12 anos

Domingo, 14 de Maio de 2017

O Barroso aqui tão perto...

1600-algures, entre Pitoes e Tourem

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Depois de um dia tão intenso como o de ontem em que a nossa atenção se repartiu por vários e importantes acontecimentos, tal como previa, não houve tempo para preparar mais uma aldeia do Barroso para trazer aqui, pois além da escolha e tratamento de imagens, há as habituais pesquisas de procura de informação para podermos deixar mais alguma coisa sobre a identidade e particularidades dessas mesmas aldeias, e isso demora algum tempo, tempo que não sobrou para tal.

 

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Mas promessas são promessas e o blog gosta de as cumprir. Não temos uma aldeia barrosã mas temos algumas paisagens do Barroso, e alguma flora e fauna selvagem barrosa. Motivos que nos despertam o clique por locais onde vamos passando, geralmente nos itinerários entre aldeias, em terras de “ninguém” e algumas que às vezes nem nós que as obtivemos as conseguimos localizar, pois quando partimos à caça de imagens, os momentos captados são tantos, tal como as nossas voltas, que algumas delas não conseguimos localizá-las com exatidão. Sabemos  mais ou menos por onde foi, mas não exatamente. São as tais que guardo religiosamente numa pasta chamada “algures no Barroso”.

 

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Tal acontece com pelo menos três imagens de hoje que não sei bem de onde são. As restantes são localizáveis, mas para o post de hoje a localização até nem interessa, pois interessa mais mostrar a beleza da paisagem menos humanizada, alguma dela mesmo selvagem e singular, única embora variada. Pode parecer uma contradição, mas não é.

 

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Sendo o Barroso composto maioritariamente por terras altas, todas a rondar os 1000 metros de altitude, é natural que se tenha dele uma ideia errada de terra fria e agreste, e se de facto isto é verdade, o contrário também o é, com os seus micro climas das terras mais baixas e do Baixo Barroso, com paisagens cobertas de verde, hoje em dia mais verde que nunca com as terras de cultivo a dar lugar a pastagens.

 

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Já o disse aqui e repito, porque nunca é demais repeti-lo, o Barroso é uma pérola dentro do Reino Maravilhoso e realmente o que surpreende é a variedade que vai desde o mais agreste do Alto Barroso e que rodeia e sobe ao mais alto da Serra do Larouco, da Serra do Barroso e da Serra do Gerês, território do penedio,  da urze, da carqueja e até da trufa.

 

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Por outro lado, ao descermos ao Baixo Barroso o verde é rei e senhor, não só nos prados mas também na floresta e no cultivo de subsistência ao redor das aldeias onde é possível cultivar de tudo, imaginem que nesta última passagem pelo Barroso até bananeiras e orquídeas ao ar livre vi. Claro que as bananeiras embora cheguem a dar fruto não chegam a vingar para amadurar, mas vingam para enfeitar e marcar presença no Barroso.

 

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Podemos afirmar que as singularidades do Barroso se complementam para termos um só Barroso no seu todo e no seu melhor. Se o verde surpreende e é agradável conviver com ele, o agreste não se fica atrás, na sua simplicidade complexa, na resistência das espécies que por lá resistem e o modo como convivem e se protegem umas às outras, mas sobretudo sãos as sensações de se poder pisar estas terras e as paisagens que desde lá se deslumbram.

 

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Continuando no surpreendente Barroso o que mais surpreende é a variedade e proximidade dos matizes, principalmente nesta época de primavera em que as serras se enchem de colorido amarelo da carqueja ou o também amarelo e branco das giestas a contrastar com o púrpura da urze e um pouco por todo o lado minúsculas flores de plantas também minúsculas que chegam a formar autênticos tapetes com os mais belos bordados.

 

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Mas tudo isto esta ali à mão de semear, pois se agora estamos no meio dos matizes das terras mais agrestes, descemos um pouco e logo entramos nos mantos verdes rodeados da floresta igualmente verde para logo a seguir esbarrarmos com o azul de uma albufeira ou o aconchego de uma aldeia, tudo isto é o inconfundível Barroso

 

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Por último a água, a sua transparência e abundância, não as que está nas albufeiras mas a que brota por todo o lado, cristalina, a atravessar caminhos, a correr nos lameiros ou a cair em cascatas, então quando chove com abundância, como foi nesta sexta-feira passada, é surpreendente como onde menos se espera nascem pequenas cascatas.

 

Só queria mesmo  que as imagens fizessem justiça às palavras que hoje vos deixo, mas isso é impossível, pois por muito que me esforce faltam-lhe os aromas e as melodias dos cantares das aves ou mesmo que seja e só do sussurrar do vento à sua passagem.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:53
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Domingo, 30 de Abril de 2017

O Barroso aqui tão perto...

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Hoje no “Barroso aqui tão perto” não tivemos tempo de preparar mais uma aldeia barrosã para mostrar aqui no blog, no entanto, esta rubrica não é feita só com as aldeias e lugares do Barroso, pois tudo que tem como tema essa região tem também aqui lugar, como vai ser o caso de hoje.

 

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A Intervenção – Associação para a Promoção e Divulgação Cultural, com sede em Chaves, desde há 10 anos que tem dedicado a sua intervenção na realização de congressos internacionais de Animação Sociocultural e na publicação de livros, contando no momento com 16 congressos realizados e mais de 20 livros publicados.

 

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Neste fim-de-semana ( de 28 a 30 de Abril), em Ponte da Barca, a Intervenção levou a efeito mais um Congresso Internacional, este subordinado ao tema “Animação Sociocultural: Turismo Rural e Desenvolvimento Comunitário”, no qual participaram mais de 40 especialistas/conferencistas nacionais e estrangeiros, dois dos quais barrosões que também eles Animadores, têm marcado presença nestes congressos. Refiro-me ao Padre Lourenço Fontes e ao Professor Doutor Carlos Fragateiro que proporcionaram ao congresso uma conversa com a seguinte abordagem: a organização de eventos, congressos de medicina popular, as sextas-feiras 13, a animação sociocultural, o teatro religioso, a intervenção comunitária e o empresário turístico no espaço rural com o projeto Hotel Rural de Mourilhe. Em suma, dois barrosões em conversa que se tornaram naturalmente em embaixadores do Barroso,  onde o Turismo Rural e o Desenvolvimento Comunitário estavam a ser debatidos. Ouro sobre azul.

 

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Uma vez que também nós estamos envolvidos nestes congressos, não resistimos ao registo em imagem dessa conversa entre dois barrosões e a partilhá-las aqui neste espaço dedicado ao Barroso, mas também a imagem de um encontro entre o Barroso com o Padre Lourenço Fontes e o Nordeste Transmontano com um careto/diabo.  

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:08
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Segunda-feira, 24 de Abril de 2017

O Barroso aqui tão perto - Castanheira da Chã

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Vamos então até mais uma aldeia do Barroso, do concelho de Montalegre, da Chã, mais propriamente até Castanheira ou Castanheira da Chã para não haver dúvidas ou confusões com outras localidades com o mesmo topónimo.

 

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Vamos desde já à sua localização que ao ser uma das aldeias da Chã, está mais que localizada, sendo mesmo uma terra da chã, do chão do planalto barrosão todo ele a rondar os 1000 metros de altitude, de terra coberta de verde e aparentemente fértil onde os terrenos de cultivo vão alternando com pastagens e algumas manchas de arvoredo característico das terras altas (carvalho, castanheiro…).

 

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Mas sejamos mais precisos. É mais uma aldeia das proximidades da Estrada Nacional 103, a 800 metros e também próxima da Barragem do Alto Rabagão (Pisões) com o ponto mais próximo a cerca de 1500m. A cerca de 5 300 metros da Vila de Montalegre, em linha reta pois por estrada é mais um pouco e, como não poderia deixar de ser, pertence à freguesia da Chã. Quanto a coordenadas  temos 41º 46’ 19.12” N e 7º 48’ 27.21 O, mas como sempre fica o nosso habitual mapa para uma melhor localização.

 

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Quanto ao casario há um pouco de tudo, construções tradicionais barrosãs de granito à vista (que outrora tiveram colmo nos telhados), novas construções, construções abandonadas/degradadas e algumas também antigas que aparentemente foram grandes casas agrícolas em perpianho de granito.

 

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No livro Montalegre, de José Dias Baptista encontrámos o seguinte:

 

Riqueza paisagística

É absolutamente única e lamenta–se que há milhares de pessoas que nos visitam e não tomam conhecimento destas riquezas ! Locais a visitar:

- Margem esquerda do Alto Cávado ( entre S. Pedro e Paradela) – o carvalhal espontâneo;

- O Ourigo (entre Castanheira, Montalegre e Cambezes ) – mancha de folhosas exóticas;

 

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A respeito do Ourigo, na rede dos percursos pedestres de Motalegre existe  o Trilho do Ourigo (PR 2 – MTR) que tem como um dos pontos de passagem a nossa aldeia de hoje – Castanheira da Chã. Daí, não resistimos e fomos ao panfleto deste trilho à disposição no  Ecomuseu do Barroso retirar alguma  informação, bem interessante no que respeita à fauna e flora da região. Informação  que passamos a transcrever:

 

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Descrição do Percurso

O trilho do Ourigo é um percurso de pequena rota (PR). Tem 23 quilómetros de extensão, de forma circular, de nível médio/alto, com início e fim em Montalegre. Passa por diversos pontos de interesse, entre os quais caminhos antigos dos pastores e por núcleos rurais de Torgueda, Castanheira e Cambeses. Este percurso faz-nos atravessar paisagens verdejantes, áreas de carvalhal, manchas de arvoredo autóctone e campos de cultura.

 

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Ficha Técnica

Partida e chegada: Ecomuseu de Barroso em Montalegre

Âmbito: Cultural, ambiental e paisagístico

Tipo de percurso: PR pequena rota / Circular

Distância a percorrer: 23 km

Duração do percurso: Cerca de 8 h Grau de dificuldade: médio/alto

Desníveis: mediamente acentuados, com um grande ascendente

Altitude máxima: 1190 m

Altitude mínima: 920 m

Época aconselhada: todo o ano

 

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Património natural

Este percurso é maioritariamente florestal, atravessando manchas de carvalhal autóctone (com exemplares de azevinho e lamagueira), e extensas zonas de bosque plantados em meados do séc. XX. Neste espaço predominam as árvores exóticas, resinosas (pinheiro e cedros) e folhosas (carvalho-americano e vidoeiro). Aqui podemos encontrar aves florestais como o açor, o gavião, o pica-pau, uma enorme diversidade de pássaros e mamíferos, como o corço, o lobo, a geneta e o esquilo. Também ocorrem grandes manchas de mato alto e rasteiro, resultantes da degradação das florestas, devido ao fogo e aproveitamento de madeira. As zonas de mato são dominadas pelas giestas, tojo, queiró, urzes e carquejas onde habitam várias espécies de répteis, como o sardão e cobra-rateira, assim como de aves de rapina que deles se alimentam, como é o caso da águia-deasa-redonda e a águia-cobreira.

 

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Geologia

Deste percurso temos vários contactos geológicos. Com saída da vila é possível encontrar o granito de Montalegre, que é porfiroide, de grão grosseiro e médio. Este tem duas micas, biotite (negra) e a moscovite (branca), no entanto predomina a biotite. Na aldeia de Castanheira encontramos o granito da Vila da Ponte, semelhante ao granito de Montalegre, apresentando este grão médio. Ao passar em Cambeses do Rio podemos encontrar xistos pelíticos. Ao longo do percurso também podemos ver pegmatitos, com quartzo, feldspatos, moscovite e turmalina. É ainda importante que todos os interessados pela geologia da região se encontrem atentos às alternâncias entre o xisto e o granito durante todo o percurso, onde é possível visualizar alguns contactos.

 

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E como nas nossas pesquisas não encontrámos mais informação sobre a aldeia de Castanheira da Chã, vamos dando por finalizado o nosso post, mas ainda com tempo para deixar aqui aquilo que retivemos sobre esta aldeia.  A paisagem envolvente da aldeia é digna de realce. Muito verde e as tais manchas de arvoredo autóctone fazem o conjunto da composição agradável de ver e de registar em fotografia. Os caminhos de terra que se vão desenhando ao longo desse verde dão vontade de ser percorridos.

 

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Quanto ao casario, há pormenores que nos agradaram, mais que o conjunto que, como já dissemos atrás, é uma mistura de vários tipos de construção. Falta-lhe a harmonia do conjunto de algumas aldeias que conhecemos no barroso,  mas mesmo assim não é desinteressante, principalmente quando as ruas da aldeia são compostas com gente e animais na sua lide diária, a nosso ver o património mais valioso das aldeias barrosãs, pois sem vida, não há aldeias e na Chã, que embora também sofra desse mal do despovoamento e envelhecimento da população que ataca todas as aldeias da região, nota-se ainda ter vida quer nas ruas, quer na envolvência da aldeia, vida essa  bem espelhada na forma e na cor dos campos.

 

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Para finalizar ficam as habituais referências às nossas consultas e os links das anteriores abordagens às aldeias e temas do Barroso.

 

Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sítios na WEB

http://www.cm-montalegre.pt/

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Ladrugães - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ladrugaes-1520004

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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Domingo, 9 de Abril de 2017

O Barroso aqui tão perto... Ladrugães

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Em finais de julho do ano passado lá arrancámos nós mais uma vez em direção ao Barroso de Montalegre para recolha de imagens de mais algumas aldeias. Geralmente tentamos aproveitar o sol da manhã, quando o há, mas mesmo com sol encoberto, aproveitamos a luz.

 

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Quando o sol está a pique, batemos em retirada com destino a um local próximo onde se possa confortar o estomago, coisa que no Barroso não é tarefa complicada, antes pelo contrário, às vezes só se torna complicado escolher o local, pois quanto ao resto, já sabemos que vamos gostar.

 

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Tal como na fotografia onde não devemos andar com pressas, onde devemos deixar que o vagar nos sugira alguns cliques ou nos leve ao encontro deles, também à mesa tomamos o nosso vagar, mas mesmo com os vagares da fotografia há que repor forças e de verão, há que deixar que o sol amanse. Assim, só levantamos da mesa quando achamos que está na hora de ir rumando a casa, mas parando nas aldeias por onde passamos para mais uns cliques de recolha de imagens.

 

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Pois à nossa aldeia de hoje, Ladrugães,  já chegámos lá pelo meio da tarde. É uma aldeia cuja aproximação se faz de um modo agradável. Antes de entrar na sua intimidade deixa-se ver no seu conjunto, arrumadinha e juntinha, pelo menos aparentemente, tal como é aparente ser uma aldeia com muita construção nova e/ou novas reconstruções, senão recentes, são pelo menos do último quartel do século passado, o que, em geral, significa ser aldeia com muitos emigrantes. Talvez seja o caso, mas não temos dados para afirmar com certeza. 

 

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Depois de entrarmos na aldeia constatamos aquilo que ela mostra à distância, há de facto muita construção nova, com novos materiais, os que agora comummente se usam,  bem longe da singeleza das antigas construções de pedra de granito à vista, onde a madeira e às vezes o ferro lhes faziam companhia. Em suma, uma aldeia que mantém a sua estrutura típica de aldeia na maneira como se arruma, mas que perdeu a beleza do conjunto das construções típicas transmontanas e barrosas, principalmente daquelas que ainda mantêm o testemunho do murete de amparo às coberturas de colmo, embora hoje sem ele.

 

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Na intimidade da aldeia, quanto a pessoas, vai sendo aquilo a que já nos vamos habituando, pouca gente, aliás, que recorde, apenas vimos duas pessoas, ambas representadas na nossa recolha fotográfica. Certo que o dia estava quente e na rua, só mesmo à sombra é que se estava bem. O fresco das casas pela certa que era mais convidativo, e alguns ainda estariam na sesta que os dias quentes convidam a prolongar. Mas há por Ladrugães sinais de despovoamento e de ausência de gente jovem e crianças, pelo menos as suficientes para manter a escola a funcionar, pois hoje Casa do Povo.

 

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Com menos ou mais gente, há ainda a suficiente para cultivar os campos que rodeiam a aldeia, e dá gosto vê-los cultivados com o verde a alegrar a paisagem ou o amarelo a pedir colheita e pelo testemunho da quantidade de canastros, a terra parece ser generosa, aliás o Barroso que se vive em Ladrugães já é bem diferente do Alto Barroso, e o verde dos campos está lá para o provar, mesmo estando-se ainda em terras altas, com olhares lançados para a Serra do Barroso e bem perto, do lado oposto, aspereza das alturas da Serra do Gerês.

 

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A aldeia de Ladrugães implanta-se entre os 760 e os 860 metros de altura, encostada à montanha na vertente da margem direita do Rio Rabagão. Não muito distante, na outra margem do Rio Rabagão e quase em frente, ergue-se a Serra do Barroso com o seu cartão de visita – os cornos do Barroso – bem visíveis e a jeito da fotografia.

 

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Dentro da aldeia gostámos de ver algumas coisas que por lá existem. As latadas por cima das ruas dão sempre um certo encanto às aldeias. Os canastros são sempre agradáveis de ver na paisagem das aldeias, as alminhas também marcam presença no centro da aldeia seguindo as características de outras alminhas localizadas em circunstâncias idênticas, ou seja, incorporadas nas paredes ou muros das casas, esta de Ladrugães, com a particularidade de estar localizada nas traseiras de uma fonte/tanque/bebedouro, de frente para que se serve da água.

 

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Apreciámos como sempre  o casario típico, em Ladrugães apenas aquele  que resistiu à modernidade e a novas intervenções, mas o que existe não deixa de ser interessante. E por último a igreja, não muito grande, mas também não é muito pequena, de linhas simples, com o seu alçado principal também muito simples encimada por uma  torre sineira também simples, de um único sino, por baixo da qual foi colocado um relógio, idêntico e comum ao de outras igrejas trasmontanas. Ao contrário do que é mais comum, esta igreja na se encontra no centro da aldeia, mas sim na periferia da aldeia, em frente ao cemitério.

 

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Ao longo deste post já fomos dando uns palpites quanto à localização da nossa aldeia de hoje, mas sejamos mais precisos. Comecemos pelas coordenadas:

41º  43’  03.96” N   e 7º 55’  07.30” O

Ou seja, localizada entre as barragens dos Pisões (a 5,4 Km), de Paradela (a 5,6 Km)  e da Venda Nova (a 2,3 Km). As distâncias indicadas são em linha reta, pois por estrada aumentam ligeiramente, principalmente a distância até à barragem de paradela que por estrada passará a ser de 8 km, no mínimo, dependendo da estrada que se tome.  E se há barragens, há rios, localizando-se Ladrugães entre Rio Cávado na sua margem esquerda  e o Rio Rabagão, bem mais próximo, na sua margem direita. Tudo isto é só por uma questão de localização, pois nenhuma das barragens ou rios tem influência direta sobre a aldeia. Quanto às aldeias mais próximas,  temos a um lado Reigoso ( a 1,5 Km) e Vila da Ponte (a 2 Km) do outro lado, com a Estrada Nacional 103 a 1.700 m.

 

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Ladrugães pertence à freguesia de Reigoso, concelho de Montalegre, freguesia que nos últimos Censos (2011)  tinha 171 pessoas como população presente, ou seja o costume, aldeias cada vez mais despovoadas e envelhecidas sem quaisquer politicas que contrariem esta tendência.

 

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Já deixámos as nossas impressões pessoais sobre Ladrugães, já localizámos a aldeia estaria na hora de falar um pouco da sua história, dos seus ilustres e de outras coisas de interesse. Infelizmente essa parte não depende de nós, mas sim daquilo que existe em documentos sobre a aldeia, daquilo que está escrito sobre ela e encontrar esses documentos e informação, se existir. Tentei tudo, como sempre, mas desta vez, ou mais uma vez pouco encontrei, a não ser a referência a um castro. Já é alguma coisa.

 

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Mais ou menos entre Ladrugães e Vila da Ponte, ligeiramente mais a norte de ambas as aldeias, está referenciado um castro – o Castro do Valongo que assenta num pequeno esporão. Este morro assume uma forma quase piramidal e está ladeado pelo corgo do Valongo. Castro do Valongo que, como a grande maioria, nele só foram encontrados alguns vestígios, como a existência de vários fragmentos de cerâmica e escoria de fundição.

 

1600-ladrugaes (8)

 

E na ausência de mais informação, vamos ficar por aqui, com referências às nossas consultas e os habituais links para posts anteriores sobre o Barroso.

 

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Bibliografia

 

Costa, José - Povoamento e organização do território na Proto-História entre as Serras do Gerês, do Barroso e da Cabreira: o caso do Baixo Rabagão - Seminário de Projecto em Arqueologia  - Faculdade de Letras da Universidade do Porto - Porto, 2006

 

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Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Sezelhe - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sezelhe-1514548

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:01
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Domingo, 26 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Sezelhe

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Hoje em “O Barroso aqui tão perto” tocou a sorte a Sezelhe ou Seselhe, não sabemos bem, pois o topónimo da aldeia aparece grafada de ambas as formas e embora o mais comum seja Sezelhe com z, no sítio da freguesia e no livro Montalegre aparece o seguinte: “Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever”.

 

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Mas antes de irmos mais a fundo a esta coisa do Z ou S de Sez(s)elhe, façamos uma breve abordagem pessoal à aldeia ou redondezas, pois uma coisa é passar na estrada com a aldeia ao lado ou estar na albufeira com a aldeia lá em cima e outra coisa é entrar na sua intimidade.

 

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Pois passar na estrada ou usufruir do parque de lazer da albufeira, já há muitos anos que o fazemos, penso que a primeira vez que fui por aqueles lados foi em meados dos anos setenta, à procura de uma nascente que prometiam curar os “cravos” que uma das minhas primas montalegrenses  tinha nos dedos. Fiquei sem saber se a nascente era assim tão milagrosa, mas a verdade é que deu para nunca esquecer o local.

 

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Pois sejamos sinceros, passei à beirinha de Sezelhe muitas vezes mas os nossos destinos nunca permitiram que entrasse na aldeia, isto aconteceu até dezembro passado em que um dos destinos era mesmo entrar em Sezelhe, conhecer a aldeia, trocar uma palavras com os residentes (cada vez mais difícil porque cada vez são mais difíceis de encontrar) e fazer a recolha fotográfica para este post.

 

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E com Sezelhe aconteceu o que vai acontecendo com outras aldeias que lhe vamos passando ao lado sem entrar nelas. Uma coisa é deitar-lhes um olhar ligeiro desde a estrada ou vê-las ao longe, e outra coisa é a sua intimidade, e se às vezes a aldeia ao longe promete para quando entramos nela encontrarmos outra realidade, outras vezes ao longe quase nem damos por ela e quando lá chegamos a aldeia surpreende-nos a cada passo que adentramos nela. Pois Sezelhe surpreendeu-nos pela positiva na sua integridade física de aldeia barrosã.

 

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Pessoalmente destaco o cruzeiro integrado num bebedouro no centro da aldeia, a igreja, as alminhas/rochedo na entrada da aldeia, o conjunto do casario típico transmontano/barrosão e os canastros, isto na aldeia. Desde a aldeia, sem dúvida alguma que destaco as vistas sobre o conjunto da veiga do Cávado a terminar na vila de Montalegre com o Larouco de fundo, embora ao lado. Nota positiva para a aldeia, mas com um lamento, o lamento do costume de as aldeias estarem sem vida humana que lhes alegre as ruas, as esquinas, as casas, os largos e tudo que têm de bom.  

 

1600-sezelhe (35)

 

E agora regressemos à questão do S ou Z de Sez(s)elhe. Pois quanto a esta de Sezelhe com z ou Seselhe com s, desde já para não estar sempre a escrever o topónimo da aldeia de ambas as formas, passaremos a grafar o topónimo com z, pois é o mais comum.

 

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Mas antes vamos ao que se diz a respeito de Sezelhe, aldeia e ex-freguesia autónoma, agora pertencente à União de Freguesias de Sezelhe e Covelães, no sítio oficial Município de Montalegre na WEB (os sublinhados são meus):   

 

1600-sezelhe (28)

 

“ União das Freguesias de Seselhe e Covelães

 

Ambos os lugares desta freguesia foram sede de freguesia, porém anexas a Santa Maria de Montalegre. Todos os edifícios de ambas as localidades estão construídos entre os novecentos e os mil metros de atitude. Como o resto do concelho são terras de produção agro-pecuária, de largos montes de caça e de boas manchas de arvoredo para madeira e lenhas. Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever. (…)

 

  • Área: 22.8 km2
  • Densidade Populacional:1 hab/km2
  • População Presente:254
  • Orago:Santo André(Sezelhe), Santa Maria(Covelães)
  • Pontos Turísticos:Torre do Boi (Travassos), Barragem do Alto-Cávado(Sezelhe), Moinhos, Espigueiros com relógio de sol, Pisão com engenho hidráulico (Paredes) e Relógio de Sol (Covelães),  .
  • Lugares da Freguesia(4):Travassos, Seselhe, Covelães e Paredes do Rio.
  • Morada:União de Freguesias de Seselhe e Covelães, Rua da Costa do Vale, n.º 2, Travassos do Rio,5470-472 Sezelhe - Montalegre.”

 

1600-sezelhe (56)

 

Atenção que os dados que ficam atrás (área, população, etc) são dados da União das Freguesias de Sezelhe e Covelães. Mas voltemos ao topónimo de Sezelhe com Z e Seselhe com S, se repararem nos sublinhados, no primeiro diz que os documentos conhecidos não autorizam a grafia com z, mas logo da primeira vez que a seguir a aldeia é referida, onde diz  “Orago: Santo André (Sezelhe)” a aldeia é grafada com o tal z não autorizado. Como costuma dizer o povo “ foge a boca para a verdade”, neste caso a escrita. Isto pode parecer um preciosismo meu, pois tanto nos faz que seja com S ou com Z, mas uma vez que na apresentação oficial da aldeia no sítio oficial do concelho na WEB e no livro (monografia) de Montalegre também se defende o S, penso eu que em tudo que é informação escrita e na página oficial do Município de Montalegre, deveria aparecer grafada com S, no entanto que por lá predomina é o Z, basta fazer uma pesquisa dentro da página ou no que consta nos mapas turísticos do concelho, e o Z é rei e senhor para SeZelhe.

 

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O mesmo acontece no livro Montalegre, onde por exemplo na pág. 48 aparece “Vila da Ponte, Negrões, Meixedo, Sabuzedo, Santa Marinha, Santo André, Penedones, Antigo de Serraquinhos, Sezelhe, Travasços do Rio, Vila da Ponte, Bustelo e Parafita!” e a seguir na pág. 145 aparece: “Os documentos conhecidos não autorizam a grafia deste topónimo com z como por aí se vê escrever.” Resumindo, como costuma dizer o povo “A letra não condiz com a careta”.

 

1600-sezelhe (47)

 

E quanto à localização de Sezelhe, o que temos a dizer? – Pois é simples, já atrás dissemos que fica no vale do Rio Cávado, na sua margem direita, a jusante do Cávado/Montalegre, junto a uma das seis albufeiras de Montalegre, a do Alto Cávado, ou Sezelhe, na única estrada  (M308) que sai de Montalegre ao longo do Cávado, a aproximadamente 7 km a poente da Vila de Montalegre. Mas para ser mais exato aqui ficam as coordenadas seguida da nosso habitual localização no nosso mapa:

 Coordenadas GPS
  - DD.DDDDDº:  41.81149º  -7.874487º
  - DDº MM.MMM':  N 41° 48.689'  W 7° 52.469'
  - DDº MM' SS":  N 41° 48' 41"  W 7° 52' 28"

 

mapa-sezelhe-web.jpg

 

Nos registos paroquiais portugueses para a genealogia, a respeito de Sezelhe,  encontrámos o seguinte:

"1808

HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR

Segundo a estatística parochial de 1862, Sezelhe esteve anexa à reitoria de Santa Maria da Vila de Montalegre, sendo da apresentação do reitor desta. 

Uma vez reitoria independente, esteve-lhe anexa a freguesia de São Martinho de Travancas do Rio. 

Freguesia do concelho de Montalegre composta pelos lugares de Sezelhe e Travassos. 

A paróquia de Sezelhe pertence ao arciprestado de Montalegre e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Santo André."

1600-sezelhe (23)

 

Num outro sítio da WEB, e respeitante à igreja da aldeia, encontrámos o seguinte:

“Este Templo religioso é o mais representativo elemento da aldeia. De planta longitudinal e de uma única nave rectangular com a torre sineira encimada do portal. Ao contrário dos outros Templos das aldeias vizinhas, este sofreu uma restauração.

E como esta aldeia não foge à regra, também sofre de quase abandono, com os seus poucos habitantes, sendo escassa a passagem de visitantes, mesmo estando situada no Parque Nacional Peneda-Gerês.

Situados no lado sul da Igreja de Sezelhe, cada um foi totalmente esculpido num único bloco de granito, apresentando um formato antropomórfico.

Medem um metro e setenta e cinco e um metro e oitenta centímetros, respectivamente, estando um deles fracturado nos pés enquanto o outro está intacto.”

 

1600-sezelhe (54)

 

Também na WEB encontrámos em notícias várias referência a um achado arqueológico que reproduzimos a seguir, contudo não encontrámos quaisquer referência as conclusões ou importância dos achados e se as escavações foram ou não concluídas. Mas fica a notícia datada de 3.jul.2016:

 

1600-sezelhe (39)

 

“Uma equipa de arqueólogos, chefiada pela barrosã Carla Cascais, acredita que estamos perante um achado arqueológico romano na aldeia de Sezelhe, concelho de Montalegre. Os indícios, descritos ao longo do tempo pelo povo, despertaram uma curiosidade agora confirmada. O próximo passo, garante a autarquia, é estudar o melhor caminho que preserve este «documento expressivo da história do concelho».

Um terreno particular agrícola da aldeia de Sezelhe, concelho de Montalegre, escondia até há poucos dias um conjunto de vestígios romanos. O povo há muito que dizia que no lugar da “horta do padre” havia mais que terra. De quando em vez, apareciam telhas diferentes. O coro de vozes subiu de tom até chegar à Câmara de Montalegre. Esta contratou uma equipa de arqueólogos, liderada por Carla Cascais, para tirar a poeira à dúvida. Bastou um primeiro contacto, confessa a arqueóloga: «Não me surpreendeu o que encontrei, porque na primeira vez vi logo que havia aqui alguma coisa que indiciava vestígios. Agora concluímos que é verdade. O próprio caminho que está junto do terreno indicia ligações com outros sítios similares, ou até maiores, como é exemplo o castro de Frades».

A cronologia arqueológica aponta para o tempo romano, explica Carla Cascais: «Logo que fiz a primeira visita ao local, confirmei que se tratavam de telhas romanas. Resolvemos fazer uma sondagem de avaliação. O facto é que os vestígios estão cá. Aparecem estruturas, alguns pisos e muros». Uma doce constatação que empolga o trabalho. Todavia, a bola está do lado de quem decide: «O próximo passo não depende de mim. Vamos ver se a autarquia pretende que se invista um pouco mais. Quando falo em investir, falo em conhecimento. A ver se podemos alargar esta escavação para tentar perceber o que realmente aqui temos».”

 

1600-sezelhe (32)

 

Nas nossas pesquisas encontrámos também a referência a alojamentos em Turismo Rural, duas casas dedicadas a esse fim: A Casa Entre-Palheiros e a Casa do Canastro. Fica apenas a referência, pois os mencionado alojamentos escaparam às nossas objetivas.

 

1600-sezelhe (93)-art

 

E para finalizar descobrimos um Ilustre Transmontano de Sezelhe, António Dias Vieira, com a referência a um livro que publico intitulado "Histórias da Breca". Trata-se da sua mais recente publicação, um conjunto de contos de humor, a maioria relacionados com a região e as vivências passadas. António Dias Vieira que consta também no Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto Durienses, de Barroso da Fonte,  com o seguinte texto:

 

“casado com Berta de Castro Pinto Dias Vieira, tem uma filha Ana Judite. Filho de Paulino Ernesto Fernandes Vieira e Ana Amélia Dias. Nasceu em Sezelhe Montalegre em 5 de Abril de 1944. Frequentou o seminário de Vila Real, onde concluiu o 8.° ano. Incorporado na Escola Prática de Infantaria, em Mafra, a 11 de Janeiro de 1996, ingressou como tenente na Guarda Nacional Republicana em 16 de Novembro de 1970. Comandou a Secção da GNR de Miranda do Douro de 20 de Janeiro de 1971 a 11 de Março de 1973. Chamado para o curso de Capitães embarcou para a Guiné. em 4 de Maio de 1974. onde lhe foi entregue o Comando da 3.a Companhia do Batalhão de Artilharia n.° 6523/73. Regressado da Guiné reingressou na GNR, em 4 de Dezembro de 1974. Comandou a Companhia de Santa Bárbara, a de Bragança desde 4 de Abril de 1975 a 31 de Março de 1979, a de Vila Real de 1 de Abril de 1979 a 30 de Junho de 1992. No ano lecti, o de 1987/88 frequentou no Instituto de Altos Estudos Militares o Curso para Oficiais Superior, sendo Promovido a Major em 1 de Julho de 1988 e a Tenente Coronel a 1 de Julho de 1992. Como Tenente Coronel chefiou, durante 1 ano, a Secção de Operações. Informações e Instrução da Brigada Territorial n.° 2 em Lisboa: comandou durante pouco mais de um ano o Agrupamento de Bela Vista no Porto: instalou o Agrupamento de Penafiel que Comandou até 4 de Fevereiro de 1996. Desde 5 de Fevereiro do mesmo ano exerce as funções de Segundo Comandante da Brigada Territorial n.º 4 da Guarda Nacional Republicana. no Porto. No campo militar foi louvado 4 vezes pelo General Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana e uma vez pelo Comandante de Brigada Territorial. Condecorado com a medalha de Assiduidade de Segurança Pública; Medalha de mérito de Segurança e Medalha de Comportamento Exemplar, grau prata. No campo literário tem colaborado em vários jornais regionais. Ganhou o primeiro prémio nos Jogos Florais de Chaves em 1970 em Reportagem Regionalista, com o trabalho "A CHEGA" e o 2.° prémio nos Jogos Florais de Chaves, em 1971 em Estudo com o trabalho "Miranda Cidade histórica". Tem vários contos publicados em jornais regionais, um estudo sobre a Cabra Selvagem do Gerez e outro sobre Os Foragidos Espanhóis da Guerra Civil em Trás os Montes que mereceu do Adido Militar da Embaixada de Espanha, Tenente Coronel Pedro Ruiz Del Castilho Y Navascues o seguinte comentário: "Exmo. Sr. Tem Coronel Inf.a A.F Dias Vieira Meu caro e respeitado T. Cor: Leio no n.°3 da Revista da GNR o seu interessante artigo "A GNR e os foragido Espanhóis da Guerra Civil em Trás os Montes", e é com muita satisfação que o felicito pelo seu conteúdo e a forma de encarar e demonstrar a realidade histórica". No campo social é sócio fundador do Lions Clube de Vila Real de que foi presidente, por três vezes, tendo lhe sido atribuída, em dois anos consecutivos, a medalha de Presidente 100%. Foi ainda Presidente de Divisão do Distrito de Lion 115, durante dois anos tendo lhe sido atribuídas as medalhas de Zone Chairman e Key Member. É sócio fundador da Casa do Concelho de Montalegre, em Lisboa e fundador da Associação de Antigos Alunos do Seminário de Vila Real. É o l.° Presidente eleito da Direcção. Em 1992, foi lhe concedida a medalha de prata do Município, pela Câmara Municipal de Montalegre.”

 

1600-sezelhe (13)

 

E ficamos por aqui com as habituais referências às nossas consultas e links para as anteriores abordagens ao Barroso de Montalegre.

 

 

Sitíos na WEB

 

http://www.cm-montalegre.pt/

http://tombo.pt/f/mtr30

https://www.visitarportugal.pt/distritos/d-vila-real/c-montalegre/sezelhe

http://diarioatual.com/montalegre-achado-romano-em-sezelhe/

 

Bibliografia

 

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-negroes-1511302

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

 

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Domingo, 19 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Negrões

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Vamos lá então mais uma vez até ao Barroso que fica aqui tão perto. Hoje toca a vez a Negrões que embora só hoje chegue aqui o seu post, já passou por aqui noutras ocasiões e a respeito de outros assuntos, como por exemplo com o assunto Miguel Torga, que visitou esta aldeia pelo menos duas vezes, isto a julgar pelos registos nos seus diários, mas lá iremos.

 

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Transmontano de gema, nascido aqui, bem entalado entre os seus montes, desde criança que tinha a curiosidade de saber como era viver fora de tanto monte, como seria viver à beira mar, à beira de um lago, numa ilha. Esse viver, embora não fosse um sonho meu, deveria ter um certo fascínio e uma dose de encanto. Foi assim até que vi o mar e em breves períodos de verão por lá vivi um pouco, tal como foi assim quando durante um ano vivi numa ilha, ou seja, não se quebrou o encanto nem se perdeu o fascínio, mas viver lá ou cá, tanto faz, ao fim de um ou dois dias, passam a interessar mais a casa que nos serve de abrigo, as ruas e caminhos que têm de receber os nossos passos e as pessoas, principalmente aquelas que também nos servem de abrigo e se cruzam ou caminham ao nosso lado nas ruas e caminhos.

 

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Toda esta prosa do viver ao pé da imensidão da água vem a respeito de Negrões, pois vista ao longe parece viver intimamente ligada à albufeira do Alto Rabagão e à água que quase parece entrar-lhes pelas casas adentro, mas depois de se entrar na intimidade da aldeia, depressa se esquece a água e passa a ser uma aldeia como outra qualquer isolada no meio de qualquer montanha sem água por perto. As casas abrigo, as ruas, os largos, as pessoas e os animais é que fazem a vida da aldeia, a água ali mesmo ao lado, é como se estivesse lá por estar, quando muito, limita-lhes a liberdade de por ali não poderem caminhar ou cultivar os campos.

 

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Contudo, e sem que isto seja uma contradição ou desdizer aquilo que foi dito, torna-se fascinante e a aldeia tem o seu encanto vê-la assim arrumadinha ao lado do grande lago, entalada entre a água e a montanha, com as suas cores de amarelos, verdes, laranjas e vermelhos e contrastar com o azul do céu que a água também reflete ou o azul escuro das montanhas mais distantes, quase parece, ou melhor, é um dos versos desse poema que Torga intitulou de Reino Maravilhoso.

 

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E já que falamos de Torga vamos então ao que ele registou no seu diário, suponho que na primeira vez que visitou Negrões, em 28 de maio de 1955.  

 

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Negrões, Barroso, 28 de Maio de 1955

Por mais que tente, não consigo reduzir estas vidas de planalto a uma escala de valores comuns. Foge-me das duas mãos não sei que força incomensurável que, exactamente por ser assim, se alcandora nos olimpos possíveis do mundo. Nada existe aqui de notável a testemunhar uma actividade humana superior ou singular. Seres esquemáticos , num ambiente esquematizado. E, contudo, cada indivíduo parece trazer à sua volta um halo de intangibilidade divina.

Talvez seja a própria pobreza do meio que, despindo-os de todo o acessório, lhe evidencie a essência. E a nossa perturbação diante deles seria a perplexidade de pobres Adões cobertos de folhas diante de irmãos que permanecem nus.

Miguel Torga, In Diário VII

 

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Entremos então em Negrões, que vista ao longe é uma coisa e na sua intimidade é outra, e não muito diferente das restantes aldeias do Barroso, principalmente das aldeias do Alto Barroso, das aldeias da Chã que estão do outro lado da albufeira ou das aldeias da proximidade do Larouco. Serra do Larouco que desde Negrões mostra a sua imponência, lá ao fundo, a Norte, já a confundir-se com o azul do horizonte que não é mais que céu galego. Na realidade, hoje Negrões está nas faldas da  Serra do Barroso, ao nível do grande planalto que aí começa e só termina, precisamente, na Serra do Larouco. E disse que hoje Negrões está nas faldas da Serra do Barroso, pois penso que nem sempre foi assim, pelo menos antes de 1964, ano da construção da Barragem, a Serra descia até aquilo que hoje é o fundo da barragem.

 

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Voltemos a Negrões e a Miguel Torga, com mais um registo do seu diário, ao qual suponho ter tido a influência da sua companhia de então e talvez as obras da própria barragem não seja alheias ao desabafo, mas isto sou apenas eu a supor, mas seja como for, as palavras de Torga continuam atuais e eu assino por baixo…

 

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Negrões, Barroso, 24 de Setembro de 1960

Tanto monta ser aqui, como no Terreiro do Paço. Ouvir um político, é ouvir um papagaio insincero.

Miguel Torga, in Diário IX

 

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Vamos à localização, que tal como já dissemos atrás, Negrões, situa-se junto à barragem dos Pisões ou Alto Rabagão, bem juntinha a ela, mais precisamente nestas coordenadas: 41º 24’ 27,55” N e 7º 47’ 02,26” O. Como sabem, e se não sabem ficam a saber, a E.N. 103 passa junto à barragem, mais ou menos a fazer as curvas das curvas da sua margem. Pois Negrões fica na outra margem, precisamente na margem oposta à estrada nacional, mas é a partir desta que se pode chegar até à nossa aldeia de hoje. Se for desde Chaves em direção a Braga, logo a seguir ao Barracão, no cruzamento da Aldeia Nova do Barroso, em vez de entrar para esta, vira para o lado oposto, ou seja, vira à esquerda, deixando a estrada Nacional, depois passa Criande, depois ao lado de Morgade e continua em frente que a próxima aldeia é Negrões, mais ou menos a meio da Barragem. Se vier de Braga, entra logo no paredão da barragem e quase logo a seguir ao paredão, vira à esquerda e logo a seguir a Vilarinho de Negrões, vem Negrões. Quanto à altitude, como é hábito em terras barrosas, são terras altas, Negrões está próxima dos 900 m de altitude. Para melhor localização, fica o nosso habitual mapa.

 

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Ainda antes de passarmos àquilo que encontrámos nas nossas pesquisas, vamos às nossas impressões pessoais sobre Negrões. Como já atrás dissemos, a sua localização em relação à barragem, uma península, dá-lhe um encanto singular, quase tanto como o da aldeia vizinha de Vilarinho de Negrões, mas infelizmente Negrões não está tão bem localizada para posar e brilhar tanto em fotografia. Já dentro da aldeia, para além do casario típico barrosão, que ainda vai existindo com alguma integridade, temos a realçar duas construções, o forno do povo, este muito bem localizado para a fotografia e em bom estado de conservação, para além de ser um dos fornos típicos do Alto Barroso, com cobertura em lajes de granito. A outra construção é a Igreja, com torre sineira separada da restante construção, e digna de ser apreciada, pelo menos no exterior, pois quanto ao interior nada sabemos, mas pela certa será igualmente interessante.

 

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Ainda dentro das impressões pessoais, atraiu-nos uma ave-chaminé em particular, pelo seu design, que quisemos ver repetida numa imagem real de um passarinho, suponho que uma arvéolas (motacillae) no caso a arvéola branca ( motacilla alba). Quem acompanha o blog ficará admirado por eu reconhecer a ave e conhecer a espécie, principalmente depois de há dois ou três dia atrás não ter reconhecido um tentilhão, mas nem há como consultar quem sabe da coisa para termos certezas. Já quanto à espécie de aves que ficam a seguir, essas conheço-a bem, e no prato ainda melhor, principalmente se forem como estas, ou este (o galo), caseirinhos como mandam as regras das boas iguarias da nossa região, hoje um privilégio que poucos avezam.

 

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Agora mais alguns dados sobre a aldeia resultantes das nossas pesquisas, por exemplo no Arquivo Distrital de Vila Real encontrámos o seguinte:

“Negrões foi curato anexo à freguesia de São Vicente da Chã, no termo de Montalegre. 

Formou uma comenda com São Vicente da Chã que inicialmente pertenceu aos templários e depois ao convento de Santa Clara de Vila do Conde. 

Em 1839 aparece na comarca de Chaves e, em 1852, na de Montalegre. 

Freguesia do concelho de Montalegre composta pelos lugares de Lamachã,. Negrões e Vilarinho. 

A paróquia de Negrões pertence ao arciprestado de Montalegre e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Santa Maria Madalena.”

 

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 Vistas desde Negrões com a Serra do Larouco ao fundo

 

Num outro documento cuja autoria penso ser do Padre Lourenço Fontes, intitulado “Alguns Roteiros Turísticos a partir de Mourilhe Hotel Rural”, encontrámos o seguinte:

“Negrões, (S. Maria Madalena) terra que mereceu de fotógrafos franceses dois belos livros a preto e branco, junto com Vilarinho bebem e espelham-se com suas casas negras de granito nas águas límpidas e mansas do Rabagão em presa. Muitos canastros esguios, alguns sem cobertura adornam as eiras de pedra, e os milharais. Toda a margem do lago une as aldeias desde Pisões, com paisagens relaxantes, convidando a parar para saborear. O forno do povo de Negrões, inactivo como todos, coberto em granito é um monumento a contrastar com poucas casas brancas, que prendem fotógrafos do branco e negro, devoradores de cenários raros que a terra negra lhes oferece. A igreja paroquial, torre e adro valem pela estatuária bem conservada. Zona de caça turística e a situação encantadora destas aldeias são no Verão e Inverno motivos fortes para estas aldeias não morrerem, mas terem um crescimento ordenado a um turismo aberto, e de qualidade. Lamachã mais na serra , nos limites do concelho, mas no centro de Barroso Montalegrense e de Boticas, concentra numa rua algumas famílias a viver da pecuária e agricultura, tem um castro ainda com ruinas bem à vista.”

 

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No livro Montalegre, de José Dias Baptista, sobre Negrões e freguesia, encontrámos o seguinte:

 

“Também esta freguesia integrou a Comenda da Chã às Clarissas de Vila do Conde, pelo rei de D. Dinis.

Em 1862, nasceu em Vilarinho de Negrões, Domingos Pereira. Ordenado padre e já abade de Refojos (Cabeceiras) contra vontade de seu tio, o também padre João Albino Carreira, filiado no Partido Regenerador, filiou-se no Partido Progressista. Fiel ao seu credo partidário, tornou-se amigo íntimo de Paiva Couceiro e recusou aderir à República em 1910. Perseguido, como os outros chefes monárquicos, após a estrondosa derrota, no espaldão da carreira de tiro, em Chaves, foi condenado a 20 anos de penitenciária. Conseguiu colocar no Brasil os seus “soldados, na ordem de alguns milhares” e regressou a Espanha e à sua actividade conspiratória. Conspirou a vida inteira. Depois da amnistia de Sidónio Pais, teve acções preponderantes na proclamação da “Monarquia do Norte”, em 1919, participando nos combates de Cabeceiras, Mirandela e Vila Real.”

 

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E continua:

“Restaurada a República exilou-se em Espanha e foi condenado à revelia a 20 anos de prisão maior. Excluído, como Paiva Couceiro, da amnistia concedida aos monárquicos, regressou em segredo, em 1926, a Cabeceiras, onde viveu até 1942. Por falar em condenações, é de lembrar a condenação de José Pereira, de Lamachã, em 1947, a 29 anos e meio de cadeia “acusado de ser o autor moral” dum crime que de certeza não cometeu. Eram assim os tribunais e juízes fascistas. Esta freguesia (e a maior parte de Barroso) ganhou direito à imortalidade através da documentação fotográfica “La Mémoire Blanche” de autores estrangeiros.”

 

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Como filhos da terra temos  António Carneiro Chaves que nasceu na aldeia de Negrões,  em 1943. Licenciou-se em Economia, no Instituto Superior de Economia de Lisboa, e obteve o grau de mestre em Economia Europeia no Instituto de Estudos Europeus da Universidade Livre de Bruxelas.

Foi correspondente da RTP e do semanário O Jornal, e colaborador de outros órgãos, durante a sua permanência na Bélgica.


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António Carneiro Chaves foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura e bolseiro do governo belga e da Gulbenkian para a especialização em Economia Europeia.

Enquanto Quadro Superior do Instituto do Comércio Externo de Portugal, foi responsável pelo acompanhamento da conjuntura económica nacional e internacional e do sistema monetário internacional, tendo publicado vários estudos na imprensa especializada.

Foi docente do ensino superior na área de Gestão e Marketing Internacional durante mais de duas décadas e trabalhou como consultor com as mais destacadas empresas de serviços na área de gestão e formação de gestores, diretores e quadros superiores de empresas.

 

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E por hoje com a aldeia de Negrões, vai sendo tudo. No próximo domingo cá traremos mais uma aldeia do Barroso de Montalegre.

 

Por hoje só nos restam mesmo as referências à feitura deste post, bem como os habituais links para posts anteriores com aldeias e temas do Barroso.

 

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Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sitíos na WEB

http://digitarq.advrl.arquivos.pt/details?id=1066306

http://ultramar.terraweb.biz/06livros_AntonioCarneiroChaves.htm

 

Links para anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

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Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Arcos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1508489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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Domingo, 12 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Vilarinho de Arcos

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montalegre (549)

 

Ainda antes de irmos aos Arcos, vamos até Vilarinho de Arcos, é a nossa aldeia barrosã de hoje, mais uma do Alto Barroso e daquelas que nos fica mais próxima (de Chaves), mas sem nos calhar a caminho de… mas quase.

 

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Tratemos já da sua localização, que já atrás adiantámos ser do Alto Barroso. Assim, com a nossa partida sempre da cidade de Chaves, para visitarmos Vilarinho de Arcos, o melhor itinerário é pela Estrada Nacional 103, ou estrada de Braga como popularmente é conhecida, pois Vilarinho de Arcos fica a apenas 900m desta Estrada Nacional, imediatamente antes de chegarmos ao Barracão (a 900m), no entanto até Chaves, é mais um pouco, pois fica a uma distância de 30 km, de 00H30m e de 3.63€, isto segundo a via Michelin e se formos em viatura própria. Curiosidades para quem gosta de números.

 

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Dizer que fica em terras altas, isso já não é novidade, pois quase todas as localidades do Barroso andam a rondar os mil metros de altitude, neste caso fica-se pelos 866 metros de altitude, e com as seguintes coordenadas: 41º 25’ 26,59” N e 7º 41’ 21,47” O. Mas como sempre fica o nosso mapa para poder visualizar as palavras que vamos deixando.

 

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Vamos então até Vilarinho de Arcos. Partindo do topónimo Vilarinho tão usual no Norte de Portugal e também na Galiza, não é mais que um diminutivo de Vilar, que no português arcaico era parte de uma villa cedida para usos agrícolas. Tanto vilar como vilarinho estão assim associados a uma outra localidade, ou propriedade ou senhor. Daí tanto Vilar como Vilarinho estarem sempre associados a outro topónimo, neste caso de Vilarinho de Arcos está associado a Arcos, topónimo que é atribuído à aldeia vizinha e mais próxima de Vilarinho de Arcos. Aliás no concelho de Montalegre e bem próximo destas duas localidades, há outras duas onde se passa o mesmo, refiro-me a Vilarinho de Negrões e Negrões. Mas casos destes abundam no norte de Portugal e Galiza. Então e resumindo, Vilarinho de Arcos teria sido uma parte da villa de Arcos que teria sido cedida para a alguém para usos agrícolas.

 

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Vilarinho de Arcos vista desde a aldeia de Arcos

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E bem queríamos saber mais sobre Vilarinho de Arcos e partilhá-lo aqui. Fizemos as nossas habituais pesquisas e pouco ou nada encontrámos, na aldeia também não deu para conversar com ninguém, aliás se bem recordo na nossa breve estadia no local, apenas encontrámos uma pessoa, que embora trocássemos com ela algumas palavras não quisemos incomodar no seu trabalho, assim, ficam as nossas impressões recolhidas no local.

 

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Trata-se de uma pequena aldeia com um núcleo consolidado que se vai desenvolvendo ao longo da estrada de acesso, mas apenas de um dos lados da estrada, precisamente do lado mais próximo da montanha, não muito distante, ficando o restante para cultivo, no entanto existe um pequeno núcleo de casas, este do lado oposto da estrada, também antigo e que poderemos considerar como um pequeno bairro da aldeia, se não me engano ate dá pelo nome ou topónimo de Bairro da Fonte.

 

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Mais ou menos ao centro da aldeia, que por sinal não é muito grande, está a capela e a fonte, ocupando o largo principal da aldeia por onde passa também a Rua Central que não é mais que a estrada (CM 1001) que nos liga à Nacional 103 por um lado, e pelo ouro à aldeia de Arcos, onde continua para o Antigo de Arcos (ou de Sarraquinhos) e Sarraquinhos. Esta do Antigo de Arcos ou Antigo de Sarraquinhos é uma questão que tentaremos esclarecer quando lá chegarmos, pois já vimos essa aldeia grafada de ambas as formas.

 

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Mar continuemos em Vilarinho de Arcos que é rodeada de terrenos agrícolas maioritariamente cultivados, com pequenas manchas de arvoredo entre os quais o castanheiro que também parece dar-se bem por esta paragens, tal como nas aldeias vizinhas.

 

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Quanto ao casario a integridade do núcleo mantém-se com o seu casario barrosão típico, algum ainda com a estrutura de pedra nos telhados de amparo à cama do antigo colmo e que hoje é um pequeno murete de pedra que sobre acima da telha. Pena que nas aldeias do Barroso não se tivesse preservado, nem que fosse só uma, dessas coberturas em  colmo, pois assim aumentavam o interesse turístico que todas estas antigas aldeias têm.

 

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E bem queríamos deixar por aqui mais um pouco da aldeia, mas como de costume não queremos inventar e assim somos obrigado a fica por aqui, passando já aos habituais links para anteriores abordagens ao Barroso.

 

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Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:57
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Domingo, 5 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Bustelo

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Nem sempre se tem a sorte de abordar uma aldeia em que antes de entrar na sua intimidade já temos uma ideia daquilo que ela é. Não por termos um conhecimento prévio dela, mas porque antes de entrarmos nela, ela faz-se anunciar pelo seu conjunto, ou seja, pelas vistas que ela oferece dada a sua localização.

 

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Mas claro que uma coisa é vê-la a uma certa distância e outra é entrar na sua intimidade, é que às vezes as aparências enganam, mas não é o caso, pois se ao longe se apresentava como uma aldeia interessante, na sua intimidade o interesse aumenta, não só pelo interesse arquitetónico daquilo que esperamos encontrar, ou seja o casario típico transmontano e barrosão de preferência sem grandes atentados de intervenções recentes sem respeito pelo que as rodeia, mas também interessantes pelo fator humano.

 

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Claro que o fator humano barrosão ou o povo barrosão tem uma identidade própria, e queremos acreditar nisso, porque sabemos que é verdade por um conjunto de características que são únicas nos barrosões, nem que seja e apenas no seu telúrico modus vivendi, que os torna rijos e resistentes, no seu geral, mas que em cada aldeia tem uma identidade própria dentro da identidade barrosã. Quero com isto dizer que sim, no Barroso são todos barrosões mas cada aldeia é uma aldeia com a sua identidade e pela experiência das nossas incursões no Barroso umas são mais hospitaleiras que outras e esta nossa aldeia de hoje, agradou-nos na sua maneira de receber.

 

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O discurso do parágrafo anterior surge, e reforçado,  na sequência de um episódio pelo qual passámos numa das aldeias vizinhas de uma freguesia vizinha, não muito agradável, que se passou imediatamente antes da nossa entrada em Bustelo, mas sempre que isso nos acontece, raramente, vem-me sempre à lembrança uma passagem dos Diários de Torga, precisamente em terras do Barroso:Entro nestas aldeias sagradas a tremer de vergonha. Não por mim, que venho cheio de boas intenções, mas por uma civilização de má-fé que nem ao menos lhe dá a simples proteção de as respeitar.”. Isto porque nunca sabemos quem lá esteve antes de nós, porque da nossa parte, entramos sempre com respeito e de boa fé.

 

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Um episódio que queremos esquecido e que e receção de Bustelo ajudou a esquecer e que nada tem a ver com Bustelo, por isso vamos até à nossa aldeia de hoje, começando pela sua localização. Desde já, isto para o pessoal de Chaves, esta aldeia dé pelo topónimo de Bustelo, mas é do concelho de Montalegre, e não a nossa aldeia de Bustelo, que por acaso fica a caminho de Montalegre, mas mais à frente há um episódio em que faremos disso.

 

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A melhor maneira de localizar Bustelo do concelho de Montalegre é talvez dizer que fica entre as Barragens dos Pisões (ou Rabagão) e a barragem de Paradela, ou seja, entre o Rio Rabagão e o Rio Cávado, ou alargando mais um poucochinho, entre a Serra de Barroso e a Serra do Gerês, mas acreditem, que embora seja a melhor maneira de a localizar, não é a melhor maneira de se dar com ela, isto para quem vai de Chaves, pois o melhor mesmo é ter a estrada nacional 103 como referência e um pouco antes de chegarmos à aldeia dos Pisões de virar para o paredão da barragem, seguir a placa de Fervidelas, que logo a seguir é Bustelo.

 

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Se passar o desvio para Fervidelas, então deixe andar mais um pouco, sempre pela Nacional 103 e quando chegar ao desvio de Vila da Ponte, entre na aldeia, atravesse-a e siga em frente, que a próxima aldeia é Bustelo. Já agora Bustelo pertence à freguesia de Vila da Ponte, mas não é a aldeia que tem mais próxima, pois as aldeias de Fervidelas, de Lamas, de Friães e até a dos Pisões são mais próximas de Bustelo. Claro que estamos a falar de distâncias muito pequenas, porque afinal de contas entre Vila da Ponte e Bustelo não chega aos 3 km de distância.

 

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Coordenadas de Bustelo: 41º 44’ 35,98” N e 7º 53’ 55,79” O. Atitude: entre os 930 e os 960m. A aldeia desenvolve-se ao longo da sua Rua Central e é rodeada de terras de cultivo em planalto. E depois disto, para melhor localização, fica o nosso mapa.

 

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Quanto às nossas habituais pesquisas encontrámos no Livro Montalegre para além da referência à existência de um cruzeiro e alminhas encontrámos o seguinte: “Há muitas sepulturas líticas móveis, talvez os monumentos mais antigos, e sepulturas fixas. Das móveis temos exemplos em Bobadela, Sapiãos, Bustelo (Vila da Ponte), Tourém, Pitões, Santo Adrião (Montalegre) e, sobretudo, os enigmáticos arcões graníticos de Salto, a merecerem um estudo mais atento.

 

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Num outro documento a que tivemos acesso de autoria de José Pedro Oliveira Henriques Costa, sobre “Povoamento e organização do território na Proto-História entre as Serras do Gerês, do Barroso e da Cabreira: o caso do Baixo Rabagão” temos a referência que a 500 metros da aldeia teria existido um castelo, Castelo da Lomba, Monte do Castelo. No mesmo documento refere-se: “Informação prestada pelo Sr. Manuel do lugar de Bustelo. A Sul deste povoado existiria ainda a Mina dos Moiros, que supostamente guardava tesouros escondidos e terá levado muitos rapazes, durante a mocidade do Sr. munidos de enxadas e picaretas, sem êxito à procura do referido tesouro.”. Pela indicações do documento, conseguimos localizar o local (do castelo), mas aquilo é coisa para entendidos da arqueologia, pois os nossos olhos leigos nada viram no local.

 

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Por último, na WEB, encontrámos outra referência a Bustelo/Montalegre, mais propriamente uma notícia de Margarida Luzio, no Jornal de Notícias de 22/9/2009. Ora acontece que este Bustelo da notícia é a aldeia de Bustelo do concelho de Chaves, mas a notícia, baseada em promessa de políticos, não deixa de ser interessante e pressuposto interesse para todos nós flavienses e barrosões, isto se considerarmos que desde a data da notícia até hoje já passaram 8 anos. Mas já lá vamos.

 

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Pois aqui fica a referida notícia, só o mais importante, mas se quiser ter acesso à notícia toda, basta seguir o link no final do post:

 “A estrada entre Chaves e Montalegre vai sofrer uma profunda intervenção. Além de encurtar distâncias entre os dois municípios, a obra, no valor estimado de seis milhões de euros, vai aproximar os barrosões da auto-estrada.

Já foi adjudicada e deverá começar dentro de poucas semanas aquela que será a primeira intervenção da profunda requalificação de que vai ser alvo a estrada municipal entre Chaves e Montalegre, uma velha aspiração das populações de ambos os municípios, que vão arrancar com a obra em conjunto.

Em causa está a construção da Ponte da Assureira, uma intervenção no valor de 450 mil euros, e que faz parte do único troço novo a construir no âmbito do projecto de requalificação da estrada do lado de Montalegre. A ponte demorará seis meses a ser feita. Mas a restante parte da estrada, que sofrerá obras de rectificação e consolidação nos locais onde se encontra mais degradada, não tem ainda calendarização, visto que irá ser feita à medida das possibilidades dos dois municípios. (…) a nova via iniciar-se-á na localidade de Solveira (Montalegre),e prolonga-se até Soutelinho da Raia (Chaves).”

 

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E continua a notícia:  

“No concelho de Chaves estão igualmente previstas obras de melhoramento e ainda a construção de um troço novo, uma variante por Bustelo, que irá substituir um percurso com uma série de curvas, que eram vistas como uma espécie de calvário pelos condutores.

De acordo com o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, a autarquia vai aproveitar a obra para construir uma espécie de passeio para os muitos peregrinos que utilizam a actual via, sem quaisquer condições de segurança, para aceder ao Santuário de São Caetano (…)No entanto, para já, as duas Câmaras só têm assegurada comparticipação financeira para a construção da Ponte da Assureira, (…)As restantes obras terão que ser financiadas por cada um dos municípios.

O presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, já admitiu que a falta de financiamento não é problema. "Já arrisquei com obras mais complicadas para as quais depois se conseguiu o dinheiro", disse. De resto, Montalegre será o concelho que mais beneficiará com a obra, uma vez que, desta forma, ficará também muito mais perto da A24.”

 

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Pois, como diz o povo “de boas intenções está o inferno cheio”, mas diga-se a verdade, a referida Ponte da Assureira já foi construída há uns anos, mas está lá, sozinha no meio do monte, sem estrada de acesso a ela, de ambos os lados, e sem estrada, sejamos sinceros, aquela ponte é uma anedota. Agora sem dúvida alguma que uma ligação com o mínimo de decência entre Chaves e Montalegre é de extrema importância para ambos os concelhos e ambos lucram com essa ligação, por isso Srs. Presidentes de Câmara, não os que prometeram, que esses já lá vão, mas os que herdaram a promessa, olhem para essa ligação como um investimento e não uma despesa. E tenho dito, com as devidas desculpas para Bustelo de Montalegre por lhe roubar o seu espaço neste blog com coisas que não lhe dizem direito, pois no caso até pouco beneficiarão com a dita ligação, pois suponho que as suas ligações a Chaves são feitas pela Nacional 103.

 

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Pois voltando a Bustelo da freguesia de Vila da Ponte, do concelho de Montalegre. Já falámos da simpatia da receção, mas falta falar da vida da aldeia, pois é uma das que a tem. Está certo que também é mais uma das aldeias que sofre do habitual despovoamento e envelhecimento da população, mas suponho que dada a riqueza da terra fértil que rodeia a aldeia, ainda vai mantendo alguns resistentes, que vão dando alguma vida à aldeia, pelo menos no dia em que lá fomos, assim era, uma aldeia com vida, gente e animais na rua.

 

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Quanto à aldeia, já tivemos oportunidade de dizer que nos agradou. Ao longe, pelo menos de três pontos distintos, vê-se arrumadinha e juntinha. Entrando nela, verificámos que se desenvolve ao longo da Rua Central, com o cruzeiro e alminhas no largo de entrada e a capela quase no final da Rua. Pelo caminho muita casa típica de pedra à vista, algumas ainda  com a estrutura de pedra nos telhado de suporte ao colmo de outrora, hoje substituído por telha. Também são visíveis alguns canastros o que vem confirmar que estamos em aldeia de terras férteis, hoje, suponho, que de apoio à criação de gado bovino, aquele que também vai tornando o Barroso famoso pela qualidade da carne que chega aos talhos e a algumas das mesas, que, para quem é apreciador, nota logo a diferença.

 

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E é tudo, mais uma vez com as devidas desculpas para Bustelo por alguns devaneios e desvios da aldeia. Tempo ainda para as habituais referências às nossas consultas e links às anteriores abordagens a aldeias, lugares e temas do Barroso.

 

Bibliografia

- “Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

-  “Povoamento e organização do território na Proto-História entre as Serras do Gerês, do Barroso e da Cabreira: o caso do Baixo Rabagão”, de José Pedro Oliveira Henriques Costa, Seminário de Projecto em Arqueologia  - Faculdade de Letras da Universidade do Porto  - Porto, 2006

 

WEB

http://www.jn.pt/local/noticias/vila-real/montalegre/interior/obras-na-estrada-aproximam-chaves-1368252.html

 

Links para nteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:52
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

O Barroso aqui tão perto... Meixide

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Quando decidimos que esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto” iria ter uma regularidade semanal aqui no blog, começámos a trazer aqui as aldeias que ficam na ligação entre Chaves e Montalegre, via Soutelinho da Raia,  isto porque como essas aldeias nos calhavam num trajeto que fazíamos com frequência, já tínhamos muitas fotografias dessas aldeias e no entretanto das suas publicações, íamos fazendo a recolha das restantes aldeias do concelho de Montalegre.

 

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Contudo no trajeto de Chaves a Montalegre houve uma aldeia que foi sempre ficando para trás, e embora já tivéssemos publicado algumas imagens , nunca chegou a ter aqui o seu devido post, tudo pela sua proximidade de Chaves e de Soutelinho da Raia onde também vamos com frequência, ou seja, como ficava à mão e poderíamos fazer a recolha de imagens em qualquer momento, foi ficando para trás. Já compreenderam que se trata de Meixide.

 

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Pois hoje temos o post de Meixide, que embora a sua ausência por aqui,  diversas vezes já falámos da aldeia, tudo porque é nela que ao entrámos no Barroso de Montalegre temos de tomar a primeira grande decisão de continuar caminho via Vilar de Perdizes ou Via Pedrário, isto se o nosso destino for Montalegre, além Montalegre ou o Larouco. Pela minha parte, para que os dois itinerários não ficarem chateados comigo, umas vezes vou por um, outras vezes vou por outro e no regresso, geralmente, venho pelo outro, ou seja, se for por Vilar de Perdizes, venho por Pedrário, ou então o contrário, pois ambos os trajetos são interessantes e até muito diferentes.

 

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Já lá vai o tempo em que neste percurso até Montalegre se tinha de fazer passagem obrigatória pelo centro das aldeias. Com a construção das variantes às aldeias começámos a passar-lhes ao lado, ficando com uma ideia de como elas serão, mas sem nunca lhe conhecemos a sua intimidade. Vemos-lhes a aparência e quanto a isto há que ouvir o povo – As aparências enganam! E Meixide não é exceção.

 

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Pois a verdade é que Meixide é muito mais interessante do que aquilo que dela se vê ao longe ou na passagem. Realmente aqui a aparência engana e há mesmo que entrar na aldeia para realmente ficar a conhece-la e poder apreciá-la. Foi o que fizemos no passado dia 9 de dezembro quando propositadamente entrámos nela para fazer a devida recolha de imagens, que já sabíamos que nos iria surpreender, pois nas nossas deslocações ao Barroso, às vezes, fazíamos batota e abandonávamos a estrada para passar pelo centro da aldeia, mas sem parar e muito menos recolher imagens.

 

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Mas passemos à sua localização que para nós flavienses não é estranha, para outros poderá ser.  Tal como já atrás dissemos é uma aldeia que fica no limite do concelho de Montalegre na fronteira com o concelho de Chaves, mais propriamente a 1 quilómetro do concelho de Chaves e a 2,5 quilómetros da aldeia flaviense de Soutelinho da Raia, ambas já no planalto do Alto Barroso quase todo numa cota superior aos 900m de altitude. Quanto às coordenadas de Meixide são as seguintes: 41º 48’ 51,43” N  e  7º 35’ 47,78” O. Para ajudar fica o habitual mapa com a sua localização.

 

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Para se apreciar a aldeia e quase todo o planalto do Alto Barroso a terminar na imponência da Serra do Larouco há que fazer uma paragem obrigatória mesmo na fronteira dos dois concelhos, ou um pouco antes, pois daí além de termos excelentes vistas dobre Soutelinho da Raia e sobre Meixide, também se obtém uma das vistas mais interessantes sobre a Serra do Larouco, mais ou menos como a que serve de cabeçalho a esta rubrica de “O Barroso aqui tão perto”.

 

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Quanto à aldeia e ao tipo de povoamento, tomando os dois tipos de povoamento básicos, podemos considerar Meixide como um povoamento nucleado, em que o povoamento assume mais ou menos uma forma circular, com várias ruas que partem de largos e cruzamentos principais, sendo este os seus núcleos. No caso desta aldeia existem pelo menos dois largos principais onde se concentram os equipamentos comuns a toda a aldeia. Um onde de encontra a Igreja e penso que a sede da Junta de Freguesia. O outro, mais amplo tem um cruzeiro, tanque e fonte comunitária e o forno do povo, e sem muito esforço, julgo ser este o largo principal da aldeia onde pela certa de comemoram as festas da aldeia.

 

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Fruto de serem construções mais recentes, a escola e o lavadouro público encontram-se na periferia da aldeia, por sinal ambos os equipamentos estão sem utilização, pelo menos os lavadouros, estes com localização infeliz e que contrariavam em tudo o seu lado social dos tanque de lavar mais antigos, todos nos centros (núcleos) das aldeias.

 

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E das nossas habituais pesquisas sobre a aldeia, desta vez encontrámos alguma coisa, tanto no livro de Montalegre de como no Jornal Notícias do Barroso, onde temos a referência da dois ilustres de Meixide. No Notícias de Barroso, infelizmente, é a notícia da morte de um deles, ainda jovem para morrer, que se fosse vivo, teria hoje 57 anos.

 

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Nos dados que a seguir ficam, retirados do livro Montalegre, há a referência à freguesia de Meixide, no entanto hoje Meixide já não é freguesia autónoma, pois com a infeliz reforma administrativa das freguesias de há anos, passou a fazer parte da União de freguesia de Vilar de Perdizes e Meixide.

 

Do livro Montalegre

Área: 11.4 Km²

Densidade populacional: 11.1 hab/Km²

População Presente: 122

Orago: Santa Maria

Pontos turísticos: Capela de N. Sra. da Azinheira

Lugares da freguesia: (1) Meixide

 

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Pequena freguesia a nascente do concelho, na cota dos novecentos metros de altitude, domina os outeiros da raia seca com a Galiza na encosta sul do Larouco. Em inexorável agonia mas preserva ainda uma velha jóia: a capelinha da Nossa Senhora da Azinheira que já foi uma das sete senhoras do planalto Barrosão. Até que um dia se possa esclarecer todo o passo histórico, Meixide vai gozando a fama de ter sido berço do herói Diogo Peres, (da “Escaramuça dos Nus”)...o tal que derretendo aos calores do deserto marroquino, foi refrescar-se na ribeira com alguns mais cavaleiros. Surpreendidos por um troço do exército mouro, tomam as espadas e adargas, montam completamente nus os seus cavalos, mas bem vestidos de indomável valentia desbaratam e põem em fuga a cavalaria moura. Uma façanha limpinha protagonizada à moda barrosã.

 

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Do Notícias de Barroso de 18-05-2015 deixamos também aqui uma notícia de um ilustre da aldeia de Meixide, que tivemos o prazer de conhecer pessoalmente e também ele um habitué da cidade de Chaves.

 

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Faleceu o Dr João Sanches, de Meixide

 

De tão triste notícia somente tive conhecimento através do escrito do meu ilustre amigo, Dr. Manuel Verdelho, de Chaves, que os leitores deste jornal devem ler (Página 5) para ficar a conhecer um grande barrosão que tão cedo (aos 55 anos) nos deixou.

 

Teria eu muito que dizer sobre este amigo que se notabilizou nos domínios da cultura e deixou rastos indeléveis nas Academias por donde passou. Contudo, a síntese do Dr Verdelho, muito bem elaborada, não me deixa grande espaço para tal.

 

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Sucintamente direi que o Sanches, como nós o tratávamos, era um indivíduo de uma inteligência fora do normal, de trato um tanto difícil, muitíssimo culto e politicamente um anarca ou tendencialmente um democrata cristão europeu. Tive com ele alguns desaguizados, mas, tempo passado, o mesmo Sanches não guardava rancores e sabia dar valor às pessoas e às coisas. Direi também que o concelho perdeu um grande SENHOR que muito tinha ainda para dar a Montalegre e à região transmontana.

 

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Choro a sua morte que me deixou ainda mais triste porque eu nem sequer sabia que ele estava enfermo. Pelas razões expostas, não o acompanhei à última morada, do que me penitencio. Mas, deixo aqui o meu testemunho sincero a expressar o meu profundo pesar, aproveitando para enviar à mãe e irmãos e demais familiares as minhas mais sentidas condolências.

 

Que o SANCHES descanse em paz!

 

Carvalho de Moura

 

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João Domingos Gomes Sanches

 

Nasceu em Meixide, em 17 de Outubro de 1959. Licenciou-se em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. Em 1990 obteve o diploma de Estudos Aprofundados (D.E.A.) na Escola dos Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris.

 

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Em 1994 foi doutor pela Escola dos Altos Estudos em Ciências Sociais e em 1995 em Psicologia Social na Universidade do Minho, por equivalência do diploma francês.

 

Em 1983/87 foi Conselheiro de Orientação Escolar na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Até 1994 exerceu psicologia no âmbito privado. Entre 1988 e 1994 foi assistente de gestão e formação da empresa “Comunication Langues Recherche”. Entre 1992/93 coordenou o Projecto “Presenças Portuguesas em França”, organizado pelo Ministério da Cultura, Ministério da Pesquisa e do Espaço e pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, para além da embaixada de Portugal em Paris, a Universidade do Porto e a Universidade Aberta de Lisboa. Foi autor de vários estudos científicos, desde o relatório de estágio, a trabalhos diversos sobre a Comunidade Portuguesa. Publicou, em co-autoria com Lourenço Fontes, o Ensaio de Antropologia Médica: A medicina popular barrosã (Editorial Presença, Lisboa) e, em co-autoria com José Manuel Gonçalves dos Santos, a Memória de Meixide: estudo psico-antropológico da população de Meixide, desde 1783.

 

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Foi docente da Escola de Enfermagem Dr. Timóteo Montalvão Machado em Chaves no Núcleo de Estudos de População e Sociedade - NEPS (Psicologia e Antropologia) e da Universidade Lusófona (Psicologia, Área de Psicologia Social).

 

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João Sanches escreveu uma interessante obra sobre a «Serra dos Passos» com o apoio do seu grande amigo Prof. Luciano Prada, já falecido, e de Agripino Franqueiro, uma amante da serra e dos Passos."

 

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E para terminar ficam as referências às nossas consultas bem como os links para as anteriores abordagens ao Barroso.

 

Bibliografia

“Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

 

Sítios da WEB

  http://www.aoutravoz.info/home/images/2014/Jornais/Noticias_Barroso/nb471.pdf

 

Anteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:28
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Domingo, 15 de Janeiro de 2017

O Barroso aqui tão perto - Ameal

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Hoje no “Barroso aqui tão perto” vamos até Ameal, às vezes também grafado como Amial. No Barroso aqui tão perto que por sinal, para nós flavienses, até é uma das aldeias do Barroso mais distante.

 

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Iniciemos então pela localização desta aldeia, ainda antes de abordarmos o topónimo ou topónimos. E ainda a este respeito, para ao longo do post não estar sempre a grafar Ameal e Amial, vamo-nos ficar apenas por Ameal, que parece ser o mais consensual ou pelo menos aquele que aparece na placa identificativa da aldeia à entrada desta.

 

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Pois Ameal fica a cerca de 3 quilómetros da sede de freguesia, Salto, a Sul desta. Fica portanto também no limite do concelho de Montalegre e a menos de 4 quilómetros (linha reta)  dos concelhos de Vieira do Minho e de Cabeçeiras de Basto. A aldeia, a rondar os 900 metros de altitude, desenvolve-se ao longo do C.M. 1033, parecendo fazer a fronteira entre a terra fértil/arável em planalto e uma pequena elevação onde as rochas e pequenos arbustos são mais abundantes. Quanto às coordenadas (recolhidas no Google Earth) são: 41º 37’ 14,03” N e 7º 57’ 21,48” O.

 

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Vamos então ao topónimo, ou topónimos e sua origem. Pois bem, pesquisámos nos sítios habituais e alguma bibliografia mas nada encontrámos. No entanto se formos pelo significado do vocábulo temos para Ameal um lugar onde crescem amieiros. Já para Amial, aí temos que recorrer ao espanhol (talvez galego ou talvez castelhano) onde o termo embora não muito utilizado tem o significado de palheiro ou meda, daqueles que também já caíram em desuso em que a palha  se reunia em círculo à volta de um pau, tomando no final uma forma cónica. Ou seja, ambos os topónimos apontam para a ruralidade e conhecendo o local, ambas as hipóteses são possíveis. Mas repito, isto é olhando ao significado dos vocábulos, ficando em aberto outra qualquer hipótese.

 

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E nas nossas pesquisas sobre a aldeia, para além de aqui e ali vermos a referência de que a aldeia pertence à freguesia de Salto e concelho de Montalegre, mais nada encontrámos, assim, o que hoje fica, é de pura observação da nossa passagem pela aldeia, pequena por sinal, entre as 20 e 30 casas, uma pequena capela e alguns canastros.

 

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Como já atrás referimos a aldeia que se desenvolve ao longo da estrada, tem por um lado uma pequena elevação e pelo outro terra arável e aparentemente fértil mas maioritariamente ocupada por verdejantes pastagens,  para delícia do gado bovino de raça barrosa, pelo menos a julgar pelo gado que vimos nas pastagens. Aliás, em todo o Barroso só, ou quase, aqui na freguesia de Salto é que aparece com certa abundância a raça barrosa.

 

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E como não temos mais dados hoje decidimos brindar e  ensaiar com Ameal um pouco de arte digital, tendo como base dois motivos da aldeia. Arte digital que tem, claro,  como base a fotografia, e diga-se a verdade, o software utilizado é que faz quase tudo sozinho. E já agora fica com dedicatória:  Para os puristas da fotografia!

 

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E bem queria dizer mais qualquer coisinha sobre Ameal, mas a partir de aqui só se inventar, a não ser o de fazer a referência a uma outra aldeia, também da freguesia, com um topónimo muito semelhante: Amiar às vezes também grafado como Amear, aldeia que já passou por aqui no “Barroso aqui tão perto”.

 

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 E como hoje não há referências a bibliografia ou sites da WEB, ficam os habituais links para anteriores abordagens a aldeias e temas do Barroso aqui no “ O Barrosos aqui tão perto”:

 

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A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

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Domingo, 8 de Janeiro de 2017

O Barroso Aqui Tão Perto - Ponteira

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montalegre (549)

 

“(…) Que ao menos o espírito, que vai morrendo no corpo,

 tenha assim um vislumbre de ressurreição.”

Miguel Torga, In Diário VII

 

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Quanto mais aprofundo e me embrenho no Barroso mais convencido fico que na sua criação o Mestre ou estava num dia de especial inspiração ou esqueceu-se  de terminar a sua obra, seja como tivesse sido, resultou numa complexa obra de arte digna de ser apreciada, numa apreciação que tal como as grandes obras de arte, têm interpretações complexas que não estão ao alcance de todos os espíritos, sobretudo àqueles que não o abrem à arte das coisas primeiras que a natureza nos dá, mas aqueles que chegam lá de espirito aberto, “vislumbram a ressurreição”, tal como dizia Torga quando andava por estas terras.

 

1600-ponteira (104)

 

Mas também quanto mais aprofundo e me embrenho no Barroso mais convencido fico que o Mestre sabia bem aquilo que fazia, pois nesta tela chamada Barroso, pintou tudo que era possível pintar. Água com abundância a correr nos rios, ribeiros e rigueiros, a nascer nas fontes ou a descer cascatas.  Serras, montanhas, planaltos, chãs e vales, terras altas e terras baixas.  Sol, chuva, neblinas, neve, frio e calor. Ora vestiu  os campos de verde e de floresta também ela pintada de um verde mais escuro, às vezes avermelhado ou num matiz de verdes, vermelhos, amarelos e castanhos. Deixou serras e montanhas  despidas ou cobertas  apenas com um manto de carqueja e urze. Salpicou com pinceladas momentos de penedio, esculpindo alguns, deixando outros amontoados. Aqui e ali veste tudo de branco ou ilumina o céu com um azul puro e único.

 

1600-ponteira (121)

 

No entanto o vislumbre não se fica pelo que a tela do Barroso tem, mas na forma como o tem. Parece às vezes ter sido pintada a terra de ninguém contudo aqui e ali há uma pincelada mestra  que nos atrai como que a irradiar luz ou como se fosse um oásis, ou melhor, muitos oásis no meio de um deserto sem fim. Aqui e ali amontoados de penedos como se de um depósito se tratasse. Mas o que mais impressiona é a moldura, não aquela que contorna a tela, mas a moldura  humana que tal como as pinceladas mestras do Mestre, souberam com mestria tratar e preservar esta obra de especial inspiração, ou então, indo pela outra hipótese – terminar a obra que o Mestre deixou esquecida.

 

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É com este espirito aberto de vislumbrar a ressurreição que nos aproximámos e adentramos em Ponteira, onde o Mestre deixou um depósito de monumental penedio ao qual a moldura humana foi adossando as suas casas, abrigos, cortes e demais construções para que por ali a vida também fosse possível.

 

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É mais uma aldeia singular no meio deste Barroso que vamos descobrindo. Mais uma pincelada de mestre nessa tela do Barroso que à sua maneira é um paraíso feito de muitas belezas, um oásis no Reino Maravilhoso cantado por Torga, mas que deixa ver também que é uma terra difícil de viver, que às vezes chega a doer, dai podermos também falar de uma casta de gente que se chama o Povo barrosão com o mesmo pulsar telúrico de os do Reino Maravilho “(…) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura. (…)”.

 

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Talvez por estas e por outras desse pulsar telúrico que eu vejo no penedo da foto anterior uma representação de Miguel Torga com o seu boné a dar-lhe sombra aos olhos para melhor poder apreciar a Serra do Gerês. Coisas que nós vemos, tal como na foto seguinte, a pedra da bulideira (porque bole), eu vejo o chapéu de Fernando Pessoa. É assim este Barroso, mal entramos nele tudo se transforma em poesia.

 

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Vamos lá a Ponteira e à sua localização. Pois uma das referências do Barroso é o Rio Cávado, que nasce na serra do Larouco e vai atravessando o concelho de Montalegre em direção ao concelho de Vieira do Minho. Pois se seguíssemos  o Cávado a partir de Montalegre, mais uns quilómetros à frente estaríamos nas imediações de Ponteira, mas seria má ideia segui-lo, pois embora Ponteira fique a cerca de 1,5 quilómetros do Cávado, entre a aldeia e o rio há toda uma montanha de penedio para passar, sem caminhos. Apenas referi o Cávado como uma referência. O melhor mesmo é ir por estrada, localizando-se Ponteira a 23 quilómetros a Sudoeste de Montalegre, tendo como referência a Barragem da Padrela, pois logo a seguir é Ponteira,  ( 41º 43’ 34.89” N – 7º 57’ 49.56” O) entre os 900 e os 940 metros de altitude.

 

mapa-ponteira.jpg

 

O Padre Lourenço Fontes numa listagem com as sete maravilhas do Barroso, inclui ponteira em duas maravilhas. Uma é a do miradouro de Ponteira, que sim, é verdade, confirmo. Um miradouro natural lançado sobre a Serra do Gerês e suponho que mais além sobre terras de Vieira do Minho. A outra maravilhas é a dos penedo de bulir, que também o vi e até está devidamente assinalada como Pedra da Bolideira, é a tal que atrás me refiro como me parecendo o chapéu de Fernando Pessoa. Para os flavienses que conhecem a nossa Pedra da Bolideira, esta barrosa é parecida, só que de menores dimensões.

 

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Pedra da Bolideira

 

Todos nascemos iguais, mas há sempre uns que são mais iguais que outros,  e outros ainda que se distinguem. No livro Montalegre de José Dias Batista a este respeito encontrámos o seguinte:

 

“Há criaturas que pelas suas qualidades únicas servem de modelo aos comuns mortais e servem de título às diferentes páginas da História dos povos. Barroso também as tem. Dentre umas boas dezenas sobressaem os que aqui elencamos:

(…)

Justiniano da Silva Fidalgo (séc. XIX), filho de um almocreve, nasceu a  de Outubro de 188, na típica aldeia de Ponteira, freguesia de Paradela do Rio. Entregaria bem longe a alma ao Criador: faleceu na cidade de Ludlow ( Massachussets, EUA) ,em 3 de Novembro de 194. Homem possante, ganhou fama na aldeia e nas terras em redor, graças a proezas atléticas que o levariam até Lisboa, onde continuou a exibir-se em façanhas de grande exigência física. O atlético barrosão embarcaria, então, para os Estados Unidos da América, país em que a sua vocação ganhou asas, a ponto de se tornar campeão de luta livre (catch-as-catchcan), passeando a sua classe de lutador indomável pelas três Américas."

In “Montalegre terras de Barroso” de Manuel Dias.

 

1600-ponteira (128)

 

Nas nossas pesquisas sobre as  aldeias do Barroso de Montalegre, passamos sempre pela página oficial da web do Município de Montalegre. Pois bem, raramente encontrámos matéria de interesse sobre as aldeias. Certo que a referida página tem um espaço destinado a todas as freguesias onde constam as suas características (área, densidade populacional, população presente, Orago, pontos turísticos, lugares da freguesia, contactos e constituição dos órgãos da freguesia). Embora seja alguma informação, a respeito dos pontos turísticos deixa muito a desejar. Por exemplo a nossa aldeia de hoje, Ponteira,  que para mim e muita gente, dadas as suas características, é uma das mais interessantes do concelho de Montalegre, na listagem dos pontos turísticos nem sequer é mencionada, apenas a referência “Bolideira” mas nem sequer diz onde se localiza, tal como no texto de apresentação da freguesia, Ponteira também não é mencionada, e temos pena, pois tal como eu há muita gentinha à descoberta do Barroso que deixa por descobrir muitos pontos de interesse porque não são mencionados em nenhum lugar, pelo menos naqueles em que deveriam ser.

 

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Contudo na tal página oficial da WEB do Município de Montalegre existe um mapa turístico onde aí sim, há um ponto de interesse assinalado em Ponteira : Ponto 63 – Roca da Ponteira. Mais nada.  Assim tivemos de alargar as nossas pesquisas para saber e deixar aqui mais qualquer coisinha sobre Ponteira e desta vez tivemos sorte, graças a um blog de auto caravanistas de onde retirámos alguma informação:

 

1600-ponteira (107)

 

“A Aldeia Granítica de Ponteira pertencente à União de Freguesias de Paradela do Rio, Contim, e Fiães do Rio. São agora, 7, os lugares desta União de Freguesias: Paradela, Ponteira, Contim, São Pedro, Vilaça, Fiães do Rio e Loivos.


Na minha opinião, Ponteira é a aldeia mais visitável desta rica e vasta região de Montalegre, a mais interessante do ponto de vista das origens rurais que a caracterizam. Não fosse os arranjos das ruas com o empedrado e o saneamento básico, e era seguramente uma viagem no tempo e às origens para quem a visitasse.

 

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O gado vai sozinho para os currais, os caminhos estão cobertos de vestígios da passagem sistemática e diária do gado de pasto, seja bovino ou caprino, algumas casas mantêm as lareiras diretas sem chaminé para os fumeiros, as paredes pretas, e a telha à vista, são um retrato fiel e original das aldeias tradicionais Portuguesas em todo o seu esplendor. Uma das aldeias mais emblemáticas que visitei. Destaco também uma visita à pedra bolideira, que constatei in-loco, que até uma criança faz movimentar este enorme penedo. Uma Aldeia Tradicional e genuína a visitar. Recomendada pelo Portal AuToCaRaVaNiStA.

Anexa á Freguesia de Paradela do Rio, goza de paisagens deslumbrantes, um povoado implantado em penedias fragosas (com uma “pedra bolideira” no Castro), até às margens da barragem. Este pequeno povoado (Ponteira) terá sido o primitivo assento da paróquia. Nesta freguesia existe um alto monte, conhecido por “Rocha da Ponteira”, onde, em tempos idos, se fez a extracção de ametistas.

 

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Data do século III ou IV antes de Cristo a ocupação humana destas terras, como o atestam achados de três colares de ouro que foram encontrados próximos da albufeira, na margem esquerda do rio Cávado. A sua origem remonta aos Celtas, sendo usados pelos chefes guerreiros como insígnias. A existência destas três peças permite concluir o quão perfeita era já a indústria joalheira no período hispano-céltico, e a existência da exploração mineira de ouro antes do domínio romano. D. Afonso III, em 1258, concedeu carta de aforamento de um casal a Pedro Durando e sua mulher, Maior Pelágio. 

(…)

 

1600-ponteira (40)

 

E ainda antes de terminarmos e passarmos aos habituais links, ainda há tempo para uma última imagem, mais uma vista geral sobre Ponteira, onde é bem visível a relação do casario com o penedio, bem como a envolvência da aldeia. A fotografia foi tomada desde a aldeia vizinha de S. Bento de Sexta Freita com o estradão que liga as duas aldeias, uma alternativa mais “selvagem” à estrada municipal que também liga as duas aldeias.

 

1600-ponteira (172)

 

E agora sim, as referências e links:

 

Bibliografia:

- Livro Montalegre, de José Dias Baptista,  Ed. da Câmara Municipal de Montalegre,  2006.

 

Na WEB:

- http://www.cm-montalegre.pt/

- http://autocaravanista.blogspot.pt/2009/04/ponteira-montalegre.html

 

Referências do blog a localidades e temas do Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

 

 

 

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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2016

O Barroso aqui tão perto - Cervos

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montalegre (549)

 

Muito antes de utilizarmos a estrada de Soutelinho (Chaves), via Vilar de Perdizes, para irmos até os de Montalegre, utilizávamos a Nacional 103 e as carreira de Braga para irmos até lá. Durantes muitos anos assim foi, das primeiras vezes, ainda bebé, ao colo da minha mãe, suponho que assim fosse pois já não me lembro, mas desde que tenho memória e como a andar da carreira de Braga se fazia na lentidão daquilo que a estrada permitia, ia reparando em todos os pormenores da viagem, com alguns pontos de referência.

 

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Pois o primeiro ponto de referência e geralmente a primeira paragem fora da cidade de Chaves era Curalha com a prévia passagem pela linha e estação do comboio. Depois Casas Novas com o palacete, hoje Hotel Rural, do lado esquerdo e uma grande casa também com a sua nobreza, onde se fazia a paragem. Embora a carreira fosse parando em todas as aldeias, o meu ponto de referência seguinte era Sapiãos, pois aí, dependia da carreira, ou ela ia a Botica e voltava a Sapiãos para retomar a 103 ou continuava a sua marcha deixando Boticas para trás. Confesso que as minhas preferidas eram as que não iam a Boticas, pois assim mais depressa chegava a Montalegre.

 

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A seguir a Sapiãos as três pontes eram a meta seguinte. Atraia-me nelas a semelhança, parecia ser cópia uma das outras, igualmente estreitas, igualmente em pedra e igualmente a servirem de curva. A partir de aí o Barracão, o nosso primeiro destino onde a carreira de Montalegre nos esperava ou devia estar a chegar para ir finalmente até Montalegre.

 

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Toda esta introdução para voz dizer que entre Sapiãos e o Barracão, então para mim, apenas existiam as três pontes e ouvia falar do Alto Fontão sem nunca perceber onde ele era. Fora isso, uma paragem a seguir a uma das tais pontes onde nunca vi entrar nem sair ninguém, apenas a entrega de um saco que o cobrador entregava a alguém que por lá estava à espera. Hoje suponho que fosse o correio. Para mim, então, entre Chaves e o Barracão e a Norte da Nacional 103, não existia nada, mesmo as aldeias que depois vim a redescobrir via Vilar de Perdizes, que as conhecia, mas a partir Montalegre.

 

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Tudo isto para dizer que hoje vamos até uma dessas aldeias que ficam em terras onde eu, em criança, pensava nada existir, uma dessas que fica a Norte da Nacional 103 entre Chaves e o Barracão, uma aldeia que é sede de freguesia e que dá pelo topónimo de Cervos, logo a seguir ao Alto Fontão e antes do Barracão, a cerca de 4 quilómetros deste, e diga-se, fiquei surpreendido com a aldeia e a freguesia, pela positiva, onde tudo seria perfeito se não fosse o mal geral que afeta todas as nossas aldeias – despovoamento e o inevitável envelhecimento da população ou os tais resistentes que nunca deixaram de lutar pela terra em que depositaram o seu futuro.

 

mapa-posts.jpg

 

Claro que há aldeias e aldeias. Sei que todas elas tocam de maneira especial aos que tiveram lá o berço, mesmo que hoje já não vivam lá e, pela certa, que de todas as aldeias, a sua/deles, é a mais bonita de todas. No entanto para nós alheios a esses berços, entramos por estas aldeias pela vez primeira e sempre com o espírito da descoberta e umas, surpreendem-nos mais que outras, quer pelo seu interesse, quer por alguns elementos que s destacam de outras quer pelas próprias pessoas, muito iguais no seu ser barrosão, mas sempre diferentes nos pormenores de receber.

 

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Pois continuando, Cervos surpreendeu-nos no conjunto como aldeia, mas também nos pormenores, com alguns destaques, como a Igreja (exterior e interior), o tanque com fonte de mergulho, no bom gosto do casario recuperado e no receber dos seus habitantes, mesmo logo pela manhã de manhazinha, oito e tal, já mais para as nove, com pouca gente, é certo, mas já todos eles nos seus labores, quer a desgrenhar o milho, quer na lide das crias, quer a caminho do trabalhar a terra, quer na limpeza e arranjo da igreja que a Dona Cristina simpaticamente nos mostrou para apreciação, e apreciámos, tal como apreciámos saber que o seu nome Cristina, foi sugerido pelo padre no momento do batisto, baseado no nome da madrinha Cristina e do orago da igreja, também Stª Cristina.      

 

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Noia nossa a de gostarmos de saber qual a origem do topónimo. Pois quanto ao topónimo Cervos, a jugar pelo brasão da freguesia, terá origem no quadrúpede ruminante cervídeo de pontas ósseas ramosas, ou seja o cervo ou veado, mas poderá ser ou não, pois recordo que, por exemplo, o Brasão da cidade de Chaves também tem duas chaves quando a origem do topónimo nada tem a ver com chaves ou fechaduras.

 

cervos-br.JPG

 

 

Hoje no Barroso aqui tão perto vamos até a aldeia de Cervos que é também sede de freguesia, localizada no Alto Barroso, aldeia localizada na cota 850 de altitude, encostadinha à da Serra do Leiranco (1134m) na sua vertente poente, é mais uma das aldeias do Alto Barroso, sendo-lhe próximas também as Serras do Barroso e a do Larouco, ambas a menos de 15 km de distância.

 

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Nas nossas pesquisas  topamos o blog da Junta de Freguesia de onde retirámos algumas informações que passamos a trancrever:

“Cervos é uma freguesia portuguesa do concelho de Montalegre, com 33,07 km² de área e 271 habitantes (2011). Densidade: 8,2 hab/km². Aldeia típica transmontana localizada a 18 km da Vila de Montalegre, distrito de Vila Real.

 

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É considerada por muitos "das mais belas aldeias de Portugal", com uma paisagem plena de natureza, no seu estado selvagem.

 

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Cervos oferece uma arquitectura muito característica das aldeias transmontanas, casas em pedra antiga onde podemos apreciar as sacadas trabalhadas, solares de família, podemos ainda ver os antigos espigueiros tão característicos da zona, tanto como o forno comum da aldeia utilizado ainda pelas poucas famílias da localidade.

 

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Igreja matriz de Cervos com um alpendre abobadado, uma entrada com portão em ferro e, no cimo, dois sinos. No exterior, tem um grande largo com um fontanário, uma capela do Sr. dos Passos e ao fundo do largo a antiga residência paroquial.

Cervos foi abadia da apresentação da Casa de Bragança, sua donatária.

 
Em 1839 surge na comarca de Chaves passando, em 1852, para a de Montalegre.

 

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Freguesia do concelho de Montalegre composta pelos lugares de Arcos, Barracão, Cervos, Cortiço, Fontão, Vidoeiro e Vilarinho dos Arcos. 


A paróquia de Cervos pertence ao arciprestado de Montalegre e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu Orago é Santa Cristina.

 

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Acredita-se que se localiza neste local um povoado anterior à aldeia de Cervos, onde se observam restos de construções em derrube total. Estas grandes concentrações de pedra, resultante de várias construções, localizam-se na vertente este da Serra do Leiranco, numa chã voltada a Este. Os vestígios distribuem-se por vários hectares de terreno e deixam transparecer que se tratava de um possível povoado de grandes dimensões.

 

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Por sua vez na sítio que o Ecomuseu de Montalegre tem na WEB recolhemos os seguintes elementos:

 

Cervos é a freguesia mais oriental do concelho foi atravessada de lés-a-lés pela via imperial romana, a primeira ou Prima. No seu aro apareceram já três marcos miliários, o primeiro dos quais em 1813, na rua principal de Arcos, perto da Senhora do Campo, e que muito contribuiu para localizar, in situ, o verdadeiro e único trajecto da citada via.

 

1600-cervos (23)

 

Pelos marcos viários e Moimentos ficámos também a conhecer a verdadeira localização da antiquíssima cidade pré-romana de CALADUNUM que deverá situar-se no termo desta paróquia. Antigo (de Arcos), Vilarinho de Arcos e Arcos – sem necessidade de arcos em rio que não possuem – trazem no próprio nome a indicação de que seria por aí o antigo opidum. A Senhora de Galegos com sua lenda mais o castro e a passagem da via romana, no Cortiço, sobre o Beça, merecem visita atenta. É também digna de referência a lenda.

 

1600-cervos (15)

 

Às restantes localidades da freguesia lá iremos um dia destes, ou aliás já lá fomos, queríamos antes dizer que um dia destes cá estarão no blog. Para já ficamos com Cervos e também com as habituais referências à nossas consultas na WEB e aos links para as abordagens anteriores a localidades e temas barrosões.

 

Na WEB:

http://juntafreguesiadecervos.blogspot.pt/ 

http://www.ecomuseu.org/index/pt-pt/visite/freguesias/cervos

 

Referências do blog a localidades e temas do Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

 

 

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Domingo, 11 de Dezembro de 2016

O Barroso aqui tão perto - Bagulhão

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montalegre (549)

 

Hoje vamos até Bagulhão, uma aldeia da freguesia de Salto e uma das mais distantes da sede do concelho e no limite deste, Montalegre, Já à beirinha do concelho de Cabeceiras de Basto e a um pulo do concelho de Vieira do Minho.

 

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E a proximidade de terras minhotas (Baixo Minho) já se faz sentir nestas terras barrosas, principalmente na constante do verde a marcar a paisagem, mesmo com Bagulhão ainda se localizar em terras altas a uma cota superior aos 900 m de altitude.

 

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Bagulhão é  uma pequena aldeia, rodeada de prados verdes, com  14 casas 40 habitantes segundo apurámos no “Lugar de Bagulhão” no facebook  (https://www.facebook.com/Lugar-de-Bagulh%C3%A3o-185730828137449/)

 

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Quanto à origem do topónimo Bagulhão nada sabemos, já quanto ao vocábulo bagulhão são-lhe atribuídos vários significados. Por exemplo para a botânica, bagulhão é a semente da uva, a grainha, mas também é um regionalismo do Douro referindo-se à massa resultante da maceração das uvas como se fosse um grande bago composto por muitos bagos. Mas é também um regionalismo nosso, transmontano, quando se refere ao bago da romã.

 

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Ainda o vocábulo Bagulhão em português do Brasil já tem significados bem diferentes dos nossos, como sendo utilizado para um objeto sem valor, um traste ou um objeto roubado ou ainda referindo-se a uma pessoa feia ou de aspeto descuidado bem como a droga.

 

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Mas a haver alguma influência a partir dos vários significados do vocábulo Bagulhão, esses serão de origem portuguesa, pois a jugar pela história do local (região de Salto) estas terras da já existiam antes do Brasil ser descoberto pelos portugueses.

 

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A julgar pelas dimensões de pelo menos um canastro (ou espigueiro se preferirem) que se encontra na aldeia, mas também pelo que se observa nas redondezas da aldeia e um pouco de toda a freguesia de Salto, mesmo sendo terras altas, são feitas de terra é fértil, hoje em dia mais dedicada aos pastos, principalmente para o gado bovino onde, aqui sim, a raça barrosa marca presença com alguma abundância.

 

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Verde dominante que nos leva até um Barroso bem diferente do Alto Barroso das proximidades da Serra do Larouco e que vem contrariar o mito que alguns atribuem ao Barroso de terras agrestes de vegetação rasteira, como a carqueja e a urze.

 

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Quanto à aldeia em si, agradou-nos. Pequena, com muito verde, uma pequena capela e um grande canastro, com sete “secções”  mais parecendo um comboio de sete canastros.

 

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Bem queríamos acrescentar mais alguma coisa sobre a aldeia, tal como a sua história e as suas gentes, mas nas pesquisas que fizemos pouco ou nada encontrámos, a não ser no “Lugar do Bagulhão” no facebook, já atrás referido, onde aí sim, se vai mostrando alguma vida da aldeia.

 

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E assim ficamos por aqui, mais uma vez com uma referência e link para os anteriores posts deste blog dedicados ao Barroso do concelho de Montalegre.

 

1600-bagulhao (47)

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

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Domingo, 4 de Dezembro de 2016

O Barroso aqui tão perto - Fírvidas

1600-firvidas (297)

montalegre (549)

 

Uma das maravilhas do Barroso é a água, na sua abundância e na sua pureza que, em terras acidentadas de serras e montanhas faz com que outras maravilhas surjam, tal  como os cursos de água que se manifestam em rápidos e algumas cascatas, com maior ou menor imponência, mas todas dignas de serem apreciadas pela sua beleza.

 

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Pois foram as cascatas de Fírvidas que me levaram a esta localidade barrosa pela primeira vez, que escusado será dizer que encantaram, mas não só, pois também fizeram com que descobrisse a aldeia, também ela digna de ser apreciada pela sua beleza e simpatia, com alguns pormenores dignos de realce.

 

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Mas antes de entrarmos na aldeia vamos à sua localização que podemos resumir como mais uma das terras da Châ, aliás é esse o nome da freguesia à qual pertence. Fírvidas está integrada nas terras altas do planalto do Alto Barroso, a rondar os 1000 metros de altitude, na proximidade da Estrada Nacional 103. Tendo a menos de 10 km a Serra do Larouco, a sede de concelho, Montalegre, e a Barragem dos Pisões.

 

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Pois quando vamos às Fírvidas temos que dividir o nosso tempo para dois momentos – o momento das cascatas e o momento da aldeia.

 

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Para as cascatas serem apreciadas na sua plenitude, recomendo que se vá no final do Inverno ou melhor ainda, na Primavera. Isto por causa do caudal do rio que alimenta a cascata, que por estar próximo da nascente, terá de contar com as águas de Outono e Inverno para engrossar as águas da cascata.

 

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Mas a escolha da Primavera para uma visita às cascatas tem mais a ver com a sua envolvência, com o verde e a flora florescida do local, com plantas e flores singulares na sua beleza selvagem a rematar com a intervenção de alguma fauna e também a humana, com um moinho que fica sempre bem na margem de um ribeiro ou rio.

 

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Se levarmos como tempo todo o tempo de uma manhã ou tarde para estar e apreciar as cascata e a sua envolvência, não é demais, principalmente se, como nós, gostar de fotografar e registar aquilo com que a natureza nos brinda.

 

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Depois de satisfeitos com a cascata e a sua envolvência, o regresso à aldeia, para com alguma calma poder ser também apreciada.

 

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O casario é o típico do Alto Barroso, ou seja quase todo com construções com o granito à vista com pequenas construções que se vão encostando umas às outras ao longo de uma rua principal, com algumas ruas transversais de menores dimensões.

 

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Uma construção mais nobre destaca-se das restantes, tal como a capela, os tanques e as fontes.

 

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De singular beleza destacam-se umas alminhas decoradas nas suas quatro faces com azulejos decorativos bem como na sua proximidade um tanque com lavadouros que deixam à imaginação os seus tempos áureos em que o tempo de lavar a roupa era também tempo comunitário de convívio entre as mulheres da aldeia e as crianças ainda sem idade de frequentar a escola.

 

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Mas nem tudo são rosas, pois Fírvidas não é exceção às maleitas que afetam as aldeias do interior, principalmente o  transmontano. Refiro-me, claro, ao despovoamento e envelhecimento da população. Cada vez mais estas aldeias fazem parte de um mundo que se acaba no qual apenas os últimos resistentes resistem.

 

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Como de costume aqui ficam as referências e links para os posts que este blog já dedicou às aldeias e temas do Barroso:

 A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

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Domingo, 27 de Novembro de 2016

O Barroso aqui tão perto... Com neve

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Serra do Larouco com a aldeia de Gralhas nas suas faldas

montalegre (549)

 

Hoje temos neve fresquinha, de ontem, que daqui tão perto só poderia ser do Barroso. Não tanta como há dois dias (sexta-feira), pois a chuva apagou-a das cotas mais baixas, mas não com força suficiente para a apagar da Serra do Larouco e das aldeias mais altas, como Padornelos e Sendim.

 

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 Serra do Larouco

 

Deveríamos ter ido  pela manhã, mas não deu, assim ficou para a tarde e mal chegámos a Soutelinho da Raia, de onde se começa a avistar o Larouco, deu logo para ver qual era o nosso destino, se tal fosse possível, pois as notícias cá em casa recebidas pela televisão, eram as de que o Larouco estava fechado ao trânsito, mas mesmo assim arriscamos a ida.

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Serra do Larouco

 

Pelo caminho deu ainda para mais uma vez apreciar a aldeia de Gralhas vista desde a estrada, com o Larouco a servir-lhe de fundo, que na hora apenas deixava ver as partes mais baixas.

 

1600-padornelos (238)

Padornelos

E lá fomos, pelo menos tínhamos a garantia de que até Padornelos iriamos conseguir chegar, e chegámos. Dada que a estrada ainda não era aí interrompida, continuámos por ela acima, até onde pudéssemos ir.

 

1600-padornelos (262)

 Padornelos

 

Mas tal como se adivinhava desde Gralhas, o Larouco a partir do meio estava encoberto de névoa cerrada, pelo que decidimos aproveitar o pouco que restava de luz para a aldeia de Padornelos e um pouco mais se pudesse ser.

 

1600-padornelos (295)

 Padornelos

Em Padornelos repetimos alguns motivos que tínhamos tomado nas últimas visitas e que até já deixámos aqui no seu post, mas as imagens de hoje são a versão de Padornelos com neve, e aí sim, era também novidade para nós.

 

1600-padornelos (283)

 Padornelos

 

Gente na rua havia alguma, pouca, pois embora até nem estivesse muito frio, acredito que à lareira se estaria bem melhor, mas mesmo assim ainda tivemos oportunidade de retribuir o cumprimento a quem nos recebia, e que mesmo descalços nas suas quatro patas, não aparentavam terem frio.

1600-padornelos (278)

 Padornelos

 

Não nos quisemos demorar por lá, pois a tarde já ia adiantada, o céu estava cerrado e a luz começava a escassear, pelo menos para a fotografia e ainda tínhamos em mente Sendim. E foi para lá que nos dirigimos.

 

1600-padornelos (265)

 Padornelos

 

Chegados ao desvio para Sendim, optámos por ir até à fronteira com a Galiza como quem vai ver se os marcos estão no sítio, e estavam, bem como a receção à Galiza onde a tradicional placa azul rodeada das estrelas da União Europeia colocadas na fronteira entre estados, em vez de anunciar Espanha, anuncia Galiza.

1600-padornelos (244)

 Padornelos

Não chegámos a entrar na Galiza pois antes, nas proximidades de Sendim,  tínhamos visto cavalos na sua liberdade possível, que pela certa davam um bom motivo para fotografar e deram, embora a luz aí já estivesse mesmo na hora da despedida, obrigando-nos já a elevar os ISOS e as aberturas da câmara, ainda para mais com a brancura da neve a enganar os fotómetros.

1600-sendim (46)

 

Mas mesmo assim ainda não seria a nossa última imagem do dia, pois ainda tínhamos de fotografar a vista geral de Padornelos com o Larouco de fundo.

 

1600-larouco (194)

 

E já sem luz fiável ainda deu para mais duas imagens. Uma já no regresso a Chaves, antes de Solveira, com uma vista para o Larouco, que continuava semi-coberto de névoa ou nuvens baixas, que lá em cima é a mesma coisa, e por último um entardecer que nos chamou a atenção, esta já em Meixide e que acabou por seu a última imagem do dia, com a cereja em cima do bolo.

 

1600-meixide (37)

 

 

E como de costume ficam os Links para anteriores abordagens do Blog Chaves a localidades e temas do Barroso, hoje sem bibliografia para mencionar, pois não foi necessária:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:17
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