Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017

Discursos sobre a cidade - Por António de Souza e Silva

SOUZA

 

 

DA (IN)COMPETÊNCIA ATUAL A UM NOVO ACORDAR

 

Já falta menos de um mês para as Eleições Autárquicas.

 

Trazemos, por isso, aqui a esta rubrica, o nosso modesto contributo sobre a política e o nosso estado de alma quanto ao posicionamento que temos quanto aos dois principais contentores, no quadro das eleições para o Município de Chaves.

 

Fomos, no passado, responsável por setores da política autárquica flaviense. Apesar de alguns erros cometidos - que sempre os há em quem tem a obrigação de decidir - orgulhamo-nos de ter contribuído para o desenvolvimento do nosso concelho.

 

Há vinte anos que deixámos a vida político-partidária ativa. Por opção pessoal, depois de termos passado vinte anos na oposição e dez no poder. Achámos, naquela altura, que devíamos passar o testemunho a outros, face a uma atividade, quando tomada a sério, tão responsável e fatigante. E porque sempre entendemos que a atividade político-partidária é passageira, efémera e, quando nos órgãos, desempenhando funções públicas, cumprimos um dever cívico como cidadãos que somos, numa sociedade democrática.

 

Apesar de sermos militante do Partido Socialista, nada nos inibe, como cidadão e flaviense, ter opinião e sermos, às vezes, crítico quanto às políticas que o Município levou, e leva, a cabo, independentemente de quem está no poder. Na verdade, antes de sermos militante de um partido, somos, em primeira mão, cidadão português e flaviense.

 

Temos consciência de, em vinte anos, que muita coisa mudou. Principalmente na forma como os cidadãos se posicionam quanto à política e à atividade dos seus agentes.

 

É discorrendo sobre tudo isto que, auxiliado por um autor que tanto apreciamos no que escreve (Daniel Innerarity), aqui fica o nosso Discurso deste mês.

 

I

 

Vivemos em tempos de descontentamento. Descontentamento também, e principalmente, com a política. Boa parte desse descontentamento com a política tem a ver com o contraste entre aquilo que se quer e aquilo que se pode. Quando comprovamos a quantidade de fracassos dos governos, costumamos cometer o erro de pensar que se devem à sua incompetência - e apenas a ela - sem nos apercebermos ao mesmo tempo de que eles se devem, em grande medida, a certas expetativas que alimentámos em relação à política e que esta já não pode satisfazer.

 

É preciso atendermos que o Estado (central e periférico), como forma heroica da história envelheceu. Como garante do bem comum está sobrecarregado. Como benfeitor da sociedade carece de recursos. Como centro de governo já não se vê perante uma periferia mas perante um exército de outros centros.

 

O descontentamento com a política é, assim, compatível com o facto de se lhe exigir mais do que aquilo que alguma vez se esperou dela. Mas, não tenhamos dúvidas, nos tempos por que passamos, de extrema complexidade social: - não podemos exigir políticos providenciais com políticas e soluções salvadoras e que governar é uma operação que se realiza com certezas escassas, que exige uma delimitação rigorosa do possível, no meio de uma autoridade contestada e com recursos escassos.

 

O mal do nosso sistema político é que caiu na armadilha da omnipotência sugerida pelos meios de comunicação social, entretanto convertida na regra da competência entre os agentes políticos que se acusam mutuamente de não terem feito o suficiente.

 

Daí a nossa chamada de atenção para os partidos com vocação de governo: prometer o que não podem cumprir é tão letal como dar a impressão de que não fariam as coisas de forma diferente da que os seus rivais fazem.

 

Muita gente não acredita na política. Por sua vez, nunca ela foi tão necessária como hoje em dia. Daí a nossa pergunta: existirá ainda, apesar de tudo, alguma possibilidade de politizar, de fazer política, algo que tem sempre a ver com a diferença e a alternativa? A nosso ver, há três grandes oportunidades para o debate ideológico nas quais faz sentido levar a cabo uma certa repolitização das nossas sociedades, como seja:

 

  • Dar uma maior importância às qualidades pessoais dos representantes, ou seja, personalização da liderança, em que a confiança, a credibilidade, a honestidade ou a competência são o que marca a diferença, e não os discursos ideológicos abstratos, bem assim as questões de estilo e qualidade democrática - transparência, participação, responsabilidade.
  • Entender a complexidade e a transformação dos novos conflitos, ou seja, estar atento à transformação de conflitos novos.
  • Aceitar as nossas limitações quando se trata de controlar os resultados económicos, identificar as possibilidades que se nos oferecem num espaço economicamente condicionado, que costumam ser mais do que aquelas que estamos acostumados a reconhecer, ou seja, viver com novas possibilidades no contexto de políticas económicas fortemente condicionadas e ter em atenção que já não são só as questões do socioeconómico, mas também o cultural e o identitário, com os estilos de vida, a igualdade de direitos e as liberdades pessoais, a que a política deve estar atenta. O conflito converteu-se em algo multidimensional. É preciso dar atenção e expressão a novas reivindicações, a certos movimentos sociais, onde se expressam novas exigências e novas opções políticas. As limitações e os condicionamentos fazem parte da vida política.

 

Infelizmente, hoje a política é o âmbito social que mais impressão dá de paralisação. Deixou de ser uma instância de configuração da mudança para passar a ser um lugar em que se administra a estagnação.

 

A política disciplinou sempre os nossos sonhos, corporizou-os numa lógica política e traduziu-os em programas de ação.

 

Mas tudo mudou...

 

II

 

Olhemos para os principais cartazes dos dois grandes opositores, candidatos à presidência do executivo flaviense. Será que nos dizem alguma coisa?

 

Imagem 01.jpg

 

Naturalmente que somos todos flavienses. E somos todos por Chaves. Que queremos cada vez mais uma Chaves nova, renovada. Mas... de que verdade nos falam? Que trabalho nos apresentam? Competência ao serviço de quê e de quem?

 

Onde está escrita a frase ou o slogan que nos galvanize para a construção de um outro futuro, do nosso porvir?

Estamos perante um Programa plausível? Com agentes políticos que compreendam as profundas alterações no modo de fazer política na sociedade hodierna, que criámos, ou, pelo contrário, continuamos arreigados aos mesmos princípios, métodos e estratégias do passado, dos mesmos clichés?...

 

Definitivamente, a avaliar pelo cartaz, embora tecnicamente bem elaborado, tudo o resto nos deixa indiferentes, céticos, perplexos, sem qualquer linha de rumo que se vislumbre e suscite alguma alteração. É uma continuidade mesclada, ainda por cima, com trânsfugas e pseudoindependentes...

 

Imagem 02.jpg

 

Debrucemo-nos agora sobre o cartaz do PS.

 

Independentemente da cor, a sugerir que a campanha eleitoral é um campo de batalha, que, de todo não nos cativa, gostamos, contudo, do slogan escolhido - Acordar Chaves.

 

Se é bem verdade que a política já não mobiliza as paixões mais do que de maneira epidérmica, isso não quer dizer que as reivindicações que dirigimos à política tenham desaparecido. Muito pelo contrário. Os mesmos que se desinteressam soberanamente pela política esperam dela, constantemente, muitas vantagens e não são menos vigilantes face ao incumprimento das suas exigências.

 

Por isso, o slogan Acordar Chaves, funciona como um apelo, no sentido de nos despertar para a realidade que nos cerca, tornando-nos mais empenhados, alertados, para uma nova postura de construção do nosso futuro.

 

O grande desafio das atuais sociedades democráticas é não deixar tranquilos os seus representantes - aos quais deve vigiar, criticar e, se for caso disso, substituir - sem destruir o espaço público nem o despolitizar.

 

Mas a palavra Acordar deve aqui ser entendida num sentido polissémico.

 

Expliquemos o nosso ponto de vista.

 

Qualquer sonho político só é realizável em colaboração com os outros que também querem participar na sua definição. Os pactos e as alianças põem em evidência a necessidade mútua de uns e de outros. O poder deve ser sempre uma realidade partilhada. E a convivência democrática deve  proporcionar muitas possibilidades embora imponha também muitas limitações. A ação política implica, assim, sempre transigir, acordar. Desta feita, quem abordar todos os problemas como uma questão de princípio; quem utilizar constantemente a linguagem dos princípios, do irrenunciável e do combate está condenado à frustração e ao autoritarismo.

 

Aqueles que forem incapazes de entender a plausibilidade dos argumentos da outra parte não conseguirão pensar, e muito menos atuar, politicamente.

 

É esta a postura, de diálogo, pactos, consensos e acordos sobre o futuro de Chaves, numa sociedade tão complexa e de rumo tão incerto e de fortes constrangimentos, que se espera desta candidatura do PS e que, estamos certos, terá coragem, usando a verdade, com trabalho e competência suscitar um novo porvir para Chaves.

 

 

A sociedade - e particularmente neste  momento que passamos de campanha eleitoral - não é só estruturada pelo direito e pela política, mas também pelos sentimentos e pelas convicções.

 

Esperamos, sinceramente, que esta candidatura toque no coração das pessoas.

 

A democracia configura-se desde sempre como um sistema de confiança limitada e revogável.

 

A mudança é possível e desejável.

 

Não é verdade que as pessoas tenham deixado de se interessar pela política. Vivemos numa sociedade em que se disseminou um sentimento de que todos têm competência para a política; o nosso nível de escolaridade aumentou e todos nos sentimos capazes de avaliar assuntos públicos, de maneira que toleramos pior que nos queiram retirar essa capacidade.

 

Mas devemos atentar ao que deixamos escrito acima!

 

O que cabe nas urnas são as nossas aspirações; o que vem depois - se é que não queremos converter o nosso sonho num pesadelo para os outros - é o jogo democrático que limita e frusta, não raro, os nossos desejos, mas que também os enriquece com as contribuições dos outros. Se alguém conseguisse satisfazer todas as suas aspirações não partilharia da nossa condição humana e muito muito menos da nossa condição política.

 

É com este entendimento, e enquadrado dentro deste espírito, que estamos certo que Nuno Vaz prosseguirá, que nesta hora, mais que nunca, vamos votar no PS.

 

Nas horas decisivas, é necessário estar lá. Nós estaremos, com certeza!

 

 

António de Souza e Silva

 

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Sexta-feira, 7 de Julho de 2017

Discursos sobre a cidade

SOUZA

 

BREVE REFLEXÃO À VOLTA DO ATO ELEITORAL QUE SE AVIZINHA

 

 

 

O poder não pertence a ninguém;

é um lugar vazio ocupado apenas provisoriamente.

 

Daniel Innerarity, «A política em tempos de indignação», Publicações D. Quixote, 2015, p. 173

 

 

 

A democracia é uma forma de organização política da sociedade na qual o conflito nunca é definitivamente reabsorvido na unidade de uma vontade comum.

 

Quem assim o não entender, terá dificuldade em entender a política e mesmo pensar em termos «políticos». Por isso, muitos cidadãos se afastam da política ou dela vociferam veementemente. Mas todos estamos «imersos» nela, não podemos passar sem ela!

 

Vivemos num tempo apelidado de aceleração do tempo, no qual, alguns anunciam já o “fim da política”; outros, face à sociedade complexa em que vivemos e a uma certa ingovernabilidade da mesma, outra coisa não apregoa(va)m que a desregulação da mesma, a capitulação do primado da política, face ao imperativo do movimento económico.

 

Daniel Innerarity enfatiza e pugna que “o nosso grande desafio [consiste] em defender as propriedades temporais da formação democrática de uma vontade política, os seus procedimentos deliberativos, de reflexão e negociação, contra o imperialismo das exigências técnico-económicas e a agitação do tempo dos meios de comunicação”.

 

Aquele autor, quando nos fala a propósito dos tempos em que vivemos, de autêntica aceleração de tudo, nomeadamente das decisões políticas, alerta-nos que “as soluções mais emancipadoras não provêm nem da desaceleração nem da fuga para a frente, mas sim do combate contra a falsa mobilidade [...] O «veste-me devagar que estou cheio de pressa» [negrito nosso] não foi formulado para defender a perda de tempo, mas sim para ganhar tempo”. Mais adiante, justifica seu propósito, quando afirma que a sua “proposta final seria, portanto, uma defesa da importância de se ganhar tempo, não através do incremento da aceleração mas sobretudo combatendo metodicamente a falsa mobilidade. A reflexão estratégica, a perspetiva para enquadrar o instante em limites temporais mais amplos ou a proteção do verdadeiramente urgente são, em última instância, procedimentos para ganhar tempo(sublinhado nosso), porquanto não se trata de não ligar nenhuma ao tempo, ou mesmo, lutar contra ele, outrossim, «utilizá-lo a nosso favor».

 

No nosso antepenúltimo Discurso sobre a Cidade, a certa altura, dizíamos “como darmos esperança e desenvolver um território praticamente deserto no meio rural, onde os seus «maiores» - poucos já, infelizmente -, que aí se encontram, se limitam a aguardar pela sua «última chamada», e uma população citadina, sem engenho e arte, descrente, e incapaz de encontrar soluções que concitam uma melhor qualidade de vida para as suas gentes (...)”.

 

E é importante trazermos aqui à colação a tragédia do passado dia 17 de junho, em Pedrógão Grande, para tornar mais ingente uma pausa, um tempo de espera, para refletirmos sobre que modelo de desenvolvimento queremos para o país: cidadãos, autarcas, instituições, empresas e governo, enfim, todos nós.

 

Porque algo está mal na forma como temos desenvolvido o nosso país até agora. A começar nas freguesias e nos concelhos!... E nada melhor como um período eleitoral.

 

Mas sabemos que o ciclo político que atravessamos não é propício para diálogos profícuos e consensos urgentes. Se bem que a função política seja, essencialmente, o uso da palavra, pois, em política, com a palavra fazem-se coisas; contudo, este não é o momento certo para se dar o devido valor às palavras adequadas. Em períodos eleitorais, infelizmente, as palavras outra coisa não são que verdadeiro ruído...

 

Afirmámos, no outro escrito, que a função da política não é a procura a verdade, mas do razoável.

 

E, mesmo o razoável, no contexto em que vivemos, obriga os políticos a porem-se à defesa, a moverem-se na ambiguidade, porque sabem que os cidadãos, infelizmente, se habituaram a orientarem-se, no campo político, com esquemas de polarização, e os media não oferecem espaço para a discussão equilibrada, porque mais seduzidos pela gestão do escândalo e da dissensão, em ordem à obtenção do lucro das suas «corporações».

 

Vale a pena aqui lembrar as palavras de D. Innerarity a este respeito:

 

Os meios de comunicação social, num momento em que os cidadãos têm tanta necessidade de informação para conseguir formar uma ideia acerca do que se está a passar e para tomar as decisões apropriadas, estão a distorcer a visão das coisas políticas de tal modo que acabam por gerar cinismo e desespero. Esses meios alimentam o desencanto e a desconfiança em vez de explicarem [salvo raríssimas exceções] a normalidade democrática [...] enquanto [estes meios de comunicação social] se apresentam a si próprios, conscientemente ou não, como lutadores heroicos que protegem o público desamparado face aos malvados políticos”. Ora, um espaço político binário é, no fundo, um espaço que se pretende despolitizado.

 

Daí que, na nossa modesta opinião, se bem que necessário, dentro desta mentalidade reinante, o espetáculo que aí vem - a campanha eleitoral -, não vai passar de um antagonismo ritualizado, elementar e previsível, transformando a política num combate em que o que está em causa não é discutir assuntos mais ou menos objetivos - estratégias para o futuro do nosso país e, em concreto, do nosso concelho, mas sim - embora apresentados propostas diferentes e significativas, com princípios e valores diferenciados -, encenar algumas diferenças necessárias para se manter ou conquistar o poder. Não nos parece estarem criadas condições para se efetuar uma verdadeira e consciente escolha. Certos procedimentos político-partidários, tão nossos, e tão nosso caraterísticos, e apegados a interesses, predem o cidadão, não lhe dando espaço de liberdade para se dar e concitar uma autêntica e genuína escolha.

 

Vai, neste sentido, o autor que vimos seguindo quando afirma que “O antagonismo dos nossos sistemas políticos funciona assim porque as controvérsias públicas têm menos de diálogo que de combate para obter o favor do público [...] A comunicação entre atores é fingida, uma mera ocasião para prestigiar aos olhos do público, o verdadeiro destinatário da sua atuação”.

 

Assim, este clima de vivência política e eleitoral, de estilo dramatizador e de denúncia, como afirma o autor que vimos citando, embora mantenha unida a fação dos apaniguados partidários em torno de um eixo elementar, contudo, dificulta, e em muito, a posterior consecução de acordos que vão para além da própria «paróquia».

 

As campanhas, desta forma, proporcionam muito poucas ou nenhumas possibilidades de diálogos construtivos, porque servem fundamentalmente para agudizar o contraste e polarizar, simplificando a escolha que vem depois.

 

Mas, temos para nós que quem se apetrecha com um único argumento da sua radical coerência terá pouco futuro na política. A verdadeira atividade política tem mais a ver com a procura de espaços de encontro, com o compromisso e com o envolvimento de outros, que pesam igual ou diferente de nós.

 

E é esta postura que, sinceramente, esperamos daqueles que se candidatam, nas próximas eleições aos órgãos autárquicos no concelho de Chaves. Principalmente daqueles que estão mais próximos do “arco” de princípios e valores políticos que perfilhamos.

 

Porque, na verdade, defendemos que “Os melhores produtos da cultura política tiveram a sua origem no acordo e no compromisso, ao passo que a imposição ou o radicalismo marginal não geraram quase nada de interessante”. Porque nós queremos um concelho e uma cidade nova, diferente, no panorama das ditas cidades médias do nosso país. E, aqui, uma vez mais, estamos com D. Innerarity quando nos lembra que “Os nossos ideais dizem algo acerca do que queremos ser, ao passo que os nossos compromissos revelam quem somos”.

 

Para não nos tornarmos longo nesta despretensiosa reflexão, partilhamos aqui, mais uma vez, o ponto de vista de Innerarity ao não alinharmos no pessimismo dominante em relação à política. Não porque não encontremos razões de crítica! Mas porque acreditamos que só um horizonte de otimismo aberto, que acredite na possibilidade do melhor, é que nos permite criticar com razão a mediocridade dos nossos sistemas políticos e de alguns dos nossos políticos.

 

Na realidade, o otimismo e a crítica são duas atitudes que se dão muito bem, ao passo que o pessimismo e o puro deita abaixo costuma preferir a companhia da melancolia, do cinismo e da pura maledicência.

 

António de Souza e Silva

 

 

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Quinta-feira, 6 de Julho de 2017

Ocasionais - “O quark e o pavão” - *Com “charm” de M.Gell-Man*

 

ocasionais

 

 

“O quark e o pavão”

-*Com “charm” de M.Gell-Man*

 

Unos cuantos hombres,

movidos por codicias económicas,

por soberbias personales,

por envidias más o menos privadas,

van ejecutando deliberadamente

esta faena de despedazamiento nacional,

que sin ellos y su caprichosa labor

no existiría”.

 

J. Ortega y Gasset

 

 

Sei que em grande parte dos meus textos (Pitigramas), se não mesmo em todos, o que expresso não coincide com as vulgaridades que  «uma certa porção» de leitores tem na cabeça.

 

Muitos virão aqui menos para exercitar os neurónios numa reflexão e mais para se indignarem e buscar pretexto para incendiarem o seu fervor politiconeiro.

 

Muitos pouco ou nada se ocuparam, ou ocupam, dos assundos sérios da vida pública, da República, da Democracia, da Política: os meus Post(ai)s (os de outros colaboradores do Blogue “CHAVES”) servir-lhes-ão mais para botarem sentenças, especialmente sempre e quando o que nesses Post(ai)s  se escreve não coincide com as banalidades viciadamente gravadas no seu intelecto.

 

Os meus escritos (Pitigramas) também são pugna política.

 

Conheço bem os meus alvos.

 

São os «criados de servir» promovidos , pelos seus patrões a «capatazes».

 

São pessoas com espírito de lacaio, a quem se ajusta na perfeição o ditado: «se queres conhecer um vilão põe-lhe uma aguilhada na mão»!

 

São indivíduos a quem lhes falta muito para serem pessoas.

 

São fugidios ao espírito de missão   -  dão-se melhor com o espírito santo de orelha!

 

Com os meus textos, combato o desleixo, a falta de decoro, as  rendições, as desistências e as vergonhosas cumplicidades dos que, estando no comando dos destinos da NOSSA TERRA, do Município de CHAVES, praticam!

 

A cidade, a REGIÃO estão num plano cada vez mais inclinado de despretígio, de esvaziamento, de aniquilação.

 

Os Flavienses deixam-se entreter, engrampar com umas fanfarronices caseiras, coçam-se uns aos outros, distraindo-se  da marcha que a História e o Progresso vão fazendo, em ritmo mais ou menos acelerado, e eles, Flavienses, adormecidos nesta lenga –lenga que os entretém como um osso a um cachorrinho, quando abrirem os olhos já será tarde demais!

 

Os Flavienses andam convencidos que, dançando o vira «ora agora gabas-me tu, ora agora gabo-t’eu, ora agora gabas-te, gabaste tu mais eu”!, dão a conhecer o seu território, o seu modo de vida,  e atraem a curiosidade, o interesse e a visita de gentes de outras paragens!

 

Não! Os Flavienses vivem encafuados em quatro paredes, onde a sua cultura, o seu património, a sua identidade e o seu futuro vão tristemente definhando.

 

Os Flavienses vivem numa lura, sem portas nem janelas!

 

E até as frinchas, por onde alguém de dentro ou de fora poderia espreitar, estão a ficar cada vez mais tapadas!

 

 

CHAVES precisa de restauração!

 

 

O entulho que entope o seu desenvolvimento, o seu crescimento, a sua expansão tem que ser removido para bem longe: talvez para a «coelheira de Massamá» ou para a «saibreira de Nafarros»!

 

 

Estamos em “Ano de Eleições Autárquicas”.

 

 

A campanha «silenciosa» dos desavergonhados candidatos cabeça-de-lista de Patidos ou de renegado-revanchistas com as trombas borradas com nódoas de «independentes» já anda por todo o lado   -  rotundas, cruzamentos, becos sem saída;  jornais, rádios e televisões;  e por brigadas de «café-em-café» a fazer o estardalhaço dos diabos com que viciaram e endrominaram os eleitores ao longo desta «longa madrugada» que sucedeu à «longa noite fascista»!

 

Acentuadamente durante as campanhas eleitorais o povoléu interioriza e ergue as mãos para a o céu como que a considerar os candidatos «NOSSOS PAIS do céu .. e da Terra» e a rezar-lhes «Padre-NOSSOS» em vez de erguer os punhos e gritar-lhes que estão ali a garantir tudo para os obrigar a cumprirem as suas promessas!

 

Aos eleitos em fim de mandato, com pelouros ou sem pelouros no Executivo e com assento nas Assembleias (municipal e de Freguesia), há que pedir-lhes contas!

 

Ah! Mas aos que vão andar por aí  em campanha, há que perguntar-lhes o que é que eles andaram a fazer enquanto os «governantes no governo», no Terreiro do Paço ou na Palácio do Duque, espatifavam o dinheiro, o património histórico e cultural, as «estruturas infra e supra» do Município, e desencantavam a alma dos munícipes!

 

Faz-se tarde para que os melhores flavienses, por nascimento ou por adopção, assumam o comando dos destinos da NOSSA TERRA!

 

Repare-se nesse liliputiano chefe do executivo camarário: esse falso "honnête-homme”.jamais se habituará, ou aprenderá, a falar e a fazer que faz  (pois não trabalha) de forma decente e sincera.

 

Vem de longe a sua capciosa ambição de chegar a «um lugarzinho vistoso» na política mediocrecrática!

 

Não conseguiu obter as graças e a atenção dos Flavienses.

 

Então, rastejou até apanhar um buraquito, uma oportunidade no campo lamacento da política partidária alaranjada e lá trepou, com a ajuda de outros «desgraçados» como ele, para uma cadeirita do alto da qual exemplifica a suma arrogância a que o poder seduz.

 

Tartufo-mor da classe política flaviana, de sorriso e palavreado untuosos, lá vai conseguindo ganhar a confiança de alguns labregos, de muitos palermas e de uma tantinha gente de boa-fé.

 

A pouca-vergonha que esta "caracará" tem, p. ex., perante a «m...rda» que "faz" e, ou, manda fazer e consente que se faça em OUTEIRO SECO (basta ir ao Blogue «Outeiro Seco Aqi), ou espreitar o Ribelas, chegam para denunciar este impostor e «poneyzinho-de-Tróia» dentro das muralhas do Município!

 

Pela paisagem «politiconeira» flaviense, o «Tonho» lá se vai pavoneando, levantando a crista, enquanto os «lalões» e «lalõezinhos» aduladores impudicos comparam com os deuses essa nulidade, apresentando-o, embora convencidos do contrário, como modelo perfeito de todas as virtudes!

 

Quando o vejo numa TV , com ou sem «Sinal»,  esse «pavão de triste figura» não passa de um demagogo «foleiro», a lançar palavreado pela boca fora sem saber o significado das palavras do teleponto.

 

Inútil e daninho, além de não cumprir com os propósitos programáticos, estraga, e faz pagar aos outros os destroços das suas asneiras, da sua incompetência e da sua ruindade.

 

Esse “poltrão”, disfarçado com o camuflado político, não sabe o que é um “protão” nem uma proteína, nem a diferença entre um «quark» e um quasar.

 

Não admira!

 

Os poltrões são infinitamente mais pequeninos que os potrões! Só que são infinitamente mais maléficos para a natureza humana!

 

Os poltrões, quando chegam a um cargo público……

 

”Se queres conhecer um poltrão ………………… dá um poleiro a um «pavão»!

 

Esse «Tonho Cabeleira» não passa de uma gralha com penas de pavão!

 

 

Temos que ser intransigentes com almas venenosas!

 

 

Dos outros grupelhos partidários, continuam uns «coitados»: não saem da cepa torta!

 

Os auto-proclamados «anti-fachistas», por mais que teimem em disfarçar-se com «Cê-Dê-U» não conseguem dar um passo em frente porque sem a «ditadura do proletariado» perdem o equilíbrio.

 

Os auto-proclamados «anti-comunistas» (saberão lá eles o que isso é?!), fatalmente, quer queiram quer não, embora a querer «dar nas vistas» com o «Cê-Dê-S”, fazem «boa» parelha com os anteriores auto-proclamados.

 

 

Bem vistas as coisas, pouco os distingue!

 

O grupelho comissionista do Partido que se diz ser tudo e mais alguma coisa e antes pelo contrário (não tivese ele como «patronos» um nababo, um “garrafão de Águeda”, piteiras e pedreiros) tem por maior façanha «meter na gaveta» o seu «bilhete de identidade ideolágica» depois de ter garantido poder andar a passear-se com alarde com «passaporte falso» de democratas (razão tinha quem disse: “Qualquer Ideologia corre o risco de acabar sendo o contrário daquilo que começou por ser”)!

 

Bem vistas as coisas, tanto os auto-proclamados como os seus primos direitos, por democracia só entendem a plutocracia alicerçada numa mediocrecracia.

 

Bem, tudo isto acontece porque, predominantemente a nível autárquico, está instalado o reino da oclocracia   -    e, para quem não estiver lembrado, aqui usado o conceito aristotélico de “governo dos demagogos” (e eu acrescento: dos medíocres) em nome da maioria.

 

Assim, não admira que a Democracia anunciada na madrugada de “25 de Abril” esteja cada vez mais degradada!

 

 

Vamos ter Eleições.

 

 

Os candidatos são apresentados, promovidos mais como produtos de consumo do que protadores de ideias e ideais importantes e nobres.

 

Entrar para uma Lista de candidatos a «eleições» autárquicas ou legislativas é uma «perdição» para uma enorme maioria de «tugas»!

 

Talvez  encontrem nesse desiderato a sublimação das suas frustrações e fiquem com a saborosa ilusão de que se tornam tão divinos como os faraós e reis eram admirados pela santa estupidez dos seus antepassados!

 

Ignorantes, analfabetos funcionais, imbecis quanto baste, medíocres e ranhosos, na sua maioria, esgadunham-se todos para ver o nome na listinha.

 

A vaidade é tão ridícula que chega ao ponto de «membros das Assembleias municipais» se dizerem, pomposa e babosamente, «de-pu-ta-dos-municipais»!

 

Já agora, que os membros das Assembleias de Freguesia se intitulem «deputados comun[it]ários ou autárquicos»  - é sempre uma maneira de obter o títulozinho de importância político-social!

 

«Tachos» políticos: que UNS, a maioria, querem ocupá-los.

Cargos políticos: que outros, a minoria, de excepção, com qualidade, com a intenção de ser útil à Sociedade e não de acumular riquezas, querem assumir a responsabilidade do seu  desempenho!

 

Apesar de os portugueses estarem permanentemente a arranjar e a auto-atribuir-se superlativos, cada vez que olham para o seu umbigo e não dando conta contradição e da figura ridícula que fazem   -    desde a bazófia de falarem uma das quatro ou cinco Línguas mais faladas no mundo e desfeiteá-la constantemente com estrangeirismos balofos e pindéricos; a fazerem aparecer Portugal como o país com o maior número de telélés por habitante; como o país maior consumidor da «pinga»; e - Portugal é o país da Europa com MAIS doenças mentais; com maior área de território ardida; o país com a maior diferença entre o salário médio e os mais elevados; um dos paíeses da UE com maior percentagem de abandono escolar; Portugal é dos países mais pobres da Europa; Portugal é o país que no mundo inteiro, mais deve ao FMI!    -    ainda não se libertaram da condição fatídica de «homem-massa».

 

O «homem-massa» é o homem cuja vida carece de projecto e anda à deriva.

 

O português, bem, o «tuga» é um «homem-massa», aquele que não se valoriza, não sabe ou não quer, valorizar-se realmente a si mesmo, e chafurda na treta e bazófia estardalhada, porém oca, vazia, ineficaz, e jamais exige de si próprio maior qualidade!

 

E, assim, «tugas», portugueses, e flavienses, convertidos em «pavões» «lalões», lalõezinhos» e  «poneyzinhos-de-Tróia» aparecem como exemplo acabado de «snobs», no sentido mais primitivo da palavra: indivíduos que acreditam só ter direitos e não obrigações; indivíduos sem «a nobreza que obriga e dignifica, «sine nobilitate (s. nob)!

 

Os flavienses (os portugueses, afinal!) estão moldados, doutrinados, acomodados como «multidão»   -   particularmente perante a vida política movem-se «por sentimentos primários e emoções irracionais». É tempo de se manifestarem, de se assumirem como um Povo  -  como cidadãos «conscientes da sua situação e das suas necessidades» e das suas aspirações, e de exercer o seu poder de legitimá-las.

 

Desgraçadamente, o palácio do Duque, na praça do poeta, está transformado num «Animal farm» (não gosto, lá muito, dos estrangeirismos, mas os «chicos do xiquismo» talvez ouçam melhor o que se lhes diz), que é como quem diz, num curral de su(in)Rdos.

 

E ei-los, agora, em pré-campanha eleitoral, novamente «prazenteiros e gaiteiros»,  a semear promessas, aldrabices, trampolinices, tretas e outros engodos envenenados para garantirem o trono da malvadez, da gosmice, da falcatrua, da vingançazinha covardezita, e da lambuzice.

 

Até me parece já estar a vê-los e ouvi-los nas festas de apresentação de candidatos; nas «conferências de imprensa», nas Rádios e nas «Têvês» regionais; nos comícios e nos «comunicados aos estimados flavienses» a copiar e a imitar a jura do javali que matou Adónis:

 

 

- Flavienses, “Por CHAVES, sempre!”; connosco “Confiança, Trabalho e Determinação”; “Todos por CHAVES, sempre”!

 

Faltámos à  VERDADE, e faltou-nos COMPETÊNCIA!

 

Mas toda a porcaria que fizemos, todas as desgraças que trouxemos à NOSSA TERRA, todos os prejuízos que vos causámos, todas as vergonhas pelas quais vos temos vindo a fazer passar, pelo apoucamento dos vossos valores históricos, patrimoniais, tradicionais e culturais que temos vindo a aumentar dia a dia, tudo isso «não foi com a intenção de causar dano » a ninguêm, pois o nosso propósito «era acariciar-vos», conceder-vos, cá do alto da nossa grandeza político-partidária, a graça de nos terdes por vossos chefes!

 

Já sabeis o que o “TODOS por CHAVES, sempre!” significa: garantimos-βos que seremos SEMPRE «iguaizinhos a nós próprios», se é que bem nos entendeis! -

 

Que contraste entre o proveito que esses, anteriores e outros oportunistas autarcas medíocres  têm recebido da situação/condição política, sustida pelos eleitores e sustentada pelos cidadãos, e a gratidão que (não) lhe dedicam!

 

Ao pretendente, e pretensioso, político que falte cultura e consciência históricas faltará a capacidade e a competência para ser um ministro, um deputado, um autarca, um Presidente de Câmara de corpo inteiro.

 

O bando de oportunistas e falsos patriotas, apoiado por uma multidão de medíocres e idiotas, tomou conta da nossa democracia, conduzindo os Portugueses à perda da sua identidade nacional-cultural.

 

Os nosso governantes têm mais em comum com os interesses capitalistas e financeiros do que com os verdadeiros interesses nacionais.

 

E o painel de autarcas, bem escolhidinhos e melhor apoiados pelos comissários-comissionistas centrais dos Partidos políticos, constitui um rico conjunto de portões de papelão para a entrada da barbárie rapinante!

 

As eleições que ora se avizinham são, uma vez mais, um festival de pimbalhada politiconeira, com uma multidão de «bimbos» a subirem ao «palque» e de rebanhos de servos e servis a aplaudir.

 

Os flavienses (os portugueses) vivem num regime (quase) democrático. Porém, ainda não constituíram nem desenvolveram dentro de si uma consciência política   -   proveito dos demagogos!

 

Os flavienses (os portugueses) fazem pouco uso da razão.

 

Ou antes, aproveitam-na mais para defender e justificar as suas crenças e os seus actos e menos para procurar a verdade.

 

Politicamente, os flavienses (os portugueses) desleixam o conhecimento  e a informação políticas: perdem-se a tomar banho nos charcos lamacentos de «opiniões de café ou de Arrabalde»; nos charcos de tretas e lérias, de cabeleireiro; e no charco dos programas televisivos «de maior audiência»!

 

Os flavienses (os portugueses) não estão interessados na defesa da sua “CIDADE”!

 

Treta!

 

O seu comportamento, durante o intervalo entre Eleições, na avaliação do exercício do mandato dos eleitos, na avaliação dos programas eleitorais e na hora de votar, demonstra viverem, politicamente, apenas interessados no regozijo e bem-aventurança da sua tribo política.

 

E, assim, o seu voto maioritário continua a dar maus resultados: repetem o erro!

 

Nem dão conta! Mas não passsam por ficar aquém de palavras ainda não muito distantes: -“O homem não é menos escravo por ser autorizado a escolher um novo dono ao fim de alguns anos»!

 

A palavra escrita continua a não ter nenhum efeito sobre a Sociedade, sabêmo-lo.

 

As banalidades oratórias têm melhor aceitação.

 

E, também, as mudanças mentais não se conseguem pelo mero entendimento da própria história.

 

A cultura de massas está confinada ao incentivo da aversão, e até do ódio, aos melhores, aos mais competentes.

 

 

A demagogia e os demagogos têm aproveitado bem para o suceso da mediocridade!

 

Tão longe da verdade dos nossos dias  andava Aristóteles quando identificava a ética com a política, escrevendo:

 

- “O melhor homem é o político porque trabalha para o bem de TODOS”!

 

Mozelos, trinta de Junho de 2017

Luís Henrique Fernandes

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Quinta-feira, 25 de Maio de 2017

Ocasionais

ocasionais

 

“Triste sina!”

 

Até parece

que só com tragédias se purificam

 os sentimentos das Gentes!

 

 

 

Vou praticar a «picardia» de aplaudir um «pecado«, confessado e declarado no Blogue “CHAVES – um olhar sobre a cidade”, a que a autora trata por «meu amor», em vinte e um de Maio de dois mil e dezassete:

 

 - Perante um texto destes não aparecem por aqui nem «Lalõezinhos», nem «boys cor-de-rosa», nem esquerdalhos, nem direitalhos. Isto é, os que em tempo de campanha eleitoral afivelam estúpidos sorrisos e se passeiam pelas ruas com ares de semi-deuses; os que transbordam genica a erguer painéis com a fronha dos seus caciques; os que atoardam o sossego das ruas com ridículos vozeirões «altifalantados», com um ar de campeonato a ver qual o que mais besuntada lambidela dá aos botins do nabiço do seu «querido líder»; os que nem sequer sabem porque são do «seu» Partido, mas o defendem com mais cega ciumeira só para  aproveitar o pretexto de se afirmarem.

 

Apesar da valentia das suas convicções políticas (sem, até, saberem o que isto é!), lêem este Post(al), ficam cheios de comichão, juntam-se, e , em rebanho, cada qual se mostra aos outros o mais indignado e o mais corajoso a combater o descaramento das  verdades deste Post(al) e deste Blogue, e correm, rafeiramente curvadinhos, a alcovitar ao chefezinho do «seu  Partido» (laranja, cor-de-rosa, cor-de-burro-a fugir, ou cor-de-zebra-parada)  a «cabala» deste (ou de qualquer outro) Blogue!

 

Mas encarar as realidades da CIDADE, meter na linha os enviezados estrategas do seu Partido sempre que dão primazia às golpadas em detrimento do benefício da Comunidade …”Qu’éto!” -   que no aproveitar é que está o ganho!

 

Até parece que estes edis de CHAVES  e as dinastias de governantes lisVoetas têm por objectivo fazer o caminho do Futuro regressando a um Passado miserável e indesejável de escassez de recursos para a Saúde, o Ensino, a Ciência, a Cultura, da Justiça, e a privação da Liberdade!

 

Nos Anos Sessenta atiraram que a geração desse tempo era uma «geração perdida».

 

Triste sina!

 

Grande parte dessa geração, particularmente aqueles que resmungaram contra a situação das coisas, aproveitou a «abrilada», mas foi, para se transformar naquilo que denegava.

 

Depois, para se perpetuarem, pariram a  multidão de enfezados «jotinhas» polliticastras, e arregimentaram «pavões», «lalões«, «morrões da couve», carunchosos «’straga a tábua’”, contrabandistas da mentira e da vigarice, gente canalha vocacionada para a traição.

 

Digo com Silva Gaio: - Os mal intencionados têm, nesta Democracia «abananada», largas ensanchas para poderem cometer as patifarias que Governos e governinhos pútridos, corruptos, lhes consente e lhos ajuda.

 

Na nossa História Nunca a Política se confundiu tanto com a Hipocrisia como nas últimas décadas!

 

Dizem que nas prisões funcionam escolas de comportamento criminoso. Nós dizemos que a admissão nas classes partidárias «Jotas» é uma oportunidade para a aprendizagem clandestina de comportamentos patrioticamente criminosos.

 

Os “poderosos” – aqueles que hoje detêm o Poder – parece não terem memória. Correm o risco de repetir a História.

 

Não conhecem, ou fazem que não conhecem o Povo Português. E julgam-no adormecido.

 

Porém….”a consciência dos povos adormecidos não desperta senão com actos de violência”!.....

 

M., vinte e três de Maio de 2017

Luís Henrique Fernandes

 

 

 

 

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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016

Realidades com alguns sonhos à mistura...

1600-(45206)

 

Finalmente as democracias começam a dar alguns sinais de mudança e tudo, graças à insatisfação das pessoas que vivem à margem da política partidária e dos grandes partidos que têm detido o poder, mas também graças a uma série de fatores, entre os quais a facilidade de uma comunicação independente que hoje a internet nos permite, à margem e a desacreditar a comunicação controlada, quer pelo poder económico e financeiro, quer pelo poder político que têm andado sempre de mão dada. Uma série de fatores, que conjugados, levam a que as democracias atuais tenham os anos contados, e ainda bem, pois acredito que essa nova democracia irá ser muito mais justa mas também mais exigente, principalmente ao nível participativo dos cidadãos e dos movimentos de cidadãos organizados extra partidos políticos. Mas, acredito também, que essa pretendida democracia ainda vai demorar uns bons anos a conseguir vingar.

 

1600-(45219)

 

Tudo por culpa dos partidos, dos que vão alternado no poder. Sei que os partidos e seus militantes dizem que a democracia não se pode fazer sem partidos, e concordo plenamente, mas não com os atuais, ou com os que têm existido até aqui, que em vez de serem os principais atores da democracia, da justiça e da liberdade não passam de seitas ou famílias a defender os seus interesses. Enquanto os políticos que detêm o poder e os cargos do poder não forem condenados pelos seus pecados, alguns descarados, nunca atingiremos esse desejado estado de graça.

Tudo isto pelas imagens que hoje vos deixo com testemunhos do império do b€tão em que não houve o mínimo respeito pela história, pelos monumentos, pela LEI, pela vida social da cidade e pelos cidadãos, sem que ninguém fosse culpabilizado ou condenado por isso, antes pelo contrário…

 

 

 

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015

Ocasionais - A Cor Verde da Utopia

ocasionais

 

“A COR VERDE da UTOPIA”!

 

“Por mais egoísta que se possa imaginar o

homem, existem evidentemente na sua natureza

alguns princípios que o fazem interessar-se pela

sorte dos outros, e fazem com que a felicidade

destes se torne uma necessidade, ainda que não

derive dela nada mais do que o prazer de

contemplá-la”! - Adam Smith

 

 

Como é colorida a vida política dos Portugueses!

 

No Parlamento… e nas Televisões, os «pu – lí – ti - cos» desunham-se todos para ver qual deles é o mais prolixo em frases altissonantes de ridículas graçolas!

 

O “Zé Pagode” ri, acha graça, aplaude, regozija-se por poder dizer-se «amigo» (que é como quem diz, pertence ao «clube» do engraçadinho) de tal ou tal «campİão».

 

Lorpa, o “Zé Pagode” continua sem dar conta de que o «seu» Partido actua sempre no benefício dos seus dirigentes (e compinchas destes), e nunca no do interesse nacional!

 

Em Portugal, a política é, na realidade, um monopólio de um grémio de usurpadores, cretinos e tiranos.

 

A Democracia Portuguesa é uma ficção.

 

A Cidadania não passa de treta.

 

A igualdade de direitos está substituída pelas relações clientelares.

 

Na realidade, não há cidadãos: há súbditos e clientes da classe política.

 

Em Portugal, veja-se o recente caso do “BANIF”!

 

E nem vale a pena citar outros   -   o poder não está sujeito à Lei!

 

E a corrupção é a «primeira-dama» da política portuguesa!

 

O sonho do 25 de Abril   - a Democracia   -   foi-se transformando em pesadelo   -   em Partidocracia!

 

A aparição de um populista pantomineiro, um tal «sr. Sousa», como candidato à Presidência da República, é sintoma alarmante da renúncia que os Portugueses estão a fazer à sua condição de cidadãos!

 

E nem admira que outros «cromos» semelhantes lhe sigam o exemplo, com ou sem «Tino»!

 

Estamos num País, Portugal, em que nem sequer na enfermidade e na morte todos somos iguais   -   veja-se o caso recente do H. de S. José, em Lisboa, por falta de equipa médica!

 

Estamos num País em que a vida está pela hora da morte!

 

Para os trastes dos governantes «direitolas», que, apesar das chapadas com que foram corridos, teimam na desfaçatez, na sem-vergonha e na cretinice   -   os «mercados», para eles, foram sempre mais importantes que as pessoas; o rendimento do capital, mais importante que a saúde e a vida dos cidadãos!

 

Estamos num País, Portugal, onde pouco falta para que nele os Portugueses sejam «exilados»!

 

Nesta democracia   -   a «tal» “jovem Democracia Portuguesa”!   -   chegou-se ao ponto de se olhar para os Partidos políticos como clãs de mafiosos: a corrupção não é castigada; a justiça é denegada; aos trabalhadores são-lhes impostos contratos leoninos; aos idosos diz-se-lhes que estão a mais!

 

Não há, já, muito para dizer.

 

Mas há ainda muito por fazer!

 

M., 23 de Dezembro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015

Quem conta um ponto...

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269 - Pérolas e diamantes: o estrondo

 

Vaidoso, vulgar, manipulador, demagogo, narcisista, cínico, estatista, burocrata, maníaco, altivo, autocrata, despótico, carismático, egocêntrico, justiceiro, pseudo-iluminado, bimbo, banal, curto, limitado, paroquial, parolo, prepotente, medroso, sem brilho, sem dimensão, arrivista, reacionário, obtuso, confuso, cego, surdo, esquálido, interesseiro, inepto, simplista, oportunista, populista, mediano, salazarzinho de subúrbio, imitação barata, vingativo, tosco, arrogante, um bom hipócrita, pequeno, piroso, pusilânime.

 

Desta forma lisonjeira foi Cavaco Silva caraterizado pelo extinto jornal Independente, dirigido então pelo “irrevogável” Paulo Portas e pelo menino do laço, Miguel Esteves Cardoso.

 

Os autores da compilação são os jornalistas Filipe Santos Costa e Liliana Valente, autores do livro O Independente – A Máquina de Triturar Políticos.

 

Desafio os leitores mais ousados a tentarem riscar um único desses atributos imputados ao senhor presidente Aníbal sem que lhes não pese a consciência por estarem a faltar à verdade.

 

De uma coisa temos a certeza, é que tanto Cavaco Silva como Pedro Passos Coelho, bem assim como o inexprimível Paulo Portas, sempre acreditaram que a governação de um país tem de ser de indiferença face ao empobrecimento generalizado dos portugueses, com a ideia peregrina de que o empobrecimento é moralmente bom pois não só purifica como regenera.

 

No fundo, para eles a pobreza é uma virtude… nos outros. O Estado, qual demónio incandescente, tudo o que toca torna impuro. No fundo sentem que a troika, que eles ajudaram a entrar no país, é uma espécie de castigo divino para redimir os portugueses.

 

Contas feitas, o senhor Passos e o inefável Portas, retiraram a centenas de milhares de portugueses cerca de 25% do poder de compra, gente que está longe de poder ser apelidada de remediada. E nem uma palavra de consolo conseguiu transmitir-lhes.

 

Para eles, o desemprego é apenas uma abstração numérica, uma estatística, uma infelicidade, enfim: o destino.

 

Claro que os tempos são duros e o espaço de manobra acanhado, mas, santo Deus, o entusiasmo verbal com que anunciavam a aplicação das medidas mais gravosas era quase obsceno.

 

O Governo anterior caiu com enorme estrondo porque a maioria dos portugueses percebeu que o discurso fleumático de PPC e PP esteve sempre prisioneiro de meia dúzia de generalidades e vacuidades sobre o país, o seu tecido económico e social, cativo de outra meia dúzia de ilusões, refém de convicções pífias sobre receitas económicas e colado a lugares-comuns sobre a necessidade dos sacrifícios.

 

Estou em crer que não sugeriram a flagelação, o látego e o cilício por considerarem que ainda não se encontravam reunidas as condições para a purificação dos portugueses ser aceite sem alguma revolta. Mas vontade não lhes faltou.

 

A sua estratégia assentou sempre no medo, pois sabem que ele é eficaz como garante da passividade. Depois de interiorizado, o medo conduz à ideia da sua inevitabilidade. Mas o medo é também uma arma de dois gumes, quando termina ou enfraquece, potencia a vingança.

 

Manuel António Pina sempre esteve convicto de que um bom verso tem certamente mais hipóteses de durar do que um primeiro-ministro, ou um presidente. Escreveu numa das suas crónicas que “daqui a 50 ou 100 anos, o mais que algum rato de Universidade provavelmente conseguirá dizer sobre Cavaco Silva depois de ter vasculhado em todos os arquivos, é que foi um primeiro-ministro do tempo de Eugénio de Andrade”. Sobre a sua presidência, estou certo de que nem em nota de rodapé algo será encontrado.

 

No fundo, são eles os responsáveis pelo triunfo da mediocridade e da vulgaridade. Os sonhos de liberdade, de justiça e paz estão hoje reduzidos ao tamanho de um cartão de crédito nas mãos dos empresários de sucesso.

 

Os nossos políticos e governantes são como os chefes de uma repartição do Estado. No fundo limitam-se a executar as decisões tomadas por outros.

 

O corretor da Bolsa de Londres, Alessio Rastani, definiu bem o seu sonho de lobo em relação aos cordeiros que somos todos nós: “O nosso trabalho é ganhar dinheiro com a crise. Todas as noites sonho com mais uma recessão”.

 

Faço votos para que o programa do atual governo não seja mais um exercício de ficção. Não quero que o sonho de Alessio Rastani se transforme outra vez no nosso pesadelo.

 

João Madureira

 

 

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

Discursos sobre a cidade - Por António de Souza e Silva

SOUZA

 

CAIU O TABU DAS ESQUERDAS, QUEBROU-SE O FEITIÇO DAS DIREITAS

 

No nosso último «Discurso sobre a cidade», em vésperas do ato eleitoral para a nova Assembleia da República e, consequentemente, novo governo, escrevíamos: “Tal como no final do célebre poema de José Régio - Cântico Negro - direi, no próximo dia 4 de outubro, apenas «sei que não vou por aí!» Porque o que se passar a nível nacional, óbvia e naturalmente, terá repercussões neste rincão flaviense a que pertencemos de coração!...”.

 

Minhas derradeiras palavras, bem assim o texto que as antecedia, iam no sentido da rejeição da continuação de um modelo de sociedade de base neoliberal, doutrina que, já na década 80 do século passado, não suscitou a simpatia maciça dos cidadãos, quer nos Estados Unidos da América, quer em Inglaterra, com Ronald Reagan e Margaret Tatcher, e que teve então, como hoje em dia com mais intensidade, brutais consequências sociais: agravamento das desigualdades, aumento do desemprego, desindustrialização, degradação dos serviços públicos, deterioração dos equipamentos coletivos, etc..

 

Pese embora aquelas propostas monetaristas, todos estes problemas não foram (ou sequer são) automaticamente resolvidos pela mão invisível do mercado e pelo crescimento macroeconómico.

 

Em suma, era urgente que a vitória do pensamento único, da pretensão universal de interesses de um conjunto de forças económicas, em particular as do capital financeiro internacional, com a militância ativa de certos políticos de pacotilha, parassem de nos asfixiar e nos reduzir, com o auxílio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), em particular da televisão e da internet, a simples, meros espetadores, a simples e meros objetos ou pura mercadoria!

 

E, entretanto, na Europa, que queríamos desenvolvida e solidária, e em quem acreditávamos, e com tanto orgulho teimávamos construir, pela cabeça da brilhante intelligentsia tecnocrática, era tudo levado no furacão e pendor neoliberal, resvalando na estagnação e no não crescimento e, depois, ficando sem qualquer projeto.

 

Sem projeto e cedendo, em toda a linha, ao capital financeiro internacional, ficando os cidadãos europeus despojados dos indispensáveis pontos de referência culturais e, consequentemente, desidentificados.

 

Daí ao aparecimento não só de uma crise económica, como, ainda mais grave, a pior das condições mentais - sem horizontes de referência para o futuro.

 

Votámos na esperança de, com o nosso voto, podermos contribuir para alterar este estado de coisas. Cientes do grão de areia que representamos, mas confiantes que a ampulheta do tempo chegará.

 

Mas sabemos que não é tarefa fácil!...

 

O futuro, hoje em dia, com a crise económica, apresenta-se incerto. E, tal como Edgar Morin afirma, estamos numa época em que as certezas se desmoronam, porquanto o mundo encontra-se numa das grandes bifurcações históricas, ainda não identificadas, e não sabemos ainda como, quando e para onde vamos.

 

Daí não admira que a presente hora seja de questionar certezas, rever práticas, compreender os novos parâmetros do tempo presente.

 

Se as sociedades europeias continuam a navegar sem objetivo bem definido e sem uma nítida representação do seu devir, urje, pois, - porque não se pode dispensar - uma reflexão a longo prazo e em profundidade, com novas práticas de encarar os problemas da economia e da sociedade.

 

Como cidadãos, devemos estar mais conscientes do mundo que nos rodeia. E nós, portugueses, de todo ainda não estamos!

 

Por isso, não nos espanta os resultados eleitorais.

 

Em primeiro lugar, o grau de abstenção, que poucos falam. Se a nova emigração de portugueses tem uma quota-parte de responsabilidade nela, por outro lado, os partidos tradicionais do arco do poder, ao não darem nova esperança e novo alento aos cidadãos, outra alternativa não lhes deram que não o desinteresse.

 

E também não espanta o resultado do Partido Socialista e a subida exponencial do Bloco de Esquerda. As políticas neoliberais que o centrão levou a cabo nos últimos anos afastou o eleitorado que queria uma sociedade mais justa e solidária ou para a abstenção ou, os mais resistentes e contestatários, para o Bloco.

 

Naturalmente que o «caso Sócrates», independentemente dos factos judiciários, mas com contornos de vendeta de certo poder judicial, foi aproveitado até ao limite, numa lógica não só mercantil da notícia bem assim de ajuda prática e militante à coligação no poder. No nosso entendimento, a vitória da coligação tem de ser vista (também) por este prisma.

 

Se bem que tenha sido crítico - e tenha escrito - quanto à forma, como António Costa subiu a Secretário-geral do Partido Socialista (PS), “porquanto não há razão alguma para que as razões de estado partidário se sobreponham à ética e aos princípios”, havemos de concordar que António Costa, ao preferir um acordo ou coligação às esquerdas do que juntar-se com as direitas, andou bem.

 

Nunca se deveria encarar uma eleição, qualquer que ela seja, como uma guerra - com vencedores e vencidos - mas o culminar de um profundo debate e reflexão da sociedade em que pomos a escrutínio as melhores opções para o país.

 

Lucidamente, António Costa, no dia das eleições, com os resultados apurados, foi claro, apresentando o quadro e as opções mais consentâneas com a lição que o eleitorado tinha dado ao PS.

 

Com estas eleições, quebrou-se o feitiço, vindo abaixo o tabu de as esquerdas jamais se entenderem, porquanto esse entendimento era simplesmente apanágio das direitas.

 

A construção de um país, hoje em dia, já não é compaginável com heróis ou políticos providenciais: é feita com líderes que tenham a humildade, a inteligência e a lucidez de que só com a participação ativa, livre e profícua de todos os cidadãos é que se encontrará a melhor visão para uma sociedade e um país. Quanto à visão da coligação das direitas, em quatro anos, ficámos confessados.

 

E que dizer da postura de Cavaco Silva que, muito embora indigitando legitimamente, dentro da dita tradição, Passos Coelho, no discurso da sua nomeação mostrou, de uma forma preocupante, uma postura faciosa, de seita, muito pouco isenta e pouco própria, já para não dizer, nada democrática, para aquilo que deve ser e se deve esperar de um cidadão que é Presidente da República?...

 

António Costa, pelo contrário, esteve bem quando, lendo e interpretando os sinais do eleitorado, chamou à mesa do diálogo todos aqueles que as direitas consideram como cidadãos de segunda, pouco dignos.

 

Sabemos que os projetos das esquerdas são muito diferentes uns dos outros. Que vão até ao ponto de porem em questão Tratados e compromissos que o país assumiu com outros países parceiros. Entendemos que, embora a nossa honorabilidade como país deva ir no sentido do seu respeito, contudo, jamais os devemos encarar como leis divinas e imutáveis, que não o são.

 

E tudo isto quando sabemos que a Europa, no seu todo, não vai bem e muitas das suas regras são contestadas por outros parceiros. Nada pode ser tido como definitivo e adquirido. Tudo se vai construindo...

 

Somos contra o unanimismo e o consenso único. Aqui estamos com Zygmunt Bauman quando afirma que “o único consenso que tem alguma possibilidade de êxito é o reconhecimento da heterogeneidade dos desacordos”. A pretensão de se querer que em política se obtenha um consenso geral que supere as distinções ideológicas e sistémicas, como diz Daniel Innerarity, já não é sustentável em sociedades abertas, complexas, heterodoxas, multiculturais, policontextuais, mas com forças centrípetas poderosas e homogeneizadoras, que não se articulam de maneira centralista ou hierárquica.

 

Esperamos, sinceramente, que a quebra do tabu quanto ao entendimento das esquerdas vá ao cerne daquilo que nos deve manter como povo. Com justiça, equidade e solidariedade, a todos os níveis. E cada um mantendo, saudavelmente, as suas diferenças e sairmos desta nova situação com uma certeza: da política não se deve esperar nem a solução definitiva de todos os problemas nem a salvação das nossas almas, mas qualquer coisa muito mais modesta, embora não menos decisiva do que o que proporcionam outras profissões e profissionais muito honrados. Assumindo a constatação da diversidade; o reconhecimento da diferença; a assunção do conflito como elemento consubstancial a qualquer comunidade ou sociedade e que só pela constatação dessa diversidade, diferença e conflito é que um diálogo sério e profícuo pode ser assumido; trabalhando como interpares, sem resquício de qualquer imperialismo ou subserviência.

 

Apesar da política e os políticos nunca terem estado tão limitados na sua margem de atuação, temos de reconhecer que a necessidade da sua atuação nunca foi tão decisiva como hoje.

 

Enfim, um trabalho e um combate que tem de ser feito com o empenhamento dos mais competentes, honestos e justos e que saibam dar corpo e alma, num sentido querido pelo povo e, tanto quanto possível, o mais partilhado por todos.

 

Se hoje patenteamos e assistimos, infelizmente, a uma globalização elitista, em cujos processos as condições materiais de existência são crescentemente apropriadas pelos novos cidadãos do mundo, urje lutar politicamente por uma globalização inclusiva, em que desenvolvimento passe a significar mais qualidade de vida, maior partilha do bolo de bens e riquezas, que os agentes privilegiados do sistema do mercado se negam a socializar, em vez de uma acumulação de capital predominantemente privada, conquistado à custa da descartabilidade do ser humano-cidadão.

 

O 25 de Abril trouxe-nos a Liberdade e a Democracia. Que aqueles que mais por ela lutaram sejam agora dignos de fazer a inversa navegação por um mar tão encapelado como aquele em que estamos e com os escolhos que nos esperam!

 

Num momento tão grave e difícil para todos nós portugueses, que Chaves me perdoe se hoje não falo dela. Porventura o nosso futuro também como cidade e município não dependerá deste momento?

 

António de Souza e Silva

 

 

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

Quem conta um ponto...

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256 - Pérolas e diamantes: a velha guarda

 

A grande consequência do poder dos partidos da velha guarda e dos vícios ancestrais (PSD/CDS/PS) é que deram azo a abusos tornando definitivo aquilo que devia ser transitório.

 

Desde logo a corrupção, instalada tanto dentro dos partidos como disseminada entre os ilustres militantes que se instalaram nos governos. E ainda a politização de tudo o que cheira a nomeações e a mediocridade da maioria dos políticos realizada, e definida por Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, “através do princípio da cooptação dos que fazem carreira nos partidos políticos ditos tradicionais. O princípio de seleção adversa a quem é brilhante e pode fazer sombra aos líderes e desapossá-los dos seus lugares”.

 

Por exemplo, a grande ideia de António Costa para o futuro governo consiste, segundo o DN, em criar pelo menos dois novos ministérios – o da Cultura e do Mar e Assuntos Europeus – e um superministro, com os poderes reforçados de coordenação.

 

O líder do PS prometeu também, de forma sibilina, disfarçada de medidas conducentes a esse fim, a criação de 207 mil empregos. Não de 200 mil, ou de 210 mil, mas rigorosamente de 207 mil, para aparentar um ar de seriedade. Só que não apresentou os cálculos.

 

Agora que estamos em campanha eleitoral, os políticos tradicionais ufanam-se no desenvolvimento da denominada “manobra da inocência”. Fazem lembrar os burgueses catalães endinheirados, descritos por George Orwell na sua obra Homage to Catalonia, que durante a guerra civil espanhola vestiam roupa grosseira da classe operária ou fatos-macacos azuis, para passarem despercebidos e não sofrerem as agruras dos tempos revolucionários.

 

De certa maneira, como transmontano sinto-me um pouco como os nacionalistas catalães. E por isso os admiro e aprecio o seu amor pela sua língua. Eu aclaro: na Catalunha, os poetas tinham a primazia em relação aos políticos. Isso explica por que motivo a língua e a cultura – e não a bala ou a bomba – são as armas de eleição do catalanismo.

 

Estou em crer que os bons políticos são raros, como os provadores de vinho que são capazes de determinar a sua fluidez e consistência só de inclinar o copo e deixá-lo repousar. Se se agarra ao vidro é um vinho ligeiro, se escorre como uma lágrima, devagar, é um vinho consistente…

 

Já os maus, que são os que parecem bons nas campanhas eleitorais, e que falam sem gaguejar ou hesitar, ou sem pensar sequer, trazem-me à memória as Conversas Familiares de Erasmo de Roterdão (1518), que penso ser o seu catecismo de boa educação, onde se afirma: “É sinal de boa educação cumprimentar todos os que encontramos no nosso caminho; tanto os que vêm ter connosco, como aqueles a quem dirigimos a palavra. Independentemente do que estiverem a fazer seja comer, ou a bocejar, ou a soluçar, ou a espirrar, ou a tossir. É obrigação de um homem bem-educado em extremo cumprimentar mesmo quem estiver a arrotar, ou a peidar. Mas já é má educação saudar quem estiver a urinar, ou a aliviar a natureza.”

 

Aí estão os fantasmas da troika (PSD/CDS/PS) a adejar, a sorrir e a pedir-nos o voto, sem um pingo de vergonha na cara. Parece que o tempo para de 4 em 4 anos. Os mesmos de sempre prometem-nos que desta vez é que é. Mas onde já se viu mudança onde não se encontram os atores que a possam fazer?

 

Portugal, após quatro décadas de poder aparentemente democrático, exercido em alternância pelo PSD e pelo PS, com o CDS algumas vezes a servir de muleta, fez de Portugal um país de velhos, sobretudo o interior. Os mais novos foram-se embora. Ou para Lisboa, ou para a Europa, ou para Angola. Os que teimam em ficar ou andam por aí em trabalhos de circunstância ou estão desempregados.

 

Por aqui não existe atividade económica, a não ser cafés, restaurantes, cabeleireiras, mercearias, lojas de circunstância e uma que outra pequena empresa de construção civil. As casas novas estão à venda mas não se vendem. As velhas desmoronam-se e ninguém lhes deita uma mão. Não há dinheiro disponível para a sua reconstrução. Agricultura nem vê-la. E fábricas nem uma que valha a pena ser mencionada. Quem é que abre aqui um negócio?

 

Fecharam escolas, fecharam serviços de saúde, fecharam tribunais e extinguiram freguesias. Fecharam o nosso futuro numa mala de viagem. Dizem que pouparam algum dinheiro. Duvido. Mas a qualidade dos serviços deteriorou-se de forma acentuada. Andou-se para trás.

 

O comendador de Madrid do século XIX, Mariano José de Larra, escreveu que “o galego é um animal muito semelhante ao homem, inventado para aliviar o burro”. Se substituirmos o “galego” pelo “transmontano”, estou em crer que não andaremos longe da verdade.

 

Portugal é uma espécie de metáfora, sugerindo uma estrada cheia de curvas, onde os membros do governo ultrapassam nos seus potentes carros os tratores guiados pelos presidentes de câmara que, por sua vez, ultrapassam as carroças em que o povo se desloca.

 

E tem esta gente a lata de nos pedir o voto!

 

João Madureira

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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2015

Ocasionais

ocasionais

 

“P S – Partido da Composição!”

 

" ´E possível fazer diferente e fazer melhor!"

“…textos programáticos”!

 

“Chachada”!

 

A fulanização da política!

 

As 4 razões na carta de A. Costa são apresentadas com palavreado genérico, tal qual qualquer candidato da “PaF” subscreve ou cantarola!

 

O Partido (dito) Socialista não traz nada de novo, de diferente. É um dos Partidos que tem por norma arranjar «tachos» para os militantes mais bajuladores e lambareiros das botas dos comissários centrais.

 

Para as Autarquias é o que se tem visto: tanta gentinha reles, sem educação, nem cultura, nem moral, nem competência para o cargo - apenas servem para fazer render as Estatísticas a favor do Partido.

 

Os militantes mais ferrenhos escusam de começar para aí a berrar.

 

Sabem bem do que estou a falar.

 

Não confundo a árvore, nem a “carvalheira do ti António”, nem o “pinhal da tia Quinhas” com a floresta.

 

O PS está assim, desacreditado, abandalhado, apodrecido de tal forma que pouco ou nada se lhe aproveita.

 

O PS não tem estofo para ser uma boa, esperançoso e real alternativa ao “PAF”, pois perder por mil [1.000] (com o PPD/CDS) ou perder por novecentos [900] (com o PS) pouca diferença se nota, e aquilo que os Portugueses precisam e merecem é começar a ganhar por diferenças que lhe sejam confortáveis.

 

Mandem de férias, para Argel, Paris, Macau, ou para o rai que os parta todos esses marmanjos que, há quase tanto tempo como o «Oliveira», estão no poder (ou com um pé e as duas patas nele), enriquecendo e gozando à tripa forra, sem ponta de vergonha quando desfazem do “Salazar”.

 

A doutrina que os militantes do PS têm aprendido fica-se somente pelo «padre-nosso, venha a nós o vosso reino», não querendo saber da responsabilidade e da obrigação que, como políticos, lhes cabem perante O POVO!

 

Se não sabem, aprendam!

 

Cumpram a missão!

 

Cumpram o juramento!

 

Pelo que se tem visto e pelo que está a ver-se, o Partido Socialista tem correspondido CADA VEZ MENOS às expectativas que criaram aos Portugueses.

 

De degrau em degrau hoje não passa de uma Comissão Central de Viciados (aditos à baixa politica ou à negação da Política) ainda em exercício porque as fontes e fontanários de alimentação, (entenda-se, os regedores «xuxas» locais e regionais) continuam com os regos guiados para ela, à custa de «favorzinhos» e «favorzecos», de uns «cordelinhos mexidos, bem, mal ou assim-assim) e, principalmente pelos «tachitos» e «encaixes» «nas Câmaras» , nas «Empresas Municipais», e afins.

 

Não foi por vergonha, mas por fanfarrónica desfaçatez que o «dito» Partido Socialista METEU o SOCIALISMO na gaveta!

 

Perdeu o direito de assim se chamar, mas como a desfaçatez campeia entre as suas hostes, continuam a escrever «Partido Socialista», embora pronunciem, porque a língua lhes foge para a verdade (pena que somente nesta ocasião), «partido ’sialista».

 

É um Partido dirigido, em todas as salas, salinhas e salões da organização e órgãos de representação por gente viciada, apodrecida e por uma grande parte de «sapateiros» que conseguiram subir acima da chinela, mas daqueles que nem umas «tachas» aprenderam a pregar!

 

Falso conceito de «arco do poder»: a este, na verdade, pertencem todos os Partidos políticos com representação na Assembleia da República!

 

Chamar ao «trio de Ataque» - PPD-CDS_PS - Partidos do «arco do poder» é o exemplo acabado da cumplicidade entre esses três clubes.

 

O P S – Partido Socialista, quando não fica em primeiro lugar em eleições, amua e faz a perrice de gritar para os seus amiguinhos (um, o que venceu; outro, que tendo ficado muito mal classificado, e não valendo dez réis de mel coado, é, «na Secretaria, classificado em segundo lugar, com o mesmo tempo que o «primeiro».

 

O “P S” – Partido Socialista -   não é um verdadeiro Partido da Oposição.

 

AS «duas opções de fundo» são um falso e errado argumento, demasiado perigoso para os eleitores, para os cidadãos, para os Portugueses.

 

Esse complexo de superioridade é ridículo! É uma falta de «cultura democrática»: não reconhece e, ou, não admite o direito de outras forças, que sobranceiramente considera, hoje, minoritárias, serem, amanhã, maioria.

 

O que se vê na guarda-avançada dó PS é o brilho da ganância de ser poder, nem que seja como muleta ou cadeira-de-rodas dos “PaF’s”!

 

Ao PS não interessa   -   porque corria o risco de se regenerar, purificar, tirar o Socialismo da gaveta e fazer dele um eficaz instrumento para a consolidação, dia a dia, da Democracia   - o contributo de cidadãos políticos independentes da partidocracia.

 

Procuram, andam à caça, convidam e dão abrigo a falhados profissionais, a renegados ou «escornados» doutros Partidos, uns ou outros disfarçados de «independentes».

 

Ainda estou a ver a gula de uma «Distrital» do PS, logo no após o 25 A, em arrebanhar militantes. O que queria era nomes e números! Ri às gargalhadas, embora me apetecesse chorar de tristeza, por ver serem admitidos «legionários», «bufos» e «afilhados» de «gente fina».

 

Por isso, não me admirei que, poucos anos passados, os «saneados» fossem outros!

 

Com isso ganhou coragem o «sr. Silva» para fazer a «merda» (com vossa licença) com a condecoração de PIDES e a afronta a Salgueiro Maia, para vestir com medalhas e colar o alfaiate da Marquinhas da Silva Silva e fazer-se esquecido dos méritos de dignos e honrados Portugueses como, por exemplo, o Padre LOURENÇO FONTES!

 

Os Partidos do folclórico «arco do poder», com o PCP, disfarçado de CDU a pegar-lhe numa grinalda descaída, já tiveram tempo mais que suficiente para tomarem emenda, deixar de ser «sociedades de advogados» em sociedade com «sociedades financeiras» e «guarda-avançada» ou portas de entrada para a invasão de «hunos», «gringos», «tsé-tungues», todos com o sinistro propósito de colonizar este «jardinzinho à beira-mar plantado» e fazer dos «tugas» «escravos de galés»!

 

Incomoda-os o aparecimento de dois ou três Novos Partidos políticos, mas fazendo há-de conta que nem conta dão destes, dançam o mambo da politiquice a dar «tanga» uns aos outros, “PS” ao “PaF”, com o PCP a «deitar uma bocas foleiras», assumindo a pose de virgens mais virgens do que as mais puras virgens rainhas da pureza política e humana, e convencidos de que «convencem» toda a malta eleitora da tragédia que seria, quer um quer outro, não ganhar as eleições com uma «clara maioria absoluta»!

 

OS "PS" e os "PSD" fundamentalistas ou cegos, ou vesgos … ou masoquistas acham que para Governo só um ou outro, ou os dois Partidos, é que servem, e aos «menos minoritários» cabe-lhes a obrigação de «desaparecer», «desistir» ou «fazer o frete» e atraiçoar os seus eleitores rendendo-se, prioritariamente, ao “PS”!

 

É por essas «peneiras» estúpidas, essa arrogância parva e esse auto-convencimento ridículo de que são o super-sumo da «inteligência política, só porque se dizem «PS», que tendo estado em qualquer dos cargos políticos (desde Juntas de Freguesia até à Presidência da República) o Partido (dito) Socialista de gaveta só tem feito borradas e contribuído para o descalabro nacional.

 

Com os maus hábitos, os mesmos vícios, manias, incompetências e compadrios, ganâncias e interesses obscuros de sempre, muito mal disfarçados com o «bronze» de António Costa (coitado, lá tem de esticar a capa para disfarçar e camuflar a comandita de pandilhas que comanda o Partido), o Partido Socialista não convence o eleitorado não-militante (e dos militantes, muitos desconfiam), gananciosa e nada patrioticamente continua interessadíssimo em subir para o principal poleiro mesmo que isso signifique associar-se e tornar-se cúmplice de gentalha da mais ordinária, cretina e maléfica que tem traçado o(s) destino(s) de Portugal!

 

É um comportamento, uma opção inadmissível para um Partido político que fala (e pouco ou nada pratica) do respeito pela pessoa humana, pela dignidade e soberania dos Portugueses!

 

O «Partido Socialista» comporta-se com outros Partidos políticos - que não o PPD e o CDS - como se tivesse o «rei na barriga»: encontra imensas semelhanças, pontos de contacto, conveniências e áreas de conceitos político-administrativos com a gente mais politica e moralmente badalhoca à sua direita do que em meia dúzia de princípios e compromissos de Partidos onde militam pessoas com reconhecido prestígio intelectual, académico, social e moral, estejam esses Partidos ideologicamente mais pertinho ou menos distantes da semente ideológica do PS (digo semente, porque a ideologia política do Partido do «xuxialistas» ou «’sialistas», tem muita rama seca, galhas podres e frutos raquíticos ou estragados)!

 

É de um inaceitável descaramento os «’sialistas» andarem constantemente a culpar outros Partidos representados na Assembleia da República   - e na época pré e eleitoral, os que calha aparecerem para sufrágio   - do fracasso das suas políticas, das derrotas que sofrem nas Autárquicas, Regionais ou Nacionais.

 

Porra! Chega de tanta fita!

 

O Partido Socialista que cumpra os verdadeiros preceitos de Partido Político Nacional e que deixe, de vez, de ser uma “Sociedade por Quotas de Interesses” míseros e mesquinhos!

 

O “P S” – Partido Socialista -   não é um verdadeiro Partido da Oposição.

 

O “P S” - Partido Socialista - é um Partido da Composição!

 

Eis o «absolutismo democrático»!

 

E, ‘inda por cima, vem «o pelintra de Boliqueime» ameaçar que não dá posse a governos minoritários …………salvo se o arranjinho contiver o PPD ou CDS (este, pelo cagaço que tem ao Portas…não que o Paulinho «sabe» muito, mas muito, das cagarra(da)s do Aníbal, oh!, se sabe!).

 

Hei! Hei! Hei! Não se apressem!

 

Claro que há pior, mas mesmo muito pior do que estes «xuxialistas» ou «’sialistas», como queiram!

 

Não há?!

 

Há, pois há!

 

A gentinha e gentalha que comanda, manda, milita e sustente a pandilha ajuntada num Bando que se diz PPD, posteriormente acrescentado com um véu pintado de «social» - PSD e que para reforço da sua suprema malvadez e cretinice se amantizou com uma seita de falsos cristãos, imposturadamente auto-intitulados «democráticos» e desequilibradamente (não fossem eles uns desequilibrados crentes, patriotas e mentais) um dito “CDS”!

 

De umas mistelas de grupos de falhados ou «escornados» politiconeiros que se arrogam «partido político» nem vou gastar espaço nem tempo.

 

Mas o reconhecimento de alguma seriedade política e empenho na Causa Pública (e Nacional) tem de ser feito ao Partido de Garcia Pereira, ao de Marinho Pinto e ao da Catarina Martins.

 

Assim, PCP, CDS-PPD-PS que se cubram com cinza, submetam-se a uma Grande Barrela, subam e desçam cento e onze vezes a Srª da Peneda, de joelhos (sem joelheiras), rezem o acto de contrição no Mosteiro da Batalha.

 

No final, de certeza que só restarão os que de boa-fé e de boa mente frequentaram os bares, as discotecas, os casinos, e os hotéis dessas «holdings» politicastras.

 

A «pesagem» das Eleições tem sido feita sempre com uma batota certificada.

 

Não admira que a Abstenção seja «o maior Partido»….. e o Voto em branco ter o mesmo trato que o Nulo!

Nem emenda (PPD/CDS), nem soneto (PS)!

 

Uma quadra ……. Ou um “haicai” bastam!

 

M., 3 de Setembro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2015

Discursos Sobre a Cidade - Por Francisco Chaves de Melo

discursos-chico

 

Os treze anos que puseram a cidade a perder!

 

O verbo perder entrou nas conversas do dia-a-dia em Chaves!

 

Perdemos o Tribunal, perdemos população, perdemos serviços no hospital, perdemos a PJ, perdemos a isenção de portagens, perdemos no final de cada mês porque a Câmara aumentou a água e a recolha de lixo, perdemos no fim do ano porque o imposto sobre as casas (IMI) também foi aumentado pelo governo e pela Câmara, perdemos no IRS, porque a Câmara fica com todo o valor dos 5% disponíveis que podia descontar a favor dos que cá vivemos.

 

Perdemos o comércio tradicional, principalmente no centro histórico, perdemos o Polo da UTAD, perdemos os aquistas nas termas, por terem estado incompreensivelmente fechadas um ano inteiro, e sei lá mais o quê! Até perdemos a subida do Chaves à 1 divisão.

 

O que ganhamos em troca foi uma dívida de dezenas de milhões de euros na Câmara, o abandono do mercado e feira, o poço sem fundo da Fundação Nadir Afonso, as obras sem fim nem proveito do Museu Romano, um parque de estacionamento desocupado, uma avenida do Casino ao Bairro do Telhado, com estacionamentos para ninguém, que custou milhões por megalomania e desmesura.

 

Assim não admira que as instituições da cidade estejam agora confrontadas com o garrote da dívida e sem ninguém que lhe possa dar uma mão. São as instituições de solidariedade social continuamente esganadas financeiramente, são as instituições educativas que andam em sobressalto por falta de alunos, são as instituições de apoio à atividade produtiva que se deparam com os credores aflitos em recuperar o seu dinheiro, são as empresas comerciais sem clientes, as de construção sem obras, e sei lá mais o quê!

 

O PSD local nada teve a ver com este estado de situação. Para esse partido nem tal situação existe. O que foi dito é pura ficção! Os do PSD estão bem!

 

Só é pena não estarmos todos bem!

 

Nem a hecatombe que tiveram no número de votos nas últimas eleições os demoveu do caminho que nos conduziu ao garrote da dívida. Inventaram uma dissidência interna e fomentaram o MAI, para apanharem incautos (que sempre os há) e assim, mantiveram o poder. Tudo sacrificaram para isso. Cada voto foi angariado com dívidas acumuladas, dívidas geradas para se vangloriarem e apresentarem obra aos flavienses. Agora sabemos que os terrenos do Pólis ainda não foram pagos, que os terrenos da fundação Nadir Afonso também não tinham sido pagos, que não pagavam a água aos fornecedor e que utilizavam o dinheiro que nos cobravam a nós pela água para lançar obra que não faz falta. Tramaram-nos a todos. Vamos ficar décadas a pagar tudo mais caro por causa deste modo inconsciente de gerir os destinos municipais.

 

Agora sabemos que a obra não foi paga. Agora pesa-nos no bolso a todos. A mim só me custa ter de pagar também!

 

Eu não votei neles!

 

Francisco Chaves de Melo

 

 

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Sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014

Discursos Sobre a Cidade - Por Francisco Chaves de Melo

 

Política é obter discricionariedade?

 

Em qualquer compêndio de política podemos descobrir que são sobretudo os perigos internos que uma coletividade enfrenta que explicam a necessidade da organização política em sociedade de um grupo de indivíduos. A este respeito muitos se recordarão da afirmação de Hobbes “o homem é o lobo do homem”. Sem organização política uma sociedade perde-se em conflitos e rivalidades que invariavelmente levariam à sua destruição. Superar os conflitos exige pactos voluntários, levando a que todos se empenhem em respeitar as leis e, em contra partida, recebem uma proteção. É pela política que se criam as regras que enquadram as diferentes opiniões e interesses dos indivíduos.

 

Pese embora o que se afirmou constitua o verdadeiro valor da política, hoje, mais facilmente se associa aos partidos políticos, ao governo, às eleições, aos interesses dos homens políticos.

 

Quantos vêem hoje a política como um conjunto de regras que uma coletividade se impõe a si própria a fim de viver em segurança?

 

Muitos concordarão que o poder político interessa essencialmente quando se situa acima dos indivíduos e dos interesses particulares. Mas o poder político só verdadeiramente interessa se for soberano, isto é, superior aos outros poderes que se encontra em sociedade. Não se estranhe por isso que diferentes grupos entrem em competição para o obter. A luta pelo poder está, desta forma, no centro da vida política. Assim, o poder político é aceite e reconhecido como garantia da ordem e da segurança (o que agrada à direita), mas o seu exercício é, de igual modo, contestado devido às desigualdades que provoca (corrigi-las agrada muito à esquerda).

 

A este propósito, recentemente, expressei segura discordância na aceitação pela Câmara de uma proposta tendo como objecto a fixação de medidas preventivas à construção, visando tapar o vazio regulamentar decorrente da suspensão decidida pelo atual PSD, do Plano Diretor Municipal (PDM) do concelho de Chaves (em revisão há anos!).

 

Este posicionamento assentou nas seguintes razões:

 

a)         Discordância de fundo quanto às novas regras agora propostas de apoio à gestão urbanística da área sujeita a medidas preventivas (praticamente toda a área urbana da cidade de Chaves e da vila de Vidago);

 

b)         Discordância por os Flavienses, mais uma vez, não serem tidos nem achados em relação às novas regras, já que, a suspensão do PDM, está dispensada de audiência prévia dos interessados.

 

c)         Discordância por as anteriores suspensões do PDM ocorridas em mandatos anteriores (bons ventos levaram o Dr. Batista para 1º Secretário da CIM), terem redundado em enormes erros. Lembra-se a suspensão do PDM que levou a construir o Parque Empresarial longe da cidade, a suspensão parcial para construir a Escola Superior de Enfermagem na Quinta dos Montalvões, também longe da cidade e, ultimamente, a alteração parcial para a área envolvente ao Parque Empresarial que permanece campo para medrarem as ervas daninhas.

 

d)        Discordância porque a suspensão visa apenas evitar que se limite a “Liberdade de Planeamento” ora, esta Liberdade, não é um objectivo primordial dos cidadãos, tanto mais que nem foram consultados para o efeito. Pensamos, ao invés, que os cidadãos, em vez de liberdade, com esta suspensão, vão é obter discricionariedade.

 

e)         Discordância com a principal justificação expressa para a suspensão, que é, como seria previsível, a vontade de suspender os índices de construção diferenciados para cada zona da cidade. Essa resolução, sempre do agrado do PPD desde longa data, não poderia nunca realizar-se sem ouvir os flavienses a respeito.

 

f)         Discordância com os objectivos estratégicos e urbanísticos orientadores da revisão do PDM da autoria do PSD, os quais nos são anunciados sem qualquer discussão prévia, nem possibilidade de conciliação na actual Câmara. O que se quer verdadeiramente afirmar com a “valorização temática dos núcleos urbanos”? De que tema fala o PPD? Ficamos sem saber, em concreto, qual a temática que se quer defender ou implementar.

 

g)         Discordância com a falta de suporte técnico relativo à escolha dos objectivos. Não se esclarece, por exemplo, o motivo que levou a estabelecer o objectivo de tornar o sistema urbano em Chaves mais compacto, nem se esclarece em que zonas da cidade se quer compactar, ou mesmo o que se entende por “sistema urbano”, nomeadamente que componentes o incluem. O objetivo da compactação não possui agregado qualquer indicador quantitativo que informe os flavienses do grau de compactação almejado. Fica assim ao arbítrio do poder instalado Alude-se ainda a um novo modelo (urbano), que se afirma já existir, mas não é explicitada qualquer das suas características ou no que difere do modelo anterior.

 

h)         Discordância com a vontade de proibir sem critério escrito operações urbanísticas que tenham uma “linguagem arquitectónica” contrária a qualidade do tecido urbano envolvente, por não se explicitar de que linguagem afinal se trata, quem a “fala”, como é “falada” e onde, ou mesmos que parâmetros de qualidade se estipulam caso a da área envolvente não seja a adequada ao gosto do poder.

 

i)          Discordância por existirem nos objectivos apresentados contradições evidentes, já que, ao mesmo tempo, se afirma desejar perseguir objectivos de compactação e que serão proibidas as operações urbanísticas que venham a introduzir sobrecargas nas redes de infra-estruturas. Já sobre como compactar e reduzir ao mesmo tempo as sobrecargas nas redes nada se refere. Consideramos mesmo que abastecer as populações com redes de água e saneamento é um dos primeiros deveres de uma autarquia. A circunstância do incumprimento desse dever porque a câmara não recuperou as redes de água e saneamento, como era sua obrigação, não deverá ser agora a razão para limitar o uso do espaço urbano pelos legítimos proprietários. Estes, conforme a localização dos seus imóveis se situe num lugar ou noutro da cidade, ficam sujeitos a decisões que podem conter em si a arbitrariedade.

 

Por considerar obscura a lista das disposições a suspender no PDM, chumbo a proposta. Assim se defende o regulamentar uso do espaço urbano pelo cidadão. Assim, todos, absolutamente todos, poderão legitimamente efectuar operações urbanísticas conforme regulamentos escritos e publicados.

 

Francisco Melo

 

 

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Domingo, 1 de Setembro de 2013

Coisas simples e pequenas

 

Antes de mandar as palavrinhas de hoje para o Blog Chaves, reli-as como sempre faço e como sou do tempo da rádio, privilegio a sua companhia nos meus afazeres diários sempre que tal seja possível e como é inevitável a música debitada vai sendo interrompida pelos apontamentos noticiosos que vão repetindo como notícia fresca ao longo do dia. Pois as notícias da rádio que me levam a estas palavras foram duas. A primeira a de que em Portugal neste momento estão activos sete incêndios e da lista mencionada nenhum deles era aqui perto de Chaves,  e a segunda notícia prende-se com Passos Coelho ao afirmar que não é preciso mudar a constituição para fazer a reforma do estado, o que é preciso é bom senso dos juízes do Tribunal Constitucional.

 

À hora das duas notícias, em Chaves lavravam pelo menos três incêndios. Um na zona de Santa Cruz/Cocanha, outro na montanha para os lados de Águas Frias e ainda um terceiro a poente da cidade que não consegui localizar, mas tenho a certeza que eram todos no concelho de Chaves. Logo daí a notícia dos 7 incêndios em Portugal não ser verdadeira, pois eram pelo menos 10 os incêndios naquele momento, mas pela quentura do dia deveriam ser bem mais. Por curiosidade fui espreitar a página da Protecção Civil onde lá estavam os tais 7 incêndios, mas assinalados como os incêndios mais significativos, pois no total, às 17H00 (hora em que ouvi as notícias) eram 41 os incêndios que lavravam em Portugal. Daí podermos concluir que nem tudo que se diz nas notícias é  verdade, ou pelo menos nem todas contêm a verdade toda, mesmo não havendo maldade ou segundas intenções ao faltar à verdade, como penso ter sido o caso.


Mas esta falta de verdade nas notícias leva-me à segunda notícia e vem toda impregnada de más intenções e mentiras de mau perdedor. Passos Coelho sabendo que o que ele diz é notícia e sabendo a força que os meios de comunicação noticiosos têm para as propagar, serve-se deles para tentar ludibriar tudo e todos, trazendo à liça o incendiar de opiniões entre os trabalhadores e o próprio setor publico e privado,  e a Constituição e o (agora bom senso) do Tribunal Constitucional.  Para alimentar a confusão, mais logo o batalhão de comentadores arregimentados das TV’s, vão esmiuçar ao pormenor cada uma das suas palavras, que disfarçadamente, o farão  conforme a cor da camisola que vestem para contentamento de uns e descontentamento de outros, sem nada de novo acrescentarem.


Os funcionários públicos não têm culpa da crise, são servidores do Estado e seguem as regras que o Estado lhes impõe, agora os que gerem o Estado e fizeram o estado tal como ele é, esses sim, servem-se do estado e são esses os verdadeiros  culpados. Quanto aos tribunais, tal como dizia Passos Coelho - «não lhes compete governar», olha que novidade, mas a intenção destas palavras são outras.  Mas se Passos Coelho o sabe, porquê não governa cumprindo as regras? Mas o mais curioso neste caso é que quem teve dúvidas sobre a legalidade da Lei até foi o Presidente da República, que por acaso até é do partido de Passos Coelho. O Juízes do  Tribunal Constitucional, como Juízes do Tribunal Constitucional não tem de ter ou não ter bom senso, ou sequer sentimentos. Têm de fiscalizar as Leis e Decretos de Lei de acordo com o cumprimento da constituição, e ao que me parece, têm cumprido o seu papel.

 

Penso que todos estamos de acordo que o estado precisa de reformas como também penso que, fora os da classe política, há unanimidade em que essas reformas deveriam começar no estado ligado ao poder e na própria classe política nem que fosse e só para dar o exemplo, mas não só, pois penso que há piores males, como o da corrupção, da alta corrupção que travestida de todas as legalidades não deixa de ser corrupção, e essa, dá-se no seio da alta política, ou seja dos políticos que detêm o poder (nacional e local),  da banca e dos detentores do dinheiro. Mas na classe política não se toca e naqueles que têm o dinheiro, muito menos, os pobres e remediados, que são a grande maioria, que paguem a crise. De bom senso precisava o Passos Coelho, e já agora, se estudasse a constituição e a cumprisse, evitavam-se todos estes contratempos e maledicências .

 

E lá se foram as palavrinhas que tinha para hoje, mas ficam para a próxima, pois como têm a ver com o passado de Chaves, não perdem a oportunidade.


A.Adolfo



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Domingo, 6 de Janeiro de 2013

Imagens de Vilas Boas e palavras sobre as CIM que vêm aí...

 

E porque hoje é domingo vamos até uma das nossas aldeias, mais propriamente até Vilas Boas, que é também sede de freguesia e que foi uma das felizardas que escapou à reorganização das freguesias, mas só na “segunda volta”, pois na primeira era excluída. Enfim, as tais políticas ditadas por Lisboa às quais as políticas locais aderem ou são obrigadas a aderir, mas sem qualquer resultado em termos de fazer diferença política ou económica, pois na prática a poupança com a reestruturação das freguesias pouco vai além do insignificante, mas já em termos locais, das populações, a diferença já se faz sentir, na sua identidade, história e honra. Em suma, a reorganização das freguesias não passa de uma palhaçada ditada por Lisboa que não vai ter qualquer significado real de melhoria para as populações e muito menos para o desenvolvimento das freguesias, mas, isso sim, vai servir de pretexto, de desculpa, para se pôr de pé uma palhaçada maior, esta sim com significados económicos agravantes para os Estado, ou seja, para todos nós, que uma Lei de Sócrates criou e que agora o ministro Relvas quer levar avante (e não é para camaradas, mas para companheiros) e que dão pelo nome de CIM.

 

E perguntam vocês -  o que são as CIM?

 

Para “esclarecer” deixo-vos um artigo publicado na Voz de Chaves da última semana que nos fala sobre elas mas não esclarece não políticos e leigos:




De referir que, constituída em 2009, a Comunidade Intermunicipal de Alto Trás-os-Montes (CIM-TM), sediada em Bragança, engloba Alfândega da Fé, Boticas, Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços, Vila Flor, Vila Pouca de Aguiar, Vimioso e Vinhais.

 

Segundo João Batista, presidente da Câmara de Chaves e a presidir à CIM-TM, esta unidade territorial “não garante os objectivos e os critérios apresentados na Lei de Enquadramento, já aprovada, mas ainda não publicada, da criação das CIM´s, nomeadamente, a falta de identidade, homogeneidade e governabilidade, com vários núcleos (Chaves, Mirandela e Bragança)”. Segundo referiu o autarca, “como é que se propõe um projeto estruturante entre Miranda do Douro e Montalegre, por exemplo? Tais dificuldades, entre outras, levam ao cepticismo e à falta de confiança, e, consequentemente, as pessoas não aderem”.

 

Por sua vez, com a criação da CIM do Alto Tâmega, tais critérios “enquadram-se perfeitamente entres os seis municípios do Alto Tâmega, já que há uma identidade e uma história”. Sobre os critérios da governabilidade e políticas integradas, “ a AMAT – Associação de Municípios do Alto Tâmega, os mesmos que constituirão a CIM, é um bom exemplo de como os seis municípios são capazes de desenvolver políticas e projetos de desenvolvimento comuns, que têm merecido a confiança das populações”.

 

NUT e CIM devem coincidir

Segundo as novas orientações, a sub-região ( NUTIII) e a CIM devem ser constituídas pelos mesmos municípios, situação que não se verifica actualmente. Ribeira de Pena, por exemplo, pertence à CIM de Trás-os-Montes, e ao nível de Sub-região, à NUTIII Tâmega. Havendo necessidade de alterações e com a saída da Lei da criação das CIM’s, um dos critérios para que seja criada uma CIM, é existir obrigatoriamente uma NUT III.

 

Neste sentido, refere João Batista, “ao propormos a criação da CIM do Alto Tâmega, simultaneamente, proporemos a criação da NUT III do Alto Tâmega”. Neste processo, já que a aprovação das NUT’s será uma decisão de Bruxelas, deverá, até dia 1 de Fevereiro de 2013, ser entregue a proposta no organismo Europeu. E, como para a aprovação de uma NUT, terá de existir uma CIM, mal seja publicada a lei que regula a criação das CIM, ao que tudo indica, já em Janeiro, “avançará a proposta da criação da CIM do Alto Tâmega”.

 

Além desta coincidência (CIM e NUTIII), para a criação de uma CIM a mesma deverá ser constituída por cinco municípios e ter uma população acima dos 90 mil habitantes, “critérios que os seis municípios do alto Tâmega cumprem”. Este novo mapa das unidades territoriais entrará em vigor a partir de 2014.

 

Políticas Públicas poderão mudar com as CIM´s

Com a criação das unidades territoriais das CIM’s, que, ao que tudo indica, serão 20 no total, incluindo já a criação da CIM do Alto Tâmega, e menos que a divisão por distritos (22), é previsível que “as políticas do país venham a ser desenvolvidas na sua globalidade com base nestas unidades territoriais das CIM´s”.

 

Sendo, pois, inquestionáveis as vantagens da criação da CIM do Alto Tâmega, separando-se da CIM do Alto de Trás-os-Montes, acresce que, segundo referiu João Batista, a ser previsível que as políticas públicas, nomeadamente, na Saúde, Justiça, Educação e Segurança Social, sejam pensadas com base nas CIM’s, “será um novo argumento para satisfazer as nossas reivindicações na área da saúde, com a criação da Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega, assim como, ao nível do mapa judiciário, com a criação de uma Comarca”. E quem sabe se, futuramente, as CIM’s sejam a “base dos círculos eleitorais”, concluiu o autarca.

 

Então, agora mais “esclarecidos” (suponho) , vamos explicar as CIM com outras palavras e números de quanto nos vão custar.




As CIM (embora ninguém dê por elas) já existem, a única diferença é que tal como as freguesias também vão ser reorganizadas, ou seja, no nosso caso vai deixar de ser regional (para todos Trás-os-Montes) para ser mais local (a nível só do Alto Tâmega) e vai deixar de ser “administrada” quase de borla (pela inerência dos atuais presidentes de Câmara) para passar a ter cargos executivos renumerados que vão ter um custo anual de mais de 3 milhões de euros para o Estado, além dos custos da estrutura das CIM, incluindo a administrativa, dos quais ainda não se sabem os valores.

 

Claro que todos entendem que a nível local vamos ter muito mais força que a nível regional, não é!? Pelo menos vamos pagar para isso, ou será que o a mísera poupança dos vencimentos dos das juntas de freguesia extintas vão dar para pagar isto tudo? Pois mesmo que dê, lá se vai a “filosofia” da poupança, pois o dinheiro apenas é transferido dos bolso dos poucos políticos eleitos que fazem alguma coisa pela população (os elementos das Juntas) para outros que não se sabe o que vão fazer nem como irão lá parar.

 

Note-se ainda que a apregoada reforma do estado que se diz imposta pela troika propagandeia reduzir custos ao estado e não aumentar. Ainda não fiz as contas

 

Talvez seja deixar por aqui o que dizem alguns dos especialista na matéria (fora dos partidos e do poder) que levantarem muitas as reservas sobre a proposta de reorganização do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, sobre as competências das comunidades intermunicipais (as tais CIM) e a criação de novos dirigentes locais, onde em vez de haver menos gente e menos gastos, vai passar a haver mais gente e mais gastos, além de se garantir (claro está) ocupação renumerada para os atuais autarcas que não se vão poder recandidatar nas próximas eleições. E quem diz isto, por outras palavras, até nem sou eu, mas a imprensa nacional e gente muito mais idónea como um especialista na área do poder local, o professor catedrático António Cândido de Oliveira, da Escola de Direito da Universidade do Minho e director do Núcleo de Estudos de Direito das Autarquias Locais, onde o Jornal Público em dezembro passado para perceber, afinal, para que serve a criação de um órgão supramunicipal que tem competências financeiras, que não é fiscalizado por nenhum outro órgão e que muitos perspectivam como um destino apenas para acomodar clientelas políticas, conversou com António Cândido de Oliveira que afirmou: “O reforço das competências da CIM é um investimento errado, porque é investir numa quantidade de entidades, pelo menos tantas quantas os distritos, quando o que se deveria fazer era poupar aí, investindo menos nessas entidades” e acrescenta: “As CIM não têm nem escala, nem legitimidade directa para fazer uma boa administração.”

 

António Cândido de Oliveira vai ainda mais longe quando afirma: “Portugal padece de um problema que tem a ver com uma boa administração e as boas administrações não se fazem a partir de Lisboa”. Refere ainda o Público que Cândido de Oliveira sustenta, a este propósito, que aquilo com que o Governo deveria preocupar-se era encontrar resposta para o que verdadeiramente é importante resolver: “os problemas regionais do país”. O especialista acrescenta que “uma reforma que assenta em comunidades intermunicipais é sempre uma reforma sem horizontes largos”. O professor da Universidade do Minho sustenta que “os problemas regionais devem ser resolvidos a um nível regional e não a nível nem dos distritos, nem das comunidades intermunicipais” -  ( o sublinhado é meu). Para terminar Cândido de Oliveira argumenta: que o Governo, ao impor as CIM, está “a fazer uma coisa pior”, já que as CIM “comportam um número muito mais elevado e com custos a nível dos órgãos executivos”



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publicado por Fer.Ribeiro às 09:00
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Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Da realidade, ao sonho e utopia

 

Hoje vamos um pouco por terras do Barroso.

 

Há dias referia aqui que os concelhos vizinhos do Alto-Tâmega, e apenas me referia a estes porque são os de proximidade e os que conheço melhor, em vez de terem uma política conjunta de interesses para toda uma região, andam a brincar como os putos na praia a ver quem faz o melhor castelo de areia. Certo que alguns destes concelhos têm levado a efeito alguns eventos que têm uma certa notoriedade e algum significado em termos económicos e sociais, como as feiras do fumeiro de Vinhais e Montalegre os as sextas feiras 13 de Montalegre, a Feira dos Santos em Chaves, mas tirando esses dias, mergulham na sua pequenez. As palavras são duras mas são reais, no entanto, nós como região já temos outra grandeza e significado e em vez de se andar a brincar às feiras anuais de dois dias, poderíamos promover todo o nosso património cultural, arquitetónico, religioso, natural, etc., todos os dias, e porque não lutar em conjunto para que todo esse património seja património da humanidade. Ainda temos condições para isso só falta ambição, jeito, ideias e políticas conjuntas, mas claro, que para isso teríamos de ter também políticos locais à altura e interessados na região, nos seus locais, mas não, andam preocupados com seu umbigo e agora como a maioria dos patrões da política estão no seu último mandato, devem andar preocupados em arranjar tacho numa dessas empresas ou associações que vão criando ao longo dos seu mandatos, ou seja, querem seguir o exemplo dos seus antecessores, tal como a realidade o demonstra.

 

Pois nesse tal património que, mesmo que não seja classificado como da humanidade, é da humanidade, ainda podemos incluir muitas aldeias que ainda mantêm a suas belezas, saberes e sabores e que felizmente, embora infelizmente pela sua difícil realidade, se podem tornar locais atrativos não só para quem lá ainda vive, mas também para os que hão-de vir  ou queiram regressar, mas para isso, há que lhes criar condições tão boas ou melhores que as que existem junto aos grandes centros. Mas infelizmente tudo isto já anda muito perto da utopia, pois a realidade das políticas e dos políticos, encaminham-nos no sentido contrário.

 

E deixo-vos duas imagens para ilustrar o texto. Uma, da barragem dos Pisões e da seca que pode ilustrar bem como as ideias das politicas e políticos também estão secas, outra, do verdadeiro património conjunto rural que ainda existe em algumas das nossas aldeias, no caso, de Atilhó, no concelho de Boticas.

 

Já a seguir, o Homem sem Memória de João Madureira e mais logo, uma foto uma leitura, de António Tedim e Rui Santos.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:45
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