Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

Chaves e o Centro

 

O “Discurso Sobre a Cidade” que hoje deveria acontecer, fica adiado para a próxima semana, entretanto aproveito e deixo eu aqui um pequeno discurso, que também é sobre a cidade.  


Penso que já o contei aqui uma vez, mas nunca é demais. Nos primeiros tempos em que a  autoestrada A24 nos servia, ou seja antes dela se servir de nós ou de nos cobrar as passagens e, também antes desta crise se sentir nos bolsos, começaram-se a ver por aí caras diferentes em visitas de fim-de-semana, sobretudo casais mais jovens sempre munidos de câmara fotográfica não mão. Numa das vezes cruzei-me com um desses casais que me perguntou onde ficava o centro da cidade, pois já tinham dado várias voltas pela zona histórica e não o conseguiram encontrar. Estávamos nós na Rua do Correio Velho (ou Rua Gen. Sousa Machado – se preferirem). Penso que lhes respondi: - “estamos no centro da cidade!” e eles argumentaram novamente – “ sim, mas há sempre uma praça, ou um largo onde as pessoas da cidade se juntam, é esse centro que procuramos” . Depois de eu pensar com a brevidade que o momento exigia, acabei por lhes responder: “Pois, é uma boa pergunta. Sabem, se fosse há uns anos atrás sabia-lhes responder, hoje lamento, mas não sei, temos vários lugares desses que procuram”.

 



Na realidade com o crescimento da cidade e o abandono residencial do centro histórico a cidade tornou-se policêntrica, com vários pontos onde aglomera pessoas conforme as horas do dia ou os interesses (comerciais, de diversão, etc.). O antigo ponto de encontro dos flavienses que sempre era o Jardim das Freiras e os cafés mais próximos, morreu, no entanto há um ou outro lugar que continua a ser ponto de encontro habitual, principalmente para quem não é da cidade e nos visita aos dias de feira, como o são ainda a Madalena e o Largo do Arrabalde, mas não o suficiente para poderem ser considerados o centro da cidade.

 

Prometi a algumas pessoas que um destes dias vinha aqui novamente com o tema da “Reabilitação Urbana” e a promessa mantém-se , talvez nessa altura volte aos “centros da cidade”, mas isso fica para breve, pois quero-o fazer como deve ser para que não haja dúvidas ou seja mal interpretado com aquilo que quero dizer. Para já, ficam duas imagens do Arrabalde que é sem dúvida uns dos centros de Chaves e, esperemos que com o “Museu das Termas Romanas” se torne mais atrativo, só temo mesmo é saber qual o impacto que a nova construção poderá ter no largo, mas vamos esperar que seja positiva, ou pelo menos que, mesmo que não se destaque pela positiva  se integre no ambiente do largo ou passe despercebida, que para mamarrachos, já nos bastam os da era ACIOP.

publicado por Fer.Ribeiro às 02:44
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

Dia de Portugal

 


Pelo menos este não nos foi roubado, refiro-me claro, ao feriado do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, ou será Dia de Portugal, de Camões, de Pessoa, de Saramago, de Torga, das Comunidades Portuguesas, da Madeira, Açores e Algarves?, mas já lá vamos...

 

Pois sobre este dia quero deixar aqui um breve apontamento para reflexão, ficando prometido que para o próximo ano aprofundo o tema, mas antes, vamos ao orgulho flaviense neste dia, pois ia jurar que um dos condecorados de hoje pelo Presidente da República era flaviense de nascimento, mas afinal não o é, pois teve Coimbra como berço de nascimento, mas pela certa tem Chaves no coração, pois é de cá a sua família e foi no Liceu Nacional de Chaves que fez os seus estudos do secundário. Trata-se do Reitor da Universidade Técnica de Lisboa, o Professor Doutor António Manuel da Cruz Serra, que vai ser (ou já foi – depende da hora da leitura deste post) agraciado com a Ordem da Instrução Pública (Grã-Cruz).

 

Então para refletir neste dia que também é dum poeta, vou começar intencionalmente por Miguel Torga, com três poemas  da sua imensa obra sobre Portugal e os Portugueses, precisamente com poemas de “Portugal” e dos “Poemas Ibéricos”:

 

PÁTRIA

 

Soube a definição na minha infância.

Mas o tempo apagou

As linhas que no mapa da memória

A mestra palmatória

Desenhou.

 

Hoje

Sei apenas gostar

Duma nesga de terra

Debruada de mar.

 

E no Diário X temos o poema “Portugal”

 

Portugal

 

Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.

E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:

Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.


Nos “Poemas Ibéricos” temos o nosso “fado” e o “Mar”

 

FADO

 

Tem cada povo o seu fado

Já talhado

No livro da natureza.

Um destino reservado,

De riqueza

Ou de pobreza,

Consoante o chão lavrado.

 

E nada pode mudar

A fatal condenação,

No solo que lhe calhar,

Humana vegetação

Tem de viver, vegetar,

A cantar

Ou a chorar

Às grades dessa prisão.

 

 

 

MAR

 

Mar!

Tinha um nome que ninguém temia:

Era um campo macio de lavrar

Ou qualquer sugestão que apetecia…

 

Mar!

Tinhas um choro de quem sofre tanto

Que não pode calar-se, nem gritar,

Nem aumentar nem sufocar o pranto…

 

Mar!

Fomos então a ti cheios de amor!

E o fingido lameiro, a soluçar,

Afogava o arado e o lavrador!

 

Mar!

Enganosa sereia rouca e triste!

Foste tu quem nos veio namorar,

E foste tu depois que nos traíste!

 

Mar!

Quando terá fim o sofrimento!

E quando deixará de nos tentar

O teu encantamento!”

 

Ou como dizia Pessoa,  “Ó mar salgado, Quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!”

 

Voltemos ao 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas,  mas regressemos ao ano de 1997 em cujas comemorações que se realizaram aqui na nossa cidade de Chaves, Alçada Batista contestava a letra belicista do nosso Hino Nacional, Pois pessoalmente penso que Alçada Batista tinha toda a razão, uma música tão bonita merecia outra letra, não só porque a atual é belicista, que nasceu  como a de uma marcha num estado de revolta contra a monarquia e o Ultimato Inglês de 1890, mas também por ser sebastianista e desvirtuada do seu original, porque na sua versão inicial era composta de três partes das quais lhe amputaram as duas últimas (em 1957). Então se Salazar logrou amputá-la, porquê a democracia ( que aconteceu para acabar com as nossas guerras ultramarinas) não acabou de vez com uma letra belicista que apela à guerra na marcha contra os canhões? Esta fica para refletir ou talvez pra o próximo ano, mas desde já posso adiantar, e esta é a minha opinião pessoal, a razão porque se manteve o hino é a mesma que mantém Camões associado ao Dia de Portugal. Mas para quem não sabia, aqui fica a versão completa da letra do Hino/Marcha nacional:


I

Heróis do mar, nobre Povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

 

II

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

 

III

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

 

Bem, então agora vamos a Camões, o nosso grande poeta épico das navegações, dos descobrimentos e da língua portuguesa. Alguém me sabe responder porque está associado ao Dia de Portugal? Esta também fica para reflexão.

 

Portugal  é terra de poetas e escritores maiores, desde Gil Vicente, o pai do teatro português, aos mais recentes  Fernando Pessoa o grande poeta universal português (o “Supra-Camões” dizem alguns), a Saramago Prémio Nobel da Literatura, a Miguel Torga, o maior poeta de Portugal a cantar Portugal e os Portugueses, e muitos mais. E ainda há outro – Fernão Mendes Pinto, do tempo e conhecido de Camões, igualmente embarcado nos mares das descobertas, alguém o conhece? Isto também fica para reflexão, entretanto, Camões lá está, entalado entre o Dia de Portugal e as Comunidades Portuguesas.


Por último vamos às Comunidades Portuguesas, pois também fazem parte do dia de Portugal( como não poderia deixar de ser), porque se são comunidades portuguesas são portugueses de Portugal, só que estão fora de Portugal, e pelas mais variadas, mas pela certa todas válidas razões (mesmo para aqueles que o Passos Coelho agora convida a emigrar), nem que seja a de Portugal não lhe ter permitido uma vida digna a que cá tinham direito. Assim sendo os portugueses que estão fora de Portugal são igualzinhos e com a mesma portugalidade que os portugueses que estão cá, são capazes é de ter mais saudades da sua terra, de resto, gostam de sardinhas e bacalhau como nós gostamos, adoram Fátima como nós adoramos, são do Benfica, do Porto ou do Sporting e do club da terra como nós somos, gostam de ouvir cantar o fado como nós gostamos, em suma, são portugueses com iguais direitos e deveres (culturalmente falando) como nós, os que estamos cá,  Parece-me que a inclusão das “Comunidades Portuguesas” junto ao Dia de Portugal e de Camões é bem intencionada e por uma causa nobre, mas simultaneamente, e pelas razões que atrás deixei, é discriminatória, pois pode parecer que há os portugueses de Portugal e os portugueses lá de fora, é assim como a língua portuguesa quando se fala de português de Portugal (língua) e português do Brasil, em que a língua é a mesma mas quem a fala tem nacionalidades diferentes e são diferentes de nós. Pois para rematar, cá por mim, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, passava a ser apenas DIA DE PORTUGAL, e mais nada, senão um dia destes vamos ter de acrescentar ao Camões, também o Pessoa, o Saramago, o Torga e deixar espaço para outros que ainda possam aparecer com igual valor e, às Comunidades Portuguesas, ainda alguém se vai lembrar de acrescentar a Madeira, os Açores e o Algarve. Os de Lisboa são meninos para isso. Lá isso são

 

Então VIVA PORTUGAL!



 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:19
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
Sábado, 8 de Junho de 2013

Loivos - Chaves - Portugal

 

Mais tarde que o costume, mas cá estamos. Vamos lá então abrir mais um janeluco sobre o nosso concelho rural. Vamos mais uma vez fazer uma breve passagem por Loivos.




Com imagens de arquivo, mas que algumas poderiam ser de hoje, pelo menos esta última que dá ares de um dia feio, chuvoso de inverno. Pois é, estamos a um passo do verão, já deveríamos estar com a toalhinha estendida no areal da praia, mas não estamos, e desta vez a culpa não é da crise nem daquela gentalha de Lisboa que nos anda a desgovernar, mas é mesmo do frio e do mau tempo, pelo menos do frio de hoje que se não fosse por vergonha, já tinha acendido a lareira.




Mas deixemos as instabilidades do clima de parte, pois já nos chega a outra bem mais séria para nos ralar e incomodar, ou até já é mais que isso, muito mais, penso que a situação já é mesmo de revolta generalizada que, embora ainda pacífica, já se começam a ouvir os murmúrios ao passar da procissão e até já há quem não ajoelhe à sua passagem.




Mas se por um lado a instabilidade incomoda e as más políticas revoltam, por outro lado a nossa enraizada cultura secular manda que dos problemas se façam anedotas e que nos entretenhamos com o espetáculo da desgraça – Estamos em plena pré-campanha autárquica e anedotas já não faltam por aí e, temos garantido o espetáculo a partir do fim do verão.   

 

publicado por Fer.Ribeiro às 22:34
link do post | comentar | favorito
Sábado, 1 de Junho de 2013

Santa Leocádia - Chaves - Portugal

 

De cada vez que vou por Santa Leocádia, bem me posso esforçar por encontrar os pormenores habituais que procuro nas nossas aldeias, mas é escusado, a presença da Igreja Românica domina e atrai todos os olhares e observações. Digamos que é a Top Model lá do sítio.




Claro que a sua localização não é alheia a esta atração, mas não só, pois tal como as Top Model têm tudo no sítio também esta igreja tem e, até, alguns as anormalidades se tornam atraentes, mas explico melhor, o cruzeiro frontal no exterior do átrio teima em ter uma inclinação que aparentemente vai contra as leis da física, mas penso que a mania é só para chamar um pouco de atenção, não vão as atenções perderem-se todas na igreja.




Enfim, hoje fico-me apenas pelas suas cruzes, ou quase, pois nunca resisto a um olhar sobre a sua face mais atraente.




Olhares do meu olhar, mas nem há como viver estes olhares lá, no seu ambiente. Mesmo eu que já passei por lá umas boas dezenas de vezes, nunca resisto a uma paragem e novos registos, pois tem sempre pormenores que nas visitas anteriores nos passam despercebidas.



publicado por Fer.Ribeiro às 03:22
link do post | comentar | favorito
Sábado, 18 de Maio de 2013

Mairos e Torga

 

A neve não é de hoje, mas até podia ser pois a lareira está acesa e lá fora o frio diz-nos que por ai à volta, nas serras mais altas, há neve de certeza, embora maio já caminhe para junho. Mas a razão desta primeira foto é para trazer aqui umas palavras de Torga, que pela certa foram inspiradas ou mesmo escritas na proximidade desta imagem.

 

Mairos, Chaves, 1 de Setembro de 1989


Quanto mais chegado a Espanha, mais eu gosto de Portugal. Nestas terras raianas a pátria sente-se nos pés. Quando ela acaba, o piso é outro.


Miguel Torga, in Diário XV

 


Palavras de Torga que irão passar por aqui muitas vezes. Lá para o próximo mês este blog fara uma pequena remodelação. Entrarão novos autores, imagens de outros fotógrafos e Miguel Torga terá aqui um espaço semanal. Já que a cidade não presta a devida homenagem àquele que sem qualquer dúvida é o maior poeta de Portugal, este blog irá trazê-lo aqui todas as semanas com aquilo que ele dizia de nós e, podem crer que não há ninguém que melhor nos conheça ou conheça Portugal como ele conheceu.




Mas Torga e alterações ao blog só para junho e já quando ele caminhar para julho, entretanto vamos mantendo o blog como até aqui, mas pode ficar desde já prometido que o mundo rural flaviense continuará a ter aqui lugar aos fins-de-semana.



Entretanto hoje vamos mais uma vez até Mairos e com alguns dos seus motivos de interesse, como o interessantíssimo peto que penso nunca aqui ter trazido. Mas nunca é tarde e se não fosse hoje seria para uma próxima vez.




Ficam também mais palavras de Torga. Palavras que ao serem lidas se transformam em imagens que tive a sorte de ver e de viver, por isso também mais sentidas “que nem podem imaginar nem a fundura, nem a santidade”, mas sobretudo palavras que são documentos:

 

Mairos, Chaves, 4 de Setembro de 1990


Despeço-me supersticiosamente da paz do planalto em restolho. O sol morre nos confins dos horizontes, as charruas dormitam, cansadas, à beira dos caminhos, manadas de vacas arrastam placidamente o amojo a caminho da ordenha, e o meu silêncio apreensivo como que cumplicia os companheiros  numa comunhão cósmica de que não podem imaginar nem a fundura, nem a santidade.


Miguel Torga, In Diário XVI



 

Miguel Torga, in Diário XVI

publicado por Fer.Ribeiro às 19:33
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Chaves - Três Olhares

Chaminé e clarabóia na Rua Dr. Júlio Martins

 

Casario da Praça do Município

 

Rua Dr.Júlio Martins com novo visual

 

publicado por Fer.Ribeiro às 04:35
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 1 de Maio de 2013

Arrabalde no 1º de Maio de 2013

 

1º de Maio, Dia do Trabalhador em Chaves, em Portugal e em todo o mundo democrático, pelo menos, mas como Chaves não é muito dada a manifestações, aproveita-se o feriado para desfrutar como cada um lhe da na gana.

 

Cá eu, por obrigações familiares aproveitei uma ida à cidade e andei a calcorrear os caminho do “Lombudo” devidamente equipado. Faltou o cão, faltam os militares atrás das “sopeiras”, faltam os barcos no Tâmega e muita coisa que repousa nas memórias do passado. Hoje é mais espanhóis e um ou outro turista nacional a percorrer as ruas da cidade. Poderíamos ter mais turistas se as políticas atuais não fossem de pobreza (em todo o seu sentido), e também a cidade poderia apostar mais nestes dias, mas enfim, a pobreza (também de ideias) é generalizada e os residentes do largo dos pasmados lá se vão entretendo a ver magotes de espanhóis a passar. Recordações de Chaves levam-nas em imagem. Eventos, festas, feiras e feirinhas, só as de sucesso e depois para que oferecer Chaves aos que nos visitam… os nossos sonhos vão muito mais além, só nos falta mesmo é encontrar o sonho certo.

 

Seja como for, fica um registo fresquinho de Chaves com uma imagem do Arrabalde e de um magote de espanhóis há coisa de uma hora atrás. Mais fresquinha que esta é quase impossível.


Um bom resto de 1º de Maio que amanhã é dia de trabalho para quem tem a felicidade de ainda ter trabalho.



publicado por Fer.Ribeiro às 16:37
link do post | comentar | favorito
Sábado, 27 de Abril de 2013

Soutelinho da Raia - Chaves - Portugal

 

Como o tempo não tem andado de feição para grandes reportagens nas nossas aldeias, vamo-nos valendo do nosso arquivo para trazer aqui imagens do nosso mundo rural e, felizmente que há aldeias como a de Soutelinho da Raia onde há sempre uma imagem para trazer aqui e, é com gosto que o faço, pois Soutelinho é uma das poucas aldeias que ainda mantém a sua virgindade de aldeia tradicional transmontana, onde se tem reconstruído com gosto e onde felizmente há poucos atentados à sua dignidade. Claro que também sofre do envelhecimento e de despovoamento, aqui não é exceção, mas, embora com muito casario abandonado e em mau estado, é preferível vê-lo assim, pois sempre há a esperança de que melhores dias virão para uma boa recuperação, do que vê-lo transformado numa modernice pirosa que em nada dignificam as nossas aldeias. Claro que as modernices também devem ter lugar nas aldeias, mas em lugar próprio, fora do seu núcleo.



publicado por Fer.Ribeiro às 04:28
link do post | comentar | favorito
Domingo, 14 de Abril de 2013

Abobeleira - Chaves - Portugal

 

A um passo de Chaves, o casco antigo da Abobeleira vai resistindo como pode à entrada da modernidade.

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 01:00
link do post | comentar | favorito
Sábado, 6 de Abril de 2013

Calvão - Chaves - Portugal

Uma breve passagem por Calvão, apenas em imagem, com quatro motivos.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 16:24
link do post | comentar | favorito
Sábado, 30 de Março de 2013

Curalha - Chaves - Portugal


Com a crise que atravessamos era um bom momento para analisar também as más políticas que nos conduziram até ela. Poderão dizer que a crise não é só nossa, pois não, mas as más políticas de muitos anos agudizaram-na. Eu, por cá, costumo dizer que tudo começou com o comboio(s), quando em vez de se modernizar a nossa rede ferroviária se optou por construir a torto e direito IP’s e autoestradas, em detrimento dos comboios e da sua modernização. Os grandes interesses, sempre os grandes interesses dos poucos que os podem ter, interesses do b€tão como se apenas no betão estivesse o desenvolvimento de um país. Grandes interesses de alguns que pobres e remediados têm de pagar.




Fico-me por aqui em lamentos para ouvidos moucos e, apenas o fiz, porque duas das imagens de hoje têm diretamente a ver com esse comboio que nos roubaram, um dos primeiros roubos que ao longo dos anos se viriam a repetir…




Ficam memórias desse comboio mas também imagens daquele que ao longo de alguns quilómetros o acompanhava no seu trajeto e se deixava atravessar precisamente em Curalha. Claro que é do Rio Tâmega que vos falo.

publicado por Fer.Ribeiro às 08:00
link do post | comentar | favorito
Domingo, 24 de Março de 2013

Uma breve passagem por Póvoa de Agrações

 

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 19:18
link do post | comentar | favorito
Sábado, 16 de Março de 2013

Três olhares sobre Parada - Chaves - Trás-os-Montes

 

 

 

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 23:20
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Chaves - Uma imagem

 

publicado por Fer.Ribeiro às 03:34
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 10 de Março de 2013

Roriz - Três quadros da mesma história

 

 

 

 

 

 

publicado por Fer.Ribeiro às 04:02
link do post | comentar | favorito

.meu mail: ribeiro.dc@gmail.com

.Junho 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9

19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


 

 

El Tiempo en Chaves
IBSN: Internet Blog Serial Number 560-22-4-1960
blog-logo Travelavenue.com.br - O Guia de Viagem- favorite blog 2010

.Facebook

Blogue Chaves Olhares

Cria o teu cartão de visita Fernando Ribeiro

Cria o teu cartão de visita peticao-utad peticao, tâmega, rio reflexos 183-podium frproart's most interesting photos on Flickriver

.subscrever feeds

.posts recentes

. Chaves e o Centro

. Dia de Portugal

. Loivos - Chaves - Portuga...

. Santa Leocádia - Chaves -...

. Mairos e Torga

. Chaves - Três Olhares

. Arrabalde no 1º de Maio d...

. Soutelinho da Raia - Cha...

. Abobeleira - Chaves - Por...

. Calvão - Chaves - Portuga...

. Curalha - Chaves - Portug...

. Uma breve passagem por Pó...

. Três olhares sobre Parada...

. Chaves - Uma imagem

. Roriz - Três quadros da m...

.pesquisar

 
blogs SAPO

.A espreitar

online
Estou no Blog.com.pt

.Creative Commons

Creative Commons License
Este Blogue e o seu conteúdo estão licenciados sob uma Licença Creative Commons.

.Olhares de sempre

.links

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

Add to Technorati Favorites