Sábado, 15 de Julho de 2017

Pedra de Toque

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pedra de toque copy.jpg

 

 

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:57
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Sábado, 17 de Junho de 2017

Ilumina-me, poesia de António Roque

a-roque-1.jpg

 

Hoje em vez da Pedra de Toque de António Roque, vamos falar um pouco do poeta António José Roque da Costa e do seu livro de poesia “Ilumina-me”, apresentado no passado dia 9, na Biblioteca Municipal de Chaves.

 

roque-biblio.jpg

 

Mas antes regressemos um pouco no tempo, mais precisamente (isto se a memória não me atraiçoa) ao dia 6 de janeiro de 1977, quando um pequeno grupo de estudantes do Liceu de Chaves, com duas violas, uma flauta, ferrinhos e pandeireta, resolveu cumprir a tradição do cantar dos reis aos vizinhos, iniciando precisamente na casa de António Roque.  Como mandava tradição, escolheu-se uma música e letra do reportório tradicional dos cantares dos reis, deu-se os vivas aos senhores da casa e no final a porta abriu-se com o convite para entrar e cantar umas canções da época, ainda canções de abril, de Zeca Afonso, Adriano, Fausto , Sérgio Godinho, Manuel Freire, Janita e Vitorino Salomé…, à mistura com poemas de Manuel Alegre, entre outros.  Aquilo que se programou ser uma noite de cantar dos reis pelos vizinhos, acabou por ser uma noite na casa de um vizinho a cantar canções de Abril com muita poesia à mistura. António Roque já tinha nome na praça com advogado, mas nessa noite ficámos a conhecer o António Roque amante de poesia e das canções de Abril, mas também o António Roque declamador de poesia e de poetas. Uma noite inesquecível, daquelas que não se repetem e que revelava já o António Roque poeta.

 

a-roque-3

 

Este livro de poemas já há muito que se esperava e é até ele que agora vamos, iniciando pela biografia, apresentada pelo autor na primeira pessoa:

 

“Nasci em Chaves, bem no “caroço” desta cidade milenária.

Corria o longínquo ano de 1943.

Por aqui frequentei a escola primária e o Liceu Fernão de Magalhães.

Durante dois anos fui aluno do Liceu Castelo Branco, em Vila Real, e aí concluí o sexto e o sétimo ano, alínea de Direito.

Em 1961 rumei a Coimbra, onde cursei a Faculdade de Direito da vetusta universidade.

Vivi intensamente Coimbra da saudosa década de 60, participando com empenho nos movimentos académicos e em alguns organismos da Associação, como Coro Misto e CITAC.

Na Lusa Atenas, concluí meu curso mas, entretanto, apaixonei-me pela cidade, pelo teatro, pela poesia e pela política.

Depois de uma ida “à Guerra, de onde voltei, à triste paz destes rios”, dei aulas durante poucos anos e em cerca de quarenta anos, exerci advocacia, com escritório na minha amada cidade.

Por aqui me mantenho , usufruindo o vale e as serras que me rodeiam, abraçando os amigos que me estimam e escrevendo uns pequenos textos e alguns poemas para meu gáudio pessoal e dos que, simpaticamente, me vão lendo.

Por aqui quero ficar.”

 

a-roque-2.jpg

 

 

E nós também vamos ficar por aqui, mas antes, fica ainda o poema que,  com a caricatura de autoria do Mestre Nadir Afonso,  consta na contracapa do livro.

 

A DANÇA

 

A dança é o sorriso do corpo!...

 

E a boca

Para onde grito calado,

É o princípio de ti.

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 14 de Junho de 2017

Coisas primeiras

1600-(32281)

 

Quis partir    olhar   sentir o mar

E deram-me os olhos de uma criança

Rasos de lágrimas para navegar

 

 

 

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Sábado, 27 de Maio de 2017

Pedra de Toque

pedra de toque copy.jpg

 

PARA JÁ ME BASTAM…

 

Quando o desespero passa por mim, deixa-me marcas e eu, acolho meu corpo nas águas límpidas que regam as orquídeas e as rosas de Angola, flores de África que permanecem coladas aos meus olhos e ao meu cheiro.

 

A inquietação mexe por dentro e projeta-me para os sonhos irreais, por vezes doces, por vezes tumultuosos.

 

A certeza de que gosto de ti, apesar de insistires em manteres-te ausente, amacia-me a vida.

 

 

Nem que seja só por mim, vem e traz o teu sorriso branco e ainda aquela camélia que nasce no teu peito todas as primaveras,

Por ora, já me bastam…

 

António Roque

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Domingo, 23 de Abril de 2017

Pecados e Picardias

pecados e picardias copy

 

 

Um espelho na consciência

 

Voltei atrás tanta vez

Contrariei intenções

 sem perguntar aos porquês

meti-me nos maus lençóis

teimosias porque sim

sem razão mas com vontade

um fazer assim assim

à custa da liberdade

 

voltei atrás tanta vez

sem recuar por moral

nem aos sinos de mercês

dei ouvidos, foi por mal

 

se eu nunca fui igual

porque me queres parecida

um espelho na consciência

torna o disfarce real

das sombras da nossa vida…

 

voltei atrás vezes demais

à procura duns achados

eram todos desiguais

destroços em descampados

 

ironias sem cinismo

insónias que dormem tranquilas

um espelho na consciência

sem saber porquê

ri em surdina na transparência

inocente que não vê

homens no espelho de meninas

doutrinas sem catecismo…

 

voltei atrás tanta vez,

Parti o espelho…

 

Louvado seja o 25 de abril…

Abraço amigo

 

Isabel Seixas

 

 

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Sábado, 22 de Abril de 2017

Pedra de Toque

pedra de toque copy.jpg

 

AI, QUEM ME DERA…

 

                   Hoje, eu queria

                   Desvendar teus segredos

                   Sondar teus mistérios

                   Acordar exausto entre os teus seios.

 

                   Toca para mim, amor

                   Uma sonata em dia de chuva,

                   E traz-me os teus olhos verdes

                   E o cheiro das rosas brancas

                   Que entra intenso

                   Pelas fendas da alma.

 

                   Ai, quem me dera

                   Morar em ti!...

                       

António Roque

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:37
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Sábado, 1 de Abril de 2017

Pedra de Toque

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O AMOR É ASSIM!...

 

                   Desce a montanha, solta o cabelo,

                   Não pises os jasmins que te aparecerem no caminho,

                   E vem ter comigo.

                   Eu espero-te na cidade deserta,

                   Preenchida tão só pelos monumentos,

                   Que a história nos legou.

                   Estarei à beira rio, sentado numa pedra,

                   A apreciar absorto a velha Madalena,

                   Espelhada nas águas remansosas do Tâmega.

 

                   Vem, traz as mãos, o teu corpo, as tuas causas,

                   Que enredadas nas minhas nos levarão pela cidade linda,

                   Carreando a indignação contra o compadrio reinante,

                   A ignorância que grassa, contra a corrupção que se sussurra,

                   Contra o imobiliário que domina, sempre, sempre, de braço dado com negócios estranhos.

                   Os nossos filhos querem uma cidade viva, uma cidade dos e para os flavienses, com sua história preservada.

                   Temos de lembrar o que anda esquecido, ou seja, QUE O FUTURO TEM PASSADO.

                   Tu, ao meu lado, serás pilar, serás ajuda para despertamos as gentes que imperiosamente têm de acordar.

                   A tarefa que me proponho contigo é ciclópica, é gigantesca, quiçá, ilusória, até porque o medo cerceia a coragem.

                   Mas com a luminosidade dos teus olhos, com a força dos teus dedos, e com a música das palavras que a tua boca profere, chegaremos a bom porto, companheira.

 

                   Já cansados, com o crepúsculo a aproximar-se, regressemos ao rio, em busca do amor que nos poderá revigorar para cumprirmos nosso desejo.

                   Deixemos as pontes, que são miragens para a outra margem, e caminhemos junto aos choupos com a passarada a testemunhar nossa presença.

                   Porque “o amor cria-se em qualquer chão” (Miguel Torga, dixit) faremos da lameira nosso poisio para eu saborear com ternura teu colo, para segredarmos nossa paixão, para darmos imaginação às mãos na descoberta dos nossos corpos e avidez às nossas bocas suculentas, até à plenitude, até ao êxtase, até à loucura da vertigem.

 

                   Depois do silêncio nos brindar, recompostos, imaculados, iniciaremos o retorno à cidade fantasma mas mais leves, mais fortes, mais unidos para o combate porque quem não luta perde sempre (Brecht).

                   Os pássaros seguiram-nos com o seu chilreio.

                   Ao longe o latido de um cão.

                   Num instante começou a escurecer.

                   A felicidade está nestes cibinhos.

 

                   O amor é assim, o amor é assim…

                   Pelo menos para mim!...

                       

António Roque

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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

Divagações sobre coisa nenhuma

1600-(46049)

 

Hoje apetecia-me divagar um pouco sobre o que é viver em sociedade e esta nossa tendência, ou necessidade de sermos gregários, mas não tenho tempo para ir por aí, aliás até é coisa que nem quero, nem gosto de trazer à discussão com os outros. Prefiro antes tecer os meus pensamentos, em silêncio, onde verdadeiramente somos livres de lhe dar liberdade sem ter de a limitar por causa da liberdade dos outros, daí preferir ouvir que falar, mas sem ser obrigado a ouvir. Ouvir porque quero, porque me apetece sem ter de responder, concordar ou discordar. Ouvir apenas como quem observa ou observar ouvindo, mas não é fácil, porque isto de sermos gregários é complicado e, pela necessidade de palco que as representações requerem, às vezes somos obrigados a ser espectadores sem o querer.

 

1600-(46062)

 

Apetecia-me realmente divagar um pouco sobre essas coisas, mas não o vou fazer, não só pela falta de tempo e do não quer ir por aí, mas também porque as palavras têm outros significados para além dos significados que lhes queremos dar, e às vezes, leem em nós outra pessoa que na realidade não somos. É complicado, por isso, acho que vou dormir porque com os sonhos, também me entendo. Mas ainda antes de me retirar, vou-vos dizer o porquê das coisas, ou o porque destas palavras, mesmo correndo o risco de não me entenderem. Tudo porque vos queria deixar apenas a poesia da primeira imagem que publico junto com estas palavras, mas, senti a necessidade de ter de deixar uma segunda imagem…

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:32
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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2016

Momentos que esperam por nós

1600-neblinas (19)

 

Podia simplesmente ter passado indiferente, não olhar sequer, mas olhei e parei. Às vezes, também nós saímos das nossas neblinas…

 

 

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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2016

Momentos que esperam por nós

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Os momentos mais belos das nossas vidas não acontecem por acontecer, nem caem do céu por sermos abençoados, nem sequer  precisam de ser inventados. Eles estão por aí, algures, no dobrar de uma esquina, para lá de uma montanha, no fundo de um vale, na corrente de um rio, num sorriso que nos surpreende, num olhar que nos atravessa, num gesto que nos invade. Se o procurarmos, ele aparece como se viesse ao nosso encontro ou estivesse à espera de nós.

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:48
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Domingo, 18 de Setembro de 2016

Pecados e Picardias

pecados e picardias copy

 

 

Pecam

 

Pecam os que não pecam

Não por não saber pecar

Pecam  porque  a si se cercam

Num cerco de faltar ar

 

Pecam sós os pecadores

Ao esconder os seus pecados

Dão à soberba louvores

Que não deviam ser louvados

 

Pecam os que deixam fazer

Fortuna aos desafortunados

Vão deixá-los bem dizer

A sina dos desgraçados

 

Pecam tristes os sofredores

No sofrimento parados

São tolhidos pelas dores

Do ter aprendido calados

 

pecam todos e ninguém

nem sabem que são pecados

dormem a soldo de alguém

que os tem acorrentados

 

pecam eles e somos nós

a apontar pro pecado

isto já vem dos avós

era o futuro, do passado…

 

Isabel seixas

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Domingo, 26 de Junho de 2016

Pecados e Picardias

pecados e picardias copy

 

Pecados e picardias

um só poema pode fazer a poesia
um só poeta abrir portas da alma
um só verso tirar à loucura a mania
de mandar na alienação que me acalma,

uma só esfinge pode ser fé do meu pecado
um só futuro a passadeira absolvição
um só dito acender num rosto apagado
o sorriso morto no lamaçal da exaustão...

uma só tristeza pode ser perda do fulgor
um só abismo abrir pontes e de passagem
um só proibido transformar em grande amor
migalhas de afeto caídas na bagagem

uma só pessoa pode ser o nosso mundo
correr nas nossas veias como sopro segundo...

isabel seixas in pecados e picardias

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 21:38
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Sábado, 30 de Abril de 2016

Pedra de Toque - A Vida

pedra de toque.jpg

 

                        A VIDA

 

                        As paredes,

                        São pálidas

                        Como a doença.

 

                        Mas da boca,

                        Da boca nasce um rio de sabor.

 

                        Das mãos,

                        Das mãos crescem castelos coloridos,

                        Na conquista

                        Do teu ventre repousante.

 

                        A vida,

                        Alexandria de esperança,

                        Verte-me seiva nos olhos.

 

                        Ah! A vida…

 

                                                        António Roque

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:48
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Sábado, 26 de Março de 2016

Pedra de Toque - Maria

pedra de toque.jpg

 

                  MARIA

 

                         A vida sem ti,

                        Eu não queria,

                        Porque me fazes falta

                        Maria, Maria, Maria

 

                        Comigo, tu estás de noite,

                        Tu estás de dia,

                        Porque te amo

                        Maria, Maria, Maria

 

                        Procuro-te,

                        Quando me foge a alegria,

                        Mas tu nos pingos da chuva,

                        Apareces-me Maria!

 

                        Quando conspiro em silêncio

                        Para abater a tirania,

                        Sinto o teu braço no meu

                        Na mesma luta Maria.

 

                        Logo que a música se solta,

                        E nos resta a melodia,

                        O teu corpo segue o meu

                        E danças comigo Maria

 

                        E já na noite cerrada

                        Na cama tão doce e fria,

                        Sinto a tua pele soluçar

                        E morro contigo Maria!

 

                        Ai Maria, ai Maria!...

 

                                                                 António Roque

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:12
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Terça-feira, 8 de Março de 2016

Intermitências

800-intermitencias

 

A Decisao.jpg

 

             A Decisão

 

               “Para.

               Escuta.

               Escolhe um caminho.

               Decide qual com o coração.

               Planifica-o com a razão.

               Escolhe uma paixão. E ama a tua escolha.”

 

                 Sandra Pereira

 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:39
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