12 anos

Sábado, 25 de Março de 2017

Amoinha Velha - Chaves - Portugal

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Tal como ficou prometido no último sábado cá está a Amoinha Velha, com os três olhares da praxe - a cores, a p&b e arte digital.

 

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Amoinha Velha que faz parte do conjunto de aldeias do planalto da Serra do Brunheiro.

 

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Para a semana descemos às margens do Tâmega, à margem direita, com a aldeia de Anelhe. Até lá.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:44
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Sexta-feira, 24 de Março de 2017

Discursos Sobre a Cidade

GIL

 

Flatulências

 

Corria o ano de 1975. A população, em geral, andava embriagada ainda pela liberdade inesperada que abril de 74 precipitara. A população, em geral, e os alunos do Liceu Fernão de Magalhães, em particular.

 

Pese embora não ter estoirado aquilo a que pouco tempo mais tarde viria a chamar-se escola de massas, o Liceu de Chaves já abarrotava de gente que procurava a educação como trampolim para um mundo outro. Um mundo diferente do que havia vivido a geração precedente, num Estado que se dizia Novo, mas que era quase tão velho como quem o desenhou.

 

Contudo, como sempre e em todo o lado, havia quem funcionasse ao arrepio da normalidade. Muitos não se reviam naquela escola afastada da realidade social. Uma escola que, apesar de tudo, apenas respondia às expetativas de uns poucos. Pese embora saber-se que um qualquer curso superior proporcionava emprego seguro, para lhe chegar era preciso dinheiro e muita resiliência para vencer os escolhos de uma escola dura, que, muitas vezes, nada queria saber de quem a frequentava.

 

E, se muitos viam na escola o passaporte para uma vida que os seus pais não puderam ter, muito outros olhavam-na como uma arena onde se exorcizavam diabos e frustrações. Nada queriam com os livros, as sebentas, as sabatinas e a mania dos professores!

 

Da mesma forma, muito como hoje, a realidade familiar de cada aluno era muito diversa. Havia famílias instruídas que proporcionavam berços de oiro, enquanto outras nem de feno. Muitas vezes, os exemplos e as vivências de casa colidiam com as da escola provocando anomias de difícil (di)gestão.

 

Por esta altura, o Liceu de Chaves, tinha turmas levadas do diabo. Gente que fazia negra a vida de qualquer professor, por muito profissional que fosse. Depois, parece que o demo juntava os salafrários a dedo, redundando em autênticas matilhas de predação com comportamentos muitas vezes caricatos.

 

É de um deles que vos venho falar nesta pequena estória.

 

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Em 1975, a turma xpto do 5º ano era levada do catano!

 

Havia professores que, apesar de tudo, conseguiam lidar com estes índios em relativa paz. Outros sofriam a bom sofrer. Algumas aulas eram autênticos circos romanos. Contrariados, por natureza, alguns alunos faziam das aulas um martírio contínuo e para que o tempo passasse em delírio, pintavam a manta. Enquanto pudessem faltar vai que não vai, em estando tapados obrigavam-se a trocar o roço do Tabolado pela sala de aula, o que era catastrófico!

 

No entrudo, eram os peidos chocos e as bichas de rabiar; no natal, os confetes e as serpentinas; na primavera, os grilos e as cobras de água; noutras ocasiões outras coisas variadas. O importante era que a aula fosse divertida e o professor não pudesse lecionar matéria.

 

Ora, certa ocasião, esgotadas as inovações, alguém da turma se lembrou de promover um concurso de flatulência. Arranjaram-se os patrocinadores, elaborou-se detalhadamente um regulamento, definiu-se um júri, o prazo e os prémios.

 

Seria pela segunda quinzena de maio que o concurso começou, pois lembro-me que já apareciam as primeiras cerejas na velha praça das Longras.

 

Aquilo era um foguetório de rebimba o malho, nalgumas ocasiões pior do que o do arraial de Valpaços. E tanto se soltavam os rapazes como as raparigas, pois nesta altura as turmas já eram mistas[1]. Era de toda a forma e feitio: silenciosos e inodoros, abafados e fedorentos, sonoros, fininhos, longos, curtos, altos, baixos, sei lá!.. Aquilo ia progredindo em luta renhida.

 

Era vulgar que quando o professor se virasse para o quadro alguém estourasse sussurrando:

 

Trocaide-me este por miúdos!.. — Não demorava muito que aquela nota se transformasse em moedas.

 

Isto andava a ser insuportável, até que uma professora decidiu queixar-se ao Reitor.

 

Sem saber bem o que fazer, o Reitor decidiu convocou para uma reunião a Encarregada de Educação do campeão, Antenor Barracuda, um gargalhote de maus fígados.

 

Depois de uma abordagem d’amodinho, sem que a mãe tivesse entendido patavina do introito, o Reitor lá se atirou à coisa de forma mais grave:

 

— Saiba Vª Exª que o seu Antenor se anda a portar muito mal nesta escola!

 

— Pois sim senhor Reitor, vai satchar batatas que se cose!

 

— Mas sabe a senhora, exatamente, o que o malandro anda por aqui a fazer?

 

— A apalpar o rabo às raparigas de certo! O macaco sai ao pai! Saiba bossa senhoria que o meu home era lubado do catancho, num se le escapaba um rabo de saia! Mula que se le arreganhasse!...

 

— Não, não é nada disso minha senhora, ele anda a soltar flatulências nas aulas, o que tem causado graves problemas, quer aos professores quer aos colegas!

 

Flatuquê, senhor Reitor? Quer o senhor dezer que o filho da p*** escope p’ró tchão?

 

— Nada disso, senhora, são flatos, flatos que ele solta, à tripa forra, na sala de aula!

 

— Bossemecê é que me cose, não estou a perceber nada do que me diz. Quer ber que o rapaz fala mal na escola, ou andará a mija no recreio?!

 

O Reitor, espumando de raiva, atalhou:

 

— Ó minha senhora, peida-se nas aulas!..

 

Porra, que alíbio! Pensei que era coisa pior! Peidará, peidará, deve ser das cereijas que tenho lá no quintal. Come-as quentes, o sacripanta e depois não é capaz de os arrebater! Saiba o senhor que ele faz o mesmo à mesa e o meu Antóino está sempre a dezer para o deixar cagar à bontade que também se alebeia!..

 

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O Reitor descorçoado levantou-se e desandou, deixando a mãe a ruminar sobre a gravidade do assunto!

 

Ontem como hoje!

 

Já estou como dizia Aleixo:

 

Descreio dos que me apontam

uma sociedade sã,

isto é hoje o que foi ontem

e o que há de ser amanhã!

 

Gil Santos

 

[1]Decreto-Lei 482/72, de 28 de Novembro

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:28
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Quinta-feira, 23 de Março de 2017

Cidade de Chaves - Forte de S. Francisco

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De tanto passarmos pelos nossos monumentos, temos a tendência de os ignorar, às vezes nem sequer olhamos para eles, basta que estejam lá, e pronto! Mas de vez em quando convém olhar para eles como se fosse a primeira vez, com olhares de descoberta, reparando nos pormenores ou, nem que seja e só, para ver se tudo está no sítio, afinal trata-se do nosso património.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:29
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Quarta-feira, 22 de Março de 2017

Cidade de Chaves, um olhar com o castelo dentro

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:14
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Terça-feira, 21 de Março de 2017

Cidade de Chaves, centro histórico

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Como se pode inverter uma coisa, uma situação?

 

A resposta é simples, basta mudar-lhe a ordem, alterá-la, pô-la das avessas, virá-la, etc, pelo menos são algumas das definições do verbo inverter. Fácil, basta reparar na imagem de hoje, foi coisa de uns minutinhos, algum Photoshop, et voilá , já está. Fácil, não é? Mas claro, estamos a falar de coisas,  pois se entrarmos na realidade da rua, aí as coisas já são bem diferentes, complicadas de inverter, aí já entram outras componentes e fatores para que o verbo (inverter) possa assumir o seu significado, tal como ideias, vontade, planeamento, incentivos, políticas e claro, dinheiro, não como um investimento tendo em vista um lucro fácil e rápido, mas como um investimento num futuro,  um investimento de vida para o centro histórico e cidade.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:10
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Sábado, 18 de Março de 2017

Almorfe - Chaves - Portugal

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Toma-se a Nacional 314 em direção à Serra do Brunheiro, passa-se o Peto e Lagarelhos, e lá em cima, já no planalto a caminho das Terras de Montenegro, um pouco antes de France e um pouco depois do posto de abastecimento de combustível há uma placa de estrada que aponta para a direita onde diz “Almorfe”. É essa a nossa aldeia de hoje.

 

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Na minha tarefa de percorrer todas as aldeias do concelho de Chaves, Almorfe foi a última a ser visitada. Não por qualquer razão em especial, mas foi ficando para o fim e acabou por ser a última, isto há 10 anos atrás e, confesso, que foi a única vez que lá fui.

 

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E se as nossas aldeias estão cada vez mais esquecidas, despovoadas e envelhecidas no que toca à sua população, mas também às próprias aldeias, pois também elas envelhecem, estas, como Almorfe, que não calham junto a estradas principais ou no caminho de outras terras, são muito mais esquecidas.

 

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Poderão ser aldeias pequenas e esquecidas por muitos, mas aqui o blog não se esquece delas e quando toca a fazer uma ronda por elas, vamos a todas, nem que seja com recurso às nossas imagens de arquivo, como é o caso de hoje.

 

No próximo sábado toca a vez à Amoinha Velha, curiosamente bem perto de Almorfe, lá em cima, no Planalto do Brunheiro.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:41
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Quarta-feira, 15 de Março de 2017

Indiferentes

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“Olha este! Cá está outra bez. Não me bastava o blá-blá-blá da carraça do gajo do telemóvel, que não me desampara a loja e está práqui a tapar-me as bistas, nem me deixa ber as coisinhas que passam, e bem-me este agora armado em repórter! Bahhhh! Mas que remédio, lá terá de ser, deixa-me ficar paradinho pra ber se o gajo se despacha e desanda duma bez! Mas só pró chatear bou birar o focinho…”

 

- Tareco!? Tareco!?

 

“ Bem, bou-me que a patroa está a chamar. Adeus ó lombudo!”

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:07
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Terça-feira, 14 de Março de 2017

Com um pé na terra e outro em Júpiter

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Nem de propósito, ou melhor, a imagem de hoje,  aparentemente escolhida ao acaso , não é mais que uma escolha fruto da inspiração numa pequena estória que um amigo me fez chegar às mãos e que acabei de ler. É assim a vida, as coisas parecem acontecer por acaso,  mas não acontecem, no entanto não quero levar isto para a Lei da causa e efeito do espiritismo  ou para o “cosmos ininterrupto de retribuição ética”  do qual Max Weber nos fala em Economia e Sociedade. Nada disso, são apenas coisas do acaso que não acontecem por acaso, apenas isso. Senão vejamos, tendo em conta a imagem de hoje, como por acaso nada acontece por acaso. Estamos no Largo do Arrabalde em Chaves, ao qual, por acaso, também chama “Largo dos Pasmados”. Até aqui tudo bem, e se há um que pasma na esquina da farmácia, do outro lado da rua há outro a pasmar, mas disfarça a fazer de conta que está a olhar para a rua. Coisas normais de quem pasma. No entanto, logo em primeiro plano há um pasmado que não pasma por acaso. Como disse estamos no “Largo dos Pasmados”, que mais não são que aluados, no sentido de andarem na lua, estarem ali por estar, andarem em órbita. Ora era aqui que eu queria chegar, pois este “pasmado”,  não está  “aluado” , ele está muito mais além, embora ainda com um pé na terra, ele já está além da Lua e além de Marte. Ele já está com um pé na órbita de Júpiter e ninguém dá por isso porque estão todos pasmados na sua pasmaceira, ou quase, pois se virem aquém deste quase (por acaso) astronauta que está em primeiro plano com um pé na terra e outro em Júpiter, há um outro pasmado do qual só se vê a sombra e que reparou que,  mais um pouco e esse pasmado  do primeiro plano estacionava em Júpiter. Agora reparando melhor na sombra, e pelo ângulo em que a imagem foi tomada,  e agora já estamos no campo da geometria descritiva e das projeções das sombras, o pasmado da sombra parece ser o autor da foto, que por acaso sou eu. Assim sendo, ficamos por aqui pois em não quero entrar nesta história.

 

Até amanhã, mas antes, um recado a outros pasmados, o tal pasmado com um pé na terra e outro em Júpiter, está mesmo quase na órbita desse planeta, pois aquela placa de inox no chão não é mais que a representação de Júpiter do Sistema Solar que está representado ao longo da cidade e que a grande maioria dos flaviense desconhece. E com esta me vou.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:47
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Segunda-feira, 13 de Março de 2017

De regresso à cidade

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:45
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Domingo, 12 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Vilarinho de Arcos

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Ainda antes de irmos aos Arcos, vamos até Vilarinho de Arcos, é a nossa aldeia barrosã de hoje, mais uma do Alto Barroso e daquelas que nos fica mais próxima (de Chaves), mas sem nos calhar a caminho de… mas quase.

 

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Tratemos já da sua localização, que já atrás adiantámos ser do Alto Barroso. Assim, com a nossa partida sempre da cidade de Chaves, para visitarmos Vilarinho de Arcos, o melhor itinerário é pela Estrada Nacional 103, ou estrada de Braga como popularmente é conhecida, pois Vilarinho de Arcos fica a apenas 900m desta Estrada Nacional, imediatamente antes de chegarmos ao Barracão (a 900m), no entanto até Chaves, é mais um pouco, pois fica a uma distância de 30 km, de 00H30m e de 3.63€, isto segundo a via Michelin e se formos em viatura própria. Curiosidades para quem gosta de números.

 

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Dizer que fica em terras altas, isso já não é novidade, pois quase todas as localidades do Barroso andam a rondar os mil metros de altitude, neste caso fica-se pelos 866 metros de altitude, e com as seguintes coordenadas: 41º 25’ 26,59” N e 7º 41’ 21,47” O. Mas como sempre fica o nosso mapa para poder visualizar as palavras que vamos deixando.

 

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Vamos então até Vilarinho de Arcos. Partindo do topónimo Vilarinho tão usual no Norte de Portugal e também na Galiza, não é mais que um diminutivo de Vilar, que no português arcaico era parte de uma villa cedida para usos agrícolas. Tanto vilar como vilarinho estão assim associados a uma outra localidade, ou propriedade ou senhor. Daí tanto Vilar como Vilarinho estarem sempre associados a outro topónimo, neste caso de Vilarinho de Arcos está associado a Arcos, topónimo que é atribuído à aldeia vizinha e mais próxima de Vilarinho de Arcos. Aliás no concelho de Montalegre e bem próximo destas duas localidades, há outras duas onde se passa o mesmo, refiro-me a Vilarinho de Negrões e Negrões. Mas casos destes abundam no norte de Portugal e Galiza. Então e resumindo, Vilarinho de Arcos teria sido uma parte da villa de Arcos que teria sido cedida para a alguém para usos agrícolas.

 

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Vilarinho de Arcos vista desde a aldeia de Arcos

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E bem queríamos saber mais sobre Vilarinho de Arcos e partilhá-lo aqui. Fizemos as nossas habituais pesquisas e pouco ou nada encontrámos, na aldeia também não deu para conversar com ninguém, aliás se bem recordo na nossa breve estadia no local, apenas encontrámos uma pessoa, que embora trocássemos com ela algumas palavras não quisemos incomodar no seu trabalho, assim, ficam as nossas impressões recolhidas no local.

 

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Trata-se de uma pequena aldeia com um núcleo consolidado que se vai desenvolvendo ao longo da estrada de acesso, mas apenas de um dos lados da estrada, precisamente do lado mais próximo da montanha, não muito distante, ficando o restante para cultivo, no entanto existe um pequeno núcleo de casas, este do lado oposto da estrada, também antigo e que poderemos considerar como um pequeno bairro da aldeia, se não me engano ate dá pelo nome ou topónimo de Bairro da Fonte.

 

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Mais ou menos ao centro da aldeia, que por sinal não é muito grande, está a capela e a fonte, ocupando o largo principal da aldeia por onde passa também a Rua Central que não é mais que a estrada (CM 1001) que nos liga à Nacional 103 por um lado, e pelo ouro à aldeia de Arcos, onde continua para o Antigo de Arcos (ou de Sarraquinhos) e Sarraquinhos. Esta do Antigo de Arcos ou Antigo de Sarraquinhos é uma questão que tentaremos esclarecer quando lá chegarmos, pois já vimos essa aldeia grafada de ambas as formas.

 

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Mar continuemos em Vilarinho de Arcos que é rodeada de terrenos agrícolas maioritariamente cultivados, com pequenas manchas de arvoredo entre os quais o castanheiro que também parece dar-se bem por esta paragens, tal como nas aldeias vizinhas.

 

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Quanto ao casario a integridade do núcleo mantém-se com o seu casario barrosão típico, algum ainda com a estrutura de pedra nos telhados de amparo à cama do antigo colmo e que hoje é um pequeno murete de pedra que sobre acima da telha. Pena que nas aldeias do Barroso não se tivesse preservado, nem que fosse só uma, dessas coberturas em  colmo, pois assim aumentavam o interesse turístico que todas estas antigas aldeias têm.

 

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E bem queríamos deixar por aqui mais um pouco da aldeia, mas como de costume não queremos inventar e assim somos obrigado a fica por aqui, passando já aos habituais links para anteriores abordagens ao Barroso.

 

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Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:57
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Sábado, 11 de Março de 2017

Alanhosa em três momentos

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E porque hoje é sábado vamos até mais uma das nossas aldeias flavienses, e como já vem sendo costume, com três olhares. Um a cores, um a P&B e outro em arte digital.

 

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Alanhosa, é a nossa aldeia de hoje. Uma aldeia pela qual fui passando ao longo dos anos e fazendo alguns registos, mas nesta coisa de registar momentos também há dias, como quem diz: há dias sim e dias não. Às vezes esses dias fazem-nos depender do próprio dia, principalmente da qualidade da luz que, para a fotografia, é essencial, mas outras vezes depende apenas de nós e da inspiração do nosso olhar ou até do nosso estado de espírito.

 

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Pois de todas as vez que passei ou fui a Alanhosa à caça de momentos, a última foi aquela em que o dia estava sim, em luz e em mim, pelo menos eu penso que sim. Espero que gostem destes três momentos.

 

Para o próximo sábado, a aldeia que se segue é Almorfe.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:48
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Terça-feira, 7 de Março de 2017

Cidade de Chaves, um momento

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É ao olhar para uma imagem como a que hoje vos deixo que sei o que é ser flaviense, e a conclusão é muito simples, é que ao longo desta rua, destes passeios, da esquina do Vilanova, das freiras ao fundo e principalmente do edifício da esquerda, o Liceu, tenho momentos passados, emoções vividas, olhares trocados, sorrisos oferecidos, alegrias vividas, brincadeiras, conversas sérias e outras que nem tanto... Mas é do liceu que mais sentimentos guardo, não só por ser uma das casas que contribuiu para a minha formação e educação, mas por todos os momentos lá vividos, amizades que se fizeram para toda a vida e claro, amores e paixões. Mas esta esquina do Liceu marca dois momentos importantes da minha vida dentro dele, as duas salas de aula. Em baixo o anfiteatro que foi a minha sala de aulas no primeiro ano que frequentei o liceu e por cima, a sala de desenho onde precisamente à disciplina de desenho (ou geometria descritiva) encontrei um dos melhores professores daquela casa, o Dr. Costa. Sala essa que foi também a minha sala de aulas do último ano em que frequentei o Liceu. Quase poderia dizer que entrei por esta esquina em criança e por ela saí já adulto.

 

 

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Segunda-feira, 6 de Março de 2017

De regresso à cidade

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:36
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Domingo, 5 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Bustelo

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Nem sempre se tem a sorte de abordar uma aldeia em que antes de entrar na sua intimidade já temos uma ideia daquilo que ela é. Não por termos um conhecimento prévio dela, mas porque antes de entrarmos nela, ela faz-se anunciar pelo seu conjunto, ou seja, pelas vistas que ela oferece dada a sua localização.

 

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Mas claro que uma coisa é vê-la a uma certa distância e outra é entrar na sua intimidade, é que às vezes as aparências enganam, mas não é o caso, pois se ao longe se apresentava como uma aldeia interessante, na sua intimidade o interesse aumenta, não só pelo interesse arquitetónico daquilo que esperamos encontrar, ou seja o casario típico transmontano e barrosão de preferência sem grandes atentados de intervenções recentes sem respeito pelo que as rodeia, mas também interessantes pelo fator humano.

 

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Claro que o fator humano barrosão ou o povo barrosão tem uma identidade própria, e queremos acreditar nisso, porque sabemos que é verdade por um conjunto de características que são únicas nos barrosões, nem que seja e apenas no seu telúrico modus vivendi, que os torna rijos e resistentes, no seu geral, mas que em cada aldeia tem uma identidade própria dentro da identidade barrosã. Quero com isto dizer que sim, no Barroso são todos barrosões mas cada aldeia é uma aldeia com a sua identidade e pela experiência das nossas incursões no Barroso umas são mais hospitaleiras que outras e esta nossa aldeia de hoje, agradou-nos na sua maneira de receber.

 

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O discurso do parágrafo anterior surge, e reforçado,  na sequência de um episódio pelo qual passámos numa das aldeias vizinhas de uma freguesia vizinha, não muito agradável, que se passou imediatamente antes da nossa entrada em Bustelo, mas sempre que isso nos acontece, raramente, vem-me sempre à lembrança uma passagem dos Diários de Torga, precisamente em terras do Barroso:Entro nestas aldeias sagradas a tremer de vergonha. Não por mim, que venho cheio de boas intenções, mas por uma civilização de má-fé que nem ao menos lhe dá a simples proteção de as respeitar.”. Isto porque nunca sabemos quem lá esteve antes de nós, porque da nossa parte, entramos sempre com respeito e de boa fé.

 

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Um episódio que queremos esquecido e que e receção de Bustelo ajudou a esquecer e que nada tem a ver com Bustelo, por isso vamos até à nossa aldeia de hoje, começando pela sua localização. Desde já, isto para o pessoal de Chaves, esta aldeia dé pelo topónimo de Bustelo, mas é do concelho de Montalegre, e não a nossa aldeia de Bustelo, que por acaso fica a caminho de Montalegre, mas mais à frente há um episódio em que faremos disso.

 

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A melhor maneira de localizar Bustelo do concelho de Montalegre é talvez dizer que fica entre as Barragens dos Pisões (ou Rabagão) e a barragem de Paradela, ou seja, entre o Rio Rabagão e o Rio Cávado, ou alargando mais um poucochinho, entre a Serra de Barroso e a Serra do Gerês, mas acreditem, que embora seja a melhor maneira de a localizar, não é a melhor maneira de se dar com ela, isto para quem vai de Chaves, pois o melhor mesmo é ter a estrada nacional 103 como referência e um pouco antes de chegarmos à aldeia dos Pisões de virar para o paredão da barragem, seguir a placa de Fervidelas, que logo a seguir é Bustelo.

 

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Se passar o desvio para Fervidelas, então deixe andar mais um pouco, sempre pela Nacional 103 e quando chegar ao desvio de Vila da Ponte, entre na aldeia, atravesse-a e siga em frente, que a próxima aldeia é Bustelo. Já agora Bustelo pertence à freguesia de Vila da Ponte, mas não é a aldeia que tem mais próxima, pois as aldeias de Fervidelas, de Lamas, de Friães e até a dos Pisões são mais próximas de Bustelo. Claro que estamos a falar de distâncias muito pequenas, porque afinal de contas entre Vila da Ponte e Bustelo não chega aos 3 km de distância.

 

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Coordenadas de Bustelo: 41º 44’ 35,98” N e 7º 53’ 55,79” O. Atitude: entre os 930 e os 960m. A aldeia desenvolve-se ao longo da sua Rua Central e é rodeada de terras de cultivo em planalto. E depois disto, para melhor localização, fica o nosso mapa.

 

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Quanto às nossas habituais pesquisas encontrámos no Livro Montalegre para além da referência à existência de um cruzeiro e alminhas encontrámos o seguinte: “Há muitas sepulturas líticas móveis, talvez os monumentos mais antigos, e sepulturas fixas. Das móveis temos exemplos em Bobadela, Sapiãos, Bustelo (Vila da Ponte), Tourém, Pitões, Santo Adrião (Montalegre) e, sobretudo, os enigmáticos arcões graníticos de Salto, a merecerem um estudo mais atento.

 

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Num outro documento a que tivemos acesso de autoria de José Pedro Oliveira Henriques Costa, sobre “Povoamento e organização do território na Proto-História entre as Serras do Gerês, do Barroso e da Cabreira: o caso do Baixo Rabagão” temos a referência que a 500 metros da aldeia teria existido um castelo, Castelo da Lomba, Monte do Castelo. No mesmo documento refere-se: “Informação prestada pelo Sr. Manuel do lugar de Bustelo. A Sul deste povoado existiria ainda a Mina dos Moiros, que supostamente guardava tesouros escondidos e terá levado muitos rapazes, durante a mocidade do Sr. munidos de enxadas e picaretas, sem êxito à procura do referido tesouro.”. Pela indicações do documento, conseguimos localizar o local (do castelo), mas aquilo é coisa para entendidos da arqueologia, pois os nossos olhos leigos nada viram no local.

 

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Por último, na WEB, encontrámos outra referência a Bustelo/Montalegre, mais propriamente uma notícia de Margarida Luzio, no Jornal de Notícias de 22/9/2009. Ora acontece que este Bustelo da notícia é a aldeia de Bustelo do concelho de Chaves, mas a notícia, baseada em promessa de políticos, não deixa de ser interessante e pressuposto interesse para todos nós flavienses e barrosões, isto se considerarmos que desde a data da notícia até hoje já passaram 8 anos. Mas já lá vamos.

 

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Pois aqui fica a referida notícia, só o mais importante, mas se quiser ter acesso à notícia toda, basta seguir o link no final do post:

 “A estrada entre Chaves e Montalegre vai sofrer uma profunda intervenção. Além de encurtar distâncias entre os dois municípios, a obra, no valor estimado de seis milhões de euros, vai aproximar os barrosões da auto-estrada.

Já foi adjudicada e deverá começar dentro de poucas semanas aquela que será a primeira intervenção da profunda requalificação de que vai ser alvo a estrada municipal entre Chaves e Montalegre, uma velha aspiração das populações de ambos os municípios, que vão arrancar com a obra em conjunto.

Em causa está a construção da Ponte da Assureira, uma intervenção no valor de 450 mil euros, e que faz parte do único troço novo a construir no âmbito do projecto de requalificação da estrada do lado de Montalegre. A ponte demorará seis meses a ser feita. Mas a restante parte da estrada, que sofrerá obras de rectificação e consolidação nos locais onde se encontra mais degradada, não tem ainda calendarização, visto que irá ser feita à medida das possibilidades dos dois municípios. (…) a nova via iniciar-se-á na localidade de Solveira (Montalegre),e prolonga-se até Soutelinho da Raia (Chaves).”

 

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E continua a notícia:  

“No concelho de Chaves estão igualmente previstas obras de melhoramento e ainda a construção de um troço novo, uma variante por Bustelo, que irá substituir um percurso com uma série de curvas, que eram vistas como uma espécie de calvário pelos condutores.

De acordo com o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, a autarquia vai aproveitar a obra para construir uma espécie de passeio para os muitos peregrinos que utilizam a actual via, sem quaisquer condições de segurança, para aceder ao Santuário de São Caetano (…)No entanto, para já, as duas Câmaras só têm assegurada comparticipação financeira para a construção da Ponte da Assureira, (…)As restantes obras terão que ser financiadas por cada um dos municípios.

O presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, já admitiu que a falta de financiamento não é problema. "Já arrisquei com obras mais complicadas para as quais depois se conseguiu o dinheiro", disse. De resto, Montalegre será o concelho que mais beneficiará com a obra, uma vez que, desta forma, ficará também muito mais perto da A24.”

 

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Pois, como diz o povo “de boas intenções está o inferno cheio”, mas diga-se a verdade, a referida Ponte da Assureira já foi construída há uns anos, mas está lá, sozinha no meio do monte, sem estrada de acesso a ela, de ambos os lados, e sem estrada, sejamos sinceros, aquela ponte é uma anedota. Agora sem dúvida alguma que uma ligação com o mínimo de decência entre Chaves e Montalegre é de extrema importância para ambos os concelhos e ambos lucram com essa ligação, por isso Srs. Presidentes de Câmara, não os que prometeram, que esses já lá vão, mas os que herdaram a promessa, olhem para essa ligação como um investimento e não uma despesa. E tenho dito, com as devidas desculpas para Bustelo de Montalegre por lhe roubar o seu espaço neste blog com coisas que não lhe dizem direito, pois no caso até pouco beneficiarão com a dita ligação, pois suponho que as suas ligações a Chaves são feitas pela Nacional 103.

 

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Pois voltando a Bustelo da freguesia de Vila da Ponte, do concelho de Montalegre. Já falámos da simpatia da receção, mas falta falar da vida da aldeia, pois é uma das que a tem. Está certo que também é mais uma das aldeias que sofre do habitual despovoamento e envelhecimento da população, mas suponho que dada a riqueza da terra fértil que rodeia a aldeia, ainda vai mantendo alguns resistentes, que vão dando alguma vida à aldeia, pelo menos no dia em que lá fomos, assim era, uma aldeia com vida, gente e animais na rua.

 

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Quanto à aldeia, já tivemos oportunidade de dizer que nos agradou. Ao longe, pelo menos de três pontos distintos, vê-se arrumadinha e juntinha. Entrando nela, verificámos que se desenvolve ao longo da Rua Central, com o cruzeiro e alminhas no largo de entrada e a capela quase no final da Rua. Pelo caminho muita casa típica de pedra à vista, algumas ainda  com a estrutura de pedra nos telhado de suporte ao colmo de outrora, hoje substituído por telha. Também são visíveis alguns canastros o que vem confirmar que estamos em aldeia de terras férteis, hoje, suponho, que de apoio à criação de gado bovino, aquele que também vai tornando o Barroso famoso pela qualidade da carne que chega aos talhos e a algumas das mesas, que, para quem é apreciador, nota logo a diferença.

 

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E é tudo, mais uma vez com as devidas desculpas para Bustelo por alguns devaneios e desvios da aldeia. Tempo ainda para as habituais referências às nossas consultas e links às anteriores abordagens a aldeias, lugares e temas do Barroso.

 

Bibliografia

- “Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

-  “Povoamento e organização do território na Proto-História entre as Serras do Gerês, do Barroso e da Cabreira: o caso do Baixo Rabagão”, de José Pedro Oliveira Henriques Costa, Seminário de Projecto em Arqueologia  - Faculdade de Letras da Universidade do Porto  - Porto, 2006

 

WEB

http://www.jn.pt/local/noticias/vila-real/montalegre/interior/obras-na-estrada-aproximam-chaves-1368252.html

 

Links para nteriores abordagens ao Barroso:

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:52
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Sábado, 4 de Março de 2017

Águas Frias - Chaves - Portugal

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Como de costume com três imagens, pelo menos, que escaparam à seleção das anteriores abordagens à aldeia, sendo que impusemos ser uma imagem a cores, uma a preto e branco e uma em arte digital, pelo menos.

 

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E fui insistindo no pelo menos porque nem sempre é ou será assim, tal como hoje que em vez de três temos cinco imagens. Ficam duas extra como brinde aos nossos amigos de Águas Frias, entre os quais os da blogosfera, que desde o início desta coisa dos blogues, também eles têm marcado presença regular na WEB.

 

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Aldeia que, confesso, se me tem mostrado complicada de fotografar, e por vários motivos, alguns sem culpas para a aldeia, como o sejam as condições de luz e meteorológicas, mas também algumas com culpas da aldeia. Não quero com isto dizer que não tenha motivos interessantes, porque os tem, mas sendo Águas Frias uma das aldeias com um núcleo consolidado, não foi havendo o cuidado necessário nas novas intervenções, quer em construção nova, quer em reconstruções, tornando-se complicado, numa aldeia que até não é pequena, arranjar um conjunto em que a harmonia da construção rural típica transmontana não seja quebrada.

 

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Por último é uma aldeia que, se tivéssemos uma política de turismo a sério, poderia beneficiar da sua localização e da proximidade do Castelo de Monforte, mas enfim, se até o castelo está esquecido pelas autoridades e entidades da História, do turismo e políticas, Águas Frias continuará como até aqui, como todas as aldeias mais distantes da periferia da cidade, dotada ao esquecimento das autoridades.

 

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Até ao próximo sábado com a aldeia que se segue na ordem alfabética – Alanhosa.   

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 17:39
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