Pois é, como ontem não houve post porque este blog também aderiu à greve geral, hoje compenso com uma publicação extra, e claro, nem há como a nossa Top Model para melhor o fazer.
Já a seguir, mais um episódio de “O Homem Sem Memória” de João Madureira.
Para já uma imagem daquilo que vamos tendo de melhor, mas ainda hoje voltaremos por aqui outra vez. Até lá.
Já há muito tempo que não deixava por aqui uma noturna, fica hoje, enquanto não chega o "homem sem memória", que não deve tardar a chegar.
Até já.
E enquanto não chega a habitual “pedra de Toque” de António Roque, ficam aqui duas faces com dois olhares diferentes sobre a mesma coisa. Coisa não será o termo apropriado, pois afinal é mesmo a nossa Top Model, que é como quem diz a Ponte Romana, mas vocês perceberam, ou será - vós percebestes. Fica ao vosso critério tal como também fica ao vosso gosto o P&B ou o exagerado da cor. Hoje estou assim, tanto para um lado como para o outro. Dias!
E será mesmo melhor, ou melhor, é mesmo melhor porque será só é depois e eu quero seja agora, terminar por aqui. Prontos! Até já com a “Pedra de Toque”.
Eis-nos de regresso à cidade, de Chaves, claro, com uma foto de uma passagem para a outra margem do Rio Tâmega, por onde durante séculos se fizeram muitos regressos e muitas partidas.
Para já apenas uma imagem, mas hoje é dia de duas crónicas. Uma a acontecer às 9 horas em ponto – “Quem conta um ponto” – de João Madureira e outra de fim de tarde, às 17H30 - Intermitências - de autoria de Sandra Pereira.
Até lá!
Nada melhor para iniciar a semana que uma imagem da Top Model de Chaves. Sempre simpática. É sempre um gosto registá-la em imagem.
Para hoje temos ainda duas crónicas, a de João Madureira com "Quem conta um ponto...", às 9H00, e a de Sandra Pereira com mais uma "Intermitência", às 17H30.
Até lá, fiquem com a nossa Top Model.
Como o tempo é de poupança, hoje por aqui poupamos em palavras. Ficam apenas duas imagens da nossa névoa ou se preferirem – do nosso nevoeiro, acompanhado daquilo que vamos tendo de melhor, ou seja, o nosso património do Centro Histórico.
E como agora está na moda falar do Fado, esta, a névoa, é o nosso fado, o Fado flaviense, também triste para uns, nem por isso para outros mas sentido por todos e também, há quem goste dele e quem o deteste, principalmente os ossos (dos mais idosos, claro).
Hoje deveria ser dia de “discursos sobre a cidade” ainda para mais quando hoje também é feriado municipal em Chaves, mas mais logo decido se me apetece falar sobre o assunto ou não, pois já estou farto de todos os anos, nesta data, dizer o mesmo…para já deixo apenas uma imagem, um cliché que tanto honra a cidade.
Ainda antes das Palavras Colhidas do Vento, que vamos colher já a seguir, fica a última imagem do dia de hoje, com um céu quente, reflexo quente mas ar frio.
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São estes os dias que se têm vivido por cá, com muita chuva (morrinha) e algum nevoeiro, ou sejam, os dias tipicamente dos invernos de chuva e nevoeiro flavienses que vão alternando com os de geadas e céus limpos. Dias chatos estes, que fazem doer os ossos mas simultaneamente tão flavienses, tão nossos, da veiga e do Tâmega, os mesmos, que por aqui chateiam mas dos quais, à distância, temos saudades como se no sangue dos flavienses corresse sempre um pouco deste nevoeiro…
Até já, com António Roque e a sua “pedra de toque”.
Todo aquele que disser que não é influenciado por nada ou por ninguém, está a mentir. Quando eu era poeta, por exemplo, só conseguia escrever poesia, depois de ler poesia. A seco, ninguém me sacava nada, mas isso foram outros tempos. Hoje, confesso, continuo a ser influenciado por aquilo que vejo, oiço ou leio durante o dia e, chegado a esta hora de botar aqui faladura, os dedos começam a teclar quase por instinto, como se eles fossem os detentores dos meus pensamentos, actos e palavras, das coisas do dia (as tais influências) embora muitas vezes, também confesso, após os seus devaneios (dos dedos) tenho que usar do poder da tecla da censura, aquela que diz “delete”, porque os rapazes (os dedos) às vezes não medem bem as consequências daquilo que teclam, não por alguma vez faltarem à verdade, mesmo porque a espontaneidade não lho permitiria, mas porque há verdades que não se podem dizer, e embora não sejam segredo para ninguém, são tabu e desde pequenino que detesto o horrível cheiro do tabu.
Tudo isto porque ao ler a última crónica ocasional aqui publicada “Uma oração sofridamente fodida” o meus rapazes (os dedos) no inicio do seu teclar de hoje começaram por escrever: “fodido-fodido, é eu vir aqui todos os dias, mesmo quando não há pachorra para cá vir” – Claro que o discurso não passou na censura e neste caso sem razão de maior, apenas para não me acusarem de me armar em vítima de uma coisa que faço porque quero. Ou seja, aqui foi mesmo a consciência da consciência quem deletou o teclado [não o teclado, mas o que foi teclado – vós percebestes-me bem! (fodido-fodido, é também o português {não o homem, mas a língua})].
Em suma, hoje, além da habitual falta de tempo, não estou mesmo com pachorra para estas coisas, por isso, como sempre faço nestas ocasiões, deixo aqui uma foto da ponte romana e “prontos”, assunto resolvido. Mas desta vez lembrei-me de lhe anexar o Curriculum Vitae, numa de me influenciar a mim próprio, pois o texto não é original, ou melhor – é original, mas não é original porque já há anos que o escrevi e aqui publiquei. Ainda pensei em publicá-lo outra vez sem dizer nada, pois já ninguém (pela certa) se lembraria dele, mas nestas coisas, há sempre um ou outro picuinhas, purista, mete nojo, que se importa com essas coisas e eu não quero que ninguém se incomode por minha causa.
Já agora, como afinal até me estiquei no texto, deixo outra imagem da Romana (ponte e não aquela que tem "arganeis" nas orelhas), para variar, esta fica a P&B.
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Curriculum Vitae (aumentado e corrigido)
Nome completo: Ponte de Trajano, popularmente conhecida por Ponte Romana e delicadamente por Top Model.
Filiação: Filha de Marco Úlpio Nerva Trajano de Roma e das mãos e lombo dos aquiflavienses.
Naturalidade: Aquae Flaviae
Residência: De Santa Maria Maior à Madalena (o contrário também é verdadeiro).
Estado Civil: Solteira (embora muitos já tivessem abusado dela, não há registos de algum dia ter casado), mas, em toda a sua vida lhe foi conhecido um, e só um verdadeiro amante – o Rio Tâmega.
Data de Nascimento: Por volta do ano 100 depois de Cristo é que ela se deu conhecer por inteiro, embora concebida sem pecado, pois tudo indica que o acto aconteceu aí uns 73 anos antes de Cristo. A gravidez é que foi longa e o parto ainda mais demorado.
Altura: A suficiente para toda a água lhe passasse por baixo, mesmo quando o Tâmega se excitava e crescia, ela dáva conta do recado.
Comprimento: Nasceu, mais metro menos metro, com 140m de comprimento e 18 arcos, ou 19, ou 22, já ninguém se lembra ao certo e há defensores para todos os gostos. Eu vou pelos 18, ou 19. Certo é que hoje tem apenas 9 arcos sobre o rio e 3 descobertos sobre terra. Os restantes foram como que comidos e/ou violados (e sem leviandade por parte da Top Model) por homens de dinheiro e sem escrúpulos, que até as suas casas lhes plantaram em cima. Segundo consta e a Lenda atesta, há uma Moura Encantada presa no terceiro arco da ponte, num daqueles que ainda se vê, mas que está tapado. Dizem que a Moura na noite de S.João faz uma gritaria desgraçada para que a tirem de lá…devaneios!
Prazo de validade: Desconhecido. Poderá ser até vitalícia se souberem cuidar dela, mas tenha o prazo que tiver de validade, o mais certo é que o nosso acabe e o dela continue.
Indicações eventuais: Desde cedo que se lhe conheceram os seus dotes na arte da passagem, que ainda hoje mantém. De tanto ser passerellada passou também ela a Top Model, que de tanta fama e beleza ter alcançado foi condecorada com o título de Ex-líbris de Aquae Flaviae, hoje (ainda) cidade de Chaves.
Desde cedo amante do Rio Tâmega, de quem lhe são conhecidas muitas filhas, algumas delas flavienses.
Claro que para manter a fama e a beleza e não acusar no seu corpo a idade, já foi submetida a algumas intervenções cirúrgicas, algumas simples como quando nos finais do século 19 lhe fizeram alguns implantes capilares, substituindo-lhes as velhas pedras por gradeamentos em ferro no penteado, e algumas mais profundas e sérias, com risco da própria vida, como a que sofreu no século 16, após uma excitação excessiva que o Tâmega teve, e que de tão violento e demorado que foi o acto, lhe desfez alguns arcos, mas que acabariam de lhe serem repostos com sucesso. Fora essas intervenções, são-lhe conhecidas algumas lipoaspirações de arcos, mas à revelia. Pelo menos dois arcos completos já foram lipoaspirados, e parcialmente meia dúzia deles. Mas de uma coisa estou certo, passou por várias intervenções, foi maltratada e tratada, violaram-na, taparam-lhe os arcos mas nunca recorreu ao silicone nem implantes artificiais e ainda hoje se mantém rija como um pêro e faz inveja às filhas, que muito mais novas, presumem de jovens, modernas e trigueiras… principalmente a catraia de ferro. Que presumam à vontade, pois não troco as suas três filhas flavienses mais próximas (a Nova, a de S.Roque e a Pedonal de ferro) nem todas as filhas do Tâmega juntas por um só arco que seja desta “jovem” e madura Ponte de Trajano, mesmo com os seus 2000 anos de idade, mas que veio para ficar. Se dúvidas houver, perguntem ao Tâmega como ela é ou quem ela é?
Pois é, fodidinho de todo, mas a coisa até se compôs.
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Pois é, às vezes somos atraiçoados pelo tempo, o dos relógios, feliz ou infelizmente ele falta-nos, foge-nos, some-se sem darmos conta.
Infelizmente porque não nos permite fazer tudo o que queremos, por exemplo, hoje que é quarta-feira, era dia para se confeccionar por aqui uma boa feijoada, bem temperada, para ser regada, como convém, com um bom tinto encorpado q.b. para combater e desfazer (matar) aquelas coisas que dizem vir misturadas com a feijoada (gorduras e outros pormenores). Ou seja, uma dieta saudável, como convém nos dias de feira.
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Felizmente, esse mesmo tempo, falta-me e livra-me de insónias ou depressões, de aturar conversas chatas a ouvir falar dos outros, dos futebóis e politiquices das partidarices e da crise da crise, como se não bastasse ela já por si. Felizmente também o mesmo tempo não me permite ver televisão, a qual já nem ligo desde que acabou o único programa que ainda ia sendo saudável (o 5 para a meia noite)… enfim, o tempo, o tempo!
Assim, hoje em vez de uma boas feijoada ficam apenas três imagens daquilo que vamos tendo de melhor, a p&b ou sépia para a cor não distrair ou atrair. A duas cores apenas, aquilo que vai sendo um verdadeiro património da humanidade, de uma cidade que sonha (ou há quem se atreva a sonhar) que pode ser património da humanidade, o mesmo que só é possível, se o olhar for selectivo e enganador como o é nas fotos, onde as misérias ficam escondidas, ou com um bocadinho de Photoshop até podem ser removidas. Mas sonhar é bom, sempre nos vai trazendo iludidos, enganados e ensina-nos a acreditar, é assim como o euromilhões, em que segundos os matemáticos, há mais probabilidades de nos cair um meteorito na cabeça do que nos sair o euromilhões, mas nós apostamos sempre, porque acreditamos, no impossível.
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Chaves património da humanidade! Era bom, então não era!? E até seria possível (em tempos) se o b€tão não mandasse tanto na cidade ( e este b€tão, não é o Betão do 5 para a meia noite).
Até amanhã, com um homem que perdeu a memória, ou pelo menos, é um homem sem memória.


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