papel ou publicadas em espaços dedicados à fotografia ou aqui no nosso blog e partilhadas pelas redes sociais. Mas sobretudo porque confirma que o Barroso é mesmo uma pérola dentro do nosso Reino Maravilhoso, mas como sempre, tal como Torga dizia, para a ver “ é preciso (…) que os olhos não percam  a virgindade original diante da realidade e o coração (…)”.

 

1600-canico (31)

 

Da aldeia de Caniçó há a ainda a realçar o conjunto dos conjuntos do seu casario no meio de todo aquele ver, algumas construções mais nobres, a imponência de algum do seu arvoredo, autóctone, os espigueiros e muitos pormenores.

 

1600-canico (28)

 

Bem gostaria de acrescentar mais alguma coisa mas infelizmente, por ausência de outros dados, não posso. A partir de aqui só inventando e nós nem por isso gostamos de inventar. Certo que às vezes podemos mandar uns palpites, acertando às vezes e errando outras tantas ou mais vezes, mas além de avisarmos sempre,  palpitar não é o mesmo que inventar. E com esta já posso meter mais uma fotografia pelo meio.

 

1600-canico (32)

 

E desta vez as imagens têm mesmo que valer mais que palavras, pois só nos restam mesmo para deixar aqui as referências às nossas consultas, respetivos links e também os habituais links para as anteriores abordagens ao Barroso publicadas neste blog.

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

Sites

http://norteportugues.blogspot.pt/2011/03/historia-breve-da-freguesia-de-salto.html

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Antigo de Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-antigo-de-1581701

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes de Salto - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Paredes do Rio -   http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-do-1583901

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:06
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Segunda-feira, 11 de Setembro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Antigo de Sarraquinhos

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montalegre (549)

 

Acho que foi aqui que pediram o Antigo de Sarraquinhos, pois ele(a) aqui está, é a nossa aldeia de hoje no “Barroso aqui tão perto” e esta, até calha ser bem perto do nosso ponto de partida.

 

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Ponto de partida que para quem não sabe é feito sempre a partir da cidade de Chaves que, para ir até ao Barroso, tem duas opções principais, pois outras existem mais secundárias que acabam por ir dar a estas duas principais, que embora não sejam para deixar de parte, apenas se devem considerar  por conveniência de algumas particularidades ou até para “desenjoar”.

 

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Ora essas duas opções principais são a Estrada Municipal 507, que para nós é a estrada do S.Caetano/Soutelinho da Raia,  e a outra é a Estrada de Braga que oficialmente é a Estrada Nacional 103. Neste caso de irmos até o Antigo de Sarraquinhos não hesito em nada em recomendar a estrada do S.Caetano.

 

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Graças a internet que é uma farmácia de informação, que tal como os medicamentos pode ser utilizada para o bem mas também para outras coisas e têm sempre algumas contraindicações e efeitos secundários, principalmente para os que não batem bem do andar de cima, depressivos e outros seres complicados, hoje temos acesso a toda a informação. Diz-me ela, a internet nos devidos sítios credíveis, que para chegar até o Antigo de Sarraquinhos devemos tomar a EM507 e que para lá chegarmos temos de percorrer 27.4Km demoramos 00h43 em ritmo de passeio e gastamos 3.80€.

 

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Ora aí está o Barroso aqui tão perto que às vezes é mesmo muito perto e onde temos uma preciosidade à nossa espera, como é o caso deste Antigo de Sarraquinhos que me levam direitinho ao primeiro parágrafo do “Reino Maravilhoso” de Miguel Torga, com sublinhado meu que aliás irei fazer dele lema destas aldeias do Barroso, senão todas, a grande maioria. Pois diz assim:

 

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“Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.”

Miguel Torga, in “Reino Maravilhoso”

 

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Como já vos disse atrás alguém me pediu esta aldeia. Claro que não era necessário o pedido, pois eu iria lá na mesma, mas sempre que há um pedido, das duas uma, ou a aldeia merece mesmo ser visitada ou então é o bairrismo que a pede e neste segundo caso, já sabemos que os olhos bairristas que veem a aldeia não são os mesmo de quem a visita pela primeira vez, e às vezes acontece a desilusão, mas outras há, em que tudo vai além das expetativas e se calha, os olhares do visitante até descobrem na aldeia olhares que os seus naturais, de tão habituados que estão a vê-los, não os veem.

 

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Costumo pensar e às vezes dizê-lo as amigos de confiança que o Barroso é um segredo bem guardado. Reino Maravilhoso já muitos o sabem que é mas é nas suas pérolas, em tesouros escondidos e esquecidos, que residem esses segredos. Por um lado, ainda bem que assim acontece, pois é neles que reside também a tal “virgindade original” para desfrute de uns poucos amantes privilegiados, por outro, temos pena que tais “donzelas” acabem por morrer virgens sem ninguém as descobrir, mas o mais curioso de tal sentimento é que talvez prefira que morra virgem do que vir a ser descoberta e prostituída por que não a respeita. Felizmente na maioria dos casos mantém-se a virgindade original,  infelizmente, nalguns casos, tal já não acontece.

 

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Pois o Antigo de Sarraquinhos ainda mantém a sua “virgindade original”. Sofre das maleitas do despovoamento como quase todas mas mantém a sua integridade de aldeia típica barrosã do Alto Barroso, mas não aquele Alto Barroso que, em geral,  os de Chaves conhecem, aquele Barroso mais agreste do planalto da base da Serra do Larouco. Pois embora o Antigo de Sarraquinhos fique nas proximidades já esta na transição paisagística para as terras da Chã onde o verde mais vivo já começa a marcar presença.

 

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Quanto ao casario  mantém a sua integridade do casario típico barrosão, pelo menos do Alto-Barroso onde o granito é rei e senhor. Claro que já há muito se perderam as coberturas de colmo mas nalgumas construções mantém-se os testemunhos de tal ter existido. Pecados também os há, os habituais, pecados externos introduzidos pela modernidade que entra pelas aldeias adentro sem o mínimo respeito por elas ou pelos seus ícones tendo como exemplo flagrante o largo do cruzeiro onde com tanto espaço para reduzir o ruido visual, plantaram dois postes quase em cima do cruzeiro, até me admira como não aproveitaram o cruzeiro para fazer suporte dos fios, e fico-me por aqui…

 

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Do casario destaco aquele que é mais típico e embora não haja por lá construções solarengas, há algumas que merecem destaque, para além das construções/habitações mais típicas. Pois o destaque  vai para a pequena igreja onde na sua torre sineira em vez do habitual sino tem um relógio. O Sino foi colocado numa torre sineira própria, separada da igreja mas no adro de entrada o que, esteticamente, forma um conjunto mais interessante e equilibrado.

 

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Claro que em destaque fica também todo o conjunto da aldeia (casario) mas também a envolvência e a perfeita integração da aldeia na paisagem. Mas em pormenores destaco ainda as fontes e respetivos tanques/bebedouros. Pena junto a eles já não haver a vida que outrora tinham.

 

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Mas vamos lá ao Antigo de Sarraquinhos e ao que por aí encontrei sobre a aldeia, mas antes, vamos aprimorar a sua localização e a forma de chegar lá.  Tal como disse no inicio a estrada a tomar é a Estrada Municipal 507 que passa pelo S.Caetano e por Soutelinho da Raia. Logo a seguir a Soutelinho entramos no concelho de Montalegre e quase logo a seguir temos Meixide. No final desta aldeia a estrada divide-se em duas, ambas vão dar a Montalegre, mas uma é via Vilar de Perdizes e a outra via Pedrário e Sarraquinhos. Pois devemos tomar esta última ou seja o Caminho Municipal 1006.

 

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Estamos então no CM 1006 e perto de 3 km mais à frente encontraremos Pedrário, se for com tempo, dê uma olhadela a Pedrário pois só fica a ganhar, mas como o nosso destino é o Antigo de Sarraquinhos, continuamos caminho fora até Sarraquinhos. Aqui, atenção às placas, pois devemos deixar o CM 1006 e passar para o CM 1008 e pouco mais de 2 km à frente chegamos ao Antigo de Sarraquinhos.

 

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Mas sejamos mais precisos ainda e indo de encontro aos que se servem das novas tecnologias como o GPS. Pois as coordenadas da aldeia são: 41º 46’ 40.34”N e 7º 39’ 27.28”O. Mas como sempre deixamos o nosso mapa, pois ainda há quem os prefira em vez do GPS, eu sou um deles e neles já descubri coisas aonde um GPS nunca me levaria. Mas gostos são gostos e cada um orienta-se como entender. Fica o mapa.  Ah!, falta a altitude que embora já saibamos que são terras altas gostamos sempre de saber até onde chegam, esta chega aos 950 metros de altitude.

 

mapa-antigo.jpg

 

Como é costume vamos até à Toponímia de Barroso ver o que lá se diz sobre esta aldeia. Pois diz assim:

Antigo (de Espinho), dito de Arcos e, agora, de Sarraquinhos.

É obrigatório subentender o termo “casal” ou “vilar” para se juntar ao Antigo de um cavalheiro de nome ASPINUS ou ASPINIUS > ASPINIO > ESPINHO. Assim, o adjectivo Antigo vem dizer o que bem sabemos: é um “Vilar” antigo de um tal Espinho (como se nomeava o dono) – que aí se terá fixado nas invasões do Godos, depois de fazer a competente presúria dos terrenos  que lhe cabiam.

O seu nome de baptismo era pois Antigo de Espinho:

- 1258 “ de antigoo de Spino est medietas Domini Regis et est termino de Arcos” INQ 1524; depois passou a chamar-se Antigo de Arcos e era da freguesia de Cervos; finalmente, chama-se Antigo de Sarraquinhos por ficar anexa a esta freguesia."

 

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Como sempre esta Toponímia de Barroso tem o seu lado alegre onde o Antigo também é contemplado assim:

Boa lebre no Antigo

Boa perdiz em Cepeda

E à falta de boas pingas

Têm água que se beba

 

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No livro Montalegre encontrámos as seguintes referências, embora ela seja a Antigo de Arcos já sabemos que é o mesmo Antigo, o de Sarraquinhos:

 

“Há muitas sepulturas líticas móveis, talvez os monumentos mais antigos, e sepulturas fixas. Das móveis

temos exemplos em Bobadela, Sapiãos, Bustelo (Vila da Ponte), Tourém, Pitões, Santo Adrião (Montalegre) e, sobretudo, os enigmáticos arcões graníticos de Salto, a merecerem um estudo mais atento.

 

Das fixas, que normalmente aparecem em grupos, temos várias necrópoles: no Cristelo da Seara (Salto), entre Penedones e Parafi ta (Vila de Mel), em Penedones, sobre a aldeia, junto à Capela de Santo Amaro (Donões) e perto da Capela da Senhora de Galegos do Cortiço (Cervos) e de Antigo de Arcos.”

 

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E também uma referência aos cruzeiros, merecida, pena é a companhia que este do Antigo tem (referida atrás).

 

“Os cruzeiros são mais de 60 e se lhes juntarmos os calvários ainda existentes com as cruzes das estações da via sacra serão três vezes mais.

 

Destacam-se o de Salto, Pondras, Mourilhe, Codessoso de Meixedo, de Montalegre, o da Interdependência da Vila da Ponte, Negrões, Meixedo, Sabuzedo, Santa Marinha, Santo André, Penedones, Antigo de Serraquinhos, Sezelhe, Travasços do Rio, Vila da Ponte, Bustelo e Parafita!”

 

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E ainda outra referência, embora mais uma vez a Antigo (de Arcos):

 

“Pelos marcos viários e Moimentos ficámos também a conhecer a verdadeira localização da antiquíssima cidade pré-romana de CALADUNUM que deverá situar-se no termo desta paróquia. Antigo (de Arcos), Vilarinho de Arcos e Arcos – sem necessidade de arcos em rio que não possuem – trazem no próprio nome a indicação de que seria por aí o antigo opidum.”

 

1600-antigo de serraq (42)

 

E ainda mais uma referência no livro Montalegre, embora já repetida e mencionada na Toponímia:

 

“Esta última povoação com o topónimo significativo Antigo de Espinho, que o mesmo era dizer Antigo de Aspinius (Aspini). Mais tarde foi Antigo de Arcos, pertencente ao aro de Cervos e, agora, Antigo de Serraquinhos. As voltas que a vida dá!”.

 

1600-antigo de serraq (47)

 

E vai sendo tudo ou quase, apenas mais um reparo ou desabafo que em particular nada tem a ver com a nossa aldeia de hoje, mas com quase todas, em geral. Refiro-me à falta de vida, de gente nas nossas aldeias. Se repararem nas 25 fotos que vos deixo só apenas numa aparece vida humana, a do pastor com o rebanho, nas restantes apenas um cão e um cavalo, ninguém nas ruas e não estive à espera que as pessoas deixassem o motivo limpo, não, longe disso, na maioria das aldeias entramos e saímos sem ver alma viva, um cenário que há três ou quatro dezenas de anos atrás seria impossível de registar, mas que hoje é uma realidade. Chama-se a isto despovoamento do mundo rural que cada vez mais se vai afundando na fase de não retorno.

 

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Podia ter ignorado o parágrafo anterior, passar à frente e terminar este post em beleza, pois podia, mas não estaria a ser sincero comigo mesmo, pois se por um lado volto sempre do Barroso agradado com as nossas aldeias, com as paisagens que as rodeia e em geral  com aquilo que por lá vejo, por outro lado revolta-me vê-las esvaziadas de gente e sem ela, perder-se toda uma cultura rural, saberes, tradições… tudo, porque nas aldeias só já há duas formas de conjugar os verbos, uma conjugados no passado, outra conjugados no presente. O futuro já é impossível de ser conjugado nelas.  

 

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E finalmente passemos aos créditos e aos links para as anteriores abordagens do Barroso

 

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Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre:  Município de Montalegre.

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

1600-antigo de serraq (26)

 

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cerdeira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cerdeira-1576573

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pereira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:56
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Domingo, 27 de Agosto de 2017

O Barroso aqui tão perto - Cerdeira

1600-cerdeira (1)

montalegre (549)

 

Penso que já o disse aqui no blog que para as nossas incursões no Barroso fazemos sempre um itinerário e pequeno estudo prévio sobre as aldeias que prevemos visitar, ou seja, fazemos o trabalho de casa antes de avançamos para o terreno ou para o trabalho de campo. Claro que esse trabalho prévio serve apenas para orientação e diga-se a verdade, nunca cumprimos esse itinerário preestabelecido, pois entrar pelo Barroso adentro é sempre uma incógnita e uma aventura, e por uma ou outra razão, somos sempre surpreendidos com demoras e imprevistos que nos roubam tempo mas são sempre uma mais valia para as nossas recolhas.

 

1600-cerdeira (3)

 

Ora acontece que para a freguesia de Salto, que pensávamos fazer numa única vez ou no máximo em duas vezes, devido às tais surpresas, acabámos por ter de lá ir umas cinco ou seis vezes, nem todas exclusivamente para lá, mas quase sempre para concluirmos a freguesia, mesmo assim, a nossa aldeia de hoje – Cerdeira, foi ficando sempre para trás, pois como ficava ali à beirinha de Salto, em qualquer momento poderíamos fazer o levantamento…

 

1600-cerdeira (110)

 

O facto é que o tempo foi passando e com exceção de duas aldeias, que dada a proximidade da vila de Montalegre deixámos propositadamente para o fim, Cerdeira ficou de fora. Claro que não poderíamos dar por concluído o nosso trabalho no concelho de Montalegre sem Cerdeira e lá tivemos que ir mais uma vez até à freguesia de Salto em que no trabalho de casa colocámos Cerdeira em primeiro lugar, isto para não ficar outra vez para trás, e no que restaria do tempo,  aproveitaríamos para completar o levantamento de meia dúzia de aldeias cujas recolhas anteriores julgámos não serem satisfatórias, mas desta vez cumprimos com Cerdeira.

 

1600-cerdeira (80)

 

E mais uma vez sejamos sinceros, seria imperdoável não ter visitado esta aldeia, pois além de ter sido uma das mais castiças que visitámos, acabámos por viver nela momentos únicos e Cerdeira acabou por se revelar uma surpresa daquelas que costumam atraiçoar as nossas previsões, pois como se apresentava como uma aldeia pequena e aparentemente não muito interessante, em que pela fotografia aérea mais parecia uma quinta que uma aldeia, prevíamos não encontrar por lá ninguém, mesmo porque pouco passavam das oito horas da manhã quando lá chegámos. No máximo, segundo as previsões, passaríamos por lá 10 a 15 minutos e ficaria tudo resolvido, mas acabámos por ficar lá mais de uma hora e com pena de partir.

 

1600-cerdeira (5)

 

Quando lá chegámos parámos à entrada da aldeia para as primeiras fotografias. Tínhamos tomado a estrada interior a partir de Salto, ou seja, deixamos o acesso principal à aldeia de lado. Ao fundo da rua passou uma pessoa, homem, mais preocupado com os seus afazeres do que com a nossa presença. Estávamos para avançar quando na estrada que tínhamos deixado para trás ouvimos os sons de uns chocalhos, sinal de que por ali andava gado. Chocalhos de gado que não víamos mas cujo som se ia intensificado, sinal de que vinham na nossa direção. Resolvemos esperar pelo que lá vinha e logo a seguir começam a surgir as “barrosas” que aqui fazem jus ao nome da sua raça.

 

1600-cerdeira (98)

 

Quando as “barrosãs” deram com os olhos em nós e no nosso carro, pararam, e  desconfiadas por ali se mantiveram a fazer de conta que estavam à espera de alguém, como quem assobia para o ar. Talvez envergonhadas, talvez com medo dos estranhos que tinham à sua frente. Se fosse a primeira vez que tal acontecia connosco, iriamos estranhar a reação do gado, mas já tínhamos assistido a coisa idêntica numa aldeia bem próxima de Cerdeira. Na realidade trata-se de gado que anda em semiliberdade e tem mesmo receio de gente estranha, habituadas que estão a ver quase e só os tratadores, e pararam mesmo à espera da dona para verem se nós eramos ou não de confiança…

 

1600-cerdeira (106)

 

Acontece que tínhamos chegado na hora exata para assistir a uma cena que é típica nesta região do Barroso. O gado, neste caso bovinos e quase todos da raça Barrosa, passam a noite no monte. No início da manhã regressam a aldeia, primeiro para amamentar as crias que aguardam fechadas na corte impacientes pela teta das mamãs. Depois de amamentadas o gado segue caminho para pastagens perto da aldeia. Pela tarde faz-se o inverso no regresso ao monte para passar a noite. É um ritual diário que não conhece domingos ou feriados,  que o gado faz quase sem a intervenção humana, pois esta só intervém, no caso, para abrir a corte às crias e fechar as cancelas para elas não se espantarem pela aldeia fora e para as mudar de poiso.

 

1600-cerdeira (61)

 

Mas voltando a trás, aquando o gado estava espantado a olhar para nós. Pois como já sabíamos do que se tratava e não queríamos perturbar a natureza da coisa, estávamos resolvidos a abandonar o local e tocar o nossa carro lá mais para a frente,  de modo a deixar a passagem livre, mas entretanto a rua fechou-se com uma cancela, do tipo daquela das passagens de nível que veda a rua toda. Sem saber o que se passava, pensando até que se trataria de uma rua particular. Ficámos no aguardo à espera de ver o que se passava, até que aparece um senhora perto de nós, que cumprimentámos e a modos de meter conversa perguntámos se as vacas estavam com medo de nós. Ela respondeu-nos que sim, que era natural, pois não estavam habituadas, mas que elas vinha já… e vieram, pois o gado na presença da patroa, perdeu o medo e lá se aventurou a passar por nós, em direção à corte das crias, à porta da qual pararam.

 

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Depois de um grupo de vacas estacionar ali à porta, a senhora fechou outra cancela, ficando as vacas ali encurraladas e só aí abriu a porta às crias que agitadamente procuravam um teta onde mamar, penso que não muito preocupadas se a teta era ou não da mãe, elas o que queriam mesmo era mamar, aliás uma das bezerras custou-lhe a dar com uma teta livre e andava no meio da confusão desesperada à procura da sua refeição, até que lá deu com uma e acalmou-se.

 

1600-cerdeira (70)

 

Entretanto o gado que não tinha crias para amamentar, perdeu definitivamente o medo e aproximou-se de nós e do carro, a este lamberam-no como quem lambe um gelado. Estranhei, mas como vai sempre comigo um especialista nestas coisas do gado, informou-me que estavam a lamber o “sal” que vai aderindo à pintura do carro.

 

1600-cerdeira (69)

 

Entretanto saciadas que estavam as crias, foram de novo fechadas na corte e abertas as cancelas para as mães vacas e as restantes que aguardavam por elas, continuarem a sua peregrinação em direção ao pasto, mas não era tudo, pois agora as vacas iriam ter a companhia do “barroso”, o touro da manada, que, com direito a aposentos privados, esperava a abertura da porta para ir ter com as suas raparigas, mas sem muitas pressas, primeiro coçou-se demoradamente nas ombreiras da porta e só depois arrancou nas suas calmas.

 

1600-cerdeira (65)

 

Bem, pela nossa parte ficámos deliciados a assistir e fotografar estes momentos que a meu ver só são mesmo ultrapassados pelo assistir à chegada de uma vezeira, cada vez mais raras, mas que ainda vão existindo e às quais já tivemos a sorte de assistir.

 

1600-cerdeira (7)

 

Deixando agora de parte estas cenas tão rústicas e que fazem parte da vida e singularidade de algumas aldeias, vamos entrar em Cerdeira, talvez iniciando pela sua localização, que tal como já fomos adiantando pertence à freguesia de Salto e fica bem próxima  da sede de freguesia, não chegando a atingir os 1000 metros de distância. Quanto às suas coordenadas temos 41º 38’ 10.09”N e 7º 56’ 04.27”O e a altitude anda próxima dos 900m. Mas como sempre fica o nosso mapa para  melhor ser localizada.

 

mapa.jpg

 

Passemos já para o seu topónimo CERDEIRA. Pois e ainda antes de vermos o que consta na Toponímia de Barroso, pela pinta, tudo leva a crer que o topónimo esteja ligado às cerdeiras, do português antigo mas ainda em uso e que hoje são em geral denominadas cerejeiras, embora por cá e comummente falando, se estabeleça uma pequena diferença entre a cerejeira e a cerdeira, sendo a árvore desta última de um porte maior mas fruto mais pequeno e em maduro mais escuro que a cereja.

 

1600-cerdeira (83)

 

Mas segundo a toponímia de Barroso não é bem assim, mas pelos visto também não sou o único a ser influenciado pelo atual significado do topónimo, além de se chegar até ele se falar muito em cerdeiras de cerejas. Então vejamos o que diz a Toponímia:

 

Cerdeira

“ Até a Senhora do Pranto se riu quando um minhoto, ao ouvir falar na pequenina povoação saltense, se ofereceu para criado de servir…”Ao menos no tempo das cerejas comeria o fruto pelo qual tantas bofetadas e fustigadas apanhou na sua aldeia”. Muitos continuam a ser os “minhotos” que se enganam paronimicamente com cerezaria e ceresaria (a que o povo há muito chama cerdeira sem que o seja!) O que temos aí deve ser  (tem de ser) uma toponímia devida a QUERCUS > CARVALHO. CERDEIRA, apesar de algumas dúvidas na evolução fonológica, começou e radica em QUERCARIA > CERCARIA > CERQUEIRA - CERCEIRA ou CERZEIRA > CERDEIRA pela dupla dissimilação do Q<D ou Z<D. O significado é, claramente, CARVALHEIRA, terreno de carvalhos e não de cerejeiras.

Para o presente estudo concorre a evidência das condições fito-climáticas que o topónimo exige e sempre exigiu.

O segundo caso – ceresaria, leva-nos a cereseira e a cerejeira. Mas cerejas na Cerdeira só se as fizermos de bugalhos.”

 

1600-cerdeira (64)

 

E tal como prevíamos as nossas pesquisas sobre a aldeia não deram em nada, para além da referência na Toponímia de Barroso, não encontrámos mais nada, o que é natural, pois Cerdeira embora seja maior do que aquilo que parece e pensávamos, não deixa de ser uma aldeia pequena, com pouca gente, quase um pequeno bairro de Salto.

 

1600-cerdeira (20)

 

Restam-nos  então as nossas impressões pessoais sobre a aldeia, que embora pequena é bem interessante, incluindo o seu casario que vai mantendo a sua traça original e testemunhámos com agrado que algumas reconstruções em curso vão obedecendo à traça e materiais originais, o que é sempre uma mais valia para esta pequenas aldeias, onde sem as desvirtuar  as torna mais interessantes.

 

1600-cerdeira (63)

 

Avistámos no meio da aldeia uma pequena construção que na ponta da cumeeira erguia uma cruz e que pelas suas características indicava ser uma pequena capela. Disseram-nos era para ser mas nunca chegou a ser, não foi autorizada, a “Igreja” não a aceitou porque tinha dois andares, ou seja, como a pretendida capela foi construída num terreno em declive bem acentuado, para atingir  a cota da entrada pretendida, teve de se construir um piso a uma cota inferior, com aproveitamento e o outro destinado a capela por cima. Que não, com dois pisos não podia ser capela e não foi. Coisas da “igreja” que em vez de acarinhar mais um lugar de culto e abrigo espiritual à pequena aldeia, preferiu ver o local transformado nuns arrumos, mas a cruz ficou.

 

1600-cerdeira (89)

 

O verde dos campos com vários matizes, ora mais claro e vivo nas pastagens, ora mais escuro no arvoredo, vai sendo uma constante nesta região do Barroso, bem diferente do outro Barroso encostado à Serra do Gerês ou à volta do Larouco. Verde que é também reflexo de pastagens excelentes para vacas felizes, tal como as açorianas, só que estas são barrosãs, em que uma das principais preocupações dos produtores é garantirem a qualidade das carnes da raça, para depois fazerem a delícia dos restaurantes da região. E somos testemunhas da sua excelência.

 

 

 1600-cerdeira (18)

 

Como a aldeia é pequena pouco mais há para apontar, a não ser os canastros (espigueiros) de grandes dimensões, sinal de grandes colheitas e se hoje é mais pastagens pela certa que tempo houve em que enchiam com espigas de milho para secar. Há também o casario que já atrás tínhamos referido, um relógio de sol e uma curiosa e singular escultura em ferro, de um galo que não canta, tipo catavento sem o ser, que num dos telhados sobressaía, principalmente pelo seu design. Não sei quem é o autor mas é uma autêntica obra de arte feita com a simplicidade das dobras de uns varões de ferro.

 

1600-cerdeira (101)

 

Mais uma vez é uma das aldeias que recomendamos para uma visita e quem sabe se têm a nossa sorte de assistir à refeição das crias barrosãs.

Faltam só as habituais referências às nossas consultas que hoje ficam reduzidas à Toponímia de Barroso, bem como os links para as anteriores abordagens ao Barroso. E como sempre (ou quase) no próximo domingo cá estaremos com mais uma aldeia, que nem nós sabemos ainda qual é, pois, e só para conhecimento, como nunca sabemos que aldeia escolher,  sorteamos uma e a que calhar, cá estará.

 

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Beçós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-becos-1574048

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Larouco - Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

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Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

O Barroso aqui tão perto - Beçós

1600-becos (18)

montalegre (549)

 

Lá vamos nós mais uma vez até ao Barroso aqui tão perto, mas hoje com um dos destinos mais distantes do Barroso.  Claro que já sabem que os nossos destinos têm sempre como ponto de partida a cidade de Chaves, daí a nossa aldeia de hoje ser uma das mais distantes de Chaves. Penso mesmo que, em distância, só será ultrapassada por Seara (uma aldeia vizinha) e por Fafião.

 

1600-becos (1)

 

Sempre que temos intenção de ir até ao Barroso,  fazemos o trabalho de casa, ou seja, decidimos quais as aldeias a visitar e traçamos o nosso itinerário, onde nem sempre nos decidimos pelo mais favorável em termos de distância, mas antes pelo mais interessante ou até pelo mais desconhecido.

 

1600-becos (37)

 

Pois para irmos até Beçós, a nossa aldeia de hoje que pertence à freguesia de Salto, temos três itinerários possíveis. Um via Soutelinho da Raia, Sarraquinhos, Barracão, Pisões, Venda Nova e Salto, ao todo são 76Km. Podemos optar pela Estrada Nacional 103, ou seja Curalha, Sapiãos, Barracão e o restante itinerário é igual ao anterior. Este segundo itinerário tem mais 100m do que o anterior, ou sejam 76,1Km, a estrada é menos complicada que o itinerário anterior mas também é menos interessante em termos paisagísticos. Pois desta vez o itinerário mais favorável é também o mais interessante, fica a seguir.

 

1600-becos (45)

 

Então para irmos até Beçós optámos pela Nacional 103, mas só até Sapiãos, aí virámos para Boticas e depois apanhámos a Nacional 311 que nos ligou a Salto e dai virámos em direção à Póvoa, imediatamente antes desta subimos ao Carvalho e logo a seguir temos Beçós. Ao todo são 60,3 Km, o itinerário é lindíssimo, mas a estrada requer algum cuidado, o seu traçado assim o exige.

 

1600-becos (12)

 

Já perceberam mais ou menos onde Beçós poisa, no limite do concelho de Montalegre com o Concelho de Cabeceiras de Basto a apenas 1.4 Km com ligação por estrada  e o de Boticas a pouco mais, a 3.5Km, mas sem ligação direta por estrada. Mas sejamos mais precisos e vamos às suas coordenadas: 41º 35’ 57.61N e 7º 54’ 46.64”O. Quanto a altitude andamos à volta dos 950 m. Como sempre fica também o nosso mapa.

 

mapa-becos.jpg

 

Passemos agora ao topónimo Beçós. Os som da pronúncia podem-nos levar e pensar em “besos” ou seja, em beijos na língua castelhana, tanto mais que a aldeia já foi grafada com z, “Bezoos” que hoje seria “Bessós”, como à frente é defendido, mas parece que nada tem a ver com beijos. Vejamos então o que nos diz a Toponímia de Barroso.

 

1600-becos (25)

 

Reza assim a Toponímia de Barroso:

Beçós ou Vessós?

Sendo um diminutivo de Beça, provirá de BETULA+OLA > BETULA > BETIOO > BEZOO > BEÇÓ, no plural. Porém, acuso-me de muito duvidoso.

Documenta-se a forma:

- 1258 « et de villa de Lama Chaa et de Bezoos…» INQ 1512

As dúvidas prendem-se com a pouca vocação de terra para criar vidoeiros pela carência de água. Todavia a outra hipótese fica ainda mais difícil devido à forma conhecida que se apresenta grafada com z… Logo, a hipótese de campo arroteado, lavrado, terra virada pela charrua, de versu+ola só nos levaria a vessós, com ss. Ou seja, a terra vessada não deu origem a Beçós.

Prefiro má pronúncia de bouça – Bouçós.

 

1600-becos (32)

 

Para além das referências à toponímia da aldeia, nas nossas pesquisas nada mais encontrámos, assim, vamos ter de nos valer das nossas impressões pessoais sobre aquilo que vimos e das conversas que por lá tivemos durante a nossa visita.

 

1600-becos (15)

 

Como já atrás referimos, nesta aldeia estamos a uma altitude próxima dos 1000 metros, mas lá em cima, numa espécie de planalto ou de pequenas planícies entre pequenas elevações, o verde impera e por perto tem sempre uma aldeia. Neste caso de Beçós também assim é, ou quase, pois aqui a pequena planície não existe, mas existe o verde dos campos cultivados ou dos pastos.

 

1600-becos (11)

 

A aldeia é pequena com casario ao longo da rua principal,  onde se formam dois pequenos núcleos de casas que saem um pouco fora da rua, um deles um pouco separado da restante aldeia. Aldeia pequena, pouca gente, mas menos do que aquilo que devia ter. O mesmo de sempre, pois por aqui o despovoamento também se faz notar.

 

1600-becos (2)

 

Encontrámos no entanto pelo menos uma família tradicional, ou seja, uma família à moda antiga onde conviviam as três gerações -  filhos, pais e avós, coisa que vai sendo rara hoje em dia, pois o que vai havendo mais são apenas avós, se filhos e netos por perto.

 

1600-becos (20)

 

Neste caso encontrámos um avô, antigo emigrante que regressou à terra mãe, um pouco também à moda antiga, com os nossos emigrante dos anos sessenta do século passado, daquele grande boom da nossa emigração, mas com emigrantes que na sua maioria regressaram passados uns bons anos, com as suas economias para investirem nas suas aldeias.

 

1600-becos (23)

 

Emigrantes à moda antiga com as antigas aldeias ainda cheias de gente, onde ainda tinham irmãos, pais, primos, amigos, vizinhos e umas poulas cultivadas por alguém que ficava. Depois havia a festa de verão da aldeia e as restantes festas ou celebrações, como o natal e a páscoa. Havia de tudo que convidava a vinda religiosa anual e à vinda definitiva depois de ter feito casa nova e de conseguir umas economias para o resto dos seus dias.

 

1600-becos (22)

 

E hoje,  continuamos a ser um país de emigrantes? Dizem que sim, mas cada vez mais passámos a ser exportadores de portugueses, principalmente e pessoal do interior e rural, tudo porque as antigas referências de família, das suas aldeias cada vez são menos e já não têm por quem regressar. Já não trabalham lá fora para construir casa na aldeia ou para comprar apartamento na cidade, tudo porque os seus lugares de origem não lhe oferecem condições para os seus regressos.

 

1600-becos (7)

 

Um desabafo um pouco provocado pela conversa que tive em Beçós com uma das poucas pessoas que vi na aldeia, aliás de pessoas só vi mesmo esse avô o seu neto e penso que a sua filha.

 

1600-becos (19)

 

E antes de finalizarmos fica mais uma referência às vistas que desde a aldeia se podem lançar para as montanhas de Cabeceiras de Basto e de seguida as habituais referências às nossas consultas, hoje apenas uma, e os links para os posts dedicados ao Barroso.

 

1600-becos (42)

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Penedones -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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Domingo, 13 de Agosto de 2017

O Barroso aqui tão perto - Penedones

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montalegre (549)

 

Cá estamos nós de regresso ao Barroso aqui tão perto, hoje com mais uma aldeia do concelho de Montalegre, mais uma de terras da Chã e para irmos até lá, como sempre a partir da cidade de Chaves, optamos pela Estrada Nacional 103.

 

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Com partida junto ao Rio Tâmega, que nos vai acompanhando até chegarmos a Curalha, local onde se começa a subir para terras de Barroso que começa quase logo a seguir, isto se não considerarmos que toda a margem direita do Tâmega já é Barroso. Mas fiquemo-nos pelo Barroso oficial, por nós também aceite e que não está muito longe do Tâmega, ou melhor, que também confronta com o Rio Tâmega no Barroso de Boticas. Mas ainda não chegamos lá, ainda andamos por terras do Concelho de Montalegre.

 

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Então para a nossa aldeia de hoje basta seguir a Nacional 103 e esperar que ela apareça, pois Penedones, a nossa aldeia de hoje, fica à beirinha da estrada no troço que confronta também com a barragem do Alto Rabagão, ou Pisões se preferirem.

 

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Mas embora fique à beirinha da estrada, precisamos de abandonar esta para conhecermos Penedones,  e acreditem que vale a pena entrar na aldeia, é uma das que surpreende pela positiva em que o pouco que se vê desde a estrada não lhes faz justiça.

 

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E hoje sempre que nos referirmos a Penedones, estamos a fazê-lo à aldeia que se desenvolveu em redor do seu núcleo mais antigo, todo da parte de cima da estrada, deixando de fora a aldeia mais turística, ligada à barragem e ao Parque de Campismo aí existente. Este espaço ficará para um futuro post de um roteiro à volta da Barragem.

 

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Pelo que já deixámos escrito já deu para perceber onde Penedones poisa, aliás quase bastava a referência a terras da Chã para lá chegarmos, mas como sempre gostamos de ser mais exatos na nossa localização, deixando aqui as coordenadas da aldeia (sempre de um ponto central das aldeias) bem como o nosso habitual mapa. Pois quanto a coordenadas temos: 41º 45’ 45.02” N e 7º 48’ 31.73” O, a uma altitude de 920, no ponto das coordenadas, pois junto à barragem atinge os 870m e o ponto mais alto da aldeia chega aos 940m.

 

penedones.jpg

 

Quanto às nossas pesquisas pouco encontrámos, embora haja muita informação sobre a aldeia, a mesma, na prática, resume-se a alojamentos e ao parque de campismo. Mesmo assim sempre temos algumas referências no Livro Montalegre e também na Toponímia de Barroso, ambas as obras de autoria de José Dias Batista e edições do Município de Montalegre.

 

1600-penedones (66)

 

Iniciemos pelo Livro Montalegre que além da informação de que Penedones pertence à freguesia de  Chã, nos referencia algumas das coisas ligadas à história do local:

 

1600-penedones-art (11)

 

“Há muitas sepulturas líticas móveis, talvez os monumentos mais antigos, e sepulturas fixas. Das móveis temos exemplos em Bobadela, Sapiãos, Bustelo (Vila da Ponte), Tourém, Pitões, Santo Adrião (Montalegre) e, sobretudo, os enigmáticos arcões graníticos de Salto, a merecerem um estudo mais atento.”

 

1600-penedones (52)

 

E continua (o negrito e sublinhado é nosso):

“Das fixas, que normalmente aparecem em grupos, temos várias necrópoles: no Cristelo da Seara (Salto), entre Penedones e Parafita (Vila de Mel), em Penedones, sobre a aldeia, junto à Capela de Santo Amaro (Donões) e perto da Capela da Senhora de Galegos do Cortiço (Cervos) e de Antigo de Arcos."

 

1600-penedones (63)

 

Numa outra referência diz-nos:

“Em Penedones, o Clube Náutico e de Aventura do Alto Rabagão organiza passeios de barco na albufeira para grupos até 16 pessoas, bem como regatas, passeios a pé, ou de bicicleta de montanha. Neste local está instalado o Parque de Campismo Municipal e passa também o GR 117 – Via Romana XVII.”

 

1600-penedones (51)

 

Referindo-se à freguesia de Chã, diz-se o seguinte:

“Cinco das suas doze povoações receberam a visita da estrada Romana – a XVII do Itinerário de Antonino: Penedones (Santo Aleixo), Travaços, São Vicente, Peireses e Gralhós. Pouco mais jovem que a via Romana é a ara que recentemente se achou em São Vicente – sinal inequívoco de que no outeiro (altarium) onde o cristianismo ergueu o templo românico, séculos antes, os povos que nos antecederam, aí adoravam o seu “Deus Óptimo Máximo”.”

 

1600-penedones (44)

 

Esta Via Romana era uma das principais vias romanas que ligava três importantes cidades da época - Bracara Augusta, Aquae Flaviae e Asturica Augusta, ou sejam as atuais cidades de Braga, Chaves e Astorga e que não andava muito longe do traçado da atual Nacional 103. Para saber mais sobre esta Via XVII fica aqui um link para o que em tempo escrevemos sobre ela: http://chaves.blogs.sapo.pt/193294.html

 

1600-penedones (80)

 

Passemos agora ao que nos diz a Toponímia de Barroso:

 

“ Penedones – Ou melhor Pena de Donas. O determinativo de Donas . no distante Século XIII, e até muito antes, significava tratar-se de pessoas nobres, mulheres da fidalguia.

- 1258 “in peneydonas terciam partem” INQ 1517 e

- 1258 « dixit de Peneidonas et» INQ 1518. Em que o de determinativo e seguido de D, já caiu originando o ditongo ei que também cairá. Não obstante, em:

- 1262 « regalengi de pena de donas » TT, Chang. De D.Afonso III Liv.I, F – 61, repetindo no texto idêntico topónimo: “ D. Afonso III fez foro a Gonçalo Martins , A Gonçalo Pires, A Dona Loba, a João Pires e a Martinho Gonçalves do reguengo de Pena de Donas para que fizessem aí cinco casais”

 

1600-penedones (39)

 

E continua:

“ E já nas inquirições de D.Dinis,

- 1290 “ Pena de Donas hé herdamento regalengo” Rolo 1030 f. 114 e 99. Donde se vê que a forma actual do topónimo é tardia, isto é, recente. Convém, não obstante, lembrar que o Povo diz sempre Penadones, sendo  que é usual a troca de as por es e o seu contrário.”

 

1600-penedones (34)

 

Pois é, lá se foi a minha teoria de que Penedones teria a ver com penedos, e até tinha fotos para a ilustrar. Já a seguir perceberão do que estou para aqui a dizer, mas antes, vamos continuar na Toponímia de Barroso, passando à Toponímia Alegre.

 

1600-penedones (33)

1600-penedones (22)

 

Toponímia Alegre

 

Chã – São Vicente

Ruim sítio, ruim gente.

Coelheiros de Medeiros

Ciganos os de Peireses,

Pretinhos de Travassos de Chã,

Cruz-veigas de Gralhós,

Viajantes de Penedones,

Carvoeiros de Castanheira,

Torgueiros de Torgueda,

De Fírvidas são salta-pocinhas e

Arranca-torgos de Codessoso da Chã."

 

1600-penedones (31)

 

E ainda:

“ As moças de Penedones

Passam por boas senhoras,

Mas agora temos notícia

De serem bem capadoras."

 

1600-penedones (42)

 

Pois sobre a minha teoria do topónimo Penedones ter a ver com penedos, baseava-se nos penedos da foto anterior e das próximas, ou seja pela imponência dos mesmos, como se pode ver nas referidas fotos, quer ao longe ou ao perto, que para além da sua imponência, apresentam-se com formatos bem curiosos.

 

1600-penedones (55)

 

Quando me deparei com o penedo desta última foto, fez-me lembrar a cabeça de um gorila gigante tipo King Kong. Ilusão de ótica, ou então tal como lhe chamam “Viés cognitivo” ou “Apofenia” ou ainda “Pareidolia”, talvez, mas seja como for,  que o penedo  é parecido com a cabeça do King Kong lá isso é, senão vejam a foto seguinte em que o Humberto Ferreira, um dos fotógrafos que me acompanha sempre nestas andanças de descobrir o Barroso, resolveu brincar com a coisa…

 

_DSC0585acKK1.jpg

Fotografia e composição de Humberto Ferreira

Brincadeiras à parte, continuemos mais um pouco por Penedones que, descobri nuns trípticos do Eco-Museu do Barroso, estar também nos roteiros das aldeias com canastros (ou espigueiros se preferirem) e das aldeias com alminhas, e sim, nós confirmamos que ambos existem e por sinal belos exemplares, como aliás o são quase sempre, pena alguns espigueiros estarem tão deteriorados e as alminhas nem sempre respeitadas. Claro que não estou a falar no caso particular de Penedones, mas em muitos que vamos vendo por aí.

 

1600-penedones (18)

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Canastros, alminhas, tanques, fontes, cruzeiros, entre outros que existem em Penedones e que são património cultural e arquitetónico de todos nós e de Portugal, aliás a maioria são mesmo considerados traços da cultura portuguesa, daí, para além de merecerem ser preservados e estimados, deveriam ser protegidos, o que muitas vezes não acontece, às vezes são mesmo as Juntas de Freguesia, com o pretexto de alargarem uma rua ou comporem um largo, que destroem algumas desta relíquias.

 

1600-penedones (17)

 

E prontos! Tal como se costuma dizer quando temos um assunto despachado. Bem ou mal, bom ou mau, foi o que conseguimos arranjar sobre Penedones, com a certeza de que nos falhou muita coisa.

 

1600-penedones (16)

 

E só nós resta fazer as referências às nossas consultas bem como deixa por aqui os habituais links para anteriores abordagens ao Barroso.

 

1600-penedones (87)

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

1600-penedones (5)

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogeiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Reboreda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-reboreda-1566026

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:29
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Domingo, 30 de Julho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Reboreda

1600-reboreda (75)

montalegre (549)

 

As opiniões que vou deixando por aqui, na maioria das vezes, são pessoais, fruto de alguma experiência e da  observação que vou fazendo das coisas e dos locais por onde vou passando ou estando. Claro que antes de opinar sobre o que quer que seja, tento encontrar informação sobre esses assuntos que abordo, validando alguma dessa informação e rejeitando outra, porque nem tudo que está escrito, quando a informação é escrita, corresponde à realidade ou verdade, que quase nunca, raramente ou mesmo nunca nos é transmitida, mesmo na História.

 

1600-reboreda b (1)

 

“A História é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo” – Este é um “pensamento”/definição atribuído a Napoleão Bonaparte que não andará muito longe da verdade, embora pessoalmente e citando o poeta popular  A.Aleixo, “para a mentira ser segura/ e  atigir profundidade/tem de trazer à mistura/ qualquer coisa de verdade. Por sua vez, como aluno interessado de História que fui no meu tempo de Liceu, no último ano que frequentei esta disciplina (12º ano), dessas aulas, apenas retive para sempre  um apontamento dado em jeito de desabafo pela minha professora da disciplina – “Lembre-se que os acontecimentos da História têm sempre mais que uma versão”. Resumindo, Tanto Napoleão, como António Aleixo como a minha prof. De História, por palavras diferentes, dizem a mesma coisa – A História não é uma ciência exata e daí não podermos acreditar em tudo que nela se diz, aliás se olharmos as definições de ciência e história, podermos tirar daí as nossas conclusões, senão vejamos:     

 

1600-reboreda (67)

 

Vejamos então uma definição Ciência – “conjunto sistematizado de conhecimentos obtidos mediante observação e pesquisa metódica e racional, a partir dos quais é possível deduzir fórmulas gerais passíveis de aplicação universal e de verificação experimental. “

 

Daqui podemos com justiça perguntar — Será a História uma ciência !? Poderemos dela  deduzir fórmulas gerais passíveis de aplicação universal e de verificação experimental!?

 

Vejamos uma definição de História — “História (do grego antigo ἱστορία, transl.: historía, que significa "pesquisa", "conhecimento advindo da investigação")  é a ciência que estuda o ser humano e sua ação no tempo e no espaço concomitantemente à análise de processos e eventos ocorridos no passado.”

 

1600-reboreda a (1)

 

Todo este paleio, conceitos e opiniões, tratados até com uma certa leviandade, valem o que valem e só os trouxe aqui por causa do Barroso e das definições do Barroso, que embora administrativamente não exista, se assume como uma região. E afinal o que é uma região?

 

1600-reboreda (81)

 

Pois para região não existe uma definição concreta. No conceito original a geografia definia região como uma certa porção da superfície terrestre, uma identidade espacial homogénea fundamentada na análise dos elementos naturais e humanos. Assim poderemos entender por região, uma grande extensão de terreno ou território que, pelo clima, solo, vegetação, produção económica e outras características próprias, se diferenciam dos territórios próximos. É uma área delimitada, demarcada, estabelecida, como por exemplo as nossas províncias onde todos entendemos, por exemplo, que dentro da grande região que é Portugal,  Trás-os-Montes é o Alentejo têm características que as diferenciam.   

 

1600-cerdeira (109)

 

Pois voltemos ao Barroso, à região do Barroso onde hoje em dia  também não há consensos quanto aos seus limites, procurando e apoiando-se na História para fazer os limites atuais, que saem um pouco da  definição geográfica do conceito. Aliás os de Montalegre costumam dividir o Barroso em Alto Barroso e Baixo Barroso, precisamente por terem características diferentes, por sua vez, dos de Boticas, já ouvi de gente que pelo cargo que ocupavam se poderá considera gente idónea, afirmar que o verdadeiro Barroso é o de Boticas. Aqui pelo concelho de Chaves, os mais antigos das povoações da margem esquerda do Rio Tâmega, dizem que para lá do Tâmega é tudo Barroso.

 

1600-reboreda (98)

 

Na “Etnografia Transmontana – II O Comunitarismo de Barroso” de António Lourenço Fontes, ao respeito do Barroso diz o seguinte: “ O Baixo Barroso está localizado entre os 300 e os 700m, de clima doce, e elevadas precipitações. As aldeias do Alto Barroso situadas entre os 800 e os 1200m, têm um clima áspero. O Baixo Barroso oriental da zona de Boticas, situado entre os 300 e os 600m tem já um clima quente e é abrigado dos ventos de oeste.” . Embora esta descrição caracterize e diferencie apenas pela elevação do terreno e clima, António Lourenço Fonte descreve três Barrosos.

 

1600-reboreda (18)

 

Pois sem querer entrar em polémicas ou em guerrinhas de vizinhos, aceito perfeitamente as fronteiras estabelecidas para o Barroso atual, que inclui  todo o concelho de Montalegre, todo o concelho de Boticas e ainda algumas freguesias e povoações dos concelhos de Ribeira de Pena e de Vieira do Minho. Algumas referências incluem também Soutelinho da Raia do concelho de Chaves em terras barrosas.

 

1600-reboreda (35)

 

Mas toda esta prosa porque hoje vamos andar por Reboreda da freguesia de Salto e depois de tantas definições sobre o Barroso fiquei na dúvida se pertence ao Alto ou Baixo Barroso, pois por umas características integra-se perfeitamente no baixo Barroso, mas por outras, por exemplo altitude, enquadra-se perfeitamente no alto Barroso. Pois por mim, deito mais uma acha para a fogueira, aliás já o disse aqui anteriormente e já não é novidade, ou seja a de haver mais Barrosos para além do Alto e Baixo Barroso e este, a freguesia de Salto é um Barroso bem diferente do Barrosos do Gerês, do Barroso da Chã, do Barroso das Terras do Rio, do Barroso do Larouco e seu planalto e de outros pequenos Barrosos dentro do Barroso. Basta adentrarmos pelo Barroso adentro para nos apercebermos destas diferenças que no entanto não poem em causa o todo do território Barroso consagrado pela História.

 

1600-reboreda (16)

 

Mas entremos em Reboreda e para lá entrarmos deveríamos fazê-lo com a dignidade que a aldeia merece, não só pela sua beleza mas também pela sua História e pela sua gente, e desde já lamento de não conseguir toda essa dignidade, não só pela brevidade a que o blog obriga mas também porque teria de aprofundar os estudos, sobretudo os que têm a ver com a História e a passagem/estadia de D.Nuno Alvares Pereira nesta terra e terras vizinhas.

 

1600-reboreda (22)

 

Pois nem sempre temos a sorte que tivemos em Reboreda com a simpatia e acolhimento da receção que deu direito a visita guiada e visita a uma casa antiga, daquelas que quase já não existem e já não se usam, mantendo toda a sua integridade, incluindo no mobiliário e outras peças da época, incluindo uma gravura de um casal real que na altura não consegui identificar mas que nas minhas pesquisas consegui chegar ao nome de D.Adelaide Sofia Amélia Luísa Joana Leopoldina de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg casada com D.Miguel I, o que nos leva até ao primeiro quartel do século XIX.

 

1600-reboreda-art (9)

 

Pensava eu que essa gravura teria algo a ver com D.Nuno Alvares Pereira, mas embora possa haver uma ligação real, os acontecimentos e a ligação d D.Nuno à Reboreda  são muito anteriores pois pelo menos remontam ao ano de 1376 quando D.Nuno Alvares Pereira casa com Leonor Alvim, natural da Reboreda.

 

1600-reboreda (70)

 

Leonor de Alvim (c. 1356 – 1388) foi uma nobre portuguesa. Pertencia a uma família nobre de Entre Douro e Minho, sendo filha de João Pires de Alvim e de sua mulher Branca Pires Coelho,  tornando-se herdeira de seu pai pela inexistência de filhos varões.

 

1600-reboreda (103)

 

Leonor de Alvim, natural de Reboreda, casou em primeiras núpcias com Vasco Gonçalves Barroso do qual enviuvou sem descendência. Posteriormente casou com o condestável em 15 de Agosto de 1376, do qual teve três filhos, sendo Beatriz Pereira de Alvim a única dos três filhos que chegou à idade adulta e que veio a casar com D.Afonso, filho ilegítimo do Rei D.João I.

 

1600-reboreda (71)

 

Sim, o D.Afonso é o nosso D.Afonso, aquele que tem estátua em frente ao edifício da Câmara Municipal de Chaves, pois foi para Chaves que ele veio viver com Beatriz Pereira de Alvim.

 

1600-reboreda (101)

 

Em 1385, no cerco de Chaves, D.Nuno Alvares Pereira junta-se ao Rei D.João I para libertar a Vila de Chaves que tinha sido ocupada por Martim Gonçalves de Ataíde.  Toda esta história do cerco à vila de Chaves foi contada neste blog na passada sexta-feira, por Gil Santos, nos “Discursos sobre a cidade”. Fica aqui o link para essa história: http://chaves.blogs.sapo.pt/discursos-sobre-a-cidade-por-gil-1565309

 

1600-reboreda (90)

 

Pois como reza a História que chegou até nós, o Rei D.João I com a ajuda de D.Nuno Alvares Pereira recuperou a Vila de Chaves e o seu castelo. Como recompensa pelo serviços prestados, o Rei D.João I  doou a Vila de Chaves e o Barroso a D.Nuno Alvares Pereira, ou seja, O Contestável tornou-se dono disto tudo, pelo menos durante uma temporada, mais precisamente até 8 de novembro de 1401, aquando do casamento de D.Afonso (filho de D,João I) com a sua filha, em que  D,Nuno doa todas as terras a Norte do Rio Douro como prenda de casamento (a história de D.Afonso está aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/342269.html )

 

1600-reboreda (12)

 

Regressemos ao casamento do condestável Nuno Álvares Pereira com Leonor de Alvim, após o qual o casal foi viver para Pedraça, para o solar conhecido como Casa da Torre. Quando em 1387 D. João I convocou cortes para Braga, D. Nuno esteve nas mesmas na condição de procurador dos fidalgos do Reino. Foi durante essa sua estadia em cortes que D. Nuno recebeu a notícia de que D. Leonor se encontrava muito doente. Quando chegou ao Porto, onde estava D. Leonor, já aquela teria falecido. Foi sepultada no Convento de Corpus Christi, das freiras dominicanas, em Vila Nova de Gaia.

 

1600-reboreda (79)

 

Depois de contada a História dos mais ilustres portugueses que passaram e foram donos de Reboreda avancemos no tempo, até ao Censo da população de 1530, ordenado por D. João III, que indica moradores ou fogos nas seguintes povoações da atual freguesia de Salto: Pereira, 6; Amear, 7; Pomar de Rainha, 3; Salto, 14; Cerdeira, 7; Reboreda, 21, Tabuadela, 7; Póvoa, 12; Bagulhão, 12; Amial, 4; Corva, 10; Paredes 5; Linharelhos, 7; Caniçó, 14. A julgar pelo Censo Reboreda seria então a maior aldeia da atual freguesia de Salto.

 

1600-reboreda (69)

 

E sobre Robereda encontrámos  uma referência na Etnografia Transmontana de A.Lourenço Fontes, a respeito do Pisão da Tabuadela onde se pisoava o burel, faz uma alusão a Reboreda: “ O burel depois de sair do pisoeiro, o interessado leva-o ao alfaiate das capas. Na Reboreda (Salto) é Domingos do Elias e família que faz capaz de saragoça e burel, há 50 anos”. Saliente-se que a Etnografia Transmontana foi publicada em 1977, ou seja, já lá vão 40 anos e daí para cá muita coisa se alterou, pois tanto quanto sei o Pisão já não funciona e que me conste na Reboreda também já não se fazem as capas de Burel, tão tradicionais que eram e ainda vão existindo em todo o Barroso.

 

1600-reboreda (11)

 

E nestas coisas da história e estórias das aldeias temos de recorrer a quem as sabe. Tivemos também a sorte de o Vítor Bruno, um vizinho da Reboreda (da Póvoa)  fez chegar até nós mais uma informação, que também nos tinha sido contada em Reboreda:  “Outra curiosidade, numa região de monte entre a Póvoa e Reboreda chamada de 'Brangadoiro' foi onde D. Nuno reuniu e treinou as suas tropas recrutadas nestas terras, para depois partirem para Aljubarrota.”, Na Reboreda falaram-nos também numa zona a que chamavam o “corredouro” onde exercitavam os cavalos e no “alto da corneta” junto à atual capela de Nª Senhora de Fátima.

 

1600-reboreda (56)

 

Na toponímia de Barroso a respeito de Reboreda diz-se o seguinte: “ Do nome latino robureta, de róbur + eta >Robureda > Revoreda > Reboreda.

- 1258 «…dixit quod villa de Revoreda» INQ 1512.

- 1258 « de casali de Revoreda» INQ 1526 – referido a um casal de Vilar de Perdizes;

- 1288 » Revoreda he Andorra he Afadoam que fizeram ambas em termo de Revoreda tragia-as por onrra Martinm Soares que nom entrava hi porteiro nem mordomo he tragia hi seu juiz he seu chegador».

 

1600-reboreda (4)

 

E continua a toponímia de Barroso : “Claro que esta citação última respeita à nossa povoação da freguesia de Salto e dá-nos a interessante notícia de que, no termo da Reboreda, se criaram duas herdades (com seu topónimos pomposos) e que um tal Martim Soares trazia por honra: ao mesmo tempo que, como se diria agora, fugia ao fisco impedindo a entrada nas propriedades do mordomo e do oficial da justiça e, para cúmulo, nomeara localmente seu juiz e seu administrador principal!

 

Quanto aos topónimos – Andorra faz-se pensar naquilo que Andorra é, um sítio dificilmente acessível como convinha, um andurrial com muitos animais e poucas pessoas. “

 

1600-reboreda (114)

 

Ainda na Toponímia de Barroso na Toponímia Alegre, temos os apelidos de Salto, a saber: “ Pomar da Rainha nem pão nem farinha , Pereira fome lazeira, Amiar fome de rachar, Borralha saco de palha, Linharelhos tripas de coelhos, Caniçó arca de pó, Paredes armadores de redes, corveirinhos são de Corva, lagarteiros do Amial, Bagulhão muita água pouco grão, Lodeiro de Arque arcas vazias sem pão, Tontinhos da Póvoa, sarilhotas do Carvalho, dobadouras de Beçós, toucinheiros da Seara, cavalos de Tabuadela, tornadores de água da Reboreda, demandistas da Cerdeira e escorricha-odres de Salto.

 

1600-reboreda (120)

 

E hoje para variar só temos a localização da aldeia cá pro fim. Então quanto a coordenadas temos 41º 37’ 33.93” N e 7º 55’ 34.80” O. Já tínhamos dito que pertence à freguesia de Salto que fica a 1800m de distância, no entanto as aldeias mais próximas são Cerdeira a 960m e a Póvoa a 1300m, avistam-se umas às outras lá no alto planalto a 973m de altitude. Mas fica o nosso habitual mapa para melhor localizarem Reboreda.

 

reboreda.jpg

 

E que mais há para dizer sobre a Reboreda!? Claro que haveria muito mais para dizer mas penso que as imagens de hoje dizem o resto e nos dão Reboreda vista ao longe, dentro da aldeia, na intimidade de uma das suas casas e as vistas que desde Reboreda se avistam. Se isto não bastar para vos abrir o apetite a uma visita a esta aldeia, então este post não cumpriu a sua missão, mas só ficam a perder.

 

Só resta mesmo fazer a referência às nossas consultas e aos links para as anteriores abordagens ao Barroso e um obrigado ao Vitor Bruno da Póvoa com a velha promessa de que um dia destes entraremos também pela sua aldeia adentro.  

 

 

Bibliografia

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

FONTE, António Lourenço, (1977), Etnografia Transmontana, II O Comunitarismo de Barroso. Montalegre: Edição de Autor

 

Sítios na WEB

http://norteportugues.blogspot.pt/2011/03/historia-breve-da-freguesia-de-salto.html

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

Nogueiró - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

[i]   Joseph, Brian (Ed.); Janda, Richard (Ed.) (2008). The Handbook of Historical Linguistics. [S.l.]: Blackwell Publishing (publicado em 30 de Dezembro de 2004).

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:28
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Domingo, 23 de Julho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Nogueiró

1600-nogeiro (43)

montalegre (549)

 

Às vezes somos felizes nas nossas pesquisas sobre as aldeias barrosãs e vamos partilhando aqui aquilo que encontramos, outras vezes pouco ou nada encontramos, tal como acontece hoje com a aldeia que aqui trazemos – Nogueiró.

 

1600-nogeiro (11)

 

Mas não nos damos por vencidos e já que a informação é pouca, lá teremos nós de contribuir “fabricando” aqui alguma, claro que será com base na nossa observação, mas também recorrendo a outra informação, que embora não diga respeito diretamente à aldeia, poderá ajudar para a sua caracterização.

 

1600-nogeiro (2)

 

Pois da pouca informação escrita que encontrámos, ficámos a saber que Nogueiró pertence à freguesia de Ferral, já no limite Sul do Concelho de Montalegre, a menos de 3 quilómetros do Concelho de Vieira do Minho.

 

1600-nogeiro (14)

 

Iniciemos então pela sua localização. A mais precisa é a das suas coordenadas: 41º 41’ 54.48 N e 7º 58’ 37.47 O. Mas também podemos dizer que num raio de 1.5 quilómetros encontramos a sede de freguesia – Ferral, Covelo do Gerês e a barragem da Venda Nova. Mas fica o habitual mapa para uma melhor localização visual.  

 

mapa-nogueiro.jpg

 

Nogueiró localiza-se também na croa de uma montanha, sendo o ponto mais alto da aldeia a 808m de altitude e o mais baixo a 769m. Adivinha-se que embora a aldeia se inicie na croa da montanha, também vai deslizando pela sua vertente para a Barragem da Venda Nova.

 

1600-nogeiro (53)

 

Curiosamente e embora a barragem da Venda Nova esteja a apena s 1,5 km da aldeia e esta se localize na croa do monte, uma outra montanha tapa as vistas para a essa barragem, apenas se avistando uma nesga da mesma, mas lá desde cima, avista-se ainda uma outra, a 5 km da aldeia e esta sim bem visível. Trata-se da barragem de Salamonde que embora ainda ocupe território de Montalegre já tem o seu paredão no concelho de Vieira do Minho.

 

1600-nogueiro-24-art (3)

 

Assim com esta aldeia a morar na croa de um monte e mesmo com o seu ponto mais alto abaixo da média de altitude do Barroso,  consegue ser uma aldeia miradouro de onde se podem lançar olhares para um autêntico mar de montanhas que entram por outros concelhos adentro, mas também pelo distrito de Braga.

 

1600-nogeiro (27)

 

Estamos também no Baixo Barroso, não por ser assim tão baixo, mas por ficar por baixo do Alto Barroso, onde a principal característica é o verde vivo dos campos, graças à abundância de água para os manter viçosos. Verde vivo que vai sendo quebrado pelo verde mais escuro das zonas florestadas ou mais azulado das florestas mais distantes, no habitual dégradé, onde o azul das últimas montanhas, as mais distantes,  já se confunde com o azul do céu.

 

1600-nogeiro (23)

 

Pois nem que fosse só por estas vistas já éramos compensados pela viagem até Nogueiró, mas também a aldeia, vista ao longe, parece estar rodeada pelo relvado de um jardim, onde também é notório o típico fracionamento da terra, com pequenas diferenças no verde que veste cada fração.

 

1600-nogeiro (9)

 

Da pouca informação que encontrámos temos a da Toponímia de Barroso onde se diz que Nogueiró “provem do latino nucaria > nugaria > nogaira > “Nogueira”. O nosso topónimo é um diminutivo, isto é, um pequeno campo de nogueiras. A forma mais antiga do nosso topónimo é de – 1258 INQ. 1523 – Nogueiroo, tendo-se já sincopado o l intervocálico. Donde: Nucariola > Nugarioo > Nogairó > Nogueiró.  " 

 

1600-nogeiro (7)

 

Quanto à aldeia em si, parece-nos que o aglomerado mais baixo da aldeia é o mais antigo, embora já haja neste núcleo algumas intervenções mais recentes, enquanto que o aglomerado superior  é notoriamente mais recente. Tal como hoje existe a aldeia está longe da uniformidade de construções tipicamente transmontanas e barrosãs  que ainda vão existindo no restante Barroso, principalmente no Alto Barroso.

 

1600-nogeiro (4)

 

E pouco mais temos a dizer sobre Nogueiró, para além de termos de vez em quando de passar por ela a caminho de outros destinos, embora só numa das últimas vezes que por lá passámos tivéssemos feito o levantamento fotográfico, mais propriamente no final da manhã do passado dia 14 de abril, deste ano, claro.

 

1600-nogeiro (54)

 

Só nos resta mesmo fazermos a referência às nossas consultas e aos links para as anteriores abordagens a aldeias e temas do Barroso.

 

1600-desde-noguiro (11)

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

 

1600-desde-noguiro (21)

 

 Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sarraquinhos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sarraquinhos-1560167

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

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Domingo, 16 de Julho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Sarraquinhos

1600-serraquinhos (28)

montalegre (549)

 

E como hoje é domingo, vamos mais uma vez até terras de Barroso, mas hoje estou na dúvida se vamos até Sarraquinhos ou até Serraquinhos. Já antes abordei o tema, penso que foi quando o blog passou por Cepeda, mas hoje volto à carga com novos elementos. Não é que seja importante se Sarraquinhos é grafado com e ou com a , é mais para justificar a forma como nós o vamos grafar aqui ao longo do post, pois vai aparecer de ambas as formas.

 

1600-serraquinhos (1)

 

Pois por mim, quanto mais procuro um esclarecimento para se a aldeia é grafada com a ou e em Serraquinhos, mais confuso fico. Desde já, ao estar a escrever estas linhas, diretamente no computador como costumo fazer, o corretor ortográfico automático assinala erro em Serraquinhos. Também na maioria dos documentos oficiais a que tive acesso, por exemplo os do Arquivo Nacional ou Distrital da Torre do Tombo, aparece Sarraquinhos com a , nos CENSOS, idem aspas.

 

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Aquilo que se vai escrevendo em “livro” também alimenta a confusão. Tomemos como exemplo aquilo que se escreve na Toponímia de Barroso, de José Dias Batista, numa edição do Ecomuseu – Associação de Barroso. Pois no cabeçalho aparece “Concelho de Montalegre – Serraquinhos”. Logo de seguida, no título de desenvolvimento já aprece “Sarraquinhos”. Mas vejamos o que se diz a seguir, em que este tema também é abordado:

 

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“ Dada a semelhança das palavras há quem pense que o topónimo proviria de “Sarracenos” ou coisa assim. Lembram esses falantes (falam, falam e nada dizem) que, como alguns mouros ficaram por cá, o dito nome “sarraceno” poderia dar origem ao nosso topónimo. Gostava de saber, em letra de forma, como é que eles explicavam as transformações fonéticas operadas! Eu andei anos e anos a tentar descobrir a solução, se é que lá cheguei… e dou com estas notícias em letra de forma! Como é que simples curiosos resolvem estes enigmas e com tanta ligeireza?”

 

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E continua:

“ Ponho liminarmente de lado quercus, querquinus e o hipocorístico cerquinus, como querem alguns patuscos.

Depois de ver mil vezes a referência:

- 1258 «dixit de Cerraquinos quod est tercia pars Dominis Regis» Inq 1524, julgo que cheguei lá!

Do longínquo nome pessoal latino Zarracus, pelo diminitivo Zarraquinus, tal com Sandus deu Sandinus, etc. Que foi antroponómico não restam quaisquer dúvidas nesta passagem: - 955 “ de quinione de Zarraquino… T.C.I. 453.”

 

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E para rematar o tema, continua:

“Num documento do Liber Fidei, nº 400, de 1086, um tal Zarraco doa a seu filho Martino Zarraquis um casal; e esse filho, ao fazer testamento ao Mosteiro de Santo Estêvão de Chaves, diz que tal prédio fora comprado: « meo patre Zarraco vel precio módios XI.» (40 módios)!

A mudança do Z inicial para Ç e depois para S (como se verificou em Sapiãos e Sapelos) foi um processo corrente."

 

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Continuemos nos “livros” e vamos até Miguel Torga que passou várias vezes por esta aldeia, ao que consta em visita ao abade Joaquim Alves, conterrâneo de Camilo Castelo Branco, de Vilarinho da Samardã, próxima da aldeia de Torga. Pois nos seus Diários, Torga faz dois registos, um em 1967 em que escreve “Sarraquinhos” e outro em 1975 em que escreve “Serraquinhos”.

 

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Sarraquinhos, Barroso, 17 de Setembro de 1967

 

Parece que é lenda o célebre pedido que se atribui a Frei Bartolomeu dos Mártires no Concílio de Trento: a abolição do celibato ao menos para os padres de Barroso. Mas ela define um ambiente onde o natural pesa sobre todas as criaturas da mesma maneira, dobrando-as às suas leis como o  vento dobra os vimes, e que me não canso de respirar. Já conheço a paisagem de cor e salteado, em poucas aldeias ou lugarejos deixei de meter o nariz, os caracteres humanos são de tal clareza que se decifram à primeira leitura. A verdade, porém, é que volto sempre que posso, e cá estou mais uma vez. Atrai-me esta amplidão pagã, sinto-me bem a pisar um chão em que o deus vivo de ricos e pobres, de alfabetos e analfabetos, é o toiro do povo. Um deus de cornos e testículos, que, depois de cada chega e de cada vitória, a gratidão dos fiéis cobre de palmas, de flores, de cordões de oiro e de ternura. Um deus que a devoção adora sem lhe pedir outros milagres que não sejam os da força e da fecundidade, provados à vista da infância, da juventude e da velhice. Um deus a que se dão gemadas e cervejas para que possa inundar as vacas de sémen, as moças de esperança, os moços de certeza e a senilidades de gratas recordações. Um deus eternamente viril, num paraíso sem pecado original.

Miguel Torga, In Diário X

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Serraquinhos, 14 de Setembro de 1975

 

O Barroso coberto de gado. Os mais diversos bichos a granel nos mesmos pastos, nos mesmos eidos, nos mesmos currais. Bois, ovelhas, cães, cabras, burros, porcos e galinhas no mesmo cordial convívio. E pus-me a pensar na fácil comunhão da condição viva, em encontra-me com difícil harmonia da condição social. A fraternidade de que não somos capazes nós os homens, simples como o bom dia entre seres sem cromossomas permutáveis.

Miguel Torga, In Diário XII

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Mas vamos ao que se diz por aí de Sarraquinhos.

Ainda na “Toponímia de Barroso”, na “Toponímia Alegre” diz-se o seguinte a respeito dos de Sarraquinhos:

 

Os de Sarraquinhos

(Como a porca de Murça)

São muito honradinhos

 

O povo de Sarraquinhos

Muita vaca há-de criar!...

Quem passar naquela rua

Muito salto tem que dar!

 

Isto das vacas, pela certa já foi tempo delas, pois nós andámos por lá e não avistámos nenhuma, o que não quer dizer que não as haja, mas pelo menos não foi preciso andar aos saltos… o que já é um sinal…

 

1600-serraquinhos (90)

 

 No livro “Montalegre” encontrámos o seguinte:

“Esta freguesia, enquanto tal, não consta das Inquirições de 1258 conquanto constem delas todas as localidades que a integram. Em boa verdade lá se referem Pedrário, Serraquinhos, Cepeda, Zebral (onde existia uma herdade do irmão do trovador João Baveca) e Antigo. Esta última povoação com o topónimo significativo Antigo de Espinho, que o mesmo era dizer Antigo de Aspinius (Aspini). Mais tarde foi Antigo de Arcos, pertencente ao aro de Cervos e, agora, Antigo de Serraquinhos. As voltas que a vida dá!

Quem vai a Serraquinhos deve seguir o roteiro do grande poeta transmontano e nacional Miguel Torga: visita a igreja, a capela, o castro de Pedrário e Forno e ouve meia dúzia de velhinhas dizer jaculatórias por alma do sempre lembrado Padre Joaquim que Deus haja."

 

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Se há terra onde as referências aos padres e abades abundam é Sarraquinhos o que por si já é abonatório para a aldeia, pois que me conste o clero sempre gostou de estar bem instalado em terras das quais gostam  e onde gostam deles.  O Padre Joaquim Alves parece ter sido um deles e para ser amigo de Miguel Torga, ou melhor, para Miguel Torga ser amigo dele, a quem visitava regularmente, o Padre Joaquim Alves não era um padre qualquer, pois Torga, ao que consta, era muito seletivo nas suas amizades e não a partilhava (a amizade) com um qualquer. No entanto a homenagem pública que existe na Torre Sineira da Igreja é ao abade Alberto Pereira de Moura e nos nomes que constam na placa de homenagem, de quem o homenageia, não são uns nomes quaisquer. O do Padre Joaquim Fontoura, por exemplo, a quem a cidade de Chaves ergueu um busto no Largo do Anjo,  e os restantes, como o Padre Serafim D’Oliveira (vizinho do Viveiro), o Dr. Pedro de Macedo de Amarante, o Padre Manuel R.Vieira de Anelhe, Artur Coutinho de Vila Meã, António L.M.Soares de Chaves, Dr. Álvaro P.T.Vasconcelos de Amarante e o Padre Luiz Castelo Branco da Samardã, são os restante homenageantes que terminam a homenagem assim: Quomode in vita sua dilexerunt se,ita   et in morte nom sunt separati”

 

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Bom, temos estado pra ‘qui a falar de Sarraquinhos mas ainda não nos referimos à sua morada, ou seja ao seu espaço, ao seu lugar no nosso território.  Já sabemos que fica no Barroso, senão não estaria aqui hoje, mais propriamente localiza-se no Alto Barroso, aquele que vive à “sombra” da Serra do Larouco, no alto planalto que serve de base à grande serra, mas também, embora não pareça, é uma terra da raia com a Galiza, a apenas 5 quilómetros de distância e ainda, uma das aldeias que fica no nosso caminho alternativo para ir até Montalegre, isto se formos via Soutelinho da Raia, pois chegados a Meixide, temos de optar continuar pela Municipal 508 via Vilar de Perdizes, ou então tomar o Caminho Municipal 1006, via Pedrário, a aldeia mais próxima de Sarraquinhos, a par de Cepeda.  

 

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Mas para sermos mais exatos nem há como as coordenadas de um local, no caso de Sarraquinhos, centro da aldeia, temos as coordenadas de 41º 47’ 56.37”N e 7º 39’ 48.14” O, a 922m de altitude, dentro da média para o Barroso, já não tanto para nós flavienses, pois as nossas aldeias mais altas, Travancas e Bolideira, andam na cota dos 900 metros de altitude.

Para melhor localização, fica o nosso habitual mapa.

 

sarraquinhos.jpg

 

Pois como sempre, ficam também as nossas impressões sobre a aldeia. Valem o que valem mas para nós valem tudo, pois aquilo que por lá registámos é aquilo que nos ficou na memória, as imagens também contam, mas essas servem apenas para transmitir aquilo que vimos e para nossa memória futura, embora até nem fossem necessárias, pois Sarraquinhos continuará a fazer parte dos nossos itinerários para ir ou vir de Montalegre. Mas recordando o dia em que tomámos as imagens de hoje, recordo ser um dia frio de autêntico inverno, embora já estivéssemos na primavera, pois passámos por lá em 9 de abril de 2016.  

1600-serraquinhos (67)

 

Quem acompanha esta rubrica de o Barroso aqui tão perto,  pela certa tem reparado que nas nossas imagens raramente aparecem pessoas ou animais, tem sido uma constante que não é mais que a realidade atual das nossas aldeias. Não queremos com isto dizer que as aldeias estejam totalmente despovoadas, pois sabemos que não o estão, mas o tempo de as pessoas e animais andarem ou estarem nas ruas e largos das aldeias, é tempo que já la vai. As poucas pessoas que se vão mantendo nas aldeias, a maioria idosas, vão preferindo o aconchego das casas e as mais jovens, ainda com vida ativa, vão dedicando o seu tempo ao trabalho no campo, um pouco disperso à volta e/ou nas redondezas da aldeia. Daí a ausência de vida humana na fotos, também por uma questão de horas, das horas em que entramos nelas, pois por vezes apanhámos os seu habitantes em plena hora de ponta de saída para o campo ou no regresso. Tudo isto para dizer que em Sarraquinhos entrámos e saímos sem encontrar quase alma viva. Exceção para dois cães que não nos ligaram patavina, nem sequer nos ladraram e um pessoa que conseguimos ver ao longe que tão depressa apareceu como desapareceu.

 

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E vai sendo tudo, só nos resta deixar por aqui as habituais referências às nossas consultas e aos links para outros posts em que trouxemos aqui os lugares ou temas do Barroso.

 

Ah!, ainda antes de terminar, na temática de Serraquinhos ou Sarraquinhos, eu fico com o Sarraquinhos, pois foi assim que a pronunciei e que escrevi, antes de conhecer a outra versão. Mas se um dia escrever com e , também vale.

 

Bibliografia

 

BAPTISTA, José Dias, (2014), Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso

BAPTISTA, José Dias, (2006), Montalegre. Edição do Município de Montalegre.

TORGA, Miguel, (2001), Diário (Volumes XIII a XVI), Rio de Mouro. Círculo de Leitores.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Pardieieros - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pardieiros-1556192

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

  

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:21
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Domingo, 9 de Julho de 2017

O Barroso aqui tão perto - Pardieiros

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Não sei se ainda se usa mas há uns bons anos atrás, quando queríamos brincar com os de uma aldeia qualquer ou minimizar uma aldeia ou lugar, dizíamos que ela nem sequer constava do mapa.  Pois hoje, sem querer minimizar ou brincar com a aldeia, vamos até uma que não consta no mapa.

 

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Pois a verdade se diga, a nossa aldeia de hoje, Pardieiros,  que nem no meu mapa constava, o que é natural, pois foi feito a partir de outros mapas e cartas do concelho de Montalegre e se a aldeia não estava nas fontes onde fui beber, também não poderia aparecer na minha fonte, mas embora não apareça no mapa, na maioria, deveria constar, pois a aldeia existe e por sinal até é bem interessante.

 

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Lamentar, lamenta-se mesmo que no desdobrável/mapa do concelho de Montalegre , intitulado “Montalegre – Uma ideia da Natureza”, que no   Ecomuseu do Barroso é posto à disposição dos turistas para descobrirem o concelho de Montalegre, Pardieiros também não conste lá.

 

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Assim como Pardieiros não consta nos mapas nem nos pontos de interesse recomendados para visitar no concelho de Montalegre, foi uma sorte termos dado com aldeia, pois sem qualquer informação sobre ela, é natural que não constasse nos nossos itinerários de visitas ao Barroso. Mas a sorte, em conversa com populares da aldeia vizinha de Viveiro, revelou-se-nos, quando nos falaram de Pardieiros. Fomos lá de seguida, e ainda bem que fomos. Aldeia pequena, pois literalmente são mesmo meia dúzia de casas, mas muito fotogénica e com gente simpática e agradável dentro, também pouca gente, mas boa.

 

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Talvez este passar despercebido e não constar nos mapas tenha a ver com o significado do topónimo. Na realidade quando nos referimos a pardieiros, geralmente referimo-nos a casas arruinadas, pobres e toscas, sem qualquer interesse. Talvez tivesse sido assim no passado, não o sei, mas se hoje em dia fôssemos por essa definição de casas arruinadas, pobres e toscas, teríamos que atribuir este topónimo a muitas das nossas aldeias, pois também elas estão maioritariamente arruinadas, e abandonadas. Quanto ao pobres e toscas, para a realidade atual podem-no ser, mas a simplicidade, o pobre e tosco da grande maioria das construções antigas apenas refletiam a realidade social de então.  

 

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Aliás em Pardieiros fomos testemunha disso mesmo, quando o nosso guia na aldeia, um jovem nos seus vinte e poucos anos, nos mostrava um pardieiro que teria no máximo dezasseis metros quadrados, um único compartimento, térreo, com um único vão – a porta de entrada/saída do pardieiro ´e nos dizia “ nesta casa foram criados oito filhos”.

 

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E sim, pode ser duro de admitir e muitas vezes referimo-nos ao despovoamento rural com uma certa nostalgia e um mal que atacou as nossas aldeias quando na realidade, muitas vezes, foi apenas um fugir à, e, da pobreza, da falta de poder ter ou vir a ter uma vida digna, um fugir ao passado dos seus ancestrais que pouco mais foram que escravos da terra ou dos senhores mais abastados, uma partida para um futuro melhor para os seus filhos. É por essa razão que nunca condenei nem critico quem abandonou as suas aldeias, antes, deveríamos condenar quem nunca lhes deu as condições sustentáveis para eles ficarem na terra em que nasceram ou a dignidade para serem apontadas no mapa.  

 

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Mas já que a aldeia de Pardieiros não aparece nos mapas, vamos nós localizá-la e metê-la no nosso mapa. Com a precisão das coordenadas fica a 41º 42’ 08.21”N e 7º 59’ 19.04” O. Pertence à freguesia de Ferral e localiza-se entre Santa Marinha (que aparece a p&b na foto anterior por cima de Pardieiros), Nogeiró e Viveiro. Quanto à altitude, é uma das terras mais baixas do Barroso a 587m de altitude. Mas fica o nosso mapa para melhor localizarem Pardieiros.

 

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E pouco mais há a dizer sobre Pardieiros e nas nossas pesquisas nada encontrámos, mesmo na Toponímia de Barroso, para além do significado do termo pardieiros e à sua origem do latim, nada mais diz. Acrescentar talvez que está integrada naquela zona do Barroso que já tem ares de terras minhotas, com muito verde com um povoamento disperso, ao contrário daquilo que acontece no Alto Barroso, com os aglomerados das aldeias bem definidos e uma separação considerável entre aldeias. Povoamento que vai sendo feito  conforme aquilo que a terra manda.

 

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Pois pela nossa parte, gostámos da descoberta de Pardieiros, da aldeia em si, pequena mas agradável e com muita mais vida que muitas das aldeias grandes, mesmo estando praticamente desabitada e foi com todo o gosto que a incluímos no mapa das aldeias barrosãs.

 

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E só nos resta acrescentar os habituais links, apenas os links para outras aldeias e temas do Barroso que já passaram aqui pelo blog, pois quanto a bibliografia nada temos para citar porque nada encontrámos sobre a aldeia.

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Algures no Barroso: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1533459

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-arcos-1543113

 

B

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

 

C

Cambezes do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cambezes-do-1547875

Carvalhais - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-carvalhais-1550943

Castanheira da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-castanheira-1526991

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Contim - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-contim-1546192

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

 

D

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

 

F

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

 

G

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Gralhós - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhos-1531210

 

L

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

 

M

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

 

N

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

 

O

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Ormeche - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ormeche-1540443

 

P

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

 

R

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

 

S

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Senhora de Vila Abril - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-senhora-de-1553325

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

 

T

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

 

U

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

 

V

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

 

X

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

Z

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

 

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