Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017

Discursos sobre a cidade - Por António de Souza e Silva

SOUZA

 

 

DA (IN)COMPETÊNCIA ATUAL A UM NOVO ACORDAR

 

Já falta menos de um mês para as Eleições Autárquicas.

 

Trazemos, por isso, aqui a esta rubrica, o nosso modesto contributo sobre a política e o nosso estado de alma quanto ao posicionamento que temos quanto aos dois principais contentores, no quadro das eleições para o Município de Chaves.

 

Fomos, no passado, responsável por setores da política autárquica flaviense. Apesar de alguns erros cometidos - que sempre os há em quem tem a obrigação de decidir - orgulhamo-nos de ter contribuído para o desenvolvimento do nosso concelho.

 

Há vinte anos que deixámos a vida político-partidária ativa. Por opção pessoal, depois de termos passado vinte anos na oposição e dez no poder. Achámos, naquela altura, que devíamos passar o testemunho a outros, face a uma atividade, quando tomada a sério, tão responsável e fatigante. E porque sempre entendemos que a atividade político-partidária é passageira, efémera e, quando nos órgãos, desempenhando funções públicas, cumprimos um dever cívico como cidadãos que somos, numa sociedade democrática.

 

Apesar de sermos militante do Partido Socialista, nada nos inibe, como cidadão e flaviense, ter opinião e sermos, às vezes, crítico quanto às políticas que o Município levou, e leva, a cabo, independentemente de quem está no poder. Na verdade, antes de sermos militante de um partido, somos, em primeira mão, cidadão português e flaviense.

 

Temos consciência de, em vinte anos, que muita coisa mudou. Principalmente na forma como os cidadãos se posicionam quanto à política e à atividade dos seus agentes.

 

É discorrendo sobre tudo isto que, auxiliado por um autor que tanto apreciamos no que escreve (Daniel Innerarity), aqui fica o nosso Discurso deste mês.

 

I

 

Vivemos em tempos de descontentamento. Descontentamento também, e principalmente, com a política. Boa parte desse descontentamento com a política tem a ver com o contraste entre aquilo que se quer e aquilo que se pode. Quando comprovamos a quantidade de fracassos dos governos, costumamos cometer o erro de pensar que se devem à sua incompetência - e apenas a ela - sem nos apercebermos ao mesmo tempo de que eles se devem, em grande medida, a certas expetativas que alimentámos em relação à política e que esta já não pode satisfazer.

 

É preciso atendermos que o Estado (central e periférico), como forma heroica da história envelheceu. Como garante do bem comum está sobrecarregado. Como benfeitor da sociedade carece de recursos. Como centro de governo já não se vê perante uma periferia mas perante um exército de outros centros.

 

O descontentamento com a política é, assim, compatível com o facto de se lhe exigir mais do que aquilo que alguma vez se esperou dela. Mas, não tenhamos dúvidas, nos tempos por que passamos, de extrema complexidade social: - não podemos exigir políticos providenciais com políticas e soluções salvadoras e que governar é uma operação que se realiza com certezas escassas, que exige uma delimitação rigorosa do possível, no meio de uma autoridade contestada e com recursos escassos.

 

O mal do nosso sistema político é que caiu na armadilha da omnipotência sugerida pelos meios de comunicação social, entretanto convertida na regra da competência entre os agentes políticos que se acusam mutuamente de não terem feito o suficiente.

 

Daí a nossa chamada de atenção para os partidos com vocação de governo: prometer o que não podem cumprir é tão letal como dar a impressão de que não fariam as coisas de forma diferente da que os seus rivais fazem.

 

Muita gente não acredita na política. Por sua vez, nunca ela foi tão necessária como hoje em dia. Daí a nossa pergunta: existirá ainda, apesar de tudo, alguma possibilidade de politizar, de fazer política, algo que tem sempre a ver com a diferença e a alternativa? A nosso ver, há três grandes oportunidades para o debate ideológico nas quais faz sentido levar a cabo uma certa repolitização das nossas sociedades, como seja:

 

  • Dar uma maior importância às qualidades pessoais dos representantes, ou seja, personalização da liderança, em que a confiança, a credibilidade, a honestidade ou a competência são o que marca a diferença, e não os discursos ideológicos abstratos, bem assim as questões de estilo e qualidade democrática - transparência, participação, responsabilidade.
  • Entender a complexidade e a transformação dos novos conflitos, ou seja, estar atento à transformação de conflitos novos.
  • Aceitar as nossas limitações quando se trata de controlar os resultados económicos, identificar as possibilidades que se nos oferecem num espaço economicamente condicionado, que costumam ser mais do que aquelas que estamos acostumados a reconhecer, ou seja, viver com novas possibilidades no contexto de políticas económicas fortemente condicionadas e ter em atenção que já não são só as questões do socioeconómico, mas também o cultural e o identitário, com os estilos de vida, a igualdade de direitos e as liberdades pessoais, a que a política deve estar atenta. O conflito converteu-se em algo multidimensional. É preciso dar atenção e expressão a novas reivindicações, a certos movimentos sociais, onde se expressam novas exigências e novas opções políticas. As limitações e os condicionamentos fazem parte da vida política.

 

Infelizmente, hoje a política é o âmbito social que mais impressão dá de paralisação. Deixou de ser uma instância de configuração da mudança para passar a ser um lugar em que se administra a estagnação.

 

A política disciplinou sempre os nossos sonhos, corporizou-os numa lógica política e traduziu-os em programas de ação.

 

Mas tudo mudou...

 

II

 

Olhemos para os principais cartazes dos dois grandes opositores, candidatos à presidência do executivo flaviense. Será que nos dizem alguma coisa?

 

Imagem 01.jpg

 

Naturalmente que somos todos flavienses. E somos todos por Chaves. Que queremos cada vez mais uma Chaves nova, renovada. Mas... de que verdade nos falam? Que trabalho nos apresentam? Competência ao serviço de quê e de quem?

 

Onde está escrita a frase ou o slogan que nos galvanize para a construção de um outro futuro, do nosso porvir?

Estamos perante um Programa plausível? Com agentes políticos que compreendam as profundas alterações no modo de fazer política na sociedade hodierna, que criámos, ou, pelo contrário, continuamos arreigados aos mesmos princípios, métodos e estratégias do passado, dos mesmos clichés?...

 

Definitivamente, a avaliar pelo cartaz, embora tecnicamente bem elaborado, tudo o resto nos deixa indiferentes, céticos, perplexos, sem qualquer linha de rumo que se vislumbre e suscite alguma alteração. É uma continuidade mesclada, ainda por cima, com trânsfugas e pseudoindependentes...

 

Imagem 02.jpg

 

Debrucemo-nos agora sobre o cartaz do PS.

 

Independentemente da cor, a sugerir que a campanha eleitoral é um campo de batalha, que, de todo não nos cativa, gostamos, contudo, do slogan escolhido - Acordar Chaves.

 

Se é bem verdade que a política já não mobiliza as paixões mais do que de maneira epidérmica, isso não quer dizer que as reivindicações que dirigimos à política tenham desaparecido. Muito pelo contrário. Os mesmos que se desinteressam soberanamente pela política esperam dela, constantemente, muitas vantagens e não são menos vigilantes face ao incumprimento das suas exigências.

 

Por isso, o slogan Acordar Chaves, funciona como um apelo, no sentido de nos despertar para a realidade que nos cerca, tornando-nos mais empenhados, alertados, para uma nova postura de construção do nosso futuro.

 

O grande desafio das atuais sociedades democráticas é não deixar tranquilos os seus representantes - aos quais deve vigiar, criticar e, se for caso disso, substituir - sem destruir o espaço público nem o despolitizar.

 

Mas a palavra Acordar deve aqui ser entendida num sentido polissémico.

 

Expliquemos o nosso ponto de vista.

 

Qualquer sonho político só é realizável em colaboração com os outros que também querem participar na sua definição. Os pactos e as alianças põem em evidência a necessidade mútua de uns e de outros. O poder deve ser sempre uma realidade partilhada. E a convivência democrática deve  proporcionar muitas possibilidades embora imponha também muitas limitações. A ação política implica, assim, sempre transigir, acordar. Desta feita, quem abordar todos os problemas como uma questão de princípio; quem utilizar constantemente a linguagem dos princípios, do irrenunciável e do combate está condenado à frustração e ao autoritarismo.

 

Aqueles que forem incapazes de entender a plausibilidade dos argumentos da outra parte não conseguirão pensar, e muito menos atuar, politicamente.

 

É esta a postura, de diálogo, pactos, consensos e acordos sobre o futuro de Chaves, numa sociedade tão complexa e de rumo tão incerto e de fortes constrangimentos, que se espera desta candidatura do PS e que, estamos certos, terá coragem, usando a verdade, com trabalho e competência suscitar um novo porvir para Chaves.

 

 

A sociedade - e particularmente neste  momento que passamos de campanha eleitoral - não é só estruturada pelo direito e pela política, mas também pelos sentimentos e pelas convicções.

 

Esperamos, sinceramente, que esta candidatura toque no coração das pessoas.

 

A democracia configura-se desde sempre como um sistema de confiança limitada e revogável.

 

A mudança é possível e desejável.

 

Não é verdade que as pessoas tenham deixado de se interessar pela política. Vivemos numa sociedade em que se disseminou um sentimento de que todos têm competência para a política; o nosso nível de escolaridade aumentou e todos nos sentimos capazes de avaliar assuntos públicos, de maneira que toleramos pior que nos queiram retirar essa capacidade.

 

Mas devemos atentar ao que deixamos escrito acima!

 

O que cabe nas urnas são as nossas aspirações; o que vem depois - se é que não queremos converter o nosso sonho num pesadelo para os outros - é o jogo democrático que limita e frusta, não raro, os nossos desejos, mas que também os enriquece com as contribuições dos outros. Se alguém conseguisse satisfazer todas as suas aspirações não partilharia da nossa condição humana e muito muito menos da nossa condição política.

 

É com este entendimento, e enquadrado dentro deste espírito, que estamos certo que Nuno Vaz prosseguirá, que nesta hora, mais que nunca, vamos votar no PS.

 

Nas horas decisivas, é necessário estar lá. Nós estaremos, com certeza!

 

 

António de Souza e Silva

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:15
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 9 de Agosto de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“O «tyranetezinho do Mont’Agudo»”

 

 

Já nos idos anos 50, tive a sorte de ler as “Selecções do Reader's Digest”.

 

Um dos temas sempre presente intitulava-se “Meu tipo inesquecível”: concisa história de pessoas, famosas ou simples, que, por qualquer feito, nos serviam de bom exemplo.

 

Também há quem fique na História, ou de quem se contem historietas, pelos piores motivos, como mau exemplo.

 

Mais do que desperdiçar cera com tão ruim defunto, quando refiro um qualquer moinante da minorca política portuguesa, pretendo despertar a atenção de «ingénuos úteis», de bem-intencionados, de indefesos e «simples» para a hipocrisia, para as armadilhas e rasteiras, para a incompetência e a mediocridade de um impostor a fingir-se paladino das GENTES da NOSSA TERRA!

 

Conhecido popularmente por «pavão de Castelões», o padrinho que assim o baptizou leva-me a crer, por tão certeira definição de personalidade que os flavienses, por castigo, têm vindo a aturar, leva-me a crer ter sido primo direito de Freud e primo esquerdo de Jung!:  deram-lhe, ao «Tótó de Castelões», um sobrenome que «diz perfeitamente a letra com a careta»!

 

Os pios propósitos pipilados do «pavão de Castelões» não têm passado por mais do que esganiçados cantos de sereia da sua avidez narcisista.

 

O comportamento do clã partidário dos «lalões» e «pavões», administrador do Município Flaviense,  tem sido escandalosamente descarado e faccioso na manifestação do seu ressentimento para com os flavienses que não apoiam a sua incompetência, a sua cretinice, a sua mediocridade. E mesmo até para aqueles que o olham com indiferença!

 

Aos autarcas eleitos cabe, acima de tudo, construir laços sociais, tornar o conjunto de munícipes um grupo coerente e coeso na busca de um projecro comum.

 

Para os negócios da política, esse «pavão» e os seus correlegionários são moeda falsa!

 

A sua criatividade intelectual atinge apenas o patamar de umas ridículas pantominas folclóricas, pretensamente engraçadas e de pobrete entretenimento do povoléu!

 

Decora os guiões que lhe preparam, e finge pensar as ideias que afirma.

 

Ao ouvir falar, ou discursar, esse «Tonho», a sua erudição é tal que, comparados com ele, os apóstolos teriam de receber outro Espírito Santo para se pronunciarem sobre esses assuntos!

 

Do bico do «pavão»   -   e vendo-a pelo preço que a comprei   -    saiu um grasnido soberbo, arrogante:

 

 “A populaça flaviense é uma boa vaca leiteira que se deixa mugir facilmente   -   nas eleições enche , VAI ENCHER, as urnas com votos a nosso favor mais bem cheias que os cântaros de leite mugidos de vacas turinas!” (o negrito é meu).

 

As honras nem sempre alteram os costumes.

 

Dizem, quem o conheceu em garoto, que a sua pusilaminidade, o seu mal de inveja, a sua mesquinhez se revelavam assiduamente nas maledicências, intrigas e deslealdades com que atacava e, ou, se vingava dos colegas.

 

Para obter o cartãozinho partidário, jurou aos sobas e sobetas, do único partido que o deixou entrar,  uma cega «obediência às orientações partidárias». Assim, por fas e por nefas, lá começou a trepar «o pau ensebado da ambição»: aprendeu a tempo que, na política rasteira, «os princípios (uf! Se uso ética ou valores!...) são um estorvo e a hipocrisia uma virtude».

 

É tempo deOS de CHAVESdeixarem de estar contra si próprios!

E podem e devem, começar por não dar poleiro a esse «pavão» e gaiolas douradas aos seus «pavõezinhos», «lalões» e «lalõezinhos»!

 

“La branche, n’ayant plus de suc ni d’aliment à sa racine, devient sèche et morte”.

 

É tempo deOS de CHAVESlevantarem a cabeça e de recuperarem o que lhes tem sido sonegado e o que merecem   -  Hospital, Universidade, Delegação do Turismo, Serviços Públicos, etc-, etc., e gente competente e empenhada na sua administração autárquica e na sua representação nacional!

 

OS de CHAVEScontinuam a preferir servir um patrão em vez de obedecerem à razão!

 

Até parece «não terem projecto nem missão, antes pelo contrário, entram na vida para ver se as dos outros enchem um pouco a sua».

 

Não admira que lhes aconteçam tantas desgraças!

 

OS de CHAVEStêm elevado ao poder autárquico gente velhaca: padre falso, «pavão», «pavõezinhos», «lalões», «lalõezinhos» comportaram-se, e comportam-se, como se tivessem triunfado sobre todos OS de CHAVESe promoveram-se e sobem de amanuenses a tiranos!

 

Claro que um «pavão» não tem a grandeza de um rei dos Persas, muito menos a de Ciro!

 

Porém, a arte de engrampar permite-lhe arquitectar engodos para assolapar os flavienses lorpas  -  cria programas de passatempos e oferece-lhes agendas lúdicas!

 

É espantoso como OS de CHAVESse deixam levar pelas cócegas feitas com «penas de pavão»!!!

 

Desgosta-me ver, aí por CHAVES, flavienses que se afirmavam rebeldes, uns; descontentes, outros, perante a degradação institucional, social, cultural, patrimonial e democrática, e que, tal como “quando Júpiter puxava a corda todos os deuses iam atrás”, esses flavienses, então «Defensores de CHAVES”, tenham deitado a mão à corda  que o «tyranetezinho de Castelões» lhes estendeu, e passassem a dar-lhe o seu apoio!

 

E, assim o «Tótó» lá vai conseguindo aumentar a sua protecção com tantos e tantos que, se valessem realmente alguma coisa, antes deveria recear.

 

Esses flavienses perderam o gosto: passaram a viver preocupados com o que o seu «chefezinho» pensa e deseja!

 

Ganharam a posição de «favorito»!

 

Cedo ou tarde, darão conta que gente do calibre desse «Tonho de Castelões» não merece confiança.

 

Sinto pena desses flavienses engodados.

 

A amizade é uma palavra sagrada, é uma coisa santa e só pode existir entre pessoas de bem, só se mantém quando há estima mútua: conserva-se não tanto pelos benefícios quanto por uma vida de bondade”, escreveu, em 1549, Étienne de La Boétie.

 

A seita do «Tonho de Castelões» ajunta-se não para cultivar uma verdadeira amizade, reúne-se para conspirar.

 

A seita do «pavão de Castelões» não é formada por amigos, mas por cúmplices!

 

 “É muito próprio do vulgo, mormente o que pulula nas cidades, desconfiar de quem o estima e ser ingénuo para com aqueles que o engrampam!

 

CHAVES não pode contar com gentinha desse calibre!

 

Deixo-lhe,

ao «tyranetezinho Tonho de Castelões »,

o meu recado:

 

- “Todo o homem que combate por um ideal qualquer,

ainda que pareça do Passado,

impele o mundo para o Futuro, e

sei ainda que os únicos reaccionários

são aqueles

que se encontram bem no Presente”.

  1. D. Miguel de UNAMUNO

 

 

M., vinte e cinco de Julho de 2017

Luís Henrique Fernandes, defensor de CHAVES

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:37
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|  O que é?
Sexta-feira, 4 de Agosto de 2017

Discursos sobre a cidade - Por António de Souza e Silva

SOUZA

 

 

POLÍTICA, AUTENTICIDADE E AMIZADE

 

No final dos anos noventa do século passado, o nosso saudoso amigo genebrino oferecia-nos um livro que, na altura, e numa leitura um pouco diagonal entretanto feita, achámos verdadeiramente importante, digno de uma leitura mais atenta. Entretanto, como acontece a muitos livros que compramos, muitas vezes acabam por ficar esquecidos num canto das prateleiras dos livros da casa.

 

Foi o que aconteceu com «Geopolítica do caos», de Ignacio Ramonet, editor do Le Monde Diplomatique, a principal publicação de política internacional dos finais dos anos 90, que catalisou, na opinião de Emir Sader “as visões críticas e alternativas à nova Ordem (…)” desde o derrube do Muro de Berlim e à instauração daquilo a que se passou a chamar a Pax Americana.

 

Em tempo de férias, procura-se, nos cantos esquecidos das estantes, os livros que um dia decidimos que haveríamos de ler com mais atenção. Com a sua leitura, e através deles, tentamos compreender melhor os tempos que passamos.

 

Desta vez, não hesitámos em trazer connosco e ler atentamente a «Geopolítica do caos», de Ramonet.

 

Para além das muitas realidades e diagnósticos que nos apresenta (que hoje, mais que nunca, estão certeiros), perante um mundo e uma sociedade cheia de perplexidades, propõe-nos desafios que, urje, devemos enfrentar.

 

Ramonet, a determinada altura, diz: “Neste contexto de deceções e incertezas em que hoje vivemos, dois novos paradigmas estruturam a nossa maneira de pensar: o primeiro é – comunicação. Esta tendência está a substituir, pouco a pouco, a função de um dos principais paradigmas dos dois últimos séculos: o progresso. Da escola à empresa, da família à justiça e ao governo, em todos os campos e para todas as instituições, eis, daqui em diante, a única palavra de ordem: é necessário comunicar. O outro paradigma é o mercado. Que substitui o da máquina, do relógio, da organização, cujos mecanismos e funcionamento garantiam a evolução de um sistema. À metáfora mecânica, herdada do século XVIII (uma sociedade é um «relógio social» e cada indivíduo exerce uma função útil para o bom funcionamento do conjunto) sucede a metáfora económica e financeira. Daqui em diante tudo deve ser regulado segundo os critérios de «Sua Majestade» o mercado, panaceia última”.

E continua Ramonet: “ na primeira fila dos novos valores: os lucros, os benefícios, a rentabilidade, a concorrência, a competitividade”.

 

As “leis” do mercado tomam o lugar das leis da mecânica (que rege a vida dos astros, do cosmos e da natureza) como explicação geral de movimentos das sociedades.

 

Com efeito, estes dois paradigmas – comunicação e mercado – constituem os pilares sobre os quais repousa o sistema do mundo contemporâneo no seio do qual se desenvolvem, com grande intensidade, as atividades que, como explica Ramonet, possuem quatro atributos principais: planetário, permanente, imediato e imaterial.

 

O modelo central é constituído pelos mercados financeiros que impõem como ciência de referência já não as ciências naturais, a mecânica newtoniana ou a química orgânica, “mas o cálculo de probabilidades, a teoria dos jogos, a teoria do caos, a lógica imprecisa e as ciências do vivente”.

 

Os melhores, ditos especialistas, estimavam que, graças à desregulação, à abolição do controlo do câmbio, à globalização financeira e à mundialização do comércio, a expansão seria perpétua.

 

O enriquecimento fácil foi encorajado e aparecem os novos-ricos aventureiros, alguns deles detentores de mega empresas. A especulação financeira foi encorajada e assistiu-se à apoteose dos golden boys. Ou seja, no âmago do sistema: o dinheiro. E com ele o fenómeno da corrupção, a todos os níveis.

 

Entretanto, incertezas e desordem tornam-se parâmetros fortes para medir a nova harmonia de um mundo em que a pobreza, o analfabetismo, a violência e as doenças não cessam de progredir. Um mundo em que menos de 1/5 dos mais ricos da população dispõem de mais de 80% dos recursos, enquanto mais de 1/5 dos mais pobre dispõe apenas de 0,5%... Um mundo, enfim, em que o montante das transações nos mercados monetários e financeiros representa cerca de cinquenta vezes mais o valor das trocas comerciais internacionais… Um mundo em que, dizendo-se viver, na sua imensa maioria, em regime democrático, se travam intermináveis batalhas eleitorais para conquistar democraticamente o poder, sem muitos destes atores se aperceber que o poder mudou de lugar!... E, mostrando, nessas batalhas, o espetáculo de uma total impotência para mudar seja o que for!...

 

Seres constrangidos a negarem-se constantemente, pois o verdadeiro poder está fora do seu real alcance: está em alhures. Por isso não espanta que surjam expressões, que a muitos escandaliza, mas que exprimem efetivamente a verdadeira realidade – figuras de palhaços na senda política quotidiana… Sem deixarmos de por de fora a hipótese de, infelizmente, alguns desses atores, serem cúmplices de uma farsa da qual só eles são os únicos beneficiários! Exemplos? Para quê? Todos os dias eles nos entram pelos olhos e ouvidos através da toda poderosa comunicação social que, na ânsia do lucro, nos conta, e explora, somente a parte que é útil à sua sobrevivência, em termos de concorrência e mercado, controlado pelos grandes magnates do poder económico e financeiro, cujo paradeiro e nomes mal sabemos onde estão!...

 

Enfim, estamos perante o avanço e a vitória do pensamento único, da pretensão universal dos interesses de um conjunto de forças económicas, em particular, as do capital financeiro internacional. Princípio de tal forma contundente que um marxista distraído não chegaria a nega-lo: o económico leva a melhor sobre o político.

 

A Europa inventou o Estado Providência. Como em nenhuma outra parte do mundo, os cidadãos dos países que constituem a União Europeia beneficiam de uma pensão de velhice, de um seguro-doença, de ajudas à família, de um fundo de desemprego, assim como de prerrogativas de direito do trabalho. Este arsenal de garantias socioeconómicas, conquistadas pelo movimento operário, constitui o âmago da civilização europeia moderna. No fundo, é isso que distingue a União Europeia de outras áreas geopolíticas e, principalmente, de seus concorrentes económicos americanos e japoneses.

 

A lógica da globalização/mundialização e do livre comércio planetário impele a alinhar os salários e a proteção social pelos valores, muito inferiores, praticados nos países concorrentes da região Ásia-Pacífico. E é, na nossa ótica, em nome da eficácia económica, e correndo o risco de quebrar a coesão nacional, que os governos europeus, neste início de século, estão fazendo, ou seja, desconstruindo o edifício social que tanto custou a construir. Porque, afinal, se o dinheiro dos contribuintes não fosse retirado pelos detentores do poder do Estado para ostentarem as suas estranhas, irracionais e megalómanas ambições de permanência do poder e das suas cliques partidárias; se soubessem, com competência, eficácia e eficiência, gerir tal como o faz um «bonus pater famílias», não chegaríamos a este ponto!

 

A performance económica entra em contradição com a cultura e a democracia que, segundo parece, esqueceu a advertência feita, já em 1938, pelo escritor Raymond Queneau: “o objetivo de qualquer transformação social é a felicidade dos indivíduos e não a realização de leis económicas inelutáveis” (negrito nosso).

 

Com a crise económica sobrevém também a cultural, assistindo-se à sua própria agonia. Ao ponto de Edgar Morin afirmar que “estamos entrando numa época em que as certezas se desmoronam. O mundo encontra-se numa fase particularmente incerta porque as grandes bifurcações históricas não foram identificadas, não se sabe para onde se vai!”. O futuro apresenta-se-nos bastante incerto, por que tudo está alterado. Por que estamos na hora de questionar certezas, rever práticas, compreender os novos parâmetros dos tempos presentes.

 

Já, na altura em que Ramonet escreveu «Geopolítica do caos» se dizia: “as sociedades europeias continuam a navegar na modernidade, sem objetivo bem definido e sem uma nítida representação do seu devir”.

Urje, pois, - porque não se pode dispensar – uma reflexão a longo prazo e em profundidade. Será uma loucura, diz aquele autor, se não se fizer. Porque saímos de um universo de determinismo simples e entrámos num mundo que, dia a dia, mais se complexifica e no qual a incerteza, a estratégia e a inovação aparecem fortemente associados. Porque, compreender, é o desafio fundamental. Porque a crise por que passamos é também a nossa incapacidade mental, intelectual, conceitual para, inclusive, medirmos a sua própria dimensão.

 

A sociedade europeia encontra-se não só sem crescimento mas, mais ainda, sem projeto! E, assim, despojados dos indispensáveis pontos de referência culturais e desidentificados, os cidadãos enfrentam a crise atual na pior das condições mentais. E chegamos a tal ponto – porque sem horizontes de referência – que são raros os intelectuais que percebem e concebem o nascimento de novos horizontes coletivos. George Steiner disse: “os meus alunos de outrora tinham todas as janelas abertas para a esperança: era Mao, Allende ou Dubcek, ou o sionismo. Existia sempre um espaço onde alguém lutava para que o mundo viesse a modificar-se. Presentemente, não existe nada disso”.

 

Em contrapartida, a promessa da felicidade na escola, na família, na empresa ou do Estado é formulada pela comunicação toda poderosa. Daí a proliferação, sem limites, dos instrumentos de comunicação, dos quais a internet é o coroamento total, global e triunfal. Quanto mais comunicamos, dizem-nos, mais harmoniosa será a nossa sociedade e maior será a nossa felicidade. A nova ideologia do tudo-comunicação, este imperialismo comunicacional, exerce sobre os cidadãos, desde algum tempo, uma autêntica opressão, subliminar, mas profunda. Durante muito tempo a comunicação foi libertadora porque significava, desde a invenção da escrita e da imprensa, a difusão do saber, das leis e das luzes da razão contra as superstições e os obscurantismos de toda a espécie. Hoje em dia, impondo-se como obrigação absoluta, inundando todos os aspetos da vida social, política, económica e cultural, não passa de uma tirania, que, segundo ainda Ramonet, virá a tornar-se, provavelmente, “a grande superstição do nosso tempo”. Para além disso, a sociedade cede as rédeas ao mercado. Este, tal qual um líquido ou um gás, infiltra-se, penetra em todos os interstícios da atividade humana, convertendo-as à sua lógica. Inclusive, determinados campos que, durante muito tempo, estiveram à margem do mercado, como a cultura, o desporto, a religião, a morte, o amor, etc., estão sendo inteiramente invadidos pela lógica da mercantilização generalizada, da oferta e da procura.

 

Todas as mudanças que estes dois paradigmas – comunicação e mercado – provocaram, desestabilizaram fortemente, de uma forma rápida e formidável, os dirigentes políticos. Estes, na sua grande maioria, sentem-se superados por uma cascata de reviravoltas que modificam as regras do jogo e os deixam, no mínimo, parcialmente, impotentes. E não é por isso que deixam de reclamar, alto e em bom som, uma «modernização» e uma «adaptação» aos novos tempos.

 

Por sua vez, inúmeros cidadãos têm a impressão de que os verdadeiros senhores do mundo não são aqueles que têm as aparências do poder político e de que, praticamente, a totalidade dos Chefes de Estado está superada pelos acontecimentos e não parece estar à altura de enfrentar uma crise – aliás, muitos não chegam sequer a identificar os contornos da mesma.

 

***

 

Perante este quadro que acabámos de pintar, com a ajuda de Ignacio Ramonet, ficámos a refletir, por uns minutos, sobre tudo isto, interrogando-nos: e os presuntivos dirigentes políticos que estão na calha para, no próximo dia 1 de outubro, se apresentarem a sufrágio para conduzirem os destinos do nosso município, estarão eles (as) à altura do desafio que os momentos por que passamos exigem?

 

Há muito que vimos criticando este modelo autárquico, defendendo quais os requisitos que reputamos essenciais para que tal desiderato tenha um mínimo de sucesso.

 

Mas, no essencial, no nosso país, muito pouco muda!

 

***

 

Falemos agora dos nossos “problemas” mais caseiros.

 

Surgiu, há 4 (quatro) anos, em Chaves, um Movimento – MAI (Movimento Autárquico Independente). Confessávamos, na altura, que não gostávamos do nome. E explicávamos que quando se cria um movimento é porque, na sua génese, há algo que o impulsiona para um objetivo bem preciso. Questionando e confrontando princípios e valores que nos levam a conviver e viver na sociedade atual.

 

Reproduzamos parte do texto que, naquela altura, escrevemos:

 

Impõe-se que se questionem certas questões que consideramos pertinentes:

 

MAI, como designação, não será uma pura tautologia? Está à margem dos partidos do arco do poder autárquico que nos tem dirigido, ou é contra eles, ou, ainda, não passa de uma dissidência em relação àqueles? Sinceramente, não encontro justificação para tal nome!

É contra corrente aos partidos do arco do poder em Chaves?

É contra corrente ao pensamento autárquico dominante ou apenas se trata de uma briga, de uma dissidência?

É contra corrente às estratégias dos partidos do arco do poder flaviense, quanto aos seus processos e táticas eleitorais?

Movimenta-se contra quê ou contra quem?

Movimenta-se porquê? E em que sentido?

São mulheres e homens de ação ou reação?

Onde reside, essencialmente, a sua diferença em termos não só éticos e morais, mas também políticos?

Constituem uma nova classe emergente de políticos, diferentes, preparados e aptos para fazer face aos desafios complexos que a sociedade do futuro exige?

Importa-nos mais saber sobre estas questões do que avaliar uma despropositada e incongruente promessa eleitoral: restituir o Largo das Freiras ao seu estado «virginal»” (...).

 

No mesmo texto, logo a seguir, dizíamos:

Somos amigo de alguns membros que integram este movimento. E, obviamente, continuaremos a sê-lo. Porque, apesar de, nesta hora, não estarmos inteiramente com eles, consideramos que aquilo que os move é, apesar de tudo, a ética da autenticidade. Autenticidade entendida na ótica de Charles Taylor quando afirma que «ser verdadeiro comigo mesmo significa ser fiel à minha própria originalidade» (…) e que dá sentido à ideia de «viver a minha vida» ou de «alcançar a minha própria realização»”.

 

No respeito integral pelo outro, sem qualquer recriminação ou preconceito… Porque, como diz ainda Charles Taylor, no seu escrito «A ética da autenticidade»: “num mundo plano, em que se esbatem horizontes de sentido, o ideal da liberdade de autodeterminação passa a exercer uma atração cada vez mais forte. Parece que o fato de escolher pode conferir sentido, fazendo da vida um exercício de liberdade, mesmo quando falham todas as outras fontes de sentido.

 

A liberdade de autodeterminação é, em parte, a «solução por defeito» da cultura da autenticidade, mas é, ao mesmo tempo, a sua maldição, porque reforça o antropocentrismo [nós diríamos mais, o narcisismo, tão característico da sociedade em que hoje vivemos]. Este fato cria um círculo vicioso que nos conduz ao ponto em que o valor mais importante que nos resta é a própria escolha (…) Estas são as tensões e as fraquezas presentes na cultura da autenticidade que, juntamente com as pressões de uma sociedade atomizada, a precipitam para a derrapagem”.

 

Mais adiante Charles Taylor, na esteira de Ramonet, ataca a questão essencial dos nossos dias quando afirma: “o reenquadramento eficaz da tecnologia exige uma ação política comum para reverter o movimento gerado pelo mercado e pelo Estado democrático em direção a um atomismo e um instrumentalismo crescentes. Esta ação comum exige que ultrapassemos a fragmentação e a impotência – isto é, que enfrentemos a preocupação, que Tocqueville foi o primeiro a definir, do perigo do desvio da democracia para o poder tutelar. Ao mesmo tempo, as posições atomistas e instrumentalistas são fatores primordiais para a geração das formas de autenticidade mais degradadas e superficiais; e, deste modo, uma vida democrática vigorosa, empenhada num projeto de redefinição, também teria, neste domínio, um impacto positivo (…) Mas para participar eficazmente neste debate multiforme é preciso compreender o que há de grande na cultura da modernidade, assim como de superficial ou perigoso. Como diz Pascal acerca dos seres humanos, a modernidade é caracterizada pela grandeur assim como pela misère”.

 

Sabemos que vivemos num mundo cada vez mais complexo. Questionando-se e oscilando entre certeza e incerteza, constantemente. Num mundo com seres humanos sempre preocupados em encontrar um sentido para as suas vidas. Tendo sempre presente que nos realizamos, num território concreto, cada vez menos isolados dos demais, como pessoas, juntamente com o outro, tão diferente de nós, mas, simultaneamente, tão igual. É nesta inquietação que o ser humano se realiza dia-a-dia.

 

Sinceramente, nada tínhamos, e sequer hoje temos, contra quem enfileirou, no exercício da sua pura liberdade, por outros caminhos.

 

Contudo, cremos que a maioria desses nossos amigos se deslumbraram pelo paradigma da comunicação, fazendo dela o seu conteúdo e não um meio para veicular princípios e valores pelos quais se deveriam bater.

 

Mais - e perdoem-nos a dureza das palavras -, “venderam-se”, positivamente, ao “mercado político” que, nas suas óticas, mais parecia lhes darem proventos pessoais. Fizeram escolhas verdadeiramente narcisísticas, “traindo”, no essencial, os seus ideais e valores de vida. Não lhes interessa tanto para onde vamos como pessoas e território concreto que somos neste cantinho do Alto Tâmega e Barroso. No fundo, traíram não só os verdadeiros propósitos políticos de como sociedade nos devemos reger como os amigos com quem, embora por vias diferentes, partilhavam e comungavam valores e ideais com vista a um novo porvir.

 

E, como isso não bastasse, pior ainda, convivem agora, alegremente, com aqueles - políticos, acólitos e seus afins - que antigamente estavam do outro lado da barricada e a quem tanto diabolizavam.

 

Enfatizemos que, em democracia, e em liberdade, as escolhas são pessoais e legítimas. Mas, naturalmente, não isentas, numa sociedade democrática e aberta, do escrutínio do contraditório e da crítica.

 

Por isso, esta postura deixa-nos a liberdade de também, numa ética de autenticidade, tão fugidia como a que hoje vivemos, questionarmos o conceito de amizade e das escolhas feitas.

 

Porque há limites!

 

Será que, como acima dizíamos, na esteira de Charles Taylor, o «ser verdadeiro comigo mesmo significa ser fiel à minha própria originalidade» (…) e que dá sentido à ideia de «viver a minha vida» ou de «alcançar a minha própria realização»” é seguindo este “trilho”? Não haveria outros caminhos, que mostrassem uma outra e verdadeira originalidade, em ordem à realização pessoal?...

 

Estamos, desta feita com o que Pascal dizia quando, a propósito dos seres humanos, na modernidade por que passamos, há tanto de grandeza como de miséria!

 

O nosso conceito de amizade não vai na ótica “facebookiana”, tal como Zygmunt Bauman nos falava, de “ligar” e “desligar” quando nos dá na real gana. Falamos de verdadeiro convívio, de partilha, de preocupações comuns como seres humanos e com o nosso terrunho, de um relacionamento verdadeiramente humano, de cara a cara...

 

Pela nossa parte seremos sempre fiéis aos ideários que sempre nos nortearam, à procura constante de um melhor porvir, mesmo que, conjunturalmente, não estejamos de acordo com certos princípios e estratégias seguidas.

 

Sem o deslumbramento e o fascínio que a sociedade da comunicação e do mercado nos procuram “impingir” e que certos políticos e intelectuais da nossa praça tão facilmente ficaram seduzidos e aderiram.

 

António de Souza e Silva

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:45
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

*Então, isso y aquilo diz-se?!*

 

*LÍDER DA FEDERAÇÃO DISTRITAL

do PARTIDO SOCIALISTA de VILA REAL "

ASSUME DERROTA AUTÁRQUICA"

NO CONCELHO DE CHAVES*

 

O Partido Socialista, de CHAVES, deve estar morto de vergonha!

 

Como se não bastasse a flacidez da táctica polítca local; a magricela figura dos perfis políticos dos principais candidatos à Autarquia flaviense; a enjoativa lenga-lenga de argumentação comicieira; ainda lhes calha, a esses fracassados políticos flavínios, terem nos seus dirigentes distritais autênticos «poneyzinhos-de-Tróia»!

 

Perante a deselegância (ou terá sido uma traiçoeira rasteira de um «inBejoso»?!) do traste a fazer de líder da Distrital do PS de Vila Real, os «sialistas» de CHAVES ficam mudos e calados!

 

Então, aquilo diz-se?!

 

Que falta de coragem!

 

Que gente é essa para garantir «LUTAR» por CHAVES?!

 

O grupelho «sialista» de CHAVES continua a desaproveitar oportunidades para limpar a capoeira do «pavão». E para se auto-determinar dos colonialistas da «Bila»!

 

É um grupelho tão enfezado que, como se não lhe bastasse já essa lingrinhice, tem no Rochinha da Distrital um «poneyzinho-de-Tróia»: o berdamerdas, dominado pelo complexo de habitante da «Bila», em vez de manifestar esperança, e de transmitir confiança aos militantes, simpatizantes e eleitores socialistas de CHAVES, na conquista da administração da Câmara, até o nome da cidade omite nas suas palestras eleiçoeiras!

 

E “OS de CHAVES” consentem essa canalhice!

 

E o coitado do Nuno Vaz, convencido que lá por ser um bom rapaz até pode ganhar as Eleições para a Câmara, vai sofrer uma amargura mais que azeda com a derrota de Outubro!

 

Não deixa de lhe ser bem-feita, pois tem obrigação de já saber como se deve ir para, e entrar, nessa guerra de eleições!

 

Mas, claro, como o grupelho «sialista» flavião não tem vergonha, quem vai continuar a pagá-las é o «pagode» flavínio, no geral, enquanto o «pavão», os «lalões» e «lalõezinhos» vão continuar a pipilar e a rir a bandeiras despregadas, a fazer merda por toda a «cidade» e a gozar à grande e à francesa com os tristes «sialistas», que, porque nunca mais aprendem, vão levar com o tratamento de «burros como uma porta»!

 

O PS de CHAVES está nas mãos de um grupo de tansos; de um montão de lingrinhas politiconeiros, todos convencidos que percebem de Política só por transportarem um cartãozito partidário com o seu nome chapado lá!

 

Não passam de insignificantes miniaturas na vida político-social da «cidade».

 

Convencem-se que por aparecerem duas ou três vezes «em conferência de imprensa» nos «órgãos de informação» do maior arrabalde da «Bila», de Vila Real, já impressionam e convencem os eleitores flavienses de que são bem melhores do que os medíocres que «mandam» na Câmara!

 

O núcleo central dos «sialistas» (PS) de CHAVES é constituído por um melaço de pedantes, arrumadinhos na vida, com a mentalidade do «sapateiro de Apeles», convencidos que o cartão de militante «sialista» chega e sobra para lhes iluminar «o caco» e conseguir empurrões (votos) até ao lugarzinho que lhes faz crescer água na beiça!

 

Andam por aí todos derretidos com os «vivas!», aplausos e palmadinhas nas costas muito próprias de um início de campanha eleitoral, como se essa vaidadezinha de ver o nome numa lista eleitoral e subir a um «palque» correspondesse às honras do cargo que não vão ocupar!

 

Vir, «à ultima da hora», apresentar uma pequena mancheia de gente boa, séria, ilustrada para o desempenho fácil de Presidente de Junta não chega para convencer o eleitorado a pôr a cruzinha no mesmo símbolo para a Câmara!

 

A pedantice não consente a esse grupelho entender que o nome de ofício ou de profissão   --   que pode merecer à sua figura algum brilhozinho social   -   não é de forma alguma uma garantia de vocação ou competência, quer para esse ofício ou profissão, quer para o desempenho de um cargo político!

 

Numa das suas tiradas, Nuno Vaz dizia: - “Chaves precisa urgentemente de uma nova visão de desenvolvimento que esteja centrada nas pessoas, que veja em cada um dos flavienses um ativo que pode contribuir para o desenvolvimento da nossa terra e afirmação dos nossos recursos.

 

Juntos vamos acordar Chaves e mobilizar vontades no sentido do desenvolvimento e afirmação do que somos.

 

-Centrada nas pessoas!

 

Mas que disparate!

 

Tal como outro chavão: «Mudança»!

 

Em todas as campanhas eleitorais, os painéis de propaganda e de publicidade politiqueiras, espalhados por rotundas , cantos e esquinas, e entre passadeiras  e lombas de ruas e estradas, a sublinhar a «tromba» de candidatos, aparece ad nauseam «centrada nas pessoas»!

 

Até o “TóTó de Castelões” anda por aí proclamar que  o seu «projecto assenta nas pessoas»!

 

Que rebaldaria eleiçoeira!

 

Que incapacidade e, ou, que preguiça mental!

 

Nojenta demagogia!

 

Enjoativo choradinho politiqueiro!

 

Pobreza de imaginação de argumentos!

 

Sinal da hipocrisia e do descaramento para a mentira, de gente medíocre a «fazer-se ao piso» de um bom tacho!

 

Esperava mais e melhor de um candidato não «lalão» à Câmara de CHAVES!

 

E, em outros parágrafos dircursivos, enche a boca a falar na «criação de emprego»: ‘stá-se mesmo a ver que é prometer arranjar «jobs», nos Serviços da Câmara Municipal, para os «boys» da sua «boyada»!

 

Vir salientar o candidato a presidente da Junta da Freguesia de Stª Maria Maior é mais um sintoma da pequenez política do Nuno Vaz!

 

Até parece que a cidade só tem uma Freguesia!

 

Até parece que é só com os eleitores dessa que se ganham as eleições municipais!

 

Até parece que Moreiras, Nantes, Paradela ou Lamadarcos não contam para nada!

 

As candidatas cachopas são bonitas e alindam a lista.

 

Mas as Eleições Autárquicas não são um concurso de beleza!

 

O casulo volta a ser fraco para resistir ao torneio com o galinheiro dos «pavões».

 

Tenho pena!

 

CHAVES vai continuar em plano inclinado para a sua desvalorização.

 

Mas, vendo bem, nem tenho por que me admirar: os grupelhos dos comissários concelhios flavienses, dos (vamos lá fazer-lhes inchar o papo!) dois maiores partidos de CHAVES (eh! eh! eh!) são farinha do mesmo saco   -  têm os mesmos tiques pseudo-políticos, move-os os mesmos secretos, estranhos e alheios, e íntimos interesses, e equivalem-se na qualidade.

 

O serrim de pinheiro é de melhor gabarito!

 

A polpa do Partido Socialista, de CHAVES é boa!

 

O caroço é que não presta! Está podre!

 

Oxalá que a vergonha da humilhante derrota nas Eleições Autárquicas de 2017 lhes sirva, de uma vez por todas, de emenda!

 

Para se manterem nessa triste figura é bem melhor desaparecerem:

 

 

- aproveitem a próxima cheia do Tâmega, que é para os peixes não ficarem ... com hidropisia!

 

 

M., vinte e dois de Julho de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:22
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 20 de Julho de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“Travessuras y pirraças”

*ou isabelina inspiração*

 

“Políticos e fraldas

devem ser trocados

 de tempos em tempos,

pelo mesmo motivo”.-

 frase atribuída a Eça de Queirós

 

 

Num blogue, um texto maior que uma folha A4  é, nos tempos que correm (na Idade do Efémero; na Idade do Cansaço; na era do consumo, do consumismo e dos consumidos, da era da robótica e da cibernética.... na era de vendedores e perdedores!......), um incómodo, «uma chatice», para a maioria, se não para (quase) todos os visitantes.

 

No texto, “O quark e o pavão”-*Com “charm” de M.Gell-Man*,  estão implícitas algumas sugestões, que, a tal efemeridade, o tal cansaço, a tal «chatice»  não permitem ser apreendidas.

 

Explicito duas ou três sugestões:

  • No “Sport”, no “Geraldes”, no ARRABALDE; no Café da Aldeia; no Barbeiro; na Adega, na hora de regar a amizade; à entrada e à saída da missa; os homens que não se deixem arrastar pelas alcovitices do futebol e concedam , mesmo só de vez em quando, umas «apreciações» acerca do rumo que querem para a vida de cada um e para a vida da sua comunidade.                                                                                                                                                                                   
  • No “Sport”, no “Geraldes”; na Loja, perdão, no “Mini-Mercado” e no “Mercado” da Aldeia, e nos “Super” da cidade (ou até na vista d’olhos à Loja dos chineses!); nas «caminhadas» pela saúde; nas salas de espera para «Consulta» (seja lá do que for e onde for!); nas idas e vindas da missa; na Cabeleireira, perdão, Esteticista; as mulheres não se deixem arrastar pelas alcovitices das Revistas, pelas fofoquices das Telenovelas, e concedam , mesmo só de vez em quando, umas «apreciações» acerca do rumo que querem para a vida de cada um e para a vida da sua comunidade.

Estes dois pontos cumpridos levarão a um já interessante grau de «consciência cívica»., a uma maior «espírito de responsabilidade».

 

O que proponho aos Flavienses (aos meus leitores,  e aos portugueses, afinal) é que se vinculem menos apressadamente à «opção» e estejam mais atentos à «visão».

 

Ataque-se a intencionalidade egoísta de candidatos a cargos político-partidários; critique-se-lhes a sua falta de conhecimento em Ciências Sociais e em outras disciplinas subsidiárias da Ciência Política; exija-se-lhes um mais elevado nível ético e intelectual.

 

Esqueçam a honestidade que eles alardeiam: exijam-lhes INTEGRIDADE!

 

O fanatismo partidário impede que, mesmo até, cidadãos inteligentes e cultos saibam analisar objectivamente os problemas político-sociais.

 

A crença e a opinião   -   levianas, superficiais, comodistas e, em certa medida, aceito, ingénuas   -   facilitam a «tomada de posse» de gente reles, oportunista, incompetente, medíocre.

 

As acções dos Governos Democráticos (Central, Regional ou Autárquico) devem  -   devem, repita-se, para ser bem entendido   -  devem corresponder às promessas (compromissos) eleitorais dos “figurantes” que com estas conseguiram o voto popular!

 

Que sabedoria transporta o eleitor para a decisão, o voto, que deposita na urna?!

 

O voto não tem preço, tem consequências.

 

Olhando para a nossa História recente (a tal da sempre joven democracia portuguesa), quer para a Presidência da República, quer para a Assembleia da República (donde sai uma estranha autorização para ministros de gentinha que não foi eleita, ou sequer a votos!), quer para os Órgãos Autárquicos (muito especialmente para o Executivo Camarário, já que as Assembleias Municipais e de Freguesia, e as Juntas de Freguesia não passam de parentes pobretas da Política portuguesa),  o «Povo» tem escolhido realmente «os melhores»?!

 

Os vencedores terão ganho mais pela ignorância e fraqueza dos eleitores ou mais pelo esclarecimento, fundamentado e sólido, destes?!

 

“É suficiente que o Povo saiba que houve uma eleição. As pessoas que votam não decidem nada. As pessoas que contam os votos é que decidem tudo”  -  sabem de quem são estas palavras?

 

Imitando o Führer de Lá, os «Führerzitos de cá» (daí, de CHAVES, e não só, evidentemente!), sem «ideias-força», sem «imagens-força» resta-lhes agarrarem-se, e a usar, «palavras-força», também elas mágicas como sólido sustento e coesão de, embora medíocres, classe dominante: enchem a boca ... e as instalações sonoras com «liberdade», «justiça», «bem-estar», «progresso» e outras que tais.

 

Ainda mancebo, e já lá vai mais de meio século passado, ensinaram-me, numa Escola, com uma célebre Tapada  -   que tanto a Política como  a Guerra podem ter a mesma finalidade; a Paz.

 

Em ambas se luta também pela Vida.

 

Em ambas, a História tem um papel altamente importante.

 

Em ambas, se impõe uma organização metódica, efectiva, competente, vitoriosa.

 

Apesar dessas afinidades, não tenho para mim que a Política seja «filha da justiça de Deus e da injustiça dos homens».

 

Às Instituições e Serviços Públicos, de uma Nação politicamente organizada, compete satisfazer as necessidades colectivas fundamentais  de Justiça,  de Bem-Estar e de Segurança e de Progresso.

 

E, para essas Instituições e Serviços Públicos, a Comunidade deverá ter o cuidado e a sabedoria de escolher os melhores.

 

É pelas virtudes (valores) que nos tornamos verdadeiramente humanos.

 

Nesta folclórica democracia «à portuguesa», os vendedores de pseudo-ideologias insistem em fazer do País um antigo “Campo da Fonte” e, ou, um “Largo do Tabulado”, onde fazem a feira das suas vaidades, o reclame da sua cultura narcisista e engrampam o «zé pagode» com as artimanhas da sedução e a desavergonhada falta de convicção.

 

Nos seus discursos de campanha eleitoral, os pretensiosos candidatos a lugares e lugarzinhos na Administração Pública, aos quais, pomposa e delambidamente, circunscrevem ao restrito significado de «cargo po-lí-ti-co», os demagogos, com curso de oratória tirado por correspondência com vendedores-de-banha-da-cobra, usam o gesto e o vozeirão teatrais para conferir uma científica ou filosófica autoridade à meia-dúzia, dúzia ou dúzia e meia das larachas e vulgaridades que proferem.

 

Para um Povo habituado a sermões, a ladainhas e ao medo de duvidar, ouvir os que lhe confirmam, com tal pompa, o seu conhecimento vulgar, e o põe a salivar perante um banquete de saborosas promessas, o agrado do momento deixa-o derretido de encanto, não se dando conta da demagogia que o conduz à catástrofe e à ingratidão, como paga do aplauso e do voto que ofereceu.

 

Com uma classe política medíocre, e cada vez mais numerosa, o Povo mais tempo permanecerá no purgatório dos arrependimentos, com férias grandes no inferno das desigualdades injustas; das iniquidades da Justiça; das violências das incertezas do pão para a boca e do tecto para abrigo; dos medos das inseguranças para as crianças e jovens, e da falta de respeito para com os idosos e doentes.

 

Na alma da maioria dos portugueses ainda se conserva a vaidade da armadura e a indiferença pela biblioteca.

 

O Visconde de Correia Botelho  reconheceu-o, no seu tempo, como que adivinhando que continuaria a ser esse o sentimento e o comportamento atávico da grande maioria dos seus patrícios: - “Quatro cutiladas bem assentes no crânio de um mouro davam, noutro tempo, mais glória ao que as dava do que o sr. Alexandre Herculano há-de ter com a publicação dos seus quatro volumes da História Portuguesa”.

 

CHAVES é um quadro negro cheio de equações às quais, «lalões», «lalõezinhos» e o seu títere «pavão» não arranjam soluções ... nem deixam arranjar!

 

Por este andar, não é o Mal que é banal (Arendt); é a vida que passa a ser um calendário de banalidades!

 

 

M., nove de Julho de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:35
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Sexta-feira, 7 de Julho de 2017

Discursos sobre a cidade

SOUZA

 

BREVE REFLEXÃO À VOLTA DO ATO ELEITORAL QUE SE AVIZINHA

 

 

 

O poder não pertence a ninguém;

é um lugar vazio ocupado apenas provisoriamente.

 

Daniel Innerarity, «A política em tempos de indignação», Publicações D. Quixote, 2015, p. 173

 

 

 

A democracia é uma forma de organização política da sociedade na qual o conflito nunca é definitivamente reabsorvido na unidade de uma vontade comum.

 

Quem assim o não entender, terá dificuldade em entender a política e mesmo pensar em termos «políticos». Por isso, muitos cidadãos se afastam da política ou dela vociferam veementemente. Mas todos estamos «imersos» nela, não podemos passar sem ela!

 

Vivemos num tempo apelidado de aceleração do tempo, no qual, alguns anunciam já o “fim da política”; outros, face à sociedade complexa em que vivemos e a uma certa ingovernabilidade da mesma, outra coisa não apregoa(va)m que a desregulação da mesma, a capitulação do primado da política, face ao imperativo do movimento económico.

 

Daniel Innerarity enfatiza e pugna que “o nosso grande desafio [consiste] em defender as propriedades temporais da formação democrática de uma vontade política, os seus procedimentos deliberativos, de reflexão e negociação, contra o imperialismo das exigências técnico-económicas e a agitação do tempo dos meios de comunicação”.

 

Aquele autor, quando nos fala a propósito dos tempos em que vivemos, de autêntica aceleração de tudo, nomeadamente das decisões políticas, alerta-nos que “as soluções mais emancipadoras não provêm nem da desaceleração nem da fuga para a frente, mas sim do combate contra a falsa mobilidade [...] O «veste-me devagar que estou cheio de pressa» [negrito nosso] não foi formulado para defender a perda de tempo, mas sim para ganhar tempo”. Mais adiante, justifica seu propósito, quando afirma que a sua “proposta final seria, portanto, uma defesa da importância de se ganhar tempo, não através do incremento da aceleração mas sobretudo combatendo metodicamente a falsa mobilidade. A reflexão estratégica, a perspetiva para enquadrar o instante em limites temporais mais amplos ou a proteção do verdadeiramente urgente são, em última instância, procedimentos para ganhar tempo(sublinhado nosso), porquanto não se trata de não ligar nenhuma ao tempo, ou mesmo, lutar contra ele, outrossim, «utilizá-lo a nosso favor».

 

No nosso antepenúltimo Discurso sobre a Cidade, a certa altura, dizíamos “como darmos esperança e desenvolver um território praticamente deserto no meio rural, onde os seus «maiores» - poucos já, infelizmente -, que aí se encontram, se limitam a aguardar pela sua «última chamada», e uma população citadina, sem engenho e arte, descrente, e incapaz de encontrar soluções que concitam uma melhor qualidade de vida para as suas gentes (...)”.

 

E é importante trazermos aqui à colação a tragédia do passado dia 17 de junho, em Pedrógão Grande, para tornar mais ingente uma pausa, um tempo de espera, para refletirmos sobre que modelo de desenvolvimento queremos para o país: cidadãos, autarcas, instituições, empresas e governo, enfim, todos nós.

 

Porque algo está mal na forma como temos desenvolvido o nosso país até agora. A começar nas freguesias e nos concelhos!... E nada melhor como um período eleitoral.

 

Mas sabemos que o ciclo político que atravessamos não é propício para diálogos profícuos e consensos urgentes. Se bem que a função política seja, essencialmente, o uso da palavra, pois, em política, com a palavra fazem-se coisas; contudo, este não é o momento certo para se dar o devido valor às palavras adequadas. Em períodos eleitorais, infelizmente, as palavras outra coisa não são que verdadeiro ruído...

 

Afirmámos, no outro escrito, que a função da política não é a procura a verdade, mas do razoável.

 

E, mesmo o razoável, no contexto em que vivemos, obriga os políticos a porem-se à defesa, a moverem-se na ambiguidade, porque sabem que os cidadãos, infelizmente, se habituaram a orientarem-se, no campo político, com esquemas de polarização, e os media não oferecem espaço para a discussão equilibrada, porque mais seduzidos pela gestão do escândalo e da dissensão, em ordem à obtenção do lucro das suas «corporações».

 

Vale a pena aqui lembrar as palavras de D. Innerarity a este respeito:

 

Os meios de comunicação social, num momento em que os cidadãos têm tanta necessidade de informação para conseguir formar uma ideia acerca do que se está a passar e para tomar as decisões apropriadas, estão a distorcer a visão das coisas políticas de tal modo que acabam por gerar cinismo e desespero. Esses meios alimentam o desencanto e a desconfiança em vez de explicarem [salvo raríssimas exceções] a normalidade democrática [...] enquanto [estes meios de comunicação social] se apresentam a si próprios, conscientemente ou não, como lutadores heroicos que protegem o público desamparado face aos malvados políticos”. Ora, um espaço político binário é, no fundo, um espaço que se pretende despolitizado.

 

Daí que, na nossa modesta opinião, se bem que necessário, dentro desta mentalidade reinante, o espetáculo que aí vem - a campanha eleitoral -, não vai passar de um antagonismo ritualizado, elementar e previsível, transformando a política num combate em que o que está em causa não é discutir assuntos mais ou menos objetivos - estratégias para o futuro do nosso país e, em concreto, do nosso concelho, mas sim - embora apresentados propostas diferentes e significativas, com princípios e valores diferenciados -, encenar algumas diferenças necessárias para se manter ou conquistar o poder. Não nos parece estarem criadas condições para se efetuar uma verdadeira e consciente escolha. Certos procedimentos político-partidários, tão nossos, e tão nosso caraterísticos, e apegados a interesses, predem o cidadão, não lhe dando espaço de liberdade para se dar e concitar uma autêntica e genuína escolha.

 

Vai, neste sentido, o autor que vimos seguindo quando afirma que “O antagonismo dos nossos sistemas políticos funciona assim porque as controvérsias públicas têm menos de diálogo que de combate para obter o favor do público [...] A comunicação entre atores é fingida, uma mera ocasião para prestigiar aos olhos do público, o verdadeiro destinatário da sua atuação”.

 

Assim, este clima de vivência política e eleitoral, de estilo dramatizador e de denúncia, como afirma o autor que vimos citando, embora mantenha unida a fação dos apaniguados partidários em torno de um eixo elementar, contudo, dificulta, e em muito, a posterior consecução de acordos que vão para além da própria «paróquia».

 

As campanhas, desta forma, proporcionam muito poucas ou nenhumas possibilidades de diálogos construtivos, porque servem fundamentalmente para agudizar o contraste e polarizar, simplificando a escolha que vem depois.

 

Mas, temos para nós que quem se apetrecha com um único argumento da sua radical coerência terá pouco futuro na política. A verdadeira atividade política tem mais a ver com a procura de espaços de encontro, com o compromisso e com o envolvimento de outros, que pesam igual ou diferente de nós.

 

E é esta postura que, sinceramente, esperamos daqueles que se candidatam, nas próximas eleições aos órgãos autárquicos no concelho de Chaves. Principalmente daqueles que estão mais próximos do “arco” de princípios e valores políticos que perfilhamos.

 

Porque, na verdade, defendemos que “Os melhores produtos da cultura política tiveram a sua origem no acordo e no compromisso, ao passo que a imposição ou o radicalismo marginal não geraram quase nada de interessante”. Porque nós queremos um concelho e uma cidade nova, diferente, no panorama das ditas cidades médias do nosso país. E, aqui, uma vez mais, estamos com D. Innerarity quando nos lembra que “Os nossos ideais dizem algo acerca do que queremos ser, ao passo que os nossos compromissos revelam quem somos”.

 

Para não nos tornarmos longo nesta despretensiosa reflexão, partilhamos aqui, mais uma vez, o ponto de vista de Innerarity ao não alinharmos no pessimismo dominante em relação à política. Não porque não encontremos razões de crítica! Mas porque acreditamos que só um horizonte de otimismo aberto, que acredite na possibilidade do melhor, é que nos permite criticar com razão a mediocridade dos nossos sistemas políticos e de alguns dos nossos políticos.

 

Na realidade, o otimismo e a crítica são duas atitudes que se dão muito bem, ao passo que o pessimismo e o puro deita abaixo costuma preferir a companhia da melancolia, do cinismo e da pura maledicência.

 

António de Souza e Silva

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:14
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 6 de Julho de 2017

Ocasionais - “O quark e o pavão” - *Com “charm” de M.Gell-Man*

 

ocasionais

 

 

“O quark e o pavão”

-*Com “charm” de M.Gell-Man*

 

Unos cuantos hombres,

movidos por codicias económicas,

por soberbias personales,

por envidias más o menos privadas,

van ejecutando deliberadamente

esta faena de despedazamiento nacional,

que sin ellos y su caprichosa labor

no existiría”.

 

J. Ortega y Gasset

 

 

Sei que em grande parte dos meus textos (Pitigramas), se não mesmo em todos, o que expresso não coincide com as vulgaridades que  «uma certa porção» de leitores tem na cabeça.

 

Muitos virão aqui menos para exercitar os neurónios numa reflexão e mais para se indignarem e buscar pretexto para incendiarem o seu fervor politiconeiro.

 

Muitos pouco ou nada se ocuparam, ou ocupam, dos assundos sérios da vida pública, da República, da Democracia, da Política: os meus Post(ai)s (os de outros colaboradores do Blogue “CHAVES”) servir-lhes-ão mais para botarem sentenças, especialmente sempre e quando o que nesses Post(ai)s  se escreve não coincide com as banalidades viciadamente gravadas no seu intelecto.

 

Os meus escritos (Pitigramas) também são pugna política.

 

Conheço bem os meus alvos.

 

São os «criados de servir» promovidos , pelos seus patrões a «capatazes».

 

São pessoas com espírito de lacaio, a quem se ajusta na perfeição o ditado: «se queres conhecer um vilão põe-lhe uma aguilhada na mão»!

 

São indivíduos a quem lhes falta muito para serem pessoas.

 

São fugidios ao espírito de missão   -  dão-se melhor com o espírito santo de orelha!

 

Com os meus textos, combato o desleixo, a falta de decoro, as  rendições, as desistências e as vergonhosas cumplicidades dos que, estando no comando dos destinos da NOSSA TERRA, do Município de CHAVES, praticam!

 

A cidade, a REGIÃO estão num plano cada vez mais inclinado de despretígio, de esvaziamento, de aniquilação.

 

Os Flavienses deixam-se entreter, engrampar com umas fanfarronices caseiras, coçam-se uns aos outros, distraindo-se  da marcha que a História e o Progresso vão fazendo, em ritmo mais ou menos acelerado, e eles, Flavienses, adormecidos nesta lenga –lenga que os entretém como um osso a um cachorrinho, quando abrirem os olhos já será tarde demais!

 

Os Flavienses andam convencidos que, dançando o vira «ora agora gabas-me tu, ora agora gabo-t’eu, ora agora gabas-te, gabaste tu mais eu”!, dão a conhecer o seu território, o seu modo de vida,  e atraem a curiosidade, o interesse e a visita de gentes de outras paragens!

 

Não! Os Flavienses vivem encafuados em quatro paredes, onde a sua cultura, o seu património, a sua identidade e o seu futuro vão tristemente definhando.

 

Os Flavienses vivem numa lura, sem portas nem janelas!

 

E até as frinchas, por onde alguém de dentro ou de fora poderia espreitar, estão a ficar cada vez mais tapadas!

 

 

CHAVES precisa de restauração!

 

 

O entulho que entope o seu desenvolvimento, o seu crescimento, a sua expansão tem que ser removido para bem longe: talvez para a «coelheira de Massamá» ou para a «saibreira de Nafarros»!

 

 

Estamos em “Ano de Eleições Autárquicas”.

 

 

A campanha «silenciosa» dos desavergonhados candidatos cabeça-de-lista de Patidos ou de renegado-revanchistas com as trombas borradas com nódoas de «independentes» já anda por todo o lado   -  rotundas, cruzamentos, becos sem saída;  jornais, rádios e televisões;  e por brigadas de «café-em-café» a fazer o estardalhaço dos diabos com que viciaram e endrominaram os eleitores ao longo desta «longa madrugada» que sucedeu à «longa noite fascista»!

 

Acentuadamente durante as campanhas eleitorais o povoléu interioriza e ergue as mãos para a o céu como que a considerar os candidatos «NOSSOS PAIS do céu .. e da Terra» e a rezar-lhes «Padre-NOSSOS» em vez de erguer os punhos e gritar-lhes que estão ali a garantir tudo para os obrigar a cumprirem as suas promessas!

 

Aos eleitos em fim de mandato, com pelouros ou sem pelouros no Executivo e com assento nas Assembleias (municipal e de Freguesia), há que pedir-lhes contas!

 

Ah! Mas aos que vão andar por aí  em campanha, há que perguntar-lhes o que é que eles andaram a fazer enquanto os «governantes no governo», no Terreiro do Paço ou na Palácio do Duque, espatifavam o dinheiro, o património histórico e cultural, as «estruturas infra e supra» do Município, e desencantavam a alma dos munícipes!

 

Faz-se tarde para que os melhores flavienses, por nascimento ou por adopção, assumam o comando dos destinos da NOSSA TERRA!

 

Repare-se nesse liliputiano chefe do executivo camarário: esse falso "honnête-homme”.jamais se habituará, ou aprenderá, a falar e a fazer que faz  (pois não trabalha) de forma decente e sincera.

 

Vem de longe a sua capciosa ambição de chegar a «um lugarzinho vistoso» na política mediocrecrática!

 

Não conseguiu obter as graças e a atenção dos Flavienses.

 

Então, rastejou até apanhar um buraquito, uma oportunidade no campo lamacento da política partidária alaranjada e lá trepou, com a ajuda de outros «desgraçados» como ele, para uma cadeirita do alto da qual exemplifica a suma arrogância a que o poder seduz.

 

Tartufo-mor da classe política flaviana, de sorriso e palavreado untuosos, lá vai conseguindo ganhar a confiança de alguns labregos, de muitos palermas e de uma tantinha gente de boa-fé.

 

A pouca-vergonha que esta "caracará" tem, p. ex., perante a «m...rda» que "faz" e, ou, manda fazer e consente que se faça em OUTEIRO SECO (basta ir ao Blogue «Outeiro Seco Aqi), ou espreitar o Ribelas, chegam para denunciar este impostor e «poneyzinho-de-Tróia» dentro das muralhas do Município!

 

Pela paisagem «politiconeira» flaviense, o «Tonho» lá se vai pavoneando, levantando a crista, enquanto os «lalões» e «lalõezinhos» aduladores impudicos comparam com os deuses essa nulidade, apresentando-o, embora convencidos do contrário, como modelo perfeito de todas as virtudes!

 

Quando o vejo numa TV , com ou sem «Sinal»,  esse «pavão de triste figura» não passa de um demagogo «foleiro», a lançar palavreado pela boca fora sem saber o significado das palavras do teleponto.

 

Inútil e daninho, além de não cumprir com os propósitos programáticos, estraga, e faz pagar aos outros os destroços das suas asneiras, da sua incompetência e da sua ruindade.

 

Esse “poltrão”, disfarçado com o camuflado político, não sabe o que é um “protão” nem uma proteína, nem a diferença entre um «quark» e um quasar.

 

Não admira!

 

Os poltrões são infinitamente mais pequeninos que os potrões! Só que são infinitamente mais maléficos para a natureza humana!

 

Os poltrões, quando chegam a um cargo público……

 

”Se queres conhecer um poltrão ………………… dá um poleiro a um «pavão»!

 

Esse «Tonho Cabeleira» não passa de uma gralha com penas de pavão!

 

 

Temos que ser intransigentes com almas venenosas!

 

 

Dos outros grupelhos partidários, continuam uns «coitados»: não saem da cepa torta!

 

Os auto-proclamados «anti-fachistas», por mais que teimem em disfarçar-se com «Cê-Dê-U» não conseguem dar um passo em frente porque sem a «ditadura do proletariado» perdem o equilíbrio.

 

Os auto-proclamados «anti-comunistas» (saberão lá eles o que isso é?!), fatalmente, quer queiram quer não, embora a querer «dar nas vistas» com o «Cê-Dê-S”, fazem «boa» parelha com os anteriores auto-proclamados.

 

 

Bem vistas as coisas, pouco os distingue!

 

O grupelho comissionista do Partido que se diz ser tudo e mais alguma coisa e antes pelo contrário (não tivese ele como «patronos» um nababo, um “garrafão de Águeda”, piteiras e pedreiros) tem por maior façanha «meter na gaveta» o seu «bilhete de identidade ideolágica» depois de ter garantido poder andar a passear-se com alarde com «passaporte falso» de democratas (razão tinha quem disse: “Qualquer Ideologia corre o risco de acabar sendo o contrário daquilo que começou por ser”)!

 

Bem vistas as coisas, tanto os auto-proclamados como os seus primos direitos, por democracia só entendem a plutocracia alicerçada numa mediocrecracia.

 

Bem, tudo isto acontece porque, predominantemente a nível autárquico, está instalado o reino da oclocracia   -    e, para quem não estiver lembrado, aqui usado o conceito aristotélico de “governo dos demagogos” (e eu acrescento: dos medíocres) em nome da maioria.

 

Assim, não admira que a Democracia anunciada na madrugada de “25 de Abril” esteja cada vez mais degradada!

 

 

Vamos ter Eleições.

 

 

Os candidatos são apresentados, promovidos mais como produtos de consumo do que protadores de ideias e ideais importantes e nobres.

 

Entrar para uma Lista de candidatos a «eleições» autárquicas ou legislativas é uma «perdição» para uma enorme maioria de «tugas»!

 

Talvez  encontrem nesse desiderato a sublimação das suas frustrações e fiquem com a saborosa ilusão de que se tornam tão divinos como os faraós e reis eram admirados pela santa estupidez dos seus antepassados!

 

Ignorantes, analfabetos funcionais, imbecis quanto baste, medíocres e ranhosos, na sua maioria, esgadunham-se todos para ver o nome na listinha.

 

A vaidade é tão ridícula que chega ao ponto de «membros das Assembleias municipais» se dizerem, pomposa e babosamente, «de-pu-ta-dos-municipais»!

 

Já agora, que os membros das Assembleias de Freguesia se intitulem «deputados comun[it]ários ou autárquicos»  - é sempre uma maneira de obter o títulozinho de importância político-social!

 

«Tachos» políticos: que UNS, a maioria, querem ocupá-los.

Cargos políticos: que outros, a minoria, de excepção, com qualidade, com a intenção de ser útil à Sociedade e não de acumular riquezas, querem assumir a responsabilidade do seu  desempenho!

 

Apesar de os portugueses estarem permanentemente a arranjar e a auto-atribuir-se superlativos, cada vez que olham para o seu umbigo e não dando conta contradição e da figura ridícula que fazem   -    desde a bazófia de falarem uma das quatro ou cinco Línguas mais faladas no mundo e desfeiteá-la constantemente com estrangeirismos balofos e pindéricos; a fazerem aparecer Portugal como o país com o maior número de telélés por habitante; como o país maior consumidor da «pinga»; e - Portugal é o país da Europa com MAIS doenças mentais; com maior área de território ardida; o país com a maior diferença entre o salário médio e os mais elevados; um dos paíeses da UE com maior percentagem de abandono escolar; Portugal é dos países mais pobres da Europa; Portugal é o país que no mundo inteiro, mais deve ao FMI!    -    ainda não se libertaram da condição fatídica de «homem-massa».

 

O «homem-massa» é o homem cuja vida carece de projecto e anda à deriva.

 

O português, bem, o «tuga» é um «homem-massa», aquele que não se valoriza, não sabe ou não quer, valorizar-se realmente a si mesmo, e chafurda na treta e bazófia estardalhada, porém oca, vazia, ineficaz, e jamais exige de si próprio maior qualidade!

 

E, assim, «tugas», portugueses, e flavienses, convertidos em «pavões» «lalões», lalõezinhos» e  «poneyzinhos-de-Tróia» aparecem como exemplo acabado de «snobs», no sentido mais primitivo da palavra: indivíduos que acreditam só ter direitos e não obrigações; indivíduos sem «a nobreza que obriga e dignifica, «sine nobilitate (s. nob)!

 

Os flavienses (os portugueses, afinal!) estão moldados, doutrinados, acomodados como «multidão»   -   particularmente perante a vida política movem-se «por sentimentos primários e emoções irracionais». É tempo de se manifestarem, de se assumirem como um Povo  -  como cidadãos «conscientes da sua situação e das suas necessidades» e das suas aspirações, e de exercer o seu poder de legitimá-las.

 

Desgraçadamente, o palácio do Duque, na praça do poeta, está transformado num «Animal farm» (não gosto, lá muito, dos estrangeirismos, mas os «chicos do xiquismo» talvez ouçam melhor o que se lhes diz), que é como quem diz, num curral de su(in)Rdos.

 

E ei-los, agora, em pré-campanha eleitoral, novamente «prazenteiros e gaiteiros»,  a semear promessas, aldrabices, trampolinices, tretas e outros engodos envenenados para garantirem o trono da malvadez, da gosmice, da falcatrua, da vingançazinha covardezita, e da lambuzice.

 

Até me parece já estar a vê-los e ouvi-los nas festas de apresentação de candidatos; nas «conferências de imprensa», nas Rádios e nas «Têvês» regionais; nos comícios e nos «comunicados aos estimados flavienses» a copiar e a imitar a jura do javali que matou Adónis:

 

 

- Flavienses, “Por CHAVES, sempre!”; connosco “Confiança, Trabalho e Determinação”; “Todos por CHAVES, sempre”!

 

Faltámos à  VERDADE, e faltou-nos COMPETÊNCIA!

 

Mas toda a porcaria que fizemos, todas as desgraças que trouxemos à NOSSA TERRA, todos os prejuízos que vos causámos, todas as vergonhas pelas quais vos temos vindo a fazer passar, pelo apoucamento dos vossos valores históricos, patrimoniais, tradicionais e culturais que temos vindo a aumentar dia a dia, tudo isso «não foi com a intenção de causar dano » a ninguêm, pois o nosso propósito «era acariciar-vos», conceder-vos, cá do alto da nossa grandeza político-partidária, a graça de nos terdes por vossos chefes!

 

Já sabeis o que o “TODOS por CHAVES, sempre!” significa: garantimos-βos que seremos SEMPRE «iguaizinhos a nós próprios», se é que bem nos entendeis! -

 

Que contraste entre o proveito que esses, anteriores e outros oportunistas autarcas medíocres  têm recebido da situação/condição política, sustida pelos eleitores e sustentada pelos cidadãos, e a gratidão que (não) lhe dedicam!

 

Ao pretendente, e pretensioso, político que falte cultura e consciência históricas faltará a capacidade e a competência para ser um ministro, um deputado, um autarca, um Presidente de Câmara de corpo inteiro.

 

O bando de oportunistas e falsos patriotas, apoiado por uma multidão de medíocres e idiotas, tomou conta da nossa democracia, conduzindo os Portugueses à perda da sua identidade nacional-cultural.

 

Os nosso governantes têm mais em comum com os interesses capitalistas e financeiros do que com os verdadeiros interesses nacionais.

 

E o painel de autarcas, bem escolhidinhos e melhor apoiados pelos comissários-comissionistas centrais dos Partidos políticos, constitui um rico conjunto de portões de papelão para a entrada da barbárie rapinante!

 

As eleições que ora se avizinham são, uma vez mais, um festival de pimbalhada politiconeira, com uma multidão de «bimbos» a subirem ao «palque» e de rebanhos de servos e servis a aplaudir.

 

Os flavienses (os portugueses) vivem num regime (quase) democrático. Porém, ainda não constituíram nem desenvolveram dentro de si uma consciência política   -   proveito dos demagogos!

 

Os flavienses (os portugueses) fazem pouco uso da razão.

 

Ou antes, aproveitam-na mais para defender e justificar as suas crenças e os seus actos e menos para procurar a verdade.

 

Politicamente, os flavienses (os portugueses) desleixam o conhecimento  e a informação políticas: perdem-se a tomar banho nos charcos lamacentos de «opiniões de café ou de Arrabalde»; nos charcos de tretas e lérias, de cabeleireiro; e no charco dos programas televisivos «de maior audiência»!

 

Os flavienses (os portugueses) não estão interessados na defesa da sua “CIDADE”!

 

Treta!

 

O seu comportamento, durante o intervalo entre Eleições, na avaliação do exercício do mandato dos eleitos, na avaliação dos programas eleitorais e na hora de votar, demonstra viverem, politicamente, apenas interessados no regozijo e bem-aventurança da sua tribo política.

 

E, assim, o seu voto maioritário continua a dar maus resultados: repetem o erro!

 

Nem dão conta! Mas não passsam por ficar aquém de palavras ainda não muito distantes: -“O homem não é menos escravo por ser autorizado a escolher um novo dono ao fim de alguns anos»!

 

A palavra escrita continua a não ter nenhum efeito sobre a Sociedade, sabêmo-lo.

 

As banalidades oratórias têm melhor aceitação.

 

E, também, as mudanças mentais não se conseguem pelo mero entendimento da própria história.

 

A cultura de massas está confinada ao incentivo da aversão, e até do ódio, aos melhores, aos mais competentes.

 

 

A demagogia e os demagogos têm aproveitado bem para o suceso da mediocridade!

 

Tão longe da verdade dos nossos dias  andava Aristóteles quando identificava a ética com a política, escrevendo:

 

- “O melhor homem é o político porque trabalha para o bem de TODOS”!

 

Mozelos, trinta de Junho de 2017

Luís Henrique Fernandes

´
publicado por Fer.Ribeiro às 00:44
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 1 de Junho de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

 

“MOTIVO de TRISTEZA”

 

 

As NOSSAS ALDEIAS são tão ricas por dentro e por fora!

 

Muito luta o Blogue “CHAVES” (o seu autor) por dar a conhecer os cantos e recantos delas, tão expostos à luz do dia e à mão de semear, e tão indiferentes, mesmo até para quem mais obrigação tem de neles reparar e deles cuidar!

 

E os contos e histórias das NOSSAS ALDEIAS, lembrados nas fotografias e nos apontamentos que nos expõe o autor, tão ansiosos por se darem a conhecer!

 

Não concebo (nem admito) flavienses que não sejam “Defensores de CHAVES”.

 

Só aqueles que são e estão inclinados para o Mal é que atraiçoam a CIDADE, consentem a sua despromoção, consentem a sua destruição. Julgam-se «os maiores» tentando fazer da terra e das Gentes Flavienses «menores»!

 

CHAVES está ocupada por uma patrulha de idiotas, fementidos, mofatrões, comandada por um pirangueiro procaz, ora um tal sacripanta cognominado «pavão de Castelões».

 

 As NOSSAS ALDEIAS já foram demasiado  castigadas ao longo da História.

 

Para mim é um motivo de tristeza.

 

A Humanidade, e, particularmente, o mundo Ocidental, atingiu um ponto de desenvolvimento (e evolução) extraordinário.

 

O século XX , apesar das duas Grandes Guerras devastadoras e de regimes políticos monstruosos, universalizou conhecimentos científicos, tecnológicos e sociais extraordinários tais que puseram à mão do Homem imensas possibilidades de desfrutar de uma vida mais feliz, com mais significado e sentido.

 

Porém, a casta de malfeitores parece nunca mais acabar: procria-se mais que ratos ou coelhos.

 

As guerras, hoje, já não se fazem em nome de um Deus ou de deuses. Hoje, as guerras são declaradas em nome dos «Mercados».

 

Freud descobriu o Inconsciente.

 

Os tiranos da Política afundaram a Consciência.

 

Sabem bem, mas não querem saber, que o seu «eu», o seu «ego», fica mínimo quando o querem fazer grande à custa da destruição do «Eu» dos outros, do OUTRO!

 

Nesta Idade Contemporânea   -    era do Petróleo, era do efémero, de um Presente transformado, num abrir e fechar de olhos, num Passado quase esquecido e num Futuro quase perdido; época em que o Homem deixa de ter os pés bem assentes na Terra para pôr a pata na Lua  e voar entre as estrelas; da modernidade multicolorida pelos cantos, enfeites e ademanes do consumismo e coisificação da consciência - é uma infâmia o desprezo, o desleixo, o descuido, a falta de respeito histórico, social e moral para com as NOSSAS ALDEIAS.

 

 Quando visito o Blogue  “CHAVES” e me consolo com os Post(ai)s acerca das NOSSAS ALDEIAS, apetece-me parafrasear Napoleão:

 

 

- Que os pindéricos que armam ao pingarelho tratando tão mal as NOSSAS  ALDEIAS “estudem a História de cada uma, pois é a única filosofia real”!

 

M., catorze de Maio de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:14
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Segunda-feira, 29 de Maio de 2017

Quem conta um ponto...

avatar-1ponto

 

344 - Pérolas e diamantes: Convém usar… mas não abusar

 

 

Todos aqueles que atualmente trabalham arduamente sentem que estão a ser usados, que os seus impostos estão a ser gastos ou para resgatar bancos e banqueiros ou então para subsidiar pessoas que se recusam a trabalhar.

 

Os Governos mais não fazem do que ajudar substancialmente os que provocaram a crise, em vez de se preocuparem em ajudar os que mais sofrem.

 

Mas também convém dizer que sem os Estados, os bancos teriam cometido abusos ainda maiores.

 

Em tempos de crise, a solução verdadeira para combater a desigualdade reside em dirigir o foco sobre a comunidade em vez de se apostar na defesa do interesse pessoal.

 

A ideologia fundamentalista dos mercados apenas serve os interesses dos poderosos, sobretudo à custa do resto da sociedade.

 

Muitos dos que não conseguem trabalho, sobretudo entre os mais jovens, emigram; as famílias separam-se e o nosso país vê-se esventrado dos seus cidadãos mais talentosos.

 

Todos nos apercebemos que é falso o sentido de considerarmos como garantidos os êxitos do passado na criação de uma sociedade e uma economia mais iguais e mais justas. Temos de nos preocupar novamente com a crescente desigualdade e com as suas consequências sociais, políticas e ideológicas.

 

Cortar nos investimentos no bem-comum ou enfraquecer os sistemas de proteção social põe em risco os valores básicos da nossa sociedade. A questão, embora não parecendo, é mais política do que económica.

 

Mas também é necessário reconhecer que o crescimento da desigualdade tem algo a ver com a globalização e a substituição de trabalhos semiqualificados por novas tecnologias e pelo trabalho terceirizado.

 

O problema não é que a globalização seja boa ou má. O que é má é a maneira como os governos a gerem, somente em benefício de interesses especiais.

 

Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia, tem razão: “A interconetividade entre os povos, os países e as economias de todo o mundo é um desenvolvimento que pode ser usado com a mesma eficácia, tanto para promover a prosperidade como para espalhar a ganância e a miséria.”

 

Os mercados apenas se têm concentrado na “riqueza” dos ricos, passando os custos ambientais à sociedade e abusando dos trabalhadores.

 

Joseph Stiglitz defende que é imprescindível reduzir a desigualdade, pois só dessa forma conseguiremos salvar a nossa economia, a nossa democracia e a nossa sociedade.

 

Um pouco por todo o mundo, os governos mostram não serem capazes de resolver os problemas económicos fulcrais, incluindo o desemprego, deixando cair os valores universais de justiça, sacrificados pela ganância de alguns, apesar da retórica em contrário.

 

Uma coisa sabemos: a desigualdade crescente não é algo de inevitável. Joseph Stiglitz, defende que são os interesses financeiros quem, no processo de criação de riqueza, sufocam o verdadeiro e dinâmico capitalismo. É a ideologia neoliberal quem tornou a sociedade intoleravelmente injusta. 

 

Os jovens manifestantes que agora se juntam aos pais, aos avós e aos professores, não são nem revolucionários, nem anarquistas. Não querem derrubar o sistema. Acreditam ainda na democracia e no processo eleitoral, acreditam que é possível pôr a funcionar os governos, lembrando-lhes apenas que têm de prestar contas ao povo. Estão indignados com a taxa de desemprego entre os 30% e os 40%.

 

Três temas ressoam em força por esse mundo fora: os mercados não funcionam como devem, porque bem vistas as coisas, não são nem eficientes, nem estáveis; e o sistema político e o sistema económico são fundamentalmente injustos. 

 

E os três estão intimamente relacionados entre si. A desigualdade é causa e consequência do falhanço do sistema político e contribui para a instabilidade do nosso sistema económico, que, por sua vez, contribui para uma maior desigualdade, originando uma espiral recessiva onde mergulhámos e da qual só poderemos emergir através de políticas devidamente concertadas.

 

João Madureira

´
publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 25 de Maio de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“Triste sina!”

 

Até parece

que só com tragédias se purificam

 os sentimentos das Gentes!

 

 

 

Vou praticar a «picardia» de aplaudir um «pecado«, confessado e declarado no Blogue “CHAVES – um olhar sobre a cidade”, a que a autora trata por «meu amor», em vinte e um de Maio de dois mil e dezassete:

 

 - Perante um texto destes não aparecem por aqui nem «Lalõezinhos», nem «boys cor-de-rosa», nem esquerdalhos, nem direitalhos. Isto é, os que em tempo de campanha eleitoral afivelam estúpidos sorrisos e se passeiam pelas ruas com ares de semi-deuses; os que transbordam genica a erguer painéis com a fronha dos seus caciques; os que atoardam o sossego das ruas com ridículos vozeirões «altifalantados», com um ar de campeonato a ver qual o que mais besuntada lambidela dá aos botins do nabiço do seu «querido líder»; os que nem sequer sabem porque são do «seu» Partido, mas o defendem com mais cega ciumeira só para  aproveitar o pretexto de se afirmarem.

 

Apesar da valentia das suas convicções políticas (sem, até, saberem o que isto é!), lêem este Post(al), ficam cheios de comichão, juntam-se, e , em rebanho, cada qual se mostra aos outros o mais indignado e o mais corajoso a combater o descaramento das  verdades deste Post(al) e deste Blogue, e correm, rafeiramente curvadinhos, a alcovitar ao chefezinho do «seu  Partido» (laranja, cor-de-rosa, cor-de-burro-a fugir, ou cor-de-zebra-parada)  a «cabala» deste (ou de qualquer outro) Blogue!

 

Mas encarar as realidades da CIDADE, meter na linha os enviezados estrategas do seu Partido sempre que dão primazia às golpadas em detrimento do benefício da Comunidade …”Qu’éto!” -   que no aproveitar é que está o ganho!

 

Até parece que estes edis de CHAVES  e as dinastias de governantes lisVoetas têm por objectivo fazer o caminho do Futuro regressando a um Passado miserável e indesejável de escassez de recursos para a Saúde, o Ensino, a Ciência, a Cultura, da Justiça, e a privação da Liberdade!

 

Nos Anos Sessenta atiraram que a geração desse tempo era uma «geração perdida».

 

Triste sina!

 

Grande parte dessa geração, particularmente aqueles que resmungaram contra a situação das coisas, aproveitou a «abrilada», mas foi, para se transformar naquilo que denegava.

 

Depois, para se perpetuarem, pariram a  multidão de enfezados «jotinhas» polliticastras, e arregimentaram «pavões», «lalões«, «morrões da couve», carunchosos «’straga a tábua’”, contrabandistas da mentira e da vigarice, gente canalha vocacionada para a traição.

 

Digo com Silva Gaio: - Os mal intencionados têm, nesta Democracia «abananada», largas ensanchas para poderem cometer as patifarias que Governos e governinhos pútridos, corruptos, lhes consente e lhos ajuda.

 

Na nossa História Nunca a Política se confundiu tanto com a Hipocrisia como nas últimas décadas!

 

Dizem que nas prisões funcionam escolas de comportamento criminoso. Nós dizemos que a admissão nas classes partidárias «Jotas» é uma oportunidade para a aprendizagem clandestina de comportamentos patrioticamente criminosos.

 

Os “poderosos” – aqueles que hoje detêm o Poder – parece não terem memória. Correm o risco de repetir a História.

 

Não conhecem, ou fazem que não conhecem o Povo Português. E julgam-no adormecido.

 

Porém….”a consciência dos povos adormecidos não desperta senão com actos de violência”!.....

 

M., vinte e três de Maio de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 17:00
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 13 de Abril de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“Salão de Festas”

 

 

Os cidadãos internautas, na sua maioria ou quase totalidade, vêm aqui, aos Blogues, aos Post(ai)s e às Caixas de Comentários, e a outras salas de reunião néticas, mas mesmo que «autografem» a sua presença com duas ou meia dúzia de linhas, não se afirmam como actores sociais, não confrontam nem intimidam os poderes instituídos, não exercem nenhuma influência para o sucesso ou o fracasso do poder   -   o seu pensamento é irrelevante e impotente.

 

Dizem o que bem quer e lhes apetece, o que lhes vem à cabeça ou o que lhes vai na alma. Porém, tudo isso se dilui no virtual.

 

Afinal, hoje, neste salão de festas (a Internet) da «Aldeia global», parece que todos vivemos num «isolamento comunitário»!

 

No presente, todos nos movimentamos no meio de incerteza    -   talvez só Heisenberg lhe tenha dado o «princípio»!

 

Caminha-se para um «viver per si», deixando de lado o «viver em função de Outro».

 

O amor e a amizade estão a deixar de ser um relacionamento duradouro e a converter-se num investimento, num mercado de parcerias descartáveis, conforme as vantagens de momento.

 

Por vezes, até parece que a «Evolução» nos mostra um estranho capítulo, em que que o homo sapiens caminha para hominídeo!

 

Bem, os “orangotangos de celulóide” e os «pavões de aviário» continuarão a fazer das suas, com a trapaça, a mentira, a traição e a sem-vergonha!

 

Mozelos, vinte e quatro de Março de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 02:58
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quinta-feira, 6 de Abril de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

Tugaleado tugalês

 

 

De vez em quando, pode ler-se e ouvir-se, nos “media” (leia-se média!  -  a palavra é latina, não inglesa!) como, p. ex., num Semanário de nomeada (há já algum tempo), e que, com a devida vénia e sublinhados meus, transcrevo:

 

{“TROIKA

Governo esconde do FMI intenção de baixar IRS

TEXTO FILIPE SANTOS COSTA COM ÂNGELA SILVA

Versão final da carta de intenções não está fechada

Neste momento "ainda está a ser discutido o wording final", disse ao Expresso fonte governamental”}

 

WORDING final

Os medíocres, coitados, para disfarçarem o tamanho ridículo do seu conhecimento, usam e abusam do enfeite com penas de pavão de aviário: um «repórter desportivo» dissertava sobre a «BILHÉTICA»; outro, um «membro do governo» (qual Saramago a ralhar-nos por não sabermos pronunciar "NÒ-BÉL"!), vem «fazer-nos ver» que não se diz «redacção final», mas, sim, «WORDING final», ora essa!!!

 

Digo-vos uma coisa: mete-me muito nojo que os portugueses usem e abusem, a torto e a direito, dos estrangeirismos, muito especialmente das palavras em Inglês.

 

- Em Vila Nova de Foz Côa, um grupo de labregos, que nem leonês, nem mirandês, nem beirão, nem português sabem, para se dar ares de «gente da cultura» dá à sua Associação o nome de “Foz Côa FRIENDS”!

 

- Em Aveiro,  um grupinho de pontapé-na-bola auto intitula-se A D R C – ALWAYS YOUNG!

 

- Numa aldeiazinha da Terra Quente, no meio de pinhais, fazem-se «workshops» para os aldeãos!

 

- Os de Lisboa anunciam, p. ex., o “Festival de S. Remo”.

 

Mas o seu, com um “Vem aí o Lisbon Music Fest!...

 

- Em BOTICAS, é o «sunset do ...Lesenho»!... Até «nas» BOTICAS!....

 

Porra!

 

Não se consegue ver escritas duas linhas em Português sem que lá não esteja metida uma «inglesada» pindérica, pedantista e ridícula?!

 

Será assim tão pobre o nosso vocabulário?!

 

 

“Bem m’ou finto”!

 

 

Por este andar, logo vem aí um «Ultimatum» a pôr-nos a todos a torcer a beiça e a revirar os olhos à «Londonshire»!

 

Haja decoro …….e orgulho …. na Língua! PORTUGUESA!!!

 

E, como se não bastasse para mau trato do PORTUGUÊS, falado e escrito moxetam-no com modismos, adverbialices e disparates!

 

- Durante um Jogo de futebol, um locutor, para manter a boca sempre aberta, informa-nos: “….aparece aparentemente a perder definitivamente a paciência”.

 

- Outro esclarece os «telespectadores» que o «camisola trinta e três» “vai a jogo,, «acaba de entrar dentro das quatro linhas», “daqui a pouco”!

 

- Efectivamente, ao fazer AcÓrdos meteu a pata nas PÓças, pronto.

 

- Curi0samente, passados vinte minutos depois das vinte e uma, pronto, a equipa vestiu o fato macaco, pronto, arregaçou as mangas, pronto, com humildade respeitou o adversário, pronto, e pôs o preto no branco do Barreto.

 

- Portanto, o fenómeno, digamos que, raro e, na circunstância, não tão raro assim, coloriu a cermónia nas vertentes da serra, pronto.

 

- Um falso quarto defesa, pronto, avança pelo terreno, de trás para a frente, pronto, e quando faz bem a leitura do jogo, faz um golo de belo efeito, pronto.

 

- Na TV: -“”O clima está a alterar-se, já a seguir notícia “”    – aparece uma nuvem e “veja o clima a alterar-se, já a seguir”.

 

O efectivamente (quase ) passou de moda e, então, surge o então é assim, segue-se-lhe o então e, neste momento,  acompanha-o o de resto. Mas vem de imediato o «também».

 

Até o “Chagas das Bicicletas do Marco” não dá umas pedaladas à língua sem buzinar um «também».

 

 E todas as etapas, curvas, descidas e subidas são «agressivas», tal como a pintura numa caixa de fósforos, o feitio de uns sapatos, o aspecto de uma montra, a distribuição de panfletos de Supermercados ou de cartazes a anunciar a festa do Bairro ou da Aldeia, ou da passeata a favor …da perda de peso são, por via de regra …e de …moda, «agressivas»!

 

E no discurso político, depois do «abrangente», há que impor o «absolutamente» e o «aprofundamento», pois as «geometrias variáveis» e o «paradigma» já quase desapareceram!

 

Porque leram uns livrecos ou umas páginas em «franciú», toca a copiar e a traduzir o «justement» para «justamente»…e mai nada! Toca a metê-lo em toda a frase, dita ou escrita!

 

Tal como um jogador de futebol é catalogado de «reforço» quando muda de clube, toda a mudança, seja aumento ou desconto, tem de levar com «uma mais-valia»!

 

Então quando um jogador, pela primeira vez, «vai a jogo», com que euforia delirante o enviado ou comentador «especial» repete tratar-se de uma «estreia absoluta»! E, quando toca na bola, «pontapeia NA frente»!

 

Vertente, estruturante, fracturante, acrescidas, então, recorrente, colateral, no limite, enlencar, alavancar, alavancagem, transversal, parabenizar são perdigotos constantes a sair pelo cano de escape da fala pedante dos enjoadamente vaidosos pelos cargos que ocupam e ainda mais «inchados» quando lhes põem um microfone à frente dos … olhos!

 

E repare-se na posição em bicos de pés, na postura da boca em forma de cu de galinha, no puxar do ombro para cima e para a frente, no alevantar das sobrancelhas de grandes figuras públicas a referirem-se aos «MEIOS DE COMUNICAÇÃO» (que não de INFORMAÇÃO  - «quéto»! Que «informar» e «formar» é «outra louça»!)  -  dizem «mídia»”!!!

 

E, se mais não fosse preciso, aí está fresquinha a a moda do «claramente»!

 

- O « claramente » não podia faltar: é obrigatório!

 

É execrável modismo epidémico (qualquer farroupilha intelectual ou qualquer intelectual farroupilha aproveita o abrir a boca para exibir a ligeireza na idiota macaquice de imitação de um enfeite ridículo), que «dá classe» a quem tem pouca ou nenhuma!

 

Quando falta substância, corpo, autenticidade, valor ao blá-blá dos que pretendem insinuar-se «pensadores», visionários, entendidos e supra-sumos, se valem das adverbialices da moda, dos tiques intelectualóides e de trejeitos ridículos como certificados de qualidade do seu palavreado baboso, espúrio, que usado numa prova oral da 4ª classe lhes garantia o «REPROVADO»!

 

Para disfarçar a sua mediocridade, pindéricos e «armadores ao pingarelho» usam e abusam desses e de outros modismos descartáveis, badalando-os   como salvo-conduto para a sua presunção, ignorância e incompetência.

 

Se as «adverbialices» e os modismos enjoativos pagassem portagem, a beiça desses pedantes renderia mais que todas as AE e SCUT’s, em cem anos!

 

Então, actualmente, nos painéis de comentadores desportivos, até parece existir um campeonato para ver qual deles usa mais vezes o «claramente»!

 

Para os “aziados” (azedados), o azedador, inspirando-se em Pascoais, diz-vos:

 

-.- A vós, o “Inglês” está na moda.

 

A mim, o PORTUGUÊS está no sangue!

 

 

M., vinte e três de Março de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 03:05
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Quarta-feira, 22 de Março de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“De uma vez por todas!”

 

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e,

de peito feito, diz que detesta a política.

Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política

 é que nasce a prostituta, a criança abandonada

 e o pior de todos os bandidos,

que é o político vigarista, desonesto,

o corrupto e lacaio dos exploradores do povo”

– Bertolt Brecht

 

 

Vêm aí as Eleições Autárquicas de 2017.

 

OS de CHAVES, que saltitam, batem palmas, seguem em procissão e louvaminham esse «pavão de Castelões» e o seu galinheiro real, com os olhos mais tapados do que uma coluna de cimento armado, teimam em não dar conta de que em vez de honras colhem, daí, vergonhas!

 

Os Flavienses, não podem deitar fora a oportunidade de defenestrar, de correr, De uma vez por todas, com a cambada de incompetentes, medíocres e malfeitores que só têm contribuído para o atraso civilizacional, para o apoucamento e para o definhar dessa Cidade, desse Município!

 

CHAVES tem, De uma vez por todas, de deixar de ser o «Bairro Raiano» de VILA REAL, o «Ilhéu das Rolas» dos milhafres da capital do Trancão.

 

Por aí, ainda há «defensores de Chaves», gente que chegue para «levantar a cidade», recuperar o brilho e o prestígio de um território com um Passado, distante e recente, glorioso, nobre!

 

Aquilo que os Flavienses têm feito até hoje é votarem e elegerem um vilão e seus vilões que estavam em luta (eleiçoeira) com outro vilão e seus vilões!

 

Se os FLAVIENSES querem ter Futuro, corram com esses falsários moinantes da política, e elejam os melhores que, por aí, ainda restam!

 

Por aí, esses «pavões» e «lalões», e os seus coreutas, se bem (bem mal!) imitados por outros «poneyzinhos-de-Tróia» incapazes, por incompetentes e medíocres, de serem apóstolos das doutrinas que professam (ou dizem professar) têm-se prestado, prestam-se, sim, para serem autênticos «algozes dos seus conterrâneos»: a política tem-lhes servido como frondosa árvore à sombra da qual conseguem «fartar os seus odiozinhos pessoais».

 

Esse «pavão-mor», embora com alguma instrução, não tem grandeza de ideias nem de reflexão para o lugar a que trepou!

 

Não conhece o Passado da «Província», nem tem a capacidade para compreender o Presente.

 

As suas “ideias” assemelham-se às daquele «Imperador Feminino Chinês» que decretou que as flores brotassem no Inverno !

 

Já ouvi a alguém dizer que esse «pavão» acredita ser um “Buda Maitreya” encarnado!

 

Aqueles que o elegeram apenas lhe têm servido de adorno.

 

Antístenes dizia não se poder fazer de um mesmo ser mais que uma única definição.

 

Antístenes não imaginava que, qual cisne negro da Nova Zelândia, vinte e cinco séculos depois, na NORMANDIA TAMEGANA, «rebentasse» um «pavão de Castelões» a quem cabem tantas e tão vis definições!

 

O meu amigo de Roterdão, ao ler as minhas “Conversas com ZEUS” e dar com os olhos nos Post(ai)s de alguns Blogues de CHAVES, numa das suas cartas mostrava o seu espanto: - «Que estranho haver tantos “De CHAVES” a prestarem-se ao papel de bobos mercenários ou de parasitas ridículos”!   

 

Às vezes, chego a crer que os Flavienses, submetidos à estagnação e atormentados com os castigos, os dislates e malfeitorias; o desleixo, a deslealdade, a má-fé; a incompetência e a mediocridade da maior parte dos seus edis, atingiram um tal grau de apatia que não se atrevem a mexer uma palha para mudar a situação, com o medo de ficarem ainda mais prejudicados e «atrasados»! 

 

Podeis crer que, nem com o espelho nem com a varinha mágica, Circe conseguiria transforma esse «pavão» e os seus «lalões» em bons flavienses. 

 

Ó de CHAVES, «lembrende-βos» que esse cafajeste e os seus correligionários são flavienses nas campanhas eleitorais!

 

Chegados aos pedestaizinhos onde vêem multiplicados os salários e as mordomias, e aumentada a untuosidade da sua ridícula quão miserável vaidade, imediatamente consideram inconveniente permanecer no credo da juventude e de toda a conveniência renegarem as juras dos comícios e faltarem às promessas da campanha!

 

Após o 25 A/74, a política tem sido um lindo refúgio de medíocres e infames, de hipócritas e incompetentes, de desleais e de traidores, onde chocam e cultivam a sua mesquinhez moral, as suas vinganças covardes, os seus caprichos doentios, as suas patológicas fantasias.

 

As campanhas, os comícios, os discursos servem mais, muito mais, para ocultar os verdadeiros interesses em jogo do que para esclarecer os eleitores.

 

A preocupação dos candidatos, para agradarem aos seus verdadeiros senhores, consiste mais em inventar argumentos que desviem a atenção pública dos verdadeiros problemas nacionais, sociais e individuais.

 

As campanhas eleitorais são, na realidade, a instalação de uma fraude, concluída e aplaudida no acto eleitoral.

 

Na verdade, o voto democrático corresponde àquilo que Chesterton disse: -“um voto torna-se de tanto valor como um bilhete de viagem de comboio numa linha impedida”.

 

A Assembleia da República, o Parlamento, a “Casa da Democracia”, enche-se de gente cujo maior mérito reside na sua habilidade para ter sido nomeado candidato graças ao seu carácter servil, submisso aos caprichos e disciplina dos seus chefezinhos, e à sua elasticidade de consciência.

 

A (esta) Democracia trouxe à luz do dia a verdadeira qualidade de gente ambiciosa e medíocre, suficientemente esperta e manhosa para se meter em lugares elegíveis em Lista eleitorais   -  foi revelado que apenas possuem um cérebro réptil!

 

E quanto mais medíocres maior a possibilidade de se sentarem em lugar mais à frente no anfiteatro do “Parlatório Nacional”!

 

Mal sabem ler e escrever. E votam de acordo com a «disciplina partidária»!

 

No presente, que valor tem o voto quando é «Bruxelas» a aprovar ou a reprovar o que as nossas Assembleias deliberam?!

 

Que certeiro esteve quem disse: - “A Democracia é o governo dos que não sabem”!

 

CHAVES está empestada com o bodum de falsos políticos.

 

 Os monumentos religiosos do Município de CHAVES são, HOJE, tão esquecidos e abandonados que nem para celebrações religiosas e, nem muito menos, para turismo servem!

 

Aos fins-de-semana, CHAVES é uma cidade tão vazia como a Igreja da Madalena quando nela não se celebra missa!

 

A esse «pavão», persistente no assentimento do lixo espalhado pela cidade e das lixeiras espalhadas pelo Município, a sordidez e a imundície parecem-lhe «luxuoso fedor aromático»!

 

Como gostaria de contrariar, De uma vez por todas, o Gustavo Le Bon ao ver que em CHAVES, nas Eleições Autárquicas de 2017, o «Talento e o Génio» desmentiram que «o exagero das multidões incide unicamente nos sentimentos e de modo algum na inteligência».

 

E como na sua eterna «luta contra a razão o sentimento nunca foi vencido», os espertos-espertalhões, que chamam à ocupação do Poder Governo, adubam bem a imaginação popular e logo as multidões aparecem principalmente constituídas por aqueles que, dentro delas, acreditam conseguir subir muito alto.

 

O adormecimento e a distracção da maioria dos flavienses, junto com a sua falta de coragem para a mudança, faz-me lembrar aquele dito latino-lusitano:

 

-“primo est bibere, deinde philosopfari”.

 

Para os que sabem, mas não se lembram, ou «estão esquecidos», direi:

 

-“Que (lhes) importa (aos flavienses) que a liberdade de pensamento se perca (ou fique arrumada numa choça), se a liberdade de beber continua garantida?!”.

 

Piores que as calamidades do «relâmpago», as cheias furiosas do Tâmega, as trovoadas vindas de Vidago, o calor infernal de um Verão (sempre) «como nunca se viu»; pior que essas calamidades, para os Flavienses são bem mais catastróficas as calamidades dos que os têm governado, quer a partir de Lisboa, quer da Praça do Duque!

 

Um dos erros mais graves no comportamento dos (nossos) políticos caseirotes (autárquicos) consiste no seu enfeudamento, no seu vínculo, não à terra natal (ou adoptiva) na qual exercem uma função administrativa, mas, sim, nesse seu enfeudamento, vínculo e engajamento cegos à comunidade partidária, e com covarde, quão estúpida, submissão ao líder ou ao directório partidários.

 

Os administradores autárquicos «abrileiros», dessa CIDADE, da NOSSA TERRA, não descansaram enquanto não puseram essse Território na miséria civilizacional e política! Julgaram-se triunfantes, pois isso! Porém, o momento, a hora da vergonha lhes chegará!

 

O grande e trágico problema dos flavienses é que têm caído na esparrela de eleger lacaios de cabecilhas políticos «de Lisboa», e de outros políticos «interesseiros, e não Flavienses homens-bons!

 

Mais do que a penúria material de grande parte dos Portugueses, assusta-me e lamento a penúria moral de quem (n)os governa   -   desde «lá de cima», da capital, até «cá em baixo», nas autarquias!

 

Os flavienses (e os Portugueses) preferem viver num mundo de fantasia e num esquecimento cinzento, ameaçado por um Passado e Presente que os magoa e angustia.

 

Quando se tenta ocultar uma grande verdade, semeia-se a dúvida no coração daqueles que anseiam descobrir o que há por detrás das palavras, das aparências.

 

Teimam em negar o que existe, o que lhes tem estado, e está, a acontecer.

 

Mas ainda há por aí, e por aqui, alguns, poucos, que se recusam a esquecer, a fazer há-de conta de que vai tudo bem no reino flavínio; alguns que não temem lutar contra crenças falsas, nem desistem da luta pela verdade.

 

É difícil lutar contra a mentira de muitos”.

 

É difícil sonhar com um amanhã melhor quando a obscuridade parece imperar em todas as direcções.

 

«Querer esquecer uma verdade inegável é viver sobre uma mentira que nos vai sumindo, é convertermo-nos em nossos próprios verdugos, fazendo com que a nossa consciência apodreça».

 

Sabemos da importância que grupos e instituições não-governamentais têm na Sociedade e, especialmente, na Sociedade democrática.

 

E do grau da sua autonomia muito depende a realização dos seus próprios objectivos e satisfação de necessidades da Sociedade.

 

Estes grupos e instituições não-governamentais muito contribuem para a resistência a Governos prepotentes e injustos.

 

Daí, a preocupação e o esforço de governantes medíocres, tirânicos (mesmo que disfarçados) em suprimir a autonomia e a liberdade de tais grupos e instituições, tentando impor, ou mesmo imponde-lhes, um mal disfarçado controle ditatorial.

 

Infelizmente, aí por CHAVES (ai, se fosse só por CHAVES!...) muitas instituições não-governamentais passaram à condição de organizações «recomendadas»!

 

Por aí, os «faroleiros» e candidatos a candidatos dos Partidos e Movimentos da Oposição mexem-se, remexem-se e coçam a comichão pelo Arrabalde e pelas cadeiras dos Cafés, criam células de fanfarrões e de oportunistas e atiram com flores ao peito uns dos outros, contando sempre com o ovo no cu da pita, acabando sempre por ficarem a chupar no dedo!

 

A preparação das Eleições Autárquicas confundem-na com um perliminar olímpico da prova de estafermo, bajulador, «poneyzinho-de-Troya», de «saber fazer pela vida» e vencer a guerrinha entre os seus,  com o qual pensam conquistar a medalha de ouro de integrante na Lista de candidatos aprovada pelo «chefezinho»!

 

Entretanto, a oportunidade de construir a melhor planificação estratégica para derrubar a capoeira de medíocres e infecciosos «pavões» e apresentar projecto sólido, eficiente e exitoso da recuperação do prestígio da CIDADE e do Município, e do Progresso que se lhe ajuste, vai pelo Caneiro abaixo!

 

A modorra, o narcisismo e a falta de sinceridade num ideal político-administrativo para a CIDADE (polis) tem feito com que CHAVES vá de mal a pior! E a perpetuação de gentalha reles e medíocre, no Palácio do Duque, fica garantida!

 

Que notória gente essa da Oposição, que não se cansa de tristes e humilhantes derrotas eleitorais!

 

Pobrezita!

 

Fica de papo cheio e com o ego bezuntado de vaidade balofa só por   -   de eleição em eleição  -   misturar umas bazófias de pretensa sabiciche política, em autênticos pelágios reciclados de si própria, com interpretações tão indigentes quão inifensivas, de ridículos actos ou omissões do «pavão», dos «pavões», dos «lalões», e regadas com uns copecos ou umas «bejecas» nos «Sport’s” ou nos “Faustinos” trajano-chavinos!

 

Fatalmente, sem imaginação nem credibilidade!

 

Porra!

 

Numa terra onde abundam arquitectos, não aparece   -   na Oposição   -   um Plano Estratégico com que se vencer esse bando de aves de rapina e de mau agoiro, que tem destruído o Passado, o Presente e o Futuro dessa CIDADE?!

 

Terão os Flavienses de gritar “aqui d’el rei” quando se virem obrigados a imitar Luís XVI , fazendo dos Jardins da cidade; da Veiga, da Groiva e da Ribeira; das vinhas, dos soutos, das carvalheiras ; das hortas, das cortinhas; dos batatais, das searas, dos pinhais, e dos olivais pomares de laranjeiras?!

 

CHAVES, cidade e Município, está num perigoso plano inclinado de degradação.

 

O Governo Central (de ontem, de hoje, de sempre), com a vergonhosa e indecente colaboração da maior parte dos autarcas e deputados Normando – Tameganos, parece ter um ódio de morte aos que trabalham, vivem, e aos que amam essa Região.

 

A malvadez, a ruindade, a estupidez, a imbecilidade, a ignorância, a mediocridade e a covardia de alguns flavienses, de nascimento ou por adopção, anda mal disfarçada pelos verdes véus de espuma da inveja e pelos amarelo-pálidos véus da ingratidão.

 

Aí por CHAVES, não quero que a tragédia político-administrativa vivida nos últimos decénios não cumpra a profecia «karlista-marxista» de voltar a ocorrer, como uma farsa!

 

Os flavienses (muitos, tantos, demasiados) continuam a descobrir boas qualidades no «salteador de estrada», na esperança de que ele lhes poupe nas algibeiras”:

 

- O “Pita” já morreu há muito!.......

 

Cumpre lembrar o meu amigo, e de Michel Eyquem,  Éthiene de la Boétie:

 

- “É muito próprio do vulgo desconfiar de quem o estima e confiar nos que o enganam”.  

 

Meus conterrâneos, FLAVIENSES, arrumai De uma vez por todas com essas almas pequeninas, com esses manobristas politíticos, que até mesmo nisso são reles e medíocres!

 

M., dezassete de Março de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 01:36
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito (1)
|  O que é?
Terça-feira, 6 de Dezembro de 2016

Ocasionais

ocasionais

 

 

DA CIDADE DE CULTURA AO GOVERNO DE INCULTOS

 

Estamos de acordo com Antoni Remesar e Fernando Nunes da Silva quando, na obra coletiva Arte pública e cidadania - Novas leituras da cidade criativa enfatizam que “a paisagem integral, isto é, o tratamento material do território assumido de onde vem (a sua memória) e para onde vai (a sua sustentabilidade), converte-se num dos atuais paradigmas de intervenção”.

 

Por outro lado, na mesma obra, Don Julíán Aliseda e D. Edgar Maria Gomes de Andrade, a dado passo, escrevem que “o facto de vivermos atualmente numa aldeia global, leva a pensarmos as cidades como «os nossos bairros». [E] neste sentido, a Cultura tem papel preponderante na gestão das cidades. Ela está intimamente ligada à identidade do desenvolvimento dos territórios, às nossas raízes. É importante sabermos rececionar o legado que os nossos antepassados nos deixaram, sabendo vivê-lo e transmiti-lo às gerações vindouras [...preservando o] património cultural, na sua forma tangível como intangível”.

 

Temos em Chaves um património milenar, orgulho os flavienses e, por isso mesmo, considerado por todos como o nosso «ex-libris», fruto do lavor e contributo dos povos autóctones da altura, que aqui construíram uma das mais belas pontes romanas.

 

Se vemos tanto frenesim e afã na «folclorização» e encenação «rasca» dos trajes e «cenas» dos romanos que por esta terra passaram, é nosso dever fundamental, como flavienses, assumir essa memória de uma forma plena, convertendo-a em fator de sustentabilidade para o futuro. E não atender só aos aspetos «folclóricos», mas cuidar efetivamente desta magnífica estrutura que os nossos antepassados nos legaram, integrando toda a sua envolvente.

 

Na década de 90 do século passado, em Chaves, ainda não estando muito conscientes que estávamos, cada vez mais, imersos numa nova sociedade - a da globalização - e em que ainda não se tinha completa consciência de que vivíamos, ou estávamos caminhando, para uma aldeia global, tinha-se clara consciência que o desenvolvimento do território flaviense tinha de ser assumido a partir da sua genuína identidade, na qual a Cultura era um dos seus fatores primordiais.

 

A aposta na dotação de toda a cidade - e depois todo o concelho - com o saneamento básico; o arranjo e valorização do nosso Centro Histórico; a melhoria soa arruamentos e acessibilidades; o integrar o Tâmega, e as suas margens, na convivência urbana, em que a atual ponte pedonal era a sua aposta mais visível; a reestruturação do Museu da Região Flaviense, assumido na sua vertente castreja e romana; os Encontros de Arte Jovem; os Simpósios do Granito e os Cortejos Etnográficos, entre outras atividades e eventos, inseriam-se numa estratégia, depois plasmada no Plano Diretor Municipal, da cidade de Chaves como uma Cidade de Cultura.

 

Foi no respeito não só pela preservação da nossa memória mas também pela valorização do nosso património que se fez a intervenção na Alameda Trajano, contígua à Ponte Romana, relvando aquele espaço e, por ocasião do Simpósio do Granito, ali se colocou uma obra em granito - um dos recursos da nossa região - feita por um jovem escultor português.

 

Na rotunda que faz a junção da Travessa da Alameda Trajano com a Alameda Trajano, colocou-se uma coluna romana que, posteriormente, se achou mais condigna estar no Museu da Região Flaviense, ficando-se de, posteriormente, ali colocar uma sua réplica.

 

Quase trinta anos depois, o que foi colocado no plinto onde assentava a coluna romana?

 

 A imagem que se mostra, recentemente tirada, é verdadeiramente significativa. Nada!...

 

Imagem 01.jpg

 

E na Alameda Trajano, o que se fez para a sua preservação e/ou valorização?

 

Aqui, há uns escassos meses, embora com nítido mau trato do relvado, ainda podíamos ver o que esta imagem mostra:

 

Imagem 02.jpg

 

No verão passado, quando por ali passávamos, eis o que nossos olhos presenciaram e nossa objetiva registou...

 

Imagem 03.jpg

 

Na semana passada, quando passávamos por este «atropelo», o local pareceu-nos ser objeto de recuo. Arrebate de consciência dos responsáveis pelo governo da nossa coisa pública ou puro calculismo eleitoral, face a eventuais críticas feitas à devassa deste espaço?

 

Imagem 04.jpg

 

Alguém sabe porque se fez esta nova alteração de uso deste espaço? Ou sequer foi informado?

 

Alguém sabe o que fizeram à obra em granito que ali estava colocada?

 

Será que gerir uma cidade, e o seu espaço público, é estar constantemente a fazer e a desfazer o que outros fizeram, sem que se informe ou, tão pouco, se tenha uma ideia do que se pretende? E quanto é que tudo isto custo ao erário público, suportado por todos nós?

 

Alguém dizia que falar de arte pública implica naturalmente falar também de espaço público. A arte «apodera-se» do espaço público e o espaço público não cessa de retomar da arte aquilo que esta restituiu após ter sido digerida e transformada. Nós, atualmente em Chaves, e principalmente os representantes que elegemos, parece que não restituem nada, digerem ou transformam; apenas se limitam a desfazer, destruindo!

 

Ou seja, e em síntese, o que os nossos responsáveis autárquicos estão fazendo na nossa cidade - e nos seus espaços públicos -, não é um ato de cultura, pelo contrário, é uma manifesta atividade de gestão inculta!

 

António Tâmara Júnior

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 21:00
link do post | comentar | favorito
|  O que é?
Segunda-feira, 3 de Outubro de 2016

Quem conta um ponto...

avatar-1ponto

 

309 - Pérolas e diamantes: o gabinete de ajustamento e os cromos da caderneta

 

O escritor de ficção científica americano Philip K. Dick escreveu, ainda o século passado ia para aí a meio, que vivíamos numa sociedade de realidades adulteradas pelos media, os Governos, as grandes empresas e os grupos religiosos e políticos. Já ninguém atinava com o que era a realidade, pois éramos bombardeados com pseudorrealidades fabricadas por pessoas muito sofisticadas que usavam vários mecanismos eletrónicos complexos.

 

Philip K. Dick não desconfiava dos seus motivos, desconfiava era do seu poder. O que parecia então uma teoria da conspiração tornou-se realidade.

 

De facto, vivemos dentro de uma democracia que revela cada vez mais aspetos de um reality show. As massas são manipuladas por gente muito sofisticada.

 

O sociólogo britânico Zygmunt Bauman, refere, no seu livro Modernidade e Ambivalência, que no mundo que nos rodeia “as certezas não passam de hipóteses, as histórias não passam de construções, as verdades são apenas estações temporárias numa estrada que avança sempre, mas nunca acaba”.

 

Segundo o sociólogo, as desigualdades continuam a aumentar de forma rápida, mas a política é condicionada pela ilusão de que essas desigualdades são inócuas. Daqui resulta o populismo, pois sem direitos sociais para todos, um número crescente de pessoas considerará, e com razão, que os direitos políticos de pouco servem. A sua utilidade tende a ser nula.

 

Philip K. Dick vaticinou que uma organização chamada “gabinete de ajustamento” iria controlar as nossas vidas de acordo com planos que nos transcendem fazendo tudo para que não haja fugas ao que já se encontra escrito no guião.

 

Previu que os partidos “republicanos e democratas” iriam escolher indivíduos irrelevantes que se limitariam a ocupar o poder durante quatro anos.

 

Por muito que nos custe, e para mal dos nossos pecados, o que era ficção científica converteu-se em realidade.

 

Dentro dessa realidade, ou ficção, encontra-se o Juiz Carlos Alexandre que diz sentir-se cercado pelo Fisco, que o investigou, e mesmo por pessoas desconhecidas que andam a perguntar pelas propriedades que possui e que o escutam e até lhe deixam manuais de espiões à porta de casa. Surpreso, mas firme, disse ao Expresso acreditar que o querem afastar de tudo. Sobretudo, pensamos nós, do processo que envolve José Sócrates.

 

O apelidado de “superjuiz”sente que existem movimentações estranhas à sua volta.

 

Um dia recebeu um recado através de uma pessoa que tinha relações com indivíduos ligados a vários casos mediáticos, do seguinte teor: “Deves meter-te com gajos do teu tamanho porque precisas do teu ordenado para comer.”

 

Disseram-lhe ainda outras coisas tais como “se não souberes colar os cromos na caderneta não terás direito a brinde”.

 

Mário Soares, a propósito da prisão de José Sócrates, escreveu: “O Juíz Carlos Alexandre que se cuide…”

 

O Juiz diz não se vergar ao dinheiro e que a sua maior preocupação está relacionada com a enorme sucessão de escândalos na área financeira e a sua escalada de grandeza.

 

Chegaram mesmo a entrar-lhe em casa. Os intrusos não roubaram nada, limitaram-se a deixar uma fotocópia do BI do seu filho e o fragmento de uma arma de fogo do seu sogro. Mexeram em alguns dossiês de trabalho de processos e abriram-lhe o computador.

 

Lá pelo meio da entrevista citou uma carta que Thomas More escreveu a Erasmos: “Se a honra fosse rentável, todos seriam honrados.”

 

O título na capa da revista era “O juiz só”.

 

É caso para dizer que mais vale só do que mal acompanhado.

 

José Sócrates, por causa das coisas, resolveu fazer queixa do juiz Carlos Alexandre invocando, para o efeito, ódio, perseguição e devassa da sua vida pessoal e política.

 

Razão tem Pacheco Pereira ao escrever que “Sócrates quer levar tudo com ele para um destino que ainda não sabemos qual é mas que nunca será brilhante”.

 

João Madureira

 

 

 

´
publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
link do post | comentar | favorito
|  O que é?

.Fotos Fer.Ribeiro - Flickr

frproart's most interesting photos on Flickriver

.meu mail: blogchavesolhares@gmail.com

.Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
14

22
23

24
25
26
27
28
29
30


.pesquisar

 
ouvir-radioClique no rádio para sintonizar

 

 

El Tiempo en Chaves

.Facebook

Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita Instagram

.subscrever feeds

.favorito

. Solar da família Montalvã...

.posts recentes

. Discursos sobre a cidade ...

. Ocasionais

. Discursos sobre a cidade ...

. Ocasionais

. Ocasionais

. Discursos sobre a cidade

. Ocasionais - “O quark e ...

. Ocasionais

. Quem conta um ponto...

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Ocasionais

. Quem conta um ponto...

blogs SAPO

.Blog Chaves no Facebook

.Veja aqui o:

capa-livro-p-blog blog-logo

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites