Domingo, 30 de Abril de 2017

O Barroso aqui tão perto...

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Hoje no “Barroso aqui tão perto” não tivemos tempo de preparar mais uma aldeia barrosã para mostrar aqui no blog, no entanto, esta rubrica não é feita só com as aldeias e lugares do Barroso, pois tudo que tem como tema essa região tem também aqui lugar, como vai ser o caso de hoje.

 

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A Intervenção – Associação para a Promoção e Divulgação Cultural, com sede em Chaves, desde há 10 anos que tem dedicado a sua intervenção na realização de congressos internacionais de Animação Sociocultural e na publicação de livros, contando no momento com 16 congressos realizados e mais de 20 livros publicados.

 

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Neste fim-de-semana ( de 28 a 30 de Abril), em Ponte da Barca, a Intervenção levou a efeito mais um Congresso Internacional, este subordinado ao tema “Animação Sociocultural: Turismo Rural e Desenvolvimento Comunitário”, no qual participaram mais de 40 especialistas/conferencistas nacionais e estrangeiros, dois dos quais barrosões que também eles Animadores, têm marcado presença nestes congressos. Refiro-me ao Padre Lourenço Fontes e ao Professor Doutor Carlos Fragateiro que proporcionaram ao congresso uma conversa com a seguinte abordagem: a organização de eventos, congressos de medicina popular, as sextas-feiras 13, a animação sociocultural, o teatro religioso, a intervenção comunitária e o empresário turístico no espaço rural com o projeto Hotel Rural de Mourilhe. Em suma, dois barrosões em conversa que se tornaram naturalmente em embaixadores do Barroso,  onde o Turismo Rural e o Desenvolvimento Comunitário estavam a ser debatidos. Ouro sobre azul.

 

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Uma vez que também nós estamos envolvidos nestes congressos, não resistimos ao registo em imagem dessa conversa entre dois barrosões e a partilhá-las aqui neste espaço dedicado ao Barroso, mas também a imagem de um encontro entre o Barroso com o Padre Lourenço Fontes e o Nordeste Transmontano com um careto/diabo.  

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 22:08
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Domingo, 13 de Março de 2016

O Barroso aqui tão perto... Vilar de Perdizes/Padre Fontes

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Cá estamos de novo no Barroso de Montalegre. No último fim de semana não passámos de Meixide que, para quem vai de Chaves, é a primeira aldeia do Concelho de Montalegre, logo a seguir a Soutelinho da Raia. Aliás Soutelinho é a aldeia mais próxima de Meixide e esta, a mais próxima de Soutelinho da Raia. Apenas uma curiosidade.

Vamos então deixar para trás Meixide com a promessa de lá voltarmos, tudo porque apenas tenho imagens desta aldeia com neve, junto à estrada, pois como o nosso destino geralmente é sempre mais além e os nossos regressos são sempre tardios, a aldeia tem-se esquivado à nossa objetiva, mas num destes dias não escapa, a paragem está prometida.

 

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Logo a seguir a Meixide temos de tomar a nossa primeira grande decisão, pois a estrada divide-se em duas opções para chegar a Montalegre, quer via Pedrário, quer via Vilar de Perdizes, vamos lá dar. Há muito que a minha opção é via Vilar de Perdizes para fazer o regresso via Pedrário. Assim, hoje, também é por Vilar de Perdizes que vamos e por lá ficaremos, aliás muitas das vezes é mesmo o nosso destino.

 

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Se o Barroso fosse um colar de pérolas, Vilar de Perdizes seria uma pérola desse colar. Razões, muitas, desde as ligadas à história, à arqueologia, à raia, às lendas, mas sobretudo e para mim com mais valia, a comunidade em si composta pela aldeia (casario) e as pessoas que a habitam, em suma, o povo/povoação.

 

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Padre Lourenço Fontes no alto da Serra do Larouco acompanhando Professores da UTAD e Animadores Socioculturais

 

Voltando outra vez ao Barroso colar de pérolas e a Vilar de Perdizes ser uma das suas pérolas, todos os colares têm uma pérola principal, a maior, mais vistosa, a que ocupa o centro do colar e, também para mim, essa pérola principal está, ou vive, em Vilar de Perdizes e dá pelo nome de Padre Lourenço Fontes. Tanto assim é que me atrevo a dizer, sem qualquer pudor, que o Barroso tem duas épocas, a APF e a DPF em que a primeira é Antes do Padre Fontes e a segunda, Depois do Padre Fontes. Padre, Etnólogo, antropólogo, historiador, guia turístico, é de tudo um pouco, mas sobretudo é um grande Animador Sociocultural que abanou o Barroso e o despertou para constar no mapa de Portugal com letras grandes. No fundo e na realidade, despindo-o de todos esses rótulos, o seu segredo está em ser um Homem simples, do povo, que o ama e tem orgulho nele, que ama o berço e o enaltece partilhando com todos, a sua história, os usos e costumes, saberes e sabores de um povo, mas também as crenças e mezinhas que curavam todos os males de uma terra que sempre foi agreste e difícil de viver, terra fria onde o frio além de congelar, doía.

 

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Padre Lourenço Fontes no miradouro da Corujeira em Montalegre acompanhando Fotógrafos da Associação Lumbudus

 

Curiosamente vamos associando o Padre Lourenço Fontes como um Barrosão de Vilar de Perdizes quando na realidade ele é natural de Cambezes do Rio. Melhor, penso eu, será dizer que ele é filho e natural do Barroso. Para a história, além de uma basta obra publicada ficará o Padre que afrontou a Igreja com os “Congressos de Medicina Popular” e o Padre das “Noites das Bruxas” que desde 2002 acontecem em Montalegre em todas as sextas-feiras 13 e o Ecomuseu de Barroso que o Município de Montalegre atribuiu o nome de Espaço Padre Fontes, como um espaço de memória do Barroso. Para quem o conhece, é um Homem simples, divertido, amigo e sempre pronto para enaltecer e dar a conhecer o Barroso.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:35
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Domingo, 27 de Setembro de 2015

Padre Lourenço Fontes e o Barroso

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Uma das vistas desde o topo da Serra do Larouco

Como sempre aos fins-de-semana trago por aqui o nosso mundo rural, geralmente o flaviense. Desde há muito, também, que para mim Chaves não se limita aos seus limites geográficos de concelho. Entendo antes uma pequena região à qual me sinto pertencer e sinto ser a “minha terra”, composta pelos concelhos vizinhos, incluindo os galegos, e só depois é que vem o restante reino maravilhoso de Trás-os-Montes. Digamos que este meu pequeno território é uma pérola no meio do tal Reino Maravilhoso. Tudo isto para dizer que o meu mundo rural que hoje trago aqui é o do Barroso, mas não só, pois também o Padre Lourenço Fontes tem, hoje, aqui assento.

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Padre António Lourenço Fontes

Pois tudo começa num Congresso de Animação Sociocultural em Murça, no qual o Padre Fontes, também ele um Animador Sociocultural, participou e onde a organização do congresso programou fazer-lhe uma pequena homenagem passando um dia com Ele no seu Barroso. Esse dia foi marcado para 25 de setembro (ontem) e alargado a todos os que quisessem participar. Claro que nem que fosse só por ter o Padre Lourenço Fontes com cicerone e homenageado, uma enciclopédia viva sobre o Barroso, não poderia faltar a este encontro/homenagem, mas também porque sabia de antemão que iria ser um dia bem passado, em boa companhia e na qual iria aprender e conhecer mais um bocadinho do Barroso, como sempre acontece quando temos por companhia o seu embaixador Padre Fontes.

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Padre Loureço Fontes explicando os frescos da capela de N.Srª das Neves em Vilar de Perdizes

O programa era simples e feito à medida de um dia. Claro que tinha de começar por Vilar de Perdizes, terra onde o Padre Loureço Fontes inicia a sua grande divulgação do Barroso: com os autos religiosos, os congressos de Medicina Popular, os jogos populares, etc. Esta foi a terra onde durante meio século o Padre Fontes foi pároco, animador sociocultural, psicólogo, médico, conselheiro…) muito antes ainda de dar luz às sextas-feiras 13 da Vila de Montalegre.

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Rocha em pleno Larouco - A cabeça do cão perdigueiro português

Após a visita a Vilar de Perdizes havia que subir ao Larouco, mas antes havia que visitar o autódromo de Montalegre (já na serra do Larouco) onde à tarde iria decorrer o uma prova do Campeonato Nacional de Ralicross/Kartcross e só depois a subida, sempre comentada que nos ajuda a descobrir a cabeça do cão perdigueiro a caminho do ponto mais alto da serra atingidos aos 1535 metros de altura, de onde tudo se vê e se está mais próximo do céu. Topo também dedicado ao desporto com duas pistas de parapente e nos dois últimos anos final de etapas da Volta a Portugal em Bicicleta.

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Grupo que subiu ao topo ponto mais alto do Larouco - A vaidosa já lá estava

Após o desfrute das alturas do Larouro a inevitável descida para visitar Montalegre e o seu EcoMuseu, o castelo e as ruas do centro histórico de Montalegre.

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Torres do Castelo de Montalegre

O suficiente para se poder chegar à Aldeia de Mourilhe / Hotel Restaurante Rural (Hotel Assobrado) para um almoço dos diabos. E o assombro deu-se com aperitivos: ferradura afumada, presunto dependurada na lareira do inferno, caldo de urtigas malditas, pão que o diabo amassou, vinho excomungado da terra santa, seguido de vitela embruxada acompanhada com batata com murro da bruxa branca. Para sobremesa: Rabanada com mel de bruxa voadora, café negro como o diabo e quente como o inferno. Doce com mel. Licor e chá levanta o pau do diabo. E o programa poderia terminar aqui que já terminava mais que bem.

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Entrada no Hotel Restaurante Rural de Mourilhe para um almoço dos diabos...

Mas embaixador que é embaixador tem de cumprir os seus nobres desígnios de representar e oferecer a sua terra, para além de o corpo pedir mesmo algum exercido para amaciar um almoço embruxado. Uma visita ao convento de Pitões das Júnias caia na perfeição numa pequena viagem comentada pelo cicerone Padre Fontes.

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Alguns participantes assistindo a uma aula do Padre Fontes - Pitões das Júnias

Convento de Pitões, há muito abandonado e maioritariamente em ruínas mas que mesmo assim é digno de ser apreciado, principalmente pela sua envolvência e por poder ser apreciado quer envolto nas suas ruinas quer do cimo do anfiteatro natural de onde se pode apreciar todo o conjunto. Já lá fui umas dezenas de vezes e volto lá sempre com a curiosidade e ansiedade das vezes primeiras. Há magia naquele local.

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Vista geral do Mosteiro de Pitões das Júnias

Para rematar, ou quase, faltava mesmo qualquer coisinha para melhor digerir o almoço dos diabos. Nada melhor que uma queimada de aguardente devidamente “rezada”, de novo em Mourilhe / Hotel Restaurante Rural (Hotel Assobrado).

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Padre fontes a elaborar a queimada de aguardente

E foi assim, um resumo bem resumido de tudo que se passa na companhia do Padre Lourenço Fontes, um embaixador do Barroso. Em conversa com um dos docentes da UTAD que se juntaram a esta homenagem, concordámos em que o Barroso ficará para sempre marcado por duas épocas, a do antes Padre Fontes e a do depois Padre Fontes.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:15
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