Quarta-feira, 13 de Setembro de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“Rubidez nasal”

 

Ao escritor cabe-lhe

«servir como espelho

para a época em que vive»-

E.M. Forster.

 

 

Há Blogues e blogues.

 

Uns feitos diàriamente. Outros, quando calha.

 

Os da NOSSA TERRA vão secando, secando.

 

De ÁGUAS FRIAS e de OUTEIRO SECO ainda há por AQI”.

 

Muitos fazem-lhes a colheita. Muitos mais, a rapina.

 

Os seus leitores e comentadores «passaram-se» para o Facebook e para outras faixas de rodagem virtualmente reais e realmente virtuais: quase toda essa gente sonha e aspira pertencer à nobreza, embora jure a pés juntos ser do Povreza!

 

Dentre essa gente, mesmo a pequena quantidade de invejosos, que converte a sua pobreza de espírito em tiques de modos e de palavras cheios de pedantice pseudo-intelectual ou cultural, é uma abundância.

 

Basta-lhe duas linhas de escrita ou três palavras deitadas pela boca fora para se lhe topar o desnecessário complexo de inferioridade, o crónico azedume da sua mediocridade, a sua frustração por não passarem da cepa torta, o sentimento de culpa pela falta de coragem em momentos em que esta seria mais necessária, e as características rasteiras que lhe vão permitindo a sobrevivência.

 

Afirmam, juram; dizem, desdizem. E concluem que, afinal, o que viram, o que leram era metade do que afirmaram, juraram, disseram e desdisseram; a outra metade era do que tinham visto, tinham ouvido, tinham lambido, tinham lido!

 

Providos de tão elevado talento e tão vasto quão profundo conhecimento, a insinuação é-lhes mais do que suficiente para sentir e saber avalizado o seu dito e escrito!

 

Essa pequena trupe  costuma trajar em mangas de camisa e colarinho aberto, convencida que o fato azul às riscas da sua sapiência enche as medidas do gosto de quem a escuta ou nela repara!

 

A raivazinha da sua insignificância subsidia-lhe o discurso, oral ou escrito, do seu azedume.

 

E quando dão com os olhos no nome de um autor incómodo, o nariz fica-lhes vermelho que nem um pimento!

 

(E se agora lhes lembrar os do Cambedo ou os de Lebução ...  aumentar-se-lhes-iam os moncos!...).

 

Todos eles, iguais, semelhantes, diferentes   -   ou parecidos   -  no seu elevado grau académico, na sua superior categoria intelectual, quer nas suas observações ou críticas, quer nas suas censuras e «desapreciações» dissimuladas, cheias de corajosa falta de coragem, todos eles são gente de juízo claro e de saber abundante, a quem, a mim, só me resta aplaudir e manifestar reconhecimento!

 

Abrem um livro ou um Blogue, debruçam-se sobre ele e já se julgam, e sentem, leitores!

 

Uns bocejam com a leitura dos meus textos. Outros, tosquenejam!

 

Todos com ares de pisa-verdes intelectuais!

 

São indivíduos que, noutras paragens ou pracetas, culturais, «passariam despercebidos ou seriam solenizados pela irrisão pública» e que, entre nós, são «alçados ao cume da escala política», autárquica ou central!

 

A mim, não me incomoda a queda no conceito dos exigentes críticos do Blogue “CHAVES”!

 

Na «caixa de comentários», deste Blogue, entrei de surpresa: fui bem acolhido.

 

Para as páginas diárias, fui convidado.

 

Não escrevo para vender; escrevo porque penso.

 

Com a fidelidade de meia dúzia de leitores que tenho, considero-me bem pago.

 

Ao sucesso editorial prefiro a dignidade de merecer ser lido.

 

Escrever os meus textos, mais do que liberdade política, é uma liberdade civil!

 

Naturalmente, os leitores, que não encontrem neles opiniões ou conceitos que sustentem os seus, ficarão mais desagradados.

 

Acontece que, não raras vezes, o autor não fala, não escreve, a mesma língua que o leitor. A opinião deste não passará de um sopro dos seus gostos, já que ideias quanto à leitura não as terão.

 

Críticos e escreventes andarão (ou andam, mesmo, por aí?!) a afirmar que a “lei de talião” (jus talionis ou lex talionis) é invenção de Talião (alguém, «um tipo», que nunca existiu, a não ser na sua ignorância arrogante); que o azul de metileno é de Mitilene!

 

Presunçosos, há visitantes e leitores que abrem o Blogue como se fosse uma carta registada com aviso de recepção de quem eles, cada um deles, são, é, o seu único destinatário!

 

Alguns aprenderam  a juntar as letras (poucochinhos até «escrevem bem», mas isso é menos que nada!), mas ainda não sabem ler!

 

Estou certo que se os visse andar com algum dos meus livrinhos na mão, ficaria envergonhado por tê-los entre os meus leitores.

 

M., dois de Setembro de 2017

Luís Henrique Fernandes

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:33
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“”2017! Eleições à porta!””

 

“Enquanto a verdade for evitada

 em proveito de ideologias

pelas quais a cultura do poder

assegura a sua sobrevivência,

a infelicidade humana será

uma constante na noss vida,

qualquer que seja

a orientação política

ou económica de uma sociedade.

-Arno Gruen-

 

 

2017!

Eleições à porta!

 

Chegou a hora do típico «lalãozinho» de CHAVES, comprado e amestrado pelos «xico’spertos» intrometidos na vida política, cuja astúcia e manha lhes permite começar por «entrar» em Listas eleiçoeiras, nem que seja para a célula de rua ou de Bairro, e, a partir daí, insinuarem-se, sabujarem-se, venderem-se por uma promoçãozita, igualmente aproveitada para mais um saltito até uma posição que lhes permita angariar clientela, cimentada com uns «jeitinhos», uns «favorzecos», umas «mexidas de cordelinhos» e outras malabarices sempre rentáveis!

 

O típico «lalãozinho» de CHAVES»  ei-lo  sorridente e desempoeirado, a deambular por tascas e tabernas; Cafés, Snack-bares, Restaurantes e Casas de Pasto; Feira das “Quartas” e mercados ambulantes; à porta das «Regateiras»; à entrada do “Hospital” ou à saída das Missas, a recitar homéricas façanhas de um “Asinus in tegulis”, um tal  “Tótó de Castelões”,  e a cantar épicos salmos em louvor do mais afamado «pavão» da Hispânia!

 

O típico «lalãozinho» de CHAVES, sempre tão caladinho que nem um rato, absorvido em apanhar qualquer «prisca» de dito ou escrito, nos Cafés ou nas reuniões, nos jornaizinhos Locais, no Facebook ou nos Blogues, para transportar e entregar  -  com a espinha completamente curvada, conforme a humilhação, e não a humildade, o obriga   -    o «ouvi dizer», o «eu li», ou a gravação em micro-cassete ou a fotocópia tirada com todo o cuidado, da coluna do jornal, do Post(al) ou da Caixa de Comentários do Blogue, ao seu «querido líder».

 

Para o típico «lalãozinho» de CHAVES só se combate verdadeiramente «dentro do quartel», tal qual garantiu há tempos, no Blogue “CHAVES”, um uma tal «lalãozinho»   “Sobreira”1.

 

Só não diz (e não disse) como!

 

  Derrotados pela sua falta de coragem, a maioria dos «lalõezinhos» rendeu-se aos piores inimigos da «CIDADE».

 

O típico «lalãozinho» de CHAVES, à semelhança do «pavão» e dos «lalões» não tem ideologia: nem um nem outros têm conhecimento nem fé   -  vivem na e da crença!

 

Lá no íntimo, concordam e apreciam os esforços do Blogue “CHAVES” e de alguns colaboradores, para se modificar o rumo catastrófico que tem seguido esse «Concelho Rural».

 

A vida «custas-lhe muito»    -    defendem-se (e como se a Vida não fosso custosa em qualquer  lado!...), lacrimosamente os «lalõezinhos-Sobreiras»!

 

O cartão de militante partidário é entendido, para a enorme maioria d”AQUELES que «ficaram por cá» como vacina contra a pobreza, salvo-conduto para as aldrabices, licença de caça e pesca de benefícios e mordomias, diploma de equivalência a incomparável sabedoria, apurada ciência e incontestável competência.

 

Nem reservas ponho para acreditar.

 

Na verdade, até parece que «AQUELES que ficaram por cá», estão «como querem»!

 

Vão tendo que lhes chegue ….”Encaixaram-se” no Partido, conseguiram um emprego «político» e sobra-lhes tempo para trabalhar nas bouças, nas touças, nas cortinhas, nas tapadas, nas vinhas, nas hortas, nos biscates, nos laboratórios de ensaios de cenas partidárias, na catequese de sacristias do Partido político, nas missões comissionistas de compra e venda de «mexidas de cordelinhos».

 

 E tempo de sobra para a intriga nos “Sports”, para as maledicências nos “Arrabaldes”, e a peçonha nas «35 horas semanais»!

Não deram uma vista d’olhos pelo pensamento e (quanto mais lerem!...)  pelas palavras de homens bons e sapientes. Até as sementes da catequese desaproveitaram!

 

Têm uma vaga ideia de ouvir falar de Platão.

 

Parece-lhes terem ouvido falar de epístolas.

 

Nomeiam escritos e escritores que viram gravados na capa de livros em que pegaram.

 

Em Nietzsche é que não poderiam tocar: a excomunhão era-lhes certinha!

 

Porém, os «lalõezinhos-pavónico-sobreiras» não pertencem aos «residentes RESISTENTES»; pertencem ao Grupo dos Acomodados!

 

O típico «lalãozinho» de CHAVES nunca apareceu neste Blogue, no BLOGUE “CHAVES”, para aplaudir um Post(al) ou um Comentário, fossem feitos por quem fossem.

 

Mas aparecerá (tudo fará para ser visto) nas lengas-lengas e perlengas chamadas «Comícios» e no fundo de apoio à imagem ou fotografia do «Tótó de Castelões» quando, nas entrevistas e «conferências de imprensa», para os Jornais e televisão «da terrinha», o «pavão de Castelões» se apresentar aos flavienses com aquele ar de penitente, embora com a humildade de um grande velhaco.

 

Não basta «viver Aí», em CHAVES, para ter um assominho sequer de capacidade para dar lições de «patriotismo territorial».

 

Os «lalões», «lalõezinhos», «lalão-mor» e «lalõezinhos-pavónico-sobreiras»”,  pela «garganta» que mostram no “Sport”, no “Geraldes”,  ou em qualquer dos «Comes – e - bebes” locais, e nas hospitaleiras Adegas, que tão bem insinuadamente sabem frequentar, nessa flaviana terrinha, até sou levado a acreditar que os Emigrantes e Imigrantes que chegam a CHAVES encurtam as férias com a vergonha S. Exªs,  os «lalões», «lalõezinhos», «lalão-mor» e «lalõezinhos-pavónico-sobreiras»”, lhes fazem sentir por não “voltarem à terrinha e mostrarem aquilo que valem (se é que valem alguma coisa)”!

 

Quanto a mim, quando saí de CHAVES, a maioria dos «lalõezinhos-pavónico-sobreiras»  ainda não eram nascidos, ou, quando muito, andariam de cueiros!

 

E é por saber muito bem quanto é «doce» viver , por CHAVES, pela NORMANDIA TAMEGANA, que me manifesto através da escrita.

 

Esta tem, natural e fatalmente, alguma visibilidade.

 

Outros comportamentos e atitudes tomo-os com discrição e anonimato até, porque não persigo nenhum protagonismo ou reconhecimento públicos.

 

As fronteiras de uma nação defendem-se de dentro e de fora das suas muralhas. Se Tróia e Roma, não servem de exemplo aos afamados, corajosos e valentes «lalões», «lalõezinhos», «lalão-mor» e «pavão de Castelões», “O Lidador”, embora envergonhado por o seu nome ter sido transformado, séculos passados, em diminutivo sinónimo de gente tão reles e pequenina, lá mais para a fronteira norte, é um bom exemplo  de alguém com coragem e valentia que sabe defender a sua terra em paragens mais ou menos distantes!

 

Hoje, aos «lalões» e lalõezinhos» e aos «poneyzinhos-de-Tróia» que saltitam e pinoteiam pela «CIDADE», por CHAVES, pela NOSSA TERRA, já não são os meus “Pitigramas”, as minhas palavras que incomodam: o meu nome é que os assusta!

 

Não por ser um nome de um plebeu próprio da realeza. Desta, o plebeu diz «Sua Merdeza».

 

Mas é pela “certeza” com que aponta, pela «dureza» das suas verdades, pela «nobreza» das suas causas que os impostores, os bandidos, os renegados, os traidores e os «molengões» (para, generosamente, não lhe chamar «cobardes») se «sentem», «piam» entre si, mordem a beiça com a raiva de ver a careca descoberta!

 

É repugnante ver esse «pavão» e seus «lalões» a «exporem ideias que não possuem», a manifestarem «convicções que lhes faltam» e a pronunciar «lapidares frases» com o único fim  de  ocultar a sua inferioridade política e moral.

 

O  pravo “cabeça de lista” dos «lalões», apesar de andar rodeado pelos MAIs altos cataventos, nem assim terá as ideias mais ventiladas.

 

A sua sorte é que os “caroceiros da pessegada «sialista»”, de CHAVES, teimam em ensinar a perder em vez de aprenderem a ganhar!

 

Andaram quatro anos a passear as suas vaidadezinhas pessoais. Perderam a oportunidade de preparar «a roca e o fuso»: agora nem Deus nem o Diabo lhe mandarão «o linho» para as Eleições!

 

Para mal dos portugueses, no «país à beira-mar plantado», vive-se uma Democracia em que por cada Eleição se vê aumentar os privilégios de medíocres políticos e, ao mesmo tempo, os deveres dos cidadãos.

 

Aos «lalões», «lalõezinhos», «lalão-mor» e «lalõezinhos-pavónico-sobreiras»”  e ao “Tótó de Castelões” permito-me recordar-lhes Kierkgaard:

 

- «Há duas maneiras de ser enganado:

- Uma é acreditar naquilo que não é verdadeiro;

- Outra é negar-se a acreditar na verdade».

 

Saudações flavienses

M.,um de Setembro de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

1-Ver Post(al) de 29-08-2015 Blogue “CHAVES”:  http://chaves.blogs.sapo.pt/ocasionais-ele-ha-cada-um-1270352

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:28
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 30 de Agosto de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“DO BARROSO, da VEIGA ou da MONTANHA”

 

É muito interessante e mais meritório escrever sobre a melhor vitela, o melhor fumeiro, o melhor folar e a melhor batata do mundo.

 

 Bem, os escritores empertigados esquecem as melhores trutas do Bessa e do Covas, por exemplo, ou os melhor grelos e os melhores agriões «do mundo».

 

Fazem há-de conta que a castanha da Montanha ou os merogos do Brunheiro, os melhores «do mundo», são «papos-de-anjo» que só fazem engordar, e, por isso, nem falar deles convém …à saúde!

 

1600-s-martinho 013.jpg

 

Atrevem-se até a esquecer o cabaçote mais saboroso «do mundo»!

 

Os pimentos do Cambedo (que, emparelhados com os de Lebução, são os melhores «do mundo», porque têm um sabor único e uns efeitos «psico-técnicos» tabu(ados),  têm de ser falados em segredo.

 

A «Sêmea de Lebução», casadinha com salpicão da língua, tem de conservar o mistério do fermento que lhe dá o gosto, e eles, os senhores escritores empertigados com o mel, o presunto e a vitela melhores «do mundo», ficam de bico calado, não vá o diabo escutá-los e vir por ai acima «surripar-lhes» um dos melhores petiscos «do mundo»!

 

As “filhozes” (filhós, de acordo) de gerimum, preparadinhas com aquele carinho tão especial, tão «estremôso», das nossas Avós, Mães,Tias, Primas  e Comadres, com um “minhã-minhã” mais divinal «do mundo», estão impedidas de ser reveladas na sua escrita.

 

Das “pavias” melhores «do mundo», uma vez que são mais raras que o «diamante vermelho», nem sombra de palavra, quanto mais de frase  -  os escritores empertigados, a caminho do “Bom Jesus (Senhor) do Monte” ou do “Bom Jesus de Braga” (que raio, e onde é o Mau Jesus?!) fazem «schiu!», para que, ao passarem na Fonte Nova, só eles possam deitar a mão e o dente às melhores “pavias” «do mundo»!

 

1600-medieval-08 (208).jpg

 

Oh! E daquelas melancias e daqueles melões «de casca de carvalho», da Veiga (do Cando ou da Ribeira da Granginha!), os melhores «do mundo», já ninguém se quer lembrar e orgulhar! Pudera! Deram-lhes a sorte do DODO!

 

É muito interessante e mais meritório escrever sobre a melhor vitela, o melhor fumeiro, o melhor folar e a melhor batata do mundo.

 

Mas, que diabo, então o melhor “VINHO dos MORTOS” «do mundo» não merece que se entorne uma pichorra, de canada ou quartilho e meio, por cima dessas coisas boas melhores «do mundo» e a molhar a palaβra dita e escrita   -   a «βossa», a do Nando e a minha?!

 

Cá por mim, até já estávamos, eu, o Pluto, os escritores empertigados e o “Salβador de Beja”, no K 10, no Jardelino ou no Justino (bem, na Carreira da Lebre, no Campo da Roda, ou na Floresta, das preferências de V. ExªS)!

 

É que, mais pra cá ou mais pr’acolá, há sempre (até um doce de abóbora com nozes, carago!) melhor «do mundo»!

 

“Fartende-βos, fartende-βos”!

 

E, “ós-despois, levaide a mal” que outros se roam de saudades das melhores coUsas «do mundo» e βos inβejem, como o grande amigo Salβador de Beja!!!

 

 

Saudações desde o Alto da Ribeira, o Alto do Fundão, a Mijareta, o Alto do Campo, de S. Cornélio e desde o miradouro de Carvela!

 

M., 12 de Junho de 2014

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:28
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 9 de Agosto de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“O «tyranetezinho do Mont’Agudo»”

 

 

Já nos idos anos 50, tive a sorte de ler as “Selecções do Reader's Digest”.

 

Um dos temas sempre presente intitulava-se “Meu tipo inesquecível”: concisa história de pessoas, famosas ou simples, que, por qualquer feito, nos serviam de bom exemplo.

 

Também há quem fique na História, ou de quem se contem historietas, pelos piores motivos, como mau exemplo.

 

Mais do que desperdiçar cera com tão ruim defunto, quando refiro um qualquer moinante da minorca política portuguesa, pretendo despertar a atenção de «ingénuos úteis», de bem-intencionados, de indefesos e «simples» para a hipocrisia, para as armadilhas e rasteiras, para a incompetência e a mediocridade de um impostor a fingir-se paladino das GENTES da NOSSA TERRA!

 

Conhecido popularmente por «pavão de Castelões», o padrinho que assim o baptizou leva-me a crer, por tão certeira definição de personalidade que os flavienses, por castigo, têm vindo a aturar, leva-me a crer ter sido primo direito de Freud e primo esquerdo de Jung!:  deram-lhe, ao «Tótó de Castelões», um sobrenome que «diz perfeitamente a letra com a careta»!

 

Os pios propósitos pipilados do «pavão de Castelões» não têm passado por mais do que esganiçados cantos de sereia da sua avidez narcisista.

 

O comportamento do clã partidário dos «lalões» e «pavões», administrador do Município Flaviense,  tem sido escandalosamente descarado e faccioso na manifestação do seu ressentimento para com os flavienses que não apoiam a sua incompetência, a sua cretinice, a sua mediocridade. E mesmo até para aqueles que o olham com indiferença!

 

Aos autarcas eleitos cabe, acima de tudo, construir laços sociais, tornar o conjunto de munícipes um grupo coerente e coeso na busca de um projecro comum.

 

Para os negócios da política, esse «pavão» e os seus correlegionários são moeda falsa!

 

A sua criatividade intelectual atinge apenas o patamar de umas ridículas pantominas folclóricas, pretensamente engraçadas e de pobrete entretenimento do povoléu!

 

Decora os guiões que lhe preparam, e finge pensar as ideias que afirma.

 

Ao ouvir falar, ou discursar, esse «Tonho», a sua erudição é tal que, comparados com ele, os apóstolos teriam de receber outro Espírito Santo para se pronunciarem sobre esses assuntos!

 

Do bico do «pavão»   -   e vendo-a pelo preço que a comprei   -    saiu um grasnido soberbo, arrogante:

 

 “A populaça flaviense é uma boa vaca leiteira que se deixa mugir facilmente   -   nas eleições enche , VAI ENCHER, as urnas com votos a nosso favor mais bem cheias que os cântaros de leite mugidos de vacas turinas!” (o negrito é meu).

 

As honras nem sempre alteram os costumes.

 

Dizem, quem o conheceu em garoto, que a sua pusilaminidade, o seu mal de inveja, a sua mesquinhez se revelavam assiduamente nas maledicências, intrigas e deslealdades com que atacava e, ou, se vingava dos colegas.

 

Para obter o cartãozinho partidário, jurou aos sobas e sobetas, do único partido que o deixou entrar,  uma cega «obediência às orientações partidárias». Assim, por fas e por nefas, lá começou a trepar «o pau ensebado da ambição»: aprendeu a tempo que, na política rasteira, «os princípios (uf! Se uso ética ou valores!...) são um estorvo e a hipocrisia uma virtude».

 

É tempo deOS de CHAVESdeixarem de estar contra si próprios!

E podem e devem, começar por não dar poleiro a esse «pavão» e gaiolas douradas aos seus «pavõezinhos», «lalões» e «lalõezinhos»!

 

“La branche, n’ayant plus de suc ni d’aliment à sa racine, devient sèche et morte”.

 

É tempo deOS de CHAVESlevantarem a cabeça e de recuperarem o que lhes tem sido sonegado e o que merecem   -  Hospital, Universidade, Delegação do Turismo, Serviços Públicos, etc-, etc., e gente competente e empenhada na sua administração autárquica e na sua representação nacional!

 

OS de CHAVEScontinuam a preferir servir um patrão em vez de obedecerem à razão!

 

Até parece «não terem projecto nem missão, antes pelo contrário, entram na vida para ver se as dos outros enchem um pouco a sua».

 

Não admira que lhes aconteçam tantas desgraças!

 

OS de CHAVEStêm elevado ao poder autárquico gente velhaca: padre falso, «pavão», «pavõezinhos», «lalões», «lalõezinhos» comportaram-se, e comportam-se, como se tivessem triunfado sobre todos OS de CHAVESe promoveram-se e sobem de amanuenses a tiranos!

 

Claro que um «pavão» não tem a grandeza de um rei dos Persas, muito menos a de Ciro!

 

Porém, a arte de engrampar permite-lhe arquitectar engodos para assolapar os flavienses lorpas  -  cria programas de passatempos e oferece-lhes agendas lúdicas!

 

É espantoso como OS de CHAVESse deixam levar pelas cócegas feitas com «penas de pavão»!!!

 

Desgosta-me ver, aí por CHAVES, flavienses que se afirmavam rebeldes, uns; descontentes, outros, perante a degradação institucional, social, cultural, patrimonial e democrática, e que, tal como “quando Júpiter puxava a corda todos os deuses iam atrás”, esses flavienses, então «Defensores de CHAVES”, tenham deitado a mão à corda  que o «tyranetezinho de Castelões» lhes estendeu, e passassem a dar-lhe o seu apoio!

 

E, assim o «Tótó» lá vai conseguindo aumentar a sua protecção com tantos e tantos que, se valessem realmente alguma coisa, antes deveria recear.

 

Esses flavienses perderam o gosto: passaram a viver preocupados com o que o seu «chefezinho» pensa e deseja!

 

Ganharam a posição de «favorito»!

 

Cedo ou tarde, darão conta que gente do calibre desse «Tonho de Castelões» não merece confiança.

 

Sinto pena desses flavienses engodados.

 

A amizade é uma palavra sagrada, é uma coisa santa e só pode existir entre pessoas de bem, só se mantém quando há estima mútua: conserva-se não tanto pelos benefícios quanto por uma vida de bondade”, escreveu, em 1549, Étienne de La Boétie.

 

A seita do «Tonho de Castelões» ajunta-se não para cultivar uma verdadeira amizade, reúne-se para conspirar.

 

A seita do «pavão de Castelões» não é formada por amigos, mas por cúmplices!

 

 “É muito próprio do vulgo, mormente o que pulula nas cidades, desconfiar de quem o estima e ser ingénuo para com aqueles que o engrampam!

 

CHAVES não pode contar com gentinha desse calibre!

 

Deixo-lhe,

ao «tyranetezinho Tonho de Castelões »,

o meu recado:

 

- “Todo o homem que combate por um ideal qualquer,

ainda que pareça do Passado,

impele o mundo para o Futuro, e

sei ainda que os únicos reaccionários

são aqueles

que se encontram bem no Presente”.

  1. D. Miguel de UNAMUNO

 

 

M., vinte e cinco de Julho de 2017

Luís Henrique Fernandes, defensor de CHAVES

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:37
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 26 de Julho de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“Cá do alto do meu pedestal”

 

“O homem julga-se

a «medida de todas as coisas»:

o mundo sabe que o homem

 não passa de um verso

 na Odisseia da Natureza”.

-Will Durant-

 

É sabido que um texto longo, e, particularmente, em Blogues, torna-se cansativo para os leitores, e, particularmente, para os apressados visitantes.

 

A Internet oferece-se tantos regalos, em tal quantidade e tão variado paladar, que os «aproveitadores» se contentam em dar uma dentada aqui, uma olhadela acoli, ou ...uma apalpadela acolá, e já ficam consolados com tanta fartura.

 

Assim, fartos e eufóricos, resumem a sua apreciação à frase, à palavra ou ao palavrão que maior ardência deixou no seu paladar ...   ou no seu contra-gosto.

 

Fico feliz quando os meus leitores se dizem divertidos com os meus textos.

 

Mais feliz ficaria se, além de divertidos,  tivessem ganho um bocadinho de entusiasmo pela História, um cibinho pela Literatura, um migalho pela Política (com maiúscula), um «isquinho» pela Filosofia, e por deitarem um olho à Física (Hermenêutica?! Credo, cruzes, canhoto!)!

 

Lamento apenas que, tantas vezes, tenham confundido a árvore, ou a carvalheira, com a floresta. Isto é, tomassem a nuvem por Juno, e, onde se fala de um, tivessem lido um milhão.

 

Mas, como entendo que um texto, depois de editado e lido por outros já não é só propriedade do autor, pois aos leitores também passa a pertencer, a liberdade de cada um o interpretar de acordo com a altura e a profundidade do seu conhecimento, da sua sabedoria, do seu preconceito e da sua crença é legítima.

 

Como autor, apenas lamento a precipitação de doutas inteligências na interpretação do que escrevo.

 

A tradução leviana e viciosa embalada e estimulada por preconceitos suportados mais pela conveniência do que pela convicção ou evidência da realidade inspirou um «bitaite» de um divertido comentador   -  “Há algum valente que se queira bater com outro valente’”   -  a quem respondo  com Étienne de la Boétie:

 

- “Que duas, três ou quatro pessoas não se defendam de um só, coisa estranha é, mas não impossível porque lhes pode faltar a coragem.

 

No entanto, que cem ou mil ou uns milhões suportem o jugo de um único, não se deve mais à falta de brio e à apatia do que à falta de valor e de ânimo?”.

 

Permito-me lembrar que mostrar “uma interpretação como mais provável à luz do que sabemos é diferente de mostrar uma conclusão como verdadeira.

 

Há uma substancial diferença de conceito de «portugueses» e de «Povo» entre mim e alguns dos meus leitores.

 

Para alguns,  só há «Povo» e «reaccionário»; português «povo» e português «reaccionário».

 

Não é difícil vislumbrar-lhes o tique de «complexo de esquerda» pela lienearidade das conclusões tão apressadas quão oportunistas, para aproveitamento glosado dessa fatalidade psicológica de «esquerdalhismo». 

 

Quando me for possível, estudarei mais pormenorizadamente o monumento arquitectónico  da sapiência dos meus leitores mais, assim-assim e menos divertidos , e fá-los-ei entrar como suplemento das minhas Crónicas ou dos meus Contos, tornando assim mais aprimorada, erudita e meritória a minha escrita, e justificado o apreço e a conta em que os tenho!

 

Em (pré) época de eleições, pretendi em “O quark e o pavão” pôr em representação uma dupla realidade social, humana, em relação à atitude política consumada no voto, representação essa suportada na ««natureza psicológica» do homem   -   mais «aquisitiva», numa maioria; e mais «especulativa», numa minoria.

 

Ponderando na realidade e na voz corrente acerca do miserável gabarito ético e intelectual dos «governantes abrilístico-democráticos», por um lado, e na precaridade de consciencialização política (e mesmo democrática),  consequência da «longa noite fascista, de 48 anos», que a «longa madrugada de Abril, de 42 anos», coitada, coitadinha, ainda não dissipou, até parece que só o «Povo» ou seja, ”soldados, marinheiros, operários e camponeses”, e não os outros, é que tem o direito de voto e o de exprimir opinião   -  democracia para o «Povo», ditadura para ...ora, quem não é «Povo» é..... reaccionário!

 

E assim, a crença substitui e arrasa a capacidade de análise objectiva das preocupações ou problemas políticos que, quer em período eleitoral, quer na vida corrente, se apresentem aos cidadãos.

 

Espero que os divertidos comentadores continuem a divertir-se muito. Porém, um poucochinho mais de atenção ao que está escrito, e, uma fugazinha ao estudo e compreensão de conceitos aqui, neste e noutros  textos, expostos, ficar-lhes-ia muito bem: o divertimento seria mais entusiasmado e a compreensão dos textos menos leviana, eliminando o risco de me atribuirem o que não escrevi.

 

Mas, se o equívoco lhes serve bem para alimentar a sua vaidade pessoal, os seus preconceitos e as suas crenças, e compensarem-se dos seus complexos, dos meus escritos aproveitem todos os parágrafos, pontos e vírgulas para se consolar.

 

Sei que todos os meus leitores sabem que num discurso escrito, «a intenção do autor e o significado do texto deixam de coincidir».

 

“É indispensável esforço mental para passar do que o autor disse para o que o autor  queria, ou não queria, dizer”.

 

Num mundo cada vez mais apressado, não (me) admira que leitores como aqueles que mais se divertem com  as leituras dos meus «Pitigramas» tenham posto de lado a compreensão e ficado pela conjectura.

 

A unilateralidade está implícita no acto de ler. Daí a passagem para aquela.

 

 “Cá do alto do meu pedestal”, saúdo todos os leitores dos meus textos, e, especialmente, os leitores e comentadores divertidos.

 

 

M., sete de Julho de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:47
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 20 de Julho de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“Travessuras y pirraças”

*ou isabelina inspiração*

 

“Políticos e fraldas

devem ser trocados

 de tempos em tempos,

pelo mesmo motivo”.-

 frase atribuída a Eça de Queirós

 

 

Num blogue, um texto maior que uma folha A4  é, nos tempos que correm (na Idade do Efémero; na Idade do Cansaço; na era do consumo, do consumismo e dos consumidos, da era da robótica e da cibernética.... na era de vendedores e perdedores!......), um incómodo, «uma chatice», para a maioria, se não para (quase) todos os visitantes.

 

No texto, “O quark e o pavão”-*Com “charm” de M.Gell-Man*,  estão implícitas algumas sugestões, que, a tal efemeridade, o tal cansaço, a tal «chatice»  não permitem ser apreendidas.

 

Explicito duas ou três sugestões:

  • No “Sport”, no “Geraldes”, no ARRABALDE; no Café da Aldeia; no Barbeiro; na Adega, na hora de regar a amizade; à entrada e à saída da missa; os homens que não se deixem arrastar pelas alcovitices do futebol e concedam , mesmo só de vez em quando, umas «apreciações» acerca do rumo que querem para a vida de cada um e para a vida da sua comunidade.                                                                                                                                                                                   
  • No “Sport”, no “Geraldes”; na Loja, perdão, no “Mini-Mercado” e no “Mercado” da Aldeia, e nos “Super” da cidade (ou até na vista d’olhos à Loja dos chineses!); nas «caminhadas» pela saúde; nas salas de espera para «Consulta» (seja lá do que for e onde for!); nas idas e vindas da missa; na Cabeleireira, perdão, Esteticista; as mulheres não se deixem arrastar pelas alcovitices das Revistas, pelas fofoquices das Telenovelas, e concedam , mesmo só de vez em quando, umas «apreciações» acerca do rumo que querem para a vida de cada um e para a vida da sua comunidade.

Estes dois pontos cumpridos levarão a um já interessante grau de «consciência cívica»., a uma maior «espírito de responsabilidade».

 

O que proponho aos Flavienses (aos meus leitores,  e aos portugueses, afinal) é que se vinculem menos apressadamente à «opção» e estejam mais atentos à «visão».

 

Ataque-se a intencionalidade egoísta de candidatos a cargos político-partidários; critique-se-lhes a sua falta de conhecimento em Ciências Sociais e em outras disciplinas subsidiárias da Ciência Política; exija-se-lhes um mais elevado nível ético e intelectual.

 

Esqueçam a honestidade que eles alardeiam: exijam-lhes INTEGRIDADE!

 

O fanatismo partidário impede que, mesmo até, cidadãos inteligentes e cultos saibam analisar objectivamente os problemas político-sociais.

 

A crença e a opinião   -   levianas, superficiais, comodistas e, em certa medida, aceito, ingénuas   -   facilitam a «tomada de posse» de gente reles, oportunista, incompetente, medíocre.

 

As acções dos Governos Democráticos (Central, Regional ou Autárquico) devem  -   devem, repita-se, para ser bem entendido   -  devem corresponder às promessas (compromissos) eleitorais dos “figurantes” que com estas conseguiram o voto popular!

 

Que sabedoria transporta o eleitor para a decisão, o voto, que deposita na urna?!

 

O voto não tem preço, tem consequências.

 

Olhando para a nossa História recente (a tal da sempre joven democracia portuguesa), quer para a Presidência da República, quer para a Assembleia da República (donde sai uma estranha autorização para ministros de gentinha que não foi eleita, ou sequer a votos!), quer para os Órgãos Autárquicos (muito especialmente para o Executivo Camarário, já que as Assembleias Municipais e de Freguesia, e as Juntas de Freguesia não passam de parentes pobretas da Política portuguesa),  o «Povo» tem escolhido realmente «os melhores»?!

 

Os vencedores terão ganho mais pela ignorância e fraqueza dos eleitores ou mais pelo esclarecimento, fundamentado e sólido, destes?!

 

“É suficiente que o Povo saiba que houve uma eleição. As pessoas que votam não decidem nada. As pessoas que contam os votos é que decidem tudo”  -  sabem de quem são estas palavras?

 

Imitando o Führer de Lá, os «Führerzitos de cá» (daí, de CHAVES, e não só, evidentemente!), sem «ideias-força», sem «imagens-força» resta-lhes agarrarem-se, e a usar, «palavras-força», também elas mágicas como sólido sustento e coesão de, embora medíocres, classe dominante: enchem a boca ... e as instalações sonoras com «liberdade», «justiça», «bem-estar», «progresso» e outras que tais.

 

Ainda mancebo, e já lá vai mais de meio século passado, ensinaram-me, numa Escola, com uma célebre Tapada  -   que tanto a Política como  a Guerra podem ter a mesma finalidade; a Paz.

 

Em ambas se luta também pela Vida.

 

Em ambas, a História tem um papel altamente importante.

 

Em ambas, se impõe uma organização metódica, efectiva, competente, vitoriosa.

 

Apesar dessas afinidades, não tenho para mim que a Política seja «filha da justiça de Deus e da injustiça dos homens».

 

Às Instituições e Serviços Públicos, de uma Nação politicamente organizada, compete satisfazer as necessidades colectivas fundamentais  de Justiça,  de Bem-Estar e de Segurança e de Progresso.

 

E, para essas Instituições e Serviços Públicos, a Comunidade deverá ter o cuidado e a sabedoria de escolher os melhores.

 

É pelas virtudes (valores) que nos tornamos verdadeiramente humanos.

 

Nesta folclórica democracia «à portuguesa», os vendedores de pseudo-ideologias insistem em fazer do País um antigo “Campo da Fonte” e, ou, um “Largo do Tabulado”, onde fazem a feira das suas vaidades, o reclame da sua cultura narcisista e engrampam o «zé pagode» com as artimanhas da sedução e a desavergonhada falta de convicção.

 

Nos seus discursos de campanha eleitoral, os pretensiosos candidatos a lugares e lugarzinhos na Administração Pública, aos quais, pomposa e delambidamente, circunscrevem ao restrito significado de «cargo po-lí-ti-co», os demagogos, com curso de oratória tirado por correspondência com vendedores-de-banha-da-cobra, usam o gesto e o vozeirão teatrais para conferir uma científica ou filosófica autoridade à meia-dúzia, dúzia ou dúzia e meia das larachas e vulgaridades que proferem.

 

Para um Povo habituado a sermões, a ladainhas e ao medo de duvidar, ouvir os que lhe confirmam, com tal pompa, o seu conhecimento vulgar, e o põe a salivar perante um banquete de saborosas promessas, o agrado do momento deixa-o derretido de encanto, não se dando conta da demagogia que o conduz à catástrofe e à ingratidão, como paga do aplauso e do voto que ofereceu.

 

Com uma classe política medíocre, e cada vez mais numerosa, o Povo mais tempo permanecerá no purgatório dos arrependimentos, com férias grandes no inferno das desigualdades injustas; das iniquidades da Justiça; das violências das incertezas do pão para a boca e do tecto para abrigo; dos medos das inseguranças para as crianças e jovens, e da falta de respeito para com os idosos e doentes.

 

Na alma da maioria dos portugueses ainda se conserva a vaidade da armadura e a indiferença pela biblioteca.

 

O Visconde de Correia Botelho  reconheceu-o, no seu tempo, como que adivinhando que continuaria a ser esse o sentimento e o comportamento atávico da grande maioria dos seus patrícios: - “Quatro cutiladas bem assentes no crânio de um mouro davam, noutro tempo, mais glória ao que as dava do que o sr. Alexandre Herculano há-de ter com a publicação dos seus quatro volumes da História Portuguesa”.

 

CHAVES é um quadro negro cheio de equações às quais, «lalões», «lalõezinhos» e o seu títere «pavão» não arranjam soluções ... nem deixam arranjar!

 

Por este andar, não é o Mal que é banal (Arendt); é a vida que passa a ser um calendário de banalidades!

 

 

M., nove de Julho de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:35
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 6 de Julho de 2017

Ocasionais - “O quark e o pavão” - *Com “charm” de M.Gell-Man*

 

ocasionais

 

 

“O quark e o pavão”

-*Com “charm” de M.Gell-Man*

 

Unos cuantos hombres,

movidos por codicias económicas,

por soberbias personales,

por envidias más o menos privadas,

van ejecutando deliberadamente

esta faena de despedazamiento nacional,

que sin ellos y su caprichosa labor

no existiría”.

 

J. Ortega y Gasset

 

 

Sei que em grande parte dos meus textos (Pitigramas), se não mesmo em todos, o que expresso não coincide com as vulgaridades que  «uma certa porção» de leitores tem na cabeça.

 

Muitos virão aqui menos para exercitar os neurónios numa reflexão e mais para se indignarem e buscar pretexto para incendiarem o seu fervor politiconeiro.

 

Muitos pouco ou nada se ocuparam, ou ocupam, dos assundos sérios da vida pública, da República, da Democracia, da Política: os meus Post(ai)s (os de outros colaboradores do Blogue “CHAVES”) servir-lhes-ão mais para botarem sentenças, especialmente sempre e quando o que nesses Post(ai)s  se escreve não coincide com as banalidades viciadamente gravadas no seu intelecto.

 

Os meus escritos (Pitigramas) também são pugna política.

 

Conheço bem os meus alvos.

 

São os «criados de servir» promovidos , pelos seus patrões a «capatazes».

 

São pessoas com espírito de lacaio, a quem se ajusta na perfeição o ditado: «se queres conhecer um vilão põe-lhe uma aguilhada na mão»!

 

São indivíduos a quem lhes falta muito para serem pessoas.

 

São fugidios ao espírito de missão   -  dão-se melhor com o espírito santo de orelha!

 

Com os meus textos, combato o desleixo, a falta de decoro, as  rendições, as desistências e as vergonhosas cumplicidades dos que, estando no comando dos destinos da NOSSA TERRA, do Município de CHAVES, praticam!

 

A cidade, a REGIÃO estão num plano cada vez mais inclinado de despretígio, de esvaziamento, de aniquilação.

 

Os Flavienses deixam-se entreter, engrampar com umas fanfarronices caseiras, coçam-se uns aos outros, distraindo-se  da marcha que a História e o Progresso vão fazendo, em ritmo mais ou menos acelerado, e eles, Flavienses, adormecidos nesta lenga –lenga que os entretém como um osso a um cachorrinho, quando abrirem os olhos já será tarde demais!

 

Os Flavienses andam convencidos que, dançando o vira «ora agora gabas-me tu, ora agora gabo-t’eu, ora agora gabas-te, gabaste tu mais eu”!, dão a conhecer o seu território, o seu modo de vida,  e atraem a curiosidade, o interesse e a visita de gentes de outras paragens!

 

Não! Os Flavienses vivem encafuados em quatro paredes, onde a sua cultura, o seu património, a sua identidade e o seu futuro vão tristemente definhando.

 

Os Flavienses vivem numa lura, sem portas nem janelas!

 

E até as frinchas, por onde alguém de dentro ou de fora poderia espreitar, estão a ficar cada vez mais tapadas!

 

 

CHAVES precisa de restauração!

 

 

O entulho que entope o seu desenvolvimento, o seu crescimento, a sua expansão tem que ser removido para bem longe: talvez para a «coelheira de Massamá» ou para a «saibreira de Nafarros»!

 

 

Estamos em “Ano de Eleições Autárquicas”.

 

 

A campanha «silenciosa» dos desavergonhados candidatos cabeça-de-lista de Patidos ou de renegado-revanchistas com as trombas borradas com nódoas de «independentes» já anda por todo o lado   -  rotundas, cruzamentos, becos sem saída;  jornais, rádios e televisões;  e por brigadas de «café-em-café» a fazer o estardalhaço dos diabos com que viciaram e endrominaram os eleitores ao longo desta «longa madrugada» que sucedeu à «longa noite fascista»!

 

Acentuadamente durante as campanhas eleitorais o povoléu interioriza e ergue as mãos para a o céu como que a considerar os candidatos «NOSSOS PAIS do céu .. e da Terra» e a rezar-lhes «Padre-NOSSOS» em vez de erguer os punhos e gritar-lhes que estão ali a garantir tudo para os obrigar a cumprirem as suas promessas!

 

Aos eleitos em fim de mandato, com pelouros ou sem pelouros no Executivo e com assento nas Assembleias (municipal e de Freguesia), há que pedir-lhes contas!

 

Ah! Mas aos que vão andar por aí  em campanha, há que perguntar-lhes o que é que eles andaram a fazer enquanto os «governantes no governo», no Terreiro do Paço ou na Palácio do Duque, espatifavam o dinheiro, o património histórico e cultural, as «estruturas infra e supra» do Município, e desencantavam a alma dos munícipes!

 

Faz-se tarde para que os melhores flavienses, por nascimento ou por adopção, assumam o comando dos destinos da NOSSA TERRA!

 

Repare-se nesse liliputiano chefe do executivo camarário: esse falso "honnête-homme”.jamais se habituará, ou aprenderá, a falar e a fazer que faz  (pois não trabalha) de forma decente e sincera.

 

Vem de longe a sua capciosa ambição de chegar a «um lugarzinho vistoso» na política mediocrecrática!

 

Não conseguiu obter as graças e a atenção dos Flavienses.

 

Então, rastejou até apanhar um buraquito, uma oportunidade no campo lamacento da política partidária alaranjada e lá trepou, com a ajuda de outros «desgraçados» como ele, para uma cadeirita do alto da qual exemplifica a suma arrogância a que o poder seduz.

 

Tartufo-mor da classe política flaviana, de sorriso e palavreado untuosos, lá vai conseguindo ganhar a confiança de alguns labregos, de muitos palermas e de uma tantinha gente de boa-fé.

 

A pouca-vergonha que esta "caracará" tem, p. ex., perante a «m...rda» que "faz" e, ou, manda fazer e consente que se faça em OUTEIRO SECO (basta ir ao Blogue «Outeiro Seco Aqi), ou espreitar o Ribelas, chegam para denunciar este impostor e «poneyzinho-de-Tróia» dentro das muralhas do Município!

 

Pela paisagem «politiconeira» flaviense, o «Tonho» lá se vai pavoneando, levantando a crista, enquanto os «lalões» e «lalõezinhos» aduladores impudicos comparam com os deuses essa nulidade, apresentando-o, embora convencidos do contrário, como modelo perfeito de todas as virtudes!

 

Quando o vejo numa TV , com ou sem «Sinal»,  esse «pavão de triste figura» não passa de um demagogo «foleiro», a lançar palavreado pela boca fora sem saber o significado das palavras do teleponto.

 

Inútil e daninho, além de não cumprir com os propósitos programáticos, estraga, e faz pagar aos outros os destroços das suas asneiras, da sua incompetência e da sua ruindade.

 

Esse “poltrão”, disfarçado com o camuflado político, não sabe o que é um “protão” nem uma proteína, nem a diferença entre um «quark» e um quasar.

 

Não admira!

 

Os poltrões são infinitamente mais pequeninos que os potrões! Só que são infinitamente mais maléficos para a natureza humana!

 

Os poltrões, quando chegam a um cargo público……

 

”Se queres conhecer um poltrão ………………… dá um poleiro a um «pavão»!

 

Esse «Tonho Cabeleira» não passa de uma gralha com penas de pavão!

 

 

Temos que ser intransigentes com almas venenosas!

 

 

Dos outros grupelhos partidários, continuam uns «coitados»: não saem da cepa torta!

 

Os auto-proclamados «anti-fachistas», por mais que teimem em disfarçar-se com «Cê-Dê-U» não conseguem dar um passo em frente porque sem a «ditadura do proletariado» perdem o equilíbrio.

 

Os auto-proclamados «anti-comunistas» (saberão lá eles o que isso é?!), fatalmente, quer queiram quer não, embora a querer «dar nas vistas» com o «Cê-Dê-S”, fazem «boa» parelha com os anteriores auto-proclamados.

 

 

Bem vistas as coisas, pouco os distingue!

 

O grupelho comissionista do Partido que se diz ser tudo e mais alguma coisa e antes pelo contrário (não tivese ele como «patronos» um nababo, um “garrafão de Águeda”, piteiras e pedreiros) tem por maior façanha «meter na gaveta» o seu «bilhete de identidade ideolágica» depois de ter garantido poder andar a passear-se com alarde com «passaporte falso» de democratas (razão tinha quem disse: “Qualquer Ideologia corre o risco de acabar sendo o contrário daquilo que começou por ser”)!

 

Bem vistas as coisas, tanto os auto-proclamados como os seus primos direitos, por democracia só entendem a plutocracia alicerçada numa mediocrecracia.

 

Bem, tudo isto acontece porque, predominantemente a nível autárquico, está instalado o reino da oclocracia   -    e, para quem não estiver lembrado, aqui usado o conceito aristotélico de “governo dos demagogos” (e eu acrescento: dos medíocres) em nome da maioria.

 

Assim, não admira que a Democracia anunciada na madrugada de “25 de Abril” esteja cada vez mais degradada!

 

 

Vamos ter Eleições.

 

 

Os candidatos são apresentados, promovidos mais como produtos de consumo do que protadores de ideias e ideais importantes e nobres.

 

Entrar para uma Lista de candidatos a «eleições» autárquicas ou legislativas é uma «perdição» para uma enorme maioria de «tugas»!

 

Talvez  encontrem nesse desiderato a sublimação das suas frustrações e fiquem com a saborosa ilusão de que se tornam tão divinos como os faraós e reis eram admirados pela santa estupidez dos seus antepassados!

 

Ignorantes, analfabetos funcionais, imbecis quanto baste, medíocres e ranhosos, na sua maioria, esgadunham-se todos para ver o nome na listinha.

 

A vaidade é tão ridícula que chega ao ponto de «membros das Assembleias municipais» se dizerem, pomposa e babosamente, «de-pu-ta-dos-municipais»!

 

Já agora, que os membros das Assembleias de Freguesia se intitulem «deputados comun[it]ários ou autárquicos»  - é sempre uma maneira de obter o títulozinho de importância político-social!

 

«Tachos» políticos: que UNS, a maioria, querem ocupá-los.

Cargos políticos: que outros, a minoria, de excepção, com qualidade, com a intenção de ser útil à Sociedade e não de acumular riquezas, querem assumir a responsabilidade do seu  desempenho!

 

Apesar de os portugueses estarem permanentemente a arranjar e a auto-atribuir-se superlativos, cada vez que olham para o seu umbigo e não dando conta contradição e da figura ridícula que fazem   -    desde a bazófia de falarem uma das quatro ou cinco Línguas mais faladas no mundo e desfeiteá-la constantemente com estrangeirismos balofos e pindéricos; a fazerem aparecer Portugal como o país com o maior número de telélés por habitante; como o país maior consumidor da «pinga»; e - Portugal é o país da Europa com MAIS doenças mentais; com maior área de território ardida; o país com a maior diferença entre o salário médio e os mais elevados; um dos paíeses da UE com maior percentagem de abandono escolar; Portugal é dos países mais pobres da Europa; Portugal é o país que no mundo inteiro, mais deve ao FMI!    -    ainda não se libertaram da condição fatídica de «homem-massa».

 

O «homem-massa» é o homem cuja vida carece de projecto e anda à deriva.

 

O português, bem, o «tuga» é um «homem-massa», aquele que não se valoriza, não sabe ou não quer, valorizar-se realmente a si mesmo, e chafurda na treta e bazófia estardalhada, porém oca, vazia, ineficaz, e jamais exige de si próprio maior qualidade!

 

E, assim, «tugas», portugueses, e flavienses, convertidos em «pavões» «lalões», lalõezinhos» e  «poneyzinhos-de-Tróia» aparecem como exemplo acabado de «snobs», no sentido mais primitivo da palavra: indivíduos que acreditam só ter direitos e não obrigações; indivíduos sem «a nobreza que obriga e dignifica, «sine nobilitate (s. nob)!

 

Os flavienses (os portugueses, afinal!) estão moldados, doutrinados, acomodados como «multidão»   -   particularmente perante a vida política movem-se «por sentimentos primários e emoções irracionais». É tempo de se manifestarem, de se assumirem como um Povo  -  como cidadãos «conscientes da sua situação e das suas necessidades» e das suas aspirações, e de exercer o seu poder de legitimá-las.

 

Desgraçadamente, o palácio do Duque, na praça do poeta, está transformado num «Animal farm» (não gosto, lá muito, dos estrangeirismos, mas os «chicos do xiquismo» talvez ouçam melhor o que se lhes diz), que é como quem diz, num curral de su(in)Rdos.

 

E ei-los, agora, em pré-campanha eleitoral, novamente «prazenteiros e gaiteiros»,  a semear promessas, aldrabices, trampolinices, tretas e outros engodos envenenados para garantirem o trono da malvadez, da gosmice, da falcatrua, da vingançazinha covardezita, e da lambuzice.

 

Até me parece já estar a vê-los e ouvi-los nas festas de apresentação de candidatos; nas «conferências de imprensa», nas Rádios e nas «Têvês» regionais; nos comícios e nos «comunicados aos estimados flavienses» a copiar e a imitar a jura do javali que matou Adónis:

 

 

- Flavienses, “Por CHAVES, sempre!”; connosco “Confiança, Trabalho e Determinação”; “Todos por CHAVES, sempre”!

 

Faltámos à  VERDADE, e faltou-nos COMPETÊNCIA!

 

Mas toda a porcaria que fizemos, todas as desgraças que trouxemos à NOSSA TERRA, todos os prejuízos que vos causámos, todas as vergonhas pelas quais vos temos vindo a fazer passar, pelo apoucamento dos vossos valores históricos, patrimoniais, tradicionais e culturais que temos vindo a aumentar dia a dia, tudo isso «não foi com a intenção de causar dano » a ninguêm, pois o nosso propósito «era acariciar-vos», conceder-vos, cá do alto da nossa grandeza político-partidária, a graça de nos terdes por vossos chefes!

 

Já sabeis o que o “TODOS por CHAVES, sempre!” significa: garantimos-βos que seremos SEMPRE «iguaizinhos a nós próprios», se é que bem nos entendeis! -

 

Que contraste entre o proveito que esses, anteriores e outros oportunistas autarcas medíocres  têm recebido da situação/condição política, sustida pelos eleitores e sustentada pelos cidadãos, e a gratidão que (não) lhe dedicam!

 

Ao pretendente, e pretensioso, político que falte cultura e consciência históricas faltará a capacidade e a competência para ser um ministro, um deputado, um autarca, um Presidente de Câmara de corpo inteiro.

 

O bando de oportunistas e falsos patriotas, apoiado por uma multidão de medíocres e idiotas, tomou conta da nossa democracia, conduzindo os Portugueses à perda da sua identidade nacional-cultural.

 

Os nosso governantes têm mais em comum com os interesses capitalistas e financeiros do que com os verdadeiros interesses nacionais.

 

E o painel de autarcas, bem escolhidinhos e melhor apoiados pelos comissários-comissionistas centrais dos Partidos políticos, constitui um rico conjunto de portões de papelão para a entrada da barbárie rapinante!

 

As eleições que ora se avizinham são, uma vez mais, um festival de pimbalhada politiconeira, com uma multidão de «bimbos» a subirem ao «palque» e de rebanhos de servos e servis a aplaudir.

 

Os flavienses (os portugueses) vivem num regime (quase) democrático. Porém, ainda não constituíram nem desenvolveram dentro de si uma consciência política   -   proveito dos demagogos!

 

Os flavienses (os portugueses) fazem pouco uso da razão.

 

Ou antes, aproveitam-na mais para defender e justificar as suas crenças e os seus actos e menos para procurar a verdade.

 

Politicamente, os flavienses (os portugueses) desleixam o conhecimento  e a informação políticas: perdem-se a tomar banho nos charcos lamacentos de «opiniões de café ou de Arrabalde»; nos charcos de tretas e lérias, de cabeleireiro; e no charco dos programas televisivos «de maior audiência»!

 

Os flavienses (os portugueses) não estão interessados na defesa da sua “CIDADE”!

 

Treta!

 

O seu comportamento, durante o intervalo entre Eleições, na avaliação do exercício do mandato dos eleitos, na avaliação dos programas eleitorais e na hora de votar, demonstra viverem, politicamente, apenas interessados no regozijo e bem-aventurança da sua tribo política.

 

E, assim, o seu voto maioritário continua a dar maus resultados: repetem o erro!

 

Nem dão conta! Mas não passsam por ficar aquém de palavras ainda não muito distantes: -“O homem não é menos escravo por ser autorizado a escolher um novo dono ao fim de alguns anos»!

 

A palavra escrita continua a não ter nenhum efeito sobre a Sociedade, sabêmo-lo.

 

As banalidades oratórias têm melhor aceitação.

 

E, também, as mudanças mentais não se conseguem pelo mero entendimento da própria história.

 

A cultura de massas está confinada ao incentivo da aversão, e até do ódio, aos melhores, aos mais competentes.

 

 

A demagogia e os demagogos têm aproveitado bem para o suceso da mediocridade!

 

Tão longe da verdade dos nossos dias  andava Aristóteles quando identificava a ética com a política, escrevendo:

 

- “O melhor homem é o político porque trabalha para o bem de TODOS”!

 

Mozelos, trinta de Junho de 2017

Luís Henrique Fernandes

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:44
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|  O que é?
Sábado, 10 de Junho de 2017

Ocasionais - Tugaquistão

ocasionais

 

TUGAQUISTÃO

 

O maior obstáculo no caminho do autêntico saber

não é a ignorância consciente da sua fraqueza,

mas a auto-suficiência de um saber aparente.

F.Heinemann

 

 

Os democratas «tugas» gostam muito da realeza!

 

O «OK»-okay (ó, quei!) – vigora desde o dia em que a Filipa de Lencastre pôs os olhos no João de Avis.

 

Ficou-se por aqui até ao tempo do Marquês de Pombal.

 

Este resolveu demarcar a zona do melhor Vinho Fino do Mundo, e tornou-a única.

 

Os Ingleses, sempre invejosos dos Franceses e dos Espanhóis, invocaram uns laços de sangue com os Portugueses e, em vez de  se ficarem pelo “Alvarinho”, com que celebraram o enlace da Filipa com o João, mesmo depois de um tal Barão de Forrester ter andado pelos “Lanca e Yorh Shires” a dizer cobras, lagartos e lombrigas de uma célebre pingota tão portuguesa, aliás, tão Transmontana, deu o dito por não dito, após umas estadulhadas camilianas, e promoveu uma cruzada copofónica de súbditos de Sua Majestade, para a conquista do território donde os deuses recolhiam o melhor néctar do mundo!

 

A D. Antónia ‘inda quis fazer de Deu-la-Deu Martin e de “Padeira de Aljubarrota”, mas, os Croft, os Forrester, os Graham’s, os Nieport, os Taylors, os Sandeman bem treinados por “Robin Hood”, Drake, Nelson e Cromwell, “passaram a perna” aos «Tugas».

 

Até um rapazote, chegado escondido no porão de uma barcaça viking, fez fortuna tal a mostrar a pele de um urso, ali, em Miragaia, que passou a comprar pipas, rabelos, armazéns, e quintas no Douro!

 

Os «Tugas» nunca mais deixam de andar a dormir! Mesmo agora que já acabaram com o hábito da sesta!

 

Pindéricos até dar c’um pau, os «Tugas» armam-se em cultos, cosmopolitas,  poliglotas, entendidos em todas as técnicas e táctitas, e exímios armadores … de andores e de sabiciche!

 

“Oi!”, “Tá!”, «Tá tudo?!»; ”Chau!”; “Taimingue”, “Brifingue”, “âpe tu, dei-te!”, “bèque-graunde”, “uarding” (final)!;  preços «lou-coste»; «uórque-chope»; «sanes-sete», «oume-produquetes»    -    serviço de passadoria(?!)—PASSADORIA?!- PASSADOR…, PASSA….; aonde se quer chegar?!

 

E (por aqui) todas as meninas (infantis) são chamadas de «princesas»!

 

Ora viva a Tuga República de republicanos prontos, prontinhos, a prestar homenagem lambuzeira  à realeza de «lords» do “Ultimatum”!

 

Esta prontidão em imitar os tiques estrangeiros (e as palavras) revela mais um sinal de fraqueza de personalidade, de identidade, do que o brio na portugalidade: é uma verdadeira rendição incondicional, é uma verdadeira declaração (ou confissão) de perda de fé nos nossos próprios valores tradicionais.

 

É lamentável que os Portugueses estejam a considerar a sua Língua, o PORTUGUÊS, como uma Língua morta, ou moribunda!

 

Tantos a babarem-se todo em genuflectória confissão de  que a  Língua Portuguesa é vergonhosa e envergonhadamente pobre   -  não tem palavras ou expressões correspondentes às gírias, aos tiques, aos lugares-comuns das estrangeiras!

 

Com que facilidade se rendem a mesquinhos interesses de gente medíocre que, de tão teimosa e embirrenta em querer «dar na vistas», seja lá a que preço for, avilta a Língua-Mãe, convidam aos estrangeirismos balofos, «pintarolas», cujo atributo mais não é do que pantomineiro e aberrante colorido palavreado, dos jeitos e dos trejeitos fiteiros de «sapateiros a querer trepar acima da chinela»!

 

Que ridícula figura a dos «provincianos ilustrados» quando, lá por terem andado nos «Passos Perdidos» à procura de umas vaidadezinhas e de umas lambidelas no «sul» de outros pares mais «ímpares», que ridícula figura a desses «provincianos ilustrados» com um diploma-canudo «à la minuta», quando, nas campanhas eleitorais, nas «entrevistas» aos Jornais, Rádios e «Têvês» locais e Regionais, nas quadradas ou rectangulares mesas-redondas ou em debates …de banalidades falam  «à lisVoeta», gesticulam “à S. Bento”,  e põem a voz de fanfarrão parlamentar ou ministerial!

 

Nenhuma Língua existe àparte  de uma Sociedade e da sua Cultura.

 

«Cada Língua está ajustada à Cultura em que é utilizada, sendo, no entanto, possível inventar ou adaptar novas formas de falar que acompanhem quaisquer possíveis mudanças culturais».

 

Usando e abusando, “ad nauseam”, de estrangeirismos desnecessários e de adverbialices pindéricas, os «Tugas» caminham, tão estupidamente quão fatalmente, para a deformação e destruição da sua Cultura identitária!

 

Revaloriza-se o «lulês», o «dilmês» e o Inglês; e despreza-se ignominiosamente o PORTUGUÊS!

 

Até parece que nem Camões, nem Herculano, nem Camilo, nem Eça, nem Ramalho, nem Antero, nem Pessoa, nem Ferreira de Castro, nem Aquilino, nem Junqueiro, nem Pascoais,  nem Araújo Correia, nem Machado de Assis, nem Jorge Amado, nem Veríssimo, nem Manuel Bandeira, nem Florbela, nem Cecília Meireles, nem Irene Lisboa, nem Bento da Cruz, nem Torga existiram!

 

Estes e muitos outros, felizmente, são testemunho de que o PORTUGUÊS sempre soube expressar-se numa linguagem verdadeira e entendida pelos deuses!

 

Nas suas palavras, nos seus Romances, nos seus Contos. nos seus Poemas, encontra-se a força sobrenatural que justifica o orgulho de «SER PORTUGUÊS»!

M., sete de Abril de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 22:31
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 1 de Junho de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

 

“MOTIVO de TRISTEZA”

 

 

As NOSSAS ALDEIAS são tão ricas por dentro e por fora!

 

Muito luta o Blogue “CHAVES” (o seu autor) por dar a conhecer os cantos e recantos delas, tão expostos à luz do dia e à mão de semear, e tão indiferentes, mesmo até para quem mais obrigação tem de neles reparar e deles cuidar!

 

E os contos e histórias das NOSSAS ALDEIAS, lembrados nas fotografias e nos apontamentos que nos expõe o autor, tão ansiosos por se darem a conhecer!

 

Não concebo (nem admito) flavienses que não sejam “Defensores de CHAVES”.

 

Só aqueles que são e estão inclinados para o Mal é que atraiçoam a CIDADE, consentem a sua despromoção, consentem a sua destruição. Julgam-se «os maiores» tentando fazer da terra e das Gentes Flavienses «menores»!

 

CHAVES está ocupada por uma patrulha de idiotas, fementidos, mofatrões, comandada por um pirangueiro procaz, ora um tal sacripanta cognominado «pavão de Castelões».

 

 As NOSSAS ALDEIAS já foram demasiado  castigadas ao longo da História.

 

Para mim é um motivo de tristeza.

 

A Humanidade, e, particularmente, o mundo Ocidental, atingiu um ponto de desenvolvimento (e evolução) extraordinário.

 

O século XX , apesar das duas Grandes Guerras devastadoras e de regimes políticos monstruosos, universalizou conhecimentos científicos, tecnológicos e sociais extraordinários tais que puseram à mão do Homem imensas possibilidades de desfrutar de uma vida mais feliz, com mais significado e sentido.

 

Porém, a casta de malfeitores parece nunca mais acabar: procria-se mais que ratos ou coelhos.

 

As guerras, hoje, já não se fazem em nome de um Deus ou de deuses. Hoje, as guerras são declaradas em nome dos «Mercados».

 

Freud descobriu o Inconsciente.

 

Os tiranos da Política afundaram a Consciência.

 

Sabem bem, mas não querem saber, que o seu «eu», o seu «ego», fica mínimo quando o querem fazer grande à custa da destruição do «Eu» dos outros, do OUTRO!

 

Nesta Idade Contemporânea   -    era do Petróleo, era do efémero, de um Presente transformado, num abrir e fechar de olhos, num Passado quase esquecido e num Futuro quase perdido; época em que o Homem deixa de ter os pés bem assentes na Terra para pôr a pata na Lua  e voar entre as estrelas; da modernidade multicolorida pelos cantos, enfeites e ademanes do consumismo e coisificação da consciência - é uma infâmia o desprezo, o desleixo, o descuido, a falta de respeito histórico, social e moral para com as NOSSAS ALDEIAS.

 

 Quando visito o Blogue  “CHAVES” e me consolo com os Post(ai)s acerca das NOSSAS ALDEIAS, apetece-me parafrasear Napoleão:

 

 

- Que os pindéricos que armam ao pingarelho tratando tão mal as NOSSAS  ALDEIAS “estudem a História de cada uma, pois é a única filosofia real”!

 

M., catorze de Maio de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:14
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 25 de Maio de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“Triste sina!”

 

Até parece

que só com tragédias se purificam

 os sentimentos das Gentes!

 

 

 

Vou praticar a «picardia» de aplaudir um «pecado«, confessado e declarado no Blogue “CHAVES – um olhar sobre a cidade”, a que a autora trata por «meu amor», em vinte e um de Maio de dois mil e dezassete:

 

 - Perante um texto destes não aparecem por aqui nem «Lalõezinhos», nem «boys cor-de-rosa», nem esquerdalhos, nem direitalhos. Isto é, os que em tempo de campanha eleitoral afivelam estúpidos sorrisos e se passeiam pelas ruas com ares de semi-deuses; os que transbordam genica a erguer painéis com a fronha dos seus caciques; os que atoardam o sossego das ruas com ridículos vozeirões «altifalantados», com um ar de campeonato a ver qual o que mais besuntada lambidela dá aos botins do nabiço do seu «querido líder»; os que nem sequer sabem porque são do «seu» Partido, mas o defendem com mais cega ciumeira só para  aproveitar o pretexto de se afirmarem.

 

Apesar da valentia das suas convicções políticas (sem, até, saberem o que isto é!), lêem este Post(al), ficam cheios de comichão, juntam-se, e , em rebanho, cada qual se mostra aos outros o mais indignado e o mais corajoso a combater o descaramento das  verdades deste Post(al) e deste Blogue, e correm, rafeiramente curvadinhos, a alcovitar ao chefezinho do «seu  Partido» (laranja, cor-de-rosa, cor-de-burro-a fugir, ou cor-de-zebra-parada)  a «cabala» deste (ou de qualquer outro) Blogue!

 

Mas encarar as realidades da CIDADE, meter na linha os enviezados estrategas do seu Partido sempre que dão primazia às golpadas em detrimento do benefício da Comunidade …”Qu’éto!” -   que no aproveitar é que está o ganho!

 

Até parece que estes edis de CHAVES  e as dinastias de governantes lisVoetas têm por objectivo fazer o caminho do Futuro regressando a um Passado miserável e indesejável de escassez de recursos para a Saúde, o Ensino, a Ciência, a Cultura, da Justiça, e a privação da Liberdade!

 

Nos Anos Sessenta atiraram que a geração desse tempo era uma «geração perdida».

 

Triste sina!

 

Grande parte dessa geração, particularmente aqueles que resmungaram contra a situação das coisas, aproveitou a «abrilada», mas foi, para se transformar naquilo que denegava.

 

Depois, para se perpetuarem, pariram a  multidão de enfezados «jotinhas» polliticastras, e arregimentaram «pavões», «lalões«, «morrões da couve», carunchosos «’straga a tábua’”, contrabandistas da mentira e da vigarice, gente canalha vocacionada para a traição.

 

Digo com Silva Gaio: - Os mal intencionados têm, nesta Democracia «abananada», largas ensanchas para poderem cometer as patifarias que Governos e governinhos pútridos, corruptos, lhes consente e lhos ajuda.

 

Na nossa História Nunca a Política se confundiu tanto com a Hipocrisia como nas últimas décadas!

 

Dizem que nas prisões funcionam escolas de comportamento criminoso. Nós dizemos que a admissão nas classes partidárias «Jotas» é uma oportunidade para a aprendizagem clandestina de comportamentos patrioticamente criminosos.

 

Os “poderosos” – aqueles que hoje detêm o Poder – parece não terem memória. Correm o risco de repetir a História.

 

Não conhecem, ou fazem que não conhecem o Povo Português. E julgam-no adormecido.

 

Porém….”a consciência dos povos adormecidos não desperta senão com actos de violência”!.....

 

M., vinte e três de Maio de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 17:00
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 11 de Maio de 2017

Ocasionais

1600(45298).jpg

ocasionais

 

“Os bearnesbaques do Arrabalde”

 

 

Ali no Arrabalde, um grupo de bearnesbaques que falavam entre si ao mesmo tempo que olhavam para todos os lados, como que atingido por um raio, que não parte, antes, une, quando eu, em passeio pela cidade, chegava ao fundo da rua Direita, atravessou-se-me na frente.

 

Dos figurões do grupo salientou-se o que me pareceu o mais aperaltado. Dirigiu-me a palavra ao mesmo tempo que esticava o braço direito e levantava a mão, em sinal de «alto!»:

 

- Se os meus olhos não me enganam e a memória não me falha, o «amigo» é o tal que faz «Discursos sobre a cidade» a desancar nos da «cambra» e escreve umas «Crónicas Ocasionais» a dar fisgadas num «pavão», umas sapatadas em «lalões» e «lalõezinhos», e umas chibatadas nuns tais «poneyzinhos-de-Tróia»!

 

Senti-me um D’Artagnan apanhado numa cilada dos beatos-falsos de Richelieu.

 

Mas logo, loguinho, apanhei a satisfação de compor um multicolorido ramo com as caras  e os modos do grupo.

 

Ditas e ouvidas aquelas palavras do «capitão do Arrabalde», e absorvida a atenção que lhes dispensei, aquela meia dúzia de «fediolas» juntou-se bem juntinha no passeio, fazendo uma parede dupla à minha frente: na primeira, ao centro, o aperaltado «capitão do Arrabalde»; atrás, espreitando por cima dos ombros dos primeiros, os restantes três.

 

A surpresa e a piada que se me pintaram na cara, e que o ar de riso certificou, fez-lhes arregalar um bocado os olhos e suspender a respiração.

 

- Muito me apraz que alguém me reconheça pelo que escrevo!

 

- E se é acerca dos meus escritos e da cidade que os «amigos» querem conversar, então convido-os a molhar a palavra! – atirei-lhes, com alguma solenidade e muita franqueza.

 

O olhar de “espadachins” de língua foi pelos ares.

 

O «capitão do Arrabalde» virou-se para a esquerda, virou-se para a direita e revirou-se para trás.

 

Voltou-se para mim, e disse:

 

- Ora aqui está a melhor notícia e as «mais boas» palaβras que hoje ouβi!

 

Ali ao lado, por baixo da antiga Casa de Saúde do Dr. Alcino, além de umas boas cadeiras de barbeiro também há outras com boas mesas.

 

1600-(29096)

 

Em formação de combate, o «capitão do Arrabalde» colocou-se ao meu lado. Cuidou de não vir nenhum carro para subir a Rua Direita. Deu um toque no chapéu, e pronunciou:

 

- Por aqui!

 

Com três passadas atravessámos a rua. Seguimos garbosamente pelo passeio do Postigo das Manas e, quase em linha com a esquina do “Sotto Mayor”, o «capitão do Arrabalde» fez «direita volver». Abriu a porta da entrada de uma bodega, de boa fama antiga, e, atenciosa, venerada e respeitosamente, voltando-se para mim, proferiu:

 

- Fa-ça faβor!

 

O taberneiro saiu apressado detrás do balcão. Juntou duas mesas à que estava encostada à parede e mais próxima da caixa registadora.

 

Pensei para comigo:

 

- Que diabo! Será que nos estão a confunfir com “Os 7 Magníficos”?!

 

Ou será com “Os Sete anões”?!

 

O taverneiro voltou com um copo para cada um de nós os «Sete» e duas canecas com uma canada de «tinto», cada uma.

A hora andava pelas onze da manhã.

 

- Ora, meus senhores, o que βai mais ser?  - pergunta, alegremente, o taberneiro.

 

Passando a língua pela beiça, os «arqueiros do Arrabalde» (ou “espadachins”?!), disseram ao «capitão» aperaltado que estavam ali «às ordes»!

 

Demorei uns segundos a perscrutar  as «arqueiras» e «capitãs» expressões.

 

1600-(35545).jpg

 

E, quando o aperaltado «capitão do Arrabalde» ia abrir a boca para mais uma «voz de comando», agarrei-lhe o pulso para lhe abafar a voz.

 

Virei-me para o taverneiro, e ordenei:

 

- “Fachaβor” (tal e qual), traga azeitonas, pão centeio, «trigo de 4 cantos», uma travessa com presunto e queijo. Prepare umas moelas com piri-piri e duas codornizes para cada um de nós. “Se o senhor for servido”, junte-se a nós   -  é meu convidado!

 

Ajeitei-me na cadeira.

 

Soltei o pulso do «capitão do Arrabalde».

 

Eu ia para pegar na caneca, mas um dos «arqueiras» (ou «espadachins»?) adiantou-se-me, e disse:

 

- Se me dá licença, eu boto o βinho!

 

Percebi esta uma boa oportunidade para que o grupo  soltasse a língua.

 

Probou-se o centeio, o trigo, as azeitonas e o presunto, tudo bem benzido com o primeiro e segundo gole de vinho, com que se esvaziaram os copos.

 

- Não os deixem ganhar bafio! – avisei eu, mal engoli a última gota do meu copo.

 

Outro dos «espadachins» (ou «arqueiras»?), não querendo ficar-se atrás, botou a mão a outra caneca e, começando pelo meu (sinal de respeito?), encheu os copos.

 

1600-(35666)

 

Da cozinha já chegava o cheirinho das moelas e o cantar das codornizes nas sertãs!

 

Clientes, que pelo andar e pelo olhar me pareceram habituais, iam entrando e ocupando as outras mesas.

 

Uns saudavam-nos só com um «bom-dia»!

 

Outros acrescentavam um «olá» ao nomearem alguém da minha “Companhia de «lanceiros»” ... ou de «armas dentadas».

 

Depois da primeira rodada das duas canecas e da segunda dentada nos aperitivos, claro está, consumada só depois das três primeiras provas a certificar a qualidade dos produtos, os «arqueiras» (ou «espadachins»?) já falavam uns com os outros, mas com os olhos postos no que estava posto na mesa, gabando as azeitonas e o queijo; garantindo que o «trigo de 4 cantos» era mesmo de FAIÕES; o pão centeio fora cozido no forno a lenha do João Padeiro.

 

Chegaram os pratinhos das moelas e mais duas canecas de canada.

 

Dirigi-me ao «espadachim» (ou «arqueiro»?) mais parecido com “Porthos”, pois, embora com ar vaidoso, era o menos falador, e perguntei-lhe:

 

- Ouça, amigo, que tal acha o molho das moelas?

 

Se o «trigo de 4 cantos« não calhar tão bem, mando vir «sêmea da Engrácia»!

 

O “Porthos” entendeu a ordem. Deitou a mão a um dos «4 cantos», corou-o, partiu-o ao meio, molhou-o bem molhado no molho das moelas, e meteu-o na bainha, quer-se dizer, à boca.

 

Ainda com a beiça colorida pelo piri-piri oleado, olhou para mim, e opinou:

 

- “Trás-d’orelha”, amigo!

 

Coradinhas, as codornizes foram servidas.

 

- Que linda cor! – exclamou o «fediola- arqueira» (ou «espadachim»?), parecido com “Errol Flyn”.

 

- Tem pimentos do vinagre? – perguntei ao taberneiro.

 

Ao sinal de assentimento, fiz sinal de quantidade, levantando dois dedos para o tecto e mexendo os lábios a soletrar:

- dois pratinhos!

 

Esta flaviense guarnição flaviense, legítima herdeira dos “Dragões de CHAVES” (séc. XVIII) e hoje consagrada Ala dos “Defensores de CHAVES”,  aquartelada no forte do Postigo das Manas, estava mesmo bem guarnecida de material de combate contra a falta de apetite.

 

1600-33623-art 1-10.jpg

 

Vendo-nos entretidos na emboscada às codornizes, no golpe de mão aos «4 cantos», no ataque bucal ao «tinto», o taverneiro cuidou de começar a distribuir fumegantes pratos de caldo pelos outros clientes.

 

Foi assim que dei contar de se estar na hora do Jantar.

 

Porra! Almoço!

 

Antigamente (e eu já sou antigo) é que era «Jantar»!

 

Agora, a moda é «almoço»!

 

Desculpem!

 

Levantei a mão:

 

- PssssT!

 

-Imaginei-me o General Custer e o seu “7º de Cavalaria”, erguendo, tão garbosamente o braço a ordenar «Alto!», ao chegar a «Washita river».

 

- Meus senhores, acho que a hora dos aperitivos acabou.

 

Espero que se lhes tenha aberto o apetite.

 

Vamos almoçar?

 

Depois, querendo meter graça, acrescentei:

- Se algum tiver medo d’ao chegar a casa levar uma trepa da mulher, com o rolo da massa ou com os atilhos do avental, pode desertar!

 

Todos se riram a bandeiras despregadas.

 

Até os outros clientes!

 

Fiz sinal ao taberneiro (ele estava sempre muito atento à nossa mesa) para se aproximar. Ele aproveitou para trazer mais duas dionisíacas canadas.

 

Pareceu-me ter ouvido «entrecosto» e «bifana».

 

Como não estávamos numa 4ª feira, não estranhei a ausência de «feijoada».

 

Disse para o taverneiro:

 

- Para mim, e para começar, uma malga de caldo quentinha. Bem quentinha!

 

Reparei que, pelo silêncio, o caldo «furava a barriga» ao «capitão» e «espadachins» (ou «arqueiras»?) do Arrabalde!

Insisti:

 

Bem, uma malga de caldo para mim. E “fachabor” de trazer «bifanas» e, depois, «entrecosto» para todos.

 

“Os Santos, de CHAVES” [-na βerdade, não há outra Feira que se lhe compare, assegurou o «arqueiro» (ou «espadachim»?) muito parecido com o “Verdinho” das Casas-dos-Montes], o S. Caetano, a Srª da Saúde e a da Azinheira, o S. Pedro de Agosto (d’Águas Frias); as Verbenas; “Os Pardais”, “Os Canários” e o “Calypso”; os «bailes nos Bombeiros»; “os “Lázaros”; o «comboio batateiro»; o chincalhão, «as copas», o «sapo»; o contrabando ... do “Tabu”, dos caramelos e ... do resto; as cheias do rio; os «pic-nics» no Açude; as «tripas», no “Central», as almôndegas, no Mondariz, depois do cinema; e a Senhora das BROTAS quantos elogios e arroubos de eloquência mereceram naquela mesa!

 

1600-(35664)

 

Ao vir levantar os pratos e as travessas, o taberneiro, reparando nos copos vazios, sopesou as canecas.

 

- “Atão” este fica pra cerimónia?!- falou, referindo-se ao vinho que restava nas vasilhas de canada.

 

- Bem, disse o «espadachim» (ou «arqueiro»?) muito parecido com “Guevara” (usava boina galega, bigode à “Cantinflas e barbicha por aparar!), a mim quer-me parecer que parece mal esse restito ir para trás. É melhor aliβiar as canecas!

 

Pegou nelas, e escorropichou-as pelos copos dos cinco «arqueiros» (ou «espadachins»?)   -   eu e o «capitão aperaltado» havíamos tapado os nossos copos com a palma da mão.

 

- Bagaço!  – reclamou o «capitão do Arrabalde».

 

O taverneiro lá voltou, «rápido e depressa», à nossa mesa com duas garrafas e sete copinhos bagaceiros.

 

Apresentou as garrafas, uma em cada mão, e com elogios:

 

- Esta é uma «marelinha» das EIRAS; e esta é uma com ervas aromáticas!

 

- Deixe as duas, «fachaβor»!   -  ordenei.

 

Apanhei o meu copo bagaceiro, e falei para o taberneiro:

 

- Para mim, um copo dos grandes.

 

Tem Geropiga?

 

- O senhor está com sorte! Ontem mesmo, o meu compadre da Ribeira de Oura veio à cidade e trouxe-me uma garrafinha dela.

 

Um momento!

 

Lépido, o tavernerio correu a buscar a doirada bebida de OURA.

 

- Como vê, ‘inda não foi «incertada».

 

«Fachaβor» de se servir.

 

Peguei na garrafa. Levantei-a contra a luz e a contra-luz.

 

O saca-rolhas mostrou-se afinado.

 

Meei bem meado, que é como quem diz: quase enchi o copo, avaliei, na ponta da língua, a doçura; no meio, a acidez; e atrás, o amargo.

 

Ficou aprovada.

 

Com distinção!

 

Voltei a encher o copo (desta vez mais cheiinho) e bebi um gole a escorregar bem pela garganta abaixo.

 

Que bem me assentou no estômago!

 

O taberneiro mantinha-se ao meu lado, com enorme curiosidade pelos meus gestos, trejeitos e olhares.

 

Reparei no seu ar vaidoso, por ter um «rico» compadre!

 

E, para se certificar da satisfação que sentia com a oportunidade de exibir aquela preciosidade perante um «entendido», pergutou-me:

 

- “Atão”, que acha deste «achado»?

 

- Oh! Amigo! Isto é diamante puro!

 

E, se me dá licença. Agora que já a provei, vou beber um copo dela!

 

Meu dito, meu feito!

 

O «capitão do Arrabalde» e os «espadachins» (ou «arqueiras»?) iam alternando a «marelinha» com a «aromática»!

Quando eu ia para botar, após a «proβa», claro está, o segundo copo, reparei que as garrafas do bagaço já estavam vazias.

 

“Diligis, cadis cum faece sicutis, amici”!

 

Merenda comida, sociedade desfeita!  -  dizia-se no “intigamente”.

 

Seguindo o meu olhar, o taverneiro topou o mesmo que eu.

 

- “Tá tudo”?!  -  perguntou e exclamou o taberneiro.

 

Levantámo-nos da mesa.

 

O «capitão do Arrabalde» mais os «arqueiras» (ou espadachins»?) quase se engaliavam a ver qual deles era o primeiro a puxar da carteira, teimosa e casmurra a não sair do bolso, e a refilarem o «pago eu!».

 

Pisquei o olho ao taberneiro, homem fino que nem um alho!

 

Imperioso, imperativo e com aprumo de imperador (não fosse ele, taverneiro, descendente de Trajano!), berrou:

 

- Não adianta discutirdes!

 

A despesa já ‘stá paga!

 

Discretamente, passei para as mãos do taberneiro um rolo de notas a arredondar bem redondinha a «conta».

 

Eu ainda não tinha chegado à porta de saída e já o taverneiro estava a tentar meter-me no bolso do casaco uma garrafa.

Sussurou:

 

- O meu compadre da Ribeira de Oura traz-me sempre DUAS.

 

Tome. Esta é especial para o senhor.

 

E quando voltar a CHAVES «fachaβor» de me «βisitar»!

 

Agradeci, todo contente.

 

No LARGO do ARRABALDE despedi-me dos «garibaldis» flavínios.

 

As declarações, as «receitas», as opiniões, as queixas, as revelações, as «noβidades», as intenções e os testemunhos do aperaltado «capitão do Arrabalde» e dos «espadachins» (ou «arqueiras»?) guardei-os bem guardados na minha “Pasta de Documentos”, para «memórias futuras»!

 

Fui dizer adeus às “Freiras”.

 

Do Brunheiro, na aragem fresca que dele descia, um queixume de saudade espalhou-se pela cidade.

 

Mozelos, dezassete de Fevereiro de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:02
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 20 de Abril de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

Fotos y grafias”

 

 

É verdade.

 

Todos vós tendes razão: eu não percebo nada, mas mesmo nada, de fotografia!

 

Mas que fico regalado com algumas (e são bastantes), muito especialmente das de uns «certos» flavienses, ai isso é que é uma grande verdade!

 

Agora, imaginai lá como eu ficaria se percebesse mesmo só «a ponta de um corno»!

 

Meter-me em becos sem saída; levar turras de chibos e cabras; apanhar molhas; patinar na neve; pôr-me de rastos; pendurar-me numa muralha; equilibrar-me no arame … de uma ponte; andar de noite a contar as estrelas, para depois me nascerem cravos nas mãos; estar horas à espera que apareça um «cúmulo» ou um «cirro» para traçar a luz do sol a bater na encosta daqui ou dali; andar com a cabeça, tronco e membros à roda do sítio onde bate a luz de um candeeiro público; torcer o pescoço para «apanhar» uma varanda; fingir afinar um botão …da camisa para gravar as rugas ou o sorriso de um rosto estranho ou conhecido; pôr… bem, fazer mais poses do que as piruetas necessárias para se ser campeão olímpico de Ginástica, em todas as modalidades, disso é que não sou capaz!

 

A vantagem e a desvantagem da fotografia com a pintura reside na distância: na pintura, o modelo do pintor mantêm-se a uma distância pessoal normal da «intimidade social» nunca ao alcance da mão para que a presença da alma do modelo não se torne demasiado envolvente, impedindo assim qualquer observação desinteressada; na fotografia, a distância pode ser íntima ou, e até, pública.

 

Um e outro, pintor e fotógrafo, ensinam-nos, ou ajudam-nos a compreender o «modo como percepcionamos o mundo.

 

O escritor tem uma vantagem sobre eles: sobre as mesmas imagens, pintadas ou fotografadas, o escritor consegue dar representações simbólicas tão convincentes que suscitam reacções próximas das provocadas por estímulos   -   como o sabor de um fruto, o perfume de uma flor, ou a nota que numa voz apaixonada confessa o prazer ou a dor.

 

E eu, apaixonado pelas letras e pelas cores da pintura e da fotografia, bendigo a Natureza, por me conceder as suas realidades e inspirar a tantos e «certos» flavienses, e para meu consolo, as suas encantadoras representações.

 

M., vinte e um de Março de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:59
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 13 de Abril de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“Salão de Festas”

 

 

Os cidadãos internautas, na sua maioria ou quase totalidade, vêm aqui, aos Blogues, aos Post(ai)s e às Caixas de Comentários, e a outras salas de reunião néticas, mas mesmo que «autografem» a sua presença com duas ou meia dúzia de linhas, não se afirmam como actores sociais, não confrontam nem intimidam os poderes instituídos, não exercem nenhuma influência para o sucesso ou o fracasso do poder   -   o seu pensamento é irrelevante e impotente.

 

Dizem o que bem quer e lhes apetece, o que lhes vem à cabeça ou o que lhes vai na alma. Porém, tudo isso se dilui no virtual.

 

Afinal, hoje, neste salão de festas (a Internet) da «Aldeia global», parece que todos vivemos num «isolamento comunitário»!

 

No presente, todos nos movimentamos no meio de incerteza    -   talvez só Heisenberg lhe tenha dado o «princípio»!

 

Caminha-se para um «viver per si», deixando de lado o «viver em função de Outro».

 

O amor e a amizade estão a deixar de ser um relacionamento duradouro e a converter-se num investimento, num mercado de parcerias descartáveis, conforme as vantagens de momento.

 

Por vezes, até parece que a «Evolução» nos mostra um estranho capítulo, em que que o homo sapiens caminha para hominídeo!

 

Bem, os “orangotangos de celulóide” e os «pavões de aviário» continuarão a fazer das suas, com a trapaça, a mentira, a traição e a sem-vergonha!

 

Mozelos, vinte e quatro de Março de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:58
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 6 de Abril de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

Tugaleado tugalês

 

 

De vez em quando, pode ler-se e ouvir-se, nos “media” (leia-se média!  -  a palavra é latina, não inglesa!) como, p. ex., num Semanário de nomeada (há já algum tempo), e que, com a devida vénia e sublinhados meus, transcrevo:

 

{“TROIKA

Governo esconde do FMI intenção de baixar IRS

TEXTO FILIPE SANTOS COSTA COM ÂNGELA SILVA

Versão final da carta de intenções não está fechada

Neste momento "ainda está a ser discutido o wording final", disse ao Expresso fonte governamental”}

 

WORDING final

Os medíocres, coitados, para disfarçarem o tamanho ridículo do seu conhecimento, usam e abusam do enfeite com penas de pavão de aviário: um «repórter desportivo» dissertava sobre a «BILHÉTICA»; outro, um «membro do governo» (qual Saramago a ralhar-nos por não sabermos pronunciar "NÒ-BÉL"!), vem «fazer-nos ver» que não se diz «redacção final», mas, sim, «WORDING final», ora essa!!!

 

Digo-vos uma coisa: mete-me muito nojo que os portugueses usem e abusem, a torto e a direito, dos estrangeirismos, muito especialmente das palavras em Inglês.

 

- Em Vila Nova de Foz Côa, um grupo de labregos, que nem leonês, nem mirandês, nem beirão, nem português sabem, para se dar ares de «gente da cultura» dá à sua Associação o nome de “Foz Côa FRIENDS”!

 

- Em Aveiro,  um grupinho de pontapé-na-bola auto intitula-se A D R C – ALWAYS YOUNG!

 

- Numa aldeiazinha da Terra Quente, no meio de pinhais, fazem-se «workshops» para os aldeãos!

 

- Os de Lisboa anunciam, p. ex., o “Festival de S. Remo”.

 

Mas o seu, com um “Vem aí o Lisbon Music Fest!...

 

- Em BOTICAS, é o «sunset do ...Lesenho»!... Até «nas» BOTICAS!....

 

Porra!

 

Não se consegue ver escritas duas linhas em Português sem que lá não esteja metida uma «inglesada» pindérica, pedantista e ridícula?!

 

Será assim tão pobre o nosso vocabulário?!

 

 

“Bem m’ou finto”!

 

 

Por este andar, logo vem aí um «Ultimatum» a pôr-nos a todos a torcer a beiça e a revirar os olhos à «Londonshire»!

 

Haja decoro …….e orgulho …. na Língua! PORTUGUESA!!!

 

E, como se não bastasse para mau trato do PORTUGUÊS, falado e escrito moxetam-no com modismos, adverbialices e disparates!

 

- Durante um Jogo de futebol, um locutor, para manter a boca sempre aberta, informa-nos: “….aparece aparentemente a perder definitivamente a paciência”.

 

- Outro esclarece os «telespectadores» que o «camisola trinta e três» “vai a jogo,, «acaba de entrar dentro das quatro linhas», “daqui a pouco”!

 

- Efectivamente, ao fazer AcÓrdos meteu a pata nas PÓças, pronto.

 

- Curi0samente, passados vinte minutos depois das vinte e uma, pronto, a equipa vestiu o fato macaco, pronto, arregaçou as mangas, pronto, com humildade respeitou o adversário, pronto, e pôs o preto no branco do Barreto.

 

- Portanto, o fenómeno, digamos que, raro e, na circunstância, não tão raro assim, coloriu a cermónia nas vertentes da serra, pronto.

 

- Um falso quarto defesa, pronto, avança pelo terreno, de trás para a frente, pronto, e quando faz bem a leitura do jogo, faz um golo de belo efeito, pronto.

 

- Na TV: -“”O clima está a alterar-se, já a seguir notícia “”    – aparece uma nuvem e “veja o clima a alterar-se, já a seguir”.

 

O efectivamente (quase ) passou de moda e, então, surge o então é assim, segue-se-lhe o então e, neste momento,  acompanha-o o de resto. Mas vem de imediato o «também».

 

Até o “Chagas das Bicicletas do Marco” não dá umas pedaladas à língua sem buzinar um «também».

 

 E todas as etapas, curvas, descidas e subidas são «agressivas», tal como a pintura numa caixa de fósforos, o feitio de uns sapatos, o aspecto de uma montra, a distribuição de panfletos de Supermercados ou de cartazes a anunciar a festa do Bairro ou da Aldeia, ou da passeata a favor …da perda de peso são, por via de regra …e de …moda, «agressivas»!

 

E no discurso político, depois do «abrangente», há que impor o «absolutamente» e o «aprofundamento», pois as «geometrias variáveis» e o «paradigma» já quase desapareceram!

 

Porque leram uns livrecos ou umas páginas em «franciú», toca a copiar e a traduzir o «justement» para «justamente»…e mai nada! Toca a metê-lo em toda a frase, dita ou escrita!

 

Tal como um jogador de futebol é catalogado de «reforço» quando muda de clube, toda a mudança, seja aumento ou desconto, tem de levar com «uma mais-valia»!

 

Então quando um jogador, pela primeira vez, «vai a jogo», com que euforia delirante o enviado ou comentador «especial» repete tratar-se de uma «estreia absoluta»! E, quando toca na bola, «pontapeia NA frente»!

 

Vertente, estruturante, fracturante, acrescidas, então, recorrente, colateral, no limite, enlencar, alavancar, alavancagem, transversal, parabenizar são perdigotos constantes a sair pelo cano de escape da fala pedante dos enjoadamente vaidosos pelos cargos que ocupam e ainda mais «inchados» quando lhes põem um microfone à frente dos … olhos!

 

E repare-se na posição em bicos de pés, na postura da boca em forma de cu de galinha, no puxar do ombro para cima e para a frente, no alevantar das sobrancelhas de grandes figuras públicas a referirem-se aos «MEIOS DE COMUNICAÇÃO» (que não de INFORMAÇÃO  - «quéto»! Que «informar» e «formar» é «outra louça»!)  -  dizem «mídia»”!!!

 

E, se mais não fosse preciso, aí está fresquinha a a moda do «claramente»!

 

- O « claramente » não podia faltar: é obrigatório!

 

É execrável modismo epidémico (qualquer farroupilha intelectual ou qualquer intelectual farroupilha aproveita o abrir a boca para exibir a ligeireza na idiota macaquice de imitação de um enfeite ridículo), que «dá classe» a quem tem pouca ou nenhuma!

 

Quando falta substância, corpo, autenticidade, valor ao blá-blá dos que pretendem insinuar-se «pensadores», visionários, entendidos e supra-sumos, se valem das adverbialices da moda, dos tiques intelectualóides e de trejeitos ridículos como certificados de qualidade do seu palavreado baboso, espúrio, que usado numa prova oral da 4ª classe lhes garantia o «REPROVADO»!

 

Para disfarçar a sua mediocridade, pindéricos e «armadores ao pingarelho» usam e abusam desses e de outros modismos descartáveis, badalando-os   como salvo-conduto para a sua presunção, ignorância e incompetência.

 

Se as «adverbialices» e os modismos enjoativos pagassem portagem, a beiça desses pedantes renderia mais que todas as AE e SCUT’s, em cem anos!

 

Então, actualmente, nos painéis de comentadores desportivos, até parece existir um campeonato para ver qual deles usa mais vezes o «claramente»!

 

Para os “aziados” (azedados), o azedador, inspirando-se em Pascoais, diz-vos:

 

-.- A vós, o “Inglês” está na moda.

 

A mim, o PORTUGUÊS está no sangue!

 

 

M., vinte e três de Março de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:05
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 22 de Março de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“De uma vez por todas!”

 

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e,

de peito feito, diz que detesta a política.

Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política

 é que nasce a prostituta, a criança abandonada

 e o pior de todos os bandidos,

que é o político vigarista, desonesto,

o corrupto e lacaio dos exploradores do povo”

– Bertolt Brecht

 

 

Vêm aí as Eleições Autárquicas de 2017.

 

OS de CHAVES, que saltitam, batem palmas, seguem em procissão e louvaminham esse «pavão de Castelões» e o seu galinheiro real, com os olhos mais tapados do que uma coluna de cimento armado, teimam em não dar conta de que em vez de honras colhem, daí, vergonhas!

 

Os Flavienses, não podem deitar fora a oportunidade de defenestrar, de correr, De uma vez por todas, com a cambada de incompetentes, medíocres e malfeitores que só têm contribuído para o atraso civilizacional, para o apoucamento e para o definhar dessa Cidade, desse Município!

 

CHAVES tem, De uma vez por todas, de deixar de ser o «Bairro Raiano» de VILA REAL, o «Ilhéu das Rolas» dos milhafres da capital do Trancão.

 

Por aí, ainda há «defensores de Chaves», gente que chegue para «levantar a cidade», recuperar o brilho e o prestígio de um território com um Passado, distante e recente, glorioso, nobre!

 

Aquilo que os Flavienses têm feito até hoje é votarem e elegerem um vilão e seus vilões que estavam em luta (eleiçoeira) com outro vilão e seus vilões!

 

Se os FLAVIENSES querem ter Futuro, corram com esses falsários moinantes da política, e elejam os melhores que, por aí, ainda restam!

 

Por aí, esses «pavões» e «lalões», e os seus coreutas, se bem (bem mal!) imitados por outros «poneyzinhos-de-Tróia» incapazes, por incompetentes e medíocres, de serem apóstolos das doutrinas que professam (ou dizem professar) têm-se prestado, prestam-se, sim, para serem autênticos «algozes dos seus conterrâneos»: a política tem-lhes servido como frondosa árvore à sombra da qual conseguem «fartar os seus odiozinhos pessoais».

 

Esse «pavão-mor», embora com alguma instrução, não tem grandeza de ideias nem de reflexão para o lugar a que trepou!

 

Não conhece o Passado da «Província», nem tem a capacidade para compreender o Presente.

 

As suas “ideias” assemelham-se às daquele «Imperador Feminino Chinês» que decretou que as flores brotassem no Inverno !

 

Já ouvi a alguém dizer que esse «pavão» acredita ser um “Buda Maitreya” encarnado!

 

Aqueles que o elegeram apenas lhe têm servido de adorno.

 

Antístenes dizia não se poder fazer de um mesmo ser mais que uma única definição.

 

Antístenes não imaginava que, qual cisne negro da Nova Zelândia, vinte e cinco séculos depois, na NORMANDIA TAMEGANA, «rebentasse» um «pavão de Castelões» a quem cabem tantas e tão vis definições!

 

O meu amigo de Roterdão, ao ler as minhas “Conversas com ZEUS” e dar com os olhos nos Post(ai)s de alguns Blogues de CHAVES, numa das suas cartas mostrava o seu espanto: - «Que estranho haver tantos “De CHAVES” a prestarem-se ao papel de bobos mercenários ou de parasitas ridículos”!   

 

Às vezes, chego a crer que os Flavienses, submetidos à estagnação e atormentados com os castigos, os dislates e malfeitorias; o desleixo, a deslealdade, a má-fé; a incompetência e a mediocridade da maior parte dos seus edis, atingiram um tal grau de apatia que não se atrevem a mexer uma palha para mudar a situação, com o medo de ficarem ainda mais prejudicados e «atrasados»! 

 

Podeis crer que, nem com o espelho nem com a varinha mágica, Circe conseguiria transforma esse «pavão» e os seus «lalões» em bons flavienses. 

 

Ó de CHAVES, «lembrende-βos» que esse cafajeste e os seus correligionários são flavienses nas campanhas eleitorais!

 

Chegados aos pedestaizinhos onde vêem multiplicados os salários e as mordomias, e aumentada a untuosidade da sua ridícula quão miserável vaidade, imediatamente consideram inconveniente permanecer no credo da juventude e de toda a conveniência renegarem as juras dos comícios e faltarem às promessas da campanha!

 

Após o 25 A/74, a política tem sido um lindo refúgio de medíocres e infames, de hipócritas e incompetentes, de desleais e de traidores, onde chocam e cultivam a sua mesquinhez moral, as suas vinganças covardes, os seus caprichos doentios, as suas patológicas fantasias.

 

As campanhas, os comícios, os discursos servem mais, muito mais, para ocultar os verdadeiros interesses em jogo do que para esclarecer os eleitores.

 

A preocupação dos candidatos, para agradarem aos seus verdadeiros senhores, consiste mais em inventar argumentos que desviem a atenção pública dos verdadeiros problemas nacionais, sociais e individuais.

 

As campanhas eleitorais são, na realidade, a instalação de uma fraude, concluída e aplaudida no acto eleitoral.

 

Na verdade, o voto democrático corresponde àquilo que Chesterton disse: -“um voto torna-se de tanto valor como um bilhete de viagem de comboio numa linha impedida”.

 

A Assembleia da República, o Parlamento, a “Casa da Democracia”, enche-se de gente cujo maior mérito reside na sua habilidade para ter sido nomeado candidato graças ao seu carácter servil, submisso aos caprichos e disciplina dos seus chefezinhos, e à sua elasticidade de consciência.

 

A (esta) Democracia trouxe à luz do dia a verdadeira qualidade de gente ambiciosa e medíocre, suficientemente esperta e manhosa para se meter em lugares elegíveis em Lista eleitorais   -  foi revelado que apenas possuem um cérebro réptil!

 

E quanto mais medíocres maior a possibilidade de se sentarem em lugar mais à frente no anfiteatro do “Parlatório Nacional”!

 

Mal sabem ler e escrever. E votam de acordo com a «disciplina partidária»!

 

No presente, que valor tem o voto quando é «Bruxelas» a aprovar ou a reprovar o que as nossas Assembleias deliberam?!

 

Que certeiro esteve quem disse: - “A Democracia é o governo dos que não sabem”!

 

CHAVES está empestada com o bodum de falsos políticos.

 

 Os monumentos religiosos do Município de CHAVES são, HOJE, tão esquecidos e abandonados que nem para celebrações religiosas e, nem muito menos, para turismo servem!

 

Aos fins-de-semana, CHAVES é uma cidade tão vazia como a Igreja da Madalena quando nela não se celebra missa!

 

A esse «pavão», persistente no assentimento do lixo espalhado pela cidade e das lixeiras espalhadas pelo Município, a sordidez e a imundície parecem-lhe «luxuoso fedor aromático»!

 

Como gostaria de contrariar, De uma vez por todas, o Gustavo Le Bon ao ver que em CHAVES, nas Eleições Autárquicas de 2017, o «Talento e o Génio» desmentiram que «o exagero das multidões incide unicamente nos sentimentos e de modo algum na inteligência».

 

E como na sua eterna «luta contra a razão o sentimento nunca foi vencido», os espertos-espertalhões, que chamam à ocupação do Poder Governo, adubam bem a imaginação popular e logo as multidões aparecem principalmente constituídas por aqueles que, dentro delas, acreditam conseguir subir muito alto.

 

O adormecimento e a distracção da maioria dos flavienses, junto com a sua falta de coragem para a mudança, faz-me lembrar aquele dito latino-lusitano:

 

-“primo est bibere, deinde philosopfari”.

 

Para os que sabem, mas não se lembram, ou «estão esquecidos», direi:

 

-“Que (lhes) importa (aos flavienses) que a liberdade de pensamento se perca (ou fique arrumada numa choça), se a liberdade de beber continua garantida?!”.

 

Piores que as calamidades do «relâmpago», as cheias furiosas do Tâmega, as trovoadas vindas de Vidago, o calor infernal de um Verão (sempre) «como nunca se viu»; pior que essas calamidades, para os Flavienses são bem mais catastróficas as calamidades dos que os têm governado, quer a partir de Lisboa, quer da Praça do Duque!

 

Um dos erros mais graves no comportamento dos (nossos) políticos caseirotes (autárquicos) consiste no seu enfeudamento, no seu vínculo, não à terra natal (ou adoptiva) na qual exercem uma função administrativa, mas, sim, nesse seu enfeudamento, vínculo e engajamento cegos à comunidade partidária, e com covarde, quão estúpida, submissão ao líder ou ao directório partidários.

 

Os administradores autárquicos «abrileiros», dessa CIDADE, da NOSSA TERRA, não descansaram enquanto não puseram essse Território na miséria civilizacional e política! Julgaram-se triunfantes, pois isso! Porém, o momento, a hora da vergonha lhes chegará!

 

O grande e trágico problema dos flavienses é que têm caído na esparrela de eleger lacaios de cabecilhas políticos «de Lisboa», e de outros políticos «interesseiros, e não Flavienses homens-bons!

 

Mais do que a penúria material de grande parte dos Portugueses, assusta-me e lamento a penúria moral de quem (n)os governa   -   desde «lá de cima», da capital, até «cá em baixo», nas autarquias!

 

Os flavienses (e os Portugueses) preferem viver num mundo de fantasia e num esquecimento cinzento, ameaçado por um Passado e Presente que os magoa e angustia.

 

Quando se tenta ocultar uma grande verdade, semeia-se a dúvida no coração daqueles que anseiam descobrir o que há por detrás das palavras, das aparências.

 

Teimam em negar o que existe, o que lhes tem estado, e está, a acontecer.

 

Mas ainda há por aí, e por aqui, alguns, poucos, que se recusam a esquecer, a fazer há-de conta de que vai tudo bem no reino flavínio; alguns que não temem lutar contra crenças falsas, nem desistem da luta pela verdade.

 

É difícil lutar contra a mentira de muitos”.

 

É difícil sonhar com um amanhã melhor quando a obscuridade parece imperar em todas as direcções.

 

«Querer esquecer uma verdade inegável é viver sobre uma mentira que nos vai sumindo, é convertermo-nos em nossos próprios verdugos, fazendo com que a nossa consciência apodreça».

 

Sabemos da importância que grupos e instituições não-governamentais têm na Sociedade e, especialmente, na Sociedade democrática.

 

E do grau da sua autonomia muito depende a realização dos seus próprios objectivos e satisfação de necessidades da Sociedade.

 

Estes grupos e instituições não-governamentais muito contribuem para a resistência a Governos prepotentes e injustos.

 

Daí, a preocupação e o esforço de governantes medíocres, tirânicos (mesmo que disfarçados) em suprimir a autonomia e a liberdade de tais grupos e instituições, tentando impor, ou mesmo imponde-lhes, um mal disfarçado controle ditatorial.

 

Infelizmente, aí por CHAVES (ai, se fosse só por CHAVES!...) muitas instituições não-governamentais passaram à condição de organizações «recomendadas»!

 

Por aí, os «faroleiros» e candidatos a candidatos dos Partidos e Movimentos da Oposição mexem-se, remexem-se e coçam a comichão pelo Arrabalde e pelas cadeiras dos Cafés, criam células de fanfarrões e de oportunistas e atiram com flores ao peito uns dos outros, contando sempre com o ovo no cu da pita, acabando sempre por ficarem a chupar no dedo!

 

A preparação das Eleições Autárquicas confundem-na com um perliminar olímpico da prova de estafermo, bajulador, «poneyzinho-de-Troya», de «saber fazer pela vida» e vencer a guerrinha entre os seus,  com o qual pensam conquistar a medalha de ouro de integrante na Lista de candidatos aprovada pelo «chefezinho»!

 

Entretanto, a oportunidade de construir a melhor planificação estratégica para derrubar a capoeira de medíocres e infecciosos «pavões» e apresentar projecto sólido, eficiente e exitoso da recuperação do prestígio da CIDADE e do Município, e do Progresso que se lhe ajuste, vai pelo Caneiro abaixo!

 

A modorra, o narcisismo e a falta de sinceridade num ideal político-administrativo para a CIDADE (polis) tem feito com que CHAVES vá de mal a pior! E a perpetuação de gentalha reles e medíocre, no Palácio do Duque, fica garantida!

 

Que notória gente essa da Oposição, que não se cansa de tristes e humilhantes derrotas eleitorais!

 

Pobrezita!

 

Fica de papo cheio e com o ego bezuntado de vaidade balofa só por   -   de eleição em eleição  -   misturar umas bazófias de pretensa sabiciche política, em autênticos pelágios reciclados de si própria, com interpretações tão indigentes quão inifensivas, de ridículos actos ou omissões do «pavão», dos «pavões», dos «lalões», e regadas com uns copecos ou umas «bejecas» nos «Sport’s” ou nos “Faustinos” trajano-chavinos!

 

Fatalmente, sem imaginação nem credibilidade!

 

Porra!

 

Numa terra onde abundam arquitectos, não aparece   -   na Oposição   -   um Plano Estratégico com que se vencer esse bando de aves de rapina e de mau agoiro, que tem destruído o Passado, o Presente e o Futuro dessa CIDADE?!

 

Terão os Flavienses de gritar “aqui d’el rei” quando se virem obrigados a imitar Luís XVI , fazendo dos Jardins da cidade; da Veiga, da Groiva e da Ribeira; das vinhas, dos soutos, das carvalheiras ; das hortas, das cortinhas; dos batatais, das searas, dos pinhais, e dos olivais pomares de laranjeiras?!

 

CHAVES, cidade e Município, está num perigoso plano inclinado de degradação.

 

O Governo Central (de ontem, de hoje, de sempre), com a vergonhosa e indecente colaboração da maior parte dos autarcas e deputados Normando – Tameganos, parece ter um ódio de morte aos que trabalham, vivem, e aos que amam essa Região.

 

A malvadez, a ruindade, a estupidez, a imbecilidade, a ignorância, a mediocridade e a covardia de alguns flavienses, de nascimento ou por adopção, anda mal disfarçada pelos verdes véus de espuma da inveja e pelos amarelo-pálidos véus da ingratidão.

 

Aí por CHAVES, não quero que a tragédia político-administrativa vivida nos últimos decénios não cumpra a profecia «karlista-marxista» de voltar a ocorrer, como uma farsa!

 

Os flavienses (muitos, tantos, demasiados) continuam a descobrir boas qualidades no «salteador de estrada», na esperança de que ele lhes poupe nas algibeiras”:

 

- O “Pita” já morreu há muito!.......

 

Cumpre lembrar o meu amigo, e de Michel Eyquem,  Éthiene de la Boétie:

 

- “É muito próprio do vulgo desconfiar de quem o estima e confiar nos que o enganam”.  

 

Meus conterrâneos, FLAVIENSES, arrumai De uma vez por todas com essas almas pequeninas, com esses manobristas politíticos, que até mesmo nisso são reles e medíocres!

 

M., dezassete de Março de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:36
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito (1)
|  O que é?

.Fotos Fer.Ribeiro - Flickr

frproart's most interesting photos on Flickriver

.meu mail: blogchavesolhares@gmail.com

.Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
14


24
25
26
27
28
29
30


.pesquisar

 
ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

 

 

El Tiempo en Chaves

.Facebook

Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita Instagram

.subscrever feeds

.favorito

. Solar da família Montalvã...

.posts recentes

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais - “O quark e ...

. Ocasionais - Tugaquistão

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

blogs SAPO

.Blog Chaves no Facebook

.Veja aqui o:

capa-livro-p-blog blog-logo

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites