Quarta-feira, 7 de Junho de 2017

Coisas da cidade velha

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Quase parece que fui ao baú das fotos antigas, mas é pura ilusão, a foto é bem recente, antiga e velha é a construção, com pormenores de carpintarias e serralharias degradados, é certo, mas que continuam a manter a sua beleza, obras de arte que hoje já não se usam.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:20
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Quarta-feira, 10 de Maio de 2017

Cidade de Chaves, uma imagem, um pormenor

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:42
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

Cidade de Chaves, um pormenor lá no alto

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:52
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Quinta-feira, 24 de Outubro de 2013

Duas imagens, dois pormenores

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:30
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2012

Pormenores que já não se usam

 

Equanto aguardamos pelo  "Homem sem memória" de João Madureira, ficam dois pormenores construtivos de casas da Rua Direita, em Chaves. Pormonores e arte daquela que, infelizmente, hoje já não se usa, e temos pena.

 


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publicado por Fer.Ribeiro às 01:58
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

Mais uma clarabóia e um pormenor

 

Enquanto não vem aí mais um “Discurso Sobre a Cidade”, vamos ficando com pormenores da cidade. Mais uma claraboia, velhinha, mas feita com a arte e mestria do antigamente. Pena terem caído em desuso – as claraboias, a arte e mestria.


 

Também arte e mestria que se repete em todos os pormenores de ferro do antigamente, neste caso, no coreto do Jardim Público. Até os pormenores faziam a diferença.


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publicado por Fer.Ribeiro às 02:28
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Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Apenas uma imagem

 

 

 

Já a seguir - "O Homem sem memória" de João Madureira.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:54
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Grandes pormenores grandes de Chaves - Portugal



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Já sabem que às segundas-feiras não estou para grandes conversas, mas há sempre tempo e disposição para alguns pormenores, ou melhor, um pormenor grande e um grande pormenor.

 

Fica então mais uma clarabóia, uma das muitas que embelezam os telhados do nosso centro histórico e, também um outro pormenor de uma vista geral de Chaves ao anoitecer, com o pormenor de não vos dizer de onde a imagem foi tomada. Não é difícil descobrir!

 

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Até amanhã, com o olhar de alguém sobre a cidade.
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:12
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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Janelas, Camões, Duques, Túmulos... tudo isto são pormenores de Chaves



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Segunda-feira, dia de pormenores da terrinha aqui pelo blog. Claro que a dificuldade do dia é escolher os pormenores de entre tanta oferta.

 

Pois lembrei-me de ir até aos pormenores das janelas. Janelas abertas, arejadas, fechadas com gente, fechadas sem gente, abertas de ambos os lados, fechadas e abertas sem vistas, enfim janelas.

 

No divagar e procura das janelas entretive-me com as da Praça de Camões, a tal que de Camões só tem o nome, pois tudo que por lá existe cheira a D.Afonso, I Duque de Bragança e, a verdade se diga, historicamente falando o Duque, embora não fosse flaviense de nascença, foi a cidade de Chaves que escolheu para viver grande parte da sua vida e também a cidade onde morreu e foi sepultado. Assim e sem qualquer pudor o digo que o Duque e tão flaviense ou mais que os flavienses que por cá nascem e tem mais direito à Praça que outro qualquer, seja ele Camões ou não.

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Mas em Chaves é assim e o hábito já é antigo, senão tomem-se as Freiras por exemplo, que desde sempre adoptou esse nome desde o antigo convento de freiras que por lá existiu. Mas mentes mais iluminadas que a minha resolveram chamar-lhe Praça General Silveira e até instalaram estátua no meio do jardim, mas do Monsenhor Alves da Cunha, que por sua vez tem praça aberta (mas sem estátua) no Cino-Chaves.

 

Enfim, e já que quem manda nada faz pela Praça do Duque de Bragança, neste blog que é meu e sou eu quem mando, a partir de hoje fica decretado que a Praça de Camões passa a chamar-se Praça de D.Afonso – 1º Duque de Bragança.

 

Mas, e para os mais distraídos e para quem não sabe, quem foi afinal o D.Afonso – I Duque de Bragança!?

 

Pois o nosso duque era filho ilegítimo de D.João I. Nasceu em 1371 e casou com D.Beatriz, filha de D.Nuno Alvares Pereira, à qual este tinha dado todo o Norte acima do rio Douro. Os pombinhos Afonso e Beatriz casaram-se em Lisboa em 1401 na presença dos nobres do reino e do próprio Rei, mas escolheram como residência a antiga Vila de Chaves, onde construíram o seu palácio, que ainda hoje existe na praça que tem o seu nome (o decreto do blog já entrou em vigor), e por aqui viveram felizes e tiveram os seus três filhos, Isabel, Afonso e Fernando. Sinto-me honrado não só por ter escolhido Chaves para viver, como por terem escolhido o meu nome para um dos seus filhos, como honrado me sinto por diariamente debitar os meus passos por onde gente tão nobre os debitou e por habitar os paços que eles habitaram (um aparte que nada tem a ver com a história do Duque nem com o meu sonho, que mais à frente entenderão).

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Mas ia dizendo que por aqui viveu a sua vida e viveu-a durante 60 anos, até 1461 quando morreu com 91 anos.

 

D.Afonso, I Duque de Bragança foi sepultado em Chaves e em Chaves se manteve sepultado durante 481 anos, ou seja desde 1461 até 1942,   ano em que nos roubaram o seu túmulo para o levar para Vila Viçosa, no Alentejo.

 

Pelos vistos os roubos à cidade já não são de hoje e sinceramente não compreendo como é que os flavienses dos anos 40 deixaram trasladar o túmulo e os restos mortais do nosso duque, porque o duque é nosso, pois foi esta a terra que ele escolheu para viver, para ter os seus filhos, para morrer e ser sepultado. Acho mesmo ser uma ofensa à história e à vontade do Duque, pois foi sua vontade ser sepultado em Chaves e tal como dizia o poeta “ a um morto nada se recusa”.

 

Para mim, além de lhe roubarem o nome à sua praça, roubaram-nos o Duque. Aliás e uma vez que as petições on-line estão na moda, mal termine a petição do Rio Tâmega, eu próprio lanço uma on-line a exigir que o tumulo e os restos mortais de D.Afonso – Duque de Bragança sejam devolvidos a Chaves, de onde nunca deveriam ter saído.

 

O engraçado da questão é que durante a Monarquia que durou até 1910 nunca houve nenhum Rei, duque, conde ou nobre que pusesse em questão a sua sepultura em Chaves e tiveram de ser os Republicanos a deixar e permitir que tal acontecesse. Não é com este desrespeito pela história que as famílias republicanas de Chaves entrarão nela, pois cá se fazem, cá se pagam, diz o povo e o povo tem sempre razão. Republicanos com o Rei na barriga e entretanto os de Vila Viçosa, republicanos também, chamaram a eles um Duque da Monarquia, e ainda contam anedotas dos alentejanos…

 

E já que hoje é para falar de pormenores, vamos até ao pormenor da escultura das chaves de Chaves colocada numa das novas rotundas da cidade (Outeiro Seco). Adivinha-se que alguém teve a ideia de pedir a devolução dos restos mortais do Duque a Chaves, mas tirem o cavalinho da chuva, pois na tal petição, será para o Duque voltar ao lugar de origem de onde foi roubado, ou seja a Igreja do Forte de S.Francisco, embora o local de origem da sua sepultura tivesse sido na Igreja Matriz.


 

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Vamos continuar ainda com D.Afonso – I Duque de Bragança ou mais propriamente o seu palácio que ocupa todo um dos lados da sua praça. Pois de vez em quando eu vou sonhando, sonhos que ainda são possíveis. Já conhecem o meu sonho do Comboio a apitar entre (pelo menos) Curalha e Vidago, pois tenho outro sonho, também bem possível, mas primeiro há que explicar o porquê do sonho.

 

Reza a história que D.Afonso – I Duque de Bragança, pelo menos a que é narrada por Francisco de Barros Teixeira Homem, que nos seus paços o Duque fundou uma das primeiras bibliotecas da Europa e um museu que foi o primeiro e único em Portugal. Pois o meu simples sonho resume-se a que os seus Paços retomem aquilo a que ele tão brilhantemente os dotou, ou seja com um museu e uma biblioteca. O Museu já existe, mas no 2º piso (em vez de gabinetes de funcionários de da Câmara) bem poderia ter uma biblioteca e um museu com a história do Duque. Atenção não leiam por aqui aquilo que não escrevo e desde já fique esclarecido que a biblioteca das Freiras está lá muito bem. Mas nos Paços poder-se-ia ter uma biblioteca/museu, com os exemplares mais antigos e da monarquia. Ou seja, a das Freiras poderia ficar com tudo que é republicano e actual e a dos Paços do Duque com tudo que é da Monarquia e antigo, a par do tal Museu do Duque, onde o Duque fosse a sua principal personagem. Será mais um dos meus sonhos a trazer por aqui de vez em quando.


 

E para terminar, para quem não o conhece, apresento-vos o Sr. Duque:

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E como hoje este poste já vai longo, fica por aqui, mas só até amanhã!

 

Ah!, só para terminar leiam e só, apenas aquilo que eu escrevo e, deixem de parte politiquices partidárias ou outras, ou guerrilhas entre monárquicos e republicanos. O mesmo é extensível aos comentários, pois a partir de hoje fica também decretado por este blog que, comentários que não tenham a ver com o blog ou com o post, serão apagados logo que detectados, e tenho dito!

 

Até amanhã!

 

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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Pormenores e Contrastes de um dia de Inverno em Chaves.



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O Inverno traz-nos destes pormenores e contrastes.

 

Lamenta-se a falta de chuva que bem falta faz, mas agradecemos sempre um dia de sol. Sabe bem.

 

Chaves é sem dúvida uma cidade florida e faz questão de começar a florir logo em pleno Inverno. Magnólias e outras árvores, amores-perfeitos e outras flores fazem a delícia dos nossos dias de Inverno. Ainda frios, concerteza, mas quentes demais para a época, tanto, que os putos e tenagers cá do sítio já anda de manga curta. Este tempo já não é o que era antigamente e, embora vá preocupando e até se vá falando nisso, depressa se ignora quando o pessoal se rende a um dia quente e solarengo de Inverno.


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Parece Primavera mas é Inverno, e como hoje é segunda-feira, dia de pormenores neste blog, quis trazer-vos aqui os pormenores do nosso Inverno, que até são de boa terapia para esquecer outros males que nos habitam os dias. Mas não é por aí que hoje quero ir e, não quero estragar com palavras aquilo com que as imagens nos abençoam.

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Ficamos então por aqui, com uma cidade de Chaves florida nas árvores e nos jardins, com um céu azul intenso que até faz esquecer dias cinzentos da época.

 

Até amanhã, com um olhar diferente sobre a cidade.

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:33
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Chaves, à procura de um pormenor e um sinal...



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Estipulei por aqui que as segundas seriam os dias de pormenores da cidade. Claro que mais uma vez me meti em trabalhos e, neste caso, não é pela falta de pormenores mas antes pelo contrário. Há tantos pormenores nesta antiga e velha cidade, que se torna difícil escolher o caminho.

 

Sempre ouvi os que têm mais idade. Tenho pelos nossos “queridos velhos” um carinho especial, mas mais que isso, respeito. Respeito toda a sua vivência de muitos e difíceis anos, tantos, que hoje até se sentem em estado de graça.

 

Mas por onde ir afinal na descoberta dos pormenores de hoje!?

 

Uns raios de sol, vindos directamente do céu, iluminaram o Sr. Duque e a sua espada. Apenas o seu olhar posto na cidade velha e a ponta da sua espada. Entendi o momento como um sinal, e olhando o seu olhar e o apontar da sua espada, logo senti que o caminho a seguir seriam as ruas do Centro Histórico.

 

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Pois fomos até lá. Esperei uns instantes por outro sinal, mas como nada caía do céu, resolvi entrar ruas adentro, entretanto fui fotografando aqui e ali.

 

Um pormenor de uma porta, um pormenor de uma varanda, outro pormenor de parede com porta, mais um pormenor, uma janela, uma parede ou o que resta dela. Estava então na Rua do Correio Velho.

 

Lembrei-me da ilha, do Cavaleiro de seu nome, parece estarem para breve as prometidas obras. Espreitei no buteco do Quim, mas não estava. Passei de novo para a Rua do Correio Velho e apareceu-me o “Eu também já vi”, como sempre em cima do acontecimento, disse-me que a parede da sua casa, da parte de trás, já tinha caído e que até andava à procura de um fotógrafo. Perguntou-me se era eu que tirava as fotografias às casas caídas. Disse-lhe que não… e com um “eu também já vi” partiu tão depressa quanto chegou. Definitivamente também não era ele o sinal que eu esperava dos céus.

 

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Espreitei a Rua Luís de Viácos, estava na mesma, regressei Rua do Correio Velho acima. Sempre tomando uma foto aqui e ali, conforme uma cor, uma sombra, uma tábua, um cadeado me chamava a atenção.

 

A meio da Rua do Correio Velho sinto sempre um aperto no coração. Precisamente ali onde outrora eram “ Os Canários”. Recordo sempre com saudade a minha primeira actuação integrada num grupo coral chamado GIEC (penso que era assim). Uma actuação desastrosa por sinal, para nós os “coristas”, pois o público não deu por nada. Eram tempos do pós Abril, cantamos a Grândola, a Gaivota que voava, voava, canções do Zeca Afonso e poemas de António Aleixo. O Grupo não durou muito e só fez duas actuações, a segundo foi em Couto de Dornelas. Olhando agora à distância para o grupo, estou em crer que éramos um grupo de cantares comunista, embora eu nunca o tivesse sido. Mas que raio, estávamos em 1975 e nesse tempo tudo era comunista e socialista ou derivados e os outros, os do contra, eram da direita fascista e fascizante, radicais e até bombistas. Além de puto, nesse tempo ainda acreditava nos ideais de Abril, nas doutrinas, na gaivota que voava, asas ao vento, coração de mar e, eu estava com a revolução da liberdade. De tanto acreditar nos ideais dos políticos de então, hoje custa-me acreditar, e até dos que aparentemente são políticos sérios e filhos de boa gente, eu desconfio.

 

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Mas nos “Canários” ainda tive depois oportunidade de dançar num grupo folclórico…se o mar tivesse varandas/nem que elas fossem de pau/levava o meu amor/ à perca do bacalhau… nunca mais esqueci esta quadra, e até ainda lhe recordo os passos da dança…

 

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Ainda nos Canários, ensaiamos e levamos a público um espectáculo de poesia e movimento, com o chorar da guitarra de Carlos Paredes e poemas de Manuel Alegre. Fátima Patronilho, para quem ainda se lembra dela, então uma jovem professora primária também cheia de ideias, agarrou num grupo de jovens e pôs-se a dar cultura ao povo… que respondeu sempre com casa cheia, muitos aplausos e choros na assistência.

 

 

Seria este o sinal que eu esperava do céu!?

 

Não, pensando bem isto são recordações de bons tempos inocentes de uma juventude que tinha acabado de descobrir a liberdade, e por isso o aperto no coração quando ainda hoje passo por aquilo que outrora foram os “Canários”, por sinal uma belíssima casa de espectáculos, que na altura não rivalizava em grandeza com o Cine-Teatro de Chaves, mas que rivalizava em beleza e muitas ideias que por lá passavam. Curiosamente ambas as casas de espectáculos morreram e ambas deixam saudades.

 


Mas havia que ir à procura do sinal.

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Ali mesmo na travessa das caldas, onde o romântico banco de jardim namora o marco de correio, encontrei outro sinal, mas também este não era o sinal que esperava, mas antes um daqueles sinais que existem e ninguém vê e para o qual também ninguém é responsável e que para os tais números de Lisboas, números das estatísticas que vão para a Europa, estes “desvalores” não existem. Aliás haverá algum mal ou observação a fazer a alguém que deita uma sonecazinha ao sol apetitoso de Inverno!?

 

E fui andando, agora Rua Direita acima. Afinal já se fazia tarde e o electrodoméstico (como diz o Beto), estava estacionado no Largo do Anjo.

 

Passei pelo nobre Largo da República, e nada me despertou.

 

Passei junto à Santa que até serve de adorno às montras de lingerie, mas também nada de sinais, apenas a curiosa imagem.

 

Por fim chego ao Largo do Anjo, e dou-me conta de um pormenor. A estátua do Padre está de costas viradas para a cidade. Seria este o sinal que vinha do céus e o Duque momentos antes me apontava!? Se tal fosse, porquê é que o Duque me mandou para o Centro Histórico?

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Chegado a casa revelei as fotos, como quem diz – descarreguei-as no computador e pus-me a ver as fotos que durante a caminhada iluminada tinha tirado. Só portas e janelas fechadas, paredes e varandas a cair, cadeados e tábuas pregadas nas entradas…

 

Finalmente compreendi o sinal e também entendi porque é que o Padre do Anjo está voltado de costas para a cidade e às vezes até acorda com uma pedra na cabeça.

 

Moral da estória: Há muitas costas viradas para o centro histórico da cidade, mas a cabeça, só pesa a alguns!

 

Penso ter sido este o sinal dos pormenores de hoje.

 

Amanhã há mais!

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:39
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Chaves, em dia de chuva molha-tolos!



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Eu sei que tenho andado por aqui meio cinzento. Solidariedade com o tempo de chuva, com o Inverno, talvez. Mas não tarda ai a Primavera, e na Primavera tudo em nós desperta.

 

Hoje que trago aqui alguns contrastes, curiosamente esteve um dia cinzento, estúpido, daqueles que aparentemente temos um céu escuro, carregado de água e apenas molhou tolos. Um dia sem qualquer contraste, desinteressante até. Um daqueles dias em que apetece estar em casa, à lareira, de pantufas e sem fazer nada. Enfim, um dia pasmado.

 

Mais que contrate é a contradição dos dias.


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Então hoje resolvi entrar nos contrastes da cidade. Apenas contrastes de luz de um dia da cidade. Falta-lhe o amanhecer, eu sei, mas não podemos ter tudo. Apeteceu-me contradizer o dia e deixar também um pouco da noite parda de Chaves.

 

Estou num daqueles dias em que me apetece escrever (com modos de quem fala), sobretudo divagar nas entrelinhas de uma conversa também parda, como se pudesse falar, falar, falar e não sair do cinzentismo das palavras, ou seja, não dizer nada. Mais um contraste portanto, pois o que a mente me dita, transforma-se em devaneios pelas letras do teclado que tenho à minha frente. E chegamos ao virtual.


 

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Tudo é virtual. Em Chaves também tudo vai sendo virtual. Aliás em todo o nosso querido Portugal tudo é virtual. Tão virtual são as coisas (apanhem toda a amplitude de coisas) que até o virtual é uma virtude. Não sei porque raio neste país até o virtual é da família da virtude, pelo menos na forma.

 

Pelas manhãs já se vai substituindo o tradicional bom-dia por um Tudo bem!?. A resposta é invariavelmente a mesma: Tudo bem!. Ontem, resolvi propositadamente trocar o “tudo bem?” por um “Bom-dia!” e recebi como resposta: Tudo bem! . Contrastes da contradição, diria eu, pois todos sabemos quem ninguém gosta de lamechices e lá vamos aviando as pessoas com um “tudo bem”.

 

Sinceramente que não me apetece dizer nada daquilo que estou a dizer, pois apetecer mesmo, apeteciam-me outros devaneios que até nem são devaneios…….. definitivamente desisto por aqui enquanto ainda me resta alguma luz.

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Sempre encontrei conforto nas palavras dos poetas. Torga é para mim um grande poeta, que fez poesia dos dias simples, vividos pelos passos dos lugares que percorria. Era Transmontano que vivia Trás-os-Montes à distância de umas centenas de quilómetros e que como qualquer emigrante não dispensava espraiar por estas terras o verdadeiro significado dos seus dias e que nunca dispensou também uma visita à nossa cidade, mais que na procura de um conforto das nossas águas quentes estou em crer que procurava aqui um conforto espiritual em que a revolta das coisas simples vêm ao de cima. Torga era simples, era Transmontano, era transparente e descarregava nas palavras intensas a revolta dos dias. Lamento que Torga já não esteja entre nós. Cumpriu uma vida, mas simultaneamente sinto-me feliz, por Torga e por ter “desistido” dos seus passos no tempo certo em que uma montanha esconde o sol dos dias e nos deixa apenas com o pardo de uma noite de Inverno em que nunca sabemos como o dia vai nascer.

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Passo as palavras a Torga, com as quais me despeço com um até amanhã, em Chaves.

 

Que cada um leia o que quiser ler nas suas palavras.

 

 

Chaves, 31 de Agosto de 1987

 

Sabe tanto de mim como o poeta que quando nos encontramos sinto-me transparente.

 

Miguel Torga, In Diário XV

 

 

Chaves, 1 de Setembro de 1987

 

Sim, acredito na acção nefasta das pragas. Se a bênção tem efeitos benéficos, por igual lógica a maldição tem de os ter maléficos. Os numes do absurdo podem todos o mesmo.

 

Miguel Torga, In Diário XV

 

 

Chaves, 2 de Setembro de 1983

 

Disse-lhe:

- As coisas boas esquecem. As más é que não. É que só elas deixam cicatrizes.

 

Miguel Torga, In Diário XIV

 

 

 

 

 

Aos do costume, este blog disse nada!

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:42
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Assinaturas de Mestre - Castelo de Chaves - Portugal



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Então vamos lá a uma segunda-feira de pormenores. Pormenores do Castelo ou da Torre de Menagem de Chaves, se preferirem.

 

Quase sempre quando se visita o Castelo espantamo-nos com a sua imponência e, em como há centenas de anos ergueram pedra a pedra a sua grandeza. Claro que será fácil imaginar quanto esforço e suor humano e também animal está em cada pedra do Castelo.

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Muitos já subiram até lá cima e espraiaram as vistas pela velha cidade, pela cidade nova, pelo vale e montanhas. Vistas que valem o esforço de uma subida.

 

Para quem visita Chaves, é impossível de um qualquer ponto da cidade não avistar o Castelo. Nós flavienses convivemos diariamente com ele, de tal maneira, que até pela silhueta o reconhecemos.

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Reconhecemos-lhe a imponência, grandeza, silhueta e visibilidade. E os pormenores!? – Bem, quanto a pormenores vão-se descobrindo diariamente, às vezes por mero acaso, mas há um pormenor que já não passa despercebido a muitos dos seus visitantes, o pormenor de pequenas gravações em relevo em muitas das pedras e quase sempre surge a mesma pergunta – Qual o significado ou o que são aquelas marcas e gravações!?


 

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Também eu me questionei da primeira vez que as vi, e fui repetido a pergunta até que alguém me respondeu.

 

Pois é muito simples e vendo a explicação tal-qual ma venderam a mim. A gravação é a marca do mestre que trabalhou e colocou a pedra no castelo. Mestre que teria a seu cargo um grupo de pedreiros e a sua marca, funcionava como uma assinatura para mais tarde ser pago o seu trabalho. É uma boa explicação e até prova em contrário, é nela que acredito, embora e como sempre, fiquem algumas dúvidas para as quais ainda não tive explicação convincente. Porquê é que nem todas as pedras são marcadas?

 

Tenhamos então estas marcas como a assinatura de mestre do povo que ergueu estes castelos.

 

Mesmo ao lado e por cima até destas assinaturas de mestre, aparecem hoje outras mais recentes e que eu intitulo como assinaturas de estupidez, que além da estupidez de quem as faz, demonstra também uma falta de formação, educação, civismo, ignorância e respeito pela nossa história que tanto orgulha os flavienses. Um acto criminoso e um atentado à nossa história.

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Já não há respeito!


Até amanhã, com um olhar diferente do meu sobre a cidade.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:16
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Chaves, à descoberta de pormenores...



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Já sabem que eu às segundas-feiras não atino muito bem. Talvez seja das visitas às aldeias de fim-de-semana ou pelo regresso às lides da cidade. Não o regresso à cidade, que esse faço-o sempre com gosto e é sempre uma descoberta constante de um ou outro pormenor que até hoje me tinha passado despercebido ou ao qual nunca lhe dei a atenção devida.

 

Pois como as segundas-feiras são como são, vou deixar de me preocupar com elas, pelo menos aqui no blog.

 

Aos pouco este blog vem dedicando os dias a um tema. Fins-de-semana, para as aldeias, sextas para discursos sobre a cidade, terças para olhares diferentes e agora as segundas para pormenores da cidade. Ainda restam as quartas e quintas para um ou outro dos meus devaneios e para o resto da cidade além dos pormenores.

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Pormenores não faltam em Chaves, nos sítios, nas casas, nos nossos monumentos, nas nossas maravilhas e também nas pessoas.

 

Hoje dedico-o, para começar, a nossa Igreja Grande, à Matriz de Stª Maria Maior e começo precisamente pelo pormenor da nossa Santa Maria Maior e da sua envolvente. Hoje apenas três pormenores das dezenas ou até centenas de pormenores que esta igreja nos oferece. Todos os dias descubro nela um novo pormenor e sinto que ainda há novos pormenores para descobrir.

 

“Estou sempre pela primeira vez em todos os lugares”, dizia Torga e na realidade é assim que vou vivendo esta cidade, repetidamente vivendo-a todos os dias de novo, como novas descobertas e novos pormenores.

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E mais uma vez Torga.


Não sou Torgomano como Fernão de Magalhães Gonçalves o foi em vida e, claro, continua a ser na obra que deixou (1), mas também (como na cidade) continuo a descobrir em Torga pequenos pormenores na sua obra de uma vivência da cidade de Chaves como ninguém viveu. Estou certo que também Torga nas suas visitas a Chaves partia todos os dias pelas ruas da cidade ao encontro e descoberta de pormenores.

 

Chaves, 1 de Setembro de 1988

 

O que me salva nesta existência repetitiva é a minha capacidade de renovar incessantemente a visão das coisas. Nunca esgoto a realidade. Tanto a perscruto, que, como no amor, que nenhuma aparência satisfaz e vai sempre além do que vislumbra, acabo por descobrir nela um pormenor que a torna inédita ao olhar e à imaginação. Estou sempre pela primeira vez em todos os lugares.

 

Miguel Torga, in Diário XVI

 

 

Amanhã, quando passar pela Igreja Matriz, descubra também um pormenor à espera de si. Pela minha parte, estarei aqui com um novo olhar, diferente, sobre a cidade ou talvez não!

 

Até amanhã, com um olhar de alguém que nos visitou.

 

(1) - Há dias num comentário, um dos meus antigos prof.s do Liceu, chamava a atenção para Fernão de Magalhães Gonçalves. Fica hoje a referência, que já não é a primeira, a esse Torgomano que conheceu a obra de Torga melhor que ninguém. Uma referencia a um flaviense de Jou que permaturamente nos deixou. Mais um pormenor que tinha de trazer aqui.

Definitivamente, até amanhã!

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:05
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