12 anos

Quinta-feira, 13 de Abril de 2017

Vidas em Tela - Rui Rodrigues na Biblioteca Municipal de Chaves

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A Rui Rodrigues, que nasceu no Lubango, Angola em 1953 e faleceu com 63 anos, no passado Julho de 2016, em Chaves,  vítima de um acidente de viação, tinhamos dedicado um post neste blog em fevereiro de 2009 que hoje reproduzimos aqui na íntegra:

 

"Mesmo longe dos grandes centros, dos grandes interesses e influências, Chaves tem tido sempre uma palavra a dizer no campo das letras e das artes, quase sempre por conta própria, sem ajudas e sem mercado, é certo, mas é nesta aventura constante que a arte e as letras se fazem por cá, por amor, e sempre com arte e a mestria da resistência.

 

Falar de arte em Chaves é falar também de Rui Rodrigues, um dos pintores de referência da cidade. É ele o nosso convidado de hoje.

 

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RUI RODRIGUES nasceu no Lubango, Angola em 1953.

 

Em 1976 viaja para o Brasil onde trabalhou em desenho gráfico e publicitário. Vive em Chaves desde 1980 onde conheceu o Mestre Nadir Afonso, do qual foi colaborador até 1982. Curso de Pintura do Instituto Parramon.

 

Expôs individualmente pela primeira vez em 1978, tendo realizado até ao presente mais de duas dezenas de exposições individuais no Continente, Madeira e Espanha.

 

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Marlene Obesa

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Participou em mais de uma centena de mostras colectivas.

 

Em 1993, nas comemorações do dia da cidade de Chaves, participou numa exposição conjunta com o artista galego Manolo Busto, organizada pela Câmara Municipal de Chaves.

 

Em 1997, realizou uma retrospectiva de 20 anos de actividade, na Galeria Faustino, em Chaves.

 

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Pintura Matérica

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Sócio fundador da “Tamagani” – Associação dos Artistas Alto Tâmega e Vale de Monterrei.

 

É membro da Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1985.

 

Está representado no Museu da Região Flaviense.

 

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Vénus Adormecida

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Principais colectivas:

 

1982 – Certame de Pintura e escultura, Chaves.

1983 – I Bienal “Jovem arte”, Chaves.

1984 – V Salão de Outono, Estoril.

1985 – II Bienal “Jovem arte”, Chaves. - II Bienal Nacional de Desenho, Porto e Lisboa. - V Bienal da Festa do Avante, Lisboa. - Expo Internacional de cartazes, Bagdad – Iraque.

1986 – Galeria AS , Porto. - Salão SNBA, Lisboa. - I Festival do mar, Sesimbra. 1987 – II Festival do mar, Sesimbra.

1990 – Gallaecia 90, Chaves.

1991 – “Nove artistas flavienses”, Sint Niklaas, – Bélgica. - “A Musaraña”, Pontevedra – Galiza.

2003 – IV Arte Nossa, ADRAT – Chaves.

2005 – Centenário da Casa de Trás-os-Montes, Chaves e Lisboa.

2006 – Expo Tamagani – Chaves.

2007 - II Encontro Luso-Galaico "Aromar" - Galiza.

 

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Zódes Voadores

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Prémios:

 

1º Prémio e Menção Honrosa no “Certame de Pintura e escultura” – Chaves, 1982.

Prémio “Nadir Afonso” – I Bienal Jovem Arte -Chaves, 1983.

Prémio aquisição – II Bienal jovem Arte – Chaves, 1985.

2º Prémio – IV Concurso de Pintura do Inatel, 1994.

Menção Honrosa, Salpodium, 2006.

 

 

Embora a pintura seja a sua principal actividade artística, também lhe conhecemos a arte que tem para a escultura e a fotografia. Pena que por cá não sejam modos de vida, pois é a arte quem fica a perder.

 

E se por aqui apenas deixo quatro reproduções de obras suas que marcam diferentes períodos da sua vida artística, no seu espaço da NET poderá apreciar cerca de uma centena de outras obras e que poderá visitar seguindo este link:

 

Gindungo no Matako "

 

 

 

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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2016

Exposição Retrospetiva de António Vilanova

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Há muito que o post de hoje deveria ter sido publicado aqui neste blog, mas, sem nunca ter sido esquecido,  foi sendo adiado até uma oportunidade ou um pretexto que lhe desse luz. Em boa hora esse pretexto surgiu e vamos tentar fazer a devida homenagem a um artista flaviense, também ele ilustre, que não o foi mais porque o destino lhe roubou  o tempo de ele subir ao patamar dos mestres, se é que não foi alcançado.

 

António José Rua Vilanova

Chaves, 29 de abril de 1958  -  Chaves, 16 de dezembro de 1997

 

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É verão.

 

O dia apresenta-se magnífico de luz e côr.

 

Num repente, o infinito sol espalha a sua luz, exaltando o recorte dinâmico da agreste paisagem que me rodeia.

 

Quase que me sinto renascer, num ambiente misto de violência e poesia.

 

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Ao mesmo tempo que as cores se multiplicam numa volúpia aparentemente sem fim, os diferentes cheiro emergem do nada, inundando este ambiente carregado de sentimento mágico.

 

O ar revigorante penetra-nos, provocando um clímax indescritível.

 

O olhar, perde-se no pacífico horizonte, fazendo-nos fruir com o silêncio e o esplendor da terra.

 

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Não creio que haja algo tão gratificante, do que observar esta paisagem bela, na qual só interfere do voo de uma ave, o vento, o suave oscilar das plantas ao ritmo de uma reconfortante brisa, os milimétricos reflexos nas calmas águas de uma albufeira, o longínquo som do chocalho de um boi possante e sereno, que aparece entre a floresta de pinheiros. O sol já erecto e dominador, oferece a melhor moldura à majestosidade da paisagem que nos rodeia.

 

O artista, funciona aqui como elo de ligação entre este conjunto dos símbolos visuais e os seus códigos cromáticos, criando uma harmonia de conjunto, através do ritmo das linhas e da sua sonoridade inerente, e a realidade do observador.

 

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Os desenhos que estão presentes neste livro, são memórias, pequenos reflexos, instantâneos dessas paisagens maravilhosas, às quais eu não consegui resistir e que sempre adorarei. São trabalhos do dia a dia, que sob a forma de exercício ou simplesmente de esboço rápido, formam um desenvolvimento diário, sujeito a emoções próprias, a estímulos únicos e concisos, encontrados no mais íntimo do nosso pensar, exaltando toda a essência interior do momento

 

António Vilanova, Chaves, Agosto de 1994

In “ 40 Desenhos do Agreste Transmontano”

 

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Para quem não o conheceu ficam as suas palavras na introdução ao seu livro de 40 gravuras publicadas em 1994, com alguns desenhos ou momentos do Agreste Transmontano ou do Barroso, a jugar pelos três locais que menciona no livro: Pitões das Júnias, Alturas do Barroso e Pisões.

 

Pois dizia eu no início do post que este não tinha acontecido, talvez, por faaltto. Pois o pretexto está agora aí, com uma exposição retrospetiva de António Vilanova  na sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves, que abriu no início deste mês e continuará patente ao público até ao final deste mês de dezembro.

 

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E enquanto se vamos  deixando aqui alguns das obras em exposição, vamos dando também a conhecer o seu percurso de vida e artístico ao longo de pouco mais de dez anos.

 

António José Rua Vilanova  frequentou a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e, em 1986, ingressou no Curso de Pintura da ESAP.

 

Em finais dos anos 80 torna-se professor de desenho e de fotografia no ensino básico e profissional.

 

Realizou dezenas exposições individuais e coletivas. Obteve alguns prémios em concursos de arte, entre os quais se destaca o Prémio de aquisição na 2ª bienal de Chaves. Está também representado em várias coleções( privadas e públicas) , nacionais e internacionais.

 

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Fica também o registo de alguma da sua obra:

 

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

 

Galeria do Posto de Turismo de Chaves – 1984/85/88/91

Secretaria de Estado da Comunicação Social – Porto – 1985

Casa de Trás-os-Montes - Porto – 1985/86

Biblioteca municipal de Montalegre – 1985

“VER A BRANCO E PRETO” – Bragança – 1990

“DA CÔR” Instalação – Fin de Siglo – Espanha – 1991

Galeria A Musaraña  - Pontevedra – Espanha – 1991

Pórticos de Noche – “RETRATOS DE UM SOLO LUSO” – Arousa – Espanha – 1992

Galeria do Posto de Turismo – Póvoa de Varzim - 1983

Galeria Galeão – Paredes – 1993

Galeria Labirinto – Porto – 1993

 

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PRINCIPAIS COLECTIVAS

 

Ferreira  Borges – Porto – 1984

Colectiva Internacional de Cartazes – Bagdad .- Rep. Do Irake – 1985

Segunda Bienal  Jovem de Arte Portuguesa – Chaves – 1985

Galeria da Cooperativa Árvore / 24 NOVOS ARTISTAS – Porto – 1989

Fora D’Horas – S.João da Madeira – 1989

Português Suave – Porto – 1989

Espaço Tualca/Novos Artistas da ESAP – Porto – 1989

Museu da Região Flaviense / Arte e Meio – 1990

Intertâmega 91 – Verin – Espanha – 1991

Colectiva Internacional de pintura – A MUSARA^NA – Espanha – 1991

GALAÉCIA 91 – Orense - 1991

Celanova – Espanha – 1991

9  Pintores – Saint Nicholas – Bélgica – 1991

Acervo do Museu da Região Flaviense – Chaves – 1993

Galeria Galeão – Paredes – 1993

 

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TRABALHOS EM VÍDEO

 

“Perfil” – Porto – 1986

“Nada… direcção infinito” – Porto – 1987

“País Real” – Chaves – 1993

“Festa no Barroso” – Chaves - 1993

 

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PERFORMANCES

 

“ UB – GÀ, FOLIE”  - Porto – 1987

Fanzine “DEMOLIR, construir” – Porto 1987

“… VIA ABSINTO” – Juntamente com o Pintor Abel Silva – Ruas do Porto – 1988

 

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PRÉMIOS

 

Prémio de Aquisição – Pintura, na 2ª Bienal Jovem Arte Portuguesa – 1986

Menção Honrosa, C.T.M. – Porto – 1986

 

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REPRESENTAÇÕES

 

Secção de Artes Moderna do Museu da Região Flaviense

A.D.R.A.T. – Chaves

C.T.M. – Porto

GATAT – Gabinete de Apoio ao Alto Tâmega

Município de Sint Nicklas – Bélgica

Ministério da Cultura – Bagdad – Rep. Do Irake

Comissão Regional de Turismo do Alto-Tâmega

Associação Comercial e Industrial de Chaves

Além Portugal, também está representado em Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha e Brasil.

 

 

 

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Segunda-feira, 7 de Março de 2016

De regresso à cidade com Pintura, Escultura e Jazz

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Hoje fazemos o regresso à cidade com “As cores do Jazz” de Iría Blanco Barca e Xosé Rivada, dois galegos, a Iría pintora natural de Vigo e o Xosé de Verin, numa exposição que inaugurou este sábado passado no Salão Multiusos do Centro Cultural de Chaves. Pinturas e esculturas que fazem uma viagem pela música e ambiente do Jazz.

 

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Iría Blanco Barca

 

Jazz congelado em esculturas e telas que também estas últimas (em duas telas) assumem as três dimensões, quer fisicamente quer na observação, com a ilusão da criação de um ambiente tridimensional que o nosso movimento corporal provoca à sua passagem.

 

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 Xosé Rivada

Uma exposição que deve aproveitar para ver, a não perder, e que vai estar patente ao público durante todo o mês de março.

 

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Mais sobre Iría Blanco Barca: http://www.iriablancobarca.es/

Mais sobre Xosé Rivada: https://www.facebook.com/xose.gomezrivada?fref=ts

 

 

 

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Terça-feira, 10 de Março de 2015

Metamorphosis de Rui Duarte em Chaves

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 Há vezes em que gosto daquilo que vejo e quando tal acontece gosto de o partilhar aqui no blog. O que hoje vos deixo é uma das coisas que ultimamente vi em Chaves e me agradou, por várias razões, começando pelo estilo do desenho pintado, pelo movimento (metamorphosis como diz o autor) dado ao motivo e pelo motivo propriamente dito que vai um pouco de encontro àquilo que eu também eu gosto de reproduzir em imagem – o nosso velho casario rural, tão singular e também ele em vias de extinção.

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Entendam estas palavras como elas são, sem qualquer pretensão de entrar na crítica de arte que não o sou nem nunca serei, pois eu apenas gosto ou não gosto, e em termos de pintura, na maioria das vezes, até nem gosto. Mas desta exposição em particular, gostei, e por isso aqui ficam algumas imagens do que está exposto.

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A exposição é de Rui Duarte, intitula-se Metamorphosis e está patente ao público na Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves. Inaugurou no dia 4 deste mês e termina dia 19 de março. Quanto ao Rui Duarte que desconhecia e penso não ser flaviense, é licenciado em Educação Visual e Tecnológica. Mestrado em Educação de Adultos e Doutoramento em Comunicação Visual e Expressão Plástica.

 

E é tudo. Espero que gostem, e se gostou mesmo e está por Chaves, nem há como ir à Sala Multiusos para o ver o resto, pois por lá há muita mais obra para ver e apreciar.

 

 

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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

João Vieira - Palavras

 

 

Exposição/Homenagem a


João Vieira

(Vidago 1934 – Lisboa 2009)

 


Centro Cultural de Chaves

de

1  de Junho a 4 de Julho

 

 

 

 

O Teatro 2009 - Acrílico s/tela - 250 x 450 cm

 

 

 

 

Pinto quadros por lettras, por signaes,

Tão luminosos como os do Levante,

Nas horas em que a calma é mais queimante,

Na quadra em que o verão aperta mais.

 

Cesário Verde

 

 

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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

A Festa da Pintura e do Foclore em Vilas Boas

No Sábado anunciava aqui a festa da pintura e do folclore de Vilas Boas, pois hoje, ficam as fotos, sem comentários.

 

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Quinta-feira, 26 de Março de 2009

A Emoção da Geometria, por Nadir Afonso até Agosto

 

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Tal como disse no post anterior, ontem Chaves prometia ter um acordar diferente de uma comum quarta-feira, e assim foi.

 

Por entre um dia normal de trabalho, lá fui espreitando como pude o dia das comemorações e no final, já noite, lembrei-me de espreitar as notícias da NET a respeito do assunto, e a notícia que mais se repete é:

 

“Cavaco Silva recebe, em Chaves, livro de Agostinho Santos sobre Nadir Afonso” e ainda bem que assim é.

 

Pois vamos começar precisamente por Nadir Afonso, o Livro de Agostinho dos Santos e a inauguração da exposição do Mestre na Biblioteca Municipal de Chaves.

 

Vamos à notícia da NET:

 

Porto, 24 Mar (Lusa) - A editorial Afrontamento e a Fundação Nadir Afonso apresentam quarta-feira ao Presidente da República, em Chaves, a obra "Itinerário (com) sentido", uma biografia do pintor em edição de luxo, disse hoje à Lusa o seu autor, Agostinho Santos.

 

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Capa e contra-acapa da caixa do livro Itinerário (com)sentido

Agostinho Santos, que é também jornalista e pintor, apresentará o livro ao Presidente da República durante a inauguração da exposição de obras de Nadir Afonso, a que Cavaco Silva presidirá, no âmbito da sua visita oficial à cidade.

 

"É uma espécie de biografia ilustrada de Nadir Afonso que considero como um dos maiores artistas vivos da arte contemporânea portuguesa", disse à Lusa Agostinho Santos.

 

Profusamente ilustrado, o livro integra mais de cem pinturas e desenhos das várias fases do pintor (algumas inéditas), assim como muitas fotos que mostram o pintor em várias circunstâncias, ao longo da sua vida.

 

Com o título "Itinerário (com) sentido", integra também excertos de textos escritos pelo pintor ao longo dos tempos.

 

A obra aborda todo o percurso de vida do artista, os tempos da infância em Chaves (sua terra natal), a época do Porto, o tempo de estudante na Escola de Belas-Artes do Porto onde fez o Curso de Arquitectura, a sua estada em Paris, onde pintou enquanto trabalhava no atelier de Le Corbusier, assim como o período em que esteve no Brasil, onde trabalhou com outro dos maiores arquitectos do século XX, Óscar Niemeyer.

 

"O livro é o resultado de uma grande conversa, feita de muitas conversas realizadas ao longo dos tempos, que põe em evidência a vida e a obra de Nadir, em que o pintor-arquitecto fala de si, do seu percurso, da sua carreira, das pessoas que ama, do futuro e da morte", disse Agostinho Santos.

 

O livro tem também uma análise que aborda as pinturas mais importantes da carreira do pintor, por Maria José Magalhães, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação do Porto.

 

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Inclui ainda depoimentos do pintor Júlio Resende, de Laura Afonso (a segunda mulher do pintor, com quem vive há 30 anos) e poemas do pai de Nadir e do filho Artur, que trabalha actualmente em arquitectura em Nova Iorque.

 

"Trata-se de uma edição trilingue (português, inglês e espanhol), com arranjo gráfico de José Miguel Reis, que sairá com caixa, com 450 páginas e uma tiragem limitada de 1500 exemplares" disse o autor.

 

"Espero que este trabalho contribua para uma maior divulgação da pintura de Nadir Afonso, que ficará, tenho a certeza, na história da pintura moderna portuguesa", disse Agostinho Santos.

 

Esta mesma obra será oficialmente apresentada ao público a 23 de Abril no Museu de Serralves, pelo director da instituição, João Fernandes, e por Maria José Magalhães, estando a apresentação em Lisboa prevista para o Museu do Chiado, em data a anunciar.

 

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É, resumindo, o mestre Nadir em tamanho grande, XL, quer no livro que hoje se deu a conhecer, com grande dimensões, peso e conteúdo, quer na exposição onde o Mestre apresenta algumas das suas obras de maior dimensão, quer na arte da qual que já estamos habituados à sua grandeza, a grandeza do Mestre Nadir Afonso.

 

NADIR AFONSOA Emoção da Geometria, uma exposição para ser mastigada devagarinho, como convém, que poderá ver e rever na Biblioteca Municipal de Chaves até ao próximo dia 31 de Agosto de 2009 – Sem desculpas para quem não a visitar.

 

 

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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Um pouco de Eurico Borges, um Artista Plástico Flaviense

Nada melhor que começar uma segunda-feira com arte, com a arte dos artistas.

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Eurico Borges

 

É o nosso artista plástico convidado de hoje. Um pouco da sua arte um pouco da sua vida, um pouco das suas pinturas e exposições. Um pouco de tudo para ficarmos a conhecer melhor este flaviense que tem dedicado quase toda a sua vida à arte.

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Eurico Borges nasceu em Chaves em 1950, de uma família humilde sem qualquer ligação à arte. Teve uma infância feliz entre a cidade e a, então, primitiva aldeia de sua mãe, experiência que o ajudou a formar uma relação de amor com os outros, e sobretudo com a natureza. Aos 13 anos, a pintura aparece no seu caminho como algo absolutamente natural, familiar e inevitável. A circunstância de ficar órfão aos 11 anos, marcará toda a sua vida. A fugaz passagem por um seminário, o trabalho desde muito jovem compaginado com os estudos, bem como o facto de viver numa ditadura, levam-no até França como estudante e trabalhador, vivendo ali o Maio de 68, marco incomparável para a sua consciência política e artística. Aos 22 anos, depois de vários anos às voltas com as cores e os pincéis, realiza a sua primeira exposição individual. Vive em Portugal até que, em 1965, retoma a sua vida de viajante.

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Primeiro Espanha, depois Holanda e Alemanha até que em meados dos 80, regressa de novo ao seu país. Entretanto, sucedem-se as exposições e as vivências-aprendizagem, com importantes criadores europeus. Alguns anos, poucos, em Portugal e, de novo, transfere o seu estúdio cinco anos para Espanha e finalmente durante quatro anos para Cuba. Acompanhou a sua carreira de pintor, com outras actividades, desde muito jovem. Deu aulas, foi jornalista, fez teatro, cinema e até fez parte de uma companhia de dança contemporânea. Foi apresentador de televisão, animador cultural e director de estações de rádio. Em Madrid criou, com outros seis pintores, o "Display Group", ilustrou livros, recebeu prémios, foi homenageado e realizou mais de uma centena de exposições individuais e inumeráveis exposições colectivas, em países da Europa e América Latina. Segundo a velha tradição, é um artista marginal, um "franco-atirador", que nunca se rendeu a valores menores. É para ele reconfortante que, depois de mais de 35 anos a pintar, os críticos de arte o continuem a ver como um Artista romântico.

 .

 

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EXPOSIÇÕES

 

1969- Primeira exposição colectiva.
1972- Primeira exposição individual.

Individuais

 

Portugal - Chaves, Caldas da Rainha, Guimarães, Leiria, Maia, Pombal, Porto, Porto de Mós, Póvoa de Varzim, Régua, Vidago.
Espanha - Benidorm, Cáceres, Cádiz, Getafe, Granada, Leganés, Madrid, Motril, Ourense, Salamanca, Valencia, Valladolid, Zamora.
Holanda - Amsterdam e Utrecht.
França - Orléans.
Alemanha - Dortmund, Duisburg, Düsseldorf, Krefeld, Osnabrück.
Cuba - La Habana.

Colectivas

 

Portugal - Braga, Chaves, Estoril, Guimarães, Lagos, Lisboa, Porto, Viana do Castelo, Vila Nova de Gaia, Vila Nova de Cerveira.
Espanha - Getafe, Leganés, Madrid, Ourense, Valencia, Verín, Vigo.
Holanda - Amsterdam e Utrecht.
França - Orleáns e Paris.
Suiça - Genebra.
Cuba - La Habana

 .

 

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PRÉMIOS E SELECCIONES

 

- Artista seleccionado para el Salón de Otoño - Valencia, 1976.
- Medalla al Mérito Artístico. Ministerio de Información y Turismo, 1977.
- Seleccionado para la Bienal de Vila Nova de Cerveira - Portugal, 1980 y 1986.
- Seleccionado para la Bienal de Diseño de la Cooperativa Árvore-Oporto (Portugal) 1985.
- Seleccionado para la Bienal de Lagos - Portugal, 1986.
- Artista Homenajeado en la III Bienal Joven - Chaves (Portugal), 1987.
- Seleccionado para Palexpo - Ginebra (Suiza), 1992.
- Seleccionado para las exposiciones de Eixo Atlántico (Galicia y Portugal), 1997.
- Seleccionado para la Bienal de Avante - Portugal, 2003.

 

Eurico Borges tem também o seu sítio na NET, cuja visita se recomenda para ficar a conhecer mais um pouco da sua obra:

 

http://www.euricoborges.com/

 

 

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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Rui Rodrigues - Pintor

Mesmo longe dos grandes centros, dos grandes interesses e influências, Chaves tem tido sempre uma palavra a dizer no campo das letras e das artes, quase sempre por conta própria, sem ajudas e sem mercado, é certo, mas é nesta aventura constante que a arte e as letras se fazem por cá, por amor, e sempre com arte e a mestria da resistência.

 

Falar de arte em Chaves é falar também de Rui Rodrigues, um dos pintores de referência da cidade. É ele o nosso convidado de hoje.

 

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RUI RODRIGUES nasceu no Lubango, Angola em 1953.

 

Em 1976 viaja para o Brasil onde trabalhou em desenho gráfico e publicitário. Vive em Chaves desde 1980 onde conheceu o Mestre Nadir Afonso, do qual foi colaborador até 1982. Curso de Pintura do Instituto Parramon.

 

Expôs individualmente pela primeira vez em 1978, tendo realizado até ao presente mais de duas dezenas de exposições individuais no Continente, Madeira e Espanha.

 

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Marlene Obesa

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Participou em mais de uma centena de mostras colectivas.

 

Em 1993, nas comemorações do dia da cidade de Chaves, participou numa exposição conjunta com o artista galego Manolo Busto, organizada pela Câmara Municipal de Chaves.

 

Em 1997, realizou uma retrospectiva de 20 anos de actividade, na Galeria Faustino, em Chaves.

 

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Pintura Matérica

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Sócio fundador da “Tamagani” – Associação dos Artistas Alto Tâmega e Vale de Monterrei.

 

É membro da Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1985.

 

Está representado no Museu da Região Flaviense.

 

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Vénus Adormecida

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Principais colectivas:

 

1982 – Certame de Pintura e escultura, Chaves.

1983 – I Bienal “Jovem arte”, Chaves.

1984 – V Salão de Outono, Estoril.

1985 – II Bienal “Jovem arte”, Chaves. - II Bienal Nacional de Desenho, Porto e Lisboa. - V Bienal da Festa do Avante, Lisboa. - Expo Internacional de cartazes, Bagdad – Iraque.

1986 – Galeria AS , Porto. - Salão SNBA, Lisboa. - I Festival do mar, Sesimbra. 1987 – II Festival do mar, Sesimbra.

1990 – Gallaecia 90, Chaves.

1991 – “Nove artistas flavienses”, Sint Niklaas, – Bélgica. - “A Musaraña”, Pontevedra – Galiza.

2003 – IV Arte Nossa, ADRAT – Chaves.

2005 – Centenário da Casa de Trás-os-Montes, Chaves e Lisboa.

2006 – Expo Tamagani – Chaves.

2007 - II Encontro Luso-Galaico "Aromar" - Galiza.

 

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Zódes Voadores

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Prémios:

 

1º Prémio e Menção Honrosa no “Certame de Pintura e escultura” – Chaves, 1982.

Prémio “Nadir Afonso” – I Bienal Jovem Arte -Chaves, 1983.

Prémio aquisição – II Bienal jovem Arte – Chaves, 1985.

2º Prémio – IV Concurso de Pintura do Inatel, 1994.

Menção Honrosa, Salpodium, 2006.

 

 

Embora a pintura seja a sua principal actividade artística, também lhe conhecemos a arte que tem para a escultura e a fotografia. Pena que por cá não sejam modos de vida, pois é a arte quem fica a perder.

 

E se por aqui apenas deixo quatro reproduções de obras suas que marcam diferentes períodos da sua vida artística, no seu espaço da NET poderá apreciar cerca de uma centena de outras obras e que poderá visitar seguindo este link:

 

Gindungo no Matako

 

E por hoje é tudo. Amanhã cá estarei de novo com outros olhares fotográficos sobre a cidade de Chaves.

 

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